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editorial

Parcerias, visão, conhecimento! CARLOS EDUARDO EDITOR CHEFE

redacao@ informaticaemrevistapb.com.br

FUNDADOR JAÉCIO DE OLIVEIRA CARLOS INFORMÁTICA EM REVISTA CNPJ 10.693.613/0001-05 I.Municipal 171.294-2 INFORMÁTICA EM REVISTA PB Av. Epitácio Pessoa, 3014 Empresarial Walcar, sl 105 CEP 58042-006 João Pessoa/PB Fone: (83) 4062.9898 Editor chefe Carlos eduardo v rêgo ARTIGOS/COLUNAS AlVINo NÓBREGA alvino.nobrega@gmail.com Ana carolina carolvegas@hotmail.com Angelo g Lara allegretti angelo.allegretti@kroton.com.br Henrique rossoni www.henriquerossoni.com.br LUIs wilker perelo luis.wilker@tentaculous.com.br Leonardo fernandes leonardosanjos@gmail.com ROBERTO CARDOSO rcardoso.gti@terra.com.br VLADIMIR VAN DIJCK vladimir@codata.pb.gov.br Fotos Wilkernet Capa tentaculous gerenciamento do Site tentaculous inteligência contato@tentaculous.com.br www.tentaculous.com.br direção comercial José Márcio Carvalho comercial@ informaticaemrevistapb.com.br Assessoria Jurídica Dr. Carlos Santos OAB/PB 12231 carlos@mouzalasadvogados. adv.br

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ohann Wolfgang von Goethe ou apenas Goethe. A maior personalidade da literatura alemã e uma das maiores em todo o mundo. Grande poeta, dramaturgo, romancista e ensaísta. Famoso

principalmente por “Fausto” (1808), tida por muitos como a maior dentre todas as suas obras. Porém, foi em uma frase, que depois tomou um viés popular, que ele mostrou a sua visão sobre algo, no mínimo, intrigante: “Diga-me com quem andas e dir-te-ei quem és.” Goethe teve momentos românticos e realistas, e dizendo essa frase talvez não tivesse ideia do que ela poderia se tornar no decorrer da história. Fazemos então, um paralelo desse pensamento com o que foi dito em uma entrevista à Newsweek, no ano de 2001, pelo gênio, visionário e criativo Steve Jobs, fundador da Apple: “Eu trocaria toda a minha tecnologia por uma tarde na companhia de Sócrates.” Sócrates é creditado como um dos fundadores da filosofia ocidental e é uma figura enigmática, permanecendo até hoje como uma ferramenta utilizada em uma diversidade de discussões e consiste de um tipo peculiar de “pedagogia”, onde são feitas uma série de questões, não apenas para obter respostas específicas, mas para encorajar também uma compreensão clara e fundamental do assunto sendo discutido. Goethe, em sua célebre frase, idealizou em linhas simples e podemos dizer assim, por dedução, o que entendemos por companhias, e que nós, agora, levamos propositalmente para o âmbito das parcerias. Já Steve Jobs almejava algo maior: discussão de ideias que elevam pensamentos e proporcionam o conhecimento. A partir desta perspectiva, nós temos o pensamento de que é necessária uma construção com alicerces e bases firmes, para que se tenha um legado consistente, onde as ideias possuem seu espaço garantido, os pontos de vista são expostos, os pensamentos são amplamente discutidos e as parcerias, mostrando cada vez mais, “a la Goethe”, qual é a nossa cara e “quem somos nós”. A informação é a base para o conhecimento. Mas sem conhecimento, talvez até exista algum tipo de informação, mas certamente, não com qualidade. Por isso firmamos parcerias de qualidade, por que nós buscamos qualidade. São profissionais renomados e capazes, que se destacam em suas respectivas áreas de atuação e que agora, possuem espaço e liberdade para expor suas ideias e discutir assuntos pertinentes que fazem parte da realidade dos nossos leitores, de forma inteligente e extremamente capaz, contribuindo para o conhecimento e a tomada de decisões.

Além da qualidade, buscamos força, por isso temos parceiros comerciais que também são fortes e acreditam que um trabalho bem feito reflete positivamente em sua marca. Nossa primeira edição na Paraíba superou as expectativas. Iniciamos a nossa trajetória neste estado com ousadia e o balanço foi extremamente positivo. Isso nos trouxe pensamentos que possibilitarão um leque maior de informações e atrativos à esta publicação. Andamos com quem nos faz mais fortes. Somos inquietos e ávidos por transmitir a informação, por fornecer insumos que geram o conhecimento e sempre teremos novidades. Nesta edição temos novos parceiros, entre eles, Leonardo Fernandes, Advogado e Professor de Direito e Ana Carolina, empresária, que tratam sobre o panorama regulatório das Bitcoins e o uso do facebook como case de gestão de marketing, respectivamente. Também estamos trazendo uma entrevista como o presidente da SUCESU-PB, Laércio Alexandrino, onde são discutidos assuntos de competência da Associação e a forma como se dá sua atuação junto aos seus associados. De lá, já marcamos presença no evento promovido pela Associação na semana seguinte, onde foram abordados temas como termos de confidencialidade, acordos de não-concorrência, concorrência desleal e sigilo profissional. Os detalhes sobre este evento tmabém estão nesta edição. Então, caros amigos, temos o prazer em buscar o conteúdo de qualidade, esteja ele onde estiver e já podemos garantir que a INFORMÁTICA EM REVISTA PARAÍBA, que é regida por uma equipe que não descansa, apresentará em suas próximas edições, uma grande novidade que fará jus à frase do poeta alemão, “diga-me com quem andas...” Agora com as expectativas superadas e perspectivas grandiosas à frente, podemos garantir: valerá muito a pena, podem aguardar. Novamente citamos Steve Jobs. Desta vez, em uma declaração à imprensa no lançamento do Macintosh, em janeiro de 1984: “Estamos apostando na nossa visão. Preferimos fazer isso a fabricar produtos iguais aos outros. Vamos deixar outras empresas fazerem isso. Para nós, o objetivo é sempre o próximo sonho.” Já fala por si... Até Junho.

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ENTREVISTA

SUCESU-PB Atuação e participação junto ao mercado de TI A Informática em Revista PB entrevistou o Presidente da Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações da Paraíba SUCESU-PB, Laércio Alexandrino, CEO da Tríade Análise de Sistemas. Fomos recebidos em seu escritório, onde se deu um descontraído bate papo sobre a Associação, seu papel junto aos associados e a importância da mesma frente ao mercado paraibano de TIC. InformáticaemRevistaPB - Para que os nossos amigos leitores possam tomar conhecimento, o que É a SUCESU-PB, há quanto tempo ela existe e qual o seu papel junto aos junto aos profissionais do mercado paraibano? Laércio Alexandrino - A SUCESU é uma entidade que nasceu no Rio de Janeiro há 49 anos atrás, para defender os interesses dos consumidores de TI. Se organizou um conjunto de consumidores de TI e eles apresentavam seus pleitos aos poucos fabricantes da época. Vocês podem imaginar, 40 e tantos anos, é mais velha que todos nós presentes aqui na sala. Então eles (os consumidores) apresentavam de forma conjunta os seus pleitos com o objetivo de fazer defesa de interesse técnico e comercial. Com o passar dos anos, a SUCESU abriu a participação, não só aos consumidores, aos compradores de TI, mas também, às empresas fornecedoras de produtos e serviços de informática e até outras entidades que não estariam relacionadas diretamente ao setor de informática. Esse é o início de SUCESU e a maneira como ela se organiza nacionalmente. Já aqui na Paraíba, a entidade foi fundada há 18 anos atrás. Foi fundada mas não teve ação efetiva e então, eu e outros seis diretores, assumimos a instituição que estava parada e a colocamos em funcionamento. A gente pauta a atuação na Paraíba da seguinte maneira: A SUCESU é um mecanismo pra facilitar entendimento mercadológico. O que a gente tenta fazer, é colocar em contato os fornecedores de bens e serviços de TI e compradores através de eventos que reúnem os dois lados do mercado de informática e outras entidades também, que representam o setor, além da troca de informações comerciais e parcerias entre os fornecedores e outras entidades pra atender conjuntamente o mercado. Então, a SUCESU na Paraíba é uma peça mercadológica, peça de marketing cujo objetivo é facilitar o entendimento comercial, é fazer encontro de mercado, dentro da cadeia econômica. Essa atuação não é estranha às outras SUCESU’s, ela apenas tem um foco maior nesse aspecto. As outras SUCESU’s que existem pelo Brasil tam4 INFORMÁTICAEMREVISTAPB | maio/2014

bém atuam com esse tipo de ação, só não tão fortemente quanto a gente atua aqui na Paraíba. IERPB - Para o sucesso de uma empresa, sabemos que a qualidade de seus contatos (o seu network) é de extrema importância e é um dos caminhos que levam à saúde empresarial. Você acredita que os eventos promovidos pela SUCESU-PB contribuem nesse processo? Laércio Alexandrino - Eu acredito piamente nisso. Eu posso até afirmar que a imensa maioria dos associados e até de ex-associados que frequentaram os eventos, não só os eventos formais como as reuniões, conseguiram, se não fechar negócios, ao menos, levantar oportunidades. Agora, network é importante desde que você exerça o network. Eu tive associados que, em mais de dois anos de associados (hoje não fazem parte do quadro da Associação), nunca frequentaram um evento. Então, aí é impossível. Mas o que eu posso dizer é que a imensa maioria das empresas que se associaram e frequentaram pelo menos um, dois ou três eventos, saíram de lá com negócios fechados ou saíram com oportunidades construídas ou com interesse manifestado de alguns consumidores. Quando nós estávamos com 35 associados, eu procurei me informar com cada um e pelo menos 21 deles tinham fechado negócios de pequeno, médio ou grande porte, através de troca de informações que nasceram dentro do escopo de atuação da SUCESU, seja com reuniões ou com eventos ou com mera indicação em

troca de produtos. Nós temos aqui, inclusive, na cidade de João Pessoa, parcerias. Eu tenho uma parceria para ser fechada entre a minha empresa e outro associado da SUCESU, nós temos uma SCP funcionando aqui dentro de João Pessoa e tudo foi costurado dentro da SUCESU. A minha empresa já vendeu para outros associados, já vendeu a consumidores que não eram associados mas que frequentaram e já tive vendas que praticamente nasceram e que foram contretizadas (vendas muito, muito grandes mesmo), devido a essa troca de informações dentro do escopo da SUCESU. Agora...é preciso aparecer. Faz parte do processo. Eu, inclusive, já disse isso explicitamente para um associado: “Existem negócios para a sua empresa dentro do escopo de associados, mas você não vai.” IERPB - Temos ciência que o associado é a razão de ser de qualquer entidade. Existem benefícios, serviços e campanhas exclusivas que podem fazer com que sejam alavancados os números de associados. Como a SUCESU-PB realiza esse trabalho? Laércio Alexandrino - Não existe movimento explícito em busca de associados por parte da SUCESU. Inclusive essa é uma ação que já chegou a se discutir, mas nunca saiu do ensaio e da discussão. Então, basicamente, o processo de entrada de associados na SUCESU é através de um processo de network também. Literalmente, um conhece o outro e faz a indicação. Alguns, (a imensa maioria) que toma contato e encontra


“Quando nós estávamos com 35 associados, eu procurei me informar com cada um deles e pelo menos 21 deles tinham fechado negócios de pequeno, médio ou grande porte, através de troca de informações que nasceram dentro do escopo de atuação da SUCESU. Ou com reuniões, ou com eventos, ou com mera indicação em troca de produtos.”

uma situação de acolhimento dos seus serviços dentro do grupo. A tendência é que estes busquem associar-se. Mas nós nunca fizemos uma busca de associados, até temos algumas ações com outras instituições, que apoiaram fortemente a entrada de empresas para a SUCESU, mas o que a gente sentiu foi que, muitas vezes, quando esse movimento é muito forçado, muito artificial, esse laço associativista é frouxo. Então, do mesmo jeito que esse associado entra, ele sai. A SUCESU oferece alguns benefícios, além dos encontros mercadológicos, dos eventos, nós oferecemos descontos aos funcionários dos associados, em algumas instituições de ensino de graduação e pós-graduação. Geralmente, a SUCESU nacional tem muitas parcerias com empresas que realizam eventos maiores a nível nacional em outras unidades da federação e aí, como associado, se tem direito a descontos significativos na entrada para esses eventos. Então, existem alguns benefícios além da mera atuação de encontro mercadológico, mas a gente nunca fez uma uma ação de prospecção e de divulgação agressivas. IERPB - Envolvendo prestação de serviços, produtos, atrativos e novas tendências, como você avalia a qualidade dos serviços das empresas associadas junto ao cliente final? Existe algum tipo de acompanhamento nesse sentido? Laércio Alexandrino - Não. Não existe esse acompanhamento, eu diria até que não é função da nossa entidade fazer esse tipo de coisa, pelo menos no primeiro momento. A gente tem uma série de ações ainda a desenvolver que provavelmente dariam um retorno maior aos associados e um retorno maior pra cadeia econômica, do que um acompanhamento de qualidade de atendimento. IERPB - E no sentido inverso? Os usuários vão até à SUCESU para se queixar de algum assunto relacionado a algum de seus associados? Laércio Alexandrino - Não, não existe um retorno de negativa. O que existe, curiosamente é que, em termos de busca de informações, é muito comum que, empresas que estejam tentando abordar o mercado paraibano de TI, procure a SUCESU, pra se informar a respeito de um possível parceiro, um canal, uma empresa que possa representar os interesses dela ou então, simplesmente, se informar a respeito do mercado, como é que está o mercado de TI, quem

é relevante, quem são os compradores que tem bons gestores de TI e recursos. Então, a busca que existe pela SUCESU é como um referencial de mercado. O que eu posso dizer é que 5 grandes fabricantes já procuraram a SUCESU, com o objetivo de localizar uma empresa local para atuar em parceria, como um vetor de comercialização e como um agente técnico autorizado, mas não existe esse retorno com um viés negativo, pós-comercialização. Existe sempre um contato pré-comercialização procurando que empresas, dentro do grupo de associados “faz isso”, que empresa representa a marca “tal”, que empresa trabalha com tecnologia, com linguagem, com banco de dados, com plataformas “X-Y-Z”. O retorno informativo, de como foi a abordagem, não é feito, salvo em situações informais. IERPB - Recentemente (meados de março), durante a convenção coletiva 2013/2014 dos trabalhadores da área de Informática e Telecomunicações da Paraíba, houve um impasse nas negociações com os trabalhadores da área de informática e telecomunicação no que se refere às bases salariais. Esse assunto envolveu alguns órgãos de representação, entre eles a SUCESU-PB e o SINDPD-PB. Como você, na condição de presidente da Associação se posicionou em relação a esse assunto? Laércio Alexandrino - Tanto nesse assunto, quanto em outros que envolveram outras entidades ou outras partes do setor de TI, o mecanismo é sempre a convite. Como não existem outras entidades funcionando devidamente dentro do estado da Paraíba para representar o setor de TI - o setor de TI normal, deveria ter, de 5 a 7 entidades, representando os diversos aspectos de informática e telecomunicações - então, geralmente nós somos procurados pra fazer uma representação, fazer uma atuação, mas sempre a convite. Foi o caso dessa convenção coletiva de trabalho, que nós fomos convidados pela parte que cabia, nesse aspecto formal, que foi a FECOMERCIO, que tem abaixo de si, dentre os filiados dela, o sindicato patronal que não funciona de forma adequada dentro da Paraíba, apesar de estar formalmente constituído, não tem uma representação oficial. Então a FECOMERCIO nos convidou para dialogar junto à outra parte, que era o SINDPDPB. Mas é sempre a convite. Quanto ao impasse, ele foi criado - e isso eu deixei explícito para pessoas que compunham a mesa, tanto do lado patronal quanto do lado laboral e publiquei isso em mídia social - é que, o que eu senti foi que, o sindicato laboral não es-

tava acostumado a ter uma negociação formal. Então, pra eles, foi uma surpresa e esse fator fez com que a negociação travasse artificialmente em alguns momentos. Nós passamos por várias situações onde, havia uma reunião formal ou informal marcada e não comparecia o outro lado. Então, você não pode dialogar sozinho. E tivemos uma situação formal ou informal onde a resposta do SINDPDPB foi: “nós não vamos falar nada...não temos nada a apresentar”. Então, na minha opinião (inclusive eu disse isso), houve falta de prática de negociação...e isso travou. O problema não foi o diálogo. Obviamente, em toda negociação, tem hora que ela para. As partes não conseguem se adequar, então dá uma parada...sai...marca uma nova data... reflete e tenta encontrar um ponto em comum. tenta encontrar um ponto onde alguém cede em um aspecto, visando um ganho em outro, é um processo de adequação e faz parte da negociação. Houveram momentos em que nós fomos acusados de que esse processo de negociação, que é um processo normal, era injusto. Mas era justamente a ação de negociar e na minha concepção, houve uma falta de prática de negociação. IERPB - Você considerou o resultado satisfatório? Laércio Alexandrino - Não. Eu acho que o resultado para o lado das empresas contratantes, que foi o lado onde eu estive envolvido - apesar de, em muitos momentos, eu pensar no lado laboral também, pois eu já fui funcionário de empresas de informática, tanto em setor público, quanto em setor privado e nada me impede que no futuro eu volte a ser - mas eu penso que poderia ter sido um pouco melhor. Não foi totalmente satisfatório, mas o outro lado também vai expor e dizer que não foi totalmente satisfatório também. Então, vamos dizer assim, foi uma pequena insatisfação bilateral.

A Sucesu promoveu no dia 08 de maio, uma palestra sobre a necessidade de adoção de dispositivos legais para salvaguarda da propriedade intelectual, bem como métodos de proteção contra concorrência desleal. Nós marcamos presença e os detalhes do evento estão nesta edição.

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artigo

Facebook

Rede Social (Educacional)

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s novas e crescentes tecnologias para a internet estão recriando a mono da educação, proporcionando novas oportunidades de ensino e aprendizagem através de ferramentas e redes sociais. Nesse cenário, ganha destaque a rede social Facebook. A internet é um instrumento de suma importância no momento atual para uso pedagógico, inclusive já se faz uso do mesmo com alunos através do Facebook. Mantenho contato e orientações de atividades enviadas aos alunos, para correção e orientações das dúvidas que são apresentadas pelos mesmos. O ambiente virtual de aprendizagem pressupõe quebra de alguns paradigmas no que diz respeito ao professor e aluno. O professor deixa de ser um mero transmissor de conhecimento e passa a ser um mediador de conhecimento, primando pelo conhecimento construído pelo próprio aluno e pela aprendizagem colaborativa. O aluno deixa de ser um receptor, sujeito passivo e absorvedor de conhecimento e passa a cuidar seu autodesenvolvimento, da sistematização de seu conhecimento, tornando-se independente. O docente, nesse contexto de mudança, orienta, colhe informações, conduz como utilizá-la, tornando-se um mediador dessa relação ensino-aprendizagem percebida de forma horizontal. Em alguns momentos, ele estimula o trabalho individual do aluno e, em outros, apoia o tra-

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balho em grupos reunidos em áreas de interesses, criando assim uma interação professor-aluno-tecnologia. Nessa perspectiva, há uma conscientização de que as atividades realizadas por meio das tecnologias de informação e comunicação já fazem parte desse processo de ensino-aprendizagem, devendo haver uma incorporação sistemática e formativa da internet, buscando-se contribuir para resolver necessidades de formação, descobrir o valor da internet como espaço de comunicação, encontros e inovações, facilitando não só as relações informais, mas, principalmente, o processo de ensino e aprendizagem. A inclusão profissional no uso da telemática é gradativa e passa pela necessidade de se levarem em conta algumas etapas, para que ocorra a assimilação tecnológica por parte de todos (professores, alunos, coordenadores e demais pessoas que estão envolvidos/as com o processo – equipe multiprofissional), sendo considerada primeira etapa, a aceitação da inovação pedagógica mediada pelo uso das tecnologias. No entanto, para uma transformação das práticas pedagógicas numa visão multidimensional, interdisciplinar e inovadora, é preciso que professores e demais pessoas que compõem o processo tenham vontade de mudar. Desse modo, a formação contínua pressupõe melhorar a qualidade do sistema de ensino.

Angelo gustavo lara Gestor regional de ti n/ne Kroton educacional angelo.allegretti@kroton.com.br


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Sony lançou oficialmente uma nova categoria de dispositivo móvel. Apesar do “estilo tablet”, o Digital Paper (Papel Digital) é um aparelho para quem precisa ler e editar documentos, bastante parecido com o Kindle, porém, maior e com um diferencial: suporte a anotações que podem ser feitas com canetas stylus. Funciona tanto como bloco de anotações quanto para fazer desenhos. Segundo a empresa, o aparelho é voltado para profissionais que não querem ver a mesa entupida com lembretes amarelos, folhas soltas e caixas com papéis, além de não querer perder tempo com trabalho de arquivamento. “Os clientes-alvo do Digital Paper incluem advogados, funcionários do governo, acadêmicos e pesquisadores,” diz a empresa. Além de ajudar a produzir conteúdo próprio, o Digital Paper também pode ser usado para leitura de livros. A tela de 13,3 polegadas tem 16 níveis de cinza e uma resolução de 1200 x 1600 pixels e usa tecnologia Mobius da E Ink, que permite que você apoie o braço sobre o papel, sem atrapalhar o seu trabalho. A leveza do Digital Paper é explicada pelo fato da tela usar plástico, e não vidro. Apesar de pesar apenas 357 gramas e sua espessura de apenas 6,8 mm ser equivalente a 30 folhas de papel, a Sony garante que o case do Digital Paper é bem resistente. O aparelho tem 4GB de memória inter-

novidade

Digital Paper a caríssima folha de papel

na e um slot para cartões microSD, além de conectividade Wi-Fi para compartilhamento de arquivos. A grande vantagem do aparelho é apresentar documentos em folha A4 em tamanho real, a uma resolução de 1.200 x 1.600 pontos em uma tela com 16 tons de cinza com o ótimo contraste já visto nos leitores eletrônicos. Os documentos podem ser editados, receber destaques e correções, o que pode ser feito com a caneta especial que acompanha o aparelho (Stylus). A tela também é sensível ao toque, com todas as facilidades de navegação já apresentadas nos tablets. Esse gadget chega às lojas agora em Maio. O preço? Bem, esse é o principal defeito: o valor sugerido é de US$ 1.100 (aproximadamente R$ 2.500). Esse preço o torna caro demais para fazer o que se propõe.

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tv digital E 4G

Colocação de Filtros

evitarão interferências na TV digital

T

estes feitos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) comprovaram que não há incompatibilidade de operação entre a faixa de transmissão destinada à tecnologia 4G e a radiodifusão na frequência 700 mega-hertz (MHz). Os resultados, que serão divulgados na próxima semana, demonstram que haverá necessidade do uso de filtros para evitar interferências entre a tecnologia 4G e a TV digital. De acordo com a gerente de Espectro, Órbita e Radiodifusão da Anatel, Regina Cunha Pereira, o uso dos filtros para evitar a interferência do 4G na TV digital vai va-

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riar de acordo com a topografia. “Podemos adiantar que as técnicas de mitigação permitem a convivência. Não existe uma única técnica [de redução de interferências], e isso vai variar de acordo com local. Em regra, o uso de filtro que vai ser a maior solução em temos proporcionais”, adiantou. Marcado para agosto, o leilão da faixa de frequência de 700 MHz, que será usada para a tecnologia 4G, deverá oferecer três lotes nacionais e um lote dividido em áreas menores. O leilão terá duas rodadas, uma com os lotes maiores e outra com os lotes menores. Se na primeira rodada sobrar algum dos lotes nacionais,

eles serão divididos em partes menores. O edital para a licitação da faixa de 700 MHz aprovado pela Anatel determina que as famílias cadastradas no Programa Bolsa Família e no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal vão receber equipamentos para poder captar o sinal de TV digital sem interferências da tecnologia 4G. As famílias cadastradas no Bolsa Família vão receber um conversor de TV digital com filtro para receber o sinal de televisão digitalizado e minimizar possíveis interferências do 4G. Quem estiver no Cadastro Único e não receber o conversor vai receber apenas o filtro de recepção. Fonte: Inovação tecnológica.Vinculado ao ormnews. com.br.brasil


Gestão contratual, da confidencialidade e do sigilo profissional Termos de confidencialidade, acordos de não-concorrência, concorrência desleal, sigilo profissional. A palestra promovida pela SUCESU-PB teve como foco, mostrar aos empresários do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação, como salvaguardar sua propriedade intelectual e se proteger de atos abusivos no plano da concorrência mercadológica, seja ela oriunda de fatores internos ou externos.

da importância do assunto, bem como ratificar a necessidade da busca pela aplicação dos meios legais para a proteção do negócio das empresas de TIC. A SUCESU-PB e todos os seus membros estão de parabéns pela iniciativa em buscar os meios necessários para proteger seus negócios e mitigar a concorrência desleal, que é altamente prejudicial ao mercado. Aproveitamos também para agradecer ao Presidente da SUCESU-PB, o Sr. Laércio Alexandrino, por conceder à Informática em Revista da Paraíba, a participação no evento e trazer aos nossos leitores o conhecimento desta honrosa associação, bem como seu valoroso trabalho em prol do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado da Paraíba.

Da Redação

A

SUCESU Paraíba – Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações, promoveu no dia 08 de maio, uma palestra sobre a necessidade de adoção de dispositivos legais para salvaguarda da propriedade intelectual, bem como métodos de proteção contra concorrência desleal. A palestra foi baseada na necessidade dos próprios empresários do setor de TIC, que sofrem com problemas de vazamento de informação, segredo de negócio, concorrência desleal e outros fatores que contribuem para suprimir o crescimento, impedir a evolução empresarial, proporcionando perdas financeiras e de capital intelectual chave. A palestra foi apresentada pelo Advogado Luiz Felipe Lins, sócio da Zenetti e Paes de Barros Advogados Associados. Muito eloquente e esclarecedor, o tema abordou a preocupação dos empresários em adotar medidas preventivas e protetivas para os seus processos de negócio. Dentre as medidas importantes a serem adotadas, além de contratos de trabalho muito bem elaborados e claros, destacam-se: • • • •

Termo de confidencialidade Sigilo profissional Acordo de não-concorrência Cláusula de permanência

O Advogado Luiz Felipe Lins destacou ainda que o judiciário tem evoluído cada vez mais e exemplificou de forma prática, apresentando alguns casos de sucesso onde

SUCESU-PB

SUCESU-PB

O Palestrante e advogado Luiz Felipe Lins.

os dispositivos adicionais como termos, acordos e cláusulas contratuais mais protetivas foram aceitas e julgadas procedentes. As empresas mais preocupadas com a proteção da sua propriedade intelectual, segredos de negócios e demais informações confidenciais, sabem o quanto é difícil proporcionar um grau de segurança extremamente restrito. Não é uma questão que se resolve com tecnologia apenas, mas processos seguros que abordam fatores tecnológicos, de infraestrutura e principalmente, o fator humano. Este último, a base dos principais problemas de vazamento de informações e afins. O evento promovido pela SUCESU-PB foi muito importante para trazer uma visão mais cuidadosa no que tange à proteção do negócio das empresas do setor. Os empresários perceberam que uma visão mais holística de todo o processo é crucial para que ameaças sejam mitigadas com mais eficiência. Embora a palestra do Advogado Luiz Felipe Lins tivesse um direcionamento superficial, devido ao tempo e a complexidade do tema, serviu como uma introdução extremamente esclarecedora e suficiente para o entendimento

Laércio Alexandrino, presidente da SUCESU-PB

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tecnologia

IMPRESSÃO 3D

Muito além de uma simples novidade

I

Imagine a seguinte situação: você possui um objeto valioso e por um certo descuido seu ou de seu filho ou até do seu animal de estimação, ele caiu no chão e quebrou um pedaço. Ou então, seu filho pediu um brinquedo e você não consegue encontrar de uma forma tão fácil. O que você poderia fazer numa situação dessas? E se você conseguisse imprimir qualquer tipo de coisa utilizando a tecnologia de impressão tridimensional? Uma máquina capaz de produzir objetos tridimensionais sólidos, desenhados em software 3D, através de um processo aditivo, em que a matéria-prima é aplicada, camada a camada, até se formar o objeto tridimensional. É esta a principal característica que distingue as impressoras 3D de outras máquinas de prototipagem rápida e de controle numérico (CNC), onde o processo de produção é subtrativo, o que significa que o objeto final é obtido através do desbaste da matéria-prima usando diferentes ferramentas mecânicas. Disso, você certamente já deve ter ou-

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vido falar, mas o que você pode começar a achar interessante, é que essa tecnologia já possui modelos bem acessíveis no mercado. Há pouco mais de 10 anos atrás (época em que foi criada), para adquiri-la, era necessário desembolsar cerca de 30 mil dólares, em 2009, já existiam modelos de 5 mil dólares e hoje, é bem fácil encontrar modelos tradicionais simples por menos de R$ 700,00. A evolução das impressoras 3D já alcançou níveis elevadíssimos, tornando possível até mesmo a impressão de alimentos e imprimir tatuagens na pele. Se antes, o processo de criação e desenvolvimento de um projeto demorava muito tempo entre a sua concepção e a produção de um protótipo, hoje as impressoras 3D fazem este tipo de trabalho apenas através de um computador. Para isso, é preciso que você tenha um programa que desenvolva objetos em 3D. O mais conhecido deles, por exemplo, é o AutoCad. As impressoras 3D são a evolução da indústria mundial. São usadas para várias finalidades na indústria. São na maioria

das vezes mais rápidas, mais poderosas e mais fáceis de usar do que outras tecnologias de fabricação aditivas, além de possuírem um processo de fabricação mais dinâmico, por causa do processo de impressão tido como simples. Com a ajuda dos modelos tridimensionais, é permitido


imitar com precisão quase exata, a aparência e funcionalidades dos produtos. Utilizando a impressora 3D para fabricação de um produto, usa-se menos matéria prima, fazendo uma grande diferença para o consumidor final. Ela pode ser utilizada para a fabricação de vários produtos como: • Carros de baixo custo e alta durabilidade; • Impressão de alimentos, com a possibilidade de agradar todos os paladares; • Fabricação de órgãos, sendo o único meio prático e eficiente de se produzir um órgão humano; • Armas de nidade de

fogo e outros

uma infiprodutos.

IMPRESSÃO 3D NA MEDICINA Além destas possibilidades de uso, as impressoras 3D também estão sendo estudadas para fins medicinais. Calçados e palmilhas projetados especialmente para pessoas que sofrem com problemas ortopédicos, são algumas criações possíveis. Além disso, cientistas já apresentaram modelos capazes de reproduzir tecidos e ossos humanos tridimensionais, que podem auxiliar - a princípio sem efeitos colaterais – em tratamentos diversificados e tem trazido muitos avanços na área da medicina, sendo o único meio prático de fabricação de órgãos. Em 2012, num acidente de moto, Stephen Poder, 29 anos, fraturou ossos da face, mandíbula superior, nariz e crânio. O cirurgião responsável pela reconstrução facial de Poder, Adrian Sugar fez uso de uma técnica com a impressora 3D e pro-

duziu implantes e placas que foram usados na cirurgia. “Os resultados são muito melhores do que qualquer coisa que fizemos antes. É incomparável. Isso nos permite ser muito mais precisos”, disse Adrian. Outro caso que impressiona, é a utilização desta tecnologia para impressão de órgãos. É a bioimpressão. A empresa norte-americana de bioimpressão Organovo, de San Diego, se prepara para a primeira impressão de órgãos do mundo. A impressão ocorrerá da mesma maneira que qualquer outra impressora 3D: a bioimpressão estabelece camada após camada de material, neste caso, células vivas, para formar uma entidade física sólida, o tecido humano. O maior desafio é a criação de sistemas vasculares que garantem a oxigenação e os nutrientes necessários para sustentar a vida. Caso contrário, as células morreriam antes mesmo de o tecido sair da mesa da impressora. Mas a empresa Organovo parece ter superado isso. “Temos conseguido espessuras de 500 microns e conseguimos manter o tecido hepático em um estado totalmente funcional com o comportamento fenotípico nativo por pelo menos 40 dias”,

disse Mike Renard, vice-presidente executivo de operações comerciais da Organovo. Um mícron equivale a um milionésimo de metro. A empresa não afirmou a futura implantação de órgãos, o que teria que ser passado por uma rigorosa avaliação do governo antes de ser aprovado para fins clínicos. De qualquer maneira, a criação de um fígado viável representa uma mudança e tanto para a indústria de bioimpressão e da medicina, pois um tecido feito por impressão em 3D pode ser mantido vivo por tempo suficiente para testar os efeitos das drogas sobre ele ou implantá-lo em um corpo humano, onde ele pode se desenvolver ainda mais. “É muito cedo para especular sobre a amplitude de aplicações que a engenharia de tecidos irá possibilitar ou sobre a eficácia alcançada”, disse Renard. O futuro dessas aplicações poderá demorar entre 3 e 10 anos, pois deverá passar por uma revisão da Food and Drug Administration (FDA), após o desenvolvimento bem-sucedido de tecidos e a conclusão de estudos clínicos.

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Gestão de Pessoal de TI Plano de Carreira

coluna

ALVINO NÓBREGA

CONSULTOR DE PROJETOS/ PROCESSOS EM TI alvino.nobrega@gmail.com

O

s profissionais de Tecnologia da Informação e Comunicação são cada vez mais exigidos quanto ao conhecimento, proficiência técnica, multidisciplinaridade e domínios em mais áreas de competência tecnológica. Por outro lado, estes profissionais em constante evolução, também aprenderam e melhoram a cada passo, a sua análise em relação a uma empresa candidata a receber o seu interesse. Eles estão muito mais exigentes e procuram entender coisas como: • A cultura organizacional; • O plano de incentivo ao conhecimento; • O mercado de atuação e qual papel poderá contribuir; • O grau de desafio (quanto maior, melhor) para o estímulo do aprimoramento técnico; • E, principalmente, o plano de CARREIRA. Como a sua empresa tem trabalhado para reter talentos? Os gênios e talentosos de hoje, não se contentam apenas com melhores salários. O ambiente, cultura organizacional, plano de cargos e salários e de carreira são pontos que os melhores profissionais, aqueles que as empresas almejam em seus quadros, visualizam e analisam antes de submeterem seus currículos. Bom. A realidade empresarial, exceto em grandes corporações, é a inexistência de planos de cargos e salários, logo, nada de plano de carreira. Enquanto o primeiro determina quais e quantos profissionais e funções são necessárias para o funcionamento da empresa, bem como quais níveis e o quanto é possível pagar, o segundo determina as competências para um profissional assumir novas posições bem como as regras para tal. Muito é falado no que diz respeito a promoção. Todo profissional busca ser promovido. Mas muitas empresas cometem o erro de não fazê-lo de forma adequada, justamente por não contar com um plano de carreira bem definido. Quem não conhece aquele super programador que foi obrigado a se tornar um gestor, porque esta era a única forma que a empresa tinha de promovê-lo? Perde-se um ótimo programador e ganha-se, na maioria dos casos, um péssimo gestor! 12 INFORMÁTICAEMREVISTApb | maio/2014

É um risco não necessário. Carreiras horizontais e verticais devem ser basilares em qualquer plano de cargos e salários e, consequentemente, de carreira. Quando, baseado nas regras do plano, um determinado profissional está apto a galgar um posição de patamar superior, então usa-se o plano de carreira vertical. O reconhecimento vertical consiste em ocupar posições onde as responsabilidades são maiores dentro de uma empresa. Neste caso, aquele ótimo programador ou desenvolvedor tem características de liderança e busca o conhecimento para tal, passando a ser um supervisor, coordenador, líder de equipe, gerente... Normalmente, para se atingir níveis de escala superior, exige-se do profissional melhor capacitação em seu currículo através de participação em eventos, cursos e especializações voltadas ao assunto. Um MBA, por exemplo. Cada empresa determina suas regras, mas a base é saber identificar o perfil e aptidão necessárias. Por outro lado, o reconhecimento horizontal está relacionado à troca de cargo entre áreas diferentes, mas na mesma posição ou aumento de salário baseado em meritocracia e grau de experiência. Um bom exemplo são os Analistas I, II, III ou Jr, Pleno e Sênior. Para não limitar o grau sênior, pode-se adotar também os níveis I, II, III, IV e assim por diante, visando permitir um plano de carreira dentro da mesma atividade. Um excelente técnico que não tem perfil gerencial, não deve ser penalizado a não ter carreira, senão vertical. Se você for um empresário ou executivo do setor de TI e não está atento ao assunto, tenha certeza que a retenção de talentos, hoje, está atrelada às possibilidades de crescimento na empresa, e os profissionais de TIC estão cada vez mais experientes na avaliação das empresas. Então amigos, vamos definir muito bem a estrutura organizacional da empresa, os cargos e salários necessários para manter o bom funcionamento desta estrutura e, por fim, o bem elaborado plano de carreira claro, objetivo e justo. Certamente, os talentosos gostarão de fazer parte da equipe e contribuir para o diferencial ou vantagem competitiva.


V

ivemos em uma época em que muitos dizem ser a mais influente e mais importante quando se trata de tecnologia e entretenimento. Os avanços que vemos diariamente nestes dois segmentos são, sem dúvida alguma, grandiosos. Na década de 80, quando a disputa pelo mercado de games começou a acontecer de forma mais agressiva, as crianças não conseguiam desfrutar de tamanha variedade de games, mas o que se vê hoje, é que, existe um mercado disparando novidades diariamente e o setor de games é tratado de uma forma muito mais profissional que outrora. Basta dar uma pequena volta nos assuntos que nos rodeiam todos os dias e veremos que, as áreas de criação de games, empregam milhares e milhares de pessoas ao redor do mundo e o mercado de entretenimento está levando a sério as suas horas (em muitos casos, muitas horas) de lazer. Mas para que hoje pudesse existir esse cenário em franca expansão e, aparentemente, “sem limites” para a criatividade e a modernização dos games. Iniciou-se uma batalha no passado. Ela não acabou até hoje.

HISTÓRIA: A DISPUTA POR ESPAÇO, A QUEDA DE UM CLÁSSICO, OS ERROS E ACERTOS DOS GRANDES Quem não se lembra do Atari? Seu primeiro console foi o Atari VCS (Video Computer System), produzido em 1977, mas o preço era salgado (algo em torno de 200 dólares). A Atari dominava 80% do mercado e respondia por 70% dos lucros da Warner Communications. Em 1980, mais dois clássicos foram criados, Space Invaders levou as vendas da Atari às alturas. O fliperama mais conhecido até hoje, Pac-Man, também chegou ao mercado. Até hoje, mais de 300 mil unidades já foram vendidas. Até 1981, a Nintendo não tinha conseguido se destacar no mercado,

O clássico Atari. Febre dos anos 80.

mas isso mudaria com o lançamento de Donkey Kong. No jogo criado pelo designer Shigero Miyamoto, o herói Jumpman tinha a missão de salvar sua namorada de um gorila nervoso que jogava barris em plataformas para tentar impedi-lo. Jumpman era um bombeiro hidráulico, que mais tarde seria rebatizado de Mário nos Estados Unidos e se tornaria o personagem mais célebre deste universo. Nesta época, os fliperamas já geravam US$5 bilhões anuais no mercado americano. Mas 1982 marca o início da decadência da Atari, que sofria com a forte concorrência gerada pelas empresas como Coleco, Sega, Namco, Konami e Activision (esta última, criada por dissidentes da empresa). Os jogos criados eram ruins e muitos dos cartuchos acabam encalhando nas lojas. Para não deixar vir a público este fracasso, a Atari enterrou milhares deles no Novo México alegando defeitos de fabricação. Logo depois, foi lançado o Atari 5200 para tentar alavancar a vendas, mas falhou. O declínio da empresa que dominava o mercado era apenas o prenúncio da crise que estava por vir. A Nintendo lançou então, seu primeiro console em 1983: o Family Computer (Famicon), que tinha a aparência de brinquedo. O ano seguinte viria a ser lem-

brado como o ano negro da história dos videogames. As vendas de consoles e fliperamas caíram vertiginosamente por causa do computador pessoal. Enquanto um videogame custava cerca de US$150, um computador saía por US$200. Era também uma máquina mais versátil, pois podia ser usada para estudar e trabalhar, por exemplo. Mas a Nintendo iria reverter essa tendência, pois o sucesso do Famicom no Japão faria com que os videogames voltassem com força ao ocidente em 1986, quando a empresa lançou o NES (Nintendo Entertainment System) nos EUA. Os varejistas estavam tão céticos em relação aos videogames que a Nintendo teve de concordar em recomprar tudo que não fosse vendido pelas lojas. Mas, munido de ótimos jogos em cartuchos como o lendário Super Mário Bros, o videogame faz sucesso. A Sega também entrou no mercado americano com o Master System, mas não emplacou. Posteriormente, o console foi lançado no Brasil pela Tectoy e, sem a concorrência da Nintendo, tornou-se febre. A Atari lançou o Atari 7800, mas a imagem da empresa já estava manchada demais. O jogo “A Lenda de Zelda” chega lançado pela Nintendo. Foi uma criação de Miyamoto, o pai de Mário e foi um dos primeiros RPG para vimaio/2014| INFORMÁTICAEMREVISTAPB 13

games

Guerra de brinquedos


As três gigantes do mercado que disputam o mercado palmo a palmo: Microsoft (Xbox One), Sony (PS4) e Nintendo (Wii U)

deogame e o seu sucesso colocou a empresa ainda mais na dianteira do mercado. Em 1989, a Nintendo lançou o seu videogame portátil, o Game Boy, que tornou-se um sucesso de vendas instantâneo. No mesmo ano, a Sega lançou o Gênesis, chamado no Brasil de Mega Drive, que viria a ser o primeiro concorrente de peso para o NES da Nintendo. Em 1990, a Nintendo lançou o “Super Mario Bros 3”, o jogo de cartucho mais vendido da história. No ano seguinte, a empresa colocou o SuperNES no mercado, (console de 16 bits) junto com o seu jogo de lançamento, o “Super Mario World” e acabou causando filas gigantescas nas lojas especializadas. A Sega não ficou parada e lançou o jogo “Sonic the Hedgehog” para o Mega Drive. O simpático porco-espinho logo virou um sucesso e rivalizou com Mário como o personagem mais popular. Em 1994 foi o lançamento do PlayStation, que marcou a entrada da Sony no mercado. Seu diferencial estava no pioneiro uso de CDs, formato capaz de armazenar jogos com gráficos e sons melhores. A idéia nasceu a partir de uma briga entre a Nintendo e a Sony, em torno da divisão dos lucros

Game Boy da Nintendo

tão bons quanto os da Sony e perdeu este round na batalha dos consoles. Vendeu pouco mais de 21 milhões de unidades. Em 2001, a Microsoft entrou na briga e estabeleceu um cenário de forte competição a níveis que antes eram considerados inimagináveis. Foi lançado o Xbox, que tinha um disco rígido de 10 Gigabytes para salvar jogos e músicas. A empresa de Bill Gates roubou o segundo lugar da Nintendo no mercado com a venda de 33 milhões de unidades. Estes três videogames integravam a chamada sexta geração, que foi marcada por jogos com temáticas mais adultas como GTA e Residente Evil.

Super Nintendo

obtidos com os jogos, que acabou com a parceria entre as empresas (para criar um console que usasse CD-ROM). Nos anos 2000, a Sony lançou o PlayStation 2, o console mais bem sucedido da história, apoiado no ótimo desempenho da versão anterior, o videogame era compatível do primeiro PlayStation e rodava DVDs como parte da estratégia de tornar o console em um centro multimídia. Resultado: vendeu 100 milhões de unidades em cinco anos. O contra-ataque da Nintendo viria no ano seguinte com o GameCube. Com um formato de cubo e bem colorido, o videogame tinha um apelo considerado infantil. Os gráficos não eram 14 INFORMÁTICAEMREVISTApb | maio/2014

Mario Bros e Sonic. Os ícones da Nintendo


A qualidade sem limites dos grandes. Gráficos empolgantes, ótima jogabilidade. Na sequência: GTA V, Batman Arkham Origins e Walking Dead Survival Instinct

OS TRÊS GIGANTES SEM LIMITES, AS NOVAS TENDÊNCIAS DO MERCADO E OS JOGOS DIGITAIS. Com o passar dos anos, a batalha tomou outro rumo, revelando-se ainda mais agressiva no campo das novidades e também no sentido de disputa do mercado. Por ser um setor altamente lucrativo, ao que tudo indica, o crescimento exponencial do mundo dos games, está longe de encontrar o seu limite. De mera “brincadeira para crianças”, os games atravessaram uma verdadeira revolução nas últimas três décadas e hoje são peças-chave no desenvolvimento econômico. A concorrência ainda continua, mas em outro patamar. Hoje, os jogadores casuais podem jogar através de comandos simples facilitados pelo controle de movimentos sem fio. Enxergando esse cenário, as empresas não perderam tempo e desenvolveram seus controles de movimentos para conquistar mais jogadores e oferecer novas possibilidades de jogabilidade. É o sensor de movimento, no qual apenas se utilizam os movimentos corporais como controle, sem necessidade alguma de joystick. Atualmente, essa disputa acirrou ainda mais entre esses três gigantes: A Nintendo trouxe

o Wii U, a Sony lançou o PlayStation4 e a Microsoft mandou para o mercado, o Xbox One. Quem arrisca a dizer até onde irá essa batalha? Pelo que podemos ver, não existe limite. Paralela a essa disputa, começou a se expandir um novo fenômeno: o uso dos smartphones e tablets. Diversos desenvolvedores estão correndo para esse novo nicho de mercado. Junto a essa nova tendência, explodiu no mercado o consumo por jogos digitais (distribuídos digitalmente). Com certeza você já jogou ou ouviu falar de Angry Birds, Plants vs Zombies, Limbo, Joe Danger, Braid ou Castle Crashers. A popularidade desses jogos é surpreendente! Para se ter uma noção, o jogo Angry Birds já chegou a mais de 2 bilhões de downloads, tornando -se o jogo mais lucrativo de toda a história dos jogos eletrônicos, tendo arrecadado valores infinitamente maiores que o seu custo de produção. Essas produtoras conseguiram esse feito porque tornaram uma grande ideia em um grande jogo, divertido e único, do mesmo nível de grandes produções em termos de qualidade conceitual. Hoje, as grandes produtoras perceberam o poder dos jogos por download e acreditam que futuramente essa será a mídia predominante, superando até mesmo a mídia física da atualidade.

Angry Birds, o jogo de 2 bilhões de downloads maio/2014 | INFORMÁTICAEMREVISTApb 15


O Panorama regulatório das Bitcoins

Q

uem poderia prever que uma criptomoeda fosse fazer com que a regulação do Poder Público sobre o sistema financeiro e monetário se tornasse ob-

artigo

Leonardo fernandes advogado e professor de direito - unipê joão pessoa leonardosanjos@gmail.com

soleta da noite para o dia? A bitcoin pode conso-

lidar-se rapidamente como uma forma de pagamento utilizável em qualquer lugar do mundo em que exista internet. Uma verdadeira revolução daquilo que se chama dinheiro está em andamento. Não há controle de sua emissão por nenhuma autoridade pública; seu valor é cotado sem qualquer intervenção de bancos centrais; sua circulação não depende de intermediários no sistema financeiro; a sua credibilidade vai sendo construída pelos milhares de adeptos que todos os dias elegem-na como padrão monetário apto para realizar as suas transações econômicas. Realmente, algo nunca antes visto desde o nascimento da ideia de Estado nacional e de moeda. Esse sistema de pagamentos eletrônico descentralizado, que é negociado diretamente de pessoa para pessoa (“peer to peer”) foi introduzido em 2008 em um ensaio acadêmico publicado por um programador supostamente chamado Satoshi Nakamoto. Referia-se a um programa de código aberto, com base em um endereço determinado, no qual recursos poderiam ser criados, salvos, gastos e pagos anonimamente. É justamente esse anonimato que conferiu à divisa um de seus maiores atrativos, ou seja, seus detentores não precisam se identificar, declarar seu patrimônio e não estão sujeitos à imposições legais de qualquer autoridade estatal, seja ela fiscal, monetária, financeira, concorrencial ou mesmo policial. Talvez por isso que no começo de sua circulação ela tenha sido estigmatizada como recurso que facilitaria o comércio de produtos ilícitos. O sucesso da bitcoin, contudo, é algo que continua incerto e que depende de conseguir estabilidade suficiente para desempenhar a função mais essencial de uma moeda (em contraste com uma commodity especulativa) - que é proporcionar um meio relativamente previsível de troca. Entre os seus riscos estão os de que a falta de qualquer autoridade regulatória possa fazer com que o seu valor passe a oscilar de modo temeroso ou mesmo de acordo com interesses particulares. A falta de regulação central do mercado já provocou tragédias econômico-especulativas no passado, como foi o caso das Tulipas na Holanda, mas nesse caso específico do Bitcoin, pelo menos até aqui, a expansão deveu-se a crença de que existe controle, mesmo que este seja todo realizado de forma coletiva e distribuída pela rede. Segundo noticiou o jornal Valor Econômico, o crescimento do interesse pela bitcoin ganhou impulso, principalmente, após declaração do ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, que foi vista pelo mercado como uma espécie de benção cautelosa ao sistema, ao se referir a bitcoin e outras 16 INFORMÁTICAEMREVISTApb | maio/2014

“moedas virtuais” como “uma promessa de longo prazo”. A grande repercussão gerada por esse comentário desencadeou uma espécie de corrida especulativa, que levou o bitcoin a acumular valorização de mais de 5.000% no ano passado. A alta alavancada pela especulação colocou os bitcoins no radar de investidores e de um número crescente de empresas, que passaram a aceitar o dinheiro virtual como alternativa de recebimento por serviços ou produtos. Até março, cerca de 3.700 estabelecimentos já aceitavam Bitcoins no mundo. No Brasil, cerca de 50 já oferecem esta opção como forma de pagamento. A cotação máxima da bitcoin foi alcançada em dezembro de 2013 (US$ 1.151). Até o fechamento dessa matéria a moeda estava cotada em US$ 435. Ainda é cedo para arriscar qualquer previsão sobre a proliferação das criptomoedas, bem como saber se (e como) seria possível e aceita a sua supervisão, quer seja ela feita por uma autoridade central estatal, por uma rede de governança composta por diversas instituições da sociedade civil e do mercado, ou então, o que é mais provável, pelo aperfeiçoamento do controle que já é de certa forma realizado coletivamente e distribuído pela rede (compartilhado), uma vez que o programa possui um código aberto. Ao que tudo indica, em decorrência de sua praticidade e conveniência, a sua circulação tende a aumentar nos próximos anos. A consolidação desses códigos criptografados como divisa global não depende tanto de chancelas oficiais mas sim, como se pratica desde os primórdios da humanidade, do acolhimento e da confiança que a própria sociedade depositará neles. A percepção de segurança, certeza e previsibilidade que uma determinada moeda pode inspirar é o que confere a sua credibilidade como meio intermediário nas trocas econômicas. É esperar para ver o que o futuro nos reserva.


artigo

Muito mais que uma simples

Curtida

O uso do Facebook como case de gestão de Marketing

Ana Carolina

empresária carolvegas@hotmail.com

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iante dessa expansão e avanço tecnológico, destacamos nessa seara uma ferramenta de extremo valor e importância que tantos empresários ainda não se aperceberam, que é o Facebook. Inicialmente construído como um instrumento para uma maior interação social no meio online, o Facebook atualmente também se desponta como um indicador e impulsionador da comercialização virtual, através da divulgação dos serviços e dos produtos de diversas marcas. E foi nessa nova estratégia de marketing que nossa empresa, a Carolina Rocha Make e Hair, agarrou a oportunidade de criação da fanpage para promover essa interação social com os clientes em potencial, sejam no âmbito publicitário, de moda, como também nos clientes sociais, que assim denominamos. Foi a partir daí que a página Make by Carolina Rocha teve um aumento extraordinário na contratação dos serviços oferecidos pela empresa. Os meios foram as ferramentas que a rede social fornece, como a possibilidade de compartilhamento de fotos dos resultados da empresa nos demais

perfis dos participantes e a divulgação da fanpage pelo próprio Facebook - mediante um sistema de inserções de posts, que são feitos por nossa empresa - no meio eletrônico das páginas reservadas e direcionadas para o segmento. Esse aumento se traduz no número de curtidas que a página teve desde a sua criação, contabilizada em 1.088 likes. Além das inúmeras possibilidades de divulgação dos nossos resultados, conseguimos identificar precisamente o número de visualizações que cada post tem, mediante uma planilha eletrônica que nos permite acompanhar o desenvolvimento da fanpage. Nessa planilha conseguimos alcançar o número de pessoas, o gênero, faixa etária, a localização de cada visualização. Em pormenores, se hoje criamos um post e divulgarmos na página, no dia seguinte conseguimos alcançar o número de pessoas, que visualizaram, o gênero, a idade, e a sua localidade, como também identificamos a aceitação dele através dos likes que são dados em cada publicação. Através desses dados gratuitos podemos melhorar cada vez mais as estratégias de marketing desenvolvidas, como promover mais interação social ou até mesmo a inovação de novas abordagens para os nossos clientes.

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Segurança da Informação Um processo, não um produto!

As recentes notícias sobre vazamento de informações e espionagens que o mundo vem acompanhando a respeito dos Estados Unidos e Canadá nos fazem questionar: quão vulnerável uma empresa pode estar com as constantes facilidades tecnológicas que são lançadas no mercado? As empresas precisam se manter atentas ao processo de segurança e não apenas aos dispositivos e soluções de segurança.

Da Redação Segurança da Informação é um contexto ainda não muito priorizado no universo empresarial e, quando existe alguma preocupação e recursos financeiros para tal, apenas o aparato tecnológico é focado. As empresas, que normalmente consideram a SI um custo e não investimento, direcionam seus “gastos” na maioria das vezes, apenas em firewalls, proxies, redes virtuais privadas (VPN), antivírus e outros. Mas segurança da informação vai além dos dispositivos e aparatos tecnológicos. A Segurança da Informação é um processo em constante evolução e jamais deve ser confundida com produto. Este processo lida com os aparatos tecnológicos, recursos humanos, infraestrutura física, de rede e com os processos – macros e micros – de uma empresa, visando mitigar qualquer ameaça nas diversas camadas de proteção. Em um mundo cada vez mais dinâmico, buscar por facilidade e flexibilidade no compartilhamento de informações tornou-se uma constante em todas as esferas industriais e empresariais. As possibilidades de se absorver e produzir conteúdo são imensas e todos podem tirar proveito disso, para o bem, ou para o mal. Isto também requer mais cuidado e aumenta a 18 INFORMÁTICAEMREVISTApb | maio/2014

preocupação daqueles que se preocupam com os seus dados. Os desafios para um CSO – Chief Security Officer, o principal responsável por segurança de uma companhia, são gigantescos. Na verdade, seu trabalho nunca foi fácil pois, o usuário sempre busca por flexibilidade e no contexto de segurança, tudo flexível demais é propenso a ser inseguro a um nível não aceitável. Mas o dinamismo do mercado exige rapidez, mais acesso a informações bem como facilidades de compartilhamento e nenhum dispositivo computacional por si só, conseguirá prover segurança suficiente para proteger as informações de uma empresa. Os processos em segurança são os reforços mais adequados para quem almeja, de fato, proteger suas informações e mantê-las sob um nível de risco aceitável. Se você que está lendo agora esta matéria for um executivo, proprietário, presidente ou qualquer profissional no nível de liderança estratégica de uma empresa, entenda desde já que, um líder de TI vai pensar na segurança das informações em relação ao meio por onde trafegam entre os mais variados sistemas. Isto apenas é um nível de proteção à informação que pode envolver tanto hardwares quanto softwares de segurança. Os líderes de desenvolvimento pensarão em dar resiliência e confiabilidade aos software desenvolvidos, através dos métodos e padrões de desenvolvimento seguros, e isto é apenas outro nível de proteção à informação. Porém, as informações inclusive as mais sensíveis não são exclusividades de recursos computacionais, mas estão presentes em mídias ópticas, magnéticas, textuais e de conhecimento humano. O que fazer então, para protegê-las e alcançar um nível aceitável?


“Se não for possível ter um profissional ou empresa responsável pela gestão da segurança da informação, o nível de proteção provavelmente jamais será o esperado pelo negócio.” É neste ponto que podemos observar com clareza que segurança da informação vai além dos recursos computacionais e alcançam processos amplos e de visão holística. Se não for possível ter um profissional ou empresa responsável pela gestão da segurança da informação, o nível de proteção provavelmente jamais será o esperado pelo negócio. O motivo mais crítico para esta realidade é o fator humano, cujo a tecnologia não tem controle e é o elo mais fraco da cadeia de proteção. Nada é 100% seguro em tecnologia e, com vetores de ameaças adicionais como os não-tecnológicos, o grau de insegurança com as informações tende a ser muito maior. É muito comum empresas investirem grandes somas em dispositivos de segurança e “acharem” que estão seguras. Um dos maiores erros cometidos no processo. Ao passo que as tecnologias criam novas barreiras protetoras, os criminosos digitais também descobrem novos meios de rompê-las e se não houver pelo menos um processo definido de avaliação quanto a eficiência destes dispositivos, a sua obsolescência é certa e seu investimento não passará de mero custo. Embora seja possível uma empresa chegar a um nível muito bom de segurança fazendo uso de recursos tecnológicos, criando barreiras físicas, monitorando a estrutura predial, bloqueando acessos aos recursos computacionais mais importantes, blindando acessos às redes disponíveis, limitando o acesso aos sistemas críticos, mantendo sistemas de registros de tudo que é feito dentro de cada sistema... ainda assim existe um fator crítico a qualquer projeto de segurança que degrada o nível de proteção de forma acentuada e este é, O FATOR HUMANO. Os sistemas de informação existem para prover o que precisamos para as tomadas de decisão. Estes sistemas são abastecidos de forma autômata ou manual, dependendo da etapa e do processo envolvido mas, certamente, serão acessados por

muitos usuários para deliberarem sobre o conteúdo disponível. Tal conteúdo pode, em muitos casos, se tratar de informação sensível a ponto de danificar a imagem de uma empresa, diminuir suas chances de vantagem ou diferencial competitivo ou até pior, sofrer sanções judiciais e perdas financeiras, caso seja vazado. Invadir sistemas é algo que existe há muito tempo, mas fiquem cientes de que um malfeitor digital, um cracker, não busca os meios mais difíceis para conseguirem o que querem. Porque precisamos colocar senhas com caracteres especiais e alternar maiúsculas e minúsculas? Porque não devemos colocar datas pessoais comemorativas como aniversários para compor senhas? Você já pensou nisso? Primeiramente, senhas com apenas letras são facilmente “adivinhadas” através de softwares de descoberta por força bruta baseados em dicionários. Eles usam toda a combinação possível alfabética para adivinhar a sua senha. Os caracteres especiais dificultam tal descoberta. Já os seus dados pessoais como aniversário, CPF e outros, ficam mais vulneráveis a armadilhas provenientes de engenharia social. Se alguém descobre sua data de aniversário

ou do seu filho, esta será tentada para o processo de descoberta da senha. Quantas pessoas não utilizam este recurso? Quantas não são as pessoas que usam combinações de senhas simples em sistemas como o Google Drive para armazenarem de forma fácil, informações? O que um cracker poderia encontrar em mais de 1000 contas do Drive, descobertas? Tente imaginar a situação e aplicar a realidade da sua empresa ou a sua própria pessoa. Se seus dados de acesso do Drive, Dropbox, OpenDrive ou qualquer outro serviços de armazenamento de dados online, fossem descobertos. Qual seria o tamanho do prejuízo? Podemos conscientizar os usuários da importância de criar senhas difíceis de serem descobertas? Sim, podemos! Os usuários compartilham facilmente suas credenciais de acesso para qualquer um? Não, não o fazem porque sabem da importância dos seus dados, mas numa empresa, nem sempre sua postura é assim. Por isso é tão crítico que as corporações invistam em processos de segurança. A gestão de segurança da informação visa trazer o comprometimento de todos em relação a proteção dos dados da empresa, através de políticas,

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“Embora haja um número cada vez maior de companhias investindo em segurança da informação, muitas não passam dos recursos tecnológicos e a qualidade da gestão dos dispositivos adquiridos está aquém da qualidade esperada para proporcionar um nível de proteção aceitável.” procedimentos, processos, termos de confidencialidades em uma visão holística entre todos os recursos por onde trafeguem. Mais do que o aparato tecnológico e os custos com dispositivos de segurança, os processos de segurança, a gestão, a governança é o que trará maior fidelidade ao nível de proteção aceitável. Se não forem investidos tempo e esforço em processos, sobretudo os de conscientização e treinamento do fator humano, então o risco de uma ameaça se concretizar continua alto bem como seus consequentes prejuízos. Especialistas em engenharia social sabem como tirar proveito das falhas humanas e de processos. Senhas, números, dados são jogados ao lixo e são fontes de informações para crackers. Um usuário descontente com a empresa é um ótimo ponto de informações para malfeitores. É possível saber de todo o aparato tecnológico de várias empresas, apenas conhecendo e perguntando em um bate-papo informal, à pessoa certa. Poderíamos

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elencar uma série gigantesca de exemplos por onde um criminoso digital poderia tirar informações sem passar perto da tecnologia, fazendo uso somente da engenharia social. Então vem a pergunta: Do que serviria os vultuosos investimentos em aparatos tecnológicos para a proteção, se um funcionário-chave descontente compartilhasse sua privilegiada senha de acesso a um sistema crítico? Embora haja um número cada vez maior de companhias investindo em segurança da informação, muitas não passam dos recursos tecnológicos e a qualidade da gestão dos dispositivos adquiridos está aquém da qualidade esperada para proporcionar um nível de proteção aceitável. Investir em segurança adquirindo poderosos hardwares e softwares especializados não é suficiente para alcançar um nível aceitável de segurança da informação. Tão importante quanto investir nos equipamentos e dispositivos de segurança, é investir tempo para monitorá-los e

verificar seus alertas e registros. Tão importante quanto desenvolver aplicativos e sistemas para apoiar decisões, é determinar o grau de tolerância a invasão que os mesmos devem manter bem como o controle do acesso à informação que devem proporcionar. Tão importante quanto armazenar dados em sofisticados recursos computacionais, é garantir que o acesso físico e digital seja dado de forma adequada a quem realmente precise. Tão importante quanto compartilhar informações sensíveis com pessoas-chave, é garantir que esta não seja divulgada sem autorização. Por fim, tão importante quanto investir em segurança da informação na sua empresa, é pensá-la de forma holística. “Prevenir é sempre a opção mais barata, ainda que custe caro!” - Luis Wilker Perelo


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artigo

Crowdsourcing

T

A inteligência coletiva externa para resolver problemas internos

ransformação! Esta palavra ainda vai vigorar por muito tempo no dia a dia das organizações. Em um mundo cada vez mais ávido por resultados, a busca por conhecimento, novos modelos de produção e soluções para problemas internos tornou-se uma vertente íngreme e sem ponto de parada a curto prazo. Ao passo que o mercado exige produtividade e responsividade das empresas, estas necessitam que suas equipes internas estejam mais que aderentes ao negócio para promoverem soluções que gerem resultados. Sabemos que não é fácil criar, manter e evoluir uma equipe de profissionais habilidosos e que alcance o nível de coesão tão desejado por gestores de TI. Além das responsabilidades naturais das equipes de TI, manter-se atualizados nos domínios técnicos para responder em tempo a mudanças estratégicas, ao mercado ou a problemas internos, pode, por vezes, fugir da capacidade de resolução destas equipes. Ao se depararem com problemas de esgotamento intelectual interno, várias empresas desaceleram o processo de inovação ou criação correndo o risco de perder o “time” de uma oportunidade. Hoje, isso já não é problema para quem conhece e faz uso do crowdsourcing. O crowdsourcing é um modelo de produção que se baseia em fazer uso da inteligência e conhecimento coletivo, muitas vezes até voluntários, espalhados ao redor do globo, para resolver problemas, criar soluções e conteúdo e até mesmo desenvolver novas tecnologias. Para muitas empresas, uma força de trabalho externa ainda é um “tabu”. Voluntária então, nem pensar! Mas o fato é que, se você não ouviu falar neste modelo de produção, ouvirá. Se não usou ainda, vai usar em algum momento. Não existe empresa, hoje, que não tenha problemas de produção. Além do mais, poucas organizações dispõem de equipes focadas apenas no processo de inovação e criação contando apenas com as equipes padrão para execução de tal processo. O crowdsourcing, quando bem empregado, propicia a inovação e criação de novas soluções. Este modelo já é uma ferramenta utilizada para este fim. Muitas vezes, profissionais que se dispõe a ajudar, utilizam seu tempo disponível para colaborar com 22 INFORMÁTICAEMREVISTApb | maio/2014

LUIs wilker

diretor de operações

luis.wilker@tentaculous.com.br

o processo e, com isso, trazer resultados eficazes. Redução do tempo de desenvolvimento de produtos e soluções, análise de projetos mais fiáveis, potencialização de geração de novas ideias, diminuição de custos são alguns dos benefícios para uma organização que faz uso correto do modelo. Se sua empresa tem um projeto desafiador, inovador e precisa de agilidade na sua realização, talvez este seja um bom momento para pensar no crowdsourcing. A ideia por trás do crowdsourcing é de que o todo seja capaz de se autocorrigir e este resultado é sempre mais fiável do que a resposta de alguns poucos indivíduos. Os vários indivíduos em suas perspectivas de conhecimento, observam, corrigem e produzem soluções para um dado problema de um modo muito assertivo. As grandes corporações já estão de olho no modelo que já foi apontado como tendência em estudos realizados por pesquisadores e cientistas da área. O relatório anual de tendências da Accenture é um deles e aponta como sendo uma das 6 tendências que transformarão empresas em 2014. Agora é ficar atento aos movimentos em torno do crowdsourcing e fazer uso no momento mais adequado para trazer resultados diferenciados para a sua organização.


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o universo empresarial, quantos não são os dias em que um executivo(a) acorda completamente indisposto devido a carga de trabalho do dia anterior? Certamente são muitos! A propósito, DISPOSIÇÃO é tudo que os grandes homens e mulheres de negócio precisam para lidar com os inúmeros desafios do cotidiano. Se você levanta sonolento e pouco disposto para o dia que vem pela frente, certamente uma boa xícara de café fará a diferença. Se a sua manhã foi complicada e o almoço nada tranquilo, uma boa xícara de café fará a diferença. Se seu dia está terminando e o estresse insisti em manter-se acumulado, uma boa xícara de café fará a diferença. Ouvimos muito sobre os resultados que o café pode trazer à saúde e, certamente, bobagens negativas foram alardeadas deixando muitos com dúvidas sobre os benefícios que o grão pode trazer. Mas a VERDADE, de fato, é que o café tem diversos benefícios que ajuda a saúde, combate doenças e proporciona

Fran’s café

Negócios com saúde e disposição

disposição. Pesquisadores indicam que tomar de 1 a 3 xícaras de café ao dia traz benefícios à saúde, podendo até reduzir o risco de diabetes tipo 2 de maneira significativa. E se você é um daqueles que não resiste ficar muito tempo sem sentir o aroma e o sabor de um bom café, saiba que consumir mais de 6 xícaras potencializa mais ainda a diminuição de tal risco. Estudos revelam que a doença de Parkinson pode ser reduzida em até 80%, e o de câncer de pele em até 25% para quem consome café diariamente. No caso das MULHERES que consomem mais de 4 xícaras, o risco de câncer de mama cai em até 40%. Portanto, não deixe que seu dia fique “nublado” pelos excessos de trabalho. Separe minutos sagrados para relaxar, saborear um bom café, bater um papo e revigorar sua disposição. Reserve minutos para curtir o Fran’s Café!

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telefonia

Telefonia e recursos de voz IP

Uma solução cada vez mais presente e importante para as organizações!

Q

uem não conhece empresas que não reclamam dos custos operacionais, que atire a primeira pedra. Se tem algo que está na lista de preocupações dos mais bri-

lhantes empresários e executivos, este é o tal do custo.

Se trouxermos este assunto para o mundo da telecomuni-

cação, aí a coisa fica mais complicada. Os recursos de voz são, quase sempre, um estorvo para as empresas no que tange a valores. Uma grande companhia investe bastante recurso financeiros em soluções de voz, sejam elas centrais IP ou não com recursos avançados ou o meio por onde a comunicação vai trafegar.

Para alguns setores do mercado, esta realidade ain-

da é mais relevante e desafiadora e eles são o suprassumo no uso inteligente dos recursos de voz. Estamos falando dos call-centers e empresas de cobrança e telemarketing.

A vida destas empresas são baseadas em comunicação.

Elas podem – e devem – ter vários sistemas, aplicativos e tudo o que for necessário para o controle e condução do negócio, mas se sua solução de telefonia, em todas as camadas – equipamentos, recursos, iteração e meio – não forem adequados, certamente problemas irão aparecer, mais cedo ou mais tarde.

Infelizmente, a maioria das empresas não estão no rol

dos grandes players e, portanto, limitam-se a adquirir soluções que normalmente estão aquém das suas necessidades reais, ou almejáveis para se diferenciar dos demais concorrentes.

Atender ao código do consumidor, regras do go-

verno, associações além de outros fatores, contribuem para que o trabalho destes verdadeiros heróis do setor sejam mais difíceis e exija ainda mais controle e qualidade.

Para quem já tem implantado com qualidade, ser-

viços de voz sobre IP e detém o controle total de como suas chamadas e serviços e colaboração de comunicação internos funcionam, tem total ciência da economia trazida e o retorno sobre o investimento garantido.

Uma boa forma de exemplificar um cenário bem com-

pleto, seria o seguinte: Vamos imaginar uma empresa de call24 INFORMÁTICAEMREVISTAPB | maio/2014

-center ou cobrança com 200 operadores. Bom, não precisamos elucidar que a vida delas é, basicamente, LIGAR e LIGAR. Então, o que poderíamos fazer para otimizar a produtividade dos operadores com economia maximizada a cada ligação?

Primeiramente, o operador deverá ligar livremen-

te e o PBX IP deverá executar várias ações em busca da melhor rota possível sem interferência humana, como:


1. interceptar o número sainte e descobrir sua rota (fixo,

todos os recursos vistos em grandes soluções, quanto o desen-

celular, VoIP...)

volvimento dos sistemas integradores necessários ao negócio.

2.

se for fixo, decidir qual operadora usar em caso de mais

de uma (Oi, GVT...)

Também cuidamos de levantar os melhores meios para

tráfego de voz IP e tradicionais para configurar a busca de rota por menor custo, identificação automática de operadora celular e fixo e integração GSM tudo a um preço justo e altamente com-

3.

se for celular, descobrir qual a operadora móvel e liberar

a ligação pelo recurso correto (chip)

petitivo e dentro da realidade das empresas de qualquer porte.

Por fim, entendemos que o mais importante em ter uma

solução de comunicação avançada e moderna, é ela está ade4. se for mais barato o VoIP, liberar a chama-

quada e otimizada para realidade da sua empresa. Se você

da através de uma operadora ou provedor de voz IP.

precisa de PBX IP, fax virtual, voice mail com encaminha-

mento da gravação por e-mail, VoIP800 no site, discagem au-

Claro que em uma solução altamente customizada, que

tomática, torpedo de voz e muito mais, nós temos a solução.

nós da Tentaculous Inteligência costumamos fazer, as regras

podem ir muito além, sendo necessário até mesmo consul-

remos uma alternativa de voz e comunicação viável e eficiente

tar outros sistemas internos tanto para receber quanto re-

para trazer melhorias e resultados para o seu negócio.

Não importa o tamanho da sua empresa, nós sempre te-

alizar ligações e interações com o atendente e o chamador.

Embora seja extremamente importante realizar chama-

das com o máximo de efetividade, redução de custo e controle possíveis, empresas que vivem de comunicação por voz também precisam gerenciar muito bem as chamadas entrantes.

Isso se dá através de uma boa receptividade e di-

recionamento proporcionados por uma URA bem implementada. Direcionamento para fila de atendimento específica permitindo entender quão eficiente está produtividade do atendimento e dos atendentes, além de permitir monitoramento com escuta e gravação.

Lendo este conteúdo até aqui, deve ficar claro para a maioria

que tais recursos são caríssimos e inviáveis, correto? ERRADO!

É justamente pensando nas micro, pequenas e médias

empresas que a Tentaculous Inteligência foca seus esforço em trazer soluções de voz, tanto de centrais PBX IP avançadas, com maio/2014 | INFORMÁTICAEMREVISTApb 25


Dicas e curiosidades

COLUNA

Teclas e atalho e curiosidades do Windows e do Office

D

esde que o Windows 1.01 foi lançado em 1985, nele existiam várias teclas de atalho que facilitavam muito a vida do operador, pois era, e ainda é, mais rápido continuar com as mãos no teclado do que ir tatear aonde está o mouse, achar a seta na tela e só então realizar o que se deseja. Mais e mais atalhos foram introduzidas ao longo do tempo, mas quase nenhuma delas foi totalmente esquecida ou retirada em novas versões. Com elas é possível ir para outro programa que já está ativo, minimizar/maximizar todas as janelas abertas, fechar arquivo, fechar programa, copiar/colar, salvar arquivo, colocar negrito, sublinhado, itálico, etc. A maioria desses atalhos nem ao menos aparecem nos menus do Windows Explorer, Internet Explore e dos programas do Office. Isso facilita, e muito, a vida de qualquer operador que está com o horário apertado, mas vale salientar que no início é bem difícil decorar, mas com o tempo isso termina sendo automático. Vamos a uma pequena lista das mais úteis.

Windows 7 ou anteriores: • F1 – Abre os tópicos de ajuda • Windows + D: Mostra a “Área de Trabalho” ou restaura todas as janelas; • Windows + M: Minimiza todas as janelas. Parecido com o atalho anterior • Crtl + Tab: Circula dentro dos arquivos abertos dentro do programa aberto. Ex.: Se o usuário estiver com 2 arquivos do Word abertos, vai ficar circulando entre os 2 arquivos do Word; • Alt + Tab: Circula dentro dos programas abertos. Ex.:SeousuárioestivercomoWordeoPowerPointabertos vai ficar circulando entre os 2 programas; • Ctrl + Roda do Mouse: Modifica o tamanho da visualização da tela (zoom); • Ctrl + Z ou Ctrl + Backspace: Desfaz o ultimo comando; • Ctrl + Insert ou Ctrl + C: Copia o que estiver selecionado para a área de transferência; • Shift + Insert ou Ctrl + V: Cola o que estiver na área de transferência. Esses últimos 3 atalhos são muito solicitados em provas de concursos; • Alt + F4: Fecha o programa e o arquivo do programa que estiver aberto; • Ctrl + F4: Fecha o arquivo do programa que estiver aberto; • F11: Coloca o navegador de internet em tela cheia. Recurso muito eficiente para apresentação de sites; • PrntScr: Tira uma “foto” da tela e joga para a 26 INFORMÁTICAEMREVISTApb | maio/2014

área de transferência, podendo ser copiada em programas como o Word, Paint, Excell. Bastando depois apenas colar dentro do programa que se deseja o que está na área de trabalho. Muito válido para quando se deseja montar um Manual de Usuário de algum sistema e demonstrar o que aparece na tela. Windows Office: • Ctrl + B : Salva o que está aberto; • F12: Salvar Como; • F7: Ativa a correção ortográfica do texto. Diferente da marcação em vermelho que o Word adiciona ao texto quando o mesmo é digitado errado; • F5: Localizar/Substituir Texto; • F4: Realiza novamente o último comando executado. Muito útil para edição do texto quando se repete várias vezes o mesmo comando; • Ctrl + N: Negrito; • Ctrl + I: Itálico; • Ctrl + S: Sublinhado; • Ctrl + O: Novo Arquivo; • Ctrl + Q: Alinha o texto (ou o que estiver selecionado) à esquerda; • Ctrl + E: Centraliza o texto (ou o que estiver selecionado); • Ctrl + G: Alinha o texto (ou o que estiver selecionado) à direita; • Ctrl + J: Justifica o texto (ou o que estiver selecionado); • Ctrl + K: Insere um novo hiperlink ou edita hiperlink que está no texto selecionado. Fora esses atalhos, existem umas brincadeiras curiosas dentro dos programas do Office chamados de Easter Eggs. Dentro do Word 2010 ao se digitar “=rand(100,55)”, sem aspas, em um arquivo em branco e pressionar “Enter” aparecerá um texto de ajuda. Quando a Microsoft lançou o Outlook 2012, inseriu junto ao software de gerenciamento de emails o People Pane, que funciona como um agregador social integrado ao aplicativo. Assim que os usuários acessam o serviço, podem perceber que existe uma imagem padrão no local em que deve ser colocada a fotografia de cada pessoa. Essa imagem é a silhueta do fundador da Microsoft, Bill Gates, na foto divulgada quando ele foi preso em 1977 por infração de trânsito. Qualquer um pode acessar as dicas dos easter eggs no site: www.eeggs.com. Posteriormente escreverei mais sobre esse assunto mais detalhadamente

VLADIMIR van dijck GERENTE TI CIA DOCAS-PB vladimir@codata.pb.gov.br


maio/2014| INFORMÁTICAEMREVISTAPB 27


artigo

Fly Missing

C

om compassos, esquadros e réguas, o homem desenhou plantas e planos. Sonhou e imaginou voar, idealizou e construiu aeroplanos. Um brasileiro tornou o sonho uma realidade, diante uma plateia a céu aberto em Paris. Dois irmãos fizeram algo semelhante nos EUA, e os americanos tentaram patentear a invenção e o ineditismo. A navegação aérea usa cartas e mapas com pontos em coordenadas formadas por linhas cruzadas em eixos, linhas sobre um plano definidas por latitude e longitude. Uma terceira dimensão forma um terceiro eixo, o da altitude, dando uma posição espacial. Três coordenadas dão uma localização no espaço tridimensional, e com uma quarta dimensão - o tempo - pode-se definir o momento da ocorrência de um evento. A indústria aeronáutica se beneficia da tecnologia, das criações e inovações, por ser uma atividade que necessita trabalhar com risco zero de acidentes. Um avião de ultima geração é um conjunto monitorado por companhias aéreas e torres de controle de tráfego aéreo. É rastreado por alguns fabricantes de suas partes e equipamentos, quer sejam do motor, ou de componentes e instrumentos, em sua envergadura ou fuselagem. Um avião segue seu voo com rota predeterminada, e com uso de pontos magnéticos na superfície terrestre. Além do voo em visual, faz voo por instrumentos utilizando: computadores, rádios, radares e satélites. Com tantas tecnologias, controles e vigias de aeronaves circulando e circundando a Terra, aviões desaparecem sem deixar vestígios. As comunicações são interrompidas, saem do alcance do visual, desaparecem da tela do radar, perdem contato com satélites e somem sem deixar vestígios. As buscas acontecem enquanto houver esperanças e evidências. Ficam interrompidas até que surjam novos indícios, então recomeçam novas buscas e novas investigações. O Brasil não é autossuficiente em pesquisa e tecnologia aeronáutica. Interessados compram aviões de ultima geração com acordos de fabricar e 28 INFORMÁTICAEMREVISTApb | maio/2014

montar outras unidades, nunca chegando a 100% de nacionalização. Resta sempre o conhecimento de um segredo, o pulo do gato. Em acidentes aéreos, todas as hipóteses são investigadas: intempéries, falhas humanas e falhas de equipamentos. No século passado, muitos aviões e navios desapareceram no Triângulo das Bermudas. Uma época que recursos de navegação, buscas e salvamento eram bem mais restritos. Explicações alienígenas,

e amplas áreas a serem vasculhadas justificaram desaparecimentos com ausências de destroços. Observando a ciência, a história, e a ficção, podemos entender que tudo que é imaginável, um dia se torna possível. Testes e pesquisas de ataque ou defesas cibernéticas. Hipóteses de barreiras elétricas, eletrônicas e magnéticas de alguma origem. Raios e escudos, para proteção e reflexão, criando invisibilidades. Enquanto uma parte da sociedade desfruta do direito à ignorância, outra tem que arcar com o ônus do conhecimento. Ainda há muito que pesquisar e descobrir, novas ideias e novas dimensões. Descobrir que poderíamos pensar e agir. Enquanto não se descobrem as verdadeiras causas de acidentes aéreos, as culpas são atribuídas a falhas humanas e de equipamentos, que podem sempre ser treinados, aprimorados e melhorados. Acidentes aéreos ainda podem acontecer com céu de brigadeiro, e buscas sem sucesso em mar de almirante.

roberto cardoso JORNALISTA CIENTÍFICO rcardoso.gti@terra.com.br


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COLUNA

Gestão de Carreira Pessoal e Corporativa

Marketing Pessoal hENRIQUE ROSSONI

Consultor - Headhunter Palestrante www.henriquerossoni.com.br

V

ocê sabe o que é Marketing Pessoal? “Estratégia individual para atrair e desenvolver contatos pessoais e profissionais, destacando as nossas características, habilidades e competências, divulgando uma melhor imagem para que os outros nos integre nos seus planos”. As empresas, as instituições e até mesmo os governos em todos os níveis têm, administram e divulgam na mídia em geral, as suas marcas e de seus produtos, pois neste mundo competitivo a marca é um valor relevante para conquistar clientes e manter posição destacada no mercado. Você, profissional, também tem uma marca e ela deve ser administrada da melhor maneira possível, para que a gestão de sua carreira obtenha resultados satisfatórios. Ao relacionar-se com uma ou mais pessoas, você está passando a elas a sua marca pessoal. Qual é a sua marca? Você usa a ética nas suas relações? É pontual em seus compromissos? Transmite otimismo ou entusiasmo? Cuida da sua aparência pessoal sempre? Se comunica com assertividade? Essas e outras impressões ficarão gravadas nas pessoas que mantiveram contato com você, e, certamente, irão propagar para outras pessoas a sua marca pessoal. O seu marketing pessoal está estruturado em dois pilares principais: a aparência e a essência. Não há um pilar mais importante, os dois são fundamentais e um ajudará a conduzir o outro para cima ou para baixo. A sua adequação visual para o encontro (numa sociedade que hipervaloriza a imagem), é um fator fundamental para a fixação da sua imagem, portanto para cometer menos equívocos, o segredo é optar pelos trajes simples e clássicos. A comunicação interpessoal irá demonstrar

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a sua essência, os seus valores e o seu quociente intelectual. Quando você se expressa verbalmente, você se destaca, para o bem ou para o mal.

"Estratégia individual para atrair e desenvolver contatos pessoais e profissionais, destacando as nossas características, habilidades e competências, divulgando uma melhor imagem para que os outros nos integre nos seus planos" (Henrique Rossoni) Portanto você deve sempre elaborar diálogos positivos e motivadores, usando o idioma o mais correto possível e sem omitir os “s” nos plurais. Outro item do marketing pessoal é o cartão de visitas, que é um instrumento indispensável para os profissionais bem sucedidos. Ele é uma forma resumida de passar ao interlocutor, informações importantes sobre a sua formação, capacitação e qualificações profissionais, além de conter formas de encontrá-lo com facilidade. De nada adianta você cuidar da sua aparência e da sua essência, se você não desenvolver uma networking para que você se torne conhecido e assim, passe a ter chances de ser lembrado e convocado para ocupar posição de relevância no mercado. Porém a networking é um tema que será abordado nas próximas edições. Pense nisso. Abraços e sucesso!


CURTAS

FIQUE LIGADO!

Novidades do universo tecnológico NOKIA. NO MORE...

dência. Pensando em acabar com a pose clássica com o celular na mão, a agência de conteúdo digital iStrategyLabs desenvolve um projeto de um espelho que pode fotografar e publicar nas redes sociais. Quer saber como funciona? Assista ao vídeo agora, com o leitor de QR Code do seu Smartphone.

A marca Nokia irá desaparecer. Pelo menos nos smartphones. A Microsoft, que é a dona da Nokia, não vai mais usar o nome da companhia nos celulares. Ainda não há um novo nome nem data, mas de acordo com o ex-CEO da empresa finlandesa, é só uma questão de tempo para criar uma nova marca.

FINALMENTE!

MUY AMIGOS RUIM COM ELES. PIOR SEM ELES.

A empresa Facebook lançou uma nova função do aplicativo da rede social, para Android e iOS, que permite ao usuário disponibilizar a localização para encontrar amigos que estejam próximos, sendo necessário que ambos tenham a funcionalidade ativada. Chamado de “Nearby Friends” (Amigos Próximos) começará a ser utilizado nos EUA, mas sem previsão para o Brasil.

ESPELHO, ESPELHO MEU... Basta entrar no Instagram e procurar pela hashtag #selfie e você vai perceber que tirar fotos em espelhos ainda é uma ten-

dos por um sinal de GPS, que vem de um smartphone por conexão Bluetooth.

Duração da bateria sempre foi um problema no mundo dos celulares. Saiba que os mensageiros instalados em seu smartphone, como Facebook Messenger, Yahoo Messenger, Viber, Nimbuzz e Whatsapp estão na lista dos que mais consomem bateria. Mas quem vive sem?

A Bosch divulgou que, em 2015, lançará um aplicativo capaz de controlar e estacionar os veículos. A novidade, que se chama Automatic Park Assistant, servirá para ajudar nos momentos em que as laterais do carro estão apertadas demais, cenário comum em vagas de shoppings e supermercados, por exemplo. Dessa forma, o motorista pode manobrar o veículo do lado de fora, sem se preocupar com aquele típico esbarrão na porta do vizinho. O sistema também pode ser ativado por meio de um botão localizado em um chaveiro.

Que tamanho você calça? O MIT (Massachusetts Institute of Technology) desenvolveu um par de tênis inteligentes que pode guiar pedestres até a um determinado destino sendo orientamaio/2014 | INFORMÁTICAEMREVISTApb 31


internet

Acesso à Banda larga na América Latina: Brasil e outros dois países na liderança

U

m relatório divulgado nesta semana pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) mostra que os países Chile, Barbados e Brasil são os que possuem o maior índice de acesso à banda larga na América Latina. O Brasil é o terceiro colocado e seu índice é maior do que a média dos 26 países somados. “Só uma de cada seis pessoas tem acesso à banda larga na América Latina”, afirmou Antonio García Zaballos, do BID. Os 26 países da região que são membros do BID registram em conjunto 4,37 no Índice de Desenvolvimento de Banda Larga, contra o 6,14 alcançado pelos países da OCDE (Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento) e 6,65 dos Estados Unidos, correspondentes ao ano 2012. Este índice, com um valor ente 1 e 8 de menos para mais, se baseia em quatro pilares da área de telecomunicações: políticas públicas e visão estratégica, regulação, infraestrutura e aplicações.

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O Chile lidera a classificação na América Latina com um resultado de 5,57, seguido por Barbados com 5,47 e Brasil com 5,32. Por regiões, o Cone Sul é a que conta com uma maior penetração de banda larga com 4,87, e o Caribe é a que registra menor índice, com 3,72. Por sua vez, a América Central com um índice de 4,26 está ligeiramente na frente da região andina, com 4,13.

Como dado positivo, o estudo remarca que a oferta de banda larga foi aumentando na América Latina nos últimos anos, com um crescimento anual de entre 16% e 18%. Segundo dados do BID, um aumento de 10% na penetração de serviços de banda larga significaria um aumento médio de 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e um aumento da produtividade de 2,6%.


sopa de letras

SOPA de letras

S

Witricity você sabe o que é?

em dúvida, um dos grandes avanços tecnológicos da atualidade foi a tecnologia Wireless (sem fio), possibilitando um mundo mais portátil através de celulares, laptops, iPods... Pra não dizer que o Wireless é perfeito, existe um incoveniente relativo aos aparelhos dotados de tal tecnologia. Eles devem ser constantemente carregados e para isso, usamos os malditos fios para ligá-los a tomada. Pois bem, eis que está chegando a WiTricity ou, Eletricidade sem fio, como foi batizada a tecnologia pelo MIT. Antes de qualquer coisa, é bom salientar que, embora pareça algo completamente novo, a tecnologia não é propriamente algo inédito. No início do século XX, o cientista americano Nikola Tesla, o pai do motor de corrente alternada, experimentou a eletricidade sem fio. Suas idéias eram brilhantes, mas não resultaram em inventos viáveis. Há algum tempo que a transmissão de energia por indução magnética de um determinado ponto a outro já existe e está em pleno uso para curtas distâncias. Exemplo disso são escovas de dentes elétricas e seu carregador utilizadas em alguns países. Mas a realidade está mudando. Várias pesquisas do MIT voltadas em aumentar a distância entre as bobinas sem perda de transmissão de energia tem resultado em sucesso. Pesquisadores conseguiram enviar

eletricidade de um ponto a outro de uma sala e acender uma lâmpada de 60 watts. Bombinas de cobre especialmente construídas onde, uma fica conectada à rede elétrica (emissora) e as demais (receptoras) nos equipamentos, reverberam na mesma frequência: 10MHz. O que acontece é que a energia viaja de um ponto a outro por indução magnética e os equipamentos podem ser carregados, lâmpadas acesas e tudo o mais que necessite de eletricidade.

Realmente espantoso não é? Então vamos aproveitar para nos orgulhar de um brasileiro que faz parte da pesquisa, o carioca André Kurs, que cursou doutorado no MIT. Na foto ao lado, ele é o garoto de camisa preta (lado esquerdo, em pé). Quer entender melhor como funciona o Witricity? Assista agora ao vídeo pelo seu smartphone:

maio/2014 | INFORMÁTICAEMREVISTApb 33


Mudando de assunto

coluna

Ayrton Senna do Brasil. Um exemplo a ser seguido!

“Seja quem você for. Seja qual for a posição que você tenha na vida. Do altíssimo ao mais baixo nível social, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá" (Ayrton Senna) Podemos aprender muito com os esportes de alto nível. Qualquer empresa pode tirar proveito dos ensinamentos que os grandes dos esportes nos proporcionam pois, seja qual for a modalidade, a busca pelo sucesso, pelo 1º lugar, é o objetivo fundamental o que não é diferente nas organizações. Mas para chegar ao topo, gestão, foco, determinação, habilidade para resolver conflitos e problemas são assuntos cotidianos, e neste quesito, ninguém supera o inigualável Ayrton Senna da Silva.

Da Redação

N

o dia 1 de maio de 1994, no Grande Prêmio de Ímola, o mundo perdia o mais fantástico piloto de fórmula 1 jamais visto. Para nós, brasileiros, uma perda irreparável e que perdurará por muito tempo. Jamais nos esqueceremos daquele fatídico final de semana, onde ainda nos treinos da sexta-feira o piloto brasileiro Rubens Barrichello sofreu um acidente gravíssimo e que poderia ter levado à morte. Jamais nos esqueceremos daquele fatídico final de semana, onde nos treinos de classificação do sábado, tivemos que assistir a morte do piloto austríaco Roland Ratzenberge. Jamais nos esqueceremos daquele fatídico final de semana, descrito por muitos como “o mais sombrio da história da categoria”, onde durante o GP, na sétima volta, o mais brilhante piloto de todos os tempos perdeu o controle do seu Williams ao entrar na curva Tamburello e, há mais de 200km/h, chocar-se violentamente contra o muro de concreto. Daí por diante, dor, lágrimas e muita tristeza percorreu o Brasil e o mundo. O grande Ayrton deixou um legado como modelo para quem quer vencer na vida, seja uma pessoa ou empresa.

O Conhecimento

A base de tudo na vida profissional de qualquer indivíduo e qualquer empresa. O conhecimento é o fundamento para se atingir qualquer objetivo. Ayrton era um mestre neste quesito e seu grande conhecimento adquirido pro-

34 INFORMÁTICAEMREVISTAPB | MAIO/2014

porcionou as habilidades necessárias para se tornar um piloto de valor inestimável. Muitos chamam isso de talento, mas o fato é que o seu amor pela velocidade o fez buscar por aprendizado intelectual, mental, físico e técnico constante o que o tornou demasiado habilidoso, acima da média. Acima de todos! Empresas e profissionais que tem como essência a busca por conhecimento constante, criam, ao longo do aprendizado, as habilidades necessárias para romper barreiras e atingir todas as suas metas.

O Foco

Uma das maiores virtudes do Ayrton Senna, sem dúvida alguma, era a sua capacidade em concentrar-se no seu objetivo. Dificilmente algo conseguia tirá-lo do foco que era a posição número 1, sempre! Não era uma questão de soberba, mas de ponto de vista. O alvo era sempre o 1º lugar e sua concentração total o levava a este posto. Senna fazia o que fosse possível, dentro dos seus limites físicos e técnicos, para alcançar o posto de primeiro colocado. Assim como ele, também podemos nos concentrar e manter a visão centrada em um objetivo final. Para se ter sucesso em qualquer desafio pessoal, profissional e empresarial, é necessário que tenhamos um ponto bem definido a ser alcançado, traçar as metas para atingi-lo e não desviar a atenção até alcançá-lo.

A Perseverança

Muitas vezes, quando observamos pessoas bem sucedidas, simplesmente prestamos a atenção na sua condição atual. É da natureza humana avaliar o agora, não as condições para se chegar ao sucesso! O grande Ayrton Senna não gozou apenas de flores na sua longa caminhada até se tornar o singular esportista que conseguiu ser. Muitas foram as dificuldades, tanto pessoais quanto profissionais. A questão é que Senna tinha o conhecimento de onde podia chegar e o que podia fazer. Determinou o seu objetivo e focou nele, não

se intimidando com as dificuldades. Se você perguntar a qualquer piloto qual momento é mais difícil pilotar, a resposta será sempre, na chuva. Mas sabíamos que, mesmo sendo difícil para o Ayrton, ele simplesmente era o mais brilhante de todos. Que o diga o famoso Grande Prêmio de Donington Park - “a corrida da volta perfeita”. Nada tirava o primeiro lugar do foco do Senna e a dificuldade – a chuva – não foi suficiente para fazê-lo se acalmar. Perseverar é a pitada final na receita para o sucesso. É o tempero exclusivo que diferencia o sabor final de qualquer conquista. Para as organizações e profissionais de qualquer área, não é diferente. Não importa as dificuldades que uma empresa ou pessoa possa estar passando. Acreditar no resultado positivo e continuar a caminhada com determinação, foco e buscando o conhecimento para aprimoramento constante, certamente proverá as maiores chances possíveis para que seja possível vencer qualquer obstáculo. Ayrton Senna da Silva, o Senna do Brasil, foi um grande exemplo de esportista, de profissional apaixonado, de humanidade, mas acima de tudo, de aspiração pela vitória. Por conquista. Por sucesso! Que possamos honrar este brasileiro de corpo e alma, replicando seu legado de dedicação e amor ao que quer que façamos, bem como respeitar nosso povo e orgulhar-se da nossa nação.


LWP


Edição 02 maio 2014