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eXeCUTIVOS de TI dO ANO MaIores de r$ 1 BIlhão

O alicerce está no

processo Felipe Dreher

Felipe SoareS | dell

Começou com um desafio. Felipe Fangueiro Soares voltara ao Brasil por questões pessoais, após uma experiência internacional. Ele soube de uma vaga em aberto na base da Dell, no Rio Grande do Sul, e se interessou. Já nas primeiras conversas com os recrutadores da fabricante de computadores veio a missão de abrir, no País, um centro que atendesse aos projetos de TI da companhia em suas operações espalhadas pelo globo. Ele assumiu a responsabilidade e embarcou para os Estados Unidos para convencer executivos do board da empresa de que o projeto era viável. Três meses se passaram até que voltasse para provar que a operação brasileira estava apta para suprir a demanda. A companhia ofereceu a Soares alguns projetos como teste. Em 2001, ele tinha pouco mais de uma dezena de profissionais para ajudá-lo a provar a viabilidade da iniciativa. O primeiro esforço contemplava um sistema para relatórios tipo estatutário. Até então, a área de TI da companhia centralizava-se nos Estados Unidos. “Entramos com a opção de atender à demanda dentro do prazo definível. Acho que eles não imaginavam que aquela pequena iniciativa iria chegar no tamanho que tem hoje”, avalia o executivo que hoje responde pelo posto de CIO da empresa para a América Latina. De acordo com o executivo, a experiência positiva no Brasil serviu como precursor para que a Dell expandisse seus esforços de tecnologia da informação abrindo centros, como o brasileiro, ao redor do mundo, tornando a área um provedor corporativo global. O sucesso da empreitada traz como alicerce um viés processual intenso. Talvez justamente por tal questão, não espanta o fato de Soares ocupar a posição mais alta em duas categorias - maturidade de processo e segurança da informação - e angariar um segundo lugar em monitoramento e qualidade. Afinal, as três categorias onde ele se destacou possuem

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Racionalização do core de sistemas de negócio e preparação do ambiente tecnológico para crescimento inorgânico, além da atuação em novos mercados figuram entre os desafios encarados pelo CIO da dell para a América latina relação intrínseca para o bom desempenho do modelo de gestão adotado. A estratégia do departamento comandado por Soares tocam basicamente a racionalização do core de sistemas de negócio. “Somos uma organização mundial que cresceu rápido”, comenta, sinalizando que esse processo, até então, gerou o desafio ocasionado pela independência das regiões onde a companhia opera. Isto significa que a TI crescia de acordo com o ritmo local o que, em segunda instância, gerava discrepância, sobreposição e um cenário heterogêneo. Tornar o ambiente homogêneo ajuda a reduzir custos e traz ganhos de escala, define o gestor, que trabalha para globalizar aplicações de negócio, dentro de um horizonte de 18 meses. Outra frente é estar preparado para aquisições de forma mais simples, pois hoje ainda não há muita flexibilidade sistêmica. Correm esforços para preparar a tecnologia de forma a suportar as incursões da fabricante de computadores em novas frentes de negócio. “Com a compra da Perot Systems [em novembro de 2009, por US$ 3,9 bilhões], InformationWeek Brasil | Marçode de2010 2011 InformationWeek Brasil | Janeiro

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Information Week Brasil - Ed. 237  
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O VALOR DA TI E TELECOM PARA OS NEGÓCIOS | Março de 2011 - Ano 12 - Ed. 237 EXECUTIVOS DE TI DO ANO 2011 - Décima edição do estudo elege os...

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