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Ano 8 – Número 55 – Fevereiro de 2013

Nossa Voz Distribuição Gratuita

In f or m at i v o

VÍNCULOS RESTABELECIDOS A alegria de retornar ao seio familiar Página 7


Nossa Mensagem Estimado benfeitor,

Tempos de consolidação (parte 5)

Em 1970 o IMSJT (Instituto Meninos de São Judas Tadeu) começou a diversificar as atividades com a criação da Creche Padre Gregório Westrupp. O espaço foi doado por Tufik Esper Khury, benfeitor e antigo morador. Desde seu início, a creche contou com a colaboração das Irmãs do Sagrado Coração do Verbo Encarnado, que ficaram responsáveis por sua administração até o ano de 2009. Padre Lorival João Back, scj é dehoniano da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, gaúcho de Crissiumal décimo filho e de Albrecht e Casilda Back. É especialista em Psicopedago atuou em comunidade gia e sempre s de vulneração social. Dedicou os primeiros anos de seu sacerdócio na região Alegre do Pindaré missionária Alto (MA). Depois, na Paróquia trabalhou São José de Americanóp em São Paulo olis, (SP), onde foi pároco por seis anos, e na coordenação das pastorais sociais da Diocese de Santo Amaro Desde 2005 é diretor do Instituto (SP). de São Judas Meninos Tadeu. Neste livro, quis registrar com transparênci ele históricos e a bela experiência a os fatos de Deus testemunhad do amor pessoas generosas. a na vida de tantas

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Acolher, amparar e situação de educar crianças risco e de alcancem vulnerabilidade , adolescentes e jovens em o pleno exercíci pessoal e social, a responsabilidad o de sua cidadan ia e despert fim de que e social e em-se a solidari edade humana para a .

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Terêzia Dias, nascida em Belo Horizonte (MG) em 1951, é jornalista, a primeira dos seis filhos de Dimas e Célia da Silva Dias e mãe de dois filhos. Trabalha muitos anos há na imprensa católica, tendo atuado na revista revista IRaoPovo Família Cristã, na e, mais recentement como redatora e, do departament comunicação o de do São Judas Tadeu. Instituto Meninos de Ao escrever em parceria esse livro com o pe. João Back, ela pretendeu, sobretudo, mostrar bondade e a união das pessoas como a construir uma podem sociedade mais humana e solidária. justa,

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“Esta história d décadas, regad tantas lágrimas do e iluminad a por sorrisos vitoriosom por si mesma. Cont autores, pe. Loriva Back e Terêzia Dias, palavras e nomes às p e aos fatos, aos sentim e aos atos. E aqui está, resultado, um lindo li Padre Mariano Weizenmann,scj

Terêzia Padre Lorival Dias João Back, scj

Conheça mais lendo o livro: “Uma história de amor e doação”

Uma histó ria de amo r e doação

“Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos na caridade e nas boas obras” (Hb 10,24). Este é um versículo inspirador. Ele ressoa a voz do Senhor, que chama a cada um de nós a cuidar do próximo de forma solidária e fraterna. Nessa perspectiva, é uma maneira bonita de vivermos, e de convidar nossos amigos e familiares a se proporem a viver, a partir da Quaresma, que se inicia este mês. A Páscoa, maior festa para nós, cristãos, é precedida de um tempo forte de preparação e renovação interior. Vivenciar a Quaresma, com as orientações da Igreja Católica, é a melhor forma de preparar-se para a celebração da Páscoa do Senhor. Nosso ideal deve ser a vontade de fazer-nos livres e dispostos para aquilo que realmente é importante na vida, deixando de lado o que aliena e impede de sermos totalmente abertos ao próximo. Nutro a convicção de que, se revivermos a experiência final de Jesus sobre a Terra, uma experiência dolorosa e sublime, na qual Jesus nos deu o exemplo e o ensinamento mais preciosos para termos uma vida em plenitude, aceitaremos mais serenamente a “via-sacra” pela qual todos nós passamos. Mas, apesar de tudo, quando estivermos nos caminhos dolorosos, o imperativo que deve reinar é a certeza da vitória que sempre chega, mesmo que às vezes tardiamente. Nessa profunda aspiração é que a Igreja Católica nos convida a dar

testemunho do que cremos, neste Ano da Fé. Para alegria e estímulo, os cristãos possuem a beleza de ter Jesus como modelo de vida. Ele, o Menino-Deus, quando criança foi servido; e, quando adulto, foi e é o amoroso e generoso servidor de todos os seus irmãos necessitados e desejosos de ajuda. Esse exemplo magnífico perscruta o cotidiano do IMSJT (Instituto Meninos de São Judas Tadeu). Com seu apoio, amado benfeitor, atendemos centenas de crianças, adolescentes e jovens que hoje precisam de auxílio. Moldamos seres humanos que, no futuro e no presente, poderão demonstrar ao mundo o amor fraterno. 2013 ficará marcado no Brasil como o Ano da Juventude. A Igreja quer, mais uma vez, revigorar o potencial dos jovens na transformação da sociedade. Propõe como tema da Campanha da Fraternidade: “Fraternidade e Juventude”; e o lema: “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8). Mais ainda: prepara o evento global da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro (RJ). Na disponibilidade que há nos jovens está a ajuda fundamental na construção de um mundo novo. Enfim, que neste tempo quaresmal Jesus nos ajude a amar o próximo cada vez mais! Com minha estima e minha bênção sacerdotal.

Nossa Historia

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Padre Lorival João Back,scj Diretor do IMSJT

EXPEDIENTE Diretor Pe. Lorival João Back,scj Jornalistas Responsáveis Elisângela Borges – MTb 51.973 Bruno Lourenço – MTb 62.799 Designer gráfico Rejane Souza Impressão Jetgrafia – Gráfica e Serviços Tiragem 17.000

Fale conosco: Envie sugestões, opiniões, dicas para: imprensa@imsjt.org.br www.imsjt.org.br Para doações: Bradesco - ag. 2818-5 | c/c 11.000-0 Itaú - ag. 0150 | c/c 73.410-1 Instituto Meninos de São Judas Tadeu Associação Dehoniana Brasil Meridional Av. Itacira, 2801 – CEP.: 04061-003 Planalto Paulista – São Paulo (SP) (11) 5586-8666 Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus

Todos os direitos reservados. Permitida a reprodução desde que mencionado a fonte. As matérias assinadas são de responsabilidade de seus autores.

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Terêzia Padre Loriva Dias l João Back,

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“O Instituto Meninos d São Judas Tadeu singular, entre é um oá outros, qu restaura a vida das adolescentes criança na cidade de e jovens São Paulo. Ele nasceu e vive como fruto da vida Congregação e da ação da dos Sagrado Coração Padres do de Jesus – Dehonianos, que faz pelas crianças, adolescen tes e jovens o que pela sociedad lhes é negado e e pelo Estado.” Dom Tomé Ferreira da Silva

15/02/2012

MISSAS E ATENDIMENTO RELIGIOSO Missas: • Segunda a sexta-feira, às 10h • Sábado, às 10h e 17h • Domingo, às 10h, 12h e 17h30 • Dia 21 – missa em memória de pe. Gregório, às 10h • Dia 28 – missa em honra a São Judas Tadeu, às 10h, 14h30, 17h e 20h Adoração: • Quarta-feira, às 19h e missa às 20h • Sexta-feira e sábado, das 9h às 10h Bênçãos e confissões: • Diariamente, das 10h às 18h

Batizados e Casamentos: • Informações na recepção do IMSJT ou pelo telefone (11) 5586-8666.

13:34:


Nossa Espiritualidade

A conversão na estrada da vida A juventude é o tema do ano na Igreja. É importante ter clareza quanto ao seguinte: não quer dizer que o tema da juventude reinará absoluto deslocando os demais assuntos importantes da vida eclesial. O tema da juventude aparecerá totalmente envolvido na Campanha da Fraternidade (CF) durante a Quaresma. Vale a comparação. A certa altura da viagem, o motorista percebe que tomou o sentido errado. Mas, sem problema, porque adiante deve haver alguma placa indicando a conversão para retornar ao caminho e assim chegar ao destino. A Quaresma é o momento de avaliação do caminho da vida percorrido pela comunidade e pelo indivíduo. Por menor ou maior que tenha sido o desvio feito na caminhada, existe sempre a chance da conversão para a volta ao caminho seguro. Logo no início, a Quaresma propõe um sinal para a pessoa mostrar concretamente seu desejo de conversão na vida cristã. O sinal é a imposição de Cinzas. Cinzas não são a conversão, mas indicam externamente a decisão interior de voltar ao Evangelho. Cinzas não são remédio para mal algum, mas mostram que a pessoa vai mesmo se rever e corrigir certos erros orientada pelos exercícios da Quaresma. Se por algum motivo alguém não receber as Cinzas, não se apavore. A conversão começa por dentro da gente e esta é a que vale! A proposta da Igreja no Brasil para o exercício da vida cristã na Quaresma é a CF. Existe quem implique com ela. A CF corresponde ao que a Quaresma pede a cada ano: conversão para celebrar a Páscoa na Ressurreição. Cada ano a CF

apresenta um aspecto concreto da vida cristã e da sociedade que precisa ser avaliado pelas pessoas e pelas comunidades. Neste ano, é para pensar como está a nossa fraternidade com relação à juventude. Porque nosso relacionamento com a juventude tem tudo a ver com a fraternidade. Como? Toda e qualquer falha contra os jovens, em conjunto como individualmente, vai prejudicar as pessoas e a sociedade. Como também todo gesto que favorecer a formação dos jovens trará benefícios a todos. Essa nossa mudança pessoal e comunitária vai acontecendo no decorrer da Quaresma, pela prática dos exercícios quaresmais, nas pregações e nas reflexões. Aos poucos mais e mais as pessoas se vão convencendo da necessidade de transformar o tratamento que prejudica nossos jovens. É o que se chama de processo de conversão. A volta ao caminho certo se realiza aos poucos, mas sempre caminhando. A transformação que aconteceu nas pessoas durante a Quaresma mostra o resultado na vida de cada dia. Não é que na Páscoa termine o trabalho de nossa reeducação para as relações com os jovens. Páscoa é vida nova. No tempo da Páscoa, e pelo o resto do ano, as pessoas procuram viver sua própria transformação que decidiram na Quaresma com ajuda da CF. Para o final da Quaresma, um teste: “a coleta da solidariedade”. A quantia em dinheiro colocada no envelope deve ser o sinal de que a pessoa se convenceu da proposta da CF para a juventude e está decidida a viver sua conversão. Padre Augusto César Pereira,scj é dehoniano da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, jornalista, apresentador de programas no rádio e na televisão, escritor e professor. Atuou por vários anos como assessor nacional da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), em Brasília (DF).

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Nossa Gente

A satisfação de ser diretora Cercada pela Mata Atlântica, riqueza da fauna e da flora, a diretora da Creche Padre Dehon/ Núcleo Marisa, Márcia Regina Bispo de Barros, realiza seu trabalho com muita dedicação e muito amor. Formada em Pedagogia com licenciatura plena para Gestão e Educação Infantil, Márcia começou a trabalhar na Creche em 2009 como coordenadora pedagógica, e, numa oportunidade, em 2011 assumiu a direção.

pacitados que recebem formações contínuas. Cada sala é equipada com materiais diversificados e muitos brinquedos.

O local da Creche é exuberante. Os pequeninos apreciam as visitas de tucanos, esquilos e várias espécies de passarinhos, além de brincarem ao ar livre. “O que vale a pena para as crianças é o ‘brincar’, porque na Educação Infantil é primordial”, diz. Para ela, brincando Casada há seis anos e mãe de Daniel, de as crianças aprendem tudo de que precisam dois anos, gosta de brincar com seu filho qua- para se desenvolverem em todos os aspectos. se todo o tempo em que está em casa. “O De acordo com as exigências necessárias, amor de mãe é único e indescritível. Sinto que Márcia, como diretora da Creche, segue as ser mãe me fortaleceu para ajudar as crianças normas de funcionamento, tendo como base o da Creche e também a seus pais na árdua tare- manual da Vigilância Sanitária e vistorias realifa de educar”, declara. zadas por profissionais da Secretaria de EduA Creche Padre Dehon/Núcleo Marisa fica cação do município. A atenção no seguimento no bairro de Varginha, na cidade de São Ber- às leis é mantida sempre.

nardo do Campo (SP), e atende 64 crianças Nesse prazeroso trabalho, a diretora carrecom idade de um a três anos, em período in- ga com ela um estímulo: “Atendemos crianças tegral. Elas recebem cinco refeições diárias e em situação de vulnerabilidade social, vindas são acompanhadas por 12 profissionais ca- de comunidade que possui situação de penúria. É difícil de encarar esta realidade, afinal, são crianças que já passam por tantas dificuldades. Mas isso não me desanima, e, sim, me encoraja a ter mais empenho, amor, paciência e carinho ao exercer o meu trabalho”. O que é mais gratificante para Márcia é ver uma criança sorrindo saudável, longe da rua e do perigo. “Sinto-me feliz e grata pela oportunidade de poder trabalhar com estas crianças. Agradeço ao padre João Back, scj, diretor do IMSJT (Instituto Meninos de São Judas Tadeu), por acreditar e manter esta Creche. Por aqui já passaram muitas crianças, nas quais plantamos boas sementinhas, e se Deus quiser muitas outras ainda passarão. Tenho muito orgulho de trabalhar aqui”.

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Nosso Convidado

A arte de educar A boa educação é base sólida que permite que os seres humanos obtenham uma relação saudável com o próximo. Todavia, o educador, escritor e psiquiatra dr. Içami Tiba explica que educar exige preparo e muito conhecimento.

Divulgação

Como fica a vontade dos filhos na relação familiar? É preciso haver limites, senão os filhos começam a mandar nos pais. Surge a tirania. Tirania significa ter poder e não ter competência para administrar. Hoje a criança quer um brinquedo e os pais dizem que não podem dar, aí ela faz birra e acaba ganhando; ou seja, os pais não souberam administrar, submeteram-se. Saibam que nenhum filho é impossível, são os pais que não sabem governar e ficam sob o domínio da vontade – nem é da necessidade – da criança.

Podemos considerar que educar não é fácil? Claro, por isso é necessário que os pais se preparem para serem educadores dos filhos. Ninguém nasce com essa condição, mas tem que desenvolvê-la, porque é preciso muito conhecimento. Diferentemente do passado, é preciso desenvolver um projeto educacional e não simplesmente passar valores e achar que educou. Dentro desse projeto deve haver amor, do contrário fica mais difícil. Não adianta simplesmente falar “sim” ou “não”, é preciso haver um critério; saber o que é saudável e o que não é, o que é esperado, e o que não é. As crianças nascem sem saber nada. É com o que os pais fazem que as crianças se acostumam. Um exemplo: criança nasceu para dormir em qualquer lugar, só que a mãe a acostuma a dormir no colo e depois ela não quer mais o berço. E depois fica achando que a criança desde que nasceu nunca aceitou o berço. A mãe, amando a criança, acha que fez tudo bem, mas não fez. Criança que não dorme sozinha é muito dependente, estraga a festa de qualquer adulto. Criança que sabe dormir vai a qualquer festa. Chegou o sono, vai num cantinho e dorme. Criança que não, fica puxando o pai para longe da festa e agarra na mãe, fica mal-educada. Grita, apronta, faz birra. Tudo isso porque ela quer ficar acordada, está com sono, está contrariada, não sabe dormir sozinha. Depende de adulto para dormir. E ela acha que só pode dormir do jeito que aprendeu, que é no colo.

É válido os pais dividirem funções para educar os filhos? Os dois têm que ter a mesma função. Tem que até combinar, mesmo que o pai queria deixar, a mãe não deixou, não tem que deixar e vice-versa. Porque é muito comum: o pai não deixa, a mãe deixa; a mãe não deixa, a avó deixa; a avó não deixa, mas a empregada faz. Todo mundo falou “não” e quem “faz” põe ao chão tudo. A criança tem que aprender o significado de um “não”. E na casa onde o pai diz “vinho”, a mãe diz “água”, o filho desanda. Como impor um “não” da melhor maneira? Os pais ficam com medo de contrariar, porque acham que se contrariar vai traumatizar. Não existe nada no mundo que seja só permissão. Isso é uma falsidade, que os pais acabam passando para os filhos, e com que o filho acaba se acostumando. E depois vira esse negócio de que é o filho que não se adapta. E não é. Por exemplo: se o filho já consegue tirar brinquedos da caixa, está na hora de aprender a guardar ao parar de brincar. Criança que não guarda os brinquedos não vai cuidar das próprias coisas, vai ser um bagunceiro. E vai achar que a bagunça é o seu normal: “Eu sou assim”. Não, ele não é assim. Está se comportando dessa forma porque os pais permitiram que ele não tivesse regras. Qual a melhor forma de exercer autoridade? Ser constante. Se não fez, tem consequência. Ficar bravo. É só combinar, por exemplo: se não guardar o brinquedo, nós vamos dá-lo para uma criança que não tem. Acabou a história: “Não guardou? Vou contar até três”. Que é a chance de ela guardar. Se não, perdeu o brinquedo. Pode ser o brinquedo de que seu filho mais goste. Mas os pais não devem esconder o brinquedo, têm que doar esse brinquedo, a criança precisa saber que o perdeu porque não guardou. E ensine que ao terminar de brincar deve guardar. Se não guardar, vai perder. Se ela perder um, vai pensar duas vezes. Agora, se os pais não tiverem coerência com o que dizem para a criança, na adolescência fica gritante. Fevereiro de 2013

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Como estabelecer uma relação de amizade e respeito entre pais e filhos? Quando os filhos fazem o que devem, os pais agradecem. E se não fazem, os pais devem cobrar. Não pode só existir agrado. Hoje, um grande problema para as crianças é que se acham no direito de tudo. Por exemplo: um filho faz aniversário e os pais têm que comprar presente para o outro também. Está errado, porque não tem meritocracia. A criança não aprende que no dia do aniversário é o aniversariante que ganha presente. Pais que fazem isso não sabem o projeto de educação que seguem. Se há dois filhos na família, e os dois filhos não são iguais, cada um vai receber o tratamento que merece. Todos têm suas regalias e obrigações. O fato de uma criança morar apenas com o pai ou com a mãe tem tendência a dar mais trabalho? Isso é mito ou é verdade? Isso é mito. Porque vai dar trabalho se houver incoerência entre os pais. Mesmo morando juntos ou separados. Qual análise o senhor faz das crianças de hoje que parecem brincar menos e ter atitudes de adulto cada vez mais cedo? É um erro, porque a criança está deixando de ser criança. Dão para as crianças diversões de adultos. Hoje as crianças não são levadas a brincar com outras de sua idade e as famílias estão cada vez menores – diferente do tempo de nossos pais e avós que viviam numa grande família na qual as crianças não ficavam sozinhas ou com empregadas. Assim, a criança fica em casa sozinha fazendo diversão de adulto. Fica na frente de um computador ou com uma babá que não sabe brincar com a criança e acaba deixando-a fazer o que quer. Criança está vendo criança brincar? Não está. Não devia ser comum uma criança de três, quatro anos de idade ter um joguinho eletrônico. Criança tem que brincar com o corpo. Quem não brinca com o corpo, atrofia. Mais tarde terá dificuldades com o próprio corpo. O natural das crianças é brincar. Nós estamos tirando os brinquedos delas e achando melhor que elas fiquem sentadas, como aleijadas, na frente da televisão.

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Como educar filhos com equilíbrio se os próprios pais não tiveram esse exemplo? Dizer que não tem equilíbrio para educar não existe. O que existe é falta de conhecimento e falta de estudo.

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Vão estudar educação de criança. Daí tem muitas coisas que os pais fazem que deixariam de fazer. Os pais fazem muito mais sacrifícios do que precisariam e não fazem as cobranças que são necessárias. Quer uma orientação? Leia o livro Quem ama, educa!. A primeira infância é um bom momento para os pais começarem a abordar o tema “preconceito” com os filhos para tornarem adultos respeitosos? Não, porque quem tem preconceitos são os pais. O preconceito é falar de alguém e a gente formar uma imagem antes de conhecer a pessoa. Se uma criança está em casa e os pais recebem alegremente uma visita, e esta é mal recebida pela criança, esses pais falaram mal dessa visita para a criança, antes de ela chegar. A criança ficou com má impressão. A criança não muda de estado de humor rapidinho assim. Mas os pais, ao tocar a campainha, já abrem o sorriso: “Há... seja bem-vindo!... que bom que você veio”. Tudo falso. Então a criança percebe. Se os pais tratam igualmente todas as pessoas (por exemplo: a empregada e o porteiro, que são do convívio diário), estão ensinando que não é para ter preconceito. Preconceito não é só contra negro, não. Preconceito é dizer que “eu sou bom” e “você é ruim”. Criança que começou a achar desse jeito já está com preconceito. Portanto, preconceito, são os pais que ensinam aos filhos. Elogiar os filhos ajuda ou atrapalha? Depende, essa é uma resposta variável. Elogio falso só atrapalha. Tem pais com medo de tornar a criança muito orgulhosa nunca elogia, e a falta de elogios deprecia a criança. Já o excesso de elogio a deturpa. Qual a melhor forma de os pais lidarem com as fases transitórias dos filhos (criança/adolescência/ juventude/idade adulta)? Tem que perceber a mudança, e, conforme a mudança, imagina o seguinte. Qual a luz certa para acender num quarto, conforme vai ficando escuro? Vai chegar uma hora em que vai precisar de luz forte. Vai chegar uma hora em que nem precisa de luz. Agora, vai dizer acende, fica muito claro, apaga, fica muito escuro. Então, não está tendo nuances. As nuances são as mudanças. Os pais têm que estar atentos às mudanças, as medidas tem que ser móveis.


Nossas Noticias A celebração de Natal, na véspera do dia 25 de dezembro, na Capela São José, teve um toque diferente com a apresentação do Oratório de Natal. O musical interpretou

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Desejamos que nesse desenho uma criança faça um bonito colorido.

Ilustração: Rebeca Venturini

Nossa Arte

Carnaval é alegria!

Nossa Dica

Cuida dos c on

O verão chegou, e com ele é preciso cuidados redobrados com o acúmulo de água parada, que cria ambiente propício para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. þ No quintal, recolha tudo o que possa acumular água, como tampinhas de garrafa, cascas de ovo, latas, embalagens plásticas, pneus; þ Garrafas e baldes vazios devem ser guardados de boca para baixo; þ Limpe as piscinas e trate toda semana a água com produtos específicos;

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þ Se seu muro é protegido com cacos de vidro, coloque areia naqueles que possam acumular água, assim também Fevereiro de 2013 nos pratos de plantas;

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þ Lixeiras precisam ser bem tampadas; þ Se possui plantas que acumulam água, como a bromélia, retire a água das folhas; þ Mantenha a caixa d’água sempre tampada; þ Nas calhas, retire folhas, galhos e tudo que possa impedir a passagem de água. E tenha atenção também para retirar a água que pode acumular em lajes; þ Lave a vasilha de água dos animais, pelo menos uma vez por semana, com água corrente, bucha e sabão. Helena dos Santos é auxiliar de serviços gerais do IMSJT.


Informativo - Junho 2013