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FUMCAD Pintou a Síndrome do Respeito O Desafio de Incluir 1º Relatório de Atividades


Carta de agradecimento

Prezado(a) Senhor(a),

O Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural busca romper a barreira do preconceito contra a pessoa com deficiência, visando contribuir com a inclusão destes indivíduos na sociedade da qual fazem parte. O desafio é grande e encontramos em parceiros como você, um pilar indispensável para a realização de nossos objetivos.

Desta forma, iniciamos mais um projeto, no qual poderemos compartilhar experiências, conhecimentos e alegrias.

Agradecemos imensamente pela atenção despendida e por abraçar esta causa!

Cordialmente, Wolf Vel Kos Trambuch Presidente


Fundado em 2007, o Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural (IOK) é uma associação sem fins econômicos, com qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), que desenvolve projetos artísticos e esportivos, aprovados em leis de incentivo fiscal, para atender, prioritariamente, crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual. Além disso, parte das vagas de nossos projetos é destinada a pessoas sem deficiência, que se encontram em situação de vulnerabilidade social e residem em regiões próximas aos locais onde as oficinas são realizadas. Desta forma, pretende-se possibilitar uma maior interação entre pessoas com e sem deficiência. Nas oficinas de esportes, os principais objetivos são: incentivo à prática esportiva (Karate-Do e Taekwondo), estímulo ao desenvolvimento motor e melhoria na qualidade de vida. Já nas oficinas de artes, buscamos divulgar a diversidade cultural e artística de nosso país, incentivar o exercício da arte e ampliar os canais de comunicação e expressão dos participantes. Juntamente com os projetos acima descritos, o IOK ainda visa a ampliação do acesso à cultura a nossos atendidos, na medida em que organiza visitas a teatros e museus, além de desenvolver a articulação de redes de apoio para geração de renda e inclusão ao mercado de trabalho, por meio de parcerias com instituições que promovem o aprendizado de habilidades profissionais.


Missão Atender crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual, além de pessoas sem deficiência, que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Procuramos facilitar a inclusão social de todos, garantindo que reúnam condições de participar de forma mais efetiva da sociedade da qual fazem parte.

Visão Ser uma instituição do terceiro setor reconhecida pela liderança, excelência, inovação e impacto social, por meio de ações socioculturais e de inclusão social.

Valores + Ética nas relações e no exercício das atividades; + Respeito à diversidade humana; + Promoção do exercício da cidadania; + Comprometimento com a causa; + Excelência no trabalho;

Objetivos Romper a barreira do preconceito, por acreditar que todos são capazes de, ao estabelecer o contato com a arte e o esporte, expor aquilo que nos torna únicos e especiais: a individualidade. O IOK, por meio de suas atividades e projetos, busca promover a inclusão, atuando nas áreas da arte e do esporte, além de outras ações, como a inserção de nossos atendidos no mercado de trabalho.


PINTOU A SÍNDROME DO RESPEITO, O DESAFIO DE INCLUIR 1° Relatório de Atividades - Março de 2017 2° Relatório de Atividades – Setembro 2017

Sobre o projeto O objetivo do projeto é a inserção plena das pessoas com Deficiência Intelectual, na vida social. Para isso, através de oficinas de arte, estimularemos a criação de um novo canal de comunicação e expressão para essas pessoas. São 10 turmas diferentes com 15 participantes cada, num total de 150 pessoas, que farão, durante um ano, dividido em 4 módulos de 8 oficinas, gratuitamente, nas dependências das instituições parceiras. O público alvo são crianças e adolescentes, na faixa etária entre 10 e 17 anos e 11 meses, com e sem Deficiência Intelectual, de ambos os sexos. A proposta deste trabalho social, educativo e cultural visa valorizar a produção artística das pessoas com Deficiência Intelectual, particularmente Síndrome de Down, compartilhar o seu trabalho artístico e dar maiores condições de acesso aos bens culturais, às oportunidades de superação de sua situação de exclusão, bem como a formação de valores positivos de participação na vida social. Pretende-se ainda: - Educar a emoção através da arte, promover a formação de crianças e jovens pensadores e questionadores, expandindo os horizontes da inteligência. Pessoas que têm acesso aos bens culturais são determinadas, criativas, vivendo melhor em sociedade; - Retomar ações comunitárias com o estímulo adequado à vivência em coletividade, a solidariedade e o respeito às diferenças na perspectiva da superação do individualismo; - Criar possibilidades para que os próprios integrantes dos grupos possam, juntos, apropriar-se dos espaços sociais como autores de suas histórias de vida e das transformações nos territórios a que pertencem; - Exibir tanto para as pessoas com Deficiência Intelectual, particularmente Síndrome de Down, e para as outras pessoas também as obras dessas pessoas muitas vezes colocadas à margem da sociedade, relegadas às instituições específicas. Desta forma, concluímos que é primordial que nossos participantes, com deficiência intelectual ou não, aprendam Arte em função de uma necessidade social e a compreensão e utilização da mesma, rumo a uma intervenção e transformação na sociedade e em si mesmo.


Pintou a Sídrome do Respeito O Desafio de Incluir

SEG

ASSOCIAÇÃO DAS VOLUNTÁRIAS DO HOSPITAL DARCY VAGAS R. Almirante Aristides Guilhem, 51

9h - 11h

CEU CASA BLANCA R. João Damasceno, 85

9h20 - 11h20

TER

CENTRO ISRAELITA DE APOIO MULTIDISCIPLINAR - CIAM R. Irmã Piá, 78

9h - 11h

EMEF FREI DAMIÃO R. Daniel Alomia, 325

13h - 15h 15h - 17h

ORIENTAÇÃO APOIO TRABALHO - OAT R. Barão de Aguiar, 108 CEU CIDADE DUTRA Av. Interlagos, 7350

QUA

QUI

14h - 16h

13h30 - 15h30

10h - 12h 13h - 15h 15h - 17h

Início: Outubro de 2016 • Contratação e preparação de equipe multidisciplinar através de análise de currículo e entrevistas. • Formalização dos termos de parceria com as instituições; • Divulgação do projeto e captação de participantes: • Articulação com pais e responsáveis • Compra de uniformes e materiais • Instalação do espaço físico • Realização das oficinas práticas

Término: Setembro de 2017 • Curadoria e realização de exposições dos trabalhos produzidos pelos participantes das oficinas • Realização de exposição com as obras dos participantes das oficinas • Formulação e produção de relatório final com apresentação dos resultados do projeto


1º RELATÓRIO DE ATIVIDADES PINTOU A SÍNDROME DO RESPEITO, O DESAFIO DE INCLUIR As oficinas iniciaram com acolhimento das turmas e apresentações do projeto, da equipe, do espaço e da dinâmica das atividades. O primeiro planejamento teve como objetivo conhecer as potencialidades de cada participante e como eles se configuram como grupo, para a partir desse ponto desenvolver as demais atividades. Começamos com os materiais mais simples, como giz pastel, papel, lápis, pois os participantes já têm mais intimidade com esses e também para ver como eles se expressavam, o tipo de inteligência espacial, como é a coordenação motora das turmas, como articulam a composição e como se comunicam. Após as primeiras oficinas passamos a entender o quão as turmas formadas são heterogenias, sendo necessário uma atenção maior para vários participantes com mobilidade reduzida ou um desenvolvimento intelectual menos explorado. Apesar dos grupos serem com deficiência intelectual fica visível o quanto o formato da oficina de artes é diferente para local, sendo necessário adaptações com os colegas e com os educadores. No segundo planejamento, trouxemos como repertório, obras do artista Yugo Mabe. Através da apresentação de imagens, os participantes compreenderam que se tratavam de trabalhos abstratos com fundo, forma e pincelada. A equipe orientou desde como usar o pincel até os processos de limpá-lo ao trocar a cor da tinta e apoiá-los no balde de água para preservá-los. Durante as primeiras oficinas, as turmas se integraram e se familiarizaram com os materiais artísticos que até então eram novidade pra maioria. Trabalhamos diversos tipos de pinceladas e formas. Alguns precisaram de mais exemplos e estímulos para desapegarem da forma figurativa e soltarem mais a mão durante a criação. Nas oficinas com tinta acrílica, a empolgação tomou conta do ambiente. Participantes que estavam mais enrijecidos no início demonstraram bastante interesse com o uso da tinta. Algumas turmas já tem um bom repertório dos conceitos que estão no planejamento do módulo Yugo Mabe, por esse motivo cada oficina pode ser levada um pouco além na questão dos conceitos abordados. Exemplo disso foi em uma das oficinas que inicialmente era previsto falar de manchas e formas e conseguimos abordar também o conceito de planos, que é um pouco mais complexo e exige um nível de compreensão maior dos participantes. O desenvolvimento dessas turmas é bem significativo, eles trabalham bem em equipe e se ajudaram bastante, demonstraram compreensão dos temas abordados e resultados satisfatórios para o que é proposto. As oficinas em que fizemos o mostruário de manchas foi realizada de forma em que as turmas se dividiram em três grupos, receberam tintas nas cores primárias e o suporte seria o acetato (tipo de plástico de alta gramatura e transparente). Em cada mesa foi colocado um balde com instrumentos de pinturas diferentes, em


uma das mesas ficaram as ferramenta de rastro grosso (pincéis grossos, trincha, esponja, etc.), em outra, as ferramentas de rastro médio (rolinho, pincéis médios, escova de dentes, etc.) e na terceira mesa as ferramentas de rastro fino (palitos, pincéis finos, espátulas). Os participantes começaram a pintar com as ferramentas que tinha em suas mesas, e depois de um tempo era trocado o balde pelo de outra mesa, até que todas as ferramentas tivessem passado por todas as mesas. Os resultados foram dos mais diversos, houve muita experimentação e compreensão das possibilidades que os instrumentos de pintura nos dá. Após essas experimentações, foi a hora de receber o artista Yugo Mabe. Ele visitou algumas instituições e interagiu com os participantes, levando dicas de como conseguir as manchas e também respondendo as questões trazidas por todos que o ouviam atentamente. O planejamento seguirá até o final do mês de abril.

Yugo Mabe orientando os participantes da OAT.


Confira mais fotos acessando os links abaixo: https://www.flickr.com/photos/instolgakos/sets/72157677067133303 https://www.flickr.com/photos/instolgakos/sets/72157678051268012 https://www.flickr.com/photos/instolgakos/sets/72157678051270162 https://www.flickr.com/photos/instolgakos/albums/72157678526219071 https://www.flickr.com/photos/instolgakos/albums/72157678657227000 https://www.flickr.com/photos/instolgakos/sets/72157679156863712 https://www.flickr.com/photos/instolgakos/sets/72157679847053810 https://www.flickr.com/photos/instolgakos/albums/72157677997319893 https://www.flickr.com/photos/instolgakos/albums/72157681328781686 https://www.flickr.com/photos/instolgakos/albums/72157681569876535 https://www.flickr.com/photos/instolgakos/albums/72157678208654583 https://www.flickr.com/photos/instolgakos/albums/72157678559211884 https://www.flickr.com/photos/instolgakos/albums/72157680015372661 https://www.flickr.com/photos/instolgakos/albums/72157678903232803 Acesse o nosso canal do Youtube e confira o vĂ­deo: https://youtu.be/fCCOjRAq7B4

ABRACE ESTA CAUSA!

www.institutoolgakos.org.br


Prêmio Cultura e Saúde Ministério da Cultura, pelo Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania – Cultura Viva em 2008 e 2010. O Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural foi o único a ganhar “Nota 100” na região Sudeste.

Prêmio Areté Apoio a eventos culturais em rede, Ministério da Cultura - Secretaria de Cidadania Cultural, em 2010.

Ordem do Mérito Cultural Reconhecimento do Governo Federal a personalidades, grupos artísticos, iniciativas e instituições que se destacaram por suas contribuições à Cultura brasileira em 2009.

Ponto de Cultura Instituto Olga Kos de Inclusão Social O Ministério da Cultura contemplou o projeto “Pintou a Síndrome do Respeito” do Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural como Ponto de Cultura.

Ponto de Cultura Instituto Olga Kos de Inclusão Social O Ministério da Cultura contemplou o Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural como Pontão de Cultura através do programa Cultura Viva.

CMDCA Membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Primeiro Concurso Público Realizamos o primeiro Concurso Público Nacional Para Pessoas Com Deficiência Intelectual. Parceria com o CRECI - SP, em 2009.

Prêmio Tuxáua Cultura Viva 2010 Mobilização e articulação com atuação em rede junto a Pontos de Cultura de todo Brasil.

Prêmio Brasil Esporte e Lazer de Inclusão Social 1º lugar em nossa região no 2º Prêmio Brasil de Esporte e Lazer de Inclusão Social do Ministério do Esporte.


Pela Arte se Inclui A Secretaria de Estado da Cultura, por meio de sua Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias, lançou em 2001 a campanha “Pela Arte se Inclui”. O Instituto Olga Kos está entre os escolhidos, fazendo parte do livro que reúne exemplos de que a arte também pode ser um meio para a inclusão social deste segmento da população.

Prêmio LIF 2013 O Prêmio LIF foi concebido em 2002 pela Câmara de Comércio França-Brasil com o objetivo de estimular, por meio do destaque e visibilidade dados aos projetos inscritos, sobretudo aos vencedores, a criação e/ou multiplicação de iniciativas que promovessem uma transformação em prol de melhores condições para as pessoas e a sociedade. O Instituto Olga Kos conquistou o 3º lugar da categoria “Apoio às Comunidades Locais” do XII Prêmio LIF.

Salva de Prata No ano de 2014, a Câmara Municipal de São Paulo outorgou Salva de Prata ao Instituto Olga Kos. A homenagem deve-se à realização de relevantes serviços prestados à sociedade paulistana, ao desenvolver projetos artísticos e esportivos, os quais visam facilitar o processo de inclusão social e cultural, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência intelectual, principalmente Síndrome de Down.

Voto de Júbilo Em 2015, a Câmara Municipal de São Paulo homenageou o Instituto Olga Kos com o Voto de Júbilo e Congratulações pelos relevantes serviços prestados às pessoas com deficiência intelectual, particularmente Síndrome de Down.

Medalha Anchieta A Medalha Anchieta é a maior honraria da cidade de São Paulo. O prêmio, sempre acompanhado do Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo, é concedido a personalidades e a instituições que, por meio de suas trajetórias, conquistaram a admiração e o respeito do povo paulistano.

Prêmio ABCA 2015 Reconhecendo a contribuição, para a cultura nacional, de críticos, artistas, pesquisadores, instituições e personalidades atuantes na área das artes visuais, a Associação Brasileira dos Críticos de Arte instituiu, em 1978, com o patrocínio da FUNARTE, um Prêmio Anual, em formato de um troféu. Desde então, vem sendo distribuído a personalidades do meio artístico. Todas as categorias de premiação possuem o nome de um crítico de reconhecida contribuição para a cultura e as artes plásticas brasileiras.

Prêmio Brasil + Inclusão O Prêmio é uma homenagem, concedida anualmente pela Câmara dos Deputados, a empresas, entes federados (União, Estados e Municípios), entidades (ONGs, OSCIPS) ou personalidades que tenham realizado ações em prol da inclusão de pessoas com deficiência ou sejam, elas próprias, exemplos de vida e superação.


Realização

Apoio

1º Relatório - Pintou a Síndrome do Respeito: O Desafio de Incluir  
1º Relatório - Pintou a Síndrome do Respeito: O Desafio de Incluir  
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