Page 1

PORTFÓLIO

DE

ARQUITETURA

INGRID UCHOA COLARES 2016 - 2018

1


Ingrid Uchoa Colares ingrid.ucolares@gmail.com +55 21 99431-2112 Rio de Janeiro, Brasil

Formação 2015 - presente Pontificia Universidade Católica - PUC-Rio Cursando o 7O semestre Graduação em Arquitetura e Urbanismo Rio de Janeiro, RJ 2013 - 2014 Northfield Mount Hermon School Massachusetts, EUA 2002 - 2014 Colégio Santa Cecília Fortaleza, CE Experiências 2017 - presente Inquérito Portugal: Arquitetura, Paisagem e Território Pesquisadora com bolsa TEPP Orientadora: Profa. Ana Luiza Nobre Arquitetura e Urbanismo PUC-Rio 2017 Liguagem Visual Monitora da turma de graduação Arquitetura e Urbanismo PUC-Rio 2015 - 2018 Ser Urbano: Semana de Arquitetura Integrante do grupo de idealização e organização do evento Arquitetura e Urbanismo PUC-Rio


Entrevistas e Publicações 2017 Entrevista: paisagista João Nunes (pt) Inquérito Portugal: Arquitetura, Paisagem e Território “Paisagem como Transformação”, publicada por Vitruvius 2017 Entrevista: arquiteto João Luís Carrilho da Graça (pt) Entrevista: geógrafo Álvaro Domingues (pt) Inquérito Portugal: Arquitetura, Paisagem e Território 2017 Inquérito Portugal: Arquitetura, Paisagem e Território Relatório publicado por PIBIC - CNPq Cursos e Concursos 2016 Concurso 30h Concurso de projetos Centro Acadêmico Arquitetura e Urbanismo PUC-Rio 2016 Curso de Revit Carga horária 32h Instituto Bramante Arquitetura e Design, RJ 2015 Intensivo de Direção em Cinema Academia Internacional de Cinema, RJ Idiomas Português | nativo Inglês | avançado Espanhol | básico Programas AutoCad Pacote Adobe (Illustrator, InDesign e Photoshop) Revit SketchUp

3


Projetos Acadêmicos 09 23 33 47

Complexo residencial São Cristovão Residencial Glória Centro de bairro São Cristovão Ateliês e galeria Lapa

Pesquisas Científicas 57 67

Inquérito ao Território Antrópico do Rio de Janeiro Inquérito Portugal: Arquitetura, Paisagem e Território

Grupos Acadêmicos 73

Ser Urbano

5


O ambiente compõe-se dos vestígios de suas própria história. Por isso, se é na geografia que os sinais da história se consolidam e sobrepõem numa forma, o projeto arquitetônico tem a missão de chamar atenção para a essência do contexto ambiental por meio da transformação da forma. Vittorio Gregotti

7


22°53’53.4”S 43°13’05.1”W

COMPLEXO RESIDENCIAL SÃO CRISTÓVÃO

local: rio de janeiro ano: 2018

equipe: ingrid colares,

isabela moraes e matheus amorim

9


O projeto parte da relação de vizinhança que o terreno mantém com o viaduto que cruza o bairro de São Cristóvão. Foram interpretadas duas escalas desta infraestrutura viária, a primeira, agressiva e robusta, que corta o bairro em dois; a segunda, revela uma ambiência gerada pelo grande teto que o viaduto conforma, proporcionando sombra e escala humana à rua que está sob ele e possibilitando espaços mais propícios à apropriação. O projeto estrutural parte das duas escalas analisadas. Torres residenciais de estrutura robusta são erguidas, no interior do lote, prevendo a iminente verticalização do bairro central. No perímetro da rua, é proposta uma estrutura de menor escala, que dialoga

com a calçada e os pátios conformadas. Esta última abriga um bloco de uso misto - comercial, no térreo, e de residências menores, nos outros três pavimentos. A ocupação surge da extensão do viaduto para dentro do terreno. A nova estrutura permite o atravessamento do lote e a conformação dos blocos residenciais a partir dela. A apropriação do terreno da frente integra ao projeto uma praça e um estacionamento público, que desafoga o estacionamento próximo, no entorno da Feira de São Cristóvão. A terra é remanejada para o miolo da quadra, elevando a cota do terreno nesta parcela e possibilitando um bom conforto ambiental às torres sobre o grande platô.

11


2Âş a 4Âş pavimentos

tĂŠrreo comercial

+ residencial

residencial tipologias 1 e 2


5ยบ a 11ยบ pavimento residencial tipologias 1

13


15


0,05

tipologia 1 dois quartos x180

+ sala

0,5

1,0


0,05

0,5

1,0

tipologia 2 estĂşdio x

70

17


19


21


22o55’15.0”S 43o10’47.2”W


RESIDENCIAL GLÓRIA

local: rio de janeiro ano: 2018

23


preencher

integrar

deslocar

escalonar

repartir

circular

quebrar

topografar

ventilar

acessar

enquadrar

iluminar

dialogar

citar


A partir da manipulação volumétrica, o projeto busca solucionar questões de conforto ambiental de maneira que todas as quinze unidades residenciais possuam ventilação cruzada e boa iluminação natural. O terreno está situado entre empenas laterais, uma caixa de rua estreita à frente, e o Morro de Santa Teresa ao fundo. A fim de dar conforto às unidades residenciais circundadas por essas verticalidades, a ocupação é feita por dois volumes interligados pelas circulações verticais e horizontais. A estratégia adotada parte de uma leitura contratante entre as relações de frente e fundo do terreno. Os dois volumes respondem de maneiras diferentes a esses dois contextos. O volume de frente preenche o contínuo edificado da Rua Benjamin Constant e abriga oito unidades que mantém relação com a rua similar aos vizinhos.

O segundo volume volta-se para os fundos e mantém relação visual e morfológica com a topografia existente. O escalonamento do segundo volume possibilita uma maior iluminação das sete unidades que abriga e diversifica a área dos apartamentos. A quebra desses volumes proporciona maior perímetro para os apartamento e maior variação tipológica, além de abraçar as curvas de nível do morro. O afastamento de fundos abriga no térreo uma área de estar coletiva para os moradores, situada entre o declive topográfico natural e o construído. A estrutura é de perfis metálicos colocados nas extremidades das unidades. As fachadas compõem-se de painéis retráteis que permitem o controle da iluminação natural.

25


térreo

2º pavimento


70 m²

60 m²

55 m²

95 m²

27


29


31


22°54’04.8”S 43°13’28.6”W


revitalização

CENTRO DE BAIRRO SÃO CRISTÓVÃO

local: rio de janeiro ano: 2017

equipe: beatriz carneiro, ingrid colares e tatyana fleury da rocha

33


A intervenção se estabelece em São Cristóvão, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, a partir da necessidade de uma proposta urbanística para além dos limites físicos do galpão, de modo a qualificar a vivência local. O projeto avança para a escala bairro seguindo diretrizes próprias do sítio em que se insere, parte da abordagem de leitura e ação sobre o que é pré-existente. O entendimento da tensão entre a conformação topográfica do lugar e a malha viária costura as ações estabelecidas no projeto. O resgate do movimento original do solo, reinterpretando a Avenida do Exército como eixo estruturante do bairro, uma vez que liga a Feira de São Cristóvão e a Quinta da Boa Vista, materializa-se pela ciclofaixa proposta.

As alturas geográficas são prolongadas para dentro do galpão, ação essa que se reproduz também como programa, diluindo os limites entre externo e interno. A retomada do caminho inicial das águas pluviais requalifica o ambiente e explora seu potencial educativo, aproveitando a área da cobertura para sua captação conjugado com um simples sistema de filtragem que permite sua utilização. A tipologia de galpão existente é preservada, uma vez que mantém o que é característico do período industrial de São Cristóvão, mas sofre operações quereinterpretam sua condição no espaço urbano. Com isso, contrapõem-se dois tempos dentro de um mesmo espaço, diferenciados pelas cores das estruturas.

35


37


39


41


43


45


22°54’48.5”S 43°10’51.3”W


ATELIĂŠS E GALERIA LAPA

local: rio de janeiro ano: 2016

equipe: ingrid colares e tatyana fleury da rocha

mencionado em artigo no site vitruvius http://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/18.213/6900

47


Localizado entre as densas e movimentadas Mem de Sá e Riachuelo, o projeto visa uma introspecção dos seus espaços, a fim de gerar áreas de exposição e criação que fogem o ritmo da cidade. Assim, o projeto promove galeria e ateliês que se voltam primordialmente para o envolvimento com a arte. Fachadas cegas e no perímetro da parcela expressão a quebra de ritmo com o entorno e delimitam o espaço privado, dando liberdade para a criação dos espaços introspectivos. Internamente, o projeto busca provocar diferentes experiências espaciais e sensoriais, a fim de engrandecer a vivencia da arte. O desenrolar dessas experiências busca promover e abrigar a narrativa de uma exposição por meio de um percurso único, no caso da galeria, e do processo de produção artístico

dentro de microcosmos para o artista, no caso dos ateliers. O volume cria relações de cheios e vazios com a criação de um pátio central e pátios íntimos para cada atelier, o que compõem mais uma das experiências sensoriais do projeto. Junto aos pátios, vãos entre os muros das fachadas e os fechamentos internos fazem a iluminação e ventilação natural dos espaços. Sua setorização hierarquiza a introspecção dos seus usos, abrigando a galeria no nível térreo e ateliês, apoio e administração no primeiro pavimento. O acesso aos ateliês se da pela Riachuelo, rua de escala mais doméstica, e o acesso à galeria ocorre pela Mem de Sá, avenida mais movimentada, de uso comercial e lazer.

49


51


53


55


pesquisa científica

TERRITÓRIO ANTRÓPICO DO RIO DE JANEIRO local: rio de janeiro

ano: 2018 - em andamento

orientadora: profa. ana luiza nobre

bolsistas: ingrid colares e matheus amorim

57


A pesquisa “Inquérito ao Território Antrópico: Rio de Janeiro Descarnado” desenvolveu-se no âmbito do Là/Laboratório de Análises Arquitetônicas da PUC-Rio e articulou-se com a pesquisa “Inquérito Portugal: Arquitetura, Paisagem e Território” iniciada em janeiro de 2017 por estudantes do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio, sob a orientação da Profa Ana Luiza Nobre e co-orientação do Prof Antonio Sena. O grupo iniciou um debate a respeito da arquitetura portuguesa contemporânea do ponto de vista da sua relação com a paisagem e o território e deu início às atividades do grupo Inquérito Portugal na PUC-Rio. Neste contexto, a pesquisa colocou-se como uma segunda etapa, dedicada a investigar em especial as questões relacionadas a território na cidade do Rio de Janeiro. A proposta surge a partir da reflexão sobre a dissociação entre território e arquitetura na cidade. Para isso, tomou-se como base a metodologia de investigação ao território do arquiteto português João Luís Carrilho da Graça, exposta em seu texto Metamorfose[1] e em sua exposição e catálogo Carrilho da Graça: Lisboa[2]. Os pesquisadores, em julho de 2017, foram espectadores de uma palestra do arquiteto Carrilho da Graça e puderam realizar uma entrevista (que será publicada futuramente) com o arquiteto. Nesta ocasião, foi possível entender a relação crítica do arquiteto quanto à compreensão da história de maneira dissociada ao entendimento do território em que se está intervindo. Além disso, o encontro ressaltou o seu olhar atento e sensível quanto à compreensão do território como estrutura esquelética sob um ponto de vista histórico-geográfico, que contribui e tem papel importante em sua produção como arquiteto. Somou-se à entrevista a leitura do seu texto Metamorfose, publicado pelo Jornal dos Arquitectos em 2002, que incitou entre os pesquisadores um debate acerca do trabalho teórico do arquiteto e sua metodologia de investigação da cidade. Esta baseia-se na interpretação da cidade quanto a conceitos que dizem respeito ao território, sustentando-se no mapeamento e contemplação das coincidências entre as curvas de nível e a estruturação urbana da cidade.

No texto em questão, Carrilho conceitua termos que caracterizam a topografia, definida pelo arquiteto como o conjunto das curvas de nível que estruturam o território. Destaca-se, principalmente, as linhas altas e as linhas baixas da topografia. Essas linhas, devido à sua regularidade de cota, constituíram historicamente percursos do homem sobre a terra que hoje marcam, também, percursos dentro e entre as cidades. As linhas de festo, conhecidas no Brasil como linhas de cumeada, são linhas altas e estão relacionadas a um percurso primário na sociedade humana devido à sua altitude, caracterizada por caminhos com maior visibilidade e segurança. Os vales, ou linhas de água, traçam percursos em cotas mais baixas do território, onde inicia-se uma divisão urbana que dá lugar à limitação dos logradouros. Por fim, foi também motivação para a pesquisa a visita de um dos pesquisadores à exposição Carrilho da Graça: Lisboa, no Museu da Casa Brasileira em São Paulo, em março de 2017, contribuindo para esse olhar curioso sobre o trabalho do arquiteto português. A exposição coloca-se como a materialização dos conceitos colocados no texto Metaformose e é mais detalhadamente conceituada em seu catálogo. No trabalho em questão, Carrilho da Graça expõe sua visão sobre Lisboa do ponto de vista topográfico, fazendo relações entre a organização urbana da cidade e as características geográficas do território. A partir disso, as relações estabelecidas permitem, por exemplo, segundo descrito pelas curadoras da exposição, analisar que em Lisboa “os promontórios coincidem com os edifícios singulares, as linhas de cumeada concordam com as vias primitivas de deslocação, enquanto as linhas dos caminhos ao longo das meia-encostas e dos vales, e em conjunto com as anteriores, estabelecem uma malha de percursos e desenham os primeiros limites da compartimentação do território.”[3] Desse ponto de vista, a pesquisa procurou entender a metodologia desenvolvida pelo arquiteto Carrilho da Graça e fazer uma leitura similar do Rio de Janeiro, uma cidade caracterizada pelo choque entre o construído e o relevo acentuado - elemento que se faz presente na vida do carioca não só através da contemplação da paisagem, mas também pela apropriação dos espaços, deslocamentos na cidade, e consequências climáticas.


Buscou-se investigar o suposto caráter universal da prática investigativa de Carrilho da Graça, que defende que sua metodologia pode ser utilizada para a compreensão do território em outras cidades para além de Lisboa. Em palestras, cita exemplos de linhas de festo que marcam as cidades com avenidas principais explicitando a sua relevância na dinâmica urbana, como em São Paulo, onde a Avenida Paulista seria uma destas, e em Nova Iorque com a Broadway, cujo desenho contrasta com a malha regular do desenho urbano. As cidades citadas, no entanto, não possuem um relevo tão acentuado como o existente no Rio de Janeiro, levantando hipóteses entre os pesquisadores ao não perceberem com facilidade uma via estruturadora, como uma linha de festo, na cidade. Assim, a princípio levantaramse questões como: a ideia de ‘’território como suporte’’ vale para uma leitura do Rio de Janeiro? Caso contrário, como se deu a ocupação do Rio? Há alguma relação com suas linhas topográficas? A expansão urbana da cidade é feita por esses traços do território? 1 ver Graça, João Luís Carrilho da. Metamorfose. Jornal dos Arquitectos, Lisboa, 2002, n. 206, p. 8-11. 2 ver Graça, João Luís Carrilho da. Carrilho da Graça: Lisbon. Porto: Dafne Editora, 2015. 3 - em Graça, João Luís Carrilho da. Carrilho da Graça: Lisbon. Porto: Dafne Editora, 2015. p. 6.

N

0

0.5

2.5

59

5 km


este mapa pode sofrer alteraçþes atÊ o encerramento da pesquisa linhas de festo linhas de vale

61


este mapa pode sofrer alteraçþes atÊ o encerramento da pesquisa linhas de festo linhas de vale

63


este mapa pode sofrer alteraçþes atÊ o encerramento da pesquisa vias de festo vias de vale vias

65


pesquisa científica

INQUÉRITO PORTUGAL: ARQUITETURA, PAISAGEM E TERRITÓRIO local: rio de janeiro

ano: 2017 - 2018

orientadora: profa. ana luiza nobre

co-orientadores: prof. antônio sena prof. pedro évora

bolsistas: beatriz carneiro, ingrid colares e matheus amorim voluntárixs: bruno bins, eduarda abud,

esther rosas, gabriela sad, isabela moraes, isabella simões, joana martins pereira,

júlia frenk, luyza de luca, pedro brito e tomas de camillis

67


A pesquisa “Inquérito Portugal: Paisagem e Território” visa indaga arquitetônica contemporânea em período subsequente à Revolução ocorrida em 25 de abril de 1974. Este o fim de um longo período ditatoria perdurou por quatro décadas, sob de António de Oliveira Salazar ( posteriormente de Marcelo Caetano

O período que antecede o recorte c pesquisa, portanto, é sublinhado po repressão e isolamento de Portug mundial, com forte estagnação econô Nessa primeira etapa da pesqui consistiu basicamente no map arquitetura portuguesa produzi Revolução dos Cravos, do ponto de relação com a paisagem e o ter conceitos centrais vinculados ao recentes de urbanização do país.

O estudo se desenvolve a partir d oito arquitetos e um paisagista que sensibilidade particularmente apura às marcas da presença humana Fernando Távora, Álvaro Siza, Go Eduardo Souto de Moura, João da Graça, João Nunes, Manuel A Francisco Aires Mateus e Inês Lobo

A pesquisa partiu do levantamen arquitetônicas e paisagísticas mai destes arquitetos, dentro do período realizadas entre as duas maiores Portugal (Lisboa e Porto e seu Procedeu-se então à seleção das significativas do ponto de vista somando 78 obras desses arq e outras 27 obras de outros arqu obras foram então georreferenciad digital que inclui ainda ficha técnic fotográficas de cada obra.

Paralelamente, o trabalho envolveu de uma cronologia que destaca a m entre os acontecimentos políticos e e os principais eventos culturais com ênfase na arquitetura. Nosso e principalmente o período pós- m país, incluindo antecedentes releva invasão moura à Península Ibérica


Arquitetura, ar a produção Portugal no o dos Cravos, e evento marca al no país, que b o comando (1926-1968) e o (1968-1974).

cronológico da or políticas de gal do cenário ômica interna. isa, o estudo peamento da ida após a e vista da sua rritório – dois os processos

da seleção de e manifestam ada em relação no território: onçalo Byrne, Luís Carrilho Aires Mateus, o.

nto das obras is expressivas o em questão, s cidades de us arredores). s obras mais da pesquisa, quitetos-chave uitetos. Estas das num mapa ca e imagens

u a elaboração mútua relação e econômicos em Portugal, estudo destaca monárquico do antes, como a a (711-1492), a

formação do Estado Nacional português (13831385), o Sebastianismo (1578-c. 1640), o terremoto na cidade de Lisboa (1755), a saída da família real para o Brasil (1807) e a transição política de monarquia para república (1910). Foi iniciado também um projeto editorial com o lançamento da coleção “Cravos de Papel”, composta por publicações acadêmicas distribuídas gratuitamente e constituída por textos autorais dos arquitetos em estudo, com o objetivo de divulgar sua obra e pensamento. Além disso, o grupo de pesquisa realizou duas palestras e três entrevistas. O arquiteto e professor da Universidade Católica de Pernambuco Diego Beja Inglez de Souza ministrou a palestra “Arquitetura, habitação e participação no Brasil e em Portugal - Uma perspectiva transatlântica” (em março de 2017, na PUC-Rio). O paisagista português João Nunes, fundador do PROAP, ministrou a palestra “Arquitetura e Paisagem” e concedeu entrevista ao grupo (em abril de 2017, na PUCRio). Esta entrevista foi publicada no site Vitruvius (link: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/ entrevista/18.072/6785). O grupo entrevistou ainda o arquieto portugês Carrilho da Graça (em julho de 2017, no Museu de Arte do Rio) e o geógrafo português Álvaro Domingues (em novembro de 2017, na PUC-Rio). Por fim, o grupo colaborou com a palestra “Os Dias da Troika e Depois” ministrada pelo arquiteto e crítico português Jorge Figueira (em abril de 2018, na PUC-Rio). No segundo semestre de 2017, a pesquisa contou com uma disciplina eletiva “Ateliê de Pesquisa: Projeto Portugal”, ministrada pelos arquitetos e professores Ana Luiza Nobre, Antonio Sena e Pedro Évora. A eletiva contou com uma viagem de estudos a Portugal, com o objetivo de conhecer, experimentar e registrar obras selecionadas da arquitetura contemporânea portuguesa do ponto de vista da sua relação com a paisagem e o território. Os grupos de alunxs desenvolveram ainda análises de 4 obras selecionadas: Piscina das Marés (Álvaro Siza), Musealização da Área Arqueológica da Praça Nova do Castelo de São Jorge (Carrilho da Graça), Farol Museu de Santa Marta (Aires Mateus) e Casa das Histórias Paula Rego (Souto de Moura). Foi produzida uma maquete coletiva que as 4 obras selecionadas em um território único projetado pelo grupo.

69


71


SER URBANO: SEMANA DE ARQUITETURA

local: puc-rio realizada anualmente equipe: alunxs voluntárixs da graduação

73


Departamento de Arquitetura e Urbanismo PUC -Rio

13:00 CORPOCAMPO com

8-11

LÍGIA SARAMAGO|

arquiteta. doutora em filosofia pela PUC-Rio e professora do DAU/PUC-Rio

16:00 Campo Infraestrutura mesa redonda com

CAUÊ CAPILLÉ |doutor em arquitetura pela Bartllet School of Architecture CAIO CALAFATE|arquiteto pela PUC-Rio (2010). gru.a arquitetos mediação: GABRIEL DUARTE|arquiteto. mestre em urbanismo TU Delft, Holanda e professor do DAU/PUC-Rio

19:00 Campo Virtual mesa redonda com

ALICE BODANZKY |designer. mestre em Media Technology pela Leiden

University, Holanda GERSON RIBEIRO |pesquisador. NEXT –Núcleo de Experimentação Tridimensional DAD/PUC-Rio mediação: VERÔNICA NATIVIDADE |arquiteta. mestre em Arquitetura e Urbanismo pela USP (2010) e professora do DAU/PUC-Rio

9-11

13:00 Corpo Instalação mesa redonda com

ESTÚDIO CHÃO|Adriano Carneiro e Antônio Pedro Coutinho

arquitetos pela PUC-Rio (2007 e 2008) MICHEL MASSON|doutor em História pela PUC-Rio com pesquisa na Columbia University, EUA

16:00 ERA O HOTEL CAMBRIDGE direção: Eliane Caffé

exibição do filme + conversa com

BRUNO BUCCALON |arquiteto pela Escola da Cidade (2017) e

colaborador da direção de arte do filme

CARLOS EDUARDO PINTO DE PINTO |professor Adjunto do

Departamento de História/UERJ

19:00 Campo Arquitetura com ANDRADE MORETTIN ARQUITETOS|Vínicius Andrade

arquiteto pela FAU-USP (1992)

10-11

13:00 Corpo Escrita

mesa redonda com

JULIANA BIANCARDINE |arquiteta pela PUC-Rio (2016) participante da

Bienal de São Paulo deste ano MICHEL GROISMAN |artista, performer, formado em educação artística, com habilitação em música pela Unirio mediação: LILIAN SOARES |artista e pesquisadora, doutora em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFRJ e professora do DAU/PUC-Rio

16:00 Corpo Invisibilizado com DAVID SPERLING |arquiteto. professor-doutor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP e

pesquisador do Núcleo de Estudos das Espacialidades Contemporâneas (NEC.USP)

mediação: ANA LUIZA NOBRE |arquiteta (UFRJ), doutora em História (PUC-Rio), professora e pesquisadora

no DAU/PUC-Rio

18:00 Campo Arquitetura com MMBB|Marta Moreira arquiteta pela FAU-USP (1987) 19:30 Encerramento +FESTA Departamento de Arquitetura e Urbanismo PUC -Rio

75


fotografias: isabela moraes

O Ser Urbano é um evento anual do curso de Arquitetura e Urbanismo da PUCRio. É organizado por alunas e alunos e, por isso, reflete nossas inquietações e busca estimular o pensamento crítico e criativo no ambiente acadêmico. A semana, que reúne mesas redondas, debates e exibições de filmes, chega a sua 8ª edição, e tem como tema CorpoCampo. O evento pretende refletir sobre uma aproximação da arquitetura com esses territórios e escalas distintos entre si, e ainda pouco discutidos no espaço de ensino. Corpo sensível, corpo latente, corpos vibráteis, desejantes, corpos urbanos, corpos sociais, corpos ativistas, das performances, dos espaços que exploram nossos sentidos. Campo, território de escala macro, campo de suporte, infraestrutural, campos em rede, campo virtual, campo inabitado, distante do sensível.

77


Portfólio de Arquitetura 2016-2018  
Portfólio de Arquitetura 2016-2018  
Advertisement