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De papel a tijolo, soluções variadas Até o momento, 20 alunos de iniciação científica, dois de mestrado e um de doutorado realizaram trabalhos com soluções, sob orientação dos dois pesquisadores. Os compósitos de rochas e polímeros já permitiram o depósito de mais de 20 pedidos de privilégio de invenção junto ao INPI, abrindo frente para novos produtos e para mitigar o problema original dos resíduos. Um desses inventos foi concebido pela então bolsista de iniciação científica Fernanda Veloso de Carvalho – hoje mestre em Ciência e Tecnologia dos Polímeros –, que trouxe aos laboratórios do Cetem e do INT o desafio de usar resíduo de rochas ornamentais para a produção de armação de óculos. O resultado da pesquisa, desenvolvida com os orientadores Márcia Oliveira e Roberto Carlos Ribeiro, foi uma armação diferenciada, leve, flexível e de alta resistência mecânica a base de polipropileno. “O melhor do processo foi a possibilidade de reduzir custos, visto que as matérias primas originais, como resinas e talco, são mais caras. O insumo do pó ultrafino das rochas, especificamente, tem um custo próximo a zero, agregando o valor da retirada do resíduo do meio ambiente” – relata o pesquisador do Cetem.

Outro produto desenvolvido junto aos orientadores Márcia e Roberto Carlos foi o papel polimérico, objeto da dissertação de mestrado em Engenharia Metalúrgica e de Materiais da bolsista Marceli do Nascimento, pela Coppe-UFRJ. O material agrega resíduos de rochas ornamentais, calcários e mármores, na confecção de papel sintético. Constituída a partir de polietileno aquecido, a mistura é submetida aos processos de extrusão (passagem do material comprimido por um orifício) e calandragem (conformação do material passando entre cilindros aquecidos). “Impermeável e com boa resistência ao rasgo, graças aos componentes minerais esses papéis adquiriram boa receptividade à tinta. Pela qualidade e resistência são papéis ideais para certidões, documentos e outras impressões de maior qualidade, podendo usar a variação de cores naturais das próprias rochas ou ainda receber algum tipo de corante” – descreve Márcia Oliveira. Uma variante dessa formulação foi empregada para a obtenção de um papel polimérico específico para impressão Braille, desenvolvido durante a iniciação científica da aluna Natielly Souza.

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Ano 5 - nº 25 - 2018

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INOVATIVA - Ano 5 - Nº 25  

Revista eletrônica do INT

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