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ÓRGÃO MENSAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA PARA TODO O BRASIL • JANEIRO DE 2018 • ANO 5 • Nº 52 • 13.500 EXEMPLARES • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA www.institutocairbarschutel.org – www.associacaochicoxavier.com.br

Um especial

2018 Importantes datas para comemorar e um evento marcante. Páginas 2 e 10.

Anuário Espírita

EAC busca patrocínio

Tesouro

IDE lança Anuário Espírita 2018, com destaque para o Sermão da Montanha; obra se iniciou em 1964.

Evento, com projeção nacional, homenageia os 150 anos de Cairbar Schutel na edição de 2018.

Compilado por Alessandro Viana Vieira de Paula, obra em três volumes é uma homenagem à Revista Espírita.

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Fechamento autorizado Pode ser aberto pela ECT

Página 10 Remetente: INSTITUTO CAIRBAR SCHUTEL Cx. Postal 2013 – 15997-970 – Matão-SP.

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Editorial

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Na história de Schutel

m 2018, janeiro (dia 30), alcançamos 80 anos da desencarnação de Cairbar Schutel, o grande benfeitor de Matão e que conquistou o movimento espírita nacional e internacional com seus exemplos de trabalho e amor ao bem. Este mensário presta-lhe homenagem com matéria específica. Em setembro (dia 22) comemoramos o sesquicentenário (150 anos) de seu nascimento no Rio de Janeiro. O Encontro Anual Cairbar Schutel, em 8ª edição, focará essa notável personalidade. O leitor notará na presente e nas futuras edições as ações para marcar essa importante data histórica. A tradicional Casa Editora O Clarim, por ele fundada, e o Instituto Cairbar Schutel unem forças para destacar seu legado. Ao longo do ano o leitor atento notará essas ações. Seja pelas artes desenvolvidas com essa finalidade, seja pelas matérias nas publicações pertinentes, seja pelo evento em setembro, cujo programa divulgaremos gradativamente. Agradecemos o apoio de tantos amigos que nos ajudam a viabilizar essa homenagem que logo será palpável. r

Um 2018 marcante na história do Espiritismo Eventos variados assinalam o ano em decênios fechados Redação

institutocairbarschutel@gmail.com

1º de janeiro Lançamento da Revista Espírita em 1858 - 160 anos

6 de janeiro Lançamento de A Gênese em 1868 - 150 anos

8 de janeiro Fundação do Lar Fabiano de Cristo em 1958 - 60 anos

30 de janeiro Desencarnação de Cairbar Schutel em 1938 - 80 anos 22 de setembro Nascimento de Cairbar Schutel em 1868 - 150 anos

1º de novembro Desencarnação de Eurípedes Barsanulfo em 1918 - 100 anos

1º de abril Fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, a primeira instituição espírita da história, em 1858 - 160 anos


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E a educação, como fica? Inteligência sem ética pode gerar graves males Marcus De Mario

marcusdemario@gmail.com

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ma amiga, toda feliz, veio conversar a respeito de sua filha com três anos de idade. Feliz por constatar que a mesma é muito inteligente, acima da média, mostrando grande desenvoltura de palavreado, raciocínio e domínio das tecnologias de informação. E arrematou: “Tenho certeza que ela é um espírito superior reencarnado para fazer nosso planeta mais rapidamente ser um mundo de regeneração”. Ouvindo essa afirmação, ousei perguntar: “A menina é obediente, mostra bons pendores de caráter?”. A resposta foi negativa, revelando muitos dissabores domésticos, pois era uma criança respondona, às vezes malcriada, cheia de

Educação do espírito Mais de 500 livros digitais do Projeto Educação do Espírito já foram distribuídos gratuitamente para evangelizadores de todo o Brasil. Para receber os dois livros que compõem o projeto, basta solicitar para marcusdemario@ gmail.com

Novo livro Parceria com a Eme Editora, de Capivari, possibilitou o lançamento para início deste ano de 2018 de mais um livro de minha autoria: Superando Aflições. Ele estará disponível nas distribuidoras e livrarias, e também pela internet em www.almadolivro.com.

exigências. Diante desse quadro, fizemos uma advertência: “Então ela não é esse espírito que você está pensando ser, pois se fosse teria uma bondade natural, sua inteligência estaria acompanhada pelo desenvolvimento moral. Como isso não acontece, trate de educar, de dar limites, de disciplinar, de exercer sua autoridade moral enquanto mãe, pois se isso não for feito, o amanhã poderá trazer tristes consequências”. Temos que tomar muito cuidado com o encantamento da inteligência, quando vemos crianças dominando o celular com destreza ou publicando na internet, pois inteligência não é sinônimo de moral. Em educação precisamos observar com atenção para detectar os pendores de caráter, pois inteligência sem ética pode gerar graves males para a sociedade. Por esse motivo Allan Kardec advertiu que os pais e os educadores em geral devem combater as más tendências que porventura o espírito esteja trazendo pelas portas da reencarnação. O ensino dos Espíritos Superiores é pela realização da educação moral, aquela que cria bons hábitos, que gera a bondade, que leva o educando ao exercício de uma cidadania ética, fazendo ao outro somente o que gostaria que o outro lhe fizesse, como tão bem ensinou e exemplificou Jesus, nosso guia e modelo, nosso Mestre. Mas, pelo que parece, ainda não entendemos a importância da educação, confundindo-a com muitas outras coisas que desviam a família e a escola de suas fina-

lidades como instituições educadoras por excelência, instituições sociais que devem moralizar e espiritualizar as crianças e jovens, objetivando termos um mundo melhor no futuro. Alguém dirá que moralizar é uma ação exclusiva da família, e que espiritualizar é com a religião. Assim sendo, à escola caberia apenas a instrução intelectual. Esse pensamento, dicotomizando a educação, é perverso. Família, religião e escola precisam se dar as mãos, compartilhando saberes e ações para a formação integral do ser imortal que somos, visando o estabelecimento de uma sociedade mais harmônica, que procure a cooperação no lugar da destruição, que não admita mais a

existência da injustiça social com seu cortejo de malefícios para o ser humano. Com o Espiritismo compreendemos a importância da educação moral, do relevante papel dos pais na educação dos filhos, da responsabilidade dos professores no desenvolvimento salutar das novas gerações. A educação deve ser prioridade. Fiquemos atentos aos espíritos que estão reencarnando. Eles ainda são necessitados de educação, tanto quanto nós. Se não os educarmos, o que esperar do futuro da humanidade? Pensemos seriamente nisso, pois o amanhã está em nossas mãos, e responderemos perante Deus pelo que fizemos com as novas gerações. r

Sê corajoso e forte Gentileza do grupo “O Filho Pródigo” Quando estiveres fatigado e triste e meditares na terrível sorte, não temas, pois Jesus é teu amigo. Sê corajoso e forte! Se te apanharem pelo mar da vida da dor cruenta o vendaval e a morte, não desanimes, Cristo está contigo. Sê corajoso e forte! Se no trajeto pelo mundo incauto vires perdida a orientação, o norte, segue a Jesus e ele será teu guia, Sê corajoso e forte! Se o dissabor que fere a humanidade, se no coração abrir-te fundo corte, pede a Jesus, pois Ele dá o alívio. Sê corajoso e forte! Se forem tantas as dificuldades que a sua força já não mais suporte, roga ao Senhor que te mantenha firme, Sê corajoso e forte! Se vacilares pela vida escura, e com teu mal o mundo nem se importe, ora com fé e te erguerás contente. Sê corajoso e forte!


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Permanente caridade Compromisso é muito grave. Rogério Coelho

rcoelho47@yahoo.com.br

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nquanto encarnados foram bons amigos a ponto de compartilharem o mesmo quarto de uma pensão. Um deles era espírita o outro não tinha nenhuma religião de verdade: mas dizia-se católico não praticante, quando lhe perguntavam qual era a sua religião... Muitos anos depois, já ambos desencarnados, encontraram-se no Mundo Espiritual... Conversa vai, conversa vem, o amigo católico não praticante descobriu que o outro era espírita e lhe perguntou: quando você se converteu ao Espiritismo? Ora, quando morávamos naquela pensão eu já era espírita! “Verdade?! Mas você nunca mencionou

Enorme é a responsabilidade de quem detém o conhecimento espírita e um dos mais graves desdobramentos dessa responsabilidade consiste na permanente caridade de divulgar esse conhecimento.

isso para mim!!! Então você já era espírita naqueles tempos e não me disse nada?! Por que você não me deu a Codificação para ler?! Há anos passo um “perrengue danado” aqui no mundo espiritual por desconhecer o Espiritismo! Grande amigo você era hein!!! Guardou tão somente para si próprio a riqueza do conhecimento espírita que tanta falta me fez o tempo todo aqui no Mundo Maior...” O Espírito Van Durst dá também seu doloroso testemunho ao afirmar 1: “(...) lamentavelmente enquanto encarnado, não conheci o Espiritismo. Se o tivesse conhecido, minha perturbação após a morte não se prolongaria por tanto tempo e seria menos dolorosa”. Enorme é a responsabilidade de quem detém o conhecimento espírita e um dos mais graves desdobramentos dessa responsabilidade consiste na permanente caridade de divulgar esse conhecimento. Os Espíritos são taxativos ao dizer2 que “o homem responderá por todo o mal que haja resultado de não haver praticado o bem”. Sem dúvida a divulgação do Espiritismo é um Bem Maior a que

como espíritas estamos “obrigados”. Se omitirmos seremos responsabilizados pelo mal que haja de não havermos praticado esse Bem. Por mais surpreendente que seja, apesar dessas informações categóricas da Doutrina Espírita, flagramos muitos evangelizadores (que se dizem espíritas) omitindo o ensino dos pontos básicos espíritas como: reencarnação, imortalidade da alma, comunicabilidade dos Espíritos, pluralidade dos mundos habitados, etc..., aos evangelizandos, atendo-se tão somente no ensino do que chamam “virtudes”. Dona Yvonne do Amaral Pereira afirma3 que seria “erro supor

que a infância moderna se chocaria frente à verdade espírita e à transcendência evangélica. Habituada à brutalidade dos costumes atuais, presa a uma literatura forte e destrutiva, que lhe apresenta o pior tipo da conduta humana, seria descaridoso, seria mesmo criminoso desinteresse deixá-la entregue a tal aprendizado sem o reativo da magnificência da Verdade que do Alto há jorrado para socorro dos necessitados de progresso, de paz e luz”. O Espiritismo é a resposta do Céu ao desespero humano e à ignorância. Recusar o oferecimento desse pábulo sagrado a quem quer que seja constitui sério e indesculpável equívoco que cobrará alto preço. r 1. KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. 51.ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003, 2ª parte, cap. II. 2. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 88.ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006, q. 642. 3. PEREIRA, Yvonne do Amaral. Evangelho aos simples. Rio de Janeiro: FEB, 2013, p. 11.

Em favor da vida – Combate ao equívoco do suicídio O estudioso e pesquisador Roni Ricardo Maia, de Volta Redonda-RJ, lançou o livro Vida futura, que constitui verdadeiro remédio ao viajor cansado que busca entender o porquê de seus sofrimentos. Na obra há o conhecimento que conforta, aquietando os aflitos e despertando para a realidade feliz que aguarda os que respeitam a vida. Roni é orador vibrante, escritor e grande pesquisador da obra da médium Yvonne do Amaral Pereira. Graduado em Administração, possui especialização em Gestão de Pessoas. E tem se especializado na valorização da vida, distribuindo a esperança em seu verbo e em seus textos, ambos recheados de sua emoção e sensibilidade em favor daqueles que se

deixam abater e desistem da vida. Direitos autorais foram cedidos ao Lar Espírita Irmã Zilá, de Volta Redonda (RJ).


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de nós vivíamos sem metas, caminhávamos apenas para atender aos caprichos do instinto e do prazer, e o Espiritismo surgiu como um roteiro de segurança. Destaco, ainda, as lúcidas orientações que Allan Kardec Autor destaca para o leitor o precioso conteúdo da Revista Espírita. dava àquele movimento espírita Orson Peter Carrara inicial, sobretudo na gestão das soorsonpeter92@gmail.com ciedades espíritas que se formavam, ntrevistamos Alessandro 1 – O que lhe motivou a elabora- o espírita a buscar essa notável revista, havendo um excelente artigo, a meu Viana Vieira de Paula, espe- ção de uma obra com uma seleção de que, sem dúvida, é um complemen- ver o mais completo, na Revista cialmente em consideração textos da Revista Espírita? to indispensável das denominadas Espírita de dezembro de 1861, chaEm minha experiência como pa- “obras básicas da codificação”. aos 160 anos de lançamento da mado “Organização do Espiritismo”, Revista Espírita – Jornal de Es- lestrante e mantendo contato com os de leitura obrigatória para todos os 2 – Para o espírita em geral, o dirigentes de Casa Espírita. tudos Psicológicos – que circulou espíritas de muitas cidades, notei que pela primeira vez em Paris, no a Revista Espírita era muito pouco que podemos dizer da importância dia 1º de janeiro de 1858, e foi conhecida e estudada. Estimo que da publicação? 4 – O que diria para motivar o esA Revista Espírita era, como pírita à pesquisa de todo o conteúdo? publicada sob a responsabilidade menos de 1% do movimento espíridireta de Allan Kardec até a sua ta leu a Revista Espírita na íntegra. dizia o próprio Codificador, uma Infelizmente, encontramos diverdesencarnação, ocorrida em 31 de Dessa forma, atuar como compilador tribuna do Espiritismo, onde se- sas obras ditas espíritas, mas de péssimarço de 1869. Lançou recente- de textos da Revista Espírita foi uma riam debatidas diversas questões ma qualidade que têm contaminado mente o volume I do livro “Um forma de colaborar na divulgação relevantes para o Espiritismo. Eu o movimento espírita por falta de Tesouro Inestimável” e lança ainda desse periódico mensal que Allan tenho dito que a Revista Espírita se estudo sério das obras de Allan Karem 2018 os volumes II e III, com Kardec escreveu de 1858 a 1869. Te- assemelhava às cartas de Paulo, por- dec e aí inserimos a Revista Espírita. 500 páginas cada um, destacando nho, em minhas palestras, utilizado que Allan Kardec não podia estar Ela é tão vigorosa que as pessoas se o valioso conteúdo da publicação muitos desses textos, o que também em todos os locais e o Espiritismo assustam com o tamanho do livro auxilia nessa empreitada de fomentar crescia vigorosamente, de forma “Um Tesouro Inestimável - volume de Kardec. que havia dúvidas, o Espiritismo I”. É um livro de aproximadamente Alessandro Viana Vieira de Paula sofria ataques levianos, era neces- 500 páginas. Em março de 2018 durante o 8º Congresso Espírita sário esclarecer os novos adeptos, e estaremos lançando os volumes II e Mundial (2016) em Lisboa, Portugal. também tenho reforçado que nós III, cada um com mais ou menos 500 só teremos condições de conhecer páginas. Nessas obras agrupo alguns em profundidade a personalidade textos da Revista Espírita por afinidade Allan Kardec após o estudo da de temática. Quando me perguntam Revista Espírita, onde poderemos se toda a Revista Espírita está contida ver, assim como nas obras básicas, nessas três obras, respondo que não, seu bom-senso, a sua pedagogia porque ali estão apenas 25% a 30% notável e o seu lado pacífico e fra- dos textos da Revista Espírita. Assim ternal, pois nunca foi rude ou mal sendo, vemos o quanto ela é rica e meeducado ao defender o Espiritismo. rece ser estudada por todos os espíritas. A obra “Um Tesouro Inestimável” 3 – Que destaque suas lembran- serve de estímulo para que os espíritas ças trariam para o leitor da RE? estudem, na íntegra, a incomparável Na Revista Espírita encontra- Revista Espírita. Aliás, poderemos ter mos diversos destaques. Chamo a no futuro um volume IV da obra “Um atenção, por exemplo, para as cartas Tesouro Inestimável”. r de agradecimento que Allan Kardec Nota da Redação: Alessandro é Juiz de recebia. Diversas pessoas menciona- Direito e vinculado ao Centro Espírita vam como suas vidas mudaram após Allan Kardec, em Itapetininga-SP, onde conhecer o Espiritismo, tiveram suas reside. Espírita há 25 anos, é colunista dores consoladas e passaram a enten- na revista eletrônica O Consolador e membro da ABRAME – Associação der o sentido da vida. Recordo-me Brasileira dos Magistrados Espíritas. Esque uma das cartas dizia: “...minha critor e palestrante espírita conhecido vida marchava ao acaso...”. Quantos nacionalmente.

Surge em três volumes “Um Tesouro Inestimável”

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Desde 1964 por sugestão de Chico Xavier Edição 2018 seleciona “As bem-aventuranças”. Redação

institutocairbarschutel@gmail.com

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Anuário Espírita teve sua primeira edição em 1964, por sugestão do médium Chico Xavier. Anualmente, desde aquele ano, a IDE Editora tem trazido ao movimento as ações do movimento espírita, valorizando igualmente reportagens, entrevistas, notícias e matérias com a temática defi-

Seja para colecionadores, para distribuição em clubes do livro ou mesmo para aquisição individual visando estudo e pesquisa, é obra histórica de grande valor para expansão do pensamento espírita.

nida em cada edição. Em 2018 o destaque é para o Sermão da Montanha. O índice da obra já indica a qualidade de seu conteúdo: dez autores apresentam suas reflexões em torno do tema de capa. Entre eles estão Walter Oliveira Alves, Richard Simonetti,

Paulo Cezar Fernandes, Joaquim Bueno e Artur Valadares, entre outros conhecidos autores. Artigos, entrevistas, contos, cartas, mensagens e as valiosas seções “Convivendo com Chico Xavier”, “Centro Espírita e Comportamento”, entre outras, completam a edição, que também destaca Agenda e Notícias, além da citação internacional e outras matérias. Seja para colecionadores, para distribuição em clubes do livro ou mesmo para aquisição individual visando estudo e pesquisa, é obra histórica de grande valor para expansão do pensamento espírita. Disponível agora em janeiro, você pode solicitar diretamente no site da editora: www.idelivraria.com.br ou pelo WhatsApp (19) 99669-8409, com Priscila. r


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Conheça Cairbar Schutel Livro revela detalhes de uma grande vida. CEAC Editora

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CEAC Editora, de Bauru (SP), preparou uma superpromoção neste início de ano para o livro Cairbar Schutel na Intimidade, biografia do Bandeirante do Espiritismo, de autoria de Sérgio Lourenço. Vale ressaltar que neste ano se comemora o sesquicentenário de nascimento de Cairbar Schutel. O livro Conheça a história de Cairbar Schutel, importante nome do Espiritismo, que foi além de divulgador espírita, político, farmacêutico e filantropo brasileiro. Neste livro, o autor Sérgio Lourenço, revela a intimidade desse homem respeitado por todos, consagrado com o título de “O Pai dos Pobres” em sua cidade, Matão, dando remédio de graça aos carentes e utilizando sua própria casa para acolher doentes. Uma história emocionante, marcada por fatos pitorescos e edificantes, que atestam a elevada condição espiritual dessa figura ímpar na Doutrina. Apenas R$20,00, com frete grátis. Adquira o seu exemplar pelo

site www.editoraceac.com.br, ou pelos telefones (14) 3227-0618 e 99162-7233 (WhatsApp). r

Ranking dos livros lançados em 2017 pela CEAC Editora 1 - Luzes em Paris; 2 - Uma receita de vida; 3 - O que fazemos neste mundo?; 4 - Laços de amor; 5 - Luzes no Brasil; 6 - A vitória do Cristo. Saiba mais sobre as obras Acesse: www.editoraceac.com.br Facebook: https://www.facebook. com/ceaceditora


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Há 80 anos ocorria a desencarnação de Schutel 30 de janeiro de 1938 é data histórica e marcante. David Liesenberg

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final do século XIX foi intenso para Cairbar Schutel. A saída do Rio de Janeiro e a mudança para o interior paulista foram eventos marcantes em sua vida. O rapaz abdicara da tutela de uma nobre família que tanto poderia lhe oferecer – já que possuía familiares influentes ligados à política. Optou por iniciar uma nova vida longe de tudo, levando apenas o seu baú com os poucos pertences que lhe restavam, alguns documentos, fotos de familiares e, no baú da memória, a figura de seus pais, Rita Tavares Schutel e Antero de Souza Schutel, que faleceram muito

dliesenberg@gmail.com

cedo, quando tinha apenas 9 anos de idade. O pai, negociante de móveis de relativo sucesso, faleceu em abril de 1878, aos 37 anos. Logo depois, em setembro do mesmo ano, a mãe, viúva e grávida, dava a luz a um menino que se chamaria Antero. Acometida de febre puerperal, que matava milhares de parturientes naquela época, Rita Tavares também parte para o mundo espiritual, deixando órfãos os dois meninos. Cairbar ficaria sob os cuidados do avô. Uma cena marcante que ficaria na lembrança de Schutel foi um dos últimos conselhos que recebeu

Casa Editora O Clarim lança vinheta comemorativa Em 22 de setembro de 1868 nascia Cairbar de Souza Schutel, o Bandeirante do Espiritismo. Logo, ao longo do ano, comemoraremos os 150 anos da reencarnação deste Espírito missionário na Terra, que possibilitou, com seu vigor e seu pioneirismo, o pleno desenvolvimento do Espiritismo em terras brasileiras e, por que não, mundiais. Sua dedicação à divulgação espírita deixou reflexos imensuráveis em diversas localidades, influenciando e motivando

trabalhadores a prosseguir nas lides espíritas. Para celebrar a data, a Casa Editora O Clarim apresenta a vinheta comemorativa pelo sesquicentenário de seu fundador, em duas versões: bronzeada, para aplicação em fundos claros, e prateada, para fundos escuros. Ela será presença constante nas publicações da editora ao longo do ano. Uma forma singela de homenagear sua memória e, principalmente, reviver a força de seu ideal. Parabéns, Cairbar! r Nota da Redação: Texto de divulgação, parcialmente transcrito, retirado do site da Casa Editora O Clarim (www. oclarim.com.br).

da mãe antes de morrer. Rita pediu para que ele colocasse a sua melhor roupa, explicando, em seguida, o motivo: “Eu quero que você seja assim toda a sua vida. Sempre bem alinhado e sem nunca dormir antes de limpar os sapatos para o dia seguinte”. De fato, nas poucas fotos de Cairbar a que temos acesso e nos depoimentos de pessoas que conviveram com ele, é unânime a afirmação de que sempre se vestiu com muita elegância. Numa das prateleiras do acervo de Cairbar Schutel, antes da construção do Memorial se preservava curiosamente um frasco de perfume importado. Para quem é considerado o “Pai da Pobreza de Matão”, o leitor poderia encontrar um paradoxo: Como admitir que um homem esbanjando elegância pudesse transitar no meio dos pobres e receber o título de pai da pobreza? Segundo seus contemporâneos, além de Cairbar seguir à risca o conselho

PÁGINA 8 materno, desejava mostrar que para ser humilde não precisaria se apresentar maltrapilho. Com suas roupas de linho e barba muito bem feita, Cairbar subia em sua charrete e saía para cuidar dos pobres e doentes da redondeza. No seu rastro, a fragrância de perfume francês. Ser ou não ser farmacêutico? A situação profissional de Cairbar Schutel era a de um simples farmacêutico sem formação universitária. Mas, naquela época, “um simples farmacêutico” não era só isso. O farmacêutico era o médico, o parteiro, o veterinário, o conselheiro, o salvador. O papel político e social desse profissional, inclusive como formador de opinião, era indiscutível. Desde a prática de farmácia na Rua 1º de Março, no centro do Rio de Janeiro, Cairbar fazia sucesso com as fórmulas e com o público. Parecia que ele conhecia de cor tudo o que os médicos receitavam. A passagem pelas cidades de Piracicaba, Araraquara e Itápolis transformaram Cairbar num respeitado farmacêutico devidamente licenciado. Cairbar Schutel não se contentava em ficar na farmácia, atrás do balcão, todo de branco e perfumado, atendendo clientes que


PÁGINA 9 apareciam. Aos sábados, quando os colonos não trabalhavam, Schutel carregava sua charrete com medicamentos preparados no próprio laboratório e seguia em direção às fazendas onde era esperado. Em sua bagagem, muitos vidros de remédios contra o amarelão, anemia, maleita, vermes, tracomas etc. O menino José da Cunha, que mais tarde assumiria a direção da Editora O Clarim, conta que acompanhava Cairbar nessas aventuras. Fazenda Palmares, Piratininga e outras recebiam a visita frequente do farmacêutico. Certa vez, numa das fazendas, uma mulher doente necessitava de socorro. Cairbar precisava esquentar água para preparar compressas. Quando foi à cozinha, o fogão à lenha estava apagado. Examinou o ambiente e percebeu que não havia nenhum alimento. Então, ele fez o atendimento possível e, antes de se retirar, tirou do bolso algum dinheiro e colocou, discretamente, debaixo do travesseiro. Sem dizer nada a esse respeito, pois não queria submeter a mulher a uma situação humilhante, despediu-se e partiu com o garoto na charrete lotada de frascos de remédios a tilintar. Próxima fazenda. Mais atendimento, mais remédios. Desses colonos não era cobrado nenhum centavo. Ao tornar-se espírita, Cairbar oferecia tudo isso e conforme a necessidade, ainda aplicava passes magnéticos.

Janeiro de 2018 Na verdade, Schutel poderia ser considerado um sujeito inquieto. Realmente, ficar atendendo clientes na farmácia e a domicílio, não era suficiente para seu espírito realizador. Ele também visitava, com frequência, a cadeia pública da cidade. Ali levava medicamentos, mas o principal ingrediente era a atenção, que oferecia aos infelizes encarcerados. Além da palavra amiga, fazia pequenas preleções de cunho moral, quando não preces. No Natal e na Páscoa, Cairbar também levava mantimentos. O mais curioso era o farmacêutico ser frequentemente chamado pelos guardas para atender casos de supostas obsessões espirituais dentro da cadeia. Alguns apresentavam, inclusive, comportamentos violentos. Cairbar chegava à porta da prisão, fazia uma prece, em silêncio, e pedia para abrir a cela para ter com o preso. Em alguns casos, Schutel pedia para que o prisioneiro fosse solto sob sua responsabilidade. Assim era feito. Cairbar levava o cidadão para o local das reuniões espíritas, chamava a médium D. Sinhá, que fazia uma concentração e realizava verdadeiras doutrinações de espíritos. Livre da obsessão, o sujeito podia voltar para sua própria casa, calminho e com outra fisionomia. Mas quem quisesse considerar o farmacêutico Cairbar Schutel um sujeito inquieto teria visto pouco. Além de atender doen-

tes na farmácia, nas fazendas e na cadeia, Cairbar ainda recebia enfermos em sua própria casa, alimentando-os e cuidando da saúde de todos. Decerto, um plano de saúde não resistiria à concorrência diante dos serviços prestados pelo farmacêutico de Matão. Em vista do volume de atendimentos, em sua própria residência, Cairbar construiu casinhas no fundo do terreno de sua casa. Ali atendia e dava guarida para tuberculosos, aleijados e até obsidiados. Estes últimos partiam rápido porque a maioria ficava curada na primeira sessão. Quando o doente estava em situação muito precária, Schutel colocava um pequeno colchão em sua charrete e partia em disparada em busca do enfermo. Informações com Silvia Mara: – Lá vai a “ambu(16) 99218-4853 e 99301-0442 lância do Seu Schutel!”, passavam a cavalo, alguns já mutidiziam ao vê-lo passar. Seus préstimos não cessavam lados e cheios de feridas, totalmente por aí. Além do “pacote de serviços” desprezados pela sociedade. Schutel que Cairbar oferecia à comunidade atendia-os dando-lhes medicamenvoluntariamente, ele cuidava muito tos, alimentos e o que necessitassem bem dos viajores sem destino, em para continuarem suas viagens para especial, o grupo de leprosos que seus destinos, mesmo os destinos mais indefinidos. Com aqueles seres semidespedaçados, dos quais a maioria tinha medo, Cairbar conversava com a mesma naturalidade que manifestava junto aos doutores. A essa rotina, junte-se uma outra atividade que Cairbar adorava fazer: divulgar o Espiritismo. r Nota da Redação: Schutel nasceu no Rio de Janeiro em 22/09/1868 e seu falecimento ocorreu em Matão no dia 30/01/1938, há 80 anos.


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Ano novo e as esperanças que se renovam Busquemos inspiração no Divino Amigo. Vladimir Polízio polizio@terra.com.br

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ara muitos, o Ano Novo é sinônimo de novas esperanças e momentos especiais de mudanças, sejam estas suaves ou radicais na vida daqueles que estão aguardando por um momento decisivo e marcante, como é o final do ano. Nesse período, cujas boas vibrações se repetem todos os anos, são tomadas decisões dos mais variados valores, o que não deixa a data ficar menos interessante com essas expectativas. Não obstante o empenho que se dedica nas primeiras semanas da nova contagem que se inicia, as dificuldades começam a surgir, quando não são as frustrações que brotam com seu perfil desolador. A impaciência e o desânimo são fatores negativos que surgem por nossa conta e risco envolvendo o sentimento anterior de alegria,

erguendo barreiras nevoentas a fustigar a autoestima e a tolerância. Mas, ao pretender contornar esses obstáculos aparentemente naturais, esquecem-se esses pretendentes à implantação de fatos novos e edificantes na rotina da existência, que é necessário, como condição básica e fundamental, estar preparado para mudanças. Esta, é a primeira regra. Aquela força inicial, explodindo de ânimo antes mesmo do momento da implantar a teoria, se desvanece rapidamente dando espaço à fragilidade, que aparece vigorosa em nossos caminhos. É então nesse momento que nos lembramos, através da voz silenciosa da intuição, que não somos máquina, não somos números nem meros consumidores; somos gente, espíritos em evolução na Terra na busca incessante dos degraus que ainda estão acima de nós mas que nos

aguardam para direcionar-nos à posições edificantes na escala moral evolutiva, anseio da Humanidade, como condição de progresso. Porém, embora vibre em cada alma a sabedoria individual adquirida ao longo do tempo e guardada no arquivo da consciência, a grande maioria desses festeiros se esquece de que Jesus, o nosso Mestre de todas as horas, embora lhe pertencendo a data como marco de sua chegada à Terra, nem sempre Ele tem recebido as honrarias integrais que a data terrena lhe consagra por ter vindo até nós e deixado orientações e rumos seguros para que a humanidade alcançasse a trajetória ao Alto. E hoje, o que vemos, é um conjunto de congratulações e reuniões que se perdem em palavras e abraços, presentes e sorrisos, promessas e às vezes lágrimas.

Mas, se intimamente não houver harmonia com a vida, os almejados sonhos de mudanças, de alteração de vida, de renovação de propósitos e firmeza no cumprimento dos deveres na incessante busca da alegria e felicidade enquanto aqui estivermos a caminho, não serão alcançados. Para tanto, é preciso despojar-se da vaidade e do orgulho antes de qualquer outro procedimento. Reconhecer-se criatura divina, e como tal, ligar-se com o Senhor da Vida e dos Mundos através dos ensinamentos deixados por quem esteve entre nós há dois mil anos. Por isso, você que me lê agora, sejam quais forem as decisões amadurecidas em seus pensamentos, mas que pretende implantá-las no ano vindouro, faça-o, mas com base em nosso Modelo e Guia, o Divino Mestre Jesus, sem o que de nada adiantam as robustas colunas preparadas do meio para o alto, sem que o alicerce se inicie pelo Mensageiro Divino. Sonhe, mas sonhe com os pés no chão. Abre o seu coração e receba do Alto as bênçãos que merece. Muita paz, saúde e prosperidade a você. r

EAC – Encontro Anual Cairbar Schutel busca patrocínios Evento divulgará sua empresa e seus produtos meses antes e durante o evento. Pessoas físicas também podem colaborar. Falem conosco. Data: 22 e 23 de setembro/18 em Matão (SP) – Homenagem aos 150 anos de nascimento de Cairbar Schutel. Local: SOREMA – Sociedade Recreativa Matonense – mesmo local das duas últimas edições. Perfil: Média de 800 a 1.000 participantes – de 60 a 70 cidades, de 5 estados do país. Projeção: face aos sesquicentenário do homenageado, deveremos ultrapassar 1.000 inscritos. Programação: divulgaremos gradativamente a partir de março/18 Inscrições: Serão anunciadas e abertas alguns meses antes do evento. PLANO OURO – 10 parcelas de R$ 200,00 – faremos clip (média de 40 segundos) da empresa e produtos e divulgaremos em nossas pos-

tagens virtuais a partir de fevereiro (mensalmente) e também durante o evento, que é transmitido ao VIVO para todo o país. PLANO PRATA – 5 parcelas de 200,00 – Divulgaremos imagem da empresa a partir de fevereiro e também durante o evento. PLANO BRONZE – 2 parcelas de 250,00 – Divulgaremos imagem da empresa durante o evento. Nos três planos também divulgaremos pelo jornal TRIBUNA DO ESPIRITISMO. Contato e informações: institutocairbarschutel@gmail.com Projeção do evento: nacional.


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Janeiro de 2018

Perdão Sentimento é conquista de progresso. Hilário Nunes

hilarionunessilva@gmail.com

P

alavra curta essa o perdão. A gente a lê com frequência em diversos tipos de livros e então num determinado momento da vida, com alguma frequência, já bordejando a maturidade resolvemos ruminar o passado e iniciamos a escalada do perdão. Relembramos aquela ou aquelas pessoas que tivemos alguma mágoa, algum rancor, tristeza ou algo parecido, quase que imediatamente a imagem da criatura vem à nossa mente e a gente tenta perdoá-la. Muitas vezes nós não conseguimos, eu mesmo tento frequentemente, perdoar os algozes do meu passado. Não são muitos, três ou quatro no máximo, mas todas as vezes que eles me vêm à lembrança, me dá um sentimento diferente, a gente fica nervoso, relembra o que fizeram, e como somos extremamente suscetíveis e melindrosos, as tentativas ficam momentaneamente estacionadas até a próxima investida. Perdoar

não é fácil, é um exercício longo, complexo e demorado. Devemos saber, no entanto que perdoar nunca foi sinônimo de esquecer, até porque não somos insanos. Temos no cérebro uma memória que registra todos os fatos, por isto quem perdoa não tem que, necessariamente, esquecer do agravo sofrido. O que é preciso, na verdade, é esquecer no sentido de solver a mágoa, a raiva ou o ressentimento que o fato gerou, caso contrário o perdão é superficial ou até mesmo ilusório, devemos cicatrizar nossas dores, mesmo que as vezes elas ainda latejem, como disse Jesus “Não te digo que deves perdoar até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes (Mateus, XVIII 15, 21, 22). Acredito que já evoluí muito, já melhorei demasiado, mas acredito ainda ter um longo caminho pela frente pois são forças antagônicas que se digladiam em nós. Sim eu sei existem frases lindas sobre o

perdão. As redes sociais estão cheias delas, existem literaturas sobre isso, mas quando você se encontra com você mesmo e se lembra daquelas pessoas, aí a coisa muda de figura. Existem pessoas que perdoam facilmente que não guardam rancores, tenho certeza mais evoluídas, eu tento ser uma delas através de muita oração, muita leitura, acredito que a gente vai melhorando aos poucos. Pois quando nas minhas orações ou nas suas que me lê neste momento, quando a gente pede perdão consideramos que temos que primeiro perdoar nossos semelhantes, aí então pedir perdão a Deus pelos nossos erros, pois “como pedir perdão de nossas próprias faltas, se não perdoamos os outros?” Eu acredito que a vida material é muito curta para nós ficarmos com raiva de alguém, ela é um dom que Deus nos deu, e sabemos que da morte podemos até escapar, mas da vida nunca já que somos imortais.

Interessante que nós sempre achamos que estamos certos, somos brandos em nos julgar, não somos egoístas, não somos maus ... É como diz aquele velho e bom ditado “nos outros nós vemos o cisco, mas muitas vezes não vemos a trave que está em nossos olhos”. Poderia citar aqui muito mais dos Evangelhos ou diversas obras que falam e citam o perdão, mas o meu apelo, a minha vontade é que para você que ler este artigo que perdoe, por mais difícil que seja, por mais ruim que pareça a contenda eu tenho certeza que você vai viver melhor. Sim falar é mais fácil do que fazer, mas como disse no princípio, vá aos poucos, desarme-se devagar, eventualmente a pessoa já até esqueceu e pergunta o porquê você sumiu, afinal alguém tem que ceder, porque não você? Nós? Tenho certeza que é o “sacrifício” mais agradável que você fará, aos olhos da boa espiritualidade. r

CURSO PRESENCIAL PARA EDUCADORES E EVANGELIZADORES Data: 10. 11. 12 e 13 de fevereiro de 2018 Local: Instituto de Difusão Espírita Rua Emílio Ferreira, 177 - em Araras-SP

Informações e inscrições no site: www.cursopedagogia.net.br


Fechamento autorizado Pode ser aberto pela ECT Janeiro de 2018

REMETENTE: Instituto Cairbar Schutel. Caixa postal 2013 15997-970 - Matão-SP

O semear tende ao infinito... Lívia Maria Ribeiro Leme Anunciação livia.maleme@gmail.com

J

esus Cristo ao nos ensinar por parábolas, nos traz profundas reflexões na Parábola do Semeador (Mt 13:3-9; Mc 4:3-9; Lc 8:4-8). Allan Kardec, no Livro “O Céu e o Inferno”, logo no capítulo I, quando faz apontamentos sobre “O porvir e o nada” menciona que “pela crença do nada o homem concentra, forçosamente, todos os seus pensamentos na vida presente”. Quando a semente cai pelo caminho e os pássaros a comem Jesus nos fala da fugacidade, da semeadura sem consciência espiritual, da semeadura material, aquela necessidade que o homem possui e que passa tão rapidamente que não traz senão a satisfação momentânea sem construção salutar alguma. Kardec aponta para esse olhar egoísta em que o homem pensa somente em si, sendo o egoísmo um obstáculo para a evolução moral. O homem de fato evolui, cada um a seu tempo, entretanto, quanto mais obscuro o envoltório ocular e das percepções, mais morosa é a caminhada, ocorrendo assim entraves nesta jornada.

As sementes são largadas, jogadas ao léu, mas sem a colheita. O coração se enche de orgulho e devasta aquela existência. A vivência do Espírito se torna incrédula. De uma forma simplista, leiga e ausente do conhecimento da espiritualidade, a humanidade nasceria então isenta de qualquer responsabilidade perante o mundo em que vive. Todo o conhecimento científico e apropriação da cultura é condicionado aos processos educacionais implícitos em cada realidade. Entretanto,

nós espíritas, sabemos da bagagem do Espírito e compreendemos que ao nascermos nesta existência boa parte da semeadura foi realizada em existências anteriores e se estende ao infinito em um continuum. Vejamos a análise pela lei de causa e efeito. Se a semente é plantada na rocha, na pedra, sem semeadura e sem cuidados, certamente a germinação está prejudicada. Quantos de nós, por diversos momentos, plantamos essa semente na pedra por fim de palavras proferidas e colocadas em momentos inoportunos, com pensamentos depreciativos e destrutivos? Certamente, o efeito disso é a morte da semente plantada.

Foto: www.lds.org

Somos responsáveis pela semeadura.

É o fracasso da vida, pois a semente é o elemento divino do porvir. Um exemplo: o olhar materializado para as coisas do mundo, sem a influência do conhecimento da espiritualidade conduz a uma cegueira espiritual, obscurecendo as luzes da verdadeira vida e leva o Espírito ao sono profundo e da ignorância. A semente nada mais é que nosso coração. Cada um tem sua história, mas o coração fértil envolto e regado pela Luz Divina supõe trabalho com aprendizagens, ora dolorosas ora ditosas. É um misto de vivências que nos constroem em busca da evolução espiritual constante. Quando Jesus nos chama a atenção para a semeadura, Ele nos coloca como responsáveis pela nossa existência e a lei do livre arbítrio regula, então esta semeadura, e a vivência no Evangelho é o solo fértil para germinar as sementes plantadas pelas nossas experiências. Assim, ora depuramos as tendências, ora adquirimos novos débitos e ora internalizamos virtudes que se cristalizam em nossa consciência. Enfim, nossa evolução espiritual tende ao infinito. r

Tribuna do Espiritismo - janeiro de 2018  
Tribuna do Espiritismo - janeiro de 2018  
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