Page 1

262

Avaliação da qualidade de vida em portadores de sequelas de acidente vascular encefálico

saúde não apresentou significância

pessoas em locais diferentes e fora

acredita-se que este domínio não

para o teste Wilcoxon, p=0,13, so-

do anseio familiar contribui para a

esteja correlacionado com distúr-

mente ao Teste-t com p=0,042.

ampliação do seu relacionamento

bio mental causado pela doença,

social.

mas está intimamente ligado com

Para Costa e Duarte (1), o exercício terapêutico em água aquecida

Para o domínio aspectos emo-

os valores que o indivíduo faz a seu

não só tem influência direta so-

cionais não houve índice de sig-

próprio respeito e à sua capacida-

bre a saúde geral, como também

nificância estatística para o tes-

de de poder vislumbrar e projetar

influencia no aspecto de se sentir

te de Wilcoxon p=0,73 somente

futuros, convivendo com as limita-

saudável.

para Teste-t p=0,47. Acredita-se

ções motoras presentes devido às

Os aspectos sociais não tive-

que devido às grandes limitações

sequelas do AVE.

ram significância estatística para

funcionais, problemas internos e

o teste Wilcoxon; já para o Teste-t

externos tenham afetado este as-

apresentou p=0,0019.

pecto na avaliação da qualidade de

De acordo com Okuma

(18)

e

(1)

vida, enquanto Okuma

(18)

, relata

CONCLUSÃO Pode-se concluir que, em 50% dos

domínios

avaliados,

houve

, o recurso hidro-

que a atividade terapêutica poderá

uma melhora na qualidade de vida,

cinesioterapêutico não é só mais

trazer uma nova percepção de vida

colocando o recurso hidrocinesio-

um meio de se exercitar, mas ele

para estes pacientes.

terapêutico como importante para

Costa e Duarte

representa a oportunidade de fazer

O domínio saúde mental não

os indivíduos portadores de seque-

apresentou significância estatística

las de acidente vascular encefálico,

Acredita-se que, para os in-

para o teste de Wilcoxon p=0,54

pois proporcionou uma melhora

divíduos com sequelas de AVE,

somente para o Teste-t p=0,32 o

parcial para a manutenção da saú-

estabelecer relações com várias

que segundo Costa e Duarte

e sedimentar amizade.

(1)

,

de e na qualidade de vida.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1.

Costa, A. M.; Duarte, E. Atividade física e a relação com qualidade de vida, de pessoas com sequelas de acidente vascular cerebral isquêmico. Rev. Bras. Ciên. e Mov. Uberlândia e Campinas, v.10, n.1, Jan. 2002.

2.

Stokes, M. Neurologia para fisioterapeutas. São Paulo: Premier, 2000.

3.

O’Sullivan, S. B.; Schimth, T. Fisioterapia: avaliação e tratamento. 2. ed. São Paulo: Manole, 1993.

4.

Magri, M.; Silva, S.N.; Nielsen, P. B. M. Influência da inervação recíproca na recuperação da função motora de paciente hemiplégico por acidente vascular cerebral. Rev. Fisioterapia Brasil. Espírito Santo, v.4, n.3, Maio. 2003.

5.

Souza, Selma Ramos da Silva et al. Reabilitação funcional para membros superiores pós- acidente vascular encefálico. Rev. Fisioterapia Brasil. Vol 4 nº3 Maio/Junho,2003.

6.

Fiorelli, A.; Arca, A. E. Hidrocinesioterapia: princípios e técnicas terapêuticas. Bauru (SP): EDUSC, 2002.

7.

Norm, Andréa; Hanson, Bates. Exercícios aquáticos terapêuticos. São Paulo: Manole, 1998.

8.

Campion, Margaret Reid. Reabilitação aquática para o joelho. In:___. Hidroterapia: princípios e prática. Trad. de Margaret Reid. São Paulo: Manole, 2000. p.195-205.

9.

Ruoti, R. G; David, M.; Cole, A. Reabilitação aquática. São Paulo: Manole, 2000

10. Becker, Bruce E.; Cole, Andrews J. Terapia aquática moderna. São Paulo: Manole, 2000. 11. Fleck, Marcelo. Versão Em Português Dos Instrumentos De Avaliação De Qualidade De Vida. Porto Alegre (RS): Departamento de psiquiatria, 1998. Disponível em: www.ufrgs.br 12. Ciconelli, M. R. Tradução para o português e validação do questionário genérico de avaliação de qualidade de vida “Medical Outcomes Study 36-item Shoet Form Health Survey”. 1997. 143p. Dissertação (Doutorado) – Escola Paulista de Medicina, São Paulo, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo. 13. Umphred, Darcy Ann; [ed.]. Fisioterapia neurológica. 2 ed. Sao Paulo: Manole, 1994. 14. Degani, Adriana Menezes. Hidroterapia: os efeitos fisiológicos e terapêuticos da água. Rev Fisioterapia em Movimento. Vol XI nº1 Abril/Set,1998 15. Skinner, A. T.; Thomson, A. M. Duffield: exercícios na água. 3 ed., Manole, 1985. 16. Rowland, Lewis P. (Ed.). Merritt tratado de neurologia. 10. ed. Tradução Cláudia Lúcia Caetano de Araújo e Fernando Diniz Mundim. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002 17. Cordeiro, V. Eficácia da hidroterapia. Disponível em http:// www.fisioterapia.com.br/publicações. Dezembro 2002. 18. Okuma, S. S. O significado da atividade física para o idoso: um estudo fenomenológico. São Paulo, 1997, 381p. Tese de doutorado em Psicologia da Universidade de São Paulo.

Ter Man. 2009; 7(32):258-262

terapia manual 32.indd 262

25/8/2009 10:43:45

026  

Pode-se concluir que, em 50% Acredita-se que, para os in- Movimento. Vol XI nº1 Abril/Set,1998 ampliação do seu relacionamento de de poder v...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you