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Telecom Luís Minoru shibata

Diretor De consuLtoria Da ProMonLogicaLis.

twitter.coM/LuisMinoru

O desafio das casas digitais

C

om lançamentos constantes no mercado e apoiados na escala mundial, os preços de computadores e televisores continuam em queda e cada vez mais próximos da população. Da mesma forma, o aumento de competição na oferta de acesso banda larga por diferentes operadoras e tecnologias torna o serviço cada vez melhor em relação à velocidade e mais acessível quanto a preço e cobertura. Além disso, existe a perspectiva da aprovação da regulamentação que permitirá a entrada das operadoras de telecomunicações no mercado de cabo (Projeto de Lei da Câmara 116), que deverá impulsionar a oferta de conteúdo. A consequência desses três fatores, dispositivos, conectividade e conteúdo, criará um movimento grande por oferta multimídia para as residências: o primeiro passo para as casas se tornarem mais digitais. A grande dúvida, porém, é quem conseguirá se sobressair nesse movimento: os fabricantes de terminais, as operadoras que oferecem conectividade ou as empresas que detém conteúdo. No caso da telefonia celular, por exemplo, os fabricantes de aparelhos e detentores de plataformas de serviços ganham força na oferta. Um exemplo claro é a Apple com o iTunes. Além disso, empresas como Facebook e Twitter tem atraido cada vez mais verba de publicidade, deixando as operadoras com

o fornecimento de conectividade. No caso das residências, ao passo que se tornam mais digitais, abre-se uma nova gama de oportunidades de serviços. Alguns serviços são mais diretos e fáceis de imaginar, como suporte técnico, armazenamento e gerenciamento dinâmico de conteúdo. Tanto conteúdo próprio e pertencente aos moradores, mas também aquele adquirido, como, por exemplo, de compra de filmes em alta definição. Mas talvez a grande porta de serviços que poderá se abrir é a do mercado de automação residencial, como segurança e monitoramento de serviços de energia, gás, etc. Alguns analistas acreditam, inclusive, que o passo seguinte seria a verticalização de serviços digitais com empresas especializadas em segmentos específicos. Segurança residencial seria um exemplo. Empresas como Google já lançaram medidores e analisadores de desempenho relacionado ao consumo de energia. As fabricantes de TVs e computadores já iniciaram o processo de agregação, costurando parcerias com empresas de conteúdo e desenvolvedores de aplicações, jogos, portais. Além disso, elas começam a atrair também alguns varejistas para o movimento de venda compartilhada de conteúdo e terminais. Com isso, a pergunta que se faz novamente é: como, e quando, as operadoras de telecomunicações irão se posicionar?

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Information Week Brasil - Ed. 237  

O VALOR DA TI E TELECOM PARA OS NEGÓCIOS | Março de 2011 - Ano 12 - Ed. 237 EXECUTIVOS DE TI DO ANO 2011 - Décima edição do estudo elege os...

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