Page 93

1 - ComeCe Cedo Por mais que os executivos elogiem o papel da TI, suas ações demonstram que não é prioridade. Dificilmente há um acordo de fusão e aquisição sem a participação do CFO desde o início; já sem o gestor de tecnologia, é rotina. “O CIO geralmente entra no segundo tempo”, afirma Julian E. Lange, professor de empreendedorismo da Faculdade Babson. “Frequentemente, ele entra na jogada após a carta de intenção e precisa correr contra o tempo”. Lange sabe o que diz – esteve envolvido em dezenas de transações ao longo de seus 40 anos de carreira. “Se o CIO é deixado de fora do processo, precisa analisar suas habilidades para o negócio.” O especialista ensina: o executivo tem que se provar capaz, ser criativo e não esperar por um convite. Para empresas centradas em tecnologia, a ligação entre fusão e aquisição e TI é óbvia. Elas vivem de investimentos tecnológicos, que são, geralmente, parte dos seus planos de crescimento. Para Simon Howell, diretor de desenvolvimento de negócio da Ariba, a tecnologia tem um papel essencial. “Nossa equipe de tecnologia participa desde o início, incluindo a identificação inicial de alvos”, explica. A Ariba completou oito aquisições nos últimos dez anos e tem planos para mais uma compra. Mas a maioria não trabalha em empresas de tecnologia. Bancos, manufatura, varejo e outras indústrias são afetados por essas transações. Em 2010, acordos centrados em TI representaram menos de 10% das fusões e aquisições mundiais. Empresas não estão acostumadas a consultar seus tecnólogos ao tomarem certas decisões, mas precisam entender que a TI, e não apenas o CIO, pode desempenhar papel essencial na identificação de compradores e vendedores. Os profissionais de tecnologia tendem a se movimentar junto com um mercado vertical específico, o que os oferece insight único sobre operações de possíveis alvos. É claro que parte do processo pré-acordo depende de direcionadores de compra ou venda. Mas, adicionar serviços ou produtos ao portfólio, geralmente, requer a adoção de um pouco da tecnologia da empresa-alvo. Mas se a operação estiver voltada ao aumento da fatia de mercado ou talento de engenharia não tecnológica, é preciso se perguntar qual contribuição sua plataforma de TI pode dar nessa equação.

SIGA! NO TWITTER @InfoWeek_Brasil 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10 1 0010 1 01 0 1 0110 10

93 93

TECHREVIEW_Fusões.indd 93

04/03/11 14:02

Information Week Brasil - Ed. 237  

O VALOR DA TI E TELECOM PARA OS NEGÓCIOS | Março de 2011 - Ano 12 - Ed. 237 EXECUTIVOS DE TI DO ANO 2011 - Décima edição do estudo elege os...

Advertisement