Page 1

ÓRGÃO MENSAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA PARA TODO O BRASIL • OUTUBRO DE 2016 • ANO 4 • Nº 37 • 15.000 EXEMPLARES • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA www.institutocairbarschutel.org – www.associacaochicoxavier.com.br

Os melhores presentes às crianças!

Foto: http://www.desicomments.com/dc3/03/228148/228148.jpg

Agostinho oferece lúcida e oportuna orientação. Página 8.

Araraquara recebe eventos importantes nos meses de outubro e novembro

Jornais e revistas: não deixe sobrar!

Com palestra e seminários programados, Alberto Almeida e Walter Oliveira Alves visitam a cidade neste mês, enquanto Haroldo Dutra Dias realiza seminário em novembro. Confira detalhes de cada evento.

Divulgação de periódicos e mensagens promove integração do movimento.

Páginas 7 e 12

Fechamento autorizado Pode ser aberto pela ECT

Página 6

Veja fotos do EAC 2016 – www.institutocairbarschutel.org


PÁGINA 2

Outubro de 2016

Editorial

Páginas retomadas

A

presente edição, no mês de aniversário de Kardec (03 de outubro), que nasceu em 1804 e aqui homenageado, retoma sua versão original de 12 páginas (reservando 16 páginas sempre que houver necessidade e oportunidade). Temos procurado meios e alternativas para manter a publicação em circulação gratuita, razão pela qual fizemos trégua em dois meses com 8 páginas e agora reduzimos a tiragem, para equilibrar os custos, razão pela qual contamos com o apoio de doações e patrocínios. Mas o trabalho continua, com entusiasmo e gratidão. Permanece nosso pedido da distribuição de mão em mão para evitar acúmulos de exemplares parados. Desfrute dessa rica edição, pois o compromisso é inalterável: a divulgação espírita, a integração noticiosa para o movimento mantido pelo ideal comum e o estímulo permanente para o público em geral. Eventos importantes em outubro estão nas páginas desta edição para você se programar. E lúcidas abordagens aguardam sua leitura. Bom proveito! Ajude-nos na distribuição. r

Kardec – educador da humanidade 3 de outubro lembra nascimento do Codificador. Umberto Amarildo de Freitas

A

llan Kardec nasceu na cidade de Lyon, na França, a 3 de outubro de 1804, recebendo o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail. Allan Kardec foi o pseudônimo adotado a partir da publicação de O Livro dos Espíritos, em 1857. Seu pai se chamava Jean Baptiste Antoine Rivail. e sua mãe, Jeanne Louise Duhamel.

na Alemanha. Muitíssimas vezes, quando Pestalozzi era chamado pelos governos, para fundar institutos semelhantes aos de Yverdun, confiava a Denizard Rivail o encargo de o substituir na direção da sua escola. Linguista insigne, conhecia a fundo e falava corretamente o alemão, o inglês, o italiano e o espanhol; conhecia também o holandês, e podia

O professor Rivail fez em Lion os seus primeiros estudos e completou em seguida a sua bagagem escolar em Yverdun, na Suíça, com o célebre professor Pestalozzi, de quem cedo se tornou um dos mais eminentes discípulos, colaborador inteligente e dedicado. Aplicou-se, de todo o coração, à propaganda do sistema de educação que exerceu tão grande influência sobre a reforma dos estudos na França e

facilmente exprimir-se nesse idioma. Membro de várias sociedades sábias, notadamente da Academia Real de Arras, foi autor de numerosas obras de educação. Além das obras didáticas, Rivail também fazia contabilidade de casas comerciais, passando então a ter uma vida tranquila em termos monetários. Seu nome era conhecido e respeitado, e muitas de suas obras foram adotadas pela Universidade de França. No mundo literário, conhece a culta professora Amélia Gabrielle Boudet, com quem contrai matrimônio no dia 06 de fevereiro de 1832. O educador Allan Kardec era o educador por excelência. Além das obras que publicou, traduziu várias outras. O seu desprendimento por dinheiro, o seu desinteresse pelas coisas materiais, a sua dedicação ao ensino e o

seu amor ao bem levaram-no a dar aulas gratuitas, em sua própria casa. Além da sua obra científica e literária, há que acrescentar as da Codificação Espírita, que vinham abrir um caminho novo no campo da Filosofia, com o lançamento de O Livro dos Espíritos, além da fundação da Revista Espírita e da Soc. Parisiense de Estudos Espíritas. Pelo seu profundo e inexcedível amor ao bem e à verdade, Allan Kardec edificou para todo o sempre o maior monumento de sabedoria que a Humanidade poderia ambicionar, desvendando os grandes mistérios da vida, do destino e da dor, pela compreensão racional e positiva das múltiplas existências, tudo à luz meridiana dos postulados do Cristianismo. A codificação da Doutrina Espírita colocou Kardec na galeria dos grandes missionários e benfeitores da Humanidade. A sua obra é um acontecimento tão extraordinário como a Revolução Francesa. Esta, estabeleceu os direitos do homem dentro da sociedade; aquela, instituiu os liames do homem com o universo, deu-lhe as chaves dos mistérios que assoberbavam os homens, dentre eles o problema da chamada morte, os quais até então não haviam sido equacionados pelas religiões. A missão do mestre, como havia sido prognosticada pelo Espírito da Verdade, era de escolhos e perigos, pois ela não seria apenas de codificar, mas principalmente de abalar e transformar a Humanidade. A missão foi-lhe tão árdua que, em nota de 1º de janeiro de 1867, Kardec referia-se às ingratidões de amigos, a ódios de inimigos, a injúrias e a calúnias de elementos fanatizados. Entretanto, ele jamais esmoreceu diante da tarefa. r


PÁGINA 3

Outubro de 2016

A Formação do Educador Espírita Eis uma tarefa inadiável. Marcus De Mario

marcusdemario@gmail.com

J

á vai longe o tempo em que para ser um evangelizador espírita da infância bastava ter boa vontade e se apresentar para o serviço. Também já vai longe a época em que se dizia das “aulinhas de moral cristã” para as crianças, onde prevalecia a contação de história, o pintar, recortar e colar, Não é mais compatível com a dinâmica do processo educacional a postura do evangelizador que ensina e do evangelizando que aprende. O evangelizador deve ser um orientador e facilitador desse processo, e o evangelizando um participante ativo, construtor de si mesmo e dos conhecimentos. Para que tenhamos um processo dinâmico, contemplando o desenvolvimento harmônico do cognitivo e do emocional da criança, que é um espírito reencarnado, cabe ao evangelizador espírita, que preferimos chamar de educador espírita, desconstruir em si mesmo velhos paradigmas, antigos conceitos, reavaliando posturas, para implementar um novo olhar sobre a educação com a doutrina espírita, assim trabalhando com criatividade, dinâmica, e permitindo aos

educandos ampla participação no processo de desenvolvimento intelectual, moral e espiritual que, na verdade, é deles mesmos. O ensinar deve ser substituído pelo orientar, pelo facilitar, pelo estimular, pelo incentivar, colocando os

Além de leituras de pilares da educação não espíritas, deve mergulhar em autores espíritas como Herculano Pires, Dora Incontri, Lúcia Moysés, Walter Oliveira Alves, Ney Lobo, Heloísa Pires, Sandra Borba entre outros autores de relevância,

educandos em trabalho de pesquisa, através de projetos, levando em conta os interesses que demonstram, o que querem aprender. Para isso, primeiro o educador espírita precisa ter uma boa base teórica, pois sem estudar, sem compreender o próprio processo educacional, não terá como trabalhar de forma mais pedagógica.

todos educadores espíritas com ampla visão sobre a realidade espiritual do ser e da vida. Se o estudo teórico é muito importante, e deve ter continuidade sempre, não é, por si só, suficiente. O educador espírita deve também procurar conhecer as diversas experiências pedagógicas espíritas existentes nos centros espíritas, para enriquecer-se de exemplos, de caminhos

Para você Marcus De Mario é palestrante, consultor, educador e escritor. Desenvolve o Projeto Educação do Espírito, para os centros espíritas. Recentes lançamentos literários: Educação com o Cristo (Feego) e Um Hino de Amor Eterno – Jesus e o Evangelho (Novo Ser). Seu trabalho, e contato para palestras e seminários/treinamentos, pode ser conhecido em www.marcusdemario.wix.com/marcusdemario.

possíveis. Para isso nada melhor do que participar de seminários, encontros, treinamentos que o movimento espírita prodigaliza anualmente por todo o país. E com a ferramenta da Internet, tudo fica mais facilitado, pois podemos fazer buscas e interagir através das redes sociais. Destaquemos a questão da desconstrução, que já citamos. Desconstruir é estar aberto a novas ideias, a novos projetos, a novas experiências. É permitir-se acreditar no novo. É estar aberto a posturas pedagógicas diferenciadas. É não ficar estabelecido numa zona de conforto, reproduzindo um determinado aprendizado, um determinado modelo por todo o tempo. É estar pronto para refazer, para trocar experiências, para permitir que os educandos façam parte ativa do processo, colocando para fora todo seu potencial. Finalmente, temos que destacar a importante questão da autoeducação, pois o exemplo do educador espírita, muito mais do que possa ensinar, é a chave da educação moral do ser imortal, pois muito mais do que palavras e conteúdos, é o exemplo que arrasta, que cala fundo na alma infantil. Os centros espíritas, e o movimento espírita de uma forma geral, precisam compreender que a formação dos educadores espíritas é tarefa inadiável, e que a sua não realização de forma continuada e dinâmica, acarreta graves prejuízos à formação das novas gerações de espíritos, encarregados de regenerar a humanidade. r

EAC 2017 O Encontro Anual Cairbar Schutel já definiu data e tema central para 2017 Data: 23 de 24 de setembro. Tema central: “EDUCAÇÃO”, com detalhes e foco a serem definidos ainda.


PÁGINA 4

Outubro de 2016

O espírita principiante É preciso compreender a proposta. Marildo Campos Brito 36odliram@gmail.com

A

té onde podemos chegar? Descreve-nos Allan Kardec no parágrafo inicial da introdução de O Livro dos Espíritos que – Para coisas novas são necessárias palavras novas [...] Assim como qualquer outra ciência ou doutrina que procure adequar novos termos técnicos ou nomenclaturas para melhor ser inteligível, evitando ambiguidades, o Espiritismo a seu turno como ciência que trata da natureza, da origem e da destinação dos Espíritos, e das suas relações com o mundo corporal¹, não poderia furtar-se de empregar uma nova acepção ou neologismo aos seus adeptos, quando então, o influente educador e codificador do Espiritismo Hippolyte Léon Denizard Rivail denominou sob o nome de Espírita todo aquele que estuda os seus princípios e fundamentos de forma regular ou metódica. Como ciência e filosofia eminentemente Espiritualista, abordando igualmente suas consequências religiosas sob a égide

do evangelho de Jesus Cristo e de seus prepostos Espíritos superiores, o Espiritismo como terceira revelação e anunciado como o Consolador Prometido,

se coloca como uma das forças vivas da natureza com suas leis irrevogáveis e irrefutáveis. Por-

tanto, todo aquele que se interessa em conhecer, estudar, pesquisar e aprofundar-se na doutrina espírita, deverá estar persuadido de que não se trata de uma crença vulgar, que deva ser tomado como objeto de especulação, passa tempo ou curiosidade, donde, não se aprende senão com seriedade com continuados e perseverantes esforços. É comum observamos nos centros espíritas, onde se administram regularmente cursos de atividades doutrinárias e beneficentes, neófitos que motivados pela ânsia de aprenderem com o ensejo de servirem, mostrarem-se a princípio o que é natural, vislumbrados e ávidos diante do que veem e abraçam, sem aperceberem-se da dimensão e da responsabilidade com que a doutrina espírita nos convoca, expondo-nos ao seu fiel e ideal compromisso. Assim, deparando-se ante seus profusos e didáticos ensinamentos enriquecedores, exigindo-lhes cotas de dedicação para seu autoconhecimento e iluminação, muitos

quando tangidos pelo habitual comodismo, se arrefecem ou atemorizam-se ainda que diante da menor ou da única tentativa. Um conceituado orador e escritor espírita disse certa vez – “Espiritismo não é pra quem quer, é pra quem aguenta”. Sem uma prévia analise e interpretação de nossa parte, tal afirmação sem dúvida, se revestirá com toda a aparência de arrogância e prepotência. Mas não é esse o pensamento; pelo contrário, objetiva despertar e conscientizar todo aquele que esteja imbuído das melhores e mais nobres intenções, de instruir-se e colocar-se no exercício da pratica do amor e da caridade ao próximo, consoante o que o Espiritismo nos oferece e representa de mais valoroso em nossas vidas, convidando-nos amorosamente, a não recuarmos ou desertarmos diante da primeira ocasião ou dificuldade que surgi-nos como imperativa necessidade de crescimento moral e espiritual. Tal é o papel desta consoladora e abençoada doutrina que Allan Kardec nos exorta – Espíritas! amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos eis o segundo. E como trabalhadores da ultima hora, possam também ser aplicadas as palavras de Jesus – Os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos, porque há muitos chamados e poucos os escolhidos². r 1. KARDEC, Allan. O que é o Espiritismo. 2. KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XX. IDE.


PÁGINA 5

Outubro de 2016

Paz, amor e vida Felizes, pois, os que buscam amar como Cristo ama! Artur Valadares

arturvaladares@gmail.com

“P

ara ganhar a paz, toma o amor ao próximo por legenda da própria vida” 1 , nos orienta Emmanuel. De fato, refl etindo sobre a paz com o Cristo, naturalmente concluímos que a legítima paz cristã é o resultado de um coração plenamente entregue ao amor. Não o amor como geralmente ainda o concebemos, eivado de egoísmo e possessividade, mas o amor doação apresentado por Jesus, sempre capaz de renunciar e se sacrificar pelos seres amados e cuja proposta e sobretudo a vivência eram até então desconhecidas. Para melhor entendê-lo, atentemos para a fala de Jesus à mulher samaritana: “Todo aquele que bebe desta água terá sede novamente. Mas, quem beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede; ao contrário, a água que eu lhe der se tornará, nele, uma fonte de água jorrando para a vida eterna”2. O Cristo nos diz aqui que há um elemento tão essencial à vida espiritual quanto a água o é para a vida física e que existe um outro tipo de sede, ainda mais fundamental, que não pode ser saciada por nada de ordem material. É a sede de amor. Numa civilização marcada por desertos e paisagens áridas, a água, como nunca, era um símbolo de vida e fertilidade, felicidade e esperança. Por isso foi utilizada por Jesus como analogia para o amor. Para nossas almas, ainda ressequidas pela escassez de virtudes e sentimentos nobres, a água viva do amor é o elemento capaz de

trazer vida e fertilidade aos nossos Espíritos, felicidade e esperança aos nossos caminhos. Mas é importante notar que essa sede é saciada não somente pelo amor que recebemos, mas sobretudo pela capacidade que desenvolvemos de amar. Afinal, se a experiência de receber o amor é tão marcante, como não será a de amar, tornando-nos receptáculos vivos do amor? Eis porque Jesus nos diz que a água que recebermos dEle, em seu Evangelho de amor, deverá se transformar em nós numa fonte a jorrar para a eternidade. Os sábios judeus ilustram isso com um exemplo interessante: Israel tem dois “mares”, ambos alimentados pelo mesmo rio, o Jordão. O mar da Galileia é altamente fértil e abundante em vida, e o mar Morto, como o próprio nome diz, estéril. O que os diferencia? Bem, enquanto o mar da Galileia recebe as águas do Jordão ao norte e as libera ao sul, deixando que sigam seu caminho levando vida às paisagens agrestes de Israel, o mar Morto recebe essas mesmas águas e as conserva para si. Eis então, dizem os sábios, a lição: a vida está na capacidade de se doar. Assim também conosco. Todos recebemos, diariamente, um rio de bênçãos do Alto. Se o deixamos fluir, através do amor ao próximo que venhamos a exercitar, nossa vida espiritual será fecunda. O mesmo, porém, não acontece quando nos cristalizamos no egoísmo, cerrando as comportas do coração às bênçãos divinas.

Em seu primeiro encontro com Jesus, Maria Madalena lhe perguntou: “Só o amor pelo sacrifício poderá saciar a sede do coração?”, ao que Ele respondeu: “Somente o sacrifício contém o divino mistério da vida. Viver bem é saber imolar-se”3. Desse modo, podemos compreender São Vicente de Paulo quando nos diz: “Toda a eterna felicidade se contém neste preceito: ‘Amai-vos

uns aos outros’”4. Felizes, pois, os que buscam amar como Cristo ama! Terão encontrado, em si mesmos, a fonte eterna da paz e da vida. r

1. XAVIER, F. C. Pelo Espírito Emmanuel. Urgência. Cap. “Ama servindo”. 2. (João, 4:13-14). 3. XAVIER, F. C. Pelo Espírito Humberto de Campos. Boa Nova. Cap. 20, “Maria de Magdala”. 4. KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 13, it. 12.


Outubro de 2016

PÁGINA 6

Não deixe sobrar! Público precisa de estímulos para ler e se integrar. Orson Peter Carrara

orsonpeter92@gmail.com

V

ejo com tristeza acúmulo de jornais, revistas, marcadores e mesmo mensagens avulsas em mesas, cantos e balcões.

Embora seja hábito comum a distribuição dos volantes avulsos com as preciosas mensagens dos benfeitores espirituais, é marcante que nos

dediquemos também à distribuição das demais publicações como jornais, revistas e boletins impressos. Com um detalhe marcante: colocar de mão em mão, destacar alguém para distribuir também os jornais e revistas na chegada ou saída dos frequentadores. Deixá-los para retirada espontânea não surte efeito, porque são poucas as pessoas que têm essa iniciativa. Por outro lado, ideal mesmo que se comente conteúdos das publicações. Muito esforço é feito por muita gente para que uma publicação circule, considerando as pesquisas, logística, tempo e custos envolvidos. E mais: devemos considerar os benefícios de uma publicação que chega às mãos e à

residência da pessoa. Não sabemos que tipo de identificação emocional e espiritual ali se dará entre o leitor e o conteúdo que lhe chega. Os jornais e revistas, além das matérias doutrinárias de reflexão, mensagens curtas e motivadoras, ainda promove a integração do movimento. E se comentarmos, então, utilizando no máximo 1 ou 2 minutos para destacar alguma matéria de interesse geral, isso trará ainda mais benefícios para todos. Não permita acúmulos de material impresso, distribua a mão cheias esse esforço conjugado ao trabalho dos espíritos que contam com a iniciativa e o trabalho dos encarnados! Obrigado, leitor, pelo que fizer. r


Haroldo Dutra em Araraquara (SP)

Inscrições exclusivamente pelo site www.institutocairbarschutel.org. Serão abertas no dia 10 de outubro, com limitação de vagas.

TV Mundo Maior em Araraquara (SP)

No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, entrou no ar em Araraquara a TV MUNDO MAIOR. Sintonize pelo canal 36 UHF.


PÁGINA 8

Outubro de 2016

Os melhores presentes às crianças Frase é marcante na orientação aos pais Ângela Moraes

S

angelafmd@gmail.com

anto Agostinho resume de forma brilhante o que de melhor os pais podem oferecer a seus filhos: condições para que eles sejam felizes. De que maneira? “Ensinai aos vossos f ilhos que eles estão na Terra para se aperfeiçoarem, amarem e bendizerem!” (O Evangelho Segundo o Espiritismo - no Cap. XIV) Quanta sabedoria! Analisemos: “Ensinai” Ensinar é um ato de amor. Demanda bondade, paciência, perseverança, humildade... aquele que ensina não tem controle sobre aquele que aprende! Talvez precise ensinar mil vezes a mesma lição, talvez de mil modos diferentes, talvez peça ajuda a outrem, talvez desenhe... e talvez tenha de começar tudo de novo, porque cada

com paciência e bondade, com menos cobrança e mais incentivos. “... estão na Terra...” ... por um curto tempo, em sua trajetória espiritual de ascensão para Deus. Aqui, nada lhes pertence – pais, filhos, bens, pessoas – a não ser as virtudes que adquirirem, e o bem que efetivamente espalharem pelo caminho. Ensinar aos filhos que a verdadeira vida é a espiritual é fecundar-lhes a esperança, a fé e a caridade – três virtudes fundamentais para sustentá-los durante as fases de agruras do mundo físico. “... para SE aperfeiçoarem...” ... porque ninguém fará isso por eles, muito menos os pais! Para isso, o melhor presente que se pode oferecer chama-se protagonismo, ou seja, permitir que tomem decisões e

filho tem o seu tempo, entendimento, história pregressa em sua trajetória imortal, recheada de vivências boas e ruins, traumas e virtudes. Ensinar é semear, sabendo que nem sempre o solo estará propício e o tempo da germinação não lhe pertence... Enfim, presentear os filhos com o respeito ao seu próprio tempo,

arquem com as consequências delas, aprendendo com seus próprios erros, ou inspirando-se nos exemplos positivos que recebe dos pais e pessoas que influenciam sua vivência afetivamente. Cabe aqui um presentinho extra com caráter profundamente transformador: o elogio às decisões corretas, um reforço positivo que

lança luz ao caminho escuro que eles trilham vacilantes. “... se amarem...” O aprendizado do amor próprio passa obrigatoriamente pelo perdão e pela aceitação. Eles só saberão perdoar-se e aceitarem-se como são se se sentirem seguros e amados, não importem as decisões erradas que tomem. Diz a reflexão teológica: Deus ama o pecador, não o pecado. Assim também os pais podem presentear seus filhos com o amor que apoia, que ajuda a recolher os cacos,

que segura na mão pra levantaremse depois de quedas que escolheram ou se deixaram arrastar. “... bendizerem...” A gratidão é o sentimento do homem que reconhece as bênçãos que recebe. Como é da natureza humana, não saberemos valorizar o Majestoso se, antes, não enxergarmos os pequenos acontecimentos. E como Deus ajuda o homem pelo homem, presenteemos nossos filhos com o ensinamento de gratidão aos seus colegas do dia a dia, ao papai que lhe trouxe um doce, à mamãe que preparou seu prato favorito, ao irmão que guardou o brinquedo por ele... se ele interiorizar essa prática, terá presenteado seu filho com a capacidade de enxergar a Deus. Existem presentes mais valiosos?r

A criança Emmanuel – Chico Xavier Levantará o homem o próprio ninho à plena altura, estagiando no topo dos gigantescos edifícios de cimento armado… Escalará o fastígio da ciência, povoando o espaço de ondas múltiplas, incessantemente convertidas em mensagens de som e cor. Voará em palácios aéreos, cruzando os céus com a rapidez do raio… Elevar-se-á sobre torres poderosas, estudando a natureza e movimento dos astros… Erguer-se-á, vitorioso, ao cimo da cultura intelectual, especulando sobre a essência do Universo… Entretanto, se não descer, repleto de amor, para auxiliar a criança, no chão do mundo, debalde esperará pela Humanidade melhor. Na infância, surge, renovado, o germe da perfeição, tanto quanto na alvorada recomeça o fulgor do dia. Estende os braços generosos e ampara os pequeninos que te rodeiam. Livra-os, hoje, da ignorância e da penúria, da preguiça e da crueldade, para que, amanhã, saibam livrar-se do crime e do sofrimento. Filha de tua carne ou rebento do lar alheio, cada criança é vida de tua vida. Aprende a descer para ajudá-la, como Jesus desceu até nós para redimir-nos. Sem a recuperação da infância para a glória do bem, todo o progresso humano continuará oscilando nos espinheiros da ilusão e do mal. Não duvides que, ao pé de cada berço, Deus nos permite encontrar o próprio futuro. De nós depende fazê-lo trilho perigoso para a descida à sombra ou estrada sublime para ascensão à luz. (Do livro “Taça de Luz” (Espíritos Diversos), de Francisco Cândido Xavier)


PÁGINA 9

Outubro de 2016

ILDEB realizou Mostra Histórica sobre Chico Xavier Evento teve apoio da USE local e da Casa dos Espíritas, em Lins (SP). Redação

institutocairbarschutel@gmail.com

O

Instituto Linense de Divulgação Espírita Euripedes Barsanulfo realizou a 1ª. Exposição da História e Obras de Chico Xavier, com

o médium, além 40 anexos de seu apostolado mediúnico. A mostra, inclusive com venda de títulos da psicografia do médium, funcionou em horário

palestra sobre o homenageado, no domingo 26 de junho na Casa dos Espíritas, às 20h, de Orson Peter Carrara, inclusive com lançamento do livro Diante da Vida com Chico Xavier, e mostra com 35 cartazes temáticos sobre

comercial à rua 15 de novembro, 134 no centro da cidade, durante o período de 27/junho a 02 de julho. A iniciativa homenageou, com grande destaque, o legado do médium, especialmente com fotos e registros históricos. r


PÁGINA 10

Outubro de 2016

Tesouro em Português II Nada é dispensável em Emmanuel. Denise Lino

deniselinoaraujo@gmail.com

E

m artigo anterior escrito para este periódico, sobre a obra de Emmanuel relativa à exegese de O Novo Testamento, prometemos aos leitores voltar ao tema, apresentando a estrutura dos comentários desse benfeitor espiritual. Para tal, é importante lembrar que esses comentários, enfeixados na Coleção Evangelho por Emmanuel, publicada pela FEB, obedecem a um padrão: título formado por um sintagma nominal, isto é, substantivo sozinho ou acompanhado de adjetivo; epígrafe composta por um versículo do NT; e comentário sobre esse versículo. Quanto à estrutura, os estudos que fizemos apontam quatro ou cinco seções retóricas por comentário, tais como: contextualização, contraposição, exemplificação, aplicação da mensagem de Jesus. É o que podemos ver no capítulo 24 do livro Pão Nosso, no qual o venerando evangelizador discorre sobre o versículo 17 do Cap 15 do Evangelho de Lucas e de forma muito apropriada intitula-a Filhos Pródigos. A contextualização do texto é feita através da apresentação da situação do personagem referida no título – o filho pródigo. Como se poderá constatar, consultando o capítulo, o benfeitor lembra que a imagem comum relativa a esse personagem é a de um dissipador de “possibilidades materiais nos festins do mundo”. E faz isso em um único período com precisa informação. Na sequência, vem a etapa da contraposição ao senso comum, que é uma característica do raciocínio arguto de Emmanuel. Essa

seção é linguisticamente marcada pela presença de conjunção adversativa, cuja função é de fato estabelecer uma “reviravolta” no texto, apontando para a informação mais relevante, que é a que se segue a esse elemento de coesão. No caso em pauta, há a elegante condução

Essas duas etapas iniciais do comentário são de fundamental importância para sua estruturação e para nossa leitura. Juntas compõem a introdução dos textos e já estabelecem, com a oração adversativa, a transição para o desenvolvimento, sinalizando a tese defendida na se-

do evangelizador a ampliar os horizontes, indicando que “os filhos pródigos acomodam-se em todos os campos da atividade humana, resvalando de posições diversas.”

quência. E, assim, nos socorrem na construção de um raciocínio novo, pois, partem do que é conhecido, no caso em discussão o senso comum relativo à imagem do personagem,

e nos conduzem a um raciocínio novo a partir da contraposição. Em grande parte dos comentários, o desenvolvimento do texto se faz através de uma seção de exemplificação. É o que se dá no texto em pauta. Essa seção tem a função de demonstrar que o raciocínio iniciado na seção precedente agora é demonstrado. A função é fazer compreender o que foi indiciado. No caso em tela, a partir dos exemplos, passamos a identificar outras fontes de prodigalidade. A conclusão dos comentários, quase sempre, é feita com a seção que denominamos aplicação da mensagem de Jesus aos nossos dias. Nela, em geral, revela-se também a tese do autor, o conselho ou advertência que nos quer passar. No texto que temos como referência, o nobre mentor nos leva a concluir que filho pródigo não é apenas aquele da primeira parte da parábola contada por Lucas, mas sim, muitos dos que estão na Terra hoje, dissipando fortunas diversas e à semelhança do personagem repetem a aflitiva lamentação da fome de paz. Por fim, cabe dizer que nos comentários de Emmanuel nada é dispensável, em todos os recursos há uma intenção e uma lição. Por isso, a atenção deve se voltar também para a pontuação e para os plurais, como o do título da mensagem referida que faz todo sentido com a tese exarada na conclusão. As seções que apresentamos dão uma ideia da riqueza de retórica de Emmanuel. Além das que foram descritas, várias outras seções já foram identificadas, como: jogo de oposições, comparação conosco, conselhos, perguntas retóricas, análise psicológica das personagens, exposição de opinião. Apresentá-las, porém, é matéria para um trabalho de maior fôlego. Enquanto este não vem a público, sugerimos ao leitor apreciar o inestimável tesouro que tem em mãos. r


PÁGINA 11

Outubro de 2016

Espíritos mal intencionados O mal é dar como sérias coisas que chocam o bom senso, a razão e as conveniências. Andres Gustavo Arruda andres.gustavo57@hotmail.com

C

om a doutrina espírita, notadamente a partir da leitura d’O Livro dos Espíritos e d’O Livro dos Médiuns, aprendemos que há gradações entre os desencarnados, no que concerne ao grau de conhecimento e desenvolvimento moral. Desta forma, há, também, entre os Espíritos – tal como ocorre entre os encarnados –, os que são ignorantes, facetos, astutos, macambúzios, insurreitos, e, por outro lado, os que são nobres, benevolentes, sábios, moralizados. Assim, em toda comunicação mediúnica, há de se considerar a linguagem do comunicante, para se averiguar o nível de evolução dele, e se, portanto, pode-se dar crédito à mensagem recebida. Atualmente, temos observado publicações a mancheias de obras mediúnicas descompromissadas com a pulcritude doutrinária. Sobre essas publicações, Kardec assim se exprimiu, na Revista Espírita de Novembro de 1859: “Com as comunicações de certos Espíritos, do mesmo modo que com o discurso de certos homens, poderíamos fazer uma coletânea muito pouco edificante. Temos sob os olhos uma cuja leitura, podemos dizer, uma mãe não recomendaria à filha. Eis a razão por que não a recomendamos aos nossos leitores. Há pessoas que acham engraçado e divertido. Que se deliciem na intimidade, mas que o guardem para si mesmas. O que é ainda menos concebível é se vangloriarem de obter comunicações indecorosas; é sempre indício de simpatias que não podem ser motivo de vaidade. [...] Ao lado dessas comunicações francamente

más, e que chocam qualquer olvido delicado, outras há que são simplesmente triviais ou ridículas. Haverá inconveniente em publicá-las? Se forem dadas pelo que valem, serão apenas impróprias; se o forem como estudo do gênero, com as devidas precauções, os comentários e os corretivos necessários, poderão mesmo ser instrutivas, naquilo que contribuírem para tornar conhecido o mundo espírita em todos os seus aspectos; [...] o mal é dar como sérias coisas que chocam o bomsenso, a razão e as conveniências. Neste caso, o perigo é maior do que se pensa. Em primeiro lugar, essas publicações têm o inconveniente de induzir em erro as pessoas que não estão em condições de aprofundá-las nem de discernir o verdadeiro do falso, especialmente numa questão tão nova como o Espiritismo. Em segundo lugar, são armas fornecidas aos adversários, que não perdem tempo em tirar desse fato argumentos contra a alta moralidade do ensino espírita; porque, insistimos, o mal está em considerar como sérias coisas que constituem notórios absurdos. [...] Os Espíritos vão aonde acham simpatia e onde sabem

que serão ouvidos. As comunicações grosseiras e inconvenientes, ou simplesmente falsas, absurdas e ridículas, não podem emanar senão de Espíritos inferiores: o simples bom-senso o indica. Esses Espíritos fazem o que fazem os homens que são ouvidos complacentemente:

ligam-se àqueles que admiram as suas tolices e, frequentemente, se apoderam deles e os dominam a ponto de os fascinar e subjugar. A importância que, pela publicidade, é concedida às suas comunicações, os atrai, excita e encoraja. O único e verdadeiro meio de os afastar é provar-lhes que não nos deixamos enganar, rejeitando impiedosamente, como apócrifo e suspeito, tudo que não for racional, tudo que desmentir a superioridade que se atribui ao Espírito que se manifesta e de cujo nome ele se reveste. Quando, então, vê que perde seu tempo, afasta-se.” (grifo nosso, destaque do original) r

EM BENTO GONÇALVES (RS)


REMETENTE:

Instituto Cairbar Schutel. Outubro de 2016

Caixa postal 2013

15997-970 - Matão-SP

Araraquara recebe grandes eventos Alberto Almeida e Walter Alves são os convidados. Confira os detalhes

PÁGINA 12

Tribuna do Espiritismo - outubro de 2016  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you