Page 1

CARTÃO SUS

SAMU

Documento que dá acesso aos serviços públicos de saúde

Base Oeste volta a atender após obras de revitalização

PÁGINA 2

PÁGINA 3

SAÚDEMANAUS EDIÇÃO Nº 6 | FEVEREIRO DE 2019

Conselho de Saúde: importante ponte entre a população e o serviço público de saúde em Manaus Os Conselhos de Saúde – municipal e os locais – funcionam como intermediadores entre as comunidades e o poder público, permitindo que a sociedade fiscalize, acompanhe e dê sugestões para que os serviços das unidades de atenção do município cheguem aos usuários com a eficácia necessária. PÁGINAS 4 E 5 FOTO: DIVULGAÇÃO/SEMSA

FOTO: JOSÉ NILDO/SEMSA

FOTO: DIVULGAÇÃO/SEMSA

AEDES

MALÁRIA

Começa o primeiro diagnóstico de infestação do mosquito

Prefeitura registra redução dos casos graves da doença

PÁGINA 6

PÁGINA 7


2

SAÚDE MANAUS

FEVEREIRO DE 2019

ACESSO

Saiba como obter o Cartão SUS, que dá acesso gratuito aos serviços de saúde FOTO: DIVULGAÇÃO/SEMSA

O

Cartão do Sistema Único de Saúde é o documento que possibilita vincular os procedimentos, ações e serviços de saúde executados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) ao cidadão, ao profissional de saúde que os realizou e também à unidade de saúde

onde foram realizados. Para tanto, é necessária a construção de cadastros de usuários, de profissionais de saúde e de unidades de saúde. A partir desses cadastros, os usuários do SUS e os profissionais de saúde recebem um número nacional de identificação.

Como tirar o cartão SUS?

Todas as Unidades Básicas de Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, estão aptas a tirar o Cartão SUS do cidadão. A documentação necessária para tirar o Cartão SUS é RG (Identidade), CPF, Certidão de nascimento ou casamento, Número de PIS/Pasep. Para consultar se já possui o Cartão SUS, basta acessar pelo link https://portaldocidadao.saude.gov.br/portalcidadao/verificarSePossuiCNS.htm e inserir as informações: nome, data de nascimento, município e nome da mãe. Em caso positivo, se quiser, é só imprimir. Com o Cartão SUS, o usuário tem acesso aos serviços de saúde oferecidos pela rede pública

Hipertensão arterial sistêmica: sintomas e quando buscar atendimento médico

V

ocê sabia que existem várias doenças cujos sintomas podemos não perceber? Sabia que pode ser pressão alta? Alguns sintomas podem ser enjoo, tonturas, dor na nuca, dor de cabeça, dificuldade para respirar, visão embaçada, dor no peito. Se estiver sentindo esses sintomas, não importa sua idade, procure uma unidade de saúde. O médico vai avaliar você e talvez precise passar por vários exames para descobrir a causa. Caso o resultado dos exames dê positivo para pressão alta, você será cadastrado nessa unidade no programa chamado Hiperdia, que é para quem tem hipertensão, diabetes ou os dois juntos. O programa Hiperdia dá direito ao acompanhamento com o médico e enfermeiro, às medicações preconizadas pelo Ministério da Saúde para o programa, exames, encaminhamentos para profissionais especializados tipo, cardiologista, nutricionista dentre outros. Você será acompanhado no mínimo a cada três meses, pelo médico e enfermeiro. Os outros profissionais serão encaminhados conforme sua necessidade. O enfermeiro orientará você nos medicamentos,

FOTO: DIVULGAÇÃO/SEMSA

A hipertensão é uma doença crônica em que a pressão sanguínea nas artérias se encontra constantemente elevada e normalmente não apresenta sintomas

na alimentação, nos exercícios físicos, caso possa fazê-los. Atualmente, a hipertensão arterial atinge, em média, 30% da po-

pulação brasileira, chegando a mais de 50% na terceira idade e está presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil. É responsável

por 40% dos infartos, 80% dos Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e 25% dos casos de insuficiência renal terminal (SBH, 2014).


SAÚDE MANAUS

FEVEREIRO DE 2019

3

ATENDIMENTO

Base Oeste do Samu 192 Manaus volta a atender após obras de revitalização

A

Base Oeste do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Manaus), situada na avenida Brasil, s/nº, Compensa, voltou a prestar atendimento, após ser totalmente revitalizada. Após a obra, a unidade passou a contar com rampa para lavagem de ambulâncias, cobertura e Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), entre outras melhorias. Em toda a cidade, a prefeitura tem 11 bases do Samu 192, situadas em locais estratégicos, para agilizar o atendimento às chamadas de urgência e emergência, sendo uma base fluvial, além da Central de Atendimentos, localizada na Praça 14 de Janeiro, zona Sul, para onde convergem todas as ligações e onde é feita a regulação. A Base Oeste tem 62 metros quadrados, num total de 188 metros quadrados de área, oferecendo melhor estrutura e mais conforto aos profissionais que trabalham no local em sistema de plantão. Além dessa, outras bases do Samu 192 Manaus estão com obras em execução: Aleixo e Cidade de Deus. Também irão entrar em reforma as estruturas do bairro Colônia Antônio Aleixo, Santa Etelvina e a Base Sul, que fica na rotatória da Suframa. Está prevista, ainda, a reforma da Base do Samu 192 Manaus, do Puraquequara.

FOTO: MÁRIO OLIVEIRA/SEMCOM

As obras dotaram a Base Oeste de mais conforto aos profissionais que atuam na urgência e emergência, além de melhorar a acessibilidade

Prefeitura integra debate para redução de óbito materno infantil e fetal A FOTO: JOSÉ NILDO/SEMSA

A enfermeira Sonja Farias falou sobre os problemas encontrados nas maternidades

Prefeitura de Manaus participou da reunião ordinária do Comitê de Prevenção do Óbito Materno Infantil e Fetal (CMPOMIF), realizado na Universidade Paulista (Unip), zona Centro-Sul da capital, na qual foram analisados dados e ações adotadas nas maternidades da capital. A presidente do Comitê, enfermeira Sonja Farias, explicou a importância do trabalho desenvolvido na verificação das principais causas de óbito materno, infantil e fetal, que podem auxiliar nas estratégias adotadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para evitar novos casos. “O comitê participa de vários grupos de visita às maternidades e de acompanhamento das avaliações de óbitos e, a partir disso, são realiza-

das conversas com os diretores desses locais, nas quais se faz um relato dos problemas observados, direcionando aos gestores de saúde, a fim de que eles tenham conhecimento do real cenário para poder trabalhar em mudanças”, informa Sonja. Para garantir ações preventivas imediatas, a Semsa trabalha com base nos indicadores que apontam os principais problemas enfrentados pelas mães, por meio do sistema de monitoramento em rede nas maternidades de Manaus. Esses indicadores também ajudam a nortear as ações do Ministério da Saúde. Entre as principais causas desse tipo de morbidade estão a pré-eclâmpsia, eclampsia, hemorragia, e sepsia, que é a complicação potencialmente fatal de uma infecção, também conhecida como septicemia.


4

SAÚDE MANAUS

FEVEREIRO DE 2019

REPRESENTATIVIDADE

Conselhos auxiliam os usuários a fiscalizarem os serviços de saúde oferecidos pela prefeitura FOTO: DIVULGAÇÃO/SEMSA

Os conselhos são formados por representantes dos usuários, dos trabalhadores na saúde e das entidades sociais que atuam na cidade para assegurar a qualidade dos serviços oferecidos

P

ara o atendimento de saúde em Manaus ser efetivo e o serviço oferecido, o melhor, é indispensável a colaboração das pessoas que o compõem: as que cuidam da parte administrativa, organizando a estrutura que permite a realização dos serviços; os profissionais de saúde como médicos, enfermeiros, dentistas e técnicos, que fazem os atendimentos; e, ainda, as pessoas que fiscalizam esse trabalho, zelando pelas melhores condições em todos os seus elementos: equipamento, pessoal, a relação entre servidores e usuários. Para essa última parte, a da fiscalização, existe o Conselho Municipal de Saúde. Um intermediário entre a população e o serviço de saúde em Manaus, o conselho é um órgão criado para fiscalizar o cumprimento desse serviço, e ajudar na formulação de políticas que o melhorem, sempre em benefício dos usuários. Como explica Jorge Luiz Maia Car-

neiro, presidente do órgão, é uma forma de controle social, ou seja, de colocar a sociedade à frente das decisões sobre o atendimento de saúde em Manaus. “A atuação do conselho acontece em várias frentes: desde a fiscalização das ações de gestão – verificar, por exemplo, se os remédios destinados por lei estão chegando à população, ou se os contratos e convênios de saúde vêm sendo cumpridos pela prefeitura –, até a participação nas reuniões de planejamento e criação de políticas. Para tanto, é necessário conhecer as necessidades de cada unidade, de cada comunidade, o que é feito por meio dos conselhos locais”, aponta o presidente. Afinal, o Conselho Municipal não está sozinho em sua missão. Auxiliando-o na tarefa de aproximar a sociedade dos serviços de saúde estão os Conselhos Locais, instalados nas unidades de saúde, como

UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e Policlínicas, para serem os “olhos e ouvidos” do Conselho Municipal, segundo a definição de Jorge Carneiro, vivenciando o dia a dia dessas unidades, e conhecendo de perto as suas necessidades. “É um trabalho de extrema importância, o de levar a informação da ponta, que são as unidades de saúde e as comunidades, para o Conselho Municipal, e com isso oferecer uma resposta às necessidades específicas de cada lugar”, define Jorge. Todos os meses os conselheiros locais se juntam à equipe do Conselho Municipal nos chamados “conselhões”, reuniões formais nas quais são apresentados os problemas das unidades e são discutidas possíveis soluções. Para poder ser abrangente em sua representação, a composição do Conselho Municipal e suas filiais comunitárias é dividida proporcionalmente entre servidores e ges-

tores da rede municipal de saúde e usuários do sistema. Atualmente, o Conselho Municipal conta com 32 conselheiros titulares e 32 suplentes, enquanto há 61 Conselhos Locais instalados em unidades de saúde de Manaus. Não é, ainda, uma representação integral da rede – nem todas as unidades têm um Conselho Local implementado, e está prevista a criação de conselhos distritais, para supervisionar os conselhos dentro das diferentes zonas da cidade. “É, principalmente, um canal de comunicação, uma maneira que o poder público encontrou para captar as demandas que surgem no dia a dia, que afetam a vida de pequenos grupos, aprimorando o sistema de saúde também em nível individual”, conclui Jorge. Em outras palavras, uma ponte, facilmente acessível, entre a população e o serviço público de saúde em Manaus.


SAÚDE MANAUS

FEVEREIRO DE 2019

5

ENGAJAMENTO

Participação da comunidade é fundamental no trabalho dos Conselhos Locais de Saúde

O

s Conselhos Locais de Saúde têm de quatro a 12 membros, eleitos para um mandato de três anos, sempre obedecendo a organização proporcional dos participantes – se há dois membros da rede de saúde, tem de haver dois representantes comunitários, por exemplo. A função de representante comunitário é a que garante o acesso direto da população ao controle social da saúde. Para poder se candidatar ao cargo de conselheiro, é preciso estar ligado a uma entidade social organizada (associações de moradores, sindicatos), a qual tem de estar cadastrada no Conselho Municipal. É importante que o candidato a conselheiro seja reconhecido como uma pessoa atuante em sua comunidade. Saro Adriano de Andrade, conselheiro local (na função de representante dos servidores da saúde) na UBS Vicente Pallotti, no bairro Praça 14, zona Centro-Sul de Manaus, explica que o trabalho é motivado primeiramente por um senso de zelo e defesa da comunidade. “É preciso ressaltar, logo de cara, que não é uma função remunerada. É uma porta que é aberta aos moradores daquela área para poder melhorar o atendimento de saúde, garantir que o serviço seja oferecido integralmente aos moradores”, destaca. “Isso acontece por meio do nosso trabalho de fiscalização, de exigir melhorias, de elaborar documentos e expor as demandas nas reuniões do Conselho Municipal”, informa. Na opinião de Saro, a falta de remuneração dificulta a formação dos conselhos, devido ao desinteresse de muitos comunitários. “Essa é uma questão para a qual a sociedade deveria estar mais atenta. Não é por dinheiro que é feito esse trabalho, e sim por uma oportunidade de propiciar uma vida melhor, propor

FOTOS: DIVULGAÇÃO/SEMSA

As reuniões dos Conselhos Locais acontecem nas unidades de saúde, com a participação dos representantes dos bairros

avanços, mudanças, influir na qualidade de vida da comunidade, o que vai beneficiar você, os seus familiares, os vizinhos”, reflete. O conselheiro dá um exemplo prático de como os Conselhos Locais podem efetivamente melhorar o atendimento de saúde nos lugares onde atuam: representantes da comunidade quilombola Barranco de São Benedito, na Praça 14, procuraram a UBS Vicente Pallotti e seus conselheiros para pedir a ampliação das ações de saúde realizadas no bairro para a sua comunidade, que até então não era coberta por nenhuma unidade de saúde. Com a intermediação dos conselheiros, a

Conselheiro Saro de Andrade explica que os conselhos zelam pela saúde das comunidades

reivindicação foi atendida, e agora os moradores do Barranco de São Benedito têm à sua disposição o atendimento da UBS N32. Além disso, segundo Saro, o novo público trouxe também a necessidade de se formular políticas específicas para as suas necessidades, o que levou à organização de uma série de ações de conscientização e promoção da saúde da população negra. “Por aí a gente vê como o engajamento da população no trabalho dos conselhos é fundamental para o atendimento de saúde em Manaus”, afirma Saro. “Desde questões de infraestrutura – digamos, um teto com infiltração, falta d'água, de energia – até recursos humanos – uma unidade que está sem vacinador, sem agente comunitário para visitar as casas, esse tipo de coisa –, tudo pode, e deve, ser informado aos conselheiros de saúde, para que eles levem as demandas da comunidade até as instâncias mais altas e consigam oportunizar uma melhoria, a solução do problema”, explica. Saro Andrade compara essa estrutura a um parque onde há os brinquedos, há o público, e há os funcionários que cuidam para que todos os brinquedos funcionem à perfeição, com a máxima segurança para os frequentadores. “Os Conselhos de Saúde são os fiscais que zelam pelo bom funcionamento do

parque”, pondera. “Com a parceria da população, que aponta os problemas, mostra o que está errado, nós podemos agir para que o serviço seja satisfatório, para que quem precisa de atendimento tenha tudo o que necessita, com qualidade e de forma humanizada. Mas, para que esse trabalho aconteça, a população precisa se envolver. As coisas só vão para frente quando há essa colaboração”, sugere.

Fiscalização

A rede de controle social em saúde é uma ferramenta criada pelo governo federal e ampliada por redes estaduais e municipais, que ajuda a garantir que a sociedade receba um serviço de saúde com a qualidade e a isonomia que a lei determina. Assim como os Tribunais de Contas ajudam a fiscalizar a gestão financeira das instituições, zelando pelo bom uso do dinheiro público, os conselhos têm por obrigação assegurar à sociedade que os serviços de saúde atendam aos ditames legais, e chegando de fato a quem precisa deles. A sua estrutura é formada pelo Conselho Nacional de Saúde, que realiza esse trabalho em âmbito federal; Conselhos Estaduais e Municipais, ligados às secretarias de suas respectivas instâncias; e os Conselhos Locais, instalados nas unidades de saúde comunitárias.


6

SAÚDE MANAUS

FEVEREIRO DE 2019

MOSQUITO

Levantamento sobre a Infestação do Aedes foi realizado em oito bairros de Manaus FOTOS: JOSÉ NILDO/SEMSA

O levantamento é realizado pelos agentes de endemias da Semsa, em visitas casa a casa, de segunda a sábado, seguindo a metodologia do Ministério da Saúde, para garantir 20% de amostragem da infestação

A

prefeitura realizou o 1º Diagnóstico da Infestação do Aedes aegypti de 2019 em oito bairros da cidade. O trabalho foi iniciado pelos bairros Cidade de Deus, Flores, Mauazinho, Colônia Antônio Aleixo, Puraquequara, Santo Antônio, Glória e São Raimundo. Ao todo, o levantamento executado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) até o dia 18 de fevereiro, atingiu 28 mil imóveis distribuídos em todos os bairros de Manaus. O levantamento do índice de infestação do Aedes, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, é realizado periodicamente, quando agentes de saúde visitam domicílios para identificar e coletar as formas imaturas (larvas) do mosquito, eliminando potenciais criadouros. Essa metodologia de trabalho foi proposta pelo Ministério da Saúde, que é vistoriar, em uma amostra representativa de aproximadamente 20% dos imóveis do município, determinada em função da população e do número de imóveis exis-

sos confirmados de dengue, zika vírus e chikungunya, em comparação com 2017. E no mês de janeiro deste ano, houve uma redução de 41,2% no número de notificações dessas três doenças, em comparação com janeiro de 2018. Mas, a população deve continuar em alerta porque esse cenário de redução pode ser alterado a qualquer momento, caso as medidas de prevenção não sejam executadas em cada um dos domicílios”, alerta Alciles Comape.

Risco

Durante o diagnóstico são identificados e eliminados possíveis criadouros do Aedes aegypti

tentes. O objetivo final é verificar o grau de risco para a proliferação do mosquito e, assim, estabelecer estratégias para o combate ao Aedes de acordo com a realidade de cada comunidade. As equipes passaram, também, pelos bairros Novo Aleixo, Flores, Parque 10 de Novembro, Armando

Mendes, Coroado, Vila da Prata e Compensa I e II. O chefe do Núcleo de Controle da Dengue da Semsa, Alciles Comape, disse que as visitas foram realizadas em domicílios nas zonas Norte, Leste, Oeste e Sul. “No ano passado, Manaus registrou uma redução de 54,05% nos ca-

No Diagnóstico de Infestação do Aedes aegypti realizado em janeiro de 2018, o percentual de imóveis com focos de mosquito apresentou Índice de Infestação de 3,0%, o que representa médio risco para as doenças transmitidas pelo Aedes (médio risco compreende valores entre 1,0 e 3,9). No mês de outubro de 2018 foi realizado um novo diagnóstico, que apresentou um Índice de Infestação de 1,1%, mantendo Manaus em médio risco.


SAÚDE MANAUS

FEVEREIRO DE 2019

7

RESULTADO

Ações de vigilância reduzem casos de transmissão local da forma grave de malária FOTOS: DIVULGAÇÃO/SEMSA

No combate à malária, também são feitas visitas a todos os imóveis nas áreas onde há maior ocorrência de casos, o que possibilita a adoção de medidas imediatas para controle do mosquito

O

município de Manaus não registrou, em 2018, a transmissão local de casos de malária provocados pelo parasita Plasmodium falciparum, que é o mais agressivo agente causador da doença. No ano de 2010, o número de casos chegou a 578. Para o controle da transmissão, a Prefeitura de Manaus executou uma série de medidas e no ano de 2015 iniciou a implementação de uma nova estratégia de vigilância, prevendo o reforço na execução de ações de forma imediata e simultânea em casos de diagnósticos positivos, da investigação epidemiológica e tratamento do paciente, busca ativa de casos e controle do mosquito transmissor. O chefe do Núcleo de Controle da Malária da Semsa, João Altecir Ne-

pomuceno da Silva, esclarece que, ao contrário dos outros tipos de malária, é possível fazer um controle maior do Falciparum porque o paciente começa a transmitir essa forma específica da doença apenas a partir do quinto dia após o início dos sintomas, período em que é possível executar as ações de vigilância. Segundo João Altecir, Manaus notificou, no ano passado, 118 pacientes que apresentaram o Plasmodium falciparum, mas todos foram casos “importados”, já que os pacientes eram de outros Estados ou municípios que chegaram a Manaus com a doença, principalmente do município de São Gabriel da Cachoeira e da Venezuela. “Cada caso importado pode gerar surtos da forma grave da malária em toda uma comunidade. Porém,

as equipes de vigilância atuam em todos os casos diagnosticados, principalmente no que se refere ao diagnóstico precoce e controle do mosquito, evitando a transmissão local da doença”, destaca João Altecir. Ele lembra ainda que casos da forma grave de malária estão reduzindo a cada ano. Em 2014, foram 140 casos. No ano de 2015 foram registrados 23 casos; e em 2016 apenas três casos. O último surto foi em 2017, na comunidade Jacamim, no rio Tarumã, originado com um paciente que chegou do Estado do Acre. Casos - Em 2018, Manaus registrou 8.313 casos de malária, todas pelo Plasmodium vivax, que é o tipo mais comum da doença, resultando em uma redução de 20,9% em comparação com 2017. A Sem-

sa realizou no ano passado 140 mil exames para malária, sendo que 90 mil foram feitos por meio do trabalho de busca ativa de casa em casa. Ações - No combate à malária, a Semsa tem como foco o diagnóstico precoce, tratamento oportuno, busca ativa e controle vetorial do mosquito. O trabalho é feito com o apoio de agentes de endemias, que são treinados para reconhecer os sinais e sintomas, realizando visita de casa em casa, fazendo a coleta de material do exame, entregando medicamentos e supervisionando tratamento quando necessário. Sintomas – Os principais sintomas da malária são: febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça. Também podem ocorrer náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

O trabalho das equipes de Agentes de Controle de Edemias da Semsa vem apresentando resultados positivos, como o controle maior do Falciparum, causador da forma grave da malária que pode matar


8

SAÚDE MANAUS

FEVEREIRO DE 2019

HANSENÍASE

Ação social marca encerramento da campanha Janeiro Roxo

U

FOTO: JOSÉ NILDO/SEMSA

ma ação social no bairro Colônia Antônio Aleixo, organizada pelo Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), com apoio da Prefeitura de Manaus, marcou a programação de encerramento do Janeiro Roxo, campanha mundial de combate à hanseníase. Durante a ação, que aconteceu na escola municipal Violeta de Mattos Areosa e teve como objetivo orientar a população sobre os sinais e sintomas da doença, foram oferecidos exames dermatológicos. Mesmo com o fim da campanha Janeiro Roxo, os serviços de saúde continuam executando todas as ações de combate à doença e a população deve manter o alerta e procurar atendimento no caso de sintomas suspeitos, como manchas brancas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, geralmente com perda da sensibilidade à dor, ao calor, ao frio e ao tato.

Além do atendimento dermatológico, a ação social também ofereceu para a população serviços com cadastro no Sine, corte de cabelo, emissão de carteira de trabalho e RG. O coordenador estadual do Morhan, Pedro Borges da Silva, explica que a oferta desses serviços é uma estratégia para chamar a atenção da população em geral para o combate à hanseníase. “Quem procurou o serviço de emissão de documentos ou de corte de cabelo, teve a oportunidade de já realizar o exame dermatológico. É um trabalho que permite que os serviços sejam oferecidos fora das quatro paredes de uma Unidade de Saúde, quando a comunidade pode tomar consciência sobre a doença e sobre a importância do diagnóstico precoce para que não existam mais pessoas com sequelas da hanseníase”, destaca Pedro Borges.

A ação, organizada pelo Mohan, contou com apoio da Semsa, que realizou exames dermatológicos

Casos

Manaus registrou 115 casos de hanseníase em 2018. Desse total, 103 casos foram diagnosticados em pessoas com idade a partir de 15 anos e 55,17% dos pacientes são do sexo masculino. Por território,

o maior número de casos foi notificado na zona Norte com 43 pacientes (37,39%), seguido da zona Leste com 34 casos, da zona Sul com 23 casos, da zona Oeste com 11 diagnósticos e da zona rural com quatro casos.

Visa Manaus e Conselho de Nutricionistas farão fiscalizações conjuntas

C

FOTO: DIVULGAÇÃO/SEMSA

Com a parceria, serão realizadas vistorias conjuntas em estabelecimentos que trabalham com alimentos

EXPEDIENTE

om o objetivo de fortalecer as ações de fiscalização em serviços de alimentação e nutrição, incluindo aqueles que funcionam em estabelecimentos industriais, comerciais e na área da saúde pública e privada, a Vigilância Sanitária da Prefeitura de Manaus (Visa Manaus) e o Conselho Regional de Nutricionistas da 7ª Região (CRN-7) estão fechando um acordo de parceria. “Com a parceria pretendemos unir esforços nas ações fiscalizatórias, que já são realizadas de modo independente”, informou a gerente de Vigilância de Produtos da Visa Manaus, Hellen Souza. As ações conjuntas devem ser iniciadas logo após a aprovação da minuta pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). O novo acordo vai permitir a ampliação dos trabalhos conjuntos que a Visa já desenvolve com outros conselhos de classe, como o de Farmácia e Odontologia, e com outras instituições, como o Ministério Público e os serviços de proteção ao consu-

midor do Estado e do município. As fiscalizações da Vigilância Sanitária ocorrem nos pedidos de licenciamento e de renovação da licença sanitária ou como ação de monitoramento de rotina. Além disso, os serviços são inspecionados para apuração de denúncias feitas pela população à Ouvidoria da Visa (0800 092 0123).

Qualidade

A representante do CRN-7, fiscal Hellene Vieira de Souza, destacou, durante a reunião, que a parceria com a Visa vai garantir um mecanismo de ação fortalecido para assegurar que tanto o setor público quanto o privado cumpram as normas que qualidade na manipulação, armazenamento e distribuição de alimentos. “Queremos que todo serviço de alimentação e nutrição tenha o responsável técnico nutricionista, como manda a lei, e que cumpra com os requisitos que visam proteger a saúde dos consumidores”.

Eric Gamboa Secretário Municipal de Comunicação | Elendrea Cavalcante Subsecretária Municipal de Comunicação | Jornalista Responsável Sandra Monteiro MTB 001219/AM Textos Decom Semsa | Revisão Dernando Monteiro | Fotos Decom/Semsa | Projeto Gráfico Aline Ribeiro

Profile for intranet.semsa

Saúde Manaus 06  

Saúde Manaus 06  

Advertisement