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Relação entre a disfunção ilíaca e o membro inferior dominante de atletas amadores de futebol

inferiores, o que foi demonstrado

paração para evitar qualquer influ-

tensor da fáscia lata em relação ao

em testes isocinéticos para catego-

ência na percepção do movimento

glúteo médio e dos paravertebrais

ria adulta, o mesmo não ocorrendo

ocorrido. Os resultados apresen-

em relação ao glúteo máximo. É

para amadores.

tados relacionados às disfunções

possível que a especificidade do

A disfunção do lado dominante

estão de acordo com a literatura,

futebol seja um dos fatores contri-

é justificada pelo excesso de estres-

em relação ao membro inferior ser

buintes para o surgimento de de-

se nessa articulação, nessa muscu-

o segmento anatômico mais afeta-

sequilíbrios musculares na região

(1)

latura; do lado não dominante, na

do. COHEN et al

realizaram um

lombo pélvica e que essa diferença

perna de apoio, é devido à força de

estudo sobre lesões ortopédicas no

possa ser devido especialmente à

reação no solo. A prevalência da

futebol e encontraram como seg-

exigência da posição dos jogadores

disfunção e o grau vão variar de

mento anatômico mais acometido

no meio campo, já que nesse mes-

acordo com o grau de tonicidade

os membros inferiores, seguido de

mo estudo, os jogadores de meio

da musculatura de cada jogador,

tronco e membros superiores, com

campo e defensores apresentaram

outras variantes estão relaciona-

índice maior de lesões musculares,

valores percentuais absolutos dife-

das também a fatores extrínsecos

seguida por contusões e entorses.

rentes com respeito ao desequilí-

como tipo de chuteiras, tipo de

Dos 39,13% de lesão muscu-

solo, entre outros. Ribeiro et al. (17)

lar 88,9% apresentaram disfunção

relata que o desalinhamento entre

ilíaca em posterioridade, apesar do

Desta forma, o fisioterapeuta

as hemipelves estão associados a

presente estudo não ter verifica-

que atua na área desportiva deve

própria característica do esporte,

do encurtamento de isquiotibiais,

levar em consideração a articulação

excesso de treinos, movimentos

podemos justificar esse resultado

sacro-ilíaca no momento da avalia-

repetitivos e contato direto entre

através de estudos que indicam

ção, para tomada de decisão clínica

os atletas e suas características in-

que essa é a musculatura mais

e para orientação aos treinadores e

,

acometida no futebol. Nascimento

preparadores físicos da necessida-

a solicitação física desproporcional

e Santos (19) verificaram a incidência

de de exercícios preventivos.

entre os músculos antagonistas

de lesões músculoesqueléticas em

do quadril (flexores e extensores)

atletas profissionais de futebol do

pode favorecer o desenvolvimento

Goiânia Futebol Clube em 25 atletas

De acordo com o desenho

de desequilíbrios das forças gera-

de futebol masculino no período de

metodológico empregado neste es-

das pelos músculos que atuam ao

janeiro a abril de 2007, com idade

tudo, pode-se concluir que a dis-

redor da cintura pélvica alterando o

entra 19 e 33 anos. Concluíram que

função ilíaca-sacro está presente

ângulo de inclinação pélvica.

a idade não apresentou correlação

nos jogadores de futebol amador,

No presente estudo, compara-

à incidência, mas sim a quantidade

porem não está relacionada com o

mos o fisiodiagnóstico apresentado

e qualidade do treinamento, onde

membro inferior dominante. Con-

pelo examinador dos testes funcio-

a incidência de lesões no futebol

clui-se também que o método de

nais com os resultados obtidos pela

é alta. Destes, o seguimento mais

avaliação biomecânico foi fidedigno

biofotometria, para maior confiabi-

acometido é o membro inferior, a

(biofotometria).

lidade – os resultados foram unâni-

estrutura com maior incidência de

Tratando-se de jovens atletas,

mes. Isso é justificado pela cautela

lesão são os isquiotibiais e lesão

a preocupação com a prevenção

na hora da aplicação dos testes,

muscular foi a mais comum.

prevalece. No momento da avalia-

dividuais. Segundo Dezan et al.

(18)

(20)

brio muscular na região lombo-pélvica em relação aos atacantes.

CONCLUSÃO

analisaram

ção, o fisioterapeuta deve levar em

truturas ósseas e das análises das

o desequilíbrio lombo pélvico em

consideração a articulação sacro-

fotos. Apesar dos testes funcionais

jogadores de futebol da categoria

ilíaca para tomada de decisão clí-

mostrarem subjetividade, devemos

juvenil onde foi aplicado 3 testes

nica, já que através dos resultados

tentar eliminá-la ao máximo, com

para verificar o desequilíbrio lom-

deste estudo vimos que a disfun-

algumas precauções como exami-

bo-pélvico através da percepção do

ção se faz presente nesses atletas

nadores bem treinados, controle

deslocamento de estruturas articu-

de base. Sugere-se um novo estu-

de índice de massa corpórea (IMC)

lares palpáveis. Os testes foram:

do em atletas profissionais e fazen-

da amostra para que as estruturas

teste de glúteo máximo e paraver-

do a intervenção para se verificar a

ósseas possam ser marcadas sem

tebrais, teste entre glúteo médio e

influência na incidência das lesões

dúvidas e os testes serem aplicados

tensor da fáscia lata e teste entre

em uma temporada. Também é su-

mais de uma vez, utilizando o re-

abdominais e flexores de quadril.

gerido outro estudo avaliando as

sultado que mais se repetiu. Nesse

Os atletas avaliados apresentaram

disfunções sacro-ilíacas nos atletas

estudo, não houve comunicação ao

dominância dos flexores do qua-

correlacionando com as disfunções

examinador que haveria essa com-

dril em relação aos abdutores, do

proprioceptivas ascendentes.

da palpação e marcação das es-

Favarini et al.

Ter Man. 2009; 7(32):263-269

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