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BOLETIM VIDA NOVA

Edição 03 – Março/Abril 2013

“ANTES FUI ATLETA PROFISSIONAL...” NESTA EDIÇÃO Editorial * Pag. 02 Noticias * Pag. 03 Fique Sabendo * Pág. 04 Depoimentos * Pag. 05 Convivência * Pag. 6-8 Parceria * Pag. 09 e 15 Controle Social * Pag. 10-13 Conheça o Vida Nova * Pag. 14 Espaço do Leitor (a) * Pag. 16

DESTAQUES ÁLCOOL E DROGAS

20% DAS PESSOAS QUE FAZEM TESTE DE HIV NÃO VOLTAM PARA BUSCAR O RESULTADO

GILSON TEVE CURA

Aprendizados, Vivendo e Convivendo com HIV/AIDS

Confiança de ser e agir

Porta de entrada, acolhimento para quem chega

DIVINA, PAROU DE TOMAR REMÉDIOS E MORREU

www.ividanova.org.br


BOLETIM VIDA NOVA EDITORIAL “Onde há fumaça, há fogo” É realmente isso; apagar este fogo não será fácil se você não se indignar e arregaçar as mangas.

EXPEDIENTE BOLETIM VIDA NOVA Edição Nº 03 abril /2013 O Boletim Vida Nova é uma publicação do Instituto Vida Nova Integração Social Educação e Cidadania. Jornalista Responsável Paulo Giacomini DRT-SP 33.608

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Prezado (a) Leitor (a), Como diz o velho ditado “Onde há fumaça, há fogo”. E o que devemos fazer com respeito às questões de políticas públicas de saúde, mudança de governos, de secretarias e coordenadorias; com a falta de profissionais e a necessidade de ampliação de serviços. Visivelmente não se percebe o macro de todas essas questões; mudanças ocorrem sim, mas desta vez não é através de nenhum profeta ou pastor que virá nos dizer o caminho a seguir. Temos que construir e priorizar nossa agenda política a

fim de melhorar a resposta da prevenção as DST-Aids e assistência às pessoas que vivem com HIV-Aids. Respostas estas que vem sendo construídas durante 30 anos da epidemia da Aids no Brasil. Agora vivenciamos outro contexto e conjunturas diversas em nossa cidade. O fogo está ardendo e nós, pessoas vivemos com HIV/Aids, devemos nos manifestar com nossos aprendizados

Conselho Editorial: Américo Nunes Neto Cássio Rogério D. L.Figueiredo Jorge E. Reyes Rodriguez Projeto Gráfico e Diagramação: Américo Nunes Neto Colaboração Teresinha Martins Impressão Artes Gráficas Prática Ltda. Tiragem – 2000 exemplares

individual e coletivo, com apoio das ONG/Aids. Cada um com sua consciência e energia vibratória. Assim, vamos apagar este incêndio em nossas vidas não podemos mudar o inicio, mas podemos apagar as chamas com a união de esforços. Américo Nunes Neto - Instituto Vida Nova.

Diretoria do Instituto Vida Nova: Presidente - Jorge Eduardo R. Rodriguez Vice Presidente – Valdelice A. Senatori 1ª Secretaria - Dirce Aranda de Jesus 2ª Secretaria - Noriza Prado 1ª Tesoureira - Maria Eunice Silva 2ª Tesoureira - Maria Cristina Gomes Doações: Instituto Vida Nova – Banco Bradesco Agência 2875-4 – conta corrente 6242-1 Sede: Rua Prof. Assis Veloso, 226 – São Miguel Pta. CEP. 08021-470 – CNPJ. 03.855.787.0001-61 Utilidade Pública Municipal Nº 51.971/2010 www.ividanova.org.br – ividanova@uol.com.br Telefone: (11) 2297-1516

TODOS PODEM SER VOLUNTÁRIOS Voluntário não é só quem é "especialista" em alguma coisa que pode ser voluntário. Todos podem participar e contribuir o que cada um faz bem pode fazer bem a alguém. O que conta é a motivação solidária, o desejo de ajudar, o prazer de se sentir útil. O trabalho voluntário não é uma atividade fria, racional e impessoal. É contato humano, é relação de pessoa a pessoa, oportunidade para se fazer novos amigos, intercâmbio e aprendizado. Voluntariado é compromisso, cada um contribui na medida de suas possibilidades, com aquilo que sabe e quer fazer. Uns têm mais tempo livre, outros só dispõem de algumas horas por semana. Alguns sabem exatamente onde ou com quem quer trabalhar. Outros estão prontos a ajudar no que for preciso, onde a necessidade é mais urgente. Cada compromisso assumido, no entanto, é para ser cumprido. Uma pequena ação bem feita tem muito valor. Nada é mais decepcionante do que prometer e não ser capaz de realizar. Faça parte da nossa equipe! Cristina Gomes e Dirce Aranda são voluntárias e diretoras do Instituto Vida Nova.


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BOLETIM VIDA NOVA

ÁLCOOL E DROGAS AUMENTAM A VULNERABILIDADE DAS PESSOAS AO HIV

NOTICIAS

Álcool e drogas em excesso costumam prejudicar a saúde de qualquer pessoa. Para quem tem o sistema imunológico debilitado por causa do HIV o dano pode ser ainda maior, com possibilidades de desenvolver outras doenças graves. Sem falar que para seguir um tratamento tão complexo como o da Aids é preciso ter muita força de vontade e disciplina. O uso de álcool e outras drogas inserem-se cada vez mais no cotidiano de pessoas, ampliando a vulnerabilidade ao HIV e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). A partir de uma pesquisa de análise de dados de contexto social, observou-se que as pessoas em situação de uso abusivo de álcool e drogas ilícitas tornam se vulneráveis não fazendo uso dos insumos de prevenção (camisinha). Veja abaixo o que diz Ruy Castro, em artigo para a Folha de São Paulo:

PROGRAMA MUNICIPAL DE DST/AIDS SOB NOVA COORDENAÇÃO O Programa de DST/AIDS da Cidade de São Paulo atua dentro dos princípios da defesa dos direitos humanos, respeito à diversidade, construção da cidadania, defesa dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e realiza parcerias com Organizações da Sociedade Civil, universidades e empresas. Entre as prioridades estabelecidas destacam-se a ênfase na prevenção e a humanização dos serviços. A coordenação geral organiza-se por áreas de atuação: Prevenção, Assistência, Articulação com a Sociedade Civil, Informação, Desenvolvimento Científico, Administrativo, Planejamento e Comunicação. DST/Aids Cidade de São Paulo - Secretaria Municipal da Saúde Rua General Jardim, 36 4º andar CEP 01223-010 Tel.: (11) 3397-2191 dstaids@prefeitura.sp.gov.br Fonte: http://www10.prefeitura.sp.gov.br/dstaids A Dra. Eliana Battaggia Gutierrez é a coordenadora nomeada pelo Secretário Municipal de Saúde, Dr. José de Filippi Júnior, empossado em janeiro de 2013 pelo Prefeito Fernando Haddad. Desde já, desejamos sucesso à nova coordenadora, com a expectativa que não haja intercorrências nos serviços de referência, nas pactuações com a sociedade civil organizada, assim como na manutenção do quadro das equipes técnicas. Jorge Eduardo R. Rodriguez – Presidente do Instituto Vida Nova.

CIENTISTAS NORTEAMERICANOS DIVULGAM AVANÇOS NA BUSCA POR UMA VACINA CONTRA A Para o especialista, o medo e a falta de informação fazem as pessoas AIDS.

20% DAS PESSOAS QUE FAZEM TESTE DE HIV NÃO VOLTAM PARA BUSCAR O RESULTADO

preferirem conviver com dúvida; os riscos de transmissão, porém, são maiores. Levantamento realizado pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, aponta que um quinto das pessoas que fizeram exame de sorologia para HIV, entre janeiro e dezembro de 2012, não voltaram para buscar o resultado do teste. No período, foram realizados 867 testes no Instituto. Medo, insegurança e falta de informação são alguns dos fatores preponderantes que levam muitas pessoas a abandonarem os resultados de exames realizados para a sorologia de HIV. De acordo com o infectologista Jean Gorinchteyn, o medo de receber um diagnóstico positivo é um dos principais motivos que levam as pessoas a preferirem conviver com a dúvida, a saber, que foram infectadas. "O número é assustador, pois a pessoa infectada, desconhecendo o resultado, além de poder ficar muito doente, também pode continuar a transmitir o vírus. O diagnóstico precoce é essencial para a eficácia do tratamento", explica Gorinchteyn. Ainda segundo o médico, a falta de informação sobre a doença, que é muito estigmatizada, também faz com que as pessoas procurem o serviço de saúde somente quando já estão muito doentes. Nessa fase, o paciente fica com a saúde muito mais debilitada, favorecendo o aparecimento de doenças oportunistas e tornando a recuperação mais lenta. "No entanto, a recomendação é que todos, em primeiro lugar, façam uso de preservativo, mas em caso de qualquer tipo de exposição que ofereça risco, procure um serviço de saúde, deixe o medo de lado - seja ele qual for, e não fique na dúvida", finaliza Jean. – Fonte http://www.saude.sp.gov.br/ses/noticias

Cientistas anunciaram nesta quartafeira ter encontrado pistas promissoras na incomumente "robusta" resposta natural do sistema imunológico de um paciente na África, na busca de uma vacina para a Aids a partir de anticorpos. Pela primeira vez, os estudiosos conseguiram acompanhar a cadeia completa de eventos que levou o paciente a produzir naturalmente anticorpos amplamente neutralizadores (BnAbs), assim denominados porque atacam diferentes cepas do HIV. "A pesquisa atual preenche lacunas do conhecimento que têm impedido o desenvolvimento de uma vacina eficaz para um vírus que matou mais de 30 milhões de pessoas em todo o mundo", destacou um comunicado da Duke Medicine, que participou do estudo juntamente com uma equipe de pesquisadores nos Estados Unidos e no Malaui. Fonte www.aids.gov.br


BOLETIM VIDA NOVA FIQUE SABENDO

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PREVINA SE CONTRA A TUBERCULOSE

A tuberculose é uma doença bacteriana causada pelo bacilo M. Tuberculosis, que se instala no organismo a partir da inalação de gotículas de saliva expelida pela tosse ou espirro de um indivíduo tuberculoso. A doença é caracterizada pelo desenvolvimento de tumores granulares nos tecidos infectados, normalmente nos pulmões, embora a doença possa se desenvolver em outros órgãos. É considerado suspeito de estar com tuberculose pulmonar indivíduo com os seguintes sintomas: tosse com expectoração por quatro ou mais semanas, febre, perda de peso e apetite. O quadro clínico da pessoa com tuberculose é descrito, normalmente, por comprometimento do estado geral, febre baixa vespertina com sudorese (muito suor), inapetência e emagrecimento. Quando a doença atinge os pulmões, o indivíduo pode apresentar dor torácica e tosse produtiva, acompanhada ou não de escarros. A tosse produtiva é o sintoma mais freqüente. Em cerca de 85% dos casos, a tuberculose atinge os pulmões, podendo, entretanto, se localizar em outras partes do organismo: rins, ossos e meninges, dentre outras, em função das quais se expressará clinicamente. Uma das formas mais graves é a tuberculose miliar, que apresenta grande risco de meningite. Os pulmões se apresentam difusamente ocupados por pequenas lesões. Os demais órgãos também podem ser acometidos por lesões idênticas. Fonte: Fundação Nacional de Saúde (Funasa)

VACINAÇÃO DE SOROPOSITIVOS “todas as vacinas devem ser dadas no curso da infecção pelo HIV"

Toda pessoa soropositiva deve ser avaliada por um médico antes de tomar qualquer vacina para se prevenir de doenças. Se estiver com a imunidade muito baixa, não deve receber vacinas compostas por bactérias ou vírus vivos atenuados. Diversos estudos mostram que a resposta aos organismos invasores é menor em pessoas soropositivas com pouca concentração de linfócitos T CD4+, células de defesa do organismo. Por isso, normalmente soropositivos sintomáticos não têm boa resposta às vacinas. Portanto, na tentativa de obter uma resposta imunológica ideal, todas as vacinas devem ser dadas no curso da infecção pelo HIV, o mais precocemente possível. Orientações para adultos Vacina contra a bactéria causadora da pneumonia (pneumococo): a resposta é melhor na fase em que as células CD4+ estão acima de 350/mm3. Vacina contra hepatite B: deve ser tomada somente quando indicada pelo médico. Indicações para usuários de drogas injetáveis, homossexuais sexualmente ativos, prostitutas, homens e mulheres com atividade sexual e doenças sexualmente transmissíveis ou mais de um parceiro sexual nos últimos seis meses e pessoas que vivem na mesma casa ou tiveram contato sexual com portadores da hepatite B. Vacina contra a bactéria causadora da meningite (Haemophilus influenzae tipo b): a resposta é mais eficiente nos estágios precoces da infecção pelo HIV. Vacina contra tétano-difteria: a recomendação geral é de uma dose de reforço a cada 10 anos. Vacina inativada contra o vírus causador da poliomielite: é preferível à vacina oral, no soropositivo e seus comunicantes próximos. Vacina contra a gripe A H1N1 (gripe suína): deve ser tomada somente quando indicada pelo médico. Orientações para crianças As crianças menores de um ano, com suspeita de infecção pelo HIV ou com diagnóstico definitivo de infecção pelo HIV, devem seguir orientação médica especializada.


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BOLETIM VIDA NOVA DEPOIMENTO

CONFIANÇA DE SER E AGIR As atividades do Instituto Vida Nova (IVN) em especial, academia, grupo de convivência, grupo de mulheres, café espaço livre e grupo Avesso Travesso Show são motivação para pessoas que vivem com HIV/Aids. Vindos de serviços de saúde de referência e a convite de outras pessoas inseridas na organização não governamental (ONG) relatam um novo despertar na busca da promoção da saúde física e mental; todavia se sentem pertencentes como membro da “família Vida Nova”. Autoestima, conhecimento, troca de experiência e oportunidade de trabalho faz parte desta transformação individual e coletiva, com bem estar, propiciada pelas atividades da ONG. Contudo, algumas pessoas conseguem falar à sociedade sobre sua sorologia HIV+; o que difere da maioria que se sente insegura, com medo do preconceito e discriminação. Texto Agatha Mirian, Agente Interlocutora da ONG.

Jack Pereira “Antes fui atleta profissional, quando descobri que tinha Aids fiquei depressivo e sem vontade de viver; após conhecer o IVN foi como um renascimento. Hoje, participo de várias atividades e presto serviço dentro das minhas possibilidades” Cadastrado em desde 2010.

IN MEMORIAN

Laércio Rezende “Todas as atividades que participo fazem com que melhore minha autoestima” Cadastrado desde 2011.

Sall – Arteterapeuta do Instituto Vida Nova, deixa saudades.

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“A igreja, seja qual for, não pode interferir no saber médico e colocar vidas em risco."

GILSON TEVE CURA DIVINA, PAROU DE TOMAR REMÉDIOS E MORREU 4 de maio de 2013.

O corpo de Gilson de Oliveira Silva, 44, foi sepultado domingo (30) no Cemitério Quinta dos Lázaros, em Salvador (BA). No mesmo dia, a sua família informou que vai à Justiça para tentar responsabilizar uma pastora da Igreja Ministério do Fogo pela morte. Portador do vírus HIV, o desempregado Gilson tinha câncer no rosto e estava se tratando com médicos do Hospital das Clínicas da cidade, que lhe fornecia os medicamentos. Familiares de Gilson contam que ele parou de tomar os remédios depois que ouviu a pastora lhe dizer que tinha sido agraciado com uma „revelação divina de cura‟. Em seis meses, Gilson morreu. Harley Henriques do GAPA - Grupo de Apoio à Prevenção à Aids da Bahia, falou que esse caso deveria servir de advertência aos pastores que anunciam cura. “A igreja, seja qual for, não pode interferir no saber médico e colocar vidas em risco. ”Simone Oliveira Silva, irmã de Gilson, disse que “a fé nas revelações divinas” cegou o seu irmão. A igreja não se manifestou, segundo a imprensa de Salvador. O criminalista Sérgio Reis afirmou que se trata de uma questão que afeta a todos, não só à família de Gilson. “O rapaz pode ter transmitido o HIV a outras pessoas por acreditar que estava curado. ”O Ministério Público deveria agir em casos como o do Gilson, disse. Fonte http://gospel.vamoscurtir.com.br/2013/04/gilson-teve-cura-divina-parou-detomar.html


BOLETIM VIDA NOVA CONVIVÊNCIA

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PORTA DE ENTRADA, ACOLHENDO QUEM CHEGA

““E Exxiisstteem m vváárriiooss m o m e n t o s e d i momentos e diffeerreenntteess ffaasseess aappóóss ssaabbeerr--ssee ppoorrttaaddoorr ddoo H HIIV V””

A

s atividades do Serviço

Social no Instituto Vida Nova (IVN) acontecem de acordo com a demanda. Não há uma rotina a ser seguida, a nossa atuação acontece em diversos momentos. Esta demanda ocorre desde o agendamento para atendimento, passando por atendimentos a partir da solicitação de um frequentador das atividades e até mesmo como suporte técnico para outros profissionais do IVN. Não há um perfil que defina os nossos usuários. As pessoas que nos procuram chegam espontaneamente, são apresentados ou encaminhados. Existem vários momentos e diferentes fases após saber-se portador do HIV. A primeira fase, quando a notícia está recente é, na maioria das vezes, de total desespero e dificilmente se consegue trazer a pessoa para participar de alguma atividade.

Nestes casos eu apenas acolho e ouço, oferecendo total atenção à dor daquele momento. A segunda fase é a de negação (não fala e não aceita que se toque no assunto) pouco fala conosco, não fala nada com a família e o assunto fica na maioria das vezes restrito ao seu médico. A terceira fase já é mais tranquila, muito embora, por vezes inicie alguma atividade no IVN e logo abandoná-la. O acolhimento destes pacientes se dá pelo serviço social. Este trabalho nos propicia observar as transformações de muitas pessoas. Observar as evoluções nos remete à lembrança de quando chegaram aqui chorosos, desorientados, desesperados e hoje sorriem largamente manifestando a superação das suas dificuldades, e mesmo se dizendo estarem felizes. Observar estas cenas ou ouvir o próprio paciente nos preenche de satisfação por ter contribuído para que tomassem posse de suas vidas, com dificuldades sim, mas com senso de responsabilidade para adesão à vida e ao tratamento médico. Este é o nosso principal papel na vida destas pessoas. Auxiliá-las na sua capacitação pessoal, provocar atitudes positivas para tomada de consciência dos seus direitos e deveres, trazer a luz o exercício e até mesmo resgatar a sua condição de cidadania. Dizer que este resultado é obtido/alcançado com todos não seria verdade, pois não depende do nosso desejo ou da nossa intenção. Entendo que em cada ser existe conteúdo interno de acordo com suas experiências no desenvolver das suas vidas. Para algumas pessoas, bastam que estendamos a mão para que ela segure firmemente e vá se desenvolvendo para tomar as rédeas da própria vida. Já para outras, precisamos dar colo, atenção e até algumas broncas para que sua autoestima retorne, e a vida se reinicie. Quem dá vida às atividades oferecidas pelo IVN são as pessoas que delas participam, e são elas também que dão luz e alma a nossa atuação. Mariza Barbosa – Assistente Social do Instituto Vida Nova

FORTALECENDO PARCERIAS O objetivo do grupo é promover a melhora do fluxo entre ONG e Governo Serviços a partir do apoio intersetorial alinhada com o cumprimento da missão do Instituto Vida Nova (IVN) e das metas da Rede Municipal de Especialidade RME. A motivação do Projeto Educar Para Fortalecer é a constatação de que a convergência de esforços multissetoriais é essencial para que se obtenha avanços e impactos na vida das pessoas vivendo com HIV/Aids e também com grande potencial do direcionamento das ações de responsabilidade social das ONG/Aids no combate à epidemia da Aids. O contexto de fundamentação desta rede de parcerias é que se podem formar relações próximas de apoio entre o IVN e Serviços de Assistência Especializada, Centro de Testagem e Aconselhamento e Coordenadoria Regional de Saúde. Iniciado em meados 2012 a partir da reunião de avaliação e monitoramento do Projeto Educar Para Fortalecer com apoio do Programa Municipal de DST/Aids. Sob a coordenação da Mariza Barbosa Assistente Social do IVN os temas discutidos promovem uma reflexão para a melhora dos serviços e atenção aos pacientes, visando um fluxo de comunicação clara e continuada sobre ambos os trabalhos realizados.


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BOLETIM VIDA NOVA

O QUE EU BUSCO NA FEIRA?

CONVIVÊNCIA

O Projeto Saúde na Feira, financiado pelo Programa Estadual de DST/Aids, sob a realização do Instituto Vida Nova (IVN) iniciou em meados de 2008. Onde IVN identificou a necessidade de desenvolver um trabalho de prevenção, tendo como protagonista a mulher, em especial donas de casa, que na maioria das vezes se anula para priorizar a família. Com o objetivo de promover a Saúde Integral, Sexual e Reprodutiva da mulher, mas não apenas isso. Queremos mais para essas mulheres, num lugar diferente e porque não dizer, inesperado. Atuamos na feira com intervenções dialogadas levando informações sobre Saúde, Prevenção das DST, Câncer de Mama e Câncer do colo do útero e Direitos Humanos. Nossa preocupação é a abordagem com qualidade, não ser conhecido como distribuidor de preservativo, mas sim, como referência de orientação. Ao chegar ao Projeto, sem nunca antes ter tido experiência semelhante, senti nervosismo, medo da reação dos feirantes e das mulheres, de uma provável rejeição e muita expectativa. Hoje, em 2013, após realizar ações nas zonas Norte e Leste da cidade de São Paulo e agora nos municípios de Itaquaquecetuba e Poá, já foram beneficiadas pelo projeto 29.980 mulheres, acessadas diretamente com ações dialogadas e fornecimento de kits de informação com insumos de prevenção. Ainda hoje, ao iniciarmos ações preventivas nos municípios de Ferraz de Vasconcelos e Suzano, sinto-me nervoso e com expectativa. A expectativa permanece por um desempenho sempre melhor, e o nervoso passa quando, no decorrer de 2 ou 3 meses, aquela Dona de casa que algumas vezes passou e rejeitou as informações e os insumos de prevenção, nos procura para dizer: Estou buscando os serviços de saúde, e levo os materiais para casa para ler junto com os meus familiares. Algumas agradecem ou nos parabenizam reconhecendo a importância trabalho. A sensação agora é de trabalho realizado e equipe satisfeita, tudo isso compõe o relatório. Esperamos que ações como o Projeto Saúde na Feira promovam mudança positiva na vida das pessoas que por ele passaram e passarão. Celso V. Santos - Agente de Prevenção.

PESSOAS COM NECESIDADES ESPECIAIS PARTICIPA NA SESSÃO DO CINE VIDA NOVA O objetivo do Cine Vida Nova é chamar atenção para a importância da adoção de práticas sociais para pessoas com necessidades especiais em parceria com o Programa Acompanhante Comunitário de Saúde da Pessoa com Deficiência - Tito Lopes que através da equipe que cuida e promove a inserção das pessoas com necessidades especiais. O Instituto Vida Nova contribui para tratamento sempre que solicitado, além de promover sessões de cinema respeitamos os limites dos usuários e dos convidamos sobre a situação em que se encontram. Também proporciona a quebra do estigma e preconceito em relação às pessoas infectadas pelo vírus HIV ou doentes de Aids com acesso à Educação; Inclusão Social; Acessibilidade; e Atenção à Saúde, O Programa Acompanhante Comunitário de Saúde da Pessoa com Deficiência é um programa da Secretaria Municipal de Saúde, que visa assistir pessoas com deficiência intelectual em situação de fragilidade e vulnerabilidade social. O APD se propõe a promover a inclusão da pessoa atendida à sociedade, evitando situações de abrigamento ou internação e incentivando sua autonomia, desde que respeitadas às limitações do usuário. O programa foi pensado tendo em vista o fato de que, atualmente, entre 1 e 3% da população da cidade de São Paulo sofre de algum tipo de deficiência intelectual, o que corresponde a cerca de 120.000 pessoas, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde.


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CONVIVÊNCIA “Esses meninos e meninas enfrentam diversos desafios, como o preconceito e a discriminação, e possuem demandas específicas de sua faixa etária,”

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ADOLESCENTES E JOVENS VIVENDO COM HIV/AIDS. O Grupo de Jovens Adolescentes do Instituto Vida Nova (IVN) promove encontros com temas como direitos e deveres, sexualidade, violência, droga família, mercado de trabalho e outros de interesse dos participantes, por meio de atividades divertidas, debates, bate papo, internet, passeios culturais. E uma maneira diferente de ajudá-los a construir um projeto de vida refletindo sobre o que é importante no momento de fazer escolhas pessoais. Afinal, compartilhar idéias é uma forma de aprender, escolher e construir caminhos. Alguns dos objetivos do grupo são a manutenção e o fortalecimento dos vínculos familiares, o aprimoramento do cuidado, a prevenção de agravos e o desenvolvimento de potencialidades. Esses meninos e meninas enfrentam diversos desafios, como o preconceito e a discriminação, e possuem demandas específicas de sua faixa etária, relacionadas aos seus direitos sexuais e reprodutivos, acesso aos serviços de saúde, educação, moradia, lazer entre outros. O grupo visa contribuir e articular a participação no convívio social; nesse primeiro ano de existência, a principal conquista do grupo foi à revelação e aceitação do diagnóstico HIV+ dada pelo profissional de saúde e/ou pelo familiar, ora pelo psicólogo. Foi percebido que não houve traumas no reconhecimento da atuação juvenil e por viver com HIV/Aids. Outros fatores importantes são a integração com a instituição, aprendizados nos encontros e troca de experiência com atividades internas e externas. Além disso, os jovens estão sendo preparados para participar de fóruns, seminários e palestras com a temática de HIV/Aids e temas transversais como; cidadania, direitos humanos, homofobia, qualificação profissional, controle social e bulling. Espera se também que os jovens tornem sujeitos de si e futuros ativistas e multiplicadores de informações. Os encontros são abertos para jovens com ou sem HIV+ que acontecem aos sábados das 14h às 17hs mensalmente aos sábados. Américo Nunes Neto - facilitador do Grupo. Todos os anos, no Brasil, são notificados cerca de 3.500 novos casos de AIDS entre adolescentes e jovens de 12 a 24 anos (fonte DATASUS/MS).

A POLÍTICA DE INTERNAÇÃO EM MASSA É FRUTO DE UM AVANÇO CONSERVADOR QUE PRECISA SER DETIDO! NÃO A INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA Em São Paulo tal projeto encontrou amplo apoio da Prefeitura e do Governo Estadual. Denunciamos aqui todas as ações truculentas e desastrosas em nome de uma Guerra às Drogas, evidente tentativa de tratar uma questão de saúde pública – a dependência química – como caso de polícia. O Fórum Popular de Saúde se opõe a essa proposta por diversos motivos, sobretudo porque em nome do cuidado aos usuários de crack, não se pode violar direitos humanos. Internação não é sinônimo de tratamento. Ela é um mecanismo importante, em casos específicos, ou seja, é equivocado apresentá-la como uma política de massa. O tratamento deve contar com uma ampla rede, conforme prevê a Lei 10.216, conquistada pela luta antimanicomial, que inclui a participação de psicólogos, médicos, enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais dentre outros profissionais, bem como, com a existência de CAPS-AD (Centros de Atenção Psicossocial – álcool e drogas), consultórios de rua - mecanismos que favoreçam a integração do indivíduo ao seu meio. A mesma, lei citada anteriormente prevê três tipos de internação: a voluntária quando o próprio indivíduo é favorável a sua internação, a involuntária - quando um familiar ou responsável solicita

internação, ambas devendo ter aval médico, e a compulsória - determinada pela justiça, que seria justificada caso o indivíduo cometesse algum crime e não tivesse discernimento sobre sua atitude. Todavia, todos os especialistas afirmam que os melhores resultados estão relacionados à internação voluntária. Existem diversos interesses por trás da política de internação em massa. Antes de tudo ela se constitui em uma política higienista que procura fortalecer o interesse da especulação imobiliária, cujo grande exemplo é o Projeto Nova Luz. Tais interesses estão cada vez mais em pauta com os grandes eventos Copa e Olimpíadas. Na contramão de assegurar tratamento, o Estado oficializou em 2011 o financiamento de comunidades terapêuticas. São entidades privadas, majoritariamente ligadas a grupos religiosos, que muitas vezes apresentam métodos terapêuticos questionáveis, ausência de profissionais de saúde, falta de saneamento básico, condições de trabalho análogas a escravidão impostas aos que estão internados, além da extorsão de familiares. É por isso que o Fórum diz NÃO à internação em massa, e SIM a saúde mental. Fonte: Fórum Popular de Saúde - São Paulo.


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SOMANDOS ESFORÇOS NAS DIFERENÇAS

Pensar

em um projeto que envolve três instituições de lugares diferentes de atuação, que a primeira vista me parecia muito distante, já era um desafio enorme, mas o maior desafio foi nos convencermos que éramos capazes de aceitar mais essa empreitada em nossas instituições. Para superar os desafios estrategicamente nos reunimos no intuito de nos conhecermos melhor, bem como nossa capacidade técnica e administrativa e fazer um levantamento de todas as diretrizes que envolvia o projeto e população com a qual iríamos trabalhar. Como ampliar as ações fora de nossos muros? Que expertise precisava ter para dar conta desse novo desafio?

BOLETIM VIDA NOVA Como se daria essa parceria (casamento) durante todo o desenvolvimento do projeto? Quais seriam as nossas maiores dificuldades e como despertaríamos o interesse da população LGBT? Como dá para perceber, o desafio de um trabalho começa a partir de suas ideias, com a definição da população a direcionar as ações e responder principalmente às perguntas: Como? Onde? Por quê? Hoje, o trabalho prioritário de nossas instituições é pensar nas populações mais afetadas, entre elas, a população de Jovens Gays. Uma preocupação constante para nosso dia a dia, como para as políticas públicas locais, regionais e nacionais. Como atravessar a barreira dos nossos muros e vivenciar o dia a dia dos jovens e adolescentes gays, principalmente nessa era digital, em que tudo é muito rápido? Fortalecer as ações e intervenções de campo

voltadas para populações em situação de maior vulnerabilidade às DST, HIV/Aids e Hepatites Virais, considerando a relevância epidemiológica da região; fazer prevenção na perspectiva da redução de danos; educar para redução da homofobia e transmissão do HIV/Aids são o foco do Projeto Grupo de Promoção a Saúde e Cidadania (GPSC), com apoio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Sabemos que as Instituições parceiras, Instituto Vida Nova – SP; RNP+ Médio Paraíba – Barra Mansa – RJ; e Libertos Comunicação – Belo Horizonte - MG com histórias muito ricas na Prevenção, Promoção a Saúde e Cidadania estão unidas, e juntas, faremos a diferença. Esse é o nosso desafio. É disso que nós gostamos muito. Jaime Marcelo Pereira Diretor Administrativo da RNP+ Núcleo Médio Paraíba – RJ

PACERIA

“Como atravessar a barreira dos nossos muros e vivenciar o dia a dia dos jovens e adolescentes gays”, ”Como? Onde? Por quê?

ENCONTRO MARCA ALIANÇA ENTRE ONG/AIDS PARA PROMOÇÃO DA POPULAÇÃO LGBT Nos dias 8 e 9 de abril de 2013, as ONGs - Organização Não Governamental dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais; Instituto Vida Nova, RNP+ Núcleo Médio Paraíba e Libertos Comunicação que atuam em diferentes áreas, se reuniram em Belo Horizonte – MG com o objetivo de buscar estratégias de ação conjuntas e articuladas para a implantação do Projeto Grupo de Promoção à Saúde e Cidadania (GPSC) para a comunidade LGBT. As instituições, com suas equipes e diretorias, apresentaram o projeto, as ações a serem desenvolvidas e os desafios em cada região. Entre as ações destacaram-se: capacitação da população alvo, articulação com outros movimentos e com o governo, gerenciamento do fluxo financeiro, cronograma da execução, monitoramento e avaliação do projeto. Entre os desafios destacaram-se a extensão territorial e pouco recurso financeiro para pagamento de recursos humanos com uso racional dos recursos financeiros. Américo Nunes Neto – Instituto Vida Nova ONG proponente.


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CONTROLE SOCIAL NOVO PRESIDENTE DA ABGLT REÚNE-SE COM GESTORES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

“a pasta da saúde sempre foi uma parceira essencial na luta de todos os avanços pelos direitos da população LGBT."

O novo presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Carlos Magno Fonseca, encontrou-se com a diretoria do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Jarbas Barbosa, Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, representando o Ministro da Saúde, recebeu em Brasília, a visita do novo presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Carlos Magno Fonseca. Participou também da reunião, o presidente da gestão anterior, Toni Reis. Na ocasião, a nova presidência da associação reuniu-se com Dirceu Greco, diretor do Departamento do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais e o diretor-adjunto Eduardo Barbosa. O novo presidente ressaltou que a pasta da saúde sempre foi uma parceira essencial na luta de todos os avanços pelos direitos da população LGBT, em especial no enfrentamento das DST, Aids e hepatites virais. Carlos Magno apresentou uma lista de pautas a serem trabalhadas. Dentre essas, reafirmou a necessidade de fazer uma revisão e rearticulação, junto aos estados, do Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de Aids e DST entre Gays, outros Homens que fazem Sexo com Homens (HSH) e Travestis. O plano expressa o compromisso das três esferas de governo e da sociedade civil na implantação e implementação da política pública de prevenção e de controle das DST e Aids. O novo presidente substituiu Toni Reis, presidente da ABGLT, por dois mandatos, de 2006 a 2012. Reis reafirmou a parceria histórica da Associação com o departamento durante seu mandato, lembrando que o diálogo franco e participativo foi definitivo para o desenvolvimento de políticas públicas de apoio à saúde e aos direitos da população LGBT. A ABGLT reúne cerca de 284 associações afiliadas de todo o Brasil, sendo uma das principais redes de organizações LGBT da América Latina. A meta da associação é promover a cidadania e defender os direitos de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. E assim, contribuir para a construção de uma democracia sem quaisquer formas de discriminação, afirmando a livre orientação sexual e identidades de gênero. Carlos Magno Fonseca iniciou o engajamento no movimento social LGBT em 2000, após concluir o curso de jornalismo. Em 2002, Carlos Magno fundou o Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (CELLOS-MG), uma das principias organização LGBT do estado mineiro e que se tornou uma das principais organizações LGBT do país, responsável por inúmeras ações pró-LGBT. Fonte: Departamento de DST Aids e Hepatites Virais.

SISTEMA NACIONAL DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA LGBT ENTRA EM CONSULTA PÚBLICA A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) disponibiliza, a partir desta segunda-feira (08), para Consulta Pública, o Sistema Nacional de Enfrentamento à Violência LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais. O sistema tem como objetivo incentivar a instalação de Conselhos e Coordenadoras estaduais, distrital e municipal LGBT, em todo o País. O documento, que também deverá contribuir para a construção de políticas públicas de Promoção da Cidadania e Direitos de LGBT, ficará disponível para o recebimento de contribuições da sociedade civil até o dia 29 de abril. As sugestões em torno do tema devem ser enviadas para o e-mail: sistemanacionallgbt@sdh.gov.br Confira na íntegra dos documentos no link portal.sdh.gov.br


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MOPAIDS INCIDÊNCIA POLÍTICA

CONTROLE SOCIAL

O Movimento Paulistano de Luta Contra Aids - MOPAIDS - é um fórum que agrega organizações não governamentais (ONG/AIDS) e visa potencializar ações de políticas públicas de saúde integradas junto aos Programas de DST-AIDS e Secretarias Estadual e Municipal de Saúde, entre outras, cujo propósito é refletir, socializar compreensões e potencializar críticas e intervenções propositivas da sociedade civil organizada para o debate sobre ações em DST/HIV/AIDS na cidade de São Paulo. Definir prioridades, tendo como marcos principais os princípios do SUS e a conjuntura atual da epidemia da Aids no Brasil, é imperativo do MOPAIDS. O estado concentra aproximadamente 36% dos casos notificados no país. Atualmente, cerca de 76.000 pessoas estão recebendo medicação antirretroviral no estado. Deparamo-nos com uma doença crônica, banalizada pela população e parte dos governos. A Aids mata 33 mil pessoas por ano no Brasil. As campanhas para o diagnóstico precoce é importante e direito da população, porém a retaguarda não tem condições de absorver. É necessário ampliar a rede especializada em HIV/AIDS nas periferias de São Paulo com profissionais capacitados e humanizados. A taxa de transmissão vertical caiu bruscamente, porém o envelhecimento das pessoas que vivem com HIV/Aids é recorrente com necessidades para além de infectologistas. Diante deste quadro, após três décadas nos deparamos com envelhecimento precoce, lipodistrofia, demência, sequelas da Aids e tantos outros efeitos colaterais. Situações como essas sinalizam a necessidade de investimentos em pesquisas clinicas e comportamentais. Por essas e outras deficiências e lacunas, a sociedade civil organizada tem feito o papel do estado, que, no entanto, não são valorizadas financeiramente. É inviável executar bons projetos comunitários de dois anos com baixa remuneração para recursos humanos. O que também não garante a continuidade das ações e sustentabilidade institucional. Com o acontecimento das eleições de 2012 para prefeito, a cidade de São Paulo passa por mudanças em todas as áreas de governo, iniciando com novas nomeações para cargos de confiança para a nova gestão do Prefeito Fernando Haddad. Naturalmente, muda-se o Secretário Municipal de Saúde, hoje o Dr. José de Filippi Júnior, que por sua vez, também nomeia seus representantes. Todavia, o MOPAIDS se posiciona na solicitação de audiência com o Secretário de Saúde, da mesma forma com as Coordenadorias Regionais de Saúde, com vistas para a manutenção das políticas de DST/Aids, bem como estabelecer uma agenda contínua no intuito de aproximação na interlocução entre gestores e sociedade civil organizada. Américo Nunes Neto - Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids – MOPAIDS. A sede do MOPAIDS está localizada no Grupo de Incentivo à Vida - GIV, na Rua Capitão Cavalcanti, 145 – Vila Mariana – São Paulo/SP. As reuniões são abertas para as ONG/Aids, pessoas vivendo com HIV/Aids, Movimentos de Saúde e Conselheiros Gestores de Saúde, e acontecem todas as terceiras quartas-feiras do mês, das 9h30 às 12h. Você tem demandas, críticas e sugestões para melhoria das políticas em HIV/Aids?, Seja bem vindo (a). Participe conosco! Contatos – e-mail ividanova@uol.com.br – Fone: 2297-1516.

SMS - EM AUDIÊNCIA COM MOPAIDS Dr. Paulo Puccini, Secretário Adjunto da Secretaria Municipal de Saúde - SMS e Dra. Eliana Battaggia Gutierrez, nova Coordenadora do Programa Municipal de DST-Aids, e sua equipe técnica recebem em audiência no mês de março o Instituto Vida Nova, GIV Grupo de Incentivo à Vida, Associação Civil Anima e Projeto Bem Me Quer ONG, representantes e integrantes do Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids MOPAIDS. Apresentaram demandas sobre a política de assistência e prevenção às DSTAids na cidade de São Paulo. A SMS reconhece a importância dos ambulatórios de referência em DST-Aids e Centros de Atenção Psicossocial CPS, contudo, fazem-se necessárias

mudanças para melhora da articulação entre áreas temáticas, bem como com a atenção básica de saúde. Todavia pautada nas diretrizes, a SMS aponta alguns equívocos em relação ao Programa Municipal de DST-Aids com outras áreas temáticas, com fragilidade de comunicação, escuta e integração. A falta de médicos está na agenda, porém a contratação de emergência é a saída, mas não garante a continuidade dos profissionais por várias razões. Será feita um levantamento do quadro de profissionais somente após será avaliado da possibilidade para concurso público direcionado para DST-Aids sem previsão de data. Também é necessário um trabalho em rede junto à atenção básica e áreas temáticas. Contudo, reitera a importância e manutenção dos

ambulatórios de referencia em DST-Aids. As equipes técnicas estão sendo avaliadas e serão mantidas com ajustes e melhoras nos aspectos técnicos e administrativos. Colocação de profissionais da saúde, articulação e colocar ambulatórios de DST-Aids em plena capacidade de eficiência essa são as propostas apresentadas pela SMS. No aspecto financeiro, os convênios com as Organizações Sociais - OS estão sendo revisadas e comparadas no intuito de cotizar despesas e ter um parâmetro equivalente a gestão, fazendo parte da redução de 20% proposta pelo prefeito Fernando Haddad. No momento, a SMS está na elaboração de um plano de trabalho com as áreas temáticas de saúde que, aproximadamente, em 45 dias será apresentado para consulta pública, e reitera a importância da contribuição do MOPAIDS. Américo Nunes Neto – Articulação do MOPADS


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SUSTENTANDO O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

O que é o SUS? O Sistema Único de Saúde - SUS foi criado para atender a todas as pessoas, porque saúde é um dever do Estado e um direito do cidadão. Esse direito foi aprovado na constituição de 1988, porque as pessoas se organizaram e lutaram para consegui-lo. Dessa forma, o atendimento à saúde passa a ser universal, isto é, independente do local onde se mora e de ter ou não plano de saúde, as pessoas terão direito a todos os serviços de saúde. O que o SUS oferece às pessoas? Através do SUS, todos têm direitos aos diversos serviços de saúde. Em cada região haverá hospital, pronto-socorro, maternidade, posto de saúde etc., funcionando com profissionais de saúde e funcionários aptos para atender todas as necessidades de saúde da região. Se ficarmos doentes, teremos o pronto atendimento no pronto-socorro, mas se precisarmos de exames ou internação, também estaremos garantidos. Quando a gente não está doente e tem que se prevenir para não ficar, o SUS oferece programas para podermos cuidar melhor da nossa família e da comunidade toda. Alguns deles são: grupo de gestantes, pré-natal, grupo de adolescentes, grupo de idosos, grupo de hipertensos, grupo de diabetes e grupo de orientação. O SUS também é responsável pelo controle das doenças infecto-contagiosas (meningite, cólera, Aids, etc.) que os hospitais particulares e os conveniados não atendem por não dar lucro. Como é o atendimento no SUS? A pessoa deve ser vista como um todo, tratada integralmente e não apenas uma parte do seu corpo; o pé, o estômago, a mente, etc. Para que isso aconteça, devemos ser tratados por profissionais competentes, não só o médico, mas o psicólogo, a enfermeira, os auxiliares, os agentes comunitários de saúde, etc. Esta equipe bem preparada vai prestar um atendimento humano e com respeito, buscando a confiança, a troca de experiências e o repasse de conhecimentos. Quem comanda o SUS? Para que o SUS funcione bem, seu comando deve ser descentralizado, com direção única em cada esfera de governo (federal, estadual e municipal), com participação da comunidade e controle social. Estes irão gerir as ações e serviços públicos de saúde, integrados em uma rede regionalizada e hierarquizada. Por que descentralizar?  O poder de decisão fica mais perto de nós usuários (quem vai decidir sobre nossa saúde somos nós e não o governador ou ministro que está em Brasília);  Contribui para que o município seja autônomo, fortalecendo o mesmo;  Facilita nossa participação no controle e fiscalização do sistema de saúde;  Ter o comando único de todos os serviços de saúde sob controle do município;  Facilita o acesso às informações e à cobrança de transparência na administração;  Traz novos recursos para o município, no qual as verbas do Ministério da Saúde serão repassadas diretamente via fundos federal, estadual e municipal, sem intermediários. E o SUS em São Paulo, como tem funcionado? O SUS é o melhor jeito de melhorar nossa situação de saúde, apesar de não estar funcionando plenamente. Ao longo do tempo a maioria das administrações municipais tem tratado a questão da saúde como política de governo (tem duração de tempo do mandato) e não como política de Estado (pensa a questão da saúde como um projeto para além das prefeituras da cidade). A saúde pública avançou quando houve o incentivo ao controle social da saúde. Tem gente que não quer que o SUS dê certo e faz de tudo para impedir que ele funcione. Uma tática é piorar propositalmente os postos de saúde e os hospitais (não renovam o quadro de profissionais de saúde, a farmácia não é abastecida de remédios, as filas são enormes e tem pacientes deitados pelos corredores) só para dizer “Estão vendo? Os serviços públicos não funcionam porque o governo é incompetente para tratar a saúde”. A saída apontada é privatizar o que dá lucro e deixa para o governo o que não dá, como serviços e ações para o cuidado às doenças contagiosas, aos acidentes graves, ao trabalho e prevenção. Como a gente controla o SUS? Se o SUS está mais perto da gente, é mais fácil controlar, não é? E isso pode ser feito através dos Conselhos de Saúde. Os Conselhos de Saúde são formados por participantes do Movimento de Saúde e Movimento Social para defender os interesses da população e organizá-la na luta por mais conquistas e avanços. Os Conselhos Gestores das unidades de saúde, das regiões e do município, são interinstitucionais, fazem parte da prefeitura e são autônomos.


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São garantidos por leis e tem como objetivos a proposição, discussão, acompanhamento, deliberação, avaliação e fiscalização da implementação da Política de Saúde, inclusive em seus aspectos econômicos e financeiros. Os conselheiros de saúde, entre outras coisas:  

Participam na decisão e controle do Plano Municipal de Saúde e do orçamento de toda a secretaria de saúde; Fiscalizam o atendimento e funcionamento de serviços de saúde (hospitais, unidades de saúde, prontosocorros, etc.) e propõem soluções;  Cuidam para que não faltem recursos, profissionais de saúde e remédios;  Exigem melhor treinamento para todos os funcionários da saúde; Claro que enquanto não houver a descentralização completa, fica difícil exercer plenamente esse papel. Por isso, mais uma vez, temos que lutar para que o SUS seja eficiente! E como vamos defender o SUS? Agora que conhecemos o SUS, vamos participar da luta para ter a saúde que queremos, e combater qualquer “plano de saúde que lucre com a doença. Vamos organizar, participar e fortalecer os Conselhos Populares de Saúde e os Conselhos Gestores das unidades de saúde! Fonte: Movimento de Saúde da Zona Leste.

DILMA VAI ACABAR COM O SUS? O desmonte final do Sistema Único de Saúde (SUS) vem sendo negociado a portas fechadas, em encontros da presidente Dilma Rousseff com donos de planos de saúde, entre eles, financiadores da campanha presidencial de 2010 e sócios do capital estrangeiro, que acabam de atracar faminto nesse mercado nacional. Na pauta, a chave da porta de um negócio bilionário, que são os planos de saúde baratos no preço e medíocres na cobertura, sob encomenda para estratos de trabalhadores em ascensão. Adiantado pela Folha ("Cotidiano", 27/2), o pacote de medidas que prevê redução de impostos e subsídios para expandir a assistência médica suplementar é um golpe contra o SUS ainda mais ardiloso que a decisão do governo de negar o comprometimento de pelo menos 10% do Orçamento da União para a saúde. A proposta é uma extorsão. Cidadãos e empregadores, além de contribuir com impostos, serão convocados a pagar novamente por um serviço ruim, que julgam melhor que o oferecido pela rede pública, a que todos têm direito. Em nome da limitada capacidade do SUS, o que se propõe é transferir recursos públicos para fundos de investimentos privados. O SUS é uma reforma incompleta, pois o gasto público com saúde é insuficiente para um sistema de cobertura universal e atendimento integral. Isso resulta em carência de profissionais, baixa resolutividade da rede básica de serviços e péssimo atendimento à população. Nos delírios de marqueteiros e empresários alçados pelo governo à condição de formuladores de políticas, o plano de saúde surgiria como "miragem" para a nova classe média, renderia a "marca" da gestão e muitos votos em 2014. Pois o mercado que se quer expandir com empurrão do erário não é exatamente um oásis no meio do SUS. Autorizados pela agência reguladora, proliferam planos de saúde pobres para pobres, substitutivos "meia-boca" do que deveria ser coberto pelo regime universal.

Na vida real, são prazos de atendimento não cumpridos, poucos especialistas por causa de honorários ridículos, número insuficiente de serviços diagnósticos e de leitos, inclusive de UTI, negativas de tratamentos de câncer, de doenças cardíacas e transtornos mentais, redes reduzidas que impedem o direito de escolha e geram longas filas e imposição de barreiras de acesso, como triagens e autorizações prévias. Quem tem plano de saúde conhece bem esse calvário. Limitados pelos contratos, dirigidos a jovens sadios e formalmente empregados, os planos de saúde não aliviam nem desoneram o SUS, pois fogem da atenção mais cara e qualificada. Não são adequados para assistir idosos e doentes crônicos, cada vez mais numerosos. Assim, os serviços públicos funcionam como retaguarda, uma espécie de resseguro da assistência suplementar excludente. Nos Estados Unidos, a reforma de Obama enquadra os planos privados e tenta colocar nos trilhos o sistema mais caro e desigual do mundo. País de recursos escassos, se delegarem o futuro a quem visa o lucro com a doença, o Brasil seguirá é o caminho da Colômbia, que vive um colapso na saúde. É inaceitável, em uma sociedade democrática, a intenção do governo de abdicar da consolidação do SUS, de insistir no subfinanciamento público e apostar no avanço de um modelo privado, estratificado, caro e ineficiente. O Movimento Sanitário, o Conselho Nacional de Saúde, o Congresso Nacional, o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal precisam se manifestar sobre esse despropósito inconstitucional. LIGIA BAHIA, 57, é professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro. LUIS EUGENIO PORTELA, 49, é professor da Universidade Federal da Bahia e presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). MÁRIO SCHEFFER, 46, é professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Fonte: Folha de S. Paulo, Tendências/Debates.


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Nice - Diretora

BOLETIM VIDA NOVA SE VOCÊ É UMA PESSOA QUE VIVE COM HIV E AIDS, TEM MUITOS MOTIVOS PARA NOS CONHECER. Venha participar das nossas atividades

O INSTITUTO VIDA NOVA INTEGRAÇÃO SOCIAL EDUCAÇÃO E CIDADANIA (IVN) é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, de natureza filantrópica sem fins lucrativos. Objetivos - Promover a melhoria da qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV/AIDS; Combater a epidemia da AIDS; Promover o exercício da cidadania; Integração Social; Educação. Como surgiu - Motivado por algumas pessoas em maio de 2000, Américo Nunes Neto pessoa vivendo com HIV com experiência em gerenciamento institucional cria o Instituto Vida Nova na região leste da cidade de São Paulo com apoio de seus sócios fundadores. Com 12 anos de fundação a ONG é referência pela qualidade e reconhecimento das ações e atividades desenvolvidas.

NOSSA EQUIPE

Aula de Dança Grupo Mulheres Oficinas Temáticas Curso de informática Lan house Vida Nova Grupo de Convivência Grupo de Adolescentes Festas de aniversariantes Encontros de lazer e cultura Grupo Avesso Travesso Show Grupo LGBT Café Espaço Livre Academia Malhação Vida Nova Campanha de natal para crianças Suporte Psicológico - Grupo Terapêutico Palestras de Prevenção das DST/HIV-AIDS Encontro de Relações Humanas em HIV/AIDS Promoção do Dia Internacional de Combate a AIDS

LIGUE E AGENDE SEU HORÁRIO COM O SERVIÇO SOCIAL Além de oferecer serviços e apoio às pessoas que vivem com HIVAIDS, o Instituto Vida Nova efetivamente participa em instâncias de Controle Social. Nossos projetos são financiados por instituições públicas e privadas de cooperação nacional e internacional. Programa Estadual de DST-AIDS – Programa Municipal de DSTAIDS - Departamento de DST HIV-AIDS e Hepatites Virais - Merck Sharp Dhome Dúvidas: e-mail ividanova@uol.com.br – www.ividanova.org.br Fone (11) 2297-1516

NOSSOS PROJETOS: QUERO + SAÚDE. SAÚDE NA FEIRA. EDUCAR PARA FORTALECER. AGORA VOCÊ ESTÁ PRONTO. INTEGRAÇÃO SOCIAL, ED. E CIDADANIA. GPSC – GRUPO DE PROMOÇÃO À SAÚDE E CIDADANIA.


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PACERIA

FORTALECENDO PARCERIAS E FORMANDO REDE PARA MELHORA DO FLUXO OG ONG O objetivo do grupo é promover a melhora do fluxo entre organização governamental – OG e organização não governamental – ONG, com estímulo à participação das instâncias de governo e sociedade civil organizada, alinhada com o cumprimento da missão do Instituto Vida Nova - IVN e das metas da Rede Municipal de Especialidade (RME). A motivação do Projeto Educar Para Fortalecer é a constatação de que a convergência de esforços multissetoriais é essencial para que se obtenha avanços e impactos na vida das pessoas vivendo com HIV/Aids, e também com grande potencial do direcionamento das ações de responsabilidade social das ONG/Aids no combate à epidemia da Aids. O contexto de fundamentação desta rede de parcerias é que se pode formar relações próximas de apoio entre o IVN e Serviços de Assistência Especializada, Centro de Testagem e Aconselhamento e Coordenadoria Regional de Saúde, iniciado em meados 2012, a partir da reunião de avaliação e monitoramento do Projeto Educar Para Fortalecer, com apoio do Programa Municipal de DST/Aids. Sob a coordenação da Mariza Barbosa, Assistente Social do IVN, os temas discutidos promovem uma reflexão para a melhora dos serviços e atenção aos pacientes, visando um fluxo de comunicação clara e continuada sobre ambos os trabalhos realizados.

PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS PARTICIPAM NA SESSÃO DO CINE VIDA NOVA O objetivo do Cine Vida Nova é chamar a atenção para a importância da adoção de práticas sociais para pessoas com necessidades especiais em parceria com o Programa Acompanhante Comunitário de Saúde da Pessoa com Deficiência - Tito Lopes, través da equipe que cuida e promove a inserção das pessoas com necessidades especiais. O Instituto Vida Nova contribui para tratamento sempre que solicitado, além de promover sessões de cinema, respeitamos os limites dos usuários e dos convidamos Também proporciona a quebra do estigma e preconceito em relação às pessoas infectadas pelo vírus HIV ou doentes de Aids com acesso à Educação, Inclusão Social, Acessibilidade e Atenção à Saúde. O Programa Acompanhante Comunitário de Saúde da Pessoa com Deficiência é um programa da Secretaria Municipal da Saúde, que visa assistir pessoas com deficiência intelectual em situação de fragilidade e vulnerabilidade social. O APD se propõe a promover a inclusão da pessoa atendida à sociedade, evitando situações de abrigamento ou internação e incentivando sua autonomia, desde que respeitadas suas limitações. O programa foi pensado tendo em vista o fato de que, atualmente, entre 1 e 3% da população da cidade de São Paulo sofre de algum tipo de deficiência intelectual, o que corresponde a cerca de 120.000 pessoas, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde

CICLO DE OFICINAS PROMOVENDO CONHECIMENTOS A Coordenação Geral de Projetos do Instituto Vida Nova está promovendo conhecimento com ciclos de oficinas em várias aéreas para melhorar o desenvolvimento da sua equipe de profissionais, voluntários e pessoas vivendo com HIV/Aids. O ciclo trimestral das oficinas iniciou com a Oficina de Elaboração de Projetos e Prestação de Contas. Esta oficina traz na prática as principais etapas de um projeto, desde a sua criação até a fase final de avaliação e prestação de contas. E para potencializar ainda mais a eficiência do aprendizado, o treinamento ainda oferece aos participantes a oportunidade de exercitar na prática à execução dos projetos do IVN.

AGENDA DAS OFICINAS 06/06/2013 – OFICINA DE MOTIVAÇÃO Horário das 15h às 17h. – Jornada de 2 horas 01/08/2013 – OFICINA MERCADO DE TRABALHO Das 14h às 17h – Duração de 6 dias todas as quintas feiras) Jornada de 8 horas 07/11/2013 – OFICINA PRÁTICAS DE ESCRITÓRIO Das 14h às 17h – Duração de 6 dias (todas as quintas feiras) Jornada 18 horas Local: Todas as oficinas serão no Instituto Vida Nova, ministradas por pessoas qualificadas e com ampla experiência nas temáticas Inscrições: Gratuitas, mediante envio de e-mail para ividanova@uol.com.br com dados e contatos pessoais e confirmação de presença ou por telefone 2297-1516.

Vagas limitadas Realização: Instituto Vida Nova


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CADEMIA MALHAÇÃO VIDA NOVA É

uma iniciativa pioneira do Instituto Vida Nova na implantação de uma academia no próprio espaço da instituição. Há 7 anos está sob supervisão técnica de profissionais de educação física, fisioterapeuta, psicólogo e serviço social preparados para orientar e motivar as pessoas sobre os benefícios da prática de atividades físicas. A combinação do coquetel (antirretrovirais) para o tratamento das pessoas que vivem com HIV/Aids podem desenvolver alguns efeitos colaterais: alterações corporais (cardiovasculares, metabólicas e anatômicas). A prevenção a estes efeitos pode ser feita por meio de atividade física, alimentação balanceada e melhoria na qualidade de vida. Ligue já, e garanta a sua vaga.

LIPODISTROFIA: A Síndrome lipodistrófica é caracterizada por alterações na redistribuição da gordura corporal e por mudanças metabólicas. A distribuição de gordura ocorre de forma anômala, com redução do tecido adiposo subcutâneo periférico (lipoatrofia) e acúmulo de gordura central (lipo-hipertrofia).

Lipoatrofia: Face, membros superiores e inferiores, glúteo. Lipo-hipertrofia: Tronco, abdome, região dorso-cervical, região submentoniana e púbis. Receba orientações físicas, psicológica, nutricional e adesão aos ARV (antirretrovirais) para promover a diminuição dos acúmulos de gorduras nas áreas abdominais, lombares e atrofias faciais causados pela Lipodistrofia.

Agualiz Transportadora Ltda atua no mercado transportando água em carro pipa. Entre em contato conosco, para fazer um orçamento e conheça as vantagens de adquirir água potável para sua obra, piscina, clube e até mesmo bombeamento para qualquer altura, serviços de irrigação e lavagem de rua. Trabalhamos com entregas programadas. Tel. (11) 2584-1620 ou 2023-0668. Site. www.agualiz.com.br e-mail. vendas@agualiz.com.br

Este

espaço é destinado a você leitor (a) para as publicações; Quero Conhecer Você para procura de namoro ou amizade e Prestação de Serviço para oferecer prestação de serviços diversos. Envie sua solicitação para o Instituto Vida Nova aos cuidados de Boletim Vida Nova com texto em 10 linhas, claro e objetivo. Rua Professor Assis Veloso, 226 – São Paulo – SP – CEP. 08021-470. A publicação sairá na próxima edição de Agosto.

Transexual, 45 anos procura relacionamentos sólidos com homens de 45 a 50 amos. Solteiros e somente ativos. Contato – vanessaahai@gmail.com Sou Aninha, alegre e bem humorada, e amo curtir a vida. Tenho 61 anos, moro em São Paulo capital, quero conhecer homens na faixa de 60 anos, que seja divertido e alegre, para um relacionamento sério. Há 18 anos tenho o vírus HIV+. Aguardo contatos, somente a noite celular 983153823.

Esta publicação tem o apoio do Programa Municipal de DST/Aids - SMS - PMSP

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BOLETIM VIDA NOVA 3  

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