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Indicadores Hospitalares Pg. 03

Dor e Câncer - Pg. 08 e 09

Corrida e Caminha Contra o Câncer - Move4Cancer Rio 2017 - Pg. 13

MédicA da Dor e Anestesiologia

em notícias

Dra. Juliana Mara Cruz

Informativo Nº 042 Abril a Junho/2017

Dr Arnaldo


Expediente É uma publicação do Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho.O primeiro Hospital de Câncer do Brasil. Fundado em 19/02/1920. Diretoria Executiva Sérgio Luís Innocenzi (Presidente) David Vieira da Costa (1º Vice-Presidente) Paulo Massaru Uesugui Sugiura (2º Vice-Presidente) Antônio Martins da Silva Neto (1º Tesoureiro) Eduardo Paravani (2º Tesoureiro) Sônia Regina Rocco (1º Secretário) Germano Fraga Lima (2º Secretário) Conselho de Administração

Samuel Karasin (Presidente) Sérgio Ciquera Rossi (Vice-Presidente) Valéria Maria dos Santos (1º Secretário) Aristides Pereira Maltez Filho Gutemberg de Lima da Silva João Alfonso José Roberto Santiago Gomes Nivaldo Campos Camargo Thais Helena Costa

Conselho Fiscal Zilter Bonates Cunha (Presidente) Pedro Issamu Tsuruda (Vice Presidente) Antônio Bento de Melo (Secretário)

A

Editorial

o finalizar mais um trimestre de 2017, em meio a crise econômica que enfrentamos no país, o Instituto de Câncer Dr. Arnaldo busca incessantemente a melhoria contínua de seus processos, com intuito de minimizar os desperdícios e maximizar a utilização dos recursos tão escassos. Neste trimestre, tivemos obstáculos e grandes dificuldades financeiras, mas graças a diversas ações e ao trabalho de nossos colaboradores, mantivemos o atendimento aos pacientes, tanto na unidade principal quanto nas unidades avançadas. E o trabalho não pode parar!! O grupo de humanização não mede esforços para tanto. Por sua iniciativa, em abril, inauguramos o “Bazar Beneficente Permanente” do Instituto de Câncer Dr. Arnaldo, onde toda doação é revertida aos pacientes do Instituto. Em maio comemoramos o dia do Assistente Social e a Semana da Enfermagem, além das ações “Banco de Perucas Móvel” em parceria com a ONG Cabelegria e arrecadação de roupas promovida pelos alunos de enfermagem da Universidade São Judas Tadeu. Junho foi um mês muito especial. Demos início ao ciclo de eventos do movimento Move For Cancer, com a Corrida e Caminhada Contra o Câncer - etapa Rio de Janeiro. E assim fechamos o segundo trimestre de 2017. Sabendo que em toda dificuldade há grandes oportunidades. Vamos em frente!!

Diretoria

Pascoal Marracini (Diretor Administrativo) Dr. Luis Henrique Alvares Nucci (Diretor Técnico) Dr. Rodrigo Macedo da Silva (Diretor Clínico) Redação e Edição de Textos

Fernando Fonseca Jéssica Letícia Silva Matheus de Souza Macedo Revisão Ortográfica

José Roberto Fernandes Leão Claudia Travassos Centro Hospitalar Rua Dr. Cesário Motta Júnior, 112 Vila Buarque São Paulo SP CEP: 01221-020 Tel. (11) 3350-7088 Centro Ambulatorial e Administrativo

Largo do Arouche, 66 República São Paulo SP CEP: 01219-010 Tel. (11) 3367-3844

Site www.doutorarnaldo.org.br Doações www.ajudeodoutorarnaldo.org.br

Agradecimentos O Instituto de Câncer Dr. Arnaldo, vem por meio dessa nota agradecer a todas as pessoas, ONG's e empresas que de alguma forma colaboraram com os trabalhos da instituição. Agradecemos ao Clube de Leitura Penguim – Companhia das Letras por realizar o Clube do Livro para pacientes e colaboradores e ao Dr. Tiago Farina Matos que ministrou a palestra em nome do Instituto Oncoguia em comemoração ao dia do Assistente Social. Agradecemos todos os alunos e colaboradores do Colégio Magno que realizaram uma ação no Instituto, ao Colégio Adventista, Colégio Santa Rita Maria Goretti, Escola SEIC ao Sr. Jonil Valente e a Sra. Ana Maria Obranovich pelas doações para a comemoração da Semana da Enfermagem. Agrademos ao Dep. Estadual Sr. André Soares pela indicação de emenda parlamentar Agradecemos à Universidade São Judas Tadeu que junto à Sra. Teresa Cristina Goia, Sra. Mônica Trovo, Sra. Rosa Maria Funchal e aos alunos do curso de Enfermagem, realizaram a campanha para arrecadação para o bazar da Instituição. Agradecemos ao goleiro Fernando Prass da S. E. Palmeiras pela doação de uma Camisa Oficial do Palmeiras autografada pelo time e o livro #prass38 com dedicatória.

Facebook /institutodocancerdrarnaldo

Agradecemos também as ONG's Cabelegria, RFCC Suzano, RFCC Poá e a ONG Amor Rosa pelo apoio.

Instagram @institutodrarnaldo

Esperamos contar com o apoio de todos sempre!

Distribuição gratuita. Proibida a venda.

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Claudia Travassos

Relações Governamentais e Marketing


Gestão

Instituto de Câncer Dr. Arnaldo em números - 1º e 2º Trimestre de 2017 Unidade Centro Hospitalar e Centro Ambulatorial e Administrativo

1º Trimestre

2º Trimestre

Aplicações de Radioterapia

62.691

61.605

Aplicações de Quimioterapia

8.289

8.076

Pacientes Novos

4.748

3.343

Paciente-Dia

6.079

4.681

Consultas em Pronto Atendimento

5.119

4.915

Consultas

23.591

22.998

Internações

1.320

1.077

Altas

1.084

929

Cirurgias Realizadas

1.332

948

Exames

107.782

105.543

Taxa de Mortalidade

15,46%

16,68%

4,77

4,17

Média de Permanência

Unidades Avançadas

S

ão unidades externas em parceria com o poder público estadual e municipal, que buscam atender a demanda de tratamento oncológico nos bairros Heliópolis, Imirim, Ipiranga e Santo Amaro na capital e nos municípios do Alto Tietê, Barueri, São Caetano do Sul, Santos e região.

Aplicações de Radioterapia

1º Trimestre

2º Trimestre

Centro Oncológico Dr. Flávio Isaias

14.497

13.465

Hospital Guilherme Álvaro

20.436

20.637

Hospital Heliópolis

21.494

24.551

1º Trimestre

2º Trimestre

Complexo Hospitalar Municipal Maria Braido

681

686

Hospital Ipiranga

225

183

1.311

1.118

362

376

1º Trimestre

2º Trimestre

Unidade São José - Consultas

3.942

3.716

Unidade São José - Cirurgias

415

408

Aplicações de Quimioterapia

CEO Alto da Boa Vista Hospital Municipal Barueri Dr. Francisco Moran

Consultas e Cirurgias

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Gestão

Inauguração do Bazar Beneficente

No dia 26 de Abril foi inaugurado o Bazar Beneficente do Instituto com o objetivo de arrecadar recursos financeiros para instituição através da venda de peças doadas. Na ocasião estavam presente o Diretor Tesoureiro Dr. Antônio Martins da Silva

Inauguração do Bazar Beneficente

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Neto, subcoordenadora do Grupo de Humanização Simone Ansarah e os colaboradores e voluntários prestigiando o evento.

O Bazar do Voluntariado do Instituto de Câncer Dr. Arnaldo aceita doações de roupas, calçados, acessórios e objetos

de decoração, que estejam em bom estado, para que sejam transformados em recursos financeiros.

Funciona de Segunda à Sexta das 10 às 16 e fica localizado na Rua Dr. Cesário Motta Jr., 73 - Vila Buarque.

Fonte: Instituto de Câncer Dr. Arnaldo


Gestão

Bazar Beneficente

Você já conheceu nosso bazar? Venha conferir!! Funciona de Segunda a Sexta das 10 às 16 hrs e fica localizado na Rua Dr. Cesário Motta Jr., nº 73 - Vila Buarque com peças a partir de R$5,00

Clube do Livro Pegue um livro emprestado Compartilhe conhecimento Discuta suas ideias Encontre pessoas Nosso Clube do Livro acontece na última Quinta-Feira do mês, e tem como tema um livro emprestado diferente a cada mês Inscrições e empréstimos: Neide Nascimento anascimento@doutorarnaldo.org (11) 3367-3844 Para mais informações: clubedeleitura@penguincompanhia.com.br

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Gestão

Instituto de Câncer Dr. Arnaldo recebe indicação de verba do Deputado André Soares

O Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho assinou convênio na terça-feira, 27 de Junho no Palácio dos Bandeirantes para receber emenda parlamentar no valor de R$ 200 mil.

A indicação foi realizada pelo deputado André Soares. Estiveram presentes no local, os representantes da instituição, o Vice-Presidente, Dr. David Vieira da Costa e o Gestor Financeiro, Sr. Marcio Antonio Vieira Alves. A entidade, que é pioneira no estudo e tratamento do câncer no Brasil, vai poder contar com esse valor para aquisição de medicamentos. “O serviço oncológico é muito caro. E essa emenda vai ser muito importante para a compra de medicamentos”, afirmou o Vice-Presidente, David Vieira da Costa. O deputado André Soares se diz feliz em poder colaborar com uma instituição tão séria. “Sempre quando destinamos es-

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Marcio Antonio Vieira Alves e Dr. David Vieira da Costa

ses recursos para as entidades, temos o cuidado de verificar as necessidades dela. Só quem precisa de tratamento de on-

Fonte: Instituto de Câncer Dr. Arnaldo

cologia sabe a importância de um local que ofereça toda a estrutura para o tratamento dessa doença”, justificou Soares.

Visita do Colégio Magno

grupo do Voluntariado “E eu com isso?” entregou para os pacientes do Instituto do Câncer os lenços confeccionados por alunos e colaboradores do Colégio Magno

Os alunos do Ensino Médio, professores e colaboradores do Colégio Magno que participam do grupo de voluntariado tiveram uma emocionante vivência de empatia, carinho e compreensão na entrega dos lenços para os pacientes do Instituto. Durante a visita, o grupo conheceu de perto a história de cada um dos pacientes e todos ficaram muito surpresos com o que ouviram. Entre os relatos de pacientes, que não dispõem de recursos financeiros ou que foram abandonados pela família quando souberam que estavam doentes, um objetivo em comum: dar um novo sentido à vida. Na ação social desenvolvida para o Instituto, que incluiu a confecção e a entrega dos lenços, o grupo de voluntariado aprendeu a olhar a realidade por diferentes pontos de vista, aplicou seus conhecimentos em causas coletivas e, dessa forma, ampliou o seu compromisso com a comunidade em que vive. O Instituto agradece a todos os alunos, professores e colaboradores do Colégio envolvidos na ação.

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Visita do Colégio Magno

Fonte: http://www.site.colegiomagno.com.br/voluntariado-lencos


Gestão

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o dia 19 de Maio o departamento de Serviço Social organizou o evento em comemoração ao dia do Assistente Social no Anfiteatro do Centro Hospitalar, com o objetivo de ampliar os conhecimentos dos pacientes e familiares sobre os seus direitos como paciente oncológico, proporcionar acesso à informação de qualidade, oferecendo apoio e orientação e favorecer a interação entre o serviço social, os pacientes e seus familiares. Na ocasião foi ministrada a palestra “Direitos do Paciente Oncológico” pelo Dr. Tiago Farina Matos – Palestrante e consultor em advocacy na área da Saúde; Diretor Jurídico e Coordenador do Núcleo de Advocacy do Instituto Oncoguia; Autor do Manual de Direitos do Paciente com Câncer editado pelo Instituto Oncoguia - e logo após foi realizada a Roda de Debate para que fossem esclarecidas as dúvidas dos pacientes, familiares e acompanhantes presentes, sendo encerrado com a apresentação da equipe do Serviço Social do Instituto. O Instituto agradece a todos que compareceram ao evento, em especial o Dr. Tiago Farina Matos e a equipe do serviço social que realiza sua função com amor e dedicação.

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os dias 26, 27 e 28 de Maio os profissionais do serviço de Enfermagem receberam kits em homenagem ao Dia da Enfermagem (12 de Maio), organizado pela coordenadora da Enfermagem Maria Sieune Menezes.

Dia do Assistente Social

Cibele Borges - Coordenadora do Serviço Social e Dr. Tiago Farina Matos

Fonte: Instituto de Câncer Dr. Arnaldo

Palestra do Dr. Tiago Farina Matos

Fonte: Instituto de Câncer Dr. Arnaldo

Semana da Enfermagem

Na ocasião foram distribuídos aos profissionais da área kits que incluíam um porta crachá, caneta em forma de seringa, tesouras e bombons. Na data foi realizado o sorteio de eletrodomésticos entre os colaboradores. A diretoria do Instituto de Câncer Dr. Arnaldo agradece ao Colégio Adventista, Colégio Santa Maria Goretti e ao Sr. Jonil Valente pela doação em dinheiro, e a escola SEIC pela doação dos eletrodomésticos sorteados, a Sra. Ana Maria Obranovich da ONG Amor Rosa pela doação de 40 caixas de bombons, e a todas as pessoas que contribuíram de alguma forma para a realização desta homenagem. Parabéns a todos os profissionais de enfermagem.

Semana da Enfermagem

Fonte: Instituto de Câncer Dr. Arnaldo

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Conscientização

“Embora pleno de sofrimentos, o mundo também esta repleto da sua superação.” (Helen Keller, 1880-1968)

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Dor e Câncer

xiste na maioria das pessoas um temor em torno do diagnóstico de câncer, muitos já ouviram falar ou acompanharam pacientes com a doença que sofreram muito após o diagnóstico. Isso muitas vezes antecede os esclarecimentos do médico e assusta bastante. Mas os leigos geralmente não imaginam que há muitos tipos diferentes de tumores que variam em comportamento, apresentação clínica e evolução. Ou seja, nem todos evoluem da mesma forma e nem todos terão dor.

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Conscientização

No Brasil a prevalência de dor nos pacientes com câncer se encontra entre 62% e 90% dependendo da fase da doença, sendo intensa em 30% dos doentes em tratamento. A dor pode prejudicar muito a qualidade de vida, por isso é tão importante falarmos sobre ela. As causas das dores são variadas. O tumor pode causar dor em maior ou menor intensidade dependendo do local, do tamanho, do envolvimento de fibras nervosas, da distensão dos órgãos acometidos ou até da compressão de estruturas próximas à lesão. Na maioria das vezes as dores são mistas; de origem tumoral e por causas secundárias ao tumor. Podem se apresentar como choques, queimação, pontadas, pulsátil, peso e até prurido. Quanto a frequência pode ser constante ou intermitente, diurnas ou noturnas, comumente são piores a noite. Quanto a intensidade pode ser leve, moderada ou intensa. Em alguns casos chega a atrapalhar o sono, o apetite, a movimentação, o convívio familiar, o trabalho; o que faz com que a pessoa viva e respire a dor. Quando a dor é muito intensa gera muitos prejuízos, tanto físicos como emocionais e sociais. Alguns pacientes evoluem com um quadro depressivo e podem até se restringir ao leito; muitas vezes não por incapacidade mas por dor e desânimo. Isso passa a limitar suas atividades de vida diária. Frequentemente os familiares queixamse que o paciente não quer sair da cama ou passa o dia inteiro no sofá. Isso acontece muito em pacientes idosos e causa rapidamente a atrofia dos músculos da perna. Consequentemente a fraqueza dos membros é cada vez maior o que pode levar até a incapacidade de andar. A imobilidade também aumenta significativamente o risco de complicações indiretamente relacionadas a doença como eventos tromboembólicos (trombose), infecções pulmonares, escaras, entre outras. Outros manifestam mais ansiedade e irritabilidade acompanhada ou não de sintomas depressivos que também tem seus prejuízos. Além disso, alguns tratamentos essenciais ao controle da doença podem levar a sintomas dolorosos. Alguns exemplos são queimação na região da radioterapia, pontadas e agulhadas nos pés e nas mãos após tratamentos quimioterápicos (apenas com algumas medicações específicas), dor crônica pós operatória, entre outros. Eles podem aparecer logo

Dra. Juliana Mara Cruz

depois ou meses após o término das sessões. Esses efeitos adversos são pouco frequentes mas quando acontecem podem gerar muita angústia no paciente por desconhecer a sua causa.

Enfim, a apresentação clínica é bem variada mas a maneira como ela se apresenta ajuda muito a conduzir o tratamento do sintoma. Não podemos negligenciar também a “Dor Total” que vem do sofrimento do indivíduo. Um conceito mais amplo de dor em que não apenas conta o fator físico mas a repercussão emocional gerando amplificação do quadro doloroso. Segundo a IASP (international Association for Study Pain) a dor é uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada a lesão real ou potencial dos tecidos. Esta definição ratifica o fato que não há uma relação direta entre gravidade da dor x gravidade da lesão x gravidade do sofrimento. Muitas vezes o paciente não procura o controle dos sintomas por achar que aquilo faz parte do quadro ou ate mesmo por depressão e falta de iniciativa em buscar ajuda. Nestes casos cabe ao cuidador estimular a pessoa a procurar ajuda especializada para combater a dor, a inatividade, o desânimo, a ansiedade e a angústia. Partindo deste amplo conceito entendemos como é importante além do acompanhamento médico ter o apoio psicológico, familiar e espiritual. Essas dores podem melhorar apenas com o tratamento oncológico seja cirúrgico, quimioterapia, radioterapia; mas geralmente precisam de medicações. A dor pode ser controlada e na grande maioria das vezes isso é possível apenas

Fonte: Instituto de Câncer Dr. Arnaldo

com medicamentos, sem procedimentos invasivos nem internação hospitalar. O primeiro passo é o paciente estar convencido de que isso não só é possível mas desejável já que o tratamento precoce previne a cronificação e a “memória” da dor. A compreensão da importância do controle da dor facilita a adesão ao tratamento, o que faz toda a diferença no seu manejo. O esquema de medicamentos utilizados no controle da dor crônica e muito individualizado. Na maioria das vezes é preciso associar diversas medicações adequadas a cada tipo de dor, visando a melhor analgesia com menos efeitos colaterais. O uso de opióides fortes (morfina e metadona por exemplo) muitas vezes é necessário para o controle de dores de moderada a forte intensidade mas se usados com indicação e acompanhamento médico são medicações muito seguras. Muitas vezes o desconhecimento faz com que o paciente rejeite medicações que trariam a ele um grande beneficio. Enfim, a dor pode e deve ser tratada paralelamente ao tratamento oncológico visando maior qualidade de vida. Todo empenho é válido para que a paciente viva da melhor maneira possível e o mais próximo das suas atividades normais. É a Dor que muitas vezes destrói a esperança, faz com que a doença se apresente maior que a própria vida. Não precisa ser assim! Ninguém precisa “agüentar” a dor! Afinal, a vida é mais que uma doença. Dra. Juliana Mara Cruza Médica da Dor e Anestesiologia CRM 105277

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Conscientização

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Abril Mês da Conscientização sobre o Câncer de Testículo

s testículos, órgãos localizados dentro da bolsa escrotal são responsáveis pela produção dos espermatozoides e da testosterona, hormônio sexual masculino. Embora se trata de um tumor raro, responsável por apenas 0,5 a 1% dos tumores que afetam os homens, a grande importância e preocupação com o câncer de testículo consiste no fato de ser a neoplasia maligna mais frequente em jovens, predominante entre 15 e 35 anos, período de plena atividade produtiva e reprodutiva. Felizmente, com o diagnóstico precoce e tratamento adequado, as taxas de curas são elevadas. Fatores de risco

O principal fator associado ao câncer testicular é a criptorquidia (testículos que não estão posicionados dentro da bolsa escrotal). Os portadores desta condição possuem um risco 50 vezes maior de desenvolver o câncer. Outro grupo com maior incidência da doença são os homens portadores de infertilidade. Nesses casos, a presença de tumor pode ser a causa da diminuição da produção de espermatozóides. Algumas síndromes genéticas raras, histórico familiar de tumor testicular, e antecedente de tumor testicular são causas relacionadas a um maior risco de desenvolver este tipo de tumor. Sintomas

O sinal clássico é o achado de um nódulo endurecido no testículo à palpação, além do aumento progressivo do tamanho do mesmo. Geralmente não há dor, embora este sintoma possa ocorrer sob determinadas condições. Por vezes, o paciente refere ter sofrido algum traumatismo testicular. O trauma não leva ao aparecimento de um tumor testicular, mas costuma ser o motivo para que o paciente palpe o testículo afetado e note o nódulo que possivelmente não havia sido notado anteriormente.

Frente a suspeita de uma nodulação no testículo é necessário procurar um médico para melhor avaliação.

Diagnóstico

Toda massa testicular encontrada à palpação, principalmente em adultos jovens, é suspeita de câncer. O exame de ultrassonografia escrotal deve ser realizado, podendo revelar a presença e características do tumor, como uma vascularização anômala além de ajudar a estabelecer um diagnóstico diferencial. Exames laboratoriais de sangue, com dosagem de Beta HCG, alfafetoproteína e DHL devem ser sempre realizados nestas condições. Os dois primeiros são marcadores tumorais específicos e sua elevação no sangue confirma o diagnóstico de câncer testicular, sendo extremamente úteis na fase do diagnóstico, bem como no monitoramento durante e após o tratamento. É importante salientar, entretanto, que os marcadores tumorais negativos, não excluem o diagnóstico de câncer. Uma vez diagnosticado o câncer, devese conhecer a extensão da doença para propor o melhor tratamento. A tomografia computadorizada de abdômen, pelve e tórax são importantes neste contexto. Tratamento

Diante da suspeita, deve-se proceder ao tratamento do câncer de testículo, que é a orquiectomia radical por via inguinal (não se deve abordar um testículo com suspeita de tumor por via escrotal) para a remoção do testículo afetado, com ou sem colocação de uma prótese testicular no mesmo ato operatório. Após a remoção do testículo e na dependência da extensão e grau de agressividade do tumor, pode ser indicado um tratamento complementar, cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Em casos favoráveis, apenas a remoção do testículo é

Se houver metástases à distância, a quimioterapia deverá ser indicada, e mesmo nestas condições, as taxas de cura são extremamente animadoras. Atualmente, as taxas de cura para doença precoce estão acima de 95%. Por afetar preferencialmente jovens, frequentemente sem prole constituída, o tratamento de quimioterapia pode representar um grande impacto na fertilidade destes pacientes. Após quimioterapia, quase todos os pacientes têm a função do testículo remanescente gravemente alterada por um período de aproximadamente três anos, quando um pouco mais da metade desses apresentam melhora importante com possibilidade de recuperar a fertilidade. Por esse motivo, todos os pacientes que serão submetidos a quimioterapia deverão ter seu sêmem coletado e criopreservado (congelado) antes do tratamento, permanecendo assim a possibilidade de obtenção de gravidez por método de reprodução assistida. Prevenção

Até o momento, a Medicina não conhece todas as causas e mecanismos biológicos do câncer de testículo, sendo assim, não há como prevenir a enfermidade. A exceção são os casos de criptorquidia. A correção cirúrgica desta condição nos primeiros dois anos de vida diminuem o risco de desenvolvimento de câncer de testículo. O autoexame dos testículos, realizado todos os meses representa um meio simples e adequado de detectar qualquer alteração importante para o diagnóstico precoce. Procure um urologista sempre que suspeitar de uma nodulação testicular. Não perca tempo! Dr. Hamilton de Campos Zampolli Médico Responsável do Serviço de Urologia CRM 62512

Saiba mais Cerca de 7% dos casos ocorre em crianças e adolescentes

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A média de idade no momento do diagnóstico do câncer de testículo é de 33 anos.


Conscientização

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Maio Mês da Conscientização sobre o Câncer de Ovário

Ovário é um órgão exclusivo das mulheres. Onde são produzidos hormônios, como o estrogênio e a progesterona, e que libera óvulos. Normalmente a mulher possui dois ovários. Quais suas funções?

Os hormônios produzidos contribuem para o desenvolvimento das características do sexo feminino, além de regular a menstruação. Qual seu papel na fecundação?

Fecundação é a união entre um óvulo (secretado pelo ovário) com o espermatozoide. O que é câncer de ovário?

ser originados de células diferentes do ovário. O mais comum é de origem epitelial. Quem são as mulheres mais propensas a desenvolver? As mulheres que possuem um histórico familiar com dois ou mais parentes com câncer de ovário, mama e colo do útero; Alteração genética por genes BRCA 1 e BRCA 2; Nunca teve filho; Iniciaram período menstrual cedo; Menopausa tardia. Quais os sintomas? São variados, não existe nenhum sintoma muito específico. Dentre eles temos: Aumento no volume abdominal; Dor abdominal ou pélvica; Mudança de hábitos intestinais e urinário; Cansaço; Perda de peso; Sangramento Vaginal, dentre outros.

É um tumor maligno que acomete normalmente mulheres acima dos 55 anos. No entanto existem alguns tipos que podem aparecer em mulheres jovens. É o sétimo câncer feminino, mais comum em todo mundo e o câncer ginecológico mais grave.

Existem 2 opções para ajudar a reduzir o risco:

Não. Existem vários tumores que pode

Pílula anticoncepcional para as jovens, que chega a reduzir em 50% o risco, mas que só deve ser utilizada de acordo com

Existe apenas um tipo de câncer de ovário?

Como prevení-lo?

necessidade individualizada. Cirurgia para as mulheres com alteração genética com redução de até 95% do risco. Diagnóstico Não existe nenhum exame de detecção fidedigno, mas frente a suspeita podemos utilizar: Exame pélvico completo; Ultrassom pélvico ou transvaginal; e Exame de sangue CA125 para nos auxiliar. Frequentemente é diagnosticado em fase tardia, tendo um expectativa de vida de 5 anos após detecção. Quando diagnosticado em estágio inicial pode chegar à cura de até 90%. Tratamento O tratamento é cirúrgico, mas dependendo do tamanho, tipo e extensão da doença pode haver necessidade de complementação com quimioterapia. Dr. Maurício Fristachi

Oncoginecologista e Mastologista i

CRM 150294

Saiba mais É mais comum em mulheres brancas do que nas mulheres negras.

Se a doença for detectada no início é possível remover somente o ovário afetado.

Cerca de metade das mulheres que são diagnosticadas com câncer de ovário tem 63 anos ou mais A taxa de mulheres diagnosticadas com câncer de ovário está caindo lentamente ao longo dos últimos 20 anos.

xames Faça e nte! me regular

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Conscientização

Junho Mês da Conscientização sobre o Câncer de Rim e Bexiga

Câncer de Rim

O tumor renal é a terceira neoplasia urológica mais comum, depois do câncer de próstata e bexiga. Corresponde a cerca de 2 a 3 % de todas as neoplasias malignas em adultos. É duas a três vezes mais frequente em homens, sendo mais prevalente entre os 55 e 70 anos de idade.

O tabagismo é o principal fator de risco, sendo responsável por cerca de um terço dos casos. Outros fatores comprovadamente relacionados ao câncer de rim são a obesidade e hipertensão arterial sistêmica. Em pacientes com insuficiência renal crônica, em tratamento dialítico, bem como portadores de doença renal multicística adquirida, o risco de desenvolver o câncer renal eleva-se de 3 a 6 vezes. Sintomas

A maioria dos tumores renais diagnosticados atualmente ocorre de forma incidental, sem que o paciente apresente qualquer sintoma (67%). Doenças de maior volume podem apresentar sintomas como sangue na urina, dor na região lombar ou tumoração palpável na região

Câncer de Bexiga

O câncer de bexiga é um tipo de Câncer frequentemente encontrado em pacientes no Brasil. De acordo com os dados do ano de 2016, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou 9670 novos casos de câncer de bexiga no Brasil, sendo 7200 homens e 2470 mulheres. Em São Paulo, essa incidência chega a 10,6 casos em homens e 4,1 em mulheres para cada 100.000 habitantes.

O risco de câncer de bexiga é maior no idoso, sendo que 90% dos casos ocorrem após os 55 anos de idade. Mais comum em homens, acomete cerca de 4 homens para cada mulher. Existem diversos fatores de risco, indiscutivelmente o tabagismo representa o mais significativo, além de estar associado a maiores taxas de recorrência e progressão de doença. Estudos mostram uma prevalência 2 a 4x maior de câncer de bexiga nos fumantes comparado aos não fumantes. Sintomas

O sintoma mais comum dos pacientes com câncer de bexiga é a hematúria macroscópica (sangramento na urina) indolor. Outros sintomas como aumento da

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abdominal ou nos flancos. Tumores avançados podem estar associados a sintomas menos específicos como emagrecimento, febre, hipertensão e perda de apetite. Diagnóstico

Em geral, o primeiro exame a suspeitar do tumor renal é a ultrassonografia abdominal. Frente a este resultado, deve-se estabelecer o diagnóstico, que é fundamentado nas características da lesão à tomografia computadorizada. Esta também é útil para o estadiamento da doença. A ressonância nuclear magnética é utilizada em casos específicos, como alergia ao contraste iodado, durante a gestação ou para avaliação de trombo neoplásico no sistema venoso. Na maioria das vezes, não é necessária nenhuma biópsia da lesão. Tratamento

O câncer de rim é o mais letal dentre os tumores urológicos. Não responde a quimioterapia convencional, nem mesmo a radioterapia. A cirurgia continua sendo o único tratamento curativo para o câncer

frequência urinária e dor à micção também podem estar presentes. Diagnóstico

O diagnóstico pode ser realizado através de exames de imagem como a ultrassonografia e a tomografia de abdome, detectando a grande maioria dos casos. O melhor exame, contudo é a cistoscopia (avalição endoscópica da bexiga com uma câmera), a qual permite analisar com precisão o número de lesões, seu aspecto, localização e tamanho, Além da possibilidade de realização de biópsia para confirmação do diagnóstico. Tratamento

O tratamento está relacionado ao grau de invasão do tumor e disseminação da doença. Nos casos dos tumores superficiais, não invasivos, a principal forma de tratamento é a ressecção endoscópica da lesão vesical. Este procedimento tanto permite o diagnóstico definitivo quanto o tratamento da doença. No caso das lesões vesicais invasivas, a opção terapêutica consiste na realização da cistectomia (retirada completa da bexiga) com reconstrução do trato urinário, geralmente com um segmento de intestino, e linfadenectomia (retirada de gân-

renal localizado, diagnosticado precocemente.

Pacientes com doença avançada, metástatica, podem ser tratados com terapia imunológica ou através do uso de drogas inibidoras da angiogênese (terapia alvomolecular), que diminuem a formação de vasos sanguíneos que nutrem o tumor. Estas medicações, associadas ou não a cirurgia, podem controlar a doença, fornecer uma melhor qualidade de vida e um ganho significativo na sobrevida destes pacientes, embora, infelizmente, não possam oferecer a possibilidade de cura. Prevenção

Hábitos de vida saudável, com uma dieta equilibrada, atividade física regular, controle do peso e principalmente não fumar são fundamentais para uma vida longa e saudável. Exames periódicos, embora não possam evitar o câncer, colaboram para um diagnóstico precoce da doença, no momento em que o tratamento pode oferecer taxas de cura acima de 90%, sem comprometimento da qualidade de vida.

glios pélvicos). Quanto a reconstrução do trato urinário, pode ser confeccionada uma “nova bexiga” utilizando-se um desmembramento de segmento intestinal ou um desvio do trânsito de urina para a pele. A definição do tipo de reconstrução depende da análise de uma série de fatores e deve ser decidida entre médico em conjunto com o paciente e familiares. Em alguns casos, pode ser necessária a realização de quimioterapia prévia ao procedimento cirúrgico, como uma forma de controle e redução do tamanho tumoral como forma de facilitar a realização do procedimento cirúrgico e diminuir as taxas de comprometimento das margens da peça cirúrgica. O tratamento envolve uma equipe multidisciplinar. O tratamento cirúrgico é o padrão ouro do tratamento desta enfermidade, contudo a maior ênfase deve ser dada a sua prevenção. Tendo em vista que trata-se de uma neoplasia fortemente relacionada ao tabagismo, o abandono deste hábito, sem dúvidas, é a melhor opção para conseguirmos realizar o controle de uma doença tão grave que atinge milhares de brasileiros. Dr. Hamilton de Campos Zampolli Médico Responsável do Serviço de Urologia CRM 62512


Gestão

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Corrida e Caminhada Contra o Câncer Move for Cancer 2017 - Etapa Rio

corrida e Caminhada Contra o Câncer - Move for Cancer 2017 começou a escrever sua história no domingo, dia 11 de junho, no Rio de Janeiro.

A etapa carioca da competição foi no Aterro do Flamengo, a partir das 8h, com largada e chegada no Monumento Nacional aos Mortos da 2ª Guerra Mundial (Monumento aos Pracinhas) - Avenida Infante Dom Henrique, 75, Bairro Glória - Parque do Flamengo - ao lado do M.A.M (Museu de Arte Moderna), conforme percurso detalho no site do evento. A segunda etapa, em 13 de Agosto, em São Paulo. O evento tem percurso de 5k, tanto para a corrida como para a caminhada, tendo como mote alertar para os principais tipos de câncer e detecção precoce da doença. O Move4Cancer é um novo movimento que busca engajar a sociedade através de informação e adoção de hábitos de vida saudáveis como forma de prevenção primária contra diversos tipos de câncer e, ao mesmo tempo, arrecadar recursos para o Instituto de Câncer Dr. Arnaldo. Entre as mensagens de prevenção disseminadas pelo Move4Cancer, estão os Nove Movimentos Contra o Câncer: não fumar, manter alimentação saudável, praticar atividades físicas diariamente e amamentar; mulheres entre 25 e 64 anos devem fazer um exame preventivo ginecológico a cada três anos; evitar a ingestão de bebidas alcoólicas; evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, e sempre utilizar proteção adequada; e a vacina contra o HPV, para meninas de 9 a 13 anos. A Corrida e Caminhada Contra o Câncer - Move for Cancer 2017 é parte do Movimento em prol do Instituto de Câncer Dr. Arnaldo, com realização da Pratike Social Marketing e organização da Yescom.

Corrida e Caminhada Contra o Câncer

Fonte: Move4Cancer

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Humanização

A

Doações dos alunos de Enfermagem da Universidade São Judas Tadeu

universidade São Judas Tadeu em parceria com o Instituto realizou uma campanha para arrecadação de peças para o Bazar Beneficente da Instituição, as doações foram coletadas no dia 17 de Maio. O Instituto de Câncer Dr. Arnaldo agradece a Sra. Teresa Cristina Gioia Schimidt Coordenadora do curso de Enfermagem, a Sra. Mônica Trovo Professora do Curso de Enfermagem, a Sra. Rosa Maria Funchal Responsável da equipe de Marketing e aos alunos do curso de enfermagem da Universidade São Judas Tadeu pelo empenho em arrecadar as doações para o Bazar da instituição.

Na certeza de poder contar novamente com o apoio de todos agradecemos e reiteramos nossos votos de apreço e consideração!!!

N

Alunos do Curso de Enfermagem

Fonte: Instituto de Câncer Dr. Arnaldo

Instituto de Câncer Dr. Arnaldo recebe doação de camisa oficial do goleiro Fernando Prass

Fonte: Instituto de Câncer Dr. Arnaldo

o dia 29 de Junho, o goleiro do Palmeiras, Fernando Prass fez a doação de uma Camisa Oficial do Palmeiras autografada pelo time e o livro #prass38 com dedicatória. O Instituto de Câncer Dr. Arnaldo e o departamento de Humanização agradecem ao goleiro Fernando Prass pela doação. Agradecemos a doação e seu apoio ao Instituto.

N

o dia 4 de maio de 2017 o Grupo de Humanização do Instituto de Câncer Dr. Arnaldo em parceria com a ONG Cabelegria realizou uma ação voltada à autoestima e cuidado da mulher.

Camisa Fernando Prass Autografada

Livro #prass38 com dedicatória

Banco de Perucas Móvel Cabelegria

O evento consistiu na disponibilização do Banco de Perucas Móvel da ONG na Unidade Hospitalar com a finalidade de doar perucas feitas de cabelos naturais para as pacientes. Foram doadas 21 perucas às pacientes do Instituto em tratamento oncológico. Agradecemos a Mariana Robrahn por trazer a ação ao Instituto.

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Banco de Perucas Móvel

Fonte: Instituto de Câncer Dr. Arnaldo


Humanização

Projeto Saúde com Consciência

E

m 2016 foi inaugurado aqui no Instituto o trabalho de Práticas Integrativas e Complementares implementado pela equipe do Projeto Saúde com Consciência, numa bem sucedida parceria com o Grupo de Humanização. O principal objetivo do Projeto é promover o bem-estar e a saúde integral dos pacientes e colaboradores.

As Práticas Integrativas e Complementares estão regulamentadas no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006 e visam o enriquecimento global da saúde humana e da prática médica, associando à Medicina Convencional as abordagens da Medicina Tradicional Chinesa, da Medicina Antroposófica e também da Homeopatia e Fitoterapia. Em meados da década de 1980, iniciou-se um movimento nacional entre os profissionais da saúde para o reconhecimento e aplicação dessas práticas no SUS, movimento esse que segue as orientações da Organização Mundial da Saúde, que, desde o

Equipe do Projeto Saúde com Consciência

início da década de 1970, formula políticas de incentivo e fomento para essa área. A equipe do Projeto Saúde com Consciência atua nas Práticas Integrativas e Complementares realizando atividades que se encaixam em três frentes: percepção corporal; meditação e visualiza-

Fonte: Instituto de Câncer Dr. Arnaldo

ção criativa e imposição de mãos. Os membros são pesquisadores multidisciplinares do Centro de Estudos da Consciência, uma associação dedicada ao desenvolvimento humano que apresenta como principais bases de pesquisa o comportamento e a espiritualidade.

A Humanização, em parceria com a ONG Cabelegria, arrecada doações de cabelo para a confecção de perucas para as pacientes do Instituto e de outras Instituições.

Para doar, o cabelo precisa ter no mínimo 20cm e não importa se tem química ou é tingido. Amarre o cabelo e coloque-o em um saco plástico para que fique mais seguro e protegido. Pedimos também, que esteja completamente seco. Quer doar? Mande um e-mail para: humanizacao@doutorarnaldo.org Ligue no telefone: (11) 3350-7088 ramal 218 Já tem o cabelo e não mora perto do Instituto? Mande pelo correio! Endereço: Rua Dr. Cesário Motta Junior, 112, Vila Buarque - São Paulo, SP CEP 01221-010 / Setor Humanização - Simone Ansarah

Não deixe escapar das suas mãos a oportunidade de espalhar sorrisos

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DEPARTAMENTO DE DOAÇÕES Colaborar com o Instituto de Câncer Dr. Arnaldo é garantir que nossos pacientes, todos atendidos através do SUS, tenham acesso ao tratamento oncológico, além de suprir os estoques de medicamentos utilizados e possibilitar a ampliação do nosso trabalho para cada vez mais pessoas.

Transferência ou Depósito * Doe diretamente na conta: ITAÚ - Ag.: 0553 - Conta: 07173-9 CNPJ 60.945.854/0001-72

Cartão de Crédito Doe Via PayPal

Doação por Telefone Doe através do telefone: (11) 3203-1971

Para saber mais entre em contato doacoes@doutorarnaldo.org ou acesse www.ajudeodoutorarnaldo.org.br * Favor enviar email para doacoes@doutorarnaldo.org informando valor, data, agência e conta. Encaminharemos recibo e carta de agradecimento.

B

Prestando Contas uscando a transparência no recebimento de seus recursos, o Instituto de Câncer Dr. Arnaldo presta contas das doações recebidas através da *RFCC Suzano, Pessoa Jurídica e Pessoa Física.

Doações recebidas no 2º trimestre de 2017 Pessoa Física

R$ 368.140,83

Pessoa Jurídica

5.000,00

RFCC Suzano

2.950,00

TOTAL

376.090,83

Com esses recursos o Instituto de Câncer Dr. Arnaldo adquiriu cerca de 46.000 comprimidos para quimioterapia, atendendo cerca de 640 pacientes. A Diretoria agradece todas as doações recebidas por meio de pessoas físicas, jurídicas e parceiros solidárias a nossa causa!

*RFCC - Rede Feminina de Combate ao Câncer

Dr. Arnaldo em Notícias - Edição 42 (Abril a Junho/ 2017)  

Esta é uma publicação do Instituto do Câncer Dr. Arnaldo. As publicações relacionadas abaixo não tem vinculo com a Instituição, sendo apenas...

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