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Edição 02 ----------------------------------------------

BOLETIM VIDA NOVA

SAÚDE - PREVENÇÃO - ASSISTÊNCIA

- CIDADANIA– ATIVISMO

Agosto - 2012

Rayan, um jovem que vive com HIV

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izer que hoje tenho 19 anos nasci com HIV e que a AIDS não foi obstáculo para continuar sonhando acreditando em um mundo melhor, em caminhos possíveis, que além de toda minha trajetória de ativista, de jovem que vive com AIDS hoje trabalho, estudo, namoro e tenho perspectiva de esperança e de vida. VIVA A VIDA!

Relatos e aprendizados vivendo e convivendo com HIV-AIDS. Um empurrão que faltava para eu colocar pra fora uma mulher. Pag. 3

Uma experiência de aprendizados com as pessoas que vivem com HIV/AIDS. Pag. 3

Nesta edição:

Parcerias pela vida e o acesso a educação. Pag. 3

Editorial - Eleições - Voluntariado Pag. 2 ----------------------------------------------------------------Noticias e Polêmicas - Pag. 4 ----------------------------------------------------------------RNP+SP - Pag. 5 ----------------------------------------------------------------Entrevistas - Pag. 6-7 ----------------------------------------------------------------Comportamentos - Pag. 8-9 ----------------------------------------------------------------Aconteceu - Pag. 10-11 ----------------------------------------------------------------Conferência Internacional de AIDS - Pag. 12-13 ----------------------------------------------------------------Atualidades - Pag. 14 ----------------------------------------------------------------Conheça o Instituto Vida Nova - Pag. 15 ----------------------------------------------------------------Expediente - Capa


Editorial Uma oportunidade se abre para eleger

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m outubro a população vai às urnas para eleger Prefeito e Vereadores; com as eleições, abre-se o ciclo eleitoral dos candidatos em apresentar suas plataformas e interesses partidários. Chegou agora o momento de eleger e fazer valer o seu voto nos princípios e valores que você o considera. As razões são várias, entre elas destaca-se a lealdade partidária, que se manifesta em ações e omissões na relação com o governo. Uma oportunidade se abre para eleger alguém que atenda, acima de tudo, as necessidades da população que direta e/ou indiretamente contemple suas aspirações. Com a crise que assola saúde, moradia, educação, transporte, segurança e meio ambiente. Que as pessoas que vivem com HIV/AIDS, e parceiros no combate à AIDS urge que se adote a atitude certa na mobilização da energia para enfrentar os desafios. A insegurança persiste nas políticas de saúde, estamos diante da terceirização das redes de saúde, temos que assegurar nossas conquistas nessas três décadas de AIDS. Que isto aconteça, não obstante os enormes desafios, como a crise da sustentabilidade financeira das ONG/AIDS, credenciamento de mais hospitais para cirurgias reparadoras em decorrência dos danos da lipodistrofia, contratação de equipes multidisciplinares de nível superior e médio; infectologistas, fisioterapeutas, cardiologistas, dentistas. Isenção tarifária, promoção de ações preventivas às DST/AIDS com campanhas continuadas para populações mais vulneráveis. Também se constata que, apesar das desaposentadorias, muitas pessoas que vivem com HIV/AIDS dependem deste benefício para manter-se minimamente em bom estado de saúde. Dos representantes eleitos espera-se um novo comprometimento e engajamento no reforço do que nos distingue como cidadãos de direitos e deveres e que seja a nossa caminhada na Liberdade e no Pluralismo, rumo à prosperidade. Jorge Eduardo Reyes Rodriguez - Pres. Instituto Vida Nova Presidente – Instituto Vida Nova

RUMO AS ELEIÇÕES SEMINÁRIO POLÍTICO

Ricardo Brito - Marisa Barbosa- Beto Custódio

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iniciativa dos alunos e educador do Curso de Políticas Públicas fez com que o Instituto Vida Nova promovesse um seminário com pré candidatos para eleição de 2012. Adalberto Custódio (Beto Custódio) e Ricardo Brito abordaram questões sobre saúde, transporte, educação, geração de renda, movimento social e infraestrutura; também falaram sobre suas trajetórias política e profissional. A participação dos usuários das instituição, assim como convidados representantes de outras instituições locais apresentaram suas demandas no intuito de promover incidência política de interesse comum apartidário para a região leste da cidade de São Paulo. O Seminário proporcionou um debate franco se desdobrando em um compromisso onde os convidados após suas candidaturas lançadas estarão atentos e dar continuidade para a realização do segundo seminário que terá como produto final um documento de compromisso para as questões apresentadas pela comunidade. O evento aconteceu no dia 19 de maio de 2012 na sede do Instituto Vida Nova com a participação de 65 pessoas.

Todos podem ser voluntários Não é só quem é "especialista" em alguma coisa que pode ser voluntário. Todos podem participar e contribuir: o que cada um faz bem pode fazer bem a alguém. O que conta é a motivação solidária, o desejo de ajudar, o prazer de se sentir útil. O trabalho voluntário não é uma atividade fria, racional e impessoal. É contato humano, é relação de pessoa a pessoa, oportunidade para se fazer novos amigos, intercâmbio e aprendizado. Voluntariado é compromisso cada um contribui, na medida de suas possibilidades, com aquilo que sabe e quer fazer. Uns têm mais tempo livre, outros só dispõem de algumas poucas horas por semana. Alguns sabem exatamente onde ou com quem querem trabalhar. Outros estão prontos a ajudar no que for preciso, onde a necessidade é mais urgente. Cada compromisso assumido, no entanto, é para ser cumprido. Uma pequena ação bem feita tem muito valor. Nada é mais decepcionante do que prometer e não ser capaz de realizar. Faça parte da nossa equipe! Lizete é voluntária do Instituto Vida Nova desde 2000.

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HIV - Um empurrão que faltava para eu colocar pra fora uma mulher E.R.C. desde criança lembra que

gostava de brincar com meninas, com sandálias, maquiagem e nunca ficava com os meninos. Às vezes jogava bola com os garotos, mas era para agradar meu pai que sempre foi muito machista e com isso eu só me machucava chutando o chão. Arrumava amigas pra dizer que éramos namorados, tudo pela família. Aos 16 anos assumi que era homossexual para minha família e ficou uma situação bem difícil na minha casa, mas o tempo foi passando e todos

RELATOS DE VIVÊNCIA E CONVIVENCIA

foram se acostumando com a situação, inclusive eu. É bem difícil ser gay assumido sem que sua família te aceite e sem poder se manter financeiramente e ter que ser sustentado por eles. O tempo foi passando e eu fui tomando hormônios femininos, pois tinha uma vontade grande de ser mulher, e posso falar com certeza que é coisa de “Meu lema é tentar sempre, acreditar que sou capaz e levantar uma vez mais... eu vou seguir sempre, saber que ao menos eu tentei e vou tentar mais uma vez...” Ágata alma. Mas me sentia triste por saber que na casa dos meus pais isso não aconteceria, pois não tinha apoio deles. A mudança foi acontecendo lentamente e com 24 anos eu adoeci, fui internado e descobri que tinha HIV, contei

para minha família que me apoiou e a minha sorologia foi o empurrão que faltava para eu colocar pra fora a mulher que se escondia dentro de mim e com isso sai da casa dos meus pais e fui viver minha vida. Hoje sou travesti realizada com minha sexualidade e continuo lutando pelos meus objetivos. A relação com a minha família é ótima hoje em dia, vivo sozinha mas sempre estou junto dos meus, e sei que posso contar com eles sempre que eu precisar. Hoje somos 5 irmãs e eu sou a caçula, infelizmente perdi meu querido pai há 4 meses, mas graças a Jeová Deus tenho minha mãe e sempre que possível estamos todas juntas... A minha família é tudo para mim!

Uma experiência de aprendizados com as pessoas que vivem com HIV/AIDS

Carlos Eduardo - Instrutor Qual foi a sua expectativa em dar aula de informática para pessoas com HIV/AIDS? Minha expectativa foi a melhor possível, pois são pessoas comuns e com a mesma capacidade de aprendizado que qualquer outra pessoa. Houve alguma diferença em relação a alunos soronegativos que você dá aula? De forma alguma, certamente eles tiveram um pouco mais de dificuldade, até mesmo por conta de algumas dificuldades intelectuais, mas nada que dificultasse muito o aprendizado deles. Quantas turmas concluíram o curso e o que difere uma das outras? Desde que começou o projeto, acredito que

tenham se formado mais ou menos entre 8 e 10 turmas. O que difere uma da outra é apenas o modo como cada uma entende a matéria, nada mais. O que você aprendeu com os alunos? Cada dia é um aprendizado novo, cada dia aprendemos mais e mais, e eu pude aprender com os alunos soropositivos a ser mais humano, a respeitar a limitação de cada um, a ajudar o próximo e a viver um dia de cada vez. O que você tem a dizer sobre o seu convívio com as PVHA no Instituto Vida Nova? São pessoas maravilhosas, cada uma com uma história de vida diferente, cada uma com um aprendizado diferente e foi muito bom conviver com elas. No período do curso você foi imbuído por alguma emoção ao ouvir relatos de vida? Todos os dias! Você não faz apenas a função de professor de informática, você acaba se tornando confidente, amigo, acaba se envolvendo com as emoções de cada um e isso acaba comovendo e você se vê na obrigação de ajudar de

alguma forma, seja escutando ou dizendo alguma coisa.

Avesso Travesso Show Em comemoração aos doze anos do Instituto Vida Nova com um elenco de 20 pessoas vivendo e convivendo com HIV/AIDS, se apresentará em setembro com novos talentos e performances transformistas que irá causar emoções e momentos de descontração e valorização da Vida. O Grupo Avesso Travesso Show surgiu em 1994 com objetivo de homenagear os voluntários e ONG que atuam em prol das pessoas que vivem com HIV-AIDS. Os convites serão limitados a reserva será por telefone (11) 2297-1516.

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NOTÍCIAS

IX - Congresso Brasileiro de Prevenção

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ano de 2012 assinala uma nova etapa no histórico dos congressos brasileiros de prevenção das DST/AIDS. Após incorporar, em 2010, as hepatites virais na forma de um congresso paralelo e específico sobre o tema, o congresso se engrandece com fóruns específicos para debater as questões em DST/ AIDS da América Latina e do Caribe e as ações promovidas no âmbito comunitário. A realização desses quatro eventos constitui desafio e ao mesmo tempo oportunidade de diálogo entre tantos atores envolvidos na prevenção

POLÊMICAS ela agência americana que regulamenta remédios e alimentos (FDA), da indicação do antirretroviral Truvada como forma de prevenir a infecção pelo HIV. Para o Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais, utilizar o Truvada como método auxiliar de prevenção ainda tem várias lacunas, como o aparecimento de possíveis efeitos colaterais a longo prazo, o risco de baixa adesão e o risco de resistência à droga. “Estudos demons-

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das DST/AIDS e hepatites virais. A oportunidade maior está dada pela possibilidade de fortalecimento regional, dialogando perspectivas e prioridades de ação que fazem pensar a prevenção das DST/AIDS e das hepatites virais em todo o continente latino-americano. O desafio posto é o equilíbrio entre tão diferentes cenários e tantos atores sociais: organizações não governamentais e organizações governamentais; instituições de ação local, nacional e continental; conhecimento prático e conhecimento técnico-científico; pesquisadores e militantes da sociedade civil; serviços, programas, redes, lugares e contextos culturais e políticos diversos. O esforço em construir a programação desses quatro dias de evento busca conciliar todos

os aspectos citados, proporcionando a cada participante selecionar diferentes trajetórias conforme seus interesses. As peculiaridades da resposta brasileira e latino-americana às DST/AIDS estão relacionadas ao tema central do congresso, que é “Sistema de saúde, redes comunitárias e o desafio de fazer prevenção”. Ele se desdobra em três eixos temáticos que receberão enfoque prioritário em cada dia dos eventos. O IX Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e AIDS, o II Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais, o VI Fórum Latinoamericano e do Caribe em HIV/AIDS e DST e o V Fórum Comunitário serão realizados em São Paulo (SP), de 28 a 31 de agosto de 2012. Centro de Convenções Anhembi. fonte www.aids.gov.br

Estados Unidos aprovam pílula para prevenir AIDS tram que se a pessoa doente for tratada corretamente, há redução de até 95% na transmissão do vírus. Esse é um resultado bem mais eficaz que os 75% alcançados com a profilaxia pré-exposição”, afirmou o coordenador da área de Cuidado e Qualidade de Vida do Departamento, Ronaldo Hallal. O assunto teve grande repercussão também na imprensa regional. fonte: Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, Correio Braziliense e Jornal de Brasília, além dos portais G1 e UOL, publicaram matérias sobre a aprovação em 17/07/12.

A francesa Francoise Barre-Sinoussi, ganhadora do Nobel de Medicina por descobrir o HIV, fala sobre Truvada. Qual papel a Sra. vê para o antirretroviral Truvada nos países em desenvolvimento? Muitos governos têm medo de adotar a droga como ferramenta de saúde pública para prevenção e disseminar a ideia de que a camisinha não é mais necessária. Há estudos hoje confirmando que o Truvada é uma boa ferramenta para prevenção, mas é claro que nós precisamos de mais do que isso. E há muitas questões sem resposta, além disso. Esse tipo de tratamento vai ter aderência? Quais são os efeitos de longo prazo do uso do Truvada como profilaxia? Essas são só algumas das questões em aberto, e devemos deixar as pesquisas darem conta dessa tarefa. Enquanto isso, é responsabilidade sua, como integrante da mídia, explicar que o Truvada é uma ferramenta para ser usada para prevenção de forma adicional, e certamente para populações específicas. Então, é preciso encorajar todos a tomarem outras medidas como proteção. O Truvada é apenas um componente adicional. http://www1.folha.uol.com.br

CRTA - Hoje é o setor de internação, amanhã o que será? O Conselho Gestor do Centro de Referência e Treinamento –DST/AIDS do Estado de São Paulo, que é a sede do Programa Estadual de DST/AIDS, foi informado em 10/07/2012 que a Coordenadoria do Centro de Controle de Doenças –CCD da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, DETERMINOU O FECHAMENTO DOS 24 LEITOS DA INTERNAÇÃO DO CRT, que atendem pessoas portadoras do HIV, AIDS e HEPATITES VIRAIS. O CRT DST/AIDS é uma instituição do SUS que tem em seu histórico , 28 anos de atenção às pessoas vivendo com HIV/AIDS e como sede do Programa Estadual, coordena as ações de assistência e prevenção e a logística de insumos de todo o Estado de São Paulo. Capacita e treina profissionais do Brasil e de outros países. O Setor de Vigilância Epidemiológica (VE) faz o levantamentos dos casos de infecções por HIV, AIDS e HEPATITES VIRAIS, além de diagnósticos epidemiológicos regionais e municipais e registra casos de óbitos por AIDS no Estado de São Paulo. fonte www.sindsaudesp.org.b 04


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NOTÍCIAS

ede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (RNP+ Brasil) é uma organização nacional, sem vínculos político-partidário e religioso, que defende os direitos das pessoas que vivem com HIV/AIDS. Qualquer indivíduo sorologicamente positivo para o vírus HIV pode fazer parte da RNP+ desde que siga os princípios da rede e esteja cadastrado em um de seus núcleos nos Estados e Municípios. Nos dias 13, 14 e 15 de julho aconteceu o Encontro de Lideranças, pontos focais e representações da Rede na cidade de Atibaia - São Paulo nas dependências do Hotel Gran Roca. Com o slogan “ A busca de um mundo solidário começa dentro de cada um de nós” o encontro contou com a participação de 40 membros e convidados para discutir novos rumos, eleger novo colegiado e assembleia geral para eleição do quadro diretivo da RNP+ do Estado de São Paulo. TECENDO A REDE - O resgate da história da RNP+ abre o encontro com dinâmica e relatos de experiências, angustia e principalmente a busca de união vislumbrando novos tempos. Diante das falas dos membros e convidados, foi solicitado um momento de reflexão espiritual que provocou emoções e sentimentos diversos. José Marcos de Oliveira encerrando sua representação Estadual, com foco em apresentar o panorama da Rede, brevemente fala de sua trajetória na RNP+ e da sua nova posição política partidária tecendo agradecimentos por estar representante Estadual. Salienta que não devemos buscar culpados pelo que não foi realizado. Conseguimos avanços e conquistas, porém na atual conjuntura a RNP+SP está estagnada onde a ditadura pela busca de recursos financeiro é fato e necessário para se fazer ativismo. Hoje nos encontramos para garantir as conquistas e o bem estar pessoal para que a rede seja fortalecida. Entre 20032005 tínhamos recursos financeiros e se realizava até cinco encontros por ano e conseguíamos discutir e fazer incidência política com implantação de núcleos com ou sem personalidade jurídica e com respostas fundamentais na política de AIDS em São Paulo. A RNP+SP começa a se fragmentar quando as pessoas deixam de se comunicar em razão da subsistência local, levando ao encontro de lideranças a refletir sobre rumos, quem somos e para onde vamos. Um fenômeno de estagnação está ocorrendo em todos os seguimentos sociais, não é só no movimento de AIDS. Porém as pessoas continuam se infectando e morrendo de AIDS. Não existem nos vinte anos passados dados científicos sobre essas situações. De 2010 a 2012 não houve avanços de forma significativa, faltam estratégias de relacionamento entre as pessoas que fazem a RNP+; a ditadura está cada fez maior “autofagia” retrata o panorama da RNP+SP. que não acontece em São Paulo por razão dos membros não estarem unidos politicamente. Após esse encontro a união vai acontecer? Esse é o panorama da RNP+/SP há uma grande frustração porque não conseguiu avançar, temos que efetivar o que propomos. Ficam as questões: Porque eu quero continuar na Rede? O que e fato podemos fazer para fortalecer a rede? O que sozinho posso fazer pela Rede? Desde Encontro Nacional das ONG-AIDS ENONG em Curitiba já sinalizou sobre a situação política atual, anunciado do desmantelamento dos serviços de AIDS. Sobre a Programação Anual de Meta – PAM se discute metas e garantias de participação em eventos e políticas de saúde pouco se discuti. A defesa da RNP+ será mais substancial se olharmos para fora e entendermos o que acontece e como atuam outros seguimentos. José Marcos de Oliveira se despede com agradecimentos se coloca a frente da nova trajetória política partidária. Para se filiar a RNP+SP contate Luiz Alberto S. Volpe - Representante Estadual - email luiz_volpe@uol.com.br ou por telefone 5716-1380 - 9423-8678 com Dejenoel.– representante Municipal.

Comentários: “Estamos perdendo nossas conquistas, fiquem sabendo que não vai ter tratamento para todos” Diz P. G. Fechamento do setor de internação do Centro de Referencia e Tratamento a AIDS CRTA – PE DST-AIDS – SP. Isto é um paço do desmantelamento dos serviços de AIDS do Estado de São Paulo e capital. Sairá o evento um documento com reivindicações e abaixo assinado sobre esta questão. “Não vamos perde a qualidade do atendimento” P. M. “Falta articulação entre as bases; risco de se apaixonar por algo explosivo; que supere a ignorância estabelecida entre municípios” O. N. “AIDS e Mídia falsa ideia que está tudo maravilhoso; pessoas que vivem com HIV AIDS fazem discursos que estão bem ingerindo medicamentos para a AIDS”. B.V “Reposicionar politicamente no cenário” Z. M. “Ou muda o processo da RNP+ ou estamos fadado a acabar” L. S. “Temos que aprender a se desprender; o poder é do coletivo” L. S

O Que você espera do novo colegiado da RNP+São Paulo? Espero do novo colegiado para nós que somos do interior tenhamos mais suporte para realização das ações nas bases e que de fato tenha apoio não ficando apenas no papel. Das lições aprendidas o que mais chamou sua atenção e o que pretende implantar na região de Jundiaí? Foi o comprometimento envolvimento nas ações, levo o que aprendi aqui para implantar com outras pessoas que vivem com HIV/AIDS que fazem parte da rede e não conhece o conteúdo, inserir, capacitar e fomentar para que elas saibam seus direitos e deveres. Qual a dificuldade que vocês têm em Jundiaí? A falta de informação sobre a RNP+ e comprometimento das pessoas que vivem com HIV AIDS. A visibilidade infelizmente ainda tem pessoas bastante resistentes, temos que mostrar que não é dando à cara a tapa que vai resolver as coisas, você pode se articular com outras pessoas e movimentos e mostrar que “juntos somos mais fortes” - Natia 38 anos – Jundiaí – SP.

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ENTREVISTA

Rayan, um jovem que vive com HIV, trabalha, estuda, namora e tem perspectiva de esperança e de vida

Como você chegou à Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/AIDS - RNAJVHA, sua trajetória e avanços? Eu participava da Casa Vhida, que é uma associação de Apoio a crianças com HIV, e naquele momento a rede não existia, mas havia encontros que os jovens já participavam. Houve então o curso de ativismo e direitos humanos para jovens em São Paulo realizado pelo GIV em parceria com o Departamento, UNICEF, Anima, e enviaram o convite para a instituição que estava e junto ao Edvan, outro jovem já bastante ativo naquela época, participei e naquele momento a rede foi criada, um marco para a luta contra a AIDS, porém ainda não estava entendendo o valor daquele momento para os jovens que vivem com AIDS, e naquele dia não me imaginava coordenador da rede. Participei posteriormente do congresso de prevenção em Florianópolis e do encontro nacional de jovens em Belo Horizonte, realizado pela rede em parceria com o Grupo VHIVER. Ainda estava conhecendo o espaço da AIDS e tendo que ampliar minha visão da vida para além da rua que morava, aqui em Manaus, em um bairro de periferia. Um dos avanços que tive foi ter a perspectiva que poderia viver melhor, que havia pessoas que também viviam com AIDS igual a mim, e que não estava sozinho, que antes de eu nascer já existiam pessoas lutando pelo acesso ao medicamento que tomo hoje. Nasci com AIDS e não culpo minha mãe, mas tenho a esperança nas pessoas que lutam pelo direito das outras pessoas, além do direito delas. O que significa estar representante da RNAJVHA? Para mim, tem milhões de significados, como para muitos também, seus vários e infinitos significados. Estar na coordenação de uma rede em crescimento e com visibilidade que hoje tem é um desafio, ainda mais para controle social, como para trabalho de base com efetividade. A rede teve avanços importantes e isso não se pode negar, porém precisamos avançar ainda mais. Hoje sinto orgulho de ver adolescentes e jovens usando de seu tempo para lutar pelos seus próprios direitos. E eu, como coordenador, me vejo como um jovem militante e com uma responsabilidade muito grande; acho que o movimento como um todo se completa pela causa da AIDS e que a rede é uma rede como a Rede Nacional de Pessoas Vivendo Com HIV/AIDS —RNP+, o Movimento Nacional de Cidadãs Positivas - MNCP, que luta pelos direitos dos seus pares e para dos outros também, além de falar de prevenção. Eu me orgulho muito, principalmente em ver você Américo, ex Presidente de um dos fóruns mais respeitados do país, com uma história de militância gigantesca dizendo que admira meu trabalho, isso não é reconhecimento apenas para mim e sim para os jovens, para a rede. Acho que avançamos muito e podemos avançar muito mais na resposta à epidemia, e o movimento da solidariedade continua vivo. Qual a sua visão do ativismo dos jovens em relação ao ativismo das ONG/AIDS? Para mim a luta é contra a AIDS, então todos nos unimos e nos tornamos iguais perante a isso, acho que podemos ser mais fortes sempre, e os jovens podendo ter esse trabalho de pares é importante, e mais importante é estar com o movimento reconhecendo sempre as lutas já históricas antes da rede e continuar enriquecendo essa história com nosso ativismo jovem. As ONG são importantes e fundamentais para a política de AIDS no Brasil e foram elas que deram respostas para que hoje eu estivesse vivo, assim como as outras milhares de pessoas vivendo com AIDS espalhadas pelo país. Admiro o trabalho das ONG/AIDS e acho que a reflexão que fica é que tanto os jovens como as ONG são a força que o ativismo tem para combater a epidemia com três décadas de idade que ainda continua matando; as ONG são parte do processo assim como os jovens, os adultos, os idosos, as crianças, e assim vai. O que você diz sobre a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS? A RNP+ é uma parceira da RNAJVHA, assim como a rede de jovens é parceira também. A RNP+ tem grandes ícones da luta contra a AIDS e ainda tem muito a incidir na resposta à epidemia de AIDS no Brasil, essa rede é importante até mesmo para nós jovens termos a visão de que podemos também com a rede de jovens ser uma resposta histórica à epidemia de AIDS no Brasil. A RNP+ ainda é muito importante para o controle social no país e não fala apenas por seus membros, fala por mim, pelas crianças, pelos idosos, afinal antes de sermos jovens, somos pessoas vivendo com AIDS. É uma missão árdua, porém acho que tanto a rede de jovens como as cidadãs positivas surgiram para unir as respostas e dar força ao enfrentamento da epidemia com nosso ativismo. Quem te motivou a ser um ativista e em quem você se inspira? O que me motivou a ser um ativista foi a causa da AIDS, ajudar pessoas, poder contribuir na política, e acima de tudo garantir os nossos direitos. Isso me inspira e muito, eu não me inspiro em uma única pessoa, me inspiro no movimento como um todo, que me ensinou muita coisa, e ao qual dedico a todas as homenagens do mundo, se sou o que sou hoje devo isso a esse movimento, tanto com o conhecimento que tenho como a vida que tenho. Afinal, se hoje temos serviço de saúde, medicamento, é porque esse movimento foi importante e continua sendo para a construção das políticas. Hoje, mesmo com as dificuldades e com as fragilidades, penso que o movimento ainda tem força e precisamos não cessar a luta e sim seguir em frente lutando como sempre foi.

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Quais os desafios da RNAJVHA? A RNAJVHA tem milhões de desafios, assim como todo o movimento. Hoje, com a escassez dos recursos para a AIDS, não falo apenas de financiamento; é um desafio ser técnico, ter que incidir na política e dar resposta enquanto sociedade civil organizada diante do atual cenário político que se encontra, não só a pasta da AIDS no Brasil mas o Estado como um todo. Temos que alcançar os milhões de jovens que vivem com AIDS além de prevenir para que outros não se infectem. A ONG não pode fechar e o governo não pode fingir não enxergar isso e reconhecer que as ONG são e sempre serão o marco da resposta brasileira à epidemia. A rede, além de todo esse desafio externo, tem seus desafios internos, temos que enxergar esses jovens com AIDS para além da AIDS, um jovem que estuda, que trabalha e que também interfere nas decisões que às vezes se mostram impostas. A RNAJVHA avançou e muito, porém ainda temos um grande desafio, que é junto com o moTemos que alcançar os milhões de jovens vimento conseguir resgatar a sua identidade enquanto movimento, além de político e solidário. Outro desafio é fazer controle social com que vivem com AIDS além de prevenir para mais qualidade, pois nem todos jovens entendem a política e descoque outros não se infectem”. Rayan nhecem os vários direitos que possuem e os que ainda precisam ser conquistados.

Qual a mensagem para os jovens que vivem com HIV AIDS? A mensagem é que nós somos a força também nessa militância e que somos muito mais fortes contra o preconceito, estigma e a AIDS. A RNAJVHA está de portas abertas para a juventude que vive com AIDS do Brasil e espera poder construir muitos momentos bons tanto para acesso a medicamento quanto a qualidade de vida desses jovens como um todo. Dizer que hoje tenho 19 anos e que nasci com HIV e que a AIDS não foi obstáculo para continuar sonhando e acreditando em um mundo melhor, em caminhos possíveis, que além de toda minha trajetória de ativista, de jovem que vive com AIDS hoje trabalho, estudo, namoro e tenho perspectiva de esperança e de vida. VIVA A VIDA! - Visite o blog http://redenacionaldejovens.blogspot.com.br/

Programa de TV Maravilha no Comando com Mara é lançado com participação do Instituto Vida Nova

1º de Dezembro

Dia Mundial de Luta Contra a AIDS Combate ao preconceito e ao estigma. Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a AIDS foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas - ONU. A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/AIDS. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de 1988. O preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/AIDS são as maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência e ao tratamento da AIDS e ao seu diagnóstico. Os estigmas são desencadeados por motivos que incluem a falta de conhecimento, mitos e medos. Ao discutir preconceito e discriminação, o Ministério da Saúde espera aliviar o impacto da AIDS no País. O principal objetivo é prevenir, reduzir e eliminar o preconceito e a discriminação associados à AIDS. O Brasil já encontrou um modelo de tratamento para a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida que hoje é considerado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) uma referência para o mundo. Agora nós, brasileiros, precisamos encontrar uma forma de quebrarmos os preconceitos contra a doença e seus portadores e sermos mais solidários do que somos por natureza. Acabar com o preconceito e aumentar a prevenção deve se tornar um hábito diário de nossas vidas. fonte - www.ministerio.saude.bvs.br

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apresentadora Mara Maravilha estreou na NGT, o “Maravilha no Comando”. O programa de 30 minutos, uma opção de qualidade e variedade, nas tardes de domingo. Com música, entrevista, informação Mara Maravilha mostra sua versatilidade em 30 anos de carreira. “Ajuda Amiga” neste quadro a apresentadora visitará toda semana uma Instituição do Terceiro Setor e mostrará seu trabalho, dificuldades diárias das pessoas que estão à frente da ONG e desafios superados. A primeira gravação foi no Instituto Vida Nova em São Paulo, que tem como objetivo cuidar para que pessoas com HIV/AIDS (PVHA) lutem por seus direitos e deveres.

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Dança do Ventre - ELEVAÇÃO DA AUTOESTIMA E AUTOCONFIANÇA

PELA VIDA E ACESSO A EDUCAÇÃO

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Pretendo dar continuidade às aulas de dança do ventre, abrindo oportunidade para uma nova turma iniciante. Gostaria de apresentar as alunas que se encontram no nível mais intermediário em apresentação com coreografia em grupo e solo para que tivessem a oportunidade de colocar em prática o que aprenderam. Andiara de Marilak R.P.da Silva - Professora.

PARCERIAS

dança do ventre surgiu na minha vida como um verdadeiro aprendizado. Ao conhecer algumas modalidades da dança, encantei-me com a delicadeza da dança do ventre. Simplesmente a magia, a alegria e a sensualidade da dança invadiram meu coração sete anos atrás. Sou Guarda Civil Metropolitana há 12 anos; em conversa com uma amiga no ambiente de trabalho comentei sobre a dança do ventre e seus benefícios. Entusiasmada, minha amiga comentou que participava da ONG Instituto Vida Nova, desenvolvendo com outra profissional um trabalho voluntário de acupuntura. Encantei-me com o espaço e com as pessoas que fazem parte da ONG. Havia uma boa estrutura física no espaço, porém era possível observar certa tristeza e melancolia no olhar dos pacientes. Foi o que me convenceu a dar início ao meu trabalho voluntário: a música e a dança melhoram o estado de espírito do ser humano; mudam as vibrações, muda a energia, dissipam-se as energias ruins trocando-as por bons fluídos. A dança melhora surpreendentemente a autoestima, a autoconfiança e a confiança na vida. Era o que aquelas pessoas estavam precisando, de uma forcinha, de um empurrãozinho para pararem de olhar para o chão e olharem para frente! As aulas foram desenvolvidas iniciando-se pelos movimentos mais básicos, que preparam o corpo para o novo aprendizado. Com a visível evolução, a turma de alunas teve participação especial com apresentação de coreografia em grupo no Avesso Travesso Show. Em 2011, foram desenvolvidas aulas de nível intermediário, utilizando véu e bastão, instrumentos típicos da dança do ventre que exigem movimentos mais complexos. É gratificante ver a evolução das alunas, meninas inseguras transformam-se em bailarinas poderosas; em mulheres confiantes! A vaidade faz parte do dia-a-dia, a beleza, a doçura, a delicadeza, elegância e feminilidade são marcas registradas das mulheres que fazem aulas de dança do ventre. Resgata -se a origem do belo, do ser sensual sem ser vulgar. Elevação da autoestima e autoconfiança são resultados visíveis na qualidade de vida das alunas que vivem com HIV/AIDS. Esta experiência está sendo muito benéfica para mim porque aprendi esquecer um pouco os meus problemas pessoais e passei a preocupar-me mais com o próximo. Aprendi a valorizar o ser humano como um todo, convivendo com as diferenças. Valorizo hoje muito mais as pessoas ao meu redor; criei novos laços e ampliei meu círculo de amizades, conhecendo pessoas maravilhosas. Aprendi a cuidar e investir mais em mim mesma, pois tenho que estar bem para poder passar autoestima e boas energias para as alunas. Os desafios foram adaptar-se às diferenças; dentre as alunas que se interessaram em participar das aulas houve vários tipos de personalidades. Fazer algumas alunas inseguras com baixa-estima e nenhuma confiança insistir nos movimentos requereu paciência e dedicação. Lidar com alunas indisciplinadas e alheias requereu disciplina, firmeza e autoridade. Aos poucos os desafios e limites foram ultrapassados e os objetivos alcançados.

COMPORTAMENTOS

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ito anos após descobrir que era portador do vírus HIV e passar pelo que ele chama de “morte social”, o ex-cobrador de ônibus e ex-operário Júlio César da Silva vem fazendo progresso em seus esforços para se reestruturar emocionalmente e reen-

contrar o seu lugar no mundo. O apoio primordial para isso vem do Instituto Vida Nova, ONG localizada em São Miguel Paulista, Zona Leste de São Paulo, onde há alguns anos Júlio participa de um grupo de convivência, de aulas de arteterapia, além de uma academia especializada no atendimento a soropositivos. Segundo Júlio uma das experiências mais proveitosas proporcionadas pela entidade nos últimos tempos é o curso “Políticas Públicas de Saúde no Brasil”, que traça um panorama histórico sobre o assunto e estimula os participantes a adotarem uma postura mais ativa na defesa dos seus direitos. “Temos acesso a um imenso aprendizado que é imediatamente transformado em prática”, diz ele, que integra o Conselho Gestor de Saúde do bairro de Itaquera e contribui, com sua militância, para diminuir o preconceito da sociedade em relação ao HIV e para melhorar as condições de atendimento aos soropositivos. A programação do curso foi desenvolvida com o apoio da MSD, por meio do Regional Grants , programa corporativo que repassa recursos a projetos focados em saúde e educação em países da América Latina. Com esses recursos, o Instituto Vida Nova criou ainda um novo grupo de convivência para lidar exclusivamente com temas ligados às mulheres soropositivas, além de cursos de inglês e alfabetização digital, mantendo seu foco no resgate das pessoas com HIV de uma situação de vulnerabilidade perante a sociedade.

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Arteterapia aliada ao tratamento produz milagres

COMPORTAMENTOS

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ecebi o convite do Instituto Vida Nova Integração Social Educação e Cidadania para fazer um trabalho com pessoas vivendo com HIV/AIDS, o que diariamente me faz sentir honrada. Fui muito bem acolhida e me sinto inteiramente parte desta nova casa onde sinto prazer em realizar meu trabalho em Arteterapia. A motivação e justificativas estão nas vivências das pessoas que conheci perdidas, envoltas em suas tristezas, em suas angústias, sem saber disfarçar ou resolver suas dores e incompreensões do que está acontecendo com suas vidas e os por quês sem nenhuma resposta que os acalmem e que os façam compreenderem e verem a beleza da vida. Presenciei insightsde cada um deles e percebia neles a satisfação de suas redescobertas, suas realizações internas, pessoais e em grupo finalmente sendo apresentados e reapresentados a si mesmos. Cada insight que acontece durante uma atividade arteterapêutica com as pessoas que vivem com HIV/AIDS é simplesmente presenciar um milagre da vida, devolvendo a vida a quem de direito; esta é a maior motivação para continuar. As surpresas que a arteterapia é capaz de proporcionar são cada vez mais surpreendentes e me realizo a cada encontro, cada exercício, como pessoa, profissionalmente e como uma simples observadora de milagres e de seus experimentos. Os experimentos da arteterapia no Instituto Vida Nova são vários: desenhos, relatos, colagens, argila, pinturas, histórias, e moções, sentidos e sentimentos que transportam e transformam para os piores e melhores momentos das histórias de vida de cada experiência; saudade, das lembranças perversas às mais saudáveis. Estas viagens acontecem quando fechamos os olhos e nos permitimos nos conhecer como de fato somos. Este é o momento do segredo de cada um. Então podemos observar que cada detalhe que fazia parte e a diferença do que realmente foi. E quando voltamos, percebemos que nossa dor não foi maior do que pensávamos e que nem dói mais na verdade, ou pelo menos nem tanto. As atividades acontecem para cada um de modo diferente, eles se sentem cada vez mais perto de si mesmo, se reconhecendo, se valorizando, se respeitando e assim a autoestima volta a fazer parte dos seus sonhos e desejos de realizações. Aquela mulher que não queria mais viver, que não sonhava, que se via e se sentia desamada, que não via o amor da filha, nem da neta, que não penteava os cabelos hoje chega maquiada, penteada, arrumada, sorri, está paquerando e declara que tem um sonho de abrir um negócio próprio para realizar outros sonhos ligados a vaidade pessoal. Isso são realizações de uma condução profissional da qual me sinto inteiramente realizada enquanto pessoa e profissional da Arteterapia. Os trabalhos produzidos por eles são outro milagre que acontece. A autoconfiança quase não aparece, nem antes, nem durante o fazer artístico, os relatos são sempre de baixa-estima durante o fazer artístico, não se sentem capazes de realizar algo bom e bonito. Exemplo: “D” durante todo tempo dizia estar chateado por não saber, ou por não conseguir fazer as coisas do jeito que está em sua mente e suas frustrações eram tantas que em vez de tentar fazer o melhor ele simplesmente piorava de propósito para que sua “pena de si” fosse aprovada. Quando ele terminou seu trabalho de xilogravura, ao levantar o papel e ver sua “impressão artística”, seus olhos brilhavam ao perceber sua capacidade de realizar um bom trabalho. Pela primeira vez eu vi o “D” orgulhoso de si mesmo e com vontade de continuar. Ele disse: “Eu queria parar de vir aqui, mas agora não quero mais, eu quero continuar, vou até fazer academia”. Então estes presentes não param de chegar e de me dizer que quero morrer realizando arteterapia, não importa onde ou com quem. A satisfação de assistir alguém se reconhecendo, se redescobrindo e se valorizando como um ser capaz e realizador é maior, é muito maior do que a vontade de parar no caminho. Os materiais produzidos, como mosaicos de argila, máscaras, xilogravuras, esculturas e outros que virão, serão expostos em breve em oficinas de cultura como troféus das suas capacidades de realizações e satisfações de serem seres humanos capazes de ser, ter e estar. Todas estas experiências e experimentos com a Arteterapia no Instituto Vida Nova vêm melhorando a qualidade de vida dos que se beneficiam da instituição e tudo que ela oferece, interligados às diversas atividades que promovem a autoestima, autoconfiança, autoconhecimento, dando e devolvendo a cada um a autonomia de suas vidas nas possibilidades de fazerem e de serem o que quiserem, com mais valores em si mesmos. Somos muitos contra uma patologia. Com muitas atividades, estímulos e confiança temos um placar de vencedores. Tenho aprendido a cada encontro com eles que somos o que queremos ser, podemos transformar e que nossa capacidade de ser, estar, fazer, sonhar, realizar só depende do nosso querer. Somos infinitamente capazes de qualquer coisa; até de curar-nos. Sou privilegiada por viver e fazer parte das experiências de cada um deles que por aqui passaram, passam e passarão me dando oportunidade de presenciar os seus milagres. Que ao final deste processo possamos fazer uma boa apresentação dos resultados e dos objetos de artes; fazendo um brinde à Vida Nova. Sueli Aparecida Lacerda Vianna (Sall) – Arteterapeuta.

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ACONTECEU

Jundiaí unindo forças em ações de prevenção

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embros das instituições Vida Athiva, Gipa e Abrapa abriram o carnaval de 2012 no município de Jundiaí promovendo e fortalecendo a importância das ações preventivas às DST/HIV/AIDS. Foram fornecidas camisinhas, material informativo e orientação. A ação aconteceu em parceria com o Programa Municipal de DST/AIDS de Jundiaí. As ações de prevenção tiveram sequência nos clubes e os membros das ONG ainda tiveram energia fazendo prevenção dentro dos ônibus, distribuindo material informativo. Prevenção não é só no carnaval e sim o ano todo. Com a união das três instituições, Jundiaí ganha força na construção das políticas públicas de saúde voltadas para as pessoas que vivem com HIV/AIDS. Há seis anos as ONG Vida Athiva, Gipa e Abrapa desenvolvem um projeto que visa a prevenção e a prevenção positiva, através do teatro, contribuindo para a promoção da saúde pública.Natia Cristina de Moura Camargo - Vida Athiva

SAE Fidélis Ribeiro os dias 29 e 30 de março de 2012, com aproximadamente 50 pessoas, foi realizado o encontro de formação para profissionais da saúde e funcionários do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) Fidélis Ribeiro, que acontece com objetivo de formação continuada visando à melhoria da atenção às 2.607 pessoas que vivem com HIV/AIDS acompanhadas no SAE. Em um clima de muita alegria e organização, a gerente da unidade Susete F. Menin Rodrigues e sua equipe acolheram os convidados. Nos dois dias o fundador do Instituto Vida Nova Américo N. Neto falou sobre o tema: “Linha do tempo - Resposta Brasileira no Enfrentamento da AIDS”. Direitos e responsabilidades das pessoas que vivem com HIV/AIDS, ética e sigilo profissional também fizeram parte da programação. Contatos: fidelisribeiro@ig.com.br – fone: (11)2622 0123

Rock and Roll solidário

Camarote Solidário O Camarote em sua 10ª edição, arrecadou aproximadamente 3,3 toneladas de mantimentos, que foram destinados a todas as 11 organizações não governamentais que já receberam ajuda desta iniciativa. O evento, idealizado pela jornalista Roseli Tardelli, reúne no mezanino do Condomínio Conjunto Nacional, durante a Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros) de São Paulo, ativistas, artistas, médicos, jornalistas, gestores públicos, entre outros convidados que apoiam de alguma forma os direitos da população homossexual e as pessoas com HIV e AIDS. Para cada convidado, pedese 6kg de alimentos como ingresso no espaço. fonte: www.agenciaaids.com.br. Mensalmente o Instituto Vida Nova fornece com critérios em média 20 cesta básicas destinadas aos pacientes e familiares em situação de maior carência.

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Com muito Rock and Roll, Blues e MPB, o Iluminado Moto Clube promove em 1º de maio evento beneficente com arrecadação de alimentos em prol do Instituto Vida, na Lanchonete Espetinho Monks – Rua Daniel Muller, 45 – Itaim Paulista, a partir das 17h00.

GIPA do sonho à realidade "Um sonho que se sonha só é apenas um sonho, mas um sonho que se sonha junto é realidade". Quantas vezes nos deparamos com um sonho e fazemos de tudo para que se concretize, lutamos, "batemos cabeça" e nem sempre conseguimos chegar perto de realizar este sonho. Mas, quando dividimos este sonho com aqueles que acreditam e compartilhamos da nossa missão, quer seja na forma direta ou indireta, encontramos forças e motivos para ação; isso mesmo encontramos motivação em transferir saberes e solidariedade a quem necessita e quer transformar um

sonho em realidade. Assim acontece com o Projeto Malhação Vida Nova para combater a lipodistrofia. Vamos em frente, agregando pessoas e depois alcançamos o resultado de forma muito mais agradável e duradoura. Por isso, Sérgio de Souza, presidente da ONG GIPA e membros da diretoria preocupados com a missão de assistir as pessoas que vivem com HIV/AIDS querem fazer do sonho uma realidade. Em meados de março, durante três dias, o GIPA recebeu consultoria do Instituto Vida Nova para implantação da academia e estabelecer convênio com o Programa Municipal de Jundiaí; dessa maneira os sonhos vão se realizando, passo a passo promovendo um novo estilo de vida para as pessoas que vivem com HIV/AIDS com pessoas capazes e comprometidas.

Américo Nunes Neto Coordenador do Projeto Malhação Vida Nova.

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ACONTECEU

RNP+SOL com desafio e ousadia reúne 11 mil pessoas em Araraquara A Rede de Pessoas Vivendo com HIV/ AIDS - RNP+SOL realizou a 6ª Semana da Diversidade Sexual. Com programação diversificada e atraente, onde destacaram-se o Cine Diversidade, que exibiu o filme ''Um amor quase perfeito”, o Seminário de Diversidade Sexual, o Concurso Miss Trans, se encerrando com a tão esperada 6ª Parada do Orgulho LGBT, que atraiu um público de 11 mil pessoas. Um dos resultados da incidência política da RNP+SOL foi a aprovação na Câmara Municipal da emenda parlamentar no valor de R$ 100.000,00 para a construção do Centro de Referência LGBT. O apoio e comprometimento do vereador Carlos Nascimento (PT) foi fundamental para esta conquista. Também o prefeito executivo Sr. Marcelo Barbieri submeteu a Câmara Municipal o Projeto de Lei que cria a Assessoria Municipal de Políticas Públicas LGBT de Araraquara. Alberto C. Andreone - Presidente da RNP+SOL.

ANUNCIE AQUI Amizade, namoro, prestação de serviços e informes. Este espaço é destinado a você leitor (a), envie sua solicitação para a próxima publicação do Boletim Vida Nova com texto até cinco linhas sendo claro e objetivo; para o endereço Rua Professor Assis Veloso, 226 São M. Paulista - CEP. 08021-470 - São PauNegro 55 anos - 80 Kg 1.76mt; vida financeira estável, procuro por mulher na mesma condição, evangélica sem filhos de São Paulo ou grande São Paulo. Cartas para José A. Pereira – Caixa Postal 68.535.6 – Jd. Grimaldi – SP-SP - CEP. 03271-970

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Delegação da Guiana Suriname visita o Instituto Vida Nova. grupo esteve acompanhado por técnicos da Gerência de Assistência e do Núcleo de Articulação com Organização Sociedade Civil OSC do Programa Estadual de DST-AIDS. A proposta foi apresentar ao grupo, experiências exitosas de cunho psicossocial. A indicação do Instituto Vida Nova se deu pela longa experiência da instituição na resposta social a epidemia de AIDS no Estado e Capital, assim como, pelas parcerias estabelecidas com os programas de DST-AIDS. Foi uma tarde intensa com apresentação dos projetos e atividades. O principal objetivo foi adquirir experiências para futuras ações no Suriname com vistas para maior articulação entre governo e sociedade civil organizada. “O Instituto Vida Nova sempre disponível a receber delegações de outros países se destaca pela notoriedade, seriedade e reconhecimento internacional, isto nos leva a crer que estamos no caminho certo” Diz Jorge Eduardo - Presidente.

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PBMQ, trabalhando em Redes Sociais ob a organização da Presidenta Maria de Lourdes e Margarete Preto, assessora geral do Projeto Bem Me Quer (PBMQ), em abril foi realizado o II Encontro Fortalecendo a Rede de Serviços da Região Norte/Noroeste. Com discussões focadas nos desafios existentes entre os serviços especializados em DST/HIV/AIDS, CREAS, CRAS e organizações não governamentais, a Rede visa potencializar ações conjuntas sendo mais eficientes com instrumentos para melhorar a comunicação, atenção e encaminhamentos entre os serviços. Esta ação fortalece as ações do PBMQ dirigida às pessoas que vivem e convivem com HIV/AIDS.

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Ativistas Brasileiros Protestam em Washington Contra Retrocesso da Resposta Nacional Contra a AIDS Com gritos, em inglês, de “Brasil, faça sua lição de casa”, ativistas brasileiros presentes na 19ª Conferência Internacional de AIDS, em Washington, protestaram em frente ao estande do Ministério da Saúde contra o que eles definem como "retrocesso na resposta contra a epidemia". Os manifestantes percorrem parte do Centro de Convenções onde ocorre o evento e, pela primeira vez nesta Conferência, realizaram uma passeata que invadiu a sala de imprensa. O objetivo, segundo eles, foi mostrar ao mundo que o País “não é mais o mesmo” e que “vive do sucesso do passado” no enfrentamento da doença. Entre as principais críticas dos ativistas, destacam-se um suposto veto presidencial de uma campanha de TV voltada à prevenção do HIV entre jovens gays no carnaval deste ano, do kit anti-homofobia que seria distribuído nas escolas públicas com o intuito de diminuir o preconceito contra as minorias sexuais e da diminuição do diálogo com a sociedade civil, que sofre com o fechamento de várias ONGs. Alessandra Nilo, da ONG pernambucana Gestos, disse que a política do programa brasileiro de AIDS está fraca e sem autonomia. “Há uma grande discrepância entre o que o governo fala, como vimos aqui em Washington, e o que ele faz”. A ativista que já participou de outros eventos internacionais acredita que está começando a refletir no mundo a perda da qualidade do combate à AIDS no Brasil. “As denúncias que estamos fazendo aqui já não é mais apenas da sociedade civil brasileira, mas observada por especialistas internacionais”, comentou. “Ou o governo brasileiro abre os olhos ou vai perder o status de referência”, acrescentou. Em recente entrevista concedida a BBC na Conferência em Washington, o coordenador de HIV/AIDS da OPAS (Organização Panamericana da Saúde), Massimo Ghidinelli, afirmou que o combate à doença no Brasil perdeu intensidade e que o aumento da pressão de grupos religiosos e a redução das campanhas de prevenção junto às populações mais vulneráveis são as maiores ameaças ao programa nacional. O Presidente do Fórum de ONG/ AIDS do Estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, que segurava durante o protesto um cartaz com alguns dados da epidemia no País, como 12 mil mortes por ano e 35 mil novos registros da doença, disse que a manifestação procurou mostrar a real política brasileira contra a AIDS. “Queremos dizer ao mundo sobre o enfraquecimento da resposta nacional, dos estados e dos municípios no combate desta doença, e não esta farsa que está sendo mostrada aqui”, comentou. José Rayan, representante da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e AIDS, acredita que o Brasil se destacou muito no enfrentamento da epidemia devido ao controle social da sociedade civil. Por isso, segundo ele, esta pressão tem que continuar forte. “Não rodemos retroceder nunca, e acredito que nós jo-

vens temos também uma responsabilidade grande neste processo”, enfatizou. O secretário nacional da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (RNP+), Lucas Soler, usou o grito principal da manifestação para definir o que pensa da atual conjuntura brasileira contra a epidemia. “O Brasil tem que fazer a sua lição de casa. Não adianta falar aqui que está tudo lindo e maravilho, enquanto não está. A epidemia cresce em algumas populações, como entre os jovens homossexuais, e o País não mantém uma postura laica no momento de tomar decisões com campanhas de prevenção.

Diretor do Departamento de Aids, Dirceu Greco, nega retrocesso e diminuição de diálogo com as ONGs Logo depois da manifestação feita em frente ao estande brasileiro, o Diretor do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, conversou com a Agência de Notícias de AIDS e respondeu às criticas dos ativistas. “Não houve retrocesso e o Departamento não vive do passado. Isso é muito pesado. Nós vivemos é num momento de construção do país, que começou antes da criação do programa de AIDS, quando a ditadura foi derrubada e avançamos para uma democracia”, comentou. Sobre a critica do suposto veto a campanha para os gays no Carnaval, Dirceu disse que a multiplicidade cultural do Brasil faz com que o País sofra muita pressão de vários lados. “Toda a vez que vivemos uma situação nacional, passamos por uma situação conservadora. O nosso papel como Departamento de AIDS é que se há dificuldade de fazer coisas que pareçam necessárias, continuaremos fazendo. A campanha de Carnaval seria melhor se tivesse aparecido, ótimo. Então, esta pressão tem que ser feita, mas não mudou em nada o nosso papel. Somos contra qualquer tipo de preconceito. Refiro-me a nós mesmo no plural. O Departamento de AIDS, o Ministro Padilha e a Presidenta Dilma”. Dirceu disse ainda que o Departamento de AIDS continua “muito aberto” ao diálogo e as críticas do movimento de AIDS. “O Brasil talvez seja o único país do mundo em que a decisão política nacional de saúde é feita por meio de conselhos... Os Conselhos Nacional, Estadual e Municipal de Saúde”. Segundo ele, os editais abertos este ano para o financiamento dos trabalhos das ONGs em cerca de R$14 milhões ajudam também a justificar a apoio do governo à sociedade civil organizada. Lucas Bonanno, de Washington A Agência de Notícias da AIDS faz a cobertura da Conferência Internacional de AIDS em Washington em parceria com o portal UOL, Rede Cultura, Rádio Estadão/ESPN, Voz da América e Rede de Comunicação Oboré. Esta cobertura tem apoio da Anglo American, Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa do Brasil), laboratório MSD e Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Durante o evento, está também sendo produzido um documentário sobre o trabalho das ONGs internacionais com apoio da mineradora Anglo American e do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial). Fonte www.agenciaaids.com.br 12


s recentes avanços científicos obtidos na luta contra AIDS não irão obter os resultados esperados contra a epidemia se não houver investimentos e vontade política, afirmaram os participantes da plenária de abertura da 19ª Conferência Internacional de Sida. Diferentemente dos anos anteriores, a cerimônia que deu início oficial ao evento em Washington não teve nenhum protesto em grupo. Depois de 22 anos, o evento mais importante do mundo sobre o HIV e Sida volta a ser realizado nos Estados Unidos. O país, que financia mais da metade de todas as ações mundiais contra a pandemia, deixou de disputar pela sede da Conferência Internacional de AIDS porque passou a proibir a entrada de estrangeiros portadores do HIV, regra mudada pelo presidente Barack Obama.

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s placas levantadas pelos ativistas pediam para que o G20 (Grupo das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia) financiasse a luta contra a AIDS; por mais programas de aconselhamento, testagem e tratamento; e lembrando que o preservativo é o meio mais barato e fácil de prevenir o HIV.

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tivistas realizam manifestação e exigem menor preço para o Truvada em frente ao estande da fabricante, a Gilead. O remédio foi aprovado nos EUA como primeira pílula para ajudar a prevenir a infecção do HIV em grupos de alto risco. O tratamento custa em torno de R$ 20 mil por ano.

americano Timothy Brown, único homem do mundo que deixou de ter o vírus da AIDS graças a um transplante de medula óssea. Em palestra na conferência, ele anunciou uma fundação com o seu nome, com o objetivo de estimular esforços para a cura da AIDS.

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cantor britânico Elton John afirmou nesta que o mundo precisa de mais amor para acabar com a AIDS, uma pandemia que custou 30 milhões de vidas desde o seu surgimento nos anos 1980.

ex-presidente americano Bill Clinton discursou na cerimônia de encerramento da conferência sobre a AIDS, em Washington. Clinton, que mantém uma fundação de ajuda a soropositivos, afirmou que apesar da crise, os doadores vão continuar a financiar as campanhas contra a doença.SONORA – 1 Bill Clinton - ex-presidente dos Estados Unidos"Se todos nós continuarmos a produzir resultados, acredito que o dinheiro vai estar lá". O ex-presidente se aliou em 2002 ao magnata canadense Frank Giusta, e ao empresário mexicano Carlos Slim, para combater a AIDS, a malária e a pobreza em cinquenta e cinco países, da África, Ásia, América Latina e Europa. As crianças são as que mais se beneficiam com a distribuição gratuita de medicamentos pela fundação.SONORA 2 Bill Clinton - expresidente dos Estados Unidos "Com exceção da África do Sul, onde os valores são mais elevados, o tratamento custa em média apenas 200 dólares por paciente por ano. Isso inclui os medicamentos, o diagnóstico e custos de pessoal. Não há desculpa para não se fornecer tratamento”. A conferência sobre a AIDS reuniu 24 mil pessoas na capital americana.--WASHINGTON, 27 de julho de 2012, FONTE: POOL*NO RESALE for non-editorial purposes

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ATUALIDADES

Vacina contra tuberculose estaria Número de mortes por AIDS pronta em cai 24% entre 2005 e 2011 no mun2012 do, diz ONU

A única vacina contra a tuberculose latente, a RUTI, estará pronta em 2012 e poderá ser aplicada a um terço da população mundial infectada pela enfermidade, disse Pere-Joan Cardona, diretor da investigação para o desenvolvimento da vacina, na Espanha. As experiências em humanos da RUTI demonstraram a sua tolerância e a ausência de toxicidade, o principal problema que enfrenta o tratamento da mais antiga das enfermidades humanas que afeta 2,5 milhões de pessoas. "A vacina estará pronta em 2012 e, potencialmente, poderá ser administrada a um terço da humanidade, a população que se calcula estar infectada pelo bacilo da tuberculose", afirmou Cardona. Segundo ele, inicialmente, o tratamento está dirigido às pessoas que tenham maior necessidade, como os soropositivos que, além disso, estão infectados por tuberculose latente, "uma combinação mortal". Dez por cento das pessoas com o vírus HIV, causador da AIDS, dos países desenvolvidos têm também tuberculose. O desenvolvimento da RUTI é um marco mundial porque não existe nenhuma vacina terapêutica para tratar a infecção latente da tuberculose além do tratamento à base de isoniazida durante nove meses que, devido à sua toxicidade, não se administra a muitos dos infectados. A infecção latente da tuberculose não gera sintomas e é diagnosticada por um teste cutâneo ou pela prova da tuberculina. "Um tratamento com antibiótico com a duração de nove meses é difícil de seguir, ainda mais se não se tem nenhum sintoma". A principal vantagem é que a nova vacina estimula a resposta do sistema imunológico e, ao ser administrada, pode reduzir para um mês o tratamento com antibiótico. Tuberculose é uma doença infecciosa (que pode passar de uma pessoa para outra), micobact-TB transmitida por um microorganismo que é um tipo especial de bactéria, chamada Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch, em homenagem ao seu descobridor, o alemão chamado Robert Koch. Popularmente, ela é conhecida como 'tísica', 'mancha no pulmão' ou 'pulmão fraco'. É uma doença que atinge os pulmões, mas também pode atingir os rins, ossos, pleura, meninges, gânglios e outros órgãos, nessas casos a doença recebe o nome de tuberculose extrapulmonar. - fonte www.mundovestibular.com.br

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) apresentado nesta quarta-feira (18) aponta que o número de mortes por AIDS em todo o mundo caiu 24% entre 2005 e 2011. O total de óbitos passou de mais de 2,2 milhões há sete anos, quando atingiu o ápice, para 1,7 milhão no ano passado. O dado indica uma melhoria no tratamento com remédios antirretrovirais e na sobrevida dos pacientes. Na década de 1980, o tempo de vida dos soropositivos era, em média, de cinco meses. Hoje, chega a dez anos ou mais. Em 2011, a quantidade de novos infectados pelo vírus HIV foi de 2,5 milhões de pessoas, dado considerado baixo pela ONU. Ao todo, 34,2 milhões de pessoas no planeta são soropositivas. O número, relativo a 2011, é o maior já verificado pela entidade. Na opinião do coordenador brasileiro da Agência das Nações Unidas de Luta contra a AIDS (Unaids), o médico Pedro Chequer, a universalização do acesso ao tratamento da doença tem tido papel fundamental na sobrevida dos indivíduos contaminados. Nesse ponto, segundo ele, o Brasil apresenta uma conduta exemplar."Queremos acesso universal ao tratamento até 2015. Parte dessa vitória se deve ao Brasil. Desde os anos 1990, o país se mantém firme na política de tratamento, apesar de momentos de dificuldade econômica", disse Chequer. A postura do Brasil, na opinião do representante da ONU, se reflete na cobertura de tratamento com medicação antirretroviral usada na América do Sul, com atendimento a 70% dos doentes. Esse é o maior alcance de todos os continentes. O relatório da ONU também enfatiza a necessidade de combater a discriminação em relação à AIDS. Chequer destaca que o preconceito ainda é um grande vilão, difícil de combater, contra a prevenção e o tratamento do HIV. "Das nossas metas, uma das mais difíceis é zerar a discriminação", afirmou. fonte http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012

IN MEMORIA

m 10 de junho Alexandre de Brito nos deixa com muitas saudades. Prestamos nossas condolências e homenagem a família em especial a Sra. Josefa Brito, mãe e voluntária do Instituto Vida Nova.

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CONHEÇA O INSTITUTO

SE VOCÊ É UMA PESSOA QUE VIVE OU CONVIVE COM HIV / A IDS, TEM MUITO MOTIVOS PARA NOS CONHECER.

VIDA NOVA

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INSTITUTO VIDA NOVA INTEGRAÇÃO SOCIAL EDUCAÇÃO E CIDADANIA (IVN) é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, de natureza filantrópica sem fins lucrativos. Foi criado em maio de 2000 por iniciativa de Américo Nunes Neto. Diagnosticado com o HIV na década de 80, o que equivalia praticamente a uma “sentença de morte” na época, ele decidiu apostar na vida: depois de uma experiência de 10 anos lidando com políticas públicas e atendimento de pessoas com HIV/AIDS, decidiu fundar o Instituto Vida Nova, que desde então trabalha a partir de três premissas: Integração Social, Educação e Cidadania, marcas que fizeram da entidade um modelo entre as que lidam com HIV/AIDS. Em 12 anos de fundação a ONG é referência na qualidade das ações e atividades desenvolvidas nas áreas de assistência, prevenção às DST-AIDS, e Controle Social.

NOSSOS PROJETOS:

Previna-se da Lipodistrofia Projeto Malhação Vida Nova

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SAÚDE NA FEIRA INTEGRAÇÃO SOCIAL EDUCAÇÃO E CIDADANIA ACADEMIA MALHAÇÃO VIDA NOVA EDUCAR PARA FOR FORTALACER AGORA VOCÊ ESTÁ PRONTO ENCONTRO DE RELAÇÕES HUMANAS EM HIV AIDS

Há seis anos sob supervisão técnica de profissionais de educação física, fisioterapeuta e biopsicossocial. As pessoas podem se exercitar, receber orientações físicas, psicológica, nutricional e adesão aos ARV (antirretrovirais) para promover a diminuição dos acúmulos de gorduras nas áreas abdominais, lombares e atrofias faciais. VISITE NOSSO SITE WWW.IVIDANOVA.ORG.BR

VAI ACONTECER

Venha participar das nossas atividades Acupuntura Curso de inglês Grupo Mulheres Dança do Ventre Oficinas Temáticas Curso de informática Grupo de Arteterapia Lan house Vida Nova Grupo de Convivência Grupo de Adolescentes Festas de aniversariantes Encontros de lazer e cultura Grupo LGBT Café Espaço Livre Academia Malhação Vida Nova Campanha de natal para crianças Curso de políticas públicas de saúde Suporte Psicológico - Grupo Terapêutico Palestras de Prevenção das DST/HIV-AIDS Promoção do Dia Internacional de Combate a AIDS

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ste projeto é pioneiro na implantação de uma academia no próprio espaço da instituição.

Avesso

Travesso

Show

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m comemoração aos doze anos do Instituto Vida Nova com um elenco de 20 pessoas vivendo e convivendo com HIV/AIDS, se apresentará em outubro com novos talentos e performances transformistas que irá causar emoções e momentos de descontração e valorização da Vida. O Grupo Avesso Travesso Show surgiu em 1994 com objetivo de homenagear os voluntários e ONG que atuam em prol das pessoas que vivem com HIV-AIDS. Os convites serão limitados a reserva será por telefone (11) 2297-1516.

igue para (11) 2297-1516 ou 2031-6469 e agende horário com o serviço social.

Além de oferecer serviços e apoio às pessoas que vivem e convivem com HIV-AIDS, o Instituto Vida Nova efetivamente participa em instâncias de Controle Social. Nossos projetos são financiados por instituições públicas e privadas de cooperação nacional e internacional. Programa Estadual de DST-AIDS - Programa Municipal de DST-AIDS - Departamento de DST HIV-AIDS e Hepatites Virais - Merck Sharp Dhome - Colégio Emilia marinho - Escola de idioma Black Teacher. 15


EXPEDIENTE BOLETIM VIDA NOVA Nº 02 Agosto de 2012 Coordenador: Américo Nunes Neto Jornalista Responsável: Paulo Giacomini - DRT-SP 33.608 Conselho Editorial: Celso Vitor dos Santos Cássio Rogério D. L. Figueiredo Jorge Eduardo Reyes Rodriguez Texto; Projeto Gráfico e Diagramação: Américo Nunes Neto Impressão: Artes Gráficas Prática Ltda. Tiragem – 2000 exemplares

Diretoria do Instituto Vida Nova: Presidente - Jorge Eduardo R. Rodriguez Vice Presidente – Valdelice A. Senatori 1ª Secretaria - Dirce Aranda de Jesus 2ª Secretaria - Noriza Prado 1ª Tesoureira - Maria Eunice Silva 2ª Tesoureira - Maria Cristina Gomes Rua Prof. Assis Veloso, 226 – São Miguel Pta. CEP. 08021-470 – CNPJ. 03.855.787.0001-61 Utilidade Pública Municipal - Nº 51.971/2010 Conselho Municipal de Assistência Social COMAS Nº 1633/10 www.ividanova.org.br – ividanova@uol.com.br Telefone: (11) 20310291 - 2297-1516 Parceria: Programa Municipal de DST-AIDS - SMS Doações: Instituto Vida Nova – Banco Bradesco Agência 2875-4 - conta corrente 6242-1

Instituto Vida Nova - Rua Prof. Assis Veloso, 226 São Miguel Paulista – SP/SP - Fone: 2297-1516 www.ividanova.org.br - ividanova@uol.com.br

Esta publicação tem o apoio do Programa Municipal de DST-AIDS – SMS - PMSP

Profile for Instituto Vida Nova

BOLETIM VIDA NOVA 2  

BOLETIM VIDA NOVA 2  

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