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VIS RE

TA DO INSTITU TO

inovativa

DE TECN NAL OL OG I

A

CIO NA

#25 ANO 5 | 2018

Prêmio Bornancini Novo andador é contemplado em concurso de Design

Prof. Waldimir Pirró e Longo

ROCHAS E POLÍMEROS CETEM inovativa e INT desenvolvem novos materiais Ano 5 - nº 25 - 2018

ABM e INT homenageiam personalidade da gestão e política tecnológica

Parceria com Maricá INT firma cooperação com município 1 fluminense para implantação de Parque Tecnológico


Tecnologia Assistiva

Projeto de novo andador conquista

Prêmio Bornancini de Design

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pós receber o prêmio internacional AD Design 2017-2018 com o projeto do andador Swift, a equipe da Divisão de Desenho Industrial do INT, liderada pelo designer Júlio Cezar Augusto da Silva, conquistou agora o Prêmio Bornancini de Design 2018 com um novo projeto de andador: o Adapt. O projeto ficou com o primeiro lugar da categoria Equipamentos Hospitalares, Home Care e Tecnologias Assistivas, que contempla o melhor do design nacional em produtos destinados a clínicas, diagnósticos, cirurgias, terapias, home care e cuidados pessoais, além de kits de sobrevivência e de urgência.

O andador Adapt foi projetado para auxiliar a caminhada de pessoas com limitações de mobilidade, favorecendo a ação de se levantarem para usá-lo ou sentarem-se sozinhas e com segurança. A transferência postural é facilitada por um sistema pneumático baseado em pistões, acionados por alavancas junto às manoplas dianteiras. Quando não está em uso, o equipamento pode ser compactado por meio da estrutura pantográfica, que reduz sua largura de 72 para 35 centímetros.

O designer Júlio Silva, que lidera a equipe desenvolvedora do andador Adapt, recebe o Prêmio Bornancini de Design 2018.

O conceito estético associado a equipamentos esportivos, como bicicletas e motocicletas, também é um diferencial do andador Adapt. Com variações de cores e estampas, formas inovadoras e orgânicas, o projeto buscou remeter a um estilo de vida ativo, dinâmico e saudável, rompendo com a aparência hospitalar, que desmotiva sua adoção por muitos usuários. Além de Júlio Silva, a equipe desenvolvedora do projeto premiado é formada pelos designers Liliane Campos Monção; Diego Costa; Luiza Beck Arigoni; Marcos Garamvolgyi e Marcus Vinicius Reis.

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O prêmio Premiação ocorreu no dia 26 de novembro, no Barra Shopping Sul, em Porto Alegre. Selecionados em 11 categorias, os projetos premiados passaram pela avaliação de um corpo de jurados altamente qualificados, composto por importantes profissionais atuantes no mercado nacional de design. Com realização bienal, o Prêmio Bornancini, que traz em seu nome uma homenagem ao engenheiro e designer José Carlos Mário Bornancini, reconhece trabalhos de destaque em nível nacional, tendo por meta reafirmar o papel do design como propulsor de inovação, visando a concretização de uma sociedade melhor para todos.

Motivação O movimento de sair da posição sentada e ficar de pé, bem como depois para sentar de volta, exige força nas pernas, controle motor e equilíbrio. A complexidade da transferência entre essas posturas impede que pessoas com menor capacidade motora e muscular, mesmo que ainda consigam andar, realizem sozinhas esse início e final da caminhada. Tal dificuldade faz com que muitos indivíduos capazes de dar seus passos apoiados em andadores acabem recebendo a prescrição para o uso precoce de cadeira de rodas. Daí, o tônus muscular e equilíbrio ainda suficientes para a marcha, acabam se perdendo pela falta de uso, e a pessoa se torna definitivamente impossibilitada de andar. Notando a falta no mercado de equipamentos que facilitassem essa transferência postural, a equipe de pesquisadores do INT iniciou o desenvolvimento de novos modelos de andadores que apresentassem esta funcionalidade decisiva.

Testes para validação do andador Adapt foram realizados no Centro de Estudo do Movimento (Cemov).

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Empreendedorismo

INT firma parceria com Maricá visando criação de Parque Tecnológico

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Prefeitura Municipal de Maricá e o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) assinaram ontem (04/12), na sede do INT, um protocolo de intenções que celebra a cooperação nas fases de estruturação, implantação e funcionamento de estrutura de apoio a ambiente de inovação, pesquisa, desenvolvimento e negócios, culminando com a implantação do Parque Tecnológico de Maricá.

Pelo município de Maricá, assinaram o documento o secretário de Desenvolvimento Econômico, Comércio e Petróleo, Alan Alves; o secretário de Ciência, Tecnologia e Comunicações, Sérgio Mesquita; e o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá S.A. (Codemar), José Orlando Dias. Pelo INT, assinou o diretor Fernando Rizzo (foto acima). “A iniciativa da Prefeitura de Maricá é muito oportuna, pois aproveita o aumento de receitas derivadas dos royalties do petróleo para alavancar o desenvolvimento econômico, tecnológico e social

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do município. Para o INT, esta parceria também representa uma oportunidade para contribuir em um projeto de grande significado para a região, além de permitir a expansão de atividades do Instituto em áreas relevantes cujo crescimento está impedido por limitação de espaço físico” – avaliou o diretor do Instituto, Fernando Rizzo. O INT e a Prefeitura de Maricá, juntamente com a Codemar, definirão o plano de trabalho detalhado com papéis e responsabilidades, planejamento de atividades e orçamento, prevendo o estabelecimento em Maricá de uma incubadora de negócios vinculados a tecnologias e inovações desenvolvidas pelo Instituto, além de laboratórios compartilhados para ensino, pesquisa, desenvolvimento e inovação. A iniciativa de consolidação do Parque Tecnológico de Maricá seguirá as normas definidas pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e pela International Association of Science Parks (IASP). Também participaram da reunião pelo INT a vice-diretora Iêda Caminha; os coordenadores de Tecnologias Aplicadas, Marco Fraga, e de Gestão Tecnológica, Valéria Pimentel; além dos chefes das Divisões de Ensaios em Materiais e Produtos, Maurício Monteiro; de Energia, Fabrício Dantas; de Desenho Industrial, Márcio Oliveira; e do chefe-substituto da Divisão de Corrosão e Degradação, Javier Velasco. Pela Prefeitura de Maricá, estiveram presentes ainda o subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Romário Galvão; o diretor de Desenvolvimento da Codemar, Carlos Guimarães; e o superintendente do Parque Tecnológico Codemar, Tiago Pessôa.

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Eficiência Energética

Boas práticas são divulgadas para a indústria cerâmica da América Latina

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produção de tijolos e cerâmicas é uma atividade com grande potencial para reduzir as emissões de poluentes climáticos, especialmente na América Latina, onde ainda são usados processos artesanais com elevado impacto ambiental, condições inadequadas de trabalho e produtos de baixa qualidade. Voltados para mitigar esse problema, organizações internacionais e governos dos países da região têm buscado trocar experiências, tecnologias e oportunidades de parceria. Nesse contexto, o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) participou de dois eventos estratégicos: o Congreso Internacional del Sector Ladrillero, na Colômbia, e o 4º Workshop da Rede Latino-Americana de Políticas Públicas Regionais para Produção Mais Limpa de Cerâmicas Vermelhas (PAN LAC), realizado no Congresso Nacional do Paraguai. A participação ocorreu por meio de palestras do tecnologista Joaquim Augusto Pinto Rodrigues, da Divisão de Energia (DIENE). Realizado de 14 a 16 de novembro, em Bogotá, o congresso internacional teve como tema central a “Construção de uma rede para modernização do setor e mecanismos de financiamento”. Contando com a parceria local do Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e da Corporación Ambiental Empresarial (CAEM) da Colômbia, o evento foi organizado pela Coalizão Clima e Ar Limpo (CCAC) do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em parceria com a Swisscontact

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– Fundação Suíça de Cooperação para o Desenvolvimento Técnico –, abrangendo ações destas instituições na América Latina e Caribe. O conjunto das experiências compartilhadas na Colômbia buscou o compromisso dos governos dos países envolvidos com a redução das emissões de poluentes climáticos, por meio da adoção de tecnologias mais eficientes. Joaquim Augusto Rodrigues apresentou as palestras “Boas práticas na produção de cerâmica vermelha” e “Fornos com potencial de replicação na Região”, integrando o bloco do evento destinado à divulgação de processos de produção mais eficientes para o setor. Entre os dias 27 e 29 novembro, em Assunção, foi a vez do 4º Workshop da Rede PAN LAC, organizado pela CCAC em conjunto com o Centro de Direitos Humanos e Meio Ambiente (CEDHA) e com o governo do Paraguai, por meio do seu Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (MADES) e Comissão Nacional de Defesa dos Recursos Naturais (Conaderna). O tecnologista do INT apresentou a palestra “Secadores, fornos e boas práticas de uso”, integrando o bloco destinado à divulgação de processos de produção mais eficientes para o setor. Rodrigues se juntou a representantes de diferentes países, que trocaram experiências de sucesso na aplicação de políticas públicas para a promoção de tecnologias limpas e energeticamente eficientes junto aos ceramistas.

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Parceria

Brasil e Alemanha desenvolvem combustíveis alternativos para a aviação

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necessidade de reduzir emissões de gases de efeito estufa passou a requerer iniciativas da aviação civil. Metas para o setor foram consolidadas pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), agência especializada das Nações Unidas, no Esquema de Redução de Emissões da Aviação Civil – Corsia (na sigla em inglês).

Nesse contexto surgiu o Projeto Combustíveis Alternativos sem Impactos Climáticos (ProQR), unindo esforços do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMU). No Brasil, as atividades do ProQR foram operacionalizadas pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) em 2017, com previsão de conclusão em 2022. O investimento estimado é de 5 milhões de euros da Alemanha e contrapartida equivalente pelo lado brasileiro. O ProQR visa estabelecer um modelo de referência internacional para a aplicação de combustíveis alternativos sintéticos no transporte aéreo, visando uma aviação mais sustentável e menos poluente. Para isso, incentiva iniciativas de instalação de plantas-piloto no País que produzam o querosene sintético, um eletrocombustível renovável. Os processos de produção do combustível também não geram impactos climáticos, baseando-se em reações químicas de síntese a partir da combinação de energia elétrica renovável, gás carbônico (CO 2) e água.

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Workshop do Projeto é sediado no INT Para avançar nas discussões técnicas o MCTIC e a GIZ promoveram no Instituto Nacional de Tecnologia (INT), no dia 29 de novembro, o Workshop do ProQR. Além das instituições promotoras, o encontro reuniu representantes da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Secretaria de Aviação Civil (SAC), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Petrobras, Finep, BNDES, INT, União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Plural, Embraer, Gol, Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EQ-UFRJ), Centro de Tecnologia do Gás e Energias Renováveis (Senai/CTGas-ER), Hytron, RTB Holding Energia, SPR Consultoria em Gestão e Inovação Empresarial, entre outras instituições. A reunião no INT foi coordenada pelo diretor-substituto do ProQR pelo MCTIC, Rafael Menezes, e pelo diretor do Projeto pela GIZ, Torsten Schwab. Durante as discussões foram apresentados ao comitê consultivo e parceiros os primeiros resultados de estudos no âmbito do Projeto: fontes de financiamento para plantas-piloto de eletrocombustíveis de aviação; dinâmica tecnológica e desafios regulatórios; e geração de gás de síntese a partir da glicerina oriunda da produção de biodiesel para produção de combustíveis de aviação. O INT apoiará as discussões do ProQR por meio de grupos de pesquisa das Divisões de Corrosão e Degradação (DICOR) e Catálise e Processos Químicos (DICAP).

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destaque

Polímeros e resíduos de rochas: uma parceria promissora

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oje quarto maior produtor mundial de rochas, o Brasil transforma – entre a extração e o beneficiamento nas serrarias – quase a metade dessa produção em resíduos. Geralmente descartados p p g no p próprio ambiente, o cascalho e especialmente op pó residual dão origem a sérios p problemas

ambientais, como acúmulo em aterros, contaminação do solo e poluição do ar. Esses resíduos, no entanto, adquirem novas finalidades quando misturados a polímeros (plásticos, borra-

chas e termorrígidos) no desenvolvimento de novos materiais destinados a diversos produtos. Uma ampla cooperação nesse sentido vem se intensificando desde 2006 entre duas unidades do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC): o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) – que atua na caracterização e beneficiamento das rochas ornamentais – e o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), que em seu Laboratório de Tecnologia de Materiais Poliméricos (Lamap) desenvolve as formulações com polímeros compatíveis com a característica de cada resíduo de rocha.

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Orientados

em

impulsionado as pesquisas

dos e moldados; e as resinas,

de geração desses novos ma-

que são materiais termorrígi-

teriais.

dos, configurados já na for-

“Conforme o resíduo mine-

ma final e capazes de incor-

ral adicionado à matriz poli-

porar maiores quantidades

mérica, as novas pesquisas

de resíduo.”

vêm obtendo ganhos de pro-

As possibilidades são mui-

priedades mecânicas, acús-

tas, visto que o Brasil tem,

ticas, térmicas, entre outras,

espalhadas pelo seu territó-

superando resultados dos

rio, jazidas de vários tipos de

materiais convencionais” –

rochas e minérios. Calcário,

revela o engenheiro químico

granitos, mármores, ardósia,

Roberto Carlos Ribeiro, dou-

mica, cada resíduo mineral

tor em Tecnologia de Proces-

é melhor suportado por um

sos Químicos e Bioquímicos.

tipo de polímero.

parceria

Também engenheira quími-

“Cada novo material e pro-

pelo pesquisador do Cetem,

ca, mas com doutorado na

duto desenvolvido tem ava-

Roberto Carlos da Conceição

área de Ciência e Tecnologia

liada sua resistência mecâ-

Ribeiro, e pela coordenadora

de Polímeros, a pesquisadora

nica e condições frente ao

de Desenvolvimento Tecno-

Márcia Oliveira explica a fun-

envelhecimento e intempé-

lógico do INT, Márcia Gomes

ção dos polímeros:

ries, sendo submetidos a en-

de Oliveira, alunos de inicia-

“Usamos dois tipos básicos

saios com raios UV e névoa

ção científica e tecnológica,

de materiais: os termoplásti-

salina, entre outros” – desta-

mestrado e doutorado, têm

cos, que podem ser aqueci-

ca a pesquisadora do INT.

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De papel a tijolo, soluções variadas Até o momento, 20 alunos de iniciação científica, dois de mestrado e um de doutorado realizaram trabalhos com soluções, sob orientação dos dois pesquisadores. Os compósitos de rochas e polímeros já permitiram o depósito de mais de 20 pedidos de privilégio de invenção junto ao INPI, abrindo frente para novos produtos e para mitigar o problema original dos resíduos. Um desses inventos foi concebido pela então bolsista de iniciação científica Fernanda Veloso de Carvalho – hoje mestre em Ciência e Tecnologia dos Polímeros –, que trouxe aos laboratórios do Cetem e do INT o desafio de usar resíduo de rochas ornamentais para a produção de armação de óculos. O resultado da pesquisa, desenvolvida com os orientadores Márcia Oliveira e Roberto Carlos Ribeiro, foi uma armação diferenciada, leve, flexível e de alta resistência mecânica a base de polipropileno. “O melhor do processo foi a possibilidade de reduzir custos, visto que as matérias primas originais, como resinas e talco, são mais caras. O insumo do pó ultrafino das rochas, especificamente, tem um custo próximo a zero, agregando o valor da retirada do resíduo do meio ambiente” – relata o pesquisador do Cetem.

Outro produto desenvolvido junto aos orientadores Márcia e Roberto Carlos foi o papel polimérico, objeto da dissertação de mestrado em Engenharia Metalúrgica e de Materiais da bolsista Marceli do Nascimento, pela Coppe-UFRJ. O material agrega resíduos de rochas ornamentais, calcários e mármores, na confecção de papel sintético. Constituída a partir de polietileno aquecido, a mistura é submetida aos processos de extrusão (passagem do material comprimido por um orifício) e calandragem (conformação do material passando entre cilindros aquecidos). “Impermeável e com boa resistência ao rasgo, graças aos componentes minerais esses papéis adquiriram boa receptividade à tinta. Pela qualidade e resistência são papéis ideais para certidões, documentos e outras impressões de maior qualidade, podendo usar a variação de cores naturais das próprias rochas ou ainda receber algum tipo de corante” – descreve Márcia Oliveira. Uma variante dessa formulação foi empregada para a obtenção de um papel polimérico específico para impressão Braille, desenvolvido durante a iniciação científica da aluna Natielly Souza.

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O trabalho de Marceli e seus orientadores acabou tendo desdobramento na Coppe-UFRJ, onde a estudante passou a desenvolver seu doutorado voltado a outro produto inovador: um filamento PLA usado como insumo por impressoras 3D. A este desenvolvimento, incorporou-se à equipe a professora da Coppe, Rossana Thiré, que contribuiu para ajustar a composição com resíduos de rochas ornamentais. Pronto para ser transferida ao mercado, a tecnologia teve seu pedido de patente depositado no último dia 22 de novembro.

O tijolo foi outro material, que usando o polímero na forma de resina, deu um ótimo destino ao resíduo de rochas ornamentais, desta vez obtendo grandes cargas do resíduo, que superam 80% da composição. O desenvolvimento foi iniciado pelo bolsista do INT, Maiccon Martins Barros, e levado como tema de seu mestrado profissional em Ciência e Tecnologia de Materiais pelo Centro Universitário da Zona Oeste (UEZO).

“Além de substituir os insumos de solo e cimento, o tijolo ecológico possui um desempenho mecânico 350% melhor do que o produto convencional, sendo também mais resistente à água e ao fogo” – observa a pesquisadora do INT.

Mobiliário escolar, revestimento acústico de paredes, piso gerador de energia e próteses médicas são outras invenções em desenvolvimento da combinação entre rochas e polímeros, a partir das linhas conjuntas de pesquisa entre o Cetem e o INT. Com pedidos de patente depositados essas tecnologias agora estão disponíveis para se transformarem em inovação na indústria.

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Personalidade

Homenageado por INT e ABM, Prof. Longo destaca necessidade de mais investimentos em P&D

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m homenagem promovida pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e pela Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), o Prof. Waldimir Pirró e Longo ressaltou a importância dos investimentos do Brasil em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Autoridade no tema de gestão e políticas tecnológicas, sendo idealizador do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PADCT) que mudou a perspectiva de apoio à Inovação no País, Longo fez uma análise lúcida e contundente. Elogiando a perspectiva de volta de um Ministério da Ciência e Tecnologia independente no novo governo do País, ele recomenda ao futuro ministro Marcos Pontes que defenda mais investimento na área, na direção dos 2% do PIB, valor mínimo investido pelos países que dominam o mundo economicamente, tecnologicamente e militarmente. Assim o professor espera que este retorne a “ser um ministério importante de uma política nacional de Estado”.

Realizado no dia 27 de novembro, no auditório do INT, o evento reuniu dirigentes e representantes de diversas instituições de Ciência e Tecnologia, universidades, agências de fomento e associações de engenharia. A maioria dos presentes esteve de alguma forma ligada à trajetória do professor, marcada pela carreira acadêmica incomum – com diploma de engenheiro recebido das mãos do presidente Juscelino Kubitschek pelo primeiro lugar no curso do Instituto Militar de Engenharia (IME), mestrado e doutorado em engenharia de materiais concluídos em apenas dois anos e meio na Universidade da Flórida, nos EUA, e título de professor emérito da Universidade Federal Fluminense (UFF) – e pela liderança nas políticas voltadas ao Desenvolvimento Tecnológico, com cargos exercidos no INT/ Fundação de Tecnologia Industrial (FTI), Escola Superior de Guerra (ESG), FINEP, MCT e SECTEC-RJ, entre outros.

O presidente executivo da ABM, Horacidio Leal Barbosa Filho , justificou a homenagem não só pela oportunidade de reconhecer a trajetória do Prof. Longo para o País, mas pela sua importância na difusão do conhecimento técnico-científico, que se afina com a missão da Associação. “Fundamentais para o desenvolvimento do País, a Ciência e a Tecnologia do Brasil necessitam cada vez mais de pessoas como Pirró e Longo” – destacou o engenheiro.

Já o diretor do INT, Fernando Rizzo , que teve Pirró e Longo como professor, enalteceu suas características de liderança e excelência. “Por onde passou, deixou uma marca muito positiva”, ressaltou Rizzo, que também é engenheiro metalúrgico e conselheiro da ABM. O diretor do INT prosseguiu descrevendo a liderança do Prof. Longo como natural, descrevendo sua forma de lidar com todas as pessoas ao seu redor com serenidade e empatia, demonstrando uma humildade altiva, além de estar permanentemete atualizado e possuir uma visão muito abrangente sobre tecnologia e gestão tecnológica, que compuseram a carreira marcada pela excelência. Fernando Rizzo prosseguiu sua fala apresentando um histórico da trajetória, com algumas das principais realizações e conquistas de Waldimir Pirró e Longo.

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Depoimentos evidenciam impo Tendo como mestre de cerimônias a engenheira Iêda Caminha, vice-diretora do INT e presidente da Regional Rio da ABM, o evento contou com depoimentos elucidativos e emocionantes dos participantes. Contemporâneo de Longo em seus cursos de pós-graduação na Universidade da Flórida e, mais tarde, em cargos da Secretaria de C&T do Estado do Rio de Janeiro, o presidente do Conselho de Administração da ABM , Sérgio Neves Monteiro, relatou o aspecto de dedicação e trabalho que permitiram ao colega concluir em tempo recorde o seu mestrado e doutorado e imprimir seu trabalho diferenciado como gestor. “Longo ainda tem muito a contribuir para o País, é uma pessoa que luta pela soberania tecnológica como ninguém”, destacou. O professor de Engenharia de Produção da UFRJ e ex-coordenador do INT, Eduardo Jardim , destacou o caráter empreendedor e inovador do professor. Jardim relatou o contato que teve com Longo no início da década de 1970, quando este juntamente com o Prof. Ubirajara Quaranta Cabral liderou no INT o projeto GTCID, que “teve grande impacto na formação de engenheiros, professores e especialistas”. A ex-diretora do INT, Maria Aparecida Stallivieri Neves , ressaltou “o pensamento de vanguarda de Ciência e Tecnologia do mestre, que embasou muitas das teorias de desenvolvimento econômico e desenvolvimento tecnológico e científico consideradas atualmente”. Destacou ainda sua contribuição institucional em diversos níveis de governo e sua contribuição pessoal em sua carreira como gestora de C&T. Maria Aparecida relembrou o início dessa trajetória, na FTI, quando o acompanhava semanalmente à Lorena para acompanhar a instalação da planta piloto de Nióbio e outros programas por ele encabeçados à época, e um momento decisivo quando a convenceu a assumir a presidência do Conselho da Rede de Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro (Redetec), ressaltando a relevância da missão da entidade.

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Tendo contato com Waldimir Longo quando este assumiu a coordenação de Relações Institucionais e depois a vice-presidência da FINEP, a assessora da Financiadora, Maria Sylvia Derenusson , tem marcada a memória dele como a pessoa que negocia o PADCT, em uma época – década de 1980 – de poucos investimentos. O novo programa incorporava prioridades, levava os projetos a serem analisados por comitês ad hocs, e fez com que os investimentos voltassem, deixando clara a habilidade daquele executivo. Quase 15 anos depois, na área de captação, outra vez enfrentando dificuldades para destinar recursos a programas de P&D, contou com a intermediação de Longo em uma reunião com área econômica do Governo. Seu conhecimento de gestor transmitiu o entusiasmo necessário sobre a importância da área de pesquisa, e a proposição foi aprovada por unanimidade, “o que na atividade de captação representava uma vitória muito grande. O Brasil tem capacidade de reação, foi a grande lição que mais aprendi com você” – declarou Maria Sylvia ao homenageado. O consultor Hugo Tulio Rodrigues, diretor da VL3 aprendizagem , teve contato profissional com Longo também por conta do PADCT, enquanto atuava como coordenador adjunto do PADCT da Tecnologia Industrial Básica. Relata a revolução que representou em termos da gestão, dos processos e no papel de fazer acontecer, sobretudo com a disseminação do modelo de editais. Também trabalhou com o professor quando este foi convidado pelo Secretário de C&T do Estado do Rio de Janeiro, José Pelúcio Ferreira, a ocupar o cargo de Subsecretário Adjunto de Tecnologia, e em seguida assumiu a presidência da Empresa Fluminense de Tecnologia (FLUTEC). Desta experiência relata o sucesso do colega na aplicação de um modelo de gestão para a área de C&T: “Longo tem uma visão sistêmica, lida com a parte tecnológica e gestão e tem em sua trajetória a marca de empreendedor”, destaca.

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rtância da trajetória de Longo O ex-reitor da UFF, José Raymundo Romêo, lembrou do período em que teve o Prof. Longo à frente de sua Pró-Reitoria, entre 1991 e 1994. Em uma época de cortes orçamentários na Universidade e proibição para nomeações de novos professores, ele conseguiu um parecer para realizar novos concursos. Assim, a limitação imposta foi transposta e, em 4 anos, a UFF realizou 342 concursos para professor adjunto e 116 para professor titular. “Concursos marcados pela correção e qualidade, onde os avaliadores externos eram de outros estados”, ressalta Romêo. O ex-reitor também atribui ao seu colaborador, nesse movimento, a guinada que possibilitou à universidade atingir a excelência nos cursos de pós-graduação, que até então não eram considerados da mesma forma que a ótima graduação já existente. Outra participação decisiva de Waldimir Longo foi como diretor do Observatório Nacional (ON), quando entre outras ações disseminou o uso da Hora Legal Brasileira. O atual diretor do ON, João dos Anjos , apresentou o fato relatando que, ao assumir o Observatório, Longo detectou as más condições do antigo prédio do Serviço da Hora, indicando à Defesa Civil que o avaliasse. “De posse do laudo negativo, que recomendava o fechamento, ele conseguiu que o Ministro liberasse recursos para refazer não só o prédio, como para modernizar seus equipamentos e implementar o sincronismo da Hora Legal Brasileira (times temp), que assegura o momento exato para todas as operações bancárias e financeiras”. A realização viabilizou um serviço essencial para o País e uma importante fonte de recursos para as atividades da Instituição. Na área de Geofísica, por sua vez, revisitou pontos da rede gravimétrica e rede magnética, acertando anomalias e aumentando a precisão das medidas geomagnéticas que servem, entre outras coisas, para a detecção de jazidas em solo nacional, adquirindo para isso também o primeiro gravímetro absoluto do hemisfério sul. Na área de Astronomia, estendeu o convênio do ON

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com o ESO – European Southern Observatory, instalado no Chile – para que toda a comunidade de Astrofísica do Brasil também pudesse utilizar os recursos desse observatório estrategicamente posicionado. O diretor de Desenvolvimento Científico do Museu do Amanhã, Alfredo Tolmasquim , por sua vez, relatou a situação do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), onde atuava como pesquisador (e também se tornaria diretor, anos depois), no mesmo período em que Longo dirigia o ON. Era 2001, e o Ministério da Ciência e Tecnologia estava com um projeto de incorporar novamente o MAST ao ON – de onde surgira a instituição, ocupando o mesmo campus –, o que não era bem visto pelos pesquisadores e culminou com a entrega do cargo pela então diretora do Museu, Mirian Rodin. Assumindo então a Direção do MAST, o Prof. Longo promoveu um estudo sobre a situação, e a recomendação ao Ministério que culminou com a manutenção do Museu e do ON, que avançaram em suas missões. Outro ponto lembrado por Tolmasquim foi a “Confraria do Bacalhau”, almoço informal instituído pelo professor no restaurante Cidade do Porto, próximo às duas instituições, que conseguiu congregar vários dirigentes da comunidade científica e tecnológica, fortalecendo o “networking” entre eles. O último depoimento dentre os convidados foi o do pesquisador da Escola de Química da UFRJ, Peter Seidl , que organiza uma biografia sobre o homenageado. Seidl relatou a motivação do livro, que surgiu exatamente a partir das histórias que o professor contava aos seus colegas na Confraria do Bacalhau. “Longo promove aquilo que todos estão procurando, que é um convívio, onde as pessoas podem colocar suas posições e discuti-las, e como todos os demais relatam, mesmo em situações adversas, colocar as coisas para andar. Ele nos dá uma lição de otimismo” – sintetizou o biógrafo.

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Palavras do Mestre “O novo modelo de revolução não será uma tecnologia, mas a convergência de várias tecnologias que nós já estamos assistindo. Olhe o que é um celular de 5 anos atrás e o que é um celular hoje. Convergindo todas as tecnologias numa maquineta diabólica que se leva no bolso, ele muda dinheiro de lugar, ele fala, ele fotografa. Acabou maquina fotográfica, acabou, quem é que vai comprar uma maquina fotográfica? A Kodak acabou por que? Nós estamos numa velocidade muito maior do que no passado e estamos ainda bobeando com relação a isso. Ciência e tecnologia tem que ser uma prioridade de Estado, se é que nós somos uma nação independente, soberana e que possa dizer não aos países centrais.”

Prof. Waldimir Pirró e Longo

O evento terminou com a entrega de uma placa comemo-

Não fugindo às análises, que lhe deram notoriedade

rativa da ABM e INT ao homenageado, recebida das mãos

também em mais de 100 artigos publicados, ele destacou

do diretor Fernando Rizzo e do ex-coordenador do INT,

o impacto das novas tecnologias, considerado como a 4ª

Ubirajara Quaranta Cabral, ambos conselheiros da Associa-

revolução industrial. Citou tecnologias que estão mudan-

ção. Emocionado, o Prof. Waldimir Pirró e Longo apontou o

do o mundo físico – biotecnologia, robótica, impressão

evento como um dos dias mais felizes da sua vida, quando

3D, novos materiais, Internet das coisas, e transmissão,

se sente realizado pela sua trajetória.

armazenamento e captura de energia – e outras tecnologias que transformam o mundo digital:

inteligência

artificial, blockchain, novas tecnologias computacionais, realidade virtual e realidade aumentada. Também mantendo a sua marca de conselheiro de estratégias políticas, não deixou de mandar um recado para o novo governo: “Eu diria ao Marcos Pontes e, dando meus parabéns ao atual presidente do Brasil, se ele vai realmente sacramentar o retorno do MCT como uma unidade do governo independente e não subdividido junto com outra, que estabeleça como prioridade o MCT retornar a ser um ministério importante e da política de Estado nacional e que ele volte para recompor no mínimo a curto prazo o orçamento que foi anterior ao atuAo fim da homenagem, o Prof. Waldimir Pirró e Longo recebe placa comemorativa da ABM e INT.

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al, que chega a 1,3 do PIB com a meta de apontar para um futuro de 2% e caminhar nessa direção.” – conclui o Professor.

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Internacionalização

INT integra missão tecnológica ao Reino Unido

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convite do Consulado Geral Britânico de São Paulo, a coordenadora de Gestão Tecnológica do INT, Valéria Said de Barros Pimentel, integrou uma missão ao Reino Unido. Entre os dias 28 de outubro e 4 de novembro, o grupo conheceu capacidades de inovação e tecnologia desenvolvidas na união de países formada por Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales, que hoje representam uma das lideranças globais na criação de oportunidades científicas e comerciais, com Centros de Inovação focados em soluções para a indústria. A missão fez parte da celebração do Ano Brasil-Reino Unido da Ciência e Inovação 2018-2019, iniciativa conjunta liderada pelos governos do Brasil e do Reino Unido, através do Ministério de Relações Exteriores e da Missão Diplomática Britânica no Brasil. As atividades visaram fomentar o relacionamento entre as duas Nações por meio de parcerias público-privadas para Pesquisa & Desenvolvimento, oportunidades de negócios para soluções inovadoras e uma relação de políticas comerciais prósperas. Segundo Valéria Pimentel, a viagem trouxe como principal benefício a viabilidade de cooperação internacional com instituições de excelência. “Essa aproximação com os centros de pesquisa e as empresas visitadas possibilitou o acesso a temas altamente relevantes, considerando a atividade fim do INT, pois tratou de tecnologias disruptivas para o setor automotivo. Sem dúvida, foi uma oportunidade importante para conhecer as mais novas tecnologias em uso” – destacou a coordenadora. A missão participou de uma reunião no Departamento de Comércio Internacional do Reino Unido com os responsáveis da área automotiva e aeroespacial e de eventos tecnológicos. Um destes foi o Advanced Engineering Show 2018, um dos maiores encontros da indústria na Europa. O grupo também integrou a Digitalizing Manufacturing Conference at the Manufacturing Technology Centre (MTC). Neste evento, tiveram a portunidade de conhecer o MTC, que oferece soluções integradas de sistemas de manufatura para clientes de grande e pequeno porte, em setores tão diversos quanto automotivo, aeroespacial, ferroviário, informática, alimentos e bebidas, construção civil, eletrônica, petróleo e gás e defesa. Criado em 2010, como uma organização independente de pesquisa e tecnologia (RTO) com o objetivo de preencher a lacuna entre a academia e a indústria, o MTC contou com grande investimento públi-

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Ano 5 - nº 25 - 2018

Valéria Pimentel e o grupo de participantes da missão juntamente com o ministro do Investimento, Graham Stuart, do Departamento de Comércio Internacional do Reino Unido, no Advanced Engineering Show 2018.

co e, um ano depois, já agregava 16 membros industriais, e hoje atua com 700 funcionários, dispondo de um Centro de Manufatura Aditiva e um Centro de Treinamento em Manufatura Avançada. A missão realizou ainda visitas técnicas a empresas que desenvolvem tecnologias inovadoras. Uma destas foi a Arrival, uma empresa de tecnologia sediada em Londres, que fabrica vans elétricas e inteligentes. A indústria projeta veículos integralmente, criando seus componentes principais: motores, eletrônica de potência, sistemas de bateria, interfaces de usuário e software. Reúne assim especialistas em engenharia, software, inteligência artificial e robótica, vindos de diversas outras empresas de tecnologia do mundo. Outra empresa visitada foi a Renishaw, líder mundial de engenharia e tecnologia científica, com larga experiência em medição de precisão e proteção da saúde. A empresa fornece produtos e serviços com aplicações muito diversas, abrangendo da fabricação de motores a jato e turbinas eólicas a produtos para odontologia e cirurgia cerebral. É também líder mundial no campo da fabricação aditiva, projetando e produzindo máquinas industriais para “imprimir” peças a partir de pó metálico. Valéria Pimentel relata que o INT está iniciando uma negociação com essa empresa, para aquisição de uma impressora 3D. “O contato com estes centros de tecnologia e indústrias permitiu ampliar nosso conhecimento em Engenharia Avançada aplicada a indústria automotiva visando reduzir os impactos principalmente no transporte, no meio ambiente e na saúde da população” – relata a coordenadora de Gestão Tecnológica do INT.

INOVATIVA - Revista eletrônica do InsƟtuto Nacional de15 Tecnologia Ano 5, no 25 - novembro | dezembro de 2018 Fotos desta edição: Justo D’Avila, Luana Carmelina e Arquivo/INT Edição: Divisão de Comunicação do INT (DICOM)


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