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OPINATIVO NOVOS TEMPOS E CONTINUEMOS APRENDENDO

por: Adiel Lages| Divulgação: Sebrae-PE

E

ntramos em um novo ano! Você, que é um empreendedor nos bairros da Região Oeste do Recife e sobreviveu às dificuldades no final de 2017, mas que para isto, teve que cortar os brindes de final de ano como os tradicionais calendários, usou toda criatividade para enfeitar a loja no natal, sem falar no aperto para pagar o 13º dos funcionários. Está na hora de respirar! Diria o compositor Ivan Lins: “No novo tempo, apesar dos castigos. Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos. Pra nos socorrer”. Esse crescimento/aprendizado que juntamos nas

lutas do dia-a-dia, pode fazer a diferença para construirmos um 2018 com inovação no atendimento ao cliente que frequenta o nosso restaurante, salão, escola, loja, padaria, farmácia, etc. É isso que pode permitir que o empreendimento chegue ao final de 2018 melhor do que começou!

E como isso pode fazer a diferença?

Através daquilo que chamamos de Gestão do Conhecimento. Quando a gente fala de conhecimento em Administração de Empresa, não está se referindo àquela forma popular de falar de gente que tem “muitos amigos influentes”.

Isso tem a sua utilidade, claro. Mas agora estamos falando de informações significativas para o negócio, e que ultrapassam a “mente do dono da empresa” para se transformar em ferramentas práticas, de modo que as pessoas que participam da empresa: colaboradores, sócios, fornecedores e parceiros, possam gerar maiores ganhos para os clientes e consequente retorno financeiro para a empresa que lhes proporcionaram esses ganhos.

Conhecimento é o aprendizado colocado em prática. A Gestão desse conhecimento é aquilo que o “dono da empresa” (o empreende-

dor) faz para que esse aprendizado gere resultados, à medida que sabe dirigir as ações certas, através das pessoas certas, no tempo e no local certo, da maneira adequada. Não é bem “o olho do dono que engorda o caixa”, mas a gestão do empreendimento é que gera o lucro necessário, a medida que as ações de sua empresa são direcionadas para a satisfação dos clientes, oriundo do esforço de quem diretamente ou indiretamente, compõe essa empresa.

Pronto para fazer uma boa Gestão do Conhecimento em sua empresa no ano de 2018?


SANATIVO O CENTRO SOCIAL URBANO D

por: Rafael Eduardo| Fotos: Osvaldo Morais consultas com médico e dentista. Paredes apresentam rachaduras, conta Samuel Souza, um dos mo-

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té meados dos anos 80 e 90, o espaço conhecido como Centro Social Urbano (CSU) da Mustardinha abrigava pontos de comercio, como sorveterias e padarias, além de servir como local onde eram oferecidas capacitações profissionais e outros serviços públicos. “Tinha curso de funilaria, marcenaria, empalhamento de cadeira, estufamento de sofá, e, nos últimos anos, até cursos de computação”, lembra o vigilante Reginaldo de Melo, que trabalha no CSU há trinta anos.

Mas essa é uma realidade que fi- muitas portas e janelas estão radores do bairro que vem lutando danificadas. pela melhoria do CSU. cou no passado. Quem visita o CSU da Mustardinha hoje pode ver a imagem do abandono. Há lixo espalhado por todo o espaço, o mato crescido toma conta de uma grande parte do terreno, onde também se pode ver restos de construção deteriorada.

O abandono é tanto que nas partes da parede onde há rachaduras começaram a crescer arbustos, indicando que há infiltrações na construção.

O terreno de mil metros quadrados pertence ao Governo do Estado, mas desde meados dos anos 2000 está sob responsabilidade Prefeitura do Recife.

Há também no local outro equipamento em estado de deterioração: a quadra. Pontos com rachadura podem ser vistos igualmente nesse espaço e a área onde acontecem os jogos não está pintada.

Segundo os moradores do bairro, sempre que são questionados sobre os investimentos necessários para melhorias no local, os gestores alegam falta de verba.

O caso se agrava ainda porque está situado no local o casarão, que pertenceu a Manoel Andrade Mustardinha, considerado patrimônio histórico e marco para a “O estado da quadra e dos outros fundação do bairro. equipamentos era de se esperar. No espaço do centro, ainda eram A situação do casarão não está di- A ultima reforma de manutenção ofertados serviços de saúde, como ferente do restante da estrutura. que me lembro foi no ano de 1988”,

“Aqui poderia ser um espaço de cultura. Lembro que antigamente tinha festas muito boas de São João”, opina o vigilante Reginaldo de Melo.


DA MUSTARDINHA FOI ABANDONADO PELA PREFEITURA

“Poderia também se transformar em unidade de saúde ou de qualificação de pessoas”, afirmou o representante do Conselho Comunitário da Mustardinha, Daniel Cândido, em entrevista ao Jornal Folha de Pernambuco. Fato é que movimentar o espaço do CSU da Mustardinha seria de grande importância para a vida social do bairro, mas sem investimentos públicos essa se mostra uma tarefa difícil.

“Acredito que pelo aspecto de abandono do local as pessoas desistam de fazer um curso aqui. Esse curso de marcenaria passou três meses sendo oferecido mas poucas pessoas mostraram interesse”, disse um trabalhador da localidade, que não quis se identificar.

cionar parte aqui dentro, mas até ações de cidadania, atendendo populações dos bairros periféricos de grandes agora nada”, reclamou. cidades e de municípios do interior. Tudo isso acaba gerando a indignação dos moradores do bairro. “O Essas ações incluíam, principalCSU está péssimo. Tudo demolido mente, atividades de lazer e beme, desde criança, nunca vejo nin- -estar, de capacitação profissional, guém do governo fazer nada. Quan- além de campanhas para saúde, erradicação da fome e da pobreza.

No ano de 2014, outro CSU foi alvo de uma matéria do Infornativo, o de San Martin. O equipamento apresentava os mesmos problemas da Mustardinha.

Apesar dessa dificuldade, os moradores ainda lutam para promover ações no local. Há atividades como aulas de futebol, vôlei, artes marciais, frevo, cultura hip hop, reuniões dos Alcoólatras Anônimos (AA), e até apresentações Segundo ele, sempre aparecem de moto, que acontecem na quadra. ideias sobre o que fazer com o espaço do CSU Mustardinha, mas esTambém são oferecidos cursos pro- tas nunca saem do papel. fissionalizantes como marcenaria e carpintaria, mas que tem tido, no “Ultimamente tem-se falado em entanto, baixa adesão. colocar a feira do bairro para fun-

A deterioração e falta de gestão do espaço dificultavam a realização de atividades. do tem reparos na quadra somos nós mesmos que fazemos. É lamentável”, reclamou Vitor Ferreira. CSU - Os Centros Sociais Urbanos são espaços públicos criados nacionalmente com o propósito de promover

“Infelizmente essa é uma tendência geral. Os governantes parecem entender que os CSU não atendem às necessidades deles, então há o sucateamento”, afirmou Samuel Souza.


RESGATE UMA PARTE DA HISTÓRIA DE JARDIM SÃO PAULO

por: Gabriel Augusto / Fotos: Osvaldo Morais pelo que se pode perceber a longevidade finalidade habitacional. O antigo enge- 1976, é possível perceber que uma par-

O

s bairros do Sudoeste do Recife (RPA 05) estão entre os últimos a serem incorporados à malha urbana da capital pernambucana. Sua história recente no contexto da cidade não significa que esta área antes não possuía qualquer uso ou ocupação humana. No período colonial, boa parte do que hoje é o território do Recife esteve ocupado pelo plantio da cana-de-açúcar, sendo a presença dos engenhos a principal marca na sua paisagem. Assim como outros bairros, a origem de Jardim São Paulo também está ligada a este passado colonial.

que teve a existência desta propriedade rural de grandes proporções num contexto em que o plantio da cana-de-açúcar se consolidara como principal atividade econômica colonial. A incorporação dos terrenos de antigos engenhos à malha urbana da cidade se relaciona com o declínio da atividade açucareira e sua progressiva substituição por áreas residenciais e atividades industriais. Esta transição só se consolida efetivamente na primeira metade do séc. XX, pois até o final do séc. XIX a paisagem do que hoje é a Região Oeste do Recife era dominantemente rural. Em uma planta da cidade do Recife de 1870 é possível observar a existência não somente do Engenho São Paulo, como também dos engenhos Jiquiá, Curado e S. Francisco, todos em áreas onde hoje estão situados bairros da Região Oeste, alguns dos quais preservando os nomes das antigas propriedades rurais.

Pertencia o Engenho São Paulo a um conjunto de engenhos originados nas terras pertencentes, a partir da colonização, a Várzea do Capibaribe. Por este motivo, chamava-se o engenho situado onde hoje é o bairro de Jardim São Paulo como Engenho de S. Paulo da Várzea do Capibaribe. De acordo com Pereira da Costa, em seu livro Arredores do Recife, já em 1637 pertencia o engenho a Henrique Afonso No caso do Engenho São Paulo, as anPereira, tendo como proprietário em 1770 tigas plantações de cana-de-açúcar foLourenço Cavalcanti de Albuquerque, ram substituídas por loteamentos com

nho foi vendido em 1920. Segundo levantamento documental realizado pelo PIBID-História (Programa de Iniciação à Docência em História da UFPE), em novembro de 1947 a SOTERCOL (Sociedade de Terrenos e Construções LDTA.) iniciou a venda de lotes de terra que progressivamente deslocaria aquele terreno de uma atividade agrícola para um fim habitacional. Em outras palavras, o bairro de Jardim São Paulo como conhecemos hoje só viria a se consolidar de fato na segunda metade do séc. XX. Paralelamente a compra dos loteamentos e construção de casas de alvenaria, acontecia também a ocupação de terras para a construção dos mocambos, habitações com estrutura menos firme, construídas por parte da população que não tinha condições de efetuar a compra de lotes de terra. Em Jardim São Paulo, parte importante deste processo de ocupação está representada por Planeta dos Macacos, comunidade que começou sua trajetória após a cheia de 1975 no Recife, tendo que se deslocar de outras áreas da cidade para o local atual. Em imagem de

te expressiva do bairro ainda não estava ocupada por construções, diferentemente dos dias atuais. No último censo demográfico, realizado em 2010, o bairro de Jardim São Paulo possuía mais de 31.600 habitantes, majoritariamente mulheres que eram naquela altura responsáveis diretas por cerca de 42% dos domicílios. A praça de Jardim São Paulo concentrou diversas atividades, dentre as quais se destacam a presença da restaurantes e bares. Outra importante atividade é a feira do bairro, que ocorre todo fim de semana e já foi notícia aqui no Infornativo. Para encontrar maiores informações sobre a história de Jardim São Paulo, os leitores do Infornativo podem consultar na internet o site desenvolvido pela equipe PIBID-História/ UFPE/EREM Professor Trajano de Mendonça, que realizaram um resgate da história do bairro. Acesse http://historiajsprecife.wixsite. com/jsprecife e conheça o trabalho.

Infornativo 63ª Edição  

Jornal Comunitário da Região Oeste do Recife - PE

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