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Outubro de 2013 - Edição 006 - Ano 01

EDIÇÃO ESPECIAL: ANIVERSÁRIO

Distribuição Gratuita - 4.000 exemplares

Por que não empreender?

Estudantes resolvem ter o próprio negócio antes de se formarem

ESPORTE

Badminton: você sabe Pág. 6 o que é?

Pág. 3

POLÊMICAS

A festa de Psicologia e o vídeo de Direito

1Ano

Pág. 4 ELEIÇÃO

de

Quatro chapas disputam eleição para o DCE Pág. 10

EU FAÇÕ DIFERENTE

NOVIDADE

FESTAS

Aluno da UEL é campeão brasileiro de karatê

IA vai ter aplicativo para smartphone em 2014

Em dobro: fotos da ‘Fazendo a Cabeça’ e da ‘Salvação das Espécies”

Pág. 8

Pág. 5

Pág. 11


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Um ano de IA Londrina

Expediente Direção geral: BIA BOTELHO Jornalismo (43) 9655-7250 biasbotelho@ gmail.com Relações Públicas/Comercial: ANA GABRIELA BASTOS Relações Públicas (43) 8444-9403 ianagabi.bastos@gmail.com

Edição/Revisão: GUILHERME SANTANA Colaboradores: LARISSA CANASSA PIAUÍ (Fotos) FLÁVIA CHEGANÇAS (Reportagem) YUDSON KOGA (Diagramação)

Periodicidade: Mensal Tiragem: 4.000 exemplares Circulação: Campus da UEL Impressão: Folha de Londrina Distribuição Gratuita /informativoacademico

Chegamos ao nosso primeiro ano. Como uma criança que aprende a engatinhar depois de alguns meses e dá seus primeiros passos perto de completar um ano, podemos dizer que o Informativo Acadêmico Londrina já consegue andar sem medo. Talvez você se assuste porque já é nosso aniversário, mas é verdade. No dia 26 de outubro de 2012, o IA Londrina circulava pela primeira vez na UEL. Nessas seis edições aprendemos muito: e só aprendemos porque erramos. Erramos na diagramação, erramos com conteúdo, erramos em planejamento, esquecemos de alguns assuntos... Mas para uma ideia que começou em um ponto de ônibus e casualmente, podemos dizer que nos estruturamos bem e hoje temos uma equipe que pensa, revisa, estrutura e quer fazer o melhor

em cada edição. Para esta Edição Especial de Aniversário, por exemplo, fizemos algo diferente: aumentamos as páginas, fomos atrás de assuntos polêmicos, buscamos outros empreendedores que, assim como nós, começaram o próprio negócio antes de se formar. É uma edição que vem mostrar que já aprendemos a andar. Como universitários, queremos trazer pra você, um conteúdo diferenciado, que complemente a nossa vida universitária com informação, formação, entretenimento e oportunidades. Estaremos juntos neste próximo ano, mais recorrente, mais firme, mais presente, e ainda mais universitário. Parabéns pra gente e parabéns pra você que está conosco. Informativo Acadêmico, o jornal universitário que faltava na UEL

PARTICIPE DO INFORMATICO ACADÊMICO Você produz artigos? Tem sugestões de matéria? Tem alguma crítica ou elogio?

Quer dar alguma ideia? Quer divulgar algum evento? Quer divulgar sua festa?

ENTRE EM CONTATO COM A GENTE SUA PARTICIPAÇÃO E OPINIÃO SÃO MUITO IMPORTANTES

3ª edição - Março/Abril 2013

1ª edição - Outubro 2012 2ª edição - Novembro 2012

5ª edição - Setembro 2013 4ª edição - Junho/Julho 2013


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Você sabe o que é badminton? O badminton é o segundo esporte mais praticado no mundo, mas você provavelmente não sabe como jogar Por Flávia Cheganças “Bad....o que?”. Essa é uma das perguntas mais frequentes quando alguém diz que joga Badminton. Pouco conhecido em terras brasileiras, o esporte além de fazer parte das Olimpíadas, é o segundo mais praticado no mundo, sendo muito popular em países como Cingapura, Índia, Indonésia, China, Paquistão, Japão e Tailândia. Parecido com o tênis, a partida pode ser praticada individualmente ou em pares, e além de uma raquete diferenciada, a bolinha é substituída por uma peteca feita com penas de ganso e pode ser chamada de volante ou birdie. O objetivo do jogo é que o volante caia no campo do adversário. E aquele que for o melhor em 3 sets (de no mínimo 21 pontos cada) é o vencedor. Raíssa Ishioka, estudante de Farmácia da UEL é uma das representantes do esporte em Londrina. Participante do Sulamericano e Panamericano Juniores, ela conta que conheceu o badminton em 2004, na cidade de Palmas- PR, quando seus tios, que tiveram contato com o esporte no Japão, a ensinaram

Rua Japão, 28

3037 8700/ 3037 8800

jogar. “Depois de alguns anos vim morar em Londrina e não tinha um local que pudéssemos treinar. Então, minha irmã e eu, com a ajuda do Presidente da Federação de Esportes e mais um técnico, conseguimos que o esporte retornasse em Londrina. O curioso é que o badminton no Paraná começou aqui em Londrina, mas depois de algum tempo foi “desaparecendo” explica a atleta. O estudante de Educação Física da UEL, Jackson Shigaki revela que sempre recebia convites para praticar badminton, mas recusava por achar o esporte meio estranho, mas em 2008 acabou finalmente aceitando o convite de uma amiga e rendeu-se ao esporte. “Pessoas que não conhecem essa modalidade pensam da mesma maneira que eu pensava. E quando jogam veem que não é tão fácil como parece. Muitas dessas pessoas assemelham o esporte ao tênis ou puramente à peteca”, afirma ele. Os dois universitários mais a aluna do curso de Esporte da UEL, Loani Istchuk, que também já tinha tido contato com o esporte quando criança, mas nunca havia treinado para competições, formaram uma equipe para disputar os Jogos

Pa r a n a e n s e s deste ano. E o resultado foi o melhor possível. Eles foram campeões da modalidade nos Jogos Universitários Paranaense. Raíssa e Jackson venceram a categoria individual, e a Loani ficou com a terceira colocação. As duas jogaram juntas e também foram campeãs na competição em duplas. Após o ótimo desempenho dos atletas, eles resolveram continuar com os treinos, e contam com mais um integrante na equipe, o Paulo Orlandini, estudante de Engenharia Elétrica. Desde então, Jackson participou de algumas etapas do campeonato estadual, e a Loani e o Paulo participarão da próxima, que será realizada na cidade de Toledo nos dias 16 e 17 de novembro. Agora que você já sabe o que é o Badminton, e que pode praticar o esporte na UEL, que tal se arriscar? Os treinos são de quartas e sextas feiras, das 12h as 13h30, no CEFE.

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Flávia C he é a repó ganças rter de Esporte do IA Lo s ndrina


4 A festa de Psicologia Ironia ou não, a festa do curso de Psicologia com o nome “Não se reprima”, na república Santo Mé, acabou reprimida. A notícia pode parecer velha, mas o tema é atual: abuso de poder por meio da polícia. Estudantes que participaram da festa contam que policiais do Choque e da Rotam chegaram em sete viaturas, armados e “invadindo a casa”. A operação da polícia teria acontecido após reclamações de barulho excessivo. Cerca de 450 pessoas estavam na festa e foram obrigadas a evacuar o local. “Eles não avisaram nada, não pediram para abaixarem o som. Foram entrando, tirando todo mundo da festa. Foi tudo muito rápido”,

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polêmicas

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a na tem um O IA Londri m co s o Serviç Coluna de s ca si á b s ade as necessid s: mecânico, nte dos estuda ca, sapataria, óti , a ri e lavand cos, eletromésti e d o rt conse etc.

SAB

A primeira ediç ão do IA Londrina circul ou dia 26 de outubro de 2012 com 3000 exemplar es

afirma uma das estudantes que estava na festa e não quis se identificar. A estudante conta também que os policiais chegaram batendo, empurrando as pessoas para fora da casa e que muita gente caiu no chão. “Um menino caiu e dois policias o chutaram na barriga. Eu estava gravando, fui ajudá-lo e tive meu celular tomado”. Ela afirma que também foi agredida pelos policiais, levou um soco no rosto e teve vários hematomas pelo corpo. Além dela, outras pessoas também tiveram o celular tomado. Outra estudante da UEL afirma que teve que apagar o vídeo que tinha feito, caso contrário seria presa. Três estudantes foram levados para a delegacia: um por desacato e dois por desobediência. Na mesma noite eles foram liberados. A redação do IA procurou pelo Capitão Nelson Villa, porta-voz do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina, mas até o fechamento da edição ele não foi encontrado para falar sobre o ocorrido. O IA se põe disponível ao 5º Batalhão da Polícia Militar para comentar o assunto.

O vídeo de Direito

Um vídeo dos alunos de Direito da UEL está circulando pelas redes sociais e tem gerado polêmica. Nele, alunos do 5º ano que fazem estágio no EAAJ (Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos) satirizam quem procura os serviços gratuitos do escritório. Com uma paródia da música “Show das Poderosas”, da cantora Anitta, eles cantam que as pessoas que frequentam o local não tomam banho e possuem mau hálito. Os estudantes tiveram que pedir desculpas publicamente e assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta, no qual eles garantem que o fato não irá se repetir. Apesar da fama agora, a gravação foi feito em julho deste ano. Nas redes sociais, diversas pessoas publicaram o vídeo, como é o caso da estudante Carolina Bruschi do último ano de Biologia da UEL. O namorado dela foi quem recebeu o arquivo e ela quem divulgou na rede. Carolina conta que publicou o vídeo por um impulso ao ouvir os absurdos e a forma com que os

alunos se referiam à população carente atendida pelo EAAJ e que não se arrepende disso. Ela não tinha ideia das proporções do vídeo, mas queria divulgá-lo, esperando que alguma atitude fosse tomada. “Me causou repúdio, porque no vídeo eles se referem aos clientes e também à uma funcionária do EAAJ de forma desrespeitosa. O EAAJ presta um serviço público em substituição à Defensoria Pública, que ainda não foi implementada no Paraná, e a eficiência e a moralidade deste serviço devem ser respeitadas, sendo o estágio executado no EAAJ muito mais do que apenas uma disciplina do curso de Direito”, afirma. Um dos participantes do vídeo foi procurado pela nossa redação para falar sobre o caso. Mas não foi autorizado a se pronunciar sobre o assunto até o fechamento desta edição do IA devido ao Termo de Ajustamentos de Conduta. O termo impede que a pessoa conceda qualquer tipo de entrevista sem autorização prévia da reitora da UEL, Nádina Moreno, ou algum professor responsável pelo EEAJ.


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Novidade é o que não vai faltar para o próximo ano Por Larissa Canassa Imagine um espaço que reúne tudo de mais interessante que envolve o universo UEL. Agora imagine que este espaço está no seu celular e você terá acesso quando e onde quiser. Demais, não? Pois esta é a novidade do IA: um aplicativo disponível para os smatphones nos sistemas Android e IOS. O aplicativo está em fase de desenvolvimento e será lançado em fevereiro de 2014 junto com o início do ano letivo. Vamos fornecer informações aos calouros que chegam perdidos e os veteranos que sempre querem saber o que está acontecendo. A novidade que trará vários recursos é uma parceria do jornal com a start-up londrinense Geleia. Mob. O aplicativo terá listas com as principais dicas para o universitário, como: um cinema para ver um bom filme, a balada mais legal da semana, o restaurante que é barato e bom, a livraria com preços bacanas, o lugar para fazer boas compras e outras coisas que todo universitário precisa para viver e se divertir. Além disso, o usuário terá acesso às notícias que foram publicadas

na versão impressa do IA, as fotos dos eventos, ao mapa da cidade de Londrina, agenda cultural, promoções, vídeos e rádio. Todos esses recursos e muitos outros

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Larissa Canassa Piauí é fotógrafa oficial do IA Londrina serão disponibilizados no decorrer do ano, sempre com uma novidade diferente. A plataforma democratiza o acesso à informação e difunde a cultura. Um pouco sobre a Geleia.Mob A empresa é nova no mercado. “Ela começou dia 13 de fevereiro, inicialmente desenvolvendo aplicativos para Android com a intenção de noticiar as novidades das empresas aos clientes interessados. Esse sistema é mais dinâmico e substituí a newsletter”, afirma Carlos Vinicius Souza Leite, idealizador da start-up. Apesar de pouco tempo de existência, ela já tem trabalhos interessantes: “Desenvolvemos um aplicativo para a Divisão de Artes Plásticas da UEL e eles gostaram tanto do logo criado para o aplicativo, que depois usaram como imagem da Divisão nas redes sociais. Além disso, fizemos um aplicativo para o blog da ativista cubana Ioane Sanchez e agora estamos no projeto junto com a banda londrinense Sarará Criolo”.

UEL completa 42 anos de fundação “O que dizer dessa universidade que está fazendo 42 anos?”, assim poderia ser nosso depoimento via Orkut para homenagear a UEL, mas como não utilizamos mais a rede, vamos fazer uma matéria. Os números deste ano mostram que: - São 13 329 alunos de graduação, 4670 de pós-graduação, 1700 docentes e 3653 técnicos administrativos. No total, a comunidade universitária tem 23352 pessoas. - No Ranking Universitário da Folha de S. Paulo 2013: a UEL está na 23ª colocação entre as melhores universidades do país. - No Guia do Estudante 2013: 9 cursos da UEL ficaram com 5 estrelas, entre eles Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências Sociais

e Medicina. - No ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), de 9 cursos avaliados, 4 receberam nota máxima, sendo eles: Psicologia, Administração, Ciências Contábeis e Direito. - No ranking TOP UNIVERSITIES das melhores universidades da América Latina, A UEL está na 64ª colocação do Ranking. Quanto ao ensino, como se vê pelos resultados, a UEL garante a formação e capacitação de profissionais. Porém, como toda universidade pública, ela também tem seus problemas – é claro. Alguns departamentos deixam a desejar quanto à estrutura e equipamentos. Recentemente, os alunos de Odontologia fizeram uma passeata pelas condições precárias da Clínica Odontológica, onde eles também têm aula. Um novo prédio começou a ser construído, mas devido a verba, a obra foi

tô precisando de...

paralisada. O Restaurante Universitário é outro ponto que também causa descontentamento nos alunos. Não pela qualidade da comida, mas pelo tempo de espera na fila. A ampliação está prevista, mas ainda não foi iniciada. São problemas que não serão resolvidos logo, sendo a UEL um órgão público, as coisas demoram um pouco para acontecer, como o problema no pagamento de salários dos professores agora em outubro. Pode ser que outras coisas surjam e os problemas comecem a ganhar anos de aniversário também. Mas nestes 42 anos, a “senhora UEL”, merece o respeito e admiração pelo ensino e quantidade de profissionais já formados. Parabéns, UEL!

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Bia Botelho e Ana Gabi Bastos, sócias no jornal, participaram do programa Show de Mulher, da MultiTv Cidades para falar do IA Londrina. Foto: Stefan Timm


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Eu empreendo, tu empreendes e nós faze

Empreendedores mostram que é possível começar o negócio próprio ainda na faculdade Por Bia Botelho Nesta edição de 1 ano do IA Londrina não poderíamos deixar de falar sobre empreendedorismo. Sabe por quê? Porque nós também empreendemos! E, assim como a gente, muitos alunos na UEL estão buscando evoluir com o seu próprio negócio. Mas você sabe o que é empreender? Segundo o site do Sebrae, empreendedor é aquele que inicia algo novo, que vê o que outros não veem, que realiza antes, que sai da área do sonho e do desejo e parte para a ação. Nós, do IA, definimos como “ter coragem e paixão para fazer algo diferente”. Trazemos aqui três estudantes da UEL que possuem sonhos e são apaixonados pelo que fazem. Eles decidiram não ter patrão e, com a mesma visão e coragem que tiveram Bill Gates e Mark Zuckerberg, iniciaram o próprio negócio. Como diz Woody Allen, cineasta, escritor e ator norte-americano: “Talento é sorte. O que realmente importa é a coragem”. Então, confira essas histórias.

“Minha empresa sou eu e meu notebook” “Descubra o que você faz bem e estruture. Qual o diferencial que você pode agregar? Se entrar para ser só mais um você vai ‘quebrar a cara’. Tem que ser algo bem feito, gastar um tempo planejando. Se tiver ideia boa e planejamento, vale a pena empreender”, esse é o conselho de Danilo Saksida que passou um ano e meio estruturando o próprio negócio. Hoje ele é um micro empreendedor individual, não tem um espaço físico para trabalhar e sua empresa se resume em um notebook e ele mesmo. O estudante do último ano de Administração abriu a empresa de consultoria e marketing digital para pequenas empresas em julho deste ano. “Quis trabalhar como consultor autônomo, porque já tem muito agência, elas são de alto custo e precisam de clientes grandes. A minha empresa tem custo baixo e eu trabalho com pequenas empresas, então o custo é menor para o cliente”, conta. Danilo se interessou pelo marketing digital quando foi estagiar em uma empresa de marketing e pesquisa de Londrina, fazendo análise de con-

corrência e pesquisa qualitativa. Com dois meses na empresa, ele sugeriu que um dos quesitos para a pesquisa fosse relacionamento virtual. Depois disso, foi para São Paulo fazer um curso de marketing digital, onde teve contato com um pessoal da mesma idade que ele e já empreendia. Foi então quando a ideia de empreender começou a surgir. Ele gastou um valor grande com o curso e decidiu que primeiro ganharia dinheiro trabalhando e depois pensaria no próprio negócio. Conseguiu um emprego numa empresa de festas e começou a trabalhar com marketing e eventos, a partir disso foi estruturando o projeto. Nessa empresa ele teve contato com pequenas empresas e estabeleceu os contatos. O trabalho de Danilo é voltado para as redes sociais e sites, e planeja marketing de conteúdo e de relacionamento para as empresas. Segundo ele, é uma área muito nova. “O pessoal está muito interessado, mas ainda tem receio de investir. Acha que muita coisa dá pra fazer de graça. O canal e a fermenta são gratuitos. Mas o serviço profissionalizado, com estratégia, com uma comunicação bem feita tem um custo”, afirma. O aluno conta que antes nunca tinha pensado em empreender, queria ser executivo, ter férias. Hoje, porém, ele acha muito tranquilo a atividade que escolheu. Mas há dificuldades, as dele foram: o fato de ainda não ser formado, ter apenas 21 anos, sendo que consultores costumam ter anos de experiência no mercado, e por não possuir um espaço físico. Apesar da dificuldade, ele afirma que é bem aceito. “Os clientes acham inovador, não questionam muito e confiam no universitário que está começando agora. Era uma dificuldade que eu imaginava, mas que não foi tão grande”, afirma. Por estar no último ano da graduação, o estudante precisa entregar o TCC, no qual tinha escolhido como tema o plano de negócio da própria empresa. Mas para o trabalho de conclusão, ele teria que fazer uma pesquisa com 150 empresas para traçar o perfil de seu projeto. Danilo previo que não daria conta das duas atividades e teve a difícil escolha de decidir entre o trabalho e sua empresa. Com a conquista do seu primeiro cliente, optou por seguir com a empresa e deixar o TCC para o semestre seguinte. O objetivo é dar maior estabilidade para o negócio até fevereiro de 2014.

“Eu quero ser referência”

Planejamento é fundamental na hora de empreende e Luana Leão do 4º ano de Direito já tem o projeto pronto para quando se formar. Ela e o sócio, João Augusto Sinhorin, vão abrir um escritório de advocacia e estão se preparando de todos os modos possíveis para organiza o negócio. A ideia é que esteja tudo pronto, em termos de estrutura, receita e todas as burocracias, para assim que eles passarem no exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) já poderem atuar. “Agora só faltam os clientes chegarem”, brinca. Para estarem prontos profissionalmente, Luana e João decidiram sair do estágio que faziam para atuar diretamente com a Dr. Célia Juliana Martinez Gomes. Nesta parceria, eles a acompanham em audiências, fazem as peças processuais de várias temáticas, estão em vivência direta com a advocacia. Antes da parceria, Luana fez estágio em duas empresas. No primeiro estágio, ela trabalhou com advocacia empresarial e, no segundo, com advocacia popular, previdenciária, trabalhista e causas pequenas. Com isso ela viu que tem o perfil empreendedor. “Eu nunca gostei de patrão e seguir uma linha de alguém. Faz parte do meu perfil: você vai fazer aquilo, do seu jeito, na sua linha. Va ter que lidar com as dificuldades, não tem alguém acima para resolver, uma estância superior. Faz parte do meu perfil, ser empreendedora, faz parte de mim. Você leva bônus e ônus por causa do seu trabalho”. Agora, com a advogada Célia, Luana pode trabalha


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emos diferente

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“Hoje sou um empreendedor de sucesso” Vinicius Silva Teté é um dos exemplos que começou a empreender antes de se formar. Em 2010, quando estava no último ano do curso de Educação Física, ele decidiu montar o próprio negócio. Ficou sabendo que a academia da Cidade Universitária, condomínio próximo à UEL, estava falida e foi atrás do proprietário com uma proposta para comprá-la. “Na época, tinha apenas o dinheiro para comprar a academia, sem caixa reserva e experiência”, conta. Vinicius tem experiência como comerciante, mas teve que procurar ajuda para se capacitar como administrador de um novo negócio. “Trabalho desde os 13 anos de idade, mas mesmo assim procurei o SEBRAE e alguns amigos proprietários de academia para me auxiliarem”. O empreendedor conta que teve que planejar muito bem a empresa, os gastos e os lucros, porque o funcionamento da academia segue o período de aula da UEL, então, ele trabalha os 12 meses com a receita de oito ou nove. Ele fez promoções, pacotes de descontos e conseguiu deixar o negócio atraente para reerguer a academia. Hoje com 25 anos de idade, Teté, como é conhecido pelos amigos, se diz um empreendedor de sucesso, afinal, pegou uma empresa falida, sem dinheiro em caixa e conseguiu torná-la uma empresa estável

com vários públicos. A diferença, segundo ela, entre o estágio e o atual emprego é que no estágio as vezes é necessário seguir uma orientação fixa de um patrão e na parceria ela tem mais liberdade e consegue criar uma personalidade própria. “Tem sido muito bom para nós, eu me vejo uma profissional diferente da que eu era há um ano, foi um crescimento de cinco anos”, afirma a estudante. Por decidir trabalhar com a advogada Celia, Luana já vivencia as experiências da atividade empreendedora: não tem horário nem salário fixo. “Você não tem mais horário, precisa ter disciplina para fazer o trabalho. Não tem chefe, mas tem afazeres e rotina”. Outro ponto que difere é o salário, que não é garantido uma quantidade certa todo mês. Com a parceria, a estudante não tem salário, mas divide as receitas com um percentual para cada um. “A gente assumiu esse risco financeiro em troca do crescimento profissional. Tem

Vinicius Silva Teté (de verde) e a equipe da academia em menos de quatros anos e com prospecção de crescimento. Teté conta que teve apoio de todos para começar o empreendimento e que, apesar de não ser de Londrina, não viu nisso uma dificuldade. Para os novos empreendedores, ele aconselha:

mês que tem mais despesas que receita, tem que pagar pra trabalhar. Nesse impasse, a gente conta com a família”, afirma. Luana mora com os familiares e não tem gasto com as despesas de aluguel e alimentação. E o projeto de ter o próprio negócio só tem dado certo por causa do apoio dos familiares. Tem pessoas que são funcionárias públicas e se espantaram com a decisão dela. “Se não fossem eles, não tivessem concordado, eu não teria mergulhado nesse projeto.” Como futura advogada e empreendedora, Luana afirma a importância de ser uma profissional qualificada. “Você tem que vender a sua imagem. Quando está no estágio não precisa disso, você está ali nos bastidores. Quando você se torna advogada, você vende uma imagem. As pessoas têm que olhar para você e ver uma referência, e é o que a gente quer. Ganhar dinheiro é secundário, é consequência disso.”

“tem que ter foco e não desistir no primeiro problema, pois problemas vamos ter sempre e todos os dias, devemos utilizar deles para melhorar a cada dia”. Além da academia, Vinicius também teve outro empreendimento de festa universitária. Porém, saiu este ano e continua com a academia.


8 Eu Faço Diferente:

Fotos: Ana Gabi Bastos

eu luto karatê

Aluno de Agronomia é campeão brasileiro de karatê Vinicius Rezende Figueira, estudante do último ano de Agronomia da UEL, também é conhecido como Tombinho. O porquê do apelido? “Quando eu era criança caia muito. Cresci e o apelido ficou”, explica. Hoje em dia Vinicius não cai mais, aliás, ele é difícil de ser derrubado - tanto que se tornou campeão de Karatê. Um pouco tímido para falar, Vinicius não demostra vergonha alguma ao mostrar o que sabe fazer de melhor: na luta com o treinador Marcelo Oguido, mostra com golpes rápidos e precisos, porque é campeão. Tombinho tem 22 anos e conheceu o tatame quando tinha 11. Foi pela primeira vez ao treino porque um amigo do prédio o convidou. O treinador, Marcelo Oguido, quem sempre o treinou, afirma que já via nele algo de diferente, um potencial maior. “Ele se destacava entre os outros meninos e em pouco tempo de treino já começou a disputar campeonatos”, conta. Em 2011, Tombinho chegou a Seleção Brasileira de Karatê. Hoje ele é faixa preta no Karatê e disputa a categoria sênior (para maiores de 18 anos). Ele participa do Campeonato Brasileiro desde 2003, quando era outra categoria e outra faixa, mas nunca tinha ganhado. Este

ano, ele se consagrou: foi campeão do Campeonato Brasileiro e do Sulamericano, e disputou o Pan Americano de Karatê na Argentina, voltando com a medalha de bronze. O treinador Marcelo conta que tem muito orgulho de Vinicius. Quando o karateca vai para os campeonatos com a seleção brasileira, Marcelo não pode acompanhá-lo como técnico, mas vai torcendo por ele. Vibra junto, e chora também. Para disputar os campeonatos e cobrir os custos com viagens, hospedagem e alimentação, o atleta recebe apoio de algumas empresas de Londrina, como a Clínica de Fisioterapia Nelson Shirabe, a Viação Garcia e a Academia OFF. E como faz pra conciliar a faculdade e os treinos? Vinicius diz que não é difícil, que ele tem disciplina e se organiza para os dois. Treina a noite, nos finais de semana, e ainda dá conta das provas, trabalhos e do estágio. Mas o rapaz está dividido entre a profissão e o esporte: não sabe ainda qual vai escolher ou se vai escolher entre algum. Independente do que optar, Tombinho já é um campeão, não só pelos títulos que ganhou, mas pelo esforço com que se dedica ao que faz.

Você também faz algo diferente e gostaria de contar? Mande pra gente! Nós publicaremos sua história aqui.


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Função “soneca” faz mal para a saúde Filme O Estudante É um filme lindo, que nos faz pensar sobre a nossa vida e o que queremos para o futuro. Conta a história de um senhor que se inscreveu na universidade. Ele foi para aprender, mas acabou ensinando os jovens a viver. Ana Flávia Lopes Fisioterapia

Música Pearl Jam No CD novo do Pearl Jam tem uma música bem legal que chama Sirens. Ela diferente do restante do CD que é mais agitado, mas é tão boa quanto as outras. Ananda Coutinho Direito

Lugar Sapopema De carro, fica a 2 horas de Londrina. Lá tem uma montanha chamada Pico Agudo, onde as pessoas campam no topo. Para chegar lá tem dá para fazer trilha de 1 a 2 horas. Em baixo, o Rio Tibagi passa pelo vale entre as montanhas e forma um visual muito bonito. Isaque M. Barbosa Administração

Revista/Site MAG Essa revista é muito legal e diferente, por que todas as outras revistas de moda são iguais. Ela é mais conceitual, prioriza o conteúdo, o visual e a imagem perfeita. ffw.com.br/mag Marina Galli Moda

Sete e meia da manhã, o despertador toca e a primeira coisa que você faz é levantar rapidamente da cama, não é mesmo? Claro que não! Quem não usa a função “soneca” para ficar “só mais 5 minutinhos na cama” que atire a primeira pedra. Parece que não há nada melhor do que aproveitar aquele tempo de enrolação antes de levantar. Mas esses minutos a mais da opção soneca faz mal para a sua saúde. Especialistas do Centro de Soluções do Sono dos Estados Unidos dizem que o nosso cérebro sabe que o celular vai tocar de novo e criar esse hábito piora a qualidade de vida. Começar o dia assim pode causar irritabilidade, perda de memória, dores e até taquicardia. Durante o sono, o cérebro libera serotonina, um neurotransmissor que causa bem-estar e felicidade, acalmando o corpo para o sono chegar profundamente. Para surtir esse efeito para a saúde, o corpo precisa em média de 7 a 9 horas em repouso. Depois desse tempo necessário de sono, o cérebro cria outro hormônio, a dopamina, que desperta o organismo. Quando o despertador toca, é a dopamina que é ativada e quando a “soneca” é acionada, a serotonina volta a ser

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A coluna FicaDica foi sugerida pela relações públicas Ana Carolina Sciena, quando ela ainda era estudante da UEL.

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A colun a foi cria Eu faço difer ente da na 3 ed Londrin a e fez ição do IA o perfi estuda l de 4 nt Sahão, es da UEL: Ed ua Paulo H . Oliveir rdo Bordon a, Erika i e Guil herme Vanzela .

liberada. Uma mistura que deixa o corpo confuso, com dificuldades de reagir. Os especialistas dizem que o botão “soneca” não ajuda a descansar e, ao contrário, pode deixar o corpo cansado e lento durante o dia, com crescente perda de memória, confusão em interpretar, falta de atenção e dificuldade de reação. Sabendo disso, você vai ter coragem de abandonar os 5 minutinhos a mais na cama?

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VOCÊ

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Guilherme Santan a, o editor do IA Lond rina, revisa todas as matérias do jornal lá da Alemanha, onde ele mora há mais de um ano.


10 Quatro chapas disputam eleição para o DCE Você pode até não gostar muito de política estudantil, mas é importante conhecer as chapas para a eleição do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que vai acontecer nos dias 29 e 30 de outubro. O DCE representa todos os estudantes da Universidade e responde diretamente ao que envolve os interesses dos acadêmicos. Diferentemente do ano passado, em que só uma chapa foi inscrita, neste, quatro chapas vão disputar a eleição para a gestão 2013/2014. As chapas inscritas são a “Mobiliza UEL”, “Vem Toda UEL”, “Necessidade, Vontade!” e a “Desamarrem os Laços”, cada uma formada por sete estudantes de diversos cursos de graduação, nos cargos de presidente, vice-presidente, 1º e 2º secretário, 1º e 2º tesoureiro e orador. A Chapa 1 “Mobiliza UEL” é liderada pelo atual presidente do DCE, o estudante de Direito, Felipe Barros. Participam também alunos de História, Medicina, Educação Física, Odontologia e Comunicação Social – Jornalismo. A Chapa 2 é a “Vem toda UEL” e tem como presidente a estudante do curso de Ciências Sociais Jaqueline Sorprezo, além dos outros representantes vindos dos cursos de História, Esporte, Medicina Veterinária, Pedagogia, Enfermagem e Engenharia Civil. A chapa 3 “Necessidade , Vontade!” tem como presidente o estudante do curso de Medicina, Hugo Leme. Participam também da chapa estudante de Ciências Sociais, Artes Cênicas e Direito. A chapa 4, “Desamarrem os laços” é liderada por Aline Morais, de Pedagogia. Nesta chapa, os alunos também são de cursos diferentes: Medicina, História, Odontologia, Administração, geografia e Engenharia Elétrica. Para a eleição, haverá uma urna em cada Centro de Estudos, e também na COU (Clínica Odontológica Universitária) no HU e no RU. Para votar o estudante deverá apresentar documento com foto. Com trechos da Agência UEL de Notícias

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O IA Londrin a tem autori zação (escrita e regi strada) da re itora Nádina More no para circu lar na UEL


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A salvação das Espécies 19 de Outubro Fotos: Bia Botelho

Fazendo a Cabeça

21 de Setembro

Fotos: Larissa Canassa

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Em 1 ano, o IA Londrina cobriu 9 festas e tirou mais de 1000 fotos.


“O jornal universitário que faltava na UEL” Somos estudantes universitários: estudamos, estamos fazendo estágio ou trabalhando, pegamos ônibus, comemos no RU, andamos no calçadão, economizamos para poder ir embora para a casa dos pais ou para tirar uma pilha de xerox que o professor passou para ler. Na universidade, discutimos ideias com amigos, falamos da vida, de negócios, temos um crescimento pessoal e profissional. Mas nos falta um espaço que represente tudo o que fazemos na universidade, nossas ideias, o que queremos para nossa formação. Tivemos a ideia, então, de fazer um jornal que fale a língua do universitário e que mostre o que realmente lhe interessa. Não é qualquer jornal com conteúdo sem nexo e sem comprometimento com a vida universitária. Mas um jornal que traz informação e formação para todos nós, universitários. De tudo isso, surgiu o Informativo Acadêmico, um jornal que quer trazer ao estudante o que faz parte da vida universitária: informação, conhecimento, oportunidades e entretenimento. Nossa intenção é tratar da vida universitária com tudo o que ela oferece para os estudantes, e, reunir, no nosso jornal, um conteúdo que represente o que somos enquanto universitários. Sejam todos bem-vindos ao Informativo Acadêmico. Aproveitem! Editorial publicado na 1ª edição do IA Londrina Outubro de 2012

6ª Edição - Outubro 2013  

Edição de 1 Ano do IA Londrina

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