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Distribuição Gratuita - Venda proibida

Maio / 201 2

C o m p o r t a m e n to S o ci e d a d e Cu l tu ra

ANO III − Numero 36

5. 000 Exem pl ares

Confira o texto-desabafo de Ivanildo Cavalcante sobre os rumos de nossa sociedade e qual caminho devemos tomar. Curioso? Veja na pág. 3!

Veja também como foi o (De) Bate-Papo “Ser indígena na sociedade moderna”, vem aí o MAT! III na Quilombaque, belíssimo texto de 21 toneladas de Danilo Góes, conheça a Dona Izabel Lupiañes Ryan no na Festa Nordestina, o Girandolá Prosa... Nossa História... , a segunda parte da poesia sobre a lei Recebe com "Canibais Vegetarianos Nossa Maria da do Tião Simpatia por Messias Silva, Marco NogueiDevoram Planta Carnívora", a Abertura ra e umaPenha questão determinante para seu candidato, um personagem da Exposição Axé du Ôxe! (imagem) e para lá de inusitado no Drama Crônico, charge do Betto Souza sobre Camerata Darcos no Centro Cultural, ir trabalhar, sete ótimas dicas Na Faixa, mais conversa, teatro, música e tudo isso em Franco da Rocha. poesia no nosso mês de aniversário. Venha se Oxandolá você também! Realização:

Por uma rotina

CULTURAL Veja a estreia de Franklin Falcão neste belíssimo texto sobre as condições e o uso que a administração faz do nosso Centro Social Urbano. “Não estamos

imagem: Tativas

MOBILIZE-SE!

pedindo esmola alguma, estamos reivindicando um futuro”!

Axé du Ôxe! Confira o texto do artista plás-

tico e curador da exposição Pedro Quintanilha falando sobre as motivações, realidades e proposta da exposição que vai até Junho em Franco da Rocha.

imagem: Fabia Pierangeli

RNesteEmês, GISCiranda TRcomOGirandolá

e m al a b ares

imagem: stock. xchng - www. sxc. hu

imagem: Mari Moura

Fran ci sco Morato - São Pau l o Brasi l


O informativo Ôxe! é uma iniciativa da Ôxe! Produtora Comunitária que visa propiciar à população de Francisco Morato e região, um veículo de jornalismo cidadão e produção, difusão e divulgação de ideias e informações na área cultural. Todas as informações, ilustrações e imagens são de responsabilidade de seus respectivos autores e obedecem a licença Creative Commons 2.5 Brasil Atribuição-Uso Não-ComercialCompartilhamento pela mesma Licença (acesse o blog para maiores detalhes), salvo indicações do(a) autor(a) em contrário. Para ver uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/ ou envie uma carta para Creative Commons, 171 Second Street, Suite 300, San Francisco, California 94105, USA.

Be Linux, Be Free!

Na confecção deste material gráfico foram utilizados apenas softwares que atendem a licença GNU/GPL.

::. O que a gente usou nessa edição

Programas Ubuntu 10.10 (ubuntu.com) BrOffice.org 3.2.1 (broffice.org) Gimp 2.6.10 (gimp.org) Scribus 1.3.3.13 (scribus.net) InkScape 0.48 (inkscape.org) Mozilla Firefox 3.6.13 (br.mozdev.org) Banshee 1.8.0 (banshee-project.org)

(De) Bate-Papo indígena na sociedade moderna” rani do Jaraguá – Tekoa Pyau, realizado no “Ser com lideranças da Aldeia Guarani do Jaraguá – Tekoa Pyau (De) Bate-Papo “Ser indígena na sociedade moderna”, com lideranças da Aldeia Gua-

dia 19 de abril, no Centro Cultural Newton Gomes de Sá, dentro do projeto “Ara Pyau – contando histórias, trocando saberes”, do Teatro Girandolá, com apoio do ProAC 2011, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado de São Paulo e Prefeitura Municipal de Franco da Rocha. Convidados: José Fernandes (Cacique/Pajé), William Macena, José Alízio Gabriel e Pedro Luiz Macena. William Macena “Quando se quer conhecer uma nova cultura, uma nova etnia é fundamental a comunicação, a princípio a tentativa dela, o que não aconteceu há quinhentos e doze anos. (...) Antigamente a terra era nossa. Nós andávamos livremente e morávamos em toda parte. Nós plantávamos e depois da colheita nós partíamos, para que aquele chão pudesse descansar e se recuperar. Veio o não-indígena e dividiu tudo em fronteira, cortou as árvores, queimou, tampou as nascentes... Matou a terra.”

José Alízio Gabriel

“Hoje é o dia do índio, toda gente sabe disso, mas para nós esse é um dia muito triste... Porque nós vivíamos em harmonia com a natureza, nós caçávamos, plantávamos e colhíamos, e nos divertíamos. Quando os portugueses chegaram aqui eles não respeitaram nossa cultura, nosso conhecimento, é por isso que hoje vivemos marginalizados, é por isso que esse é um dia triste para nós.”

Pedro Luiz Macena

“O não-indígena educa suas crianças dentro de um espaço que chamam de escola. Nós, do povo guarani, ensinamos nossas crianças com a liberdade e a convivência, por isso nossos ensinamentos não podem ser divididos por faixa etária. Educação do não-indígena é ::. Colaboraram nesta edição: muito diferente, as crianças são mandadas paAndré Arruda a escola e seus pais lhes dizem assim: 'Vo(poesiasearrudeios.blogspot.com.br) ra cê tem que ser o melhor, meu filho!'. Nós, não, Betto Souza o que aprendemos e o que aprende(subjetividadeematividade.blogspot.com.br) ensinamos mos é que ninguém é melhor do que ninguém. Danilo Góes Quando a criança não-indígena volta da esco(surtopsicoticoo@hotmail.com) la, eles trancam-na dentro de casa. É assim Franklin Falcão que nasce o preconceito, porque ela não convivia carta ve com outras crianças, com outras sabedoriIvanildo Cavalcante as. Eu me orgulho de ser um guarani, de ser (ss.cavalcante@yahoo.com.br) um conhecedor da minha história. Acho que a Marcelo Lima escola não-indígena deveria ensinar o que (mrasta@hotmail.com) aconteceu de verdade, porque o Brasil não foi Marco Nogueira ele foi invadido. (...) Na aldeia, se (marco-nogueira2012@bol.com.br) descoberto, eu quiser andar descalço, eu ando... Se eu quiMessias Silva andar sem camisa, eu ando. Na aldeia eu (messiasaparecido123@gmail.com) ser vivo como eu quero, ninguém me diz o que faA Equipe Ôxe! é: Fabia Pierangeli, George zer. Mas quando eu saio da aldeia, eu visto mide Paula, Gilberto Araújo, Mari Moura e nha camisa em respeito a cultura de vocês. Roger Neves (digaoxe@gmail.com) (...) Quando delimitam nossas terras, limitam nossa liberdade. Vivemos presos numa cerca

Saiba: blogduoxe.blogspot.com Siga: @informativo_oxe Curta: Produtora Ôxe!

que delimita nosso espaço e presos numa lei criada por homens que eles próprios não a seguem, essa lei diz que o índio tem direito a terra, mas nós sabemos que não é bem assim. Sabemos que a terra é da União. Se tiver ouro na terra do índio o ouro é da União, e se o índio pega o ouro para negociar, é crime o índio é preso porque não consultou a União.”

Sessão de Perguntas A FUNAI (Fundação Nacional do Índio) é um órgão que ajuda e representa os indígenas. Tem algum indígena que faz parte desse órgão? Sim, alguns funcionários, mas o presidente e a administração é não-indígena. Mas é claro que, fora a FUNAI, nós temos entidades formadas por povos indígenas que representam justamente os nossos interesses, como a CNPI (Comissão Nacional de Política Indigenista), então, nós temos sim essa representatividade, o que nós não temos é o poder que a FUNAI tem. A FUNAI recebe verba diretamente do Governo Federal, mas a CNPI é uma entidade independente. Vocês mantêm a tradição de plantar na aldeia? A nossa aldeia no Jaraguá, Tekoa Pyau, é uma das menores do Brasil, com aproximadamente três hectares (trinta mil metros quadrados) e somos em seiscentas pessoas, então não temos espaço para plantar, não temos espaço para nossas crianças, não tem espaço para nada. Vocês se sentem discriminados no meio de nossa sociedade? Sim. Nós não temos oportunidade de conseguir trabalho, estudo... Quando nós conseguimos trabalho e descobrem que somos indígenas, mandam-nos embora. Não é porque somos indígenas que não conseguimos entender as coisas! Quando alguma coisa da cultura não-indígena fascina e vocês levam para a aldeia, vocês não acham que isso favorece a perda da identidade? Não. Nossa cultura não está em objetos, está dentro de cada um de nós. Por mais que eu esteja vestido assim: de camisa e bermuda, meu espírito ainda é guarani. Por que o in-

Maio / 201 2 imagem: Mari Moura

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dígena não pode ter máquina de lavar, sendo que isso facilita a vida dele? Então se te convidarmos para ir na aldeia e colocarmos em você um cocar, você vira guarani? Não, você é o que você é. A tecnologia nos ajuda como ajuda a vocês, nos comunicamos com nossos parentes no sul através da internet. Não deixamos de ser indígenas por isso. O povo guarani é um povo muito religioso, mas como vocês veem as outras religiões? No nosso conhecimento existe um deus para todo mundo. Mas cada povo é livre para fazer sua reza, exercer sua religião da maneira que quiser. O jovem não-indígena, pelo menos a maioria, pensa em vestibular, em conseguir um emprego... Como é o jovem guarani, neste sentido? É muito difícil para nós encontrarmos alguma faculdade que esteja preparada para receber o jovem guarani. É muito difícil um jovem guarani entrar numa faculdade, devido ao preconceito ou ao sistema da sociedade não-indígena. Mas nós incentivamos nossos jovens a fazerem faculdade, porque é bom para ele, é bom para nós, é bom para todo mundo... Assim eles podem brigar pelos nossos direitos. Como a mulher é vista dentro da cultura guarani? Para nós, guarani, a mulher é sagrada. Nós temos o Conselho Municipal dos Povos Indígenas e nós elegemos uma mulher, presidente. A mulher guarani também luta pelos seus direitos, também organiza os seus movimentos. Nós não as proibimos de nada. Vocês sabem se existe algum projeto para ensinar a cultura indígena nas escolas? Na verdade, existe, nós mesmos escrevemos um projeto de lei que foi aprovado pelo Estado, mas as escolas não se interessam em desenvolver este trabalho. Na aldeia, nas nossas escolas, é importante que nossos filhos conheçam a cultura não-indígena. Mas o não-indígena não se comporta da mesma maneira. Em Mato Grosso há uma lei que obriga as escolas públicas a terem, no mínimo, um instrutor indígena. Isso seria muito importante para nós, porque acabaria com uma série de preconceitos. .::


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::. Na Faixa

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Por: Fabia Pierangeli ::. Oficina de narração de histórias no Espaço Girandolá Nos dias 16, 17 e 18 de maio, às 19h, acontece no Espa::. Exposição Axé Du Ôxe! ço Girandolá (Av. São Paulo, 965, Vila Suíça, Francisco MoA Exposição Axé Du Ôxe! faz parte do projeto Axé! , rato, SP) a Oficina de Narração de Histórias que será que se iniciou em janeiro de 2011, numa parceria entre a ministrada por Kika Antunes e pelos integrantes do Teatro Ôxe! Produtora Comunitária e o artista plástico Pedro Girandolá. A oficina é gratuita e faz parte do projeto “Ara Quintanilha. De lá pra cá, foram veiculadas na contracapa Pyau – contando histórias, trocando saberes”, do Teatro Gideste informativo 14 obras de 14 artistas da nossa região e randolá, contemplado pelo ProAC 2011, da Secretaria de Esagora, o público pode ter contato ao vivo com essas e outras tado da Cultura. obras desses artistas, de segunda à sábado, das 9 às 18h e Informações: 4488-8524, fabia@teatrogirandoaos domingos, das 9 às 15h, no Centro Cultural Newton Go- la.com.br ou www.teatrogirandola.com.br mes de Sá (Av. Sete de Setembro, s/nº, Centro, Franco da Rocha, SP). Para grupos e escolas, é oferecido também o ser- ::. Pandora faz temporada e oficina de teatro na viço de visitas monitoradas, que podem ser agendadas pelo telefone 4488-8524. Esta exposição é realizada com apoio Quilombaque do ProAc 2011, Secretaria de Estado da Cultura, Governo Durante todo o mês de maio, o Grupo Pandora de Teado Estado de São Paulo e Prefeitura Municipal de Franco da tro faz temporada do espetáculo “Canibais Vegetarianos DeRocha. Entrada franca! voram Planta Carnívora”, na Comunidade Cultural Quilombaque (Travessa Cambaratiba, Portão 05, Beco da ::. Girandolá Recebe... Núcleo de Experimentação Cultura – ao lado da estação de Trem da CPTM-Perus). As apresentações serão aos domingos (exceto dia 13), às 19h. Teatral tarde, das 13 às 17h, o grupo ainda oferece, a Nos dias 26 e 27 de maio, às 20h, o Teatro Girandolá re- No período da em geral, uma oficina de teatro. Todas as ativicebe o Núcleo de Experimentação Teatral, com o espetá- interessados culo “Macabéa – um prólogo”, no Centro Cultural Newton dades são gratuitas. Gomes de Sá (Av. Sete de Setembro, s/nº, Centro, Franco da Informações: www.grupopandora.blogspot.com.br e Rocha, SP) . O espetáculo é uma adaptação do clássico “A ho- www.comunidadequilombaque.blogspot.com.br ra da estrela”, de Clarice Lispector e é indicado para todas as idades. A entrada é franca e os ingressos são distribuídos ::. Música e Atitude em Transpiração III com 1h de antecedência. São só 60 lugares. No dia 19 de maio a partir das 22h acontece a 3ª edição Informações: 4488-8524 ou www.teatrogirandola.com.br da festa Música e Atitude em Transpiração, uma parceria da Comunidade Cultural Quilombaque e da banda O Man-

druvá. Estarão tocando nesse dia: Metrô Sertão (Centro/SP – experimental/mangue beat), Casulo de Rudá (Francisco Morato/SP – reggae fusion) e O Mandruvá (Caieiras/SP – rock alternativo), em meio a intervenções multimídia e sorteios de CDs. A festa acontecerá na sede da Quilombaque (Travessa Cambaratiba, Portão 05, Beco da Cultura – ao lado da estação de Trem da CPTM-Perus) e os ingresso custam R$ 5,00. Informações: www.comunidadequilombaque.blogspot.com.br

::. Estreia do novo espetáculo do Teatro Girandolá Desde outubro do ano passado, o Teatro Girandolá desenvolve o projeto “Ara Pyau – contando histórias, trocando saberes” em parceria com a Comunidade Guarani do Jaraguá. Várias ações fizeram parte desse projeto, realizado com recursos do ProAC 2011 – Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura e sua finalização se dará com a estreia do novo espetáculo teatral do grupo: “Ara Pyau – Liturgia para o povo invisível”, no dia 1 de junho às 20h, no Espaço Girandolá. A partir daí, o espetáculo circulará por 8 espaços da nossa região durante os meses de junho e julho. Confira a agenda de apresentações do espetáculo no site: www.teatrogirandola.com.br ::. Oxandolá [In] Festa 201 2 Junho é mês de festa! Ôxe e Girandolá juntos, comemoram seus aniversários com um Festival de Artes que acontecerá no CIC e em frente ao CIC. Confira a programação completa na contracapa. Preparem-se e programem-se, tudo na faixa!!! .::

O mês de Abril foi marcante, teve Ciranda com o Girandolá na Festa Nordestin a, o Girandolá Recebe: Canibais Vegetarianos Devoram Planta Carnívora, a Abertura da Exposição Axé du Ôxe! e a Camerata Darcos fazendo uma linda apresentação no Centro Cultural. Tudo isso em Franco da Rocha. Confira as imagens!

"A vida bate e estraçalha a alma e a arte nos lembra que você tem uma".

Stella Adler


além de outros etecéteras

imagem: stock. xchng - www. sxc. hu

Por: André Arruda

Onde estou? Cadê vocês? Por que as coisas estão desse jeito? Esface tou cada dia mais perdido, as coisas estão de forma que não consigo A outra ato da bofetada, antes mesmo explicar, a vida perdeu sua essência. Homens deixaram de existir, queno pudesse o ataque, monstros se criaram. Se eu lhes contar vocês não vão acreditar! lembrou-se do assimilar ensinamento de JePois bem escutem isso: Tudo se inverteu o “mundo está pelo avesso. sus. simultaneamente, agradeceu Homem que rouba um quilo de arroz é preso e mofa na cadeia, enquanto o empresário responsável pela morte de um operário num ao céu o fato de não ser cristão e, acidente de trabalho que poderia ser evitado nada acontece.” (Edu- imediatamente, revidou em dobro. ardo Galeano). Homens putrefatos, ambulantes se amontoam e se decompõem nas drogas e nada ocorre, seres humanos que apenas não conse- Mais esta noite após o terceiro toque, reconheguem compreender esse mundo, sofrem com perdas, sonhos, famílias e todos os dogmas que ela acarreta, essa sociedade crapulosa ceu a voz da mulher. sem maiores não perdoa. As drogas são o reflexo de como os homens estão ade- explicações e de maneira bastante rindo a essa sociedade, um momento de consolo dessa realidade rápida informou, persuasivo, e sob os olhares atentos daqueles três, boçal. Quem está errado? Quem é louco? que voltaria para casa no dia seNão sei o que é mais atrativo na televisão, os programas de expo- guinte. cuidou ainda de dizer que a sição e sensacionalismo da pobreza ou aqueles canais de leilões on- amava e também deixar um beijo de fica uma mão feminina, exuberante, bem delicada, de unhas às crianças. ao desligar, explicou: perfeitas com um esmalte contrastando o fundo branco, expondo pelo menos, ainda mais esta noite, anéis, pulseiras, relógios e uma belíssima voz que não se sabe de ela vai poder dormir tranquila. quem é, programa estúpido que parece que ninguém assiste, mas asseguiu, então, com seus execusiste. tores. Favelas que formam um emaranhado, onde nunca vão estar em nenhum cartão postal. Moram milhares e milhares de famílias que comem, vestem e vivem mal, sofrem por falta da presença do Estado que por sua vez cobram maiores impostos e se abstém de seus A culpa suprema deveres. Povo, por que respeitar homens que nos oprimem e nos e tivesse Ele se contentado com maltratam? Por que não nos revoltamos? É um berne que apodrece tudo o que já havia criado até o e causa uma anestesia que faz um orifício profundo e crava raiz. Por sexto, e neste mesmo dia tivesse quê isso? Não sei. então descansado, eximindo-se asde seus derradeiros inventos, Já que a ideologia dominante é o olhar individual, olhe como vo- sim muito até os dias cê está, olhe para seu vizinho, olhe para nós, o que falta nos tirar? de hoje,provavelmente, o mundo seria um bom luNada! Esse é o momento, essa é a hora, é você quem paga suas gar para se viver. contas, é você quem sabe do seu sofrimento, faça o seu julgamento, veja de que lado você está, e una-se para se fazer maior, para ser mais forte e aniquilar seu inimigo, chega, basta, ame quem é igual a Gostou? Quer ver mais? Acesse: você, lute pelos seus, pois o sofrimento é coletivo então deixe a luta poesiasearrudeios.blogspot.com.br também ser coletiva. .::

Mú si ca e Ati tu d e em Tran spi ração! 201 2 (MAT! 201 2)

Por: Marcelo Lima Este projeto nasceu em parceria com a Comunidade Cultural Quilombaque em meio à situação de estagnação, onde bandas são obrigadas a vender ingressos para se apresentarem. Diante disso, em 2010, pensamos na possibilidade de realizar uma festa, com grupos e bandas que pudessem criar e estabelecer trocas culturais, primando pelo respeito mútuo e sem vaidades. Mesmo com algumas dificuldades em 2010, repetimos a experiência em 2011 com mais gana e melhor organização, sendo um dos eventos mais bem comentados na região de Taipas , Perus, Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato. Para 2012, estendemos o projeto no intuito de ampliar de 1 para 4 eventos por ano (1 festa a cada 2 meses em apresentações intinerantes com 3 bandas/grupos em cada evento), sendo a última festa, , um festival com 8 bandas/grupos, sendo uma destas, já com nome estabelecido no cenário musical, para fechar com chave de ouro este ciclo. Na primeira festa de 2012 (Música e Atitude em Transpiração! III - MAT! III), se apresentaram no dia 19/05, a partir das 22 hs, as bandas Metrô Sertão (Centro/SP – experimental/mangue beat), Casulo de Rudá (Francisco Morato/SP – reggae fusion) e O Mandruvá (Caieiras/SP – rock alternativo) em meio a intervenções multimídia, sorteios de CDs, etc.. Não pecam!!! Serviço Local: Sede da Comunidade Cultural Quilombaque – Travessa Cambaratiba, Portão 05, Beco da Cultura – ao lado da estação de Trem da CPTM-Perus Data: 19/05/2012 Entrada: 5 reais

imagem: Divulgação

Poesias e Mobi l i zação é i g u al tran sform ação Arrudeios Por: Ivanildo Cavalcante

imagem: Mari Moura

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imagem: Acervo pessoal D. Vicentina

::. Nossa Prosa... Nossa História

Dona Izabel Lupia~nes Ryan Por: George de Paula dançavam, ela e meu pai... Inclusive, os dois, ganharam vários concursos de dança.

A matrona também foi a primeira revendedora da AVON na região, começou na década de cinquenta e chegou a ter algumas revendedoras trabalhando para ela a título de comissão. Vendeu AVON até o fim da vida. imagem: Acervo pessoal D. Maria Izabel Ryan

Minha mãe sempre foi muito batalhadora, muito persistente... Criou os filhos numa máquina de costura e a gente tem muito orgulho disso! Somos em quatro: José Roberto Ryan, Luis Carlos Ryan, John Antonio Ryan e eu. Ela aprendeu a costurar para reparar as próprias roupas, foi uma das primeiras costureiras do município, por isso era muito procurada. Fazia de tudo, mas era fissurada em vestidos de noiva... Pena que o meu ela não conseguiu fazer. Eu comprei o tecido, mas uns quinze dias antes ela me disse que não conseguia cortar... Eu tive que sair, às pressas, para procurar uma costureira que fizesse o meu vestido.

Ela nasceu e foi criada lá onde está a escola, no Recanto Regina, e se referia ao local como seu Reino Encantado... Sempre que nós passávamos de carro, ela fazia a gente parar, ela descia e ficava olhando... Relembrando... Ela contava que, de noite, toda a Maria Izabel Ryan, filha de Izafamília se reunia no quintal, bel Lupiañes Romera Ryan e José meu tio Felix tocava saxofone e Benedito Ryan, por várias vezes cantava. Quando eles saíse emocionou ao falar da mãe... A senhora Izabel Lupiañes Ryan que ela ram do Recanto Regina, que, Mas... É complicado falar da hoje dá nome a escola moratense na verdade, não se chamava mãe... Mãe é tudo! É aquela figura assim na época, foi que eles vide mulher ideal pra gente, não é? eram para a Vila Espanhola. Ali ela se casou, no A casa dela era assim: a panela sempre esta- mesmo dia que meu tio Felix, em vinte e quatro va no fogão. Sabe a casa cheia de movimento, o de junho, dia de São João, eles desceram a pé até tempo todo entrando e saindo gente? Então, lá a igreja, a Capela de São Benedito, que fica ali do era assim. E depois que meu pai morreu ela aca- lado. Depois foi que ela veio morar no centro. bou adquirindo muita amizade com os taxistas Dona Izabel Lupiañes Romera Ryan deixou caali do centro e eles acabaram adotando-a como mãe... Tudo que ela fazia em casa, eles eram con- rimbada a sua existência dentro da história da cividados a participar... Corintiana roxa! E quan- dade. Entre outras honrarias recebeu em dois mil do o Corinthians perdia ela nem saía de casa, e um o título de Cidadã Moratense. Mas, com toporque senão o taxistas alopravam ela. Outra da certeza, a maior delas foi dar nome a escola. coisa que ela gostava muito: O Clube Progresso. Ela conseguiu, em vida, saber que a escola leEla passou a mocidade vendo esse time jogar, varia o seu nome... Dia onze de setembro de chegou a ser porta-bandeira nos jogos... Antiga- dois mil e oito, saiu o decreto com o nome dela, mente o clube era onde é hoje o mercado dos Ita- ainda no hospital ela ficou sabendo... Dia treze lianos, e diz que aos finais de semana, eles ela faleceu. .::

imagem: Dario Sanches, via Wikimedia Commons

Por: Danilo Góes Cleintinho acordou. Todos dormiam ainda, passou por cima dos irmãos que estavam deitados no colchão no chão, com todo cuidado para não acordar eles. Era um cômodo só, 7 metros por 5, cinco crianças, ele e a sua mãe. Se arrumou e alimentou o pintassilgo – gostava muito desse pássaro que pesava 21 gramas. Tinha uma fita a fazer, saiu sem ninguém ver. Neide, coroa enxuta, era muito vaidosa, não aparentava mãe de sete filhos. Seus filhos nunca passaram fome, mas quando tinha um dinheiro sobrando gastava consigo – cosméticos, roupas e cabeleireiro. Dava motivo para as fofocas “seus filhos andam como menino de rua e ela gastando com besteiras”. De certa forma era uma verdade, seus filhos foram criados na rua, “a deus dará”. Mas é ser simplista colocar a culpa nela, fazia de tudo pelas crianças. Todo dia a maisvalia para padrão a esgotava, se não é o “risca-faca” uma vez por mês para aliviar o estresse, já tinha chutado “o balde”. Cleintinho esticou 21 gramas, enquanto o parceiro arrumava a nota, estavam prontos. Neide nunca teve sorte com amor, cada relacionamento terminava quase do mesmo jeito, homem sumido de uma hora para outra e deixando uma prole. Traz consigo uma amargura que inquieta as suas noites - seu primeiro filho foi assassinado, em frente de sua casa, treta por droga, tentou mandar o menino para morar com a tia, mas não deu tempo. Dificilmente falava desse

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21 G RAMAS assunto com alguém, nunca foi de reclamar da vida. Cleintinho tinha adquirido o passarinho na feira do rolo, trocou por um celular ching-ling 4 chips. Sua mãe via vários coisas chegar em casa, questionava a origem, o rapaz dizia que tinha feito rolo. Sabia que ele não era santo, mas não fazia noção do que andava fazendo na sua ausência. Sua mãe não poderia ofertar as suas necessidades, tinha que correr atrás. Neide tava de folga e acordou varias vezes na noite assustada, pressentimento ruim. Olhou para chão, faltava um. Do lado de fora o passarinho amanheceu morto na gaiola. Cleintinho estava envolvido em umas fitas erradas. O parceiro veio dar a noticia. Neide ficou estática. Não derramou nenhuma lágrima, embora um tsunami desaguava por dentro. No inicio do século 20 o Dr. Duncan MacDougall disse que a alma pesava 21 gramas. Estava desgastada com toda obrigação e sofrimento que a vida ofertou. A sua alma tava carregada, a perda de mais um filho fazia com que sua alma pesasse uma tonelada. A maquiagem era como um escudo, não mostrava o que realmente sentia no cotidiano. Ela não era de demonstrar a tristeza. Pai e mãe ao mesmo tempo ela não poderia transmitir fraqueza. Soluçava na cama na madrugada quando todos estavam dormindo. Até nessa hora tem buchicho: “Nossa, nem chorou no enterro do filho!”

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"A grandeza de uma obra de arte está fundamentalmente no seu caráter ambíguo, que deixa ao espectador decidir sobre o seu significado".

Theodor Adorno


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A Lei Maria da Penha (Parte 2)

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Por: Messias Silva

Autoria: Tião Simpatia

imagem: Roger Neves

Violência sexual Por: Marco Nogueira (...) A lei Maria da Penha, A primeira é a física entendendo como tal cobre todos esses planos? dá-se pela coação Engraçado! Em ano político fala-se muito Então, candidatos à vereador de nosso Ah, já estão assegurados qualquer conduta ofensiva ou uso da força física sobre tudo, educação, saúde, família, tudo município, que tal se vocês se preocupassem pelos Direitos Humanos de modo irracional causando intimidação que se julga necessário para prender a aten- um pouco com nossos jovens, que quando que fira a integridade a lei é mais um recurso e obrigando a mulher ção da população (que vota, é claro), mas co- procuram por nossa biblioteca, se deparam e a saúde corporal... pra corrigir outros danos. ao ato da relação... mo já falei na edição passada sobre a saúde com aquilo? e de como ela é camuflada em ano de eleiChega! Está em nossas mãos mudar isso! Por exemplo: a mulher Tapas, socos, empurrões; Qualquer ação que impeça ção, ou seja, fala-se muito, mas como fiz Além candidato alcóolatra, que rouba bi- antes da lei existir, questão de mostrar, a hora que se precisa, lhete dedeloteria beliscões e pontapés esta mulher de usar premiado de cliente (aliás te- apanhava, e a justiça dá-se com a cara na porta. nho novidades quentíssimas arranhões, puxões de orelha método contraceptivo sobre ele e suas Hoje quero falar um pouco sobre cultura, estratégias políticas), ainda temos seja um ou sejam dez não tinha como punir ou para engravidar que engopor isso fui direto ao que chamo de referên- lir candidatos analfabetos que não se impor- ele pagava fiança tudo é violência física seu direito está na lei cia dela, nossa biblioteca municipal; mais tam com nossa cultura? e causam dores cruéis. e voltava a agredir. basta só reivindicar. uma vez caros políticos, peço socorro, levei um susto quando vi o estado em que ela se Antes de votar, pelo amor de Deus, vamos Vamos ao segundo tipo a lei é diferente 4ª categoria encontra, com um acervo minúsculo e precá- pesquisar sobre o grau de instrução do dito Com que é a psicológica é a patrimonial: rio, não possui nem mesmo clássicos literári- cujo, se não como vamos ter alguém que se é crime inafiançável, esta merece atenção retenção, subtração, os (que julgo serem obrigatórios em uma interesse pela educação de nosso município? se bater, vai pra cadeia! mais didática e pedagógica agressão é intolerável, destruição parcial biblioteca pública); os que se encontram lá Vamos principalmente prestar atenção às o Estado protege a vítima com a auto-estima baixa ou total de seus pertences são livros velhos (não antigos, velhos mes- suas promessas ridículas e extravagantes, depois pune o responsável. toda a vida perde a lógica. culmina em ação penal. mo!) em estado de dar dó. Quando procurei que iludem povo, mas que no dia seguinte, pela biblioteca, imaginei que iria encontrar após serem oeleitos, mudam completamente. Segundo o artigo sétimo no mínimo um acervo variado, mas só enChantagem, humilhação; Instrumentos de trabalho contrei livros rasgados e empoeirados. Minha dica dessa vez é que quando come- os tipos de violência insultos; constrangimentos; documentos pessoais a "apelação" por voto, devíamos pergun- doméstica e familiar são danos que interferem ou recursos econômicos Ou seja, população moratense, se quiser- çar tar para todos os "abutres", quer dizer, no seu desenvolvimento pois tem na sua abrangência além de outras coisas mais mos cultivar o maravilhoso hábito da leitura, candidatos: "O senhor sabe me dizer onde baixando a auto-estima tudo isso configura é melhor termos dinheiro para comprar nos- fica nossa biblioteca? Qual é o endereço?" E as cinco categorias sos próprios livros, porque aqui esse hábito é dependendo de sua resposta já poderíamos que descrevo na sequência: aumentando o sofrimento. em danos materiais. (...) .:: desprezado. descartá-lo! .:: Ser artista e viver da arte sempre foi uma equação complexa. Da proposta lógica do realismo fotográfico às intuitivas linhas Quando se trata de periferia, onde as dificuldades fazem parte do abstratas, percorremos nesta mostra diferentes abordagens do ser contexto social e o relacionamento com a política pública é distante, humano. Em telas surgidas silenciosamente no ateliê domiciliar ou no torna-se necessário a cooperação das pessoas Ainda dá tempo... A exposição continua até o dia grito do grafite discutido a luz do dia com os envolvidas em nível regional para o transeuntes; apresentamos três gerações de primeiro de Junho em Franco da Rocha desenvolvimento das expressões artísticas, a artistas, dando continuidade a este processo exemplo do Projeto Axé!. iniciado na década de setenta no Centro Cultural “Newton Gomes de Sá”, quando ainda era o Dessa maneira os participantes desta “Comunitário”. exposição desenvolvem sua produção intercalada aos afazeres e obrigações Cidadãos artistas que levam a sério o ofício de quotidianas. Contudo o ímpeto da criação pintar e desenvolver um trabalho dentro da arte, transpõe as limitações e teimosamente segue interagindo ao mesmo tempo com a realidade Por: Pedro Quintanilha em frente no seu caminho evolutivo. desta região suburbana da grande São Paulo. .::

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Maio / 201 2

Dos personagens de cada dia

que... É cada figura Vejamquetrens!avocêsgente encontra por esses Mas é que dentro dum

vagão de trem da companhia de trasporte público da maior metrópole deste país onde nasce china em casa de galego e galego em casa de crioulo, não poderia ser diferente. Entrou depois de mim esse sujeitinho, parecia um pedinte da década de cinquenta: roupa surrada, suspensório e um chapéu de palha com a aba molenga, tinha o cabelo grande e desgrenhado e um bigodinho... Ah, o bigodinho! Parecia o daquele pintor... Como é mesmo o nome dele? Sim, Salvador Dali. Nunca que teria coragem de me vestir com aqueles trajes, até mesmo porque meu ofício não me permite – lá no escritório, do meu sapato aos arquivos, é tudo muito alinhado. Mas é que ele, apesar de maltrapilho, até passava um ar bonacho. – Licença, filho, posso me sentar aqui? – foi o que me indagou. Senti um desconforto ante o fulano, talvez pelo fato de, contidamente, estar reparando nele, ou sei lá. Afastei-me uns três palmos. – Você tem horas? – Essa pergunta pode indicar que alguém está interessado em puxar conversa com você. Foi o caso. Disse lhe a hora e em pouquíssimo tempo já discutíamos sobre o dia, a decadência da humanidade, sobre música...

– Mas é claro que conheço Gardel, grande amigo meu! Olha só! Ele também gostava de tango! Além de tudo, o sujeito ainda tinha uma rizada bastante extravagante, cheguei mesmo a sentir vergonha, mas... Se ele não sentia... Trabalha num jornalecozinho – não me lembro o nome, sei que nunca ouvi falar –, escreve crônicas, foi o que me contou. Perguntei-lhe como era escrever num jornal. – Veja, filho, que é um troço pra lá de complicado, porque cada um pensa dum jeito e interpreta o que está escrito através da própria óptica, o que é comum... Mas é um paradoxo, porque isso é bom, ao passo que complicado. Vez por outra, recebo mensagens elogiando, parabenizando algum texto meu, mas também tem uns camaradas metidos a intelectuais, puritanos, que caem matando em cima da opinião dos personagens, sem se dar conta que os próprios não tem a obrigação de serem perfeitos, já que as pessoas não são perfeitas. Entende? Daí que logo se levantou empunhando seu guarda-chuva, assim mesmo: como uma bengala... Agradeceu a prosa e disse que foi um prazer. Saiu lento. Para mim também foi um prazer prosear com o fulano. Fulano... Diabo! Não lhe perguntei o nome! .::

* - Olavo Passos é um personagem do Drama Crônico, criado por George de Paula

Por: Franklin Falcão

DIVERSÃO (DE QU E ? )

Quantos metros terá o Centro Social Urbano de nossa cidade? Cidade que clama a carência de cultura, carência de lazer, carência de Arte, seja cênica, plástica, gráfica. Não queremos eventos de baixo conteúdo em frente ao CIC. “Agonizamos para sair da rotina, com uma rotina de ter rotina cultural”. Será que nossas crianças que são representadas por mais ou menos 50 “pequeninos moratenses” não querem praticar natação em uma piscina que tem dimensão olímpica? Será que em Francisco Morato não tem nenhum “Bob Bournes” (melhor skatista da história mundial), se tiver vai ter que surgir da nossa “belíssima” pista de skate. Sabia que temos? No CSU porque sempre aquela meia duzia nos cursos lá cedidos? Critérios nebulosos para se fazer

imagem: Roger Neves

Por: Olavo Passos*

Ir TrabalharPor: Betto Souza

imagem: stock. xchng - www. sxc. hu

DO qruaotm a C r ô n i c o i d i an o d u m su bu rban o

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um simples boxe! Uma estrutura abandonada. Por que não podemos ter recreações infantis no CSU, espaço para feiras culturais, não estamos pedindo esmola alguma, estamos reivindicando um futuro. Isso influencia sim na formação do ser humano, tanto no social, como no profissional. Será que nos pacotes de verbas mensais da nossa cidade... naõ tem “unzinho” real sequer destinado à distração de um povo que trabalha e vive no “fio da navalha”. Tenho certeza, se eu ligar uma televisão com episódios dos Trapalhões perto da estação de trem, com apenas 10 cadeiras, pessoas ficarão de pé. “...tudo isso, às vezes, só aumenta a angustia e a insatisfação... … Às vezes qualquer um, enche a cabeça de álcool, atrás de distração...”

(Música Diversão - Titãs) .::



Oxe! - Maio de 2012