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REVISTA SEMANAL 85 DE 25-03 A 31-03-2013

BRIEFING INTELI » TRANSPARÊNCIA || 2013


Revista de Imprensa 01-04-2013

1. (PT) - Correio da Manhã, 26/03/2013, Ricciardi arguido nas privatizações

1

2. (PT) - Público, 27/03/2013, Ao abrigo da lei, Passos cria posto de trabalho para ex-espião Silva Carvalho arguido no caso das secretas

4

3. (PT) - Primeiro de Janeiro, 27/03/2013, Silva Carvalho contratado

5

4. (PT) - Jornal de Notícias, 27/03/2013, Perguntas a Passos levam José Ricciardi à Justiça

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5. (PT) - Jornal de Notícias, 27/03/2013, PCP preocupado com crimes económicos

8

6. (PT) - Jornal de Notícias, 27/03/2013, Passos emprega ex-superespião

9

7. (PT) - Jornal de Negócios, 27/03/2013, Vendas da EDP e REN ensombradas por suspeita de tráfico de influências

11

8. (PT) - Jornal de Negócios, 27/03/2013, Advogado deve denunciar cliente que faça "lavagem de dinheiro"?

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9. (PT) - i, 27/03/2013, EDP/REN - Ricciardi diz estar tranquilo e processa "Correio da Manhã"

13

10. (PT) - Diário Económico, 27/03/2013, Banco de Portugal poderá voltar a chamar Ricciardi

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11. (PT) - Diário de Notícias, 27/03/2013, Antigo presidente recusa acusações

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12. (PT) - Diário de Notícias, 27/03/2013, "Não pratiquei qualquer crime"

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13. (PT) - Sol, 28/03/2013, Telefonema a Passos Coelho tramou Ricciardi

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14. (PT) - Sol, 28/03/2013, O combate à corrupção

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15. (PT) - Público, 28/03/2013, Acusados na rede Gürtel pedem fim do processo

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16. (PT) - Jornal de Notícias, 28/03/2013, Juiz Pablo Ruz fica com o caso Bárcenas

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17. (PT) - Diário Económico, 28/03/2013, Paulo Morais intimado a concretizar acusações de corrupção nas PPP

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18. (PT) - Diário de Notícias, 28/03/2013, MP avança com acusação de corrupção na Gebalis

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19. (PT) - i, 30/03/2013, Secretas. Ex-espião João Luís está há oito meses em casa a receber do Estado

24


A1

ID: 46834985

26-03-2013

Tiragem: 156102

Pág: 24

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 26,96 x 33,21 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 3

Página 1


ID: 46834985

26-03-2013

Tiragem: 156102

Pág: 25

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 26,85 x 32,35 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 2 de 3

Página 2


ID: 46834985

26-03-2013

Tiragem: 156102

Pág: 1

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 16,50 x 15,31 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 3 de 3

Página 3


A4

ID: 46854003

27-03-2013

Tiragem: 40323

Pág: 12

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 10,92 x 30,32 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Ao abrigo da lei, Passos cria posto de trabalho para ex-espião Silva Carvalho arguido no caso das secretas Governo Maria Lopes Serviços da Presidência do Conselho de Ministros estão a analisar o despacho para definir onde o colocam e que funções lhe vão atribuir Uma lei de 2007 permite-o, os outros três ex-funcionários dos serviços de informações envolvidos no polémico caso das secretas já beneficiam dela, e agora chegou a vez de Jorge Silva Carvalho. O ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), que pediu exoneração em Novembro de 2010, em vésperas da cimeira da NATO em Portugal, alegando discordância com o corte de verbas aos serviços, foi integrado no mapa de pessoal da SecretariaGeral da Presidência do Conselho de Ministros (PCM) por despacho do primeiro-ministro e do ministro das Finanças, ontem publicado em Diário da República. Silva Carvalho, acusado de abuso de poder, violação de segredo de Estado e de acesso indevido a dados pessoais no caso das secretas, era o único antigo espião envolvido neste processo que ainda não tinha sido integrado. João Luís, ex-director operacional do SIED – acusado, em coautoria com Silva Carvalho, de acesso ilegítimo agravado a dados pessoais e abuso de poder – exonerado em Novembro de 2011 foi reintegrado em Julho de 2012. E os dois operacionais demitidos dos serviços por passarem informações a Silva Carvalho estando este já na privada Ongoing, e que não foram constituídos arguidos, pedi-

Integração de Silva Carvalho poderá demorar mais de um mês

ram integração em Janeiro do ano passado, tendo Passos Coelho dado o aval em Junho. O outro arguido do processo é o presidente da Ongoing, acusado de corrupção activa. A decisão agora tomada por Passos tem efeito à data da cessação de funções no SIED, 1 de Dezembro de 2010. Porém, como Silva Carvalho pedira na altura licença sem vencimento, só terá direito aos salários a partir de Fevereiro de 2012, quando deixou a Ongoing – onde foi administrador entre Janeiro de 2011 e Janeiro de 2012 – e cancelou o pedido da licença, afirmou ao PÚBLICO o seu advogado, João Medeiros. O requerimento de integração na PCM foi feito ao abrigo da lei orgânica dos serviços de informações que permite aos elementos do SIED, SIRP – Sistema de Informações da República Portuguesa ou do SIS – Serviço de Informações de Segurança com seis anos de serviço ininterrupto terem automaticamente vínculo definitivo ao Estado – o ex-espião acumulava 20 anos – e direito a integração na Secretaria-Geral da PCM. O despacho determina que se crie um posto de trabalho “na carreira e categoria de técnico superior”, no qual Silva Carvalho terá salário igual à remuneração base de quando era chefe do SIED. O advogado de Silva Carvalho conta que este está satisfeito com a decisão por finalmente ser “equiparado às outras pessoas” envolvidas no processo das secretas e cujas situações foram decididas de modo bem mais célere. “Nunca lhe foi dada explicação para esta demora, mas sentimos que havia algum embaraço em tomar uma decisão que poderia ter as consequências políticas que está a ter”, afirma o advogado João Medeiros. Acredita que a decisão foi tomada agora para “antecipar o resultado” da acção que colocou há um mês no Tribunal Administrativo, contra o Estado, devido à demora na integração. O PCP, o único a comentar o caso,diz que a integração, embora legal, levanta “muitas dúvidas” e é “insólita” por Silva Carvalho ser acusado num processo-crime. Fonte da PCM afirmou ao PÚBLICO que “nos próximos dias a secretaria vai analisar que funções Silva Carvalho poderá desempenhar e onde, tendo em conta as necessidades dos serviços da PCM”. João Medeiros diz que Silva Carvalho, licenciado em Direito, pode trabalhar na área do aconselhamento jurídico, e “conhece bem a política governamental sobre serviços de informação, assim como gestão de recursos humanos”.

Página 4


A5

ID: 46855479

27-03-2013

Tiragem: 20000

Pág: 4

País: Portugal

Cores: Preto e Branco

Period.: Diária

Área: 5,61 x 33,42 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 2

Governo dá trabalho a arguido das Secretas

Silva Carvalho contratado O Governo determinou a criação de um posto de trabalho na Presidência do Conselho de Ministros para o ex-espião Silva Carvalho, envolvido no caso das secretas, porque este “preencheu os pressupostos de aquisição de vínculo definitivo ao Estado”. De acordo com um decreto publicado hoje em Diário da República, “determina-se a criação de um posto de trabalho no mapa de pessoal da secretaria-geral da Presidência do Conselho de Ministros” para o ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, Jorge Silva Carvalho. O decreto, assinado pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e pelo ministro das Finanças, Vitor Gaspar, justifica que “o colaborador do Serviço de Informações de Segurança, Jorge Manuel Jacob da Silva Carvalho preencheu os pressupostos de aquisição de vínculo definitivo ao Estado”. Jorge Silva Carvalho foi constituído arguido no caso das secretas juntamente com o presidente da Ongoing, Nuno Vasconcelos: Jorge Silva Carvalho está acusado de acesso indevido a dados pessoais, abuso de poder e violação de segredo de Estado, enquanto o presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos, foi acusado de corrupção ativa.

Página 5


ID: 46855479

27-03-2013

Tiragem: 20000

Pág: 1

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 5,61 x 3,45 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 2 de 2

SECRETAS

Governo cria posto de trabalho para Silva Carvalho

Página 6


A7

ID: 46854480

27-03-2013

Tiragem: 91363

Pág: 12

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 4,69 x 27,06 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 7


A8

ID: 46854753

27-03-2013

Tiragem: 91363

Pág: 31

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 13,57 x 14,01 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 8


A9

ID: 46854650

27-03-2013

Tiragem: 91363

Pág: 29

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 26,68 x 32,55 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 2

Página 9


ID: 46854650

27-03-2013

Tiragem: 91363

Pág: 1

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 4,80 x 3,74 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 2 de 2

Página 10


A11

ID: 46854168

27-03-2013

Tiragem: 15528

Pág: 10

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 21,41 x 33,59 cm²

Âmbito: Economia, Negócios e.

Corte: 1 de 1

Página 11


A12

ID: 46854231

27-03-2013

Tiragem: 15528

Pág: 31

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 27,07 x 31,16 cm²

Âmbito: Economia, Negócios e.

Corte: 1 de 1

Página 12


A13

ID: 46854311

27-03-2013

Tiragem: 27259

Pág: 30

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 24,80 x 29,97 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 13


A14

ID: 46854044

27-03-2013

Tiragem: 18166

Pág: 28

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 26,56 x 30,80 cm²

Âmbito: Economia, Negócios e.

Corte: 1 de 1

Paula Nunes

Banco de Portugal poderá voltar a chamar Ricciardi

Este é o ‘annus horribilis’ para o banqueiro José Maria Ricciardi, que no prazo de três meses foi dado como arguido em dois processos distintos.

O regulador poderá voltar a pedir esclarecimentos ao banqueiro. Maria Teixeira Alves maria.alves@economico.pt

Este é definitivamente o ‘annus horribilis’ do presidente do BES Investimento. Já em Janeiro tinha sido constituído arguido pelo DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) num processo de alegado crime de abuso de informação privilegiada e manipulação de preços de mercado, a par com o administrador financeiro Amílcar Morais Pires. Agora José Maria Ricciardi enfrenta mais um caso do Ministério Público: desta vez é dado como arguido num caso de alegado tráfego de influências durante as privatizações da EDP e REN que ocorreram em 2012. Na altura em que foram constituídos arguidos no caso da EDP Renováveis, o Banco de Portugal pediu esclarecimentos aos membros do ‘board’ do BES, numa reunião que deixou sossegado o regulador. Mas esta notícia da constituição de arguido noutro processo pode levar o regulador a chamar novamente José Maria Ricciardi. Na reunião que ocorreu em Fevereiro o organismo liderado por Carlos Costa, assim que Amílcar Morais Pires e José Maria Ricciardi foram constituídos arguidos, imediatamente os

Não pratiquei qualquer crime, nem tão pouco me acusa a consciência de ter actuado de forma a merecer ponta de censura. José Maria Ricciardi Presidente do BESI

convocou para uma reunião, para saber o que se tinha passado e para avisar que o problema da idoneidade pôr-se-ia se fosse deduzida acusação. O regime das instituições de crédito, no artigo 30, nº 3 b), estipula os crimes que conduzem à perda de idoneidade, mas tal só ocorre depois de a condenação ter transitado em julgado. Só em caso de acusação é que o problema efectivamente se põe, mas resta saber se o regulador opta por recomendar a saída do banqueiro antes. No passado, Vítor Constâncio, então Governador, recomendou oficialmente a saída de Filipe Pinhal e Christopher de Beck do ‘board’ do BCP; e diz-se que fez a mesma recomendação a Armando Vara, quando foi constituído arguido no Processo Face Oculta. O Banco de Portugal não respondeu até ao fecho da edição. A notícia de que é arguido nem o CEO do BESI nem a Procuradoria Geral da República confirmam, em nome do segredo de justiça. A PGR questionada pelo Diário Económico disse que “o processo encontra-se em segredo de justiça pelo que não é possível, neste momento, prestar quaisquer informações”. José Maria Ricciardi é dado como arguido num caso de alegado tráfego de influências durante as privatizações da EDP e REN que ocorreram em 2012, desta vez movido pelo DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal). O BES Investimento foi assessor financeiro do vencedor do concurso público da EDP, a chinesa Three Gorges, e da State Grid, concorrente à privatização da REN. O jornal Correio da Manhã escreve que, no caso da EDP, as escutas revelam que no dia (e antes) da entrega das propostas já eram conhecidos os preços de todos os candidatos. “Não pratiquei qualquer crime”

José Maria Ricciardi reagiu em

comunicado à informação de que foi constituído arguido no processo das privatizações da EDP e da REN por suspeita de tráfico de influências e de fraude fiscal. Numa nota enviada ao Diário Económico, o banqueiro não esclarece se foi constituído arguido nesse processo nem se foi ouvido no DCIAP a 14 de Março. “Não me disponho a exercer o contraditório na praça pública”, disse. José Maria Ricciardi diz ainda que não comenta processos que estão em segredo de justiça. O CEO do BESI diz na nota enviada: “Não pratiquei qualquer crime, nem tão pouco me acusa a consciência

de ter actuado de forma a merecer ponta de censura”. O DCIAP terá concluído que as conversas que o banqueiro manteve com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e que estão registadas numa escuta telefónica, são uma tentativa de tráfico de influências. A investigação é dirigida pelo procurador Rosário Teixeira. José Maria Ricciardi reafirma “não altero nem acrescento uma palavra à entrevista que dei na TVI em Outubro passado a respeito da minha intervenção nas privatizações da EDP e da REN”. Nessa entrevista, a Judite de Sousa, o banqueiro disse que

“não é ilícito nenhum falar com o primeiro-ministro” ao telefone. “Eu fiz um protesto porque não entendi que, para um programa de privatizações no nosso país, nomeadamente aquela que foi a maior privatização de sempre no caso da EDP, mas também a REN, não fossem escolhidos assessores financeiros através de concurso público”, acrescentou o presidente do BES Investimento. José Maria Ricciardi informa no mesmo comunicado que vai “actuar criminal e civilmente contra o Correio da Manhã” por “danos na esfera pessoal e no plano institucional.”■

Página 14


A15

ID: 46854449

27-03-2013

Tiragem: 41462

Pág: 27

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 5,00 x 7,60 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 15


A16

ID: 46854504

27-03-2013

Tiragem: 41462

Pág: 34

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 15,80 x 12,02 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 16


A17

ID: 46876333

28-03-2013

Tiragem: 53436

Pág: 19

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Semanal

Área: 21,00 x 18,79 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 17


A18

ID: 46876339

28-03-2013

Tiragem: 53436

Pág: 41

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Semanal

Área: 10,58 x 30,51 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 18


A19

ID: 46875149

28-03-2013

Tiragem: 40323

Pág: 23

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 5,31 x 30,41 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Acusados na rede Gürtel pedem fim do processo Espanha Suspeitos na trama de corrupção ligada ao PP fazem mais uma tentativa de anular o caso, em investigação há quatro anos Os principais implicados na rede Gürtel, a trama de corrupção e financiamento ilegal que envolve líderes políticos do Partido Popular (PP) espanhol, avançaram em bloco numa nova tentativa de travar as investigações. O alegado líder da rede, Francisco Correa, juntou-se ao extesoureiro do PP Luis Bárcenas, ao empresário Alfonso García Pozuelo e aos ex-deputados de Madrid Alberto López Viejo e Alfonso Bosch numa acção judicial que pede a nulidade de todo o processo com base num vício de forma. Nos últimos quatro anos, os acusados tentaram várias vezes levar a justiça a pôr fim ao processo, inundando os tribunais com recursos. Desta vez, alegam que a acusação não tem os originais das gravações feitas por José Luís Peñas, ex-vereador do PP em Majadahonda, que teve várias conversas com Francisco Correa Sánchez e outros alegados membros da rede Gürtel, em 2008. Nas conversas gravadas por Peñas, o empresário admite ter pago seis milhões de euros ao ex-tesoureiro do Partido Popular, em troca de adjudicações de contratos para contruções. Além das gravações, fazem parte do processo iniciado em 2008 pelo juiz Baltasar Garzón uma série de documentos que apontam para o envolvimento dos acusados em branqueamento de capitais e suborno de políticos. Uma das ramificações do caso Gürtel é o processo que envolve Luis Bárcenas, acusado de manter uma contabilidade paralela no PP para pagar a empresários e construtores civis e também a altos responsáveis do partido no poder em Espanha. Ontem, a Audiência Nacional decidiu que existem indícios suficientes para que ambos os casos sejam investigados pelo mesmo juiz, Pablo Ruz. Esta decisão foi contestada pela Izquierda Unida, pela Associação Livre de Advogados, pela confederação Ecologistas em Acção e pelos Verdes, que temem a transformação do processo num pesadelo judicial, já que o PP fará parte da acusação no caso Gürtel e terá de se defender no processo Bárcenas.

Página 19


A20

ID: 46875947

28-03-2013

Tiragem: 91363

Pág: 32

País: Portugal

Cores: Preto e Branco

Period.: Diária

Área: 9,12 x 9,63 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 20


A21

ID: 46874686

28-03-2013

Tiragem: 18166

Pág: 32

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 27,04 x 31,19 cm²

Âmbito: Economia, Negócios e.

Corte: 1 de 1

Paulo Morais “intimado” a concretizar acusações de corrupção nas PPP Dirigente da Integridade e Transparência alega liberdade de expressão e pondera uma queixa. ines.bastos@economico.pt

As acusações feitas pelo vicepresidente da Associação Cívica Transparência e Integridade (TIAC) sobre crimes de corrupção praticados por anteriores e actual governo nas Parcerias Público Privadas (PPP) continuam a aquecer o Parlamento. E a inflamar o PS e o PSD. Os socialistas voltaram esta semana à carga e exigem que Paulo Morais explique preto no branco que tipo de acusações e denúncias está a fazer. Num requerimento aprovado terça-feira com os votos do PS e PSD, os socialistas pedem ao presidente da Comissão de Inquérito às PPP, o comunista António Filipe, que intime Paulo Morais a dar esclarecimentos e a responder a um questionário (ver caixa ao lado). Este questionário tinha sido já antes enviado ao dirigente da TIAC mas Paulo Morais recusou-se a responder às questões. Perante esta recusa, o PS volta intimar Paulo Morais.

Em várias declarações públicas e na sua coluna habitual no Correio da Manhã, Paulo Morais tem qualificado como criminosos os comportamentos de vários responsáveis dos anteriores e do actual governo, dizendo mesmo (sem nomear) que os responsáveis por acordos ruinosos deviam ser presos. “Uma pessoa

Vice-presidente da Associação Cívica Transparência e Integridade “surpreendido” com intimação do PS e insiste que não tem de dar esclarecimentos porque escreve ao abrigo da liberdade de expressão.

que faz estas acusações tem que responder e esclarecer o que quer dizer”, reagiu ao Diário Económico o deputado do PS Manuel Seabra, um dos autores do requerimento. O PS exige que Paulo Morais diga quem cometeu os alegados crimes de que diz ter conhecimento e os “seus cúmplices” e remata: “Seja o professor de matemática da “Lusófona” ou o dirigente da TIAC, seja ele quem for, terá que esclarecer as imputações que faz”. “Quais então os crimes cometidos? Na Assembleia da República ou na PGR vai ter que detalhar essas acusações”, diz ainda o PS, argumentando que o presidente da TIAC (que analisa o fenómeno da corrupção em Portugal) tem “o dever” de dar esclarecimentos sobre as acusações que faz porque ao não identificar autores “coloca todos os decisores sob suspeição”. Na origem do polémica está um artigo de opinião intitulado “Parcerias? Patifaria”, publicado a 12 de Fevereiro “Correio da Manhã”, no qual Paulo Morais afirma que “os governos continuam a ser cúmplices destes negócios ruinosos” e que “nos últimos quatro anos os encargos líquidos com as PPP quadriplicaram, atingindo por ano montantes na ordem dos dois mil milhões de euros”. Um número que os socialistas contestam, lembrando que “o Orçamento para 2013 prevê, para 2012, um encargo líquido com PPP rodoviárias de 605 milhões de euros e para 2013 um encargo líquido de 449 milhões”. Contactado pelo Diário Económico, Paulo Morais mostrou-se “surpreendido” com a insistência do PS em obter respostas, remetendo uma reacção para a primeira resposta enviada aos socialistas, onde alegava que quem escrevia os artigos de opinião era o professor e não o vice-presidente da TIAC, dizendo que exigir que esclarecesse sob a ameaça de crime de desobediência à comissão é “ilegítimo”. Paulo Morais diz mesmo que, perante a insistência, está a ponderar avançar com uma queixa contra os deputados por tentativa de “cercear a liberdade de expressão”.■ Com M.G.

Paulo Morais é vice-presidente de uma associação que estuda a corrupção e tem feito várias denúncias no caso das Parcerias Público Privadas que envolvem governantes.

As questões que o PS quer ver respondidas O PS quer saber a que Governos, respectivos responsáveis e cargos desempenhados se referia Paulo Morais, quando afirmou no artigo que escreveu: “os Governos continuam a ser cúmplices destes negócios ruinosos” a propósito das Parcerias Público Privadas. Desafiam-no também a elencar que negócios são esses. E os socialistas não deixam de pedir a Paulo Morais que confirme se tem

“conhecimento de alguma acção de corrupção” e insta-o a dizer “quem foram os agentes envolvidos nesse eventual acto de corrupção”. Citando sempre o artigo do presidente da Transparência Internacional no Correio da Manhã, o PS pede-lhe que confirme os valores que refere nesse texto a propósito das PPP e que explique como e se teve acessos aos contratos em causa. M.G.

Página 21

Estela Silva / Lusa

Inês David Bastos


A22

ID: 46874885

28-03-2013

Tiragem: 41462

Pág: 19

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 26,56 x 32,84 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 2

Página 22


ID: 46874885

28-03-2013

Tiragem: 41462

Pág: 1

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 5,14 x 5,05 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 2 de 2

Página 23


A24

ID: 46904888

30-03-2013

Tiragem: 27259

Pág: 30

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 24,47 x 32,26 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 3

Página 24


ID: 46904888

30-03-2013

Tiragem: 27259

Pág: 31

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 24,27 x 31,92 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 2 de 3

Página 25


ID: 46904888

30-03-2013

Tiragem: 27259

Pág: 1

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 4,47 x 3,79 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 3 de 3

Página 26


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