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ÓRGÃO MENSAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA PARA TODO O BRASIL • ABRIL DE 2017 • ANO 4 • Nº 43 • 16.000 EXEMPLARES • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA www.institutocairbarschutel.org – www.associacaochicoxavier.com.br

Em 2017 – 160 anos!

Conhecimento ilumina caminhos, amadurece consciências. Leia matérias nas páginas 2 e 11.

Irmã de Herculano Pires

Personagens de abril Treinamento

Não deixe de ler reportagem de Avaré (SP) com Marília Pires Ward, irmã do notável Herculano, com relatos da convivência familiar.

Importantes vultos espíritas marcam o mês de abril, ensejando pesquisas, estudos e divulgação.

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Fechamento autorizado Pode ser aberto pela ECT

São João da Boa Vista (SP) convida para marcante evento sobre educação em feriado prolongado.

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Curta nossas páginas no Facebook: Instituto Cairbar Schutel e Tribuna do Espiritismo

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Abril de 2017

Editorial

No mesmo mês

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o mesmo mês em que alcançamos os 160 anos de publicação de O Livro dos Espíritos (no dia 18 de abril de 1857) também lembramos o nascimento de Chico Xavier, o apóstolo da mediunidade (no dia 2 de abril de 1910). Mas também foi em abril que foi fundada a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, o primeiro centro espírita do planeta, por Allan Kardec (dia 1 de abri de 1858). O mês igualmente registra duas desencarnações de importantes personalidades da história do Espiritismo no planeta: Bezerra de Menezes (no dia 11 de abril de 1900) e Leon Denis (no dia 12 de abril de 1927). São datas que sugerem eventos e iniciativas em favor do estudo, pesquisa e divulgação espírita. No Editor ial da ediç ão de março, erramos na data da desencarnação de Kardec. Corrija-se para 31 de março de 1869 e não como constou. Aqui deixamos a presente edição nas mãos dos leitores para juntos prosseguirmos nesta abençoada tarefa. Levemos adiante a mensagem espírita que conforta e orienta. r

Espiritismo: o consolador prometido O Espiritismo nos ensina a conjugar, na prática, os verbos: amar e conhecer. Rogério Coelho

rcoelho47@yahoo.com.br

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avanço tecnológico está – hodiernamente – realizando maravilhas!... Sem embargo, o ser humano continua perdido no intricado báratro existencial, movendo-se com dificuldade em busca da saída do labirinto que o ameaça com suas estreitas paredes. Pressionado pelos fatores externos e injunções internas do “Self ” profundo, perde-se o homem no vórtice dos interesses palpáveis do materialismo em detrimento dos “Tesouros do Céu”, inalienáveis quão imperecíveis. As religiões tradicionais e as filosofias não oferecem soluções

que lhe estabilizem as emoções no patamar da serenidade... Dois verbos precisam ser conjugados em todos os tempos e modos a fim de que o desiderato da existência possa ser atingido: amar e conhecer. Tal a proposta apresentada pela Doutrina Espírita e, por isso mesmo, dentre outras muitas razões, é ela o “Consolador” prometido pelo Meigo Pastor Celeste há dois milênios. O Espiritismo nos ensina a conjugar esses dois verbos que, aliados ao trabalho incessante no Bem com Jesus, facultar-nos-á a definitiva alforria espiritual. Portanto, para que possamos encontrar a saída do labirinto existencial e, ao mesmo tempo encontrar a “porta estreita” que oferece passagem aos remansosos apriscos divinos, há que se percorrer as abendiçoadas páginas do Pentateuco Kardequiano, das quais podemos extratar as variegadas nuanças das consoladoras mensagens dos Imortais, que nos

indicam, com segurança, o roteiro a seguir. Só assim, encontraremos, finalmente, as pegadas d`Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida abundante... Portanto, sem Jesus e Kardec, “Porta” e “Chave” de nossa emancipação espiritual, jamais lograríamos nos desvencilhar das trevas nas quais estávamos mergulhados há milênios. Notamos assim, quão importante é a recomendação do Espírito de Verdade1: “espíritas, amai-vos; espíritas, instruí-vos”, recomendação essa que vem ratificar aquel`outra do Condutor Maior de nossas Almas, lavrada há dois milênios: “amai-vos uns aos outros”. Eis aí o roteiro da redenção que nos está assinalado pela misericórdia do Pai Celestial. A Doutrina Espírita nos oferece o mapa para percorrê-lo com segurança e sem desvios. r 1. KARDEC, Allan. O Evangelho Seg. o Espiritismo. 125.ed. Rio: FEB, 2006, cap. V, item 5, § 5º.


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E Saiu a Semear E afinal quando surgem os frutos? Marcus De Mario

marcusdemario@gmail.com

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evangelizadora espírita se aproximou e, em tom de desabafo, disse que não conseguia ver os resultados da evangelização trabalhada no Centro Espírita. Semana após semana parece que as crianças retornam do mesmo jeito e, em alguns casos, até piores. Por que continuar nesse esforço, se uma hora por semana é quase um nada diante da forte influência dos grupos sociais, da mídia e do meio em que a criança vive? Esse questionamento vez ou outra aparece e é muito útil para fazermos algumas reflexões sobre a evangelização espírita. Sempre lembramos que, enquanto evangelizadores – e aqui podemos inc luir também os professores nas escolas –, somos semeadores. Nós adubamos o solo, colocamos a semente e regamos, mas o crescimento da planta e sua frutificação são dádivas divinas, não nos pertencem. Utilizando esse exemplo retirado da natureza, é de nossa competência dar bons exemplos, ensinar e orientar, mas a frutificação depende do próprio espírito, pois não podemos fazer por ele. Será diante dos desafios da vida que ele deixará as sementes do Evangelho e da Espiritualidade crescerem. Pensemos agora se o trabalho da evangelização espírita não fosse realizado. Sem semeadura é impossível haver frutificação. Sem educação é impossível termos homens e mulheres de bem. Como bem nos lembra Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, se a doutrina espírita

salvar uma só alma do suicídio, do desespero, do materialismo, ela já terá cumprido seu papel na humanidade, já terá demonstrado sua importância, e deveremos nos alegrar por isso. Mas se pode salvar uma alma, por que não poderá salvar dezenas, centenas, milhares ou milhões de almas? É para isso

Se você é evangelizador espírita, lembre-se que você, acima de tudo, é um semeador. Existem espíritos que receberão a semente da evangelização e, por terem o coração endurecido e a mente voltada ao mal, não a deixarão crescer e frutificar, mas a semente estará nele, aguardando, com o tempo, o momento propício.

que estamos trabalhando, confiantes no amparo divino e na lei do progresso, pois a destinação futura de todos os seres humanos é a perfeição, é a felicidade. Se você é evangelizador espírita, lembre-se que você, acima de tudo, é um semeador. Existem espíritos que receberão a semente da evangelização e, por terem o coração endurecido e a mente voltada ao mal, não a deixarão

crescer e frutificar, mas a semente estará nele, aguardando, com o tempo, o momento propício. Também existem os espíritos que ainda são levianos, estão na faixa dos prazeres imediatos. Também neles a semente terá dificuldades de germinar, mas continuará ali, com seu potencial latente, pronta para eclodir quando o materialismo ceder ao espiritualismo. E assim por diante, encontrando também os que darão parte dos frutos, e outros que seguirão firmes na prática da caridade e da lei de amor. No trabalho educacional com crianças, adolescentes, jovens e adultos, encontramos a vivência da Parábola do Semeador proposta por Jesus. Com perseverança, amor e tempo, veremos o trabalho evangelizador frutificar geração a geração, no rumo da implantação na Terra do mundo de regeneração, onde o bem irá superar o mal. Mais algumas reflexões Por ser um trabalho educacional, a evangelização espírita não pode esquecer de alguns importantes princípios pedagógicos, entre os quais podemos destacar: 1 - A melhor educação é aquela feita a partir dos bons exemplos do educador, assim o evangelizador espírita deve constantemente realizar sua autoeducação. 2 - As atividades desenvolvidas devem estar de acordo com o ritmo e desenvolvimento dos educandos, respeitando as individualidades. 3 - O tempo oferecido para a realização da evangelização deve

ser de uma a duas horas, permitindo o bom desenvolvimento das atividades e da absorção das lições. 4 - Tudo deve ser feito com amor, pois o amor é a base da vida, e temos urgente necessidade de sensibilizar as novas gerações para o bem. 5 - Muito importante a realização de estudos específicos, além daqueles ligados à Doutrina Espírita, e também a realização periódica de reuniões de avaliação e planejamento. 6 - Envolver a família, trazendo pais e responsáveis para estudos específicos e colaboração no processo evangelizador, é fundamental. Vários projetos pedagógicos para a evangelização espírita estão disponíveis no movimento espírita, com farto material para reflexão e trabalho. Educadores como Dora Incontri, Lúcia Moysés, Walter Oliveira Alves, Sandra Pereira, Gladis Pedersen e outros, nos brindam com livros e projetos muito bons. De nossa parte, já publicamos alguns livros dedicados à educação espírita: Visão Espírita da Educação, Prática Educativa para Pais e Educadores, Educação com o Cristo e, recentemente, Educando o Espírito (publicação digital com distribuição gratuita). Então, se você é evangelizador/a espírita, ame o que faz e tenha certeza que, como semeador, um dia, aqui ou no mais além, você haverá de ver sua semente de amor frutificar num espírito renovado e, por certo, imensamente agradecido a você. r


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Um exemplo para todos nós: Irmã Scheilla Bondoso espírito reúne inúmeras virtudes. Fabio A. R. Dionisi

fabiodionisi@terra.com.br

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eixando o mundo das formas, entre seis e sete horas da tarde, no dia 13 de dezembro de 1641, uma personagem muito querida por todos nós desencarnou mais uma vez. Suas três últimas palavras foram: “Jesus, Jesus, Jesus!” Joana Francisca Frémyot de Chantal seria canonizada em 1767, pelo papa Clemente XIII, como Santa Joana de Chantal. A mesma individualidade que reencarnaria em 1915, em Berlim, na Alemanha, com o nome de Scheilla. Diante de todos os seus exemplos, uma reflexão é das mais oportunas, diante da sua fé, perseverança, humildade, e, sobretudo, de seu muito amor ao próximo. Principalmente diante dos desafios diários de viver, costumamos reiterar promessas de melhorias interiores. Temos a certeza de que os inúmeros Espíritos cooperadores e amigos da irmã Scheilla, assim falariam, se o desejo de não interferir com o nosso livre-arbítrio não os calassem. Bem como, piamente acreditamos que a Irmã

Scheilla não se oporá por tê-la usada como exemplo. Contrária a qualquer demonstração de personalismo, ela certamente não aprecia elogios e muito menos menções a respeito de sua pessoa. Sua humildade não o permite. Seu discernimento, muito menos; mas, por isso que existem os admiradores: para que as boas coisas sejam reveladas e compartilhadas... Não só por uma questão de carinho, mas para que possam se constituir em exemplos para nós outros. Ao longo das leituras, realizadas ao longo destes anos todos, pudemos constatar sempre as mesmas virtudes ao longo destes últimos séculos. Como nossos leitores queridos sabem, temos acesso à três fases de sua vida 1: − Sua atual presença na cidade espiritual de Alvorada Nova; − A última reencarnação, na Alemanha, no século passado, como enfermeira dedicada que desencarnou muito jovem (1915-1943); − E sua reencarnação em Dijon (França), no ano de 1572.

viver em paz, como a nossa irmã vive? Quem não apreciaria ter tantas amizades, iluminadas, à sua volta? Enfim, quem não gostaria de ter a sua fé, perseverança, humildade, e, acima de tudo, amor para com o Pai, o próximo e para consigo mesmo? Que fiquem, estes últimos parágrafos, para nossa reflexão. Que não esqueçamos dos ensinamentos e exemplos que vivenciamos por meio desta veneranda irmã. E, repetindo o que outro venerando Espírito disse: “Quem dera pudéssemos todos nós ter uma pequenina parcela de seu inf inito desejo de amar!...”. (Cairbar de Souza Schutel) Permanecemos na paz que o Nosso Mestre nos desejou! r

As consequências de todas as suas obras são visíveis e incontestáveis. Basta relembrarmos o estágio em que se encontra: o de um Espírito iluminado, amado e modelo para tantos outros, mesmo os de elevada estatura espiritual. Se, mesmo os que já se encontram à nossa frente, na jornada em direção aos Mundos Superiores, procuram seguir-lhe o exemplo, a pergunta que nos fazemos é: por que não fazermos o mesmo? Parece que a formula dá certo; não acham? 1. DIONISI, Fabio. Irmã Scheilla: missioQuem não gostaria de sentir o nária do amor. 1. ed. Ribeirão Pires, SP: que ela sente? Quem não almeja Editora Dionisi, 2017.

Presença confirmada no EAC 2017 Alzira Bessa França Amui é de Sacramento MG. Educadora aposentada, é sobrinha neta de Euripedes Barsanulfo e dirige desde 1989 o Colégio Allan Kardec, primeiro colégio espírita do Brasil, sede do Grupo Espírita Esperança e Caridade , fundado em 1905, por Barsanulfo.


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Trinta minutos Prática saudável repercute em favor de muitos. Cláudio Bueno da Silva

Klardec1857@yahoo.com.br

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uma prática usual os espíritas se reunirem semanalmente em família para estudar o Evangelho. Hábito extremamente sadio que propõe conhecer e refletir a moral ensinada por Jesus. Durante cerca de trinta minutos os participantes oram, lêem e comentam trechos dos textos evangélicos. O comportamento que deve prevalecer nessas reuniões é a simplicidade e a humildade, já que todos são aprendizes em matéria de moral e estão na condição daquele que deve perguntar a si mesmo, intimamente: “O que posso colher hoje que beneficie a minha transformação? O que preciso mudar em mim?” Além da família e eventualmente parentes ou vizinhos, os espíritos também participam. São os protetores de cada um dos presentes, espíritos familiares e simpatizantes da causa do bem, que já têm vínculos com os encarnados e os reforçam a cada encontro semanal, e assim se estabelece um compromisso espiritual entre todos. Há nessas reuniões a possibilidade da presença de entidades trazidas pelos coordenadores espirituais dos estudos, para ouvirem lições edificantes e até se beneficiarem das energias saudáveis que se acumulam no ambiente, irradiadas de ambos os lados, o visível e o invisível.

Por ser uma reunião séria de trato espiritual é preciso que haja uma preparação, como em tudo de que se queira obter resultados satisfatórios. A organização e cooperação dos encarnados favorecem muito o equilíbrio ambiente e a atuação dos espíritos benfeitores, que fazem de antemão a sua parte. Portanto, diminuir o ritmo físico e mental um pouco antes do início da reunião, eliminando conversas desnecessárias e atividades que possam ser adiadas é uma boa atitude entre os encarnados. A música suave é apropriada, porém conta-se com o bom senso em relação a rádio, TV, celular, computador, etc. O Evangelho no lar propõe a higiene da alma e a higiene espiritual do ambiente doméstico. Para isso a atmosfera precisa estar calma e as pessoas receptivas às boas energias. Com isso melhoram as vibrações de cada um, melhoram também as relações afetivas entre os familiares: menos revolta, menos agressividade, mais equilíbrio diante das dificuldades, mais compreensão com o erro do outro. E há um ganho substancial na harmonização do clima espiritual do lar. O estudo do Evangelho em casa pacifica a convivência entre os membros da família, que vão aprendendo a dar menos importância às questões puramente materiais,

valorizando mais os cuidados com a alma. O clima bom, respeitoso e elevado desses breves momentos semanais vai com o tempo, a disciplina e o esforço, se consolidando dentro de casa, e os instantes calmos e felizes em família se ampliam, sendo cada vez mais frequentes e duráveis. A força moral dos ensinos e exemplos de Jesus penetra no coração dos participantes da reunião, fortalecendo em todos a vontade de praticá-los no dia-a-dia junto aos semelhantes. Os problemas naturais da vida não se acabam, mas são diminuídos, suavizados pela compreensão que o ensino evangélico proporciona.

Dentre tantos benefícios, o Evangelho em casa faz desenvolver a confiança em Deus, a fé no futuro, faz avivar o sentimento da caridade e amor ao próximo. Para onde formos levamos isso no coração. O Evangelho no lar é um convite à transformação moral, à mudança de hábitos, à renovação de mentalidade, à melhora da saúde. E para manter esse estado de espírito durante toda a semana, até a próxima reunião, recomenda-se enfaticamente: oração e vigilância diariamente. A oração como forma de manter o espírito nutrido de energias positivas. A vigilância como filtro dos maus pensamentos. r Crise e oportunidade são os dois lados da mesma moeda. De que lado você prefere estar quando a crise (ou a oportunidade) chegar? Tomando como base as variadas crises humanas, Donizete elaborou sínteses relevantes ao aprofundar estudos e reflexões com os ensinamentos Kardec e de outros amigos espirituais. O resultado é este livro, onde o magistrado também aponta propostas à superação, com método e valores morais adequados. Então, vamos juntos nesse aprendizado, porque podemos, sim, gerenciar nossas crises.


Agende-se para participar 21 a 23 de abril – Encontro Educação Espírita - S. J. B. Vista (SP) 27 e 28 de maio – Pirassununga (SP) = Encontro da AFA 11 de junho, domingo – Avaré (SP) = Encontro Herculano Pires Inscrições abertas pelo site www.institutocairbarschutel.org 28 a 30 de julho – Encontro Chico Xavier – Guaxupé (MG) 20 de agosto, domingo – Rio Claro (SP) – SEMEAR Inscrições abertas pelo site www.semearrioclaro.com.br/ 2 e 3 de setembro – Matão (SP) – 7º. EAC Breve abertura das inscrições


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São João da Boa Vista convida você! Evento tem inscrições pelo site em excelente programação. Redação

institutocairbarschutel@gmail.com

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I Encontro de Educação Espírita é a realização de um projeto há muito acalentado pela USE de São João da Boa Vista e região. O objetivo é reunir espíritas e simpatizantes para, num clima de fraternidade, alegria e paz, dialogar e refletir sobre temas da atualidade, à luz da Doutrina Espírita. Com o tema gerador “A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral” (cap. XII em O Livro dos Espíritos), queremos enfatizar o convite ao autoconhecimento, requisito indispensável nesta época de transição. Além de uma programação variada com músicas, peças de teatro e com palestrantes renomados de diversas regiões do Brasil, também lançaremos o Clube do Livro “Humberto de Campos” e para isso contamos com a colaboração valiosa dos companheiros Amélio Fabbro e Cláudio Reis, de São Carlos. Venha participar! Sua presença enriquecerá o nosso evento e teremos a alegria de viver momentos emocionantes de paz e reflexão, sempre com a proteção carinhosa do nosso Divino Mestre Jesus. Todas as informações estão no site: http://use_sjbv. gitlab.io/encontro_educacao_espirita/ Contatos – Telefone: (19) 3633-1475; WhatsApp (Elaine): (19) 97112-5314; WhatsApp (Durceli): (19) 99631-1194; e-mail: use.intermunicipal. sjbv@gmail.com.


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Inesquecíveis personagens em abril Chico, Bezerra e Leon Denis deixaram preciosos legados. Umberto Amarildo de Freitas

Chico Xavier Francisco de Paula Cândido Xavier (02/04/1910 – 30/06/2002) nasceu em Pedro Leopoldo, onde permaneceu até 1959, e depois fixou residência em Uberaba, ambos municípios de Minas gerais, onde construiu seu legado de luz e fraternidade que fizeram-no conhecido e respeitado, especialmente por suas imensas virtudes. Mais do que a expressiva contribuição literária mediúnica, está o exemplo de cidadão e de homem de bem, bem caracterizado por Allan Kardec em O Evangelho segundo o Espiritismo (capítulo XVII). Suas virtudes bem dizem da condição do espírito moralmente

elevado, consciente dos deveres cristãos e sempre comprometido com o bem. Sua biografia, que virou filme e é alvo de dezenas de obras, traduzem a grandeza e humildade do espírito que esteve entre nós e deixou um recado importante para nossa análise e vivência, convidando-nos ao bem, à fé, à perseverança, ao desapego, à humildade, através do próprio exemplo. Estudar seu legado, sua biografia, é engrandecer-se. Bezerra de Menezes Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (29/08/1831 – 11/04/1900), mais conhecido apenas como Bezerra de Menezes, foi um médico, militar, escritor, jornalista, político, filantropo e expoente da Doutrina Espírita. Conhecido também como O Médico dos Pobres. Conheceu a Doutrina Espírita quando do lançamento da tradução em língua portuguesa de O Livro dos Espíritos (sem data, em 1875), através de um exemplar que lhe foi oferecido com dedicatória pelo seu tradutor, o também médico Dr. Joaquim Carlos Travassos. Escreveu diversas obras, integrou-se a diversas iniciativas de caráter humanitárias e mesmo após a desencarnação, permanece trabalhando ativamente, manifestando-se com constância no estímulo do bem e da confiança em Deus, pela psicografia e

pela psicofonia. Pela atuação destacada no movimento espírita da capital brasileira no último quartel do século XIX, Bezerra de Menezes foi considerado um modelo para muitos adeptos da Doutrina. Destacam-lhe a índole caridosa, a perseverança, e a disposição amorosa para superar os desafios. Essas características, somadas à sua militância na divulgação e na reestruturação do movimento espírita no país, fizeram com que fosse considerado o “Kardec Brasileiro”,

por toda a Europa em congressos internacionais espíritas e espiritualistas, defendendo ativamente a ideia da sobrevivência da alma e suas consequências no campo da ética nas relações humanas. É conhecido como sendo o “consolidador do Espiritismo” em toda a Europa, bem como “apóstolo do Espiritismo”, dadas as suas qualidades intrínsecas de estudioso do Espiritismo. Autor clássico espírita, é chamado o filósofo ou o poeta do Espiritismo. Publicou vários livros, todos eles de grande conteúdo Léon Denis doutrinário e expressiva lucidez, Léon Denis (01/01/1846 – que não podem deixar de ser lidos, 12/04/1927) foi um pensador estudados, divulgados. Sugerimos espírita, médium e um dos princi- aos leitores conhecerem as obras pais continuadores do Espiritismo Depois da Morte, O Problema do após a morte de Allan Kardec, ao ser, do destino, da dor, O Além e lado de Gabriel Delanne e Camil- a Sobrevivência do ser, O Grande le Flammarion. Fez conferências Enigma, entre outras. r

Feira do Livro Espírita no Boulevard Shopping Nações em Bauru Período: 07/04/17(sexta) a 07/05/17 (domingo) Organização da Associação Chico Xavier para Divulgação Espírita Local: Boulevard Shopping Nações Rua Marcondes Salgado, 11-39, Bauru/SP No horário de funcionamento dos Shopping Expositores e Palestrantes todos os dias: Nazil Canarim Junior, Nazareno Feitosa, Ditinha Calixto, Allan Vilches, Ângela Moraes, Edgar Miguel, Paulo Lodi, Leleco, Orson Peter Carrara, Neli Del Nery Prado, César Esteves Moron, Orlando Noronha e outros ainda não confirmados. Você pode acompanhar as informações e andamento da FLE no site e redes sociais: www.associacaochicoxavier.com.br; www.facebook.com/ associacaochicoxavier


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Herculano, a simplicidade de uma alma Irmã do grande escritor relata sobre a convivência familiar.

Na casa verde esperança, O choro da criança Foi mais um grito de fé

(...) Não é fácil falar do Herculano Poeta e escritor, Destacado filósofo Professor é que a casa de Herculano era ponto A entrevista informal foi um Hábil jornalista de encontro da família e amigos. Fo- encontro muito alegre e feliz. A Fiel e corajoso defensor da causa ram muitos familiares aos quais deu Irmã de José Herculano Pires nar- espírita guarida, carinho e amor. “Enquanto rou episódios de muito amor e fé couber pessoas, podem vir”, dizia ele. E manifestados por “Zequita” em sua É tão fácil falar do Jequita, O filho tão amado E esposo dedicado. O pai amigo O irmão muito querido Falar Da grande humildade E do amor por sua cidade!

Coordenação do I Encontro Anual José Herculano Pires, em Avaré (SP)

N

o próximo dia 11 de junho ocorre em Avaré-SP o I Encontro José Herculano Pires. Herculano é nascido em Avaré e este é o objetivo desta justa homenagem, por se tratar do “metro que melhor mediu Kardec”, segundo Emmanuel. Uma série de reportagens referentes ao Encontro estão sendo noticiadas e nesta matéria apresentamos uma coletânea de informações colhidas através de uma conversa agradável com a irmã caçula de José Herculano Pires, Sra. Marília Pires Ward, residente em Avaré (SP). Nesta conversa, sua irmã relata fatos importantes e outros curiosos. Destacou a simplicidade do espírito de seu irmão, por ela denominado “Zequita” – companheiro de incontáveis noites de conversas, casos, “causos” e reuniões de família, que avançavam noite adentro , terminando muitas vezes com quase todos se recolhendo enquanto Herculano – “a voz do Espiritismo” – amanhecia escrevendo. Segundo a Sra. Marilia, muito jovem “Zequita” muda-se para Cerqueira Cesar para ajudar seu pai. Logo depois conhece sua esposa Maria Virgínia, sobrinha do grande divulgador e médium espírita Cornélio Pires – com amor a primeira vista; casam-se pouco tempo depois. De lá, comprou um jornal em Marília, onde passaram inúmeras dificuldades, muitas devido a honestidade de seu irmão por sempre defender os menos favorecidos da época. Quando mudam-se para São Paulo, durante 10 meses permanece desempregado, mas nunca perdeu sua fé e sua confiança em Deus. Outro fato narrado pela irmã de “Zequita”,

1979 Neste ano Partiu Herculano... Avaré indiferente, calada Sobre ele não diz nada... Quem sabe até se esqueceu do Herculano, Filho seu.

amava e sustentava a quem chegasse e tudo sem nunca reclamar, com muito bom humor. Mais um fato interessante narrado por Sra. Marília diz respeito ao temperamento de Herculano: “Sempre muito alegre e divertido, transformava-se em uma pessoa séria e pontual quando o assunto se tratava da Doutrina Espírita”, percebido ainda mais na época da adulteração do Evangelho segundo o Espiritismo e combatido por vários anos por “Zequita”, obtendo êxito e apoio futuros. Em suas vindas à Avaré, segundo a irmã de Herculano, ele adorava visitar uma paineira que existia próximo a estação ferroviária e que, segundo ela, após seu desencarne, em 09 de março de 1979, essa árvore também vai perdendo a vida e morre.

intimidade. Manifestou, também, a felicidade pelo reconhecimento e comemoração que os espíritas avareenses estão programando para o próximo dia 11 de junho. Um dos maiores presentes que a Sra. Marília deu ao irmão foi ter escrito uma poesia dedicada ao mesmo que transcrevemos parcialmente abaixo e encerramos a matéria muito gratos pelo acolhimento, na certeza que esta será, embora tardia, um início de uma justa homenagem ao nosso querido “Zequita”, o tão conceituado espírita José Herculano Pires. HERCULANO 1914 Neste ano nasceu Herculano No Largo São João, em Avaré.

Mas a antiga paineira Que a vida inteira Foi por ele tão amada, Lá na praça abandonada Foi murchando, Entristecida, Com a sua despedida... O seu verde amarelou E ela , triste, secou... Partiu Herculano Num ambiente De paz E o perfume envolvente Das “boninas” Humildes margaridas pequeninas... “ Foi ver outra cidade Toda incendiada de uma luz divina” Sem gritos, sem dores, sem prantos “Cidade celeste, Cidade pura, Cidade encantos”. r


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Como entender o dinheiro Lições de Emmanuel lançam luz na questão. Adaptado por Roque Roberto Pires de Carvalho roquerpcarvalho@gmail.com

A

obra de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel, comentando o Evangelho segundo Mateus (25:25) nos oferece, entre tantas outras lições como lidar com o dinheiro, não só em momentos de crises mas também como utilizá-lo com temperança e juízo. “O dinheiro é semelhante à alavanca suscetível de ser manejada para o bem ou para o mal. ACORRENTADO ao poste da avareza, produz o azinhavre da sovinice; contudo, sob a inspiração do trabalho, é o lidador

ENTENDA o dinheiro por servidor da felicidade e do aprimoramento do mundo, a rogar em silêncio para que lhe ensines a realizar o bem que lhe cabe fazer.

fiel que assegura os frutos do milharal e as paredes da escola, a cantiga do malho e a força da usina. ATRELADO ao carro do orgulho, é o estimulante do erro, mas, na luz da fraternidade, é o obreiro da renovação incessante, enriquecendo o solo e construindo a cidade, desdobrando os fios do entendimento e garantindo os valores da educação. AFERROLHADO no cofre da ambição desvairada, é o inimigo da evolução; todavia, endereçado à cultura, é o agente do progresso, auxiliando o homem a solucionar os enigmas da enfermidade e a resolver os problemas da fome, a

compreender os mecanismos da natureza e a inflamar o esplendor da civilização que analisa a terra e vasculha o firmamento. DETIDO na sombra do egoísmo, é o veneno que promove a secura do sentimento; no entanto, confiado à caridade, é o amigo prestimoso que desabotoa rosas de alegria no espinheiral da provação, alimentando pequeninos desamparados e sustentando mães esquecidas, levantando almas abatidas que o infortúnio agride e iluminando lares desditosos que a necessidade escurece. Dinheiro! Repara o dinheiro! Dizem que ele é o responsável pelo transeunte que a embriaguez atira à calçada, pelo delinquente escondido nas aventuras da noite, pelo irmão infeliz que anestesiou a consciência na cocaína e pela mão insensível que matou a criancinha no claustro materno; entretanto, por trás da garrafa e da arma delituosa, tanto quanto na retaguarda do entorpecente e do aborto, permanece a inteligência humana, que escraviza a moeda à criminalidade e à loucura. CONTEMPLA o dinheiro, pensando no suor e no sangue, na vigília e na aflição de todos aqueles que choraram e sofreram para ganhá-lo. ENTENDA o dinheiro por servidor da felicidade e do aprimoramento do mundo, a rogar em silêncio para que lhe ensines a realizar o bem que lhe cabe fazer”. Texto publicado no livro “O Evangelho por Emmanuel ”, p.537, extraído de Reformador, jan.1963,p.13). r

Não te ajudar a viver seria não te amar

A

frase acima está em Obras Póstumas (publicada após a desencarnação de Kardec) e consta de resposta do Espírito Verdade: “Neste mundo, a vida material importa muito; não te ajudar a viver, seria não te amar”. Ela foi dada após indagação do Codificador sobre se a proteção dita pelos espíritos ao trabalho de Kardec se estenderia também às questões materiais. O ajudar a viver é amar aquele a quem se dirige proteção. E isso naturalmente inclui as lutas materiais, de sobrevivência inclusive, óbvio. Busque-se as lições imorredouras do Mestre da Humanidade e encontramos: Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça e todas as coisas vos serão acrescentadas. Pensemos na expressão todas as coisas, incluída no ensino imortal. Ali estão compreendidas as materiais e as espirituais. Embora ali constantes, estão disponíveis somente para os que buscam em

primeiro lugar o reino de Deus. Os demais não estão deserdados, mas também não usufruem. A herança permanece intocável, pendente, todavia, da cláusula suspensiva ou condicionante do Buscai primeiro. É justo. As pérolas celestiais não são lançadas a esmo pela Divindade, mas incrustadas com carinho, uma a uma, na tiara imortal dos que amam e têm fé em Deus. Daí a afirmação: Não te ajudar a viver seria não te amar. Tais considerações, inclusive com pequenas transcrições parciais, aproveitamos do livro O Esplendor das Bem-Aventuranças, do amigo Mário Frigéri, da Editora Mundo Maior. Está no capítulo Filigranas de André Luiz, inclusive lembrado com O Caso Ester, citado no livro Missionários da Luz, capítulo 11 – Intercessão, que recomendamos aos leitores. É que a presença do amor sempre age, sempre socorre, sempre ampara...


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Depois do lançamento Obra ensejou manifestações variadas. Orson Peter Carrara

orsonpeter92@gmail.com

O

Livro dos Espíritos foi lançado em 18 de abril de 1857, portanto, há 160 anos. É uma data histórica para o Espiritismo, pois a partir da obra surgiram as demais que formam a Codificação Espírita. Após o lançamento da obra, muitas foram as reações, favoráveis e contrárias, por meio da imprensa ou de cartas remetidas ao Codificador. São notáveis as manifestações iniciais sobre impressões decorrentes do lançamento de O Livro dos Espíritos. Allan Kardec publicou as principais delas em sua Revista Espírita (1) de janeiro de 1858, mês em que a publicação foi lançada. O jornal Courrier de Paris, de 11 de junho de 1857, em artigo assinado por G. Du Chalard, estampou comentários muito interessantes que transcrevemos parcialmente, mas recomendamos com ênfase a leitura na íntegra diretamente no original: “(…) Quem escreveu aquela introdução que abre O Livro dos Espíritos deve ter a alma aberta a todos os sentimentos nobres. (…) A todos os deserdados da Terra, a todos quantos marcham e que, nas suas quedas, regam com as lágrimas o pó da estrada, diremos: Lede O Livro dos Espíritos; ele vos tornará mais fortes. Também aos felizes, aos que pelo caminho só encontram as aclamações e os sorrisos da fortuna, diremos: Estudai-o e ele vos tornará melhores. (…) O sr. é homem de estudo e tem aquela boa-fé que apenas necessita instruir-se? Então leia o livro primeiro sobre a

doutrina espírita. Está na classe das Dentre as cartas recebidas, criaturas que apenas se ocupam con- que Kardec também publicou na sigo mesmas e que, como se costuma mesma edição da Revista Espírita, dizer, fazem os seus negócios muito destacamos uma delas em transcrição parcial: “(…) Impossível descrever o efeito em mim produzido: sinto-me como um homem que saiu da escuridão; parece-me que uma porta, até hoje fechada, abriu-se subitamente; minhas ideias ampliaram-se em poucas horas! Oh! Quanto a humanidade e todas essas miseráveis preocupações me parecem mesquinhas e pueris ao lado desse futuro de que não duvidava, mas que me era de tal modo obscurecido pelos preconceitos, que

É uma data histórica para o Espiritismo, pois a partir da obra surgiram as demais que formam a Codificação Espírita.

tranqu ilamente e nada enxergam além dos próprios interesses? Leia as Leis Morais. A desgraça o persegue encarniçadamente e a dúvida o tortura por vezes no seu abraço gelado? Estude o terceiro livro: Esperanças e Consolações. Todos quantos aninham pensamentos nobres no coração e acreditam no bem, leiam o livro da primeira à última página. (...)”.

pois que ele abarca todas as fases da existência. Em minha vida sofri perdas que me afetaram vivamente; hoje não me causam nenhum desgosto e toda minha preocupação é empregar utilmente o tempo e minhas faculdades para acelerar meu progresso, pois agora para mim o bem tem uma f inalidade e compreendo que uma vida inútil é uma vida egoística, que não nos ajudará a avançar na vida futura. (…)” A carta está assinada apenas como Capitão reformado D… E até hoje a obra vem espalhando bênçãos de uma doutrina que não tem qualquer espécie de partidarismo ou vinculação a interesses

160 ANOS DE ESPIRITISMO 18/04/1857 – 2017

eu apenas o imaginava! Graças ao ensino dos Espíritos, agora se me apresenta sob uma forma definida, perceptível, maior, mais bela, e em harmonia com a majestade do Criador. Quem quer que leia esse livro meditando, como eu, aí encontrará inesgotáveis tesouros de consolações,

que não sejam o progresso e a felicidade humana, desdobrando o pensamento de Jesus e esclarecendo sobre as Divinas Leis que nos dirigem. r (1) Tradução de Julio Abreu Filho, edição da Edicel.


REMETENTE:

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Instituto Cairbar Schutel. Abril de 2017

Caixa postal 2013

15997-970 - Matão-SP

Suavidade do Evangelho e pintura mediúnica Palestrante alia fala consistente e apresentações sem custos para os eventos. Redação

institutocairbarschutel@gmail.com

H

elena Delphino Bragatto é natural de Guaranésia (MG) e reside em São Carlos (SP). Vinculada ao Projeto Espírita Maria de Nazaré, na mesma cidade onde reside, que preside, é aposentada e tem fala bastante suave para transmissão dos ensinos do Evangelho em suas palestras que pode ser aliada à apresentações de pintura mediúnica. Sem qualquer custo para as instituições anfitriãs, as apresentações somam conhecimento, arte e emoção. Helena respondeu à compacta entrevista que concedeu ao jornal. Como surgiu a experiência do Evangelho seguido de pintura mediúnica? A convite da equipe de amigos amantes das artes.

Qual o principal objetivo dessas apresentações? A divulgação da imortalidade e do Evangelho, sensibilização pelas artes, auxílio fraterno as-

sistencial, entre outras inúmeros benefícios. Quais suas impressões? Temos colhido experiências no convívio com as casas anfitriãs e

com o público em geral, que nos relatam suas impressões e fatos relativos à pintura, que muito os tem auxiliado em situações de saúde física e emocional, incluindo narrações que só eles conhecem detalhes, que então citam. Algo marcante que gostaria de relatar?

Algumas pessoas pedem que sejam preparadas telas, especialmente para elas e quando prontas, revelam ser exatamente o que gostariam de receber, como por exemplo de uma

senhora que desejou uma tela para ser colocada em sua sala de tratamento para crianças portadoras de câncer, revelando que quando orava era exatamente o que tinha em sua mente quando pedia a Deus auxílio para seus pacientes; dizia ela “até a graminha do jardim era desse jeito”. E o retorno do público? O público tem sido muito receptivo, fraterno, vibrante, admirável. O que gostaria de dizer ao público? Nós todos da equipe dos amigos amantes das artes somos muito gratos à todas as casas espíritas que recepcionam esta atividade. Não há qualquer custos para a casa anfitriã e destinamos 20% da receita de comercialização dos quadros para as instituições que nos convidam. Contatos para convites: (16) 3201-8526, (16) 98191-9580, helena.cristal@yahoo.com.br r

Tribuna do Espiritismo - abril de 2017  
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