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E DI Ç ÃO

ASSISTÊNCIA PREVENÇÃO CONTROLE SOCIAL

Nº0 5

MAR Ç O –

20 1 5

TÔ DENTRO, QUEM ESTÁ DENTRO USA CAMISINHA E SEMPRE APARECE Campanha de prevenção ao HIV entre jovens gays e HSH homens

INFORMAÇÃO

que fazem sexo com homens, tem força na Cidade de São Paulo.

NESTA EDIÇÃO:

Editorial

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Atividade do IVN

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Novo Ciclo IVN Teste de Vacinas

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Depoimento

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Campanha Tô Dentro

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Tuberculose

8-9

Controle Social

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Isenção Tarifária

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Expediente

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PACIENTE DIAGNOSTICADO EM 1989 FALA SOBRE NOVO MEDICAMENTO 3 EM 1 PARA A AIDS

INSTITUTO VIDA NOVA SOB NOVA DIREÇÃO


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Editorial

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Senhoras e Senhores,

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poiado pela participação e pela colaboração de todos os membros do IVN, a quem agradeço pela contribuição para que pudéssemos alcançar este balanço extremamente positivo. Desta forma, eleitos os futuros diretores, assim como eu para o quadriênio 2015/2019 do IVN, posso dizer que conheço e tenho profunda admiração e respeito pela forma de atuação pessoal e profissional. Agradeço, igualmente, aos diretores que permanecerão e

somarão comigo, que não pouparão esforços e empenho para oferecer ao IVN um trabalho de competência dentro das suas possibilidades. Agradeço, de forma especial, a todos os parceiros institucionais que atuaram conosco, e que contribuíram de forma decisiva para o êxito dos nossos trabalhos. Agradeço, por fim, a presença constante sempre bem vinda dos assistidos do IVN. Renovo minha função em abril, mais experiente e preparado para enfrentar os novos desafios que hão de surgir ao longo da minha jornada. É grande honra presidir esta Diretoria, além de um rico aprendizado, que irei levar pelo resto da vida. Não tenho dúvidas de que a Nova Diretoria está à altura dos desafios inerentes de uma instituição do quilate do

IVN, e está pronta a trabalhar para que o IVN possa, cada vez mais, exercer o papel de destaque na Luta Contra a Aids. Nesse sentido, quero expressar meus votos de sucesso aos novos diretores, que tenha um mandato igualmente exitoso, nos colocando a disposição, tendo em vista que seguimos membros desta instituição, a contribuir no que seja demandada. Por fim, enfatizo aos Senhores que o IVN estará diante de novos diretores e novos desafios, mas não mudará seu perfil de defesa inconteste dos direitos e interesses das pessoas que vivem com HIV/Aids - PVHA. As responsabilidades foram grandes, mas a satisfação foi ainda maior!! Muito obrigado a todos/as! Jorge Eduardo Reyes Rodriguez.

IVN SOB NOVA DIREÇÃO Agora, surgem as expectativas: como será essa Gestão?

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om a posse da nova diretoria, minhas expectativas são de uma diretoria mais atuante internamente que se envolvam e colaborem para execução e sucesso das atividades, como também mais atuantes nas atividades externas com mais empenho na elaboração das politicas públicas e controle social, fortalecendo assim as ações da instituição como também as pessoas vivendo com HIV/Aids - PVHAs.

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ão somente no IVN como acontece na maioria das ONGs, o maior desafio continua sendo a sustentabilidade financeira, técnica e política. Neste âmbito desejo sucesso para obtermos cada vez mais recursos para continuidade de nossas ações. Que ao longo dos seus 15 anos, vem desenvolvendo e ampliando o acesso de diversas atividades que colaboram para melhoria da qualidade de vida das PVHAs, como também na prevenção das DST/HIV-Aids. Teresinha Martins – Assistente de Projetos - Instituto Vida Nova

BOLETIM

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PATICIPE DAS ATIVIDADES DO INSTITUTO VIDA NOVA 

Fisioterapia

Aula de Dança

Oficinas Temáticas

Curso de informática

Lan house Vida Nova

Grupo de Convivência

Grupo de Adolescentes

Festas de aniversariantes

Encontros de lazer e cultura

Academia Malhação Vida Nova

Campanha de natal para crianças

Dia Internacional de Combate a AIDS

Suporte Psicológico - Grupo Terapêutico

Palestras de Prevenção das DST/HIV-AIDS

Feliz Aniversário

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vanessa

m momento especial de renovação para sua alma e seu espírito, porque Deus, na sua infinita sabedoria, deu à natureza, a capacidade de desabrochar a cada nova estação e a nós capacidade de recomeçar a cada ano, de forma mais brilhante e inesquecível que o anteriELIANE or. Desejamos a vocês, muito amor, muitas alegrias, sucessos e muita paz em seus corações iluminados, desejamos também

que Deus os abençoem, suavize seus caminhos, ilumine os seus pensamentos e sentimentos. Afinal fazer aniversário é ter a chance de fazer novos amigos, ajudar mais pessoas, aprender e ensinar novas li-

ções, vivenciar outras dores e suportar velhos problemas. Sorrir por novos motivos e chorar outros, porque, amar o próximo é dar mais amparo e agradecer mais vezes. Fazer Aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus. É ser grato, reconhecido, forte, destemido. É ser rima, é ser verso, é ver Deus no universo. Parabéns, aos membros do Instituto Vida Nova nesse momento de pura magia, da arte mais bela da sua renovação.

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INICIA-SE UM NOVO CICLO

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a concretização e finalização do Projeto Quero + Saúde, foram realizas as seguintes atividades: Atividades físicas; fisioterapia; aulas de dança, curso de informática e publicação do Boletim vida Nova. 195 pessoas foram acessadas e beneficiadas diretamente; os resultados foram abrangentes, por exemplo:

 Aumento da autoestima;  Adesão ao tratamento, seguimento das orientações

   

dadas em terapia para as atividades domiciliares a fim de trabalhar a estimulação tátil e proprioceptiva com relação ao Hemicorpo afetado e exercícios funcionais para o ganho de autonomia nas atividades de vida diárias AVD´S; Alguns pacientes relataram melhora com relação aos episódios de dor muscular e ganho de flexibilidade; Aceitação do diagnostico HIV positivo; Melhoria de hábitos alimentar; Diminuição dos agravos patológicos;

Melhora do quadro clinico Integração família e rede social; Aceitação da sorologia e visibilidade; (mídia) Prevenção secundária e primária; Combate a lipodistrofia; Redução do isolamento; Melhora da qualidade do sono; Aumento da libido sexual; Articulação com outros serviços públicos; Também ha que se considerar os resultados cognitivos, que vão além dos dados esperados.

Iniciaremos um novo ciclo, em maio, Instituto Vida Nova – IVN e Programa Municipal de DST/Aids ratifica o novo acordo/convênio para a gestão do Projeto Releste Integração Social. O novo acordo, prevê um período de 2 anos de atividades para as pessoas que vivem com HIV/Aids e ações junto aos serviços públicos de saúde, assistência social e entidades privadas. Os projetos sociais do IVN são geridos por parcerias com os programas de DST/Aids entre empresas privadas. Em 15 anos de atividades já beneficiou mais de 5 mil pessoas diretamente. Uma iniciativa que favorece o desenvolvimento humano, comunitário e melhoria da qualidade de vida das pessoas associadas a ONG. A aprovação desse novo projeto é uma prova do sucesso e a consolidação da parceria entre sociedade civil organizada e governo. A parceria com a Programa Municipal de DST/Aids e Secretaria Municipal de Saúde, além dos benefícios para as pessoas, também contribui para o controle da epidemia das DST/Aids e melhoria da assistência as pessoas com HIV/Aids, promovendo também a valorização da vida e autoestima.

TESTES COM NOVA VACINA INDICAM PROTEÇÃO TOTAL CONTRA VÍRUS HIV - James Gallagher Editor de Saúde da BBC News - 19 fevereiro

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m teste com terapia genética, cientistas conseguiram deixar macacos protegidos contra o vírus HIV. Macacos totalmente protegidos contra o vírus do HIV. Esse foi o resultado de um teste de uma nova vacina contra o HIV, que deixou a comunidade científica animada. A abordagem da vacina, cujo estudo acaba de ser publicado na revista Nature, é bastante radical. BOLETIM

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Normalmente, as vacinas treinam o sistema imunológico para combater infecções. Mas nessa nova vacina os pesquisadores do instituto de pesquisa Scripps, com sede na Califórnia, alteraram o DNA dos macacos para dar às células deles propriedade para combater o HIV. A equipe diz que a descoberta é “incrível” e que vai começar os testes em humanos em breve. Consultados pela BBC, cientistas independentes – não ligados ao instituto – também se entusiasmaram com os resultados do teste. DNA - A técnica usa terapia genética para introduzir uma nova seção de DNA dentro das células musculares saudáveis. Nessa parte de DNA há tipos de "instruções" para a criação de ferramentas para neutralizar o HIV, que então é bombardeado para fora da corrente sanguínea. Nos testes, os macacos ficaram protegidos contra todos os tipos de HIV durante ao menos 34 semanas. Como os macacos também desenvolveram proteção diante de altas doses do vírus, isso também pode ajudar pacientes que já tenham

HIV, de acordo com os cientistas. "Estamos mais perto de uma proteção universal (contra o HIV) do que qualquer outra abordagem feita por outras vacinas", disse o cientista Michael Farzan, um dos líderes do estudo. "Mas ainda temos muitos obstáculos, especialmente em como fazer uma vacina segura para ser aplicada em um grande número de pessoas." Isso porque em uma vacinação convencional, o sistema imunológico responde apenas depois de estar diante de uma ameaça. Já nesta abordagem, a terapia genética transforma células em fábricas que expelem constantemente "matadores de HIV" – e as implicações a longo prazo disso são desconhecidas. Apesar dos entraves, cientistas de outras instituições comemoraram os resultados. “Essa pesquisa é bastante inovadora e é uma promessa que nos leva em duas importantes direções: obter uma proteção a longo prazo contra o HIV e colocar o vírus em remissão, no caso de pessoas já infectadas", disse o pesquisador Anthony Fauci, do National Institutes of Health, dos EUA.—Fonte http:// www.bbc.co.uk/portuguese/noticias


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PACIENTE DIAGNOSTICADO EM 1989 FALA SOBRE MEDICAMENTO 3 EM 1 PARA A AIDS “Você primeiro tem que ter vontade de ser feliz e viver”

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ste ano, pacientes diagnosticados com teste positivo para aids começaram a poder fazer uso do medicamento 3 em 1, previsto no Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e Aids do Ministério da Saúde. A dose tripla combinada é composta pelos medicamentos Tenofovir (300 mg), Lamivudina (300 mg) e Efavirenz (600 mg) e vai beneficiar 100 mil novos pacientes com HIV e aids. As doses já foram entregues aos estados, responsáveis pela distribuição para os municípios. Até o final deste ano, pacientes que já estavam em tratamento também serão beneficiados com a medicação. Wanderley Estrella, 49 anos, cabeleireiro residente no Distrito Federal, recebeu o diagnóstico positivo para o vírus HIV em 1989 e conta como foi complicado seguir o tratamento nessa época em que ainda havia poucas informações disponíveis sobre a doença e as medicações utilizadas. “No primeiro momento eu tomava 27 drogas. As primeiras medicações eram terríveis. Você tomava e vomitava a metade. Em um segundo momento, com a evolução do

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tratamento, eu comecei a tomar 21 comprimidos. De 2007 pra cá eu estou indetectável, então eles começaram a me passar cinco comprimidos por dia e agora eu tenho a notícia de que existe um comprimido que serão 3 em 1”, conta. Para ter sucesso no tratamento, é fundamental que o paciente tenha uma boa adesão, utilizando os remédios de acordo com as indicações médicas. A decisão sobre interrupção ou troca de medicamentos deve ser tomada com o consentimento e orientação do médico que realiza o acompanhamento do paciente soropositivo. “Você primeiro tem que ter vontade de ser feliz e viver. Segundo, conviver com a doença hoje é um pouco mais simples, a partir do momento que você ajusta a alimentação e toma a medicação de forma correta, isso é seguro. Há anos, quantos amigos eu perdi pela falta de informação e achando que o coquetel não daria resultado nenhum. Porque você se assusta. Eu quero continuar vivendo, independente se vou viver mais 30 ou 40 anos, eu quero viver numa boa e com felicidade. Faço meu papel perante o Ministério da Saúde e a sociedade”, garante Wanderley Estrella, que participa ativamente de uma das maiores feiras de cabeleireiros do mundo, que conta com stand de teste rápido e orientação sobre a aids, realizado em parceria com o Ministério da Saúde. Desde novembro, cerca de 11 mil pacientes já foram beneficiados com o me-

dicamento 3 em 1 nos Estados do Rio Grande do Sul e Amazonas, que possuem as maiores taxas de detecção do vírus. O Ministério da Saúde investiu R$ 36 milhões na aquisição de 7,3 milhões de comprimidos e o estoque é suficiente para atender os pacientes nos próximos 12 meses. Terapias complementares Além do tratamento existente com os medicamentos antirretrovirais, também estão disponíveis nos Serviços de Saúde Especializados atendimentos com psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, enfermeiros e farmacêuticos. Exercícios físicos e alimentação equilibrada também melhoram a saúde e a autoestima. Acupuntura, homeopatia, massagens (shiatsu e reflexologia), práticas físicas (yoga e Tai Chi Chuan) e consumo de algumas ervas medicinais são chamadas de terapias complementares, muito utilizadas para reduzir o estresse e os efeitos colaterais dos coquetéis, melhorar o sistema imunológico, aliviar a dor e auxiliar no tratamento de infecções oportunistas, mas é importante ressaltar que as terapias complementares não substituem os medicamentos. As práticas devem ser indicadas por profissionais e comunicadas ao médico. A revista britânica The Lancet, uma das mais importantes publicações científicas da área médica, divulgou em julho de 2014 um estudo mostrando que o tratamento para aids no Brasil é mais eficiente que a média global. Segundo a publicação, as mortes em decorrência do vírus HIV no país caíram a uma taxa anual de 2,3% entre 2000 e 2013, enquanto a média global apresenta uma queda de 1,5% ao ano. Entre 2005 e 2013, o Ministério da Saúde mais do que dobrou o total de

brasileiros com acesso ao tratamento, passando de 165 mil (2005) pra 400 mil (2014). Atualmente, o SUS oferece, gratuitamente, 22 medicamentos para os pacientes soropositivos. Desse total, 12 são produzidos no Brasil. Fonte: Ana Beatriz Magalhães / Blog da Saúde

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CAMPANHA DE PREVENÇÃO AO HIV ENTRE JOVENS GAYS E HSH HOMENS QUE FAZEM SEXO COM HOMENS TEM FORÇA NA CIDADE DE SÃO PAULO

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TÔ DENTRO, QUEM ESTÁ DENTRO USA CAMISINHA E SEMPRE APARECE. ançada em 29 de novembro a campanha

A campanha alerta jovens Gays e HSH sobre a importân-

cia de ações de prevenção às DST/Aids, testagem anti-hiv e acesso aos serviços de saúde. O Programa Municipal de DST/ Aids de São Paulo, se junta a esta campanha com ações de apoio e disseminação de informação em DAVID BRAZIL seus canais de comunicação. Preparamos uma comunicação aberta e direta para o público, com informações não impositivas e sim reflexivas em peças publicitárias. O artista e promoter David Brazil, Jovens, Pessoas vivendo com HIV/ Aids, Ativistas de ONGs/Aids e LGBT da cidade de São Paulo e Juiz de Fora, cederam suas imagens para as peças publicitárias (Calendários 2015, Cartaz, Flyer, Camiseta e Banner), também com depoimentos em vídeos expõem mensagens alusivas à prevenção e da importância da campanha. Tô Dentro, não é uma campanha pontual, ela se estende a partir de 1º de dezembro de 2014 a dezembro de 2015. As mensagens provocam a identificação com os modelos e reflexão sobre estar ou não fazendo o uso do preservativo, assim como ao acesso a rede de saúde. É uma estratégia que inova para acessar o público alvo jovens gays e homens que fazem sexo com homens – HSH.

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enho participado ativamente de seminários, congressos e conferências nacional e internacional e sempre me questiono de que maneira eu e o Instituto Vida Nova possamos contribuir para os desafios que se apresentam. A ideia da campanha começou a surgir com desdobramento dos dados preocupantes nesta população e do Projeto GPSC Grupo de Promoção à Saúde e Cidadania LGBT, executado pelo Instituto Vida Nova com apoio do Departamento de DST/Aids e HV – MS.; também durante minha participação em eventos. A 20º Conferência Internacional de Aids em Melbourne – Austrália (julho/2014) da qual também participei, foi o início para a criação da campanha Tô Dentro. Sem recursos financeiros apresentei a proposta ao Programa Municipal de DST/Aids da cidade de São Paulo, que prontamente abraçou a campanha e custeou todas as despesas gráficas e de lançamento. No coquetel de lançamento da campanha, estavam convidados de governos, sociedade civil organizada, ativistas dos movimentos LGBT e Aids e jornalistas. Um destaque de agradecimento especial aos modelos participantes que doaram suas imagens e da mesma forma abraçaram a campanha com empenho e dedicação. Américo Nunes Neto * Idealizador da campanha

Jovens Gay - De acordo com dados estatísticos, entre os jovens gays de 18 a 24 anos, a prevalência da doença é de 4,3%. Quando comparados com os jovens em geral, a chance de um jovem gay estar infectado pelo HIV é 13 vezes maior.

HSH – Homens que fazem sexo com homens - De 30 a 39 anos de idade: maior proporção de casos de aids, cerca de 40% no período. De 20 a 29 anos: é a segunda maior proporção nessa população, porém aumentando desde 2007, passando de 27,1% para 38,6% em 2012. De 13 a 19 anos: a partir de 2010 o número de casos de aids triplicou passando de 6 casos em 2010 para 22 em 2012. No Brasil existem 30 mil novas infecções pelo HIV por ano, 12 mil mortes, 353 mil pessoas recebem mensalmente os antirretrovirais, 150 mil desconhecem que vivem com o vírus. Fonte—www.aids.org.br BOLETIM

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LUIZ EDUARDO


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CONJUNTURA:

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ivenciamos o recrudescimento da epidemia entre jovens gays e, principalmente homens jovens e que fazem sexo com outros homens. Hoje o contexto da epidemia de aids é outro; somar esforços e replicar esta campanha pode muito contribuir para a diminuição da epidemia. Há uma concentração de casos de aids entre jovens Gays e HSH na região central da cidade de São Paulo com 37% dos casos, isto se dá pelo fato de diversos atrativos e situações de maior vulnerabilidade, também as informações sobre o acesso aos insumos de prevenção ainda são frágeis. Com relação ao aumento da incidência da doença entre jovens homossexuais, há um certo relaxaAraújo Lima mento no comportamento preventivo. Isso mostra que temos que pensar novas estratégias e intensificar novas ações de prevenção e parâmetros, daí a importância da Campanha Tô Dentro, que com mensagens objetivas e subliminar; se propõe avançar enfrentar este desafio. É preciso focalizar as campanhas, estar atento a esse público e pensar ações conjuntas. No Brasil, 24,5% dos casos de HIV hoje estão entre os homossexuais masculinos e 7,7% bissexuais segundo dados do UNAIDS. Apesar de o número de casos no sexo masculino ainda ser maior entre heterossexuais, a epidemia no país é concentrada (em grupos populacionais com comportamentos que os expõem a uma maior vulnerabilidade de infecção pelo HIV, como homossexuais, profissionais do sexo e usuários de drogas). Fonte - Unaids

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programação de lançamento da campanha TÔ DENTRO aconteceu em um hotel na região central de São Paulo com exposição de vídeo, desfile dos modelos entre eles, Lu Marinatti, Michelly X, Ativistas e show performático com Ton Capelli cover de Ney Matogrosso.

Agradecimentos Beto de Jesus * David Brazil * Celso Vitor dos Santos * Cristina F. Credie Diego Callisto * Jean Dantas * Jorge Eduardo * José Araújo Lima * Luiz Eduardo Santos * Lu Marinatti * Michelly X * Teresinha Martins * Vanessa A Senatori * Victor Silba * Esquadrão das Drags - Dindry Buck * Sissi Girl * Nina Cash Andy D’luck * Sissa Oliveira

Aids

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Sueli Cardeal e equipe técnica do Programa Municipal de DST/

Agencia de Notícias da Aids Lucas P. Bonanno

PEÇAS DA CAMPANHA CARTAZ CALENÁRIO 2015 FLYER ADESIVOS BANNERS BOLETIM

LANÇAMENTO


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Prevenção TUBERCULOSE E HIV AIDS, UMA PREOCUPAÇÃO

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tuberculose (TB) representa a maior causa de morte entre pessoas que vivem com HIV/AIDS, segundo os últimos relatórios da Organização Mundial de Saúde (OMS). Pessoas que vivem com HIVAIDS, têm de 21 a 34 vezes maior risco de contrair tuberculose, quando comparado a população em geral. Muitas pessoas descobrem o diagnostico do HIV, quando iniciam ou durante o tratamento de tuberculose. No Brasil são notificados anualmente cerca de 70 mil novos casos de tuberculose e, segundo dados do Ministério da Saúde, 10% das pessoas que são diagnosticas com tuberculose, também são diagnosticas com HIV. Na cidade de São Paulo, conforme dados do programa municipal de controle da tuberculose, da secretaria municipal de saúde, em 2013 foram registrados 5.671 novos casos de tuberculose, seguindo os dados nacionais acima, 10% também foram diagnosticas com HIV, e 19% das pessoas diagnosticadas com HIV e tuberculose vieram a óbito. Situação que poderia ser evitada, o diagnostico tardio de HIV e tuberculose, isto é, quando a pessoa demora a descobrir que tem HIV e/ou tuberculose, prejudica muito no tratamento das duas infecções (TB/HIV). O Ministério da Saúde recomenda que todas as pessoas que vivem com HIV/AIDS, sejam questionadas pelo profissional de saúde, se sentem os sintomas da tuberculose (febre, tosse, sudorese noturna e emagrecimento), esse procedimento, deve estar na rotina dos serviços que atendem as pessoas que vivem com HIV/AIDS. O tratamento da tuberculose dura 06 meses no mínimo, assim como o vírus HIV, a bactéria que causa a tuberculose, também pode desenvolver resistência aos medicamentos, em grande parte dos casos devido a problemas de adesão ao tratamento, por isso da importância que todas as pessoas que vivem com HIV/ AIDS sejam investigadas sobre os sintomas da tuberculose, e orientadas a importância da adesão ao tratamento, quanto maior a resistência da bactéria maior

o tempo de tratamento. Um dos exames mais conhecidos e utilizados para auxiliar no diagnóstico da tuberculose é o PPD (Derivado Proteico Purificado) atualmente em falta em todo mundo. O único laboratório fabricante do PPD, com sede na Dinamarca, decidiu não fabricar mais o produto. Ainda sim, existe a possibilidade de o governo brasileiro fabricar o teste por meio de laboratórios públicos, porém isso ainda não está definido, depende de negociações para transferência de tecnologia do laboratório dinamarquês para a fabricação do PPD e, é claro, investimento financeiro para que isso aconteça. O Ministério da Saúde ainda recomenda que, na falta do PPD outros métodos de diagnósticos sejam aplicados pelo profissional de saúde, como: sintomas, raio x e avaliação clinica. O movimento social de luta contra tuberculose acompanha a discussão e faz pressão junto ao Ministério da Saúde, para que a situação seja regularizada, e o PPD volta a ser encontrado na rede pública de serviços de saúde. José Carlos Veloso - assistente social, mestre em saúde coletiva, membro da Rede Paulista de Controle Social da Tuberculose e Comitê Estadual de Controle Social da Tuberculose da Secretaria Estadual de Saúde de SP.

CARNAVAL 2015 - AÇÕES PREVENTIVAS AIDS E DST SÃO TEMA DAS PRIMEIRAS PALESTRAS DO PROGRAMA “SAÚDE NO ESPORTE” Palestras começam no dia 10 a 27 de fevereiro A AIDS e as DST são o primeiro tema abordado nas palestras que serão realizadas em diversos Centros Esportivos da cidade de São Paulo por meio do “Saúde no Esporte”, programa criado em uma parceria da Secretaria

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Municipal de Esportes, Lazer e Recreação com a Secretaria de Saúde. A programação de palestras que falará sobre a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis já começa nesta terça-feira (10) e foi até o dia 27 de fevereiro, passando por 34 Centros Esportivos. Durante esse período, as equipes de profissionais orientarão os participantes explicando os tipos de doenças, os sintomas, os diagnósticos, as principais preocupações e responderão eventuais dúvidas. As DST – As doenças sexualmente transmissíveis, ou apenas DST, são doenças transmitidas, principal-

mente, pelo contato sexual sem o uso de camisinha com uma pessoa infectada. Entre elas, a mais conhecida é a AIDS, causada pelo vírus HIV, que ataca o sistema imunológico e deixa o portador mais vulnerável a apresentar diversos problemas. No entanto, outras doenças são perigosas e requerem cuidado, o que torna ainda mais importante ter conhecimento sobre elas e as formas de preveni-las. Fonte - http://www.prefeitura.sp.gov.br/ cidade/secretarias/esportes


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CARNAVAL COM PREVENÇÃO CAMPANHA ‘CAMISINHA NA FOLIA’ INCENTIVA USO DE PRESERVATIVOS NO

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quipes da Secretaria incentivaram foliões a usar camisinha, fazer testes em ensaios de escolas de samba, terminais de ônibus, bandas, blocos de rua e no sambódromo. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) lançada oficialmente, no dia 13 de fevereiro, sua campanha “Camisinha na Folia, Camisinha Todo Dia”. O objetivo é informar a população - principalmente os jovens - sobre os riscos de infecção pelo HIV e lembrar a importância do uso do preservativo e da realização do teste com a abertura do Carnaval paulistano. O lançamento da campanha coincidiu com a abertura dos festejos, no Sambódromo do Anhembi. Em todas as ações da SMS realizadas entre os meses de janeiro e fevereiro a estimativa é de que sejam distribuídos cerca de 300 mil preservativos e 100 mil folhetos informativos, além da criação de uma vinheta para veiculação nas redes sociais e televisores dos ônibus municipais. Identificados com camisetas alusivas ao tema, cerca de 200 pessoas se dividirão entre todas as atividades, que já acontecem nos ensaios das escolas de samba e blocos de rua. No dia 08 de fevereiro, a “Camisinha na Folia” é LGBT - esteve na 15ª edição da Banda do Fuxico, no Largo do Arouche. “O uso do preservativo ainda é a alternativa mais eficaz na prevenção às DST, HIV e Aids. Por isso, a estratégia de distribuição de camisinhas em pontos de grande concentração de pessoas nesta época do ano”, afirma a coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids, a médica Eliana Battaggia Gutierrez.

VIAJE BEM COM CAMISINHA

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rupo Pela Vidda SP, realizou ação preventiva desenvolvida nos terminais rodoviários Tietê, Barra Funda, Jabaquara e Guarulhos. A ação visa distribuir preservativos e material informativo no maior terminal rodoviário do país, todos os anos no período que antecede o carnaval. As campanhas são dirigidas não só aos públicos mais vulneráveis ao risco de infecção pelo HIV, mas também à população em geral. Em sua 19ª edição voluntários da campanha disponibilizaram aproximadamente 90 mil camisinhas. Saiba mais www.aids.org.br

PEP significa Profilaxia Pós-Exposição. É uma forma de prevenção da infecção pelo HIV usando os medicamentos que fazem parte do coquetel utilizado no tratamento da Aids, para pessoas que possam ter entrado em contato com o vírus recentemente, pelo sexo sem camisinha. Esses medicamentos, precisam ser tomados por 28 dias, sem parar, para impedir a infecção pelo vírus, sempre com orientação médica. Essa forma de prevenção já é usada com sucesso nos casos de violência sexual e de profissionais de saúde que se acidentam com agulhas e outros objetos cortantes contaminados.

No caso de um possível contato com o vírus HIV, busque, o quanto antes, um serviço credenciado. Esse primeiro atendimento é considerado de urgência porque o uso dos medicamentos deve começar o mais cedo possível. O ideal é que você comece a tomar a medicação entre 2 horas até 72 horas após a exposição ao vírus HIV e no máximo após 72 horas. A eficácia da PEP pode diminuir à medida que as horas passam. A indicação de utilização dos medicamentos para prevenção será avaliada por um médico. A população de gays, outros homens que fazem sexo com homens e travestis é uma das populações que tem preferência no acesso a esse atendimento de urgência, visto a proporção de pessoas com HIV neste segmento populacional ser superior àquela da população geral. Saiba mais acesse Fonte: http://

www.saude.sp.gov.br/

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2º COLÓQUIO AIDS E DESAFIOS NA METRÓPOLE TEMOS OS NÚMEROS, ONDE ESTÃO AS POLÍTICAS?

Controle Social

MOPAIDS

- Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids, reúne Organizações Não Governamentais (ONG) de luta contra a Aids no Município de São Paulo. A Comissão Organizadora e participantes do Evento II Colóquio AIDS Desafios na Metrópole com dois temas deliberado pelo Movimento- “Temos os números, onde estão as politicas?” e “Juventude e HIV/AIDS”; realizado em 25 e 26 de novembro de 2014, no Hotel Dan Inn Planalto, fez recomendações para melhorias dos serviços públicos. O evento contou com participação de ativistas, profissionais de saúde e representantes de governo, tendo como metodologia plenárias de discussões e grupos de trabalhos, sendo constatado deficiências na assistência as pessoas que vivem com HIV/Aids e prevenção em DST-HIV-Aids. Ao final, foram aprovadas pelos participantes 27 recomendações destinadas às instâncias de governos das áreas de Saúde, Educação, Transporte, Assistência Social e entidades privadas. Atento as recomendações o MOPAIDS estará monitorando junto as instâncias de competências no intuito de garantir o acesso a saúde, prevenção as DST/Aids, garantias de direitos e benefícios, bem como uma melhor humanização nos serviços.

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ovimento Nacional das Cidadãs Posithivas é uma organização brasileira constituída por mulheres vivendo com HIV/AIDS desde sua fundação tem como missão promover o fortalecimento e o empoderamento das mulheres sorologicamente positivas para o HIV. Entendemos que o Estado de São Paulo como em razão de sua extensão e diversidade regional apresentam questões especificas a serem tratadas, porém temos certeza que algumas questões estão na lista de necessidades não só do Estado de São Paulo como de todo Brasil. São elas, investimentos em prevenção, participação efetiva dos movimentos das PVHA, pesquisas clinicas e comportamental relacionadas aos efeitos colaterais dos medicamentos para a Aids, acesso as informações sobre a PEP profilaxia pós exposição, discriminação às lésbicas por parte dos profissionais de saúde. Estamos propondo um dialogo com as mulheres com HIV/Aids do Estado de São Paulo, para assim identificarmos protagonistas dispostas em participar e contribuírem na identificação sobre a atual realidade da assistência às mulheres e os entraves que vem dificultando uma melhoria da sua qualidade de vida. Sabemos que há muito trabalho a ser feito e para realizá-lo esperamos contar com o apoio das ONGs Aids, dos Conselhos Municipais de Saúde e dos gestores (Secretários de Saúde, GVE’s, Coordenadores de Programas Municipais), pois precisaremos de espaços para realizarmos reuniões, de mobilizações locais etc. A principal razão de nossa luta e combater a AIDS pois BOLETIM

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o avanço da epidemia, o número de mulheres infectadas que abandonam tratamento por falta de adesão e consequentemente vão a óbito ainda é considerável. Isso sem mencionar aquelas que são vitimas de violência de toda ordem e que ainda se submetem a serem tratadas de forma desrespeitosa tendo seus direitos violados diariamente em seus lares, em seus locais de trabalho por serem mulheres, por terem Aids, e ainda em alguns casos, serem negras ou ainda por serem pobres e sem escolaridade. É preciso ter atitude, começar, se dispor a aprender, se posicionar e buscar o caminho certo mesmo que seja necessário construir esse caminho. Nesse momento nosso objetivo é despertar o espírito de luta que existe em cada mulher positiva ao HIV/ AIDS, cidadã ou não e reuni-las para juntas elaborarmos um planejamento para trabalharmos questões como: Prevenção, Controle Social, Implementação de políticas publicas, Cirurgias reparadoras. Com relação à Assistência queremos infectologistas e outras especialistas como nefrologistas, endocrinologistas, cardiologistas, pois devido a demora do agendamento ou a ausência por longos meses desses especialistas nos serviços continuamos a ter a situação de saúde agravada em mulheres em uso de TARV já a longo tempo; Precisamos de um acompanhamento com um olhar mais atento; Realização de oficinas sobre alimentação mais saudável e de baixo custo; Elaboração de ações de conscientização visando mudança de comportamento, para mulheres positivas usuárias de drogas. Deixamos aqui registradas algumas de nossas metas e esperamos ao longo destes dois próximos anos avançarem rumo a as realização e ao fortalecimento do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas no Estado de São Paulo. Maria Elisa – Representante Estadual.


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ISENÇÃO TARIFÁRIA TRANSPORTANDO PARA A SAÚDE

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m mais de 30 anos da epidemia, muitos foram os avanços nos medicamentos e tratamentos para as pessoas que vivendo com o HIV/Aids. Entretanto, parte destas pessoas vivendo com o HIV/Aids necessitam de idas constantes ao seu médico assistente, assim como profissionais de outras especialidades, e retiradas de medicamentos para o tratamento. Por vários anos, ativistas na luta contra Aids, buscaram soluções junto ao Legislativo e Executivo municipal e estadual para garantir que os usuários do sistema de saúde afetados pelo HIV, principalmente os de baixa renda e desempregados pudessem ter isenção no transporte para não interromper os seus tratamentos. Atualmente o acesso ao bilhete único para as pessoas vivendo com HIV/Aids na cidade de São Paulo é disciplinada pela portaria intersecretarial SMT/SMS 001/11. O trâmite para a obtenção do bilhete ocorre por meio de um cadastro. O interessado inicialmente realiza o cadastramento on-line (http://bilheteunico.sptrans.com.br/ especial.aspx), que irá gerar um relatório médico a ser preenchido pelo médico de sua escolha, que também deve estar cadastrado. A efetivação da solicitação requer o comparecimento num dos Postos de Atendimento da SPTrans, de e 2ª a 6ª, das 8h às 16h, apresentando: - documento de identificação com foto (original e cópia); - comprovante de endereço recente com CEP (original e cópia); - Relatório Médico válido por 90 dias (preenchido e assinado pelo médico); e laudo de exames, quando estabelecido no Anexo I da Portaria Intersecretarial SMT/SMS 001/11. Ocorre que muitas pessoas vivendo com HIV/Aids tiveram o acesso dificultado para a obtenção da isenção tarifária, quer seja pelo tramite burocrático, mas principalmente pelas exigências para a concessão da isenção. Dentro desta problemática, o Ministério Público do Estado de São Paulo impetrou uma Ação Civil Pública (0011438-14.209.8.26.0000) pleiteando judicialmente a isenção tarifária para todos os portadores do HIV residentes na cidade de São Paulo. O juiz da causa concedeu o pedido de Tutela Antecipada, e que foi mantida pelos Tribunais Superiores, apesar das tentativas da SPTrans em derrubá-la. Com a Tutela Antecipada, mesmo não tendo terminado a ação (trânsito em julgado), o direito da isenção tarifária é garantido as PVHAs residentes no município de São Paulo. A ação foi vitoriosa tanto em primeira instância, assim como no Recurso junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A SPTrans recorreu então ao STJ – Superior Tribunal de Justiça, onde o processo encontra-se com o Ministro Relator Napoleão Nunes Maia Filho, sendo que a sequencia será o julgamento do mesmo. Acontece que nos últimos cinco anos, período do processo, os usuários beneficiados pela medida judicial tinham o acesso ao bilhete único, e que permitia transitar pelo transporte integrado: ônibus, trem e metrô. Cabe ressaltar que com a formatação do transporte público integrado excluiu inúmeras linhas de ônibus com o passar dos anos, com as alternativas surgidas pelas linhas de trem e o metrô. A partir do final de 2014 a SPTrans tem dificultado enormemente a concessão do bilhete único integrado aos portadores do HIV, fornecendo apenas o bilhete com isenção apenas para o ônibus, o que obriga deslocamentos bastante demorados. Somos sabedores que a ação judicial é exclusiva contra a SPTrans, e portanto a isenção ao ônibus, mas ao nosso ver tal medida é discriminatória, pois exclui a estes usuários os benefícios do transporte integrado. Além disso, a própria SPTrans informou em seu site que já injetou mais de 2 bilhões de reais no metrô da capital. O Ministério Público Estadual já solicitou esclarecimentos à SPTrans, assim como o movimento social de luta contra Aids está tentando audiências com autoridades públicas para esclarecer tal situação, entretanto sem sucesso até o presente momento. Esperamos que o poder público da cidade de São Paulo faça gestão para que a exclusão de parcela da população já muita fragilizada e estigmatizada não seja ainda maior. Cláudio Pereira – membro MOPAIDS

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“EU NASCI ASSIM, EU CRESCI ASSIM, VOU SER SEMPRE ASSIM: RESPEITEM-ME!”

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om essa afirmação no dia 07 de junho de 2015, a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo terá como tema da Parada em 2015 a discussão das identidades, orientações sexuais e o direito de ser respeitado. A sexualidade é uma das características da personalidade que nós temos. É algo mutável, elástico, dinâmico e todos nós temos o direito de vivê-la em sua plenitude. No entanto, viver a nossa sexualidade, em suas diferentes manifestações, nos coloca frente a frente com uma série de desafios. Ao longo dos últimos 18 anos, a Associação da Parada de S. Paulo fez alusão a esses desafios trazendo em seus temas referencias ao trabalho, à família, à religião, à lgbtfobia e as diversas manifestações de preconceito. Ao assumirmos a responsabilidade de que somos uma Associação que luta pelos direitos LGBT temos a consciência de que o enfrentamento desses desafios deve acontecer ao longo de todo o ano e não apenas no dia da Parada. A escolha do tema de 2015 seguiu essa diretriz, ou seja, não abandonamos nossas bandeiras de luta e ao mesmo tempo incluímos e recuperamos um tema até então esquecido: a alegria e o orgulho de viver e respeitar a diversidade. Com isto, queremos celebrar a alegria de viver nossas vidas dentro da orientação sexual que temos e que nos faz exatamente iguais a qualquer indivíduo. Contribuímos com o trabalho, pagamos impostos, cumprimos nossos deveres e queremos direitos e respeito. Nascer, crescer e viver sendo LGBT significa assumir a identidade de gênero, a orientação sexual, os papeis sexuais que cada um tem e exigir que esses direitos sejam respeitados. Nem mais e nem menos que qualquer outro cidadão. Não perdemos de vista que o dia da Parada do Orgulho LGBT é um dia em que saímos às ruas para protestar e exigir um mundo com menos mortes e violência contra LGBT, mas também, precisamos celebrar nossas conquistas e vitórias e a alegria de sermos o que somos do jeito que nascemos, crescemos e escolhemos viver. O discurso da Associação da Parada continuará com a força política de sempre, um dia por ano na rua e na luta pela igualdade todos os 365 dias. Continuaremos a defender um conceito de família inclusiva, a criminalização e o fim da homolesbitransfobia. Assim, o tema da parada de 2015, “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim: respeitem-me!” faz uma ruptura nos dezoito anos de manifestação social em São Paulo ao trazer um tema que remete ao orgulho e a alegria LGBT. E a alegria também é um ato político. O humor e a celebração podem ser revolucionários. O discurso da felicidade e do amor pode mudar o mundo. Iremos todas e todos juntos vivermos a alegria de sermos o que somos. Parodiando a letra da canção de Dorival Caymi: pouco me importa, eu sou sempre igual, não desejo o mal, o amor é natural. Respeitem-nos! Agripino Magalhães - Assessor de Relações Públicas da Parada do Orgulho Gay de São Paulo e Ativista LGBT, capital e Estado de São Paulo.


Expediente BOLETIM VIDA NOVA Nº 05 Março de 2015 Coordenador - Francisco Caldeira de Souza Conselho Editorial Américo Nunes Neto Jorge Eduardo Reyes Rodriguez Projeto Gráfico e Diagramação: Américo Nunes Neto

Campanha “Seu Cupom Vale Uma Vida Nova”

Jornalista Responsável Mauro Bonfim - MTB 36.354/SP

Fotografias

O Instituto Vida Nova está promovendo a campanha “SEU CUPOM VALE UMA VIDA NOVA” com Com objetivo de angariar doações de cupons fiscais SEM CPF que serão revertidos em prol da assistência às crianças e adultos com HIV/AIDS. A campanha visa oferecer dignidade, capacitação e diminuição do sofrimento, estigma, discriminação e preconceito a pacientes com doenças sem cura. Em apenas 60 segundos digite os dados do seu cupom em nossa urna eletrônica no site. www.ividanova.org.br

Acervo institucional Páginas da web Revisão Teresinha Martins Impressão - Artes Gráficas Prática Ltda. Tiragem – 2000 exemplares

Doações Instituto Vida Nova – Banco Bradesco

NÃO CUSTA NADA, PARA DOAR MUITO.

Agência 2875-4 – conta corrente 6242-1

O Boletim Vida Nova é uma publicação do Instituto Vida Nova Integração Social Educação e Cidadania. Rua Professor Assis Veloso, 226 – São M. Pta.

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