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Modelo de avaliação para indivíduos hemiparéticos baseado no core set ...

Artigo Original

Modelo de avaliação para indivíduos hemiparéticos baseado no core set abreviado da classificação internacional de funcionalidade (CIF) para acidente vascular encefálico. Evaluation model for hemiparetic individuals based on brief core set for stroke of international classification of functioning (ICF). Fernanda Guimarães de Andrade (¹), Luciana Castaneda (²), José Vicente Martins

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Resumo: O acidente vascular encefálico (AVE) é um importante problema de saúde pública nas sociedades industrializadas. A hemiparesia é a sequela mais frequente, exercendo influência negativa na qualidade de vida e funcionalidade. Além dos questionários de qualidade de vida, a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza a utilização e aplicação de Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) desde 2001, com o intuito de padronizar a linguagem utilizada nos processos de reabilitação. Embora a CIF seja apontada como uma ferramenta promissora, ela apresenta dificuldades de utilização na prática clínica em virtude do grande número de códigos. Visando atenuar o problema foram desenvolvidas listas de conceitos para situações e condições específicas de saúde, denominadas core sets. O objetivo do estudo foi propor um modelo de avaliação da funcionalidade baseado nas categorias de atividade, participação e fatores ambientais do core set resumido para AVE para indivíduos hemiparéticos. Como resultado, 6 códigos para atividades e participação e 3 códigos para fatores ambientais foram utilizados, através de uma associação entre estas categorias da CIF e perguntas baseadas em analogias de respostas do questionário de qualidade de vida WHOQOL. O modelo foi elaborado com o intuito de obter a percepção e opinião do paciente sobre sua funcionalidade e incapacidade, além de aproximar os profissionais de reabilitação da utilização da CIF e aumentar suas propriedades de confiabilidade e validade. A relevância da utilização do modelo diz respeito ao levantamento de informações sobre limitações, restrições, facilitadores e barreiras que tenham repercussão na funcionalidade do paciente. Palavras-chave: Hemiparesia, Classificação Internacional de Funcionalidade, Acidente Vascular Encefálico, Qualidade de Vida. Abstract: Stroke is a major public health problem in industrialized societies. The hemiparesis is the most common sequel, with negative influence on quality of life and functioning. Besides quality of life questionnaires, the World Health Organization (WHO), advocates since 2001, the use and application of International Classification of Functioning, Disability and Health (ICF) in order to standardize terminology on the rehabilitation process. While the ICF has been regarded as a promising tool, it presents some difficulties in clinical practice because of the large number of existing

* Artigo recebido em 19 de junho de 2009 e aprovado em 7 de agosto de 2009. 1 Mestre em Saúde Coletiva pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro – RJ, Brasil. Instituto de Neurologia Deolindo Couto - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro – RJ, Brasil. 2 Especialista em Biomecânica pela Escola de Educação Física e do Desporto da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro – RJ, Brasil. Instituto de Neurologia Deolindo Couto - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro – RJ, Brasil. 3 Especialista em Neurologia da Motricidade pelo Instituto Brasileiro de Medicina da Reabilitação – IBMR, Rio de Janeiro – RJ, Brasil. Instituto de Neurologia Deolindo Couto - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro – RJ, Brasil. Endereço para correspondência: Fernanda Guimarães de Andrade - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho – HUCFF / UFRJ, Coordenação do Curso de Fisioterapia – 8º andar – Ala E – sala 3, Av. Professor Rodolpho Paulo Rocco, 255 - Cidade Universitária - Rio de Janeiro, RJ – Brasil - Cep: 21.941-913 - E-mail: fgafisio@iesc.ufrj.br

Ter Man. 2009; 7(32):278-282

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