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Contemporânea Brasileira


Contemporânea Brasileira


SUÍTE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA

SÃO PAULO | BRASIL | 2015


A CPFL Energia é uma empresa que gera, distribui e comercializa energia elétrica, um bem que se tornou essencial e indissociável do desenvolvimento econômico e social das sociedades contemporâneas. Mas no século 21 nada é sozinho. Para levar qualidade de vida e bem-estar a quase 20 milhões de pessoas é preciso estar em permanente sintonia com o espírito deste século. Com este intuito, a CPFL Energia, por meio das ações da CPFL Cultura, primou por incentivar a cultura como um elemento central na organização da sociedade. Foi, portanto, com muito entusiasmo apoiamos o projeto CONTEMPORANEIDADE, de que faz parte o CD Suíte Contemporânea Brasileira, que com rigor conceitual e qualidade artística, registra e difunde a pluralidade dos compositores brasileiros contemporâneos. Por meio de projetos como este é possível ampliar a fruição da música de qualidade e colaborar com a formação e a educação musical de novos públicos. CPFL Cultura

CPFL Energia is a company that generates, distributes and sells electricity, a resource that has become essential for and inseparable from the economic and social development of societies. However, nothing in the 21st century exists on its own. In order to bring quality of life and well-being to almost 20 million people it is necessary to be in tune with the spirit of this century. With this in mind, CPFL Energia, through the actions of CPFL Cultura, chose to support culture as a central element for the organization of society. It is, therefore, with great enthusiasm that we support the CONTEMPORARY BRAZILIAN SUITE project, which documents and disseminates, with conceptual rigour and artistic excellence, the plurality of Brazilian contemporary composers. Projects such as this have the power to increase the appreciation of the quality of music and to collaborate towards musical education and the development of new audiences.


Vivemos um momento sem precedentes na história. Temos livre acesso a quase toda informação que buscamos. Estamos a um clique de um show de rock gravado na década de 60 ou de um concerto ao vivo de uma grande orquestra sinfônica. O impacto deste contexto sobre a produção artística atual, incluindo a música de concerto brasileira, é enorme. Coexistem compositores que incorporam as mais diferentes influências, sejam europeias, experimentais, pop ou de tradições orais. Ao conceber este álbum, procuramos oferecer ao público uma combinação estética inusitada, contrastante e provocativa, que pincela sem preconceito algumas das tendências deste caldeirão de estilos que é a música contemporânea brasileira.

We are living through an unprecedented moment in history. With free access to almost all of the information we seek, we are just one click away from a rock concert recorded in the 1960s or a live concert of a great symphony orchestra. The impact of this reality on current artistic production, including Brazilian concert music, is enormous. Today we see composers that incorporate the most varied stylistic influences ranging from European to experimental, pop, or folk music, all happily coexisting. This album was conceived with the intention to offer the audience an unusual, contrasting and provocative aesthetic combination that portrays without prejudice some of the trends of this melting pot of styles that is Brazilian contemporary music. We wish you all a great musical journey.

Desejamos a todos uma ótima viagem musical.

Simone Menezes

Diretora artística e regente Artistic director and conductor


APOLOGIA DA DIFERENÇA

IN PRAISE OF DIFFERENCE

Maurício Ayer

Maurício Ayer

Suíte Contemporânea Brasileira é um álbum que aponta direções. Certamente não pretende delinear um “retrato” do que seja a composição de música de concerto no Brasil hoje. Em vez disso, apresenta uma série de instantâneos, quadros de uma exposição por entre os quais deslizamos nossos ouvidos. A casa recomenda deixar na chapelaria as bolsas de rótulos estéticos, as mochilas de apontamentos unívocos, as câmeras conceituais que se interpõem à experiência da escuta e fazem dela uma pálida e confortável lembrança numa pasta do computador.

Suíte Contemporânea Brasileira is an album that points in different directions. Clearly, it does not intend to outline a “portrait” of what Brazilian concert music composition is today. Instead, it presents a series of snapshots, like paintings of an exhibition, which we peruse with our ears. We recommend that listeners leave behind, in the cloakroom, the bags of aesthetic labels, rucksacks containing rigid interpretations, and conceptual cameras that could interfere with their listening experience by transforming it into a pale, ‘comfortable’ memory inside a computer file.


O título traz ricas dubiedades. Suíte, termo bastante atual em campos como design, arquitetura e informática, em música remete à história, principalmente aos séculos XVII e XVIII. Em partituras desse período, as suítes são séries de peças instrumentais baseadas em danças europeias – como a giga, o minueto, a valsa etc. –, porém abstraídas de sua função de animar os bailes e para se oferecer exclusivamente à escuta atenta. No Brasil, recordamos a Suíte Popular Brasileira para violão solo, que Heitor Villa-Lobos compôs nas primeiras décadas do século XX, associando as danças barrocas ao choro brasileiro. Uma suíte pode ser entendida como uma sequência – compósito mais que composição – de termos, talvez díspares, mas articuláveis. No caso deste álbum, podemos considerar que sua unidade, enquanto reunião de compositores com diferentes trajetórias e referências estéticas, deve-se menos à substância musical das peças do que ao itinerário que elas sugerem. São personagens de distintos dramas que se encontram para uma mesma narrativa. A fórmula heraclitiana, segundo a qual nunca nos banhamos no mesmo rio, ignora que, tortuosa mas perene, o rio é uma direção – entre as nascentes e a barra.

The title of the CD alone proposes rich ambiguities. ‘Suite’ is a word currently used in the fields of design, architecture and informatics. In musical terms, the word refers historically to the 17th and 18th centuries. In this period, suites were instrumental pieces, based on European dances (the gigue, the minuet, the waltz etc.) whose original function was to enliven society balls. These dances were abstracted from their original role and offered exclusively for listening in the concert setting. An early 20th century Brazilian example of the genre, the Brazilian Popular Suite for guitar solo by Heitor Villa-Lobos, associates Baroque European dances with the Brazilian choro. A suite can be described as a sequence (more composite than composition) of terms that are perhaps disparate, although articulable. In the case of this album we may think that its unity, as a grouping of composers from different trajectories and aesthetic references, owes less to the musical substance of the pieces than to the itinerary that they suggest. They are characters from different dramas that have come together in the same narrative. Heraclitus’ paradox, which states “no man ever steps in the same river twice”, ignores that the course of the river, although tortuous and perennial, always follows the same direction, from source to estuary.


Liduino Pitombeira Liduino Pitombeira, nascido em 1962, é professor de composição da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro e membro do grupo MusMat. Suas obras têm sido executadas por grupos como Quinteto de Sopros da Filarmônica de Berlim, Louisiana Sinfonietta, Camerata Latino-Americana, Poznan Philharmonic Orchestra, Duo Alexander-Soares, Duo Barrenechea, Orquestra Sinfônica do Espírito Santo e Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Obteve diversos prêmios de composição no Brasil e nos EUA, como o primeiro prêmio no Concurso Camargo Guarnieri (1998) e no Concurso “Sinfonia dos 500 Anos”, e o 2003 MTNA-Shepherd Distinguished Composer of the Year Award. Pitombeira é doutor em composição pela Louisiana State University (EUA), onde estudou com Dinos Constantinides. Suas obras são publicadas pelas editoras Peters, Bella Musica, Criadores do Brasil (Osesp), Conners, Alry e Irmãos Vitale, e suas gravações, lançadas pelos selos Magni, Summit, Centaur, Antes, Filarmonika, Blue Griffin e Bis.

Liduino Pitombeira, born in 1962, is a professor of composition at the Music School of the Federal University of Rio de Janeiro and a member of the MusMat group. His works have been performed by such groups as the Berlin Philharmonic Wind Quintet, Louisiana Sinfonietta, Camerata Latino-Americana, Poznan Philharmonic Orchestra, Duo Alexander-Soares, Duo Barrenechea, Orquestra Sinfônica do Espírito Santo and the São Paulo Symphony Orchestra (OSESP). He received several composition awards in Brazil and in the US, including first prize in the Camargo Guarnieri Competition (1998), the “500 Years Symphony” Competition and the 2003 MTNA-Shepherd Distinguished Composer of the Year Award. Pitombeira has a PhD in composition from Louisiana State University (USA), where he studied with Dinos Constantinides. His works are published by Peters, Bella Musica, Criadores do Brasil (OSESP), Conners, Alry and Irmãos Vitale, and his recordings are released by the Magni, Summit, Centaur, Antes, Filarmonika, Blue Griffin and Bis labels.


TANGO (2000) E SUÍTE HERMÉTICA (2005) TANGO (2000) AND SUÍTE HERMÉTICA (2005) Segundo Liduino Pitombeira, Tango evoca elementos da música do Oriente Médio, introduzidos na península ibérica durante a Idade Média e que participaram da formação do tango argentino. Certas células rítmicas e o intervalo de segunda aumentada são os principais responsáveis pelo colorido arábico da peça. Esses ritmos – ternários e quaternários – adaptam-se a uma nova moldura métrica, pois a obra foi escrita predominantemente em compassos de cinco tempos. Além disso, as fórmulas de compasso mudam, num intrincado e stravinskiano jogo de acentos. Conta o compositor que sua intenção foi escrever uma trajetória do tango, que culmina em Astor Piazzolla, o compositor portenho que reinventou o gênero incorporando técnicas composicionais da música de concerto. Reconhecemos elementos de seu estilo nas melodias rasgadamente líricas e nas peculiares sequências de acordes. Já Suíte Hermética, também de Pitombeira, referencia-se em geografia diversa, o Nordeste brasileiro. As sonoridades árabes, entretanto, ressoam laços profundos com Tango. Com efeito, o baião, a salsa, o tango

According to Liduino Pitombeira, Tango evokes elements of Middle-Eastern music, which was brought to the Iberian Peninsula during the Middle Ages and later influenced the Argentinean tango. Certain rhythmic cells and the interval of the augmented second contribute to the Arabic colour of the piece. The three or four-beat rhythmic patterns are adapted to a new metric framing in the form of five beat measures. Shifting time signatures generate an intricate and Stravinskian play of displaced accents. Pitombeira has said that his intention was to write a trajectory of the tango, culminating in Astor Piazzolla, the Porteño [born in Buenos Aires] composer who reinvented the genre by making use of classical composition techniques. His style is characterized by dramatically lyrical melodies and singular chord sequences. Suíte Hermética [Hermetic Suite], also by Pitombeira, refers to a different geographical region, the Brazilian Northeast, but its Arabic sonorities reverberate a profound connection with Tango. Indeed, the baião, the salsa, the tango and the frevo, among so many other popular music genres generated in the Americas, retain aspects of the Middle-Eastern vocabulary. After all, the São Francisco River, which


e o frevo, entre outros gêneros das Américas, todos guardam algo do vocabulário médio-oriental. É como dar-se conta de que tanto o rio São Francisco, que banha as Alagoas de Hermeto Pascoal, quanto o rio da Prata, da Buenos Aires de Piazzolla, recebem vertentes das mesmas serras de Minas Gerais. Soa irônico o epíteto de “hermética” atribuído a uma peça tão aberta a materiais culturais. Entrementes, o adjetivo faz sentido se, além da homenagem ao “mago” Hermeto, lembrarmos das correntes da alquimia medieval que buscavam o segredo da transmutação da matéria, com o firme propósito de fazer do chumbo, ouro. Em particular no último movimento, o quinteto de sopros é hermeticamente transmutado em acordeão, soando como se flauta, oboé, clarinete, trompa e fagote respondessem aos impulsos rítmicos do fole de um único sanfoneiro. Similar operação alquímica aparece já no primeiro movimento, “Conversando com Itiberê”. Ouvimos várias melodias estruturadas sobre uma linha rítmica bem marcada, recriação das polifonias do grupo de Hermeto sobre a firme condução do contrabaixista Itiberê Zwarg. “Incelença” faz correr pelos instrumentos um motivo modal de cor nordestina. Sobre “São João em Arapiraca” é possível dizer que a música retrata, mais que canções juninas, a festa alegre e ruidosa, com uma textura polifônica densa e vibrante, que culminará no “Arrasta-pé” final.

runs through Hermeto Pascoal’s homeland in the state of Alagoas, and the La Plata River, which flows through Astor Piazzolla’s Buenos Aires, both receive waters from springs that originate in the mountains of the state of Minas Gerais. The adjective “hermetic” sounds quite ironic when attributed to a musical piece that is so open to various cultural materials. However, the title begins to make sense when – in addition to serving as an homage to the “magician of sounds, Hermeto Pascoal” – it refers to the practice of medieval alchemy, where practitioners sought to uncover the secrets of material transmutation, to turn lead into gold. Particularly in the last movement “Arrasta-pé” [a style of dance from the Northeast region of Brazil], the wind quintet is “hermetically” transformed into an accordion, as if all of the instruments – flute, oboe, clarinet, French horn and bassoon – are responding to the pulsating beats by a single accordionist. A similar alchemical operation is found in the first movement, “Conversando com Itiberê” [“Talking to Itibere”]. Various melodies are heard on top of a clear rhythmic line, recreating Hermeto Pascoal’s ensemble polyphonies that are built over the double-bass lines played by Itibere Zwarg. In “Incelença” [a mourning song], a modal motif from the Northeast region of Brazil circulates through all the instruments. One could say that, instead of the traditional songs that are played in the festivities during the month of June in Brazil, “São João em Arapiraca” portrays the joyful and noisy party in itself, with a dense and vibrating polyphonic texture, that culminates in the final “Arrasta-pé”.


Silvio Ferraz Silvio Ferraz nasceu em São Paulo, em 1959. Formado em música pela USP, teve suas primeiras obras apresentadas ainda quando estudante, no fim da década de 1970. Por dez anos afastou-se da composição, tendo atuado como trompista em orquestra sinfônica e música de câmara. Voltou à composição já no fim dos anos 1980. Como compositor, suas obras são apresentadas em eventos no Brasil e no exterior. Foi professor de composição da Universidade Estadual de Campinas e hoje é professor na Universidade de São Paulo. Desde cedo buscou refletir sobre sua prática composicional, o que resultou em diversos artigos e livros sobre poética musical, como Livro das Sonoridades, Música e Repetição e o recente Conversas sobre Composição, um bate-papo com o jovem compositor santista Tarso Ramos.

Composer Silvio Ferraz was born in 1959 in São Paulo. His first works were performed while he was studying music at the University of Sao Paulo (USP) at the end of the 1970s. Ferraz distanced himself from composing for ten years, working as a French horn player in symphonic orchestras and chamber ensembles, and returned to composition by the end of the 1980’s. His works are performed extensively throughout Brazil and abroad. Silvio Ferraz was formerly professor of composition at the University of Campinas and is currently teaching at the University of São Paulo. Early in his life, Ferraz began to reflect on the practice of composing, and this resulted in the publication of several articles and books on musical poetics, for example, the Livro das Sonoridades [The Book of Sonorities], Música e Repetição [Music and Repetition] and, most recently, Conversas sobre Composição [Talking about Composition], a conversation with the young Brazilian composer Tarso Ramos.


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DOIS POEMAS DE ANNITA C. (2010)

TWO POEMS BY ANNITA C. (2010)

Silvio Ferraz conta que quis compor Dois Poemas de Annita C. como quem escreve uma carta a um amigo. Era inverno, estava na França, tal como descreve: “Foram 45 dias que começaram congelando a alma e terminaram fazendo aparecer as primeiras folhinhas das árvores do jardim de Luxemburgo [em Paris], passagem da pélouse en repos [descanso do gramado] ao desfrute total das gramíneas com estudantes deitados pegando as primeiras brechas de sol da primavera”. Imerso nesse cenário, Ferraz concebeu um conjunto de elementos relativamente simples para elaborar seu texto. Alternam-se, principalmente, quatro tipos de figuração – notas repetidas, formações arpejadas, notas longas e trilos –, que, após algumas reiterações, tornam-se um vocabulário familiar a nossos ouvidos. Vai se formando uma fala lírica e intimista, mas de grande riqueza em nuanças e de dificuldade técnica que só é imperceptível pela naturalidade da interpretação de Luis Afonso Montanha. O título sugere uma afetuosa transcrição musical de textos da poeta Annita Costa Maloufe, companheira do compositor, e faz alusão a outra de suas peças para clarinete: Poucas Linhas de Ana C., esta em homenagem à poeta Ana Cristina Cesar.

Silvio Ferraz says that he wanted to compose Dois Poemas de Annita C. [Two Poems by Annita C.] as if he were writing a letter to a friend. It was winter and he was in France, as he describes: “Those 45 days began with freezing our souls and ended with the first leaves on the trees of the Luxemburg garden in Paris, passing from the pélouse en repos [the resting green fields] to the total pleasure of students stretched out on lawns and basking in the first rays of sunshine in spring”. Ferraz, immersed in this scene, conceived a set of relatively simple elements to elaborate his text. Mainly four types of figures alternate – repeated notes, arpeggio forms, long notes, and trills –, which after some reiterations become familiar vocabulary to our ears. A lyrical and intimate speech pattern materializes rich with nuances, whose technical difficulties are inconspicuous in Luis Afonso Montanha’s natural interpretation. The title suggests an affectionate musical transcription of texts by the poet Annita Costa Maloufe, who is the composer’s partner, and refers to another of his clarinet pieces: Poucas Linhas de Ana C. [A Few Lines by Ana C.], this one in homage to the poet Ana Cristina Cesar.


Rodrigo Lima Rodrigo Lima nasceu em Guarulhos (SP), em 1976. Sua música tem sido apresentada em salas de concerto no Brasil, França, Espanha, Chile, México, Holanda e Bélgica, por grupos como Camerata Aberta, Abstrai Ensemble, Ensemble Aleph, Camerata de las Américas, Sonor Ensemble e OrchestrUtopica. Obteve importantes prêmios, tais como: Premio Internacional Iberoamericano Rodolfo Halffter de Composición 2008 (México); Prêmio “Francisco Guerrero Martín” 2006, Fundación Autor-CDMC em Madri (Espanha); 5th International Forum for Young Composers 2008 em Paris (França), 1º Prêmio do Concurso Nacional Camargo Guarnieri de Composição 2005, entre outros. Rodrigo Lima é bacharel em composição pela UnB e mestre pela Unicamp. É professor de composição na Escola de Música do Estado de São Paulo.

Rodrigo Lima was born in the city of Guarulhos, São Paulo State, in 1976. His music has been performed in concert halls in Brazil, France, Spain, Chile, Mexico, Netherlands and Belgium by ensembles like Camerata Aberta, Abstrai Ensemble, Ensemble Aleph, Camerata de las Américas, Sonor Ensemble and OrchestrUtopica. He was awarded the Premio Internacional Iberoamericano Rodolfo Halffter de Composición 2008 (México); “Francisco Guerrero Martín” Award 2006, Fundación Autor-CDMC in Madrid (Spain); 5th International Forum for Young Composers 2008 in Paris (France), 1st Prize at the National Composition Contest “Camargo Guarnieri” 2005, among others. Rodrigo Lima has a degree in composition from the University of Brasilia and a master degree from the University of Campinas (UNICAMP). He is a composition professor at the School of Music of the State of São Paulo (EMESP).


QUINTETO DE SOPROS N.2 (2004)

WOODWINDS QUINTET NO.2 (2004)

Quando compôs Quinteto de Sopros n.2, Rodrigo Lima estava intrigado com a ideia de autopoiesis, processo que é constitutivo de quase toda forma de vida: a capacidade de se regenerar, de criar a si mesmo reorganizando sua substância, que fatalmente se deteriora pelo cansaço dos tecidos e o atrito com o mundo. Munido dessa imagem, Lima criou uma obra cujos sons são todos gerados a partir de um único acorde, de sonoridade jazzística. O acorde soa, é quebrado, esfolado e esticado, para se reconstituir de formas diversas. A permanente autoconstituição do material harmônico e melódico é um processo interno, que o ouvinte talvez não distinga com clareza. Mas ouvimos as consequências desse processo, como o colorido harmônico estável, que se modula e texturiza por mudanças na instrumentação. Além do acorde gerador, também a energia rítmica da peça lembra o jazz, mas, como Pitombeira, com o filtro de Stravinsky: o deslocamento dos acentos faz dançar a nossa expectativa, sem nunca confirmá-la plenamente.

When Rodrigo Lima composed Woodwind Quintet No.2, he was intrigued by the concept of autopoiesis, a constitutive process of almost all forms of life: the capacity of regenerating, of recreating oneself through the reorganization of one’s own substance, which will in turn, inevitably, become degraded by tissue fatigue and contact with the world. Fortified by this image, Lima created a musical piece whose sounds have all been created from a single chord, of jazz-like sonority. The chord sounds, breaks, scratches and stretches in order to regenerate itself in diverse forms. The permanent regeneration of the harmonic and melodic material is an internal process that listeners perhaps do not clearly perceive. However, we do hear the results of this process, for example, the stable harmonic timbres that are modulated and texturized by changes in the instrumentation. This generator chord, combined with the rhythmic energy of the piece, reminds us of jazz. However, this energy passes through a Stravinsky filter in a similar way that we have seen in Pitombeira’s work, in that the displacement of accents makes our expectations dance without fully confirming them.


Alexandre Lunsqui Alexandre Lunsqui nasceu em São Paulo, em 1969. Estudou na Unicamp, University of Iowa, Columbia University e Ircam. Suas obras foram tocadas em mais de vinte países por grupos como o Ensemble Aleph, Arditti String Quartet, Argento Chamber Ensemble, Camerata Aberta, New York Philharmonic, Nieuw Ensemble e International Contemporary Ensemble, entre outros. Recentemente, Lunsqui foi compositor em residência do Chelsea Music Festival de Nova York e artista em residência do Civitella Ranieri Foundation, na Itália. É professor de composição e teoria na UNESP.

Alexandre Lunsqui was born in São Paulo, in 1969. He studied at the University of Campinas (UNICAMP), University of Iowa and Columbia University (USA), and IRCAM (France). His works have been performed in more than twenty countries by ensembles such as Ensemble Aleph, Arditti String Quartet, Argento Chamber Ensemble, Camerata Aberta, New York Philharmonic, Nieuw Ensemble and International Contemporary Ensemble, among others. Recently, Lunsqui was composer in residence at the Chelsea Music Festival of New York and artist in residence at the Civitella Ranieri Foundation (Italy). He is currently professor of composition and theory at the State University of São Paulo (UNESP).


GUTTUR (2014)

GUTTUR (2014)

Pianista de jazz por muitos anos, Alexandre Lunsqui encontrou num improviso de Miles Davis o elemento que veio a ser a base de Guttur: uma clara célula rítmica fixa sobre uma única nota. Em sua concisão, o trompetista pronuncia algo de essencial, um gesto que contém mais do que explicita, uma sabedoria de linguagem que, ao exercer uma escolha, densifica e valora o silêncio a se alastrar a partir do som. Lunsqui toma para si esse motivo e o torna hegemônico, mas com isso instaura uma ambiguidade. A repetição constante da célula – algo como a clave na música cubana – não funciona aqui como um ritmo base para a improvisação, alicerce de liberdade. É ao mesmo tempo estrutura e empecilho, uma grade que dá corpo à voz, mas que, igualmente, a aprisiona, e ela gagueja enquanto, sequiosa de escape, acumula energia até quase rebentar. A força exercida faz rachar a estrutura, permitindo que se desprendam outras notas, suspiros vocais, ruídos do atrito do ar e das chaves do instrumento. Como um minúsculo drama, a peça encena, no interstício entre os lábios e o bocal, o combate do desejo de explodir em gozo contra o diabólico poder da repetição. O conselho de Lunsqui à flautista norte-americana Sarah Hornsby foi: pense em jazz.

Alexandre Lunsqui has been a jazz pianist for many years. In one of Miles Davis’ extemporaneous compositions, Lunsqui discovered the element that came to be the basis for Guttur: a clear rhythmic cell based on a single note. The trumpet player enunciates, in a concise form, an essential concept, a gesture that contains much more than it makes explicit: a wisdom of language that, while making a choice, makes the silence around the sound dense and valuable. Lunsqui takes this motif and makes it hegemonic, but this introduces an ambiguity. The constant repetition of the cell, which somewhat resembles the clave pattern in Cuban music, does not function as a basis for improvisation. It is a structural element and an obstacle, a grid that embodies the voice but also imprisons it. So the “voice” stutters while it seeks a way out, accumulating energy until it almost explodes. The internal force in the structure makes it split, allowing other notes, vocal sighs, air friction and the noise of the instrument keys to break loose. Enacted in a minimum space between the lips and the mouthpiece of the flute, like a miniature drama, the piece stages the confrontation of the desire to explode in joy against the diabolic power of repetition. For the performance, Lunsqui gave the American flutist Sarah Hornsby one piece of advice: think jazz.


Flo Menezes Flo Menezes nasceu em São Paulo, em 1962. Estudou composição na USP com Willy Corrêa de Oliveira, música eletroacústica com Hans Humpert no Studio für elektronische Musik de Colônia, Alemanha, especializou-se junto ao Centro di Sonologia Computazionale de Pádua, Itália, e doutorou-se, em 1992, na Bélgica, com tese premiada sobre Luciano Berio, tendo como orientador Henri Pousseur. Foi aluno de P. Boulez (1988), L. Berio (1989), B. Ferneyhough (1995) e K. Stockhausen (1998), de quem se tornou assistente pedagógico em 1999 e 2001. Obteve os principais prêmios internacionais e nacionais de composição (Unesco 1991; Trimalca 1993; Ars Electronica 1995; Luigi Russolo 1996; Sergio Motta 2002; Bolsa Vitae 2003; Giga-Hertz-Preis 2007). Autor de mais de setenta obras em diversos gêneros musicais (orquestral, vocal, camerista, eletroacústico) e de cerca de dez livros (três dos quais publicados na Europa), é fundador e diretor do Studio PANaroma de Música Eletroacústica da UNESP, onde é professor titular.

Flo Menezes was born in São Paulo, in 1962. He studied composition at the University of Sao Paulo (USP) with Willy Corrêa de Oliveira and electroacoustic music with Hans Humpert at the Studio für elektronische Musik in Cologne (Germany). Menezes obtained a specialization diploma from the Centro di Sonologia Computazionale of Padua (Italy), and, in 1992, a PhD in Belgium with Henri Pousseur as his doctoral advisor. His award-winning thesis is regarding composer Luciano Berio. He was a student of P. Boulez (1988), L. Berio (1989), B. Ferneyhough (1995) and K. Stockhausen (1998); he was also Stockhausen’s teaching assistant in 1999 and 2001. Menezes has been awarded many important international and Brazilian awards in composition such as the UNESCO(1991), Trimalca (1993), Ars Electronica (1995), Luigi Russolo (1996), Sergio Motta (2002) prizes, the Vitae Scholarship (2003), and the Giga-Hertz-Preis (2007). Author of more than seventy compositions in various genres (orchestral, vocal, chamber music, and electroacoustic) and ten books (three of which were published in Europe), Menezes is the founder and director of Studio PANaroma of Electroacoustic Music of the State University of São Paulo (UNESP), where he is full professor.


APOLOGIA DOS ARQUÉTIPOS (1984) PRAISE OF ARCHETYPES (1984) Flo Menezes compôs Apologia dos Arquétipos aos 22 anos, quando trabalhava na elaboração de seu primeiro livro, Apoteose de Schoenberg. Naquele tempo, estava imerso nas obras de Johannes Brahms, Gustav Mahler, Alban Berg, Webern e Henri Pousseur. A peça evoca arquétipos harmônicos – acordes pregnantes, verdadeiras digitais sonoras – desses compositores e cria uma floresta trans-histórica de cores sonoras.. Uma analogia talvez seja esclarecedora: um quadro composto com os amarelos de Van Gogh, os vinhos de Chagall, os azuis de Miró… e ainda figurações de Klee, Picasso e Volpi. Todos esses elementos musicais são decompostos e depois recompostos, por um denso trabalho de escritura, numa obra original que é, a um só tempo, a apologia dos mestres e sua antropofágica devoração. “Brahmsiana” (3º mov.), por exemplo, coloca em cena uma exemplar direcionalidade paradoxal: começa soando um arquétipo de Brahms escrito à maneira de Webern e termina com um arquétipo weberniano recriado brahmsianamente.

Flo Menezes composed Praise of Archetypes at the age of 22 while he was working on the preparation of his first book, Apotheosis of Schoenberg. At that time, Menezes was immersed in the works of Johannes Brahms, Gustav Mahler, Alban Berg, Anton Webern and Henri Pousseur. This piece evokes harmonic archetypes – distinctive chords, true sound fingerprints – of these composers and creates a trans-historical forest of harmonic colours. An analogy may be enlightening: a painting composed with Van Gogh’s yellows, Chagall’s maroons, Miró’s blues... and figurations by Klee, Picasso and Volpi. All of these musical elements are decomposed and then recomposed, through dense writing, into an original opus, which functions at the same time as praise of the masters and of their cannibalistic cultural devouring. “Brahmsiana” (3rd mov.), for example, stages a paradoxical direction: it starts out sounding like a Brahms archetype but rewritten in a Webern style, and ends with a Webern archetype recreated in Brahms style.


Diversos procedimentos usados nessa peça de juventude serão desenvolvidos por Menezes em composições posteriores. São exemplos a fusão e refração dos timbres de contrabaixo e piano (1º mov.), a expansão e achatamento de perfis melódicos (2º mov.) e o uso de sutis desacelerações de andamento que exigem virtuosismo dos intérpretes para o casamento temporal dos instrumentos (6º mov.). A repetição literal do segundo movimento no quinto mostra mais um traço de releitura histórica: um hoje raro ritornello.

Various procedures used in this composition from his youth will be developed in later musical compositions. Examples of these are the fusion and refraction of the double bass and piano timbres (1st movement), the expansion and flattening of melodic profiles (2nd mvt.), and the use of subtle tempo decelerations, requiring virtuosity from the performers to match the rhythms of both instruments (6th mvt.). The literal repetition of the second movement in the fifth presents one more trace of historical reinterpretation: a kind of ritornello.


João Guilherme Ripper João Guilherme Ripper nasceu no Rio de Janeiro, em 1959. Estudou na UFRJ, onde lecionou e a qual dirigiu entre 1999 e 2003. Doutorou-se na Catholic University of America, EUA. Estudou regência orquestral na Universidad de Cuyo e no Teatro Colón, Argentina. Sua música é tocada em importantes salas no Brasil e exterior, com destaque para Kean University, University of Texas, Chelsea Music Festival e Universidade de Karlsruhe (Alemanha). Colabora com solistas, grupos e orquestras na criação de obras, como Concerto a Cinco (Quinteto Villa-Lobos), Olhos de Capitu (OSB), Desenredo e Cinco Canções de Vinicius de Moraes (Osesp). Destaca-se como compositor de ópera, sendo o autor de libreto e música de Domitila (2000), Anjo Negro (2003/2012), Piedade (2012), Onheama (2014, estreada no 18° Festival Internacional Amazonas de Ópera), e O Diletante (2014). É diretor da Sala Cecília Meireles e vice-presidente da Academia Brasileira de Música.

João Guilherme Ripper was born in Rio de Janeiro, in 1959. He studied at the Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ), where he later taught and was also the director from 1999 to 2003. He attained a PhD from the Catholic University of America, USA, and studied orchestral conducting at the University of Cuyo and the Colón Theater, Argentina. His music is played in important halls in Brazil and abroad such as the Kean University, the University of Texas, the Chelsea Music Festival and the University of Karlsruhe (Germany). Ripper collaborates with soloists, groups and orchestras in the composition of works such as the Concerto a Cinco (Villa-Lobos Quintet), Olhos de Capitu (OSB), Desenredo and Cinco Canções de Vinicius de Moraes (OSESP). He is a renowned opera composer, author of the libretto and music of Domitila (2000), Anjo Negro (2003/2012), Piedade (2012), Onheama (2014, premiered at the 18th Festival Internacional Amazonas de Ópera), and O Diletante (2014). He is the director of Sala Cecilia Meireles and vice president of the Brazilian Academy of Music.


CONCERTO A CINCO (2012)

CONCERTO IN FIVE (2012)

Sem que seja intenção deliberada do compositor, Concerto a Cinco inspira imagens, como a trilha sonora de um cinema imaginário. Isso talvez se deva ao fato de que João Guilherme Ripper tem se dedicado à ópera e sempre se associou à literatura e à música vocal. O concerto foi escrito por encomenda do Quinteto Villa-Lobos e ludicamente joga com a presença do número 5. Com os cinco sopros acompanhados por um quinteto de cordas, a instrumentação configura uma síntese camerista da orquestra sinfônica. “Villa” e “Lobos” são palavras de cinco letras e, além disso, há preponderância dos compassos de cinco tempos. Ripper percorre uma gama vasta de referências estéticas, desde as tradições clássicas europeias às populares, retomando uma conexão já estabelecida por Villa-Lobos. O primeiro movimento, em forma sonata, é leve, ágil e bem-humorado, com irrupções de cores inesperadas. O segundo, nas palavras do compositor, “que começa com uma passacaglia lenta, em compassos de cinco tempos, é contrapontístico e seresteiro”. O terceiro, um rondó-sonata, é o mais festivo, construído sobre o recorrente retorno do tema principal, em alternância com outros temas.

It was not the deliberate intention of the composer to do so, but Concerto a Cinco [Concerto in Five] strongly inspires images, like the soundtrack to an imaginary film. This might be due to the fact that João Guilherme Ripper has dedicated himself to opera and has always maintained throughout his work a connection to literature and vocal music. The concerto, a commission by the Villa-Lobos Quintet, uses the number 5 as a point of departure. With the five woodwinds accompanied by a string quintet, the instrumentation configures a chamber synthesis of a symphony orchestra. “Villa” and “Lobos” are both five-letter words and there is a preponderance of five-beat measures. The Concerto includes a wide range of aesthetic references, from European classical to folk, reiterating a connection formerly established by composer Heitor Villa-Lobos. The first movement, in sonata form, is light, agile and humorous, with outbursts of unexpected timbres. According to the composer, the second movement, “which begins with a slow passacaglia, in five-beats measures, is contrapuntal and seresteiro” [reference to seresta, a Brazilian popular genre].” The third movement, in sonata rondo form, is the most festive of all and is built on the recurrent main theme, alternating with other secondary themes.


CAMERATA LATINO-AMERICANA Simone Menezes

direção artística e regência | artistic director and conductor

Solistas Sarah Hornsby - flauta | flute Luís Afonso Montanha - clarinete | clarinet Peter Apps - oboé | oboe Ovanir Buosi - clarinete | clarinet José Costa Filho - trompa | French horn Matthew Taylor - fagote | bassoon Rogério Zaghi - piano | piano Ana de Oliveira - violino | violin Maria Fernanda Krug - violino | violin Amanda Martins - violino | violin Pedro Della Rolle - violino | violin Gabriel Marin - viola | viola Wallas Pena - viola | viola Raïff Dantas Barreto - violoncelo | cello Lars Hoefs - violoncelo | cello Thibault Delor - contrabaixo | doublebass

Dulce Maltez direção executiva | executive direction

A Camerata Latino-Americana é uma orquestra de câmara formada por solistas e que trabalha sob diversas formações. Criada em 2013, sua missão é divulgar a música de concerto brasileira e latino-americana por meio de interpretações originais que aliem a excelência musical com o conhecimento da história e a energia de cada composição. A Camerata tem um forte compromisso com a música de hoje e com o ecletismo. Neste primeiro álbum, procurou apresentar, de forma irreverente, um pouco da diversidade da composição contemporânea brasileira.

Camerata Latino Americana is a chamber orchestra made up of soloists who play together in diverse formations. Founded in 2013 in São Paulo, our aim is to promote concert music by Brazilian and Latin American composers through distinctive interpretations that combine musical excellence, historical knowledge, and the unique energy of each composition. The Camerata has a strong commitment to the music of today and to eclecticism. For this CD, our first, we have chosen to present a small and irreverent sample of the diversity of Brazilian contemporary composition.


Tirar mancha parede


Simone Menezes

direção artística e regência | artistic director and conductor Graduada com distinção em regência pela École de Musique de Paris, Simone Menezes foi aluna ainda de John Neschling, Colin Metters e Paavo Järvi. Começou sua carreira no Brasil como regente da Orquestra da Unicamp. Conduziu as principais orquestras brasileiras incluindo a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Desde 2012 é diretora musical da Camerata Latino Americana e dirige concertos regularmente na Sala São Paulo. Dedica-se a divulgação de compositores brasileiros tendo gravado 3 CDs e estreado mais de 20 obras. Dirigiu orquestras na França, Estados Unidos, Portugal e Leste Europeu e tem colaborado com Marin Alsop, Paavo Järvi, Thomas Adés, Claudio Cruz, entre outros. Simone Menezes graduated in conducting, with honours, from École de Musique de Paris. She has also been a student of John Neschling, Colin Metters and Paavo Järvi. In Brazil, she begun her career as a conductor with the Orchestra of Unicamp and has now conducted the main Brazilian orchestras, including the São Paulo Symphony Orchestra. Since 2012, Simone Menezes has been the musical director of Camerata Latino Americana and has conducted regularly at Sala São Paulo. She is dedicated to the promotion of Brazilian composers, having recorded 3 CDs and premiered over 20 works. She has directed orchestras in France, United States, Portugal and Eastern Europe and has collaborated with Marin Alsop, Paavo Järvi, Thomas Adés and Claudio Cruz, among others.


Sarah Hornsby flauta | flute

Sarah Hornsby é bacharel pela Universidade de Wisconsin e mestre em Performance Orquestral pela Manhattan School of Music. Realizou curso de aperfeiçoamento em Interpretação Hístorica na Frankfurt Hochschule. Ativa defensora de música nova, Sarah estreou várias obras de compositores contemporâneos em colaboração com grupos através dos Estados Unidos e Europa, como o Kammerensemble Neue Musik Berlin, o Ensemble Remix de Portugal e o Manhattan Contemporary Ensemble. Apresentou-se como recitalista nos Estados Unidos, Brasil e Alemanha e como solista em orquestras como Manhattan Chamber Sinfonia e Orquestra Sinfônica de Berlim. Atualmente tem atuado como professora na Escola de Música do Estado de São Paulo e na Universidade Estadual Paulista. Flutist Sarah Hornsby holds a Bachelor in Music from the University of Wisconsin and a Masters in Orchestral Performance from Manhattan School of Music in addition to a diploma in Historic Performance Practice from the Frankfurt Hochschule. An active proponent of new music, Sarah has premiered numerous works by contemporary composers in conjunction with such groups as the Kammerensemble Neue Musik Berlin, the Ensemble Remix - Portugal and the Manhattan Contemporary Ensemble. She has performed recitals throughout the United States, Germany and Brazil and has soloed with such orchestras as the Manhattan Virtuosi and the Berlin Symphony Orchestra. She is currently professor of flute at the São Paulo State Music School and the São Paulo State University.


Luís Afonso Montanha clarinete | clarinet

Luís Afonso Montanha foi por muitos anos o primeiro clarinetista da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. É integrante, como clarinetista e claronista, dos grupos: Sujeito a Guincho, duo com a pianista Karin Fernandes, Duo Clarones (com o prof. Henri Bok, Holanda), quarteto Tetralogia, quarteto de clarinetes Clarinetc..., Opus Brasil Ensemble e o grupo QuartaD. Doutor em Práticas interpretativas, desde 1992 é professor de clarinete no departamento de música da ECA/USP. Artista apoiado pela Selmer-Paris. Luís Afonso Montanha was the principal clarinet of the Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo for many years. He is an active member in many different chamber music groups, playing both clarinet and bass clarinet in the Sujeito a Guincho clarinet quintet, Duo Clarones (with professor Henri Bok, from the Netherlands), Tetralogia Quartet, Clarinetc…, Opus Brasil Ensemble, QuartaD group, and his duo with pianist Karin Fernandez. Montanha has served as clarinet professor in the music department of the Arts and Communications School of the University of Sao Paulo (ECA/USP) since 1992. He is supported by Selmer-Paris.


Peter Apps

Ovanir Buosi

Peter Apps é segundo oboé da Osesp. Nascido em Londres, Reino Unido, graduou-se no Trinity College London, tendo recebido o primeiro prêmio no Concurso da Academia para Músicos Instrumentistas. Foi vencedor do Insight Music Competition e recebeu o Anna Instone Memorial Awards. Realizou turnês pela Itália e Suíça com a Orquestra Sinfônica Sessione Senese, e pela França com a London Chamber Players. Concluiu mestrado pela Universidade de Massachusetts, EUA, com Frederic Cohen e participou dos festivais de Edimburgo, Chigiana e do New England Bach Festival.

Natural de Americana (SP), iniciou seus estudos aos 12 anos com Luis Afonso Montanha. Graduou-se pela UNESP na classe do professor Sérgio Burgani e continuou sua formação no Royal College of Music de Londres, onde estudou com o clarinetista Michael Collins. Como solista e camerista atuou com orquestras e grupos como a Southbank Sinfonia, Filarmônica de Belo Horizonte, Osesp, Quarteto Arianna, London Winds e Camerata Aberta. É professor da Academia da Osesp e convidado regular de festivais ao redor do Brasil, como o de Campos do Jordão e o Femusc. Desde 1997, é primeiro clarinetista da Osesp.

Peter Apps is the second oboe of the São Paulo Symphony. Born in London, UK, he graduated from Trinity College London, having received the first prize in the Academy’s Young Performers Award. He was the winner of the Insight Music Competition and received the Anna Instone Memorial Awards. Peter Apps toured Italy and Switzerland with the Orchestra of the Sessione Senese, and France with the London Chamber Players. He has a Masters degree from the University of Massachusetts (USA), alongside Frederic Cohen, and participated in the festivals of Edinburgh, Chigiana and the New England Bach Festival.

Ovanir Buosi began his studies when he was 12 years old with Luis Afonso Montanha. He graduated from the São Paulo State University in professor Sérgio Burgani’s class and continued his education at the Royal College of Music London, where he studied with clarinetist Michael Collins. As a solo and chamber performer, Ovanir has worked with the Southbank Symphony, Filarmônica de Belo Horizonte, São Paulo Symphony, Quarteto Arianna, London Winds and Camerata Aberta. He is professor at the Academy of the São Paulo Symphony and a regular guest in festivals all around Brazil. He has served as principal clarinetist of the São Paulo Symphony since 1997.

oboé | oboe

clarinete | clarinet


José Costa Filho

Matthew Taylor

José Costa Filho é trompista da Osesp e componente do Quinteto de Sopros de Curitiba, com o qual atua no Brasil e no exterior, gravou o CD Quinteto de Sopros de Curitiba e realizou recitais e gravações para a televisão ARD (Alemanha). Venceu o Concurso Jovens Solistas da Osesp. Além de atuar intensamente como concertista e desenvolve carreira como camerista. Recebeu o I Prêmio de Música de Câmara da Faculdade Santa Marcelina (Fasm). Atua também como trompista convidado em várias orquestras do Brasil e é professor em festivais e master classes.

Formado na Guildhall School of Drama, em Londres, e na Hochschule für Musik “Hanns Eisler”, em Berlim, Matthew Taylor é primeiro fagote da Sinfônica Municipal de São Paulo. Foi primeiro fagote da Stavanger Symphony Orchestra (Noruega) e coprimeiro fagote e membro fundador da orquestra do Hyogo Performing Arts Center (Japão). Tocou como primeiro fagote convidado nas orquestras Philharmonia, Royal Philharmonic, London Philharmonic, English National Opera, Malaysian Philharmonic e Sinfônica Brasileira. Trabalhou também com artistas como Lenine, Toquinho, Yamandu Costa e Sir Paul McCartney.

José Costa Filho is French hornist in the São Paulo Symphony and member of the Curitiba Winds Quintet, with whom he performs in Brazil and abroad. He recorded the CD Quinteto de Sopros de Curitiba and has participated in recitals and recordings for ARD television (Germany). He was the winner of the Osesp Young Soloists Competition and received the first prize at the Faculdade Santa Marcelina Chamber Music Competition. In addition, José Costa Filho has also developed a career as a chamber musician and as a guest professor in festivals and master classes.

Educated at the Guildhall School of Drama, London and at the Hochschule Für Musik “Hanns Eisler”, Berlin, Matthew Taylor is currently Principal Bassoon of the Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. He has held the positions of Principal Bassoon of the Stavanger Symphony Orchestra in Norway and Co-Principal Bassoon and founding member of the Hyogo Performing Arts Center orchestra in Japan. He has performed as guest Principal Bassoon with the Philharmonia, Royal Philharmonic, London Philharmonic, English National Opera, Malaysian Philharmonic and Orquestra Sinfônica Brasileira among many others. In addition to his orchestral activities he has worked with artists such as Lenine, Toquinho, Yamandu Costa and Sir Paul McCartney.

trompa | french horn

fagote | bassoon


Rogério Zaghi

Ana de Oliveira

Rogério Zaghi é um dos pianistas mais versáteis de sua geração. Como solista, esteve à frente das sinfônicas de Santo André, Ribeirão Preto e São Caetano do Sul. Como camerista, colaborou com Cláudio Cruz, Emmanuele Baldini, Johannes Gramsch, Dárcio Gianelli, Ricardo Barbosa, Jacques Mauger e Quarteto Quaternaglia. Com a Osesp, realizou gravações e concertos no Brasil e no exterior. Formado por Marisa Rosana Lacorte, foi laureado em vários concursos nacionais e sul-americanos. Gravou o CD solo Via Sacra e é mestre pela Unicamp. Desde 2012, é coordenador dos Programas Educacionais da Osesp.

Violinista brasileira graduada pela Staatliche Hochschule für Musik em Freiburg, Alemanha, como bolsita da Vitae e KAAD. Atuou como solista com orquestras europeias e como camerista em importantes festivais, entre eles os de Montreux (Suíça), La Villette (França) e Warschauer Herbst (Polônia). No Brasil desenvolve carreira diversificada e abrangente atuando como spalla e solista de diversas orquestras brasileiras (entre elas a OSB), líder de vários grupos de câmara e Coordenadora Pedagógica do Movimento MIMO. É violinista do Trio Puelli, com dois CDs gravados, Primma e 3 Américas.

Rogério Zaghi is one of the most versatile pianists of his generation, and has performed as soloist with a number of symphony orchestras. As a chamber musician, he has collaborated with Cláudio Cruz, Emmanuele Baldini, Dárcio Gianelli, Jacques Mauger and the Quaternaglia Quartet. Rogério Zaghi has performed in Brazil and abroad with the São Paulo Symphony Orchestra. A student of Marisa Rosana Lacorte, he is a prizewinner in several Brazilian and South American competitions. He recorded the CD Via Sacra and has served as pedagogical coordinator of the São Paulo Symphony since 2012.

Ana de Oliveira graduated from the Staatliche Hochschule für Musik, in Freiburg (Germany), as a Vitae and KAAD fellow. She performs as a soloist in Brazil and in Europe, was formerly concertmaster of the Brazilian Symphony Orchestra, and as a chamber musician has played in festivals like Montreux (Switzerland), La Villette (France) and Warschauer Herbst (Poland). She is the concertmaster of the Camerata Rio Strings, whose CD Fantasia Brasileira was nominated for a Grammy Award in 2005. Ana de Oliveira has been didactic coordinator of the Mostra Internacional de Música de Olinda (MIMO) since 2005.

piano | piano

violino I | violin I


Maria Fernanda Krug

Amanda Martins

Maria Fernanda Krug foi aluna de Elisa Fukuda e Evgenia Maria Popova. Recebeu duas vezes o primeiro prêmio no Concurso Jovens Instrumentistas do Brasil, em 1993 e 1995. Em 1999, recebeu o Prêmio Eleazar de Carvalho, estudou na Escola Superior de Musica de Colônia, Alemanha, e na Academia Walter Stauffer, em Cremona, Itália. Em 2001, ingressou na Orquestra Salzburg Chamber Soloists, participando de concertos na Áustria, Holanda, Itália, Líbano e Finlândia. Atualmente é concertino da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, além de conduzir ampla carreira como solista e camerista.

Violinista da Osesp desde 2014, Amanda Martins foi aluna de Klara Flieder no Mozarteum de Salzburgo (Áustria), de Márcia e Elisa Fukuda, Esdras Rodrigues, Arthur Huff e Fábio Nascimento. Participou de master classes com Leila Josefowicz, Pinchas Zukerman, Glenn Dicterow, Igor Ozim e Lukas Hagen. Integrou as orquestras Camerata Fukuda, Experimental de Repertório, Municipal de São Paulo, Sinfônica Brasileira e Camerata Salzburg. Foi spalla da Philharmonie Salzburg e da orquestra do Festival de Campos do Jordão (2011), quando recebeu o Prêmio Ayrton Pinto como instrumentista de destaque do festival.

Maria Fernanda Krug was a student of Elisa Fukuda and Evgenia Maria Popova. She won first prize in the Brazil Young Performers Contest in 1993 and 1995. In 1999, she received the Eleazar de Carvalho Award, studied at the Academy of Music in Cologne (Germany), and at the Walter Stauffer Academy in Cremona (Italy). In 2001, she joined the Orchestra Salzburg Chamber Soloists. In addition to her extensive career as a soloist and chamber musician, Maria Fernanda Krug is currently assistant concertmaster of the Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo.

Amanda Martins has worked as violinist in the São Paulo Symphony since 2014. She was a student of Klara Flieder at Mozarteum (Salzburg) and Marcia and Elisa Fukuda, Ezra Rodrigues, Arthur Huff and Fabio Nascimento. She has participated in violin master classes with Leila Josefowicz, Pinchas Zukerman, Glenn Dicterow, Igor Ozim and Lukas Hagen. She has been a member of several orchestras and served as concertmaster of the Philharmonie Salzburg. In 2011, Amanda Martins was concertmaster of the Campos do Jordão International Festival Orchestra and received the string instruments Ayrton Pinto Award.

violino I | violin I

violino II | violin II


Pedro Della Rolle

Gabriel Marin

Graduado pelo Trinity College de Londres e mestre pela USP, Pedro Della Rolle venceu diversos concursos, destacando-se em primeiro lugar no VII Concurso Nacional de Violino de Juiz de Fora, no III Concurso Nacional de Violino IBEU, melhor intérprete de música norte-americana, e o prêmio “Paulo Bosisio”. Na condição de spalla, atuou nas orquestras Sinfônica Paulista, de Cordas de Tatuí, Municipal de Campinas, Camerata Antiqua de Curitiba, Companhia de Ópera e Sinfônica de Vitória. Atualmente é violinista da Osusp e professor do Instituto Baccarelli, da Emesp e da EMJ de Jundiaí.

Violista do Quarteto Carlos Gomes e da Sinfônica da USP, Gabriel Marin possui extensa experiência na música orquestral e de câmara. Representou o Brasil na Orquestra Juvenil do Mercosul e Orquestra Jovem das Américas, em concertos nas principais salas de treze países do continente americano. Ganhou o Prêmio Eleazar de Carvalho no Festival de Campos do Jordão e aperfeiçoou-se na Academia de Música Carl Nielsen (Dinamarca). Foi violista da Sinfônica de Odense e participou do famoso Festival de Verbier (Suíça). Atualmente é professor de viola e música de câmara do Instituto Baccarelli.

Pedro Della Rolle graduated from Trinity College London and holds a Master degree from the University of Sao Paulo. He won first prize in several competitions, including the III Concurso Nacional de Violino IBEU – best American music performer. He has performed as concertmaster in orchestras like Sinfônica Paulista, Cordas de Tatuí, Municipal de Campinas, Sinfônica de Vitória, Camerata Antiqua and Companhia de Ópera. Pedro Della Rolle is currently a violinist in the University of São Paulo Symphony Orchestra and professor at the Instituto Baccarelli and the São Paulo State Music School.

Currently violist of the Carlos Gomes Quartet and the University of São Paulo Symphony Orchestra, Gabriel Marin has extensive experience in orchestral and chamber music. He has represented Brazil in the Mercosur Youth Orchestra and Youth Orchestra of the Americas, performing in the principal concert halls of thirteen countries across the continent. He won the Eleazar de Carvalho Award at the Campos do Jordão Festival, and studied at the Carl Nielsen Academy of Music (Denmark). He was also a violist in the Odense Symphony Orchestra and participated in the famous Verbier Festival (Switzerland).

violino II | violin II

viola I | viola I


Wallas Pena

Raïff Dantas Barreto

Wallas Pena foi um dos premiados no 2006 Lionel Tertis International Viola Competition. Venceu o 2005 Florida Music Teachers Association Strings Competition e, em 2003, o Prêmio Eleazar de Carvalho. Tocou de 2008 a 2012 na Osesp como músico convidado e atuou como solista à frente das orquestras Camerata da Experimental de Repertório, Filarmônica de São Caetano, Jovem do Estado, Britten e Osusp. Integrou orquestras internacionais como Jeunesses Musicales World Orchestra e Jovem das Américas. Em 2008, formou-se pela Lynn University Conservatory of Music, sob a orientação de Ralph Fielding.

Estudou com Nelson Campos na Paraíba e Enrico Contini em Parma, na Itália. Gravou diversos CDs, entre eles Sonatas de Brahms e Franck, com o pianista Álvaro Siviero, As três primeiras suítes para violoncelo solo de J.-S. Bach e o CD solo Miniaturas Brasileiras. Atuou como solista à frente de orquestras como a Sinfônica Municipal de São Paulo, Teatro Nacional de Brasília e a Cayuga Chamber Orchestra (EUA). Colabora com Toninho Ferragutti, André Mehmari, Arrigo Barnabé e Ulisses Rocha, além de intensa atividade como camerista. É o primeiro cello-solista do Theatro Municipal de São Paulo.

Wallas Pena was one of the winners at the 2006 Lionel Tertis International Viola Competition. He won the 2005 Florida Music Teachers Association Strings Competition and, in 2003, the Eleazar de Carvalho Award. From 2008 to 2012, Wallas Pena played in the São Paulo Symphony as a guest violist, and has played principal in several orchestras of São Paulo. He has played with such international orchestras as the Jeunesses Musicales World Orchestra and Youth Orchestra of the Americas. In 2008, Wallas Pena graduated from Lynn University Conservatory of Music under the guidance of Ralph Fielding.

Raïff Dantas Barreto studied with Nelson Campos in Paraíba (Brazil) and Enrico Contini in Parma (Italy). He has recorded several CDs, the most recent of which a solo CD featuring the first three suites by J.S. Bach. He has performed as a soloist in various orchestras such as the Sinfônica Nacional, Teatro Nacional de Brasília and Cayuga Chamber Orchestra (USA). Raïff Dantas Barreto collaborates with Toninho Ferragutti, André Mehmari, Arrigo Barnabé and Ulisses Rocha and performs extensively as a chamber musician. He is currently principal cellist of the Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo.

viola II | viola II

violoncelo I | cello I


Lars Hoefs

Thibault Delor

Lars Hoefs apresenta-se como solista e camerista na Europa e nos Estados Unidos. Em 2013, tornou-se professor de violoncelo e história da música na Unicamp. Desde a primeira vez que esteve no Brasil, apaixonou-se pela música de Villa-Lobos. Entre suas atividades recentes, destacam-se concertos e master classes na Polônia, apresentações do Concerto de Dvořák com a Orquestra Sinfônica de Sorocaba, e concertos e palestras sobre a música de Villa-Lobos em universidades e festivais nos EUA. Seu disco com obras de Villa-Lobos continua sendo um download popular no iTunes e Amazon.

Natural de Metz, França, e formado pelo Conservatório Superior de Música de Paris, Thibault Delor migrou para o Brasil em 1997, onde desenvolve projetos ligados à música brasileira. Atuou na Orquestra da Ópera de Paris de 1989 a 1993. Também nessa época, integrou a Orchestre de Contrebasses, sexteto de contrabaixos parisiense que realizou duas turnês pelo Brasil, em 1993 e 1995. Na França, participou da gravação de vários CDs. No Brasil tem mais de quatro CDs gravados e desenvolve intensa atividade pedagógica, atuando inclusive como professor em alguns dos principais festivais brasileiros.

Lars Hoefs performs as a soloist and chamber musician in Europe and in the United States. In 2013, he became a cello and music history professor at Unicamp. Since his first time in Brazil, Lars Hoefs fell in love with Villa-Lobos’s ˘ music. His recent activities include concerts and master classes in Poland, the

Born in Metz, France, and educated in the Conservatoire Supérieur de Musique de Paris, Thibault Delor migrated to Brazil in 1997, where he currently develops projects related to Brazilian music. He worked in the Orchestra of the Paris Opera from 1989 to 1993. Also at that time, he joined the Orchestre de Contrebasses, a Parisian doublebass sextet that carried out two tours in Brazil. In France, he participated in the recording of several CDs. In Brazil, he has more than four CDs recorded and is committed to various pedagogical activities in some of Brazil’s leading festivals.

violoncelo II | cello II

Dvorák Concerto performances with the Orquestra Sinfônica de Sorocaba, and concerts and lectures on Villa-Lobos’s music at universities and festivals in the US. His CD with works by Villa-Lobos remains a popular download on iTunes and Amazon.

contrabaixo | doublebass


SUÍTE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA

Editor Marcel Mariano Editor

Projeto Gráfico Marlos Brasil Graphic Design

Produção Executiva Dulce Maltez Executive Production

Assistente Executiva Monna Ricotta Executive Assistant

Texto Maurício Ayer Text

Revisão de Texto Inácio Silva Text Reviewing Tradução de Textos Sarah Hornsby English Version Cristina Toledano Maurício Ayer Imagens Athur Nobre Images Ilana Bessler Impressão RR Donnelley Printing

Gravação, Edição e Mixagem Alexandre Maiorino Recording, Editing and Mixing

Masterização Dimas Estúdio Mastering

Direção Musical Simone Menezes Musical Direction

Assistência de Produção Musical Gustavo Penha Musical Production Assistance

Produção Musical Flo Menezes de Apologia dos Arquétipos Musical Production for Praise of Archetypes

Produção Fonográfica Dulce Maltez Phonogram Production

Copyright © 2015 by Luste Editores Todos os direitos desta edição reservados à Luste Projetos Editoriais e Culturais Ltda. Rua Doutor Rubens Maragliano 171 Morumbi 05658-030 São Paulo SP Brasil www.lusteditores.com.br luste@lusteditores.com.br


Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Ayer, Maurício Suíte contemporânea brasileira / Maurício Ayer. São Paulo: Luste Editores, 2015. 1. Compositores - Brasil 2. Estilo musical 3. Música instrumental - Brasil I. Título. 15-01218

CDD-780.981 Índices para catálogo sistemático: 1. Brasil: Música contemporânea 780.981

1a edição 1st edition . São Paulo . Brasil . 2015 Esta obra foi publicada pela Luste Editores. Usou a tipologia Jenson Pro e Helvética e foi impressa sobre o papel couché fosco 150g/m2 This work published by Luste Editores. It was in the fonts Cronos Pro and printed on 150g/m2 couche matte paper

Gravado em outubro de 2014, no Dimas Studio e Auditório CPFL de Cultura, Campinas, São Paulo. Recorded at Dimas Studio and Auditório CPFL de Cultura, in Campinas, SP, Brazil, in October 2014.


1. Tango (Liduino Pitombeira)

flauta, oboé, clarinete, fagote, 2 violinos, viola, violoncelo e contrabaixo

8. Guttur (Alexandre Lunsqui) flauta solo

flute, oboe, clarinet, bassoon, 2 violins, viola, cello and doublebass

2. Dois Poemas de Annita C. (Silvio Ferraz) clarinete solo

solo flute

Apologia dos Arquétipos (Flo Menezes) contrabaixo e piano

solo clarinet

3. Quinteto de Sopros n. 2 (Rodrigo Lima) flauta, oboé, clarinete, trompa e fagote

flute, oboe, clarinet, French horn and bassoon

Suíte Hermética – homenagem a Hermeto Pascoal (Liduino Pitombeira) flauta, oboé, clarinete, trompa e fagote

flute, oboe, clarinet, French horn and bassoon

4. 5. 6. 7.

Conversando com Itiberê Incelença São João em Arapiraca Arrasta-pé

doublebass and piano

9. 10. 11. 12. 13. 14.

Klangfarbennoten? Intermezzo Brahmsiana Riverrun (Vorgefühls) Intermezzo Epifania

Concerto a Cinco (João Guilherme Ripper)

flauta, oboé, clarinete, trompa, fagote, 2 violinos, viola, violoncelo e contrabaixo

flute, oboe, clarinet, French horn, bassoon, 2 violins, viola, cello and doublebass

15. 16. 17.

Festivo Calmo Movido


Suíte Contemporânea Brasileira  
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