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ASTOLFO, com Guilherme e Marcelus

BELO, com Maria Batista

BOOZ, com Vagner Felipe Lahude

CINDY, com Ingrid Bortolotto

FRIDA, com Ingrid Santiago

VODKA, CHANDON e José Carlos Schenkel

Março 2016 - Ano 1 - Nº 4 - Distribuição gratuita - Circulação mensal

JUBILEU, com Juliana Nichele

KIARA, com Eduarda Schneider

MANCHINHA, com Normélio Meurer

MEG, com Antoninho Batista

MELLO, Cristopher Oliveira e Jordana

PRETINHA, com Luana Godoi

SOPHIA, com Luciane Brixner

SPOKE, com Alexandre

SWEETIE, com Ana Cláudia Pereira

TEOBALDO, com Milene Martins

THOR, com Sibele Moreira Schmitz

YUMI, com Leonardo Machado e Taiara


O Cotidiano de um Protetor de Animais PROTETORES

Campainha = sobressalto. Telefone = sobressalto. Assim começa o dia de um protetor de animais. . Ele tem que madrugar para cuidar de todos os animais que estão sob sua proteção e que não conseguiram ser doados: são os velhos, doentes, especiais, ou seja os que foram rejeitados pela sociedade. Depois de passar horas limpando, alimentando e medicando, o protetor finalmente liga o computador para ler as mensagens, com a esperança que perguntem sobre a turma que ele tem para doar. Felizmente, sempre tem alguém interessado nos cães ou gatos e também muitas, muitas pessoas pedindo ajuda: "Você pode recolher o cão que foi atropelado na minha rua? Você pode abrigar os animais que estão em um terreno baldio? Por favor, me ajude com um caso grave de maus-tratos." Nesta hora tem início a sensação de medo e impotência que acompanha o protetor durante todo o seu dia. Os apelos são muitos e ele sabe de suas limitações. Mas, apesar dos problemas, ele precisa ir para o canil cuidar da turma (cada vez maior) de cães que tem para doar. São animais resgatados em péssimas condições ou que estavam correndo perigo de morte, muitos deles adultos e doentes. Sair de casa se tornou uma agonia, pois o protetor vê, cada vez com mais freqüência, muitos animais abandonados pelo caminho e não tem como ajudá-los. Se ele não estabelecer um limite, não haverá como cuidar dos que já estão sob sua responsabilidade. À tarde, ele volta para o computador para responder aos pedidos de adoção e receber notícias dos animais que já foram encaminhados. É sempre muito difícil ler o tempo todo sobre abandono e crueldades contra os animais e ter que confiar em quem vai adotar seu protegido. Isto é um exercício de superação, mas enfim, ele precisa confiar nas pessoas. A doação é o objetivo de seu trabalho, é o que o motiva a continuar nesta luta. Mas, muitas vezes a doação não dá certo e as causas podem ser as mais absurdas, ou o cão não late nunca ou ele late demais. O motivo é sempre a falta de perseverança das pessoas que, diante da menor dificuldade, desistem de tentar. Esta é uma das maiores tristezas para o protetor, colocar o animal que já estava se habituando a uma casa, a uma família, de volta em um abrigo. A maioria dos animais adoece ou entra em depressão. No final da tarde, outra sessão de limpeza, alimentação e medicação. À noite, exausto, o protetor consegue dormir em paz, aquele sono pesado e gratificante de quem batalhou o dia todo. Ele só perde o sono quando as dívidas nas clínicas veterinárias e nas casas de ração excedem o seu limite mensal. Aí começa outra batalha, a de levantar dinheiro para saldar seus compromissos. O certo é que o tempo todo o protetor de animais oscila com altos e baixos, com notícias boas e ruins e com vitórias e derrotas. Diante disto tudo, o que o faz continuar? Apenas uma coisa: o olhar de gratidão de um animal desesperado e sem saída. Alguns protetores piram, outros desistem, eu escrevo... Maria Augusta Toledo

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peludinhos do vale

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Bichos de Estimação | Março de 2016

OndaaNH

PRINCESA, com Dani Dutra


LIBBY, com Luciana Horlle

GEMA, da Inês Grin

BOLINHA, da Virginia Winter

Março de 2016 | Bichos de Estimação

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AS ORIGENS

Gato Siamês: origem e história da raça

SALOMÃO, com Dora Luisa Jahn

O Siamês é um gato originário da Tailândia, antigo Sião, protegido e criado em antigos templos sagrados. Eram os gatos da realeza, dados como presente ao visitantes importantes. De fato é um gato de porte nobre, aristocrático, sendo chamado inclusive de “príncipe dos gatos”. Em 1884 foi levado para a Inglaterra, a partir de onde se tornou conhecido no resto do mundo. É necessário dizer que existe o padrão oficial e extra-oficial do Siamês. O padrão oficial da raça é pouco visto no Brasil. Seu corpo é longilíneo, de estrutura fina. Sua cabeça é triangular, mais larga na altura dos olhos e fina na altura da boca. Suas orelhas são grandes e pontudas. O padrão extra-oficial da raça é o mais conhecido por nós, com o corpo menos alongado, o porte mais cheio, as orelhas menores e a cabeça redonda. A cor é o que não difere entre os padrões. As extremidades de seu corpo são mais escuras que as outras partes, ou seja, rosto, orelha, patas e cauda são escuras, enquanto o tronco é mais claro. As partes escuras variam entre o castanho e o preto, e a parte clara pode ser creme ou branco acinzentado. Seus olhos são azuis, podendo vir a ser estrábicos. Geralmente os gatinhos siameses nascem com a pelagem do corpo bem clarinha, em um tom quase areia, e vão criando áreas mais escuras conforme vão trocando de pelo durante a vida. Siamês é geralmente imprevisível no seu temperamento. São gatos conhecidos por serem muito amáveis e fieis, mas seu comportamento não é sempre o mesmo. Alguns gatos parecem muito ativos e de repente estão quietos, o que pode assustar alguns donos. A questão é que a raça é muito independente e tem seu próprio ritmo. A socialização é muito importante para qualquer gato, e o Siamês, por mais dócil que seja, não escapa disso. Eles podem ficar ariscos a desconhecidos e com ciúme do dono se não forem acostumados desde cedo a lidar com humanos e outros animais. É importante deixar seu gato explorar os pés e o colo dos amigos ou parentes que visitam a casa, o fazendo sentir cheiros diferentes e se acostumar com essa sensação. Uma característica bem marcante da raça é ser vocal, o siamês se comunica muito através dos sons. Se ele está descontente, mia, se ele está feliz, mia, se ele está com fome, também mia. É uma ótima raça para quem gosta de conversar com o gato e ser respondido. Eles também são muito curiosos e inteligentes, o que os faz aprender truques e o lugar das coisas rapidamente. É uma raça muito apegada à família, e também é ótimo com crianças e outros animais, por ser muito carinhoso e paciente. Filhotes de gato siamês acompanham o ritmo de uma criança que gosta de brincar e correr, por exemplo, mas também sabem ser calmos quando precisa. Padrão oficial

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Padrão extra oficial

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SALOMÃO


A visão dos cães CURIOSIDADES

RAIKA, com Leandro Klein e Andressa Leichtweis

LAIKA, com Luana Souza

Os cães veem o mundo de maneira bem diferente da nossa. De certo modo, é como se eles estivessem vivendo em um mundo paralelo. Assim como percebem coisas que não temos capacidade de notar, nós notamos coisas que eles não podem perceber. Por muito tempo, até mesmo os cientistas acreditavam que eles não enxergavam cores. Hoje se sabe que os cães enxergam em cores, mas não distinguem todas as cores que os humanos veem. Eles enxergam em uma escala de cores entre amarelos e azuis. Uma distinção que os cães conseguem fazer bem é entre o azul e o verde. Bolinhas de cor azul são mais fáceis de o cão buscar em gramados do que as vermelhas, que se destacam menos, e por isso podem ser usadas para estimular o olfato. Apesar de não enxergarem na escuridão total, os cães enxergam muito melhor do que nós no escuro, apesar de não conseguirem distinguir bem as cores. Eles só precisam de 1/4 da luz que os humanos precisam para enxergar à noite. Os cães também possuem uma amplitude de visão bem maior que a nossa, assim os cães enxergam o que está atrás deles. Como tem olhos mais laterais, conseguem ver uma área maior, tanto para localizar presas como eventuais predadores. A maior amplitude visual varia, já que a posição dos olhos muda conforme a raça. Pastores Alemães, por exemplo, tem amplitude visual muito superior à dos Pugs. Outra vantagem deles é a capacidade de detecção de movimento. Detectam muito mais facilmente algo em movimento do que parado, qualidade útil nas perseguições durante a caça. É como se o objeto em deslocamento saltasse de um fundo parado. Porém, como eles tem as pupilas muito grandes, quando eles observam algo com certa distância, só enxergam com foco o que está no centro da imagem. Todo o resto é borrado. De qualquer forma, os cães conseguem perceber um objeto em movimento com até 600 metros de distância. Todavia são míopes, só conseguem ver detalhes com até 6 metros de distância, enquanto uma pessoa com uma visão saudável consegue ver a 22 metros de distância. Fonte: www.tudosobrecachorros.com.br

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HIST´ÓRIAS DE BICHOS

Memória animal

PUVI, com Fernanda Pharma

A cidade de Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul, era uma pequena comunidade onde todos se conheciam, por volta do ano de 1893. Numa esquina da vila se localizava o Armazém e Hotel Spier, para visitantes e veranistas. Na esquina, do lado esquerdo, residia o Subdelegado Wilhelm (Guilherme) Hofstätter. Alguns habitantes, antes de se recolher, tinham o costume de se reunir naquele local para jogar cartas, tomar um copo de vinho ou uma caninha, conversando. O Sr. Wilhelm fazia esse roteiro diariamente, já que era vizinho. Certo dia um amigo chegou afobado e lhe avisou: - Olha, Wilhelm, o cavalo que lhe roubaram está amarrado aqui na frente! – Não pode ser! – duvidou ele. O amigo insistiu para que ele fosse verificar. Ele foi e ficou admirado, porque constatou ser mesmo o seu bicho de estimação. Voltou para dentro do armazém e indagou quem era dono daquele animal. Era um caixeiro-viajante que afirmou tê-lo comprado em Santa Cruz do Sul, a quase 200 quilômetros dali. Nisso o povo se aglomerou curioso, para ver como iria terminar a discussão. Na roda, entre eles, estava o pastor da paróquia que administrava a igreja em frente. Esse sugeriu que se o Wilhelm provasse ser dele o bagual, então o viajante seria obrigado a adquirir outro cavalo. Eles concordaram. O Wilhelm pediu que todos fossem para dentro do prédio e lá ficassem, pois ele iria desamarrar o bicho do palanque, retirar o buçal, entretanto o animal permaneceria parado ali, porque era assim que estava treinado. Disse e fez. Depois retornou para dentro do armazém, enquanto o bicho ficou quieto, aguardando por uns bons 30 minutos. Em seguida Wilhelm advertiu a todos que observavam atentos, enquanto iria para sua residência, ingressaria pela porta da frente e o cavalo entraria pelo portão ao lado esquerdo procurando sozinho se instalar na cocheira. Passados uns 15 minutos saiu, deu três leves tapas na bochecha do animal e em silêncio foi para sua morada. O cavalo, de mansinho, o seguiu de perto e se alojou na antiga baia. Havia três anos que o alazão tinha sido roubado. Esta história foi contada por Kurt Hofstätter (ao lado), bisneto de Wilhelm Hofstätter, subdelegado em Nova Petrópolis, também foi construtor dos muros de taipa, tipo de demarcação de terras visto até hoje, em várias localidades do Rio Grande do Sul.

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Bichos de Estimação | Março de 2016


Março de 2016 | Bichos de Estimação

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Gostou da nossa galeria? Mande a foto de seu amiguinho para nós. Vamos adorar! E-mail: bichosdeestimacao@outlook.com BELA, com Deise Flores

BOLINHA, com Carlos Matias

CORUJA, com Ivete Loch

DIDINHA, com Antonio Chies

FERGUS, com Katiushka Trifun

KIKKA, com Leudiana Alves

MEL, com Gabriela Bach

MICKEY, com Simone Fuhr

NINA, com Terezinha

PEPPER, com Rita Bombassaro

PRETA, com Ingo Theisen

RALF, com Joaquim Souza

SEBASTIAN, com Dâmaris Rieger

SOPHIA, com Laci Todeschini

STARK, com Igor e Bárbara Hoelscher

THEO, com Adriele e Alexandre Caratti

WENDY, com William Fink

BEETHOVEN, com Simone Pires

Redação e imagens: Gilberto Winter Criação e Arte-final: Sandra C. Alcantara E-mail: bichosdeestimacao@outlook.com Facebook: Bichos de Estimação Fone: (51) 8456.4614 Fotos: Arquivos pessoais

BICHOS DE ESTIMAÇÃO | Ano 1 | Nº 4  

Aqui temos a continuação da Revista BICHOS DE ESTIMAÇÃO - que circulou no Vale do Sinos/RS.

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