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ANO 2 / FEVEREIRO 2014 / NÚMERO

OPINATIVO

por: Simão | Manipulação de Imagem: Osvaldo Morais

matéria sobre a capoeira e o maracatu, me fizeram A pensar como andam os projetos, programas e ações complementares nas escolas.

Nos oito anos da primeira gestão do PT à frente da prefeitura, na rede de ensino municipal foi implementado um projeto de Animação Cultural, com centenas de jovens educadores atuando como Animadores Culturais nas mais diversas áreas da arte-educação, como capoeira, teatro, dança, bandas, artesanato, etc. Os mesmos, envolvidos no projeto político-pedagógico da rede de ensino, eram coordenados pelo Pe. Reginaldo Veloso e partiam do princípio que a escola é “Uma Comunidades de Sentidos – visando à inclusão social de crianças, adolescentes e jovens estudantes do município, bem como as do entorno das Escolas, mediante a formação de Grupos Culturais, que desenvolvem atividades artísticas e lúdicas de vários gêneros, bem como atividades voltadas para a ampliação do acesso aos bens culturais e a articulação entre educação e cultura. Estas acões garantem a crianças, adolescentes e jovens espaços de convivência saudável, criativa, prazerosa e educativa nas comunidades onde moram e nas unidades escolares. É uma resposta mais adequada, não apenas a uma conjuntura preocupante que coloca os mesmos em situacào de risco e violência, mas também atende a um direito permanente de re-

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ESCOLA, CULTURA E FREVO AS PRÁTICAS COLETIVAS PARA ALÉM DO CARNAVAL

alização e qualidade de vida. O trabalho consistia em um processo pedagógico e cultural, que girava em torno de 05 Eixos essenciais: • A consciência da própria dignidade e conseqüente auto-estima, • A convivência respeitosa, solidária e colaborativa, • A identidade cultural, • O cuidado com o meio ambiente, • A consciência de direitos e a participação cidadã para uma cultura da Vida e da Paz, o exercício pleno da cidadania”. O projeto foi sendo colocado de lado na terceira gestão do PT e hoje nem é mais lembrado pela atual. Realmente quanto ainda falta à gestão da educação uma visão mais ampla sobre a possibilidade de oferecer outras atividades educativas não apenas como ocupação de tempo, mais como processo educativos para a vida dos alunos em suas famílias e em seu bairro à medida que os conteúdos do ensino, passavam a interagir com a nossa cidade. Assistindo ao concurso de passista de frevo, no ano em que a prefeitura homenageia o frevo, surgiu a seguinte idéia: se toda escola tivesse um Grupo cultural de frevo, as seletivas poderiam ser feitas nas escolas em cada bairro e só depois haveria uma final. Assim certamente o frevo passaria o ano todo sendo vivenciado e ensinado nas escolas e não só lembrado no ciclo carnavalesco.


JIQUIÁ EM OBSERNAÇÃO E AI, AGORA VAI?

INFORNATIVO VISITA MORADORES, PREFEITURA E EMPRESA DO ECOCITY EM BUSVA DE NOVIDADES

O

Jornal Infornativo nesta edição, tentou esclarecer com a Secretaria de Infra-estrutura da Prefeitura de Recife qual é o seu posicionamento sobre a população que ocupa a área do Ecocity Jiquiá, entretanto a resposta obtida foi de que “as decisões ainda estão sendo discutidas, e as questões serão retomadas com a empresa apenas depois do carnaval, uma vez que a secretaria está no momento envolvida com as ações para que o carnaval seja bem sucedido.” Mediante o agendamento de uma entrevista para o próximo mês na prefeitura, o Infornativo retomou o assunto com a empresa, que se se pronunciou através de sua acessória de imprensa.

Verificando que as obras não avançaram, questionamos quais eram os motivos de tal atraso, visto que estava previsto para iniciar-se no mês de janeiro. A empresa afirma que a área encontra-se muito degradada, sem um sistema de drenagem natural, em função do estreitamento dos canais lá existentes e do assoreamento do Rio Jiquiá. Segundo o mesmo, o canal que corta a área e que deságua no Rio Jiquá está com seu leito com muitos pontos de aterramento, alagando o terreno mediante qualquer chuva que venha a ocorrer. Alega que a incapacidade do terreno de drenar as águas, atualmente é responsável por 90% dos alagamentos que invadem as residências dos moradores durante as chuvas, conforme tem acontecido nos últimos anos. O Rio Jiquiá assoreado e estreito não suporta o volume de águas advindas dos canais, ficando retidas na área onde será construído o Ecocity Jiquiá. Continua dizendo que, sem trabalhar o solo, onde deverá colocar 1,5 m de areia e ainda esperar a sua compactação por um período de 4 meses, não há como executar as construções do Complexo Empresarial e do Shopping Metropolitano. Afirmam também que o acordo com a Emlurb e com a Secretaria do Meio-ambiente para que a empresa realize o alargamento do canal e construa um talude. Para tal, é necessário, então que construam um muro de arrimo de 2 m que protejam o canal e as casas do entorno, suportando os 1,5 m de altura de areia a ser colocadas no terreno. Contudo, segundo o mesmo há 9 moradias, que são “puxadinhos” por cima do leito do canal e que no momento somente estas precisam ser removidas para que os serviços sejam feitos. Estas moradias e o canal, conforme afirma Lavareda, estão em áreas que pertencem à prefeitura e cabe à mesma a responsabilidade de encaminhar legalmente a retirada destas famílias, o que não está ocorrendo. Assim, segundo o mesmo, embora resguardada pela legislação ambiental que indica proibição de edificações a menos de 20 m de rios e canais, a Prefeitura de Recife está devagar em cumprir sua obrigação e compromisso de retirar os ocupantes do leito do canal a ser alargado. Especula que talvez, por sensibilidade social ou política os representantes da prefeitura mostram-se reticentes em remover as famílias e ainda não deram nenhuma posição formal sobre isto. Reforça, porém que a empresa não indenizará as pessoas que ocuparam ilegalmente a área. Ainda para concluir, coloca que entre os acordos entre a prefeitura e a empresa que representa, estão a solicitação de que a empresa construa praças, escola, creche, posto de saúde e posto policial. Além disto, diz que se comprometeu a construir piscinões para onde escoarão as águas pluviais e a plantar 700 árvores nativas da região. Mediante esse quadro de indefinições sobre o destino de muitos moradores, urge que façamos umas ponderações a respeito da forma como estão sendo tratados, tanto pela empresa quanto pela Prefeitura de Recife. É lamentável que os próprios moradores fiquem passivos à parte de quaisquer discursões sobre seus destinos, uma vez que são considerados uma “minoria de invasores” que prejudica a “maioria que vive na legalidade”. Pensamos que mesmo que tenham ocupado áreas de preservação ambiental, o fizeram por uma necessidade premente e legítima de possuir um teto. Ter uma casa pra chamar de sua é um direito que foi negado inicialmente a estas famílias pelo sistema. Depois, a ocupação de lugares inapropriados e insalubres acabou sendo ignorada pelos gestores públicos ou recebendo seu respaldo em troca de votos, até a chegada do poder do capital reivindicando direitos, por ter comprado. Ambos, empresa e Prefeitura de Recife devem assumir sua responsabilidade social, largando a cômoda e equivocada posição de que é um problema que não lhes pertence, pois as “800 pessoas que prejudicam as 500.000 que sofrem alagamentos” ( afirmação dos gestores da Empresa) são famílias que fazem parte da comunidade de San Martin, cujos filhos frequentam nossas escolas e creches, que trabalham, que frequentam nossas igrejas há décadas e, portanto, são cidadãos que merecem ser relocados para novas moradias. Consideramos que não importa a parte que vai lhes compensar pela perda da sua atual moradia, se prefeitura ou empresa, mas é importante que haja um movimento solidário e humanitário no tratamento com essas pessoas. Além disto, já está na hora dos líderes comunitários e da população de San Martin assumir politicamente a defesa desses cidadãos.


SANATIVO

A PRAÇA SEMPRE VAI SER NOSSA BASTA CUIDAR, PELA MANUTENÇÃO DO LAZER

por: Julie Marques | Foto: Osvaldo Morais

s praças são espaço público. Público significa que é do povo, que é de uso e posse de todos. O espaço público é o lugar onde as pessoas se encontram, se relacionam – conversam, fazem amizade. A Porém, não é de hoje que as praças do Recife têm sido alvo de preocupação e reclamação. Vemos como muitas praças daqui do bairro de San Martin não atraem a vontade do povo de ocupa-las. Como também não têm recebido a devida atenção do poder público, que nesse caso seria a Prefeitura do Recife, representada nesse âmbito pela Emlurb, que é a Secretaria de Serviços Públicos da cidade. Existem inúmeros fatores que justificam a importância das praças para o ambiente urbano. Um deles é a necessidade de que haja vegetação no local afim de amenizar o calor. Em um dia de sol, ao meio dia, torna-se impraticável caso tenhamos a ideia de sentar num banco de concreto sem que haja uma árvore por perto.

Outro fator importante é a segurança que a praça proporciona às pessoas. Sendo devidamente ocupada e vigiada, esta área de lazer, nos trás a sensação de segurança e consequentemente aumenta o fluxo de pessoas afim de desfrutar de seus atrativos.

Para isso, é necessária a manutenção constante das praças pela prefeitura, mas que também sejamos conscientes de que ao danificar este espaço, estaremos prejudicando a nós mesmos, já que todos os gastos com a revitalização são pagos através dos tributos que garantimos anualmente ao poder-público. Podemos ver bancos quebrados, como é o caso na praça do giradouro de San Martin, na praça ao lado cavalaria e na rua Jupiciacara na Mangueira, onde as lâmpadas dos postes encontram-se quebradas, tornando a iluminação daquele espaço precária. Na praça localizada entre a Rua Farropilha e a Rua Boulitreau em San Martin, encontramos os brinquedos do parquinho quebrados e a vegetação grande demais para que as crianças possam ter o acesso, além de que na mesma, a calçada é má utilizada como deposito de entulhos e refugo de construções. Dona Maria, moradora das redondezas da praça do Caxito, que vem sendo recuperada pela Prefeitura, propõe: “Tenho esperança que, dessa vez, as pessoas não destruam a praça feito da ultima vez que passou por uma reforma. Bom mesmo era um guarda municipal pra fiscalizar e cuidar da praça”. A Praça do Caxito foi reformada anteriormente, por mobilização de moradores da comunidade. Outra moradora do Bairro de San Martin, Rosely, chama atenção para a questão da ocupação da praça por comerciantes: “Aquilo que é de todo mundo, da população, da sociedade, de repente alguém bota lá a sua barraca, sua marca e pronto. Passa a ser de alguém. E normalmente esse tal de alguém inventa de vender uma coisa, depois a coisa começa a crescer e vira um negócio. Aí danousse tudo mesmo, porque até o meio fio passa a ter peso de ouro”. Apesar dela concordar que é importante a existência destes trabalhadores informais, ela afirma que “temos que entender que estes espaços têm um propósito que está acima do desenvolvimento econômico de quem quer que seja, o propósito de integrar, de socializar, juntar as pessoas.”


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Fotos e Diagramação: Osvaldo Morais | Ilustrações: Felipe Dutra


Infornativo 20ª Edição