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REVISTA SEMANAL 111 DE 16-12-2013 A 22-12-2013

BRIEFING INTELI|CEIIA » TRANSPARÊNCIA || 2013


Revista de Imprensa 23-12-2013

1. (PT) - Diário de Notícias da Madeira, 16/12/2013, Procuradoria recebe 5.771 denúncias em três anos

1

2. (PT) - Público, 17/12/2013, Pai de Messi desvinculado de lavagem de dinheiro

2

3. (PT) - i, 17/12/2013, O discurso da corrupção

3

4. (PT) - Público, 18/12/2013, Desafio a Erdogan com prisões por corrupção

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5. (PT) - Público, 19/12/2013, Partidos da Madeira gastaram 4,4 milhões de euros em 2012 sem justificar utilização

5

6. (PT) - Jornal de Notícias, 19/12/2013, Patrão da Conforlimpa novamente na prisão por falar a testemunhas

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7. (PT) - Jornal de Notícias, 19/12/2013, Fuga ao Fisco no Nacional acaba em absolvição

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8. (PT) - Jornal de Notícias, 19/12/2013, Condenados por cartas falsificadas

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9. (PT) - i, 19/12/2013, Chefes da polícia demitidos após prisão de 52 pessoas por corrupção

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10. (PT) - Correio da Manhã, 19/12/2013, Vasconcellos em tribunal

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11. (PT) - Correio da Manhã, 19/12/2013, Rui Alves absolvido no Funchal

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12. (PT) - Correio da Manhã, 19/12/2013, Material sem uso custa 23 milhões

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13. (PT) - Correio da Manhã, 19/12/2013, Erdogan trava investigação

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14. (PT) - Correio da Manhã, 19/12/2013, Corrupção com cartas fica livre da cadeia

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15. (PT) - i, 20/12/2013, Tribunais administrativos. Processo contra o estado param anos a fio. Reforma avança em 2014

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16. (PT) - Diário de Notícias, 20/12/2013, Antigo PM de Mubarak absolvido

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17. (PT) - Público, 21/12/2013, As responsabilidades na economia paralela

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18. (PT) - Público, 21/12/2013, Ana Gomes coloca comissário europeu contra Aguiar-Branco

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19. (PT) - Jornal de Notícias, 21/12/2013, MP contra "tradição" das prendas a funcionários

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20. (PT) - Jornal de Notícias, 21/12/2013, Escutas a sucateiro de Ovar não provam luvas de 2500EUR

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21. (PT) - Jornal de Notícias, 21/12/2013, "Caso das secretas" em debate a 7 de Fevereiro

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22. (PT) - i, 21/12/2013, Ana Gomes apresenta queixa-crime na PGR

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23. (PT) - Diário de Notícias, 21/12/2013, Debate instrutório sobre caso das secretas em fevereiro

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24. (PT) - Diário de Notícias, 21/12/2013, «Há várias semelhanças com o processo dos submarinos»

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25. (PT) - Correio da Manhã, 21/12/2013, Vasconcellos em tribunal

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26. (PT) - Correio da Manhã, 21/12/2013, Buscas nas sede do Partido Popular

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27. (PT) - Correio da Manhã, 21/12/2013, Arguido penhora bens da câmara

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28. (PT) - Jornal de Notícias, 22/12/2013, Corrupção abala Turquia

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29. (PT) - Diário de Notícias, 22/12/2013, Escândalo de corrupção cada vez mais próximo de Recep Erdogan

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A1

ID: 51350152

16-12-2013

Tiragem: 11662

Pág: 23

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 11,67 x 9,67 cm²

Âmbito: Regional

Corte: 1 de 1

Página 1


A2

ID: 51365209

17-12-2013

Tiragem: 38013

Pág: 44

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 5,39 x 30,26 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Pai de Messi desvinculado de lavagem de dinheiro Futebol Jorge Messi foi ouvido no âmbito de investigação sobre branqueamento de capitais do narcotráfico, mas nunca foi suspeito O nome do pai de Lionel Messi andou ontem nas bocas do mundo na sequência de uma notícia do jornal El Mundo que dava conta de que Jorge Messi estaria a ser investigado por ligações a uma rede de narcotráfico que procedia à lavagem de dinheiro através de eventos de solidariedade. A Guardia Civil espanhola e as autoridades colombianas comunicaram, entretanto, que está encerrada a operação desencadeada contra uma rede de tráfico de droga e que a participação da família Messi no caso nunca esteve em causa. No olho do furacão estarão eventos de beneficência, entre os quais se contam alguns jogos particulares conhecidos como “Os amigos de Messi”, mas também concertos, dentro e fora de Espanha. A rede de narcotráfico em causa teria origem na Colômbia, país onde já foram feitas detenções, e, segundo revelou a Guardia Civil à Europa Press, a única razão pela qual foram ouvidos no processo alguns jogadores do Barcelona e também Jorge Messi foi a necessidade de conhecer mais pormenores sobre a organização desses eventos. Em nenhum momento, esclarecem as autoridades espanholas, os Messi ou qualquer futebolista do Barça foram considerados suspeitos. Durante a investigação, iniciada em Abril de 2012, foram detidas quatro pessoas e indiciadas outras 12. Os investigadores terão concluído que era uma empresa colombiana que estava por detrás dos eventos, utilizando um esquema que consistia em manipular a venda dos bilhetes, através da chamada Fila 0, uma categoria de ingressos que são vendidos mas aos quais não corresponde um lugar no estádio. Em todo o caso, segundo o jornal A Marca, os agentes encarregados da investigação terão congelado bens no valor de 500 mil euros em sociedades relacionadas com o caso. A empresa que representa os direitos de imagem de Messi, LMM (Leo Messi Management) já emitiu um comunicado frisando que a Fundação Leo Messi “não organiza esses jogos”, que são geridos “por terceiros”. PÚBLICO

Página 2


A3

ID: 51366099

17-12-2013

Tiragem: 27259

Pág: 12

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 16,90 x 21,39 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 3


A4

ID: 51387640

18-12-2013

Tiragem: 38013

Pág: 27

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 5,51 x 30,51 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 4


A5

ID: 51406382

19-12-2013

Tiragem: 38013

Pág: 13

País: Portugal

Cores: Preto e Branco

Period.: Diária

Área: 21,33 x 13,67 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Partidos da Madeira gastaram 4,4 milhões de euros em 2012 sem justificar utilização Autonomias Tolentino de Nóbrega Tribunal de Contas multa deputados madeirenses por sonegação de dados solicitados em acção fiscalizadora Os grupos parlamentares e deputados de partidos representados por um único elemento na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira (ALRAM) não justificaram a utilização “nos fins legalmente previstos” de um total de 4,377 milhões de euros recebidos em 2012 a título de subvenção para apoio à actividade parlamentar. No parecer às contas do Parlamento madeirense, aprovado ontem, a secção regional do Tribunal

de Contas (TC) revela que subsiste “a possibilidade de estas convenções estarem a ser utilizadas para fins não relacionados com a actividade parlamentar”. Por isso, recomenda ao conselho de administração da ALRAM que desenvolva mecanismo de controlo de tais transferências, com vista à comprovação da sua devida utilização. E, para o adequado procedimento jurisdicional, enviou o documento ao Ministério Público. Devido à recusa sistemática em facultar aos auditores os documentos comprovativos da aplicação de tais verbas públicas, o TC aplicou recentemente uma multa de 500 euros aos líderes parlamentares e deputados regionais prevaricadores, no âmbito da auditoria à conta de 2010. Ao entregar o parecer na Assembleia, o conselheiro presidente do tribunal, Guilherme d’Oliveira Martins, considerou “inoportuno” tecer qualquer

comentário ao facto de os deputados sonegarem tal informação, adiantando apenas que o TC “é um tribunal cujas decisões obedecem a regras processuais”. Quanto aos anos de 2005 e 2006, foi adiado para 13 de Janeiro, a pedido de um advogado invocando a sua condição de deputado, o julgamento do “desvio” de um montante na ordem dos seis milhões indevidamente utilizados em campanhas eleitorais e fins diversos, verbas cuja devolução é reclamada pelo Ministério Público. No parecer aprovado ontem no Funchal, em sessão presidida por Oliveira Martins, este tribunal recomenda à ALRAM que “implemente as medidas constantes no Plano de gestão de riscos de corrupção e infracções conexas”. Exige que cumpra o disposto na lei n.º 52/2005, que fez cessar o direito ao subsídio de integração aos ex-deputados que iniciaram

o mandato após a oitava legislatura. Em 2012 foram indevidamente abonados subsídios de integração a ex-deputados no montante de 283 mil euros. Também os membros dos gabinetes parlamentares do PSD, CDS, PTP e PCP auferiram indevidamente em subsídios de férias e de Natal o montante de 93 mil euros, dos quais 84 mil ultrapassavam os limites impostos pela lei do Orçamento do Estado. A ALRAM obteve em 2012 um resultado líquido negativo de 801 mil euros, o que não se verificava desde 2006, regista o TC. O parecer refere ainda que a gerência do ano passado abre um saldo de 1,9 milhões de euros provenientes da gerência anterior, tendo sido nela movimentados a débito 15,8 milhões e a crédito 16,4 milhões, pelo que o saldo que transita para a gerência seguinte ascende a 1,4 milhões de euros.

Página 5


A6

ID: 51407933

19-12-2013

Tiragem: 84905

Pág: 14

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 21,96 x 16,21 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 6


A7

ID: 51406131

19-12-2013

Tiragem: 84905

Pág: 38

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 17,74 x 22,79 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 2

Página 7


ID: 51406131

19-12-2013

Tiragem: 84905

Pág: 38

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 17,74 x 22,36 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 2 de 2

Página 8


A9

ID: 51406418

19-12-2013

Tiragem: 84905

Pág: 15

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 8,72 x 13,59 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 9


A10

ID: 51407006

19-12-2013

Tiragem: 27259

Pág: 11

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 9,44 x 16,90 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 10


A11

ID: 51406723

19-12-2013

Tiragem: 154796

Pág: 40

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 10,12 x 7,65 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 11


A12

ID: 51407213

19-12-2013

Tiragem: 154796

Pág: 34

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 4,91 x 11,53 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 12


A13

ID: 51407227

19-12-2013

Tiragem: 154796

Pág: 26

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 21,36 x 30,65 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 13


A14

ID: 51407340

19-12-2013

Tiragem: 154796

Pág: 30

País: Portugal

Cores: Preto e Branco

Period.: Diária

Área: 4,01 x 8,86 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 14


A15

ID: 51406906

19-12-2013

Tiragem: 154796

Pág: 15

País: Portugal

Cores: Preto e Branco

Period.: Diária

Área: 21,36 x 24,46 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 15


A16

ID: 51426300

20-12-2013

Tiragem: 27259

Pág: 22

País: Portugal

Cores: Preto e Branco

Period.: Diária

Área: 23,96 x 32,43 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 2

Página 16


ID: 51426300

20-12-2013

Tiragem: 27259

Pág: 23

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 24,46 x 31,38 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 2 de 2

Página 17


A18

ID: 51426421

20-12-2013

Tiragem: 32479

Pág: 27

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 5,41 x 18,95 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 18


A19

ID: 51445640

21-12-2013

Tiragem: 38013

Pág: 55

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 19,76 x 29,95 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

As responsabilidades na economia paralela

1.

Debate Poder político e mercados Carlos J. G. Pimenta A economia paralela é uma preocupação transversal à sociedade portuguesa. Ao mesmo tempo que se reivindica o seu fim no cartaz de manifestação, está nas preocupações do Governo ao analisar a política fiscal. Muitos reivindicam contra ela, vários declaram ou fingem combatê-la e alguns manipulam e controlam a sua existência e os seus avolumados benefícios. São quarenta e quatro mil milhões em 2012, representando 26,7% do produto interno bruto oficial do país, isto é, conforme os registos da contabilidade nacional. Um montante de actividades que se pagassem impostos faria com que não tivéssemos “excessivo” défice no Orçamento do Estado (admitindo, com muita improbabilidade, que toda a sua actividade está aí reflectida). Mas não são só os montantes. Também conta a tendência de evolução dessa economia não-registada que passa de 9,2%, em 1970, para o montante acima referido, conforme os estudos do Observatório de Economia e Gestão de Fraude. Responsabilidade de cada um de nós? Responsabilidade do Governo, bode expiatório das nossas desilusões? Responsabilidade do sistema, declarada quando não conseguimos identificar as causas? 2. Quando, no início do presente milénio, estudámos a globalização, quando as turbulências da crise ainda não existiam, mas eram previstas, a partir da observação das suas características (subestimação das actividades produtivas, poder crescente do sector financeiro, aumento da importância relativa das actividades especulativas e da circulação do capital, fictício, totalmente desligado da satisfação das necessidades da sociedade e de todos nós), concluímos da existência de uma importante actividade ilegal (droga, órgãos humanos, espécies protegidas, armamento, escravatura, etc.). Acrescentaríamos hoje uma forte dimensão da fraude e da corrupção, do branqueamento de capitais. Os crimes socialmente mais relevantes são praticados por quem está profundamente integrado na sociedade, pela criminalidade de colarinho branco. A crise de 2007 poderia ter conduzido a uma alteração dos modelos de comportamento, como pareciam indiciar algumas declarações políticas de então, mas o poder económico conseguiu subjugar o poder político, e tudo continuou parecido. Demonstram-no as políticas assumidas e a realidade dos paraísos fiscais e tributários, vulgo offshores, que são espaços legalmente constituídos e

politicamente suportados para dificultar a criminalização nacional dos actos ilícitos, para aproximar actividades legais e a criminalidade económica internacional, para disfarçar a grande corrupção, para fluir o branqueamento de capitais, para implantar empresas-fantasma e reforçar a fraude fiscal. E tudo isto está estreitamente associado a uma profunda desigualdade na distribuição do rendimento, assumindo frequentemente formas que qualquer moral do senso comum rejeitaria: as fraudes e crimes de uns (uma elite económica e política defraudadora) são pagas pelos que nada têm a ver com o assunto e, muitas vezes, se encontram no limiar que separa viver do de sobreviver. Para que o capital financeiro não se desvalorize, desvalorizam-se as condições de vida das populações. O sistema económico e social actualmente existente é responsável: é o Preço da Desigualdade, para referir o título dum recente livro de Stiglitz. Mas a responsabilidade não se dilui: há actores responsáveis e reconhecidos. 3. A tendência de aumento da economia não registada nas últimas décadas é, em primeiro lugar, resultado da integração do nosso país nesta dinâmica global da globalização. Contudo, tal não reduz a responsabilidade dos poderes políticos neste processo: durante grandes períodos tem havido uma cumplicidade e envolvimento nessa dinâmica internacional, facilitou-se o controlo de importantes segmentos do Estado pelo poder económico. A crise acelerou as tensões existentes e aumentou as desigualdades sociais no nosso país. Neste contexto foi-se assistindo nacionalmente a um conjunto de actuações de curto prazo, mas duradoiras, que minaram a confiança entre o Estado e os cidadãos. Como diz Finura, “a confiança (...) permite (...) aos indivíduos e às sociedades lidarem com a complexidade e a incerteza no mundo (...), porque se constitui ela própria num mecanismo de simplificação”. Quando ela

Os crimes socialmente mais relevantes são praticados por quem está profundamente integrado na sociedade, pela criminalidade de colarinho branco

MIGUEL MADEIRA

se rompe, ou continua esfacelada, a incerteza avoluma-se, as relações sociais enfraquecem-se, a ética degenera, os desonestos reforçam o seu poder, porque ficam em melhores condições de “vencer a concorrência”. E há razões para essa quebra de confiança. A carga fiscal aumenta e os serviços públicos diminuem, ao mesmo tempo que os contratos com os cidadãos são unilateral e politicamente violados. A corrupção, a fraude fiscal e o crime económico-financeiro são menos combatidos que os “crimes de rua”, que o não cumprimento de obrigações de muitas famílias por estritas razões de sobrevivência. As desigualdades na distribuição do rendimento agravam-se obscenamente. Esta falta de confiança cria grande incerteza no futuro, dilui a coesão social, reforça a barbárie. A Igreja Católica bem tem chamado a atenção para estas dinâmicas castradoras da dignidade humana. 4. Quanto às responsabilidades de cada um, elas são muito diferenciadas. Há quem canibalize, quem viva e quem sobreviva. O Homem deveria ser a razão da actividade económica, mas quem anseia respeito e dignidade tem de procurar substituir o Estado-mercado pelo Estadonação, para utilizar a terminologia de Napoleoni. Só em democracia se reduz a economia não-registada, mas não acontecerá enquanto o poder político estiver exclusivamente subjugado à dinâmica económica, aos “mercados”. Presidente da direcção do Observatório Página 19 de Economia e Gestão de Fraude


A20

ID: 51445604

21-12-2013

Tiragem: 38013

Pág: 12

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 27,28 x 31,33 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Ana Gomes coloca comissário europeu contra Aguiar-Branco Eurodeputada apresentou queixa-crime contra incertos na Procuradoria-Geral da República e solicitou à Comissão Europeia que suspenda subconcessão dos Estaleiros de Viana à Martifer PAULO PIMENTA

Defesa Nuno Sá Lourenço Para lá da queixa-crime entregue na Procuradoria-Geral da República e o pedido à Comissão Europeia para que suspenda o processo de subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), o que resultou da iniciativa de ontem da eurodeputada socialista Ana Gomes foi o desafio feito ao ministro da Defesa, AguiarBranco, através da figura do comissário europeu para a Concorrência, Joaquín Almunia. Numa conferência organizada em Lisboa, a eurodeputada deu conta de uma reunião com o responsável europeu, a 11 de Dezembro, em Estrasburgo, onde este se mostrou “surpreendido” por o “Governo nunca ter invocado junto da Comissão Europeia o facto de os ENVC construírem navios para a Marinha Portuguesa”. Facto relevante, acrescentou, uma vez que tal “poderia justificar transferências financeiras do Estado para os ENVC”. Em causa estão as alegadas ajudas estatais ilegais aos estaleiros, detectadas pela CE, e que segundo o ministro fizeram travar a reprivatização e avançar para a solução de subconcessão para a Martifer. Para Ana Gomes, este é um indício de que os interesses portugueses não estavam a ser devidamente defendidos pelo Governo. Lembra que fora esse o argumento que “permitira a continuação da laboração dos Estaleiros Navantia, na Galiza, Espanha, também alvo de investigação [europeia] por ajudas do Estado”. A acusação a Aguiar-Branco de falta de empenho para encontrar uma solução para os ENVC foi ainda sustentada com outros argumentos – nomeadamente, por não ter sido apresentado um plano de reestruturação da empresa, ou classificado a mesma como uma empresa em dificuldades. Isso levou Ana Gomes a concluir que Aguiar-Branco se decidiu pela extinção dos estaleiros “porque quer e porque nunca quis reestruturar”. A ex-diplomata acusou ainda o ministro da Defesa de se “desculpar com Bruxelas artificiosamente”, acrescentando mesmo que a Comissão “não queria abrir um processo a Portugal”. Apresentou “avenidas de saída” para Portugal justificar

Governo nunca invocou que os ENVC construíam navios para a Marinha, diz a eurodeputada Ana Gomes as ajudas estatais nos documentos que produziu sobre o assunto. Essas pistas eram declarar a empresa em dificuldades ou então avançar com um processo de reestruturação. Esta foi uma das razões que a le-

varam a agir contra o ministro: “Fui hoje [ontem] recebida pela procuradora-geral da República [ Joana Marques Vidal], às 15h00, a quem deixei a queixa-crime contra incertos, e entreguei uma participação tam-

bém junto da Comissão Europeia.” Justificou a acção judicial com a suspeita de que teria “havido violação de normas que, no Código Penal, punem a corrupção, tráfico de influência, abuso de poder e favo-

recimento de interesses privados”. E foi feita a participação à Comissão Europeia com o argumento de ter detectado uma “clara ligação entre as contrapartidas no processo dos submarinos [para a Marinha Portuguesa] com o processo de subconcessão”. Na conferência de imprensa, Ana Gomes enumerou os dados que considerou indiciarem condutas menos próprias no processo – a saber, o papel do banco BES na escolha da Martifer para ficar com a actividade, que esteve também ligado ao processo de aquisição dos submarinos, e ainda a ligação do escritório de advogados do actual ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, com o Grupo Espírito Santo. A eurodeputada salientou que “a sociedade de advogados JPAB & Associados tem intensas, extensas e históricas relações com o GES — Grupo Espírito Santo”, que, por seu turno, “tem um amplo historial de relações e apoios às empresas do universo Martifer”. Recuperou o caderno de encargos e o processo de concurso para a subconcessão dos ENVC para destacar “que a quem é pedido os esclarecimentos e quem é suposto fornecer esses esclarecimentos são dois funcionários do [grupo] BES, do BESI [BES Investimento]”: “O BESI foi contratado para a assessoria financeira do concurso. Ora, eu noto que essa é uma semelhança com o concurso dos submarinos e das contrapartidas, em que o BES assessorava o Governo e assessorava o consórcio [alemão] vendedor e naturalmente que me interrogo sobre as ligações, conhecidas e históricas, do escritório de advogados de que o ministro [AguiarBranco] é sócio e do BES.” Para Ana Gomes, “só esse facto já seria mais do que suficiente para [a] inquietar sobre a lisura deste processo”. E finalizou: “Como é que o Governo português contrata para uma assessoria financeira um banco que está a ser investigado pela PGR, justamente no caso dos submarinos? E que está envolvido no processo, no mínimo, nebuloso, relativamente aos submarinos e às contrapartidas?” Para a eurodeputada, a subconcessão é “altamente lesiva para os interesses nacionais e porque estão em causa os empregos de 608 trabalhadores que o ministro ameaça, no fim do ano, condenar ao despedimento colectivo”.

Página 20


A21

ID: 51446447

21-12-2013

Tiragem: 84905

Pág: 42

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 17,89 x 21,53 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 2

Página 21


ID: 51446447

21-12-2013

Tiragem: 84905

Pág: 12

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 6,85 x 1,53 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 2 de 2

Página 22


A23

ID: 51446494

21-12-2013

Tiragem: 84905

Pág: 17

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 21,68 x 21,46 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 23


A24

ID: 51446460

21-12-2013

Tiragem: 84905

Pág: 16

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 21,63 x 8,57 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 24


A25

ID: 51446714

21-12-2013

Tiragem: 27259

Pág: 4

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 5,02 x 29,06 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 25


A26

ID: 51446635

21-12-2013

Tiragem: 32479

Pág: 10

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 14,51 x 16,02 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 26


A27

ID: 51446586

21-12-2013

Tiragem: 32479

Pág: 8

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 26,28 x 31,58 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 2

Página 27


ID: 51446586

21-12-2013

Tiragem: 32479

Pág: 1

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 2,72 x 6,73 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 2 de 2

Página 28


A29

ID: 51446918

21-12-2013

Tiragem: 154796

Pág: 39

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 10,29 x 7,79 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 29


A30

ID: 51447102

21-12-2013

Tiragem: 154796

Pág: 29

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 21,31 x 23,21 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 30


A31

ID: 51447166

21-12-2013

Tiragem: 154796

Pág: 27

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 21,29 x 23,37 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 31


A32

ID: 51455100

22-12-2013

Tiragem: 84905

Pág: 28

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 17,67 x 21,46 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 32


A33

ID: 51455561

22-12-2013

Tiragem: 32479

Pág: 24

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 26,33 x 22,30 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

Página 33


Brief transparência » revista semanal 111