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Entrevista IWB – E agora? Rolla – Além da continuidade na mudança do funcionamento da área com essa nova estrutura, iniciamos um projeto de roadmap de arquitetura de sistemas para nossas principais plataformas. IWB – Como isto ocorrerá? Rolla – Montamos uma visão de projetos de três a cinco anos que envolverá grande parte dos nossos sistemas core. IWB – Quais plataformas entram neste processo? Rolla – Toda nossa parte de front office, nosso sistema de originação, mesa de crédito e de back office. Além de portais institucionais. IWB – Vai mudar muita coisa nas aplicações? Rolla – Bastante. Se olharmos para o roadmap de cinco anos, mais de 80% das aplicações vão sofrer algum tipo de alteração. Nossa arquitetura hoje é bastante fragmentada. Teremos bastante trabalho e buscamos ser racionais na hora de dar sequência aos projetos para não começar muitas frentes simultâneas. Isto ajudará a minimizar impactos negativos nas rotinas da operação, pois hoje funciona. Se analisarmos racionalmente, o negócio roda hoje em dia, mas ele não suporta nossos objetivos estratégicos de longo prazo. IWB – Como vai ser? Rolla – Da forma como sequenciamos e priorizamos os projetos com as áreas de negócio, não mitigamos todos os riscos, mas reduzimos a probabilidade de ter algum impacto severo na operação. Começamos por sistemas que não estão muito no coração e controle do negócio, para, depois, estabilizar o front office e de processos administrativos, partirmos para parte de gestão de carteira e o que é mais crítico.

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“De 2008 a 2010, passamos de uma carteira de R$ 9 bilhões para R$ 18 bilhões. Se dobramos de tamanho neste período, isto mostra que respondemos às demandas dentro do contexto de aumento do uso de tecnologia” IWB – Vocês são o braço financeiro de uma montadora de automóveis. Seria como um negócio, de certa forma, paralelo aquilo que é o “core” da organização. Rolla – Se olharmos, montadora é produção e banco, compra e venda de dinheiro. Só que temos papel importante na alavancagem de vendas. Cada vez mais, no mundo, a [divisão de] serviços financeiros tem papel-chave para o crescimento da indústria automobilística da VW. Se olharmos para o core, o estilo de gestão tem de ser diferente; as soluções de tecnologias também. Mas, em termos de parceria, é um grupo e nós desempenhamos uma função importante para o negócio como um todo. IWB – Qual é a dinâmica e o relacionamento com seu par na montadora? Rolla – Tiveram umas mudanças recentes. Não posso falar muito sobre isso. Mas não conversamos tanto quanto precisaremos conversar a partir deste ano. Como falei, ficamos muito voltados para infraestrutura e agora na parte de estratégia de sistemas teremos que interagir bastante. Resumindo, pois são questões estratégicas, trabalhamos em toda cadeia da montadora; desde a produção de veículos até a venda na concessionária. Quanto mais agregarmos de serviço e maior for a integração, mais importante para a gente. IWB - Pelo que percebo, havia certa distância entre TI e negócio na divisão de serviços financeiros da VW até pouco tempo atrás. Rolla – Tinha. Nos projetos, não conseguíamos estabelecer um link ou uma relação clara sobre o impacto da TI. O ajuste da infraestrutura deixou muito evidente a importância de alinhamento e do investimento, porque partimos de uma visão de negócio para fazer o planejamento de capacidade. Conversamos com todas as áreas, entendemos os processos e quais as dependências de serviços e sistemas que tinham. Derivamos esta visão de processo de negócio para os serviços de TI chegando ao nível de infraestrutura. InformationWeek Brasil | Marçode 2010 2011 InformationWeek InformationWeek Brasil Brasil | Outubro | Janeiro

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Information Week Brasil - Ed. 237  

O VALOR DA TI E TELECOM PARA OS NEGÓCIOS | Março de 2011 - Ano 12 - Ed. 237 EXECUTIVOS DE TI DO ANO 2011 - Décima edição do estudo elege os...

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