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FARROUPILHA

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ANO XIII

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EDIÇÃO 652

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28 DE AGOSTO DE 2020

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R$ 3,00

A justa homenagem da Amafa Ramon Cardoso

Associação de Pais e Amigos do Autista de Farroupilha presta reverência aos profissionais da saúde que estão na linha de frente no combate à pandemia Editoria de Cidade, página 13, e Editorial

MATÉRIA ESPECIAL

ECONOMIA

EDUCAÇÃO

Estudo capitaneado por técnicos prestes a ser apresentado à Federação Gaúcha Páginas 2 a 4 e Editorial

Passeio contempla visita à Casa Perini, Guaraipo e Cave Antiga Páginas 10 e 11 e Editorial

Polo Farroupilha apresenta vasta gama de opções de cursos no ensino superior Páginas 16 e 17

Para salvar o futebol do interior Um roteiro para Farroupilha As possibilidades da Uniasselvi


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ESPERANÇA PARA O FUTURO

Um projeto para salvar o futebol Técnicos coordenam um estudo que será apresentado à Federação Gaúcha de Futebol e que propõe mudanças no calendário

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e a pandemia trouxe sérios problemas para os grandes clubes brasileiros, imagina para os pequenos. Com o cancelamento da Segundona Gaúcha, na sexta passada, o drama ficou ainda mais evidente e apenas corroborou a necessidade de uma ampla e geral

reestruturação no calendário do futebol gaúcho. Um projeto, liderado por quatro técnicos que estavam trabalhando na competição

estadual, Cristian de Souza (Veranópolis), Fabiano Borba (Tupi), Fabiano Daitx (Glória) e Paulo Porto (Passo Fundo), foi acelerado e debatido com

colegas de trabalho, cartolas e jogadores e deve ser apresentado nos próximos dias ao presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF),

Luciano Hocsman. O estudo concentra suas atenções basicamente em uma reformulação do calendário (confira mais na página 4).


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do interior gaúcho “É um questionamento antigo. A pandemia acelerou o processo em três, quatro anos. Íamos ter que discutir isso mais cedo ou mais tarde. São muitos jogos para poucos times e, para a grande maioria dos clubes, dos profissionais envolvidos com o futebol, é muito pouco jogo. Nossa média de atividade é ridícula, não passa de 35% de ocupação do calendário anual pela maioria das equipes. Aqui, no Rio Grande do Sul, os times ficam em atividade três, quatro meses no ano”, observou Cristian. Outro ponto observado pelo técnico é a questão financeira, que envolve cotas de TV. Enquanto a Dupla Gre-

-Nal recebeu R$ 14 milhões para disputar o Gauchão, Juventude e Brasil de Pelotas (que estão na Série B) receberam R$ 2 milhões e os demais oito clubes da elite apenas R$ 1,3 milhão. As equipes da Segundona neste ano levaram R$ 40 mil da FGF mais R$ 22 mil de uma espécie de “seguro” por conta da pandemia. “Temos que rever o futebol de base, que praticamente acabou no Estado. Para se ter uma ideia, dos 28 clubes da Primeira Divisão (Gauchão) e da Divisão de Acesso (Segundona), apenas cinco times têm categoria Sub-20. Não estamos mais formando jogadores. Não temos mais jovens nas

categorias inferiores. É um problema muito grave e a pandemia escancarou isso”, comentou o técnico do Veranópolis e que teve uma passagem pelo Brasil em 2015. Na proposta, as divisões seriam suprimidas e para ingresso na competição estadual bastariam os times se adequarem as exigências da FGF, sem penalidade para os que não ingressassem na disputa. O Campeonato Gaúcho iniciaria no mês de agosto para os clubes sem série nacional, como no caso do rubro-verde farroupilhense, e se estenderia até o final de janeiro, permitindo um aproveitamento melhor da temporada (veja tabela e calendário explicado ao lado).

Explicando o calendário

Pré: em julho ocorreria a pré-temporada dos clubes sem série e em janeiro a dos clubes com série nacional Férias: o período de recesso dos clubes sem série seria em maio e junho e dos clubes com série nacional em dezembro Campeonato Gaúcho: disputado por todos os clubes gaúchos sem série nacional, que iria de agosto a janeiro, competição inicialmente regionalizada (Norte e Sul), habilitando os cinco melhores para o Gauchão Gauchão: ocorreria em fevereiro e março, com os cinco habilitados do Gaúcho mais os sete times do Estado envolvidos nas Séries B, C e D do Brasileiro. Todos contra todos em turno único, habilitando os quatro melhores ao Super Gauchão, conferindo vagas na Série D ao campeão e vice Super Gauchão: realizado em abril, contaria com os quatro habilitados no Gauchão mais a Dupla Gre-Nal e distribuiria, aos que obtivessem melhor classificação, as vagas gaúchas na Copa do Brasil. Todos contra todos em turno único com os dois melhores fazendo a decisão Campeonatos Brasileiros: de maio a novembro, é destinado às equipes gaúchas que estão envolvidas nas séries nacionais Excursões e amistosos: o mês de fevereiro ficaria livre para os clubes (com ou sem série nacional) que optassem por excursões e amistosos Taça Libertadores da América: o mês de março permitiria uma folga no calendário da Dupla para dedicação exclusiva à competição continental


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PROPONDO MUDANÇAS

Técnicos mobilizados por reformulação

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iretamente afetados pela pandemia, os técnicos que atuam na Segundona Gaúcha iniciaram conversas para uma reformulação no calendário estadual, um tema que foi amplamente debatido com todos os profissionais envolvidos na disputa estadual e que viabilizou o estudo que está sendo finalizado para ser encaminhado à FGF. “Vínhamos conversando há algum tempo, debatendo a situação. A pandemia agravou aquilo que vinha acontecendo no futebol gaúcho. Todos foram unânimes e concordaram que há necessidade de uma mudança. Não estamos aqui para criticar, questionar a Federação. Queremos somar, agregar ideias, criar um debate para ver o que é melhor para o nosso futebol e para todos os profissionais envolvidos na área”, comentou Fabiano Borba, técnico do Tupi de Crissiumal, que reforça a necessidade das equipes contarem com um calendário ampliado. “O estudo começou a ganhar corpo e quem sabe a gente consegue mudar esse cenário. Não é mais possível um clube jogar 11 vezes num ano, pensar o futebol em três meses. E os outros nove meses? Precisamos pensar mais a longo prazo, os clubes terem um planejamento estratégico, projetar o futebol por mais tempo, que geraria mais empregos e seria bom para todos: jogadores, comissões técnicas, staffs, torcedores, imprensa... é neste sentido que estamos procurando debater”, destacou. Comandante do Glória nesta temporada interrompida, Fabiano Daitx segue a mesma linha. “Esse movimento surgiu a partir da mobilização dos jogadores, que solicitavam o retorno das competições. Chegamos à conclusão de que preci-

Fotos: Arquivo Pessoal

Na linha de frente Os técnicos Cristian de Souza (Veranópolis), Paulo Porto (Passo Fundo), Fabiano Borba (Tupi) e Fabiano Daitx (Glória) capitanearam estudo que pretende reformular calendário do futebol estadual: Federação Gaúcha receberá proposta nos próximos dias

sávamos tomar a frente e propor um debate sobre a realidade do futebol gaúcho. Iniciamos contato entre os técnicos do interior e comissões para ouvir todos envolvidos neste processo: árbitros, dirigentes, jogadores, imprensa e torcedores. Precisamos desenvolver uma alternativa para tornar o futebol mais viável. Da maneira que está, a tendência do futebol no interior é terminar e, se não terminar, ficar com poucas equipes”, observou o técnico do time de Vacaria, citando que apenas 30% dos clubes gaúchos possuem calendário no ano inteiro.

Lenita Maraschin

“A gente sedimenta a questão em cima de dois assuntos básicos: formação de atletas e calendário. São fatores importantes para a manutenção e para termos um clube viável financeiramente. Temos que resgatar nos clubes o desenvolvimento das categorias de base, que vão ter atletas locais, que vai gerar uma oportunidade grande de emprego e de incentivo à mobilização regional. Enfim, tudo aquilo que vivenciamos no Rio Grande do Sul e que a cada ano vem diminuindo. Espero que a gente consiga, deixando vaidades de lado, somar forças e pen-

sar no bem maior, que é o futebol gaúcho, o resgate do futebol do interior do Estado”, frisou Daitx. Paulo Porto foi outro técnico que esteve envolvido desde o início com o projeto. “Percebemos, como treinadores, a necessidade que todos estavam passando por conta da pandemia, com o nosso futebol do interior jogando muito pouco, com campeonatos cada vez mais curtos. Temos consciência de que qualquer mudança de calendário é muito difícil e começamos a estudar um projeto para poder apresentar às pessoas envolvidas: jogadores, comissões técnicas, imprensa, Sindicato dos Atletas, gestores de clubes, gerentes executivos, enfim. Num primeiro momento apresentamos a todos pedindo a colaboração para que ele seja aperfeiçoado”, comentou o técnico do Passo Fundo. Ele também citou a abertura da FGF à proposta. “O presidente da Federação tem se mostrado muito receptivo quanto a isso. Ele abriu as portas para um diálogo. O que queremos é ajudar, realizar um campeonato que possa promover o crescimento do nosso futebol do interior. Da maneira como está fica cada vez mais difícil: se joga menos, se forma menos jogadores e isso não é bom para ninguém. Após a decisão do Gauchão, o presidente Luciano ficou de conversar conosco sobre essa nova visão do futebol gaúcho para que ele evolua. A qualidade do nosso jogo está ruim porque jogamos muito pouco durante o ano e precisamos mudar essa realidade. É a nossa pretensão e contamos com o apoio de todos segmentos envolvidos no futebol. Vamos chegar na Federação com uma proposta bem consolidada e certamente iremos sensibilizar nosso presidente de que este é o momento oportuno para uma mudança”, finalizou Porto.


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Reafirmado o prazo de 10 anos para reclamação de benefício do INSS Alexandre S. Triches *

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prazo para reclamar de erro no ato de concessão ou de indeferimento de benefício da Previdência Social é de 10 anos. Assim reafirmou o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento ocorrido no mês de agosto de 2020. O processo julgado é representativo de controvérsia e, portanto, tem aplicabilidade para todos os processos que tramitam nos tribunais brasileiros e foi cadastrado no STJ como Tema nº 975. O assunto já foi tratado pelos tribunais, há alguns anos, também em regime representativo de controvérsia – tema cadastrado sob número 966 – quando foi declarada a constitucionalidade da imposição do prazo decadencial de 10 anos, previsto na legislação, para que o cidadão e a administração possam reclamar do ato de deferimento e indeferimento do benefício. Neste último julgamento, todavia, a Corte decidiu que a incidência do referido prazo decadencial incide também naquelas situações em que o ato administrativo do INSS não apreciou o mérito de um eventual pedido de revisão. Ou seja, aquilo que não foi submetido ou analisado pelo INSS no ato de concessão do benefício, também não poderá ser reclamado pelo interessado após o transcurso do prazo decadencial previsto na lei.

Desta forma, após a concessão ou o indeferimento do benefício, o interessado possui um prazo máximo de 10 anos, a contar do ato de deferimento ou indeferimento do benefício, para poder reclamar de eventual erro por parte do INSS. Exemplos típicos de falhas na Previdência na concessão dos benefícios acontecem naqueles casos em que deixa de computar parte do tempo de contribuição ou de averbar diferenças salarias conquistadas em ação trabalhista. Também são corriqueiras falhas na não conversão de tempo especial em comum. Nas pensões por mortes podem acontecer casos de concessão com renda mensal inicial em descompasso com a realidade contributiva do de cujos. Já as hipóteses de indeferimento podem acontecer em razão do não computo de tempo integral de contribuição do segurado, nos casos das aposentadorias, ou por falhas do setor da perícia médica no indeferimento dos benefícios por incapacidade. Considerando-se a elasticidade do lapso temporal para os segurados revisarem os benefícios previdenciários – que é de 10 anos – e o princípio jurídico básico de que ninguém pode alegar desconhecimento da lei, é fundamental atenção redobrada por parte dos segurados e dependentes com relação a decadência. Mais informações em https://youtu.be/OiUffL4yqlw. * Advogado e professor universitário


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A valorização de quem cuida A homenagem idealizada e realizada pela Associação de Pais e Amigos do Autista de Farroupilha (Amafa), destinada aos profissionais que estão atuando na linha de frente da pandemia do covid-19, certamente teve um impacto positivo nos trabalhadores da área de saúde. A emoção da secretária Vanessa Zardo, por si só, mostra a importância do singelo gesto, simples, mas com um significado gigante (veja matéria na Editoria de Cidade, página 13), que é o de cuidar.

Na breve visita guiada pela Amafa, que foi conduzida pela coordenadora/ diretora Aline Daros da Rosa, foi possível perceber o cuidado que a instituição tem com seus usuários. Não à toa, ela é uma referência na acolhida e ensino. Afinal de contas, cuidar é um norte da Amafa e dos que atuam na saúde, ainda mais neste momento delicado de crise sanitária, em que a presença desses profissionais é imprescindível para a superação da pandemia. Em Farroupilha, cumpre destacar, esse en-

Diante da crise sanitária que tem impactos e reflexos diretos também na economia, uma das bandeiras defendidas é a valorização dos negócios locais, ou seja, de comprar no mercado do seu bairro, fazer o dinheiro circular no seu município, valorizar quem está próximo. Foi com esse propósito que o Intercity Hotels e a plataforma Wine Locals firmaram uma parceria que tem Farroupilha como base. A ideia foi de oferecer aos visitantes da rede hoteleira um passeio pelo município, que inicia por um roteiro de bicicleta, um Bike Tour pela Casa Perini e que permite aos turistas desfrutar das belas paisagens do Vale Trentino, passa por um almoço no Guaraipo Bar e Cozinha e é finalizado com uma degustação de vinhos com chocolates na Cave Antiga Vitivinícola (confira na Editoria de Economia, páginas 10 e 11). O Turismo foi um segmento altamente impactado pela pandemia e essa

união entre os que trabalham diretamente com a área é vital para o estabelecimento de uma retomada. Farroupilha tem se notabilizado, ao longo dos últimos anos, por oferecer atrativos no setor turístico e, aos poucos, os muitos investimentos feitos na área, seja por meio do poder público, seja pela iniciativa privada, começam a render frutos. A investida tem tudo para ser um sucesso, justamente porque há uma tendência natural de incremento dos roteiros domésticos, não apenas por esse apelo de apoio à esfera local, mas também pelas facilidades que se apresentam diante de um cenário que pode ser mais restritivo ao turismo de brasileiros no exterior. Farroupilha pavimentou um caminho seguro para se tornar uma referência na área. Que esse aumento do turismo doméstico tenha reflexos na cidade, que acabará gerando benefícios para toda a economia farroupilhense.

Pela retomada

Índice

Editorial

Matéria Especial ....................................... Páginas 2 a 4 Editorial ..................................................... Página 6 Opinião ........................................................ Página 7 Saúde ............................................................ Páginas 8 e 9 Economia ..................................................... Páginas 10 e 11 Cidade........................................................... Páginas 12 a 14 Política........................................................ Página 15 Educação ..................................................... Páginas 16 a 18 Esporte ........................................................ Página 19

Inside

Especial..................................................... Capa Crônicas da Redação ............................. Página 2 Música ....................................................... Páginas 2 e 3 Rita Rosa Baretta................................... Página 3 Social ........................................................ Páginas 4 e 5 Fabrício Oliboni ..................................... Página 6 Sétima Arte .............................................. Páginas 6 e 7 Paulo Roque Gasparetto ..................... Página 7 Horóscopo ............................................... Contracapa Classificados .......................................... 4 páginas

frentamento tem sido exemplar. É muito difícil que isso ocorra, mas em situações como essa caberia uma reflexão e, mais do que isso, uma valorização de quem atua na área, especialmente daquelas profissões que não contam com altos salários, mas que estão no combate direto ao problema. E isso não vale somente para a Saúde, mas também para a Educação e Segurança Pública, um tripé vital e indispensável para o desenvolvimento de qualquer País.

A lembrança foi emocionante e importante, e certamente trouxe benefícios para os dois lados, tanto para os homenageados quanto para quem prestou a homenagem. Que a conjugação do verbo cuidar, tão bem executada pela valorosa equipe de profissionais da Amafa como dos que atuam na área da saúde, sirva de referência para todos na construção de uma sociedade mais fraterna e comprometida com o bem estar do próximo e, por consequência, com o futuro.

O cancelamento da Segundona, embora tenha sido a medida mais adequada diante da situação em que vivemos, com a pandemia ainda instalada, escancarou, de forma ainda mais evidente, uma triste realidade que afeta muitos profissionais que trabalham com o futebol no interior do Estado, que tiveram um 2020 para esquecer. A situação vivenciada pela SERC Brasil é comum a praticamente todos os demais times envolvidos na Segundona e Terceirona. Um drama que se prolonga e que já levou muitos clubes gaúchos a fecharem as portas. Para uma parcela significativa da população, futebol é apenas diversão e uma universo de riqueza e opulência, mas a esmagadora maioria tem no esporte seu ganha pão que não vai muito além da própria sobrevivência. Por conta disso, esse estudo que foi capitaneado por quatro técnicos da Segundona, Cristian de Souza (Vera-

nópolis), Fabiano Borba (Tupi), Fabiano Daitx (Glória) e Paulo Porto (Passo Fundo), ganha uma relevância ainda maior. Embora a crise sanitária tenha mostrado de maneira mais precisa o tamanho do imbróglio, o calendário é uma questão complexa que se arrasta há anos e, agora, tem o precedente aberto para uma mudança (veja mais na Matéria Especial, páginas 2 a 4). A própria sobrevivência do futebol gaúcho passa por uma profunda reformulação no calendário e a proposta apresentada representa a visão da maioria dos que estão envolvidos na área. Os problemas estão todos detectados e soluções viáveis são apresentadas. O futebol também faz parte da sociedade e muitas famílias dependem dele, é um negócio como qualquer outro. Que a terrível pandemia tenha ao menos esse aspecto positivo: o de deflagrar uma necessária revolução no futebol do interior.

Não é só futebol

Redação: redacao@jornalinformante.com.br Ramon Cardoso ramon@jornalinformante.com.br

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Colunistas Crônicas da Redação Dolores Maggioni Egui Baldasso Fabrício Oliboni

Guilherme Macalossi Lauro Edson Da Cás Paulo Roque Gasparetto Rita Rosa Baretta

A manifestação dos colunistas é livre e independente e não necessariamente reflete a opinião do Tabloide sobre os temas abordados nas colunas

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FARROUPILHA, 28 DE AGOSTO DE 2020

O arremedo tributário do Governo Gaúcho A reforma tributária proposta pelo Governo do Rio Grande do Sul está embalada por uma forte dose de maquiagem propagandística. Na prática, vai transformar o que deveria ser temporário em permanente, provando que, infelizmente, Milton Friedman tinha razão: “Não há nada tão permanente quanto um programa de governo temporário” Mateus Bandeira * Poucas vezes a palavra maquiagem pôde ser empregada com tanta propriedade como no caso da reforma tributária proposta pelo governador gaúcho, Eduardo Leite. Prova de que o único departamento que funciona no Palácio Piratini é o da propaganda, que, neste caso, pode ser definida como “a arte de maquiar a realidade”. Segundo o dicionário Houaiss, maquiar significa “alterar (algo) para encobrir uma realidade que se quer ocultar; mascarar”. O Rio Grande do Sul vive uma situação financeira periclitante, que requer solução profunda, estruturante e, talvez, impopular. Apesar disto, prestes a completar metade de seu mandato, o mandatário propõe uma reforma de impostos que cria a ilusão de melhor distribuir a carga tributária. Maquiagem. Ninguém é obrigado, de antemão, a acreditar nesta minha conclusão. Por isto, aqui vão fatos e números despidos do ilusionismo propagandístico. Basta ler e concluir. Não é bondade, é lei O primeiro engodo na proposta tributária do Piratini é a aparente redução espontânea de carga do ICMS. A partir de 2021, a alíquota geral será reduzida de 18% para 17%, enquanto a taxação sobre gasolina, álcool, energia e telecomunicações cai de 30% para 25%. A redução é fato, mas nada tem de espontânea. Breve histórico. Em 2016, o governador José Ivo Sartori propôs aumentar temporariamente as referidas alíquotas do ICMS em 2017 e 2018. Diante da desastrosa situação fiscal gaúcha, com atraso nos salários do funcionalismo e sem caixa para realizar investimentos públicos, os deputados estaduais aquiesceram. A majoração temporária valeria por 2 anos. Governador eleito, em 2018 Leite pediu a renovação do aumento para 2019 e 2020. Novamente, a Assembleia Legislativa concordou. O temporário passou para 4 anos. Relevante lembrar que o atual governador justificou seu pedido com uma frase muito repetida na campanha eleitoral: “Tudo é uma questão de fluxo de caixa”. Ou

seja, a prorrogação do aumento seria temporária, com vistas apenas ao ajuste do “fluxo de caixa”. Manobra frustrada Diante destes fatos acima expostos, o que a lógica mais elementar indica? Caso o Piratini nada faça, a partir de 1º de janeiro de 2021 os gaúchos voltarão a pagar as alíquotas anteriores de ICMS, de 17% e 25%. Portanto, o governador não está propondo redução deste tributo, pois isto já é lei. Mesmo assim, apesar da promessa de campanha, o governador tentou prolongar mais uma vez o temporário. Na primeira versão da proposta de reforma tributária, a intenção era uma redução escalonada: de 18% para 17,7% em 2021, 17,4% em 2022, 17% em 2023. O temporário duraria, então, 6 anos. A tentativa de engodo foi rechaçada pelos parlamentares, forçando o recuo do Governo. Eis a primeira maquiagem. A reforma tributária não propõe redução de alíquota, pois esta redução já estava definida pela Assembleia Legislativa desde 2018. Caso os deputados estaduais não tivessem rechaçado a proposta inicial, o Piratini tentaria aprovar a alíquota acima dos 17%, descumprindo mais uma promessa de campanha. Aumento virou compensação Ótimo, concluirá um marciano apressado e desconhecedor de aritmética. Os gaúchos vão ter alívio na carga tributária, apenas com “compensações” diante da bilionária queda de arrecadação. Nova maquiagem. Desta vez, com um neologismo: “aumento de impostos” virou “compensações”. Para entender, novo e breve histórico. O retorno destas alíquotas de ICMS, hoje elevadas temporariamente, representará R$ 2,8 bilhões a menos nos cofres públicos gaúchos a cada ano. Uma perda gigantesca se o orçamento estivesse ajustado. Um desastre para as contas em pandarecos do Governo Estadual. Por coerência desta análise, cabe frisar que o estado de falência em que vive o Rio Grande há anos não foi gerado por este governo. Os eleitores do Rio Grande elegeram em sequência governadores perdulários – honrosa exceção à ex-governadora Yeda Crusius –, sempre dispostos a criar despesas. Uma das mais perniciosas é o aumento de vencimentos do funcionalismo, pois significa contratar um gasto praticamente irredutível, já que servidores públicos são estáveis. Isto não aconteceu só aqui no Rio Grande. Ao contrário, poucos governa-

dores enfrentaram o crescente problema dos caixas estaduais – como fez com sucesso o Espírito Santo. Alguns Estados, porém, estão em situação calamitosa, caso do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Sem cortes, resta aumentar tributos No entanto, a atual gestão gaúcha, apesar das promessas de modernidade administrativa, até aqui pouco fez para enfrentar o mais importante: a insolvência das contas públicas. O desafio do ajuste não está sendo encarado com seriedade. O governo até aqui se limitou a aumentar a contribuição previdenciária dos servidores públicos. Uma das alternativas mais evidentes, pois contaria com o aval do Governo Federal, é o RFF (Regime de Recuperação Fiscal). O governador nada fez até o momento para se enquadrar nesta ajuda federal. A principal exigência do RFF é a venda do Banrisul, ativo mais valioso do Governo Gaúcho. Como se sabe, o governador é contra a venda do banco estadual. Mas, além disso, o Governo atrasou a alienação da CEEE, da Sulgás e da CRM, e não trata da extinção de estatais e fundações. Ou seja, Eduardo Leite não quer cortar gastos. Se não se dispõe a reduzir despesas, precisa arrumar dinheiro em algum lugar. Sobra a alternativa de aumentar a receita por meio da cobrança de mais impostos – sem dúvida, a pior escolha. Como forma de dissimular o aumento de impostos, decidiu fazer de conta que vai simplificar o sistema tributário estadual. Outra maquiagem. Até a cesta básica A proposta de reforma tributária, ora nas mãos dos deputados estaduais, troca 6 por meia dúzia. Diante da queda iminente de arrecadação, o governador pretende aumentar impostos de maneira enviesada. Vai onerar o IPVA (3% para 3,5%) e cobrar dos proprietários de veículos com até 40 anos de fabricação (hoje, apenas veículos com até 20 anos de idade são taxados). Quem vai pagar a conta da incúria fiscal e administrativa do governador? Principalmente os menos favorecidos, que não podem comprar carros mais novos. Vale lembrar que muitos pequenos empreendedores e trabalhadores informais utilizam o veículo para o trabalho. O mandatário, porém, foi além e propôs o aumento dos impostos sobre a cesta básica. Quem comprar arroz, feijão, açúcar e café será taxado em 17% contra os 7% atuais – aumento de 142%. Ovos e pão francês, alimentos essenciais para os menos abastados,

cuja alíquota atual é 0%, pagarão 17%. Até o gás de cozinha vai pagar mais. A erva-mate, cultura tradicionalíssima dos gaúchos, também será atingida pela sanha arrecadatória do Piratini. Dos 7% atuais, saltará para 17%. A fala mansa do morador do Palácio Piratini – sim, leitor, ele mora literalmente no Palácio – não deixou de lado sequer os medicamentos. Em meio à pandemia do coronavírus, os remédios vão amargar 142% de aumento de impostos. A derrama de Leite Esta derrama do Piratini faz lembrar o economista liberal Milton Friedman. “Não há nada tão permanente quanto um programa de governo temporário”, constatou. Ou seja, aprovado o pacote de Leite, o que deveria ser temporário vai perdurar todo o mandato. Serão 6 anos de “aumento temporário” de injusta e insana carga tributária. O governador pode até justificar seu gesto diante da impossibilidade de abrir mão de R$ 2,8 bilhões de arrecadação por ano. Mas não pode tirar o corpo fora da continuidade do arrocho ao qual vai submeter os contribuintes gaúchos. Como se recusa a privatizar e cortar gastos, assume como única alternativa para tentar contornar a crise fiscal o aumento da carga tributária. No mínimo, os gaúchos vão continuar pagando o que pagavam antes, embora de forma ainda mais injusta. Tão deletério quanto um governante que não cumpre suas promessas é um governante que finge ser o que não é. Ao maquiar a reforma tributária, Eduardo Leite joga o problema para o futuro – triste sina gaúcha. Aliás, um dos que o antecederam sabe bem o que o governador está fazendo. “Parole, parole, parole” foi a expressão cunhada pelo governador Sartori. A proposta do Piratini é um arremedo de reforma tributária, nada mais. Lástima que estas “palavras, palavras, palavras” são reproduzidas acriticamente pela maior parte da mídia gaúcha – e até nacional – ao tratar o pacote do Piratini sem a devida análise. A última esperança é a Assembleia Legislativa. Brevemente, quando o tarifaço entrar na pauta, os gaúchos saberão se a maquiagem tributária funcionou. Em setembro, os deputados estaduais vão dizer se aceitam mais um embuste tributário ou exigem do governador que cumpra o que prometeu em 2018. * Conselheiro de administração e consultor de empresas. Foi CEO da Falconi, presidente do Banrisul e secretário de Planejamento do Rio Grande do Sul


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Saúde mental Juliana Hoeckele *

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m alusão à passagem do Dia do Psicólogo, ocorrido no dia 27 de agosto de 2020, o artigo da Saúde desta sexta abordará o tema da Saúde Mental em Idosos. A prevenção e a promoção à saúde física e mental na velhice têm foco no aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social do idoso, prevalecendo as condições de liberdade, autonomia e dignidade. As discussões do Plano Internacional de Ação sobre o Envelhecimento (PIAE) possibilitaram à Organização Mundial da Saúde (OMS) adotar o termo “Envelhecimento Ativo” para englobar a visão da velhice como um processo natural do ciclo de vida que deve ser vivenciado com autonomia, independência, reconhecimento de direitos, segurança, dignidade, bem-estar e saúde. Os fatores determinantes do envelhecimento ativo sofrem influência cultural e de gênero e envolvem a integração de aspectos individuais, econômicos, sociais, físicos, comportamentais, de serviços sociais e de saúde. No que se refere à saúde mental da pessoa idosa, a aquisição de um envelhecimento ativo encontra desafios, principalmente em função de riscos como, por exemplo, o sofrimento psíquico causado pela depressão. A depressão é considerada pela Literatura especializada um grave problema de saúde pública e um fator de risco ao suicídio. Com o intuito de chamar a atenção da população mundial para essa temática, em 2012, a depressão foi tema do Dia Mundial da Saúde Mental promovido pela OMS. Essa ação teve como finalidade aumentar a consciência da sociedade para os cuidados com esse transtorno e promover a discussão sobre alternativas e investimentos em ações de promoção, prevenção e tratamento. A depressão é uma enfermidade que afeta cerca de 350 milhões de pessoas em todo mundo, sendo as mulheres mais atingidas pela doença do que os homens. Um milhão de pes-

soas se suicida a cada ano e grande parte delas sofre de depressão severa. O cenário se torna mais grave, pois o acesso à rede de cuidados é difícil na maioria dos países. Em alguns lugares, menos de 10% das pessoas que sofrem de depressão recebem tratamento, segundo informa a OMS. Esses dados têm exigido atenção e esforços de gestores, pesquisadores e profissionais da área de saúde para a implantação de ações que combatam esse mal e promovam o bem-estar da população. Ademais, com o aumento acelerado nos índices de envelhecimento e as vulnerabilidades decorrentes dessa época da vida, os idosos são caracterizados como grupo populacional de risco acentuado para a depressão e o suicídio. Um estudo concluiu que doenças graves, transtornos mentais, depressão, conflitos familiares e conjugais formam as principais causas de suicídio na velhice. Sendo assim, nessa faixa etária, os sintomas depressivos podem desencadear a crise suicida quando associado às vulnerabilidades socioambientais, psicológicas, familiares e de saúde. Como fatores de ordem social, destacam-se a aposentadoria, isolamento social, atitude hostil e pejorativa da sociedade e perda de prestígio pessoal. O sentimento de solidão, inatividade, inutilidade, falta de projeto de vida e tendência a reviver o passado refere-se aos fatores psicológicos. Entre os fatores familiares está a perda dos entes queridos, a viuvez, a mudança forçada de domicílio e situações de desamparo. As enfermidades físicas crônicas, terminais e incapacitantes como, por exemplo, Alzheimer e Parkinson, estão relacionadas ao comprometimento de saúde. Além disso, o abuso de álcool e outras drogas também são fatores de risco de suicídio nessa fase da vida. Ao examinar esses fatores, que limitam o alcance de um envelhecimento ativo e saudável, estudiosos dessa temática sinalizam a importância de ações efetivas de prevenção e de promoção à saúde mental para apoio às pessoas idosas de forma que estas se


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e velhice sintam úteis, ativas e integradas socialmente. Nessa perspectiva, desde 1948, data da criação da OMS, a saúde mental integra o conceito ampliado de saúde como “um estado de completo desenvolvimento físico, mental e bem-estar social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. Dessa forma, a OMS descreve saúde mental como um estado de bem-estar no qual as pessoas acreditem em suas potencialidades e capacidades para lidar com as dificuldades cotidianas, trabalhando de forma produtiva e contribuindo para o crescimento da sua comunidade. Assim, a implantação de intervenções promotoras de saúde é essencial para a saúde mental da população mundial. A Literatura especializada aponta que intervenções de prevenção e promoção à saúde mental oferecem excelente potencial em promover o empoderamento, saúde e cidadania, planejamento e adaptação à aposentadoria, redução de sintomas de depressão, de ansiedade e prevenção do suicídio. Entretanto, os estudos sobre intervenções preventivas e de promoção à saúde mental em adultos mais velhos são escassos na Literatura em comparação com outras faixas etárias como, por exemplo, intervenções direcionadas a crianças e jovens. Intervenções preventivas à depressão em idosos têm utilizado a terapia Life Review como estratégia e avaliação da própria vida. Trata-se de uma abordagem que possibilita alternativas para lidar melhor com as perdas e declínios relacionados à idade e encontrar significado nesta nova fase da vida. A transição para aposentadoria é um fenômeno que vem sendo bastante estudado pela Literatura Nacional, tendo em vista que se trata de uma época de mudanças e readaptações no contexto social, familiar e ocupacional. A aposentadoria bem-sucedida está entre os fatores determinantes do envelhecimento ativo, aponta a OMS, pois uma má adaptação a esse novo estilo de vida pode acarretar sofrimento psíquico grave como depressão e suicídio.

Práticas preventivas via internet têm beneficiado a população idosa na redução de sintomas de ansiedade com alto grau de aceitabilidade por esse público. Esses resultados promovem a inclusão digital e desmistificam concepções preconceituosas quanto ao uso de tecnologias nessa faixa etária. Entretanto, são necessárias investigações quanto a utilização desses instrumentos na população nacional de adultos mais velhos e idosos, considerando a diversidade econômica, educacional e sociocultural brasileira. Intervenções breves também surgem como alternativas viáveis, tendo em vista sua rápida aplicabilidade, baixo custo econômico e perspectiva de atender a uma demanda maior de participantes. Procure ajuda A tristeza é um sentimento que invade todos os seres humanos em diversos momentos e por diferentes motivos. No entanto, este sentimento não deve fazer parte do nosso dia a dia e nem ser dominante sobre os nossos pensamentos e comportamentos. Caso você identifique uma necessidade maior de falar e entender o que vêm sentindo, ou ainda, caso você veja que o seu familiar idoso está apresentando alguns sinais de depressão, busque ajuda profissional. Depressão não é frescura, não é preguiça, não é normal e também não é impossível de ser tratada. Procure ajuda! Você não está sozinho! Saiba mais Entre em contato e obtenha mais informações. Que você e seus familiares possam ter um envelhecimento saudável! * Juliana Hoeckele – Psicóloga (CRP 07/28763), pós-graduanda em Saúde do Idoso e Gerontologia e Concierge de Idosos Farroupilha – RS WhatsApp: (54) 99988.6642 E-mail: juli_hoeckele@hotmail.com Redes Sociais: @psicologajulianahoeckele


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PARA CONQUISTAR OS VISITANTES

Intercity e Wine Locals: parceria Julio Soares

Rede hoteleira e plataforma criam roteiro que envolve Casa Perini, Guaraipo Bar e Cozinha e Cave Antiga

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ltamente impactado pela pandemia, o Turismo, aos poucos, vislumbra uma retomada. E a aposta do momento, e em todos os segmentos econômicos, é no plano regional, ou seja, criar uma força-tarefa que dê suporte às empresas para que consigam não apenas manter suas atividades, mas voltar aos patamares pré-pandemia. Foi pensando nisso que a rede Intercity Hotels firmou uma parceria com a plataforma Wine Locals, que organiza roteiros de viagens com vinícolas e restaurantes da Serra Gaúcha. A intenção é de tornar a estadia mais agradável, oferecendo ao hóspede um passeio por uma das grandes atrações da região: a enogastronomia. O primeiro pacote firmado tem Farroupilha como destino. Ele co-

Roteiro programado pelo Intercity Hotels com a Wine Locals tem o município como parada em visitas à Casa Perini, Guaraipo Bar e Cozinha e Cave An

meça pela manhã com um Bike Tour na Casa Perini. A tradicional vinícola, que teve, em 2017, eleito seu Espumante Moscatel como o 5º melhor vinho do mundo na ava-

liação promovida pela Associação Mundial de Escritores e Jornalistas de Vinhos e Destilados, está sediada no Vale Trentino, uma região de exuberantes paisagens.

Na sequência, o roteiro deixa o interior e ingressa no perímetro urbano farroupilhense. Logo na entrada da cidade, a parada é para um almoço no Guaraipo Bar e Cozinha,


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para alavancar turismo regional Ramon Cardoso Divulgação

Incursão farroupilhense ntiga Vitivinícola: potencial enogastronômico da Capital Nacional do Moscatel pesou na opção, que será oferecida aos clientes da unidade caxiense da rede hoteleira a partir da retomada do turismo

referência em slow food, restaurante comandado pelo chef Rodrigo Bellora. E, para encerrar o roteiro pelo município, nova incursão pelo interior para uma degustação de vi-

nhos harmonizados com chocolates na Cave Antiga Vitivinícola. “Estamos muito animados em poder oferecer esses roteiros de viagens afetivas e vamos programar

novas experiências exclusivas para outros destinos, uma vez que Caxias do Sul é ponto de partida para várias atrações turísticas da Serra Gaúcha”, garante o diretor executivo da rede

Intercity, Marcelo Marinho. Para quem deseja informações sobre o pacote, basta acessar o endereço https://www.wine-locals.com/ pacotes/escapada-para-farroupilha.


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LEI ALDIR BLANC

Alguém quer me adotar? Divulgação

O Tazmania, de 7 meses, está à procura de um lar. Ele tem porte pequeno, é muito brincalhão e se dá bem com outros cães. Interessados em adotá-lo podem manter contato pelos fones 32617914 ou 996.281.878. Muitos cães e gatos estão aguardando por adoção no Centro de Amparo Animal de Farroupilha. Seja você a diferença na vida deles. Não compre, adote um bichano.

Cadastro é prorrogado Profissionais e estabelecimentos culturais têm prazo estendido até dia 4

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Secretaria de Turismo e Cultura publicou edital de chamamento público para o cadastro de trabalhadores da cultura e espaços culturais, que poderão se beneficiar da Lei Aldir Blanc. Inicialmente previsto para encerrar na quarta, o período foi estendido até a próxima sexta, dia 4. A medida prevê a destinação de recursos financeiros para apoio e fomento ao setor cultural.

Os cadastros poderão ser feitos por meio eletrônico para trabalhadores da cultura (https://forms.gle/f478Uqp4yvkVHQkg6) ou espaços culturais (https://forms.gle/tGWeLbXMPcMMztRZ9) ou de maneira presencial, na Casa de Cultura (República, 172), das 9h às 11h30min e das 13h às 17h. Importante destacar que o cadastro é municipal, ou seja, válido apenas para profissionais e espaços culturais de Farroupilha.

Obituário 23 de agosto * André Paulo Kozak, 26 anos. Sepultamento no cemitério da comunidade de São Marcos (1º Distrito); * Senorina Sperafico Carminatti, 79 anos. Sepultamento no Cemitério de Nova Vicenza; * Lieci Torres, 58 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal (CPM). 24 de agosto * Maria Adelina Toso Marchet, 82 anos. Sepultamento no cemitério da

comunidade de Santa Juliana de Mato Perso (4º Distrito de Flores da Cunha); * Antônio Carlos Canali, 68 anos. Sepultamento no cemitério da comunidade de Mundo Novo (4º Distrito); * Irma Pandolfi, 85 anos. Sepultamento no CPM. 26 de agosto * Vanderlei Laurindo Loureiro, 50 anos. Sepultamento no CPM; * Egide Lovat Capra, 77 anos. Sepultamento na comunidade de Vila Jansen (2º Distrito); * Lurdes Thereza Busetti Lorenzatti, 83 anos. Sepultamento no CPM.


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REVERÊNCIA

Amafa e o justo reconhecimento Associação de Pais e Amigos do Autista de Farroupilha homenageia profissionais de saúde que estão na luta contra o covid-19 mesmo de longe, estamos torcendo para dar tudo certo”, explicou Aline Daros da Rosa, diretora da Amafa. Os desenhos e as frases de estímulo fizeram a secretária se emocionar. Depois de recobrar o fôlego, Vanessa enalteceu a atitude da instituição. “Gostaria de agradecer de coração o empenho de cada um de vocês. A emoção que eu estou sentindo eu gostaria que outros profissionais também pudessem sentir. Em nome de todos eles fica minha gratidão. Esse reconhecimento não tem preço. Isso fica para toda vida. Temos uma equipe muito comprometida, trabalhadores da saúde que fazem a diferença e uma comunidade que muito nos auxiliou no combate à doença. Vou levar essas mensagens comigo e repassar aos colegas. Muito obrigado pelo pre-

Ramon Cardoso

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quarta à tarde foi muito especial na Associação de Pais e Amigos do Autista de Farroupilha (Amafa). Direção, funcionários e os alunos da instituição prestaram uma homenagem aos profissionais da saúde que estão na linha de frente no combate à pandemia, que estiveram representados, no ato, por Vanessa Zardo, secretária de Saúde do município. “A ideia surgiu dos profissionais da Amafa, que engajaram todos os usuários para fazer essa homenagem. Fizemos uma árvore com frutos e frases de força para quem está trabalhando na área da saúde e soltamos balões azuis e rosas, as cores da entidade, como um sinal de coragem e para mostrar que,

Valorização Entidade manifestou apoio aos trabalhadores da área da saúde

sente. Isso vai ficar guardado no meu coração”, comentou a emocionada secretária. Na mensagem principal a Amafa rendeu sua reverên-

cia aos profissionais. Dizia o texto: “Vanessa Zardo e Equipe: A vocês, profissionais de saúde que estão na linha de frente contra a co-

vid-19, nosso total reconhecimento pela diária e constante luta pelo semelhante. #JuntosSomosMaisFortes! Amafa Autismo Farroupilha”.


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Flores da Cunha é revitalizada Praça recebe melhorias à espera dos munícipes que devem voltar a frequentar o local no período pós pandemia

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ssim como outros espaços públicos bem frequentados da cidade, a Praça Flores da Cunha, na entrada do bairro Planalto, também recebeu melhorias no período da pandemia do covid-19. Além da realocação da máquina compactadora (o popular trator), a atração passou por nova pintura, assim como os bancos e a cobertura do módulo, recebeu plantio de grama na área, nova iluminação e colocação do letreiro “Eu Amo Farroupilha”. Os trabalhos foram realizados pela Secretaria de Turismo e são uma opção a mais para o lazer dos farroupilhenses.

Reformulada Local, que costuma receber muitos farroupilhenses, especialmente nos finais de semana, está de cara nova

Esquina Secretaria da Saúde disponibiliza 500 doses de vacina H1N1

Ainda restam 500 doses de vacina contra a Influenza H1N1. Elas estarão sendo disponibilizadas para o público em geral a partir da próxima segunda, das 7h30min às 11h30min e das 13h às 16h30min, na Unidade Básica de Saúde Central, que fica localizada na rua 13 de Maio, 533, no Centro.

Ramon Cardoso

INFRAESTRUTURA


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Catafesta lança pré candidatura a prefeito em chapa pura do PSD Vereador em três mandatos e ex-secretário de Esporte, Lazer e Juventude indica Leonardo Vilas-Bôas Conceição como vice

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cupando uma cadeira na Casa Legislativa Lidovino Antônio Fanton desde 2008, quando foi eleito para um primeiro mandato de vereador, Sedinei Catafesta (PSD) agora prepara um voo mais alto. Tento atuado também como secretário de Esporte, Lazer e Juventude na gestão do reeleito Claiton Gonçalves, Catafesta presidiu o Legislativo em duas ocasiões. “Me preparei intensamente para chegar em 2020 capacitado como pré-candidato a prefeito na eleição municipal. Nosso propósito é de

uma candidatura de chapa pura e este fator nos diferencia dos demais pré-candidatos, pois não vamos precisar dividir ideias e fatiar a administração pública para outros partidos, evitando a vaidade partidária e o inchaço da máquina pública, com excesso de cargos, podendo aplicar os recursos nos projetos que integram nosso plano de governo”, comentou o político. Catafesta já tinha a intenção de concorrer ao Executivo, ideia reforçada, conforme destacou, por uma determinação do PSD do Rio Grande do Sul. Ele salientou que outros partidos foram procura-

dos para uma composição, mas que não houve um acerto, fazendo com que a chapa majoritária seja pura, com o policial aposentado Leonardo Vilas-Bôas Conceição de vice. Ainda não há uma data para a convenção do partido que deve homologar o nome do vereador à corrida eleitoral ao Centro Administrativo Prefeito Avelino Maggioni, mas a ideia é que ela aconteça no próximo dia 6. A sigla deve contar com até 20 nomes para disputar cadeiras na Câmara. De longa data Catafesta com Leonardo, quando foi empossado vereador em 2008

Arquivo Câmara de Vereadores

CORRIDA AO EXECUTIVO


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EAD

Múltiplas possibilidades oferecidas Prestes a completar dois anos de atuação no município, instituição de ensino superior se consolida na pandemia

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ensino a distância (EAD) sempre foi uma marca forte da Uniasselvi, que adota o sistema desde 2005. Fundada em 1999 é a maior instituição de ensino superior de Santa Catarina e uma das maiores do País muito por conta da opção pela modalidade, que ajudou a sedimentar a presença do grupo nos 26 Estados da Federação, com mais de 400 polos e oferta de mais de 200 cursos de graduação e pós-graduação, tanto no presencial quanto no a distância. Quando completou 20 anos, em 2019, a Uniasselvi atingiu a marca de 200 mil alunos na modalidade EAD e recebeu, do Ministério da Educação, a notas máximas no Conceito Institucional EAD, por meio do Recredenciamento Institucional, e no ato de Recredenciamento do Centro Universitário Leonardo Da Vinci, sendo a única a receber a nota máxima nos dois conceitos.

Instalado no município desde outubro de 2018, o Polo Farroupilha da Uniasselvi oferece uma ampla gama de opções. “Estamos com turmas semipresenciais, como Pedagogia, Processos Gerenciais, Administração, Ciências Contábeis, Educação Física Bacharelado e Licenciatura, ocorrendo um encontro semanal com tutor formado e específico na área, e em EAD, chamamos de turma Flex, onde ocorre um encontro presencial no polo para realização da avaliação”, explica Andréa Adriana Ruppenthal Finkenauer, gestora e articuladora administrativa e pedagógica na Uniasselvi desde maio de 2018 e gestora do polo farroupilhense desde março de 2019. Com mais de 30 anos de atuação em sala de aula, Andrea é formada em Magistério, tem Licenciatura em Pedagogia e Estudos Adicionais e conta ainda com especialização em Orientação Escolar, Psicopedagogia e Gestão de Polos. Ela atua


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pelo Polo Farroupilha da Uniasselvi Ramon Cardoso

na unidade farroupilhense ao lado do marido, Carlos Finkenauer, operador comercial do polo e da Serra Gaúcha da instituição de ensino. Ampla gama de oferta de cursos e busca maior em determinadas áreas “Contamos ainda com cursos de Tecnólogos, Bacharelados e Licenciaturas, bem como os de segunda Licenciatura em todas as áreas e formação pedagógica. Agora estamos ofertando os cursos na área da Saúde, na modalidade Flex: Biomedicina, Radiologia, Nutrição, Farmácia, Fisioterapia, Estética e Imagem Pessoal, além de Gastronomia”, enumera a gestora, citando ainda

Consolidada Às vésperas de completar dois anos de atuação em Farroupilha, instituição de ensino conta com dezenas de cursos que vão do Bacharelado, passam pela Licenciatura e chegam até os Superiores de Tecnologia

que a procura tem sido alta em cursos como Design de Interiores, de Produtos e de Moda, bem como o de Gestão da Qualidade, Gestão da Produção Industrial, Segurança no Trabalho e Investigação Forense e Perícia Criminal, apontando tendências de mercado. Andrea ressalta também a oferta de cursos de pós-graduação (online) nas áreas de Educação, Administração, Contabilidade, Engenharia, Saúde, MBA, Jurídica, Psicologia e Gestão. Por conta da pandemia, melhorias nos ambientes virtuais de aprendizagem são permanentes, com portais de gestores e de polos e aplicativos como o Leo APP e Livros Digitais. Na oferta de cursos, além do suporte dos tutores presenciais nos polos, há ferramentas como tutoriais online e call centers. As inscrições no polo farroupilhense podem ser realizadas pelo portal, no endereço eletrônico https://portal.uniasselvi.com.br/graduacao/rs/ farroupilha, também pelo WhatsApp, no número (54) 984.471.569 ou ainda presencialmente na própria unidade (Avenida Santa Rita, 21, sala 13), das 14h às 18h.


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ENSINO SUPERIOR

Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática abre turma no CFar É a primeira vez que a modalidade é oferecida fora do Campus Sede e engloba várias áreas do conhecimento

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ste segundo semestre assinala o começo das atividades da primeira turma do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade de Caxias do Sul (UCS) no Campus Universitário de Farroupilha (CFar). É o primeiro mestrado ofertado no município, bem como a primeira vez que o Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGCiMa) é realizado além do Campus Sede da UCS, em Caxias do Sul. O curso, que atende uma demanda da comunidade, é voltado à pesquisa

nas áreas de Ciências da Natureza, Matemática, Engenharias e Tecnologias. A sessão inaugural ocorreu de forma online no dia 12, e reuniu os novos alunos, o corpo docente e as professoras Fernanda Maria Francischini Schmitz, diretora do CFar e Neide Pessin, diretora da Área de Ciências Exatas e Engenharias da UCS, e os professores Fabiano Larentis, coordenador de Pós-Graduação Stricto Sensu, e o coordenador do curso, Odilon Giovannini Jr. “Essa data reflete e solidifica o compromisso da UCS com a produção e socialização do conhecimento com qualidade e relevância para o desenvolvimento da região”, salientou o

coordenador, enfatizando que a conquista traduz o resultado do esforço conjunto do corpo docente, mestrandos e mestres do Programa que, ao longo de seus oito anos, construíram um curso que conquistou o conceito 4 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “A primeira turma de Stricto Sensu em Farroupilha marca a ampliação das áreas de atuação do CFar e um salto na educação e na pesquisa locais. A qualificação pessoal e profissional alcançada pelos alunos do Mestrado vai impactar positiva e diretamente em uma cidade que já tem um reconhecimento nacional dos

seus processos educativos”, acredita a diretora Fernanda, reforçando que a UCS está presente no município desde 1993, atuando de forma intensa na graduação, pós-graduação Lato Sensu e na extensão, em especial nas áreas Jurídicas e Sociais Aplicadas. “A turma extra do Programa em Farroupilha evidencia a importância da UCS em sua região de abrangência e o seu impacto junto à população e aos interessados em qualificar seus conhecimentos e suas carreiras, principalmente por envolver a formação em Stricto Sensu, presente nos seus 18 programas de pós-graduação”, finaliza o coordenador Larentis.


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GURIAS RUBRO-VERDES

Finalmente os treinos técnicos e táticos Com o abrandamento das restrições e do rigoroso inverno, semana foi altamente produtiva para o Brasil Feminino Ramon Cardoso

Evoluindo Treino no último sábado à tarde, nas Castanheiras, permitiu maior trabalho com bola e simulação de situações de jogo em campo reduzido

Brasil Feminino

O

mau tempo da semana retrasada, junto com a nova série de testagem de covid-19, inviabilizou os treinamentos das gurias rubro-verdes, que ficaram restritos aos físicos, no vestiário e academia. Nesta última semana, contudo, com a manutenção da bandeira

laranja, a possibilidade de gestão compartilhada dos protocolos e, sobretudo, com dias de sol e com temperatura amena, foi possível recuperar o atraso. Os treinos ocorreram no sábado à tarde, segunda e quarta à noite e seguem nesta sexta à noite, no Estádio das Castanheiras. Claro que a carga física, com o preparador Rafael Dos Santos, o Brasa, ainda segue alta, especialmente porque o longo período de parada (para as gurias rubro-verdes foi de 111 dias) necessita de um reforço para evitar qualquer tipo de lesão, mas aos poucos os treinamentos mais técnicos e táticos, a cargo do técnico Luciano Almeida e do auxiliar Guilherme Lange, passam a ocupar a maior

parte do tempo. Foi o que aconteceu no último sábado, no treinamento comandado por Guilherme. Realizado em campo reduzido, ele foi feito com atletas dando no máximo três toques na bola, simulando situações de jogo e estimulando uma postura mais compactada da equipe. “Fizemos nesta semana um trabalho específico para as funções. Dividimos o campo em três e cada setor teve sua atividade. Um trabalho de cobertura para o sistema defensivo, um de passe com volantes e meias e de cruzamentos e finalizações com as atacantes. Nesta sexta pretendo começar com os treinos mais de campo aberto, para darmos uma cara para a equipe”, comentou o técnico Luciano.

A carga de treinos deve ser intensificada à medida que se aproxima o retorno do Brasileirão Série A2, que foi interrompido no dia 15 de março. No Grupo F da competição nacional, as gurias rubro-verdes estrearam com vitória na partida mais eletrizante da rodada de abertura, ao vencerem, por 4 a 3, a Chapecoense em Xanxerê, com gols de Tuca, Pati, Bianca e Pâmela. O Brasil Feminino volta a campo no dia 25 de outubro, diante do Napoli, de Caçador, nas Castanheiras, na estreia como mandante. O rival também venceu na rodada inaugural, ao golear o Athletico, em casa, por 4 a 0. Quanto ao Gauchão Feminino, ainda não há uma data para início da competição estadual.


INSIDE

Nic Fonseca Photography

Incursão da loucura à sanidade

Daniel, Rafael, Vinicius e Erick, da Baterya Fox, lançam nesta sexta o EP “Go Insane to Stay Sane”, álbum que teve a pandemia como uma fonte de inspiração Páginas 2 e 3


Social

Os destaques da semana em Farroupilha e as dicas e sugestões da colunista social Valéria Vettorazzi Páginas 4 e 5

Inside

Sétima Arte

Partindo de uma premissa interessante, “A Caverna” mescla Aventura com Suspense e Ficção Páginas 6 e 7

PANDEMIA EM PAUTA

As complexas demandas de um mundo em transformação “Diálogos e Desafios do Sujeito, Hoje” é a live promovida pela Elo-Psi que acontece na próxima quarta, às 20h15min um dos desafios para a vida na sociedade e nas organizações?”, questiona ao mesmo tempo que provoca Rosmari, que também é artista plástica e membro pleno do Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre e que tem consultório em Caxias do Sul e na Capital. A pandemia é um debate recorrente no campo da Psicanálise e tentar determinar seu alcance e impacto é algo complexo, até mesmo porque os indivíduos tendem a lidar de forma diferente com o momento excepcional. Para Romulo, que também é médico, empreendedor e trabalha com Ecossistemas de Inovação, o objetivo do encontro virtual é de apre-

sentar e dialogar sobre as dores e os desafios do momento covid e pós-covid. “O indivíduo em seu meio ambiente, conectado e compartilhado, e suas repercussões e oportunidades. Por um lado, ações de relevante impacto social, através de processos de inovação, com potencial para fazer a diferença, promovendo as imediatas e futuras mudanças das quais se fazem necessárias. Por outro, a pandemia e suas reações, o estresse físico, mental e econômico. Como fica o trabalho pós-covid? Pretendo debater os desafios da revolução digital e o analfabetismo profissional”, adianta Romulo, antecipando parte do conteúdo.

Fotos: Arquivo Pessoal

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nova live promovida pela Associação dos Psicólogos de Farroupilha (Elo-Psi) ocorre na próxima quarta, às 20h15min, pelo Facebook da Câmara da Indústria, Comércio, Serviços e Agronegócio (CICS) de Farroupilha. Os psicanalistas Rosmari Bergoli da Luz e Romulo Viero debatem o tema “Diálogos e Desafios do Sujeito, Hoje”. “Uma das grandes capacidades do ser humano é adaptar-se. Resiliência, tolerância, profissionalismo, equilíbrio emocional tornam-se pilares no comportamento pós pandêmico. Seria o autoconhecimento

Live Psicanalistas Rosmari e Romulo debatem no evento promovido pela Elo-Psi

Programe-se O que: Live da Elo-Psi com o tema “Diálogos e Desafios do Sujeito, Hoje” Quando: próxima quarta, às 20h15min Onde: Facebook da CICS Farroupilha


Inside

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Crônicas da Redação Ramon Cardoso

ramon@jornalinformante.com.br

Tábua de salvação

Música

Pandemia não é desculpa e Findado o Autoria Festival ideia ganhou força e, após meses de composições e ensaios, surgiu o álbum “Go Insane to Stay Sane”

Imagens: Reprodução

Embora admitisse que a melhor alternativa para a Segundona Gaúcha fosse mesmo seu cancelamento, diante da impossibilidade de adoção dos protocolos aplicados na elite, que acarretariam ainda mais despesas aos clubes, que já estão sufocados até o pescoço, evidente que fiquei muito chateado com o fim da disputa. Foi bem frustrante receber a notícia, mesmo sabendo que era algo inevitável e que dos danos seria ainda o menor. Gerente executivo do Ypiranga, Renan Mobarack fez uma postagem em seu Facebook falando sobre o drama de clubes e profissionais que vivem do futebol e nele eu comentei que não seria difícil promover uma reformulação completa no calendário do futebol gaúcho, bastava a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) reduzir a extravagante cota de TV da Dupla Gre-Nal e reparti-la entre os filiados, além de propor um estadual de maio a dezembro e extinguir as Copinhas do segundo semestre que não levam a nada, a não ser a prejuízos financeiros. O professor Cristian de Souza, técnico do Veranópolis e que comandou o Brasil em parte da temporada 2015, também estava na discussão e me encaminhou um estudo capitaneado por ele, pelos Fabianos, Borba (Tupi) e Daitx (Glória) e Paulo Porto (Passo Fundo), outro que também passou pelo rubro-verde farroupilhense na reta final da temporada 2012. O projeto ia ao encontro do que eu imaginava e foi ótimo perceber que há uma mobilização para tentar salvar o futebol gaúcho da ruína completa. A pandemia, por óbvio, acelerou o processo de busca de uma alternativa, mas a questão já estava caindo de madura. Não só a crise sanitária abre um precedente importante como também o novo comando da FGF. Francisco Novelletto se submetia a todos os caprichos da Dupla Gre-Nal, que mandavam e desmandavam na Federação. Não sei na atualidade, mas no passado os presidentes de Grêmio e Internacional não admitiam sequer a supressão de R$ 1,00 das já gordas e pomposas cotas de TV, enquanto os clubes do interior recebiam esmolas. Luciano Hocsman parece ser um dirigente bem intencionado e o simples fato de ter aberto a possibilidade de debater o estudo (veja mais sobre ele na Matéria Especial, páginas 2 a 4) já confere uma ponta de esperança para que algo seja, de fato, feito em uma necessária e urgente reformulação do calendário do futebol gaúcho. Todos os envolvidos defendem mudanças complexas e o momento é apropriado para que essa discussão ocorra e para que alterações profundas sejam implementadas. A lógica que vigora no futebol gaúcho, e também no restante do País, é perversa. Os clubes mais ricos, com maior poderio econômico e financeiro, reclamam que jogam demais. Já os pequenos, que contam moedas para se manter, jogam pouco e precisam de um calendário para sobreviver. Ou seja, está tudo errado. Mas isso somente será consertado se as cotas de patrocínio forem revistas e o bolo for melhor repartido. Para isso, é necessário debater com a Dupla Gre-Nal. A grande vantagem no calendário apresentado é que ele restringe a participação de Grêmio e Internacional no Gauchão a um único mês. Em resumo, permitiria um desafogo no apertado calendário, em troca de uma redução no valor pago pela Federação. Se vai dar certo eu não sei, mas acredito que a proposta seja interessante e tenha muito mais prós do que contras. Se nada for feito, daqui a pouco restará meia dúzia de times no Estado.

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riada em 2018, a Baterya Fox nasceu com o objetivo de trazer uma nova visão autoral para o indie/modern rock. Formada por quatro amigos de escola, Erick Franco (vocal e guitarra), Rafael Gasperin (guitarra), Daniel Zanoni (contrabaixo) e Vinicius Rapkiewicz (bateria), o foco principal da banda é trazer à tona seus projetos autorais. A participação no encerramento da Semana da Juventude (2018) o Viva Muinho (2019) e o Autoria Festival (2020) sedimentaram o caminho para o lançamento de alguns singles disponíveis em plataformas digitais, como “Tracy’s Blue Cigarettes”, “Devil Might Laugh” e “Matches in Peak” e, mais do que isso, alimentaram o anseio da gravação de um EP Demo. Mesmo com a pandemia, o projeto não foi deixado de lado, pelo contrário, o período excepcional serviu até mesmo de inspiração para as faixas. Depois de meses de composições e ensaios, ganhava vida o “Go Insane to Stay Sane”. “A ideia surgiu após o nosso último single lançado em 2020.

Tínhamos algumas composições terminadas como ‘Chaos City’ e ‘Out of the Phone’, que estavam guardadas na gaveta, e as demais músicas começamos a trabalhar durante o isolamento social, onde uma delas foi lançada em conjunto com a ideia do Coletivo Autoria, chamada ‘The First Cold Day’, que também faz parte do álbum. Sentimos que esse era um próximo passo em nossa jornada e queríamos terminá-lo o quanto antes e assim tivemos a oportunidade de fazer o ensaio gravado na K’Sound Studio”, explica o baterista Vinicius.

“Por estarmos passando pela pandemia, grande parte do EP está carregado de sentimentos experimentados nesse período, como angústia, decepção, solidão, misturado com o nosso estilo próprio, empolgante e urgente: altos e baixos, grande dinamismo musical e a busca por novas experiências, reforçando nossa paixão pela música e a vontade que temos de compartilhar nossos projetos ao mundo”, ressalta o vocalista e guitarrista Erick, que comenta também como o excepcional momento foi importante no desenvolvimento criativo do álbum.


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Inside

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Rita Rosa Baretta

Música

ritarosabaretta@gmail.com

inspira o EP da Baterya Fox “As letras divergem entre encontros imaginários, futuros e passados, como é fazer parte de uma banda e ser jovem nesta era contemporânea em que tudo parece ser líquido, superficial e plastificado. Todas letras, mesmo as mais diretas, estão carregadas de subjetivismo e metáforas. O nome ‘Go Insane to Stay Sane’ representa como nos sentimos em meio a tudo isto. Muitas vezes ficamos loucos para nos mantermos sãos”, complementa Erick. O EP conta com oito faixas e está disponível em todas as plataformas digitais (YouTube, Instagram, Spotify, Deezer).

Nic Fonseca Photography

Da loucura à sanidade A complexa pandemia dá o tom das letras do EP Demo “Go Insane to Stay Sane”, o álbum autoral da Baterya Fox

Dia especial Daniel, Rafael, Vinicius e Erick, o quarteto da Baterya Fox: novidade musical farroupilhense lançada nesta sexta

E sobre a amizade! Na circunstância na qual vivemos de isolamento por conta da quarentena desta pandemia e das necessidades de isolamento, além de estarmos diante de uma realidade competitiva e do individualismo surgido no mundo dos negócios, cultivar as amizades pode ser uma das saídas mais saudáveis que se possa ter diante das possibilidades a nossa frente. Ter uma rede de suporte afetivo e de confiança, nos comunicar com familiares e amigos verdadeiros e sabedores que temos em quem confiar em momentos mais embaraçosos de nossas vidas, ao certo nos coloca mais fortalecidos e encorajados. Sabedores que se tivermos a quem recorrer quando nos sentimos mais fragilizados nos dá conforto e serenidade. Já diz a música de Milton Nascimento, “Amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração...”. Uma verdadeira amizade deve ser cuidada e preservada. Essas redes são fruto de nossas escolhas. Escolhas que sempre dependem de nosso grau interno de saúde mental na qual nos permite escolher, manter e preservar vínculos saudáveis e duradouros. Escolher um caminho sempre irá depender de nosso eu interior. Nos caminhos da vida, por conta de dificuldades, nos deparamos com sujeitos que se instrumentalizam a fim de alcançar uma “pseudo amizade” para tirar alguma vantagem. Trata-se de uma relação “utilitária”, que visa a barganha de afetos. Este modelo de relacionamento tende a durar não mais que uma estação ou um ano, mas nunca uma geração, pois o sujeito explorado tende a perceber que foi amarrado a um relacionamento doente. Justamente uma relação da ordem do neurótico conforme o sujeito da “pseudo amizade”. Amizade de verdade vai além, ao certo equivale a muito mais e, sim, a um elo forte de pessoas que de algum modo se identificam, se encantam pelo modo de ser do outro. Pelo seu sentir, pensar, falar, agir, rir, pensar, muito semelhante ao que se dá nas relações amorosas. Onde muitas vezes o que liga um sujeito ao outro fica difícil de ser expressado em palavras. Sabemos que nos sentimos bem na companhia da pessoa, sabemos que ele nos faz bem, e nem ao certo temos plena certeza do que esse outro nos cativa. Amizade tem a ver com respeito, cumplicidade, troca, cuidado, carinho, parceria. Amizade tem a ver com um sentimento ímpar de quem está sempre presente mesmo na tristeza, nas adversidades, na decepção, nos momentos do fracasso, nos momentos que não é fácil a troca, não é fácil dividir... precisamos de um amigo justamente quando não conseguimos nada dizer, quando dizemos exatamente que desejamos solidão. Neste momento o amigo senta a nosso lado, e no silêncio mantém a sua presença mais simbólica e mais humana. A presença de quem sabe que é no respeito do silêncio que fazemos nossa maior companhia. Como ando no período das homenagens, mais uma vez preciso homenagear minhas amizades. Elas são perfeitas, são amigas da minha infância, de escola, de faculdade, da Psicanálise, da Vida! São amigas da esquina, são amigas que conheci dançando, chorando, brincando, são amigas que fiz com afeto, são aquelas que fiz brigando, discutindo, entrando em acordo, fazendo parceria, entrando em atrito, são minhas irmãs, são fundamentais em minha vida. São amigas de todo dia, são aquelas que não vejo a anos, são minhas comadres, são parceiras da vida, são colegas de profissão, são aquelas que discordo de opinião. Mas estão sempre dispostas a te dar aquele ombro e aquela gargalhada! Pois amigo de verdade topa todas independente da razão! Elas podem ser muitas e cada uma delas têm um lugar em meu coração... * Psicanalista


Divulgação

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Aprendizados

a reflexão dessa sexta quero falar sobre paciência para aprender. Apesar de estarmos em constante aprendizado, todos os dias descobrimos coisas novas. É diferente quando nos dedicamos a começar algo diferente. E tenho visto que um lado positivo dessa quarentena é perceber que muitas pessoas estão tentando fazer algo novo, aprendendo a cozinhar, fazer artesanato, entre outros. E isso faz parte desse novo momento, estamos mais pacientes e conscientes de nossas vidas, o que faz com que tenhamos tempo para aprender coisas novas e principalmente vontade. Você é uma das pessoas que está fazendo algo novo após a chegada da pandemia? Me conta!

Reinventando

A feira caxiense Le Marché Chic teve que se reinventar por conta da pandemia. Apesar das marcas autorais terem venda por um aplicativo, a experiência com a loja física representava a maior parte da renda e dos artesãos envolvidos. Dessa forma, os profissionais se juntaram para abrir um espaço temporário no Pátio Eberle, em Caxias do Sul, o Le Marché Chic Boutique Ephémère. A novidade estreia na próxima terça, dia 1º de setembro, e permanece até 26 do mesmo mês.

Estela Bertuol, André Slodkowski e Natália Bertuol têm esbanjado criatividade em seu projeto Amiló, que produz artigos em amigurumi, mdf e lettering de forma artesanal. O resultado do trabalho do trio pode ser conferido no perfil @amilo.arte.

Rafael Balbinot e Franciele Roman noivar semana em um momento especial no Hot Fotos: Arquivo Pessoal

Resultado Positivo

Mesmo com aquele frio da Serra Gaúcha o resultado do Cine Drive-In do Sesc Farroupilha, realizado na última sexta, teve um ótimo resultado. Mais de 300 pessoas prestigiaram a 2ª edição do evento, no Largo Carlos Fetter. A ação tinha entrada gratuita e doação espontânea de materiais de higiene, que serão doados a famílias em situação de vulnerabilidade social, através do Programa Mesa Brasil do Sesc. A entidade prevê realizar mais duas sessões de cinema até o final do ano.

Enogastronomia

A rede Intercity Hotels firmou uma parceria com a plataforma Wine Locals e que possui um roteiro que tem Farroupilha como destino. Os hóspedes do hotel têm à disposição um passeio que inicia pela Casa Perini, chega ao Guaraipo Bar e Cozinha e finaliza na Cave Antiga Vitivinícola, conciliando belezas naturais com enogastronomia na medida certa. Interessado? Veja mais na Editoria de Economia, páginas 10 e 11.

A arquiteta Thais Olivo celebrou seu aniversário com familiares na sexta

Raquel Dondoni e Vinicius Mello, com a mana Ana estão à espera do Vicente Augusto, previsto para che


Riscliff Spinelli

Valentina de Bona Silvestrin recebeu o carinho de seus pais, Simone de Bona Silvestrin e Héverton Silvestrin, pela passagem do seu aniversário, celebrado no domingo

ram no último final de tel Cabanas Tio Müller Gi Franceschet

Luíza e o doguinho Valentin, egar ao mundo em setembro

#MinhaÚltimaViagem As amigas Solange Calabria e Néli Turchetto visitaram a Casa Rosada, em Buenos Aires, durante sua última viagem em janeiro desse ano


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Fabrício Oliboni fabrioliboni@gmail.com

Trabalhar/Ser Ao conhecer alguém, uma das 3 perguntas ou papos iniciais é trabalho. Difícil fugir disso. É algo que fica coçando, temos de falar a respeito. Nada de errado nisso, mas por esse fato percebemos a importância que isso tem nas nossas vidas, tanto de forma prática quanto na impressão que temos ou passamos para as pessoas. Culturalmente falando, pode-se dizer que no Brasil há uma ideia de quem não está trabalhando, com algo formal, CLT, é alguém sem rumo. Aí cabem-se as devidas considerações, tirando dessa conta empresários, pessoas com o seu negócio próprio e vários outros. Você pode estar infeliz no seu trabalho, ser algo que não agrega nada a você, te faça mal, física ou psicologicamente, mas para a sociedade, em uma generalização grosseira, está tudo bem, pois você tem um emprego. Pode ser que você tenha algo informal, que te mantenha financeiramente, mesmo que sem luxos, consiga ter um equilíbrio de estudos, atividades que te façam bem, etc, mas sem estar em uma “firma”, temos aí um cara sem rumo, meio vagabundo, sem norte na vida. Você pode discordar, mas sim, tem muito disso. Se tem uma ideia de que sucesso e felicidade estão associados ao trabalho. Pode ser um fator importante nisso, sim, mas ter uma boa profissão não garante que você esteja satisfeito com a sua vida, função, que esteja desfrutando do que faz. Frequentemente vemos casos de pessoas famosas, como atores, músicos, atletas, pessoas da mídia tradicional, no geral, com depressão. Uma reação recorrente é de pessoas que não entendem isso, porque fulano ganha tanto, é uma celebridade, está em todas as festas... isso é a imagem que nos é passada, que pode não condizer com a realidade. Você pode estar definhando por dentro, mas ao sair na rua a postura tem de ser de que está tudo ótimo, nada te afeta e as coisas não poderiam ir melhores. E isso faz mal, muito. Alguém pode estar plenamente satisfeita com a sua vida, mas não tem o que é considerado um trabalho de respeito, uma função de destaque. Aí vem os rótulos, as preconcepções, de que se fulano é médico é isso, e se é, sei lá, taxista, é menos. Os nossos pais tinham uma relação diferente com o trabalho do que a nossa geração. Posso estar equivocado, mas em grande parte o trabalho estava ligado ao sustento da família. Objetivos mais simples e diretos. Não havia a fartura de opções de hoje, o volume de informações que somos bombardeados diariamente, fazer isso, aquilo, buscar mais uma graduação, ter dinheiro de sobra para poder investir na bolsa, e tem que sobrar algo para o mochilão na Europa ano que vem: “tenho 30 anos, devo me sentir culpado por morar com os meus pais?”, o amigo conquistou muito mais que você com a mesma idade e... é bem diferente. A relação que temos com o trabalho difere muito das gerações passadas. O mundo mudou muito em um prazo muito curto, e tende a seguir nesse ritmo. O trabalho pode indicar algumas coisas, sim. Contudo, somos mais que isso, e pode cair muito em meras impressões superficiais, como vemos a todo momento. Uma carteira assinada, contracheque ou CNPJ não nos define. * Agente de intercâmbio e bacharel em Relações Internacionais

FARROUPILHA, 28 DE AGOSTO DE 2020

Sétima Arte

O valor de uma boa “A Caverna” é simples, direto, objetivo e mostra que jovens Mark Dennis e Ben Foster têm muito a oferecer à Sétima Arte

O

primeiro trabalho da dupla Mark Dennis e Ben Foster, “Strings”, de 2011, já havia conquistado certa notoriedade como produção independente em vários Festivais de Cinema, os que estão fora do grande circuito comercial e cumprem um papel fundamental na revelação de novos talentos. O tempo passou e a dupla só voltou à cena seis anos mais tarde, em 2017, com “A Caverna”. A trama (não confundir com o filme de mesmo nome de 2005, que também está disponível na Netflix, apesar da impressionante semelhança da bela atriz Brianne Howey com Piper Perabo) tem um roteiro bem mais atraente e que mistura, na dose certa, aventura, suspense e ficção científica. Há algumas semanas figura na lista do Top 10 Brasil do serviço de streaming e é um bom parâmetro para quem passa horas sem saber o que escolher para assistir. A história começa com o professor de Arqueologia Jason Hooper (Andrew Wilson) que está obcecado por descobrir o paradeiro de um casal de hippies que se

perdeu há 40 anos numa expedição em que buscavam a “Fonte da Juventude”, uma incursão, na certa, impulsionada por doses cavalares de ácido. Quando o professor finalmente acha a van em que eles estavam, não medirá esforços para esclarecer o mistério. Para isso, entra em contato com a estudante Jackie (Brianne Howey) que, assim como o colega Taylor (Reiley McClendon), eram seus assistentes e tinham em Hooper uma espécie de ídolo da área, em especial Taylor. Porém,

o docente sabe os riscos que essa operação envolve e impede que a dupla o acompanhe ao local, já que a ideia era de uma exploração rápida, ao menos é o que havia comentado com os alunos. Acontece que depois de dois dias sem dar notícias, Jackie e Taylor decidem ir atrás do professor. Para isso necessitam, em primeiro lugar, de uma picape e apelam para Cara (Cassidy Gifford), uma grande amiga de Taylor que acaba levando com ela a irmã adolescente Veeves (Olivia Draguice-


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FARROUPILHA, 28 DE AGOSTO DE 2020

7

Paulo Roque Gasparetto

Sétima Arte

prgasparetto@terra.com.br

história

Imagem: Reprodução

Paladin Films

Goonies 2020? Furby (Max Wright), Jackie (Brianne Howey), Veeves (Olivia Draguicevich), Cara (Cassidy Gifford) e Taylor (Reiley McClendon) prestes a iniciar a exploração de um local inóspito e cheio de mistérios e segredos

vich) que, por sua vez, apela para que seu colega, Furby (Max Wright), também acompanhe a trupe. É isso mesmo que vocês estão pensando, a parte inicial da trama é uma espécie de “Os Goonies” da atualidade, tanto que há inclusive uma referência ao clássico de Richard Donner, de 1985. Logo o filma avança para o suspense à medida que o grupo começa a explorar a caverna e, já na parte final da obra, ganha os contornos de uma ficção científica, um tanto quanto exagerada, mas até ali o

longa já cativou o espectador. A Caverna é um voo solo de Dennis e Foster, que assinam a direção e a produção, tendo ficado o roteiro a cargo de Dennis. É um filme direto, objetivo, que não faz rodeios e com uma história bem interessante, que mostra que no fim das contas é isso que realmente vale. Em tempo de pandemia, em que não veremos tão cedo fortunas gastas em super produções, a torcida é para que essa seja não apenas uma tendência momentânea, mas uma situação permanente.

Título original Time Trap Título traduzido A Caverna Direção Mark Dennis e Ben Foster Roteiro Mark Dennis Gênero Aventura Suspense Ficção Científica Duração 88 minutos País Estados Unidos Ano de produção 2017 Estúdio Paladin Films Filmsmith Pad Thai Pictures Distribuição Netflix

Abre tua mão para o teu irmão O mês de setembro tornou-se referência para o estudo e a contemplação da Palavra de Deus, tornando-se em todo o Brasil, desde 1971, o Mês da Bíblia, pois, no dia 30 de setembro, celebramos São Jerônimo que dedicou a vida ao estudo e à tradução da Bíblia, a partir do hebraico e do grego, para o latim, que era a língua do povo (vulgus), a Vulgata. Este ano, 2020, a Igreja no Brasil comemora o Mês da Bíblia fundamentando-se no livro do Deuteronômio, com o lema “Abre tua mão para o teu irmão” (Dt 15,11). É um livro rico em reflexões morais e éticas, com leis para regular as relações com Deus e com o próximo. Destaca-se no Deuteronômio a preocupação de promover a justiça, a solidariedade com os pobres, o órfão, a viúva e o estrangeiro. Assim, o livro do Deuteronômio é um livro muito importante porque ele se apresenta como uma orientação para a comunidade israelita e também para nós. Teve uma grande influência no Antigo Testamento. Foi reelaborado, atualizado por várias vezes por ser extremamente importante. É um livro que defende a vida no discurso de Moisés, dizendo para as novas gerações qual é a vontade de Deus. Neste sentido, a Bíblia não pretende ser um livro de ciências naturais ou de história, mas é o “Livro da Vida”, da comunidade, da misericórdia de Deus, revelada em Jesus. Lemos a Bíblia não por curiosidade, mas para expor nossa vida à luz de Cristo. A Bíblia deve iluminar a vida, e a vida ilumina o sentido da Palavra e por isso dizemos: Tua Palavra é lâmpada para meus pés, Senhor. Uma forma bem concreta de aprofundarmos essa leitura é como conhecemos os “Encontros de Família”, considerados um jeito dinâmico de evangelizar e criar a cultura do encontro. No entanto, agora, por causa da pandemia, não mais com os vizinhos, mas na nossa própria casa, na igreja doméstica, junto com a nossa família. Em tempo: nesse final de semana queremos agradecer a Deus a presença dos catequistas em nossas comunidades. O catequista é aquele que se coloca a serviço da Palavra de Deus e que através da presença na vida das nossas crianças e jovens faz com que Jesus seja anunciado e testemunhado. * Pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus e doutor em Comunicação


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Horóscopo Áries - 21/03 a 20/04

A manhã é produtiva para tomar decisões com clareza em relação às metas que pretende alcançar. Uma nova filosofia de vida se faz necessária. O céu favorece curas e resoluções em família. Olhe para dentro para ressignificar os afetos.

Touro - 21/04 a 20/05

A parte da manhã é positiva para entender questões emocionais que precisam ser transformadas. boa semana para expressar os sentimentos e ampliar as percepções para lidar com relações, principalmente com parentes.

Gêmeos - 21/05 a 20/06

A parte da manhã é produtiva para liderar projetos e promover atividades com os amigos. O céu traz bons resultados financeiros. É um período significativo para realizar projetos ousados, com foco em resultados materiais.

Câncer - 21/06 a 20/07

A parte da manhã é produtiva para tomar decisões significativas profissionais. Você está num período importante para ressignificar os seus valores e desenvolver a autoestima. Busque fortalecer os afetos e avaliar o que lhe faz feliz neste novo ciclo.

Leão - 21/07 a 22/08

A parte da manhã é um período ótimo para namorar ou para promover atividades que estimulam a sua criatividade. É um bom período para promover curas emocionais, principalmente para fortalecer a autoestima e os afetos.

Vírgem - 23/08 a 22/09

A parte da manhã é produtiva para obter soluções financeiras para o imóvel ou investimentos que envolvem a família. O céu lhe dá condições de curar a relação com amigos, bem como o relacionamento amoroso.

Libra - 23/09 a 22/10

A parte da manhã favorece o relacionamento e a comunicação entre pessoas próximas. É um período ótimo para focar em suas metas e desenvolver atividades que o conectem a valores mais elevados. O céu traz reconhecimento profissional.

Escorpião - 23/10 a 21/11

A parte da manhã favorece as decisões financeiras e os movimentos ousados no trabalho. Você está num ciclo importante de reconhecimento das suas necessidades afetivas. Semana para curar a relação com os filhos e ampliar as percepções.

Sagitário - 22/11 a 21/12

A parte da manhã favorece o desenvolvimento de talentos e posturas interessante para promover o setor amoroso. Você está sendo levado a reconhecer e a curar as relações em família ou as experiências que se arrastam do passado.

Capricórnio - 22/12 a 20/01

A parte da manhã favorece as decisões em família. Busque avaliar as suas decisões em silêncio, com a intenção de vencer os medos e os bloqueios emocionais. Haverá a oportunidade de olhar com profundidade a relação e de ressignificá-la.

Aquário - 21/01 a 19/02

A parte da manhã favorece as relações com os amigos e o desenvolvimento de projetos. Analise as posturas que precisam ser adotadas por você. O céu favorece a conexão com novos valores e uma nova performance no trabalho.

Peixes - 20/02 a 20/03

A parte da manhã é produtiva para tomar decisões profissionais ousadas. O céu lhe traz um presente significativo para se adequar a uma experiência afetiva harmônica. O caminho está aberto para o namoro e a relação com os filhos.

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Edição 652  

Jornal Informante (Farroupilha/RS)

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