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Jornal Laboratório do Curso de Comunicação Social | Jornalismo da UEMG-Campus de Frutal | Ano 3 Edição 6 | Frutal, Junho de 2012 Viajar para outro país, se aperfeiçoar em uma língua estrangeira e conhecer novas culturas pode estar mais próximo do que você imagina. O intercâmbio é uma das atividades que mais cresceu no Brasil e essa oportunidade despertou a curiosidade de muitos universitários que buscam uma profissionalização internacional. Saiba como embarcar nessa aventura!

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O voluntariado é uma atividade que cresce dia a dia no Brasil. Em Frutal, a realidade é a mesma. A equipe do Jornal O Foca foi conferir o trabalho de voluntários da APAC e AVCC.

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Músicos na web

Trabalho voluntário

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Geração Tolerância

Imagens ilustrativas

Intercâmbio como destino universitário

O preconceito contra a homossexualidade é cada vez menor entre os jovens de hoje. Veja reportagem de como a realidade é enfrentada na cidade de Frutal.

A Internet e o YouTube transformam a vida de músicos que utilizam esse meio para divulgar seu trabalho. Confira o que os músicos de Frutal têm feito na rede!


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Frutal, junho de 2012

Carta ao leitor O abismo entre gerações

“Saindo do forno”, direto para vocês, leitores, a segunda edição de 2012 do jornal O FOCA. Uma produção dos alunos do 7° período da terceira turma de Comunicação Social/ Jornalismo da UEMG Campus Frutal. Elaborado, criado e impresso em cerca de um mês e meio, contamos com o empenho e disposição de cada um dos alunos, futuros jornalistas que já estão fazendo jus à profissão. O apoio da nossa mestra Jociene Carla Ferreira, da coordenação do curso juntamente com a diretoria do Campus Frutal fez deste trabalho algo ainda mais honroso para nós. Esta edição do Foca está recheada de informações especialmente para vocês,

nossos colegas de universidade. Com os temas de preconceito contra homossexuais, o que infelizmente ainda existe no nosso mundo; sustentabilidade, o assunto mais falado nos últimos tempos e necessário na vida de cada um; intercâmbio, um novo aprendizado para os jovens; trabalho voluntário, que além ser um trabalho lindo vale também horas acadêmicas. Tem ainda muito entretenimento com os vídeos da internet que influenciam a vida dos músicos; JUEMG, a mistura do esporte e a troca de experiências entre os Campi da nossa universidade; e mais... a tradição das festas juninas que após anos ainda se mantêm. Fique à vontade e se deliciem com nosso jornal. G a br i el a N o g u e i r a Edi t or a- che fe

ERRATA Na edição anterior do jornal O Foca, na matéria intitulada “Projetos de pesquisa e extensão: como participar?” foram descritos os principais congressos nas áreas dos cursos de graduação oferecidos pela UEMG/ Frutal. Por um lapso, o curso de Administração não foi citado. O evento em questão trata-se do XIX ConAmerco - Congreso de Administración del Mercosur, que acontece em Uberlândia de 13 a 15 de junho.

Expediente O Foca é um jornal laboratório do 7º semestre do curso de Jornalismo UEMG - Campus de Frutal Av. Professor Mário Palmerio, 1001 - Bairro Universitário – Frutal/MG | Fone: (34) 3423-2700 www.uemgfrutal.org.br Reitor Dijon Moraes Júnior

Editora Chefe Gabriela Nogueira

Vice-Reitora Santuza Abras

Reportagem Alex Augusto, Vinicius Lopes, Dayana Vaz, Daniele Vendramini, Livia Queiroz, Laura Freitas, Léslia Beatriz, Fernanda Lorena, Raissa Monteiro, Natália Bueno, Larissa Rosa e Tamires Causin

Campus de Frutal Diretor Ronaldo Wilson Santos Coordenadora Pedagógica Maria Batista da Cruz Silva Coordenadora do Curso de Comunicação Social Ana Carolina de Araújo Silva Professora Responsável pelo jornal laboratório Jociene Carla Bianchini Ferreira MTB: 41.490-SP

A geração do momento ou dos jovens atuais é chamada de Geração Y, assim com a anterior foi chamada de Geração X. São jovens que nasceram entre 1978 e 1990, ou seja, têm hoje entre 20 e poucos e 30 e poucos anos de idade. Estão entrando ou já entraram no mercado de trabalho. Têm um comportamento, uma visão de mundo e uma ética completamente diferentes das gerações anteriores. E isto, consequentemente, gera um confronto com os mais velhos. Este “choque” de gerações não é nenhuma novidade. Todos nós já devemos ter ouvido ou falado “no meu tempo não era assim”, referindo-nos a comportamentos que não aprovamos ou invejamos. Os representantes desta nova geração são pessoas bem mais despojadas, audaciosas e que parecem que não ter medo de nada. Já nasceram com várias tecnologias do século XX, não tendo o menor receio de ligar algum aparelho novo e começar a mexer. Eles não têm medo de que aquilo possa explodir e também não precisam do manual de instruções para saber como funciona. São pessoas que fazem várias coisas ao mesmo tempo, os chamados multitarefas. Assim como estão na internet, conectados com várias pessoas e coisas ao mesmo tempo, conseguem ler um livro ou fazer trabalhos escolares sem precisar se desconectar, de silêncio (também estão escutando música) ou de uma sala exclusiva.

Impressão Jornal A Cidade Fone 17-3422-4199 Tiragem: 1. 000 exemplares

Cri sti ne Jochmann Coor denação – Bi bl i oteca – U E MG campus de Fr utal

Dica de Leitura

Diagramação e Edição de Imagens Cristina Nogueira , Tamires Causin e Fernanda Lorena Supervisão de Editoração Gráfica Daniela Moreira, Eduardo Uliana e Fernando Ringel

Participam de uma conversa sem largar o celular ou iPhone ou iPad. Ao mesmo tempo em que conversam com a família, enviam torpedos para os amigos. Enquanto a geração mais “antiga”, chamada de “modernetes” tenta aprender a mexer no e-mail e se comunicar por outros meios que não o telefone, a chamada Geração Y já está anosluz na sua frente e esses “jovens” acham graça “dos modernetes” não saberem “navegar” no Facebook, mas quando pedem ajuda, os “Ys” são tão rápidos que “os antigos” têm dificuldade extrema em acompanhar. Para essa nova geração, a velocidade é outra. Os resultados precisam ser mais rápidos e os desafios, constantes. Apesar de serem taxados de distraídos (que na verdade não são, pois conseguem prestar atenção em várias coisas ao mesmo tempo), superficiais, folgados e insubordinados, são muito preocupados com o meio ambiente e têm fortes valores morais. Temos dificuldade de entendê-los, apesar de muitos de nós sermos os responsáveis pela educação destes jovens. E talvez este abismo entre gerações nunca tenha sido tão grande, pois nunca um século teve tantos avanços tecnológicos e científicos como o século XX. E isto, com certeza, faz toda a diferença.

GUILHERME, Marcia Lucia. Sustentabilidade sob a ótica global e local. São Paulo: Annablume, 2009.

Marcia Guilherme trabalha a questão da sustentabilidade local em seis grandes regiões do país e aponta o futuro das políticas ambientais globais em questões locais. O livro discute aspectos importantes da realidade empírica a partir da controversa discussão entre o global e o local. Seu referencial teórico se calca nas ciências sociais contemporâneas utilizando categorias como globalização, sustentabilidade, políticas ambientais e descentralização. A discussão sobre o desenvolvimento sustentável é uma utopia possível e sua construção é plausível porque a crise atual dos paradigmas que movem o progresso industrialista autoriza a ousadia de pensar em outro modo de desenvolvimento humano. A fórmula ainda não está elaborada. Com renovada ética, a ciência pode cumprir um importante papel neste sentido. Finaliza com a discussão sobre o trinômio democratização, sustentabilidade e qualidade ambiental e sua contribuição para o avanço do debate sobre políticas públicas.


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Frutal, junho de 2012

Intercâmbio: um passo para o exterior

Foto: Stock Photo

O que antes era sonho para muitas pessoas, hoje está mais próximo da realidade dos jovens universitários brasileiros

Larissa Rosa e Vinicius Lopes

Um sonho mais perto de muitos universitários. Estudar fora do país, aperfeiçoar-se em um idioma estrangeiro e ter contato com novas culturas, tudo o que há alguns anos era luxo, seja pelos gastos altíssimos, burocracias e até mesmo a ausência de oportunidades, hoje está mais perto da realidade. Isso se dá graças a diversos fatores, sendo um deles a evidência do nosso país no âmbito mundial, acarretando vários investimentos positivos aos brasileiros, principalmente na área da educação. É fato que a valorização da moeda real também facilitou muitos jovens a tomarem coragem de arrumar as malas e começar uma nova aventura fora do território nacional. Um dos programas de intercâmbio que vem despertando a curiosidade de muitos estudantes é o “Ciência sem fronteiras”. Um projeto com iniciativa do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio das respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes. O “Ciência sem fronteiras” prevê a utilização de até 75 mil bolsas de estudo em quatro anos para promover o intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação estudem e façam estágio no exterior, com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. “Este programa é um

esforço do Governo Federal em capacitar nossos estudantes em universidades estrangeiras, trazendo para o Brasil um conhecimento gerado nestas instituições, objetivando o desenvolvimento do país”, explica Josney Freitas, Chefe do Departamento de Ciências Humanas da Universidade do Estado Minas Gerais – Campus de Frutal. Além disso, o “Ciência sem fronteiras” busca atrair pesquisadores do exterior para se fixarem no Brasil ou estabelecerem parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas que o projeto dispõe para o profissional. “O programa é uma excelente oportunidade para os nossos alunos, tanto como experiência de vida, como profissional e cultural. Morar no exterior com foco na busca de novos conhecimentos é realmente uma experiência inédita”, explica Freitas. Quem não perdeu tempo e já agarrou a oportunidade foi o aluno do 5º período do curso de Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda da UEMG, Vinícius Reis Miguel, de 22 anos. “Por meio de uma professora, eu fiquei sabendo que estava aberto o edital para o “Ciência sem fronteiras”. Logo em seguida, me informei que existiam vagas com abrangência na minha área de graduação e me certifiquei que estava apto a preencher todos os prérequisitos”, diz ele.

O universitário, que embarca para o Reino Unido em setembro deste ano, conta também que passou por provas específicas, dentre elas, uma de conversação em outra língua (no seu caso, o inglês) e afirma que apesar da seletiva ser muito cansativa, todo o esforço valeu a pena. “Estar em um país diferente, no meio de faculdades renomadas, em meio à cultura do Reino Unido, não tem preço. No entanto, também trarei uma imensa bagagem de conhecimento na minha área de atuação, podendo repassar as descobertas que obtiver a outros publicitários brasileiros”, afirma. Miguel deixa dicas para os alunos que se interessam em fazer o intercâmbio. “A burocracia para se conseguir um intercâmbio realmente não é fácil. Entregue nas mãos de Deus e dê o máximo de você, não tenha medo de lutar e se esforçar para chegar aonde você almeja”, aconselha. Já para Isabela Chagas - formada em jornalismo na UEMG, no ano passado – terminar uma etapa na vida é essencial para começar outra. “Muitas pessoas me disseram que a melhor opção era trancar a faculdade para comprovar vínculos na hora do visto, mas preferi finalizar uma etapa para começar outra, assim não teria aquela preocupação de voltar a tempo de fazer o TCC e me formar”, conta a jornalista. Unindo a vontade de conhecer e

de aprimorar a língua inglesa, Isabela não vê a hora de embarcar para os Estados Unidos em uma nova aventura. “Além de ter contato com novas culturas, eu vou trabalhar, ou seja, estarei exercitando meu inglês”. O programa pelo qual a jornalista fará o intercâmbio é aquele em que uma agência intermedia a ida e vinda ao país desejado. A pessoa trabalha, tem a chance de estudar e ganhar uns bons dólares por isso, deixando sua estadia ainda mais barata. Hoje são várias as formas de intercâmbio que existem: além do “Ciência sem fronteiras”, tem espaço para quem deseja apenas estudar por conta própria através de cursos particulares no exterior, também para quem quer trabalhar e estudar ou através do Programa de Intercâmbio do Rotary International. As opções são muitas, basta escolher a que se tem o melhor perfil de acordo com seus objetivos. Por isso, você, estudante ou pessoa interessada em conhecer um novo país (sem colocar muito a mão no bolso) se ligue nos editais do programa “Ciência sem fronteiras” ou se informe em uma agência de intercâmbio de sua confiança . Embarque nessa aventura de experiência e conhecimento rumo a um novo mundo! É possível viajar e conhecer outras culturas e costumes gastando pouco e se divertindo muito.


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Frutal, junho de 2012

Projeto ecocidadania ensina com arte

Oficinas de artesanato com materiais recicláveis conscientizam a população de Frutal em relação ao meio ambiente

Foto: Hidroex

A UNESCO Hidroex realiza em Frutal, desde 2010, o projeto Espaço Ecocidadania, com diversas ações culturais por meio de oficinas. As atividades incluem Arte e Educação, Dança Contemporânea, Dança Tradicional, Informática, Educação Musical, Artes Plásticas e Teatro. Todas as oficinas são voltadas ao meio ambiente, com o objetivo de reeducar a sociedade por meio da cultura. O projeto acontece nas dependências do Centro de Eventos Yara Lins, somente durante o segundo semestre. Os trabalhos oferecidos relacionamse com a arte e o meio ambiente, visando potencializar a criatividade humana e direcionar a capacidade de cada um para a conservação da natureza, em benefício da saúde e bem estar de todos. A coordenadora do Espaço Ecocidadania, Liliane Mendonça, frisa que todos os cursos são direcionados à educação ambiental explicando o funcionamento do projeto. “As peças de teatro, por exemplo, interpretam temas que estimulam a preservação do planeta. Já os textos que os alunos

Foto: Hidroex

Tamires Causin e Fernanda Lorena

Artesanato produzido pelos alunos do curso de artes da UNESCO Hidroex com materiais reciclados

Embaixadora das Águas, Cléo Pires usando ecobijus

trabalham na aula de informática (no programa microsoft word) são de conscientização e de educação ambiental.” Em 2011, cerca de 1,2 mil alunos participaram dos cursos oferecidos pelo Hidroex. Yasmin Diniz, 11 anos, foi uma das alunas que participou das oficinas culturais no Centro de Eventos Yara Lins, no ano passado. Sua mãe Léslia Beatriz conta os benefícios que as oficinas proporcionaram à filha. “Durante todo o curso, a Yasmim se sentia entusiasmada, não faltava às aulas e contava para as amigas tudo o

Outra proposta de oficina é a construção da “parede verde” (parede forrada de plantas como a trepadeira), sendo uma área ecológica que aumenta a umidade do ambiente, além da criação de uma “horta medicinal” que beneficiará a população com ervas tradicionais da medicina alternativa. Quem quiser participar das oficinas deve procurar o Espaço de Ecocidadania, localizado no Centro de Eventos Culturais Yara Lins. Os cursos são oferecidos gratuitamente para a população de Frutal e região e não há restrição de idade. Para mais informações: 34 – 3429

que os professores ensinavam. Eu acho que essa foi uma grande oportunidade de aprendizagem e lazer”, explica a mãe. Os produtos desenvolvidos nas oficinas ultrapassam o limite de uma simples aula. Muitas mulheres, que aprenderam a produzir peças de artesanato como enfeites de decoração e bonecas de pano, já estão fazendo disso uma renda a mais para suas famílias. A coordenadora do Espaço de Ecocidadania conta que a intenção é de no futuro construir uma cooperativa de artesãos.

Estão abertas as inscrições para o JUEMG 2012 Atletas, torcida e bateria da UEMG Frutal já têm data marcada para começar a festa que será realizada em BH Alex Augusto

sobre a locomoção dos alunos para a capital mineira no mês de setembro. “A princípio, o transporte gratuito será liberado para os atletas inscritos e a comissão organizadora. Além da bateria, tentaremos levar mais alunos para a torcida, mas ainda não podemos afirmar a participação de todos eles”, alerta. A última edição do JUEMG foi realizada

em 2010, na cidade de João Monlevade. No ano passado não houve competições. “A justificativa da Comissão Organizadora foi a necessidade de alterações em alguns procedimentos, o que levaria tempo para ser apresentado às comissões dos demais campi para serem avaliadas, o que resultou na não realização do evento em 2011”, lembra Mirts.

A chefe da delegação frutalense está otimista em relação à próxima edição, pois a expectativa acerca da participação dos alunos é bem maior do que há dois anos. “Esperamos também alcançar um melhor resultado no quadro de medalhas, mas o que realmente importa é a integração entre os representantes de todos os campi.”

Foto: Tiago Botelho

Foto: Conrado Lima

A 14ª edição do JUEMG (Jogos Universitários da UEMG) será realizada neste ano em Belo Horizonte, entre os dias 7 e 9 de setembro, contando com atividades para todos os gostos. Os alunos do campus de Frutal poderão se inscrever para as modalidades de quadra (voleibol, handebol, basquetebol e futsal), além de atletismo, natação, tênis de quadra, tênis de mesa, peteca, truco e xadrez. As inscrições já estão acontecendo no Diretório Acadêmico de cada unidade da UEMG. Haverá uma seleção prévia durante o Intercursos, que em Frutal acontece de 12 de maio a 3 de junho. Os critérios de seleção serão avaliados por profissionais qualificados durante os jogos no Alvorada Praia Clube, para a formação de uma base competidora em cada uma das modalidades. Vale lembrar que o Intercursos não se trata de um torneio preparatório para o JUEMG, embora seja uma ótima oportunidade para descobrir o potencial atlético dos alunos. Mirts Helena Chagas, chefe da delegação de Frutal para o JUEMG, fala

Alunas se preparam para o JUEMG que acontece em setembro de 2012

O irreverente time da Comunicação Social “Cardiacos”


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Frutal, junho de 2012

Homossexualidade na geração tolerância Jovens brasileiros destroem a barreira do preconceito e conseguem assumir sua orientação sexual mais cedo

preconceito. “O que encontramos nas salas de análise são pessoas muito angustiadas e com medo de se assumirem. Às vezes, demoram anos para tomar uma atitude em relação a isso e os motivos são muitos: medo do preconceito, da reação dos familiares e por aí vai”, conta Bethânia. A psicóloga afirma que apesar da sociedade ter mudado e tratar o assunto com mais facilidade, homossexualismo é um tema que ainda choca. Enquanto casos de preconceito, infelizmente, ainda acontecem, um dos homens mais poderosos do mundo se juntou aos simpatizantes

do movimento gay. Recentemente, o presidente dos EUA, Barack Obama, declarou em uma entrevista à rede de televisão ABC ser a favor do casamento gay. Jogo político para conseguir mais votos para a próxima eleição ou não, a afirmação de Obama causou muita polêmica, principalmente nas redes sociais. “O estado da Carolina do Norte recentemente baniu a união civil de pessoas do mesmo sexo por meio de uma emenda constitucional, o que mostra que o país não está avançando contra o preconceito como o presidente pretende inferir”, fala Luis. No Brasil, a união estável entre pessoas do mesmo sexo foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio do ano passado. Porém, a apreciação do casamento civil fica sujeita a cada tribunal. Danielle Araújo, 27 anos, descobriu que era gay ainda na adolescência. Hoje, depois de se assumir para os amigos e para a família, ela mora com sua companheira e com os filhos dela do primeiro casamento. A comerciante conta que sempre sonhou em se casar, mas que se sente realizada por conseguir formar uma família. “Somos uma família diferente, com duas mães e feliz como qualquer outra.” Desde a última década, a indústria do entretenimento se dedica cada vez mais ao público gay. Na televisão há várias séries de sucesso que tentam

retratar este universo. Entre eles está o seriado americano Glee, que tem como um dos protagonistas um adolescente gay assumido para o pai. A série T L Word também mostra um grupo de lésbicas que vivem em Los Angeles. Outro sucesso é a cantora pop Lady Gaga, que se tornou ícone deste público justamente por ser difícil de lhe rotular. Seguindo a onda colorida da mídia, um rol de famosos se assumiram gays, ajudando a minimizar qualquer resistência ao homossexualismo. As celebridades, muitas vezes, se tornam referência para as pessoas, ditam a moda e o comportamento. Para a psicóloga Bethânia, ver uma pessoa que você admira fazendo algo que você tem vontade de fazer, certamente, é um incentivo para que você também o faça. O último famoso que “saiu do armário” publicamente foi o cantor porto-riquenho Rick Martin. O cantor, pai de dois filhos, serviu de exemplo, inclusive para muitos gays, ao declarar que aceita sua homossexualidade como um presente que a vida lhe deu. A diversidade sexual, pela própria influência da mídia, se tornou um assunto natural, mas ainda polêmico. E tudo que é controverso ainda deve ser muito discutido. O país que é sinônimo de diversidade agora aprende a lidar com a diferença das escolhas sexuais. Isso pode ser reflexo de uma sociedade verdadeiramente pós-moderna.

Os recém saídos do armário Fotos: Imagens Ilustrativas

“Eu sou gay”. A frase que antes era tão difícil de ser dita quanto ouvida se tornou cada vez mais comum, principalmente entre os adolescentes e jovens brasileiros. Declarar-se gay para a turma de amigos ou na faculdade não é mais sinônimo de gozações, intimidações e banimento. O preconceito contra religiões, raças e opções sexuais parece estar por fora. Uma conquista da nossa geração que poderia servir de exemplo para muitos adultos. Por causa deste alto grau de tolerância, muitos jovens da nossa geração “saem mais cedo do armário”. Uma pesquisa realizada pelas universidades estaduais do Rio de Janeiro (UERJ) e de Campinas (Unicamp) mostra que aos 18 anos, 95% dos jovens se afirmam gays. A maioria aos 16 anos. Para compararmos o avanço, exatamente na geração anterior, a declaração pública sobre a sexualidade só ocorria por volta dos 21 anos. Neste cenário, a família ocupa um papel importante. As mães se assustam no início, mas conseguem assimilar a novidade mais facilmente. Já os pais, geralmente, demoram um pouco mais a metabolizar a notícia. “Sou assumido desde os 14. Minha mãe me aceitou desde o início e o apoio dela foi muito importante para mim. Com meu pai, tive muitos problemas, mas hoje em dia ele já aceita e meu relacionamento com ele está muito melhor”, diz Luis Henrique Sescão Paulino, 19 anos, estudante do curso de Direito da UEMG. A importância do apoio familiar que Luis sentiu na pele, a ciência mostrou em um estudo realizado pela Universidade Estadual de São Francisco, nos EUA. Jovens homossexuais que convivem em harmonia com os pais, dificilmente sofrem depressão, mal comum para quem é vítima de preconceito. A psicóloga Bethânia Lacerda Andrade, 31 anos, aconselha a família a buscar ajuda de um profissional especializado que facilitará esse diálogo e cuidará de todos os sentimentos que essa situação traz. “Diante de qualquer situação nova, toda família deveria buscar o bom e velho diálogo. Ele proporciona a troca, o acolhimento, a oportunidade de um se colocar no lugar do outro”, afirma. Apesar das várias mudanças, ainda não estamos nem próximos do ideal. Há ainda muitos gays que vivem uma vida inteira sem se assumirem por conta do

Foto: Imagem Ilustrativa

Natália Bueno

Ricky Martin - em 2010, o cantor publicou em seu site oficial um texto confirmando ser gay

Ana Carolina - cantora declarou sua bissexualidade em 2005

Gareth Thomas - jogador de rúgbi galês assumido desde 2009


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Frutal, junho de 2012

Voluntariado em prol da comunidade O número de colaboradores vem crescendo em nosso país a cada dia e em Frutal essa realidade não é diferente

Colaboradores da AVCC de Frutal reunidos para mais um dia de trabalho e solidariedade ao próximo

de 40 pessoas que trabalham sem renumeração, de forma direta e indireta, em organizações de festas, feiras, visitas aos pacientes, arrecadação, distribuição de alimentos e reuniões. De acordo com a presidente Elisete Martins, atualmente, a associação não passa por nenhuma dificuldade financeira, contudo, toda ajuda é sempre muito bem vinda. “Doamos, por mês, cerca de 60 cestas básicas, além da distribuição de medicamentos, fraudas, suplementos que são caros e, na maioria das vezes, os pacientes não têm condições de comprar. Muitas vezes, nossos voluntários levam tudo isso na casa dos pacientes,” afirma ela. O advogado Uanderson Pereira

Seguem alguns dos benefícios do trabalho voluntário: Para a sociedade:

de Menezes, 38, é voluntário da AVCC desde 2009 e além dos serviços burocráticos, também faz visitas, ajuda em eventos, arrecadações e doações. O advogado comparece uma vez por mês para reuniões ou sempre que é solicitado. Menezes conta com satisfação do trabalho que desenvolve. “O que mais me impressiona é o poder que os pacientes têm de tratamento e que mesmo com a doença, a gente vê que eles têm uma expectativa de melhoras, eles nos dão força para continuar trabalhando”. Para ser um voluntário da AVCC, basta cadastrar-se na associação e aguardar pela aprovação da diretoria. A instituição está localizada na rua Pirajuba, nº 720, e fica aberta de

segunda a sexta–feira, das 8h às 10h30 e das 12h30 às 17h. A APAC - Associação de Proteção e Assistência aos Condenados também tem projetos em meio ao trabalho voluntário. A instituição trabalha na recuperação de presidiários, tendo como filosofia o método de que todo ser humano é recuperável, desde que haja um tratamento efetivo e adequado, baseado na autodisciplina. Patrícia Damas, 23, estagiária e voluntária na APAC de Frutal desde fevereiro deste ano, afirma que vai à instituição pelo menos uma vez por semana. Seu trabalho é acompanhar os recuperandos em todas as atividades. Patrícia diz que uma das maiores dificuldades da APAC é o preconceito da população por ser uma instituição voltada para recuperação de presidiários. “A população não costuma ajudar, a não ser os familiares dos recuperandos, infelizmente ainda há um grande preconceito por estas pessoas que precisam e muito de ajuda”, conta ela. Dentre tantas experiências, podese considerar o trabalho voluntário como um momento único na vida das pessoas. Ajudar ao próximo é olhar para dentro de si e poder contribuir para um mundo melhor, fazendo a “nossa” parte. Não precisa ser “especialista” em alguma área, nem mestre ou doutor, basta apenas doarse, de coração aberto. É fazendo o bem que podemos mudar a realidade do lugar onde vivemos. O mais importante é a motivação solidária, o desejo de ajudar, o prazer de se sentir útil.

Seja io luntár um vo novas a a r ias b e se a ias e vivênc nc ro u iê t r e fu p ex um nós! sca de em bu para todos r o lh e m

• Favorece diretamente a comunidade atendida; • Auxilia na redução de problemas sociais; • Propicia a inclusão social; • Melhora a qualidade de vida.

Fotos: Raissa Monteiro

De acordo com a definição das Nações Unidas, a palavra “voluntário” se dá ao “jovem ou adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos”. Em geral, a maioria dos voluntários brasileiros procura em seu trabalho ajudar a resolver problemas sociais ou partes deles, sentir-se prestativo e valorizado, saindo da rotina do dia a dia. É uma forma de manifestação, compaixão e solidariedade visando o crescimento próprio. Todos os dias, milhares de pessoas estão dispostas a trocar horas de lazer pelo auxílio ao próximo e esse número não para de crescer. Na última década, a parcela de voluntários da população subiu de 18% para 25%, segundo matéria veiculada no Jornal Nacional no início deste ano, Quando que se fala em projeto pesmostrando atualmente os de jovens quisa, seja de iniciação científica ou de se interessam mais pelo trabalho extensão, muitas dúvidas surgem. Qual voluntário. a diferença entre ambas? podem Como escoQuaisquer pessoas ser lher o tema? basta Quando começar? voluntárias, dirigir-se atéQuem uma instituição e Quais se informar sobre as pode orientar? os procedimentos dificuldades necessidades dela. O para fazer umeprojeto e conseguir uma desempenho de um colaborador deve bolsa? ser o de um profissional, afinal, A mesmo universidade funciona sobre o estão lidando com a vida alheia e isso tripé ensino, pesquisa e extensão. exige sempre um cuidado especial. A iniciação científica é o primeiro Em Frutal, existem diversas passo para o que aluno interessado em ser instituições aderem ao trabalho pesquisador. O trabalho de pesquisa é voluntário. Elisete Maria Martins, mais restrito da e isolado, o trabalho Presidente AVCC já(Associação de extensãodeproporciona interação e Voluntária Combate ao Câncer), cria vínculos o objetotem de estudo diz que na entre associação cerca e a comunidade. A coordenadora de pesquisa e extensão da UEMG, Campus de Frutal, Ana Maria Zanoni da Silva, explica que hoje a atividade de extensão não parte mais da ideia daPara universidade você: levar conhecimento pronto para a sociedade, mas sim de trabalhar em conjunto com ela. • Na Desenvolvimento pessoal UEMG, as atividades de extensão e profissional; estão focadas no eixo da cultura, arte e tecnologia. Os projetos de inclusão • Aprende a desenvolver digital para a terceira idade, o coral, comsãopoucos a atividades bateria e o teatro atividades que recursos, sem levam um pouco dadesperdício, cultura e da arte tendo um realizados pelamelhor comunidade acadêmica aproveitamento do frutalense. que e que envolvem a população Como a coordenadora cita estáexemplo, disponível. o coral, que conta com integrantes de outras escolas e também com

Imagem Ilustrastiva

Daniele Vendramini e Raissa Monteiro

Recuperandos da APAC realizam atividades diárias com a ajuda de voluntáriados na entidade


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Frutal, junho de 2012

Internet e música na mesma conexão

Saiba como os vídeos e o site YouTube influenciam na vida das pessoas que têm a música como carreira e paixão Dayana Vaz e Laura Freitas

Imagem Ilustrativa

conhecido até fora do país”. A rede promove um reconhecimento e divulgação maior do nosso trabalho devido à facilidade e rapidez. Antigamente, não havia nada disso, era tudo lento. Hoje, até mesmo o acordeom ganhou um melhor reconhecimento”, fala o professor de acordeom que há 40 anos atua na profissão. O músico e estudante Diego Martins Bosnich, de apenas 12 anos, já toca quatro tipos de instrumentos distintos e adora passar seu tempo assistindo os clássicos e suas músicas favoritas na rede. “Costumo ver vídeos sobre os instrumentos que toco, orquestras e bandas que gosto. Vejo por interesse, para me aprimorar e porque também gosto de música. Para mim, a música é o meu descanso, me relaxa. Como ser humano, sinto que as canções contribuem para meu desenvolvimento”, argumenta o músico. Assim, os clipes e seus artistas são os elementos de buscas realizadas no YouTube. Quem acessa ao site, gosta de saber das novidades, lançamentos, estão a procura do que ainda não viram, do inusitado, por isso as músicas e vídeos caseiros sempre fazem muito sucesso. Para os que gostam de navegar e, principalmente, para os que gostam da música em si, devem fazer da internet uma ferramenta mais do que divertida e utilizá-la como um instrumento de trabalho, lazer e comunicação.

Foto: Imagem Ilustrativa

Foto:Dayana Faz e Laura Freitas

Ei, você que canta, toca algum tipo de instrumento ou já produziu um clipe engraçado, já experimentou postar algo parecido na internet? Com tanta tecnologia, ficamos dependentes desse advento. Seja na área do trabalho, da escola ou do lazer, estamos sempre antenados na rede. É tanta sintonia que o vídeo “Para nossa Alegria” teve grande número de acessos e arrancou muitas risadas, mas para a nova geração o hit de sucesso foi mesmo o “Eu quero tchu, tcha”. Ah, e se você acha que “Sou foda” é porque ainda não experimentou acessar o clipe de “Minha vó tá maluca”. São vídeos engraçados que repercutiram nacionalmente, num piscar de olhos. Outro que ganhou destaque na rede foi “A banda mais bonita da cidade”. O vídeo postado numa tarde, bombou em pouquíssimas horas. Com tantos vídeos e clipes na internet, o que tem feito mesmo sucesso é o site “YouTube”, sendo este a sensação do momento. O site é reconhecido tanto pelo pessoal da terceira até a mais nova idade. Além de vídeos caseiros, montagens e filmes, o site abre espaço para os músicos mostrarem e divulgarem seu trabalho, e, o mais importante, sem gastar muito. Com a estudante e música Mariana Tavares não foi diferente. Ela, que está na profissão há 15 anos, faz questão de utilizar a internet como um meio de atingir seu público e divulgar seus vídeos. “A internet é uma forma que contribui com agilidade para atingir várias pessoas, eu faço dela um instrumento onde posto as músicas da banda Cassino Queen, datas de shows e notícias. Acho que é um modo de atingirmos desde quem mora aqui em Frutal até quem mora em outro país. Ou seja, na minha opinião, sem dúvida, é a melhor maneira de divulgação atualmente, explica a estudante de Publicidade da UEMG e vocalista da banda Cassino Queen. Já com o professor de acordeom Alcides Alves, a internet foi uma tecnologia que por muito tempo não existiu em sua carreira, mas agora faz uma diferença enorme na divulgação do seu trabalho. “Com a vinda da internet, as coisas mudaram, as pessoas ficaram mais conhecidas e o músico pode ficar

O professor de acordeom Alcides Alves, acompanhado por seus alunos durante ensaio

Os músicos Mariana e Lucas utilizam o Youtube como ferramenta de divulgação


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Frutal, junho de 2012

Caminho da roça... vai começar o baile

Frutalenses aproveitam o mês de junho para participar das festas juninas mantendo viva a tradição do interior do Brasil Léslia Beatriz e Lívia Queiroz

Como o próprio nome diz, o mês de junho é época de festa junina. Você conhece este costume? Mesmo em tempos modernos é importante ressaltar que esta festa persiste até os dias de hoje. É válido frisar que a festa junina começou há muitos anos e existem divergências sobre a sua origem. Os religiosos afirmam que surgiu para comemorar o nascimento de João Batista (São João, santo protetor dos casados e enfermos); já os historiadores acreditam que a tradição veio de Portugal, com a colonização. Atualmente, se comemora também o dia de São Pedro (santo das águas) e Santo Antônio (santo casamenteiro). Nas festas juninas, as comidas típicas são atrativas e os quitutes chegam a dar água na boca. Entre as delícias estão os derivados de milho como pamonha, milho cozido, bolo e cural. Além desses, também são preparados canjica, cuscuz, arroz doce, cocada e outros. Já a bebida é especial: o quentão, vinho e chocolate quente fazem toda a diferença e ajudam a aquecer o corpo do frio nesta época do ano. Chamando muito a atenção e indispensável nas festas é a decoração. Toda colorida, com bandeirinhas, balões e folhas de palmeira. A quadrilha tem a vestimenta própria do caipira; nos homens a camisa xadrez, calça jeans remendada com retalhos, chapéu, lenço no pescoço e bigode realçam o visual. Já as mulheres

costumam usar vestidos estampados, meia calça, batom de cor forte, cabelo partido com duas tranças, bochechas marcadas com blush e sardinhas feitas de lápis preto. O casamento junino é o mais animado e os noivos escolhidos sempre incorporam as personagens garantindo a alegria da quadrilha. As músicas são sempre alegres e lembram o ritmo do forró, entre elas, estão as famosas “Capelinha de Melão”; “Pedro, Antônio e João”; “Pula a fogueira” e “Cai, cai balão”. As melodias embalam a pescaria, correio elegante, corrida do ovo, cadeia do amor, jogo de argolas e derruba latas, que são brincadeiras tradicionais de acordo com os costumes e cultura de cada região. Em Frutal, no último dia 26 de maio, aconteceu pelo sexto ano consecutivo, a Festa na Roça da Casa da Criança, que foi organizada desde janeiro pela equipe de funcionários, educadores e

diretoria da instituição. Este ano, além dos ingressos individuais, foram vendidas 150 mesas, com um público de aproximadamente 1,2 mil pessoas. Ana Paula Almeida Milagre, assistente social e diretora da Casa da Criança, aponta qual o destino da verba arrecadada. “Toda a renda obtida com a Festa na Roça é destinada para manter e cobrir algumas necessidades da casa no decorrer do ano”, afirma ela. A instituição acolhe hoje 150 crianças de seis a 14 anos, que permanecem no local em contra turno escolar. Outra festa que também se destaca na cidade é o arraiá da Escola Municipal Alonso de Morais, que desde 1993 vem crescendo e contribuindo para a melhoria do espaço físico e urgências que surgem durante o ano. “Dentre os benefícios, a escola conseguiu fazer a cobertura da quadra para educação física, construção de seis salas de aula, dois

banheiros, vestiário, além de equipar um laboratório multimídia com ar condicionado e 36 computadores para fins educativos”, explica Vilma Faria Dutra Rodrigues, diretora da escola. Dulcinéia Silva, 34, mãe de um aluno do quarto ano, afirma que os benefícios são visíveis. “Além do crescimento da escola, surgiu a abertura de mais vagas, dando oportunidade de um ensino de qualidade para mais crianças.” Em 1993, a escola tinha 500 alunos, hoje já se soma 700 estudantes, com uma infraestrutura adequada e um ensino eficaz. O arraiá da Alonso de Moraes aconteceu no último dia 6 de junho, no Alvorada Praia Clube e foi mais uma vez um sucesso, tendo como tema os Ritmos do Brasil. Dulcinéia comenta sobre a importância da participação do filho na festa junina. “Acho importante porque explora o lado participativo e cultural das crianças, visto que a escola inova com temas diferentes todo ano. Além da emoção que contagia a todos ao ver as danças dos alunos, dando tudo de si na hora da apresentação”. Entre uma e outra festa, é importante destacar que cada qual a sua maneira preserva viva a tradição de animar o mês de junho. Como se percebe, Frutal faz questão de passar de geração a geração esse delicioso costume das festas juninas. Então, viva Santo Antônio, São João e São Pedro. E que venham as próximas juninas regadas de muita quadrilha, quentão e caipiras animados.

Fotos: Agito Frutal

Festa na Roça da Casa da Criança

Barracas de comidas e bebidas típicas de festa junina

O público marcou presença em peso na animada festa na Roça da Casa na Criança

Noivos da quadrilha enfeitam a entrada da festa

Jornal O Foca - edição 6  

Jornal laboratório do curso de Comunicação Social - Habilitação Jornalismo da Universidade do Estado de Minas Gerais, Campus de Frutal. 6ª e...

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