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Guia para a gestรฃo sustentรกvel de eventos nรกuticos


Existem reais oportunidades para as organizações desportivas que decidam adoptar a sustentabilidade como parte da sua estratégia de desenvolvimento: credibilidade perante mecenas e patrocinadores, maior envolvimento e dedicação dos principais colaboradores e parceiros, menor impacto ambiental e redução de custos. Os eventos de cariz desportivo são uma excelente ocasião para aproveitar a visibilidade do momento e reunir atletas, espectadores, patrocinadores e região de acolhimento em torno de uma manifestação colectiva que promova as actividades náuticas como estratégia de desenvolvimento regional.


índice

introdução

2. BENEFÍCIOS DE UM EVENTO SUSTENTÁVEL

4. ÁREAS DE INTERVENÇÃO

6. Certificação de Eventos Desportivos

06 12 24 50

1. desporto e sustentabilidade

3. CICLO DE VIDA DE UM EVENTO NÁUTICO

5. COMPENSAÇÃO DE EMISSÕES

7. ANEXOS

08 16 42 56


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introdução

A prática de actividades náuticas não motorizadas, como o remo, a vela, a canoagem ou o surf, segundo uma série de regras e princípios de cidadania, não produzem impactos significativos na natureza.

Todavia, a vulnerabilidade ecológica que frequentemente caracteriza os locais onde decorrem os eventos náuticos, por vezes acompanhados de iniciativas e animações paralelas que atraem um número imprevisível de espectadores e visitantes, torna indispensável a integração de um conjunto de boas práticas ambientais e de sustentabilidade. Independentemente da dimensão e projecção do evento, este guia apresenta informações e recursos, que as organizações podem adaptar e integrar na fase de planeamento, de acor­do com as suas necessidades, salvaguardando assim o meio ambiente local de potenciais impactos sobre os recursos naturais e respectiva biodiversidade.

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Um aspecto importante a realçar é que para gerir de forma sustentável um evento desportivo, não é necessário proceder a alterações drásticas nos métodos de gestão ou na estrutura organizativa, é sim fundamental ter a vontade de alterar a mentalidade e as atitudes dos elementos da organização. Para alcançar com êxito uma transformação cultural ao nível organizativo é essencial disponibilizar informação e formação adequadas ao conjunto da organização, desde chefias, a colaboradores e voluntários. Mesmo não sendo possível realizar um evento neutro em emissões de carbono, é conveniente não deixar de avaliar e comunicar as medidas implementadas e os resultados alcançados, de forma a deixar vincado perante a comunidade local e público em geral, o compromisso, empenho e dedicação da organização em preservar e conservar o património natural do local.

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1.


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desporto e sustentabilidade


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1.

desporto e sustentabilidade

O desporto é um fenómeno social e económico estratégico em termos dos objectivos da solidariedade e prosperidade entre os cidadãos. As actividades náuticas acrescentam a dimensão ambiental, ao promoverem o contacto privilegiado dos praticantes com a natureza.

desenvolvimento sustentável “atender às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades” Comissão Brundtland, 1987.

A prática de actividades náuticas desempenha um papel fundamental na saúde e qualidade de vida dos praticantes. Ela contribui para o desenvolvimento da equidade social, através da promoção de valores como a tolerância, a inclusão e a igualdade, e promove a dinamização económica, desde o incentivo ao investimento à criação de empregos. A sustentabilidade das actividades implica, por outro lado, a manutenção da biodiversidade e da qualidade do ar, da água e do solo, em níveis que preservem para sempre a vida e o bem estar da humanidade, da fauna e da flora. 10


Promove a estabilidade, a tolerância, a integração. Fomenta a igualdade de género e a coesão social.

Equidade Social

Desenvolvimento Humano

Melhora a saúde pública e o bem estar, é parte dos esforços de educação e actividades de lazer.

Desporto e Sustentabilidade

Qualidade Ambiental

Estimula o investimento e o emprego.

Crescimento Económico

Influência de qualquer actividade sobre a natureza. O meio ambiente, em função da sua qualidade, pode beneficiar em maior ou menor medida o desenvolvimento da actividade humana.

Além de constituir uma oportunidade de crescimento económico, o evento náutico pode ser considerada a ocasião ideal para a divulgação do património cultural, social e ambiental de uma região, contribuindo para o desenvolvimento do sector e a valorização da região. A popularidade que caracteriza um evento náutico deve portanto ser aproveitada para educar e sensibilizar participantes e espectadores para uma série de valores e comportamentos relacionados com o respeito pela natureza e a conservação da biodiversidade, incentivando o cidadão comum a adoptar práticas responsáveis no seu dia-a-dia. 11


2.


.

benefĂ­cios de um evento sustentĂĄvel


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2.

benefícios de um evento sustentável

A implementação de práticas sustentáveis na gestão de um evento náutico deve sempre transmitir um legado positivo à comunidade local, enquanto uma série de oportunidades e benefícios pode ainda ser identificada e explorada, por organizadores, prestadores de serviço, participantes e comunidade local.

Redução de custos Poupar energia, reduzir produção de resíduos, adquirir produtos locais ou simplesmente ser mais eficiente pode economizar dinheiro. Credibilidade positiva Um evento que respeita o ambiente atesta o compromisso da organização com os princípios da sustentabilidade. Uma estratégia de comunicação eficaz pode elevar a visibilidade do evento, atrair mais participantes e, simultaneamente, agir como ferramenta de sensibilização. Inovação O desafio de desenvolver novas ideias e práticas inovadoras é permanente e possibilita uma utilização de recursos mais eficiente. Sensibilização ambiental Cada evento é uma oportunidade única e irrepetível para sensibilizar os visitantes sobre a prática desportiva e os ecossistemas locais — funcionamento, desafios e ameaças; encorajando a tomada de decisões que favoreçam o bem comuniário. 14


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Benefícios sociais A criação de empregos sazonais, o recurso a fornecedores locais e a aposta em experiências que incluam a participação de jovens excluídos ou com determinado tipo de incapacidade, podem actuar como um catalizador das melhores práticas sociais na região. Replicabilidade A adopção ou implementação de conceitos e metodologias inovadoras que contribuem para o beneficio da comunidade, tende a desafiar outras entidades a replicarem essas mesmas boas práticas. Melhorias no seio da organização Várias medidas e práticas integradas na gestão de um evento desportivo podem ser igualmente reproduzidas em certas operações diárias, alavancando a qualidade dos serviços prestados pela entidade organizadora.

Embora a tipologia e dimensão dos eventos náuticos tratados neste guia não possuam uma escala de impactos equiparável à dos mega eventos desportivos, esses impactos podem existir, pelo que deve ser dada uma oportunidade à entidade organizadora para alterar os seus processos de forma voluntária. 15


3.


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ciclo de vida de um evento nรกutico


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3.

ciclo de vida de um evento náutico O conceito de ciclo de vida é frequentemente utilizado na caracterização dos impactos associados a determinados bens ou serviços. O método baseia-se num processo cíclico de melhoria contínua, e quando integrado na fase de planeamento de uma competição ou evento desportivo, permite à organização sistematizar uma série de procedimentos no sentido de identificar e avaliar oportunidades para melhorar o desempenho global do evento, em equilíbrio com as condições sócio-económicas disponíveis.

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d

POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE

d

Definição de critérios gerais; Definição de objectivos concretos, claros e quantificáveis.

PLANO DE ACÇÃO

Definição de linhas de acção por objectivo; Estabelecer procedimento para a implementação da linha de acção; Atribuir recursos humanos e materiais; Estabelecer indicadores a quantificar.

DIAGNÓSTICO

IMPLEMENTAÇÃO MELHORIA CONTÍNUA DO PROCESSO

Arranque do plano de acção; Execução das tarefas de comunicação, educação e formação.

RETROALIMENTAÇÃO

AVALIAÇÃO

Redefinição do diagnóstico e/ ou plano de acção em função dos resultados alcançados com o fim de obter uma melhoria.

Definição de um sistema de acompanhamento; Avaliação quantitativa e qualitativa dos resultados obtidos e baseados em indicadores.

d

d

Recolha de dados; Avaliação da situação de partida.

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d


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3.1.

diagnóstico prévio A elaboração de uma análise preliminar é um passo determinante, como em qualquer processo de planeamento, que permite uma primeira abordagem às incidências, restrições e oportunidades latentes , com que a organização terá de lidar de forma a rentabilizar os recursos humanos e materiais disponíveis. O diagnóstico deverá abordar temas como a localização do evento, o alojamento e os meios de transporte, a formação e a sensibilização, a alimentação e a comunicação.

3.2.

política de sustentabilidade A política de sustentabilidade é definida em função de princípios e valores próprios de uma organização, podendo inclusive abraçar causas como a preservação dos recursos naturais locais, a responsabilidade e a inclusão social, a distribuição justa dos rendimentos pela comunidade, ou legar um contributo para a qualificação e melhoria das infra-estruturas locais. Os compromissos devem no entanto ser proporcionais à dimensão e ao capital de influência da organização, uma vez que a sua implementação obriga por vezes à participação de terceiros associados ao evento, sejam mecenas, sponsors ou prestadores de serviços. A política deve ser assimilada pelo conjunto da organização e demais parceiros estratégicos, de forma a salvaguardar o envolvimento da sociedade e estar disponível para consulta pública.

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3.3.

plano de acção A organização deve seguir um conjunto de recomendações e metas concretas, de acordo com a declaração de compromisso inscrita na política de sustentabilidade, que estipulem as medidas a implementar no terreno e atribuam responsabilidades aos elementos da organização que acompanham as operações ou procedem à recolha de resultados.

Os objectivos gerais devem ser quantificados sob a forma de indicadores específicos e elaborados à medida de cada evento desportivo, embora, no geral, tratem os aspectos abaixo sugeridos: a) Ambiente utilização de recursos, selecção de materiais, conservação de recursos, redução de emissões, biodiversidade e preservação da natureza, vertidos para solo, água e ar. b) Social legislação laboral, saúde e segurança, liberdades civis, justiça social, comunidade local, direitos de minorias, acessibilidades, equidade, património e sensibilidade religiosa.

O processo deve incluir o registo de informação sobre a evolução da performance, aspectos relativos ao controle das operações, e conformidade com os objectivos e metas traçados pela organização. Os resultados devem estar devidamente documentados, mantidos actualizados e partilhados com os principais parceiros do evento.

c) Economia retorno do investimento, economia local, capacidade do mercado, shareholders valor, inovação, impacto económico indirecto, presença no mercado, performance económica, risco. 21


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3.4.

implementação Existe um período inicial de aprendizagem ou adaptação que faz com que os resultados alcançados nem sempre correspondam às melhores expectativas. É suposto aguardar pelo momento oportuno e detectar eventuais falhas de planeamento, adaptar tarefas da organização, reestruturar responsabilidades, identificar recursos materiais e humanos, etc…

É conveniente que exista um ponto de referência, alguém integrado na estrutura organizativa do evento, que além de acompanhar a implementação do sistema de gestão, concentre a tomada de decisões e resolva ou solucione situações imprevistas. Em qualquer caso, os sistemas de gestão de eventos desportivos devem ser sistemas abertos, flexíveis e que, a cada momento, se adaptem à realidade desportiva.

Princípios para implementar um plano de acção:

´´ Identificar as partes interessadas (fornecedores, associações locais, empresas municipais, etc..) em implementar o plano de acção; ´´ Não deixar que a dimensão do evento seja um obstáculo. Definir alvos adequados e procurar os recursos necessários; ´´ Nomear responsáveis do staff e voluntários pela implementação do plano de sustentabilidade - providenciar formação adequada e encorajar a comunicação; ´´ Definir inicialmente objectivos ambiciosos mas atingíveis, privilegiando uma progressão de sucesso em sucesso; ´´ Monitorizar e avaliar os resultados de forma a verificar onde são atingidos os objectivos e onde são necessárias rectificações;

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3.5.

vigilância, avaliação e retroalimentação: processo de melhoria contínua A análise aos registos efectuados e respectivos indicadores, após concretização das medidas previstas no plano de acção, permite avaliar em que grau foram alcançados os objectivos inicialmente propostos. Desta forma, é possível rever e deduzir novos critérios que se considerem mais adequados às futuras edições, promovendo de forma continua, uma melhoria progressiva do desempenho global do evento em termos de sustentabilidade.

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4.


.

áreas de intervenção


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4.1.

definir um compromisso e uma estratégia sustentável

A definição de uma política de sustentabilidade permite esclarecer o âmbito geral do compromisso que a organização pretende assumir com a sociedade. O desenvolvimento de uma estratégia que identifica um conjunto de medidas e operações de controlo, e comunica os resultados de forma concisa e consistente, estabelece uma conjuntura ao seu redor que credibiliza o evento e valoriza a imagem da organização.

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Uma preparação cuidadosa da declaração de sustentabilidade vai aumentar a sua eficácia e agregar valor considerável à comunicação de resultados. De facto, é uma ocasião para a organização do evento reafirmar o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável perante colaboradores, investidores, fornecedores e sociedade em geral. Em seguida apresentam-se alguns parâmetros gerais que devem reger o compromisso. META - OBJECTIVO

ACÇÕES A DESENVOLVER

Crie uma declaração de

´´ Escrever uma declaração de compromisso público

compromisso sobre a

descrevendo a sua intenção em organizar um evento náutico

celebração de um evento

sustentável e comunique-a interna e externamente.

náutico sustentável Identificar as questões e

´´ Envolver os seus parceiros chave (por exemplo Federações,

parceiros chave rumo à

patrocinadores, agentes locais, autoridades públicas)

sustentabilidade

assegurando a sua colaboração; ´´ Convidar os seus parceiros a fazerem parte da declaração de compromisso.

Definir o âmbito de aplicação

´´ Determinar o intervalo de tempo, localização do evento e actividades paralelas a serem consideradas.

Identificar e avaliar riscos

´´ Identificar os riscos/oportunidades associados ao evento e

e oportunidades

avaliar a magnitude e a probabilidade de esses riscos/ oportunidades ocorrerem.

Planear deixar

´´ Identificar as três principais concretizações que o evento se

um legado positivo

propõe melhorar no local: em serviços, na comunidade ou organização desportiva assim que o evento termine.

Comprometa-se com

´´ Monitorizar a aplicação das medidas chave em todas as

medidas chave de

áreas relevantes da sua organização. Utilizar essa informação

benchmarking para o próximo

para definir novas metas e actualizar o plano de

evento náutico sustentável

sustentabilidade para o próximo evento. 27


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4.2.

gestão sustentável de um evento náutico A implementação de um sistema de gestão consiste na adopção de um conjunto de medidas previamente diagnosticadas, e que tem como objectivo a avaliação do desempenho das actividades, produtos e serviços relacionados com o evento náutico. Uma compreensão geral dos assuntos mais pertinentes, permite preparar um Plano de Acção que promova a gestão e a monitorização da performance do evento. Um plano eficaz deve identificar uma lista de questões prioritárias e especificar competências, responsabilidades e metas com o fim de avaliar e controlar os principais impactos derivados das actividades programadas. A gestão e avaliação da sustentabilidade deve recorrer a informação técnica, como seja o caso dos indicadores de performance (ambientais, económicos, sociais, outros) que permitem calcular e transmitir os dados e resultados de forma clara e consistente. A avaliação e comunicação do desempenho de sustentabilidade do evento deve merecer igual atenção, pois incentiva ao uso eficiente dos recursos e permite reunir informação relevante para edições futuras.

´´ ´´ ´´ ´´ ´´ ´´ ´´

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selecção de indicadores de desempenho: Rever metas e objectivos para o evento; Identificar preocupações de entidades locais e parceiros; Desenvolver uma lista de potenciais indicadores; Determinar custos de monitorização; Seleccionar indicadores e identificar plano de registo; Monitorizar e reportar os resultados; Rever os indicadores e modificar o necessário de forma a melhorar o próximo evento.


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META — OBJECTIVO

ACÇÕES A DESENVOLVER

Designar um líder e

´´ Eleger um líder para a sustentabilidade, com a autoridade necessária para

formar uma equipa

supervisionar a implementação do compromisso e a equipe designada para

para a

proceder à implementação (poderia incluir um líder, um recrutador/ formador, uma

sustentabilidade

pessoa de dados / secretária, um repórter / comunicador).

Estabelecer uma

´´ Determinar líderes para as tarefas; orçamento (se houver); método para controlar

“forma de trabalhar”

o progresso e frequência de reuniões de equipa.

em conjunto Definir objectivos e

´´ Identificar e explorar os impactos (localmente significativos/relevantes para os

indicadores de

seus principais parceiros) ambientais, sociais e económicos e respectivas

sustentabilidade

oportunidades. Ex.: A responsabilidade do carbono, eventos neutros em carbono ou

mensuráveis

na produção de resíduos sólidos a enviar para aterro. Eventos inclusivos para minorias, pessoas com deficiência, envolvimento de comunidades desfavorecidas.

Realizar verificações e

´´ Conferir a satisfação dos parceiros — verificar se a entidade organizadora e os

revisões regulares de

seus colaboradores estão a cumprir com o estipulado, com a concretização dos

objectivos e metas

objectivos fixados e com a implementação das recomendações revistas anteriormente.

Comprometer-se a

´´ Um relatório de sustentabilidade é uma prática que pretende avaliar e divulgar a

documentar e

responsabilidade pela performance organizacional, enquanto esta trabalha para a

reportar a sua política

meta do desenvolvimento sustentável.

de sustentabilidade

´´ Um relatório de sustentabilidade fornece uma representação equilibrada e razoável do desempenho de sustentabilidade da organização relatora, incluindo tanto contribuições positivas como negativas. Note-se que a documentação é uma parte vital de um sistema bem sucedido de transferência de conhecimentos. 29


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4.3.

localização e estruturas de apoio A selecção do local para a realização do evento náutico e a decisão sobre a necessidade de instalar estruturas de apoio, amovíveis ou permanentes, deverão considerar além dos critérios técnicos e desportivos, aspectos relacionados com o acesso de atletas e de espectadores. Regular e gerir adequadamente a presença do público que assiste ao evento, é sem dúvida, um dos aspectos chave na gestão ambiental de um evento desportivo, por isso, recomenda-se ao gestor desportivo que atenda ao planeamento destes aspectos e considere a aplicação das boas práticas.

´´ ´´ ´´ ´´ ´´ ´´

Número de pessoas previstas e permitidas no evento; Modos de transporte até aos acessos permitidos; Zonas de estacionamento permitido; Acessos e itinerários dos espectadores; Zonas de ocupação para espectadores; Barreiras e vigilância de zonas com acesso proibido a espectadores. No entanto, através de um bom planeamento e de escolhas adequadas, eventos de carácter desportivo podem contribuir igualmente para a reabilitação de zonas degradadas ou corpos de água abandonados, conferindo maior atractividade a espaços outrora deteriorados.

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META — OBJECTIVO

ACÇÕES A DESENVOLVER

Seleccionar uma zona que à

´´ Escolher locais de prática habitual e regular;

partida minimize a pegada

´´ Considerar a instalação de infra-estruturas temporárias e amovíveis;

ecológica

´´ Partilhar o local com outros intervenientes, caso seja necessário e possível; ´´ Construir um legado sustentável, integrando-a nas necessidades da comunidade; ´´ Respeitar a cultura local e o seu património.

Escolher um local ou espaços

´´ Atletas, dirigentes e espectadores devem percorrer curtas

relativamente centrais

distâncias entre o alojamento e o local onde se celebrará o evento.

Garantir um acesso livre de

´´ Escolher locais sem barreiras físicas (por exemplo, a cadeira de

obstáculos, sobretudo a pessoas

rodas) e acessíveis aos principais meios de transporte.

com mobilidade condicionada Optar por um local com

´´ Incluir ventilação e iluminação natural, sistemas para Águas Quentes

instalações eléctricas e de

Sanitárias eficientes, chuveiros e torneiras de baixo fluxo, sistemas de

distribuição de água eficientes

captação de águas pluviais para reutilização.

Implementar um sistema de

´´ Se possível, todos os resíduos produzidos no local (por exemplo,

gestão de resíduos com prioridade

papel, plástico, metal, orgânico) devem ser separados na fonte e

para a redução, reutilização,

contentores em número suficiente devem ser disponibilizados em áreas

reciclagem

para participantes e público em geral.

Seleccionar uma zona que mitigue

´´ Usar materiais livres de toxinas;

os impactos no solo, flora e fauna

´´ Não instalar equipamentos, mesmo que provisórios, em

locais

ecossistemas sensíveis; ´´ Proibir o acesso público a zonas sensíveis.

Incluir um plano de intervenção

´´ Evitar, através da reciclagem, o envio de lixo para aterro;

para a recuperação do local após o

´´ Limpeza e replantação de espécies endémicas se necessário.

evento

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4.4.

transporte e alojamento Um aspecto que contribui significativamente para as emissões de gases com efeito de estufa em eventos desportivos é a quantidade de pessoas e equipamentos que se deslocam entre locais. Quando as deslocações e os percursos não são devidamente planeados, é possível que ocorra um acréscimo de ruído, poluição e tráfego. Estando identificadas e previstas, as pessoas podem ser transportadas de forma rápida e eficiente, com uma necessidade residual de veículos particulares e lugares de estacionamento.

Os requisitos de sustentabilidade em termos de alojamento, são complexos e transversais. Devem ser consideradas referências de boas praticas laborais, na relacção entre os quadros da empresa e serviços prestados, características das instalações, sua localização e respectivo desempenho operacional (principalmente consumo de água e energia, a qualidade da água e ar interior, gestão de resíduos). A solução final deve contudo tentar reduzir a distância que separa o alojamento do local de realização do evento.

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META — OBJECTIVO

ACÇÕES — RECOMENDAÇÕES

Disponibilizar serviços

´´ Estabelecer contacto com as autoridades locais de forma a

de transporte

garantir a existência de suficientes e eficazes transportes

público acessíveis

públicos; ´´ Promover a utilização do transporte público, veículos de baixas emissões, bicicletas, entre outros.

Informar antecipadamente

´´ Fornecer instruções claras aos participantes sobre o

os participantes das

transporte público adequado para o local, alojamento, centro de

alternativas existentes

cidade, etc. Disponibilizar mapas de transporte público. Enviar informação por e-mail antes do evento e incluir em eventuais pack’s informativos a distribuir pelos participantes. Exibir no local de competição; ´´ Providenciar um membro do staff ou do voluntariado local para acompanhar os participantes entre o alojamento e o local de celebração do evento desportivo, cerimónia de abertura..

Aconselhar alojamentos

´´ Seleccionar alojamentos ambiental e socialmente

com práticas

responsáveis, próximos do local de competição e que promovam

ambientalmente

o estabelecimento de parcerias locais.

responsáveis Prever zonas de

´´ Privilegiar primeiros socorros, grávidas e pessoas com

estacionamento

locomoção limitada, o transporte de equipamentos e transportes colectivos.

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4.5.

catering e alimentação A alimentação tem um papel chave no rendimento físico e intelectual de qualquer indivíduo, contudo assume ainda maior importância em desportistas, sobretudo quando estes se encontram em actividade intensa e regular. Ao disponibilizar alimentos e bebidas locais e da estação, o evento pode mitigar os impactos relativos ao transporte, aproveitar para reduzir o desperdício de embalagens e contribuir para a prosperidade da comunidade local. As recomendações apresentadas dirigem-se à organização enquanto responsável pelo serviço de catering, ou empresas especializadas, preferencialmente locais ou regionais, contratadas para tal propósito. É importante participar na elaboração dos menus, prever a necessidade de rações adicionais, especialmente água e fruta, e limitar, tanto quanto possível, a comercialização de produtos não compatíveis com a prática desportiva. O impacto ambiental dos alimentos e bebidas que consumimos é enorme, em função da sua origem, proveniência e processo de produção. Deve, portanto, ser dada especial atenção a produtos locais e sazonais, se possível, incentivar os produtos orgânicos, bem como comida vegetariana, slow-food e comércio justo de produtos saudáveis.

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META — OBJECTIVO

ACÇÕES — RECOMENDAÇÕES

Reduzir a pegada

´´ Proveniente de comércio tradicional, alimentação orgânica e

ecológica da

sazonal de origem local e/ou regional, com elevada percentagem de

alimentação

frutas e vegetais; ´´ Usar água da torneira se for possível.

Promover dietas

´´ Escolha alimentos saudáveis ​​(frescos, da época, sempre que

saudáveis

possível, com baixo teor de açúcar, frutas, legumes e cereais); ´´ Disponibilizar opções vegetarianas.

Minimizar os resíduos

´´ Minimizar o desperdício de alimentos cozinhando faseadamente, e

da alimentação e

separando os resíduos orgânicos para compostagem das embalagens

maximizar a

para reciclagem;

compostagem orgânica

´´ Disponibilizar recipientes para reciclagem e compostagem nos locais convenientes.

Reduzir a utilização

´´ Procure que os alimentos estejam disponíveis no mínimo de

de embalagens

embalagens e estas sejam biodegradáveis ou recicláveis.

Contribuir para a

´´ Entregue os alimentos não utilizados a instituições de

comunidade local

solidariedade social e abrigos locais.

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4.6.

marketing e comunicação

A estratégia ou plano de comunicação deve privilegiar uma mensagem clara e objectiva, concedendo aos responsáveis pela comercialização do evento a comunicação das metas previstas em matéria de sustentabilidade. Em função da dimensão e natureza do evento, é necessário um trabalho conjunto e cooperativo com os elementos da equipa responsável pela entrega do plano (incluindo patrocinadores e parceiros estratégicos), bem como identificar e estabelecer contacto com os principais meios e canais de informação interessados em proceder à cobertura do evento. Igualmente importante é tratar a mensagem a ser transmitida. A continuidade e a veracidade da informação são dois elementos que caracterizam a transparência informativa, e neste sentido, deve-se diligenciar a quem o desejar, o acesso à informação veiculada pela organização. Com as tecnologias de informação amplamente disponíveis, a maioria das funções de comunicação pode ser efectuada via electrónica (enviar e-mails promocionais, convites e registos electrónicos, pack’s informativos ou outros elementos a fornecer em memórias portáteis ou disponibilizar para download). Se a impressão for indispensável, copiar, se possível, frente e verso, utilizando papel reciclado e tinta vegetal. Quaisquer materiais proporcionais, tais como canetas, pastas, etc, devem ser feitos de materiais reciclados e biodegradáveis. Se planear oferecer presentes aos delegados das equipas, assegure-se que estes são produzidos localmente e de forma sustentável. 36


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META — OBJECTIVO

ACÇÕES A DESENVOLVER

Implementar um plano

´´ Escolha mensagens orientadas ao seu público alvo como parte da sua

de marketing sustentável

estratégia e use-as durante todo o evento.

para uma estratégia de marca consistente Promover a sua imagem

´´ Use a sua liderança e posição de influência para promover os aspectos

comunicando através de

sustentáveis e a imagem do seu evento;

mensagens chave e valores

´´ Tenha atenção e não utilize termos de marketing, expressões ou imagens que são imprecisos ou não correspondem à verdade. Estes podem prejudicar a credibilidade do organizador e abrir portas a sanções por parte das autoridades.

Comunicar de forma

´´ Certifique-se de que a comunicação é coerente com a mensagem de

ambientalmente responsável

sustentabilidade, evitando a utilização desnecessária de papel, folhetos, etc.; ´´ Utilize as potencialidades dos meios electrónicos (por exemplo, e-mail, website), se adequados e convenientes, em alternativa a documentos impressos; ´´ Estabelecer um sistema de registo electrónico que permita aos participantes apresentar formulários de inscrição e imagens, se necessário, via e-mail ou através de um serviço web.

Integrar patrocinadores e

´´ Convidar e envolver parceiros e patrocinadores nas suas estratégias de

parceiros estratégicos no plano

identidade e marketing.

de marketing sustentável Faça de todos campeões

´´ Quanto maior for o número de voluntários, participantes, staff técnico,

da sua causa (ver também

etc que se identifique com o seu trabalho, mais provável é a mensagem

Capítulo Adesão de Atletas

chegar aos seus destinatários.

e Público)

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GUIA PARA A GESTÃO SUSTENTÁVEL DE EVENTOS

4.7.

comunidade e fornecedores locais O recurso à contratação de fornecedores e prestadores de serviços durante a organização de um evento náutico é praticamente indispensável. Numa perspectiva de sustentabilidade, as empresas e produtos de origem local devem ser favorecidas, pois promovem a região e a economia local, reduzem o impacto ambiental global do evento, e tem a capacidade para desenhar novas relações, a título pessoal ou profissional, no seio da comunidade. Por outro lado, os agentes económicos, culturais ou recreativos que participam ou desenvolvem actividades integradas no programa do evento náutico, devem ser convidados a respeitar as normas e regras da organização — espaços onde circular, onde localizar infra-estruturas, gestão de resíduos, etc.., de forma a partilhar o esforço da organização na realização de um evento exemplar. Uma grande variedade de rótulos ecológicos foram desenvolvidos para comunicar informações sobre as credenciais ambientais de serviços e produtos de forma padronizada, no sentido de ajudar os consumidores e empresas a seleccionar os serviços e produtos mais ecológicos. Estes critérios não se baseiam apenas num simples parâmetro , mas em estudos que analisam o impacto ambiental do produto ou serviço ao longo do seu ciclo de vida, da origem à disposição final.

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Neste sentido, a substituição de certos serviços ou produtos por outros que incorporem critérios de sustentabilidade contribui, por um lado, para minimizar os impactos negativos do evento e, por outro, para promover uma alimentação equilibrada no seio da comunidade — organização, atletas, espectadores, baseada em produtos locais e orgânicos.


META — OBJECTIVO

ACÇÕES A DESENVOLVER

Estabeleça uma política de

´´ Estabelecer uma política que contenha procedimentos de

compras sustentável

contratação e código de conduta para o fornecimento de serviços e produtos provenientes de recursos éticos e sustentáveis. ​​

Recrute na comunidade

´´ Colaborar com organizações locais na procura de soluções

local, estimule a

temporárias, voluntários ou contratados (serviços de recolha/

diversidade e copie práticas

reciclagem de resíduos, equipes de limpeza, instalação de

de contratação éticas

equipamentos, agências de trabalho temporário e associações de apoio social). Assegure um sistema justo de retribuição salarial.

Procure patrocinadores

´´ Apostar em patrocinadores com capacidade e vontade para

com preocupações

apoiar um evento náutico ou uma actividade paralela, que estejam

ambientais

interessados em manter as virtudes do local, em contribuir para o desenvolvimento da prática desportiva e aproveitar, porque não, para promover a divulgação de produtos e serviços mais verdes.

Integre a comunidade de

´´ Procurar obter activamente o apoio e o envolvimento da

parceiros locais no evento

cidade, entidade regional de turismo, autoridades e organizações locais, empresas e investidores privados, etc.

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GUIA PARA A GESTÃO SUSTENTÁVEL DE EVENTOS

4.8.

adesão de atletas e público Um evento que descure a adesão de atletas e do público dificilmente é considerado um caso de sucesso. Na expectativa de a organização contar com o apoio e a participação de toda a comunidade, é conveniente prever e programar uma série de iniciativas e actividades complementares que estimulem o contacto com a modalidade, sobretudo entre os mais novos. É importante que os atletas cumpram um código de ética desportivo, demonstrando uma conduta exemplar no seio da comunidade e exercendo o seu poder de influência e companheirismo , motivando ao respeito pelo próximo e pela natureza. É sempre de louvar a participação de atletas em iniciativas complementares ao evento central (por. ex. acções de sensibilização ambiental, manifestações culturais ou promoção do património local), transmitindo uma imagem distinta e diferenciadora, que atrai e desperta a curiosidade dos jovens, e do público em geral.

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GUIA PARA A GESTÃO SUSTENTÁVEL DE EVENTOS

META —

ACÇÕES A DESENVOLVER

OBJECTIVO Envolver os atletas

´´ Identificar o público-alvo (atletas de alta competição - locais ou internacionais,

e a comunidade

responsáveis pelos respectivos clubes ou federações nacionais, responsáveis públicos

desportiva

pelo desporto, saúde e meio ambiente; patrocinadores do evento; organizações não governamentais); ´´ Colocar ênfase em organizações com recursos (financeiros, técnicos e humanos) e interesses semelhantes.

Definir o

´´ Identificar as principais áreas de intervenção para reconhecimento;

“apelo à acção”

´´ Reduzir as emissões de carbono adoptando determinadas acções específicas; ´´ Iniciativas que envolvem outras pessoas e organizações; ´´ Acções que podem ser desenvolvidas a par da actividade desportiva: a redução e reciclagem de resíduos, o voluntariado, a realização de actividades dirigidas à comunidade local.

Definir os modos

´´ Identificar os campeões, atletas, embaixadores, líderes de opinião, celebridades

de comunicação

que estejam dispostos a transmitir a sua experiência, incentivando o próximo;

e divulgação

´´ Identificar os meios de promoção e endereçar o “apelo à acção” (website, eventos, newsletter, anúncios de serviço público); ´´ Identificar os meios para reconhecer os progressos e resultados, histórias e exemplos de participação.

Fornecer recursos

´´ Distribuir informação a grupos desportivos e escolares, que inclua o programa do evento,

para o envolvimento

iniciativas complementares, assim como, locais e entidades responsáveis pela prática de actividades náuticas na região.

Acompanhar

´´ Identificar e programar a recolha de elementos que permitam relatar, e se possível

e reportar

quantificar, as actividades;

os resultados

´´ Seleccionar as ferramentas necessárias para calcular e comunicar os resultados do “apelo à acção”. Exemplo: calculadora de carbono para quantificar as viagens dos atletas, organização, público — que meios de transporte foram utilizados?

Celebrar

´´ Identificar as formas e meios de comemorar os resultados, através do reconheci-

os resultados

mento, prémios, certificados, artigos em meios de comunicação, citações no twitter.

41


5.


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compensação de emissões de carbono


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5.

compensação de emissões de carbono

O tema da compensação de emissões é tratado de forma superficial de forma a não desviar a atenção dos aspectos prioritários, neste caso, a redução das emissões de carbono e a mitigação dos impactos negativos decorrentes da realização de um evento náutico desportivo. A compensação é uma forma de neutralizar as emissões de carbono através do financiamento de programas que reduzem uma quantidade equivalente de emissões, normalmente em outros locais, através de investimentos como a aquisição de tecnologias mais eficientes, substituição de fontes de energia fósseis por renováveis, racionalização do uso da energia, projectos de florestamento e reflorestamento, entre outros.

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REDUZIR AS EMISSÕES TANTO QUANTO POSSÍVEL

SELECCIONAR AS EMISSÕES QUE PRETENDE COMPENSAR

ADQUIRIR OS CORRESPONDENTES CRÉDITOS ATRAVÉS DE UM PARCEIRO DE CONFIANÇA

COMUNICAR OS SEUS RESULTADOS

REVER A ESTRATÉGIA PARA O PRÓXIMO EVENTO

Partindo do princípio que todos os esforços foram empenhados no sentido de mitigar os impactos durante o evento, a compensação de emissões pode então desempenhar um papel interessante, que dignifica a estrutura organizativa e a relação com a comunidade local. 45


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5.1.

mercado de carbono No mercado regulado, ao abrigo do Protocolo de Quioto, os governos determinam qual o limite de emissões em que podem incorrer e transmitem essa informação às indústrias nacionais, estabelecendo uma quota de emissões a cada sector.. As empresas que adoptem medidas de eficiência energética ou outras que lhes permitam cumprir as metas estabelecidas podem, caso tenham emissões de gases com efeito de estufa inferiores à sua quota, vender créditos de carbono às empresas mais poluídoras. As empresas mais poluídoras ou investem em tecnologias menos poluentes ou são obrigadas a adquirir créditos de carbono para cumprir as respectivas quotas. Assim, quanto menos créditos existirem em circulação mais as empresas poluídoras são obrigadas ou incentivadas a apostar em tecnologias de redução de emissões. O Mercado Voluntário negoceia créditos de carbono (denominados “Verified Emissions Reductions” – VERs) resultantes de projectos que têm as suas reduções validadas e verificadas por uma entidade independente, mas que não são registadas através de entidades reguladoras (ex. ONU). Os VERs têm como objectivo compensar emissões de indivíduos ou de empresas não sujeitas aos compromissos do Protocolo de Quioto. Se decidir investir na compensação de emissões, compare diversas fontes de informação, esquemas e respectivos detalhes sobre os projectos a financiar.

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5.2.

critérios de qualidade Existem actualmente várias centenas de empresas que oferecem serviços no Mercado Voluntário de Carbono. Para garantir que os créditos de carbono representam reduções reais nas emissões de gases de efeito estufa, é importante compreender alguns critérios chave de qualidade no mercado das compensações de carbono. Adicionalidade Para ser adicional, um projecto de compensação não deve ter acontecido sem os incentivos decorrentes do mercado de compensações. É essencial que as reduções sejam reais e decorrentes de um processo transparente e não o vulgar “business as usual”, caso contrário, a compensação não tem qualquer benefício. Propriedade Porque as compensações são um título intangível, é importante que os direitos de propriedade sejam estabelecidos para as reduções de gases de efeito estufa que a compensação representa. Longevidade Considera a durabilidade do benefício climático de um determinado projecto de compensação. As iniciativas que dependem do armazenamento de carbono, como os projectos de reflorestamento, podem inadvertidamente libertar todo o carbono armazenado para a atmosfera, por exemplo, em caso de incêndio. Fuga Diz respeito à situação através da qual a redução de gases de estufa numa região provoca um aumento de emissões noutro lugar. Por exemplo, o dinheiro economizado através da redução do consumo de energia não deve ser utilizado para adquirir outro serviço/produto com emissões correspondentes. Considerações de sustentabilidade Este critério avalia o grau em que determinados projectos de compensação de carbono criam benefícios mais amplos de sustentabilidade, como a criação de empregos e a redução da pobreza, aumento da biodiversidade, entre outros. 47


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5.3.

calculadoras de carbono Apesar de as calculadoras de carbono serem um instrumento útil para medir o impacto do consumo de energia ou o uso de transporte durante a realização do evento, não consideram ou quantificam impactos importantes, como os existentes a montante na cadeia produtiva ou outras questões não mensuráveis, como a biodiversidade, a poluição e a ética. No entanto, podem ser utilizadas como uma ferramenta numérica, especialmente útil na comparação de emissões em eventos de frequência anual e na comunicação a estabelecer com parceiros e media.

Carbon Trust

www.carbontrust.co.uk

Agence de l’Environnement et de la Maîtrise de l’Energie

www.ademe.fr

Fondation GoodPlanet

www.actioncarbone.org

Fundación Tierra

www.ecoterra.org

WWF – World Wide foundation

footprint.wwf.org.uk

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Aspectos chave em projectos de carbono neutro Dada a evolução do mercado de retalho de compensações durante a última década, apontam-se dois desafios fundamentais para o sucesso: ´´ definir critérios e identificar projectos para redução de emissões nos quais seja crucial o investimento; ´´ financiar projectos de compensação no mercado de retalho que não exijam compromissos plurianuais. Estes desafios estão no centro da existência de reais benefícios ambientais anunciados pelas empresas que fornecem serviços de comercialização de carbono no mercado de emissões a retalho.

Empresas e Organizações com serviços de Compensação E.VALUE

www.evalue.pt

CARBONO ZERO

www.carbono-zero.com

TERRAVADA

www.terravada.org

CARBON FOOTPRINT LDA.

www.carbonfootprint.com

ALTHIS

www.althis.fr

DET NORSKE VERITAS

www.dnv.es

49


6.


.

certificação de eventos desportivos


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6.

certificação de eventos desportivos

A implementação de Programas de Certificação tem como principal objectivo a melhoria contínua do desempenho da organização na realização de eventos. Estes programas desenvolvem os requisitos para a implementação de um sistema de gestão, que permitirá ao gestor/coordenador do evento desenvolver e implementar uma política e objectivos, tendo por base os requisitos legais e a informação sobre os impactos mais significativos. Hoje em dia empresas e organizações de várias áreas e dimensões têm implementados sistemas de gestão. Existem várias oportunidades para a sua concretização, desde a contratação de um consultor externo, a execução por conta própria ou integrando um caso de estudo de uma agência pública ou universidade. Embora existam pequenas variações nos diferentes sistemas de gestão, eles são semelhantes na metodologia e na ilustração dos principais objectivos.

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ISO 20121 Event sustainability management system Sistema de gestão de eventos sustentáveis A norma internacional ISO 20121 especifica os requisitos de um sistema de gestão que permite melhorar a sustentabilidade de um evento. É aplicável a qualquer entidade, independentemente do tipo e dimensão, envolvida na organização e entrega de eventos, e atende a diferentes condições geográficas, culturais e sociais, exigindo que as organizações reconheçam a sua relação e impacto na sociedade. A norma deve ser aplicada com flexibilidade e permitir a organizações, sem qualquer protocolo de sustentabilidade estabelecido, iniciar a implementação de um sistema de gestão de eventos sustentáveis.

+ INFO www.iso.org

Organizações com sistemas de gestão existentes devem ser capazes de integrar os requisitos desta norma nos seus sistemas. Todas as organizações serão beneficiadas com o processo de melhoria contínua ao longo do tempo. A complexidade do sistema, a extensão da documentação e recursos dedicados deverão ser proporcionais aos objectivos definidos, à dimensão da organização e à natureza das suas actividades, produtos e serviços. Este é o caso particular de PME’s. O sucesso do sistema de gestão depende do compromisso e envolvimento dos vários níveis da organização, especialmente da gestão. Em suma, para fazer do sistema de gestão um caso de sucesso, este deve ser flexível e integrado no processo de gestão do evento e não ser classificado como um “apêndice”. Para a máxima efectividade, a sua influência deve estender-se ao grosso da cadeia de fornecedores. 53


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EMAS The European Eco-Management and Audit Scheme O EMAS (Eco Management and Audit Scheme) — Sistema Comunitário de Eco-Gestão e Auditoria, é um instrumento voluntário dirigido às empresas que pretendem avaliar e melhorar os seus comportamentos ambientais e informar o público e outras entidades interessadas a respeito do seu desempenho ambiental. O objectivo é reconhecer e premiar as organizações que vão além dos mínimos legais e melhoram continuamente o seu desempenho ambiental. Além disso, é uma exigência do esquema das organizações, que, regularmente, participam, produzir uma declaração pública ambiental que reporte o seu desempenho ambiental. Esta publicação voluntária de informação, cuja precisão e transparência é verificada por uma entidade independente, acrescenta ao EMAS e às organizações que participam um reforço da sua credibilidade e reconhecimento. A gestão ambiental tornou-se uma questão económica relevante para muitas organizações que, através de acções como minimizar a quantidade de lixo produzido, redução do consumo de energia e uso mais eficiente dos recursos, podem ter uma redução de custos financeiros, além de ajudarem a proteger e a melhorar o meio ambiente. As organizações que participam no EMAS são reconhecidas por assumirem compromissos fortes com o meio ambiente e melhorarem a sua competitividade económica. + INFO http://europa.eu.int/comm/environment/ecolabel/index_en.htm http://www.eco-label.com

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BS 8901 Sustainable Event Management System Esta norma britânica, precursora da ISO 20121, foi a primeira a ser desenvolvida especificamente para a indústria dos eventos. A norma fornece uma estrutura de boas práticas e define os requisitos para um sistema de gestão sustentável de eventos que garanta uma abordagem duradoura e equilibrada entre a actividade económica, a responsabilidade ambiental e o progresso social. Requisitos da BS 8901 ´´ Política de sustentabilidade ´´ Identificação e envolvimento dos parceiros ´´ Objectivos, metas e planos ´´ Desempenho contra os princípios do desenvolvimento sustentável ´´ Controle operacional ´´ Competências e formação ´´ Cadeia de fornecedores ´´ Comunicação ´´ Monitorização e medição ´´ Acções preventivas e correctivas ´´ Auditoria ao sistema de gestão A abordagem baseada neste sistema fornece a garantia e certificação da gestão de todos os eventos ou actividades relacionadas com o evento, em vez de certificar apenas cada evento individualmente, o que poderá ser significativo no caso de uma determinada entidade organizar vários eventos por ano. + INFO www.bsigroup.co.uk

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7.


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anexos


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glossário A linguagem “verde” está cheia de acrónimos e jargão. Leia o glossário para algumas das palavras mais comuns e suas definições. Algumas destas palavras / definições não estão incluídas neste guia, mas são explicadas para que possa compreendê-las se o seu cliente as utilizar. Alterações Climáticas As mudanças no clima da Terra resultantes de concentrações crescentes na atmosfera de gases de efeito estufa (GEE), como o dióxido de carbono. O Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática determinou que o aumento acentuado das concentrações de gases de efeito estufa desde a época pré-industrial é o resultado da actividade humana, incluindo a queima de combustíveis fósseis, a desflorestação e a agricultura. Agenda 21 Um programa executado pela Organização das Nações Unidas (ONU) relacionado com o desenvolvimento sustentável. É um projecto abrangente a ser implementado a nível mundial, nacional e local por organizações da ONU, governos e grandes grupos em todas as áreas em que os seres humanos tenham impacto sobre o meio ambiente. O número 21 refere-se ao século XXI. O Comité Olímpico Internacional criou também um documento conjunto com a ONU, intitulado “O Movimento Olímpico Agenda 21”. Alimentos orgânicos Cultivados sem produtos químicos que possam prejudicar a terra, água ou saúde humana. A certificação orgânica de alimentos pode ser verificada por uma organização independente ou programa governamental. 58


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Avaliação ambiental Um processo para prever os efeitos ambientais de um projecto proposto durante o seu ciclo de vida (incluindo planeamento, plano de acção, operação e encerramento) e para recomendar formas de eliminar, minimizar ou mitigar esses impactos. Efeitos ambientais, económicos, patrimoniais, sociais e de saúde são considerados no processo de avaliação ambiental. Biodiversidade A diversidade da vida, dos ecossistemas, das espécies e a variedade genética. British Standard (BS) 8901:2007 Especificações para um sistema de gestão de eventos sustentáveis com guia para implementação. BS 8901 providencia requisitos para o planeamento e gestão de eventos sustentáveis de qualquer dimensão e tipo. BS 8901 abrange toda a gama de eventos, desde grandes conferências a eventos exclusivos, como os Jogos Olímpicos de Londres 2012 a festivais de música. A norma é aplicável a toda a cadeia de fornecedores, empresa organizadora e prestadores de serviços. Comércio Justo Os pequenos produtores e comerciantes são pagos a um preço justo de mercado que lhes permite melhorar o seu padrão de vida. Compensações de carbono Acções para reduzir ou evitar gases de efeito estufa (GEE) num local, a fim de “compensar” as emissões de GEE que ocorrem em outro local. Como o dióxido de carbono é o GEE mais importante (em volume), a compensação de determinadas emissões é frequentemente descrita como sendo “neutros em carbono”.

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Ecossistema Um ecossistema consiste num conjunto dinâmico de organismos vivos (plantas, animais e micro-organismos), todos interagindo entre si e com o ambiente em que vivem (solo, clima, água, ar e luz solar). Gestão da Sustentabilidade e Sistema de Comunicação Um sistema baseado no desempenho que define os objectivos de sustentabilidade, promove uma abordagem integrada para os alcançar e fornece informações transparentes sobre os resultados relativos aos compromissos de sustentabilidade e metas corporativas, quer para uma audiências interna quer externa. Indicadores de performance Indicadores de desempenho são usados para ajudar uma organização a definir e medir o progresso em relação aos objectivos organizacionais, relativos às áreas ambiental, social e económica. Impressão à base de tintas vegetais Tintas de impressão amigas do ambiente que são feitas a partir de óleos vegetais combinados com pigmentos. O tipo mais comum é feito de soja. Parceiros Uma pessoa ou organização que tenha um interesse legítimo num projecto ou entidade. Também se refere a pessoas que poderiam afectar ou serem afectadas pelo desempenho de uma organização social, ambiental e económica. Pegada ecológica Num contexto espacial, a área ocupada pelas instalações permanentes e temporárias e actividades associadas. Num contexto ecológico, mede a pressão da humanidade sobre a natureza, considerando os recursos consumidos e os recursos afectados para apoiar as actividades. 60


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Relatório de Sustentabilidade A prática de quantificar e divulgar o desempenho da organização em direcção à meta do desenvolvimento sustentável. Um relatório de sustentabilidade fornece uma representação equilibrada e razoável do desempenho de sustentabilidade da organização, incluindo as contribuições positivas e negativas. Responsabilidade Corporativa A nossa obrigação em considerar os interesses dos clientes, empregados, comunidades e meio ambiente como um aspecto de planeamento de reuniões, execução e avaliação, de modo a alcançar a desejada sustentabilidade. Sem barreiras Locais ou edifícios que foram construídos ou modificados, e eventos que foram organizados para garantir que pessoas com deficiência possam utilizar os edifícios e participar nos eventos, da mesma forma que uma pessoa sem deficiência. Sustentabilidade Responde às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. (Comissão Bruntland). O conceito de sustentabilidade geralmente inclui as áreas de desenvolvimento ambiental, social e económico. Transporte ambientalmente responsável Opções de transporte que minimizem o impacto ambiental, tais como transporte público de massas (comboio, metro, eléctrico / autocarro híbrido / biodiesel), veículo eléctrico ou híbrido e bicicleta, quando possível. Zero resíduos O conceito em que as actividades são projectadas para eliminar o desperdício e os resíduos são recuperados para ser utilizados como inputs de outros processos.

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formulário de avaliação Como parte dos esforços em melhorar o desempenho das organizações náuticas de forma contínua, a equipa NEA2 ficaria grata por: ´´ Acolher a vossa opinião e comentários sobre este guia ´´ Receber os indicadores de desempenho de sustentabilidade dos vossos eventos náuticos Por favor, dedique algum tempo a responder a este breve questionário. Uma versão WORD deste formulário pode ser transferida através do website da Intercéltica. O formulário completo e os vossos dados devem ser enviados para geral@projectonautica.com .

Dados das monitorizações Por favor, discrimine ao máximo a informação quantificada, cobrindo os seguintes indicadores:

´´ Recursos consumidos (em peso): papel, água, alimentos, etc, juntamente com a percentagem em peso do que pode ser considerado reutilizável, como, por exemplo, papel reciclado, alimentos orgânicos ou de comércio justo, etc. ´´ Produção e eliminação de resíduos: a quantidade total de resíduos gerados, de preferência divididos por tipo de resíduo — plástico, papel, vidro, etc; e seu respectivo encaminhamento para os diferentes fins — reutilização, reciclagem, compostagem, aterro / incineração. ´´ Consumo de energia: a energia total consumida por recurso — gás, electricidade, combustíveis; juntamente, se houver, com a electricidade gerada através de fontes renováveis. ´´ Deslocações: Valor geral da distância percorrida e meio de transporte dos participantes (aéreo, ferroviário, rodoviário).

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Nome da organização: Nome contacto: Telefone: E-mail: Nome do evento: Localização e data da celebração: Número de participantes: Origem dos participantes: Avaliação do guia Considera o guia útil na abordagem à sustentabilidade do(s) seu(s) evento(s)?

Por favor, classifique entre 1 (bastante útil) e 5 (nada útil).

1 2 3 4 5

Encontrou alguma recomendação difícil de compreender? Se sim, qual ou quais?

Existe alguma recomendação difícil de implementar? Se sim, que recomendações e porquê?

Considera que alguma recomendação deveria estar incluída no guia e não está?

Que melhorias sugere para o guia (p. ex. relativas ao conteúdo, estrutura, etc)?

Inclua, por favor, qualquer comentário que julgue pertinente.

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referências bibliográficas A guide to running green meetings and events Failte Ireland – National Tourism Development Authority. Bases para una estrategia nacional sobre deporte y sostenibilidad Fundación Biodiversidad — Green Cross España. IOC Guide on sport, environment and sustainable development International Olympic Committee, 1999. Green champions in sport and environment — guide to environmentally-sound large sporting events Federal Ministry for the Environment, Nature Conservation and Nuclear Safety & German Olympic Sports Confederation. Sustainable sport and event toolkit. AISTS — International Academy of Sport Science and Technology, 1999. Guía de buenas prácticas ambientales para la celebración de eventos deportivos Dirección General de Deportes — Comunidad de Madrid. Green meeting guide UNEP & ICLEI – Local Governments for Sustainability, 2009.

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White paper on sport European Commission – Directorate General for Education and Culture, 2007. Offsetting emissions: A business brief on the voluntary carbon market Ecosystem Marketplace & Business for Social Responsibility, 2008. Purchasing carbon offsets David Suzuki Foundation & Pembina Institute, 2009. ISO 20121 Event sustainability management system International Organisation for Standardisation, draft document. EMAS and sporting events — Improving your environmental and business performance The European Eco-Management and Audit Scheme. BS 8901: Specification for sustainable event management system with guidance of use. BSI — British Standards, 2007.

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INTERCÉLTICA — ASSOCIAÇÃO CULTURAL, DESPORTIVA E TURÍSTICA 6 Praça D. Afonso V, nº 120 8 226 166 290 5 geral@projectonautica.com 4150 — 024 PORTO | PORTUGAL d 226 166 299 7 www.projectonautica.com

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FICHA TÉCNICA

Edição: INTERCÉLTICA — Associação Cultural, Desportiva e Turística Coordenação Guilherme Guimarães, João Zamith e Rui Dias Ano: 2012 ISBN: 978-989-97859-3-9 Tiragem: 500 exemplares Impressão: Gráfica Casa dos Rapazes Design: Edgar Afonso


Gestão Sustentável de Eventos Náuticos  

Guia para a Gestão Sustentável de Eventos Náuticos.

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