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FARROUPILHA

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ANO XIII

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EDIÇÃO 653

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4 DE SETEMBRO DE 2020

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R$ 3,00

Fazendo uso da técnica da gamificação, professora Rafaela Fabro motiva alunos a se interessarem pelo aprendizado e inspira colegas de trabalho a reinventarem a maneira de ministrar a disciplina Matéria Especial, páginas 2 e 4, e Editorial

CIDADE

POLÍTICA

EDUCAÇÃO

Seleção de Vinhos mantida Rede e PSDB oficializam parceria CNSL: foco além da sala de aula

Diante de safra histórica, concurso é Convenção nesta sexta deve sacramentar Instituição oferece serviço de apoio à saúde promovido com devidas adaptações dobradinha Glória Menegotto e Darci Levis mental extensivo a toda comunidade escolar Página 14 Página 16 e Boca de Urna Página 18

Studio Dal Monte

Matemática descomplicada


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FARROUPILHA, 4 DE SETEMBRO DE 2020

CRIATIVIDADE

Quem disse que a Matemática é chata?

P

ode parecer clichê, mas praticamente todos os professores dizem que ensinar é uma vocação. E, claro, a inspiração para lecionar, em muitos casos, vem tanto dos docentes em sala de aula como, também e em boa medida, do exemplo doméstico. E se ocorre a junção destas duas situações, o amor à profissão é ainda mais expressivo. É o que se percebe no trabalho da professora Rafaela Fabro. “Tive no Ensino Fundamental a professora Suzana (Petri Mauri) que fez despertar em mim o gosto pela Matemática. A forma com que a mesma explicava o conteúdo certamente influenciou nas minhas práticas bem como minha mãe, Vera Regina Corte, que também é

professora, mas de Geografia. Certamente entender a aplicação da Matemática, mostrar diferentes formas de resolução e incentivar o aluno com diversas metodologistas pode despertar o interesse em aprender a disciplina”, comenta Rafaela. Licenciada em Matemática pela UCS, é especialista em Matemática Aplicada e Computacional e Mestre em Ensino de Ciências e Matemática pela mesma instituição e também especialista em Educação Matemática pela Unisinos. Lecionando no Colégio Nossa Senhora de Lourdes (5º ao 9º ano e 1º ano do Ensino Médio) e no Colégio Estadual Farroupilha (Ensino Médio), Rafaela é muito ativa nas redes sociais e há três anos conta com página no Facebook e Instagram, o @profarafaelafabro, canais que foram ain-

da mais acessados por conta da crise sanitária. “A pandemia fez com que os seguidores da página triplicassem. Criei ela a partir da necessidade de mostrar para os alunos uma outra Matemática, com desafios que estimulam o raciocínio lógico e materiais das aulas, como resumos e fotografias de atividades”, comenta a docente, com 15 mil seguidores e mil em seu canal no YouTube. Alguns vídeos mais recentes, com sugestões de aulas remotas, possuem mais de 31 mil visualizações. Segue na página 4. Sala de aula virtual Muito ativa nas redes sociais, professora Rafaela teve aumento progressivo de seguidores durante a pandemia

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Adotando novas técnicas para ensinar disciplina, professora Rafaela Fabro se destaca não apenas em sala de aula, mas também nas redes sociais


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MOTIVAÇÃO PARA O APRENDIZADO

Fonte de inspiração para estudantes, mas também para colegas de trabalho E aí, vamos jogar? Gamificação tem sido um pilar fundamental no ensino ministrado por Rafaela e que tem motivado os alunos a se interessarem pela disciplina

tes que nem sempre têm a habilidade Matemática desenvolvida, pois através do jogo e da interação, eles conseguem expressar verbalmente a forma de raciocínio e estratégia de resolução que, na forma algébrica, pode ser mais difícil”, explica Rafaela. Para a professora, o grande problema não é disciplina, mas sim a maneira como ela é ensinada. “A paixão pela Matemática deve partir do professor, e quem é meu aluno identifica isso diariamente. Temos um grande desafio como professores, de tornar nossas aulas tão atraentes como o celular. Não é fácil e nem sempre é possível. Para aprender Matemática, muitas vezes é necessário ‘baixar a cabeça e fazer exercícios’, mas também inovar, buscar mostrar a aplicação do conteúdo sempre que possível, utilizando diferentes meto-

dologias, pode motivar os alunos, mesmo se não tiverem tanta facilidade com a disciplina”, acredita a docente, feliz e satisfeita com o reconhecimento recebido de estudantes e colegas de profissão. “Ao concluir a graduação, fiz um juramento de buscar sempre a qualidade do ensino, incentivar a aprendizagem da Matemática e valorizar a capacidade do aluno. Além disso, prometi utilizar meus conhecimentos em busca de superar todos os desafios que existem em se fazer educação hoje, e é isso que eu busco todos os dias em minhas práticas pedagógicas e compartilhamento com outros professores nas minhas redes sociais”, comenta Rafaela que, na quarta, foi aprovada na prova de professora com certificação Google, que amplia as possibilidades de atuar na formação de docentes.

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técnica adotada por Rafaela, da gamificação (introdução de jogos para explicar a disciplina), não motiva somente seus alunos para o aprendizado, mas inclusive serve para que colegas de trabalho também se inspiram para a adoção da estratégia. “Professores de diferentes lugares foram acompanhando o trabalho e solicitando dicas de materiais. Com isso, hoje a página, além de fornecer materiais que favorecem a aprendizagem dos alunos, como resumos de conteúdos, estimula, através de diferentes didáticas, como a gamificação (jogos que estimulam o aprendizado), recursos para os professores utilizarem em suas aulas”, resume Rafaela. São mais de 900 professores que já adquiriram algum conteúdo, incluindo docentes da Argentina e Portugal. O retorno tem sido ótimo, não somente dos professores, que relatam a motivação dos alunos com a aplicação das técnicas e melhor absorção e avanços no aprendizado da disciplina, como dos próprios estudantes de Rafaela nas aulas remotas, em que a gamificação é aplicada e tem rendido inclusive considerações elogiosas e positivas dos pais que acompanham o trabalho. A oferta, de um conteúdo mais elaborado, tem também auxiliado docentes e conferido um suporte necessário, já que a grande maioria não estava preparado para a aplicação de aulas remotas e, por isso, tiveram também que se reinventar. Rafaela sabe que os professores estão capacitados para, no retorno, suprir eventuais lacunas da aprendizagem, mas que no momento o ensino virtual é imprescindível para que o estudante mantenha uma rotina e desenvolva disciplina e autonomia, tal qual a professora desenvolveu em sua docência. “Quando iniciei minha trajetória como educadora, busquei estratégias para tornar a Matemática mais significativa, mostrando a aplicação da mesma e buscando metodologias ativas, principalmente a gamificação, para dinamizar a aprendizagem, e tornar a aula descontraída, real e prazerosa. Além disso, o uso desses recursos favorece os estudan-


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ITBI versus incorporação de bens imóveis (decisão do STF no RE 796.376/SC) Alice Grecchi *

O

Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 796.376/ SC (repercussão geral), decidiu, por maioria de votos (7x4), que, na transmissão de imóveis, incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica, há incidência de Imposto de Transmissão de Bens Imóveis Inter-Vivos (ITBI), na parte em que o valor excedente destes bens se destina à reserva de capital. Em seu voto vencido, o ministro relator Marco Aurélio Mello manteve a imunidade integral ao ITBI, propondo a seguinte tese: “Revela-se imune, sob o ângulo tributário, a incorporação de imóvel ao patrimônio de pessoa jurídica, ainda que o valor total exceda o limite do capital social a ser integralizado”. O ministro Alexandre de Moraes, em seu voto vencedor, divergiu, aduzindo que “A imunidade em relação ao ITBI, prevista no inciso I do § 2º do art. 156 da Constituição Federal, não alcança o valor dos bens que exceder o limite do capital social a ser integralizado”. Afirmou, ainda, que “revelaria interpretação extensiva a exegese que pretendesse albergar, sob o manto da imunidade, os imóveis incorporados ao patrimônio da pessoa jurídica que não fossem

destinados à integralização do capital subscrito, e sim a outro objetivo – como, no caso presente, em que se destina o valor excedente à formação de reserva de capital”. São situações distintas e, portanto, inconfundíveis. A primeira, trata do valor venal do imóvel versus o valor das cotas/ações; a outra, do valor cadastral do imóvel versus seu valor histórico. A pretensão ao ITBI, neste último caso, não foi objeto do RE 796.376/SC, que girou apenas em torno da efetiva diferença entre o valor dos imóveis e o das cotas ou ações integralizadas. Alguns Municípios, numa interpretação “muito a propósito” do que foi decidido pelo STF, estão entendendo que, o valor que, com base no § 1º, da Lei 9.249/95, deixou de ser tributado, como ganho de capital, pela União, pode ser alcançado pelo ITBI. Sem razão, porém. Com efeito, a transferência dos imóveis se perfaz pelo valor histórico, por economia de IR. Inexiste, na hipótese, qualquer ITBI a cobrar. O acórdão do STF, embora mereça críticas, não autoriza a exigência de ITBI sobre a diferença entre o preço de mercado do imóvel e seu custo histórico, quando este é adotado para integralizar cotas ou ações de igual valor de face. * Advogada especialista em Direito Tributário


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As muitas formas de ensinar Ninguém tem dúvida que lecionar é uma vocação, muito provavelmente a mais nobre de todas, já que é o professor que forma não somente os profissionais, mas também o caráter, algo que é fundamental e imprescindível nos dias de hoje. E na atualidade, todos hão de convir, não é fácil ser docente, seja pela questão financeira, seja pela estrutura precária, seja pelos riscos que a profissão envolve, com a reiterada perda de respeito à autoridade que aniquila as chances de uma sociedade ser minimamente fraterna e humana. Justamente por todo esse cenário que os bons exemplos necessitam ser enaltecidos e, nesta semana, temos um que estampa nossa Matéria Especial (páginas 2 e 4). A professora Rafaela Fabro ministra aulas de Matemática de uma forma diferente. É

ponto pacífico que a disciplina, via de regra, é odiada pela grande maioria dos estudantes, e isso valoriza ainda mais sua atuação. Fazendo uso da técnica da gamificação, que é a introdução de jogos para explicar o conteúdo, ela tem conquistado alunos, despertado neles a atenção e o interesse pela disciplina e, mais do que isso, e o fundamental: conseguido transmitir o aprendizado da Matemática. Sempre muito atuante nas redes sociais, Rafaela viu seu trabalho alcançar um grande reconhecimento neste período de pandemia, tendo em vista que a quase totalidade do quadro docente não estava preparada para aulas virtuais, algo que já era desenvolvido pela profissional como um complemento à atividade presencial e que, a partir da crise sanitária, passou a ser não mais uma

ação complementar, mas sim principal, sendo a própria aula remota a responsável por garantir o acesso ao conhecimento e manter, ainda que com as dificuldades que a distância impõe, esse vínculo tão fundamental entre professores e alunos. É claro que não existe uma fórmula mágica para ensinar. Há diversas maneiras de se transmitir conhecimento, mas é fácil perceber, no trabalho da professora, seu amor pela disciplina e profissão. Evidente que há dezenas, centenas de docentes que, a exemplo da nossa fonte, também executam uma docência de excelência e os números do ensino em Farroupilha deixam isso muito transparente. Todos devem se sentir representados e valorizados porque essa devoção ao ensino é uma bandeira comum.

Rafaela apenas, no momento, materializa essa condição, como tantos outros profissionais da educação estamparam nossas páginas e como é bom e prazeroso produzir esse tipo de pauta. O que chama a atenção, além do fato da professora conseguir cativar estudantes a gostarem da Matemática, é que o trabalho serve de espelho e inspiração para outros docentes, inclusive de outras disciplinas, e isso tem um valor que sequer pode ser mensurado e confere ainda mais relevância à atividade desempenhada por Rafaela que, na matéria, revelou que fez um juramento na sua graduação: “buscar sempre a qualidade do ensino, incentivar a aprendizagem da Matemática e valorizar a capacidade do aluno”. Uma promessa cumprida à risca e com sobras.

A tendência, que já havia sido verificada no mês de junho, se confirmou em julho. A economia farroupilhense dá sinais de recuperação após as absurdas e descabidas medidas de sufocamento econômico impostas pelo governo do Estado, que fez o município registrar fechamentos de postos de trabalho por quatro meses seguidos, com direito ao impressionante mês de abril (em que foram encerrados 870 empregos na cidade), o auge

da paranoia inspirada no criminoso e patético estudo do Imperial College, que nem de perto se confirmou. Pois bem, julho voltou a registrar um número superior de admissões em relação às demissões, gerando um saldo positivo de 71 empregos formais. Ainda é pouco, claro, especialmente se levarmos em consideração o acumulado neste trágico 2020, que contabiliza o fechamento de 798 empregos e, mais ainda, se o recorte

for realizado nos últimos 12 meses, quando o número salta para 973 demissões. Porém, é um dado que aponta uma retomada econômica na cidade e que deve, não apenas se manter, mas se elevar à medida que a crise sanitária dá sinais de arrefecimento. O fato de Farroupilha contar com uma cadeia produtiva e, por tabela, comercial e de serviços, altamente diversificada, acaba ocasionando um impacto menor nos índices que foram

contabilizados no estudo feito pelo Observatório do Trabalho, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), a partir de dados colhidos junto ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia (veja matéria na Editoria de Economia, página 13). São números que indicam que o pior momento já passou, mas que também é necessário criar as condições para retomada dos postos de trabalho perdidos.

Esperança de retomada plena

Índice

Editorial

Matéria Especial ....................................... Páginas 2 e 4 Editorial ..................................................... Página 6 Opinião ........................................................ Página 7

Saúde ............................................................ Páginas 8 e 9

Economia ..................................................... Páginas 10, 12 e 13 Cidade........................................................... Página 14

Política........................................................ Páginas 15 a 17

Educação ..................................................... Página 18 Esporte ........................................................ Página 19

Inside

Especial..................................................... Capa Crônicas da Redação ............................. Página 2 Sétima Arte .............................................. Páginas 2, 3, 6 e 7 Guilherme Macalossi ............................ Página 3 Social ........................................................ Páginas 4 e 5 Egui Baldasso ......................................... Página 6 Lauro Edson Da Cás ............................... Página 7 Horóscopo ............................................... Contracapa Classificados .......................................... 4 páginas

Redação: redacao@jornalinformante.com.br Ramon Cardoso ramon@jornalinformante.com.br

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Candidatos não usam bem as redes sociais João Miras * A presença de um candidato nas redes sociais, aliada a um forte trabalho de comunicação, pode ser decisiva para o resultado nas urnas. Atualmente, é praticamente impossível pensar uma campanha eleitoral sem o uso dessa ferramenta. É impossível imaginar que, hoje em dia, qualquer pessoa consiga se comunicar sem usar os meios digitais, o que vale também para uma eleição. Cada vez mais pessoas têm mais acesso a essas plataformas. Quem apostar nas redes sociais vai conseguir falar com mais pessoas e com mais agilidade. A utilização de ações de marketing político nas mídias sociais já estava nos projetos de todos os candidatos a vereador e prefeito para as eleições municipais deste ano. Mas, por conta das restrições de mobilidade da pandemia, foram além de uma natural ambientação e se precipitaram vertiginosamente para as novas mídias, já que não há nenhuma outra forma disponível para se comunicar com a população. O isolamento social decorrente da crise sanitária não permitiu que os candidatos se movessem planejadamente para as redes, mas, verdadeiramente, fossem empurrados para elas. Estudei o impacto de todos os fenômenos midiáticos das últimas décadas na comunicação política e posso afirmar que o que ocorre agora, desde a última etapa da evolução na tecnologia da informação, não tem precedentes na história, e a grande maioria dos candidatos e equipes de campanha não estão preparados para enfrentar o desafio das mídias sociais. Pelo que estou vendo

nas dezenas de municípios onde realizo consultorias e palestras, posso afirmar que os candidatos entenderam que marketing eleitoral nas mídias sociais seria apenas uma questão de jogar para o formato digital online peças criadas para o marketing político convencional, anteriormente veiculadas em mídias tradicionais o que, evidentemente, é incorreto. As mídias sociais para impactarem necessitam de um certo informalismo por personificar relações e se caracterizam muito mais por serem uma janela em que se olha para dentro da casa, do que alguém olhando de dentro da casa para a rua, notadamente na atividade de comunicar uma candidatura e suas características. Não só pela característica da nova mídia, mas também porque o candidato é um ser humano e não uma empresa, faz-se necessário entender sua exposição pela ótica do pessoal, e não do institucional. A implementação de uma campanha política nas redes sociais é o segundo passo também de uma decisão anterior, a de ter uma definição clara de planejamento estratégico de comunicação. Isso significa ter uma estratégia de condução e posicionamento da candidatura, de conceitua-

ção da criação de conteúdo e de formulação de linguagens próprias para os vários segmentos. Essas necessidades são básicas numa campanha e sempre precisarão de profissionais experientes, como planejadores e estrategistas de comunicação. Mas, em geral, as campanhas não dispõem dessa experiência. O uso das redes sociais em uma campanha eleitoral deve ser entendido também como uma extensão de outras ações de presença digital por um site ou blog, por exemplo, em que o candidato possa apresentar seu perfil, ideias e propostas. O marketing político nas mídias sociais parte do pressuposto da criação de um relacionamento mais próximo entre o candidato e seu eleitorado, já que é essencialmente marketing de relacionamento. É essa a ideia por trás das redes sociais, criar um canal rápido, fácil e barato para que o candidato possa dialogar com os eleitores, e eles com os candidatos. É essa última parte que faz toda a diferença nas campanhas de marketing eleitoral nas mídias sociais: o retorno do candidato para os eleitores e o uso desse feedback como base para o refinamento de propostas de campanha. Mas, além de

uma análise conceitual, existem mesmo possibilidades de veiculação e segmentação que as novas mídias oferecem e que, enquanto fator de alcance dos públicos-alvo, também diferem totalmente dos modelos de estruturação dos antigos pacotes de planos de mídia tradicionais. Os políticos envolvidos nas pré-campanhas das eleições municipais deste 2020, definitivamente, não estão preparados para bem utilizar essas novas mídias em suas campanhas. Sem exceção. Mas não é só. Como alguns aplicativos e plataformas se tornaram verdadeiras retransmissoras, pela enorme base de inscritos, e considerando a possibilidade dos impulsionamentos, abriu-se a possibilidade de os políticos, adotando filtros de segmentação adequados, veicularem para públicos que sequer o acompanham no relacionamento social oficial de seguidores. Com a enorme rejeição que a classe política em geral tem no momento, por causa das sucessivas crises econômicas e sociais geradas por crises políticas consecutivas, muitos políticos têm preferido o caminho de usar as redes em branding para construção de reputação e autoridade de marca, deixando de lado muitas vezes os processos

de integração e engajamento com seus seguidores. O ideal é fazer os dois. Interações com os eleitores por meio dos canais das redes sociais podem também ser fonte de opiniões que retroalimentam a campanha eleitoral. Pode ser também por meio delas (além das tradicionais pesquisas profissionais de opinião, que são muito mais importantes no campo das eleições majoritárias) que o candidato e sua equipe podem ter uma visão mais específica de determinados segmentos. Ajuda muito. Há profissionais qualificados para trabalhar com mídias sociais em campanhas eleitorais, mas o mais difícil é um profissional com experiência em marketing político para assumir o grande desafio de trabalhar corretamente a imagem de um candidato, considerando a pessoa e a perspectiva da marca. Mas ter um perfil em uma rede social não vai garantir a eleição de ninguém. O que realmente elege um candidato é uma ação de marketing digital com estratégia e planejamento estritamente sincronizada com muitas outras ações de campanha, principalmente as do marketing político clássicas. * Publicitário


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Tratamento de clareamento Equipe Espaço da Beleza *

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s manchas na pele podem existir desde a nascença ou surgir ao longo da vida, devido a causas como exposição solar excessiva, envelhecimento da pele, alergia. A exposição solar excessiva pode contribuir, por exemplo, para o surgimento do Melasma, manchas escuras na pele, que normalmente aparecem no rosto, mas pode ocorrer em outras áreas expostas ao sol, como braços e colo. É mais comum em mulheres entre os 20 e 50 anos, porém também pode afetar os homens. Quando surgem na gravidez, as manchas são chamadas de cloasma gravídico. Tratamento O tratamento estético facial com ácidos específicos possui ingredientes que, juntos, proporcionam uma ação global no tratamento de hiperpigmentações de origem melânica com mecanismo de ação integrada e inteligente que age na prevenção, tratamento, manutenção, controle da pigmentação cutânea e rejuvenescimento. É um tratamento despigmentante completo, que atua de maneira eficaz em todas as etapas da formação da melanina: da síntese à deposição da mancha. Promove o clareamento da pele, atua na prevenção, tratamento, ma-

nutenção e controle da repigmentação cutânea, além de estimular o rejuvenescimento. O tratamento é composto por uma gama de ativos que agem sinergicamente nas etapas da melanogênese. Aplicação O tratamento ocorre com aplicações em cabine de luz pulsada e um mix de dermocosméticos que atuam no clareamento e na reno-

vação intensiva da pele. A continuidade do tratamento dar-se-á em casa. O tratamento home care é indispensável para o sucesso do protocolo, requer o uso dos dermocosméticos clareadores para manutenção do tratamento, como: creme clareador, hidratante facial intensivo que atua na diminuição da sensibilidade, regenerando a pele, e protetor solar diariamente.


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e rejuvenescimento facial Imagem: Reprodução

Nutricosméticos aliados internos Hoje há uma tendência na utilização de fitoterápicos e vitaminas para o tratamento do melasma. São ativos extraídos de plantas, muito eficazes em proteger a pele da ação dos raios ultravioleta. Este é um agente anti-inflamatório que protege do dano celular e ainda conta com propriedades calmantes.

Prevenção No entanto, para prevenir o surgimento de novas manchas na pele é importante passar sempre um protetor solar com fator de proteção alto antes de sair de casa, hidratar todos os dias a pele com cremes próprios para cada tipo, evitar a exposição solar excessiva e não espremer espinhas ou cravos, que podem deixar cicatrizes escuras na pele.

* Espaço da Beleza Centro Estético Independência, 555 Centro de Farroupilha Fone (54) 3268-5511 WhatsApp: 981.195.645 Fan Page Espaço da Beleza Site www.spabeleza.com.br


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SETOR PRIMÁRIO

Cooperativa financiou trator ao agricultor Giovani Dorigon por meio da linha de crédito Pronaf Mais Alimentos

S

empre vinculado ao desenvolvimento do Setor Primário, a Cresol Farroupilha fez a entrega de mais um maquinário no município na última semana. O beneficiado foi o agricultor Giovani Dorigon, que adquiriu o trator Yanmar 1155, da linha Fruteiro, que será útil para a produtor devido à expansão de sua área de cultivo de ameixa e pêssego, que demandou o investimento. “Meu pai é associado da Cresol há anos e, com a inauguração da unidade de Farroupilha, sabíamos que

teríamos opções mais vantajosas”, ressaltou Dorigon, ao comentar que a confiança adquirida na equipe da unidade local foi fundamental para fechar o negócio. Da mesma forma, o gerente de carteira Agro da Cresol Farroupilha, Flávio Noal, pontuou que a oferta de taxas atrativas, aliadas a um atendimento responsável, foram fatores essenciais para a efetivação desse tipo de negócio. Até o momento a Cresol conta com 240 associados na cidade. A unidade farroupilhense da cooperativa de crédito abriu as portas no dia 19 de junho.

Avanço O gerente agro, Noal, participou da entrega simbólica do trator Yanmar ao agricultor Dorigon

Divulgação/Cresol Farroupilha

Cresol Farroupilha realiza a entrega de maquinário


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PARA O LAR

Soprano amplia gama de produtos Linha “Sobre a Pia”, da Unidade de Utilidades Térmicas da empresa farroupilhense, concilia inovador design com praticidade Scotti, atende ao nosso objetivo de fornecer produtos com design mais prático, funcional e acessível, e com mais uma opção de combinação”, destaca Pablo Gonçalves Maciel, responsável pela área de Marketing da Soprano Utilidades Térmicas. “Queremos estar ainda mais presentes na vida das pessoas que gostam de aproveitar e curtir bons momentos dentro do próprio lar”, comenta Pablo. A nova linha, que contempla lixeiras de 2,5, 4 e 5 litros, dispenser de pia e organizador de pia/ porta talheres, já está disponível nas principais lojas de utilidades e também nos Marketplaces da Soprano. Sobre a Pia Nova linha garante um estilo particular ao ambiente, adequando beleza e design com a funcionalidade habitual que caracteriza os produtos da marca

Marketing Soprano

F

ocada em buscar a funcionalidade em seus produtos, a Soprano acaba de lançar, por meio de sua Unidade de Utilidades Térmicas, a linha “Sobre a Pia”, desta vez na cor vermelha. São lixeiras, dispensers e organizadores que se destacam pela praticidade, além da beleza e design. Os novos itens aumentam ainda mais o portfólio da Soprano voltado à organização e higiene da cozinha, atendendo, desta forma, uma das principais preocupações da marca, que é o bem-estar dos clientes. A empresa farroupilhense se consolida no mercado com produtos exclusivos nas linhas de Banho, Sobre a Pia, Lixeiras e Organização. “O lançamento desta nova cor vermelha, assinada pelo designer Daniel


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RETOMADA PERMANENTE?

Segundo semestre é aberto com admissões superando demissões Em julho foram gerados 71 empregos formais em Farroupilha, primeiro mês de saldo positivo após quatro de queda

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o encerramento do semestre, em junho, os indicadores já apontavam uma queda considerável no número de demissões diante das admissões. No referido mês, foram gerados 454 empregos formais ao passo que foram registrados 544 desligamentos. Ou seja, o saldo ficou negativo com o encerramento de 90 postos de trabalho na cidade, mas um dado muito menor do que os saldos verificados nos três meses anteriores: foram 125 demissões em março, impressionantes 870 em abril e 310 em maio. Em resumo, a tendência era de uma reversão do quadro com o número de contratações superando a de demissões em julho, pela primeira vez desde fevereiro, e foi justamente o que se verificou na abertu-

Empregos no primeiro semestre de 2020 Mês avaliado Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Acumulado/Ano Acumulado/12 Meses ra do segundo semestre nos dados contabilizados pelo Observatório do Trabalho da Universidade de Caxias do Sul (UCS), buscados junto ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia. No período foram 728 admissões diante de 657 desliga-

Farroupilha 172 354 -125 -870 -310 -90 71 -798 -973 mentos, o que ocasionou o saldo positivo de 71 empregos gerados. A análise aponta que o Setor Secundário, motor da economia farroupilhense, foi o que mais contribuiu para a reversão do cenário, com um saldo de 69 contratações, que representa um incremento de 0,65% dos

empregos no segmento, seguido pelo setor do Comércio, que registrou 15 contratações, aumento de 0,27% sobre o total. Quem mais fechou postos foi a Construção Civil, com saldo de 21 desligamentos, um recuo de 4% nos empregos formais da área. O acumulado do ano farroupilhense, no entanto, ainda registra saldo negativo com o encerramento de 798 empregos, que salta para 973 se o recorte for feito nos últimos 12 meses (agosto de 2019 a julho de 2020). Situação similar é vista no Rio Grande do Sul, que fechou 95.036 postos de trabalho no ano e 93.030 nos últimos 12 meses, e no Brasil, que teve 1.092.578 contratos finalizados em 2020 e 935.269 entre agosto de 2019 e julho de 2020. O estudo completo pode ser acessado no endereço eletrônico ucs.br/site/midia/arquivos/carta-julho-2020.pdf.


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SAFRA HISTÓRICA

Obituário

À procura do lar Divulgação

Alguém conhece esta menina? Ela apareceu em uma residência no bairro 1º de Maio e foi resgatada. Foi dado a ela o nome de Ágata, aparenta ter entre 1 a 2 anos, mix de pitbull, muito carinhosa e brincalhona. Estamos procurando seus tutores e, caso não apareçam, será encaminhada para adoção responsável. Somente será devolvida mediante comprovação. Informações podem ser obtidas pelos fones 3261-7914 ou 999.580.954

Seleção de Vinhos de Farroupilha em curso 15ª edição do tradicional concurso abriu inscrições quarta e prazo vai até o dia 18

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iferente e com adaptações devido à pandemia, mas mantendo a excelência e a qualidade habituais. A 15ª edição da Seleção de Vinhos de Farroupilha abriu, na quarta, o prazo para inscrição, que segue até o próximo dia 18. As vinícolas foram orientadas a solicitar o regulamento e agendar a coleta das amostras. Por conta da crise sanitária, não ocorreu o tradicional lançamento, realizado no Salão Nobre da prefeitura. O cronograma também foi atrasado em cerca de dois meses. A análise sensorial acontece entre os dias 20 e 22 de outubro, no Salão da Comunidade de Santos Anjos, mais amplo que do Seminário Apostólico Nossa Senhora de Caravaggio, que permitirá um maior distanciamento entre os avaliadores. O evento de premiação será dia 5 de dezembro, um sábado, com formato e local ainda a serem definidos, de acordo com o que será permitido no período. Além da data emblemática, que celebra 15 edições, a histórica safra deste ano, considerada uma das melhores da história, levou à decisão de realizar o concurso. “A Seleção de Vinhos sempre teve por objetivo a melhoria da qualidade dos produtos e chegando na 15ª edição, numa safra excelente, seria uma pena e uma perda muito grande não realizá-la, quebrando essa sequência de avaliações que nos confere um panorama muito consistente da evolução qualitativa de nossos rótulos. Se temos condições de fazer o evento com segurança, é indiscutível manter a realização, mesmo que seja de uma forma reconfigurada”, destacou Rosane Meggiolaro Cappelletti, presidente da Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin), que promove a Seleção em parceria com a prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural. Patrocinam o evento: Amazon Group, BiotecSul, Guaresi Tombadores Hidráulicos, Irmãos Luvison, MA Silva Brasil, Scholle IPN, Tramontina, Vêneto. São apoiadores institucionais: Associação dos En-

Imagem: Reprodução

29 de agosto * Dirce Maria Bellini, 77 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal (CPM); * Agostinho Justakoski, 38 anos. Sepultamento no CPM. 31 de agosto * Benjamin Luiz Zucco, 75 anos. Sepultamento no cemitério da comunidade de Nossa Senhora de Caravaggio (1º Distrito); * Yolanda Rosa Cambruzzi, 90 anos. Sepultamento no cemitério da comunidade de Nossa Senhora de Caravaggio (1º Distrito). 1º de setembro * Zelia Polla Dal Pizzol, 75 anos. Sepultamento no CPM. 2 de setembro * Ederson Trilha, 26 anos. Sepultamento no cemitério da comunidade de Nova Sardenha (3º Distrito). 3 de setembro * Loiva Maria Habitzreuther de Mello, 50 anos. Sepultamento no cemitério da comunidade de Linha Paese (3º Distrito); * Adriano Gasparin, 45 anos. Memorial Crematório São José, em Caxias do Sul.

Safra das safras Mesmo com pandemia, expectativa é muito alta pelo concurso

genheiros Agrônomos da Encosta Superior do Nordeste, Confraria Feminina do Vinho e do Espumante, Embrapa Uva e Vinho, Escritório Municipal da Emater/RS – Ascar, IFRS Campus Bento Gonçalves, Laren/Seapa – Governo do Estado, Seminário Apostólico Nossa Senhora de Caravaggio, Sindicato dos Trabalhadores e Agricultores Familiares de Farroupilha e UCS Farroupilha


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CORRIDA ELEITORAL

Progressistas voltam a encabeçar chapa à majoritária após 24 anos Convenção oficializa nome de Fabiano Feltrin como pré-candidato a prefeito tendo Jonas Tomazini, do MDB, como vice sição entre as siglas iniciou ainda em 2019 e durante o processo de amadurecimento do bloco os nomes de Feltrin e Jonas foram ganhando força. Um dos compromissos da coligação é com a geração de emprego e renda, com o estímulo à criação de novos postos de trabalho e negócios e manutenção dos já existentes. O plano de governo está alicerçado no envolvimento de novos atores no cenário político e a frente busca conferir espaço para o surgimento de novas lideranças. “Quero e sinto que Farroupilha precisa, mais do que nunca, de pessoas que a olhem com carinho, sem disputa política ou de acordo

com preferências partidárias. Os farroupilhenses estão clamando por voz, por atendimento e por amparo. Tenho certeza que eu e Jonas estamos preparados para oferecer isso”, destacou Feltrin. Essa ideia de atenção foi reforçada pelo vice. “Temos ouvido as demandas da população nas ruas, que nos coloca a preocupação, entre outras coisas, com a situação da nossa casa de saúde, da necessidade de mais atenção à Educação Infantil e também sobre o âmbito das moradias populares. Quem conhece a mim e ao Fabiano sabe que olharemos com carinho para todas essas questões”, assegurou Jonas.

Ramon Cardoso

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esde a eleição de Avelino Maggioni, em 1996, o Progressistas não contava com um postulante ao cargo de prefeito. Até esta quinta, quando o nome do empresário Fabiano Feltrin foi oficializado como pré-candidato na cabeça de chapa da sigla ao Executivo, que faz dobradinha com o MDB, tendo como vice o vereador Jonas Tomazini. As convenções partidárias do bloco de oposição reuniram também as demais legendas que integram a frente: PSL, PL e PRTB. A coligação foi intitulada “Novo Ciclo, Nova Farroupilha”. O acordo para a compo-

Parceria selada Nomes do progressista Feltrin e do emedebista Jonas foram consenso dentro do bloco oposicionista e acabaram sacramentados em convenção


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DOBRADINHA DEFINIDA

Glória, da Rede, acertada com Darci Levis, do PSDB Convenção tucana abriu a série de encontros dos partidos e vereadora deve homologar a parceria na reunião desta sexta estou muito preparada para administrar o Município. Em minha trajetória na vida pública conheci, a fundo, todos os setores que envolvem a Administração. Fui vereadora por quatro mandatos, presidente da Câmara de Vereadores e administrei duas importantes Secretarias, a de Saúde e de Assistência Social e Habitação. Isto me deu conhecimento, preparo e segurança para assumir como prefeita de Farroupilha”, assegura a pré-candidata Glória, que terá seu nome homologado nesta sexta, na convenção da sigla. Candidata em duas oportunidades, nas eleições de 2000 e 2004, a vereadora

nunca escondeu o desejo de disputar uma nova corrida eleitoral e encontrou em Levis o perfil ideal para uma composição. O primeiro contato ocorreu em abril, quando o tucano havia comentado o desejo de participar do pleito. De lá para cá, inúmeras conversas ocorreram com outras legendas, mas o acerto ficou bem desenhado no último final de semana. “Minha candidatura, pelo que vamos apresentar, está calcada no que nosso grupo está preparando para que se tenha uma Administração que consiga atender efetivamente as necessidades da população. Nosso projeto

Divulgação

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nome de Darci Levis (PSDB) surgia como um pré-candidato da sigla ao Executivo, mas a convenção tucana, realizada na terça à noite, que abriu a série de encontros das siglas, fez a opção por uma composição que já vinha sendo articulada há cerca de cinco meses e que está muito próxima de ser confirmada. Darci deve ser vice na chapa que será encabeçada por Maria da Glória Menegotto (Rede). “Decidi apresentar meu nome como pré-candidata, pois sei que neste momento

Afinados Glória e Levis estreitaram laços ao longo dos últimos meses e nesta semana formalizam dobradinha na corrida ao Executivo

vai contemplar primeiro as necessidades da população nos bairros e todas as localidades, naquilo que ela realmente precisa. Nosso plano é arrojado, mas totalmente

possível de realizar. Tudo o que apresentarmos sempre mostraremos de onde virão os recursos. Temos projeto claros e viáveis”, garante a pré-candidata.


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Dias de definição

Nem bem setembro teve início as convenções partidárias já tiveram vez no município. O PSDB abriu os trabalhos na terça, quando indicou o pré-candidato Darci Levis para uma composição com Maria da Glória Menegotto, da Rede, que tem convenção prevista para ocorrer nesta sexta, às 19h, e deve sacramentar a dobradinha entre as legendas. Na quinta, o bloco de oposição liderado pelo Progressistas indicou Fabiano Feltrin como pré-candidato a prefeito e Jonas Tomazini, do MDB, a vice, na frente que ainda conta com PSL, PL e PRTB, os cinco partidos que fizeram a convenção conjunta na Sociedade Esportiva, Recreativa e Cultural Farrapos.

Dias de definição II

Na próxima quarta, às 18h, é a vez do PSD realizar seu encontro, que deve formalizar a pré-candidatura de uma chapa pura com Sedinei Catafesta e Leonardo Vilas-Bôas Conceição. O PSB, por fim, remarcou sua convenção. Inicialmente prevista para acontecer no próximo domingo, ela ficou para o dia 14 e, tudo indica, efetivará o prefeito Pedro Pedrozo como postulante na corrida eleitoral pela sequência de trabalho no Centro Administrativo Prefeito Avelino Maggioni, restando ainda saber se a legenda irá de chapa pura ou terá algum partido na composição. Ou seja, os próximos 10 dias mostrarão um cenário definitivo da disputa.

Quatro chapas?

O cenário de momento indica que serão quatro as candidaturas ao Executivo, algo inédito na história do município. Cumprindo todos requisitos exigidos pela legislação eleitoral, há legitimidade para qualquer um buscar o posto de prefeito, mas não resta a menor dúvida que esse fatiamento de eleitorado acabará beneficiando o grupo que estiver mais alinhado e coeso. A cisão ocorrida no bloco de situação, ao que tudo indica, parece irreversível, e, por conta disso, propicia o surgimento de diversas candidaturas. Em resumo, a chance é grande de termos quatro chapas, com possibilidade de duas puras.

PDT de molho?

Sigla que comandou o Executivo em boa parte dos últimos oito anos, o PDT deve ficar de fora da eleição majoritária. Segundo o presidente da sigla, Thiago Brunet, o objetivo é fortalecer a legenda na proporcional, com o objetivo de fazer pelo menos três cadeiras no Casa Legislativa Lidovino Antônio Fanton. Na próxima quinta, dia 10, acontece a convenção pedetista. O recorte no momento indica que a legenda concentrará forças na Câmara de Vereadores. Ocorreu um desgaste por conta do impeachment de Claiton Gonçalves e, além disso, muitos atritos com partidos que integraram a base do governo e votaram a favor do impedimento do gestor.

Quadro legislativo

Conforme ressaltou Brunet, os nomes de peso da sigla estão direcionados à eleição proporcional. “Temos uma boa nominata à Câmara e acredito que não vamos disputar a majoritária. Alguns nomes nossos foram cogitados para concorrer à prefeitura e eu não vejo problema, mas não gostaria que fossem os que estão na pré-lista para disputar o posto de vereador. Fora desses, não há problema algum, mas acho difícil. Porém, é política e tudo pode acontecer. Acho que o PDT, antes que perder um nome forte para o Legislativo numa disputa ao Executivo, deveria ficar fora da eleição majoritária e procurar fortalecer sua atuação no Parlamento”, declarou o presidente.

Ganhando tempo?

Até não ocorrer o efetivo registro das chapas, o cenário ainda é de especulação. Mas a remarcação do encontro do PSB confere mais tempo à sigla na tentativa de fechar um acordo na eleição majoritária. O problema é que, com a antecipação das convenções e lançamento dos nomes, as opções de parceria ficam cada vez mais restritas, isso se os pré-candidatos de momento realmente efetivarem o registro para a disputa à prefeitura. Se isso ocorrer, é praticamente certo que o PSB deve disputar a majoritária com uma chapa pura. Embora essa não fosse a intenção inicial, era uma possibilidade a ser considerada.


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ALÉM DA SALA DE AULA

Colégio Nossa Senhora de Lourdes oferece serviço de apoio à saúde mental Apoio psicológico à comunidade escolar é forma encontrada para amenizar os efeitos da pandemia e fortalecer relações

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impacto da crise sanitária no setor da Educação é gigantesco. A tradicional e sempre necessária relação entre aluno e professor agora é virtual, o que traz prejuízos, tanto ao corpo discente quanto ao docente, em um vínculo que é fundamental para o desenvolvimento de ambos. Os estudantes ficam prejudicados pela dificuldade em esclarecer dúvidas com os professores, mas também pelo contato com os colegas e em relação às atividades realizadas em salas de aula. Os professores, por sua vez, também pela falta de interação com os alunos e a troca de conhecimento. Isso tem gerado uma grande frustração já que o ensino virtual, antes complementar, agora é imprescindível. Foi justamente pensando em minorar os efeitos desta situação que

o Colégio Nossa Senhora de Lourdes (CNSL), que integra a mantenedora Associação Educadora São Carlos (AESC), desenvolveu um trabalho de apoio, que também é extensivo aos familiares. O projeto vinculado à saúde mental, que antes ocorria de maneira presencial somente em caso de necessidade, agora é essencial. Desenvolvido com a orientadora educacional com formação em Psicologia, Marilia Freitas, responsável pelo Serviço de Orientação Educacional (SOE), o projeto de grupos de escutas desempenha a função de ajudar alunos e professores que enfrentam dificuldades diárias com a pandemia. As famílias dos estudantes também foram contempladas. Aos professores, a escuta se dá pela função de adaptação ao momento e ao estresse ocasionado pela conciliação de suas rotinas. “O trabalho do psicólogo, no período atual, é voltado ao acolhimento.

Angústia e ansiedade são alguns dos sentimentos que a Psicologia deve acolher, juntamente com sua ferramenta principal: a escuta. Através da escuta de um psicólogo, buscam-se estratégias de intervenção. O grupo de escuta foi uma proposta imediata para tal suporte, pois ele desempenha o papel de identificação entre um indivíduo e outro. No momento em que um colega identifica sua angústia no outro, ele entende que não está só. O objetivo da montagem dos grupos se dá também pela troca de vivências e pelo compartilhar de estratégias de cuidados”, esclarece Marilia. A participação nos grupos de escuta é espontânea e eles abrangem toda a cadeia educacional de Lourdes, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Os pequenos, muitas vezes são acompanhados dos pais. Os adolescentes, participam de forma livre, podendo conversar melhor sem a

necessidade de seus pais ou familiares. A procura pelos grupos tem sido abrangente e os retornos positivos de todos os envolvidos. “Este é um momento de muitas ações colaborativas, onde todos aprendem a conviver com uma pandemia. Não existe manual para essa fase. Todos estão construindo uma nova forma de viver. Quanto mais ações de união surgirem com o intuito de se pensar a saúde, a educação, a vida em sociedade, mais ricas serão as construções comunitárias na nossa sociedade”, explica a psicóloga. Na esfera educacional, essa proximidade das famílias com a escola e essa disposição da instituição de ensino em acolhê-las certamente resultará num melhor e mais efetivo processo de adaptação em que todas as frentes envolvidas no processo da educação e construção do conhecimento serão beneficiadas.


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GURIAS RUBRO-VERDES

Projetando as formações ideais Faltando 50 dias para a volta da Série A2, técnico Luciano Almeida começa a formatar equipe do Brasil Feminino Fotos: Ramon Cardoso

Mostrando serviço Por um lugar entre as 11: a atacante Greyce, a lateral esquerda Barbosa, a meia Bruninha e a atacante Kelly no treinamento realizado na última sexta à noite: variações testadas no primeiro coletivo

Brasil Feminino

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carga de trabalho no Estádio das Castanheiras segue intensa, até mesmo porque faltam 50 dias para as gurias rubro-verdes voltarem a campo no

Brasileirão Série A2, na estreia em casa, na 2ª rodada da disputa nacional, diante do Napoli, de Caçador, que ocorre no dia 25 de oububro. Os treinos coletivos já fazem parte da rotina do Brasil Feminino e o técnico Luciano Almeida começa a realizar testes e experimentar formações para utilização na competição. “O treino tático (da última sexta à noite) teve pontos positivos e negativos, o que é normal pelo longo tempo em que ficamos parados. Certo que precisamos melhorar em muitos aspectos, mas também teve muita coisa boa, que me deixou com

aquele ponto de interrogação. É bom porque o elenco me proporciona algumas alternativas para a próxima partida”, comentou Luciano. Na estreia o Brasil venceu a Chapecoense, fora de casa, por 4 a 3. A atividade da semana passada era parada a todo instante para correções pontuais de posicionamento e ocupação de espaço, além de promover uma alta rotatividade no esboço do time titular, ampliando a gama de opções e oferecendo ao técnico alternativas para as diversas situações que podem se apresentar no duelo contra o rival que é considerado o

mais forte do Grupo F, que também venceu na estreia da Série A2 ao golear, em casa, o Athletico por 4 a 0. “Na terça à noite fizemos um trabalho de força, que foi iniciado com o Brasa (Rafael Dos Santos, preparador físico) e depois transferido para o campo, com enfrentamento, três contra dois, finalização, velocidade... tudo voltado à força”, explicou o técnico do Brasil. As gurias rubro-verdes voltam a campo para o treinamento nesta sexta à noite, nas Castanheiras, em mais um trabalho que deve aprimorar a condição das atletas nesta pré-temporada fora de época.


insidE

O processo de derrubada da Cosa Nostra na metrópole americana

política

Primeira chapa à eleição majoritária está confirmada

Mirna Messinger

Economia

Semestre abre com as admissões superando as demissões

Imagem: Reprodução

Divulgação

Documentário da Netflix mostra como máfia corroeu as estruturas nova-iorquinas e o complexo trabalho da força-tarefa que a aniquilou Páginas 2 e 3

Em convenção realizada quinta, na Sociedade Esportiva, Recreativa e Cultural (SERC) Farrapos, bloco de oposição oficializa os nomes de Jonas Tomazini (MDB) e Fabiano Feltrin (Progressistas) como pré-candidatos ao Executivo, na coligação que conta ainda com o PSL, PL e PRTB Página 15 e Boca de Urna

Julho registra saldo de 71 empregos formais no primeiro levantamento mensal positivo desde fevereiro na cidade Página 13 e Editorial


Social

Os destaques da semana em Farroupilha e as dicas e sugestões da colunista social Valéria Vettorazzi Páginas 4 e 5

Inside

Sétima Arte

O drama argentino “Neve Negra” e os fantasmas do passado que insistem em atormentar o presente Páginas 6 e 7

INCURSÃO NOVA-IORQUINA

A Big Apple contra o crime Documentário da Netflix mostra atuação da máfia em Nova Iorque: escalada de violência na metrópole rendeu bons filmes Fotos: Divulgação

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amos admitir: há uma geração de cinéfilos que cresceu assistindo ao clássico “Desejo de Matar” no Domingo Maior. Certo? O lendário Charles Bronson vivia o arquiteto Paul Kersey, um justiceiro que busca vingança pelo abuso sexual da filha e assassinato da esposa por uma gangue em uma Nova Iorque sem lei, onde a presença do Estado praticamente inexistia em bairros dominados por quadrilhas de assaltantes e traficantes. O livro de Brian Garfield rendeu uma ótima franquia que ganhou um remake recente no Cinema. Porém, os anos 70 e 80 reservaram outros bons filmes que tinham a violência da metrópole como tema central (separamos uma

Frentes diferentes, propósito igual Paul Kersey (Charles Bronson) é um justiceiro social que limpa as ruas de Nova Iorque em Desejo de Matar, já Abel Morales (Oscar Isaac) combate o sistema de corrupção que está entranhado na metrópole em O Ano Mais Violento

Filme Operação França O Poderoso Chefão I, II e III Desejo de Matar I e III Um Dia de Cão Taxi Driver Os Selvagens da Noite Faça a Coisa Certa O Pagamento Final O Verão de Sam O Ano Mais Violento

Direção William Friedkin Francis Ford Coppola Michael Winner Sidney Lumet Martin Scorsese Walter Hill Spike Lee Brian De Palma Spike Lee J.C. Chandor

Ano 1971 1972, 1974 e 1990 1974 e 1985 1975 1976 1979 1989 1993 1999 2014

lista ao lado). Até mesmo adaptações recentes como “O Ano Mais Violento” e “O Verão de Sam”, do nova-iorquino Spike Lee, tem como foco o período de caos e degradação que marcaram a metrópole. O documentário “Nova Iorque Contra a Máfia”, (confira resenha nas páginas 2 e 3) da Netflix, mostra as raízes dessa barbárie, sedimentadas a partir de uma atuação efetiva da Cosa Nostra e como os mafiosos contaminaram todo o estrato social que permitiu o avanço da corrupção, tráfico de drogas e violência. Sutil ou escancarada, essa barbárie e deterioração nova-iorquina, que rendeu uma média surreal de 2 mil assassinatos por ano, do final dos anos 70 ao início dos 90, agora só pode ser vista mesmo na Sétima Arte.


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Crônicas da Redação Ramon Cardoso

ramon@jornalinformante.com.br

Pelo jeito, governador, ninguém entendeu a reforma tributária

TSE em busca de holofote

Como só se fala do Supremo Tribunal Federal (STF) e suas decisões estapafúrdias, nesta semana o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quis um pouco de mídia. E ganhou, com todos os méritos. O TSE está desenvolvendo uma campanha de combate às fake news nas eleições. Até aí tudo bem, o problema está na contratação do garoto propaganda: Átila Iamarino. Quando me falaram eu achei que era zoação, brincadeira... enfim, era uma baita de uma fake news. Nada, era verdade mesmo. Contrataram para capitanear a campanha um alucinado que disse que o Brasil iria contabilizar 1 milhão de óbitos pelo coronavírus até o final de agosto. É um acinte, um escárnio alguém ainda dar vez e voz para esse cara, ainda mais pago com dinheiro do contribuinte. É a mesma coisa que contratar o Lula para comandar um programa de compliance ou a Dilma para ministrar um curso de oratória. O TSE debocha na cara da população brasileira. No País, todos sabem, já valia a pena ser bandido, corrupto e marginal. Agora vale a pena ser mentiroso também. A lei, aqui, se cumpre sempre em benefício desses. A sociedade de bem que se exploda.

Sétima Arte

Erradicando a máfia de Grande documentário da Netflix mostra a ascensão e queda da Cosa Nostra no necessário processo de depuração e limpeza pelo qual passou a metrópole americana

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os anos 70, Nova Iorque era a sucursal do inferno na Terra. A metrópole registrava mais de 2 mil assassinatos por ano, cerca de 150 assaltos a banco por mês, possuía bairros em que o Estado não entrava e estava infestada por gangues que aterrorizavam a população. Essa degradação não foi algo construído da noite para o dia. A atuação da máfia italiana, a Cosa Nostra em especial, com suas cinco tradicionais famílias, é o pilar fundamental dessa barbárie. Repleto de imagens de arquivo, o ótimo documentário “Nova Iorque Contra a Máfia” mostra a origem do problema e como foi necessária uma força-tarefa para combater o mal. Com órgãos de segurança pública mal aparelhados e treinados, o terreno estava limpo para a Cosa Nostra estender seus tentáculos em todo o estrato social nova-iorquino. De início, as próprias comunidades italianas onde os clãs mafiosos

Fotos: Divulgação

Em mais uma de suas grosserias habituais, sempre direcionadas a quem discorda do governo (esse mesmo que ironicamente e desavergonhadamente se autointitula de governo do diálogo), Eduardo Leite soltou os cachorros em Simone Leite, presidente da Federasul, no Seminário da Competitividade, um evento promovido pela Assembleia Legislativa, em um vídeo que viralizou nas redes sociais e foi inclusive pauta da coluna. Simone questionava, dentro do tema proposto, como o Rio Grande do Sul, que estava perdendo empresas e profissionais para outros Estados, iria conseguir se manter competitivo com uma reforma tributária que aumentava impostos. O ‘polido’ governador, além de taxar a presidente de incapaz, sugeriu que seu questionamento era um misto de má-fé com desconhecimento. Evidente que o repúdio foi total por diversas entidades da classe empresarial da indústria, comércio e serviços. Mas a grosseria de Leite não foi pauta da grande imprensa, assim como não tinha sido outra, feita contra a jornalista Roberta Coltro, da TV Pampa. Na verdade, para a mídia militante e que se acha intocável, só há um grosso na política brasileira: o presidente Jair Messias Bolsonaro. Sua grosseria, todos sabem, não tem nada a ver com postura, mas com o fato de ter suprimido R$ milhões em publicidade para os veículos que nem de perto fazem Jornalismo e sim uma lacração barata e rasteira. Leite acusou a presidente da Federasul de limitação intelectual, de não ter entendido a reforma. A melhor resposta da entidade foi mostrar sua força e entrar em conta com os deputados, questionando se eles iriam votar a favor de um projeto que penaliza ainda mais a população gaúcha. Na última análise, divulgada na terça, 36 parlamentares disseram que votariam contra (bastam 28 votos para rejeição), seis ainda não haviam decidido, 12 não responderam e apenas um disse que votaria a favor. Pois é, governador, tem muita gente no Estado com limitação intelectual. Felizmente.

FARROUPILHA, 4 DE SETEMBRO DE 2020

Cruzada antimáfia Big Paul Castellano comandou com pulso firme a Família Gambino, a mais poderosa da máfia em Nova Iorque, e coube ao ambicioso procurador Rudolph Giuliani pôr fim ao reinado de terror da Cosa Nostra: início do processo de pacificação da metrópole

estavam inseridos eram o alvo. Pequenos negócios eram extorquidos e quem não pagasse uma “taxa” à máfia era ameaçado. Logo os mafiosos começaram a praticar agiotagem, jogos de azar, sequestros, assaltos a banco e viraram “sócios” nas empresas dos que deviam dinheiro à máfia. Com isso, as famílias da Cosa Nostra passaram a atuar nos mais variados ramos de atividade, mas nada teve um impacto financeiro tão grandioso como a expansão do tráfico de cocaína e heroína, que rendia fortunas aos mafiosos. Com personagens reais, que foram presos e colaboraram com a Justiça, a organização criminosa é eviscerada. No primeiro episódio, o “Máfia no Controle”, é mostrado como funcionava a estrutura e os primeiros passos do FBI para desmantelar as cinco famílias: Gambino, Genovese, Lucchese, Colombo e Bonanno. Aquela herança de sangue já não

mais existia e a organização funcionava como uma empresa. Porém, era impossível chegar nos chefes e subchefes justamente porque eles não se envolviam nos negócios criminosos, já que tinham uma complexa e bem estruturada cadeia de soldados que trabalhavam para eles. Foi a partir de um seminário realizado na Universidade de Cornell, em março de 1979, que o professor de Direito Robert Blakey explicou aos agentes do FBI como funcionava a lei contra o crime organizado, que teve o docente como mentor, e estava em vigor desde 1970, mas sem que tivessem conhecimento dela e muito menos condição de aplicá-la. Chegar aos chefões, blindados ao extremo, era impossível. Ninguém tinha coragem de testemunhar contra a máfia. Logo, a alternativa encontrada era grampear os mafiosos. Esse é o segundo episódio, quando as escutas passam a entrar em cena e o que se


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FARROUPILHA, 4 DE SETEMBRO DE 2020

Guilherme Macalossi

Sétima Arte

Imagem: Reprodução

Nova Iorque Título original Fear City Título traduzido Nova Iorque Contra a Máfia

Registro icônico A imagem de Big Paul Castellano morto ao sair de seu carro rodou o mundo e estampa o documentário da Netflix

ouve nelas é aterrador. A máfia tinha se infiltrado nos sindicatos de trabalhadores dos mais variados segmentos profissionais, tinha acesso a seus fundos milionários de pensão e arregimentava greves se propinas não fossem pagas. Mais do que isso, quando Nova Iorque estava falida, no final dos anos 70 e início dos 80, a saída encontrada foi conferir uma série de incentivos fiscais ao setor de construção civil para uma retomada da economia. É claro que a máfia iria se aproveitar. Eles criaram o chamado “Clube do Concreto” e qualquer obra realizada na cidade, entre elas arranha-céus gigantescos, era fatiada entre as famílias, entre “A Comissão”, que era o grupo que reunia os chefes. Eles cobravam propinas sobre o

Direção Sam Hobkinson Gênero Documentário Episódios 3 Duração média 50 minutos País Estados Unidos Ano de produção 2020 Estúdio Raw and Brillstein Entertainment Partners Distribuição Netflix valor da edificação. Se as empresas não pagassem, o sindicato era acionado para uma greve geral. “A máfia fez o que nenhum outro grupo de crime organizado fez antes. Em vez de ser apenas uma quadrilha, praticando assassinato, extorsão, fazendo agiotagem, apostas ou prostituição, eles também colocavam seus tentáculos na sociedade legítima. Eles controlavam o mercado de peixe, restaurantes, transporte, indústria têxtil, as docas, os navios, colocavam

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cisperter@hotmail.com

juízes no tribunal”, aponta Rudolph Giuliani, que em 1983 assumiu o cargo de procurador mais prestigiado dos Estados Unidos, o do Distrito Sul de Nova Iorque. O republicano Giuliani, que anos mais tarde seria prefeito da cidade em duas gestões, de 1994 a 2001, e fecharia o ciclo de erradicação da violência com sua política de “Tolerância Zero”, que transformou a violenta metrópole em uma das cidades mais pacíficas e seguras do mundo, é quem coloca em prática, junto com outros colegas de Procuradoria, a lei do crime organizado em uma força-tarefa com o FBI. A situação era tão caótica e dramática que a população estava convencida de que seria impossível exterminar a máfia e que ela continuaria agindo indefinidamente, como uma chaga, um câncer a consumir as forças da cidade. Nem mesmo os agentes do FBI e os procuradores tinham certeza de que conseguiriam triunfar, como deixam claro nos depoimentos ao longo dos episódios. “Não preciso mais de pistoleiros, agora eu quero deputados e senadores”. A célebre frase, atribuída a Big Paul Castellano, o chefão dos chefões, que comandou com mão de ferro por décadas a família Gambino, a mais poderosa da Cosa Nostra, dava indício de quais seriam os próximos passos da estrutura criminosa. Big Paul foi morto ao sair de um restaurante em Manhattan, na noite de 16 de dezembro de 1985, em um capítulo determinante para a ruína completa e definitiva máfia em Nova Iorque.

Saída de Deltan representa ocaso da Lava Jato Se havia alguma dúvida do enfraquecimento da Lava Jato, com o anúncio da saída de Deltan Dallagnol isso fica explícito. Até porque, mais do que seu coordenador, ele também tinha se tornado uma figura pública da operação. No vídeo postado em suas redes sociais, o procurador alega motivações de ordem familiar para se afastar. Mesmo assim, é impossível desconsiderar o contexto negativo em que se encontra a força-tarefa, que tem no horizonte a possibilidade de ser encerrada. No próximo dia 10, o procurador-geral da República, Augusto Aras, decidirá pela continuidade ou não da Lava Jato. Ao contrário de seu antecessor, Rodrigo Janot, que estava alinhado com a operação, Aras deu declarações que motivaram o descontentamento de inúmeros integrantes do Ministério Público Federal. Em uma live feita no último dia 28 de julho, afirmou que era “hora de corrigir os rumos para que o lavajatismo não perdure”. No Twitter, Roberson Pozzobon, também integrante da força-tarefa, reagiu questionando o processo de indicação de Aras, que foi escolhido por Bolsonaro fora da lista tríplice do MPF. Além do clima de conflagração com o atual ocupante da PGR, Dallagnol foi alvo de ações movidas contra ele, inclusive no âmbito do Conselho Nacional do Ministério Público. A senadora Kátia Abreu é autora de um pedido de afastamento baseado em supostas irregularidades na conduta do procurador, incluindo acusações sobre palestras remuneradas, ações disciplinares e um acordo homologado pela operação envolvendo uma Fundação de natureza privada. Por sua vez, o ex-presidente Lula também acionou Dallagnol, dessa vez pelo famoso episódio do “powerpoint”. Em ambos os casos, o então coordenador da Lava Jato obteve vitórias tímidas. A ação de autoria de Kátia Abreu foi tirada da pauta do CNMP por decisão do ministro Celso de Mello, e a de Lula acabou arquivada por prescrição (o que soa como ironia cruel, ainda mais em se tratando de alguém que militou pelo fim da prescrição penal). Foi preservado no posto, mas com enorme desgaste. De acusador, Dallagnol passou a frequentar o banco dos réus. Posição que, não faz muito, seria impensável para ele. Mas a situação não se tornou ruim apenas para Dallagnol. A Lava Jato como um todo tem sofrido reveses. A suspeição dos julgamentos de Sérgio Moro também foi suscitada, tornando-se mais forte a partir do vazamento de suas conversas com procuradores da força-tarefa. Na última semana, o STF decidiu anular uma sentença do ex-juiz no escândalo do Banestado. E, apesar de cada caso ser um caso, o fato é que isso representou um revés para sua imagem de magistrado imparcial da Lava Jato, tanto pelo critério jurídico quanto político. Seja como for, sem Sérgio Moro como juiz responsável e sem Dallagnol como coordenador, a Lava Jato perde suas duas principais forças simbólicas. E num momento em que é amplamente contestada, inclusive sobre a validade e correção dos procedimentos que seus integrantes adotaram em muitas ocasiões. Se arrastando para sobreviver e se fiando menos no direito e cada vez mais num hipotético apoio popular que conservaria, a operação caminha para seu ocaso. Pode até ser que acabe renovada por Aras, mas tudo indica que apenas para um epílogo apagado. * Redator e radialista


Luís Henrique Bisol Ramon

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Lado Positivo

sta semana comecei um curso sobre “bug”, falando que muitas pessoas simplesmente paralisaram por conta da pandemia. Afinal, nunca vivemos nada parecido, com tantas mudanças na nossa vida e um cenário de medo e insegurança. Pensando nisso, o curso propõe um olhar diferente, em que, ao enfrentar todas adversidades, podemos sair mais preparados emocionalmente e profissionalmente. Avaliando o lado positivo, podemos visualizar um caminho no fim do túnel, onde essa possibilidade de se adaptar se torne uma força e não mais uma vulnerabilidade. E você, acha que está saindo mais forte depois de tantas mudanças?

Burger & Feriado

Gustavo Susin, Clayton Macedo e Eduardo Silva são os idealizadores da Haux, projeto nacional de franquias na área de saúde e bem-estar

Para dar um gostinho diferente ao feriado o Valle Rústico fará a ação Burger Delivery, com o objetivo de relembrar o evento Burger&Beer, que aconteceria nesta data. A caixa do burger terá unidades limitadas e será entregue nas cidades de Farroupilha, Garibaldi e Bento Gonçalves. A proposta da entrega é diferente, já que o kit vem com todos os itens para que dois hambúrgueres sejam finalizados e montados em casa, proporcionando uma experiência diferente para os clientes. Os pedidos podem ser feitos pelo Whats (54) 981.230.080.

Aline Meotti celebro mesma data que a recebeu o carinho do

Auxiliar na Saúde

A Haux iniciou sua trajetória em Caxias do Sul na terça e a clínica, que pretende ser um empreendimento voltado a soluções integradas em saúde e bem-estar, com uma equipe multidisciplinar, tem planos para, em breve, abrir uma franquia em Farroupilha. Na linha de frente do negócio estão os empresários Clayton Macedo e a dupla Eduardo Silva e Gustavo Susin, idealizadores da franquia Croasonho.

Time Reforçado

A jornalista Camila Ruzzarin se junta ao time de sócios da “MCom Comunicação. A profissional, que já atuava na empresa de assessoria de imprensa desde 2016, agora assumirá a Coordenação Digital e de Relacionamento. Camila reforça a linha de frente da assessoria, que também conta com outros dois diretores, os jornalistas Martha Caus e Cassiano Farina. Fundada em 2010, a “MCom possui sede em Caxias do Sul e escritório em Bento Gonçalves.

Daniela Bassotto com o filho Gabriel Enrico, que celebrou seu primeiro aninho no final de semana

Os sócios Cassiano Farina e Martha sócia da “MCom, a jornalista Cami a Coordenação Digital e de Relaci


Fotos: Arquivo Pessoal

#EmCasa

Luciana Zatti Roth recebeu o carinho do marido Cesar Roth, da filha Rafaela Roth e do genro Gustavo Biscoli pela passagem do seu aniversário, celebrado na segunda

ou aniversário na quarta, a afilhada Sofia Vaccari, e o marido Samuel Andreazza

Tatiana Cavagnolli

a Caus anunciaram a nova ila Ruzzarin, que assume ionamento da assessoria

#MinhaÚltimaViagem Alice Verona Balbinot em sua última viagem conheceu Maragogi, em Alagoas, em junho do ano passado


Inside

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Egui Baldasso e.baldasso@gmail.com

As folhas do calendário Mudar a folha do calendário nunca é um ato inocente. Faz pensar, lembrar, questionar. Nos traz sorrisos, melancolias e já uma ensaiada nostalgia. Esfrega na cara que podia ter sido melhor aproveitado ou nos olha satisfeito, agradecido pelo fôlego quase não aguentar. Uma quase saudade precoce, que afaga e fustiga, sem pedir nem por um segundo a nossa opinião. Ninguém sai ileso ao mês ficando para trás e outro novinho tomando espaço. Não é descarte puro e simples. É exatamente o oposto. Na página que passa a se chamar passado mora uma vida que já se transformou por completo. Momentos que nunca mais deixarão nossas lembranças e que, provavelmente, não voltam mais. O velho sábio (ou um monte deles) já dizia que palavras ditas e oportunidades perdidas não retornam. O bem e o mal causados já estão por aí, à revelia de nossos arrependimentos e orgulhos. Vão atingir quem precisar atingir. Vão chegar onde a sorte permitir. E agosto assim se foi, sem dar muita bola para quem dele desdenhou e esperou o tempo passar. Mostrou-se todo serelepe trinta e uma insistentes vezes. Acordou do nosso lado, esperou paciente na cama para que chegássemos. Pegou nossa mão, acariciou um surpreso rosto, torceu feito um louco, mas não pôde viver uma vida em nosso lugar. Quem o fez, virou a página sem culpa. A folha leve com apenas o peso do papel que a sustenta. Quem deixou para depois, precisou de toda força do mundo para deixar para trás tanta chance perdida, e um consciência pesada. Mas lamentações não cabem em calendários. Ali é a frieza dos números que comanda. Não há tempo para reclamar ou maldizer a própria covardia. Setembro já se mostra sedento. Quer provar que toda vida cabe em seus trinta agendados dias. Só depende da nossa vontade. Só será leve se o sim aparecer mais do que o não. Se tivermos pelo mundo paixão. Sonhos encontrando as mãos. Mudar a folha do calendário nunca é um ato inocente. E vai sempre nos fazer perguntar se podíamos ter feito mais. A resposta começa nas primeiras páginas de uma nova oportunidade. Ainda dá tempo. Dá? Boa sorte! * Jornalista e escritor

FARROUPILHA, 4 DE SETEMBRO DE 2020

Sétima Arte

Fantasmas do passado que “Neve Negra” mostra o peso de drama que dilacerou uma já disfuncional família e como um fato novo obrigou os envolvidos a remexer em feridas que nunca serão cicatrizadas

O

s Sabaté não são, digamos, um exemplo de família convencional. A figura materna está alijada da história, como se não fizesse parte do contexto, e a relação paterna sempre foi pautada por uma frieza similar à das terras pertencentes ao clã, incrustadas na gélida Patagônia Argentina, onde possuem uma serraria. E o falecimento do pai, interpretado por Andrés Herrera, obriga, de forma compulsória e indesejada, um reencontro entre os irmãos. Administrador do local, o velho Sepia (Frederico Lupi) é quem recebe uma proposta milionária de uma empresa canadense para comprar, não só o negócio, como também as terras dos Sabaté. Era o único que tinha uma aproximação com o pai e, a partir de sua morte, ele busca um entendimento entre os irmãos para decidir o que fazer. Porém, esse contato não será nada fácil. Aliás, mais do que isso, será

altamente penoso, mas isso é descoberto aos poucos. Marcos (Leonardo Sbaraglia) retorna da Espanha para a Argentina com a mulher Lara (Laia Costa), que está grávida, para enterrar as cinzas do pai que deixa a ele uma carta com um último pedido, terrível demais. Ele gostaria de ser sepultado junto ao filho caçula Juan (Iván Luengo), que foi morto acidentalmente, há 30 anos, quando eles estavam em uma caçada, episódio que estraçalhou a já frágil estrutura familiar e detonou uma série de misérias, que foram empurradas para debaixo do tapete, aquele tipo de drama que é deixado de lado por conveniência mas que, mais cedo ou mais tarde, terá que ser confrontado. A história circula em torno de Marcos justamente porque ele parece ter sido o que melhor se saiu da tragédia, embora não tenha ficado imune a ela. É fácil deduzir que sua mudança à Espanha tenha a ver também com a tentativa de se afastar do epicentro da crise, mas ele volta à carga com força em sonhos e pensamentos, quando uma série de flashbacks ganham a trama e ajudam a recontar a dramática história familiar. As passagens são inseridas em camadas, como segredos que, aos poucos, vão sendo desenterrados. Enquanto Marcos (Biel Montoro na época de adolescente), aparentemente tenha enfrentado melhor o falecimento de Juan,

o mesmo não pode ser dito de seus irmãos. Mais velho, Salvador (Ricardo Darín na vida adulta e Mikael Iglesias na juventude), desde a tragédia, vive como um ermitão. Se isolou na cabana da família que servia para as caçadas e de lá nunca mais saiu. A irmã Sabrina (Dolores Fonzi na fase adulta e Liah O’Prey na adolescência) surtou com o episódio e, desde então, está internada em uma clínica psiquiátrica. Em resumo, tentar um acordo sobre o destino da serraria e das terras da família não será nada fácil, até mesmo porque restabelecer essa relação fraturada após


Inside

FARROUPILHA, 4 DE SETEMBRO DE 2020

Lauro Edson Da Cás

Sétima Arte

ldacas@hotmail.com

Divulgação

Entendimento bem distante Nem o tempo foi capaz de aplacar a frieza na relação dos irmãos Salvador (Ricardo Darín) e Marcos (Leonardo Sbaraglia): feridas do trágico passado que, aos poucos, são reveladas

ensível entender a conduta dos personagens e a pesada carga de ódio e ressentimento que pauta a jornada dos envolvidos. Essa realidade parcial se desdobra em duas frentes. Uma revelada propositalmente pelo cineasta, cativa o espectador que fica à espera de que algo significativo vai acontecer (e ocorre mesmo em um final pra lá de impactante). A segunda frente, que é revelada convenientemente pelos personagens, assinalará uma nova tragédia na vida de todos, que poderia ser evitada se a verdade fosse dita desde o início. Porém, aí não seria um drama argentino.

Imagem: Reprodução

assombram o presente

30 anos de distanciamento está longe de ser algo simples, também pelo fato dessa reconexão, inexoravelmente, ser vinculada ao brutal acontecimento que todos gostariam de deixar no passado, por mais que ele tenha afetado, em maior ou menor escala, a trajetória dos irmãos. O diretor Martín Hodara, que também assina o roteiro ao lado de Leonel D’Agostino, conduz de forma hábil a história revelando-a em pedaços, mostrando que há muitos fantasmas do passado que não estão expostos desde o início. À medida que eles vão sendo escancarados, é mais compre-

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Título original Nieve Negra Título traduzido Neve Negra Direção Martín Hodara Roteiro Martín Hodara Leonel D’Agostino Gênero Drama Duração 91 minutos País Argentina Ano de produção 2017 Estúdio Black Snow Pampa Films Gloria Mundi Distribuição Netflix

Além do bem e do mal Para o nosso descuido intelectual, o título em questão faz referência ao livro de mesmo nome do filósofo Nietzsche (inclusive, foi um dos mais importantes livros escritos por ele). Denso. Mas diante disso, alguém se atreveria em responder por que é difícil para as pessoas que veem o mundo em preto e branco entender a perspectiva daquele que o enxerga colorido? Em tempos de (in)comunicação, por mais que as ferramentas digitais (tecnologia inteligente) nos proporcionem experiências infinitas, a questão do julgamento é explícito e potencialmente aterrador em nosso tempo. As redes sociais ampliaram o ato de julgar. Consequentemente, como sabemos, esta ação vai parar em instâncias muito além daquele espaço de comentários das redes sociais! E como conseguimos julgar as pessoas? Quais são os critérios utilizados ou que embasam esse ‘julgar’? Invariavelmente, todos sofrem julgamentos. Certo? Errados? Por sinal, ‘entre atos e omissões’, o julgamento sempre virá! Mas a sociedade atual nos faz ver, ler, ouvir e perceber que existem muitos que julgam (exceto os que pelo Direito são incumbidos de tal encargo), mas que na maioria das vezes, não entendem, não observam e muito menos compreendem se tais julgamentos agregam algum valor! Por isso, Nietzsche, descreveu que ‘a questão é saber até que ponto o julgamento favorece a vida’! Julgar (se considerarmos aquilo que encontramos nas redes sociais), como se diz há tempos idos, é fácil. Já ter a ação de observar, com uma maneira simples e clara, sem ter que experimentar a necessidade de adicionar adjetivos, aí se torna um desafio! Nietzsche reitera que antes de fazer o julgamento, é preciso aprender a observar. E mais, observar com atenção e cuidado para descobrir e expandir nosso próprio universo. E a noção do julgamento está presente em dois rótulos: ‘bom’ ou ‘ruim’. Ademais, o filósofo acreditava que os julgamentos são válidos tanto quanto contribuem para melhorar o sujeito, ou seja, eles permitem que o próprio homem se supere, tornando-o mais forte, mais feliz, mais criativo, mais confiante e afirmativo, entre outros. Então, como você está ‘conjugando’ o verbo julgar? Nietzsche nos propõe: “temos que afastar de nós o mau gosto de querer coincidir com muitos”, ou seja, é mais ou menos considerar que é preciso ter coragem de pensar por si mesmo, longe da ideia dicotômica, como o bem e mal ou mesmo, do certo e errado. Ainda, o pensador sacode nosso pensamento, afirmando que uma coisa é observar com julgamento e outra coisa é observar sem ele! Em resumo, por mais que gostemos de pensar que os julgamentos são conclusões bem fundamentadas (principalmente considerando este do nosso tempo ‘online’), a verdade é que eles se baseiam mais na intuição e nas normas sociais que foram instaladas em nós do que em um processo autônomo e profundo de reflexão. Então, daria para se afirmar que quanto menos se pensa, mais se julga? Pasmem. * Mestre em Letras, Cultura e Regionalidade


Inside

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Horóscopo Áries - 21/03 a 20/04

Encare as necessidades íntimas e, se for necessário, conecte-se a valores que vibram em sua alma. A vida pede curas e lhe dá a possibilidade de refletir sobre os laços, além de mudar hábitos e amadurecer as expectativas sobre o futuro.

Touro - 21/04 a 20/05

É um excelente semana para refletir e compartilhar os projetos com as pessoas que estão envolvidas. Você vai sentir o mesmo ao tentar entender os sentimentos e as expectativas depositadas no campo afetivo. Você está amadurecendo as suas percepções.

Gêmeos - 21/05 a 20/06

Busque reconhecer a sua vocação e a sua missão. O céu lhe traz bênçãos e conexão com atividades profissionais. Há amadurecimento para ancorar os seus sonhos e você pode receber promoções, reconhecimento e resultados financeiros.

Câncer - 21/06 a 20/07

A fé transborda amor e reconhecimento em suas ações. É um excelente semana para desenvolver os estudos, absorver conhecimento e uma filosofia de vida. Portas são abertas em outras cidades e as relações com as pessoas são movimentadas.

Leão - 21/07 a 22/08

Você vai perceber quanto o desapego vai ajudá-lo a tomar decisões materiais importantes. O céu lhe traz uma compreensão sobre decisões direcionadas a bens materiais. O amadurecimento vem consolidando a rotina e a forma de trabalhar.

Vírgem - 23/08 a 22/09

Boa semana para compartilhar sentimentos com a pessoa amada. O céu traz amadurecimento para interagir com as expectativas da relação, curar e dar passos sólidos para edificar os sonhos a dois.

Libra - 23/09 a 22/10

O céu lhe dá condições de perceber o seu valor no trabalho e desenvolver as suas metas em bases sólidas, contudo, de uma forma mais leve. Busque ressignificar as atividades da semana. Há possibilidades de receber promoções e propostas.

Escorpião - 23/10 a 21/11

Semana benéfica para interagir com os afetos e para expressar os sentimentos com mais clareza. Você está amadurecendo as suas necessidades, o que é ótimo para que você se sinta preenchido de amor e reconhecimento.

Sagitário - 22/11 a 21/12

As curas em família são importantes para que você construa as metas financeiras com estrutura e organização. O céu favorece investimentos destinados à família ou ao imóvel. Você está ressignificando e transformando as suas percepções.

Capricórnio - 22/12 a 20/01

Excelente semana para promover as relações com parentes e pessoas próximas. Haverá a possibilidade de curar os sentimentos e as expectativas do passado. A experiência traz curas com parentes, no casamento ou em sociedades.

Aquário - 21/01 a 19/02

A fase é de desprendimento financeiro e consciência das reais necessidades que vibram na carreira. Busque se encaixar em novos valores e em atividades que estejam inseridas em sua vocação. Você está maduro para fazer mudanças.

Peixes - 20/02 a 20/03

Semana para se conectar com os sentimentos de amor e de autoestima. O céu abre as portas para que você se expresse verdadeiramente com a pessoa amada. Você está maduro e mais consciente das suas necessidades pessoais e afetivas.

FARROUPILHA, 4 DE SETEMBRO DE 2020


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FARROUPILHA, 4 DE SETEMBRO DE 2020

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Edição 653  

Jornal Informante (Farroupilha/RS)

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