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ÓRGÃO MENSAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA PARA TODO O BRASIL • DEZEMBRO DE 2015 • ANO 3 • Nº 27 • 15.000 EXEMPLARES • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA www.institutocairbarschutel.org – www.associacaochicoxavier.com.br

Jesus: educador de almas

No seu Natal, nossa gratidão ao Mestre da Humanidade! Página 3

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Álcool e tabaco

Em sua 34ª edição, evento acontece em Matão no período do carnaval. André Bordini, Valdereis Lopes Godoy, Nazil Canarim Jr. e Júlio Fornazari são os palestrantes convidados. Confira os detalhes e participe!

Vícios representam grandes riscos para a sociedade e, apesar da legalidade, precisam ser debatidos.

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Fechamento autorizado Pode ser aberto pela ECT

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Amor à casa e à causa Os ensinamentos espíritas devem ser a motivação principal do trabalho. Página 10

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Dezembro de 2015

Editorial

Dezembro

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oncluímos 2015 num momento complexo para o país. O Natal alivia as tensões e convida novamente ás renovações indispensáveis, face à sublime mensagem trazida por Jesus, cuja lembrança enche o coração de emoções para o bem, despertando a potencialidade de filhos de Deus, ainda retida pelas imperfeições que precisamos remover de nós mesmos. Nada, pois, de pessimismo ou medo. Cristãos, independente da denominação religiosa, somos todos cientes da presença, grandeza e bondade de Deus, que comanda a vida. O momento difícil – que vai passar – convoca à perseverança, a mais trabalho, e trará mais experiência no trato com os desafios do progresso. O Tribuna prossegue seu caminho, agradecendo o apoio de tantos amigos e a todos desejamos um Natal de harmonia e um ótimo início de ano, com fé, resignação e trabalho no bem! Com gratidão a Jesus e nosso abraço a todos os leitores e amigos, entregamos a presente edição, a 27ª. na trajetória do jornal! r

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Álcool & tabaco: perigos mal combatidos Depois do fumo o álcool é a segunda causa de mortalidade no mundo Rogério Coelho

rcoelho47@yahoo.com.br

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uito embora seja permitido e comercializado livremente, o álcool é uma droga tal qual o tabaco, que – infelizmente – faz crescer as estatísticas de violência generalizada e acidentes automobilísticos, além de outros de vária ordem... O tabaco é responsável pela morte de um habitante do planeta a cada 45 segundos. O alcoolismo não deixa por menos, contribuindo assustadoramente para o incremento das estatísticas dos óbitos. Em todos os países o problema do tabaco e do alcoolismo é sério, mormente entre os jovens... Essa realidade, por si só, deveria ser o suficiente para que os órgãos ligados à saúde pública se empenhassem em acirrados combates para sua erradicação ou pelo menos para atenuar os índices das estatísticas. Somente na França morrem anualmente 45.000 pessoas por motivos de excessos nas bebidas. É a segunda causa evitável de mortalidade (depois do tabaco). Na esteira do álcool podemos contabilizar a violência doméstica e pública, debilidades mentais, impotência sexual, e acidentes variados, sem falar numa quantidade inumerável de problemas sociais e sanitários e nas doenças ligadas a

um consumo excessivo, tais como cirrose hepática, cânceres variados, problemas cardiovasculares, despesas astronômicas com internação em hospitais, cujos leitos deveriam estar tão somente à disposição das pessoas que perderam a saúde por motivos involuntários.

Na esteira do álcool podemos contabilizar a violência doméstica e pública, debilidades mentais, impotência sexual, e acidentes variados, sem falar numa quantidade inumerável de problemas sociais e sanitários.

Urge que medidas legais, (leis de saúde pública) sejam implementadas, para inibir o consumo dessas drogas, entre elas a proibição da venda e uso indiscriminados, aumento de impostos na fabricação desses perniciosos venenos ambulantes, e outras mais.

Muitos bebedores inveterados dizem que bebem apenas socialmente, mas isso não passa de uma utopia, uma vez que os problemas de saúde decorrentes do alcoolismo começam, segundo estudos realizados, depois do segundo e terceiro copos diários e se ampliam – consideravelmente – depois do quinto copo diário. A questão do alcoolismo e do tabagismo precisa vir para o centro dos debates públicos, que tenham força de lei para reverter a atual situação das estatísticas com medidas de prevenção, sensibilização das pessoas de um modo geral, em especial dos jovens que podem ter suas vidas destruídas por essas causas voluntárias. Faz-se necessário atacar essa situação de uma maneira globalizada ainda que isso venha causar irritação nos donos das indústrias de álcool e tabaco. A vida, este dom maravilhoso de Deus oferecido à humanidade, não pode continuar a ser desperdiçada ou fanada por causas racionalmente evitáveis. r

A Jesus Senhor e Mestre! Nas minhas lutas e dificuldades tenho sempre solicitado Teu auxílio, (...) não tenho esquecido de glorificar o Teu nome (...), capaz de regenerar o Homem e estabelecer a paz e a fraternidade no mundo. Tua vida, teus ensinos e tuas ações constituem a mais lídima expressão da Perfeição (...). Continua a dispensar-nos Tua complacência e aceita os nossos melhores afetos (...). Roga sempre a Deus, Senhor, para que nos torne dignos das tuas Promessas. – Cairbar Schutel, na página de rosto do livro O Espírito do Cristianismo.


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Jesus, Educador de Almas Roteiro seguro, Ele é o guia e modelo para a humanidade. Marcus de Mario

marcusdemario@gmail.com

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maior educador de todos os tempos foi Jesus Cristo, e assim afirmamos sem utilizar nenhum rótulo religioso, sem nos apoiarmos em nenhuma doutrina religiosa, mas pelo fato incontestável que ele foi e é o transformador da sociedade humana, ao nos legar ensinos e exemplos de ordem moral da maior profundidade e importância. Jesus não influenciou apenas sua época, pois tudo o que ensinou e vivenciou marcaram e marcam a humanidade através dos tempos, sendo, portanto, atemporal, e também universal, pois o código de ética ensinado não pertence a este ou aquele povo, a esta ou aquela nação, nem a esta ou aquela religião, mas pertence a todos, mesmo àqueles que nele não acreditam. É verdade que os livros de pedagogia, e mesmo muitos de história da educação, não tratam dele, e que raramente ele é estudado nos cursos de formação de educadores, mas isso não nos impede de reconhecer Jesus como Mestre, como aliás ele se anunciou.

O psiquiatra e estudioso Augusto Cury assim se expressa sobre Jesus: “O Mestre dos mestres foi o mais ousado dos sonhadores. Ele fez de homens simples e iletrados, arquitetos da vida. A estes, vendeu o sonho

palco da vida. Fez deles autores de sua própria história. Ao encantá-los com suas palavras e surpreendê-los com suas atitudes, ele tocou o inconsciente dos seus discípulos, reeditou novas janelas em sua memória e abalou os fundamentos da psicologia”.

de um reino justo, em um mundo de injustiça, de liberdade em uma terra de escravidão, de vida eterna em um território onde imperava a morte, de felicidade em um país onde reinava o ódio. Jesus Cristo tirou aqueles homens da plateia e os introduziu no

Fazer sonhar é capacidade do verdadeiro educador. Saber desenvolver as potencialidades do educando é capacidade do verdadeiro educador, e essas duas coisas Jesus soube fazer o tempo todo, demonstrando imensa humildade aliada a uma vibração superior de autoridade moral. Os cursos de formação de educadores, seja a nível médio ou superior, precisam dedicar tempo a estudar o educador Jesus, mas sem se perderem em discussões teológicas, e sim estudando-o pedagogicamente, entendendo os princípios de sua prática, sua metodologia de ensino e seus objetivos. Aí sim, teremos educadores com melhor preparo não apenas para o exercício do magis-

Conheça o IBEM O Instituto Brasileiro de Educação Moral – IBEM é uma organização que trabalha a Pedagogia da Sensibilidade e a Escola do Sentimento junto às Secretarias de Educação, e também junto às Escolas, públicas ou particulares, de todo o Brasil. Conheça nosso trabalho e faça contato em www.educacaomoral.org. O IBEM não tem ligação com nenhuma doutrina religiosa, desenvolvendo atividades no âmbito da educação moral, ou educação em valores humanos. Todos os seus educadores são voluntários, dedicados ao trabalho de humanizar a educação e o ensino.

tério, mas para aplicação correta da educação. Jesus é um educador de almas, pois via em cada ser humano um leque de possibilidades a desabrochar, utilizando o tempo como ferramenta pedagógica, sabedor que cada um faz a sua caminhada, de acordo com a assimilação que realiza dos estímulos que recebe. Dotado de paciência e perseverança, não se furtou a educar o povo em praça pública, através de histórias significativas, as chamadas parábolas, e de ensino diretos como os que encontramos no famoso Sermão do Monte. E também realizou a educação individual das pessoas em colóquios repletos de ensinos, fazendo o outro pensar, se avaliar e encontrar as respostas por si mesmo. Em Jesus temos o educador que trabalhou a inteligência interpessoal, que priorizou o desenvolvimento do senso moral, e estimulou e amparou todo aquele que com ele esteve, antecipando a pedagogia do afeto, ou do sentimento, pois foi muito claro em afirmar e exemplificar que o amor é a base de todo o processo educacional. Assim se expressa J. Herculano Pires: “Os fundamentos pedagógicos do ensino de Jesus estão na sua concepção do mundo, abrangendo o homem e a vida. Essa cosmovisão se opõe à concepção pagã e à concepção judaica. Jesus, assim, não é apenas um reformador religioso, mas um filósofo na plena acepção da palavra. Ele modifica a visão antiga do mundo e essa modificação atinge a todas as filosofias do tempo, não obstante os pontos de concordância existentes com várias delas. Bastaria isso para nos mostrar, à luz da Ciência da Educação, a legitimidade da tese que inclui Jesus entre os grandes educadores e pedagogos, colocando-o mesmo à frente de todos. Não se trata de uma posição religiosa, mas de uma constatação científica”. Por tudo isso Jesus é o maior educador da humanidade. r


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Espiritismo, religião do futuro? Questão propicia ampla reflexão. Sidney Fernandes 1948@uol.com.br

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mados, não creiais em todos os espíritos, mas verificai se os espíritos procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora. – 1 João 4:1 O inferno é uma prisão estreita, escura e malcheirosa, a residência de demônios e almas perdidas, no meio de fogo e fumaça. – Drauzio Varella, Carcereiros Desde tempos imemoriais, entrando na era cristã, passando pela tenebrosa idade média e, mesmo com as transformações do renascimento e dos avanços do século XIX, chegamos à modernidade com ideias não definidas e nada convincentes a respeito do homem e de seu destino. Luminares da estatura de Lutero, Santo Agostinho, Victor Hugo, Dante Alighieri, Shakespeare e muitos outros que se destacaram na história da humanidade tentaram, com as informações de que dispunham, porém limitados e pressionados pelas injunções filosóficas e religiosas de suas épocas, dar um novo rumo às crenças e valores humanos. E conseguiram, à sua moda, impulsionar o homem a dar preciosos passos evolutivos. De Kardec aos nossos dias, tivemos inegáveis avanços em todas as áreas do conhecimento humano. Não por falta de informações ou bases culturais, todavia, alguns mistérios permanecem indecifráveis, por conveniência religiosa, acomodamento econômico ou simplesmente por ausência de estudo e pesquisa. Insanidades, perturbações psíquicas, medos, fobias, dores e doenças de origem desconhecida,

opções sexuais, aparições, possessões e visões do além ainda não têm interpretação adequada. Não obstante o conhecimento e as informações catalogadas pela ciência e pela mídia, esses assuntos são preconceituosamente enfeixados e rotulados à conta de inexplicáveis ou, de forma acomodatícia, como indecifráveis. Bastaria que o homem atual se

vão perdendo o halo fantasmagórico, graças a informações ao alcance não somente dos espíritas. Tratar manifestações mediúnicas como originárias do demônio ou defender a existência de infernos irremissíveis soa como incongruência inadmissível diante do atual conhecimento humano. Filmes como Além da eternidade, Ghost, O sexto sentido, Além da vida,

Léon Denis (1846-1927).

célebre frase que, de certa forma, resume o pensamento de Léon Denis, prevê que as ligações do homem com Deus ocorrerão sem intermediários, sem cultos, sem dogmas que contrariem a razão, como acontece hoje com a Doutrina Espírita. E a boa notícia é que já dá para perceber como as religiões já evoluíram e se aproximam, claramente, dos valores espíritas. Muito temos ainda a caminhar. As legiões de espíritos pouco evoluídos que irão reencarnar na Terra representam bem os momentos de convulsão ainda por vir. É forçoso, no entanto, reconhecer que os tempos são outros e que o progresso indefectível adquire velocidade cada vez mais vertiginosa. O conhecimento está à disposi-

O espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões. A célebre frase que, de certa forma, resume o pensamento de Léon Denis, prevê que as ligações do homem com Deus ocorrerão sem intermediários, sem cultos, sem dogmas que contrariem a razão, como acontece hoje com a Doutrina Espírita.

abeberasse dos conhecimentos que estão aí, à sua disposição, e inúmeras situações seriam esclarecidas. A influência dos Espíritos em nossas vidas, os traumas oriundos de outras encarnações, a emancipação da alma, as consequências de desvarios do passado, a manifestação de faculdades psíquicas e o medo da morte são assuntos que

Nosso lar e E a vida continua, só para citarmos os mais conhecidos, já não são mais lançados à fogueira do preconceito e da ignorância. Ao contrário, são bem aceitos pela crítica e elogiados pela sociedade. São tratados como valiosas revelações, não necessariamente oriundas do conhecimento espírita. O espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões. A

ção da humanidade. A informática e outros modernos meios de comunicação e de pesquisa tendem a escancarar, em futuro não muito distante, os preciosos conhecimentos do espírito. Oxalá a humanidade faça bom uso dessas verdades! Faz cinquenta anos que os espíritas sabem o que a ciência pretende hoje descobrir. (Léon Denis, em 1905, no Congresso Espírita de Liège, Bélgica.) r


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Gratidão e votos de harmonia e paz no Natal Grandes conquistas marcaram 2015. Redação

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gradecemos às instituições, aos leitores, aos parceiros, aos patrocinadores pela circulação de nosso Tribuna do Espiritismo! No presente mês de dezembro de 2015, alcançamos a 27ª. edição do jornal, em milhares de exemplares distribuídos gratuitamente para mais de 500 endereços no país, atingindo praticamente todos os estados. Isso se deve ao apoio de muita gente, seja no patrocínio ou na distribuição de mão em mão. Na ocasião de alteração numérica do calendário, nossa gratidão a

institutocairbarschutel@gmail.com

todos, desejando um Natal com Jesus no coração!

USE Matão divulga programa da CONRESPI Evento ocorre no carnaval em Matão. Tema central: O HOMEM DE BEM. Domingo, 7 de fevereiro, 09h30 – André Bordini, de Ribeirão Preto. 16h – Valdereis Lopes Godoy, de Ibitinga. 20h30 – Noite de Arte. Segunda-feira, 8 de fevereiro, 10h30 – Nazil Canarin, de Bauru. 16h – Júlio Fornazari, de Catanduva. Terça-feira, 9 de fevereiro, das 9h30 às 13h30 – Gincana doutrinária. Inscrições: Fichas que serão distribuídas pelas USEs ou pelo fone 9 9151 5077. Informações também pelo e-mail usematao@outlook.com e 16 991515077. Hospedagem: em hotéis da cidade. Destaque para os preços do Hotel Leiria. Individual R$ 75,00, duplo 120,00 e triplo 160,00. Custo da inscrição: Inscrição para todos os dias 60,00, com direito a cinco refeições e 08 lanches. Um dia: R$ 30,00 – duas refeições e três lanches. Para inscritos de Matão a inscrição custará apenas 30,00 com direito a cinco refeições e oito lanches. Crianças até 10 anos não pagam inscrições.

O esforço da divulgação, somado a tantas outras pessoas e

instituições continua. Estaremos juntos em 2016. r

Feira do Livro Espírita em Matão Promoção: USE MATÃO Período: 6 a 12 de dezembro/15, das 8 às 20h Abertura oficial do evento: 6 de dezembro, domingo, 20h Voluntários: por formulário de adesão e escolha de horários, a ser distribuído nas casas espíritas da cidade. Livros expostos: 500 títulos, 2.000 exemplares.


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E a vida continua... Campanha da ACX leva conforto. Associação Chico Xavier

www.associacaochicoxavier.com.br

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omo de anos anteriores, a Associação Chico Xavier para Divulgação Espírita, de Bauru (SP), realizou a Campanha denominada E a vida continua..., que consiste na distribuição de mensagens espíritas junto aos cemitérios de Bauru no dia de finados. O projeto traz reflexões sobre a chamada “perda” de entes queridos, pois este momento é um dos mais

PÁGINA 6 Canarim. A cartilha contém perguntas e respostas nos 150 anos (1865-2015) de “O Céu e o Inferno”, segundo o Espiritismo, de Allan Kardec. As entidades que quiserem realizar a campanha em sua cidade no próximo ano pode entrar em contato com a Associação Chico Xavier para receberem orientações. Bauru também realizou a 28ª. edição da FEIRAMOR, nos últimos dias 7 e 8 de novembro, em iniciativa da USE local e apoio da ACX, propiciando ampla união das instituições da cidade e região. r

Cartilha distribuída no cemitério.

difíceis na vida de qualquer pessoa. Aproveitando o dia de Finados, ocasião em que há mais fragilidade no sentimento da saudade e refletimos muito sobre a imortalidade da alma, levamos até aqueles que visitam os cemitérios a mensagem de que não enterramos o Espírito. Também distribuímos 3.000 cartilhas E a vida Continua, num trabalho do professor Nazil Canarim Junior e Renato Chinali


Alegria do Natal Data desperta nobres sentimentos. Maria Dolores – Chico Xavier AGRADEÇO, Jesus, A bênção do Natal que nos renova e aquece Em vibrações de paz aos júbilos da prece, Que te louvam, dos Céus ao pó que forra o chão!... Agradeço a mensagem que te exalta, Reacendendo o Sol da Nova Era Nos cânticos da fé viva e sincera Que nos refaz e eleva o coração. Agradeço as palavras em teu nome, Naqueles que conheço ou desconheço, Que me falam de ti com bondade sem preço, Conservando-me em ti, seja em que verbo for, E as afeições queridas que me trazem, Por teu ensinamento que me alcança, A sublime presença da esperança Ante a força do amor. Agradeço o conforto De tudo o que recebo em forma de ternura, Na mais singela flor que me procura Ou na prece de alguém E as generosas mãos que me auxiliam A repartir migalhas de consolo, Seja um simples lençol ou um simples bolo Para a festa do bem. Agradeço a saudade Dos entes que deixei noutros campos do mundo, Que me deram contigo o dom profundo De aprender a servir, de entender e de orar, Os afetos que o tempo me resguarda Sob fulgurações que revejo à distância, Induzindo-me a ver-te entre os brincos da infância Nas promessas do lar!... Por tudo em que o Natal se revela e se expande A envolver-nos em notas de alegria Que o teu devotamento nos envia Em carícias de luz, Pelo trabalho que nos ofereces, Perante a fé maior que hoje nos invade, Para a edificação da Nova Humanidade, Sê louvado, Jesus!... Maria Dolores – Chico Xavier


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Um caso exemplar Dedicação de seareiro atinge 30 instituições em 11 cidades. Orson Peter Carrara

orsonpeter92@gmail.com

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ilmar Ricardo é seareiro espírita no interior paulista, exatamente na cidade de Jaguariúna. Espontaneamente tornou-se distribuidor do jornal Tribuna do Espiritismo, visitando mensalmente dezenas de instituições em mais de uma dezena de cidades. Espírita desde 2002, natural da capital paulista, com formação superior na área de administração e atua no Grupo Espírita Paulo de Tarso. Entrevistamo-lo sobre a experiência com o jornal na visita mensal às instituições para entrega da publicação. A entrevista na íntegra será ainda publicada pela revista eletrônica O consolador, que pode ser visitada no portal www.oconsolador.com.br Aqui selecionamos pequenos trechos, em homenagem de gratidão ao amigo que tanto nos ajuda na distribuição do jornal

1 - Como surgiu esse trabalho de distribuição do jornal Tribuna do Espiritismo? O que te inspirou a aceitar e realizar esse esforço? No EAC – Encontro Anual Cairbar Schutel, de Matão-SP, em 2014, durante o intervalo, peguei uns 50 exemplares e distribui no CELC aqui em Jaguariúna. Com esta entrega, me veio a mente de tentar veicular mensalmente pelas cidades do Circuito das Águas Paulista. 2 - Quantas cidades e instituições são alcançadas? Pode especificar as cidades? Jaguariúna, Holambra, Santo Antonio de Posse, Pedreira, Am-

paro, Monte Alegre do Sul, Serra Negra, Lindoia, Águas de Lindoia, Monte Sião (MG) e Campinas. São 11 cidades, 30 instituições, Bancas do Livro Espírita de Campinas e Serra Negra. 3 - E como direciona a logística de distribuição? Geralmente na última 4ª. feira do mês, me desloco à Campinas a noite e me encontro com o amigo,

(menos para o Educandário) que atendo a parte. Outros dois fardos, vou desmembrando em quantidades menores e colocando em sacolas plásticas com o nome e cidade da instituição. Cada sacola ou fardo, acompanha mensalmente uma cartinha, especificando a origem, o objetivo da distribuição, sobre anúncios na região etc.

(...) 6 - Algo marcante que gostaria de ressaltar de sua experiência mensal? Acredito que o mais marcante e gratificante é o de levar uma mensagem, un conhecimento a mais, alcançar lugares mais distantes e esse trabalho foi crescendo ao longo deste ano de forma gradual, recebendo quantidades que foram aumentando gradativamente, tudo no seu devido momento e até este momento se concluindo com as entregas de Campinas que estava com problemas na sua logística. (...) 8 - Por que, na sua opinião, ainda muitas instituições deixam o veículo informativo parado, acumulado, empoeirado, perdendo a oportunidade da distribuição? Por mais tecnologia que temos atualmente, acredito ainda na divulgação, na distribuição de mão em mão, contato mais próximo e amoroso e não deixarem sobre mesas para que cada um tome a iniciativa de pegar o que em geral nem param para verificar o que podem e devem levar. (...)

palestrante e cantor espírita Leleco, que vem de Bauru trazendo 4 fardos (aproximadamente 2000 exemplares). Dois fardos são entregues em Campinas, um para a banca do livro espírita e outro para o Centro Espírita Allan Kardec (CEAK), que redistribui para os seus núcleos

Geralmente no 1º. sábado do mês faço o itinerário (menos Campinas e Jaguariúna) e sigo o roteiro até Monte Sião (MG), percorrendo no total ida e volta em torno de 200km. Isso com a esposa ao volante, a sogra e minha irmã como assistentes de entrega.

Nota do Tribuna: publicando a presente entrevista, ainda que parcialmente, objetivamos agradecer ao amigo de Jaguariúna, mas também motivar outros companheiros. Sempre podemos oferecer de nós mesmos, ampliando a divulgação espírita, em diferentes setores onde podemos nos situar. r


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Desapego Fim de ano estimula exercícios de fraternidade. Davis Gláucio Quinelato

dglaucio@hotmail.com

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egundo o iDicionário Aulete disponível pela Internet em um grande site informativo, uma das definições para o termo desapego

Quantas vezes paramos ou temos a atitude de cumprimentar um vizinho, ou ao menos perguntar como este esta?

so próximo ou até mesmo ser doado para uma instituição de caridade que necessita de ajuda, ou seja, reviste o guarda-roupa, libertando os cabides

significa: ausência de apego. Neste sentido, é importante que este artigo faça com que os irmãos possam colocar em prática todos os ensinamentos propostos pela Doutrina Espírita. Esses valores devem ser aplicados no dia a dia, de maneira que possa atingir os seres humanos assim como todas as formas de vida existentes em nosso Planeta. A vida frenética a que muitos estão submetidos, torna o ser humano praticamente escravo e máquina de sua própria conduta. Vivemos e vivenciamos atitudes rotineiras que nos tornam apenas figuras reprodutoras da mesmice de sempre.

A psicografia de Francisco Candido Xavier, nosso querido Chico e Waldo Vieira, intitulada Excesso e você, publicada no livro O Espírito da Verdade, nos faz vivenciar que o Espiritismo é caridade em movimento. “Não convertamos o nosso próprio lar em museu, assim como o utensílio inútil em nossa casa, pode ter enorme utilidade na casa alheia, ou melhor, daquele irmão tão necessitado. A verdadeira morte começa pela estagnação”. Certas vezes, e que não são poucas, esquecemos que aquela peça de roupa que não faz mais parte do nosso vestuário, poderia auxiliar nos-

das vestes que você não usa, conduzindo-as para os mais necessitados. “Transforme em patrimônio alheio os livros empoeirados que você não mais consulta ou lê, en-

dereçando-os ao leitor sem recurso” ou biblioteca pública, também é um ato de desapego. “Elimine do mobiliário as peças excedentes, aumentando assim a alegria das habitações menos felizes e revolva os guardados em gavetas ou porões, dando aplicação aos objetos parados de seu uso pessoal”. Sempre que possível examine a bolsa, dando um pouco mais que os simples compromissos da fraternidade, mostrando gratidão pelos acréscimos da Divina Misericórdia que você recebe. “Ofereça ao irmão como alguma relíquia ou lembrança afetiva de parentes e amigos, ora na Pátria Espiritual, enviando aos que partiram maior contentamento com tal gesto. Renovemos a vida constantemente, cada ano, cada mês, cada dia, prevenindo-se hoje contra o remorso amanhã. O excesso de nossa vida cria a necessidade do semelhante. “Ajude a casa de assistência coletiva, uma creche, um abrigo de animais. Medique o enfermo e lhe aufira uma palavra de carinho. Divulgue o livro e socorra as feridas daquele irmão ou irmão mais necessitado”, não esquecendo dos animais e meio ambiente. “Quando buscamos a intimidade do Senhor, os valores mumificados em nossas mãos ressurgem nas mãos dos outros, em exaltação de amor e luz para todas as criaturas de Deus”. Sendo assim meus Irmãos, busquemos a cada novo dia o aperfeiçoamento necessário do desapego e da busca ao próximo. r


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Amor à casa e à causa Espiritismo está além da casa. Marcelo Alves Teixeira maltemtx@uol.com.br

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lmoços, jantares, eventos artísticos e similares beneficentes costumam ser realizados pelos centros espíritas. É uma forma de arrecadarmos fundos e de confraternizarmos. Só que muitos trabalhadores se mostram indiferentes à produção artística e gastronômica do centro espírita. Nunca comparecem, tampouco demonstram interesse. Já passei por isso algumas vezes e confesso que fiquei chateado. Hoje em dia, escrevo peças teatrais não espíritas para o grande público. Estou tentando me projetar como autor de teatro. É um caminho árduo, mas prazeroso, como tudo que nos fala ao coração. Mas houve uma época em que escrevia peças espíritas para a Confraternização das Mocidades Espíritas do Rio de Janeiro (Comeerj). Graças a Deus, eram boas histórias, que faziam sucesso e eram reapresentadas, semanas depois, no palco da União Municipal Espírita de Petrópolis (Umep), centro do qual faço parte. Em todas as apresentações, lotamos o teatro de 300 lugares da instituição. Não só com espíritas, mas também com pessoas que iam porque sabiam que valia

a pena, o que sempre me deixou muito feliz. Ao mesmo tempo, havia trabalhadores da linha de frente da Umep que nunca haviam assistido a uma peça minha. Vai ver, a pessoa

Em 1996, apresentamos uma peça de minha autoria chamada O Homem de Bem, texto que já foi montado por grupos espíritas de várias partes do Brasil. Quando dessa apresentação, a primeira

não gosta de teatro ou prefere ficar em casa com a família. Tudo bem; a pessoa tem esse direito. Mas não demonstrar interesse por um trabalho que lotou o centro espírita, gerou receita e angariou novos adeptos me soava desconfortável, confesso.

depois da Comeerj, apareceu tanta gente que fomos obrigados a fazer duas sessões seguidas. Confesso que foi uma noite especial para mim. Um texto meu atraindo a atenção de quase 600 pessoas, que se dividiram em duas sessões para assisti-lo. Foi cansativo, mas extremamente gratificante. Rogério Müller, um dos titulares da Umep, não foi. Dias depois, quando me viu no centro espírita, me chamou e cumprimentou. Lembro suas palavras até hoje: Olha, Marcelo, não pude vir, mas soube que foi um sucesso, que veio tanta gente a ponto de haver duas sessões. Ótimo! Continue assim. Parabéns! Fiquei muito feliz, confesso. Foi como se ele tivesse assistido à peça.

Em contrapartida, outros titulares ignoraram totalmente o ocorrido. Parecia que a superlotação que resultou numa explosão de alegria não tivesse sequer acontecido. A pessoa, repito, tem todo o direito de não ir ou de não gostar. Mas é de bom tom que os trabalhadores espíritas incentivem uns aos outros. Anos depois, a Umep organizou um almoço beneficente num domingo. Na ocasião, um frequentador da casa disse que não iria porque domingo era dia de estar com a família, ir ao cinema, sair para almoçar fora etc. Delma Mendes, colaboradora da casa, disse a ele: - Ué, mas você não disse que domingo é dia de almoçar fora com a família? Por que você não traz a família à Umep para almoçar? Será que o centro espírita não merece essa deferência sua? Qual é a diferença entre almoçar num restaurante e almoçar uma vez na Umep? Será que o centro espírita não serve para você estar com a família? Desconcertado, o frequentador ficou sem ter o que responder. Ponto para Delma! Depois a gente não entende por que os filhos se afastam do centro quando crescem. Como despertar neles o amor à causa se tratamos o movimento espírita de forma tão acessória? Como fazer com que eles amem a casa onde aprendem a doutrina se mostramos a eles que o centro é só um local para tomar passe de vez em quando, e não um local onde pessoas também podem ir para almoçar, incentivar o trabalho de um companheiro e, ao final, todos se confraternizarem? Precisamos mudar essa mentalidade. r


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O Novo Mandamento Natal relembra com mais força a eficácia do amor. Alan Diniz

alan_diniz@terra.com.br

Q

uando encarnados possuímos cinco sentidos para interagirmos uns com os outros e ainda um sexto sentido que lutamos em adestrar, podemos chamar de intuição e em alguns momentos pressentimento. Como ainda não dominamos este sexto sentido, em muitas ocasiões, confundimos o que vemos ou ouvimos com o que de fato está acontecendo. Para agir, os cinco primeiros sentidos possuem um órgão especial, para o sexto é o espírito e o períspirito que atuam. Assim, em alguns momentos, observamos uma pessoa e no “alto” de nossas “opiniões” pessoais reagimos aos sinais detectados pelos cinco sentidos e criamos inimizades, reagimos com ironia e desprezo. Podemos ainda ao ver um comportamento ou uma fala qualquer da pessoa a colocarmos numa caixa com um rótulo, reservada para aqueles que assim se comportam, e nunca mais a tiramos de lá. Vamos pensar numa frase, contida numa prece de autor desconhecido, “Ver além das aparências teus filhos como tu mesmo os vês, e assim não ver senão o bem em cada um”, que olhar é este? É o olhar do sexto sentido, aquele que vê o ser humano além das aparências, que o vê por trás das máscaras criadas para se proteger de si mesmos. Humberto de Campos, em seu memorável livro Boa Nova, nos conta um diálogo de Jesus e Pedro, onde Jesus começa a nos revelar um novo mandamento “... o de amar-vos uns aos outros como eu vos tenho amado; que

sejais conhecidos como meus discípulos, não pela superioridade no mundo, pela demonstração de poderes espirituais, ou pelas vestes que envergueis na vida, mas pela revelação do amor com que vos amo, pela humildade que deverá ornar as vossas almas, pela boa disposição no sacrifício próprio.”. Através da meditação deste ensinamento entendemos a frase que Jesus utiliza no final deste diálogo, “... que o homem do mundo é mais frágil do que perverso.” Que possamos atuar no mundo, em nossas pequenas tarefas do dia munidos deste conhecimento. Que nosso sexto sentido seja desenvolvido, mas que possamos ver através das aparências o espirito frágil do próximo que está se relacionando conosco. E ainda, quando estivermos na presença de algum comportamento esdruxulo, em que nós já não cometemos que possamos ser educadores não reagindo com nossos sentidos físicos, mas sim evangelizando nosso próximo com amor. r

“Ver além das aparências teus filhos como tu mesmo os vês, e assim não ver senão o bem em cada um”, que olhar é este? É o olhar do sexto sentido, aquele que vê o ser humano além das aparências, que o vê por trás das máscaras criadas para se proteger de si mesmos.

Atualidade de Allan Kardec

C

omo meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente do mesmo modo que as ciências positivas, quer dizer, aplica o método experimental. Fatos de uma ordem nova se apresentam e não podem se explicar pelas leis conhecidas; observa-os, compara-os, analisa-os, e, dos efeitos remontando às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz suas consequências e procura a suas aplicações úteis. Não estabelece nenhuma teoria preconcebida; assim não colocou como hipótese, nem a existência e intervenção dos Espíritos, nem o períspirito, nem a reencarnação, nem nenhum dos princípios da Doutrina; concluiu da existência dos Espíritos quando essa existência se deduziu, com evidência, da observação dos fatos; e assim os outros princípios. Não foram os fatos que vieram confirmar a teoria, mas a teoria que veio, subsequentemente, explicar e resumir os fatos. É, pois, rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo é uma ciência de observação, e não o produto da imaginação. (...) Item 14, capítulo I de A Gênese – Caracteres da Revelação Espírita.


REMETENTE:

Instituto Cairbar Schutel. Dezembro de 2015

Caixa postal 2013

15997-970 - Matão-SP

PÁGINA 12

Tribuna do Espiritismo - dezembro de 2015  
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