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PEQUENO ALMOÇO &

PRESIDENTE LOPES DE CASTRO

“As empresas A GESTÃO sabem que podem contar OS DESAFIOS com a apigraf” DO DIGITAL

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O 3D EM GRANDE

PAPER

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p o r A n a Pa u l a C e c í l i a

O que vai na cabeça...

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uitas vezes tenho a sorte de me sentar à mesa com empresários e profissionais gráficos, sobretudo em eventos do sector, ou em visita às empresas que entrevisto. Isso permite-me ouvir opiniões de um modo informal, sem rede, sem filtros. Em cada conversa “apanho” visões diferentes, problemas comuns, estratégias distintas, preocupações gerais, conceitos “démodés” ou outros muito inovadores. Cada pessoa é um mundo e é interessante saber o que vai dentro de cada cabeça. Confesso que sou como uma esponja que absorve tudo o que ouve e vê, mas infelizmente não tenho o poder ou a capacidade de passar aos leitores da IG tudo o que recolho nas mais variadas situações. Faço o melhor que consigo, coloco o máximo que posso nas 44 páginas, mas confesso que aquilo que aqui vos transmito, é apenas 10% de toda a informação que recebo. Ir a uma empresa fazer uma entrevista serve me como case study. Olho, analiso, comparo. Visitar uma feira em Madrid permite perceber a dinâmica do mercado espanhol, o crescimento, o positivismo, as oportunidades e a coragem dos portugueses que se aventuram noutros mercados. Assistir a uma entrega de prémios dá me a oportunidade de ver os melhores, de saber porque foram distinguidos, como superaram os desafios e oportunidades. Conversar com responsáveis de empresas da área, faz me enumerar problemas, causas, queixas, diferendos. Moderar um pequeno almoço de trabalho com 20 empresários torna-se num “estudo de mercado” cuja amostra se revela disponível e fiel aos seus próprios pensamentos, sem pressões, sem medo, sem vaidades . Estar na plateia de uma conferência internacional realizada em Portugal, mostra me o valor da informação e a certeza de que os profissionais gráficos dela como de pão para a boca, para gerir melhor os seus projectos. Ter acesso a uma apresentação onde além dos profissionais desta área estão retalhistas, distribuidores e marketters, obriga me a ver a nossa indústria pelos olhos dos outros, sair “fora da caixa” e apontar os maiores erros de comunicação. No total, a informação que recolho é tanta que poderia encher várias revistas ao mesmo tempo e, em alguns dias, sinto mesmo a frustração de não poder fazer mais e melhor! E isto é ainda mais forte porque sei que há tanto para fazer nesta indústria gráfica e da comunicação, tanto para organizar, tanto por decidir, tanto por afinar. Aos empresários faz falta mais informação, mais formação, mais partilha e mais contactos. Gerir hoje uma gráfica é muito diferente daquilo que se fazia há dez anos e por isso importa não deixar escapar todas as oportunidades. Por tudo isto, e quem me conhece sabe, que passo de modo informal, parte do meu tempo a colocar pessoas em contacto, partilhar ideias, histórias, informação e mesmo a indicar as mais recentes soluções do mercado, adaptadas a cada realidade empresarial. Faço com muito gosto mas ultimamente tenho pensado numa forma de chegar ainda mais perto de quem me lê e a resposta há de surgir em breve! E com tudo isto, já é Natal de novo, pelo que só quero desejar que tenha umas festas felizes e logo de seguida um 2017 cheio de saúde, sucesso e bons projectos. Aproveito para fazer a seguinte sugestão: Neste Natal, se anda às voltas com o presentes, se dá voltas à cabeça sobre o que oferecer, não deixe de dar a quem gosta o melhor presente do mundo: um livro! Além de ser uma oferta fantástica, está ainda a dar um impulso à impressão em papel e a contribuir para o progresso e notoriedade desta indústria!. Fica a sugestão!

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D i r e c t o r a da r e v i s ta i n t e r g r á f i c a s

anapcecilia@intergraficas.com.pt

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Ficha técnica Directora Ana Paula Cecília | redacção Ana Paula Cecília anapcecilia@intergraficas.com.pt Design e paginação designglow geral@designglow.com fotografia iStockphoto, antónio camilo e Sara Butler colaboradores Augusto Monteiro,

João Felgueiras, daniel furet marketing e publicidade Pedro Silva webmaster BBG joao@bbg.pt propriedade Ana Paula Cordeiro Cecília e Carla

Cecília | Rua José Isidro dos Santos, nº 3, 5º esq.; 2625-089 Póvoa de Santa Iria Tel. 21 804 15 28 TlM. 91 991 35 27 E-mail anapcecilia@intergraficas.com.pt Site www.intergraficas.com.pt nº de contribuinte 503 898 007 nº de registo no I.C.S. 114 507/97 Depósito legal 220 938 | tiragem 3 000 exemplares | periodicidade Mensal impressão ONDA GRAFE lda

Rua da Serra nº1, A-das-Lebres, 2660-202 Santo Antão do Tojal Tel. 219 738 390 Os artigos de opinião integrados nesta revista são da responsabilidade dos seus autores e não expressam necessariamente a opinião do editor.

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opinião

POR AUGUSTO MONTEIRO PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA GRAFOPEL

augusto.monteiro@grafopel.pt

ATÉ ONDE PODERÁ CHEGAR O DIGITAL? E O OFFSET? Estas são as perguntas que todo o mundo gráfico faz. Sim, até onde poderá chegar o digital na sua caminhada em direcção ao futuro, e até onde conseguirá o offset manter o seu papel de sistema omnipresente, numa era em que novos desenvolvimentos na tecnologia de impressão digital despontam, perspectivando poderem vir a marcar terreno em áreas até agora dominadas pelo offset.

EM TERMOS OFENSIVOS COMERCIAIS, A PENETRAÇÃO DA TECNOLOGIA DIGITAL, EM ALGUMAS ÁREAS DO MERCADO, POSSA OCORRER MAIS RAPIDAMENTE DO QUE ANTES. 06

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impressões/h frente ou frente-e-verso; condução de uma máquina de 2-4-6-8-10 ou 12 cores ao toque de um botão, por um único operador; mudança de chapas inteiramente automática; mudanças de trabalho em 3 minutos; verniz IR ou UV e foilstar em linha; etc., tudo isto e muito mais tornam o sistema offset o eleito para a impressão de pequenas, médias e grandes tiragens, com elevada qualidade e produtividade, e o garante de vendas da indústria gráfica, a deixar longe de vista os restantes sistemas concorrentes.

Em relação ao offset, nestes últimos trinta anos verificaram-se avanços particularmente importantes, que reduziram quase a nada os passos do processo de impressão. Uma revolucionária reconfiguração tecnológica, com uma grande componente digital, abriu caminho para a optimização de todo o processo de impressão e, por consequência, a umas dimensões de qualidade e produtividade nunca antes alcançadas. 18.000

Na última Drupa, face à significativa penetração de empresas produtoras de equipamentos digitais, estivemos perante uma digitalomania obedecendo à lógica de expansão do produto, que actualmente se situa à volta de 15% de toda a impressão. Com o apoio activo e força competitiva das suas empresas multinacionais, agressivas na sua teoria, cegas na sua abordagem e sectárias nas suas avaliações e julgamentos, é natural que em termos ofensivos comerciais, a penetração da tecnologia digital, em algumas áreas do mercado, possa ocorrer mais rapidamente do que antes. No entanto, embora alguns dos conceitos digitais tenham criado um impacto positivo, levanta-se a seguinte questão: constituirão o melhor instrumento para enfrentar, a nível industrial e comercial, a competitividade de outros sistemas já implantados, consolidados e comprovadamente competitivos? Nos próximos 10 ou 20 anos, offset ou digital? Só o maior desenvolvimento tecnológico de um ou outro sistema poderá garantir a sua liderança. Para já, a pergunta que se coloca é quando (ou se) alguma vez ocorrerá o ponto de encontro entre ambos os sistemas. Actualmente, o mundo industrializado já não tem o monopólio do saber, porque este move-se com total liberdade, obrigando as empresas a uma constante busca por elementos diferenciadores, que hão-de surgir sempre, seja na área digital, seja na área offset, sistema este que ainda joga com todos os trunfos na mão para destrunfar.

om efeito, a tecnologia digital começa a dar os primeiros passos há cerca de trinta anos, tornando-se num slogan quotidiano, difundido pelas multinacionais americanas, japonesas e europeias, geradoras do produto, no sentido da sua introdução no mercado comercial da pequena tiragem. Tratava-se de um sistema inteiramente novo, para tiragens reduzidas de produtos impressos individualizados ou personalizados, que foi despertando o interesse do mercado. No entanto, grande parte da euforia inicial foi arrefecida pelos limites da própria tecnologia e pela sua inadequação para a produção de produtos gráficos, quer em quantidade, quer em qualidade. Lenta mas crescentemente, foi confirmando a sua presença no mercado, sendo actualmente, não apenas um sistema complementar para tiragens reduzidas, mas uma fonte de competição a esboçar uma mudança de paradigma em algumas das suas vertentes, como, por exemplo, a impressão a jacto de tinta ou a nanografia, tecnologias que encontraram aliados estratégicos nos fabricantes de equipamentos de offset, que emparceiraram em projectos conjuntos no seu aperfeiçoamento. Um novo horizonte fica, assim, aberto para o desenvolvimento de novos meios, métodos e soluções, como já foi visível na última Drupa. No entanto, na minha perspectiva, ainda longe de constituírem uma resposta eficaz e efectiva para a impressão de produções industriais com a qualidade e eficiência económica do offset.

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opinião

por João Felgueiras D i r e c t o r pa r a o M e r c a d o P o rt u g u ê s d o G r u p o P o rt u c e l S o p o r c e l

joao.felgueiras@portucelsoporcel.com

Que privilégio de infelicidade A mensagem que gostaria de transmitir é de determinação na luta pelos nossos objectivos

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inte e tantos anos a vender papel na Europa, mais concretamente, em Por tuga l, deram-me a oportunidade de escutar muitas lamentações: • A economia é uma desgraça! • Os clientes tardam em pagar… quando pagam… • As encomendas escasseiam! • Os Bancos não ajudam! • O Estado dificulta! • Mão-de-obra de qualidade é cada vez mais difícil de encontrar e de segurar. • Etc. Sempre encarei estes lamentos com uma combinação de sentimentos: • Por um lado, tristeza e solidariedade para quem sofre. • Por outro lado algum enfado pela monotonia da procura de justificar em causas externas, os insucessos das empresas. Já tenho usado a analogia com a realidade náutica: Na verdade, no mesmo oceano, ao mesmo tempo, navegam diversas embarca-

basta-me olhar em meu redor, para perceber que a minha contrariedade é um mar de rosas, quando comparada com as dificuldades de muitos outros 08

ções, enfrentando as mesmas condições de mar e de vento. Umas progredindo com sucesso, outras naufragando. O mar é o mesmo. A diferença está apenas nos barcos, em quem os tripula e nas decisões que tomou. Pessoalmente, quando sou afetado por contrariedades, também me acontece sentir por momentos que tudo está errado e que estou a ser vítima de alguma injustiça. Contudo, basta-me levantar a cabeça e olhar em meu redor, para perceber que a minha contrariedade é apenas um mar de rosas, quando comparada com as dificuldades enfrentadas por muitos outros que estão muito pior. Aí, envergonho-me de qualquer eventual lamúria e sigo em frente. As minhas anteriores incursões pelos PALOPs, já me tinham levado a refletir sobre este tema, mas o mais recente mergulho nas Áfricas sublinhou o que já antes pensava. As nossas dificuldades são o sonho de muitos dos nossos colegas africanos. • Trabalhar, onde não há divisas para importar as matérias-primas ou os equipamentos. • Trabalhar onde não há assistência técnica a sério. • Trabalhar onde não há mão-de-obra minimamente qualificada. • Trabalhar onde, entre a adjudicação de uma encomenda e o seu pagamento, a moeda desvalorizou mais do que a margem de lucro. Tudo isto e muito mais, faz com que muitas empresas africanas invejem a nossa “infelicidade”. Henry Ford disse um dia que “Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que você vê quando desvia os seus olhos da sua meta”. Cuidado em não confundir esta reflexão com conformismo. Pelo contrário, a mensagem que gostaria de transmitir é de determinação na luta pelos nossos objectivos.

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por Daniel Furet Director de Produção | Lidergraf

daniel.furet@lidergraf.pt

Mais do mesmo: tributar quem trabalha, quem investe e quem poupa. Assistimos infelizmente, a mais do mesmo, venha quem vier o caminho é sempre o mais fácil, penalizar quem realmente trabalha, quem investe e agora quem poupa.

temos que participar mais na vida politica, não ingressando nos partidos mas escrevendo, relatando o que está mal e tentar com isso mudar algo 10

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m vez de se conseguir algo que venha realmente de encontro ao cumpridor, vamos penalizar o mesmo, vamos continuar a estrangular as pequenas e médias empresas que até são o grande empregador em Portugal, vamos apertar mais o trabalhador que cumpre, pois o combate aos prevaricadores é mais complicado, mexe com muito politico seja de esquerda ou de direita, mexe com a sociedade de uma forma incómoda. É isto que me incomoda em Portugal, conformamo-nos com o que se depara em frente dos nossos olhos diariamente. Ora vejamos, continuamos com processos em tribunal cujo fim é impossível de visionar, continuamos a complicar tanto os processos em que os devedores/incumpridores continuam a pavonearem-se livremente por esses tribunais fora, a gozarem com o dinheiro de todos nós, as empresas não cumpridoras com o fisco e segurança social impunes, os prazos de pagamentos a começarem a dilatar e as empresas a ficarem impotentes para solucionar os seus problemas. Continuamos a assistir a trabalho ilegal por esse país fora, a crimes ambientais na área industrial de bradar aos céus e, o mais chocante, é o exemplo estatal, que agora quer cativar os pagamentos a fornecedores, em fim, para não dizer o fim. Gosto muito de viver em Portugal, mas gostava de o ver como referência em muita coisa, gostava mesmo, que soubesse-mos adoptar o que de melhor se faz por este mundo fora e aprender com o que de pior se faz. Gostava realmente de me sentir importante para a sociedade, gostava de ter a certeza de que os impostos que pago não são em vão, têm um objectivo bem definido e não são para coisas que vão muito além da minha compreensão. Tenho tido a possibilidade de viajar por Portu-

gal e pelo mundo e posso afirmar que somos um país maravilhoso, um país que só não está mais no topo, porque os nossos políticos assim não o querem. Quantos políticos enfrentaram uma experiência no mundo do trabalho real, quantos sabem o que custa realmente ganhar a vida? Poucos. Mesmo muito poucos. Hoje fico bastante orgulhoso, quando ouço falar de Portugal. Definitivamente já não é só Figo ou Ronaldo (que muito fizerem e continuam a fazer pelo nome de Portugal), mas já é o trabalhador comum que está lá fora e que é considerado do melhor, são os mais procurados para as mais variadas actividades fabris, são os nossos especialistas, os nossos engenheiros, investigadores e médicos que integram grandes projectos. É bom ouvir que as nossas comunidades são pacatas e têm um impacto positivo nas outras sociedades. É por isto tudo, e por muito mais, que reconheço que nós portugueses somos grandes, somos bons, com o senão de sermos demasiado resignados além de muito mal comandados, e já lá vão muitos anos. Será que não está na hora de começarmos a mudar, sermos mais participativos na forma como nos manifestamos, sermos um pouco mais polícias dos nossos representantes, aqueles que com os nossos impostos pagamos zelosamente todos os meses? Para isso temos que participar mais na vida politica, não ingressando nos partidos mas escrevendo, relatando o que está mal e tentar com isso mudar algo. Podemos utilizar o Facebook ou outras ferramentas semelhantes para escrever o que nos vai na alma e não colocar uma foto do que comemos ao almoço, ou da estupidez que fizemos na noite anterior. Devemos tornar estas ferramentas em algo mais útil do que escrever livros em formato aberto, sem censura, das nossas vidas expondo-nos cada vez mais a uma sociedade carente de big brothers.

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news N A C I O N A I S Investigação

Instituto RAÍZ distinguido O RAIZ, Instituto de Investigação

da Floresta e do Papel, acaba de ver distinguido o seu trabalho de 20 anos de Investigação do Eucalipto com um galardão atribuído pela Ordem dos Engenheiros, instituição que está a celebrar o seu 80º aniversário. Criado em 1996 pela The Navigator Company, o RAIZ e as universidades parceiras, constituem hoje o maior repositório mundial de conhecimento científico e tecnológico da espécie Eucalyptus globulus, aquela que mais predomina em Portugal, sendo o Instituto reconhecido, a nível mundial, como um centro de investigação de referência, promotor do desenvolvimento sustentável e da bioeconomia baseada na floresta do eucalipto. O RAIZ, cuja actividade é maioritariamente financiada pela The Navigator Company (cerca de 4 milhões de euros/ano), é um organismo privado, sem fins lucrativos, reconhecido como entidade do Sistema Científico e Tecnológico Nacional, que desenvolve trabalhos de investigação, consultoria, serviços especializados e formação nos domínios da floresta, papel e biorrefinarias de base florestal, operando o seu quadro próprio de cerca de cinco dezenas de investigadores em parceria com as Universidades de Aveiro e de Coimbra, bem como com o Instituto Superior de Agronomia de Lisboa.

Apigraf premeia a excelência empresarial

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eve lugar em Lisboa a atribuição dos prémios 2016 de Excelência Empresarial no sector Gráfico e Transformador do Papel. A Apigraf analisou a indústria a nível nacional e decidiu galardoar 12 empresas, três em cada uma de quatro categorias, determinadas em função das suas dimensões. Com estes Prémios Excelência Empresarial 2016, a APIGRAF distingue as empresas que mais se destacaram em 2016 entre as 2800 que constituem estes sectores. Entre os critérios que distinguem a excelência empresarial estão o

Lista de premiados Apigraf Grande Dimensão

Silver Award

Bronze Award

Gold Award

Seda Iberica: Embalagens SA

Saica pack Portugal SA

Bronze Award

ECC: Empresa de Cartão Canelado SA

Silver Award

Finieco: Industria e Comércio de Embalagens SA

Micro Dimensão

Pequena dimensão

António de Almeida Lda

Gold Award

Silver Award

Cartonagem Cardoso SA

Soartes: Artes Gráficas Lda

Silver Award

Bronze Award

Grafedisport: Impressão e Artes Gráficas SA

Tipocor: Publicade e Artes Lda

Renova: Fábrica de papel do Almonda SA Bronze Award Europa&C: Embalagem SA Média Dimensão Gold Award Bloco Gráfico Lda

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volume de negócios, resultados líquidos ou a rentabilidade. O evento contou com o apoio da The Navigator Company e foi a Informa D&B, que recolheu e tratou os dados subjacentes à atribuição dos prémios. O presidente da Apigraf, Lopes de Castro considerou que “este é um grande sector feito de empresas de diversas dimensões. Das grandes às micro empresas, a verdade é que no seu conjunto esta indústria representa 4% do sector transformador em Portugal e existem empresas bem geridas e com elevada rentabilidade, norteadas pela capacidade de inovar e crescer.”

Gold Award

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“Nenhuma empresa é melhor do que o seu administrador permite.” P e t e r Dr u c k e r

Navigator é o Papel de Escritório nº. 1 Na Europa

A marca de papel Navigator foi distinguida com o primeiro lugar, a nível europeu, no Brand Equity Index, uma iniciativa da Opticom. O Inquérito de 2016 identificou a Navigator como a marca mais reconhecida, mais vendida, com o maior índice de fidelidade e maior índice de percepção de qualidade. Ao conquistar, pela primeira vez, a posição cimeira em todas as categorias Brand Equity Index, a marca Navigator destaca-se entre as várias marcas de papel presentes na Europa como uma das principais referências de papel de escritório mais reconhecidas. Neste inquérito de mercado já consagrado, a marca melhor classificada é uma marca puramente de papel, que identifica um fabricante de papel, The Navigator Company, enquanto as restantes 4 marcas do Top 5 – Xerox, Lyreco, HP e Staples – correspondem a fornecimentos fabricados por diversos produtores de papel. “Este reconhecimento, com a dimensão dos Brand Equity Index, orgulha e enche-nos de motivação para continuar a reforçar a posição de liderança que a marca Navigator ocupa”, explica António Redondo, director Comercial da The Navigator Company, concluindo que “os resultados do inquérito ajudam a consolidar a confiança que temos nos nossos produtos e marcas”.

Conferência celebra 50 anos da Fujifilm Europa

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em todas as empresas podem celebrar 50 anos de vida, sobretudo permanecendo sempre, ao longo destas décadas, no topo da evolução e de forma positiva e destacada no mercado. A Fujifilm tem conseguido esse feito, tanto a nível internacional como nacional e por isso a multinacional decidiu celebrar com os seus clientes os 50, mostrando que continua a saber acompanhar a evolução dos tempos e as mudanças do mercado. Aproveitando o aniversário, a Fujifilm decidiu organizar duas conferências dedicadas ao tema “Inovação”, em Lisboa e Porto, para assinalar a data e estar próximo dos seus clientes. José Gomes Ferreira, economista e jornalista da SIC foi o orador convidado que aproveitou o inicio da sua apresentação para referir a enorme admiração pela Fujfilm, considerando que este é um exemplo de um empre-

sa que soube “dar a volta, contornar as situações e acompanhar sempre a evolução dos tempos, estando mesmo hoje, na vanguarda da tecnologia”. Tendo estado presente na qualidade de economista, José Gomes Ferreira aproveitou para fazer um levantamento das principais necessidades do país, da situação política actual e da e conjuntura nacional e internacional, abordando sobretudo a questão das eleições americanas e da dívida pública do país. Quem também falou aos convidados foi António Alcalá, director geral da Fujfillm Ibérica que agradeceu a presença e relembrou o empenho desta multinacional nas questões tecnológicas do dia a dia e na evolução. No final foi servido um cocktail e os convidados puderam visitar um show room que esteve exposto por áreas de actividade desenvolvidas pela Fujifilm, passando sobretudo pela fotografia, área gráfica e médica.

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news N A C I O N A I S Ondagrafe actualiza-se com Anapurna LED

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Ondagrafe, empresa gráfica de Santo Antão do Tojal, em Loures, acaba de divulgar a instalação de uma máquina de grande formato, Anapurna LED. Este equipamento vem substituir a anterior Anapurna porque segundo Bruno Moluras, “esta nova versão LED é um equipamento de maior capacidade e permite maior produção.”Pouco mais de um ano foi o tempo que a Ondagrafe manteve a primeira Anapurna em funcionamento, sendo a resposta tão boa que a direcção desta gráfica não hesitou em adquirir o que de mais recente a Agfa lançou no mercado. Pensada para todo o tipo de impressão de cartazes digitais, flexíveis ou rígidos, com grande qualidade de impressão inkjet tanto para aplicações de interior como de exterior, a

Anapurna oferece uma vasta gama de soluções híbridas para impressão em bobine e mesa plana com a última tecnologia LED. Entre as vantagens desta tecnologia é possível referir a variedade de materiais, um baixo consumo de energia, arranque imediato da produção, sem custos de manutenção, 3,3 metros de largura com produções até 127 m2/h, gama de tintas melhorada da Agfa 6 cores + branco e ainda uma configuração híbrida. Em Janeiro de 2017 a nova Anapurna LED já estará em funcionamento. O equipamento foi vendido por Leopoldo Lopes, director geral da Anasiscor que considerou natural esta decisão da Ondagrafe, já que este “é um equipamento de topo, muito fiável e que oferece grande capacidade produtiva e qualidade, tudo o que a Ondagrafe precisa.”

“Materializa” concretiza ideia do papel Programa de valorização de ideias e projectos O Politécnico de Leiria, através do Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado de Produto, a incubadora OPEN promovem o programa de valorização de ideias e projectos “Materializa”, que pretende a transformação e valorização de ideias e projectos em produtos, processos e serviços, que se consolidem em negócios reais, na economia real. A ideia é tirar projectos com futuro do papel para o mercado, com apoio efetivo e estruturado, para que o projecto possa manter-se e cresça. O Materializa foi lançado a 17 de Novembro na Marinha Grande. O programa é apoiado pela Portugal Ventures e pelo Centro de Transferência e Valorização de Conhecimento do Politécnico de Leiria (CTC/IPLeiria). O programa selecciona as ideias ou projectos inovadores que serão concretizados em produtos, processos ou serviços, pelo Centro de Desenvolvimento Rápido e Sustentado do Produto do Politécnico de Leiria.

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projectos

Aluna cria postal de Natal para a Apigraf Cláudia Santos, aluna da Escola Artística e Profissional Árvore, no Porto, criou um postal de boas festas que vai chegar neste Natal a todo o sector das Indústrias Gráficas e Transformadoras do Papel, um universo de quase 2800 empresas. A jovem foi a grande vencedora do concurso lançado pela APIGRAF – Associação Portuguesa das Indústrias Gráficas e Transformadoras do Papel para o design do seu postal de Natal de 2016. O desafio consistia em desenvolver um postal de Boas Festas, com uma imagem alusiva à quadra. Para responder ao repto, a APIGRAF chamou os alunos das escolas secundárias e profissionais em que são ministrados cursos nas áreas das indústrias gráficas e transformadoras do papel. No total foram criados 60 postais de Boas Festas, dos quais a APIGRAF seleccionou o postal vencedor que vai enviar aos seus associados. Cláudia Santos, de 16 anos, executou o postal de Natal vencedor, tendo em conta o público-alvo e as tecnologias à volta das artes gráficas e da impressão. A simplicidade do design mostrouse vencedora: “A melhor maneira de responder a esta preocupação consistia na utilização de elementos com que as gráficas e os designers trabalham todos os dias”, diz Cláudia Santos. Com esta iniciativa, a APIGRAF pretende mobilizar as escolas com cursos de formação nas áreas dos sectores que representa, no estimulando para a validade e aplicação prática dos conhecimentos.

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nova delegação

Concessionário Xerox Maxicopia A Xerox e a Maxicopia

Epson vai a jogo e marca golos!

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Epson realizou no Estádio da Luz o seu road show “Going4goals”. O objectivo foi percorrer os principais estádios de futebol da Península Ibérica para apresentar a nova gama de produtos, serviços e soluções variadas. No que à impressão diz respeito, a Epson revelou que o segmento jacto de tinta representa 21% de quota de mercado a nível global. No nosso país a multinacional detém actualmente 18.4% e tem como objectivo a liderança em 2017. Pedro Pepino director do canal de vendas da Epson, falou durante a apresentação sobre o facto da empresa ser número um na área dos projectores e jacto de tinta e número três em termos de grande formato. O sucesso da Epson no que se refere à tecnologia jacto de tinta deve-se segundo os seus responsáveis à tecnologia PrecisionCore, sendo esta o elemento mais avançado na impressão de jacto de tinta desde os equipamentos de por-

te industrial até aos mais pequenos. A empresa refere com orgulho que a mesma tecnologia empregue em máquinas de mais de 200 mil euros é a mesma que é colocada nos equipamentos de 50 euros. Segundo Pedro Pepino, “tudo isto torna os equipamentos da Epson muito fiáveis. Em termos de novidades, o grande destaque vai para a gama de impressoras Ecotank que tem como objectivo as pequenas e médias empresas e cujo foco principal se centra na redução significativa dos custos, na grande produtividade e menor impacto ambiental O presente e o futuro passam pela venda de soluções e não de equipamentos e isto, verifica-se com a Ecotank. Esta impressora imprime 400 páginas por um euro apenas, o que é sem dúvida muito interessante.” Cada impressora traz duas pequenas garrafas de tinta preta de 140 ml cada e uma de cor de 70 ml. Assim, quando se adquire a impressora, pelo preço dispendido, é possível imprimir 11 mil páginas.

acabam de anunciar a abertura de uma nova delegação deste concessionário autorizado na cidade de Coimbra, visando reforçar o crescimento sustentado de ambas as organizações, através de uma oferta de valor acrescentado aos clientes finais. A Maxicopia, suportada pela oferta líder de mercado de soluções e serviços Xerox tem agora ainda maior capacidade de chegar a mais clientes de forma inovadora e capaz de responder aos desafios dos seus clientes. Segundo José Carlos Isabel “Coimbra é uma cidade estratégica com imenso potencial de crescimento. Estamos muito satisfeitos por ampliar a nossa área de actuação e dar resposta aos desafios propostos pela Xerox e às crescentes necessidades dos nossos clientes, permitindo também gerar novas oportunidades de emprego nesta região do país”. José Esfola, director da área de Canal da Xerox Portugal, referiu que, “a rede de parceiros vai crescendo de modo sustentado, com dispersão geográfica, reforçando a proximidade com todos os clientes e mercados. A Maxicopia é nosso parceiro há mais de 20 anos e regista resultados muito positivos.”

Komori GL-540

Ocyan instala nova máquina de impressão

A Ocyan acaba de instalar uma nova máquina de impressão, a Komori GL-540. A configuração deste

equipamento, única em Portugal, de formato 720 x 1003 mm, com cinco corpos de impressão e torre de verniz, vem preparada para a utilização de três tecnologias: o offset convencional, o UV convencional e o LED UV. Com três posições de secagem de tinta, colocadas no final do primeiro, quarto e quinto corpos de impressão é possível juntar à quadricromia, o branco, as cores metálicas e os drip offs, numa só passagem de máquina, alargando a impressão numa nova gama de susbstratos (plásticos, papeis plastificados, papeis sintéticos, vinis, etc. Ao adquirir este equipamento, a Ocyan compromete-se mais uma vez em trazer para o mercado nacional soluções criativas de impressão, com diferenciação e de valor acrescentado.

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news i n t e r N A C I O N A I S Gestão integral da impressão na Creaciones Japy Empresa gráfica espanhola

Crescimento adicional para a Pixartprinting

A

maior empresa italiana de produção online, registou um crescimento constante de facturação na casa dos dois dígitos nos últimos 5 anos, mais de 200.000 clientes activos no último ano, 100 novas contractações em 2016 e outras tantas previstas para 2017. Os números confirmam a excelência da Pixartprinting, que continua a afirmar a sua liderança a nível europeu. O final deste ano traz ainda novidades em mudanças estratégicas para a WebToPrint veneziana, que tem a evolução no seu ADN. “Desde o passado dia 1 de Julho, que Paolo Roatta assumiu o cargo de managing director na empresa, com o apoio de Alessio Piazzetta, na qualidade de Plant Manager. Ambos fazem parte do novo conselho de administração”, afirmou Alessandro Tenderini, CEO da Pixartprinting. “A entrada

destes novos profissionais insere-se no contexto da minha decisão de relegar os cargos operativos que até agora eram da minha responsabilidade na Pixartprinting. A escolha de abraçar um novo percurso pessoal abrir-me-á novas e diferentes perspectivas e permitir-me-á obter novo impulso para a minha vida futura”. Tenderini iniciou a sua aventura na Pixartprinting em 1998 ao lado do fundador Matteo Rigamonti. Na altura, a empresa em fase de start-up já mostrava a sua vocação para a inovação, transformando um serviço bureau para tipografias num ambiente de puro web to print. Um desafio arriscado e ambicioso, aplicando um modelo de negócio inédito no mercado maduro da impressão. Tenderini continuou a sua carreira acompanhando a Pixartprinting em todos os passos mais importantes da sua evolução.

A Creaciones Japy é uma empresa espanhola de impressão digital, rotulação e sublimação que se dedica à produção e personalização de artigos publicitários de grande durabilidade e máxima resistência, sem intermediários. Para dar resposta às exigências do mercado, a Creaciones Japy conta com a mais recente tecnologia de impressão digital da Roland DG; a impressora/cortadora VersaCAMM VS-640i, que tem as cabeças de impressão mais inovadoras; A VersaUV LEF20, para a personalização de objectos, através de impressão directa com tinta UV; a impressora SOLJET PRO 4 XF-640, a mais rápida; e a XT-640, impressora de sublimação que permite produzir aplicações têxteis e sobre rígidos, com uma assombrosa nitidez de imagens e cores intensas e brilhantes. Estes equipamentos fazem com que seja possível produzir cartazes, rotulação, construção de stands, merchandising, montras, de coração de interiores, PLV’s, entre outros .

novidade

Grande sucesso da Durst na Labelexpo Americas

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Na Labelexpo Americas em Chicago, a Durst apresentou

as suas soluções para a indústria de etiquetas e mostrou a máquina para a impressão de rótulos Tau 330. A principal novidade foi a nova Tau 330 E, com o lançamento oficial do seu novo software de fluxo de trabalho de impressão de etiquetas (registo de pedidos, pré-impressão, imagem, custeio de tintas e gestão de dados de produção), concebido especificamente para as impressoras de etiquetas. A nova máquina Tau 330 E está disponível para larguras de impressão de até 200 mm ou 330 mm configurável com 4 (CMYK) ou 5 cores (CMYK + W) com velocidade de impressão até 48 m lin / min e pode imprimir duas resoluções, padrão e HD.

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inovação Xerox imprime directamente em objectos 3D Esta é uma proposta inovadora da marca Xerox que permite reduzir, de forma significativa os prazos de entrega, aumentar o nivel de personalização e adicionar valor ao mercado das embalagens. Já há empresas de olho na solução e a visionar mercado imediato para ela.

A

Xerox acaba de reforçar o seu portfólio com o lançamento de mais ma solução inovadora: a Xerox Direct to Object Inkjet Printer. Esta solução permite, em poucos minutos e com elevado nível de personalização, imprimir directamente em objectos 3D. Devido a uma aposta contínua da Xerox em inovação, nomeadamente nos elementos que compõe as impressoras de jacto de tinta, é possível imprimir fotografias, imagens e texto. Os injectores de tinta contidos nas cabeças de impressão do equipamento permitem pulverizar, com precisão, todo o tipo de objectos, que podem ir desde pequenas tampas de garrafa, até capacetes de futebol. A Xerox Direct to Object Inkjet Printer permite imprimir em plástico, metal, cerâmica e vidro, eliminando a necessidade de aplicar rótulos, adaptados a cada superfície/material. “Esta solução abre um novo caminho à criação de produtos e objectos personalizados de forma rápida e eficaz. Este é de facto o factor diferenciador da nova proposta Xerox. Precisamente numa altura em que o consumidor

novidade

print sob 3d

esta solução elimina a necessidade de aplicar rótulos adaptados cada superfície/material procura os mais elevados níveis de personalização e eficiência. A partir de agora passa a ser possível, por exemplo, personalizar nos estádios, bolas ou cachecóis com a data de um jogo memorável. O sector do retalho terá igualmente a possibilidade de criar, com mais eficiência produtos únicos e de acordo com os desejos e necessidades do cliente”, afirma Paulo Carvalho, Production Sales Manager da Xerox Portugal. Com base em algoritmos avançados, os jactos microscópiocos pulverizam a tinta com elevada precisão e a uma distância de um quarto de polegadas para uma qualidade de impressão de alto nível. É possível imprimir em superficies lisas, ásperas e ligeriamente curvadas, com uma resolusão que varia entre

Xerox Direct to Object Inkjet Printer: • Os jactos de tinta são compatíveis com a maioria das tintas, inclindo tinta solvent aquosas e UVs_e podem ser utilizados a temperatras elevadas (140ºC). • O modelo da impressora apresenta um design flexível para que os objectos possam ser facilmente alterados. • O software Xerox assegura a máxima precisaõ e é considerado um dos melhores do mercado em termos de calibração da cor. • A nova solução da Xerox vem criar oportundades de negócio em vários sectores de actividade entre os quais o retalho, numa altura em que a competitividade deste

300 e 1200 dpi e tem a capacidade de produzir até 30 objectos por hora. “A partir da Xerox Direct Object Inkjet Printer é possível imprimir em todo o tipo de objectos, como é o caso das garrafas de água que têm várias curvas, eliminando o tempo de configuração e os custos implicados em processos analógicos de impressão nomeadamente a flexografia ou serigrafia”, realçou José esfola, director de marketing da Xerox Portugal.

sector aumenta de forma continua. • A nova impressora assume-se como uma solução eficiente, rápida e de baixo custo, para a personalização e customização de produtos, de acordo com os desejos dos consumidores. • A impressão neste mercado com esta impressora ajuda a centralizer os fornecedores já que permite que os players ofereçam uma solução rápida e acessível para personalizar e customizer produtos. • Packaging e produção: com esta solução, torna-se possível eiminar os custos com as etiquetas e rótulos dos produtos, através da personalziação das embalagens.

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evento

p o r A n a Pa u l a C e c í l i a

d

Indústria 4.0 marca Conferência apigraf Indústria 4.0 foi o foco central da conferência internacional organizada pela Apigraf que decorreu em Lisboa a 14 de Outubro. Deixando para trás o modelo do “Encontro” da indústria que decorria há já vários anos, a nova direcção optou por dar aos associados uma mão cheia de informação essencial para o sucesso da gestão do negócio gráfico.

O

auditório da Universidade Nova esteve completo para ouvir falar sobre a indústria 4.0. A conferência, que contou com a presença do Presidente da CIP, António Saraiva e o presidente da Apigraf, José Manuel Lopes de Castro, teve o mérito de destacar a importância da indústria gráfica, bem como o papel, reafirmando o facto desta ser na verdade uma indústria de relevo para muitas outras e, que se encontra “bem viva”. O presidente da CIP afirmou que “grandes desafios se colocam hoje à economia portuguesa, referindo sobretudo a importância da sustentabilidade

negócio

marketing 101

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das finanças públicas, a necessidade da competitividade das empresas portuguesas, a incerteza e dificuldades no acesso ao financiamento e a urgente capitalização das empresas. António Saraiva referiu ainda que a internacionalização e inovação empresarial devem ser apoiadas. Sobre a importância dos meios cientificos ao serviço das empresas, sublinhou a indústria 4.0 como sendo um desafio mas também uma oportunidade para as empresas que querem participar num processo de mudança para não serem ultrapassadas. Para este empresário, porta voz de muitos outros empresários portugueses, “as empresas devem estar abertas à mudança, ligando se aos centros tecnológicos, adaptando

Steve Harrison, um dos mais premiados directores criativos do mundo, concentrou a sua apresentação na área do marketing, referindo a ilusão que representa a publicidade online para os anunciantes e para o público em geral. Harrison considerou que as empresas de sucesso utilizam o que define como “marketing 101”. Colocando a sua própria experiência em destaque, o criativo referiu que “para definir um negócio importa saber onde se é bom, o que fazemos bem, para quem, quais os principais problemas e de que modo podemos ultrapassar isso e ir mais longe no que já fazemos.”

as suas soluções à realidade e capacitando-se dos desafios do que significa hoje a indústria 4.0”. Também José Manuel Lopes de Castro, presidente da Apigraf aproveitou o momento para fazer um discurso muto positivo sobre o mercado dos associados referindo, por exemplo, que hoje o consumo de papel não está a diminuir e que há mesmo países onde este consumo continua a crescer. “Estou certo que as nossas empresas continuam a ter um papel relevante. O poder da impressão consiste na sua permanente constância e fiabilidade”. O presidente falou ainda da digitalização da economia sublinhando que a “ indústria 4.0 envolve muita partilha da informação” mas que é preciso destacar as vantagens do papel. Por tudo isto, Lopes de Castro considerou necesário debater ideias e partilhar experiências para que seja possível fazer os ajustamentos necessários às estratégias delineadas pelas empresas. Mas a conferência contou também com Miguel Muñoz Duarte, professor de Empreendorismo na Universidade Nova, falou sobre a Indústria 4.0 e referiu que esta não pode existir por si só, necessitado de uma gestão 4.0. Para o professor, tal situação exige que haja uma ligação do mundo digital ao mundo físico, sendo que é daqui que podem nascer as grandes oportunidades”. Para Miguel Muñoz Duarte, as indústrias e empresas em geral estão de facto, cada vez mais digitais e integradas, o que traz uma maior flexibilidade e benefícios, bemo como uma produtividade muito superior. “Isto não se faz sem novas ferramentas, entre as quais a capacidade de tratamento de dados. Vamos passar a competir mais por valor do que por preço”, sublinhou. Segundo o orador, ainda há muito a fazer para acompanhar as mudanças que afectam a indústria. “Tudo mudou menos duas coisas: educação e gestão. Continuamos a gerir como há anos atrás e precisamos de formas inovadoras de gestão de sucesso. Se não formos nós, quem? Se não for agora, quando?”.

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p o r A n a Pa u l a C e c í l i a

Penagráfica aposta em inovação e instalações!

No de

Au pr

Está há 16 anos no mercado gráfico e tem provado que é uma das mais inovadoras empresas desta área, tendo investido de forma poneira em tecnologia de referência.

P

aulo Ribeiro e Cristina Almeida dividem a gestão da Penagráfica e juntos delinearam uma estratégia que tem vindo a consolidar a empresa. A cada ano que passa, a Penagráfica, com sede em Penafiel, tem mostrado que a sua aposta passa pela inovação, acompanhando a evolução tecnológica e focando-se na qualidade dos

felicitações

gestão

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serviços prestados aos clientes. Depois de ter investido em tecnologias de vanguarda, como por exemplo equipamentos de impressão digital que permitem uma impressão de grande qualidade, rapidez e capacidade de impressão de dados variáves, a empresa apostou este ano numa renovação e ampliação das suas instalações, no sentido de melhorar as condições de trabalho dos colaboradores, mas também para poder proporcionar aos seus clientes um atendimento mais dedidcado. Para além disto, os empresários e gestores gráficos decidiram estar dentro de todas as grandes tendências do mercado, implementando ainda um serviço de impressão digital na hora, que permite a entrega deste serviço, num curto espaço de tempo, com ganhos imediatos para

Assunção Cristas, que numa passagem por Penafiel, esteve na Penagráfica para conhecer de perto o trabalho que desenvolvem e felicitar a gestão pela dinâmica que têm colocado na condução da empresa gráfica.

o cliente. Segundo Paulo Ribeiro, “tudo isto resulta num melhor produto final, com prazos de entrega mais curtos, o que nos tornamos ainda mais competitivos.” Para o gestor da Penagráfica, “os constantes avanços tecnológicos que se vivem actualmente, levam também a seguir esta tendência, tendo sempre como objectivo final dar uma resposta mais eficiente aos nossos clientes e proporcionar que tenham através da nossa empresa, acesso ao que de mais recente existe na área de impressão”. Para acompanhar esta evolução, a empresa gráfica de Penafiel tem vindo a apostar em equipamentos novos e sofisticados que, em conjunto com as renovadas instalações, acabam por marcar a diferença em relação aos seus concorrentes, causando impacto muito positivo juntos dos clientes. Cristina Almeida, empresária e gestora da empresa, em conjunto com Paulo Ribeiro, considera que “o ano de 2016 tem sido muito positivo para a Penagráfica , e isso deve-se às apostas que temos feito, mas também devido ao reconhecimento que temos recebido, inclusive com a atribuição de três prémios, como aconteceu na 25.ª gala dos Papies.” Sem esquecer a importância de estar a par das tendências do mercado, a dupla de gestores fez questão de visitar, ao longo do ano, algumas das mais destacadas feiras internacionais, sendo que a drupa foi para os dois o evento de onde puderam trazer maior informação e percepção do que será o futro da indústria onde trabalham. Um dos momentos altos da Penagráfica teve lugar logo depois do Verão, quando a empresa recebeu a visita da líder do CDS-PP nacional, Assunção Cristas, que numa passagem por Penafiel, esteve na Penagráfica para conhecer de perto o trabalho que desenvolvem e felicitar a gestão pela dinâmica que têm colocado na condução da empresa gráfica.

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impressão

p o r A na Pau l a C e c í l i a

Massivit 1800 a conquistar o mercado! O impacto que a Massivit tem causado no mercado de impressão 3D tem sido evidente em grandes feiras internacionais. Depois da Drupa 2016, foi a vez da Fespa México e recentemente, na Península Ibérica, com a feira C!Print que decorreu em Madrid.

e

ste é o equipamento que pode imprimir objectos de grande dimensão, incluindo figuras humanas em tamanho real! Por trás disto está uma empresa israelita que tem estado presente em várias feiras internacionais, apostando na divulgação do seu mais recente e sensacional equipamento de impressão 3D. Assim, depois da Drupa 2016, foi com muito impacto que a empresa apresentou na Fespa México a Massivit 1800 que imprime em 3D a escultura de uma pessoa em tamanho real em apenas cinco horas. Desde 1986, altura em que a primeira máquina foi patenteada, que a tecnologia de impressão 3D tem vindo a evoluir. Para esta evolução muito tem contribuído o desenvolvimento de novas técnicas de impressão 3D, máquinas 3D de impressão para metais (titânio, aço, cromo-cobalto), máquinas que aplicam soluções adesivas em pó de plástico, máquinas que usam tinta ou mesmo impressoras 3D que usam açúcar ou chocolate para fazer biscoitos ou bombons. Um dos pioneiros nesta tecnologia tem sido a Massivit 3D, que apresentou na Drupa a Massivit 1800 e que tem recebido uma grande adesão por parte do mercado. O princípio de funcionamento é muito simples, baseado num extrusor que deposita um gel fotopolímero (sensível à luz ultravioleta), que se move através da superfície de cada camada

Massivit 1800

programa de ajuda 28

A Massivit é capaz de imprimir esculturas 3D de uma pessoa em tamanho real, em apenas cinco horas. durante o processo de fabrico. A empresa afirma ter conseguido o equilíbrio certo entre velocidade do movimento da cabeça, enquanto decorre a cura das propriedades do gel e o algoritmo de geração exclusiva trabalha para que tudo corra bem, ultrapassando as dificuldades de calibração de todos os sistemas de modo a que a resina seja depositada na posição adequada, exposta à luz UV, o tempo necessário para curar e obter um resultado global com precisão aceitável. A Massivit é capaz de imprimir esculturas 3D de uma pessoa em tamanho real, em apenas cinco horas. A máquina tem um tamanho máximo de 1,5 x 1,2 x 1,8 m de fabrico e podem mesmo produzir um objecto de até 35 cm em uma hora. Como prova das suas capacidades de impressão 3D, a empresa fez várias amostras de

Embora a Massivit 1800 tenha sido projectada para ser intuitiva e fácil de operar, tem como suporte adicional um programa de ajuda e assistência, que auxilia, passo a passo, o operador para o mundo 3D de forma rápida. A Massivit é distribuída em Portugal pela empresa Emetrês Lda.

grandes objectos durante a Fespa México, como manequins ou esculturas, que estavam em exposição durante os três dias da exposição. Os fornecedores de impressão que procuram expandir seu portfólio de produtos para além de peças em 2D, têm agora acesso a um único equipamento de custo-benefício, sendo este um negócio diferenciador para melhorar a vantagem competitiva e garantir futuro de muitos negócios. A Fespa reúne sempre potenciais compradores que querem ver a mais recente tecnologia na Europa e que será depois mostrada em outros certames. Para os fornecedores de impressão, o Massivit 1800 melhora significativamente a capacidade de criar comunicações visuais marcantes que envolvem cada cliente. Estudos recentes sugerem que a publicidade 3D tem cinco vezes mais capacidade e quatro vezes maior resistência do que a publicidade 2D, e, é claro que esta será uma tecnologia do futuro para aplicações de visualização de sinalização. Em geral, a impressão 3D tem a flexibilidade, rapidez e preço que permite oferecer grandes oportunidades criativas para as empresas de modo a impulsionar o crescimento lucrativo dos seus clientes.

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inovação

Gallus ECS 340 nº 400 vendida em Barcelona Nas Jornadas de Inovação da Gallus, que teve lugar em St.Gallen de 20 a 22 de Setembro, foi vendida a 400º máquina de impressão de rótulos série Gallus ECS 340 para a empresa espanhola Relieves Egara.

A

Gallus ECS 340 é, hoje, considerada pelos especialistas como a máquina de impressão flexográfica de rótulos de maior sucesso na sua classe. “Nós já temos várias máquinas de impressão de rótulos da Gallus em operação, incluindo duas Gallus ECS 340, e estamos extremamente satisfeitos com a alta qualidade, produtividade e flexibilidade destas máquinas,” afirmou Josep Gamundi, CEO da Relieves Egara.

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“Para além disto, a Gallus ECS 340 tem um comprimento de banda extremamente curto e consegue cativar nos, novamente, com tempos de preparação extraordinaria-

mente baixos “. A empresa Relives Egara imprime, com cerca de 60 funcionários na sua fábrica de Barcelona, rótulos e mangas para a indústria farmacêutica assim como para o consumidor final. Entre outras máquinas de impressão de rótulos da Gallus, desde 2014, o parque de máquinas da Relieves Egara inclui duas Gallus ECS 340, uma delas com 14 posições e a outra com 12 posições. “As novas Gallus ECS 340 incluem 8 posições e um controlo de registo totalmente automatizado. Com o nosso mais recente investimento conseguimos produzir trabalhos em serigrafia e com corte-e-vinco. Agora beneficiamos da sinergia desta gama de equipamento para a nossa vantagem. “, refere Josep Gamundi. A Gallus ECS 340 é uma máquina de impressão de rótulos de alta qualidade, com eficiência de custos. Com a estrutura de granito, este equipamento é excepcionalmente silencioso, estável, com tempos de preparação e desperdícios sempre reduzidos. Para rápidas mudanças de design e cor, esta máquina de impressão totalmente accionada por servo-motores permite pré-parametrização do registo e comprimento de banda extremamente curto de apenas 1,1 metros entre as unidades de impressão reduzindo significativamente os desperdícios. A tecnologia de ecrã táctil auto-explicativa representa uma aprendizagem mais rápida para os operadores e acertos mais rápidos a sustentáveis níveis de alta qualidade. A nova Gallus ECS 340 da Relieves Egaras pode, agora, usar também uma unidade de serigrafia rotativa para texturas extraordinárias e efeitos visuais, enquanto toda a configuração optimiza a impressão, minimizando os custos operacionais.

A Gallus ECS 340 é uma máquina de impressão de rótulos de alta qualidade com eficiência de custos

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entrevista “Os empresários sabem que podem contar com a Apigraf” José Manuel Lopes de Castro é presidente da Apigraf e assumiu o cargo com uma mão cheia de iniciativas que visam o reforço da imagem e credibilidade da associação. Em conversa com a IG, abordou os principais problemas da indústria e a necessidade de maior cooperação entre as empresas gráficas.

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uando assumiu o cargo de presidente da Apigraf, qual, ou quais foram as sua maiores preocupações? Este é um cargo que já conheço por ter sido presidente da Apigraf Norte, cargo que existia anteriormente, mas que acabou por imposição estatutária. Quando assumi o cargo de presidente, houve uma continuidade e a permanência de uma equipa. Tínhamos ideias concretas e algumas já ganharam vida e outras estão a ser estudadas para que percebamos qual a melhor forma de as realizar. No ano anterior fizemos o “Encontro” da Apigraf, este ano optámos por realizar uma conferência internacional e, actualmente, estamos a estudar o modelo mais acertado, ponderando mesmo alternar entre estes dois géneros de eventos. A maior preocupação é agora perceber o sector, os números e saber porque somos, genericamente, tão pouco competitivos. Em geral, os nossos números são maus, comparativamente com Espanha e outros países. Atrás de Portugal só está a Bulgária e mesmo alguns países, como a Lituânia, Estónia e Letónia que entraram recentemente na comunidade europeia, e já nos ultrapassaram. Isto não é bom, e temos e perceber o porquê. Queremos saber como pode a Apigraf ajudar a ultrapassar este estado de coisas.

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A grande diferença é que na Europa em geral, as grandes empresas são mesmo muito maiores dos que as nossas Sabemos, por exemplo, que há falta de formação e temos realizado várias acções nesse sentido. Finalmente, temos um número considerável de respostas por parte dos nossos associados a dizer que tipo de formação precisam e estamos por isso a montar um plano que vá de encontro à realidade das empresas e do que precisam. A maioria dos nossos associados são micro empresas que têm menos de dez trabalhadores. A média em Portugal são sete trabalhadores e na Europa são nove. A grande diferença, é que na Europa, em geral, as grandes empresas são mesmo muito maiores dos que as nossas. O problema que verificamos, é que, em termos de formação, as empresas portuguesas desta área não podem dispensar ninguém porque já têm os recursos humanos muito ajustados à realidade do dia a dia. Assim, se falta alguém para fazer formação há sempre problemas na empresa.

Como pode a Apigraf ajudar a resolver isto? Estamos, por exemplo, a tentar oferecer formação fora do horário de trabalho e à procura de soluções que passem também por formação especializada na área da gestão. Fizemos uma abordagem na Porto Business School para fechar uma formação na área da gestão e replicar o modelo em Lisboa, através de outros parceiros. Queremos que as empresas tenham uma formação mais especifica e adequada ao mercado e, sobretudo, que os actuais gestores gráficos possam encaminhar os seus filhos para uma aprendizagem mais actual. Sabemos que alguns destes profissionais já têm formação superior, mas o que pretendemos é que abordem a indústria 4.0, a passagem para o digital e que consigam formar um grupo de dirigentes diferente dos actuais, que cooperem e estejam mais unidos para criar escala. Actualmente as empresas não conseguem criar escala e, se queremos chegar a determinados mercados, é evidente que precisamos disso. Esta intenção de criar escala, de atingir uma maior união entre empresas tem sido difícil? Não é fácil, mas diria que que há excepções à regra. Nos anos 80 tivemos uma empresa que tomou a inciativa de se juntar a outras para comprar um scanner que era partilhado. Acabou porque todas as empresas quiseram depois comprar o seu equipamento.

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Há alguns casos bem conseguidos mas são poucos. Na área do acabamento, houve por exemplo, uma ou outra tentativa mas mesmo essas não foram bem sucedidas. Em Madrid existem algumas soluções que estão a funcionar bem e há três anos, a Apigraf trouxe esse case study ao seu “Encontro” e partilhou-o com os participantes. No fundo, trata-se de um conjunto de cinco empresas que juntaram os equipamentos, criaram um único pólo industrial, ajustaram os recursos humanos, escolheram um líder, venderam equipamentos duplicados e concentraram tudo num mesmo espaço. As cinco empresas passaram a cooperar, mas cada uma manteve o seu nome e marca e, apenas uma única passou a produzir para todas, sendo a facturação independente. Como tem a associação conseguido trazer mais empresas associadas? Não temos estado a conseguir. É um fenómeno preocupante que se deve fundamentalmente ao encerramento de muitas empresas. Desde 2008 até hoje, encerraram 869 empresas, o que é dramático. Nasceram 410 empresas mas, é claro que as que nascem são pequenas. Depois o futuro dirá se crescem. Ainda assim, há um saldo negativo de 350 empresas, o que é muito. De Janeiro a Setembro deste ano, encerraram no nosso sector 61 empresas o que mostra que este processo ainda não terminou. No penúltimo “Encontro” da Apigraf, o consultor Ricard Casals dizia que nos devíamos preparar porque vinha aí um ciclo de encerramento de pequenas empresas. Ele tinha razão, porque são estas que estão a perder mercado e são as primeiras vítimas do web-to-print, já que este responde em qualidade, rapidez e preço sobretudo nos pequenos trabalhos. Em relação à notoriedade da Apigraf é possível fazer alguma aproximação a outras associações, reforçando a importância da indústria gráfica? Precisamos de fazer um grande investimento para comunicar com os utilizadores nas redes sociais e até televisão. Precisamos de uma abordagem diferente, não para mostrar máquinas mas tecnologia e um sector altamente digitalizado. Acredita que a tecnologia pode representar uma maior destruição de empregos também na área gráfica? Acho que o ajustamento em número de empresas e de sobre capacidade instalada ainda está

eventos

Apigraf

Disse que é difícil captar novos associados, no entanto, temos assistido a alguma dinâmica da Apigraf, sobretudo na área dos eventos. Em que medida estes contribuem para dar credibilidade e visibilidade à Apigraf? “Temos realizado estes eventos, primeiro a pensar nos nossos associados, para que não saiam, e depois porque queremos captar novos. Realizamos os Prémios Excelência Apigraf onde distinguimos as melhores empresas e, algumas nem são nossas associadas. Fazemos tudo isto porque queremos dar uma maior visibilidade ao sector. Recentemente, aquando da realização do Web Summit, li um artigo em que o jornalista falava do velhinho papel e referia que este estava representado naquele mega evento apenas pelos cartões de visita. Achei muito estranho que o jornalista não tivesse visto a quantidade de papel que estava presente. Na verdade, toda a área estava repleta de cartazes e, mesmo a agenda diária, era fornecida em papel. Ainda assim, o jornalista só viu os cartões de visita. O que acontece é que a impressão web-toprint nos coloca ao nível do cartão de visita por causa da oferta de preços muito baixos . A visibilidade desta indústria é reduzida mas quando pegamos num tablet ou telemóvel vemos que a está bem representada através da impressão funcional ou cerâmica. Considero que é preciso apostar numa maior divulgação do que é realmente a indústria gráfica.”

a acontecer. Esta sobre-capacidade instalada acontece em toda a Europa, mas acho que estamos a chegar ao limite deste ajustamento. Ligar isto às novas tecnologias não me parece real. O sector que mais sofre é agora o dos jornais, o livro está estável e, mesmo a utilização dos e-books, está a descer. Nunca se imprimiu tantos livros como agora e, na Holanda resitou-se no último ano uma subida de 8% na impressão de livros, o que tem levado os especialistas a perceber o que aconteceu. Temos, no entanto, de ter em conta que a taxa de natalidade está a descer em Portugal e isto também não ajuda ao consumo, de um modo geral. Por outro lado, acho mesmo que as novas tecnologias impulsionam a impressão. A Apigraf tem feito diligências no sentido de chegar mais perto dos governantes para mostrar a importância desta indústria? É possível agregar outras associações e passar a ter uma associação mais sectorial? A Apigraf tem participado em reuniões para mostrar a importância e o quão transversal é esta industria mas, na verdade, não temos visibilidade e sabemos que temos de começar por aqui. A Apigraf é membro da CIP, estamos no conselho geral desta, pertencemos ao Intergraf e tudo isto é uma mais valia. Por exemplo, o Intergraf conseguiu resultados positivos quando impediu que na Dinamarca fosse adiante a intenção de taxar a publicidade não endereçada com um euro e meio por cada por quilo, à saída da gráfica. Sobre a possibilidade de aceitar outras empresas como associadas, posso dizer que já alterámos os estatutos para que, por exemplo, os fornecedores possam ser sócios da Apigraf. Nesta área existe uma associação, - Acepag - associação de comerciantes e produtos para artes gráficas, mas sabemos que esta tem hoje menos associados do que o número de empresas que são necessárias para os órgão sociais. Desta forma, acho que seria muito positivo se a Acepag pudesse juntar-se à Apigraf, porque no fundo vivemos os mesmos problemas. Os empresários gráficos podem contar com a Apigraf, sobretudo em que situações? Os empresários sabem que podem contar com a Apigraf. Como exemplo recente, posso dizer que duas empresas associadas precisaram de reuniões acompanhadas em Bruxelas e a associação esteve presente. Recebemos muitos contactos na área Fiscal e do Direito, onde somos muito requisitados, mas também em questões de na-

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entrevista O choque de gerações é uma realidade nesta indústria. A Apigraf tem discutido este assunto internamente? A grande maioria das nossas empresas não pensa na questão e depois deparamos nos com essa dificuldade. No próximo ano temos programadas, pelo menos duas acções sobre estes temas. Um outro tema que também nos preocupa, é a orçamentação e que temos de analisar a fundo, sendo por isso que vamos já na segunda acção de formação de custeio.

tureza comercial. O feedback é muito positivo, havendo uma confidencialidade e enorme confiança no nosso trabalho. É possível que os vossos associados convençam outras empresas a juntarem-se à Apigraf? Quem está dentro da Apigraf sabe com que pode contar. Quem está fora, tem alguma resistência. Precisamos de ter um maior número de associados mas também de segurar os que já temos. Esse exercício poderá ser levado a cabo, permitindo que cada associado que traga um novo membro, acabe por ter um determinado benefício. A Apigraf tem em mente a realização de acções conjuntas com associados, com vista à exportação e internacionalização? É preciso saber que compradores de impressão devemos trazer ao nosso país. Se tivermos grandes compradores de impressão interessados, é evidente que a Apigraf abre as portas das empresas que queriam ser visitadas para mostrar a qualidade do seu serviço e da produção. Espanha olha para Portugal como um potencial comprador da impressão, como se fossemos mais uma província. Talvez França seja um bom mercado para Portugal. No entanto, parece me que será mais fácil que seja o Aicep a promover e montar uma acção deste género, do que a Apigraf sozinha. Na área do livro temos vindo a falar com a APEL- associação portuguesa de editores e livreiros, para participar na feira do livro de Frankfurt, levando quatro ou cinco empresas que queiram participar. Esta seria uma forma de partilha de custos elevados que poderia ser estendida à área da embalagem. Alguns projectos estão a ser avaliados e poderemos mesmo vir a apostar numa parceria com a Apicaps, associação do cluster do calçado, para estar nas feiras de calçado, o que é uma excelente plataforma para as empresas gráficas. Os custos são elevados e o risco também, pelo que estamos ainda a analisar a possibilidade. Conheço empresas que se juntaram e participaram em feiras de rótulos em França e outras que abordaram o mercado marroquino, mas estes são projectos isolados, organizados de modo individual. Há ainda muito a fazer na associação. Contam com o fedback dos associados? É fundamental falar com os nossos associados e saber o que estes precisam a vários

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Todas estes temas poderão ser potenciais disciplinas do tal curso ou formação mais ampla que a Apigraf ambiciona poder ministrar? Sim, todos estes temas podem ser englobados num curso desta área, destinado à gestão. Algo que pode também ser importante para implementar isto, é o facto de em termos de contactos internacionais a Apigraf manter excelentes relações com outras associações. Recentemente fomos convidados pela Abigraf, associação brasileira da indústria gráfica, para visitar e aprender um pouco mais sobre o funcionamento da mesma, já que esta tem a sua “máquina muito oleada.” A Apigraf também foi convidada para ajudar a montar uma associação da indústria gráfica em Angola. Este convite honra-nos muito e vamos ver como podemos ajudar e colaborar. Isto significa que começam agora a surgir frutos das muitas acções que temos levado a cabo.

níveis, como é o caso da formação, que é fundamental. O sector precisa disto. A conjuntura económica não está a ajudar as empresas, porque apesar das boas noticias de que vamos cumprir as metas do déficite, a verdade é que investimento público não está a acontecer. Como é que sobem as margens de um sector que se degrada, de tal modo, que estão a zero ou negativas? Isto é dramático. Qualquer gráfica precisa hoje de trabalhar muito mais para ganhar o que conseguia há quatro ou cinco anos. Como as margens desceram muito, as gráficas precisam de ser competitivas e ganhar escala para criar outros mercados. Se ficamos apenas no nosso mercado, sabemos que este, por ser pequeno, não chega para todos.

Quer deixar alguma mensagem aos associados da Apigraf e mesmo aos não associados? O recado que quero deixar é muito simples. Quero dizer que, não podemos desanimar apesar de haver uma crise instalada que atravessa toda a Europa. Temos de acreditar que melhores dias virão e aproveitar esta menor ocupação das nossas empresas e apostar mais na formação dos colaboradores. Esta associação tem de funcionar como aglutinador de interesses mas não pode fazer acções isoladas destinadas apenas a uma ou outra empresa. A Apigraf quer que sejam as empresas a dizer o que precisam, de modo a poder alterar estes números dramáticos na área da produção. Esperamos que as empresas de sucesso, aquelas que já conseguiram atingir números muito positivos na área da produtividade, possam, por exemplo, partilhar as experiências e contribuir para uma evolução da indústria.

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evento

GESTÃO DE EMPRESAS FAMILIARES E AS OPORTUNIDADES DO DIGITAL Teve lugar em Outubro o 5ª pequeno almoço IG, desta vez dedicado ao tema Gestão de empresas familiares : os desafios e as novas oportunidades do digital. 20 pessoas sentaram-se para discutir o tema e o resultado foi uma avalanche de informação, partilha de ideias, know-how e experiências.

EMPRESAS FAMILIARES: OS DESAFIOS HELENA MCDONNELL

CAMBRIDGE ADVISOR FOR FAMILY ENTERPRISE GROUP

Há empresas familiares grandes e empresas pequenas. Mas em termos de desafios, quais as diferenças? Na verdade, são os mesmos, independentemente da região onde se inserem. Os desafios são muito similares. O que é diferente, é a forma como cada família resolve as questões que lhe são colocadas. Este é um tema que assenta na 4º revolução que estamos a viver, esta era digital que afecta o negócio e família propriamente dita. Hoje a empresa tem de pensar como pode reinventar-se, como é que isso impacta o negócio. Para além disto, a família tem de pensar

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como se preparar, ela mesmo, para isso. Hoje sabemos que 35% das competências que temos em cada profissão, vão mudar até 2020 em função do impacto da era digital. Assim, importa perceber como pode esta nova geração estar mais preparada para o futuro.

O IMPACTO DO DIGITAL ANDRÉ NOVAIS DE PAULA DIRECTIMEDIA

Não há dúvida de que hoje em dia é impossível ignorar o impacto que o digital está a trazer aos negócios, obrigando as empresas a adaptarem-se muito rapidamente se não querem ficar para trás. Há novas empresas que surgem e, já se apresentam perfeitamente adaptadas e enquadradas dentro do mundo do digital. Obviamente que os negócios, independentemente da presença do digital, têm de ser robustos e funcionais, mas é preciso estar preparado. A indústria gráfica vê surgir plataformas online que estão a ganhar terreno e que podem ser negócio e, que estão a captar trabalhos de grandes e médias empresas. Estas empresas estão a trazer uma nova visão e conceito. Nem todos os clientes usam os serviços das plataformas mas este negócios usam muito os canais digitais, as redes sociais. A maior parte das pessoas acaba por esbarrar com

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P O R A N A PA U L A C E C Í L I A

promoção de plataformas online que oferecem preços muito apetecíeis e em prazos muito reduzidos. Os valores são muito baixos mas tudo se baseia no modelo de negócio, na forma como está montado. Uma gráfica tradicional não consegue acompanhar os valores, nem utiliza, muitas vezes, a comunicação desta plataforma Uma gráfica está habituada a relacionar se e comunicar de uma forma diferente com os seus clientes Estas plataformas têm um modelo de negócio montado em comunicação, angariação, leads, trabalha tudo isto, converte clientes e saber fidelizar. Os preços são agressivos e há um constante diálogo com o cliente.

para o digital. Uma das coisas que diz respeito à nova geração é a forma de trabalhar em projectos sem passar toda a vida num mesmo sitio. Os filhos dos donos das gráficas querem muito provavelmente mudar e ir trabalhando por projectos que lhes dêem prazer, de que retirem gosto. As coisas devem ter interesse ou se deixarem de o ter, as pessoas mudam de empresa, de projecto. Hoje em dia não estamos ligados a nada para a vida. Apenas uma coisa permanece para a vida, e essa é a família. Mesmo que nos zanguemos com ela. Quando pensamos na transformação do digital sabemos que há uma implicação na forma como os modelo de negócio se reinventa. Outro impacto tem a ver com a forma de trabalhar, já que estes nativos digitais têm hoje uma mesa, computador e telemóvel e, talvez apenas uns óculos escuros porque no final do dia ainda vão trabalhar para a praia E isto, deve fazer pensar em como podem as empresa atrair estas pessoas e aproveitar a nova realidade e o potencial que os digitais representam.

A DESMATERIALIZAÇÃO

PLATAFORMAS DIGITAIS

NUNO ANTUNES

ANDRÉ NOVAIS DE PAULA

MILFORD

“Muitas gráficas vivem hoje no modelo industrial As plataformas conseguem praticar custos reduzidos porque o modelo de negócio está construído para os dias de hoje. Tal como a minha agência já nasceu preparada para este tempos, todas as que foram concebidas de raiz estão mais à frente. As gráficas fazem com que os conteúdos apareçam nas mãos das pessoas, mas é preciso perceber que tudo o que são conteúdos pode ser desmaterializado. Quem não fizer isso acaba por fossilizar o seu negócio Há empresas como a Fujfilm e a Kodak que tiveram de reestruturar todo o seu negócio, já que estavam na fotografia analógica, nos rolos, nos filmes e foi preciso acompanhar os tempos. Há empresas que mudaram completamente o negócio que passaram do formato físico

concorrer com grandes empresas como a Pixartprinting ou Vistaprint. Com o investimento inicial de 25 mil euros adquirimos uma plataforma já concluída e posso dizer que em 9 meses não há nem um único dia que não vendamos alguma coisa. Diz-se que 17 euros por 1000 cartões são preços imbatíveis. É verdade, mas não o podemos fazer? Claro que sim! É preciso ter confiança, ir devagar, seleccionar e standartizar os produtos. Estamos a estruturar tudo e a investir nos media, em divulgação. É preciso fazer a tal ponte mas na minha opinião a nossa vantagem reside no know how, na qualidade e isso gera confiança junto do cliente. É preciso strandartizar produtos, gramagens, ter rigor nas prazos de entrega para a que marca Graf4You tenha uma boa imagem e credibilidade. A equipa é composta por 16 pessoas, mas internamente deslocamos duas pessoas para este projecto. Claro que por trás estás toda a equipa da gráfica.”

DIRECTIMEDIA

“A paixão de quem está numa plataforma é diferente. Não são as máquinas. Pode ser aquele negócio gráfico, mas pode ser uma plataforma a vender qualquer outra coisa. As plataformas não são empresas normais, são start ups, vivem de subsídios, de benefícios e por isso são completamente diferentes do modelo seguido pelas gráficas. Muitas vezes as plataformas não têm máquinas. Claro que algumas plataformas têm equipamentos, como a VistaPrint que mudou o seu modelo de negócio e adaptou o processo e padronizou-o. Mas a solução das plataformas não é solução para todas as gráficas.”

UMA PLATAFORMA PORTUGUESA JOSÉ PAIVA

TRANSGRÁFICA E GRAF4YOU

“Dou o meu exemplo pessoal sobre este assunto das plataformas digitais. Tenho duas empresas, uma a Transgráfica, que tem já 28 anos de actividade e a Graf4You com apenas 9 meses. Quando entrei neste projecto não foi com a intenção de

COLOCAR OS OVOS TODOS NO MESMO CESTO? JOSÉ MONTEIRO GRAFOPEL

“O que a Graf4You está a fazer é, na minha opinião, colocar os ovos todos no mesmo cesto. Porque se existir um problema na gráfica pode arrastar esta nova empresa. Diversificar é ter uma gráfica, um hotel, uma fábrica de gelados... Mesmo em relação à minha empresa, já disse muitas vezes que devemos ter isso em atenção. Não há massa crítica para este mercado explosivo de web-to print no nosso país porque temos exemplos de empresas internacionais que conseguem produzir trabalhos a preços imbatíveis devido à tecnologia de ponta que utilizam.”

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AF

evento O INVESTIMENTO NAS PLATAFORMAS

RELAÇÃO GRÁFICA / PLATAFORMA ONLINE

OS ERROS DAS PLATAFORMAS

LEOPOLDO LOPES

MIGUEL MARQUES

PEDRO OTERO

“O investimento nestas plataformas, é relativamente pequeno e ronda os 25 mil euros. Assim, qualquer empresa pode fazer esse investimento. Mas quando todas as empresas o fizerem, como vai ser? Pergunto isto, porque o que vejo é que as empresas estão perante o desafio de continuar na mesma área ou não.”

“Posso dizer que a Jorge Fernandes AG trabalha com uma plataforma online muito conhecida. São muito profissionais e temos uma taxa de erro mínima. O nosso negócio implica um contrato que respeita os prazos, vendemos planos e este é um nicho de mercado rentável para ambas as partes. Recebemos tudo pronto, apenas fazemos chapas. Criámos uma estrutura própria para dar apoio e, estabelecemos um contrato que estipula que, se a plataforma não nos entregar o volume de trabalho acordado, é penalizada. Temos o último turno entregue a esta plataforma, da meia noite às 8 da manhã. Começámos com sete ou oito planos por dia e vamos já com 20 ou 21 trabalhos por dia. Só para que tenham ideia, este negócio, que começou do zero e com apenas quatro pessoas, fez crescer em 8% a facturação da minha empresa.”

“Sai mais barato imprimir 2.000 envelopes do que 1.000 numa determinada plataforma online. Isto é um erro e é matéria para dumping. Quero acreditar que a gráfica que imprime este trabalho sai prejudicada. O prestador de serviço é que investe mas não está assim tão bem como se pensa. É claro que as gráficas não são start-ups e nem recebem 3 milhões de euros. Claro que as plataformas online foram, em muitos casos, criadas por pessoas de fora da indústria gráfica que viram uma oportunidade e a aproveitaram. ”

COLOCAR O NEGÓCIO EM CAUSA PAULO DE CARVALHO XEROX

JORGE FERNANDES ARTES GRÁFICAS

O FLUXO DE TRABALHO JOSÉ GOMES “A indústria deve ter a capacidade de perceber como é que o mercado compra o produto. O tema não é como vai produzir, mas como vou fazer chegar o produto ao cliente final. Vai continuar a existir o cliente tradicional que precisa do apoio personalizado pelo comercial e, vai haver clientes que compram tudo online. A questão é se a empresa familiar tem a capacidade de colocar em causa os seus processos de negócio e adaptar os mesmos ao que o mercado precisa. Deve por isso analisar diferentes canais É preciso saber se a empresa familiar tem esta capacidade de captar estas dinâmicas de mercado. É preciso que as empresa gráficas se adaptem para não deixar que a sua base produtiva seja atrofiada.”

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EURODOIS ARTES GRÁFICAS

“Eu penso que o problema das plataforma digitais é o workflow porque é aí que reside o coração de tudo. Importa ter esta parte bem afinada. O segredo dos modelos low cost não é vender barato mas sim produzir barato.”

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PARTICIPANTES ANA CECÍLIA E SARA BUTLER Intergráficas HELENA MCDONNELL Cambridge Advisor for Family Enterprise Group ALEXANDRE DA CUNHA Cambridge Advisor for Family Enterprise Group ANDRÉ NOVAIS DE PAULA Directmedia MARINA SÁ BORGES Assoc. Empresas Familiares MIGUEL DUARTE CD Correctores Seguros JOSÉ MONTEIRO Grafopel PAULO CARVALHO Xerox NUNO ANTUNES Milford PEDRO OTERO Gráfica Lda JOSÉ GOMES Eurodois JOSÉ PAIVA Transgráfica BRUNO MOLURAS Onda Grafe MIGUEL BAETA Dilazo MARINA RAMOS Etigrafe MIGUEL MARQUES Jorge Fernandes Lda LEOPOLDO LOPES Anasiscor DIOGO ORTIGÃO RAMOS Quatrecasas

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nós somos serigrafia Computer-ToScreen APOSTA NA SERIGRAFIA Pouco a pouco os olhos vão sendo abertos e a aposta nas exportações “parece” finalmente ser colocada pela Governance portuguesa, como ” A prioridade” para o crescimento da nossa economia e do emprego!

A

s nossas exportações, ao longo dos últimos anos, evoluíram em crescendo, ultrapassando hoje a fasquia dos 40% do produto interno bruto (PIB). Extraordinária a visão dos empresários do sector privado, apostando na inovação tecnológica, internacionalização, em marcas próprias e serviços rápidos! Da Governance política, só vemos o complicómetro, a burocracia, uma carga fiscal aterrorizadora, atrasos dos pagamentos das entidades públicas e, principalmente, uma ausência continuada para uma visão estratégica apontando linhas de rumo, a médio e longo prazo, que tragam a confiança de volta aos empresários portugueses (num tecido composto por Micro e PME´s familiares). É o sector privado que mostra, de facto, ter segmentos com um extraordinário dinamismo, com o turismo à cabeça, seguindo-se a metalomecânica, altamente diversificada, com um peso industrial líder e apresentando um VAB de enaltecer (produto e emprego), pelos têxteis, igualmente muito diversificados (moda, lar, técnicos e acessórios), como indústria verticalizada, na indústria do calçado, outro exemplo de inovação diferenciada, flexibilidade e alto valor acrescentado, ou pela agro-alimentar até aos serviços de engenharia e consultoria! TÊXTEIS-MODA: Um dos sectores da têxtil onde a tecnologia de impressão serigráfica (estamparia têxtil localizada) é um pilar tecnológico (rapidez, qualidade diferenciadora e custos)! Porque nenhuma outra está em condição de determinar o seu destino, o mercado continua a investir em novos equipamentos usando a tecnologia serigráfica, com novas soluções

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tecnologias inovadoras e com o número de produtores de equipamentos de máquinas de impressão automáticas a aumentar! O mercado de impressão está continuamente a ser condicionado por acções de marketing especulativas e as competências mais frágeis levam a uma simplificação, muitas vezes para os seus conceitos de escolha, que não para uma “análise custo-benefício“. Como uma adição ao panorâma das tecnologias de impressão será o de se implementar a gama de ferramentas capazes de completar e melhor satisfazer as “reais necessidades do mercado”. Quiçá o futuro, como em outros segmentos da indústria de impressão, nos levará à partilha de tecnologias de impressão e/ ou sistemas de acabamentos (serigrafia plana e rotativa, digital plano, transferes, bordados,3D, etc.)! Tal como na vida real, o importante às vezes é “parar para pensar”, encontrando soluções tecnológicas económicas de sucesso para as constantes e “novas exigências dos mercados”, apostando na “Inovação Tecnológica” e na “Automação”, aproveitando melhor o layout industrial existente, dando-lhe uma nova dimensão ao nível da produtividade, flexibilidade, melhoria da qualidade final, de uma forma repetitiva e industrial, com eficiência ao nível dos custos! INDÚSTRIA TÊXTIL-MODA PORTUGUESA (T-SHIRT) EM LIDERANÇA MUNDIAL CTS: Portugal é hoje uma referência ao nível no sector da Têxtil-Moda (T-Shirt) na Digitalização da Pré-Impressão CTS e reconhecidamente na liderança tecnológica mundial, sendo frequentemente visitado por industriais do sector, como foi o recente caso com um grupo de industriais brasileiros! A 4ª Revolução Industrial, também chamada de Indústria 4.0, aponta a orientação no sentido da inovação tecnológica em automação. Foi esse o passo já realizado pelos indus-

Parabéns à Dinâmica Empresarial Portuguesa!

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triais portugueses deste sector, ao apostarem em plataformas digitais para a pré-impressão através da imagiação CTS (STM-TEX) da empresa líder Suíça SignTronic AG.

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QUADROS PERFEITOS: Todos os modelos STM estão preparados para receber tecnologia de imagiação por luz LED DUO, embora para as exigências actuais dos mercados, para soluções rápidas e eficientes, continue a ser recomendada a imagiação utilizando fonte de luz UV tradicional UHP 330W, de alta potência e utilizando uma unidade de imagiação óptica da Zeiss, com provas dadas no endurecimento perfeito dos ecrãs, seja em presença de resoluções de 1270~dpi´s ou 2400 dpi´s, em qualquer tipo de emulsão, filmes capilares, telas de poliéster ou aço inox!

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opinião

por Maria João Bom Professora Assistente no Instituto Politécnico de Tomar, d o C u r s o d e D e s i g n e T e c n o l o g i a d a s A rt e s G r á f i c a s

mariajoaobom@ipt.pt

Conferência Internacional APIGRAF 2016 A APIGRAF realizou no passado dia 14 de Outubro, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, a Conferência Internacional APIGRAF 2016.

N

a conferência debateu-se ess en cia l mente a indústria 4.0, nomeadamente, o futuro da comunicação impressa, procurando responder à grande interrogação da indústria gráfica: “Para onde vai?”. Falou-se ainda das dificuldades financeiras que o sector das indústrias gráficas atravessa em Portugal, frisando-se que apenas através da inovação se ultrapassarão os obstáculos. Procurou-se explicar também que oportunidades a quarta revolução industrial traz consigo, nomeadamente o que se chama de integração digital, ou seja, a possibilidade de tudo comunicar entre si e de forma célere, com vista a obter um maior grau de optimização e a criar o que se pode chamar de fábricas inteligentes.

Debateu-se também o conceito do incentivar o trabalhador a acreditar que vai ter sucesso e que é uma mais valia para a empresa

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A quarta revolução industrial tem a ver ainda com cibernética, a ciência e técnica do funcionamento e do controlo dos comandos electromagnéticos e das transmissões electrónicas nas máquinas e nos autómatos modernos. Uma revolução que tem a ver com o surgimento de novas ferramentas, que passa também por perceber que competir implica valor e monitorização contínua do cliente, mais do que lucro, passando também pela adopção de uma gestão inteligente. Debateu-se também o conceito de capital psicológico, e do incentivar o trabalhador a acreditar que vai ter sucesso e que é uma mais valia para a empresa, que desempenha um papel fundamental no desenvolvimento e implementação dos desafios que a indústria 4.0 traz consigo. Tendo-se concluído que passa tudo pela digitalização da indústria e pela possibilidade do gestor perceber que tem que de intervir nos ecossistemas digitais e que esta é a economia do futuro. De lamentar apenas o facto de pouco se ter referido sobre o papel dos institutos superiores, que ensinam artes gráficas, nomeadamente como produtores de conhecimento e, naturalmente, promotores da inovação, uma vez que os quadros que ensinam nestas instituições são ultra qualificados, pois são ou especialistas ou doutorados em áreas particulares dos sectores de produção e criação gráfica. Formam ainda os futuro profissionais que operarão no sector, motivo pelo qual as empresas da área se deveriam relacionar com estas escolas, por forma a trocarem experiências e a solucionar problemas que, ora se colocam às escolas ora às empresas.

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Revista Intergráficas | #Edição 194 - JAN.2017