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ÓRGÃO MENSAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA PARA TODO O BRASIL • MARÇO DE 2016 • ANO 3 • Nº 30 • 16.000 EXEMPLARES • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA www.institutocairbarschutel.org – www.associacaochicoxavier.com.br

Zika Vírus e o Aborto

Como ficamos? Veja página 12.

Consumo de carne na alimentação

Educação em página Instituição paulista Bauru e Jaú realizam exclusiva do IBEM comemora 100 anos feiras do livro

Entrevista com professor de Medicina Veterinária esclarece sobre o assunto.

Conheça mensalmente as iniciativas do IBEM e reflita com valioso conteúdo.

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Fechamento autorizado Pode ser aberto pela ECT

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Série de reportagens mensais vai culminar com evento comemorativo. Página 11

Eventos em shoppings acontecem no mês de abril com palestras programadas. Páginas 2 e 10

Acesse: www.institutocairbarschutel.org


Março de 2016

Editorial

Lucidez do Codificador

A

desencarnação de Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, ocorreu no dia 31 de março de 1869, depois de anos de trabalho em prol da organização do corpo doutrinário da Doutrina Espírita. Sua lucidez e largueza de raciocínio está expressa em toda sua obra, o que o leitor perceberá na constância do estudo e da análise atenta de seus textos, sempre convidativos ao bom senso e ao raciocínio. Lembramos a data, selecionando trecho parcial de um texto de sua autoria e publicada em sua Revista Espírita, exemplar de maio de 1861 e disponível ao leitor nesta mesma página, ao lado. Trata-se de pequenino destaque de Discurso pronunciado na sessão de 05 de abril de 1861, por ocasião da renovação do ano social. O trecho bem diz uma vez mais da lucidez de Allan Kardec. Deixo ao leitor constatar por si mesmo essa preciosidade de abordagem. Veja ao lado. Continuemos trabalhando. O momento evolutivo requer atenção e trabalho! r

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Primeiramente estude, e em seguida veja, porque assim compreenderá melhor! Recordando a data da desencarnação de Kardec, uma preciosidade ao leitor.

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. E. 1861: Seria, de resto, bastante inconveniente que a propagação da Doutrina ficasse subordinada à publicidade de nossas reuniões: por mais numeroso que pudesse ser o auditório, ele seria sempre fortemente restrito, imperceptível, comparado à massa da população. Por outro lado nós sabemos, por experiência, que a verdadeira convicção não se adquire a não ser pelo estudo, pela reflexão e por uma observação sustentada, e não, assistindo a uma ou duas sessões, por mais interessantes que elas sejam, e isto é tão verdadeiro, que o núme-

Livro Espírita no Shopping

A Associação Chico Xavier realiza sua Feira do Livro Espírita no Boulevard ShoppingNações, em Bauru, funcionando no mesmo horário comercial do shopping. A data é 8 a 24 de abril de 2016, com palestras diárias. Já estão confirmados Nazareno Feitosa, Célia Diniz (do filme As mães de Chico Xavier, no episódio do filho no acidente com a bicicleta), Cosme Massi e Manolo Quesada. Outros nomes ainda serão divulgados. r

Revista Espírita, maio de 1861 ro dos que creem sem nada terem visto, mas porque eles têm estudado e compreendido, é imenso. Sem dúvida o desejo de ver é muito natural, e estamos longe de censurar, mas

queremos que o fenômeno seja visto em condições de aproveitamento. Eis porque dizemos: Primeiramente estude, e em seguida veja, porque assim compreenderá melhor. r

(...) sabemos, por experiência, que a verdadeira convicção não se adquire a não ser pelo estudo, pela reflexão e por uma observação sustentada, e não, assistindo a uma ou duas sessões, por mais interessantes que elas sejam, e isto é tão verdadeiro, que o número dos que creem sem nada terem visto, mas porque eles têm estudado e compreendido, é imenso.


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Março de 2016

A importância da escola na comunidade Como fica essa interação? IBEM

educacao@educacaomoral.org

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este mês o IBEM entrega a você preciosa reflexão sobre a interação entre a escola e a comunidade, em texto produzido pelo educador Bessa de Carvalho. Vamos ao texto: Temos visto e ouvido muitas reclamações de violência física e moral na escola. São cenas tristes como: professores agredindo alunos, alunos agredindo professores, briga entre alunos dentro e fora da escola, alunos que roubam a escola e outros colegas e assim vai! Pais, professores e diretores de escolas, não sabem o que fazer para resolver o problema. É uma aflição só! Mas, tem solução? Se houvesse uma receita de bolo para se cuidar da violência escolar seria bem fácil resolver. No entanto, a situação requer mais atenção e carinho por parte das pessoas envolvidas no caso. Durante anos a fio a escola ignorou o seu papel social e limitou-se a ensinar de uma maneira que para uma determinada época

foi válida. Para as escolas públicas bastava se preocupar em cumprir o currículo com os alunos; as particulares ocupavam-se do mesmo e acrescentavam também a questão comercial. Outra época! A comunicação era feita boca a boca, por rádio, televisão, jornal, revista e bilhetinho. Hoje há: crise econômica, furto de dinheiro público e impunidade como no passado, porém sabe-se de tudo em tempo real! Assim, fala-se através de aplicativos de celulares instantaneamente agendando encontros e articulando ações de cunho social! Na internet se utiliza as redes sociais para todo tipo de ação seja pessoal ou comercial. Os alunos participam de greves e manifestações públicas! Agendam protestos contra os governos e fazem denúncias “online” com vídeos produzidos por smartphones. Não há mais privacidade! As pessoas modificaram o modo de pensar e agir. Existe

Campanha Escola do Sentimento Acesse www.educacaomoral.org e clique em Clube Amigos do IBEM ou Escola do Sentimento, e veja como participar dessa campanha pela transformação das escolas, do ensino e da educação. Sua colaboração é fundamental para que a Escola do Sentimento seja uma realidade. Você pode contribuir de três maneiras: 1 – Inscrevendo-se no Clube Amigos do IBEM, colaborando mensalmente com a quantia mínima de R$ 15,00. 2 – Fazendo um depósito avulso no Bradesco, agência 0663, conta 074393-3, CNPJ 03.322.662/0001-76. 3 – Realizando sua contribuição através do sistema PagSeguro.

uma apelação muito grande da mídia comercial para incentivar o consumo desenfreado. A meta é global! São milhões e bilhões de reais, dólares e euros envolvidos

Motivados pelo amor ao próximo as escolas devem abrir as suas portas às comunidades, oferecer o diálogo como ferramenta de trabalho e incentivar a participação da sociedade nas mesmas.

na questão. Mas, tem uma coisa que não mudou e continua o mesmo: o amor. Sim! Amar! Essa é a forma de se resolver todos os problemas que nos rodeiam. Os pais amarem mais seus filhos; os educadores amarem mais seus educandos e a escola amar mais a comunidade. Motivados pelo amor ao próximo as escolas devem abrir as suas portas às comunidades, oferecer o diálogo como ferramenta de trabalho e incentivar a participação da sociedade nas mesmas. Deve buscar

o contato com os pais e acolhê-los em seu seio escolar, a fim de que eles sejam multiplicadores do bem junto aos seus filhos no próprio horário de estudo. Existem escolas que passaram a se envolver com a sociedade a ponto de oferecerem o espaço físico nos finais de semana para usufruto da comunidade local, obviamente com regras e responsabilidades. É um jogo de futebol na quadra de esportes; um encontro de chá social de senhoras; jogos diversos para as crianças; espaço para se estudar e outras atividades. Outras escolas chamaram os pais para se envolverem com o apoio escolar e atividades de recreação, possibilitando acompanharem de perto o desenvolvimento dos seus filhos. Professores e pais mais próximos, entre si, permitem se conhecer as difi culdades do relacionamento familiar. Assim, o envolvimento se torna uma parceria moral resultando no óbvio: a eliminação total da violência contra a escola, professores e alunos. O amor parece morto, mas não está! Basta praticá-lo e tomar consciência da sua existência. Quando as escolas e seus dirigentes conseguirem entender o mecanismo do diálogo e da atividade colaborativa e participativa do “ternário” escola – educador - educando na nossa sociedade e somar o amor, aí se escreverá a receita do bolo contra todos os atos indignos sobre a escola e a comunidade. r

Educação a Distância De qualquer parte do Brasil professores, diretores escolares, coordenadores pedagógicos, estudantes de pedagogia, pais e educadores em geral podem estudar com o IBEM. È só acessar www.educacaomoral. org, escolher entre os cursos oferecidos e fazer sua matrícula. Os cursos possuem 30 horas/aula e são realizados em 4 semanas. Ao final o IBEM faz a entrega do certificado. Matrículas abertas para as turmas do mês de Março de 2016.


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Consumo de carne na alimentação humana Tema é pouco abordado, mas orientação espírita sobre animais é clara. Orson Peter Carrara

E

ntrevistamos Edson Ramos de Siqueira, engenheiro agrônomo e professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP-Botucatu (SP); autor do livro Alimentação e Evolução Espiritual, com a experiência profissional e os estudos espíritas sobre os animais, a carne na alimentação,

orsonpeter92@gmail.com

do científico bem recente: os outros animais também têm consciência. Também aprendi na literatura espírita que o espírito origina-se simples e ignorante, encarnandose no mais simples instrumento físico, que caracteriza os animais situados nos primeiros degraus

ainda consomem carne. Somos bombardeados com informações sobre a necessidade da carne à perfeita saúde física (paradigma que pode ser mudado, pois a Ciência Médica e da Nutrição comprovaram que isso não é verdade). (...) O Espiritismo

(...) o espírito origina-se simples e ignorante, encarnando-se no mais simples instrumento físico, que caracteriza os animais situados nos primeiros degraus da escala zoológica; e o destino de todos é a angelitude. Portanto, eles são nossos irmãos menores.

inclusive com palestras. Apresentamos um compacto da entrevista, cuja íntegra constará da revista eletrônica o consolador – www. oconsolador.com.br (...) 2 – Fale-nos do conteúdo para o livro e as palestras. Em minha profissão, a principal experiência foi aguçar a percepção para entender que os outros animais são sencientes sim, como o ser humano. Senciência é a capacidade de sentir prazer, dor, alegria, tristeza, etc.; e a ciência moderna comprovou que todos os animais a têm. O mais intrigante, como acha-

da escala zoológica; e o destino de todos é a angelitude. Portanto, eles são nossos irmãos menores. Ingerir seus restos mortais é um dos hábitos mais primitivos que o homem terreno ainda carrega. É uma questão cultural enraizada em nosso subconsciente, mas que deverá ser mudada, pois em Planetas de Regeneração é algo impensável. 3 –Mas e o consumo de carne na alimentação? Mesmo aqueles que já despertaram para o vegetarianismo, não devem criticar os que

tem um papel fundamental nesse processo educacional, já que nos ensina, claramente, a dinâmica da evolução espiritual, desde a origem até a Divindade. O assunto precisa ser mais abordado nas Casas Espíritas e estudado pelos irmãos de Doutrina, já que ela é clara em relação à realidade espiritual dos animais. Abolir a carne da alimentação é um ato de não violência; consequentemente, um aprimoramento moral. 4 - O que mais lhe chama a atenção?

PÁGINA 4 (...) foi ter encontrado informações concretas sobre os animais, oriundas dos principais autores espirituais, desde a obra de Kardec (O Livro dos Espíritos e A Gênese, principalmente). Cabe salientar no entanto, no caso do Codificador, que muitas informações estão escritas de forma velada; e não poderia ser diferente, já que na época em que foi publicado o Livro dos Espíritos, a dúvida era se as mulheres teriam alma. Como quereríamos que Kardec explicitasse a questão da alma dos outros animais? Se determinadas verdades, que hoje já temos condição de entender, fossem escritas naquela ocasião, certamente o Espiritismo teria nascido morto. Ao consultar a Revista Espírita, de janeiro de 1866 (nove anos após o lançamento da primeira edição de O Livro dos Espíritos), encontramos artigo escrito por Allan Kardec, cujo título é: “As mulheres têm alma?” Portanto, tudo tem seu momento. Mas, não tenhamos dúvida: pelo menos o processo reflexivo sobre o significado da carne na alimentação, tem que ser iniciado urgentemente. (...) 8 - Algo marcante de suas experiências que gostaria de relatar? (...) foi o fato de ter frequentado abatedouros, onde pude sentir de perto a desumanidade do processo de abate, o sofrimento dos nossos irmãos menores, bem como a energia extremamente pesada que circula nesses ambientes lúgubres, fruto da ação de espíritos de baixo padrão vibratório, em mecanismo de vampirização do fluido vital liberado pela matança em série, naquilo que André Luiz (Chico Xavier) denominou de a indústria da morte. Portanto, quando escrevo ou falo sobre o assunto, traduzo uma triste realidade que pude pessoalmente sentir. r


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Vida que não cessa! Diante da exuberância de viver, como encarar a morte? Vladimir Polízio polizio@terra.com.br

“N

ascer, viver, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”. Assim afirmam os que conhecem a vida e sabem como ela verdadeiramente é. Pela porta do nascimento, o lar enche-se de alegria, pois é mais uma vida que está chegando para juntar-se aos outros da casa. Quando se acrescenta, não há tristeza. A expectativa explode em risos, festas e presentes, quando o primeiro choro é ouvido. É uma presença que ainda não era contada entre os vivos da Terra. Entretanto, quando esse portal se abre para dar passagem aos

caminhos da morte, o lar se enche de dor, de angústia, de incertezas. É a partida de um ser que estava integrado à família; é a ausência de alguém que não será mais visto entre nós, de alguém que nos ouvia, nos ensinava, participava conosco os momentos de cada dia ou conosco dividia alegrias e tristezas. Mas, afinal, o que é a morte? Seria ela o fim de uma existência ou o fim de uma pessoa? Como compreender esse doloroso instante da vida? Será que podemos chorar os nossos mortos e dirigir a eles nossas fervorosas orações, buscando reduzir o vazio, o precipício, o impacto

Prestação de contas: 2015 EAC 2015 Receita Inscrições / doações / promoções: R$ 54.062,66 Despesas Alimentação / Som / Viagens / Mobiliário: R$ 54.035,68 Tribuna do Espiritismo 2015 Receita Patrocínios / parcerias / doações: R$ 52.957,32 Despesas Impressão / expedição: R$ 55.981,29

desastroso que causa a partida para o outro lado da vida de alguém que amamos? Será que nossas rogativas serão ouvidas? Será que nesse outro plano, invisível para nós, nossas preces alcançam o destino? A vida não cessa! A morte, embora separe os corpos, não separa os corações nem interrompe o sentimento, o amor, e não extingue o Espírito, que é eviterno e foi criado para a eternidade. Loucura é pensar que a figura sinistra da morte, além de provocar a separação das pessoas, ponha um ponto final na existência do Espírito. Fosse assim, Jesus, o Mestre Divino, não viveria mais, como não viveriam também outros personagens que vez por outra conclamamos e reverenciamos em nossas orações, pedindo proteção e ajuda para nós, para os que estão ao nosso lado e para os que se acham em estado de necessidade. Crer que a vida cessa com a morte é não crer que Jesus seja O Caminho, A Verdade e A Vida.

Os que partiram também se alegram, nos veem, nos acompanham e igualmente se entristecem e sofrem quando lamentamos e não compreendemos com resignação essa prova dolorosa! Pelo fato de não enxergarmos esse outro lado da vida, não significa que deixaram de existir. Não estão conosco fisicamente, é uma verdade, mas continuam “vivos” nessa outra margem. Como disse o Mestre, “Deus é dos vivos e não dos mortos; não há deus dos mortos”. Ergamos nossas mãos ao Céu em oração e deixemos nos envolver nesse sentimento de amor profundo, cujos laços não se perdem no infinito. Orar é banhar-se de luz; orar é inundar-se de forças poderosas do mundo invisível para atuar com segurança no mundo de formas visíveis, que é o nosso, guardando no coração a certeza da vida eterna. “A imortalidade é a luz da vida, como este refulgente Sol é a luz da natureza”. Creia em Deus! Creia em Jesus! Creia na Vida Eterna! r


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Num momento em que a vida humana é desprezada em razão de interesses materialistas, de desequilíbrios emocionais e de ofensas às leis naturais, a AJEBrasil (Associação Jurídico-Espírita do Brasil) conclama a sociedade a valorizar a vida em todas as suas dimensões, desde o nascituro ao idoso, reconhecendo que sua beleza está na pluralidade de suas manifestações. O respeito ao próximo requer amor à própria vida. Invista neste propósito.


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Ah esse Amor! Por que ainda permanecemos no casulo da indiferença? Guaraci de Lima Silveira guaracisilveira@gmail.com

G

uarnecido por véus translúcidos a essência do amor encontra-se nalgum ponto no âmago do Criador e da criatura. Que caminho difícil é o de trilhar ao seu encontro. E o vemos nalgum vestígio do hoje, do agora, nalguma lembrança guardada nos escaninhos da memória que, de quando em quando ressurge, querendo ser de novo. Vezes há que nos imaginamos como buscadores da joia preciosa que nos libertará definitivamente. E, feito um herói mitológico, vamos nós, vencendo as escalas, eras, labirintos; medusas: a górgona com cabelos de serpente. E encontramos Tristão e Isolda bebendo a poção mágica do amor. Tristão, mortalmente ferido por uma flecha, exclama, “se amar é ter que morrer, eu morro feliz pelo amor que sinto”! Isolda, prometida a outro, ao vê-lo morto, também morre de tristeza por ter perdido seu amor. Em tempos transatos a mitologia era de domínio popular funcionando como ante câmera dos esboços sobre a moral, ética, estética, belo e bom; mais tarde desenvolvidas pelos filósofos a

partir dos gregos, notáveis em seus estudos e coragem de expor o real num ambiente farto de fantasias, próprias de mentes infantis. A mola mestra era sempre o amor que se contrapunha veementemente ao mal que surgia aqui e ali, quase vencendo, mas sempre derrotado. Então, o amor é a vocação da alma. O ponto de partida e chegada, o alfa e o ômega. Impossível viver sem ele que se guarda nas mil pétalas do centro de forças corolário. E o que dizer dos poetas, romanceiros, tagareleiros... Cantaram e cantam o amor no festival do bem instituído pelo belo do qual é oriundo e se mostra às almas benditas que o busca no santuário das almas: a sua e a da Criação. Há a melodia divina cantando perenemente o amor. Contudo um staccato surge entre ela e a melodia cantada pelos homens. Daí a permanência das incertezas, inseguranças, medos e conjugações funestas do verbo não amar, não perdoar, não prosseguir feito um herói de si em busca do futuro, lá no infi nito, junto a Deus, vivendo a mais pura intimidade do amor!

“Eis que vos conclamo a amarem-se como irmãos, como eu vos tenho amado, pois que meus discípulos serão reconhecidos pelo muito que se amarem”, exortou Jesus! Ah é tão bom relembrarmos o Mestre do Amor que, pelo amor,

desceu dos planos crísticos e veio até nós, e nós, por que insistimos em permanecer no casulo da indiferença, enquanto lá fora, nos sóis infinitos, vivem comunidades livres pelo amor? Ah esse amor! Como anseio por ele! r


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Africanismo e Espiritismo Importante conhecer para saber distinguir. José Carlos da Costa Custodio

josecccustodio@yahoo.com.br

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uando Allan Kardec diz que o Espiritismo está presente em todas as épocas refere-se também ao mediunismo, encontrado nas práticas mágicas e religiosas de diversas culturas, como o demonstrou Ernesto Bozzano, em “Popoli Primitivi e Manifestazioni Supranormali”, ao tratar das formas pré-históricas do fenômeno mediúnico como raízes religiosas, com base nas pesquisas do antropólogo André Lang e nas do etnólogo Max Fredon Long, em “The Making of Religion”1, mas não ao Espiritismo propriamente dito ou Doutrina Espírita, cujo marco inicial é “O Livro dos Espíritos” e as quatros obras posteriores, que lhe desenvolvem os princípios.

Nina Rodrigues – que foi professor de Medicina Legal na Bahia - é considerado o pioneiro dentre os que trataram da influência do negro na cultura brasileira e o Prof. Arthur Ramos, em “O Negro Brasileiro”, a maior autoridade. Depois, Luiz Viana Filho, com “O Negro na Bahia” e o historiador Vicente Tapajós. Na bibliografia espírita, Deolindo Amorim, com “O Espiritismo e as Doutrinas Espiritualistas”, “Africanismo e Espiritismo” e “Umbanda em Julgamento”, de Alfredo d’Alcântara Gilberto Freire, em “Casa Grande e Senzala”, diz que a miscegenação, largamente praticada no Brasil, corrigiu a enorme distância entre

a casa-grande e a mata tropical, diminuindo a aristocratização e facilitando a democratização social do Brasil. Entendemos que desse lento processo resultou o aparecimento de um tipo genuíno de brasileiro, “... cuja alma é a flor amorosa de três raças tristes, na expressão harmoniosa de um de seus poetas mais eminentes.”2 Quando D. João VI intensificou a imigração, iniciando-se o processo de “abranqueamento”, o Brasil era um país de mulatos e morenos, como o foram José do Patrocínio, Luiz Gama, João Caetano, Machado de Assis, respectivamente, jornalistas, teatrólogo, escritor. Quando o Dr. Joaquim Carlos Travassos – médico, publicista,

PÁGINA 8 – traduziu, em 1875, do francês para o português, as três primeiras obras de Allan Kardec, já de algum tempo o Africanismo vinha se amoldando à cultura brasileira e com isso perdera em parte seus traços primitivos, formando no país, como diz Arthur Ramos1 uma cultura de fusão, resultando num sincretismo religioso. Nestas condições, o Africanismo tentou absorver o Espiritismo pelo fenômeno mediúnico, porém não há relação entre a prática espírita e as cerimônias daquele culto africano e suas variáveis, como a Umbanda. Uma das características do Espiritismo é a ausência de ritual, talismãs, exorcismo, palavras sacramentais, sacerdócio, imagens. Seu lema é trabalho, solidariedade e tolerância. r 1. PIRES, J.Herculano. O Espírito e o Tempo. 2. XAVIER, Francisco Cândido. Brasil Coração do Mundo Pátria do Evangelho. Pelo Espírito Humberto de Campos.

Americana e Limeira em ciclo de palestras Em Limeira – no Teatro Nair Belo – Mês Espírita Nos sábados de março (5, 12, 19 e 26), às 20h. Palestrantes: André Rosa, Roosevelt Tiago, Orson Carrara e André Peixinho. – Local: Rua João Kuhl Filho, s/nr. – Parque da cidade. Informações: 19 3441 1314 ou www.uselimeira.org.br e ncguirau@terra.com.br. Em Americana – no Paz e Amor – 72 anos da instituição Nas terças-feiras de março (1, 8, 15, 22, e 29), às 19h45. Palestrantes: Orson Carrara, André Rosa, Cláudia Gerlernter, Tiago Essado e Ismael Batista. Local: Rua Luiz Delbem, 30. Informações: (19) 3462 3505 ou www.centropazeamor.com.br e ferreirapr@uol.com.br.


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Pureza doutrinária Até onde a conhecemos? Marildo Campos Brito 36odliram@gmail.com

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nfelizmente temos encontrado não raramente no meio espírita, ou pelo menos quem se digne e preze como um atento observador e estudioso do espiritismo, de companheiros que militam em suas instituições na condição de dirigentes, médiuns, voluntários e frequentadores, estarem assumindo uma postura inadequada quanto aos postulados de Allan Kardec. Recordando o Mestre Maior quando nos asseverou que não veio ao mundo para destruir a lei de Deus mas dar-lhe o cumprimento e o verdadeiro sentido destas mesmas leis, o espiritismo, a seu turno, apropriando-se destes ensinamentos cristãos, procurou metodicamente desenvolver, explicar e completar racionalmente o que não era possível aos homens daquela época compreender e assimilar devido ao seu grau de adiantamento moral e intelectual. Já o mesmo não poderia estar ocorrendo nem tão pouco ser admitido com relação a classe espírita contemporânea, que estando em posse deste maior legado deixado por Allan Kardec há mais de 150 anos de suas luminares obras, preferem acomodar-se ao “dolce far niente” descompromissando-se de suas responsabilidades que a doutrina tão sobejamente oferece-nos como sendo aquela recomendada na introdução de O Livro dos Espíritos de maneira imperiosa “[...] Sede mais laboriosos e perseverantes em vossos estudos, sem isso os Espíritos superiores vos abandonam, como faz um professor com os alunos negligentes [...]”. Entretanto sem a pretensão de impormos proselitismo ou fazer da

exceção uma regra, é lamentável ainda depararmo-nos com alguns métodos e práticas religiosas, cientificas e filosóficas de alguns centros espíritas, totalmente inconciliáveis e desconectadas com o que estudamos, praticando o espiritismo a “moda da casa” ou “a moda antiga”. Convivendo com esta realidade deturpada e multifária, e sob pena de comprometer principalmente seus profitentes a um sincretismo, faz-se urgente e imprescindível, alertar aqueles que estão investidos do compromisso de instrução e divulgação em que laboram, conscientiza-los sobre a verdadeira essência e objetivo do espiritismo, da qual, Jesus Cristo anunciou como sendo o consolador prometido através do Espírito da Verdade. Respeitando em cada criatura humana a sua liberdade de pensamento e determinação estabelecido nas leis morais, é sabido que toda crença quando sincera e que conduz ao bem, é nobre e louvável, desde que cada um de nós, acautele-se e espose os princípios professados com fidelidade, como também, da invasão em massa que vem ocorrendo de obras antidoutrinárias, que permeiam sem nenhum controle e critério de avaliação entre editoras e leitores.

Portanto é nosso dever e obrigação, sem que isto constitua quaisquer prejuízo ou constrangimento, esclarecer em bases fraterna, aqueles que compartilham conosco o mesmo ideal. Como o próprio apóstolo Paulo de Tarso em sua primeira epístola aos Coríntios do Novo Testamento 10:23

afirmava: “Tudo é permitido, porém nem tudo é proveitoso. Todas as coisas são lícita, contudo nem todas são edificantes”. E de par com a proposição paulina, encontraremos no livro Estude e Viva pela psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira através dos espíritos Emmanuel e André Luiz a seguinte exortação: “[...] Para isso, estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação”. r


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O passe espírita Sem contraindicação, é dispensável quando se está com boa saúde física e psíquica. Cláudio Bueno

klardec1857@yahoo.com.br

É

sempre crescente o número de pessoas que procuram a casa espírita para receber o passe, principalmente na medida em que o seu emprego é mais e mais divulgado como um recurso sério, eficaz, totalmente gratuito e aplicado com amor fraterno dentro do centro espírita. Em síntese, o passe é a transmissão de energias fluídicas vitais do médium em conjunto com recursos espirituais, canalizados para o receptor necessitado. A grande maioria dos frequentadores das câmaras de passe recebe, digamos, uma “energia padrão” que serve para alívio dos que buscam recompor as forças depauperadas em função do cansaço físico e mental e para outras ocorrências de desconforto menos significantes. São energias calmantes, tranquilizadoras, reguladoras do metabolismo físico, com abrangência significativa sobre o espírito.

Já aqueles que passam por tratamento, ou os casos mais complexos a critério dos espíritos, recolherão fluidos mais específicos e individualizados, de acordo com as necessidades de cada caso, sob supervisão da equipe espiritual dos trabalhos na casa espírita. Contudo, tanto numa quanto noutra situação, cabe aos espíritos a decisão de qualificar e quantifi car os fl uidos que cada um necessite, conforme as suas observações, assim como cabe ao médico a prescrição e ao enfermeiro a administração. Não pretendo dizer que a participação do passista é a de simples coadjuvante, mas que o empenho espiritual é decisivo nessa prática, o que me leva a repetir com o professor Herculano Pires: “Todo o poder e toda a eficácia do passe espírita dependem do espírito e não da matéria, da assistência espiritual do médium passista e não dele mesmo”1.

Atualidade de Kardec Para quem vai iniciar ou formar um grupo novo: “Quem tem a intenção de organizar um grupo em boas condições deve antes de tudo se assegurar do concurso de alguns adeptos sinceros, que levem a Doutrina a sério e cujo caráter conciliador e benevolente lhe seja conhecido. Com esse núcleo formado, que seja de três ou quatro pessoas, se estabelecerá regras precisas, seja para as admissões, seja para a direção das reuniões e para a ordem dos trabalhos, regras às quais os recém chegados terão de se conformar... A primeira condição a impor, se não se deseja ser a cada instante distraído por objeções ou questões ociosas, é pois o estudo preliminar. A segunda é uma profissão de fé categórica e uma adesão formal à Doutrina de O Livro dos Espíritos e certas outras condições especiais que se julgar a propósito.” - Allan Kardec, Revista Espírita de 1861.

“O passe espírita é prece, concentração e doação” 1, diz ainda Herculano Pires. Sendo assim cabe ao colaborador passista,

(...) se o passista, por alguma razão, não conseguir concentrar-se a contento, que firme o pensamento na prece silenciosa e os espíritos o ajudarão. Só isso, e nada mais que isso. Sem “gesticulações” ou “desvios imaginários”, como afirma ainda o professor Herculano.

depois de preparar-se convenientemente, estender as mãos acima do paciente e manter a mente serena, num estado natural e permanente de prece. No

momento da aplicação do passe, quanto menos agitar a mente com formulações ideoplásticas melhor para a emissão e/ou repasse de fluidos ao paciente. E, se o passista, por alguma razão, não conseguir concentrar-se a contento, que firme o pensamento na prece silenciosa e os espíritos o ajudarão. Só isso, e nada mais que isso. Sem “gesticulações” ou “desvios imaginários”, como afirma ainda o professor Herculano. O mais é por conta dos trabalhadores do outro lado que, se necessário, farão diagnóstico e imprimirão caráter especial aos fluidos que serão ministrados. O passe espírita, cada vez mais disseminado no meio social, é fator de apoio não só a quem está fazendo tratamento médico e/ou espiritual, mas também recurso importante para recompor as energias gastas com a vida movimentada e estressante dos dias modernos. Dispensável quando se está com boa saúde física e psíquica, o passe espírita deve ser entendido como um “remédio espiritual” que, se não oferece contra-indicação, também não deve ser usado indiscriminadamente. r 1. PIRES, J. Herculano. Obsessão, o passe, a doutrinação, Editora Paidéia.


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Léon Denis, de Avaré (SP), completa 100 anos Instituição fundada em 1916 programa grande evento para comemorar centenário. Leide Prestes Vieira Avaré

E

m junho próximo a Associação Espírita Léon Denis completará seu Centenário de fundação, com grande evento comemorativo.

Sr. Tobias de Souza Leme. A Sra. Maria Rita (foto), mineira, viúva, veio de São Paulo com seu filho engenheiro, contratado para efetuar as montagens da primeira Usina Hidrelétrica do município. Veio a conhecer o Sr. Tobias, sitiante da região, casaram-se e ambos iniciaram os trabalhos árduos da construção do centro espírita. Segundo a Sra. Leide Prestes Vieira, filha do Sr. Jorge José e Sra Joana Pegoli José (frequentadores da casa espírita ainda na zona rural), a construção da Ass. Espírita Léon Denis foi realizada com muito esforço, dedicação e amor à causa espírita sendo executados inúmeros cortes de árvores, arrastados ainda por carros de boi. Foi construído um salão com dimensões de 6 metros de largura por 15 metros de comprimento, considerado de grande porte para Diário Oficial da época com registro da instituição a época. Importante Sua linda história começa em fato foi a construção, próxima junho de 1916 (vide foto Diário ao centro espírita, de uma casa Oficial da época), na zona rural de dois cômodos para abrigar da cidade de Avaré(SP) – Fazen- frequentadores que vinham de da “Água da Onça”, à beira do locais distantes. Toda essa históRio Lajeado. ria foi possível resgatar graças às Seus fundadores foram a Sra. memórias do Sr. Jorge José, hoje Maria Rita da Silva e seu esposo já desencarnado, que contava ter

começado a frequentar essa casa espírita com 15 anos de idade. Havia na época uma única reunião semanal – Evangelho e Passes – sendo recebidos nessa casa frequentadores de várias regiões do Estado, Rio de Janeiro, dentre outras, acontecendo ali muitas curas. Diante disso, muitas bengalas, muletas, dentre outros eram deixados no porão da casa espírita. Interessante citar nesta matéria que o Estatuto de junho/1916 já trazia alguns fins/objetivos que ainda hoje almejamos. Dentre eles podemos citar: “ –1º) realizar a fraternidade espírita em toda a cidade e município; - 3º.) propagar por todos os meios lícitos e principalmente pelo exemplo, a doutrina espírita; - 4º.) desenvolver por meio de instrução theórica e prática, as aptidões mediúnicas dos associados, com relação à doutrina; (...) – 6º) praticar a benef icência; - 7º) iniciar e admitir relações com terceiros no intuito de dar margem à divulgação da doutrina; - 8º) criar e

manter uma pequena bibliotheca de obras espíritas ...”.(texto fiel) Por perseguição policial à doutrina espírita, comum à época, essa casa continuou por um longo tempo na zona rural, sendo posteriormente transferida para a zona urbana, no endereço que atualmente realiza suas atividades – Rua Prefeito Arthur de Carvalho, 2 204 – Vila Martins – Avaré, com reuniões públicas às 4as. (14 h) , 5as. (20 horas), 6as. (18 h.) e Domingos (19:30 horas). Nas próximas edições mais notícias da belíssima história dessa centenária casa espírita (1916/2016). r

Estatuto manuscrito de 1916

Maria Rita da Silva


REMETENTE:

PÁGINA 12

Instituto Cairbar Schutel. Março de 2016

Caixa postal 2013

15997-970 - Matão-SP

Zika Vírus e o Aborto Associação Médico-Espírita do Brasil se posiciona oficialmente. Transcrição parcial de manifesto constante do site www.amebrasil.org.br

O

s que defendem a legalização do aborto encontraram na associação do aumento da microcefalia com o surto de zika vírus uma oportunidade para retomar a discussão da liberação do aborto no Brasil. (...) Os argumentos utilizados se baseiam na liberdade da mulher poder escolher o que é melhor para si, esquecendo que existe uma vida a qual se está negando o primeiro e mais fundamental dos direitos humanos, o direito à vida.(...) Reconhecemos que a mulher que gera um feto deficiente precisa de ajuda psicológica por longo tempo; constatamos, porém, que, na prática, esse direito não lhe é assegurado. O aborto provocado é um procedimento traumático com repercussões gravíssimas para a saúde mental da mulher e que geralmente aparecem tardiamente. O aborto produz um luto incluso devido à negação da ocorrência de uma morte real, mas esse aspecto é totalmente desconsiderado.

As mulheres sofrem uma per- de cada um desses dois eventos. da e suas necessidades emocio- O aborto espontâneo é um evennais são relegadas ou escondidas. to imprevisto e involuntário, enElas não conseguem vivenciar quanto o aborto provocado intero seu luto e lidar com a culpa. rompendo o desenvolvimento do (...) Esse processo vai gerar embrião ou do feto e extraindo-o profundas marcas e favorecer o do útero materno contempla a responsabilisurgimento da dade conscienSíndrome pós Não é dando a te da mãe. As -aborto (PAS). mulheres que se Ps i q u i a t r a s e mulher autonomia para psicólogos es- matar seu filho dentro de submeteram ao aborto afirmam pecializados em que a culpa não atender mulhe- seu ventre que é gerada de res que abor- resolveremos os fora para dentaram alertam problemas sociais. Isto tro, infundida para o aumento não passa de demagogia. nelas por outras dos transtorpessoas ou pela nos emocionais causados pelo aborto provocado. religião, ao contrário, ela surge Eles afirmam que os efeitos psi- e cresce em seu mundo íntimo cológicos do aborto são extrema- a partir do ato abortivo. (...) O mente variados e não são deter- aborto não é definitivamente minados pela educação recebida uma “solução fácil” como afirou pelo credo religioso. Esclare- mam muitos, mas um grave procem que a reação psicológica ao blema, um ato agressivo que terá aborto espontâneo e ao aborto repercussões contínuas na vida involuntário é diferente, está re- da mulher. (...) Portanto, aborto lacionada com as características nunca será uma solução, sempre

um lado ou ambos serão prejudicados. Não é dando a mulher autonomia para matar seu filho dentro de seu ventre que resolveremos os problemas sociais. Isto não passa de demagogia. É necessário investir na educação das massas para prevenção da gravidez indesejada, mas jamais matar uma criança inocente. Os fins não podem justificar os meios. A sociedade que apela para o aborto declara-se falida em suas bases educacionais, porque dá guarida à violência no que ela tem de pior, que é a pena de morte para inocentes. Compromete, portanto, o seu projeto mais sagrado que é o da construção da paz. A Associação Médico-Espírita do Brasil reitera seu posicionamento contra qualquer forma de violência a uma nova vida que não põe em risco a vida materna e que surge aguardando o auxílio de braços fortes e sensíveis que lhe ampare em sua fragilidade. (...) r

Tribuna do Espiritismo - março de 2016