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APOSTILAS QUE COMPÕEM O TREINAMENTO: BÁSICO – Primeiro Semestre

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O CRIADOR E SUA CRIAÇÃO O PLANO DA SALVAÇÃO INTRODUÇÃO À LIBERTAÇÃO E CURA INTERIOR

POSIÇÃO EM CRISTO I BATALHA ESPIRITUAL I FAMÍLIA I MEMORIZAÇÃO DA BÍBLIA I

ANTONIO E GORETI – A Serviço do Reino de Deus!


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TEMAS QUE COMPÕEM A SÉRIE CHAMADO MINISTERIAL: O CRIADOR E SUA CRIAÇÃO O PLANO DA SALVAÇÃO INTRODUÇÃO À LIBERTAÇÃO E CURA INTERIOR POSIÇÃO EM CRISTO I POSIÇÃO EM CRISTO II POSIÇÃO EM CRISTO III POSIÇÃO EM CRISTO IV BATALHA ESPIRITUAL I BATALHA ESPIRITUAL II BATALHA ESPIRITUAL III BATALHA ESPIRITUAL IV LIBERTAÇÃO (Quebra de Vínculos) I LIBERTAÇÃO (Quebra de Vínculos) II LIBERTAÇÃO (Quebra de Vínculos) III LIBERTAÇÃO (Quebra de Vínculos) IV BÊNÇÃOS E MALDIÇÕES I BÊNÇÃOS E MALDIÇÕES II BÊNÇÃOS E MALDIÇÕES III BÊNÇÃOS E MALDIÇÕES IV CURA INTERIOR I CURA INTERIOR II


5 Instituto Formação de Guerreiros CURA INTERIOR III CURA INTERIOR IV BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO FAMÍLIA I FAMÍLIA II FAMÍLIA III FAMÍLIA IV TESTEMUNHO DE VIDA O ARREBATAMENTO DA IGREJA PREPARE-SE PARA RECEBER MÁS NOTÍCIAS VIDA DE ADORAÇÃO LIBERTAÇÃO FINANCEIRA I LIBERTAÇÃO FINANCEIRA II LIBERTAÇÃO FINANCEIRA III LIBERTAÇÃO FINANCEIRA IV LIBERTAÇÃO FINANCEIRA V LIBERTAÇÃO FINANCEIRA VI LIBERTAÇÃO FINANCEIRA VII PERFIL DE LIDERANÇA CRISTÃ I PERFIL DE LIDERANÇA CRISTÃ II PERFIL DE LIDERANÇA CRISTÃ III PERFIL DE LIDERANÇA CRISTÃ IV PERFIL DE LIDERANÇA CRISTÃ V PERFIL DE LIDERANÇA CRISTÃ VI


6 Instituto Formação de Guerreiros PERFIL DE LIDERANÇA CRISTÃ VII SINAIS PROFÉTICOS DA VOLTA DE CRISTO I SINAIS PROFÉTICOS DA VOLTA DE CRISTO II SINAIS PROFÉTICOS DA VOLTA DE CRISTO III SINAIS PROFÉTICOS DA VOLTA DE CRISTO IV SINAIS PROFÉTICOS DA VOLTA DE CRISTO V SINAIS PROFÉTICOS DA VOLTA DE CRISTO VI SINAIS PROFÉTICOS DA VOLTA DE CRISTO VII MEMORIZAÇÃO DA BÍBLIA I MEMORIZAÇÃO DA BÍBLIA II MEMORIZAÇÃO DA BÍBLIA III MEMORIZAÇÃO DA BÍBLIA IV MEMORIZAÇÃO DA BÍBLIA V MEMORIZAÇÃO DA BÍBLIA VI MEMORIZAÇÃO DA BÍBLIA VII ORAÇÃO I ORAÇÃO II ORAÇÃO III ORAÇÃO IV ORAÇÃO V ORAÇÃO VI ORAÇÃO VII AÇÃO SOCIAL TREINAMENTO


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Cada tema temos disponíveis em: Apostilas, CD e DVD Realizamos Conferencias, Campanhas, Seminários, Ministrações, etc.

Todos os direitos reservados Esta apostila não poderá ser reproduzida em sua totalidade ou parcialmente sem a permissão, por escrito dos autores

Entre em Contato: CONFEDERAÇÃO NACIONAL EVANGÉLICA - CNE INSTITUTO FORMAÇÃO DE GUERREIROS Rua Comprida, 752 – Vl. Mazzei Cep 02311-010 – São Paulo Blog:http://blogcne-cne.blogspot.com E-mail: bispoantoniodeoliveira@hotmail.com

Fones: (11) 4655-3650 / 8636-4922


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Querido (a) Leitor (a) A mensagem do Cristianismo legítimo é proclamada por um crucificado. Não é o cristo de Michelângelo, nem tão pouco se trata de uma dramatização teatral. Mas de uma experiência de fé genuína. Somente os que já morreram na cruz com Cristo, podem falar com convicção da verdadeira vida de Cristo. O espetáculo da dramatização do calvário, no sertão do Estado de Pernambuco durante as comemorações da páscoa, é muito mais comovente do que esta doutrina que é somente do intelecto. A cruz que terminou a vida terrena de Jesus põe agora um fim no pecador; e o poder que levantou Cristo dentre os mortos, agora o levanta para uma nova vida em Cristo. Quando a morte matou Jesus, ela acabou se destruindo. A cruz foi o tribunal que sentenciou a morte da morte, na morte de Cristo. Não há a menor evidência de fracasso na morte de Jesus na cruz. Ele realizou uma proeza inigualável sobre o madeiro.


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ÍNDICE

1 - CENTRO DA VONTADE DE DEUS......................Pg. 07 1.1 -Morada de Deus......................................................Pg. 07 1.2 -Vencendo as Preocupações e Ansiedade................Pg. 08 2 - PENA DE MORTE (Pena Capital)...........................Pg. 2.1 -O Que a Bíblia diz..................................................Pg. 2.2 -Métodos de Execução.............................................Pg. 2.3 -O Cálice que Jesus não Desejou.............................Pg. 2.4 -Tentativas para Afastar Jesus da Cruz....................Pg.

11 11 22 57 59

3 -A CRUZ E SUA CRUEZA........................................Pg. 63 3.1 -A Crucificação de Cristo......................................Pg. 65 3.2 -Fases do Martírio de Cristo..................................Pg. 79 4 -CRUCIFICADO COM CRISTO...............................Pg. 4.1 -Paulo, um Discípulo Exemplar...............................Pg. 4.2 -Chamado para ser Discípulo...................................Pg. 4.3 -Humildade, Consciência de Soberania...................Pg. 5

86 86 89 99

-CONCLUSÃO...........................................................Pg. 101 -MODELO DE ORAÇÃO..........................................Pg. 105 -SOBRE OS AUTORES.............................................Pg. 106


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POSIÇÃO EM CRISTO 1 CENTRO DA VONTADE DE DEUS

1.1 – Morada de Deus João 14:1-3 “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.” -Estas palavras foram ditas por Jesus a seus discípulos. Ele ainda não tinha passado pela morte. Sendo o Senhor Jesus O Criador, Ele afirmou que iria preparar lugar para estarmos com Ele. -O modo de vida de Jesus foi o mais dinâmico da história da humanidade; Dinâmico, porém, equilibrado. Dinâmico, porém, sem ativismo.


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l.2 – Vencendo as Preocupações e Ansiedade Provérbios 12:25 “A ansiedade no coração do homem o abate, mas a boa palavra o alegra.” Jeremias 17:11 “Como a perdiz que choca ovos que não pôs, assim é aquele que ajunta riquezas, mas não retamente; no meio de seus dias, as deixará e no seu fim será insensato.” -Há pessoas que têm bens materiais, fama, sucesso, prestígio, mas não tem a cruz de Cristo. Buscam um caminho mais suave para chegar ao céu. Riqueza de origem iníqua X Verdadeira Riqueza. Por Cristo estou disposto a ser tratado como louco. 1 Pedro 5:7 “lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” Filipenses 4:6 “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” Mateus 6:25-34 “Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo,


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quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” Lucas 12:22-34 “A seguir, dirigiu-se Jesus a seus discípulos, dizendo: Por isso, eu vos advirto: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer, nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Porque a vida é mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes. Observai os corvos, os quais não semeiam, nem ceifam, não têm despensa nem celeiros; todavia, Deus os sustenta. Quanto mais valeis do que as aves! Qual de


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vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? Se, portanto, nada podeis fazer quanto às coisas mínimas, por que andais ansiosos pelas outras? Observai os lírios; eles não fiam, nem tecem. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais tratandose de vós, homens de pequena fé! Não andeis, pois, a indagar o que haveis de comer ou beber e não vos entregueis a inquietações. Porque os gentios de todo o mundo é que procuram estas coisas; mas vosso Pai sabe que necessitais delas. Buscai, antes de tudo, o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas. Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino. Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome, porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” -Não sei quais os seus desafios e lutas, uma coisa afirmo: Deus não se ausenta do Trono e continua pelejando por você. Ele está te fortalecendo porque a vitória será muito grande! -Você deseja morar com Jesus?


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2 - PENA DE MORTE (pena capital) 2.1 – O que a Bíblia diz -O que a Bíblia diz sobre a pena de morte (pena capital) ? -A morte exclui a diferença entre o rei e o mendigo e derruba tanto o cavaleiro quanto o peão. Com freqüência a morte se encontra tão próxima da juventude como da velhice. Quanto mais os dias passam, ficamos mais próximo da morte. O tempo associado à biologia é cruel, não perdoa: Suas rugas já estão encomendadas, bem como seus cabelos brancos, a queda do busto, o escurecimento da vista, a queda dos cabelos, o enfraquecimento dos dentes, etc. Hoje em dia, há mais pessoas embaixo da terra do que em cima dela. Todos os dias exercitamos a morte; adormecemos para o sono e também carregamos um par de mini caixão nos pés. Alguns, quando tiram os sapatos, a impressão é que já estão morrendo. -A morte elabora a estatística mais precisa de toda história. De cada um que nasce, todos morrem. -A lei do Antigo Testamento ordenava a pena de morte para vários atos:


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Assassinato Êxodo 21:12 “Quem ferir a outro, de modo que este morra, também será morto.”

Seqüestro Êxodo 21:16 “O que raptar alguém e o vender, ou for achado na sua mão, será morto.”

Realizar relação sexual com animais Êxodo 22:19 “Quem tiver coito com animal será morto.”

Adultério Levítico 20:10 “Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera.”

Homossexualismo Levítico 20:13 “Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles.”

O falso profeta e seus seguidores


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Deuteronômio 13:15 “então, certamente, ferirás a fio de espada os moradores daquela cidade, destruindo-a completamente e tudo o que nela houver, até os animais.”

Perder a virgindade, prostituição, adultério, fornicação e estupro Deuteronômio 22:20-25 “Porém, se isto for verdade, que se não achou na moça a virgindade, então, a levarão à porta da casa de seu pai, e os homens de sua cidade a apedrejarão até que morra, pois fez loucura em Israel, prostituindo-se na casa de seu pai; assim, eliminarás o mal do meio de ti. Se um homem for achado deitado com uma mulher que tem marido, então, ambos morrerão, o homem que se deitou com a mulher e a mulher; assim, eliminarás o mal de Israel. Se houver moça virgem, desposada, e um homem a achar na cidade e se deitar com ela, então, trareis ambos à porta daquela cidade e os apedrejareis até que morram; a moça, porque não gritou na cidade, e o homem, porque humilhou a mulher do seu próximo; assim, eliminarás o mal do meio de ti. Porém, se algum homem no campo achar moça desposada, e a forçar, e se deitar com ela, então, morrerá só o homem que se deitou com ela;”

Desobediência seguida de Roubo Josué 7:15,24-25 “Aquele que for achado com a coisa condenada será queimado, ele e tudo quanto tiver, porquanto violou a aliança do Senhor e fez loucura em Israel.Então, Josué e todo o Israel com ele


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tomaram Acã, filho de Zera, e a prata, e a capa, e a barra de ouro, e seus filhos, e suas filhas, e seus bois, e seus jumentos, e suas ovelhas, e sua tenda, e tudo quanto tinha e levaram-nos ao vale de Acor. Disse Josué: Por que nos conturbaste? O Senhor, hoje, te conturbará. E todo o Israel o apedrejou; e, depois de apedrejá-los, queimou-os.”

Rebeldia Deuteronômio 21:18-21 “Se alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedece à voz de seu pai e à de sua mãe e, ainda castigado, não lhes dá ouvidos, seu pai e sua mãe o pegarão, e o levarão aos anciãos da cidade, à sua porta, e lhes dirão: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz, é dissoluto e beberrão. Então, todos os homens da sua cidade o apedrejarão até que morra; assim, eliminarás o mal do meio de ti; todo o Israel ouvirá e temerá.”

Irreverência à Deus 2 Samuel 6:6-7 “Quando chegaram à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus e a segurou, porque os bois tropeçaram. Então, a ira do Senhor se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta irreverência; e morreu ali junto à arca de Deus.” -E diversos outros crimes. No entanto, Deus freqüentemente demonstrava misericórdia quando a pena de morte era dada. Davi cometeu adultério e homicídio, e mesmo assim Deus não exigiu que sua vida fosse tirada.


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-Há casos em que Deus usando da Sua misericórdia, livra o pecador da morte, perdoando-lhe a transgressão. 2 Samuel 11:1-5 “Decorrido um ano, no tempo em que os reis costumam sair para a guerra, enviou Davi a Joabe, e seus servos, com ele, e a todo o Israel, que destruíram os filhos de Amom e sitiaram Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém. Uma tarde, levantou-se Davi do seu leito e andava passeando no terraço da casa real; daí viu uma mulher que estava tomando banho; era ela mui formosa. Davi mandou perguntar quem era. Disseram-lhe: É Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o heteu. Então, enviou Davi mensageiros que a trouxessem; ela veio, e ele se deitou com ela. Tendo-se ela purificado da sua imundícia, voltou para sua casa. A mulher concebeu e mandou dizer a Davi: Estou grávida.” 2 Samuel 11:14-17 “Pela manhã, Davi escreveu uma carta a Joabe e lha mandou por mão de Urias. Escreveu na carta, dizendo: Ponde Urias na frente da maior força da peleja; e deixai-o sozinho, para que seja ferido e morra. Tendo, pois, Joabe sitiado a cidade, pôs a Urias no lugar onde sabia que estavam homens valentes. Saindo os homens da cidade e pelejando com Joabe, caíram alguns do povo, dos servos de Davi; e morreu também Urias, o heteu.”


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2 Samuel 12:13 “Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor. Disse Natã a Davi: Também o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás.” -No fim das contas, todo e qualquer pecado que nós cometemos deveria resultar na pena de morte. Romanos 6:23 “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Romanos 5:8 “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” -Felizmente, Deus demonstra o Seu amor e Sua misericórdia por nós não nos condenando de forma fria e radical, porém, Sua infinita misericórdia abre possibilidade para arrependimento, sabendo que não podemos negligenciar. Hebreus 10:26-31 “Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários. Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno


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aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça? Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” 2 Pedro 2:4-6,12,17 “Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo; e não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo de ímpios; e, reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ordenou-as à ruína completa, tendo-as posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente; 12Esses, todavia, como brutos irracionais, naturalmente feitos para presa e destruição, falando mal daquilo em que são ignorantes, na sua destruição também hão de ser destruídos, 17Esses tais são como fonte sem água, como névoas impelidas por temporal. Para eles está reservada a negridão das trevas;” 2 Pedro 3:7 “Ora, os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios. “

Judas 5-7,12-13


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“Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram; e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia; como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição. 12Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos; árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas; 13ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre.” -Quando os fariseus trouxeram a Jesus uma mulher que havia sido apanhada em adultério e perguntaram a Ele se ela deveria ser apedrejada: João 8:1-7 “Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras. De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava. Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério.


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E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.” -Isto não deve ser usado para indicar que Jesus rejeitava a pena de morte em qualquer situação. Jesus estava simplesmente expondo a hipocrisia dos fariseus. Os fariseus queriam fazer com que Jesus violasse a lei do Antigo Testamento... eles realmente não se importavam com o fato de a mulher ser apedrejada (onde estava o homem apanhado em adultério?). -Foi Deus quem instituiu a pena de morte: Gênesis 9:6 “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem.” -Jesus concordaria com a pena de morte em alguns casos. Jesus também demonstrou graça quando a pena de morte foi imputada a alguém como vemos no caso da mulher adúltera. O apóstolo Paulo definitivamente reconheceu o poder do governo para instituir a pena de morte onde fosse apropriado. Romanos 13:1-5


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“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência.”. -Então, basicamente, estamos de volta ao lugar onde começamos. Sim, Deus permite a pena de morte. Mas ao mesmo tempo, Deus nem sempre exige a pena de morte quando ela é aplicável. Qual deveria ser a visão de um cristão acerca da pena de morte, então? Primeiro, devemos nos lembrar de que Deus instituiu a pena de morte na Sua Palavra; portanto, seria presunçoso da nossa parte pensar que nós podemos instituir um padrão mais alto que o Dele ou que nós podemos ser mais bondosos do que Ele. Deus tem um padrão mais alto do que o de qualquer outro ser, visto que Ele é perfeito. Este padrão se aplica não apenas a nós, mas para Ele mesmo. Portanto, Ele ama em um grau infinito, e Ele tem misericórdia em um grau infinito. Nós também vemos que Ele tem ira em um grau infinito, e tudo isto se mantém em perfeito equilíbrio.


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Atos 5:3-10 “Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus. Ouvindo estas palavras, Ananias caiu e expirou, sobrevindo grande temor a todos os ouvintes. Levantando-se os moços, cobriram-lhe o corpo e, levando-o, o sepultaram. Quase três horas depois, entrou a mulher de Ananias, não sabendo o que ocorrera. Então, Pedro, dirigindo-se a ela, perguntou-lhe: Dize-me, vendestes por tanto aquela terra? Ela respondeu: Sim, por tanto. Tornou-lhe Pedro: Por que entrastes em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e eles também te levarão. No mesmo instante, caiu ela aos pés de Pedro e expirou. Entrando os moços, acharam-na morta e, levando-a, sepultaram-na junto do marido.” -Segundo, nós devemos reconhecer que Deus deu ao governo a autoridade de determinar quando a pena de morte deve ser dada. Não é bíblico afirmar que Deus se opõe à pena de morte em qualquer situação. Os cristãos jamais devem comemorar quando a pena de morte é empregada, mas, ao mesmo tempo, os cristãos não devem lutar contra o direito do governo de executar os autores dos crimes mais hediondos. Hebreus 13:8 “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre.”


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-As civilizações no decorrer da história, têm executado seus condenados das formas mais cruéis e inimagináveis, entre elas:

2.2 – Métodos de Execução Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

                         

Asfixia Fogueira Esmagamento Esmagamento por elefante Morte por mil cortes Decapitação Desmembramento Afogamento Cadeira elétrica Desangrado Fuzilamento Garrote vil Guilhotina Câmara de gás Forca Empalamento Injeção letal Lapidação (Apedrejamento) Estrangulamento A Roda Inanição Serração Precipitação Tapocrifação Touro de Bronze Crucificação

Asfixia A asfixia é a insuficiência de oxigenação sistêmica devida ao:


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Baixo conteúdo de oxigênio do ar ambiente ou obstáculo mecânico à respiração: o processo de estrangulamento, ao contrário do que muitos pensam, não quebra ossos, mas provoca asfixia, por não permitir o movimento dos músculos da caixa torácica dos animais.

Fogueira Já foi utilizada como método de aplicação de pena de morte. Na Idade Média, as mulheres acusadas de bruxaria eram queimadas pela Igreja Católica em uma enorme fogueira para as libertar da maldição. Era o emblema da Inquisição, onde judeus e cientistas que contestavam o catolicismo eram punidos. Foi utilizada em Angola no início da década de oitenta.

Esmagamento O esmagamento é um tipo de acidente em que o corpo é total ou parcialmente sujeito a uma forte pressão que quebra os ossos e esmaga os órgãos. Já foi utilizada também como método de aplicação de pena de morte. É uma lesão grave, que afeta os membros. Ocorre nos desastres de trem, atropelamentos por veículos pesados, desmoronamentos etc. O membro atingido sofre verdadeiro trituramento, com fratura exposta, hemorragia e estado de choque da vítima, que necessitará de socorro imediato para não sucumbir por anemia aguda ou choque. Quando o movimento tem de ser destacado do corpo, a operação recebe o nome de amputação traumática. Há também os pequenos esmagamentos, afetando dedos, mão, e cuja


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repercussão sobre o estado geral é bem menor. Resistindo a vítima à anemia aguda e ao choque, poderá estar ainda sujeita à infecção, especialmente gangrenosa e tetânica.

Esmagamento por elefante

Os elefantes desmembravam ocasionalmente os corpos dos condenados. O esmagamento por elefante literalmente "embaixo do pé do elefante") foi, por milhares de anos, um método de execução comum para os condenados pela pena capital no sul e sudeste da Ásia, particularmente na Índia. Os elefantes eram usados para esmagar, desmembrar ou torturar prisioneiros em execuções públicas. O uso de elefantes muitas vezes atraiu o mórbido interesse de viajantes europeus, e foi descrito em várias publicações. A prática brutal foi eventualmente suprimida pelos impérios europeus que colonizaram a região no Século XVIII e no Século XIX. A primeira notícia deste tipo de execuções remonta ao período clássico. Naquele tempo, esta prática já estava firmemente estabelecida e continuou até meados do século XIX. Os romanos e os cartagineses também usaram este método ocasionalmente. O uso dos elefantes como pena capital


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estava somado a sua simbologia como símbolo do poder real. A sua inteligência, domesticidade e versatilidade lhe davam vantagens consideráveis frente a animais selvagens como leões e ursos, que eram usados pelos romanos como meio de execução. O mais importante é que estavam sob o constante controle do seu condutor (mahout), o que permitia o perdão real no último minuto no caso de o monarca querer mostrar piedade.

Um elefante branco real, símbolo do poder na Tailândia.

O elefante simbolizava o poder real, de uma forma que a função da pena capital seria uma forma de demonstrar que o rei era o senhor da vida e da morte. Os elefantes eram em muitas das culturas asiáticas um símbolo da autoridade real (e seguem a ser em alguns lugares, como a Tailândia, aonde os elefantes brancos ainda são reverenciados). A morte provocada por elefantes ainda é comum em algumas partes da África e o Sul da Ásia, em onde os humanos e os elefantes coexistem. Mas, não como pena capital e sim casualidade. O esmagamento por elefante utilizouse em diversas partes do mundo, tanto em impérios de Oriente como de Ocidente. Embora os elefantes africanos são bem maiores que os asiáticos, o uso do elefante na África foi muito menor tanto na guerra como em cerimônias. Isto se pode atribuir ao fato de o elefante africano ser muito mais difícil de domesticar do que o asiático.


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No oeste asiático as execuções com elefantes foram usadas por vários poderes imperiais do Oeste asiático durante a Idade Média. Temos constância de que o Império Bizantino, a dinastia Sassânida, a dinastia Seljúcida e a dinastia dos Timúridas utilizaram este método.

No Sul da Ásia, especificamente, no Sri Lanka os elefantes foram muito utilizados ao longo do subcontinente indiano e no Sudeste asiático como meio de execução. Índia

Rousselet descreveu esta execução em Le Tour du Monde em 1868.

Os elefantes foram usados na Índia como a forma de execução preferente durante séculos. Os governantes hindus e muçulmanos executavam "sob os pés dos elefantes" a defraudadores de impostos, rebeldes e soldados inimigos sem fazer distinção. A maioria dos rajás conservavam os elefantes com o único propósito de usá-los nas execuções por esmagamento. Por outro lado, estas execuções eram públicas, como advertência a qualquer pessoa que se atrever a infringir as


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leis. Com este fim, muitos dos elefantes eram especialmente grandes, amiúde pesando mais de nove toneladas. Intentava-se que as execuções fossem espantosas, mesmo repugnantes. O uso de elefantes para as execuções continuou até a segunda metade do século XIX. Com o poder crescente do Império Britânico foram reduzindo-se de jeito gradual e, eventualmente, desaparecendo este tipo de execuções. Apontando para os Impérios ocidentais, os romanos, cartagineses e macedônios utilizaram durante muitos séculos aos elefantes para fins militares (o caso mais famoso é o dos elefantes de Aníbal), e ocasionalmente para levar a cabo execuções. A morte sob o pé de um elefante era comum para os desertores ou prisioneiros bem como para os criminais militares, segundo os cronistas antigos.

Morte por mil cortes A morte por mil cortes é um método de execução no qual o réu julgado culpado sofre mutilação por grande quantidade de cortes em áreas específicas do seu corpo com uma faca especial.

Decapitação


31 Instituto Formação de Guerreiros A decapitação de Cosme e Damião, obra de Fra Angelico.

Decapitação é a remoção da cabeça de um ser vivo, que invariavelmente resulta em morte, na grande maioria dos seres vivos - com algumas exceções, como minhocas, baratas e planárias. A decapitação é muitas vezes intencional, com o intuito de assassinar ou executar uma pessoa - através do uso de uma faca, espada ou machado. Decapitação também pode acontecer por acidente, através de uma explosão, acidente automobilístico ou industrial ou outro acidente violento. Em 2003, um homem britânico suicidou-se usando uma guilhotina, feita por ele mesmo. A separação da cabeça do resto do corpo resulta invariavelmente em morte nos humanos: a rápida perda de sangue tanto da cabeça quanto do corpo causam uma queda drástica da pressão sanguínea, seguida de perda de consciência e morte cerebral em segundos. Como mata - Nos países em que ainda é praticado, o método utiliza a espada para matar. O condenado é geralmente vendado e pode ficar sentado ou deitado. Quando apenas um golpe de espada é suficiente para decapitar a vítima, ela perde a consciência em segundos. No entanto, devido ao fato de os músculos e as vértebras do pescoço serem rijos, a decapitação pode exigir mais espadadas. Como morre - A morte ocorre porque a medula espinhal, que abriga células que transmitem impulsos vitais do cérebro para os órgãos, é cortada. Assim, batimentos cardíacos e respiração cessam instantaneamente, e a consciência dura menos de 3 segundos.


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Grau de sofrimento - Mínimo, se o carrasco mandar bem e cortar a cabeça num só golpe. Cada espadada extra aumenta o sofrimento. Onde é aplicada - Arábia Saudita, China, Guatemala e Iraque.

Desmembramento

O Martírio de Hipólito de Dirck Bouts, mostra um desmembramento.

Desmembramento é um método de aplicação de pena de morte. Nela, os quatro principais membros são arrancados do corpo: pernas e braços. Também é conhecida como arrancamento. Na França, sob o Antigo Regime, era a pena aplicada aos regicidas.

Vítimas notáveis

Desmembramento de Túpac Amaru.


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Jacques Clément (1567 - 1589), clérigo ativista católico francês, que durante os preparativos do cerco de Paris por Henrique III no Château de Saint Cloud, conseguiu apunhalar o rei, com a desculpa de entregar-lhe uma mensagem pessoal. Os gritos do rei alertaram a sua guarda, que matou Clément, cujo corpo foi posteriormente desmembrado e queimado. François Ravaillac (1578 – 1610), assassino de Henrique IV da França. Ravaillac, foi rapidamente preso e, dias depois conduzido à Place de Grève, onde foi queimado com ferro em brasa. A mão executora do crime foi queimada com enxofre e sobre as queimaduras, foi jogada uma mistura de chumbo derretido, azeite fervente e resina. Depois disso, foi desmembrado, e o cadáver foi queimado.

Robert François Damiens (1715 - 1757), autor de uma tentativa de assassinato contra Luis XV.

Túpac Amaru II (1742 - 1781), provável descendente do inca Túpac Amaru I, foi um líder quíchua que encabeçou a primeira e maior rebelão de corte independentista no ViceReino do Peru. Na Plaza de Armas del Cuzco, Túpac Amaru foi obrigado a presenciar a execução de toda a sua família. Tentou-se esquartejá-lo, atando cada um de seus membros a cavalos. Depois de várias tentativas fracassadas, finalmente optou-se por decapitá-lo e posteriormente esquartejá-lo. Sua cabeça foi colocada em uma lança e exibida em Cuzco e em Tinta; seus braços em Tungasuca e Carabaya, e suas pernas em Levitaca e Santa Rosa.


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Afogamento O afogamento é a aspiração de líquido não corporal causada por submersão ou imersão. Já foi utilizado também como método de aplicação de pena de morte. Os sintomas do afogamento incluem agitação, inconsciência ou parada cardiorrespiratória. Comportamento Em geral, o afogamento é rápido e não chama a atenção. Os filmes e novelas que representam o afogamento como algo ruidoso e com gestos violentos espetaculares, na realidade mostram a pessoa aflita por perceber que está na iminência de se afogar, mas que ainda não está se afogando. O afogamento começa no momento em que uma pessoa é incapaz de manter sua boca acima da água. O mais comum é a pessoa começar a se afogar sem ter percebido antes que estava prestes a se afogar e, por isso, não grita e nem chama a atenção com gestos espetaculares, ao invés disso, a vítima apresenta a chamada resposta instintiva ao afogamento, em que ela não pode falar nem gritar, mas faz movimentos característicos com os braços que são involuntários, controlados pelo sistema nervoso autônomo. A resposta instintiva ao afogamento abrange muitos sinais ou comportamentos associados com afogamento ou quase afogamento:    

Cabeça baixa na água, boca no nível da água Cabeça inclinada para trás com a boca aberta Olhos vidrados e vazios, incapazes de focar Olhos abertos, com expressão de medo evidente no rosto


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 

Hiperventilação ou respiração ofegante Parece tentar nadar em uma determinada direção, mas não faz progressos Parece tentar rolar nas costas para flutuar Incontrolável movimento de braços e pernas, raramente fora da água.

A resposta instintiva ao afogamento dura de 20 a 60 segundos, depois dos quais a vítima afundará se não for socorrida. Diferentemente, uma pessoa que ainda pode gritar e manter a boca acima da água pode estar em pânico, mas não está se afogando, isto é, sua vida ainda não está em risco imediato. Durante a resposta instintiva ao afogamento, a vítima pode parecer "muito quieta", e, devido aos movimentos involuntários, é incapaz de fazer outras ações para salvar sua vida - ela não pode bater os pés, nem nadar, nem segurar uma bóia, nem agarrar uma corda nem qualquer equipamento de resgate neste momento. O comportamento da vítima pode ser mal interpretado como "brincando na água" por pessoas não familiarizadas com afogamentos, e pessoas a poucos metros de distância podem não perceber que uma situação de emergência está ocorrendo.

Cadeira elétrica A cadeira elétrica é um instrumento de aplicação da pena de morte por eletrocução inventado e utilizado essencialmente nos Estados Unidos da América, onde o condenado é imobilizado numa cadeira, sofrendo depois tensões elétricas de 2.000 volts. Seu uso foi largamente abandonado ultimamente, sendo


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substituída pela injeção letal. Em 2003, ela continuava a ser um dos métodos legais de execução nos estados de Alabama, Flórida, Nebraska, Carolina do Sul, Tennessee e Virgínia. No Nebraska, é o único método utilizado. Os outros estados citados têm métodos de substituição que também podem ser empregados. Além dos Estados Unidos, a cadeira elétrica foi também utilizada nas Filipinas. O condenado à morte é colocado sentado e amarrado a uma cadeira especial. Colocamse eletrodos em certas partes do corpo, normalmente uma parte do crânio raspado e uma parte inferior do corpo. Uma melhor condutividade é obtida colocando-se esponjas molhadas de uma solução condutora (eletrólitos) nos eletrodos; antigamente, os executores contentavam-se em molhar bastante a zona de contato. Acidentes ocorreram, principalmente pela má colocação da solução condutora ou a contatos defeituosos nos eletrodos. Nestes casos, a agonia do condenado prolonga-se, e a pele e carne em contato com o eletrodo podem queimar e desprender fumaça. No estado da Flórida, as execuções fracassadas de 1990, 1997 e 1999 chamaram a atenção da mídia. Por essas razões, o uso da cadeira elétrica, inicialmente inventada para ser um meio de execução moderno, eficaz e "humano", foi contestado e abandonado na grande maioria dos estados que o empregavam. Como mata - O condenado tem o corpo todo depilado (para evitar pêlos em chamas). Ele é preso com cintas na cadeira. Eletrodos com esponjas embebidas em solução salina são ligados às pernas e à cabeça – para fechar o circuito – e um capacete de metal é colocado no crânio para conduzir corrente elétrica. O prisioneiro é então vendado. Pelo menos dois


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choques de 500 a 2 mil volts são aplicados durante cerca de 30 segundos. Se o condenado sobrevive, o processo é repetido quantas vezes for necessário. Como morre - A descarga interrompe funções vitais, como o controle dos batimentos cardíacos e do ritmo respiratório – e também deixa o condenado inconsciente. No momento do choque, todos os músculos do corpo da vítima se contraem e ocorre arritmia e parada cardíaca. Grau de sofrimento - Variável. Se a morte ocorrer no primeiro choque, o sofrimento é médio. Se for preciso mais de uma descarga elétrica, o condenado sofre muito. Onde é aplicada - Nos EUA.

Flebotomia (Redirecionado de Desangrado)

A flebotomia é uma incisão praticada na veia, com objetivos diversos. É o método de sangria onde ocorre extração de sangue através de sistema estéril com agulha, equipo e bolsa de coleta, semelhante ao procedimento para doação de sangue. É utilizada principalmente para promover a redução dos estoques corpóreos de ferro, aumentados na hemocromatose ou para reduzir o excesso de hemácias na policitemia vera. O termo "flebotomia" no Brasil também pode ser utilizado para descrever o procedimento cirúrgico aonde há secção e inserção de cateter em uma veia periférica, seja para a administração de fármacos em um paciente de difícil acesso venoso (dificuldade em puncionar veias), seja para a inserção de cateter até o coração, para monitorização da pressão venosa central em pacientes


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graves. Nos E.U.A., o termo é utilizado para qualquer procedimento de punção da veia, seja para coleta de sangue para exames, seja para a retirada.

Fuzilamento O fuzilamento é um método de execução de pena de morte, especialmente em tempo de guerra. Um pelotão de fuzilamento é composto por um grupo de pessoas (geralmente soldados) que recebem ordens para disparar em simultâneo contra a pessoa condenada. Nenhum membro do pelotão pode salvar a vida da pessoa não disparando, reduzindo o incentivo moral para desobedecer à ordem. Em alguns casos, um membro do pelotão de fuzilamento recebe uma arma contendo uma bala falsa, sem ser dito a quem foi atribuída. Segundo o site Direito Militar, no Brasil a Constituição de 1988 permite que haja pena de morte apenas no caso de guerra declarada, e o Código Penal Militar elegeu o fuzilamento como única forma de aplicação da pena de morte, pois considera-se "menos desonrosa" que outras formas de aplicação da pena, como a decapitação ou a forca, por exemplo. Nos Estados Unidos, por exigência da comunidade mórmon, a execução por fuzilamento para crimes comuns voltou a ser prevista nos estados de Idaho e Utah. Porém, o fuzilamento só pode ser aplicado se o próprio condenado o solicitar em lugar da injeção letal. Desde 1977, quando a pena de morte foi restabelecida naquele país, apenas três condenados foram executados por fuzilamento: Gary Gilmore, em 1977, John Albert Taylor, em 1996 e Ronnie Lee Gardner, em 2010, todos do estado de Utah. O modelo de arma utilizada nesses


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casos eram carabinas Winchester modelo 94, calibre .30-30. Em Utah desde 1850, 40 condenados já foram executados por pena de morte, outros quatro presos dos dez a serem executados também escolheram o fuzilamento antes de 2004, já que neste ano a forma de execução foi eliminada por gerar muitas críticas e publicidade gerada. Como mata - Um pelotão de fuzilamento fica disposto a cerca de 6 metros de distância da vítima e dispara simultaneamente tiros de armas de fogo contra ela, que é vendada e tem seus pés e mãos amarrados. A posição de morte pode ser sentado ou em pé. Nenhum membro do grupo armado pode deixar de atirar. É muito aplicada em execuções de crimes de guerra – até países que não aplicam a pena de morte em outras circunstâncias, como o Brasil, prevêem o fuzilamento militar. Como morre - Pelo fato de os tiros partirem de diversas direções e alturas, a vítima sofre lesões em vários órgãos do corpo ao mesmo tempo. A morte se dá por hemorragia ou por lesão direta pelo projétil no sistema nervoso central, no caso de uma bala atingir a cabeça de imediato. O condenado leva cerca de dois minutos para morrer. Grau de sofrimento - Médio. Onde é aplicada - EUA, China, Somália, Taiwan, Uzbequistão, Guatemala e Vietnã, entre outros países.

Garrote vil


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Execução por garrote vil nas Filipinas em 1901 (século XX)

Garrote vil ou simplesmente garrote é uma artefato utilizado como instrumento de tortura, podendo provocar o óbito do supliciado. O garrote era aplicado ao pescoço da vítima, mantida imóvel amarrada a uma cadeira. É originário da Espanha, onde vigeu legalmente, desde 1820 até a abolição da pena de morte, pela Constituição de 1978. Este método também foi utilizado em diversos países da Ibero-América, durante a conquista da América, como para executar o imperador Atahualpa, em 26 de julho de 1533. No caso deste método de execução, o adjetivo "vil" vem do sistema de leis estaduais por uma questão simbólica: a decapitação esta reservada aos nobres e às pessoas mais ricas, enquanto o garrote era uma forma mais vulgar de execução, aplicada a todos os criminosos "do campo". Alguns anos depois de sua criação, o garrote foi alterado pela colocação de um colar de ferro que tinha um pequeno buraco, por onde entrava um parafuso que quebrava o pescoço da vítima. Os últimos condenados por este sistema de execução na Espanha foram o anarquista catalão Salvador Puig Antich, na


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prisão modelo de Barcelona, e o alemão Heinz Ches, em Tarragona, no dia 2 de Março de 1974.

Guilhotina A guilhotina é um instrumento utilizado para aplicar a pena de morte por decapitação. O aparelho é constituído de uma grande armação reta (aproximadamente 4 m de altura) a qual é suspensa uma lâmina losangular pesada (de cerca de 40 kg). A lâmina é guiada à parte superior da armação por uma corda, e fica mantida no alto até que a cabeça do condenado seja colocada sobre uma barra que a impede de se mover. Em seguida, a corda é liberada e a lâmina cai de uma distância de 2,3 metros, seccionando o pescoço da vítima, as medidas e peso indicados são os das normas francesas. Foi o médico francês Joseph-Ignace Guillotin (1738-1814) que sugeriu o uso deste aparelho na aplicação da pena de morte. Guillotin considerava este método de execução mais humano do que o enforcamento ou a decapitação com um machado. Na realidade, a agonia do enforcado podia ser longa, e certas decapitações a machado não cumpriam seu papel ao primeiro golpe, o que aumentava consideravelmente o sofrimento da vítima. Guillotin estimava que a instantaneidade da punição era a condição necessária e absoluta de uma morte decente. Mas não foi ele o inventor desse aparelho de cortar cabeças, usado muitos séculos antes. Guillotin, na verdade, apenas sugeriu sua volta na Revolução Francesa como eficiente método de execução humana. O aparelho serviu para decapitar 2794 "inimigos da Revolução" em Paris. No primeiro projeto de guilhotina havia uma lâmina horizontal. Foi o doutor Louis, célebre cirurgião da época, que


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preconizou, em um relatório entregue em 7 de março de 1792, a construção de um aparelho a lâmina oblíqua, única maneira de matar todos os condenados com certeza e rapidez, o que era impossível com uma lâmina horizontal. Calculam-se 15 mil vítimas da guilhotina entre 1792 e 1799. No periodo do terror, constataram-se 40 mil mortes na guilhotina. Guilhotinados Célebres (França)             

25 de abril de 1792 o operário Nicolas Jacques Pelletier foi o primeiro condenado à guilhotina. 21 de janeiro de 1793 : Louis XVI, ex-rei da França 16 de outubro de 1793 : Maria-Antonieta da Áustria, ex-rainha da França 5 de abril de 1794 : Georges Jacques Danton e peidorreira 8 de maio de 1794 : Lavoisier, químico francês, considerado o criador da Química moderna. 17 de Julho de 1794 : As Carmelitas de Compiègne 28 de julho de 1794 (10 tremidor do ano II), Maximilien de Robespierre. 25 de fevereiro de 1922 : Henri Désiré Landru mois, assassino de dez mulheres e de um menino. 17/ junho de 1939: Eugen Weidmann, assassino de 6 pessoas (última execução pública na França) 25 de maio de 1946 : Marcel Petiot, assassino de pelo menos 27 pessoas. Novembro de 1972 : execução de Claude Buffet e Roger Bontemps (por seqüestro seguido do assassinato dos seqüestrados) 28 de julho de 1976 : execução de Christian Ranucci, acusado de matar uma criança. 10 de setembro de 1977, em Marselha : última execução, a de Hamida Djandoubi pela tortura seguida do assassinato de uma mulher de 21 anos.

Estas três últimas execuções contribuíram a por um fim à pena de morte na França, que foi abolida em 1981 pela Assembléia Nacional sob proposta de François Mitterrand e Robert Badinter. Em particular a de Christian Ranucci, pois certos elementos sugeriam que ele fosse talvez inocente do crime pelo qual fora acusado e condenado.

Câmara de gás A Câmara de gás é um dos suportes utilizados pela justiça para execução de condenados a morte, surgiu nos Estados Unidos, em 1924, criada pelo major do Exército D. A. Turner,


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ou por sugestão do médico toxicologista Albert Southwick, inspirado no uso de gases tóxicos durante a Primeira Guerra Mundial. A ideia original era saturar a cela do condenado com gases tóxicos enquanto este dormia, sem prévio aviso. A ideia não se mostrou viável. O primeiro condenado à morte a ser executado na câmara de gás foi um chinês de nome Gee Jon, no estado norte-americano de Nevada, em 1924. Na Alemanha nazista na II Guerra Mundial essas câmaras eram muito solicitadas, em campos de extermínio (em Varsóvia) do lado Polonês na eliminação sistemática de seus prisioneiros. Nestas câmaras, hermeticamente vedadas, um poderoso e mortal gás chamado Zyklon B era injetado em quantidades no interior. O "Zyklon B" era o nome comercial, mas na verdade, tratava-se do ácido cianídrico um gás muito utilizado até hoje nas câmaras de gás norte americanas. O ácido cianídrico usado para esse fim é uma pastilha forma cristais que uma vez exposto ao ar entra em processo de sublimação e após algumas horas começa a liberar o gás mortífero e altamente letal quando inalado. Para se ter uma idéia, mesmo em pequenas doses, ao ser respirado o gás cianídrico entra pela corrente sanguínea, até chegar às células, onde bloqueia a ação das mitocôndrias e desse modo, as células ficam sem produzir energia ocorrendo a seguir a morte por asfixia. O gás também é usado em grandes celeiros na eliminação do caruncho (pragas). Este gás foi inicialmente utilizado como pesticida, para matar piolhos, pulgas e carrapatos transmissores de tifo, que era uma doença endêmica na época da segunda guerra. A casa ou alojamento com pragas eram bem fechadas e os cristais eram jogados em seu interior. Depois de seis horas, todos os insetos estavam mortos. Fúnebre


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foi a descoberta de que o gás também era tóxico para humanos e desse modo, os prisioneiros judeus eram confinados em câmaras (grandes salas de concreto) muito bem lacradas e os cristais de ácido cianídrico eram jogados em seu interior. Ao contrário do que se imagina esse "processo de morte" não era rápido nem indolor como na camara de gás. A sublimação do gás cianídrico era lenta e sua inalação e altamente sufocante. Homens e mulheres, novos e velhos, eram levados para estas câmaras, sob o pretexto de tomar banho e não voltavam mais. Também era realizado um cuidadoso trabalho para que as vítimas realmente pensassem que tomariam banho e sairiam de lá vivas: os alemães ordenavam que todos tirassem as roupas e depois cada vítima recebia um cabide numerado para que colocasse suas roupas para que depois do "banho", pudessem reavê-las, e as pessoas eram obrigadas a levantar os braços ao entrar para que assim houvesse mais espaço para acomodar mais pessoas, e antes de entrar na câmara, as pessoas tinham seus cabelos cortados por prisioneiros que habitavam o campo havia mais tempo, e em um espetáculo de sadismo, algumas vezes, os alemães convocavam uma banda para entreter os prisioneiros antes de levá-los para a câmara. Assim que as portas se fechavam, a luz era apagada e o gás começava a invadir a câmara. Muitas vezes as paredes tinham de ser lavadas cuidadosamente após cada utilização, pois no desespero, várias pessoas se jogavam contra as paredes. Erroneamente, a decisão de usar a câmara de gás foi tomada na Conferência de Wansee, em 1942, e primeiramente usavam monóxido de carbono (CO) do motor de um tanque. A última utilização das câmaras de gás ocorreu em 1944, em Auschwitz-Birkenau, o mais tenebroso


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campo de extermínio. A câmara de gás é ainda uma forma de aplicação da pena de morte legalmente permitida em alguns estados dos Estados Unidos, embora seja normalmente utilizada para esse efeito a injecção letal. O último condenado executado por este meio foi Walter LaGrand, em 4 de Março de 1999, no Arizona.

Forca

Pintura de Pisanello, 1436 - 1438.

Forca é um instrumento usado para execução de presos ou réus condenados à morte, assim como para assassinatos ou suicídios. É composta por um poste de madeira com uma corda amarrada em forma de laço. O executado era colocado de pé sobre uma mesa ou cadeira, alçapão ou veículo (ex. carroça), e o laço era posto em volta de seu pescoço; era então removido aquilo que estivesse sob os pés. A Corda não poderia ser curta demais, nem muito longa, para que o condenado fosse executado de forma rápida e limpa. Se a corda tivesse a medida ideal(considerandose a altura e o peso do condenado), e permitisse a queda do


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corpo, podia ocorrer uma ruptura das vértebras cervicais, e a secção da medula espinhal provocava a paragem da função respiratória e, assim, uma morte rápida. Por outro lado, se fosse excessivamente longa, poderia causar a decapitação do condenado. Caso as vértebras cervicais não se rompessem (normalmente por ser usada uma corda curta), o condenado morria por asfixia causada pelo laço, tanto por obstrução respiratória quanto pela obstrução das veias jugulares e artérias carótidas. A morte seria assim lenta e dolorosa. Muitas vezes esse método era visto como uma "morte suja", pois podia ocorrer libertação de fezes ou urina por perda de controle sobre os esfincteres durante a morte. Essa "morte suja" ofendia a moral do condenado e até mesmo a de sua família. Importantes líderes condenados à forca. A personalidade internacional mais significativa condenada e recentemente executada desta forma foi o ditador iraquiano Saddam Hussein, em 30 de Dezembro de 2006. Destacam-se ainda figuras importantes condenadas no Julgamento de Nuremberg, são eles: Hans Frank, Wilhelm Frick, Alfred Jodl, Ernst Kaltenbrunner, Wilhelm Keitel, Joachim von Ribbentrop, Alfred Rosenberg, Fritz Sauckel, Arthur Seyss-Inquart, Julius Streicher e Hermann Göring, sendo este o sucessor de Adolf Hitler. Diferentemente do que aconteceu com Saddam Hussein, alguns condenados não chegaram a ser executados pois cometeram suicídio horas antes, notadamente Hermann Göring e Robert Ley, que não chegou a ser julgado. Também merece destaque o líder da Inconfidência Mineira, Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier), que foi enforcado em 21 de abril de 1792.


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Como mata - Primeiro, é feito um ensaio com um saco de areia do mesmo peso do condenado para saber que comprimento da corda causará uma morte rápida. Se ela for longa demais, poderá arrancar a cabeça. Muito curta, pode causar asfixia, o que prolonga a agonia por até 20 minutos. A corda é fervida e torcida para que não enrole ou fique torta. O nó é lubrificado com sabão para garantir o deslizamento. Um alçapão é aberto sob o prisioneiro, que cai e fica pendurado pela corda no pescoço. Como morre - Há dois tipos de morte por enforcamento. Quando a corda que prende o condenado é longa, ocorre fratura das vértebras cervicais e lesão da medula espinhal. Nesse caso, a morte se dá em menos de um minuto. Na morte por asfixia, demorada, há convulsões – e o prisioneiro urina e defeca. Grau de sofrimento - Baixo (em condições normais) a alto (em caso de corda muito curta). Onde é aplicada - EUA (apesar de ainda ser prevista em lei, não é usada desde 1996), China, Guatemala e Iraque, entre outros países.

Empalamento Empalamento ou empalação é uma método de tortura e execução utilizada antigamente que consistia na inserção de uma estaca no ânus, vagina, ou umbigo até a morte do torturado. Uma vara era introduzida no ânus do condenado até sair pela boca. Algumas vezes deixava-se um carvão em brasa na ponta da estaca para que, quando esta atingisse a boca do supliciado, este não morresse até algumas horas depois, de hemorragia. Usava-se também cravar a estaca no abdômen. Esse tipo de


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tortura, altamente cruel, foi vastamente utilizada por diversas civilizações no mundo inteiro, sobretudo da Arábia e Europa. Os assírios, conhecidos por inventarem diversos métodos de tortura dos mais cruéis, séculos antes de Cristo, empalavam prisioneiros de guerra, bem como civis que cometiam certos crimes. Diz a lenda que o monarca assírio Assurbanípal apreciava assistir a sessões de empalamento, enquanto fazia suas refeições. O método foi muito utilizado pelo conde romeno Vlad da Valáquia, que ganhou fama por empalar seus inimigos, e ficou conhecido pelo titulo o Empalador (Vlad III, o Empalador) ou, em romeno, Vlad Ţepeş. Vlad, que também parecia apreciar as empalações em seus horários de refeições, inspirou Bram Stocker para seu notório livro Drácula.

Injeção letal A injeção letal (AO 1945: injecção letal) é um método de execução que consiste em aplicar por via intravenosa, e de maneira contínua, uma quantidade letal de barbitúricos de ação rápida, combinados com produtos químicos músculoparalisantes. O procedimento é similar ao utilizado em hospitais para a anestesia geral, porém os produtos são ministrados em quantidades letais. No Texas, um dos 36 Estados norteamericanos onde há pena de morte, a injeção letal é composta de três substâncias químicas, ministradas separadamente, em seringas distintas: tiopentato de sódio (numa quantidade que induz o coma ao condenado), brometo de pancurônio (paralisa o diafragma e os pulmões) e cloreto de potássio (pára o coração). Atualmente está em discussão nos Estados Unidos se esse método de execução realmente produz uma morte indolor ao


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condenado. Como a pessoa é levemente sedada e tem os músculos paralisados antes de morrer, as testemunhas da execução acham que ela não sofre – e também não correm o risco de testemunhar, por exemplo, fumaça saindo pela cabeça do condenado, como já ocorreu com a cadeira elétrica. Assim, a injeção letal seria mais humana, mas somente para quem testemunha o “espetáculo”, não para quem morre – médicos dos EUA já atestaram que se trata de um dos mais doloridos meios de “produzir morte”. Em abril de 2006, foi a vez de a própria injeção letal ir para o banco dos réus e ser condenada como “cruel e desumana”. Assinou essa sentença o juiz Malcolm Howard, do Estado da Carolina do Norte. Com isso, ele suspendeu a execução de Willie Brown Jr., que em 1983 assassinou o dono de um empório que acabara de roubar. A decisão do juiz Howard, que poupou diretamente o prisioneiro Willie, pode poupar também outros condenados à injeção letal em todo o território americano. Ao condenar o meio de morte, o juiz pode obter concretamente aquilo que de fato deseja – interromper mais uma vez as execuções nos EUA. Isso já aconteceu no passado por decisão da Suprema Corte e o poder de executar só foi devolvido aos Estados, por esse mesmo tribunal, em 1976 – desde aquele ano até 2002, somente no Texas 290 condenados foram mortos pela injeção no local conhecido como a “câmara da morte”. Com a ordem do juiz Howard, no entanto, seus dias podem estar contados – e deixarão de ser contados outros dias, os que restam de vida aos cerca de 3,5 mil prisioneiros dos corredores da morte dos presídios americanos. A injeção letal sucedeu a cadeira elétrica, que por sua vez sucedeu a câmara de gás e esta, a guilhotina e a


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forca. Hoje, a injeção letal é o meio de execução mais empregado nos EUA, onde nos quatro primeiros meses de 2006, morreram 12 condenados. Como mata - A primeira etapa da execução é amarrar o condenado a uma maca. Depois, um membro do comitê de execução põe sensores de batimento cardíaco em seu corpo. Duas sondas são inseridas em veias dos braços. Uma injeta soro fisiológico, que depois será substituído por veneno. A outra só é acionada em caso de falha no sistema principal. Quando a execução é autorizada, a sonda injeta um sedativo. O condenado dorme, recebe curare e, por fim, cloreto de potássio. Como morre - Quando recebe o curare, o corpo da vítima sofre paralisia em todo o sistema muscular, incluindo o diafragma, músculo responsável pela respiração. Após a injeção do cloreto de potássio, há a parada cardíaca e a morte. O tempo médio para o falecimento varia de 5 a 7 minutos, embora o procedimento todo dure uns 45 minutos. Grau de sofrimento - Mínimo. É o método que causa menos dor (nunca algum morto reclamou). Onde é aplicada - EUA - 37 dos 38 estados que têm pena de morte usam esse tipo de execução –, China e Guatemala, entre outros países.

Lapidação ou Apedrejamento Lapidação ou apedrejamento é uma forma de execução de condenados à morte. Meio de execução muito antigo, consistente em que os assistentes lancem pedras contra o réu, até matá-lo. Como uma pessoa pode suportar golpes fortes sem


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perder a consciência, a lapidação pode produzir uma morte muito lenta. A lei mosaica, expressa nos primeiro cinco livros tanto da Bíblia Cristã como da Bíblia Hebraica, prevê a morte por apredrejamento em dezessete situações: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17.

Bestialidade cometida por homem. Bestialidade cometida por mulher. Blasfêmia Relações sexuais com uma vírgem comprometida. Relações sexuais com entiada. Relações sexuais com mãe. Relações sexuais com madrasta. Ao amaldiçoar os pais. Idolatria. Instigar comunidades à idolatria. Necromancia. Sacrificar o próprio filho ao deus Moloch. Homossexualidade masculina. Pitonismo. Rebelião contra pais. Bruxaria Desrespeitar o shabat.

Até hoje essa pena ainda é praticada em alguns países muçulmanos. Apesar de o Corão não mencionar a lapidação como pena, a Lei islâmica aplicada em certos países justifica essa prática por relatos da vida de Maomé. Na Nigéria, onde tal forma de execução é aceita, a recente condenação de Amina Lawal por adultério gerou comoção internacional, o que culminou na sua libertação. Pela lei iraniana, uma mulher


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condenada ao apedrejamento deve ser enterrada até a altura do peito e golpeada à morte por pedras nem pequenas nem grandes demais. Como mata - A vítima é envolvida dos pés à cabeça em um tecido branco e colocada numa vala. Como em geral é aplicada em crimes de honra praticados por mulheres de países muçulmanos, os carrascos são homens – membros da família e da comunidade local. Eles fazem um círculo em volta da vítima e pegam as pedras, que não devem ser muito grandes (para evitar desmaios rápidos). Todo o ritual é conduzido para assegurar uma morte lenta e dolorosa. Quem começa o ritual é o juiz da sentença, seguido pelos jurados e pelo público. Como morre - As pedradas geram um monte de traumas por todo o corpo do condenado, mas a morte se dá geralmente pelas pedradas na cabeça – que provocam fortes hemorragias intracranianas. Entre a primeira pedra atirada e a morte da vítima, costuma transcorrer mais de uma hora. Grau de sofrimento - Máximo. Onde é aplicada - Irã, Nigéria, Paquistão e Arábia Saudita, entre outros países.

Estrangulamento Estrangulamento é o ato que consiste em pressionar o pescoço interrompendo o fluxo de oxigênio para o cérebro, podendo levar a pessoa que sofre a ação à inconsciência ou mesmo à morte. Em medicina forense existem dois tipos de estrangulamento: o causado pelas mãos e o obtido pela


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utilização de laços de diversos tipos de materiais que proporcionam lesões distintas.

Roda A roda é um meio de execução medieval onde a vítima era firmemente amarrada pelas mãos e pés. O carrasco em seguida utilizava um enorme martelo para lenta e metodicamente esmagar os ossos dos braços e pernas do condenado. O verdugo tinha o especial cuidado de não desferir golpes mortais. A perícia do executor era avaliada da seguinte forma: se os golpes quebrassem os ossos e não rasgassem a pele ele seria aplaudido pela multidão. O objetivo era que não existissem fraturas expostas nem sangue. Quando os ossos da vítima estivessem todos quebrados, os seus membros seriam literalmente enrolados nas extremidades da roda. A roda seria então erguida horizontalmente e colocada numa estaca onde a vítima agonizante, esperaria uma morte lenta.

Inanição Inanição, segundo a medicina, é um estado em que a pessoa encontra-se extremamente enfraquecida, por falta de alimentos ou por defeito de assimilação dos mesmos. Também foi usada como método de pena de morte onde o condenado é deixado, de alguma forma, ao abandono e sem alimentos. O condenado era enclausurado ou abandonado no deserto. Durante a Segunda Guerra, alguns condenados foram presos em caixas de metal e deixados "fritar"ao sol. A morte por inanição, no caso da eutanásia, ocorre da seguinte forma:


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1. Os médicos realizam um processo cirúrgico para remover um tubo subcutâneo que leva os alimentos para o estômago; 2. A produção de urina diminui enquanto o paciente vai eliminando secreções normais do corpo. A boca começa a parecer seca e os olhos perdem o brilho; 3. O emagrecimento começa a ser visível como causa de uma desnutrição aguda. Os batimentos cardíacos gradualmente caem e a pressão arterial diminui; 4. O cérebro começa a sentir a falta de glicose e de oxigênio. Inicia-se a morte dos neurônios; 5. O paciente já não responde ao ambiente que o rodeia. Há marcas sérias de desidratação, como a pele extremamente seca; 6. A função dos rins fica gravemente prejudicada e as toxinas se acumulam no organismo. Há falência da oxigenação dos músculos e vários sistemas começam a falhar por falta de nutrição; 7. Com a falta de combustível, o cérebro não consegue enviar as ordens de funcionamento para o resto do corpo. Ocorre a falência geral dos órgãos e a morte súbita. No famoso caso da eutanásia de Terri Schiavo, a morte ocorreu por inanição, 14 dias após a retirada de seu tubo de alimentação, em 31 de Março de 2005. Foi um caso de Eutanásia que inflamou discussões mundiais sobre o assunto. A inanição pode ser conseqüência não só de eutanásia, como também de bulimia ou de anorexia.


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Serração Serração é o nome dado a um dos piores tipos de morte, onde a pessoa era colocada de cabeça para baixo e era serrada ao meio, começando no ânus. Era colocada nessa posição pois além de perder pouco sangue, o cérebro ficava bastante oxigenado, o que permitia que a vítima tivesse uma morte demorada, e com muito sofrimento. As vítimas geralmente só desmaiavam e morriam quando o serrote chegava no umbigo.

Precipitação Precipitação é um método de aplicação de pena de morte em que o corpo é lançado de um local de grande altura, podendo ser, por exemplo, uma montanha, ponte ou prédio (em tempo modernos). A morte é provocada pelo impacto do corpo com o solo. Apesar de ser uma das modalidades mais antigas do mundo, há registros de casos recentes no Irã e no Iraque.

Tapocrifação Tapocrifação, enterro vivo ou funeral vivo é um método de execução em que uma pessoa é enterrada ainda viva. Além de cruel método de execução, um enterro vivo pode ocorrer por acidente (em deslizamento de terras), ou por engano, ao supor se que alguém está morto quando não o está. Para evitar este último caso é habitual nas sociedades desenvolvidas proceder à verificação da morte cerebral e da ausência de sinais vitais.


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Touro de bronze O touro de bronze, também conhecido como touro de Fálaris ou touro siciliano, foi uma das mais cruéis máquinas de tortura e execução que o homem já desenvolveu, cujo invento é atribuído a Fálaris, tirano de Agrigento, Sicília, no século VI AC, e ao seu artesão Perilo de Atenas. O aparelho era uma esfinge de bronze oca na forma de um touro mugindo, com duas aberturas, no dorso e na parte frontal localizada na boca. No interior havia um canal desenvolvido semelhante à válvula móvel do instrumento musical Trompete, que ligava da boca ao interior do Touro. Após colocar a vítima na esfinge, era então fechada a entrada colocando-se sobre uma fogueira. À medida que a temperatura aumentava no interior do Touro, o ar ficava escasso, e o executado procuraria meios para respirar, recorrendo ao orifício na extremidade do canal. Os gritos exaustivos do executado saíam pela boca do Touro, fazendo parecer que a esfinge estava viva. Diz-se que Perilo após concluir seu evento e apresentá-lo à Fálaris, este o induziu a mostrar-lhe como funcionava, então de modo sarcástico Perilo fora encerrado no ventre do Touro. Perilo foi primeira pessoa a ser torturada dentro da máquina, mas foi retirado ainda com vida, sendo jogado dos penhascos para morrer. Segundo outra versão, mais tarde Perilo teve seu momento de glória, vingando a atitude de Fálaris. Em uma revolta contra os atos cruéis do tirano, Perilo comandou uma rebelião que terminou por prender Fálaris, executando-o em praça pública, dentro do touro, considerado o símbolo da crueldade. Quando Himilcar tomou Agrigento, dentre as peças pilhadas, estava o touro de bronze, que foi levado a Cartago. O historiador Timeu, que escreveu sua


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História entre este evento e a derrota de Cartago para os romanos, dizia que este touro nunca havia existido, porém, quando Cipião Emiliano saqueou Cartago, 260 anos depois, entre os objetos devolvidos a Agrigento estava este touro, que ainda lá permanecia à época de Diodoro Sículo.

Crucificação

"Crucificação de São Pedro" por Caravaggio.

Crucificação ou crucifixão era um método de execução tipicamente romano, primeiramente reservado a escravos. Crêse que foi criado na Pérsia, sendo trazido no tempo de Alexandre para o Ocidente, sendo então copiado dos cartagineses pelos itálicos. Neste ato combinavam-se os elementos de vergonha e tortura, e por isso o processo de era olhado com profundo horror. O castigo da crucificação começava com flagelação, depois do criminoso ter sido despojado de suas vestes. No azorrague os soldados fixavam os pregos, pedaços de ossos, e coisas semelhantes, podendo a tortura do açoitamento ser tão forte que às vezes o flagelado morria em consequência do açoite. O flagelo era cometido ao


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réu estando este preso a uma coluna. No ato de crucificação a vítima era pendurada de braços abertos em uma cruz de madeira, amarrada ou, raramente, presa a ela por pregos perfurantes nos punhos e pés. O peso das pernas sobrecarregava a musculatura abdominal que, cansada, tornava-se incapaz de manter a respiração, levando à morte por asfixia. Para abreviar a morte os torturadores às vezes fraturavam as pernas do condenado, removendo totalmente sua capacidade de sustentação, acelerando o processo que levava à morte. Mas era mais comum a colocação de "bancos" no crucifixo, que foi erroneamente interpretado como um pedestal. Essa prática fazia com que a vítima vivesse por mais tempo. Nos momentos que precedem a morte, falar ou gritar exigia um enorme esforço. O termo vem do Latin crucifixio ("fixar a uma cruz", do prefixo cruci-, de crux ("cruz"), + verbo figere, "fixar ou prender".) O método da crucificação adquiriu fundamental importância para o Cristianismo, já que de acordo com a Bíblia Sagrada, Jesus Cristo de Nazaré foi entregue pelos judeus aos romanos para crucificação. No caso de Jesus, este castigo foi realizado de modo severo, antes da sentença final, considerando os castigos impetrados pelo sinédrio e posteriormente pela corte romana local na pessoa de Pôncio Pilatos. Segundo a Bíblia, nesse ato foi colocado um pedaço de madeira sobre a cabeça do réu, com uma inscrição de poucas palavras que exprimiam o crime: INRI, ou Iesus Nazarenus Rex Ioderum, ou Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus. Jesus carregou a cruz até o lugar da execução e este trajeto público e penoso é chamado de Via Crucis. Jesus Cristo foi pregado na cruz, mas por vezes o condenado era apenas atado a esse instrumento de suplício, visto que o tempo


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de agonia do criminoso era extraordinariamente prolongado. Entre os judeus, algumas vezes o corpo de criminosos era pendurado numa árvore; mas não podia ficar ali durante a noite porque era "maldito de Deus" e contaminaria a terra. Diversos outros cristãos também foram crucificados, entre eles Pedro, que segundo registros históricos, teria sido crucificado de cabeça para baixo. De acordo com a tradição judaica, Jesus de Nazaré não teria sido crucificado pelos romanos, mas sim teria sido um religioso anterior chamado Jesus Ben Pantera declarado herege pelo Sinédrio, apedrejado e pendurado em uma árvore na véspera da Pessach de 88 a.C. de cuja história teria originado posteriormente o Cristianismo. Já de acordo com o Islão, a crucificação de Jesus teria sido aparente, já que Deus não permitiria um sofrimento demasiado para um justo. A maior crucificação de que se tem notícia ocorreu em 71 a.C., ao tempo de Pompeu, em Roma. Dominada a revolta de 200.000 escravos sob o comando de Espártaco (a Terceira Guerra Servil), as legiões romanas, furiosas, num só dia, crucificaram perto de 6.000 dos revoltosos vencidos.

2.3 –O Cálice que Jesus não Desejou Mateus 26:36-46 “Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar; e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. Adiantando-se um pouco,


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prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres. E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. E, voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os seus olhos estavam pesados. Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. Então, voltou para os discípulos e lhes disse: Ainda dormis e repousais! Eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. Levantaivos, vamos! Eis que o traidor se aproxima.”

Lucas 22:43-44 [Então, lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.] O suor como gotas de sangue O sofrimento físico de Jesus começou no Getsêmani. Todos os truques têm sido usados por escolas modernas para explicarem esta fase, aparentemente seguindo a impressão que isto não podia acontecer. No entanto, consegue-se muito consultando a literatura médica. Apesar de muito raro, o fenômeno de suor de


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sangue é bem documentado. Sujeito a um stress emocional, finos capilares nas glândulas sudoríparas podem se romper, misturando assim o sangue com o suor. Este processo poderia causar fraqueza e choque. Atenção médica é necessária para prevenir hipotermia. Segundo o médico C. Trunan Davis, este sintoma é raro, mas pode ocorrer, em decorrência de um forte stress, que provoca um rompimento das glândulas sudoríparas, unindo o sangue ao suor. As conseqüências são fraqueza, choque e até hipotermia. -Creia: a)-Não há nenhuma oração que Jesus tenha feito ao Pai, que Ele ficasse sem resposta; b)-Enquanto Jesus orava no Getsêmani, nos momentos de grande angústia, em Sua visão, Ele via todo percurso doloroso do caminho até o Calvário, porém, Ele também via eu, você e todos quantos seriam salvos através de Seu sacrifício,e c)-Quando Jesus pediu ao Pai para lhe afastar o cálice, com certeza, Jesus não estava pedindo ao Pai para lhe livrar da morte na cruz e sim para o Pai não permitir que Ele morresse antes de ser pregado na cruz. Jesus desejou triunfar pregado na cruz, contra Satanás e todo poder das trevas. Caso contrário Jesus estaria pedindo ao Pai: Devolve-me para Glória e manda todos os pecadores para o inferno. Com certeza, Jesus não faria isto!

2.4 - Tentativas Para Afastar Jesus da Cruz -Jesus não evitou nem desceu da cruz, porque seu objetivo era a morte do pecador, que Ele representava naquele momento


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-O inferno procurou dissuadir Jesus de ir para a cruz. Foram feitas várias tentativas com o fim de demover Jesus de ser crucificado. Satanás usou diferentes pessoas, inclusive os discípulos, para retirar a cruz do caminho de Jesus. Ele fez de tudo. Quis até que Jesus se despregasse da cruz, demonstrando Sua divindade:

Os Discípulos (um apóstolo) Mateus 16:13-23 “Indo Jesus para os lados de Cesaréia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem? E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas. Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Então, Jesus lhe afirmou: Bemaventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus. Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Darte-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus. Então, advertiu os discípulos de que a ninguém dissessem ser ele o Cristo. Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia. E Pedro, chamando-o à parte, começou a


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reprová-lo, dizendo: Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá. Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.”

Os Gregos (Roma era a capital militar e a Grecia era a capital da cultura. Os gregos fizeram uma proposta de honra para Jesus, porém, Ele respondeu:Meu negócio é a cruz!) João 12:20-33 “Ora, entre os que subiram para adorar durante a festa, havia alguns gregos; estes, pois, se dirigiram a Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, e lhe rogaram: Senhor, queremos ver Jesus. Filipe foi dizê-lo a André, e André e Filipe o comunicaram a Jesus. Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora de ser glorificado o Filho do Homem. Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará. Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei. A multidão, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trovão. Outros diziam: Foi um anjo que lhe falou. Então, explicou Jesus: Não


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foi por mim que veio esta voz, e sim por vossa causa. Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. Isto dizia, significando de que gênero de morte estava para morrer.”

O Governador Pilatos Lucas 23:13-25 “Então, reunindo Pilatos os principais sacerdotes, as autoridades e o povo, disse-lhes: Apresentastes-me este homem como agitador do povo; mas, tendo-o interrogado na vossa presença, nada verifiquei contra ele dos crimes de que o acusais. Nem tampouco Herodes, pois no-lo tornou a enviar. É, pois, claro que nada contra ele se verificou digno de morte. Portanto, após castigá-lo, soltá-lo-ei. [E era-lhe forçoso soltarlhes um detento por ocasião da festa.] Toda a multidão, porém, gritava: Fora com este! Solta-nos Barrabás! Barrabás estava no cárcere por causa de uma sedição na cidade e também por homicídio. Desejando Pilatos soltar a Jesus, insistiu ainda. Eles, porém, mais gritavam: Crucifica-o! Crucifica-o! Então, pela terceira vez, lhes perguntou: Que mal fez este? De fato, nada achei contra ele para condená-lo à morte; portanto, depois de o castigar, soltá-lo-ei. Mas eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E o seu clamor prevaleceu. Então, Pilatos decidiu atender-lhes o pedido. Soltou aquele que estava encarcerado por causa da sedição e do homicídio, a quem eles pediam; e, quanto a Jesus, entregou-o à


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vontade deles.”

Os que contemplavam a Jesus na cruz, os fariseus, os principais sacerdotes, os escribas e os ladrões da cruz Marcos 15:29-32 “Os que iam passando, blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo: Ah! Tu que destróis o santuário e, em três dias, o reedificas! Salva-te a ti mesmo, descendo da cruz! De igual modo, os principais sacerdotes com os escribas, escarnecendo, entre si diziam: Salvou os outros, a si mesmo não pode salvarse; desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos. Também os que com ele foram crucificados o insultavam.” -Os fariseus só vestiam branco. Atos 23:2-3 “Mas o sumo sacerdote, Ananias, mandou aos que estavam perto dele que lhe batessem na boca. Então, lhe disse Paulo: Deus há de ferir-te, parede branqueada! Tu estás aí sentado para julgar-me segundo a lei e, contra a lei, mandas agredirme?” -Não há nada mais terrível que ameaçe a nossa vida a não ser a religiosidade: “eu quero ser e ter”, Satanás sempre desejou o lugar de Deus, e por isso veio a soberba. Jesus andava com pecadores, entrava na casa de pecadores, comia com pecadores, porém, quando encontrava os fariseus pela frente, os


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adjetivavam: hipócritas, raça de víboras, sepulcro caiado, filhos do diabo,... Eles conseguiram atingir seu principal objetivo; matar Jesus.

3 - A CRUZ E SUA CRUEZA Isaías 53:1-12 ”Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem


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dolo algum se achou em sua boca. Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.” -Aproximadamente 700 anos depois, a profecia cumpriu-se literalmente quando o Senhor Jesus foi crucificado no meio de dois malfeitores. -Daniel também nos dá uma das mais claras previsões da cruz do que qualquer profeta do Antigo Testamento.

3.l - A Crucificação de Cristo Mateus 27:11-61 “Jesus estava em pé ante o governador; e este o interrogou, dizendo: És tu o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: Tu o dizes. E, sendo acusado pelos principais sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu. Então, lhe perguntou Pilatos: Não ouves quantas acusações te fazem? Jesus não respondeu nem uma palavra, vindo com isto a admirar-se grandemente o governador. Ora, por ocasião da festa, costumava o governador


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soltar ao povo um dos presos, conforme eles quisessem. Naquela ocasião, tinham eles um preso muito conhecido, chamado Barrabás. Estando, pois, o povo reunido, perguntoulhes Pilatos: A quem quereis que eu vos solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo? Porque sabia que, por inveja, o tinham entregado. E, estando ele no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não te envolvas com esse justo; porque hoje, em sonho, muito sofri por seu respeito. Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus. De novo, perguntou-lhes o governador: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam eles: Barrabás! Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Seja crucificado! Responderam todos. Que mal fez ele? Perguntou Pilatos. Porém cada vez clamavam mais: Seja crucificado!Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste [justo]; fique o caso convosco! E o povo todo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos! Então, Pilatos lhes soltou Barrabás; e, após haver açoitado a Jesus, entregou-o para ser crucificado.Logo a seguir, os soldados do governador, levando Jesus para o pretório, reuniram em torno dele toda a coorte. Despojando-o das vestes, cobriram-no com um manto escarlate; tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e, na mão direita, um caniço; e, ajoelhando-se diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus! E, cuspindo nele, tomaram o caniço e davam-lhe com ele na cabeça. Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe o manto e o vestiram com as suas


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próprias vestes. Em seguida, o levaram para ser crucificado. Ao saírem, encontraram um cireneu, chamado Simão, a quem obrigaram a carregar-lhe a cruz. E, chegando a um lugar chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira, deram-lhe a beber vinho com fel; mas ele, provando-o, não o quis beber. Depois de o crucificarem, repartiram entre si as suas vestes, tirando a sorte. E, assentados ali, o guardavam. Por cima da sua cabeça puseram escrita a sua acusação: Este é Jesus, O Rei dos Judeus. E foram crucificados com ele dois ladrões, um à sua direita, e outro à sua esquerda. Os que iam passando blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo: Ó tu que destróis o santuário e em três dias o reedificas! Salva-te a ti mesmo, se és Filho de Deus, e desce da cruz! De igual modo, os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, escarnecendo, diziam: Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se. É rei de Israel! Desça da cruz, e creremos nele. Confiou em Deus; pois venha livrá-lo agora, se, de fato, lhe quer bem; porque disse: Sou Filho de Deus. E os mesmos impropérios lhe diziam também os ladrões que haviam sido crucificados com ele. Desde a hora sexta até à hora nona, houve trevas sobre toda a terra. Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Ele chama por Elias. E, logo, um deles correu a buscar uma esponja e, tendo-a embebido de vinagre e colocado na ponta de um caniço, deu-lhe a beber. Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem salvá-lo. E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito. Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a


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baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas; abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram; e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. O centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto e tudo o que se passava, ficaram possuídos de grande temor e disseram: Verdadeiramente este era Filho de Deus. Estavam ali muitas mulheres, observando de longe; eram as que vinham seguindo a Jesus desde a Galiléia, para o servirem; entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mulher de Zebedeu. Caindo a tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que era também discípulo de Jesus. Este foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. Então, Pilatos mandou que lho fosse entregue. E José, tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo de linho e o depositou no seu túmulo novo, que fizera abrir na rocha; e, rolando uma grande pedra para a entrada do sepulcro, se retirou. Achavamse ali, sentadas em frente da sepultura, Maria Madalena e a outra Maria." A SENTENÇA DE CRISTO : Cópia autêntica da Peça do Processo de Cristo, existente no Museu da Espanha No ano dezenove de TIBÉRIO CÉSAR, Imperador Romano de todo o mundo, Monarca Invencível, na Olimpíada cento e vinte e um, e na Elíada vinte e quatro, da criação do mundo, segundo o número e cômputo dos Hebreus, quatro vezes mil cento e oitenta e sete, do progênio, do Romano Império, no ano setenta e três, e na libertação do cativeiro de Babilônia, no ano mil duzentos e sete, sendo governador da Judéia; QUINTO


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SÉRGIO, sob o regimento e governador da cidade de Jerusalém, Presidente Gratíssimo, PÔNCIO PILATOS; regente, na baixa Galiléia, HERODES ANTIPRAS; pontífice do sumo sacerdote, CAIFÁS; magnos do templo, ALIS ALMAEL, ROBAS ACASEL, FRANCHINO CEUTAURO; cônsules romanos da cidade de Jerusalém; QUINTO CORNÉLIO SUBLIME e SIXTO RUSTO, no mês de março e dia XXV do ano presente – EU, PÔNCIO PILATOS, aqui Presidente do Império Romano, dentro do Palácio e arqui-residência, julgo, condeno e sentencio à morte, Jesus, chamado pela plebe – CRISTO NAZARENO – e Galileu de nação, homem, sedicioso, contra a Lei Mosaica – contrário ao grande Imperador TIBÉRIO CÉSAR. Determino e ordeno por esta, que se lhe dê morte na cruz, sendo pregado com cravos como todos os réus, porque congregando e ajustando homens, ricos e pobres, não tem cessado de promover tumultos por toda a Judéia, dizendo-se filho de DEUS e REI DE ISRAEL, ameaçando com a ruína de Jerusalém e do sacro Templo, negando o tributo a César, tendo ainda o atrevimento de entrar com ramos e em triunfo, com grande parte da plebe, dentro da cidade de Jerusalém. Que seja ligado e açoitado, e que seja vestido de púrpura e coroado de alguns espinhos, com a própria cruz aos ombros para que sirva de exemplo a todos os malfeitores, e que, juntamente com ele, sejam conduzidos dois ladrões homicidas; saindo logo pela porta sagrada, hoje ANTONIANA, e que se conduza JESUS ao monte público da Justiça, chamado CALVÁRIO, onde, crucificado e morto ficará seu corpo na cruz, como espetáculo para todos os malfeitores, e que sobre a cruz se ponha, em diversas línguas, este título: JESUS NAZARENUS, REX


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JUDEORUM. Mando, também, que nenhuma pessoa de qualquer estado ou condição se atreva, temerariamente, a impedir a Justiça por mim mandada, administrada e executada com todo o rigor, segundo os Decretos e Leis Romanas, sob as penas de rebelião contra o Imperador Romano. Testemunhas da nossa sentença: Pelas doze tribos de Israel: RABAM DANIEL, RABAM JOAQUIM BANICAR, BANBASU, LARÉ PETUCULANI, Pêlos fariseus: BULLIENIEL, SIMEÃO, RANOL, BABBINE, MANDOANI, BANCURFOSSI. Pêlos hebreus: MATUMBERTO. Pelo Império Romano e pelo Presidente de Roma: LÚCIO SEXTILO e AMACIO CHILICIO. -Aparentemente, a primeira prática conhecida de crucificação foi realizado pelos persas. Alexandre e seus generais trouxeram esta prática para o mundo mediterrâneo--para o Egito e para Cartago. Os romanos aparentemente aprenderam a prática dos cartagineses e (como quase tudo que os romanos fizeram) rapidamente desenvolveram nesta prática um grau muito alto de eficiência e habilidade. Vários autores romanos (Lívio, Cícero, Tácito) comentam a crucificação, e são descritas várias inovações, modificações, e variações na literatura antiga. -A crucificação era denominada dento do império romano, como servile supplicium, ou seja, suplício infringido ao escravo. -A Crucificação é a forma mais cruel de levar o condenado à morte, não é propriamente uma execução, porém, é uma sentença de tortura em mais alto gráu de sofrimento o que resulta inevitavelmente na morte. .


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-A forma mais comum usada no dia de nosso Senhor, porém, era a cruz “Tau”, formado como nossa letra “T”. Nesta cruz o patibulum era fixado ao topo do stipes. Há evidência arqueológica que foi neste tipo de cruz que Jesus foi crucificado. Sem qualquer prova histórica ou bíblica, pintores Medievais e da Renascença nos deram o retrato de Cristo levando a cruz inteira. Mas o poste vertical, ou stipes, geralmente era fixado permanentemente no chão no local de execução. O homem condenado foi forçado a levar o patibulum, pesando aproximadamente 50 quilos, da prisão para o lugar de execução. -Um cruz inteira pesava mais de 130 kg. A viga transversal podia pesar entre 35 e 60 kg. -A crucificação de Jesus Cristo é o centro da história da humanidade. A encarnação de Cristo e a crucificação de nosso Senhor, são o centro ao redor do qual circulam todos os eventos de todos os tempos. -É, portanto, o maior e mais significativo Espetáculo da terra e de todos os tempos. -Entre os fatos narrados na Bíblia, nenhum tem maior valor diante de Deus e para os homens que a crucificação de Jesus. -O Calvário foi o centro cirúrgico onde Deus realizou a maior operação da história da humanidade.


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-O Teto do planeta terra é o monte Everest, com seus 8.850mt. de altura, localizado entre o Himalaia e a China e considerado o pico mais alto do mundo, tem provocado nos amantes das alturas um desejo incontido de galgá-lo. Nesta busca, muitos perderam a sua vida e tantos outros foram mutilados. Entretanto, em nosso planeta há um monte que não é o mais alto, nem o mais badalado. Apenas uma saliência geográfica, um montículo, no cenário dos relevos, contudo é o mais importante neste universo. O Outeiro do Calvário é o centro do supremo propósito de Deus. Os holofortes da revelação focalizam esta colina para nos mostrar três cruzes e dois destinos. Alí são torturados e mortos três homens; dois malfeitores e um Benfeitor. A condenação -Os dois ladrões crucificados com Jesus eram comparsas de Barrabás e, mais tarde, seriam executados com o seu líder, se este não houvesse sido libertado pelo perdão de Pilatos na Páscoa. Assim, Jesus foi crucificado no lugar de Barrabás. -Barrabás ficou perplexo, atônito, extasiado, quase não acreditando que foi liberto da condenação da cruz e que um justo foi crucificado em seu lugar justamente na cruz que foi preparada para ele. -De manhã cedo, Jesus, surrado e com hematomas, desidratado, e exausto por não dormir, é levado ao Pretório da Fortaleza Antônia, o centro de governo do Governador da Judéia, Pôncio Pilatos. Você deve já conhecer a tentativa de Pilatos de passar a responsabilidade para Herodes Antipas, tetrarca da Judéia.


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Aparentemente, Jesus não sofreu maus tratos nas mãos de Herodes e foi devolvido a Pilatos. Foi em resposta aos gritos da multidão que Pilatos ordenou que Bar-Abbas fosse solto e condenou Jesus ao açoite e à crucificação. -Há muita diferença de opinião entre autoridades sobre o fato incomum de Jesus ser açoitado como um prelúdio à crucificação. A maioria dos escritores romanos deste período não associam os dois. Muitos peritos acreditam que Pilatos originalmente mandou que Jesus fosse açoitado como o castigo completo dele. A pena de morte através de crucificação só viria em resposta à acusação da multidão de que o Governador não estava defendendo César corretamente contra este pretendente que supostamente reivindicou ser o Rei dos judeus. -Os preparativos para as chicotadas foram realizados quando o prisioneiro era despido de suas roupas, e suas mãos amarradas a um poste, acima de sua cabeça. É duvidoso se os Romanos teriam seguido as leis judaicas quanto às chicotadas. Os judeus tinham uma lei antiga que proibia mais de 40 (quarenta) chicotadas. -O Dr. Pierre Barbet, um cirurgião francês que fez uma pesquisa histórica e experimental exaustiva e escreveu extensivamente sobre o assunto, a partir de um ponto de vista médico. O açoite -Geralmente as vítimas morriam na surra. -O soldado romano dá um passo à frente com o flagrum (açoite) em sua mão. Este é um chicote com várias tiras pesadas de


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couro com duas pequenas bolas de chumbo amarradas nas pontas de cada tira. Hávia outros modelos de chicotes, como o também chamado “gato de nove caldas”, que tinha em suas extremidades, osso cortante de animais e chumbo. O pesado chicote é batido com toda força contra os ombros, costas e pernas de Jesus. Primeiramente as pesadas tiras de couro cortam apenas a pele. Então, conforme as chicotadas continuam, elas cortam os tecidos debaixo da pele, rompendo os capilares e veias da pele, causando marcas de sangue, e finalmente, hemorragia arterial de vasos da musculatura, inclusive arrancando bolotas de carne e sangue. -As pequenas bolas de chumbo primeiramente produzem grandes e profundos hematomas, que se rompem com as subseqüentes chicotadas. Finalmente, a pele das costas está pendurada em tiras e toda a área está uma irreconhecível massa de tecido ensangüentado. Quando é determinado, pelo centurião responsável, que o prisioneiro está a beira da morte, então o espancamento é encerrado. -360 buracos no Corpo de Jesus -Então, Jesus, quase desmaiando é desamarrado, e lhe é permitido cair no pavimento de pedra, molhado com Seu próprio sangue. Os soldados romanos vêem uma grande piada neste Judeu, que se dizia ser o Rei. Eles atiram um manto sobre os seus ombros e colocam um pau em suas mãos, como um cetro. Eles ainda precisam de uma coroa para completar a cena. Um pequeno galho flexível, coberto de longos espinhos é enrolado em forma de uma coroa e pressionado sobre Sua


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cabeça. A coroa de espinhos não foi apenas para machucar Jesus fisicamente e sim moralmente, porque diziam: Não é Tú Rei? Novamente, há uma intensa hemorragia (o couro do crânio é uma das regiões mais irrigadas do nosso corpo). -72 espinhos encravados na cabeça do nosso Senhor. -Após zombarem dele, e baterem em sua face, tiram o pau de suas mãos e batem em sua cabeça, fazendo com que os espinhos se aprofundem em sua cabeça. Finalmente, cansado de seu sádico esporte, o manto é retirado de suas costas. O manto, por sua vez, já havia aderido ao sangue e grudado nas feridas. Como em uma descuidada remoção de uma atadura cirúrgica, sua retirada causa dor torturante. As feridas começam a sangrar como se ele estivesse apanhando outra vez. A crucificação -Antes de deixar o pátio do pretório, os soldados colocaram a viga nos ombros de Jesus. Era costume obrigar o homem condenado a carregar a viga horizontal da cruz até o local da crucificação. Um homem condenado não carregava a cruz inteira, apenas essa travessa menor. As peças mais longas e verticais de madeira das três cruzes haviam sido transportadas para o Gólgota e, quando da chegada dos soldados e dos seus prisioneiros, achavam-se já firmemente fincadas no chão. -A pesada barra horizontal da cruz que pesava aproximadamente 50 Kg. é amarrada sobre seus ombros, e a procissão do Cristo condenado, dos dois ladrões e o destacamento dos soldados romanos para a execução,


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encabeçado por um centurião, começa a vagarosa jornada até o Gólgota. Apesar do esforço de andar ereto, o peso da madeira somado ao choque produzido pela grande perda de sangue, é demais para ele. Ele tropeça e cai. As lascas da madeira áspera rasgam a pele dilacerada e os músculos de seus ombros. Ele tenta se levantar, mas os músculos humanos já chegaram ao seu limite. -O centurião, ansioso para realizar a crucificação, escolhe um observador norte-africano, Simão, um Cirineu, para carregar a cruz. Jesus segue ainda sangrando, com o suor frio de choque. A jornada de mais de 800 metros da fortaleza Antônia até o Gólgota é então completada. O prisioneiro é despido, exceto por um pedaço de pano que era permitido aos judeus. -Note a frieza com que Jesus é cruelmente conduzido à execução: -A crucificação começa: A Jesus é oferecido vinho com mirra, um leve analgésico. Jesus se recusa a beber. Simão é ordenado a colocar a barra no chão e Jesus é rapidamente jogado de costas, com seus ombros contra a madeira e os soldados amarraram os braços do Mestre com cordas à viga da cruz. O legionário procura a depressão entre os ossos de seu pulso. Ele bate um pesado cravo de ferro quadrado com aproximadamente 19 cm, que traspassa o pulso de Jesus, entrando na madeira. Rapidamente ele se move para o outro lado e repete a mesma ação, tomando o cuidado de não esticar os ombros demais, para possibilitar alguma flexão e movimento. A barra da cruz é então levantada e colocado em cima do poste. Depois de içarem essa


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viga até o poste, ela é pregada com segurança na viga vertical da cruz. O braço vertical possuía um grande apoio, colocado na altura apropriada, que servia como uma espécie de selim para suportar o peso do corpo. -O pé esquerdo agora é empurrado para trás contra o pé direito, e com ambos os pés estendidos, são atados, dedos dos pés para baixo, usando um grande cravo para penetrar ambos os pés, o cravo é batido através deles, deixando os joelhos dobrados moderadamente. A vítima agora é crucificada, e sobre o topo é pregada a inscrição onde se lê: "Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus". - A cruz não era alta, e os pés do Mestre ficaram a um metro apenas do solo. -Enquanto ele cai para baixo aos poucos, com mais peso nos cravos, nos pulsos, a dor insuportável corre pelos dedos e para cima dos braços para explodir no cérebro – os cravos nos pulsos estão pondo pressão nos nervos medianos. Quando ele se empurra para cima para evitar este tormento de alongamento, ele coloca seu peso inteiro no cravo que passa pelos pés. Novamente há a agonia queimando, do cravo que rasga pelos nervos entre os ossos dos pés. -Muitos dos pintores e a maioria dos escultores de crucificação, também mostram os cravos passados pelas palmas. Contos romanos históricos e trabalho experimental estabeleceram que os cravos foram colocados entre os ossos pequenos dos pulsos (radial e ulna) e não pelas palmas. Cravos colocados pelas palmas sairiam por entre os dedos se o corpo fosse forçado a se


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apoiar neles. O equívoco pode ter ocorrido por uma interpretação errada das palavras de Jesus para Tomé, “vê as minhas mãos”. Anatomistas, modernos e antigos, sempre consideraram o pulso como parte da mão. -No ato de crucificação a vítima era pendurada de braços abertos em uma cruz de madeira, amarrada ou, raramente, presa a ela por pregos perfurantes nos punhos e pés. O peso das pernas sobrecarregava a musculatura abdominal que, cansada, tornava-se incapaz de manter a respiração, levando à morte por asfixia. -Nos momentos que precedem a morte, falar ou gritar exigia um enorme esforço. -Neste ponto, outro fenômeno ocorre. Enquanto os braços se cansam, grandes ondas de cãibras percorrem seus músculos, causando intensa dor. Com estas cãibras, vem a dificuldade de empurrar-se para cima. Pendurado por seus braços, os músculos peitorais ficam paralisados, e os músculos intercostais incapazes de agir. O ar pode ser aspirado pelos pulmões, mas não pode ser expirado. Jesus luta para se levantar a fim de fazer uma respiração. Finalmente, dióxido de carbono é acumulado nos pulmões e no sangue, e as cãibras diminuem. Esporadicamente, ele é capaz de se levantar e expirar e inspirar o oxigênio vital. Sem dúvida, foi durante este período que Jesus consegui falar as sete frases registradas.


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3.2 - Fases do Martírio de Cristo -Jesus permaneceu pregado na cruz das 9:00 às 15:00 horas, e durante este período disse sete frases: -Jesus olhando para os soldados romanos, lançando sorte sobre suas vestes disse: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. " (Lucas 23:34) -Ao ladrão arrependido, Jesus disse: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso." (Lucas 23:43) -Olhando para baixo para Maria, sua mãe, Jesus disse: “Mulher, eis aí teu filho.” E ao atemorizado e quebrantado jovem João, “Eis aí tua mãe.” (João 19:26-27) -O próximo clamor está registrado em Mt 27:46 –“Elí, Elí, lama sabactâni...” e que também consta no início do Salmo 22, “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” -Abandonado por Deus? Sim. Jesus sobre a cruz tinha se tornado pecado para a raça humana. Portanto o Pai Se separou do Filho assim como Jesus Se desviou do curso de Deus pelo pecado assumido por Ele. Por que Deus Pai tinha se afastado dEle? É contra o caráter de Deus encarar o pecado, então Deus se retirou de qualquer comunicação com Seu Filho enquanto Jesus carregava a culpa pelos pecados do mundo.


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-Ele passa horas de dor sem limite, ciclos de contorção, câimbras nas juntas, asfixia intermitente e parcial, intensa dor por causa das lascas enfiadas nos tecidos de suas costas dilaceradas, conforme ele se levanta contra o poste da cruz. Então outra dor agonizante começa. Uma profunda dor no peito, enquanto seu pericárdio se enche de um líquido que comprime o coração. -A cruz era construída de tal forma que quando a pessoa era pendurada contra ela, cada junta de seu corpo era deslocada, causando a mais terrível dor. Muitos sobre ela deliravam e os soldados subiam a cruz e cortavam suas línguas para que eles parassem de amaldiçoar. -Lembramos o Salmo 22 versículo 14 “Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim.” -Agora está quase acabado - a perda de líquidos dos tecidos atinge um nível crítico - o coração comprimido se esforça para bombear o sangue grosso e pesado aos tecidos - os pulmões torturados tentam tomar pequenos golpes de ar. Os tecidos, marcados pela desidratação, mandam seus estímulos para o cérebro. -Jesus clama “Tenho sede!” (João 19:28) -Lembramos outra passagem do profético Salmo 22 versículo 15 “Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte.”


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-Uma esponja molhada em “posca”, o vinho azedo que era a bebida dos soldados romanos, é levantada aos seus lábios. Ele, aparentemente, não toma este líquido. O corpo de Jesus chega ao extremo, e ele pode sentir o calafrio da morte passando sobre seu corpo. Este acontecimento traz as suas próximas palavras provavelmente, um pouco mais que um torturado suspiro “Está consumado!”. (João 19:30) -Sua missão de sacrifício está concluída. Finalmente, ele pode permitir o seu corpo morrer. -Com um último esforço, ele mais uma vez pressiona o seu peso sobre os pés contra o cravo, estica as suas pernas, respira fundo e grita seu último clamor: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lucas 23:46). -Lábios e super sílios cortados; -Olho inchado; -Rosto parecendo uma bolha; -Lingua grudou no céu da boca; -Todos os ossos saíram do lugar; -Coração derreteu como cera; -Para o regime de crucificação, não havia sepultamento; -As vítimas eram crucificadas fora da cidade; -Os corpos entravam em decomposição; -Os urubus e outras aves de rapina comiam por cima; -As bestas feras se aproximavam à noite para comer a carne; -Um horrível e vergonhoso espetáculo.


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-Jesus, porém, antes da sua morte, preparou um discípulo no Sinédrio. José de Arimatéia, o único que tinha condições de entrar na presença do Governador Pilatos para pedir o corpo de Jesus. -O resto você sabe. Para não profanar a Páscoa, os judeus pediam para que os réus fossem despachados e removidos das cruzes. O método comum de terminar uma crucificação era por crucificatura, quebrando os ossos das pernas. Isto impedia que a vítima se levantasse, e assim eles não podiam aliviar a tensão dos músculos do peito e logo sufocariam. As pernas dos dois ladrões foram quebradas, mas, quando os soldados chegaram a Jesus viram que não era necessário. -Geralmente os condenados morriam asfixiado, eram sustentados a um calço até cansar depois de 2 ou 3 dias, as pernas cansavam, tremiam, davam cãimbra. Os pintores da Renascença foram os primeiros que pintaram jesus em tela e o fizeram com aparência frágil e delicada porque muitos daqueles artistas plásticos eram homossexuais. Jesus tinha boa resistência física, era carpinteiro, carregava tora de madeira (serviço pesado). A Bíblia nos revela que Jesus ficou 40 dias sem comer, a medicina afirma que a partir disto a pessoa começa a morrer. Portanto, concluímos que Jesus suportaria ficar na cruz por vários dias. -A situação que os fariseus estavam passando era altamente constrangedora, cometeram um erro estratégico, crucificando Jesus na Sexta -feira, sendo que a partir das 18:00 horas já era o Sábado da Páscoa, dia especial, a grande festa e o que os


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visitantes, inclusive os vindo de longe diriam ao verem condenados crucificados? Então decidiram apressar a morte dos condenados quebrando-lhes as pernas, quando se aproximaram de Jesus perceberam que ele já estava morto. Não foi a morte quem matou Jesus, Ele mesmo se entregou, Jesus encarnado era 100% divino e 100% humano e como homem Ele permitiu ser crucificado, porque como Deus, ninguém poderia crucificá-lo, não há como crucificar O Todo Poderoso, ninguém pode matar o Autor da Vida. -Por volta das nove horas dessa manhã de sexta-feira, Jesus foi pendurado na cruz. Antes das onze horas, mais de mil pessoas estavam reunidas para assistir ao Grande Espetáculo da crucificação do Filho do Homem. Durante essas horas terríveis, as hostes invisíveis de um universo permaneceram em silêncio diante da visão desse Extraordinário Fenômeno em que o Criador experienciava a morte da criatura; a mais ignóbil, todavia, das mortes de um condenado criminoso. -Jesus fisicamente era muito bonito, porém, na hora de Seu suplício máximo, fisicamente ficou muito feio aos olhos humanos, por este motivo que: Isaías 53:1-3 “Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens


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escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.” -Deus pegou toda a herança de Adão, colocou dentro do coração de Jesus e o matou, assim como Deus já havia determinado: Levítico 16:21-22,27 “Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniqüidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem à disposição para isso. Assim, aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles para terra solitária; e o homem soltará o bode no deserto. Mas o novilho e o bode da oferta pelo pecado, cujo sangue foi trazido para fazer expiação no santuário, serão levados fora do arraial; porém as suas peles, a sua carne e o seu excremento se queimarão.” -O próprio Deus apagou a luz, o sol, para que ninguém visse a morte de Seu Filho e quando a luz volta, Jesus já estava morto. -O Salvador do mundo tinha emergido de três horas de escuridão, durante as quais Ele esteve separado do Deus Pai. Enquanto Jesus morre lentamente, o sol retirou o seu resplendor, pois, quem é o sol para continuar brilhando no universo enquanto o Sol da Justiça apagava-se em uma cruz?. -Aparentemente, para ter certeza da morte, um soldado traspassou sua lança entre o quinto espaço das costelas, enfiado para cima em direção ao pericárdio, até o coração.


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João 19:34 "Mas um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água." -Isto era saída de fluido do saco que recobre o coração, e o sangue do interior do coração. O derramamento de sangue não foi a causa mortis de Jesus, o que seria morte por hemorragia, aliás, o sangue representa tributo à Deus, nós não gostamos de ver sangue, há pessoas que passam mal e até desmaiam ao ver sangue. -A medicina pode até afirmar que nosso Senhor morreu, não por asfixia, mas de um enfarte de coração, causado por choque e contrição do coração por fluidos no pericárdio. Porém, podemos afirmar, que a causa mortis de Jesus não foi física e nem moral e sim espiritual. Assim nós tivemos nosso olhar rápido – inclusive a evidência médica – daquele epítome de maldade que o homem exibiu para com o Homem e para com Deus. Foi uma visão terrível, e mais que suficiente para nos deixar desesperados e deprimidos. Como podemos ser gratos que nós temos o grande capítulo subseqüente da clemência infinita de Deus para com o homem – o milagre da expiação e a expectativa da manhã triunfante da Páscoa. Eis o Grande Porém, Jesus Ressucitou! Quando Tomé toca nas mãos de Jesus, ele sentiu a dor da morte e a alegria da ressurreição, a medicina comprova isto é posível. Não inverta os valores: prá que você quer bênção? Quem tem Jesus tem tudo.


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4 - CRUCIFICADO COM CRISTO 4.1 – Paulo, um Discípulo Exemplar 1 Coríntios 4:8-13 “Já estais fartos, já estais ricos; chegastes a reinar sem nós; sim, tomara reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco. Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens. Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis. Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos.” -Que privilégio! -Bendita Condição! -Escória de todos, pisado pelos homens! -Não ter mais ambição, reputação, preocupações, direitos...


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-Não estar mais sujeito a sofrer injúrias, injustiças, perseguições, difamações, desonrrado, desprezado... Atos 19:13-15 “E alguns judeus, exorcistas ambulantes, tentaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre possessos de espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega. Os que faziam isto eram sete filhos de um judeu chamado Ceva, sumo sacerdote. Mas o espírito maligno lhes respondeu: Conheço a Jesus e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?” -Este é o maior elogio que o inferno pode fazer à um homem ou mulher de Deus. Associar o seu nome ao nome de Jesus. ...conheço a Jesus e sei quem é Paulo, ou seja, Jesus e Paulo são um! Não ter ambição pessoal..... não ter nada a zelar; Não ter reputação.............. não lutar para defendê-la; Não ter bens...................... não ter com que se preocupar; Não ter direitos.................. não sou vítima de injustiças; Ser falido......................... ninguém pode roubar-me; Ser morto......................... ninguém pode matar-me; Ser menor........................ ninguém pode humilhar-me. Filipenses 3:7-10 “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu


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Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte;” -Enquanto Paulo viveu, o inferno não teve paz. -E o inferno dirá: Eu sei quem é o Antonio. -Sou cheio de Deus! Não cabe mais nada, só Deus! Gálatas 6:14-17 “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura. E, a todos quantos andarem de conformidade com esta regra, paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus.Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus.” -Devemos odiar o mundo, o pecado, a impureza. Só assim estaremos motivados a lutar contra. O mundo tem que nos odiar. -Se você anda conformado com filmes, programas de TV e outros entretenimentos e acha normal o estilo de vida morna, é


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melhor pedir a Deus terminar sua vida terrena. Estás em falência espiritual. -Nada de respeitar opiniões do mundo e buscar suas condecorações, nada de jantares mundanos, prêmios e opiniões humanas. Ignore elogios e reconhecimentos. -O Apóstolo Paulo dizia: Uma coisa faço...(não se envolvia com mais nada); Eu estou bem certo...(estou ancorado em Deus); Bem sei em quem tenho crido...(fé inabalável), etc. 1 Coríntios 4:16 “Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores.” 1 Coríntios 11:1 “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” Filipenses 4:9 “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco.”

4.2- Chamado para Ser Discípulo Mateus 16:24 “Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.” -A convocação não é eletizada, é para todos. -Não busca qualificação, apenas disposição.


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-Discípulo é todo aquele que ouvindo a convocação do seu Mestre, se dispõe a pelo menos duas coisas: a) Negar a si mesmo – confiança absoluta em toda e qualquer circunstância, e b) Tomar a sua cruz e seguí-lo – obediência incondicional. -O discípulo de Jesus não é aquele que meramente declara a morte de Cristo na cruz, mas aquele que confessa e crê realmente em sua morte juntamente com Cristo, fundamentado na Palavra de Deus. -Sem as marcas da cruz não se pode seguir a Cristo. Ninguém pode entrar no Reino de Deus, sem primeiro ser crucificado. -A vida nos oferece apenas duas alternativas: a)Crucificação com Cristo, ou b)Auto destruição, sem Ele. -Quando você se achar face a face com uma pessoa com um problema espiritual, lembre-se de Jesus na cruz. Se aquela pessoa puder chegar a Deus de qualquer outro modo, então a cruz de Cristo é desnecessária. Se você puder ajudar outros com sua compaixão ou compreensão, você é inimigo da cruz, um traidor de Jesus Cristo.


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-A mensagem do Cristianismo legítimo é proclamada por um Crucificado. Não é o cristo de Michelângelo, nem tão pouco se trata de uma dramatização teatral. Mas de uma experiência de fé genuína. Somente os que já morreram na cruz com Cristo, podem falar com convicção da verdadeira vida de Cristo. O espetáculo da dramatização do calvário, no sertão do Estado de Pernambuco durante as comemorações da páscoa, é muito mais comovente do que esta doutrina que é somente do intelecto. -A cruz é o lugar comum para todos. Tanto os ímpios quanto os santos estão pregados na cruz, assim como o Santo dos santos foi pregado na cruz. -Eis o sinal que distingue o crente – A experiência da cruz. Não simplesmente que Cristo morreu por nós, mas que nós morremos com Ele. Este recado nos púlpitos tem que ser quase obsessivo. A Salvação é fruto da pregação do evangelho e não podemos ser poéticos em nosso pronunciamento, temos que ser rigorosamente cirúrgico. O assunto é sério. -A cruz foi o centro do pensamento dos escritores do Novo Testamento. Nos tempos bíblicos a cruz era o meio usado para punir e torturar até à morte os malditos. Por que pregar Jesus Cristo crucificado? Porque a crucificação foi a maneira escolhida por Deus para dar a redenção à humanidade perdida. Hoje, a cruz é um objeto venerado em muitas partes do mundo. Muitas vezes esquecemos seu lado cruel, mas a obra que Jesus realizou na cruz deve ser o centro, o cerne e a pulsação de nossa existência.


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-No tempo em que vivemos, não gostamos de contemplar o horror da cruz; por isso, nós a enfeitamos e quase a deixamos bela. Transformamos a cruz numa linda jóia, cheia de brilhantes e pedras preciosas. Devemos lembrar que, para suas vítimas, a crucificação significa vergonha, tortura, uma morte lenta e agonizante. -A cruz é o lugar do arruinado, de corrupto, do bandido, do canalha, do mesquinho, do avarento, do infeliz, do miserável, do perverso, do arrogante, do presunçoso, do orgulhoso, do exibido, do pecador com todas as suas nuanças. -A cruz é um instrumento de escárnio. Ela fala do que é vergonhoso. O seu apelo ressalta o castigo merecido de um réu indigno. A cruz é o martírio do vil, é a sentença do infame, é a pena justa para quem é torpe. -A cruz não faz acordos, não modifica nem poupa nada; ela acaba completamente com o homem de uma vez por todas. Não tentava manter bons termos com sua vítima. Golpeava-a cruel e duramente e quando terminava o seu trabalho o homem já não existia. -O Cristianismo sem cruz é mais cruel do que a cruz com sua crueza. -A Cruz não é um mero estágio de tortura, é antes um lugar em que o sofrimento é para a morte.


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-Por isso, há tanta gente importante que rechaça veementemente a idéia de ser crucificado. Os pavões do poder eclesiástico reagem com dureza à menor insinuação de sua morte com Cristo. Eles não hesitam em pregar Cristo crucificado, o problema e sua grande resistência é anunciar sua crucificação com Cristo. -Às vezes ouvimos pessoas orar: ”Esconde-me atrás da cruz”, outras vezes cantam:”Quero estar ao pé da cruz”. Nem atrás, nem ao pé. A cruz não é lugar de sombra, nem um observatório. -Aqueles que foram tratados pela cruz, não podem tratar os outros com indiferença, dureza, desprezo, antipatia e arrogância. -O Senhor Jesus no caminho da cruz experimentou isolamento, perseguição, humilhação, escárnio, incompreensão, difamação e dor. Solidarizou-se com os fracos, marginalizados, oprimidos, doentes, famintos, perdidos e pecadores e o mais terrível: experimenta a plena realidade do homem distante de Deus. Aquele que crê na sua morte e ressurreição juntamente com Cristo, vai também passar pelo isolamento dos amigos e parentes e sofrer incompreensão. Será difamado por sua fé, pois, ao negar a si mesmo e tomar o caminho da cruz, dia a dia, terá somente no Senhor o descanso durante a caminhada neste mundo. -No planeta em que o Filho de Deus foi Servo, eu não posso ser senhor, onde Ele foi desonrado, eu não mereço comendas. Não espere dos homens nem do sistema qualquer tipo de elogio,


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recompensa, honra, homenagem, gratificação, privilégios e condecorações. O nosso aplauso vem dos céus! -Para aqueles que gostam de exibir suas qualidades pessoais, a mensagem da cruz é uma afronta. Ela agride em cheio os nossos valores egoístas. -O Nome e o Título de Jesus também foram pregados na cruz: Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus. Mateus 10:38-39 “e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á.” Lucas 9:23 “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.” Hebreus 12:1-4 “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que


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não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma. Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue” Gálatas 5:24 “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.” Gálatas 2:19-20 “Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” -O Cristianismo é a única Religião do mundo, cujo Deus vive dentro daquele que crê nEle. 2 Coríntios 5:13-17 “Porque, se enlouquecemos, é para Deus; e, se conservamos o juízo, é para vós outros. Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo. E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.”


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Romanos 6:10-11 “Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.” -Sabe o por que Jesus ressuscitou e a morte não pôde lhe reter? Porque a Lei determina que aquele que não está em condição de pecado, também não pode ser retido pela morte. Romanos 14:7-8 “Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor.” Filipenses 1:21 “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” Colossenses 3:1-4 “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória.”


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-Somente quando somos crucificados com Cristo, é que conhecemos nossa identificação. -Pregar a mensagem da cruz não é a mesma coisa que estar pregado na cruz. -Só aquele que foi co-crucificado tem autoridade para falar sobre crucificação. -Urutu-cruzeiro é um ofídio venenosíssimo da família dos crotalídeos, que apresenta uma mancha cruciforme no meio da cabeça que lhe garante este nome. O formato da cruz na fronte da serpente despertou a minha atenção para o fato intelectual da mensagem da cruz. Ter a doutrina da cruz na cabeça não resolve nada. Muitos de nós cristãos, falamos corretamente a palavra da cruz, mas ela não tem qualquer significado real em nossas vidas. Uma coisa é saber a teologia da cruz, outra, bem diferente, é conhecer a experiência real da cruz em nosso viver diário. -A cruz não é um sinal na testa, nem jóia decorativa no pescoço ou amuleto de proteção. Não é mera especulação teológica. Ela é uma experiência de fé. -É um completo absurdo dizer que Deus nos perdoa porque Ele nos ama. A única base pela qual Deus nos perdoa é a Obra que Jesus realizou na cruz. É verdade que esta Obra na cruz é uma expressão do Seu amor, mas também é uma clara evidência de Sua justiça.


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-A cruz é o atestado de óbito do miserável pecador. -É horrível a fúria dos adversários que se levantam contra o anuncio do atestado de óbito dos pecadores juntamente com Cristo. Pouca gente se exacerba com a publicação da morte de Cristo Jesus na cruz. Mas um grande contingente se levanta quando se apregoa a morte do pecador na mesma cruz de Cristo. Isto pode ser comprovado por qualquer pregador. Você não terá grandes problemas se noticiar a morte de Cristo na cruz, porém, você será execrado se declarar que a morte de Jesus foi, de fato, a morte do pecador. Quando alguém se propuser a anunciar a justiça plena de Deus por meio do sacrifício de Cristo, verá todas as forças do inferno se coligarem ao desempenho humano para impedir a divulgação desta notícia. 2 Timóteo 3:10-l3 “Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança, as minhas perseguições e os meus sofrimentos, quais me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra, – que variadas perseguições tenho suportado! De todas, entretanto, me livrou o Senhor. Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.”

4.3 - Humildade, Consciência de Soberania Mateus 11:29


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“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.” João 13:1-20 “Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. Durante a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que traísse a Jesus, sabendo este que o Pai tudo confiara às suas mãos, e que ele viera de Deus, e voltava para Deus, levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Aproximouse, pois, de Simão Pedro, e este lhe disse: Senhor, tu me lavas os pés a mim? Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois. Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo. Então, Pedro lhe pediu: Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça. Declarou-lhe Jesus: Quem já se banhou não necessita de lavar senão os pés; quanto ao mais, está todo limpo. Ora, vós estais limpos, mas não todos. Pois ele sabia quem era o traidor. Foi por isso que disse: Nem todos estais limpos. Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as vestes e, voltando à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os


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pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou. Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes. Não falo a respeito de todos vós, pois eu conheço aqueles que escolhi; é, antes, para que se cumpra a Escritura: Aquele que come do meu pão levantou contra mim seu calcanhar. Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que Eu Sou. Em verdade, em verdade vos digo: quem recebe aquele que eu enviar, a mim me recebe; e quem me recebe recebe aquele que me enviou.” -Humildade é o resultado da consciência da sua soberania. Com o subordinado, exerce-se liderança; Com o superior, exerce-se obediência, Porém, é com o igual que exercemos humildade. -Os homens mais santos são sempre os mais humildes e os mais humildes são sempre homens que trazem os sinais da cruz no seu caráter.

5 - CONCLUSÃO -A cruz que terminou a vida terrena de Jesus põe agora um fim no pecador; e o poder que levantou Cristo dentre os mortos, agora o levanta para uma nova vida em Cristo -Quando a morte matou Jesus, ela acabou se destruindo. A cruz foi o tribunal que sentenciou a morte da morte, na morte de


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Cristo. Não há a menor evidência de fracasso na morte de Jesus na cruz. Ele realizou uma proeza inigualável sobre o madeiro. -Jesus pregado na cruz era modelo de sucesso? -Um grande desafio teológico para a igreja primitiva, foi conciliar a morte indigente de Jesus na cruz com a sua ressurreição em glória, posto que ambos os fatos têm a mesma origem, ou seja, o próprio Deus. Os judeus argumentavam baseados em Dt. 21:23 "...Porquanto o que foi pendurado no madeiro é maldito de Deus...". Todavia Paulo Declara em Gl. 3.13"Cristo nos resgatou da maldição da lei fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar...". -É importante dizer que a ressurreição torna sublime o significado da Obra que Jesus realizou na cruz. A grandeza da ressurreição é proporcional à desta gloriosa Obra. A Glória da ressurreição está condicionada à baixeza terrena. 1 Coríntios 15:43 “Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder.” 2 Coríntios 12:9-10 “Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.”


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Joel 3:10 “Forjai espadas das vossas relhas de arado e lanças, das vossas podadeiras; diga o fraco: Eu sou forte.” Mateus 28:1-20 “No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste, alva como a neve. E os guardas tremeram espavoridos e ficaram como se estivessem mortos. Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia. Ide, pois, depressa e dizei aos seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. É como vos digo! E, retirando-se elas apressadamente do sepulcro, tomadas de medo e grande alegria, correram a anunciá-lo aos discípulos. E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram. Então, Jesus lhes disse: Não temais! Ide avisar a meus irmãos que se dirijam à Galiléia e lá me verão. E, indo elas, eis que alguns da guarda foram à cidade e contaram aos principais sacerdotes tudo o que sucedera. Reunindo-se eles em conselho com os anciãos, deram grande soma de dinheiro aos soldados, recomendando-lhes que dissessem: Vieram de noite os discípulos dele e o roubaram enquanto dormíamos. Caso isto chegue ao conhecimento do governador, nós o persuadiremos e vos poremos em segurança.


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Eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. Esta versão divulgou-se entre os judeus até ao dia de hoje. Seguiram os onze discípulos para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes designara. E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” Atos 2:42-47 “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos. -Não perca seu tempo discutindo questões doutrinárias, observeas e pratique. Sabendo que toda nossa doutrina é da Obra da Cruz para cá e não para trás.


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Modelo de Oração Senhor meu Deus, eu creio e confesso que Tú és o único e Soberano Deus vivo e Senhor, e que o Teu Filho Amado Jesus Cristo, veio a esse mundo em carne, habitou entre os homens, estabeleceu na terra a Sua Igreja, e entregou a Sua própria vida na Cruz do Calvário e que o Seu sangue derramado me trouxe a vida eterna, justificação, purificação dos meus pecados, aperfeiçoamento, proteção, vitória e libertação de todas as doenças e enfermidades. Declaro que também fui redimido através do Sangue do Senhor Jesus, da escravidão da lei, da maldição da lei, do poder do pecado, do poder do sepulcro, do poder do inferno, de toda tribulação, de toda iniqüidade, do presente mundo perverso, das vãs tradições, dos inimigos, da morte e da destruição. E também declaro e confesso que o sacrifício que o Senhor Jesus realizou na cruz do calvário a meu favor, eu aceito integralmente e peço e aceito sobre a minha própria vida este sacrifício, de maneira que quero sentir em meu corpo e em meu caráter as marcas de Jesus, quero estar crucificado(a) com Cristo, portanto te peço Senhor sobre a minha vida toda a obra da crucificação, toda a obra da ressurreição, toda a obra da glorificação e toda a obra do pentecostes. Eu creio no meu coração que o Senhor Jesus ressuscitou dentre os mortos ao terceiro dia e que está vivo em minha vida, reina e voltará, por isso, eu convido o Senhor a entrar no meu coração e fazer de mim uma nova criatura. Com base nesta confissão eu declaro que Jesus Cristo de Nazaré, o Filho do Deus vivo é o meu único Senhor e o meu único Salvador, a quem devo a


107 Instituto Formação de Guerreiros partir de hoje a minha fidelidade e compromisso. Ao meu Senhor Jesus eu consagro o meu espírito, a minha alma e o meu corpo e também o meu tempo, o meu talento e o meu tesouro. Eu renego a satanás e a seus demônios com todas as suas obras, porque declaro que a partir de hoje eu sou de Jesus e Jesus é meu, e sou de Jesus e Jesus é meu, eu sou de Jesus e Jesus é meu, Amém!


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SOBRE OS AUTORES: Os autores, Bispo Antonio de Oliveira e Bispa Goreti de Oliveira são casados e têm dois filhos: Antonio Filho e Pr. Laura de Oliveira. Contador, Jornalista, Escritor, Presidente da Federação Evangélica do Brasil, da Igreja Yahweh Sebhã’ôth – Formação de Guerreiros, da qual são fundadores (1995), Ex-Presidente do Conselho de Pastores de São Paulo – Zona Norte, Presidente do Conselho Deliberativo do Conselho de Pastores de Arujá e Presidente do Conselho Deliberativo da Confederação Nacional Evangélica-CNE, entre outros títulos, dos quais o mais importante é “Servo de Jesus Cristo”. Os autores têm larga experiência em Batalha Espiritual, Libertação, Cura Interior, Libertação Financeira, Formação de Líderes, Família, Sinais Proféticos da Volta de Cristo, Memorização da Bíblia, Menores Infratores da Fundação Casa(antiga FEBEM), Presídios em geral, Projetos de Ação Social e como Missionários, viajaram por vários Países como: Índia, Espanha, Itália, Inglaterra, França, Estados Unidos e outros. Os autores também fundaram no ano de 1997 a creche “O Filho Amado”, Neste mesmo ano fundou o Centro de Assistência aos Moradores de Rua (CAMOR) também conhecido como Projeto Moradores de Rua, com 10 filiais no Brasil e uma sede no sul da Índia. Por esta obra de ação social passaram mais de 10 mil moradores de Rua. Entre outros reconhecimentos pela importância e resultado do expressivo trabalho foi contemplada com prêmios pela Câmara de Comércio França Brasil e pelo SERASA.Também são findadores do Conselho de Pastores de Andra Padresh(Primeiro Conselho de Pastores do Sul da Índia). São Autores de mais de cinquenta apostilas de estudo bíblicos, compondo a série da Escola de Treinamento Formação de Guerreiros.


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