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BOLETIM VIDA NOVA E D I Ç Ã O

N º 0 4

O U T U B R O –

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10 coisas que soropositivos querem que os

soronegativos saibam Vida de portadores do HIV está longe de ser circo de horrores. E a responsabilidade por sua saúde continua sendo sua, e só sua. Vamos dar uma chance para os gays soropositivos corrigirem essa situação, e fazer uma lista de 10 coisas que eles gostariam que o resto dos gays soubessem, tendo por base uma pesquisa. Esta lista pode não representar os pontos de vista de todos os homens soropositivos, mas com certeza refletem grande parte de suas frustações mais comuns. Página 8-9 NESTA EDIÇÃO: Editorial Encontro LGBT

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Campanha Informática

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Grupo de Convivência

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Depoimento Acesso aos insumos de prevenção

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Viver e conviver com HIV/Aids

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Incidência Política MOPAIDS

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10 Coisas que o soronegativo deve saber...

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Qualidade de Vida

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Cine Vida Nova Lei contra a Discriminação

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1,2 Milhão de preservativos disponibilizados Agentes de prevenção superam meta de 20 pontos de disponibilização de insumos de prevenção para 96 pontos. Página 6


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Editorial Prezado (a) leitor (a) A história da Aids foi determinada pela pressão das ONG/Aids e pessoas vivendo com HIV/Aids PVHA, que exigiu do Estado respostas para o combate à epidemia e assistências. Ao passar do tempo, o movimento de luta contra a Aids apresenta em sua concepção formado por várias representações junto as instâncias de governo no controle social. A diversidade na atuação promoveu conflitos e proposições divergentes, gerando conquistas e impacto na atenção as PVHA, assim como nas ações preventivas às DST/Aids. Com intervenções relacionadas aos índices epidemiológicos, assistência, financia-

mento do sistema, revisão do modelo de assistência e participação do movimento social organizado, fazse necessário a ampliação e requalificação da participação sobre a representatividade do movimento de Aids na decisão das políticas de DST-Aids. O Controle Social na atuação do Programa Municipal de DST/Aids e SMS, compõe o processo na avaliação e elaboração das Políticas Públicas para atender às necessidades das PVHA. Faz –se necessário a reflexão sobre os determinantes do processo saúdedoença. As dificuldades dos gestores quanto à compreensão do papel dos conselheiros de saúde na definição das Políticas

Públicas e a falta de preparo dos membros no acompanhamento do sistema e de seu papel é um dos desafios constante. Estar alerta na agenda da RME Rede Municipal de Especialidade, com vistas a ampliação de serviços, procedimentos e violação dos direitos das pessoas que vivem com HIV/Aids é nosso papel. A resposta à epidemia da Aids deve se estar nas pastas de várias secretarias de governo e com participação da sociedade civil organizada. É possível e necessário, ampliar a atividade política e combativa do movimento de luta contra a Aids, com vistas a resgatar maiores reivindicações aos governos. Valdelice Almada Senatori – Vice Presidente do Instituto Vida Nova

Encontro LGBT mobiliza pessoas e profissionais ...homofobia, criminalização, tráfico, diversidade sexual...

Na cidade de Guarulhos, o Instituto Vida Nova em parceria com o Instituto Diet, teve uma grande movimentação social a favor da população LGBT e Pessoas Vivendo com HIV/ Aids – PVHA. O evento foi realizado no espaço do Sindicato dos Bancários o Encontro LGBT – “Vamos à luta, Justa é toda forma de amar” com objetivo de

fortalecimento da população LGBT. A programação BOLETIM NOVA

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com assuntos sobre, hormonização, álcool e drogas (redução de danos), prevenção as doenças sexualmente transmissíveis DSTAids, novas formas de prevenção ao HIV, diversidade sexual, sexo seguro, tráfico e criminalização. Para além das lições aprendidas os pontos que mais provocaram polêmicas foram Tráfico, criminalização e drogas. Também a necessidade da ampliação das ações para o público LGBT na cidade de Guarulhos. Autoridades locais estiveram presentes, Ricardo Gambôa – Programa Municipal de DSTAids; Lucia Helena Cavalcante – Conselho Municipal de Saúde; Genilda Bernardes – Secretaria de Desenvolvi-

mento Social; Genivaldo Espindola – AMADS Ass. Multidisciplinar de Assuntos da Diversidade Sexual. O Instituto Diet e Programa Municipal de DST/ Aids de Guarulhos, estarão atendo as demandas e fomentos de parcerias que buscam democratizar coletivamente a gestão da saúde, cultura, lazer da comunidade, fortalecendo o diálogo com o poder público e demais instituições, com o intuito de combater a homofobia, discriminação e preconceito. O Projeto GPSC Grupo de Promoção à Saúde e Cidadania é uma realização das ONG Instituto Vida Nova, RNP+ Núcleo Médio Paraíba e Libertos Comunicação por meio de apoio do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais – MS e Programa Municipal de DST/Aids – SP.


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Campanha “Seu Cupom Vale Uma Vida Nova” NÃO CUSTA NADA, PARA DOAR MUITO. O Instituto Vida Nova está promovendo a campanha “SEU CUPOM VALE UMA VIDA NOVA” com Com objetivo de angariar doa-

ções de cupons fiscais SEM CPF que serão revertidos em prol da assistência às crianças e adultos com HIV/AIDS. A campanha visa oferecer dignidade, capacitação e diminuição do sofrimento, estigma, discriminação e preconceito a pacientes com doenças sem cura. Em apenas 60 segundos digi-

te os dados do seu cupom em nossa urna eletrônica no site.

www.ividanova.org.br

Formandos do Curso de Informática Carlos Eduardo Instrutor

Com a intensificação do desenvolvimento tecnológico observados nos últimos anos, estamos vivenciando várias mudanças na sociedade potencializadas pelo desenvol“Meu trabalho é fazer com que os alunos sigam em frente. O fato de serem portadores do vírus HIV, não significa que são impossibilitados de fazer qualquer coisa” Carlos Eduardo Instrutor de informática BOLETIM

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vimento desses recursos, entre outras exigências derivadas dessa nova realidade, verifica-se que o mercado de trabalho está cada vez mais priorizando as habilidades e competências geradas por essas transformações. Partindo desta premissa a qualificação de pessoas não podem ficar à parte desse processo e o Instituto Vida Nova se adapta a utilização de tais recursos no contexto da formação e capacitação, possibilitando assim nova postura, entre seus assistidos e equipe técnica, no tocante a abordagem de conteúdos e a formação do conhecimento com o uso de tais tecnologias para utilização no âmbito pessoal e profissional. O curso INFOVIDANOVA em setembro encerrou mais um ciclo de aulas sobre a história da informática, Windows, Word, Power point, Excel, Internet e Corel draw. Com apoio do Programa Municipal de DST/Aids formou duas turmas com duração de seis meses cada.

“Com a oportunidade que surgiu, aprendi e venci graças ao professor” R.S. “Através do curso adquiri segurança” M.C. “Eu não tinha noção e aprendi pra caramba” M. F.

“É um espaço muito importante pra nós , fui bem tratada e só tenho a agradecer” S. M. “As aulas foram maravilhosas e não tenho o que reclamar” A. O.


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A influência do grupo de convivência na vida das pessoas

O Instituto Vida Nova instituiu desde sua fundação em 2000, o Grupo de Convivência de pessoas que vivem e convivem com HIV/Aids com o objetivo de promover sociabilidade, para uma vida ativa e saudável. A proposta é de fazer valer, na prática, assegurando a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à cultura, ao lazer, à cidadania, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. Nele, são realizadas atividades culturais, recreativas, sociais e de reflexão temática, além de atividades arte educativa que estimulam as potencialidades das pessoas. A metodologia de trabalho realizada no grupo facilita o acesso a bens e serviços, estimula a participação em fóruns de discussões e promove a valorização da pessoa na família e na sociedade. Boletim Vida Nova (BVN) - O Grupo de Convivência é a principal atividade do Instituto Vida Nova? Jorge Eduardo (J.E), coordenador do grupo de convivência - Não acredito que o Grupo de Convivência seja a principal atividade, todas elas têm sua devida importância, talvez os clientes se identifiquem mais com o Grupo de Convivência.

É um grupo que surgiu logo após da fundação do Vida Nova; por anos de histórias e experiências, se autopromove, fortalece o grupo e pessoas em busca da autoestima e novas amizades. BVN - Qual é a influência do Grupo de Convivência para as pessoas que vivem com HIVAids? J.E - A influência do grupo de convivência ela parece ser simples; perder o medo do próprio preconceito que muitas vezes estão nelas mesmas. As vezes mesmo entre lagrimas, o mais importante é que elas saiam mais tranquilas e retornem às suas casas. O grupo também influência de forma positiva na adesão aos medicamentos, tratamento, relação médica, familiar e garantia de direitos e deveres. A comemoração dos aniversariantes promove maior integração entre eles e o mais importante, muitos deles não comemoram seus aniversários com a família por várias questões, entre elas a dificuldade financeira. BVN - Os benefícios que o Grupo de Convivência traz, melhora a qualidade de vida? J.E - As informações e experiências que se apresentam no grupo, direta e indiretamente, promovem o bem estar que motiva a reflexão da inserção social, profissional e de serem sujeitos de direitos, proporcionando a melhora de vida, física e mental. O fato de ser uma pessoa que vive com HIV/Aids não significa que ela está impedida de trabalhar e estudar. E porque não constituir uma família? Que muitas vezes gera assunto de discussão no grupo. Outro benefício importante é dar a eles a oportunidade de interagirem positivamente para prevenção secundária que também resulta na qualidade de vida.

“O Vida Nova renovou minha vida” Sou Lilian Carla, cega há 27 anos e foi aqui, que levantei minha autoestima e descobri que sou útil e capaz de tudo que quiser, basta ir à luta e correr atrás. Trabalho no Instituto Vida Nova a 9 anos; iniciei através de um curso de voluntário como telefonista, trabalhava duas vezes por semana como voluntaria e praticamente não sabia de nada. Hoje atuo como conselheira fiscal, BOLETIM

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já atuei nas funções de telefonia, auxiliar administrativa, conselheira fiscal, captadora de recursos, office girl e no que for preciso. Com esta oportunidade, terminei o ensino médio, no momento estou cursando técnicas administrativas, inglês e terminando computação. Também participo do Avesso Travesso Show, grupo este que potencializou minhas habilidades artística de interpretação e dublagem mu-

sical. O Vida Nova renovou a minha vida, “Venha você descobrir também uma Vida Nova, a importância de um trabalho voluntário e aproveitar as portas abertas do Vida Nova”


Projeto Agora Você Está Pronto!

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1,2 milhão de preservativos disponibilizados

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ançado em junho de 2010, em parceria com o Programa Municipal de DST-AIDS, o Projeto Agora Você Está Pronto é um marco inovador na disponibilização de insumos de prevenção realizado pelo Instituto Vida Nova na região leste da metrópole de São Paulo. Com estratégia eficiente na disponibilização, desburocratização e acesso ao preservativo para prevenção as DST/Aids e promoção da saúde o projeto se tornou uma das ações preventivas importantes na área da saúde e relevância social de reconhecimento da comunidade local por suas iniciativas. Além de organizar e mapear locais de maior vulnerabilidade, o Projeto Agora Você Está Pronto promove estratégias de comunicação com as 96 parcerias de setores diversificados, por exemplo, Faculdades, lojas de conveniências de postos de combustível, centros de tradições nordestinas, casas noturnas LGBT, academias, escola de futebol, bares, salão de cabeleireiro, empresas de ônibus, casas de acolhidas, escola de samba, associações de bairro, clubes da terceira idade etc. que permite atingir as diferentes características da população, em locais e horários alternativos com vistas para a prevenção as DST-Aids e assistência. Durante quatro anos 1,2 milhão de preservativos foram distribuídos, com uma média mensal de 80 mil preservativos por mês.

Reuniões técnicas Bimestralmente toda a equipe técnica dos projetos, voluntários, coordenação e diretoria do Instituto Vida Nova, se reúnem para avaliar e monitorar as ações e atividades desenvolvidas dos diversos projetos da instituição. Está ação tem contribuído para a melhora da qualidade dos serviços ofertados as pessoas assistidas.

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O projeto com suporte de cinco agentes de prevenção (interlocutores) superou sua meta de 20 pontos de distribuição para 96 pontos gerados na região leste, com previsão de abertura de novos pontos em outras regiões. Através do sistema de aplicação de questionário aos parceiros comerciantes e instituições, assim é possível identificar e cruzar dados referentes ao grau de conhecimentos sobre as DST-HIV-AIDS, Hepatites Virais e Redes de referência de assistência e prevenção para a comunidade. O projeto também potencializa as parcerias no intuito de torná-las multiplicadoras de informação, para o acesso bem ao teste anti HIV. Outro fator importante é fazer com que os parceiros responsáveis e funcionários dos pontos de disponibilização se sintam valorizados, pertencentes e corresponsáveis no combate à epidemia da AIDS. O resultado deste investimento é na conscientização da popularização da camisinha e acessibilidade que reflete na importância da promoção da saúde; podendo interferir na diminuição de casos de HIV-AIDS na região leste. O Projeto Agora Você Está Pronto serve de exemplo para a rede de saúde e organizações não governamentais como uma estratégia motivadora de fornecimento dos insumos de prevenção bem sucedida de fácil replicação e com baixo custo. Eliane Câmara - Agente de Prevenção


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Viver e conviver com HIV/Aids Encarar e superar desafios faz parte da rotina do ativisCada vez mais, por iniciativa própria, fui me envolvendo na ta Américo Nunes Neto; seu dia começa às 7:00h da assistência, prevenção e ativismo, com esperança que poderia manhã e só termina por volta das 22h, para apreciar sua fazer mais e mais. novela favorita. Neste intervalo, encontra tempo para, IVN - Qual a importância dos familiares no tratamento da Aids? entre outras atividades de destaque, dar atenção ao seu AN - O mais comum nos casos de Aids é companheiro e sua cachorra de estios familiares se afastarem, discriminarem. mação, Kika. Aos 52 anos, o ativista A primeira coisa que ocorre com o pacientem pique para administrar os projetos te é a negação da doença, dizer que a culpa da instituição, coordenar o grupo de é da outra pessoa, o paciente projeta que a jovens vivendo com HIV/Aids, tamcausa não é dele; depois, vem a impotência bém é responsável pelo MOPAIDS diante das doenças oportunistas nos casos Movimento Paulistano de Luta Contra de diagnostico tardio. Nesse cenário, os a Aids que promove incidência polítifamiliares se afastam, por várias razões. ca na cidade de São Paulo sobre as Então, faz parte da nossa atividade fazer DST/Aids. uma análise, chamar os familiares e conviNesta entrevista, Américo fala sobre dá-los a ser participantes do tratamento. viver e conviver com HIV/Aids, sua Criamos um modelo de assistência onde a trajetória no combate à Aids, conquisfamília faz parte e o paciente tem uma tas e desafios, sem perder a motivaposição importante. ção. IVN - Hoje com os avanços do tratamento “Tratar a Aids é importante, mas, para para a Aids, o que você pensa? os jovens, o mais importante é a preAN - Bem, temos sim avanços consideravenção das doenças sexualmente “O que diferencia é que transmissíveis e do HIV. A ferramen- hoje, não mais recebemos veis para o tratamento, com novas drogas antirretrovirais surgindo e exemplo do cota é a educação, a informação com a sentença de morte quetel em dose única que já é disponibililinguagem entre pares e com novas zado pelo Departamento de DST/Aids e tecnologias de prevenção. Reverter a social” Hepatite Viral - Ministério da Saúde em epidemia da Aids, cada vez maior no alguns Estados da região norte/sul do Brasil e outros em fases público jovem em especial jovem gay é o grande desade estudo. Porém temos desafios na assistência, por exemplo em fio” relação a outras especialidades clinicas que acometem as pessoBoletim Vida Nova (IVN) como foi seu caminho as com HIV/Aids, procedimentos para cirurgias reparadoras. A para o movimento de luta contra a Aids? escassez de recursos humanos nos serviços de saúde também é Américo Nunes (AN) – Quando soube da minha infecum dos desafios que temos a enfrentar. O Programa Municipal ção pelo vírus HIV em 1987, comecei a buscar apoio de DST/Aids em breve iniciará um plano de linha de cuidado em instituições de saúde e Organização Não Governaque poderá sanar essas fragilidades na assistência. mental – ONG. Na época recebi o atestado de morte IVN - Viver com HIV/Aids hoje é como antes? social com estimativa de vida para seis meses. Diante – Claro que não, na perspectiva de receber o diagnóstico positido contexto, percebi que tinha mais a oferecer, que vo ao HIV, não é confortável para ninguém. Mesmo com tratareceber. Daí me deparei com um cenário de pessoas mento avançado, ainda mexe com sentimento de impotência, morrendo de Aids a mercê da família e da sociedade. insegurança, discriminação, medo da morte, etc. O que diferenNinguém queria saber dos pacientes, muitas vezes nem cia é que hoje, não mais recebemos a sentença de morte social, os médicos e enfermeiros. Não havia tratamento e sim temos uma rede de proteção tanto de governo como da sociedaa morte social. Olhei para aquilo, onde nada se podia de civil organizada que oferecem diversos benefícios de assisfazer, esquecendo que eu também poderia estar mortência biopsicossocial. Contudo ter HIV ou Aids não é legal, rendo pela morte civil decretada. Como gosto de desatemos que tomar medicação diariamente e lidar com os efeitos fios, comecei fazer visitas domiciliares às pessoas com colaterais que são diversos e desconfortáveis. Daí o desafio de Aids, para ouvi-las, dar apoio e mostrar que tinha allevar cada vez mais informações sobre ações combinadas de guém preocupada com ela, levando esperança e solidaprevenção. riedade. 1988. O preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/Aids são as maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência e ao tratamento da Aids e ao seu diagnóstico. Os estigmas são desencadeados por motivos que incluem a falta de conhecimento, mitos e medos. Ao discutir preconceito e discriminação, o Ministério da Saúde espera aliviar o impacto da Aids no País. O principal objetivo é prevenir, reduzir e eliminar o preconceito e a discriminação associados à Aids. O Brasil já encontrou um modelo de tratamento para a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida que hoje é considerado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) uma referência para o mundo. Agora nós, brasileiros, precisamos encontrar uma

Origem do dia 1º de dezembro 1º de Dezembro – Dia Mundial de Luta Contra a AIDS Combate ao Preconceito e ao Estigma Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas - ONU. A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de BOLETIM

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forma de quebrarmos os preconceitos contra a doença e seus portadores e sermos mais solidários do que somos por natureza. Acabar com o preconceito e aumentar a prevenção deve se tornar um hábito diário de nossas vidas. Fonte: Ministério da Saúde www.ministerio.saude.bvs.br


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Controle Social

MOPAIDS, debate conjunturas da assistência Com as exigências do novo panorama da epidemia da Aids na cidade de São Paulo, refletir e propor ações inovadoras que ofereça prevenção, promoção à saúde e o desenvolvimento das pessoas que vivem com HIV-Aids, se tornou pauta do momento. Mas, na prática, o dia a dia nem sempre é tão simples como parece. Testar e tratar a população, a escassez de profissionais de saúde, retaguarda para outros procedimentos clínicos, também fragilidades na atenção às populações chaves (homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, usuários de drogas injetáveis, população prisional e população trans. Essas pessoas estão em maior risco de infecção pelo HIV e ainda estão menos propensas a ter acesso à prevenção, testes e serviços de tratamento. A incidência política do Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids - MOPAIDS é constante em suas instâncias de representatividades e nas reuniões ordinárias mensais. No mês de setembro em reunião extraordinária pautou o Programa Municipal de DST/Aids para apresentar a assistência na Rede Municipal de Especialidade às pessoas que vivem com HIV/Aids. Dra. Cáritas Basso, responsável pela área de assistência do Programa Municipal de São Paulo explanou sobre a atual conjuntura de avanços e fragilidades nos Serviços de Assistência Especializada e sobre o novo plano linha de cuidado que integra outras especialidades junto a atenção básica de saúde. Representantes do MOPAIDS, fizeram apontamentos sobre falta de profissionais de saúde, espaçamentos de consultas, procedimentos de exames de CD4, internações e testagem rápida anti-hiv.

A saúde pública é um dos serviços de maior importância para a população. Infelizmente, é também um grande motivo de preocupação dos brasileiros, devido a precariedade do SUS. Os governos vêm apresentando a privatização como a solução do problema, quando na verdade é um grande meio de estabelecer mais negócios utilizando os recursos públicos, sucateando as relações de trabalho, reforçando estruturas manicomiais de cuidado e dificultando o controle social. Precisamos de um sistema de saúde acessível a todos e todas, com garantia de atendimentos para as demandas em saúde. Enquanto ricos e pobres, deputados e faxineiras, não forem

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Contudo esperam que o plano dê conta de diversas demandas para a linha de cuidado. Para além da pauta foram observados alguns aspectos sobre casa de apoio e edital para projetos de ações comunitárias de assistência e prevenção às DST/ Aids e deliberações da Conferência Municipal de saúde/Aids. O MOPAIDS executa pela primeira vez o Projeto Incidência Política e Controle Social; com assinatura do convênio de projetos comunitários do edital 2012, com a SMS e Programa Municipal de DST-Aids. Durante dois anos será investido RS 146.780,55 para o fortalecimento das ações e controle social. A reunião foi coordenada por Américo Nunes – Instituto Vida Nova, Araújo de Lima - EPHA e Claudio Pereira – GIV; que destacaram a importância de ações integradas para enfrentar as dificuldades e propor mudanças significativas. Nos dias 25 e 26 de novembro será realizado pelo MOPAIDS o II Colóquio “Temos os números, onde estão as políticas de saúde” e o Workshop de Jovens “Bate papo Positivo”, inscrições no site www.ividanova.org.br

atendidos nos serviços públicos de saúde não teremos uma assistência pública de qualidade. Os ricos quando adoecem correm para os serviços privados e garantem suas consultas particulares, para os pobres resta o SUS com toda sua sobrecarga e enormes filas. Os convênios e planos de saúde são apenas uma ilusão de acesso à saúde, porque na prática temos inúmeros exemplos de desrespeito aos que precisam de atendimento. Enquanto a saúde for mercadoria a ser vendida e tendo o lucro como objetivo, não haverá igualdade

de direitos. Temos hoje um SUS com pequeno financiamento, sem estrutura física e recursos humanos insuficientes para conseguir absorver as necessidades de consultas, atendimentos, exames etc. É possível um sistema de saúde de qualidade para todos a partir do momento que os interesses que envolvem dinheiro e poder forem superados pelo interesse de saúde e bem-estar do povo. Defendemos saúde como direito e não mercadoria! Raul Marcelo - Saúde Pública - Facebook


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10 COISAS QUE SOROPOSITIVOS QUEREM QUE OS SORONEGATIVOS SAIBAM

A vida dos portadores do HIV está longe de ser circo de horrores. E a responsabilidade por sua saúde continua sendo sua, e só sua. Não foi novidade nenhuma para as pessoas que vivem com HIV quando Donald Sterling difamou Magic Johnson chamando-o de promíscuo e indigno. Eles já ouviram isso tudo ao longo dos anos. Muitas ideias errôneas ainda persistem hoje, mesmo (ou especialmente) entre os gays. As atitudes dos homossexuais podem ser perniciosas, estigmatizadoras e até mesmo contraditórias. Vamos dar uma chance para os gays soropositivos corrigirem essa situação, e fazer uma lista de dez coisas que eles gostariam que o resto dos gays soubessem, tendo por base uma pesquisa do escritor Mark S. King. Essa lista pode não representar os pontos de vista de todos os homens soropositivos, mas com certeza refletem grande parte de suas frustrações mais comuns. 1- Nem todos os soropositivos são viciados em drogas e loucos por barebacking. Faz parte da natureza humana tentar jogar a culpa nas ações de quem se tornou infectado. Se nós os enxergarmos como extremistas, o resto de nós se sente mais seguro em nossas próprias escolhas. Acontece que a verdade é que a maioria das novas infecções acontece dentro das “relações primárias”, como um amante ou namorado, e em geral porque um dos parceiros não sabia que estava infectado e acabou transmitindo HIV para o parceiro. Essa é a razão por que se frisa tanto que deve-se fazer o teste de HIV frequentemente. Novas infecções costumam não ser o resultado de uma noite ensandecida numa orgia

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regada a padê ou uma visita bêbada à sauna. Claro que pode acontecer assim, mas isso não quer dizer que o sexo “convencional” seja mais seguro. Fofinho ou abusado, qualquer tipo de sexo é o mesmo para o vírus do HIV. 2- Viver com HIV não é um show de horror de remédios tóxicos. Sim, o HIV em geral requer remédios e visitas ao médico. Com tantas opções de tratamentos contra o HIV, os efeitos colaterais foram reduzidos drasticamente, e os que estão sendo pesquisados no momento vão reduzi-los ainda mais. Os caras soropositivos não passam as manhãs aos prantos enquanto se enchem de pílulas no café da manhã. 3- Estar infectado com HIV não transforma alguém num mentiroso. Uma das ideias mais erradas e infelizes sobre os soropositivos é que eles mentem na cara dura sobre seus status para conseguirem ir pra cama com alguém, ou pior, que estão numa cruzada para transmitir a infecção para outros. Dá pra gente baixar essa bola sobre transmissões intencionais, por favor? A verdade é que os soropositivos têm dificuldades em revelar seu status exatamente por causa do estigma gerado por rumores sensacionalistas como esse. É injusto culpar todos os soropositivos pelo comportamento temerário de alguns poucos. 4- “Limpo e sem drogas, busco igual” é mesmo tão cretino e improdutivo quanto soa. Se você está usando essa frase para filtrar os parceiros sexuais em potencial, você não está se fazendo nenhum favor, pelo contrário. Nós todos já sabemos que soropositivos com carga viral indetectável não estão infectando seus parceiros, então rejeitar as pessoas por causa de seu status só causa discriminação, sem nenhum efeito prático. Além disso, rotular alguém como podre ou imprestável é uma merda, e quem já foi tratado dessa forma sabe como isso pode ser degradante. “Busco igual” também faz com que você tenha uma sensação de segurança falsa, pois, como sugere um estudo britânico, o risco de se fazer sexo sem proteção com alguém que pensa erradamente que é soronegativa é maior que o risco de fazer a mesma coisa com uma pessoa soropositiva com carga viral indetectável. Isso

acontece porque a atividade viral numa pessoa recém-infectada pode ser muito alta, e a pessoa pode nem saber do que está acontecendo. Claro que, de uma maneira ou de outra, você tem que saber com quem está se envolvendo. Então contenha qualquer manobra mais arriscada até que você conheça seu parceiro o suficiente para estar seguro de que ele é soronegativo (que tal fazerem o teste juntos?) ou tenha certeza de que ele está tomando seus remédios e tem a carga viral indetectável. Se você sente a necessidade de perguntar o status de seu parceiro logo de cara, encontre uma maneira respeitosa de fazêlo (“Até agora meus exames de HIV deram negativo, e os seus?”). Perguntar se ele está “limpo” ou “sem doenças” só faz você parecer um escroto, principalmente porque você nunca pode estar certo de quais DSTs você pode ter se você tem vida sexual ativa. 5- Nossos comportamentos de risco são responsabilidade nossa e de ninguém mais. Depois de décadas de pesquisas científicas focadas no tratamento das pessoas com HIV, novas opções estão disponíveis agora para os soronegativos com vida sexual ativa, como a profilaxia préexposição (PrEP). Esse avanço coloca os soronegativos no controle de seus próprios riscos de infecção. Sim, há quem se preocupe com os níveis tóxicos de se tomar Truvada, o remédio usado na PrEP, mas novos estudos sugerem que isso pode ser um exagero. Independentemente de novas drogas, o preservativo continua sendo uma ferramenta poderosa e eficiente para evitar a transmissão. Sobre “ter que usar camisinha”, sua própria saúde está em suas mãos, e as escolhas que você faz refletem a importância que você dá a ela – e isso não tem nada a ver com o status do seu parceiro, conhecido ou não. Jogar a culpa sobre os outros nunca ajudou ninguém, e nós todos dispomos das mesmas armas, admitamos isso ou não.


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básicos da prevenção do HIV, não se 6 - Soropositivos não são promíscuos surpreenda se forem eles que ficam nem têm uma vida sexual de merda , com preguiça de fazer sexo. Nada nem vida sexual nula. Todas essas pre- acaba com o clima que uma palestra sunções costusobre prevenção. E a mam ser falsas, maior parte dos sorose você tomar positivos não estão a por medida a fim de ter que convenvida sexual do cer ninguém a ir para a homem gay típicama com eles. É bem co. Todos nós provável que eles tetemos nossas nham outros caras mais fases. Às vezes a bem informados – e gente está fazenmais tesudos – na do o maior sudo celular. 9“Nem todo portador do Osagenda cesso, às vezes soropositivos não estamos numa HIV é um expert no assun- vão desaparecer tão cefase de vacas ma- to ou um especialista sobre do. As pesquisas mais gras, às vezes a recentes sugerem que os gente está tranportadores do HIV hoje sando um monte e é uma bosta. E as- em dia nos Estados Unidos têm a sim como todos nós, os soropositivos mesma expectativa de vida que qualestão incluídos nessa equação e estão quer outra pessoa. Algumas pesquitrepando um monte e gozando pra ca- sas indicam que essa expectativa ralho quando conseguem se dar bem. seja até um pouco maior que a méAvaliar outras pessoas pela quantidade dia, já que os portadores do HIV de sexo que eles estão fazendo é uma fazem visitas mais frequentes aos conversa mofada que ressoa àqueles médicos, o que faz com que eles argumentos antiquados contra todos os identifiquem e lidem com problemas gays. Já deu. Isso não passa de uma de saúde mais cedo. Eles também maneira de tentar se distanciar dos tendem a evitar drogas e álcool, se soropositivos ao apontá-los como dife- alimentam melhor e fazem atividade rente dos outros de alguma forma. física regularmente, as chaves para a Eles não são. Alguns são pudicos, al- saúde e vida longa. Os soropositivos guns são biscates. Afinal de contas, sabem disso, e estão vivendo com uma transa é o suficiente para transmi- alegria, gratidão e com vista para o tir. E, no mais, “biscate” não é apenas futuro. Não há razão alguma para qualquer pessoa que trepa mais que que eles se contentem com pouco. você? 7- Não é da sua conta como eles Infecções continuam acontecendo e pegaram HIV e quem passou para os tratamentos continuam melhoraneles. Os detalhes da infecção de outra do; a população de soropositivos pessoa não é o seu melodrama ou his- saudáveis só tende a aumentar. É tória moral particular, mesmo que vo- melhor tentar compreendê-los e rescê pergunte com a melhor das inten- peitá-los que se agarrar a temores e ções. Se um soropositivo quiser com- preconceitos antiquados. 10- Descopartilhar essa história com você, ele bertas ainda maiores estão por vai contá-la quando tiver vontade. Ele vir. Há várias pesquisas em andajá deve ter lidado com isso tudo há mento que vão continuar a alterar a algum tempo, e de qualquer maneira, situação e tornar a vida mais fácil e não deve ser nada muito emocionante. menos arriscada tanto para soroposiMuito provavelmente ele transou e tivos como para soronegativos. Mipegou HIV. Os detalhes não são da crobicidas reta (lubrificantes e enesua conta. 8- Se você precisa de al- mas que eliminam o vírus do HIV ao guém que lhe eduque sobre HIV, vá entrarem em contato com ele) estão procurar um especialista. Adquirir o sendo testados. Outras medicações vírus do HIV não vem com aulas de que podem ser usadas como PrEP epidemiologia e transmissão de HIV estão sendo desenvolvidas, incluinde brinde. Nem todo portador do HIV do injeções que podem oferecer proé um expert no assunto ou um especia- teção contra o HIV por meses, ao lista sobre sua prevenção – ou mesmo invés do regime de tomar um comum ativista da causa. Eles só calham primido por dia. Os preservativos de viver com o vírus. E se um soropo- estão sendo redesenhados para ausitivo for colocado na posição de ter mentarem a sensibilidade ainda que educar alguém sobre os fatos mais mais. Não vai demorar muito, mesBOLETIM

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mo os riscos mais baixos de infecção poderão ser evitados por quem fizer uso das novas tecnologias. Os tratamentos para os portadores do HIV se tornarão ainda menos tóxicos e ainda mais eficazes. Todo esse progresso não é importante apenas para conter os níveis de transmissão de HIV. Também pode ser a maneira de derrubar a muralha viral que vem dividindo nossa comunidade já há várias décadas. Fonte Traduzido do post para o blog Queerty

Porque o laço vermelho como símbolo? O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a Aids. O projeto do laço foi criado, em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de New York, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo de Aids. O Visual Aids tem como objetivos conscientizar as pessoas para a transmissão do vírus, divulgar as necessidades dos que vivem com o HIV/Aids e angariar fundos para promover prestação de serviços e pesquisas. O laço vermelho foi escolhido pela sua ligação ao sangue e à idéia de paixão, afirma Frank Moore, do grupo Visual Aids, e foi inspirado no laço amarelo que honrava os soldados americanos da Guerra do Golfo. Foi usado publicamente, pela primeira vez, pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards, em 1991. Ele se tornou símbolo popular entre as celebridades nas cerimônias de entrega de outros prêmios e virou moda. Por sua popularidade, alguns ativistas ficaram preocupados com a possibilidade de o laço se tornar apenas um instrumento de marketing e perdesse sua força, seu significado. Mas, ao contrário disso, a imagem do laço continua sendo um forte símbolo na luta contra a Aids, reforçando a necessidade de ações, pesquisas e, principalmente, de solidariedade aos que convivem com o HIV/Aids. Fonte: Ministério da Saúde.


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As pessoas Por causar com HIV/ essas mudanQualidade de vida e controle da Aids, cheças corporais gam por lipodistrofia bruscas e ouvezes tristras doenças tes e com oportunistas, muitas vezes chegam pacientes um pouco baixa autoestima e depri- mais debilitados com a imunidade baixa, com sequelas midos, na Academia Ma- como paralisia dos membros superiores e inferiores ou lhação Vida Nova; no con- facial, entre outras deficiências. É um trabalho no qual vívio com outros portado- a prática de exercícios está integrada com suporte psires do vírus HIV/Aids par- cológico para saúde mental, nutricional e com fisioteratilham da mesma dificulda- pia. Nas atividades lúdicas e no bate-papo, na avaliação de e muitas vezes de dificuldades maiores umas das ou- corporal, o aluno tem a possibilidade de falar sobre tras. Com o tempo a melhora da imagem corporal eles seus problemas com os outros sem medo do julgamenmelhoram a autoestima e passam a se alegrar mais. Bus- to, pois de certa forma todos partilham da mesma dificamos realizar na academia atividades que agrade a toculdade. Os exercícios dos, de forma integrada a conscirealizados são de coordeência da necessidade de fazer nação motora, flexibilidaexercícios e se cuidar mais valode, condicionamento físirizando a vida. A busca principal co, força, agilidade, alondos pacientes pela academia é a gamento, ginástica, circuiqualidade de vida e o controle da to e hidroginástica; tamlipodistrofia, que por sinal é a bém com atividades extermaior causadora da baixo autoenas promovemos a intestima. A lipodistrofia é um efeito gração entre paciente, facolateral que vem causando muimília e convívio social. Os tos transtornos a pessoas soropopacientes realizam as atisitivas. Trata-se de uma alteravidades dentro de suas possibilidades para que nenhum ção na distribuição de gordura do organismo com con- independente de suas limitações fique fora ou se sinta centração de gordura na barriga, costas, pescoço e nuca excluído por não realizar a prática de exercício físico, (giba) e perda de gordura nos braços, pernas, nádegas e pois o trabalho é para integração entre todos. Quando face. Além disso, hoje em dia está se chegando a um começam a ver melhora dos resultados aumenta a força consenso de que a lipodistrofia é a mistura de várias mo- de vontade e treinam com mais dedicação. Como prodificações também no funcionamento do organismo fissional sinto me realizada por ver frutos do meu traba(alterações metabólicas), como o aumento do colesterol lho dando resultado e trazendo a vontade dos alunos em e das triglicérides, elevando o risco de problemas cardía- continuar lutando pela vida. Mércia Alves - Educadora cos e resistência à insulina, o que pode causar diabetes. Física. Algumas pessoas sentem dores no corpo, em especial nos músculos, por causa do aumento do ácido lático. Todavia, a inexistência de cura para a maioria das doenças crônicas tem mostrado que a mensuração da qualidade de vida é imprescindível para a avaliação de estratégias de tratamento e custo/ benefício, tornando-se ferramenta importante para direcionar a distribuição de recursos e a implementação de programas de saúde, os quais, por sua vez, podem privilegiar não só os aspectos físicos dos indivíduos, mas também aqueles relacionados às dimensões psíquicas e sociais, possibilitando à equipe de saúde planejar cuidado integral.No caso do HIV os benefícios de uma atuação preventiva do fisioterapeuta podem ser a melhoria da qualidade de vida do indivíduo, maior produtividade e entusiasmo, assimilação do conceito de auto-cuidado pelas orientações fornecidas por este profissional, sensação de bemestar e melhora da auto-estima. O objetivo do tratamento fisioterapêutico na BOLETIM

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Atividades Complementares Academia Malhação Vida Nova para pacientes portadores do vírus HIV é a minimização dos efeitos deletérios decorrentes da evolução da doença e promover adaptação das suas limitações para o desempenho das atividades da vida diária (AVDs). Os requisitos para o fisioterapeuta prescrever o exercício Dra. Giselle Aparecida M.Terenciano baseiam-se no conhecimento dos princípios e resultados do tratamento, dos portadores do vírus HIV, haja estar apto para fazer uma avaliação vista que este profissional tem funcional do paciente, saber o grau de competência para reabilitar estes debilidade, seu potencial de pacientes dentro dos limites de sua recuperação, complexidade, precauções capacidade funcional e promover e contra-indicações. É extremamente melhora no nível de independência importante a inclusão do fisioterapeuta promovendo adaptação de acordo numa equipe multidisciplinar para a com a sua limitação para a realização busca da melhoria da qualidade de vida das AVDs.

Faça parte da Academia Malhação Vida Nova - Ligue (11) 2297-1516 e cadastra-se!


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Cine Vida Nova, parceria e ação em comum

Em 2010 o APD, Programa Acompanhante Comunitário de Saúde da Pessoa com Deficiência, iniciou suas atividades na região de São Miguel. Este programa é uma ação da Secretaria Municipal de Saúde, desenvolvida em parceria com a Associação Saúde da Família, que visa assistir pessoas com deficiência intelectual em situação de fragilidade e vulnerabilidade social. Seu objetivo é a inclusão da pessoa atendida à so-

ciedade, incentivando sua autonomia, seu protagonismo frente a sua história. Para alcançar nosso objetivo, uma das atividades que propõe é a participação das pessoas com deficiência intelectual nos equipamentos socioculturais e educativos do território onde moram. A parceria com o Instituto Vida Nova acontece desde 2010. Temos em comum, a lida cotidiana com pessoas que sofrem tanto pelo adoecimento quanto pelo preconceito e a discriminação da comunidade onde vivem. A atuação junto a esta situação humana exige conduta ética e solidária, o que sempre encontramos nas pessoas que trabalham no Instituto. Desde o início, reconhecemos que muito

poderíamos realizar com nossa parceria. Hoje, utilizamos mensalmente a sala do Instituto Vida Nova para assistirmos filmes com nossos usuários, e somos, generosamente, sempre acolhidos com pipoca e suco para acompanhar nossa sessão de cinema e uma prontidão para colaborar. O APD também utiliza a academia de ginástica, que com seus profissionais bem capacitados recebem nossos participantes e os acompanham respondendo às suas necessidades. Finalizamos destacando, acima de tudo, a qualidade do patrimônio humano do Instituto Vida Nova. Saber que pessoas solidárias e atentas às questões do desenvolvimento humano, da qualidade de vida e da cidadania estão próximas, neste território que muitas vezes nos parece tão hostil, é para nós um grande conforto. Ana Paula Profissional da Saúde.

LEI Nº 12.984, DE 2 JUNHO DE 2014. Define o crime de discriminação dos portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e doentes de aids. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o Constitui crime punível com reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, as seguintes condutas discriminatórias contra o portador do HIV e o doente de aids, em razão da sua condição de portador ou de doente: I - recusar, procrastinar, cancelar ou segregar a inscrição ou impedir que permaneça como aluno em creche ou estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado; II - negar emprego ou trabalho;

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III - exonerar ou demitir de seu cargo ou emprego; IV - segregar no ambiente de trabalho ou escolar; V - divulgar a condição do portador do HIV ou de doente de aids, com intuito de ofender-lhe a dignidade; VI - recusar ou retardar atendimento de saúde. Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 2 de junho de 2014; 193o da Independência e 126o da República. DILMA ROUSSEFF José Eduardo Cardozo


Expediente BOLETIM VIDA NOVA Nº 04 Outubro de 2014 Coordenador - Francisco Caldeira de Souza Conselho Editorial: Américo Nunes Neto Cássio Rogério D. L. Figueiredo Jorge Eduardo Reyes Rodriguez Texto; Projeto Gráfico e Diagramação: Américo Nunes Neto Fotografias Acervo institucional Páginas da web - Capa , páginas 6 e 8 Revisão Celso Vitor dos Santos Teresinha Martins Impressão - Artes Gráficas Prática Ltda. Tiragem – 2000 exemplares Diretoria do Instituto Vida Nova: Presidente - Jorge Eduardo R. Rodriguez Vice Presidente – Valdelice A. Senatori 1ª Secretaria - Dirce Aranda de Jesus 2ª Secretaria - Noriza Prado 1ª Tesoureira - Maria Eunice Silva 2ª Tesoureira - Maria Cristina Gomes Doações Instituto Vida Nova – Banco Bradesco

Nosso trabalho tem tudo haver com você! Acesse www.ividanova.org.br

Agência 2875-4 – conta corrente 6242-1

O Boletim Vida Nova é uma publicação do Instituto Vida Nova Integração Social Educação e Cidadania. Rua Professor Assis Veloso, 226 – São M. Pta. São Paulo – SP. – CEP. 08021-470 Fone: (11) 2297-1516 – e-mail ividanova@uol.com.br www.ividanova.org.br

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