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ÓRGÃO MENSAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA PARA TODO O BRASIL • OUTUBRO DE 2017 • ANO 5 • Nº 49 • 15.500 EXEMPLARES • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA www.institutocairbarschutel.org – www.associacaochicoxavier.com.br

Cabe aos pais a educação dos filhos

Foto: http://www.lds.org

Exemplos, conselhos, orientações e especialmente correções das más tendências do caráter preparam para a vida digna em sociedade. Veja página 2.

Benedita Fernandes

Psiquiatria infantil

Biografia revela a surpreendente história de superação de Benedita Fernandes.

De forma geral os fatores que têm maior influência no desenvolvimento socioemocional de uma criança são os outros seres humanos que a cercam. Em todas as fases a família tem uma importância fundamental.

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Fechamento autorizado Pode ser aberto pela ECT

Remetente: INSTITUTO CAIRBAR SCHUTEL Cx. Postal 2013 – 15997-970 – Matão-SP.

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Outubro de 2017

Editorial

Mês das crianças e também de Kardec

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assou o EAC, com grande êxito e harmonia. O trabalho detalhado, antecipado, garante essa circunstância, embora não se consiga, é óbvio, eliminar todas as falhas que sempre ocorrem, felizmente, sem prejuízos para o evento. Foram, no sábado, aproximadamente 700 pessoas. Mais de 60 cidades representadas, entre alegrias, confraternização, convivência e sólido programa doutrinário, inclusive com as crianças, que se alegraram com a presença do Palhaço Tiririca. O vídeos das atividades já estão disponíveis no canal do Youtube do Centro Espírita Nosso Lar, de Matão. A equipe já se reuniu visando a 2018, para aprimorar ainda mais a edição sempre esperada. Adentramos outubro, que abre a perspectiva de aprofundar estudos em torno da notável personalidade do Codificador do Espiritismo e lembrando as crianças – homenageadas no mês – trazemos rica entrevista – ainda que parcial – com a Dra. Tais Moriyama, de máximo interesse para pais e educadores. Agradecidos à ajuda de tanta gente, nossos votos de paz e harmonia no coração. r

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No nascimento de Kardec Obra comenta livro “O Céu e o Inferno”. Redação

institutocairbarschutel@gmail.com

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o mês em que se comemora o nascimento do Codificador do Espiritismo, Allan Kardec – pseudônimo de Hippolyte Léon Denizard Rivail, que nasceu em Lion, França, no dia 03 de outubro de 1804, nada mais oportuno que o surgimento do livro Vivendo o Mais Além de psicografia de Antonio Baduy Filho (que conviveu muitos anos ao lado de Chico Xavier), e ditado pelo Espírito André Luiz. No mesmo formato do Vivendo a Doutrina Espírita (volumes I a IV e comentando as questões de O Livro dos Espíritos em compactas mensagens) e Vivendo o Evangelho (vols. I e II, que comenta os capítulos e itens de O Evangelho Segundo o Espiritismo), a nova obra em único volume reúne comentários de O Céu e o Inferno, integrante da Codificação Espírita. São mensagens breves, de grande conteúdo, todavia, como instrumentos de ampliação do ensino trazido pela obra original. Sugerimos aos leitores pesquisarem a biografia do citado médium, que atuou junto a Chico a partir de 1969.

A obra O Céu e o Inferno, como se sabe, estuda a Justiça Divina à luz do Espiritismo, trazendo lúcidas apreciações de Kardec

sobre o tema que intitula a obra e seus desdobramentos, inclusive com depoimentos de espíritos nas mais diversas situações no plano espiritual após o decesso do corpo físico. Importante obra da Codificação Espírita, foi lançada em 1865 e traz dois preciosos documentos inseridos em seu contexto: A Passagem (que estuda o momento da morte) e Código Penal da Vida Futura (que estuda a Lei Divina gravada no consciente do espírito humano). Desde os títulos de cada capítulo (céu, inferno, purgatório, penas eternas, entre outros) e mesmo os depoimentos dos espíritos em cada situação são ampliadas para entendimento do leitor com as mensagens de alto teor reflexivo trazidos pelo espírito autor da obra em lançamento. Aliás, muito oportuno lançamento já à disposição dos leitores. r


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Outubro de 2017

A responsabilidade dos pais É na família que se educa para os deveres, as responsabilidades, o respeito ao outro, para o viver ético. Marcus De Mario

marcusdemario@gmail.com

por Deus aos pais terrenos, que aceitaram essa missão durante a realização do planejamento reencarnatório, ou seja, ainda no mundo espiritual. Não estamos dizendo que seja fácil educar um filho rebelde, indolente ou preguiçoso, mas lembremos que eles são filhos-de-

poder e a violência tomando conta da sociedade. A família deve ser instituição social de educação das novas gerações, preparando também os futuros pais. E não esqueçam os pais de ligar essas almas reencarnantes com o Evangelho, roteiro de luz da vida, pois está faltando Cristo nos

Foto: www.multivu.com

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stamos assistindo crianças extremamente rebeldes, autoritárias e egoístas; jovens que não respeitam nenhum tipo de autoridade; adultos exibicionistas, sensuais e violentos. Fala-se então da falência da educação, apontando-se a escola como grande culpada, a vilã do caos social que estamos vivendo. Não podemos deixar de concordar que a escola há muito tempo perdeu-se da educação, mas não podemos culpá-la por todos os males sociais, pois outro instituto basilar tem falhado gravemente na educação das novas gerações e na reeducação dos adultos: a família. É da responsabilidade dos pais a educação dos filhos através dos bons exemplos, dos bons conselhos, das orientações úteis, da correção das más tendências do caráter, do preparar para a vida em sociedade. É na família que se educa para os deveres, as responsabilidades, o respeito ao outro, para o viver ético. Quando os pais, e também outros responsáveis, falham nessa educação, a sociedade sofre, pois a escola, que também deve trabalhar a educação moral, não pode e não deve substituir a família. Por maior seja o amor e a dedicação de um professor, ele não pode substituir nem o pai, nem a mãe daquela criança ou jovem que está seu aluno. A tarefa educacional dos pais é tão importante que os Espíritos Superiores deixam claro na questão 582 de O Livro dos Espíritos, que se falharem, responderão perante a lei divina pelos desvios dos filhos, pois eles foram confiados

safio, requerendo doses maiores de amor, paciência, perseverança e autoridade moral. E quanto mais os pais se esforçarem em colocar em prática essas quatro ferramentas, mais crescerão em moralidade e espiritualidade, ou seja, no esforço de educar o filho, educa-se a si próprio. Ensinar a respeitar o outro, a compreendê-lo; a colaborar nas tarefas domésticas, a saber lidar com o não; a desenvolver virtudes; a ter limites, são tarefas que competem aos pais no seio da família. Se isso não for feito, continuaremos a assistir alunos baterem nos professores, jovens se acabando em baladas regadas a bebidas alcoólicas, drogas e sexo desequilibrado. Continuaremos a assistir adultos se corrompendo por dinheiro e

corações, está faltando sensibilizar os sentimentos, tocar as almas, e esse trabalho deve ser feito no lar, na família. A escola irá se associar ao trabalho da família, não ficando apenas no compromisso formal do ensino de conteúdos curriculares mas, repetimos, a escola não tem como substituir a família,

assim como não pode corrigir totalmente a falta de educação que as crianças e os jovens carregam de casa. Agora, se a família se unir à escola, e a escola receber generosamente a família, então teremos luz no fim do túnel. Por isso está surgindo o trabalho das comunidades de ensino, que envolvem escola, família e comunidade. Todos juntos, se dando as mãos, trabalhando em conjunto, unindo experiências e esforços na educação.

A família deve ser instituição social de educação das novas gerações, preparando também os futuros pais. E não esqueçam os pais de ligar essas almas reencarnantes com o Evangelho, roteiro de luz da vida, pois está faltando Cristo nos corações, está faltando sensibilizar os sentimentos, tocar as almas, e esse trabalho deve ser feito no lar, na família.

Não esqueçam os pais que a missão de educar lhes pertencem, e que a chave do progresso e da felicidade do homem e da humanidade estão na educação moral dos filhos. r

Novo site e livro sobre família O Instituto Brasileiro de Educação Moral – IBEM está em novo endereço na internet: www. ibemeduca.com.br. Nesta página estão disponíveis informações sobre o Projeto Escola do Sentimento e o Programa Vivendo Sempre em Paz, além de

cursos a distância de capacitação de educadores. *** Já está disponível em www. almadolivro.com o livro Família, Espaço de Convivência, de autoria de Marcus De Mario (lançamento da Solidum Editora).


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O sentido da dedicação Virtude abre contínuas portas. Ângela Moraes

angelafmd@gmail.com

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egina era uma jovem advogada inteligente e sensível. Nas contas da moça, em talvez um a dois anos conseguiria a promoção tão desejada, se tudo saísse da maneira como planejava. Mas não saiu. Por um desses revezes da vida, certo formigamento começou a lhe atrapalhar os movimentos da mão direita. Deu pouca importância ao fato e foi compensando com a esquerda, que acabou entrando igualmente em formigamento até que, por fim, Regina viu-se absolutamente incapacitada de digitar e fazer movimentos simples. Consultado o especialista, corriqueira tendinite explicava o quadro, mas para curar-se haveria de se livrar da tarefa da digitação por pelo menos noventa dias. Três meses!!! O espírito ansioso de Regina desesperou-se: nesse tempo, tudo poderia acontecer! Perderia oportunidades profissionais, cederia lugar a outras colegas em suas tarefas, seria esquecida. No dia seguinte, compareceu ao escritório com o laudo médico em mãos e um profundo abatimento no rosto. O chefe sentenciou, sendo solidário: – Teremos que afastá-la e, voltando, acharemos outra função que possa desempenhar até que esteja totalmente curada. Parecia que tinha dois cérebros funcionando ao mesmo tempo:

um lançava especulações sobre as possíveis funções. O outro amaldiçoava o destino e rebelava-se contra Deus, que permitira tamanha “injustiça”. Passados os quinze dias de afastamento em casa, a duras penas, Regina voltou ao escritório algo melhor, mas ainda longe da completa cura: – Separamos um trabalho que é de suma importância que seja feito, mas ninguém tem tempo para fazê-lo e não envolve digitação – disse o chefe. Regina foi levada então até a edícula que ficava no fundo do escritório. Haveria de organizar os milhares de documentos e processos que estavam empilhados à revelia, cheios de poeira. Turvou os olhos em lágrimas e revolta, debateu-se em ideias de pedir a conta, ou de arrancar do médico um atestado qualquer, mas sabia que não escaparia do longo caminho que tinha pela frente. Chegou em casa e jogou-se na cama, como quem quisesse desligar-se em um sono que levasse noventa dias para acabar. Em meio a pensamentos desconexos, no entanto, lembrou-se de tomar o Evangelho e abrir aleatoriamente. Abriu nas cartas de Paulo aos Colossenses:

nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai”. Que queria dizer com graças ao Pai? Deveria agradecer pelo infortúnio de que se sentia vítima? Leu de novo. Obras. É, realmente não tinha muitas obras de caridade no currículo, talvez faltasse isso. Imaginou-se punida por não ter sido caridosa. Nesse ponto da reflexão,

Prestes a retornar ao seu cargo novamente, Regina se lembrou da passagem bíblica que lera: “Fazer tudo com amor”, dissera-lhe o nobre apóstolo.

seu mentor espiritual interferiu em seus pensamentos, ajudando-a: – Regina, minha querida, obser ve que o ensinamento do apóstolo é de amor, não de punição. Faça tudo com amor. Obras, palavras, pensamentos: amor! Trabalho, relacionamentos, desejos: compreensão! Arquivo, chefe, ansiedade: dedicação!!! Neste ponto, Regina abriu os olhos. De repente, sentiu clarear suas ideias, seus ânimos se acalmaram e tudo passou a fazer mais sentido: dedicação. Se fora incum“Tudo quanto f izerdes, quer de bida de reorganizar aquela bagunça palavras, quer de obras, fazei tudo em gigantesca, que aquele fosse o mais

inteligente método de catalogação que o escritório já houvera visto!!! Aliás, se pensasse bem, já estava era atrasada: pelo tamanho da bagunça, corria o risco de curar-se antes de terminar o trabalho. Com esse pensamento de urgência, seu espírito se motivou. Nos dias que se seguiram, Regina passou a fazer exatamente o que havia se proposto: criou categorias para os documentos, tendo o cuidado de olhar se eram casos sigilosos ou não, para que tivessem a devida armazenagem. Ao final, grande conhecimento havia passado pelos seus olhos. Aprendera com os processos encerrados ali mais do que na faculdade e no seu breve período de experiência profissional. Ao final do terceiro mês, o arquivo estava pronto, limpíssimo e organizado. Sem perceber, as mãos de Regina foram voltando ao normal, conforme o avanço do seu tratamento e o novo foco do seu espírito. Prestes a retornar ao seu cargo novamente, Regina se lembrou da passagem bíblica que lera: “Fazer tudo com amor”, dissera-lhe o nobre apóstolo. Refletiu que nunca havia se aprofundado daquela maneira em nenhum de seus trabalhos, sempre ansiosa e ávida pelo próximo, beirando muitas vezes a desmotivação. Aprendera, enfim, a valorizar cada tarefa, por menor que fosse, dando graças ao Deus Pai. r


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Outubro de 2017

Práticas estranhas no centro espírita Não podemos aceitar tudo e nem abraçar tudo. Joaquim Bueno

escovajb@yahoo.com.br

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elos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, Emmanuel e André Luiz ditaram a obra Opinião Espírita, publicada pelo Instituto Beneficente Boa Nova. Os capítulos do livro foram psicografados por ambos os médiuns, em reuniões públicas, sendo que os autores espirituais subordinaram todos os estudos a questões relacionadas na Codificação Kardequiana. Gostaríamos de chamar a atenção, aqui, para o sugestivo capítulo 25, cujo título é Práticas Estranhas. Explicam os benfeitores que muitos companheiros julgam, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia de práticas estranhas à sua simplicidade. Todavia, anotam: “é sabido que águas de qualquer procedência liquidam a sede. No entanto, com a desculpa de que todas são valiosas, não é aconselhável se beba qualquer uma, sem qualquer preocupação de limpeza, a menos que a pessoa esteja nas vascas da sofreguidão, ameaçada de morte pelo deserto”. Nesse sentido, assegurar a simplicidade dos princípios espíritas, nas casas doutrinárias, para que as suas atividades atinjam a meta da libertação espiritual do homem, não é fanatismo e nem rigorismo de espécie alguma, porquanto, agir de outro modo seria o mesmo que “devolver um mapa luminoso ao labirinto das sombras, após séculos de esforço e sacrifício para obtê-lo, como se também, a pretexto de fraternidade, fôsse-

mos obrigados a desertar do lar para residir nas penitenciárias; a deixar o caminho certo para seguir pelo cipoal; a largar o prato

(...) assegurar a simplicidade dos princípios espíritas, nas casas doutrinárias, para que as suas atividades atinjam a meta da libertação espiritual do homem, não é fanatismo e nem rigorismo de espécie alguma (...).

saudável para ingerir a refeição deteriorada e desprezar água potável por líquidos de salubridade suspeita”. É assim que se constituem enxertias, no movimento espírita, crescentes práticas igrejeiras e proselitistas, que se infiltram inocentemente, aceitas devido ao eco que encontram em heranças acumuladas pelo Espírito imortal, numa longa vivência em meio a cultos exteriores. Consideramos perfeitamente dispensáveis quaisquer práticas nesse sentido, embasados na própria orientação do Cristo, para quem antigamente o céu era tomado por violência, mas

hoje o será pela caridade e a doçura (Mat.11:12). Não há, em toda a Codificação, argumento que justifique tais concessões. Pelo contrário, Allan Kardec foi muito claro não só em repudiar práticas exteriores do culto, como também em censurar atitudes proselitistas. No célebre diálogo com um céptico visitante, como se lê no capítulo 1 da obra O que é o Espiritismo, o Codificador esclarece que os Espíritos não se inquietam em convencer as pessoas, cuja importância eles não medem como elas mesmas o fazem. E ainda acrescenta: “Os Espíritos apreciam os observadores assíduos e conscienciosos, para os quais multiplicam as fontes de luz”. É certo respeitar tudo e beneficiar sem complicar a cada um de nossos irmãos, onde quer que se encontrem, mas não podemos aceitar tudo e nem abraçar tudo, a fim de não comprometer nossa querida doutrina espírita. r


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Outubro de 2017

Campanhas ganham adesão do Movimento Espírita Contribuições doutrinárias ampliam entendimento das temáticas. Redação – USE Araçatuba

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esde o ano de 2014, a cor amarela ganhou conotação especial no mês que marca o início da primavera. Setembro Amarelo tornou-se a identidade da campanha de conscientização sobre a prevenção ao suicídio, com o objetivo de alertar a população a respeito desta realidade, no Brasil e no mundo, incluindo formas de prevenção. E, a partir de 2017, dirigentes de instituições espíritas mobilizaram-se para apresentar contribuições doutrinárias à importante iniciativa, em um formato que visa ampliar ações já existentes no Movimento Espírita. “A Doutrina Espírita reúne conceituações fundamentais para valorização da

vida humana, uma oportunidade evolutiva que não pode ser desperdiçada”, explica a educadora Jane Maiolo, cocriadora do Projeto Amor à Vida! Vice-presidente da Sociedade Espírita Allan Kardec, de Jales, no interior paulista, Jane Maiolo acrescenta que “o Espiritismo é a religião cuja filosofia moral pode levar o ser humano ao entendimento da vida – passada, presente e futura. E a devolver-lhe a esperança, para sair das malhas do materialismo destruidor”. A proposta é o engajamento de espíritas em iniciativas que visam ao bem comum. “E muitas delas estão vinculadas a cores, como Setembro Amarelo, Outubro Rosa,

Novembro Azul. Neste momento, o objetivo foi divulgar o conteúdo espírita em favor da vida, contra o suicídio. Por isto, multiplicadores abordaram o tema nas exposições habituais da Casa Espírita e em

A proposta é o engajamento de espíritas em iniciativas que visam ao bem comum.

outros eventos especiais, abrangendo as cinco regiões do Brasil”, dimensiona o jornalista e cocriador Sirlei Nogueira, que está presidente da USE (União das Sociedades Espíritas) Regional de Araçatuba, outra cidade paulista.

Além do conteúdo espírita sobre o tema, a formatação do Projeto Amor à Vida! incluiu s u b s í d i o s d o C V V ( C e n t ro de Valorização da Vida) e da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), entidades que iniciaram Setembro Amarelo em 2014, ao lado do CFM (Conselho Federal de Medicina). Após o começo, em Brasília (DF), a campanha conseguiu rápida projeção com ações em todas as regiões do País. No exterior, a Associação Internacional para Prevenção do Suicídio (IASP) estimula a divulgação da causa, vinculada a 10 de setembro, D i a Mu nd i al d e Pre ve nç ão ao Suicídio. r


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Outubro de 2017

A ‘dama do vestido de chita’ Biografia revela surpreendente história de superação. Redação – USE Araçatuba

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ano de 2017 engloba quatro datas marcantes na história de Benedita Fernandes. E uma delas no mês de outubro: 70 anos de desencarnação. Por este motivo, associado ainda aos 160 anos de nascimento da Doutrina Espírita, uma edição comemorativa da biografia dela está no mercado. “O livro ‘ Benedita Fernandes. A Dama da Caridade’ é uma edição comemorativa – ampliada, atualizada e revisada – inspirada na obra intitulada ‘Dama da Caridade’. A primeira edição foi lançada pela União Municipal Espírita de Araçatuba, no interior paulista, há 35 anos (outra data) e, depois, pela Editora Radhu, de São Paulo, em 1987 (mais uma). A publicação de agora é, efetivamente, uma nova obra”, diz o biógrafo dela, araçatubense Antonio Cesar Perri de Carvalho. Ex-presidente da Federação Espírita Brasileira e da USE do Estado

de São Paulo, Perri destaca que “a primeira versão de ‘Dama da Caridade’ atingiu vários rincões, motivando interesse dos leitores pela biografada e estímulo à criação de núcleos de trabalho espírita com o nome dela. Companheiros

espíritas, de várias regiões do País, há muito solicitam a reedição desta obra biográfica. Como se encontra esgotada há anos, e já passados 30 da última edição, entendemos que a elaboração de uma nova versão seria mais adequada”. Além dos 35 anos da primeira publicação e dos 30 anos da segunda edição, dois outros estímulos nortearam a empreitada literária: 85 anos de fundação da Associação das Senhoras Cristãs, por Benedita Fernandes, em 6 de março de 1932, e 70 anos da desencarnação dela, em 9 de outubro de 1947. “São datas relevantes, que justificam a publicação, principalmente porque possibilitará que mais e mais pessoas conheçam a história surpreendente de superação de Benedita Fernandes: a mulher que revolucionou a própria vida para se transformar em pioneira do serviço de saúde mental no interior do Estado. E no Brasil”, acrescenta Cesar Perri,

autor e organizador de dezenas de livros espíritas e articulista de periódicos espíritas desde 1971. Ele morou durante 41 anos em Araçatuba. “Após nossa mudança da cidade, eventos relacionados à dona Benedita Fernandes foram mantidos pelos órgãos da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo sediados na cidade – USE Regional e Intermunicipal. Vários destes contaram com a ação e o entusiasmo do jornalista Sirlei Nogueira, atual presidente da USE Regional de Araçatuba, responsável pelo lançamento de ‘Benedita Fernandes. A Dama da Caridade’, uma parceria da USE Regional, de Cocriação Editora e de Face Espírita”. Segundo Nogueira, “a biografia reflete a proposta de trabalho da editora: cocriar. ‘Benedita Fernandes. A Dama da Caridade’ nasce neste contexto, com apoios de várias instituições espíritas, da cidade e região, principalmente. E com reflexos pelo Brasil. A Associação das Senhoras Cristãs Benedita Fernandes é uma das cocriadoras”. r INFO | www.facebook/cocriacaoeditorial sirleinogueira@yahoo.com.br | Fones: (18) 99709.4684 ou pelo 0800 707 1206


Outubro de 2017

Hinário Espírita Fatos ocorreram em Itapira-SP. José Eduardo Rocha Pereira jose2619@terra.com.br

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ão sei precisar a data, mas foi no final dos anos 50 que o Dr. José Carlos de Camargo Ferraz tomou a iniciativa de incluir a música nas atividades doutrinárias espíritas das quais participava, e que se desenvolviam tanto no Centro Espírita Luís Gonzaga quanto na Casa de Repouso Allan Kardec, que então se chamava Asilo Espírita São Luís Gonzaga e funcionava como departamento do Centro Espírita de mesmo nome. Encarregou-se sozinho da tarefa, facilitada por sua condição de apaixonado por música, e autor de composições que chegaram a ser gravadas (uma delas pelo cantor Carlos Galhardo). Além disso, tocava violão e conhecia profundamente literatura,

em especial poesia. Assim, foi com naturalidade que se entregou ao trabalho de escrever a letra e compor a música de vários hinos. Ampliando o âmbito desse trabalho, pesquisou junto aos fiéis da Igreja Protestante os hinos que ali eram cantados e valeu-se das melodias de vários deles, para os quais criou as letras (em alguns casos manteve a letra original). A moral cristã predominava como tema, com exortações sobre o amor ao próximo e a prática do bem, sendo abordados ainda aspectos básicos da Doutrina Espírita, como a reencarnação e a lei de causa e efeito. Naquela época introduziu-se o passe para os pacientes do Instituto Bairral que desejavam se submeter a essa prática. O trabalho, no cineteatro

Instituição foi fundada em 31 de dezembro de 1937 e completa 80 anos em 2017.

do hospital, era realizado uma vez por semana, nas noites de quarta-feira, e o seu formato incluía uma prece inicial, uma breve alocução sobre os temas acima mencionados, a entoação dos hinos (com acompanhamento musical ao vivo) e finalmente o passe, tudo exatamente como acontece até hoje, cinquenta anos depois. Para que os próprios pacientes pudessem participar do canto, os hinos foram agrupados e impressos, constituindo um opúsculo com o título de “Hinário Espírita”, distribuído pouco antes de iniciar-se o encontro semanal (desde então, e até hoje, os pacientes são estimulados a levar o hinário para casa, após a alta hospitalar, para que os ensinamentos contidos nas letras os ajudem e orientem). O “Hinário Espírita” já foi reimpresso diversas vezes, mas nele nunca se fez menção ao seu criador. Com este registro, rendo homenagem ao grande espírita Dr. José Carlos de Camargo Ferraz, nome de extraordinária importância na história da Fundação Espírita Américo Bairral, e autor e compilador desse notável

PÁGINA 8 trabalho de cunho artístico e literário, e relembro uma manhã no início do ano de 2004, quando, em companhia dos confrades Ironildo Boselli e Juarez de Moura, fui visitá-lo em Mogi Mirim, onde estava residindo e convalescia de uma cirurgia. Havia muito tempo que eu pensava em buscar com ele informações sobre a autoria da letra e música de cada hino daquele livreto, do qual me valho há vinte e cinco anos como encarregado do mesmo trabalho, que atualmente chamamos de “Encontro Cristão da Quarta-feira”, e naquela oportunidade levei um exemplar para inquiri-lo a respeito. Repassamos um a um os hinos, fui anotando suas observações e hoje guardo comigo esse registro como lembrança especial dessa criatura que nunca cansei de admirar. Como é limitado o espaço destinado a este texto nesta publicação, restrinjo-me a reproduzir parte da letra do hino “Não fale mal” (página 3 da edição de 2007 do Hinário), que dá boa ideia do teor das demais composições e ao mesmo tempo constitui um resumo da profissão de fé desse inolvidável companheiro e confrade: Receba em casa os filhos da aflição E ao pobre dê o pão, remédio e cobertor; Entre os menores, você seja o menor, Se quer ser o maior e o mais fiel cristão. Com sua colossal cultura e invejável conhecimento da língua portuguesa, José Carlos, se quisesse, poderia ter produzido obras literárias de respeito. Limitou-se a apenas uma, de natureza doutrinária (“Reencarnação sem Mistérios”), pois a maior parte do seu tempo disponível era ocupada com o auxílio ao próximo. No entanto, reservou um pouco desse tempo para compor os hinos e escrever as letras, encargo que lhe proporcionou grande alegria íntima. Mais de uma vez ouvi-o dizer que as letras dos hinos foram resultado dos momentos de maior inspiração em sua vida. r


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Outubro de 2017

Psiquiatria infantil Médica estará em Matão em 2018. Orson Peter Carrara

orsonpeter92@gmail.com

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elecionamos aos leitores trechos parciais de entrevista com a Dra. Taís Moriyama, de Campinas-SP, que é médica psiquiatra da infância e adolescência atuando no Instituto Bairral, em Itapira-SP. A entrevista, na íntegra, está publicada pela revista eletrônica www.oconsolador.com.br (edição 533, de 10/09/17). Dra. Taís proferirá palestras em Matão sobre o tema nos dias 26 e 27 de maio de 2018, cujos eventos serão amplamente divulgados. (...) 2 - Para orientar os pais com filhos pequenos, quais os principais indícios de um distúrbio psiquiátrico numa criança? O principal indício de que a criança precisa passar por avaliação  sócio emocional-emocional é a falha em atingir metas de desenvolvimento típicas a idade. Isso pode ser muito sutil. Por exemplo, uma criança que demora para falar pode estar dentro de um padrão próprio de desenvolvimento, mas pode também ter  algum transtorno. Para saber se essa criança segue uma curva de desenvolvimento típico ou atípico é necessário fazer uma avaliação relativamente complexa, envolvendo vários aspectos relacionados ao processamento de sons, desenvolvimento de habilidades sociais, vocabulário compreensivo e expressivo, uso de recursos não verbais de comunicação, etc. Outro exemplo: um escolar que não  consegue fazer amigos pode ser apenas uma criança tímida, mas, alternativamente, pode ser fóbico social ou ter baixas habilidades sociais.(...) Por isso o melhor caminho é ter um

profissional de referência que avalie fases a família tem uma importância a criança de tempos em tempos ou fundamental. sempre que surgirem  dúvidas sobre seu desenvolvimento.   9 - E o que mais a auxilia na (...) superação para recuperar-se? Além procurar por um  trata5 - O bullying na escola, e mesmo mento adequado, certamente o  sua desestrutura familiar podem res- porte interpessoal é o principal fator ponder para o surgimento dessas dis- determinante de saúde mental. É funções cerebrais?  muito importante que o as pessoas em Sim, hoje temos dados robustos que sofrimento  psíquico se sintam amanos mostram que o bullying, conflitos das, compreendidas e protegidas. familiares e outros eventos adversos (...) de vida são fatores de risco para o desenvolvimento de diversos transtornos mentais, como depressão, ansiedade e mesmo psicoses.  6 - Invertendo a pergunta anterior, como a harmonia familiar e um ambiente saudável auxiliam na recuperação de uma criança que traz ou apresenta tais dificuldades? O suporte interpessoal é certamente um potente fator na promoção de saúde mental. Crianças que crescem em ambientes de violência e que sofrem ou presenciam conflitos intrafamiliares apresentam taxas mais altas de depressão, ansiedade, uso de substâncias, psicose, entre outros transtornos. (...) A forma como uma criança percebe seu ambiente familiar pode determinar a forma como ela perceberá seu ambiente para o resto da vida.  (...) 8 - O que mais afeta emocionalmente a vida mental de uma criança, contribuindo para o desenvolvimento desses distúrbios? (...) Eu diria que de forma geral os fatores que  têm maior influência no desenvolvimento  socioemocional de uma criança são os outros seres humanos que a cercam. (...) Em todas as

11 - Algo marcante de suas experiências que gostaria de relatar aos leitores? Tenho presenciado com muita frequência a situação de jovens que tendo tido acesso a todo o conforto e proteção não encontram um propósito na vida. Infelizmente essa situação tem se tornado cada vez mais comum. Creio que seja fundamental despertar o senso existencial das crianças levando-as a se apegar a ideais que possam preencher de sentido suas vidas. E devemos nos preocupar também em não promover mais facilidades que as necessárias, creio que precisamos encarar como egoísmo nosso o favorecimento exagerado do conforto as nossas crianças quando existe ainda tanta necessidade a nossa volta. Propiciar facilidades em excesso é uma forma indireta de ensinar o egoísmo e a insensibilidade as necessidades alheias. r 


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Outubro de 2017

Advertências proféticas Já não passou a hora de nos voltarmos mais para Kardec? Rogério Miguez rogmig55@gmail.com

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lustres personagens de nossa História, não é de agora, vêm registrando advertências, conselhos ou sugestões, as quais em futuro próximo ou distante, acabaram por se tornar realidade. Consta na Revista Espírita de 1862, um interessante texto de Allan Kardec aos espíritas de Lyon, sua cidade natal, a propósito do ano recentemente iniciado. O Codificador havia recebido inúmeras cartas por ocasião do ano novo, e naturalmente não poderia respondê-las a todas, mas escolheu uma em especial, assinada por cerca de duzentos seguidores de vários grupos espíritas, evidenciando a coesão, união e harmonia a reinar entre os espíritas de Lyon, um exemplo a ser seguido nos dias atuais no movimento espírita na Terra do Cruzeiro. Em sua epístola de resposta, Allan Kardec aproveitou e endereçou alguns conselhos gerais, pois as suas palavras seriam publicadas na Revista Espírita a pedido da Sociedade Espírita de Paris, função de sua relevância para o movimento espírita em geral, retiramos alguns, a saber1: – A garantia do sucesso está nesta divisa, que é a de todos os

verdadeiros espíritas: Fora da caridade não há salvação. Empunhai-a bem alto, porque ela é a cabeça de medusa para os egoístas; – A tática já posta em ação pelos inimigos dos espíritas, mas que vai ser empregada com novo ardor, é a de tentar dividi-los, criando sistemas divergentes e suscitando entre eles a desconfiança e a inveja; – Aq u e l e q u e procura, seja por que meio for, romper a boa harmonia, não pode estar animado de boas intenções; – Guardar a maior prudência na formação dos vossos grupos, não só para a vossa tranquilidade, mas no próprio interesse dos vossos trabalhos; – Com orgulhosos, que se escandalizam e se melindram por tudo; com ambiciosos, que se

decepcionam quando não têm a supremacia, e com egoístas que só pensam em si mesmos, a cizânia não tardará a ser introduzida e, com ela, a dissolução; – Devo ainda vos chamar a atenção para outra tática de nossos adversários: a de procurar comprometer os espíritas, induzindo-os a se afastarem do verdadeiro objetivo da doutrina, que é o da moral, para abordarem questões que não são de sua competência e que poderiam, com toda razão, despertar susceptibilidades e desconfianças. Também não vos deixeis cair nessa armadilha; afastai cuidado-

samente de vossas reuniões tudo quanto disser respeito à política e às questões irritantes;

Os trabalhadores da última hora em sua grande maioria não leram e não se interessam em aprender com os escritos do Mestre Lionês, ávidos que estão por pseudonovidades literárias a se apresentarem instigantes nos dias hodiernos.


PÁGINA 11 – Visando à desacreditar o Espiritismo, pretendem alguns que ele vai destruir a religião. Sabeis que é exatamente o contrário, pois a maioria de vós, que mal acreditáveis em Deus e na alma, agora creem; quem não sabia o que era orar, ora com fervor; quem não mais punha os pés nas igrejas, a elas vão com recolhimento; – Repetirei aqui o que já disse em outras oportunidades: em caso de divergência de opinião, o meio fácil de sair da incerteza é ver qual a opinião que reúne o maior número de partidários, pois há nas massas um bom-senso inato que não se deixa enganar; – Pela vossa união, frustrareis os cálculos dos que vos quisessem dividir. Provai, enfim, pelo vosso exemplo, que a doutrina nos torna mais moderados, mais brandos, mais pacientes e mais indulgentes. Como se nota, o Mestre de conceituado professor e educador passou a fazer parte da classe dos Profetas, pois as previsões daquela época se tornaram realidade há bom tempo atrás e, tudo parece indicar, continuará acontecendo dadas as circunstâncias atuais. Os trabalhadores da última hora em sua grande maioria não leram e não se interessam em aprender com os escritos do Mestre Lionês, ávidos que estão por pseudonovidades literárias a se apresentarem instigantes nos dias hodiernos. Já nos primeiros anos de desempenho de sua missão singular, em 1862, cinco anos após o lançamento da pedra angular do Espiritismo, O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, em algumas poucas recomendações cristalinas, certamente inspirado ou intuito pelos luminares que o acompanharam durante a elaboração da obra espírita, resumiu como os adeptos da Doutrina deveriam se conduzir para fazer brilhar

Outubro de 2017 bem alto a bandeira espírita, sem rixas, tampouco dissensões, muito menos divisões. A “receita” do Mestre ainda é válida e nos aguarda para segui-la com dedicação, sob pena destes trabalhadores da última hora, que somos todos nós os espíritas, apesar de termos recebido mais uma oportunidade de trabalho, mais um voto de confiança de Jesus, nos encontrarmos em mais um final de vida, no plano espiritual, surpresos por não termos aproveitado esta derradeira chance de acompanhar a evolução natural da Terra. O tempo urge àqueles que: 1. Ainda se mostram mais preocupados em ocupar cargos administrativos dentro do movimento

e na própria Casa em que militam, esquecendo-se de trabalhar com afinco nas pequenas tarefas que dão sustentação às Instituições; 2. Não se interessam em estudar com constância os livros básicos do Espiritismo se deixando levar pelos modismos e propostas indecorosas que fustigam a verdadeira Doutrina por todos os lados; 3. Estimulam movimentos duvidosos em torno de nomes de valorosos espíritas desencarnados, se auto intitulando amigos deste ou amigos daquele, mais no fundo apenas desejam servir aos seus interesses particulares, alimentando a própria vaidade e soberba, e mais, comercializando as suas próprias obras ditas espíritas;

RECEITAS: Inscrições Pç Alim / Bar / Camisetas Livraria Massas em 2017 Total de receitas

Em R$ 14.218,00 973,00 1.626,00 6.958,00 23.775,00

DESPESAS: Cadeiras Decoração Tendas Som Crachás / Evangelização Sanitários Alimentação voluntários Eletricista Traslados palestrantes Água Hospedagens Gráfica - folder Banners Rádios - comunicação Bancos praça alimentação Circo Lonas laterais Passagens aéreas Aluguel Sorema Total da despesas

Em R$ 1.850,00 3.700,00 2.200,00 3.500,00 557,00 320,00 608,00 180,00 690,00 160,00 502,00 700,00 480,00 320,00 500,00 2.500,00 250,00 2.477,00 2.000,00 23.494,00

EAC 2017 Prestação de contas

Nota: Resultado positivo de R$ 281,00 se deve à ajuda que tivemos na dispensa de despesas por alguns amigos e na colaboração p/aluguel SOREMA. Não fossem esses casos, estaríamos deficitários em aproximadamente R$ 2.000,00

4. Atuam nos Centros visando apenas servir às suas opiniões pessoais, fazendo das instituições seus locais particulares onde se expressam apenas para agradar a maioria sem nenhum compromisso com a verdade e a caridade; 5. Usam suas posições de mando dentro das Instituições permitindo trabalhadores despreparados estarem à frente de atividades requerendo o mais alto grau de conhecimento e responsabilidade, apenas para contentá-los, mantendo-os, desta maneira, sob seus círculos de influência... Esta é a chamada final, a hora da decisão, contudo, caso não ajamos conforme o Codificador nos sugeriu, não nos surpreendamos ao chegar na aduna do pós vida sem as credenciais para adentrar o tão esperado e aguardado “Reino de Deus”, caso isto se dê, mesmo assim, tenhamos a certeza de não estarmos desamparados pelo Magnânimo, pois Ele nos proporcionará novas chances de acertar o passo com as Suas leis, tantas quantas forem necessárias, porém, não nos espantemos igualmente, talvez mais uma advertência profética, se este novo acerto for realizado em outro orbe, pois não herdarão a Terra: A escolha é nossa! r 1. KARDEC, Allan. Revista Espírita: jornal de estudos psicológicos. ano 5, n. 2, fev. 1862. Trad. Evandro Noleto Bezerra. Resposta dirigida aos espíritas lioneses – Por ocasião do ano-novo. Texto adaptado para o artigo.


Fechamento autorizado Pode ser aberto pela ECT Outubro de 2017

REMETENTE: Instituto Cairbar Schutel. Caixa postal 2013 15997-970 - Matão-SP

Precioso acervo de Chico Xavier Instituição reúne fotos, títulos e outros documentos do querido médium.

E

Extraído parcialmente do original de entrevista ainda inédita

ntrevistamos D. Nena Galves. Espírita desde 1956, natural e residente em São Paulo, nossa entrevistada é vinculada ao Centro Espírita União – CEU (que completou 50 anos de inauguração da sede em 2017, na capital paulista e que também é editora com vários títulos da psicografia de Chico Xavier) –, do qual é fundadora e dirigente dos trabalhos espirituais, Nena viveu longamente com Chico Xavier, transmitindo em suas respostas essa rica experiência. A entrevista completa será publicada pela revista eletrônica O consolador, mas antecipamos algumas de suas valiosas respostas, ainda que parcialmente. (...) 3 – Quantos títulos a editora tem publicado? Todos são da psicografia de Chico Xavier? Temos 71 livros (65 psicografados por Chico Xavier) e 3 DVDs da Editora Ceu.

4 – No caso dos títulos da psicografia de Chico Xavier, há dados de quantos exemplares já editados só pela instituição? Acima de um milhão de exemplares dos títulos psicografados por Chico já foram editados. Mensalmente, também, distribuímos aproximadamente 30 mil mensagens impressas sobre temas temas diver-

sos, psicografadas por Chico. Elas correm o mundo todo através da distribuição gratuita da livraria às casas espíritas através do Correio. È um trabalho permanente de divulgação da doutrina como Chico sempre nos ensinou, realizado por um grupo de voluntários no Centro União.

de mediunidade de Chico, esses encontros memoráveis começaram a ser realizados na sede do Centro Espírita União. Em média, mais de 1.500 pessoas participavam e ficavam em longas filas madrugada adentro para cumprimentar Chico. (...)

5 – Comente conosco como começaram as visitas anuais do médium à instituição. E esta atividade consistia de lançamentos de livros e também de psicografias e atendimentos? No mês de outubro de cada ano, Chico Xavier comemorava conosco a data de nascimento de Allan Kardec, ocorrido em 3 de outubro de 1804, em Lyon, na França. Fazia-se uma prece, lia-se um trecho do Evangelho e enquanto realizávamos os comentários, Chico psicografava lindas mensagens. Esses festejos se prolongavam até a madrugada e havia lançamento de obras psicografadas pelo médium, editadas pelo União. Chico a todos beijava e consolava. A primeira aconteceu no Clube Atlético Juventus, uma noite que foi por nós patrocinada. A partir de 1977, quando se comemoraram também os 50 anos

8 – E o acer vo reunido na instituição? Do que se constitui? Como foi formado? São objetos, títulos, roupas, livros, homenagens e fotografias que Chico deixava conosco quando vinha a São Paulo. Tudo sempre ficou em seu quarto, na nossa residência. Quando Chico desencarnou, tivemos a ideia de levar esse material para o Centro Espírita União, até porque essa herança não pertencia a nossa família, mas ao mundo espírita e esse acervo deveria ser conhecido por outras pessoas. 9 – Ele está aberto a visitação? Em caso positivo, quais os horários e dias disponíveis e contatos para tal iniciativa? O acervo é aberto para visitação, por meio de solicitação de agendamento através do email ceu@ceu. com.br. r

Tribuna do Espiritismo - outubro de 2017  
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