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ÓRGÃO MENSAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA PARA TODO O BRASIL • NOVEMBRO DE 2016 • ANO 4 • Nº 38 • 16.000 EXEMPLARES • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA www.institutocairbarschutel.org – www.associacaochicoxavier.com.br

Já estamos nos preparando para recebê-los Veja parecer na página 7

Campanha da Casa da Sopa de Matão Participe da campanha natalina da Casa da Sopa e ajude uma criança. Ligue (16) 3384-3659

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Novembro de 2016

Editorial

O recente EAC

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capa da presente edição destaca o tema central do próximo EAC – Encontro Anual Cairbar Schutel, previsto para 2017. Com uma bagagem de seis edições do tradicional evento, a equipe muito amadureceu e a recente edição alcançou enorme repercussão entre os próprios tarefeiros e organizadores e entre os inscritos, face ao clima de harmonia e tranquilidade com que ocorreu, sem dissabores e com ótimos resultados nos objetivos a que se propõe anualmente, visando a aproximação dos espíritas e o fortalecimento do movimento espírita, sob inspiração do legado de Cairbar Schutel. E agora a equipe já se movimenta para o próximo ano. Na presente edição trazemos importante parecer de Renata Magri, uma das coordenadoras do evento, e o propósito de destacar 2017 na capa é justamente para alimentar a equipe local no entusiasmo o ideal que se repete anualmente e também os inscritos que afetuosamente comparecem a Matão para estarmos juntos na notável vivência. Estamos felizes e agradecidos. Apreciem a presente edição, é nosso convite. r

Novembro é um mês expressivo! Efemérides importantes são lembradas no mês Redação

institutocairbarschutel@gmail.com

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mpossível adentrar novembro e não se recordar da desencarnação, em 01 de novembro de 1918, do Grande Apóstolo do Triângulo Mineiro, Eurípedes Barsanulfo, que foi educador, político, jornalista, e médium brasileiro, um dos expoentes do espiritismo no país. Mas também em novembro, no dia 23, em 1795, que nasceu Amélie Gabrielle Boudet, que em 1832 casou-se com o Codificador do Espiritismo, Allan Kardec. Mesmo mês que também nasceram Manoel Philomeno de Miranda, em 1876 (destacado espírita e escritor baiano que continua escrevendo pela mediunidade de Divaldo Franco), Amália Domingo Soler, em 1835 (a notável escritora espanhola, que notabilizou-se especialmente com seus textos e organização da inesquecível obra Memórias do Padre Germa-

(...) em novembro, no dia 23, em 1795, nasceu Amélie Gabrielle Boudet, que em 1832 casou-se com o Codificador do Espiritismo, Allan Kardec.

no), Cesare Lombroso, em 1835 (respeitado cientista italiano e influente pesquisador espírita), João Nunes Maia, em 1923 (conceituado e ativo médium espírita brasileiro). E também foi em novembro que surgiu o tradicional jornal “A Nova Era”, em Franca (SP), por iniciativa de José Garcia, cujo editorial de outubro/16, reproduzimos na presente edição. Nossa homenagem a esses valorosos trabalhadores do bem. r


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Educando o espírito imortal Preocupação maior deve ser formar homens e mulheres de bem. Marcus De Mario

marcusdemario@gmail.com

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uem é o educando? Quem é aquela criança ou adolescente que está à nossa frente? Para o estudioso do Espiritismo não há dúvida quanto a resposta: é um Espírito reencarnado, dotado de múltiplas experiências existenciais, com variado cabedal de conhecimentos, e com um determinado grau de desenvolvimento moral já realizado. É, portanto, um agente ativo do processo educacional, não é um sujeito passivo, como se pensou durante largo tempo. Informam os benfeitores espirituais que somos construtores de nós mesmos ao longo das experiências reencarnatórias. Essas informações deixam claro que o melhor modelo educacional para o serviço de educação (evangelização) espírita no Centro Espírita, é o modelo interativo, participativo, que permita ao educando, com autonomia, participar de todo o processo, como individualidade pensante, afetiva e imortal que é. Dizemos, bem claramente, que o chamado modelo tradicional, também conhecido como conservador, que ainda vigora em muitas escolas, não serve para a educação espírita. Nesse modelo não há participação do educando. O educador decide o que vai ensinar, decide o que os educandos têm que aprender, decide o tipo de avaliação que irá realizar, enfim, o educando torna-se um sujeito passivo que apenas deve aprender aquilo que lhe é ensinado. Esse modelo já provou ser insuficiente para as aspirações e potencialidades do ser humano e, portanto,

não deve ser reproduzido no Centro Espírita. Devemos flexionar o currículo, utilizar a criatividade, permitir que o educando escolha o que quer aprender, orientá-lo no seu processo de descobertas e valorizá-lo dentro de seus potenciais, de suas conquistas, de suas habilidades. E devemos ter como base, como prioridade no trabalho educacional espírita, como finalidade maior, a moralização e espiritualização do Espírito imortal, daí a importância de trabalharmos as Leis Morais e o Evangelho, tendo como roteiro os ensinos e exemplos de Jesus Cristo, que estão bem estudados por Allan Kardec em duas obras fundamentais: O Livro dos Espíritos e O Evangelho segundo o Espiritismo. A preocupação maior não deve ser a de formar espíritas, e sim homens e mulheres de bem, pois serão eles os herdeiros do mundo, construindo paulatinamente o planeta de regeneração, onde o bem predominará sobre o mal, onde não se permitirá que alguém passe fome ou não tenha emprego digno; que haja hipocrisia e guerras, assim caracterizando uma verdadeira civilização, pois hoje, segundo os Espíritos Superiores, somos ainda apenas uma sociedade intelectualmente mais avançada. Sendo o educando um Espírito imortal e trazendo em sua bagagem conquistas intelectuais e afetivas, aqui estando com um planejamento reencarnatório para cumprir, não pode mais

tratá-lo como alguém que não pode opinar, que não pode querer, que não sabe fazer, que é dependente de tudo e de todos. E temos provas disso quando o educando, mesmo na infância, nos dá grandes lições de sabedoria, demonstra precocemente conquistas já realizadas. O que estamos esperando para dinamizar o processo de educação (evangelização) espírita?

Lembramo-nos do João, garoto esperto, vivaz, nos seus sete anos de idade que, atento aos ensinos espíritas, saiu-se com o seguinte raciocínio diante da informação que somos imortais: “Se sou imortal isso quer dizer que nunca vou morrer, não é mesmo? Mas se eu nunca morrer, eu teria que viver o tempo todo aqui na Terra, mas isso não acontece com ninguém, nosso corpo não aguenta! Então só tem uma saída”. E olhando para nós com aquele olhar muito convicto, arrematou: “É só continuar vivo depois que o corpo morrer, não é isso?”. Sim, é isso, e ele mesmo pensou, refletiu e concluiu, o que esperamos que a educação espírita sempre estimule. r

Divaldo Franco na região Agenda: 18 de novembro, sexta = São José do Rio Preto (SP) 19 de novembro, sábado = Catanduva (SP) 20 de novembro, domingo = Araras (SP)* *seminário, com inscrições prévias.


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De Pedro às Olímpiadas Busca da paz deve ser nosso roteiro. Rogério Miguez rogmig55@gmail.com

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disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda. Atos 3:6 Há milênios procuramos avidamente pelo ouro e pela prata como solução de nossos problemas, razão pela qual Pedro adiantou de imediato dizendo ao esmoler não possuir nenhum daqueles preciosos metais, pois o mendigo como muitos, os desejava para usá-los saciando as suas temporárias necessidades materiais, mas que não poderiam saciar os seus anseios espirituais. A lição do assim considerado primeiro Papa da Igreja ainda ecoa em nossas mentes, ávidas, desejosas dos tesouros materiais para saciar, em muitos casos não a nossa fome de pão, mas a nossa fome pelos bens perecíveis e transitórios, que tanto nos trazem inquietação e conflitos, nos afastando da pacificação interior.

Por qual razão é tão difícil vivenciar a paz? Seria por conta de nossas fraquezas morais e éticas ainda não plenamente superadas, nos trazendo inquietações interiores?

Particularmente, com as recentes Olímpiadas, o Brasil inteiro voltou a sua atenção ao evento de maior participação esportiva mundial. Congraçando nações ainda em literal estado de guerra, como as Coreias do Norte e do Sul, entre outras que pouco se estimam, obrigadas a dividir espaços, instalações e estarem bem próximos umas das outras em cada nova etapa das competições. Uma festa dedicada aos melhores esportistas de cada país, quando, após incontáveis horas de treino, sacrifício, dedicação, competem pelo ouro e pela prata, não os obtendo, se satisfazem com o bronze. E as nações vibram, e o Brasil, como país sede, se manteve quase paralisado, com a sua atenção integralmente voltada para os heróis da pátria do Cruzeiro. A cada nova competição a tensão aumentava com a possibilidade de nós brasileiros nos vermos projetados em nossos atletas, subindo o pódio mais alto com o galardão do ouro, ou da prata, quem sabe do bronze. Mas Pedro, aquele a negar Jesus, após construir o seu aprendizado interior, sabia que estes metais não poderiam nos trazer tranquilidade interior, por isso não se preocupava em os possuir, oferecendo a cura ao mendigo, tudo que ele detinha naquele momento e que provinha da fé em Jesus Cristo. Cura esta

que traria paz ao pedinte, se vendo livre de seu tormento que o impedia de andar, e assim se fez: Andou o paralítico! Por qual razão é tão difícil vivenciar a paz? Seria por conta de nossas fraquezas morais e éticas ainda não plenamente superadas, nos trazendo inquietações interiores? A falta do necessário para viver, as doenças, as mazelas de toda ordem, seriam também razões para que vivamos em permanente conflito íntimo? A paz: sentimento tão avidamente desejado e tão pouco encontrado nos tempos modernos. Se nos lembrássemos destas outras palavras e as vivêssemos através dos exemplos de vida de quem as disse: “Deixo-vos a paz; a minha paz vos dou. Não vo-la dou como o mundo a dá.” João 14:27, quem sabe, poderíamos encontrar

pacificação interior bem como entre todas as nações do mundo. Talvez um dia realizemos As Olimpíadas da Paz, quando então todos os povos poderiam apresentar suas propostas e condutas para bem viver em comunidade: sem agressões, sem rancores, sem racismo, sem ódio religioso, sem qualquer preconceito. Nesta Olimpíada, não seria necessário premiar nem com ouro, tampouco com a prata para reconhecer os esforços das nações em organizarem-se em busca deste bem muito mais precioso do que qualquer mineral encontrado na natureza. Prossigamos, e tenhamos o exemplo do passado longínquo deixado por Pedro como baliza de que não precisamos de ouro nem de prata, precisamos apenas da Paz do Cristo. r

Em Araraquara, na UNIARA V Encontro Científico, Filosófico e Religioso Espiritismo: ciência, filosofia, religião Com a presença de Márcia Pacciulio (Ribeirão Preto), Márcio Correa e Wilson Ortiz (São Carlos) Data: 19 de novembro de 2016, sábado, 14h Local: Auditório da UNIARA - Av. D. Pedro II, 660 Inscrições gratuitas até 12 de novembro pelo portal www.centroespiritaismael.com.br


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Experiência doutrinária e musical de um casal Casados há 24 anos, Leya e Paulo Reis uniram-se também pela arte Orson Peter Carrara

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esidentes em São José dos Campos (SP), a dupla fala e canta os ensinos do Espiritismo e do Evangelho, tocando a sensibilidade do público, em constantes apresentações. Lançaram agora o primeiro CD em noite festiva com imenso público. Destacamos trechos parciais da entrevista com o casal, que será brevemente publicada pela revista eletrônica O Consolador. De Leya: Tornou-se espírita em 1991 logo após a desencarnação do irmão Marcos, com apenas 28 anos e deixando 02 filhos pequenos. Criada em berço católico não encontrava resposta para aquela dor. Na época, já conhecia o futuro marido que a presenteou com o livro “SOMOS SEIS – Chico Xavier” e o amigo, o Décio Nery, estudioso e ativo na Doutrina Espírita, a presenteou com muitas histórias sobre o Chico e o Espiritismo, o que a levou a compreender as razões da difícil ocorrência. De Paulo: Tornou-se espírita em 1970 quando presenciou pela primeira vez uma

orsonpeter92@gmail.com

reunião mediúnica. Foi com muito medo que ouviu um espírito pedindo preces porque iria acontecer o maior acidente da história da aviação. Quando saiu da reunião disse que se o acidente acontecesse, então iria estudar o Espiritismo. No sábado pela manhã

Sinto do público uma deliciosa energia ARREPIANTE, é algo que toma conta, que envolve e que permite às pessoas virem nos dizer quando terminamos, com cara de assustados: “Meu Deus, o que vocês fizeram aqui, o que aconteceu?!” E nós

chocaram-se num aeroporto francês dois aviões Boeing desencarnando mais de 250 pessoas, o maior acidente aéreo até então. Aí começou a estudar a Doutrina Espírita.

só dizemos que fomos instrumentos, de Jesus e da espiritualidade amiga que nos assiste e acompanha. Nosso trabalho é de divulgar a Doutrina Espírita por meio de palestras cantadas. São palestras com cunho doutrinário, conteúdos do Evangelho de Jesus, estudados e aprofundados na literatura espírita, onde usamos Kardec, Chico e outros, isso tudo embelezado por lindas melodias e imagens. É o primeiro CD. Não tínhamos pretensão NENHUMA de gravar!! Mas, eis que o recado chegou “terão CD sim!!”, então, para nós, missão dada é missão cumprida!! Ficamos muito apreensivos e relutamos muito, mas as portas foram se abrindo. Então, fizemos um “acordo”: Que nos ajudassem a conseguir as auto-

Trechos parciais das respostas de Leya:

Jornada pela região em março e abril de 2017 O casal Paulo e Leya estará pela região nas seguintes casas e cidades: 31 de março, sexta, 20h Araraquara - Paschoal Grossi 01 de abril, sábado, 20h Matão - Comunidade E C Schutel 02 de abril, domingo, 9h Araraquara - Portal da Luz 02 de abril, domingo, 20h - ainda vago 03 de abril, segunda, 20h - Araraquara - Luz e Caridade 04 de abril, terça, 20h - Matão - O Clarim

rizações dos autores (Nando Cordel, Carlinhos Conceição, entre outros) e que o lucro arrecadado com a venda desse CD fosse revertido para a Divulgação da Doutrina Espírita. Com 12 canções espíritas belíssimas, de letras e melodias e arranjos que são verdadeiras psicografias, que tocam a alma. É possível nos contatar pelo Facebook (espiritismocommúsica), pelo site www.espiritismocommusica.com.br ou por e-mail espiritismocommusica@uol.com.br Trechos parciais das respostas de Paulo: Em 2014 um amigo espiritual, na câmara de passes, nos informou que deveríamos usar nossos talentos musicais para divulgação da Doutrina Espírita. Na semana seguinte, recebemos um telefonema do Grupo Espírita Dr. Bezerra de Menezes em Guarulhos para fazermos uma palestra com duração de 90 minutos com uma única exigência: que fosse uma palestra musicada, somente com músicas espíritas. A reação do público é visível. Ficam emocionados e muitos derramam lágrimas após ouvirem uma melodia. Se conectam com a Espiritualidade com mais facilidade, devido à emoção e como consequência guardam os ensinamentos doutrinários por muito mais tempo. Um fato que marcou muito foi no Centro Espírita Allan Kardec em Jacareí/SP, após uma palestra musicada, uma menina nos disse que naquela noite ela havia aprendido  sobre a Doutrina Espírita muito mais do que um ano que frequentava as reuniões. r


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Ensinos do Padre Germano Autor comenta casos e lições, capítulo a capítulo. IDE Livraria

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om seu 19º. livro, o conhecido autor e palestrante Orson Peter Carrara debruçou-se sobre o notável livro Memórias do Padre Germano, para extrair lições e ensinos em cada capítulo, comentando-os à luz do Espiritismo. A obra que inspirou o autor tem prefácio de 1900, e foi organizado pela escritora espanhola Amália Domingo Soler, a partir dos casos ditados pelo próprio espírito autor por meio de outro médium e anotados por Amália.

www.idelivraria.com.br

Editado por três editoras no Brasil, também está disponível no site da IDE. E agora, apresentamos ao público o presente trabalho, com comentários, capítulo a capítulo, dos principais ensinos do lúcido e bondoso espírito. Utilizando-se de transcrições parciais, a obra conecta o texto original aos ensinos do Espiritismo, trazendo à tona novamente os valorosos exemplos da obra que conquistou e continua conquistando tantos leitores. r

O Kardec brasileiro Raymundo Rodrigues Espelho Com muito prazer trazemos ao prezado leitor algo de sua história pois ele muito realizou para o merecer. Nesta última encarnação, Herculano Pires (1914-1979). Filósofo, professor universitário e diretor de faculdade, crítico literário dos Diários Associados onde trabalhou por cerca de trinta anos mantendo uma coluna diária com o pseudônimo de Irmão Saulo. Poeta e escritor muito querido pela sua competência teve cerca de oitenta livros publicados tratando de filosofia, psicologia, sociologia e espiritismo distribuídos por todo território brasileiro e além fronteiras. Teve uma família de quatro filhos. Nunca se preocupou com títulos apesar de ter reunido vários deles. Amigo de Francisco Cândido Xavier pois o médium mineiro era seu grande admirador havendo muita reciprocidade entre ambos.


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Um evento pensado com carinho EAC alcançou sexta edição com amadurecimento da equipe; êxito se deve à soma de vários fatores. Renata Magri

renatamagri@ymail.com

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o organizarmos um evento pensamos no local, dia, conteúdo, convidados, alimentação, palestrantes, trabalhadores, entre outras tantas preocupações. Nosso desejo é que ele seja excelente, que atinja nossos propósitos, que cumpra com suas ideias, e seguimos um protocolo de providências para atingirmos com magnificência estes objetivos. O Encontro Anual Cairbar Schutel que aconteceu no fim de semana de 17 e 18 de setembro/16 em Matão, em sua 6ª. edição, não é diferente. Ele não

(...) o EAC é um espetáculo de sensibilidade, pois na era nova, na era do espírito, na era do amor, na era da educação moral, precisamos nos envolver por novos sentimentos despertando os sentidos, como diria o Mestre Jesus

é diferente porque se prepara para receber seu público, pensa, organiza, como todo e qualquer evento, o que o torna “grandioso, excelente, surpreendente, sensacional”? Estas são as palavras de quem participou. Meditei sobre as impressões que causamos em nossos amigos. Sim, a palavra correta é causamos! Ao prepararmos o EAC

a equipe organizadora escolhe cada detalhe, decide pelas cores, formas, pensamentos, palestrantes, intervenções, define espaços, dialoga sobre os ensinamentos, prepara tudo, para provocar os sentidos do espectador. Foi para aquele que foi capaz de sentir com seus olhos, coração e pensamento a dinâmica do encontro, permitindo envolver-se.

Magnificência é aquele que faz grandes obras, levar a efeito. Este efeito tem como causa, o desejo dos organizadores de planejar, seguindo o protocolo de um encontro não com a rigidez das regras a serem cumpridas, mas com o respeito ao público, para atendermos de forma ética com a alegria do servidor do Cristo, que faz pelo prazer de acolher bem ao próximo. É por isso que o EAC é um espetáculo de sensibilidade, pois na era nova, na era do espírito, na era do amor, na era da educação moral, precisamos nos envolver por novos sentimentos despertando os sentidos, como diria o Mestre Jesus, para termos olhos de ver e ouvidos para ouvir. r


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A máscara dos meninos Transcrição é da seção Ponto de Vista (RIE out/16). Cássio Leonardo Carrara

cassiocarrara@gmail.com

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utubro é o mês das crianças, ansiosamente aguardado pelos pequenos, que recebem presentes e celebrações aos montes nos ambientes familiar e escolar, principalmente. Pensando nesta data propícia e procurando um tema adequado ao período para esta coluna, lembreime do excelente documentário The Mask You Live In (2015), da diretora Jennifer Siebel Newsom, cuja tradução para o português seria algo similar a: “a máscara em que você vive”. Disponível no Netflix esta produção apresenta em cerca de uma hora e trinta minutos de duração os desafios enfrentados pelos meninos durante seu processo de amadurecimento, da infância para a adolescência, da adolescência para a vida adulta, e como eles precisam lidar desde muito cedo com a “obrigação” da masculinidade. Basicamente o documentário fala sobre como a “cultura da violência” é imposta desde tenra idade nas crianças do sexo masculino, exigindo delas um comportamento “compatível” à sua posição de homem em desenvolvimento, futuro macho dominante que precisa refutar desde cedo determinadas atitudes que possam afetar a evolução padrão ou influenciar em direção a outros comportamentos, supostamente nocivos e inadequados. A exigência bombardeia os meninos de todos os lados possíveis: da família, que exige que não se leve desaforo para casa; dos colegas de escola, que não toleram qualquer ato que possa sugerir homossexualidade; dos amigos, que determinam que é preciso ser um predador sexual; e das ruas, que oferecem um caminho fácil para os problemas através das drogas.

O resultado dessa imposição é mais do que claro. Meninos que crescem frustrados, desesperançosos e fechados em si mesmos como pedras impenetráveis, que não conseguem extravasar seus mais profundos sentimentos e

VEJA O TRAILER

suas reais aptidões, com medo do julgamento que receberão de toda essa massa controladora. Eu mesmo me identifiquei

com vários comportamentos retratados e exigências recebidas, principalmente no período da adolescência. Sem alongar-me em demasia sobre o conteúdo do documentário, que recomendo fortemente a pais

e educadores, concluímos que o maior presente que se pode dar a uma criança é uma boa educação e uma orientação segura para que ela se desenvolva naturalmente. Falamos especificamente dos meninos, mas esta também é uma afirmativa para as meninas, pois que os espíritos não têm sexo e só estão temporariamente ocupando um corpo masculino ou feminino,

PÁGINA 8 de acordo com a necessidade e o planejamento encarnatório. Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec questiona na pergunta 383 qual seria a utilidade do período infantil para o espírito reencarnante: 383. Qual, para este [o Espírito], a utilidade de passar pelo estado de infância? Encarnando, com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo. Sendo mais acessível ao que recebe e absorvendo com intensidade os estímulos de todos os níveis de convivência, a criança precisa receber influências saudáveis e bons exemplos para que desenvolva no tempo certo suas habilidades e cumpra a missão para a qual foi designada nesta nova encarnação. Um pouco mais adiante, em resposta à questão 385, os espíritos da codificação elucidam: A delicadeza da idade infantil os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devam fazê-los progredir. Nessa fase é que se lhes pode reformar os caracteres e reprimir os maus pendores. Tal o dever que Deus impôs aos pais, missão sagrada de que terão de dar contas. Assim, portanto, a infância é não só útil, necessária, indispensável, mas também consequência natural das leis que Deus estabeleceu e que regem o Universo. Logo, se sabemos que as crianças carregam consigo todo um histórico de lutas e más inclinações a corrigir, por que estimular nelas possíveis fraquezas que precisam de reajuste? O mundo só será novo, regenerado, quando regeneramos nossos interiores, nossas consciências, e o primeiro passo para essa concretização é despertar nas crianças, desde cedo, os comportamentos de transformação que tanto idealizamos. E isso não será conquistado estimulando o machismo, a violência e o desrespeito. r


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Passe espírita em animais Jornal A NOVA ERA, de Franca (SP), traz lúcida apreciação. Extraído na íntegra da edição de out/16 de A NOVA ERA

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legando extremado amor, a exemplo de Chico Xavier, muitas pessoas procuram nos médiuns passistas soluções para as enfermidades de seus bichinhos de estimação. TVs e livros falam do assunto, mesmo não havendo na base doutrinária espírita elementos bastantes para definir a prática requisitada pelo cada vez maior número de interessados. Contudo, raciocinando-se com base no senso caridoso, não se é de estranhar que ela seja adotada, sobretudo, na era de aproximação dos irracionais ao modo de vida humano. O nosso mundo transita para a regeneração, impondo-nos estendamos o nosso amor igualmente aos animais, desde que o santo Francisco de Assis exemplificou nas considerações aos nossos irmãos menores e o Espiritismo veio confirmar a irmandade de todos os seres, não somente pela filiação divina, mas pela estrutura biofisiológica, daí merecerem o respeito e a tutela da parcela que já conquistou a fase da razão. Se o conhecimento humano concluiu, em Darwin, pela evolução animal e, em Kardec, expôs o espírito imortal, que abracemos de coração o encadeamento evolutivo, desde a origem inanimada, onde dormita o mesmo psiquismo que, um dia, acorda para empenhar-se pela angelitude, senão depois de conquistar o direito de decidir sobre a vida dos irmãos menores. Os Mentores de Kardec são peremptórios: à indagação

se a inteligência do homem e a dos animais emanam, então, de um princípio único, respondem, peremptórios: “Sem dúvida, mas no homem ele recebeu uma elaboração que o eleva acima da do animal.” (O Livro dos Espíritos, q.

soberbas preocupações humanas com os bichinhos amados. Pois bem, vemos, em nossos dias, que certas casas espíritas se dedicam a práticas de tratamento espiritual a uma clientela com direito a clima espiritual vibratório objetivamente

606-a). Finalmente, populariza-se, pelo mundo afora, atendimento às “necessidades” dos nossos irmãozinhos, oferecendo desde conforto, passando pelos caprichos do vestir, festas de aniversário, até complexa garantia de saúde. Educação, esportes e lazer estão entre as

eficaz para a necessária serenidade no comportamento até de cães ferozes. Apesar de não contar com aceitação unânime entre os espíritas e de serem respeitáveis todas as opiniões a respeito, cumpre-nos, contudo, lembrar que Deus, na sua infinita bondade e justiça, instituíu

tratamento igual a todas as suas criaturas. Guardadas a diferenças entre os passes que aplicam fluidos espirituais medicamentosos e os que transmitem apenas magnetismo pessoal, cuja intensidade pode ser fulminante para os animais delicados (O Livro dos médiuns, Cap. XXI, item 236), a prática fluidoterápica de caridosas fontes invisíveis e especialistas, por certo, não se destinaria a acudir apenas humanos. É do Espírito André Luiz a seguinte recomendação: “No socorro aos animais doentes, usar os recursos terapêuticos, sem desprezar mesmo aqueles de natureza mediúnica que aplique a seu próprio favor. A luz do bem deve fulgir em todos os planos.” (Conduta espírita, 13. ed., FEB, p. 117). Diz J. Herculano Pires, no seu livro Mediunidade, vida e comunicação: “A situação mediúnica é assim muito diferente da situação magnética ou hipnótica. Ao socorrer o animal doente, o médium dirige a sua prece aos planos superiores, suplicando a assistência dos espíritos protetores do reino animal, pondo-se à disposição destes. Aplica o passe com o pensamento voltado para Deus ou para Jesus, o Criador e o responsável pela vida animal na Terra.” (Edicel, 2. ed., p. 101). E continua, para recomendar a ministração de água fluidificada. O que, de nossa parte, julgamos conveniente observar, todavia, é: 1 - a destinação de locais apropriados, com denominações adequadas e, 2 - que os zoófilos podem, em suas próprias residências, com fé, orar, pedindo a intervenção dos espíritos especializados, que, tanto aplicarão diretamente os fluidos medicamentosos, quanto os colocarão na água destinada ao uso do animal enfermo. r


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Lição no apólogo O bem que realizamos é a única luz do caminho infinito e que jamais se apagará. Vladimir Polízio polizio@terra.com.br

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ndré Luiz consegue, com suas mensagens, proporcionar entendimentos que vão além da simples compreensão. O pensamento divaga, vai longe e estaciona suavemente em pontos citados por esse instrutor que aborda importante situação na vida de uma forma singela mas muito profunda. Na noite de 26 de janeiro de 1956, a reunião mediúnica que Chico Xavier participava na cidade mineira de Pedro Leopoldo foi agraciada com a visita do amigo espiritual André Luiz, que ofereceu à meditação, a página simples e expressiva que ele próprio intitulou como “Lição no apólogo”, e recebida pelo próprio Chico, numa referência ao encerramento dos trabalhos daquela noite e também numa alusão ao

desfecho da vida de cada um. ‘Lição no apólogo’: “Diante das perturbações e das lágrimas que nos visitam cada noite o santuário de socorro espiritual, lembraremos velho apólogo, dezenas de vezes repetido na crônica de vários países do mundo e que, por pertencer à alma do povo, é também uma pérola da Filosofia a enriquecernos os corações. Certo cavalheiro que possuía três amigos foi convocado a comparecer no fórum, de modo a oferecer solução imediata aos problemas e enigmas que lhe manchavam a vida, porquanto já se achava na iminência de terrível condenação. Em meio das dificuldades de que se via objeto, procurou os seus três benfeitores, suplicando-lhes proteção e conselho.

Arrogante, replicou-lhe o primeiro: ‒ Mais não posso fazer por ti que obter-te uma roupa nova para que compareças dignamente diante do juiz. Muito preocupado, disse-lhe o segundo: ‒ Não obstante devotar-te a mais profunda estima, posso apenas fortalecer-te e acompanhar-te ate à porta do tribunal. O terceiro, porém, afirmou-lhe humilde: ‒ Irei contigo e falarei por ti. E esse último, estendendo-lhe os braços, amparou-o em todos os lances da luta e falou com tanta segurança e com tanta eloqüência em benefício dele, diante da justiça, que o mísero suspeito foi absolvido com a aprovação dos próprios acusadores que lhe observavam o processo.

Já dizia Monteiro Lobato.... Livro estimula crescimento pessoal. Editora EME

www.editoraeme.com.br

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izia o grande escritor: “Seja você mesmo, porque ou somos nós mesmos, ou não somos coisa nenhuma.” Cada um de nós, aqui encarnados na Terra em experiência evolutiva, tem a capacidade de mudar nossa forma de viver apenas exercitando a força que existe em nosso interior. É isso que José Lázaro Boberg enfatiza neste seu novo livro, apoiado nos conselhos e advertências de Jesus, como “brilhe a vossa luz” e “vós podeis fazer tudo o que faço e muito mais”. Em Seja você mesmo, o autor descortina um mundo novo onde podemos e devemos manter as rédeas de nossas vidas em nossas mãos. E apresenta um roteiro

para exercitarmos nossos potenciais e darmos um alto significado em nossa caminhada evolutiva, como seres imortais que somos. r

Cada um de nós, aqui encarnados na Terra em experiência evolutiva, tem a capacidade de mudar nossa forma de viver apenas exercitando a força que existe em nosso interior.

Neste símbolo, temos a nossa própria história à frente da morte. Todos nós, diante do sepulcro, somos chamados a exame na Contabilidade Divina. E todos recorremos àqueles que nos protegem. O primeiro amigo, o doador de trajes novos, é o dinheiro que nos garante as exéquias. O segundo, aquele que nos acompanha até à porta do tribunal, é o mundo representado na pessoa dos nossos parentes ou na presença das nossas afeições mais queridas, que compungidamente nos seguem até à beira da sepultura. O terceiro, contudo, é o bem que praticamos, a transformar-se em gênio tutelar de nossos destinos, e que, falando em nós e por nós, diante da justiça, consegue angariar-nos mais amplas oportunidades de serviço, quando não nos conquista a plena liberação do Espírito para a Vida Eterna. Atendamos assim ao bem, onde estivermos, agora, hoje, amanhã e sempre, na certeza de que o bem que realizamos é a única luz do caminho infinito e que jamais se apagará.” r


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O luminoso roteiro da espiritualização O amor é doce como o mel, profundo como o oceano e infinito como o firmamento. Rogério Coelho

rcoelho47@yahoo.com.br

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ompreendendo a Lei de Amor que liga todos os seres, buscareis nela os suavíssimos gozos da Alma, prelúdio das alegrias celestes”. - Lázaro1 Dissertando sobre o amor, Fénelon disse2: “o amor é de essência divina e todos nós possuímos, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado. (...) Os efeitos da Lei de Amor são o melhoramento moral da raça humana e a felicidade durante a vida terrestre. Os mais rebeldes e os mais viciosos se reformarão, quando observarem os benefícios resultantes da prática deste preceito: ‘não façais aos outros o que não quiserdes que vos façam’; fazei-lhes, ao contrário, todo o bem que vos esteja ao alcance fazer. Não acrediteis na esterilidade e no endurecimento do coração humano; ao amor verdadeiro, ele, a seu malgrado, cede. É um ímã a que não lhe é possível resistir. O contato desse amor vivifica e fecunda os germens

que dele existem, em estado latente, nos vossos corações”. Escreveu M. Marianelli: “desde que o homem surgiu sobre a Terra, soaram as harpas eternas na acústica das Almas, para que a grande sabedoria dos profetas jamais f icasse esquecida nos arquivos sagrados por eles deixados, como a luz acesa que não se apaga jamais a exemplo da luz do Sol. E Jesus fechou o selo de todos os profetas com a Lei de Amor e prometeu que enviaria a mensagem que é a luz do Espírito consolador e da esperança do sofrimento humano. Deu a conhecer a Lei de Causa e Efeito que corrige e nos livra dos grandes males, ensinando que pela espada é ferido quem com ela fere”. Contando apenas catorze anos de idade, escrevia – poeticamente – M. Laura Urzanquir: “sob o velário da noite onde repousam as estrelas, quando o vento está adormecido e o silêncio se torna quase asfixiante, reflexiona sobre o que foi

EAC 2016 prestando contas Receitas Inscrições/livraria: Almoços e massas: Total: Despesas Alimentação: Divulgação/comunicação: Som: Cadeiras: Materiais para crianças: Bandeiras: Serviços de apoio: Hospedagem/viagens: Total:

R$ 24.940,00 R$ 8.115,00 R$ 33.055,00 R$ 18.139,00 R$ 970,00 R$ 6.800,00 R$ 4.300,00 R$ 210,00 R$ 130,00 R$ 520,00 R$ 1.895,00 R$ 32.964,00

realizado no dia de hoje, sobre tudo o que aprendeste... Se o teu sorriso se escondeu sob um mar de lágrimas, procura a ajuda, fale com Deus empregando as palavras mais simples, mas sinceras; refugia-te nos braços daquelas pessoas que te

O amor sincero é a arma mais poderosa. Nada nem ninguém o vencerá!... O amor engrandece o menor dos homens. Quem conhece o significado do amor e não o vivencia, encontrase no mesmo nível de quem jamais conheceu o seu significado.

amam. Se a tua dor é profunda como espinhos cravados nas carnes d`Alma, não desesperes, conserva a calma...Se ruiu a ponte que levava até à esperança, junta um a um cada pedaço desse material e refaça-a outra vez, com calma e amor. Recorda: o amor é doce como o mel, profundo como o oceano e inf inito

como o firmamento. Com suas asas mágicas, o amor tudo poderá. O amor sincero é a arma mais poderosa. Nada nem ninguém o vencerá!... O amor engrandece o menor dos homens. Quem conhece o significado do amor e não o vivencia, encontra-se no mesmo nível de quem jamais conheceu o seu significado”. Um Amigo Espiritual escreveu algures, mais ou menos o seguinte: “(...) consciente ou inconscientemente buscamos o amor. Faltanos muito ainda, e disso temos consciência. Nos nossos estudos encontraremos essa pedra filosofal que o homem tem buscado através dos séculos. Jamais deixemos de procurá-lo mesmo sob o guante das mais variadas adversidades. Que o medo não nos paralise no momento em que um irmão necessite de nossa ajuda e de nossa palavra. Mesmo receosos sigamos adiante, porque se tivermos fé conseguiremos sempre a luz que iluminará o caminho a percorrer. O importante é consolidar a fé, aprender amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos. A chave da lei universal é o amor, a chave do triunfo na adversidade é a fé. Quando tivermos compreendido tudo isso, sem muitas palavras, teremos iniciado o nosso caminho rumo à espiritualização.r 1. KARDEC, Allan. O Evangelho Seg. o Espiritismo. 125.ed. Rio: FEB, 2006, cap. XI, item 8 in fine. 2. Idem, ibidem, cap. XI, item 9.


REMETENTE:

PÁGINA 12

Instituto Cairbar Schutel. Novembro de 2016

Caixa postal 2013

15997-970 - Matão-SP

Equilíbrio É preciso coragem nos enfrentamentos interiores gera uma reação, mesmo que isso demore, a dor do remorso começa a agir e as mudanças começam a acontecer. necessidade de descanso, mas na Não adianta iludir-se, pois realidade, não suportarmos nem tudo está registrado em nossa a nós mesmos. consciência. É preciso encarar, Desequilibrados, não reco- rever posturas e mudar. Muitos, nhecemos nossas falhas e so- em particular fraqueza, entram mente vemos os em estado depontos negatiNão adianta iludir-se, pressivo ao invos alheios, que vés de reagir e apenas refletem pois tudo está registrado tentar corrigir o aquilo que jaz em nossa consciência. É que ainda pode dentro de nós. ser corrigido. A preciso encarar, rever Com o pasesses, a dor será sar dos anos, a posturas e mudar. Muitos, a companhia até idade torna-se em particular fraqueza, que se esgote o um santo reméfel que criaram dio para os ma- entram em estado para si próprios, les que junta- depressivo ao invés de se modifiquem e mos. Passamos reagir e tentar corrigir o se reconstruam a ter tempo para interiormente. refletir e para que ainda pode ser É um longo tradiscernir. Sem corrigido. balho... a parcialidade Aqueles que compreendem e que utilizamos a nosso favor nas aceitam seus erros se aproximam justificativas mais descabidas, rapidamente do equilíbrio que vemo-nos face à face com nossas lhes gerará a tranqüilidade e a atitudes e comportamentos pre- paz. Precisamos aceitar que somos téritos e começamos a entender falíveis e que estamos em fase de que erramos. Como toda ação aprendizado, que somos ainda peValdenir de Paiva Baggio valdenir.v.09@uol.com.br

O

equilíbrio é necessário para que tenhamos uma vida tranquila e profícua, más obtê-lo é tarefa árdua e diária. Sua aquisição depende de esforços contínuos e pequeninos, às vezes imperceptíveis. No calor do dia a dia, na agitação do trabalho, na vida familiar ou social, geralmente não damos conta do tanto de ações equivocadas que tomamos, que vai desde palavra mal-educada, um gesto bruto, uma conversa desnecessária, ou um julgamento infeliz, tudo isso repercute afeta nosso equilíbrio. Levamos muito tempo para compreender que devemos mudar o comportamento para nos tornarmos felizes. Essas ações ruins funcionam como uma poluição que nos enegrece os sentimentos venturosos e nos arrastam para caminhos sombrios e depressivos. Tornamo-nos amargos, de difícil trato e evitados muitas vezes. Fugimos do convívio social e nos justificamos como

queninos que pensam ser gigantes, que erramos e ainda iremos errar. Precisamos ter consciência de nossa condição e ter responsabilidade de assumir e corrigir os erros. Quando não se aceita, guardamos tudo isso em nosso íntimo e isso nos adoece. Fator determinante para nossa saúde física e mental é o equilíbrio constante, nas ações, gestos, posturas e palavras. Não tentar ser mais que somos, nem menos do que devemos ser. Não tentar corrigir o mundo, mas ser o exemplo, corrigindo-nos a cada instante. E não negar a mão amiga aos que nos procuram. Vigiar sempre: nosso olhar e pensamento, nossas ações, nosso trabalho e relacionamentos. Vigiar e corrigir. Entender que erramos e que devemos nos acertar. Nisso tudo, o mais difícil é lutarmos contra nós mesmos. Quando vencermos esta batalha interior, os obstáculos do mundo passarão a ser pequenos demais para nós. Lembremos: sofremos porque erramos e não corrigimos. Vamos corrigir! r

Tribuna do Espiritismo - novembro de 2016  
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