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FarrOUpilHa

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aNO Xiii

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EdiÇÃO 648

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31 dE JUlHO dE 2020

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r$ 3,00

Sem barreiras pelo amor ao balé Fotos: Arquivo Pessoal

A professora Giulia Macalossi e as pequenas Eduarda Folle De Bortoli, Laura Nunes, Lavínia Kommling, Helena Bettu Miranda e Kesia Alice M. Brustamante, alunas do Ballet Lizete Teixeira: alternativa virtual em tempo de pandemia inside, páginas 2 e 3

Matéria EspEcial

Fazendo o inverno também

saúdE

Oral Unic chega a Farroupilha

cidadE

Vencedores da Olavo Bilac

Andorinhas não fazem só verão: grupo Clínica inaugurou nesta semana e aposta Concurso, que comemorou 80 anos da ganha corpo com iniciativas solidárias no conceito all-in-one como um diferencial Biblioteca, divulgou relatos premiados páginas 2 e 3 páginas 10 e 11 página 15 e Editoria de Opinião


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FARROUPILHA, 31 DE JULHO DE 2020

PENSANDO NO PRÓXIMO

As Andorinhas em voo solidário: Grupo se mobiliza em ações de auxílio à comunidade mais carente

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edicado ao serviço voluntário há quatro anos, o músico Calebe Coelho é um assíduo frequentador do Facebook e foi justamente pela rede social, onde costuma brincar com os amigos e seguidores, que ele teceu um quase sempre, digamos, “perigoso” elogio ao inverno. “A gente vê pessoas em peso reclamando do frio e de quem gosta do frio. Eu gosto, mas não quer dizer que eu gosto de passar frio e nem que eu desejo que as pessoas passem frio. O frio representa família unida, aconchego,

mas vi que muitas pessoas não têm isso”, destacou Calebe. Pesquisando ele descobriu que grupos utilizavam caixas de leite como isolantes térmicos para casas de madeira que não tinham uma vedação completa. “Nosso inverno é muito rigoroso e não é só cobertor ou roupa que resolve o problema. O projeto partiu dessa minha indignação, das pessoas reclamando do frio, mas não fazendo nada”, comentou o músico. No início de junho, pelo Face, Calebe deu partida à campanha para coletar caixas de leite que seriam utilizadas para auxiliar pessoas que estão em vulnerabilidade

social. As Andorinhas, time voluntário do qual faz parte, é claro que abraçou a causa e ela ganhou corpo. “Com o grupo, o projeto passou a ter uma aceitação imediata. São cerca de 80 pessoas envolvidas, que se importam com os outros, ajudam financeiramente quando precisa, mas também em forma de trabalho, de doação de roupas, cobertores, caixas de leite, enfim, naquilo que for preciso”, frisou. A adesão foi ainda maior por conta da questão que envolve o meio ambiente, com um destino aproveitável para o material que poderia ser descartado de maneira inadequada.


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ação ameniza efeitos do inverno Divulgação

Voo invernal Fabiana Zucco, Lourdes Barbieri, Fabiano Smaniotto, Calebe Coelho, Luis Rodrigues e Rodrigo Ziliotto: integrantes do grupo Andorinhas em ação social de combate ao rigoroso frio farroupilhense

“Uma arquiteta iria construir uma casinha de boneca para a neta, tinha em torno de 600 caixas e, como a neta é bem pequeninha ainda, ela achou que nossa causa era mais importante neste momento e nos repassou o material. Uma senhora tinha em torno de 1,5 mil caixas que iria usar na casa da praia e que resolveu nos doar. Tem escolas que estão em campanha com isso, como o CNEC, que está fazendo uma gincana”, revelou Calebe. O trabalho tem um efeito educativo e pedagógico também. Tanto que o músico recebe, em seu estúdio, pais que levam os filhos pequenos para entregarem as caixinhas de leite, o que acaba cons-

cientizando as crianças sobre a importância de colaborar com iniciativas sociais, de ajuda ao próximo (confira os pontos de coleta ao lado). Visitas levam não somente auxílio, mas uma orientação Até o momento, duas residências foram forradas com o material, a última no sábado à tarde. Fundamental para o trabalho, a Associação Farroupilhense de Proteção ao Ambiente Natural (Afapan) doou uma grampeadeira e, com isso, o trabalho foi facilitado. O grupo também é integrado por uma psicóloga que, nas ações e iniciativas sociais, acaba conversando com os beneficiados.

“Sempre quem está presente fornece alguma orientação às famílias. São pessoas carentes, que não têm muita perspectiva. Queremos encontrar novos caminhos para poder ajudá-las”, comenta o músico, que concilia suas aulas no Estúdio de Música com as visitas a hospitais serranos, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Associação de Pais e Amigos do Autista de Farroupilha (Amafa) e lares de idosos.

Pontos de coleta

Aghora Conveniência Drop’s de Menta Estúdio Calebe Coelho Polli Materiais de Construção Spazio Pastori


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Você gostaria de se tornar um atirador desportivo? José Henrique Machado dos Santos * Tatiane Pereira **

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e a resposta é sim, confira abaixo uma série de questões que definem o atirador desportivo, bem como o que necessário para se tornar um, além de armas e munições que pode possuir. O que é Atirador Desportivo? É a pessoa física registrada no Comando do Exército Brasileiro e que pratica habitualmente o tiro como esporte. O tiro desportivo enquadra-se como esporte de prática formal e desporto de rendimento. O que é necessário para ser um Atirador Desportivo? A concessão do CR (Certificado de Registro) é realizada, de forma descentralizada, pela Organização Militar, integrante do SisFPC, designada pela Região Militar, de acordo com o domicílio do interessado. A comprovação da habitualidade do Atirador Desportivo será exigida para a emissão de Guia de Tráfego. A habitualidade deve ser comprovada pela entidade de tiro de vinculação do Atirador desportivo, conforme o anexo A da Portaria nº 150-COLOG. É válido por 10 anos o registro para atirador desportivo, contados da sua concessão ou da sua última revalidação. Porte de Trânsito para defesa do acervo Os Atiradores Desportivos poderão portar uma arma de fogo curta municiada, alimentada e carregada, pertencente a seu acervo cadastrado no SIGMA, sempre que estiverem em deslocamento para treinamento ou participação em competições. Obrigatório estar de posse do Certificado de Registro, do CRAF e da Guia de Tráfego válidos. Os reparos ou as restaurações no armamento de-

verão ser executados por armeiros credenciados pela Polícia Federal ou pessoas registradas no Comando do Exército Brasileiro. Quantas armas o Atirador pode ter em seu acervo? Poderá ter 30 armas uso restrito e 30 armas de uso permitido. A autorização para a aquisição está condicionada ao atendimento do prescrito nos art. 9º ao 12 da Portaria nº 136-COLOG/2019 e será formalizada pelo despacho da Organização Militar do SisFPC de vinculação do colecionador. Quantas munições o Atirador Desportivo pode adquirir? Poderá adquirir, anualmente, para cada arma registrada: munição de uso permitido de até 5 mil cartuchos ou insumos para essa quantidade; munição de uso restrito de até mil cartuchos ou insumos para essa quantidade. A quantidade anual de pólvora é de até 20 quilogramas por pessoa registrada no Exército. Armas de fogo proibidas para utilização no tiro desportivo Arma de fogo de uso proibido; arma de fogo automática e arma de fogo não-portátil. O que é necessário para adquirir munições e insumos? Apresentação ao fornecedor: documento de identificação válido; CRAF (Certificado de Registro da Arma de Fogo) da arma; e CR (Certificado de Registro) de atirador desportivo ou caçador. * Advogado, especialista em Direito Empresarial e Direito Administrativo, Prestação de Serviço/Procurador CR 334035 ** Bacharel em Direito, especialista em Direito Notorial e Registral, Prestação de Serviço/Procurador CR 364911


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Um discurso para a torcida, outro bem diferente na prática Quando acenou com a possibilidade de conferir uma maior participação a regiões e municípios... perdão, maior nada, conferir alguma participação, porque até agora tanto no plano regional e ainda mais no municipal, o governo estadual não tem dado a mínima atenção às legítimas reivindicações, Eduardo Leite jogou para a torcida e a entrevista do dirigente José Carlos Breda (PP), o prefeito de Cotiporã e presidente da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne), deixa isso muito claro (confira matéria na Editoria de Política, nas páginas 16 e 17). Breda é enfático ao dizer que a suposta proposta de gestão compartilhada do modelo de distanciamento controlado não passa de um engodo, tendo em vista a infinidade de condicionantes estabelecidas pelo Palácio Piratini. Para a imprensa e o público em geral o discurso do governador foi um, na prática se revelou completamente diferente, o que mostra sua sede incontrolável por poder. Em resumo, Leite quis vender a ideia de que estava cedendo campo para prefeitos e presidentes de Associações de Municípios, mas no fundo é ele e o comitê de crise, esse que baseia seus estudos no Achismo e na Futurologia, como se isso fosse

ciência, que seguem mandando. Mais uma vez, o gestor estadual quis se livrar de uma responsabilidade que é somente sua, qual seja, a de conduzir o Rio Grande do Sul de maneira trágica nesta pandemia, inclusive empurrando o pico da crise sanitária para o auge do inverno. O governador perdeu a mão e agora quer se livrar do problema. O que Leite não contava é que, infelizmente, no Estado temos gestores municipais acovardados, que não querem a responsabilidade sobre o gerenciamento de risco da pandemia, o que tem gerado um impasse que só demonstra como estamos órfãos de líderes. O único apoio que resta ao governador é a imprensa militante, alimentada com gordas verbas publicitárias, e a Assembleia Legislativa, também cooptada e que hiberna desde o início da pandemia. Nesta semana, o senador Luis Carlos Heinze (PP), um apoiador de Leite na corrida ao Executivo estadual, ingressou com outros quatro deputados gaúchos, a saber, Bibo Nunes (PSL), Marcel van Hattem (Novo), Mauricio Dziedricki (PTB) e Ubiratan Sanderson (PSL), no Supremo Tribunal Federal contra o bizarro sistema do distanciamento controlado. Ou seja, os

Índice

Editorial

Matéria Especial .................................... Páginas 2 e 3 Editorial ...................................................Página 6 Opinião ......................................................Página 7

Saúde .........................................................Páginas 8 a 11

Economia ..................................................Páginas 12 a 14

Cidade ........................................................Página 15

Política .....................................................Páginas 16 a 18

Esporte .....................................................Página 19

Inside

Especial..................................................... Capa

Crônicas da Redação ............................. Página 2

Dança ......................................................... Páginas 2 e 3 Rita Rosa Baretta................................... Página 3

Social ........................................................ Páginas 4 e 5

Fabrício Oliboni ..................................... Página 6

Sétima Arte .............................................. Páginas 6 e 7 Paulo Roque Gasparetto ..................... Página 7

Horóscopo ............................................... Contracapa Classificados .......................................... 4 páginas

apoiadores do gestor que não estão comprometidos ou não foram acarinhados com generosas verbas dos cofres estaduais, já viraram detratores de um governo completamente atrapalhado e perdido. As críticas de Heinze são esclarecedoras (veja na Editoria de Política, página 18). O presidente da Amesne é uma das raras vozes a se levantar contra o autoritarismo do modelo adotado e imposto de maneira arbitrária pelo governador, que ainda se atreve a dizer que seu governo é pautado pelo diálogo, algo que não ocorre em plano algum, segundo informou Breda na entrevista ao Informante. É triste ver que, mesmo na região, o presidente da Amesne não conta com apoio. São prefeitos que comandam municípios serranos, mas obviamente não têm um pingo de conhecimento sobre a história da Serra. Estes não merecem ocupar o Paço Municipal e a torcida é para que, os que vierem a concorrer, não recebam voto algum dos cidadãos serranos, nativos ou adotados, que transformaram com suor e trabalho essa região em uma das mais prósperas do Brasil. Leite a muito custo percebeu que seu sistema falhou desgraçadamente, embora não vá admitir e ainda in-

Redação: redacao@jornalinformante.com.br Ramon Cardoso ramon@jornalinformante.com.br

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sista em dizer que o modelo é um sucesso, desconsiderando o óbvio: que o vírus não circulou pelo Rio Grande do Sul. Naquilo que se propôs a fazer, da mesma forma o gestor fracassou miseravelmente. Não achatou curva alguma, não melhorou estrutura de saúde alguma (os investimentos em hospitais foram quase todos feitos pela União) e, como consequência direta das desastrosas ações, destruiu a economia gaúcha com um sistema de bandeiras que carece de um mínimo de lógica e sensatez. Com habilitação, nesta semana, de novos leitos de UTI na Serra (os 10 que o Ministério Público destinou ao Hospital Beneficente São Carlos seguem aguardando o gestor estadual “tirar a bunda da cadeira e fazer o fluxo de caixa”, uma promessa de campanha, já que se vão quatro meses com o valor de R$ 1,7 milhão parado no cofre estadual) e a diminuição da ocupação, a esperança, ainda que pequena, é que a região consiga retornar à bandeira laranja. Porém, o que todos esperam é que o discurso que Leite fez para a torcida, de repassar a prefeitos e presidentes de Associações de Municípios a autonomia para a definição dos protocolos, aconteça, de fato, na prática. Passou e muito da hora.

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FARROUPILHA, 31 DE JULHO DE 2020

O castigo que me tornou bibliotecária Ana Suely Pinho Lopes * A minha missão de ser bibliotecária nasceu de um castigo! Este me deu a oportunidade de amar os livros, apreciar a leitura, contribuir com a civilização e escolher uma das mais nobres profissões, pelo fato de tratar a informação, disseminá-la e tornar-me uma ativista cultural. Aos 7 anos de idade, em Madalena pequena cidade do interior do Ceará, meu pai não se encontrava em condições de comprar a minha “farda de gala” para desfilar no Dia da Independência, 7 de Setembro. Por decisão da diretoria do Colégio, o aluno que não comparecesse com um novo uniforme, que tinha que ser diferente a cada ano, não podia desfilar e teria um castigo!

Após o desfile realizado no domingo, na semana seguinte a pena para pagarmos nosso “crime”, minhas irmãs e eu, melhor dizendo, nossos pais; pois eu era uma criança de apenas 7 anos de idade; era ficar de castigo, sem merenda escolar, por uma semana na hora do recreio e advinha aonde? Na Biblioteca, pelo fato de ser a única sala disponível para receber “alunos não cumpridores de seus deveres”, e a biblioteca era vista como um lugar de pena, de castigo. Ao invés de ser vista como ambiente de instrumentos de independência, que liberta, pois a leitura liberta, informa, transforma e conscientiza! Minhas irmãs e eu ficamos sem lanche e presas na biblioteca por uma semana e minha saída foi buscar o alimento espiritual. Lembro-me como se fosse hoje, eu,

pedindo muito timidamente a permissão à professora que nos vigiava; diante dos olhares curiosos dos colegas para saberem quem havia ficado de castigo; para escolher um livro para ler e aproveitar aquele humilhante e ao mesmo tempo decisivo horário que nos foi concedido. Obtive o direito e optei pelo livro “Alice no País das Maravilhas”, foi o primeiro livro que folheei naquele momento eu já me tornei bibliotecária, pois uma das maiores frustrações no papel de bibliotecário é não poder ler todos os livros que passam por nossas mãos para processamento técnico por inteiro e fazer apenas uma leitura técnica e assim o fiz. Li e me encantei com a estória e por toda aquela semana passei a sentir-me uma pessoa diferente e consciente de que teria tido

o melhor castigo de minha vida. Passei a amar os livros, as bibliotecas e agradecer pelo “castigo” que me acompanha até hoje e que se tornou um hábito, pela prática da leitura, do conhecimento e da mania de conviver com os livros. Agradeço ao Padre, Diretor do colégio e autor do castigo, perdoo pela severidade, ao mestre que me permitiu ler o livro e ter me ajudado a definir a minha profissão que me trouxe ao mundo da consciência, da liberdade e do saber e, especialmente aos meus queridos pais, que sabiamente sacrificaram muito suas vidas para nos deixarem o maior tesouro: o saber através da leitura!

pelo antigo endereço da Biblioteca Pública Olavo Bilac, na Cel. Pena de Moraes, encostadinha no coreto da Praça da Bandeira. Lá passeei e passei por seus andares e estantes repletas de livros imponentes, lendo os títulos entalhados em suas colunas, descobrindo o gosto pela leitura que carrego comigo até hoje. Também fui sócio e frequentador assíduo da biblioteca do Sesi. Lá retirei muitos livros, alguns tinham até fila de espera para empréstimo! Me lembro de um em especial: “Harry Potter e o Cálice de Fogo”. Quando chegou a minha vez, era véspera de Natal. Estava muito ansioso e animado,

também um pouco assustado com o volume do livro, 500 e poucas páginas! Resumindo a ópera, li o livro em três dias, experiência que até hoje nunca mais repeti, e nem pretendo. Convenhamos, foi muita imaturidade ler um livro tão bom de forma tão voraz... Hoje em dia, graças a experiência adquirida em anos de leitura, quando começo a ler um livro bom o faço bem devagarinho, lamentando cada página virada rumo ao final de leitura tão maravilhosa. Da leitura nunca me afastei, mas confesso que fiquei alguns anos sem frequentar bibliotecas, templos sagrados da Literatura. A poucos anos voltei a frequentar a Biblioteca Pública Olavo Bilac, já em sua nova sede. O grande barato de entrar numa biblioteca é que às vezes você já entra sabendo o que quer, mas sequer chega até a obra, já pintou outro livro no caminho. Outras vezes você

não sabe o que quer, fica na expectativa pelo que vai encontrar... Sempre dá certo! As bibliotecas formam pessoas, é muito raro alguém que entre em uma e não se interesse por nada. Nos dias de hoje elas são mais importantes do que nunca. Tenho certeza de que se grande parte da comunidade as frequentasse regularmente, não andaríamos tão vazios e escravos de tantas futilidades. Hoje estou construindo, livro por livro, em minha casa, minha própria biblioteca. Não que eu queira deixar de visitar as instituições por onde eu passe. O que eu quero mesmo é instaurar no meu lar aquele clima mágico e especial que toda biblioteca carrega.

Eram os anos 2000 João Seben *

Eram os anos 2000, e eu cursava a 5ª série no turno da manhã. Durante a tarde ficava na loja em que minha mãe trabalhava no Centro e batia muita perna por aí, lembro que naquele tempo era muito mais seguro. Conhecia a região central da cidade de cabo a rabo: cada uma das lojinhas, lancherias, os poucos ambulantes, os lindos prédios antigos (infelizmente muitos deles foram demolidos), enfim... Dentro deste roteiro de vagar pelo Centro, havia duas rotas que eu muito fazia: a das bibliotecas. Ah sim, muito escuriosei

* 1ª colocada no Concurso 80 Anos da Olavo Bilac

* 2º colocado no Concurso 80 Anos da Olavo Bilac

Minhas viagens nas bibliotecas da vida... Letícia Lourenço * Durante toda a minha jornada eu realizei muitas viagens! Sempre gostei de viajar, sonhar e me aventurar... Era pequenina e já amava peregrinar! Minhas viagens eram curtas... longas... distantes e muitas vezes sombrias! Tantas vezes eu passava noites acordada, porque precisava chegar ao meu destino! Meu destino era sem parada exata, afinal começava em uma casa sonolenta, andava entre os clássicos infantis e tantas vezes seguiam rumo nos mistérios da Bruxa Onilda. Quando conseguia fazer uma parada, ah... eu respirava! Respira como Alice no País das Maravilhas!!! Viajava... sonhava...

olhava... e olhava por aquela janela... Lá fora eu via a Vida! Uma Vida cheia de sonhos, ilusões e sofrimentos! Nossa, quantos momentos de desespero! Sentia-me como uma Poliana, ou ainda como como aquela menina do livro da Bolsa amarela... entrando em conflito com minha própria personalidade... ahhh, coisas normais da própria idade! E o tempo passava... E eu continuava em muitas viagens... passei anos conhecendo o universo de Zibia Gaspareto, Paulo Coelho, Alicia Fernandes, Bert Hellinger! E hoje... Hoje, eu continuo realizando muitos percursos. Hoje eu trajeto no Universo do ser humano... Aonde quem chega em

primeiro lugar, atinge o patamar! Patamar, este que chamamos de Vida! Vida! Sim, vida!!! Vida que se direciona a momentos: físicos, metais e espirituais... Afinal: somos um grão de areia biológico, entrelaçados entre a epistemologia genética, a afetividade e a zona do desenvolvimento proximal... Somos um pouco de Freud, quando nos fechamos no divã da alma... Somos um pouco de Vigotski quando reconhecemos que nenhum conhecimento é construído sozinho... e sim em parceria! Somos tão Wallon, que desenvolvemos o cérebro... Mas muito mais a Emoção! Passamos por estágios... e lá no estágio categorial que alinhamos rumo ao futuro! E

agora???!!! Agora ainda estamos na Viagem da Vida! Podemos finalizar essa etapa ou continuar até o fim dos dias... Então chegaremos em mais uma parada... Podemos parar na alma do romantismo... no jogo imaginário dos elencos policiais ou ainda nas enciclopédias do universo... Eu viajei por toda uma vida nas encruzilhadas das páginas de grandes autores... Hoje, eu me não despeço... eu ainda quero viajar no universo das linhas da minha história... da minha alma... das minhas estantes... das minhas bibliotecas!

quisa e até mesmo a vergonha de perguntar para a bibliotecária, Marilene D. Nichele, que me acolheu, explicou e veio a ser uma grande amiga. A partir daquele dia, a Biblioteca Pública Municipal Olavo Bilac caminhou comigo. Foi minha amiga na infância, minha companheira de sonhos na adolescência e minha parceira de trabalho na vida adul-

ta. Assim como ela, eu também a segui por todos os lados da cidade onde esteve e a seguirei sempre, pois foi através dela que aprendi a amar os livros, que viajei por muitos lugares, que fiz amizades maravilhosas e que me permitiu a entrar nesse mundo fantástico da leitura. E o cheirinho?! Sim, foi ela que me ensinou a amar o cheirinho dos livros, a folhear as páginas com respeito e a tocar as capas com amor. Hoje, minhas lembranças retornam cada vez que levo meus alunos até lá e me vejo no olhar perplexo de cada um perante tantos e

diversos livros, quando noto que a curiosidade deles é a mesma que a minha e maior que o silêncio que deve ser feito... É, nesse momento me vejo em cada um deles e me sinto realizada. Sim, realizada e feliz por poder ter feito e ainda fazer parte dessa história. Serei sempre fã desse local, que estará sempre em minhas lembranças. Parabéns pelos 80 anos e obrigada por tudo o que proporcionas a nós.

Lembranças... Márcia Elisa *

Ainda lembro da primeira vez que conheci a Biblioteca Pública Municipal Olavo Bilac. Parecia um sonho. Minha memória volta lá para o ano de 1977 e posso sentir toda emoção daquele dia. A emoção de estar perante tantos livros, o nervosismo de conseguir a pes-

* 3ª colocada no Concurso 80 Anos da Olavo Bilac

* 3ª colocada no Concurso 80 Anos da Olavo Bilac


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FARROUPILHA, 31 DE JULHO DE 2020

Sono e envelhecimento Juliana Hoeckele *

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processo de envelhecimento ocasiona modificações na quantidade e qualidade do sono, as quais afetam mais da metade dos adultos acima de 65 anos de idade que vivem em casa e 70% dos idosos institucionalizados, com impacto negativo na sua qualidade de vida. Essas modificações no padrão de sono e repouso alteram o equilíbrio do organismo, com repercussões sobre a função psicológica, sistema imunológico, performance, resposta comportamental, humor e habilidade de adaptação. Além dessas queixas, são também prevalentes a sonolência e a fadiga diurna, o aumento de cochilos, o comprometimento cognitivo, o baixo desempenho diurno, a falta de adaptação às perturbações emocionais, a agitação noturna, as quedas, entre outras. Ressalta-se que, embora os idosos geralmente relatem suas queixas relacionadas ao sono, muitos não o fazem por não concebê-las como disfunções, mas como eventos normais do processo de envelhecimento. Atualmente, a exemplo de outras dificuldades relacionadas à idade, como memória e cognição, a tendência é de considerar as perturbações do sono e suas implicações como acontecimentos anormais associados ao envelhecimento. Devem, pois, merecer criteriosa avaliação diagnóstica e intervenções

terapêuticas, incluindo medidas não farmacológicas, que possam melhorar a qualidade de vida na velhice, pois, embora as alterações afetem a profundidade e a duração do sono, os idosos saudáveis mantêm a capacidade de dormir e restaurar a energia funcional. É de conhecimento geral que para um estado ótimo de vigília, o adulto requer uma média de 7 a 8 horas de sono em um período de 24 horas. Porém, a duração do tempo de sono varia conforme a idade, diminuindo progressivamente de 19 a 20 horas no recém-nascido para 10 horas até os 10 anos de idade, 8 horas no adolescente, 7,5 horas no adulto e 6 horas a partir dos 60 anos de idade. O inverso ocorre com os despertares noturnos: de 1 despertar na faixa de 5 a 10 anos, passa para 2 entre 20 e 30 anos, 4 entre 40 e 50 anos, chegando a 8 despertares entre os 70 e 80 anos. Entre os principais distúrbios do sono, encontram-se: as dissonias (insônia psicofisiológica, apneia do sono, higiene inadequada do sono, entre outras), as parassonias (intensa atividade motora durante o sono) e os transtornos do sono clínico-psiquiátricos (relacionados à presença de alcoolismo, Alzheimer, diabete, depressão, entre outras). Alguns fatores psicossociais também são responsáveis pelos distúrbios de sono no idoso, tais como o luto, a aposentadoria, as modificações no ambiente social, o isolamento, a institucionalização, as dificuldades financeiras, a morte do cônjuge, etc.


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Divulgação

A avaliação do sono do idoso deve ser incorporada à revisão de rotina de sua saúde e deve incluir não só as informações obtidas diretamente dele, mas de seus potenciais observadores (familiares, cuidadores, companheiros de quarto, por exemplo). A prevenção e o tratamento dos distúrbios de sono na terceira idade podem ser feitos por meio de medidas terapêuticas não medicamentosas, destinadas a melhorar a qualidade e a quantidade de sono, como por exemplo: estabelecer horários e rotinas regulares para deitar e despertar, evitar a permanência na cama quando acordado, evitar consumo de bebidas com cafeína (entre elas o chimarrão) após o almoço e antes de deitar, evitar cigarro e álcool, fazer refeição noturna leve, manter a temperatura confortável, o nível de ruído baixo e a luminosidade do quarto adequada para facilitar o sono, evitar estresse, manter interações sociais, realizar exercício de relaxamento muscular progressivo imediatamente antes

de deitar, treinar o controle de pensamentos perturbadores que ocorrem ao deitar para dormir, entre tantos outros. A maioria dos distúrbios de sono são clinicamente importantes e tratáveis com medidas não farmacológicas, que incluem orientação sobre rotinas e rituais de sono, atividades de vida diária e condições ambientais. Alguns casos específicos necessitam de medicação e podem ser conciliados com tratamento não farmacológico, orientação e terapia. Para ler o artigo completo, acesse: ttp://www. scielo.br/pdf/rprs/v25n3/19618.pdf

Saiba mais

Entre em contato e obtenha mais informações. Que você e seus familiares possam ter um envelhecimento saudável! * Psicóloga (CRP 07/28763), pós-graduanda em Saúde do Idoso e Gerontologia e Concierge de Idosos WhatsApp: (54) 99988.6642 E-mail: juli_hoeckele@hotmail.com Redes Sociais: @psicologajulianahoeckele


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Todos os serviços em só lugar: Especializada em implantes, clínica odontológica traz o conceito all-in-one à cidade, onde investiu cerca de R$ 1 milhão em funcional e moderna estrutura

O

ramo da Odontologia ganha uma nova opção em Farroupilha com a chegada da Oral Unic Implantes. Localizada em endereço nobre, na Avenida Pedro Grendene, 963, a clínica, que teve inauguração na última terça, conta com sete consultórios e um centro cirúrgico devidamente equipado com monitor cardíaco, oxímetro e ventilação mecânica, além de salas confortáveis de pré e pós-operatório, proporcionando mais segurança aos atendimentos. A Oral Unic foi projetada para que o cliente tenha um atendimento único. Baseada no conceito all-in-one, que possibilita aos pacientes realizar todos os exames e acompanhamentos necessários para o tratamento em um só lugar, a clínica oferece conforto e comodidade aos clientes, conta com estacionamento e equipamentos de última geração, como raio-x panorâmico digital, tomógrafo, scanner intra oral, estúdio fotográfico e laboratório de próteses próprio, que proporcionam mais agilidade nas entregas, com todos os serviços oferecidos no prédio de 655 metros quadrados de área construída e que demandou um investimento na casa de R$ 1 milhão. Fundada há pouco mais de quatro anos, em junho de 2016, na catarinense Itajaí, a Franquia

Premium Oral Unic Implantes está presente, além de Farroupilha, em mais 73 cidades espalhadas por 13 Unidades Federativas: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Bahia, Pernambuco e Ceará. Neste ano, há previsão que mais 26 unidades sejam inauguradas no País, o que elevaria o número para 100. Contando com uma equipe altamente qualificada, tem a doutora Letícia Cazarotto Pin como diretora clínica e responsável técnica, que comanda a clínica ao lado dos sócios, os demais profissionais que integram a Oral Unic Farroupilha (veja lista no box ao lado). Conversamos nesta semana com Letícia sobre a opção da clínica pelo município, a especialidade da franquia, o serviço all-in-one e a expectativa para esse começo de jornada em solo farroupilhense. Confira.

Opção por Farroupilha

Sou suspeita para falar da região da Serra porque sempre fui uma apaixonada. Quando surgiram as primeiras conversas sobre esse projeto, foi a minha primeira escolha. Já tinha vindo à cidade e fiquei encantada. Graças a Deus o projeto deu certo e estamos inaugurando nossa unidade em Farroupilha.

Tais, Fernando, Paola, Victor, Matheus, Letícia, Bruna, Guilherm ocorrida na última terça à noite: motivos de sobra para


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Oral Unic chega a Farroupilha Divulgação

Iniciando os trabalhos me, Eduarda, Fabrício e Carlos, na inauguração da Oral Unic Farroupilha, comemorar o estabelecimento da terceira unidade serrana da franquia

Oral Unic na Serra

Contamos com unidades em Caxias do Sul e Bento Gonçalves. Hoje minha atuação e foco se concentra exclusivamente em Farroupilha.

Especialidade e serviços

O nosso carro chefe são os implantes dentários, mas realizamos atendimento em todas as áreas da Odontologia, como lentes de contato, estética dental, tratamento ortodôntico, harmonização facial, endodontia, prótese, extração de sisos e, é claro, toda a parte de clínica geral. Nosso foco é o paciente não precisar se deslocar para realizar o seu tratamento dentário.

All-in-one e diferenciais

Hoje oferecemos, além da nossa estrutura ampla e aconchegante, tomografia computadorizada, raio-x panorâmico digital, estúdio fotográfico, bloco cirúrgico todo equipado, e para os pacientes que têm medo, oferecemos o procedimento de sedação, ou seja, o paciente realiza o procedimento dormindo do início ao fim. Temos também laboratório de prótese próprio dentro da clínica.

Expectativa

É a melhor possível. Infelizmente estamos vivendo um período raro nas nossas vidas, mas mesmo assim estamos prontos e equipados para fazer a diferença na vida dos nossos pacientes e temos a certeza de um futuro próspero no município.

Equipe Oral Unic Farroupilha

Doutora Letícia Cazarotto Pin Diretora clínica e responsável técnica, especialista em Endodontia e Ortodontia Doutor Matheus Modesti Lunardi Especialista em Prótese Dentária e Implantodontia Doutor Victor Pistoia Almeida Prótese Dentária e Implantodontia Doutora Paola de Couto Retori Clínica geral e Endodontia Doutora Bruna Portela Harmonização Orofacial Tais Refosco Puhl Empresária

Também integram o Quadro de Sócios

Doutor Fabricio Lamberti Miotti Mestre e especialista em Ortodontia Doutor Fernando Puhl Especialista em Implantodontia e Prótese Dentária Doutor Carlos Henrique Bordin Hessler Cirurgião dentista especialista em Periondontia Doutor Guilherme Cidade Torres Cirurgião dentista e Implantodontista Eduarda Gabe Administradora

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FARROUPILHA, 31 DE JULHO DE 2020

DA SALA DE AULA À INDÚSTRIA

Uniftec/Ftec e Biamar, parceria

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primeiro concurso de Design de Moda da Uniftec e Ftec, realizado em parceria com a Biamar, está oficialmente lançado desde a segunda, quando ocorreu a publicação do edital. Foi a professora Débora Bregolin, graduada em Design de Moda, mestre em Letras, Cultura e Regionalidade, pesquisadora e docente na unidade da Ftec de Bento Gonçalves que propôs o concurso a Suelen Biazoli, designer da Biamar, parceria que foi selada em reunião com Gilberto Broilo Neto, que é doutorando em Letras e Cultura, mestre em Letras, Cultura e Regionalidade, designer, professor e coordenador dos cursos de Design da Uniftec Caxias do Sul e Ftec Bento. “Este projeto consiste em cinco etapas de criação de moda (veja ao lado), que seguem os modelos do Design Thinking e do Design Estratégico. As etapas são disputadas por todos os alunos do curso, que serão mediados pelos professores do Centro Universitário e Faculdade, ao longo do próximo semestre, sendo a última etapa um workshop de criatividade e produção. A premiação para o aluno que se sobressair ao

longo de todas as etapas será uma participação na criação de coleções da Biamar”, explica Gilberto. O estágio de 20 horas semanais e com duração de três meses é o grande prêmio para o vencedor do Concurso Ponto. Parceria inédita pode abrir caminho para projetos futuros, estreitando laços entre ensino e trabalho “É a primeira vez que desenvolvemos esse tipo de parceria. Era um anseio de algum tempo poder, de alguma forma, apoiar uma instituição de ensino por entender que precisamos estar junto da academia, para oportunizar ao aluno a experiência da indústria. Hoje, por não se ter a execução de estágios obrigatórios, os alunos saem das instituições de ensino com pouca Alta expectativa Partes envolvidas não escondem a empolgação com iniciativa que aproxima o ensino teórico da efetiva prática: ponte do ambiente acadêmico com o industrial

Imagem: Reprodução

“Concurso Ponto: Moda pra Ficar em Casa” garante ao vencedor um estágio na malharia farroupilhense


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da academia com o mercado As etapas do concurso

Agosto A inscrição vai até este sábado, dia que será divulgado o vídeo/briefing com a participação de Suelen, Débora e Gilberto. Setembro Em data a definir ocorrerá a divulgação do vídeo sobre o Metaprojeto: os alunos farão pesquisas a partir do briefing considerando as ferramentas apresentadas no vídeo. Outubro Em data a definir ocorrerá a divulgação do vídeo sobre o Conceito: os alunos desenvolverão o conceito do projeto a partir das pesquisas da etapa anterior. Novembro Em data a definir ocorrerá divulgação do vídeo sobre o Projeto: os alunos materializarão o conceito da etapa anterior. Dezembro A etapa presencial. Em final de semana a definir, ocorrerá o workshop de um dia, presencial, na Biamar, com Suelen, Débora e Gilberto. Nesse workshop, os alunos utilizarão os projetos desenvolvidos ao longo do semestre somados a um novo Briefing, que deverá ser solucionado ao longo do dia na empresa. Ao final, será feita a premiação.

noção da realidade que se vive na indústria e acabam se ‘perdendo’ na hora de entrar no mercado de trabalho. Então, em contato com a professora Débora, que foi minha colega de graduação, pensamos nesse projeto, unindo o desejo da Biamar e a disposição da Uniftec/Ftec”, destacou Suelen. A ponte segura estabelecida entre o ensino acadêmico e o mercado de trabalho é valorizada por Gilberto. “A base do ensino está na aprendizagem experimental, laboratorial. Embora tenhamos um grande repertório intelectual, que é construído ao longo do curso de Design de Moda, a vivência in loco é riquíssima para os estudantes. Considerando a emergência do cenário de Moda na Serra Gaúcha, a Biamar se faz uma ótima aliada à Uniftec/Ftec, mostrando-se motivada em auxiliar o desenvolvimento prático dos estudantes na malharia. A diretoria da empresa foi muito solícita e prontamente aberta para o concurso, que beneficiará todas as partes”, aposta o docente que integra, com Débora e com a professora Giovana Buzin, especialista e designer de Moda e docente da Uniftec Caxias, a banca avaliadora responsável por analisar os trabalhos dos participantes. “Pensávamos em workshops e visitas dentro da empresa, entretanto, com o momento em que vivemos, em meio a uma pandemia, a

experiência seria um pouco simplificada e bem virtual, mas desejo que este seja o primeiro de muitos concursos que faremos junto à Uniftec/ Ftec. Estou ansiosa para poder iniciar o processo, conhecer os alunos, ter essa troca tão legal e fundamental entre indústria e academia”, comentou Suelen, que é designer de Moda, especialista em Marketing e Co-criação e mestranda em Design Estratégico. A parceria cria uma boa perspectiva e beneficia, na visão do professor, todas as partes envolvidas no pioneiro projeto. “Embora já tenhamos feito visitas com estudantes à empresa anteriormente, é a primeira vez que formalizamos um concurso desse nível. A expectativa é altíssima no que tange à aprendizagem de todos os envolvidos: nós, como corpo acadêmico, esperamos desenvolver uma série de atividades que estabeleçam o entrelace do Centro Universitário com a empresa e a comunidade; aos estudantes, a experiência projetual do Design mediada pelos professores e, sobretudo, pela grande expertise dos profissionais da malharia; à Biamar, a oportunidade de caminhar mais próxima do ensino promovendo esta ótima oportunidade de treinar operacionalmente e, acima de tudo, intelectualmente os estudantes, nessa eterna troca de vivências, que é riquíssima”, finalizou Gilberto. Que o processo criativo, então, tenha início.


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INOVAÇÃO ENERGÉTICA

Cooperativa Nova Aliança investe R$ 2,7 milhões em energia solar Empresa instalou usinas fotovoltaicas na unidade da Linha Jacinto, no município, e na de Santana do Livramento deve operar a partir de setembro. As novas placas solares devem registrar uma geração de energia capaz de suportar o total de consumo das unidades, gerando uma economia de aproximadamente 80%. “O foco principal para a instalação das usinas, inicialmente, foi a de economia de energia elétrica. Os custos de geração e suprimento são inferiores aos da energia elétrica convencional. Além disso, tem todo o contexto de benefícios ambientais, uma vez que é classificada

como fonte de energia limpa, sustentável e renovável”, explica o diretor industrial da Cooperativa Nova Aliança, Jocemar Dalcorno. As unidades farroupilhense e santanense foram as primeiras a receberem as usinas, mas há intenção de se implantar o sistema de tecnologia também em outras unidades. A matriz da Cooperativa, sediada em Flores da Cunha, conta com energia do mercado livre, oriunda de fonte limpa, que também possui um bom custo benefício e já garantiu uma redução de 1.000,017t de CO2.

Guilherme Pillonetto

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uscando economia e também preservação do meio ambiente, a Cooperativa Nova Aliança investiu alto em tecnologia. Foram R$ 2,7 milhões em novas usinas fotovoltaicas em duas de suas unidades: na de Linha Jacinto, em Farroupilha, e na de Santana do Livramento. Na localizada no município, a nova forma de obtenção de energia está em operação desde abril. Na de Livramento, o novo sistema

Duplo benefício Além da redução de custos, implantação traz vantagens ao meio ambiente: sistema na unidade farroupilhense, em Linha Jacinto, opera desde abril


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AMOR AOS LIVROS

Concurso 80 Anos da Olavo Bilac revela os vencedores Biblioteca Pública Municipal promoveu avaliação feita pelo Comitê Conectando Mentes, também em celebração ao Dia Municipal da Leitura

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oram conhecidos os premiados no Concurso 80 Anos da Olavo Bilac. Lançado em 5 de maio, Dia Municipal da Leitura, a iniciativa do Comitê Jovem Conectando Mentes foi de celebrar o octagenário da Biblioteca Pública Municipal, criada pelo Decreto nº 6, em 17 de outubro de 1940, assinado pelo tenente Januário Dutra, prefeito farroupilhense. O concurso consistia na entrega de um relato sobre as experiências dos leitores em bibliotecas e a importância delas para as comunidades. Os trabalhos foram coletados até o dia 30 de junho. A competição ocorreu de forma virtual, com o depoimento sendo publicado nas redes sociais dos participantes com a hashtag #80anosdaOlavoBilac, marcando na publicação a página do Conectando Mentes.

Imagem: Reprodução

Obituário 24 de julho * Valdair de Vargas, 55 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal (CPM); * Marinês B. Dal Magro, 62 anos. Sepultamento no Cemitério de Nova Vicenza. 26 de julho * Ivo Molon, 79 anos. Sepultamento no CPM; * Domingos Zanella Zuanazzi, 72 anos. Sepultamento no CPM. 27 de julho * Angela Balbinot Slomp, 92 anos. Sepultamento no cemitério da comunidade de São Roque (4º Distrito). 28 de julho * Rubens Henrique Corte, 66 anos. Sepultamento no CPM. 29 de julho * Helena Udila B. Lovison, 73 anos. Sepultamento no CPM; * José Sencovski, 41 anos. Sepultamento no CPM. 30 de julho * Débora Davi da Silva, 39 anos. Sepultamento no CPM; * Paulino Colombo, 93 anos. Sepultamento no CPM.

Alguém quer me adotar?

O 1º lugar foi para Ana Suely Pinho Lopes, que ganhou um kit de livros, uma caneca personalizada dos 80 anos da Olavo Bilac e uma sacola ecológica. O 2º lugar foi para João Seben, que recebeu um livro, um kit de marcadores e chocolates. Por fim, o 3º lugar foi dividido entre Letícia Lourenço e Márcia Elisa, que foram contempladas com um livro e um kit de marcadores. Os textos podem ser conferidos na Editoria de Opinião, na página 7.

Para celebrar A ilustração do concurso feita por Júlia de Rossi, membro do Conectando Mentes: ano atípico por conta da pandemia, mas especial na história da Biblioteca Olavo Bilac pela celebração do octagenário da instituição

Esta adorável cadelinha é a Doradinha, de 2 anos, que interage bem com outros cães, está castrada e à procura de um lar. Interessados em adotá-la podem manter contato pelos fones 32617914 ou 996.281.878. Este e muitos cãezinhos estão aguardando por adoção no Centro de Amparo Animal de Farroupilha. Seja você a diferença na vida deles. Não compre, adote um bichano.

Divulgação


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ENTREVISTA

“A proposta feita pelo governo do Presidente da Amesne, o prefeito de Cotiporã José Carlos Breda desmonta tese de suposta autonomia que o Palácio Piratini daria a regiões e municípios

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live de Eduardo Leite, ocorrida no último dia 20, encheu presidentes de Associações de Municípios e prefeitos de esperança. Nela, o governador sinalizava a possibilidade de uma espécie de “passagem de bastão”, de um repasse da adoção do sistema de bandeiras às esferas regional e municipal. No entanto, na realidade, não foi bem isso que foi informado aos representantes das Associações e gestores locais. Uma das vozes mais atuantes e crítico do sistema de distanciamento controlado, o presidente de Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne), José Carlos Breda (PP), prefeito de Cotiporã, concedeu entrevista ao Jornal Informante e revelou que a suposta autonomia e independência inexiste, tendo em vista que o Estado, na análise de Breda, “criou condicionantes que inviabilizam sua execução”, ou seja, que impedem a implementação de medidas menos restritivas, além de submeterem tais decisões ao comitê de crise, mais inclinado a uma política de restrição do que de abertura. Breda falou sobre a intensa luta da Amesne para ter completa autonomia na definição dos protocolos, criticou o excesso de regras para uma mudança no sistema de distanciamento controlado, bem como a falta de diálogo do governo estadual, e cobrou urgência do Piratini na revi-

são de seu modelo. Confira principais trechos da conversa na sequência. Jornal Informante: Presidente, a Amesne tem se mostrado muito combativa em relação ao sistema adotado pelo governador. Em que pontos a Associação diverge do modelo? José Carlos Breda: O modelo não mais reflete a realidade de cada região. Não considera e não leva em conta o esforço que a região tem feito para aumentar a estrutura de atendimento na saúde. Limitar 3 internações para cada 100 mil habitantes em 7 dias está fora de contexto, assim como 2,35 leitos de UTI para cada internado covid. Informante: Passou da hora das Associações de Municípios e prefeitos terem autonomia na questão? Breda: A Amesne sempre se posicionou favorável à autonomia das regiões, porque são os prefeitos das regiões que melhor conhecem as suas realidades. Ao fim e ao cabo, quem está na ponta combatendo a pandemia são os municípios, juntamente com a iniciativa privada. Informante: Como a Amesne viu a possibilidade do governo do Estado repassar mais autonomia a regiões e municípios e como está a questão? Breda: A proposta do governo do Estado não é real, é imaginária. Na realidade não deu autonomia porque criou condicionantes que inviabilizam a sua execução. Exigir unanimidade num universo de 49 municípios, como é a nossa região, inviabiliza o processo. Outra questão é que a proposta fica submetida

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Descontentamento externado Presidente da Amesne, Breda tem sido enfático na crítica ao modelo de distanciamento controlado adotado por Eduardo Leite, mas uma voz isolada no plano estadual e, por vezes, com apoio restrito até mesmo dentro da região: ainda que reticente quanto ao cenário de mudança, dirigente espera que situação evolua e que a independência serrana seja, em breve, prevalente no sistema


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Estado não é real, é imaginária”

Cenário preocupante Serra teve, pela terceira semana consecutiva, classificação como bandeira vermelha: comércio está no limite e clama por abertura com respeito aos protocolos sanitários

à aprovação do comitê que controla o modelo. Então não muda nada na prática. Só estende a discussão. Informante: A posição da Famurs, que se manifestou contrária à gestão compartilhada, pode prejudicar as demais Associações que cobram mais autonomia do governo do Estado? Breda: A posição do presidente da Famurs já foi revista. A Famurs externará a posição dos municípios que estão debatendo essa questão. Cada região decidirá se aceita ou não a de-

cisão de definir seus protocolos. Informante: Qual a posição da Amesne que foi externada na reunião com a Famurs e as demais Associações de Municípios? Breda: A posição é de que se adote bandeira laranja em todo o Estado e que as bandeiras vermelha e preta sejam um indicativo das restrições que cada região debateria e utilizaria. Informante: Eduardo Leite falou que encaminhou um ofício à Famurs para que ela repassasse às Associa-

ções de Municípios para uma revisão do modelo. Esse material já chegou até a Amesne? Breda: Sim, chegou no final da tarde da última segunda, cujo texto não condiz com a audiência que tivemos no último dia 21. A proposta é muito restritiva e praticamente inviável tecnicamente. Informante: O senador Luis Carlos Heinze (PP), e os deputados federais Bibo Nunes (PSL), Marcel van Hattem (Novo), Mauricio Dziedricki

(PTB) e Ubiratan Sanderson (PSL) ingressaram no Supremo Tribunal Federal contra o modelo adotado pelo governador, solicitando autonomia para as regiões e prefeituras. O quanto isso ajuda na pressão por mudanças dentro do sistema de distanciamento controlado? Breda: Não tenho convicção se ajudará se a decisão não for favorável ao pedido da ação. Só mudaria se for favorável. Isso mostra a falta de diálogo do governo do Estado com a sociedade e suas representações. Informante: Como a Amesne tem visto a representação serrana no Parlamento estadual durante a pandemia do covid-19? Breda: Vejo que os deputados estaduais da nossa região têm se empenhado bastante, sem, entretanto, obterem eco dentro do governo. Isso mostra mais uma vez a falta de diálogo. Eles têm sido parceiros na conscientização da população e trabalhado de forma conjunta. Informante: Em quanto tempo acredita que essa passagem de bastão, do governo do Estado para as prefeituras e regiões, deva acontecer? Breda: Deveria acontecer no máximo para a próxima semana, mas da forma que está encaminhado dificilmente acontecerá. Para que aconteça há a necessidade de vontade política de todos os lados. Por enquanto não sentimos essa disposição. Informante: Em caso de aceitação da gestão compartilhada, será a Amesne ou os próprios municípios que poderão adotar os protocolos que acharem adequados? Breda: Todas as tratativas apontam para uma decisão colegiada da região como um todo e não por microrregião ou município individualmente.


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RECURSO NEGADO

Serra fecha julho na bandeira vermelha Pela terceira semana consecutiva, pedido de reconsideração da classificação foi negado pelo governo do Estado

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mês de julho foi penoso para o comércio farroupilhense. Nas três últimas semanas a classificação prévia, que apontou a Serra como bandeira vermelha, foi mantida pelo governador Eduardo Leite, que indeferiu o recurso formulado pelo Observatório Regional de Saúde, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), elaborado em prol da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne). Na última segunda, em nova divulgação definitiva do distanciamento controlado, feito pela 12ª semana, a região ficou na classificação vermelha. Além da Amesne, o governo do Estado recebeu 49 recursos, tanto de municípios que, diante dos dados, buscavam medidas mais brandas, quanto de Associações de Municípios. Afora a Serra, ingressaram com recurso e não tiveram o pleito atendido as regiões de Novo Hamburgo, Palmeira das Missões e Passo Fundo. Porto Alegre, Canoas, Capão da Canoa e Taquara, que também estavam na bandeira vermelha, optaram por não formularem um pedido de reconsi-

deração. Outras seis regiões tiveram o pedido atendido e passaram a operar na bandeira laranja. Foi o caso de Bagé, Cruz Alta, Pelotas, Santa Cruz do Sul, Santa Rosa e Santo Ângelo. Já as demais regiões, Cachoeira do Sul, Erechim, Ijuí, Lajeado, Santa Maria e Uruguaiana, que se encontravam na laranja, permaneceram nesta mesma condição. Parlamentares gaúchos entram com ação no STF contra o sistema de distanciamento controlado Cinco parlamentares gaúchos, o senador Luis Carlos Heinze (PP) e os deputados federais Bibo Nunes (PSL), Ubiratan Sanderson (PSL), Marcel van Hattem (Novo) e Mauricio Dziedricki (PTB) ingressaram, nesta semana, no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação na tentativa de suspender o decreto 55.240/20, do governo do Estado, que instituiu o modelo do distanciamento controlado. “O sistema, além de não comprovar efetividade em suas ações, impõe restrições a centenas de municípios gaúchos. Entendemos que o critério adota-

do pelo Piratini prejudica não apenas os municípios, mas, também, seus cidadãos que são submetidos ao arbítrio do governo do Estado sem critérios objetivos, estabelecendo medidas sanitárias por regiões. Muitos destes municípios, sem nenhum ou com pouquíssimos casos de coronavírus, sofrem com as determinações apenas por estarem inseridos em determinada área do Estado classificada com a bandeira vermelha”, citou o senador progressista, que não poupou críticas ao gestor estadual. “Já se passaram quase cinco meses de quarentena. O lockdown e restrições rígidas às atividades básicas dos cidadãos e trabalhadores pelo sistema não é justificável. O governo federal tem investido fortemente desde o início da pandemia, fornecendo R$ milhões em recursos para combate à covid-19. Fechamento total de todas as atividades, em municípios que necessitam da economia local para sobreviver, é um absurdo. Nossa iniciativa visa entregar autonomia para os municípios realizarem suas próprias ações, avaliando toda a sua realidade, tanto na esfera da saúde, quanto na econômica”, citou Heinze.


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GURIAS RUBRO-VERDES

Balanço positivo, apesar das restrições Ramon Cardoso

Segunda marca um mês de regresso aos treinos do Brasil Feminino, mas trabalho em julho teve de ser adequado às exigências

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Brasil Feminino

vidente que o retorno à rotina de treinamentos foi comemorado. No entanto, o mês de julho também foi marcado por uma série de restrições às atividades das gurias rubro-verdes, por conta da bandeira vermelha ter imperado durante a maior parte do mês na Serra, no modelo de distanciamento controlado imposto pelo governo do Estado. “Atrapalha sim, mas atrapalha todo mundo. Afinal, os cuidados são no País inteiro. Quem souber se adaptar melhor e mais rapidamente pode levar vantagem. O Inter voltou essa semana e o Grêmio ainda não voltou com a equipe feminina. Hoje somos referência no retorno entre as mulheres no Rio Grande do Sul. Também já temos de forma oficial o protocolo dos jogos do Brasileirão. Isso ajuda a nortear boa parte do sistema de treino”, destacou o preparador físico Rafael Dos Santos, o Brasa, que teceu elogios ao Departamento Médico do clube farroupilhense. “Nós atendemos com todo o rigor, dentro de campo, as determinações deles e temos uma luta diária para não perder atletas para o covid-19 ou mesmo para a gripe, já que jogadora com sintomas gripais é afastada do treino e monitorada. Até agora vem dando certo. Claro que não é o panorama ideal para uma preparação, mas temos que nos reinventar diariamente. Passamos os treinos individualizados e monitorados para fazerem fora do clube. Com isso ganhamos tempo sem precisar acelerar o processo no campo. Esperamos poder voltar em breve com trabalhos mais direcionados ao modelo de jogo, mas o foco continua sendo a melhora do desempenho físico e técnico”, comentou Brasa. Os trabalhos com bola, ainda que com as restri-

Aos poucos No segundo dia de treino neste retorno, em 4 de julho, a volante Sara e a atacante Greyce no trabalho com bola: tirando o atraso da longa parada causada pela pandemia do corpo

ções, foram adotados desde o início, tendo em vista o longo hiato sem treinos. Porém, quando eles estavam prestes a passarem por uma intensificação, a classificação estadual mais restritiva impediu atividades dinâmicas com o grupo. Mesmo assim, o técnico Luciano Almeida tem se mostrado satisfeito com o primeiro mês de trabalho nesta retomada. Atividades com bola, mas ainda restritas: à espera dos coletivos “O balanço é positivo pelo fato de termos retornado depois de muito tempo parado, sem os treinos presenciais. Claro que procuramos visar mais a parte física neste reinício dos treinamentos, até porque a paralisação foi longa. Evidente que devido às bandeiras, às restrições, isso atrapalha um pouco, porque gostaríamos de estar trabalhando mais com bola, em conjunto, mas temos que nos adequar, procurar dividir o grupo para termos um ganho, além de físico, também técnico e tático”, comentou o técnico. Ele fez questão de enaltecer o trabalho da direção e o empenho das atletas no

retorno às atividades no clube. “As meninas que também estão atuando como diretoras, como suporte, como a Lis (Neis, assessora de comunicação) e a Tati (Petkovicz Pozza), que até ontem era atleta e agora está na coordenação, tem um papel importante neste processo. Isso é algo muito importante porque o Brasil começa a crescer no cenário do futebol feminino e esse respaldo além das quatro linhas é fundamental, isso sem falar no engajamento, comprometimento das atletas e da comissão técnica. É um trabalho em conjunto. É claro que a gente espera que essas restrições sejam cada vez menores, para que nos permita trabalhar mais a parte coletiva, visando nosso retorno à competição nacional”, projetou Luciano. O Brasil Feminino volta a campo provavelmente no dia 25 de outubro, contra o Napoli, de Caçador (SC), na estreia nas Castanheiras. Na partida de abertura do Brasileirão Série A2, diante do outro time catarinense da Chave F, a Chapecoense, em Xanxerê, as gurias rubro-verdes triunfaram por 4 a 3, com gols de Tuca, Pati, Bianca e Pâmela, no duelo mais eletrizante da abertura do nacional.


Maria Luiza Grazziotin Brites

Por ora, dueto em família

Política

Luta inglória por um mínimo de autonomia o

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Concurso Ponto sela projeto inédito da Uniftec/Ftec com a Biamar Páginas 12 e 13

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Ponte entre academia e o mercado de trabalho

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Os irmãos Maria Carolina e Mateus Grazziotin Brites estão à frente do Quintal Supernova, uma das novidades musicais farroupilhenses, que deve gravar primeiras músicas em breve, ao mesmo tempo que busca integrantes para formação da banda Capa do Inside

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Em entrevista, presidente da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste e prefeito de Cotiporã, José Carlos Breda fala sobre a batalha travada por regiões e prefeituras para independência na tomada de decisões no modelo de distanciamento controlado e critica posição dúbia e a falta de diálogo do governo do Estado na questão Páginas 16 a 18 e Editorial

EsPortE

saldo positivo, apesar de uma série de restrições

Gurias rubro-verdes fecham primeiro mês de treinamentos pós retomada Página 19


Social

Coluna de Valéria Vettorazzi traz destaques da semana e dicas para driblar o período difícil da longa pandemia Páginas 4 e 5

Inside

Sétima Arte

O espanhol “Adú” mostra a miséria e falta de perspectiva do Continente Africano na visão de jovem camaronês Páginas 6 e 7

ENTRANDO EM CENA

Passos iniciais do Quintal Supernova Os irmãos Mateus e Maria Carolina Brites capitaneiam novo projeto musical e que não deve ficar restrito ao dueto com os irmãos Brites, o novo projeto começou a sair do papel. Duas músicas serão gravadas em breve e terão a produção de Diego Dias (Vera Loca e The Beatles no Acordeon). Conforme revelou Mateus, era um desejo antigo trabalhar com Diego e o período propiciou esse contato e a conversa sobre as canções que dão o pontapé inicial no projeto. “Pensamos num processo diferente com a Quintal Supernova. Estamos ensaiando essas músicas, arranjando e, com o tempo vamos montando a banda, ver quem gostaria de participar, entrar nessa com a gente. Por isso não gostamos de pensar numa dupla e sim numa banda. Geralmente o processo de uma banda é o oposto: reúne os integrantes, ensaia, toca covers, começa a compor. Como ficar sentado esperando as coisas acontecerem não é o nosso forte, vamos logo entrar em estúdio”, adiantou o músico. O período excepcional, evidente, não permite um planejamento a longo prazo, mas a intenção é lançar essas músicas e clipes ainda neste ano e finalizar a montagem da banda. Quem qui-

Maria Luiza Grazziotin Brites

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pandemia mudou a rotina e a vida de todos e sobre tudo. Evidente que, com a música, não seria diferente. Com veia musical proeminente, uma herança familiar, os irmãos Mateus e Maria Carolina Grazziotin Brites resolveram dar início a um novo projeto: o Quintal Supernova. Por ora, um dueto em família, mas que logo deve ter o acréscimo de novos integrantes para a formação de uma banda. “Compus algumas coisas nesse período que foram ganhando forma e toda vez mostrava para a Maria Carolina. Assim, fui vasculhando meus cadernos aonde escrevo as músicas e vi que tinha um bom material lá. Algumas nunca tinham sido nem ensaiadas e outras a Velocetts chegou a tocar, mas em poucos shows. Nenhuma dessas têm gravação ou versão definitiva e, como sempre nos identificamos com elas, gostaríamos que outras pessoas também as conhecessem”, explicou Mateus. Com o fim da Velocetts em março, após 12 anos, banda que contava

ser conferir um pouco do trabalho do Quintal Supernova pode dar uma olhada nas redes sociais pelo Instagram (@ quintal_supernova) e página no Facebook (facebook.com/quintalsupernova), que contam com vídeos caseiros e acústicos dessas composições. “O retorno está sendo muito legal, através de mensagens de amigos e músicos que sempre admiramos do

Mão na massa Novo projeto, velha estrada musical: Mateus e Maria Carolina estão à frente do Quintal Supernova

Brasil e de fora”, assegura Mateus. Certamente, vamos ouvir ainda falar muito da Quintal Supernova, uma das novidades musicais farroupilhenses em tempo de pandemia.


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Crônicas da Redação Ramon Cardoso

ramon@jornalinformante.com.br

A pergunta que não quer calar: o governador pegou o vírus descumprindo ou cumprindo os protocolos? A notícia da última sexta à tarde desmascara uma narrativa criminosa que vem sendo adotada há quatro meses e meio no Rio Grande do Sul, justamente por quem deveria conduzir o Estado na pandemia e, na verdade, conduziu mesmo, mas conduziu à ruína financeira e ao colapso do sistema hospitalar gaúcho, ocasionado pela inércia, letargia e, sobretudo, incompetência de quem prometeu, em campanha, vejam bem e vocês vão lembrar disso, “tirar a bunda da cadeira e fazer fluxo de caixa”. Não fez uma coisa nem outra. A pérola no Twitter do governador Eduardo Leite, na sexta à tarde, foi mais uma entre tantas bobagens ditas pelo gestor. “Após um teste RT-PCR e mesmo estando assintomático, fui surpreendido agora há pouco com o resultado positivo para Covid-19. Cancelei as minhas agendas e iniciei isolamento, seguindo as instruções médicas”, disse o iluminado. Confesso que também estou surpreendido. Estou surpreso como o governador ainda está no poder. Qualquer outro que tivesse feito 10% das insanidades que Leite fez, certamente estaria degolado pela inerte Assembleia Legislativa (que hiberna desde o início da pandemia) com apoio total e irrestrito da extrema imprensa que, cooptada com gordas verbas publicitárias, não tece um “ai” sobre essa gestão que debocha da sociedade gaúcha e consegue ser a pior de todos os tempos, superando inclusive as gestões petistas, que brincaram de ser ruins. Resumindo, se Leite pegou o coronavírus descumprindo o isolamento social, ele não tem autoridade moral nenhuma para pedir à população para ficar em casa, já que é incapaz de dar o exemplo. Se por outro lado não descumpriu o isolamento e, ainda assim pegou, a situação é muito mais grave e um sinal inequívoco de que as medidas de contenção não resolvem absolutamente nada. Em qualquer dos casos, o gestor estadual perdeu a razão. Os processos de isolamento e lockdown ajudaram a propagar o vírus de uma maneira ainda mais letal. É só verificar o que aconteceu na Itália, Espanha e Estados Unidos, em Nova Iorque especialmente. Mas nesses Países ainda é possível dar um desconto porque foi uma medida tomada por desconhecimento mesmo, já que ninguém sabia ao certo como proceder, e feita na tentativa de acertar, ao menos em tese eu penso que foi assim. Já aqui no Brasil o propósito foi outro, nada nobre e altamente criminoso: quebrar a economia, colocar a culpa no presidente (que não pôde fazer nada por determinação do Supremo) e, a cereja do bolo, assaltar os cofres públicos. Aliás, voltando a falar sobre o tema, o que teve de governador cometendo abusos de toda ordem contra liberdade das pessoas (fechando comércio, obrigando todo mundo a ficar em casa) e pegando o vírus é uma grandeza. Na segunda da semana passada, Leite viajou a São Paulo para participar do Roda Viva, tentando vender sua imagem como presidenciável em 2022. Foi fazer politicagem barata e rasteira. Enquanto isso, o governador te proíbe de trabalhar, de abrir a empresa, de buscar sustento. Mas tudo isso para o teu bem. Seria cômico, não fosse trágico.

FARROUPILHA, 31 DE JULHO DE 2020

Dança

Nem mesmo o isolamento Ballet Lizete Teixeira se adaptou ao Home Class para proporcionar nova experiência às alunas

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alvez nenhuma dança seja tão detalhista e meticulosa como o balé. E, justamente por conta disso, a presença da professora nas aulas é algo imprescindível, certo? Mais ou menos, né, já que o período de pandemia obrigou as escolas a se reinventarem. “Estudamos maneiras e métodos e criamos o BLT Home Class. Nossa preocupação não era somente manter as aulas, mas continuar a fazer um trabalho de qualidade, que é o que realmente importa. Dessa forma, passamos a dar as aulas com duas professoras. Uma executando o movimento e a outra observando como as alunas reproduziam para as devidas correções. As turmas mais adiantadas logo foram adaptando-se a essa nova forma de trabalho. Com as pequenas (a partir de 3 anos), foi mais difícil e a presença dos pais na aula foi fundamental e fez toda diferença para que continuássemos evoluindo”, destacou a professora e diretora Lizete Teixeira. Uma das estratégias adotadas foi desenvolver uma temática específica, com histórias e personagens, que induzem as pequenas a

Home Class A professora Lizete Teixeira, diretora da escola, ministrando aula de balé clássico

Clássico Professora Renata de Marchi em criação da aula sobre o balé “O Lago dos Cisnes”

realizarem pesquisas sobre espetáculos, como o Lago dos Cisnes o Coppélia, além do pedido para criarem figurinos específicos para dançar, o que ajudou a criar uma expectativa e uma empolgação para os dias de aula online. O resultado tem sido positivo, também com as bailarinas ‘veteranas’.

avançaram no campo intelectual da dança. Amadureceram no entendimento do seu físico/corpo, na sua organização pessoal e, principalmente, melhoraram muito nos movimentos base do ballet clássico”, assegurou a professora Giane Teixeira. Lizete reforça que a expertise da escola, a capacidade do corpo docente e o trabalho em equipe, inclusive com auxílio dos pais, têm garantido uma resposta altamente satisfatória. “Para mim está acima das expectativas. Vejo muito pro-

Resultados superaram as expectativas iniciais “Estamos muito felizes com a adaptação e progresso. No nosso caso todas as alunas


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FARROUPILHA, 31 DE JULHO DE 2020

Dança

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Rita Rosa Baretta ritarosabaretta@gmail.com

Fotos: Arquivo Pessoal

arrefece o amor à dança

Nova realidade Ana Júlia Mandelli e Erica Tonin Peccin em aula antes do início da pandemia

Em casa Júlia Picollo em aula de técnica em ponta: a rotina mantida com devidas adaptações

Sem parar Paola Baretta Santa Helena em aula de Lyrical Dance: distância não é empecilho

gresso nas minhas alunas, tenho focado bastante na técnica e limpeza dos passos, tanto no ballet clássico quando na nova modalidade de dança que estou dando na escola, o Lyrical Dance, que mistura o clássico com o contemporâneo, o jazz e o acrobático. As aulas são dinâmicas e fluidas, com músicas atuais, envolvem outros movimentos, outras composições na hora de montar coreografias. É uma experiência nova para as bailarinas”, ressalta a professora Giulia Teixeira, que admite que a

convivência faz falta, mas que a dança é responsável pela união neste momento delicado de isolamento imposto pela pandemia. “As aulas online nos trouxeram um grande desafio: tivemos que nos reinventar para amenizar a ausência física, já que o contato entre o aluno e o professor é essencial, é a alma do aprendizado. E como fazer a nossa alma chegar ao aluno através de uma tela? Tivemos que transpor limites e adaptá-los a realidades distintas, adequadas às faixas etárias de cada aluna”,

explicou a professora Renata de Marchi. Para ela, o resultado tem sido recompensador. “Eu acredito que o corpo docente da escola conseguiu transpor seus limites, através de uma realidade que não estávamos preparadas para lidar. Conseguimos suprir as expectativas das alunas e aquecer um pouquinho o coraçãozinho delas, mesmo a distância, neste período difícil. Seguimos aprendendo e nos adaptando a cada dia, tudo pelo amor à dança”, enfatizou a professora.

Do olhar do reconhecimento ao olhar da sedução Universal é a necessidade de reconhecimento da criança, como fator estruturante do desenvolvimento da personalidade, desde o seu nascimento e assim segue no sujeito até sua vida adulta! Quanto ao vínculo deste reconhecimento, quatro vértices merecem destaque segundo um psicanalista contemporâneo de Freud, Wifred Bion. 1) Reconhecimento: o prefixo “re” tem significado de “voltar a conhecer”. Voltar a conhecer aquilo que já é conhecido dentro de suas preconcepções; 2) Aquisição de um reconhecimento do outro: no início da vida, a criança não discrimina o “eu” e “não eu”, mas apenas sensações agradáveis e desagradáveis. Para que ocorra um crescimento mental, é necessário que o indivíduo reconheça que as demais pessoas não sejam um mero espelho seu, mas crie um processo de diferenciação e individuação; 3) Ser reconhecido ao outro: este aspecto da vincularidade diz respeito ao desenvolvimento da capacidade de consideração e de gratidão em relação ao outro; 4) Ser reconhecido pelo outro: todo indivíduo está inevitavelmente vinculado às pessoas, pois necessita do reconhecimento dessas pessoas para manutenção de sua autoestima e seu senso de identidade. Sabe-se, na verdade que a vida intrauterina (a fase da gestação) já tem papel preponderante no desenvolvimento da vida psíquica do homem, além dos primeiros movimentos que vinculam o recém-nascido à sua mãe. Tanto o vínculo (mãe-filho) quanto a separação (mãe-filho) devem ocorrer para que no futuro o indivíduo possa superar suas dificuldades e circunstâncias que envolvam relacionar-se com o mundo a sua volta. Baseada neste pensar evidencia-se a importância do “olhar” e da “função do olhar” como estruturante materno e como despertar da paixão. O olhar da mãe no início da vida psíquica do bebê é o continente necessário que dá base de segurança e estabilidade. No decorrer do desenvolvimento dizemos que a paixão surge como sequência de um olhar que seduza, no qual se inscreve o mistério. A sedução produz no sujeito sentimentos ambivalentes e antagônicos, onde temos como certeza a entrega do desconhecido. E aqui reside o paradoxo da sedução, onde a certeza é a incerteza, o imprevisível gerador de medo. Pois o lado que nos promete a plenitude, por outro lado deixa o medo da perda. Seduzir é o meio de nos aproximarmos da paixão, do desejo e do amor. A paixão induz o desejo, a transgressão de todo controle imposto pela razão. Aristóteles, na sua narrativa que fala do surgimento do amor, diz não haver separação dos sexos (feminino e masculino) separados por Zeus, e desde então, os homens teriam passado a buscar a outra metade, que proporcionaria a plenitude perdida, a totalidade que se rompeu com a separação. Assim, ao vivermos o verdadeiro encontro amoroso, estaríamos vivendo o encontro com a essência que desperta o amor. A sedução é a saudade do encontro tão buscado, e o olhar da sedução não deixa de prometer o reencontro. Eros se manifesta pela sedução, pelo desejo, pela paixão e o amor. Explicar tais manifestações pela razão não há como, ao certo se tornaria viável por nossa intuição e, quem sabe a poesia seja a melhor forma de manifestação para o conceito de sedução. E talvez, os poetas, sejam os principais representantes da expressão do que seja amor. * Psicanalista


Divulgação

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Sempre Correndo

ssa semana li alguns conteúdos dando dicas sobre o trabalho e refleti. Constantemente, estamos com a sensação de estar “sempre correndo” atrás do horário, das tarefas, da cobrança em nos tornarmos melhores, para fazer cursos, etc. Porém, nem sempre ter muitas coisas para fazer nos torna mais produtivos, na verdade precisamos de descanso, organização, prioridades. A pandemia me fez repensar em como ocupo meu tempo e também entender que é necessário colocar a felicidade e saúde acima de qualquer outra questão. Não é à toa que vemos uma explosão de pessoas buscando lutar contra ansiedade e muitas vezes somos nós mesmos que permitimos que isso aconteça.

No Mercado

Esta semana marcou a chegada do livro “Fases”, uma coletânea de poesias e crônicas poéticas da jovem escritora farroupilhense Júlia De Rossi, onde o leitor é convidado a refletir sobre sua própria existência. Publicado pela editora São Miguel, ele está à venda na Livraria Niquetti ou pelo fone (54) 996.229.540, ao custo de R$ 25,00, acompanhado de um marcador de página com arte feita pela própria autora.

Live Empresarial

Novidade

A empreendedora Marina Pozza está à frente de um novo projeto, a Mapô Heartmade, que oferece peças de tricô e crochê, com um toque contemporâneo. Todos produtos são feitos à mão, conferindo um resultado exclusivo e delicado a cada um. Os interessados em saber mais ou fazer sua encomenda podem acessar o perfil do Instagram @mapoheartmade.

Os pais Saádila Almeid Bragagnolo felizes da vida n primeiros dias de vida da p

#EmCasa

Neiva Lourdes De Rossi

O empresário farroupilhense Fabiano Feltrin é o palestrante do Conselho Nacional da Mulher Empresária (CNME), que realiza uma live nesta sexta, às 19h, e terá como mediadora Débora De Boni, coordenadora do Núcleo de Empreendedoras da Microempa e diretora jurídica do CNME. A atividade pode ser conferida pelo Instagram no @FabianoFeltrin e @ conselhonacionalmulheresempresarias.

Pais

A vitivinícola Cave Antiga promove uma live especial sobre o Dia dos Pais na próxima quinta, dia 6, a partir das 20h. A proposta da ação é transmitir um jantar ao vivo, pelo Instagram @caveantiga, onde irão harmonizar com vinhos da empresa, ensinando os espectadores a fazer o mesmo.

A jovem escritora Júlia De Rossi, 14 anos, realizada com a chegada de seu novo livro: “Fases”

O fotógrafo Gilmar Maccagnan receberam a visita da filha, Aime Rio de Janeiro (ao centro), e dos a


Gi Franceschet

Valéria Vettorazzi

#MinhaÚltimaViagem Lucas Devenz em última viagem, em fevereiro deste ano, conheceu a Laguna Humantay, durante sua visita à cidade de Cusco, no Peru

da e Mateus nos registros dos pequena Janaína

Arquivo Pessoal

Fernando Maccagnan

n e a esposa Marta Rodrigues Maccagnan e Rodrigues, bailarina do Teatro Municipal do afilhados Paola e Carlo Baretta Santa Helena

Letícia Belaver comemorou seu aniversário 18 anos no domingo, em casa


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Fabrício Oliboni fabrioliboni@gmail.com

O Pai da Natura Título ousado, eu sei. Indo direto ao ponto, o gancho para esse texto é a campanha de Dia dos Pais da Natura, onde Thammy Miranda (um homem trans) aparece. Confesso que vi várias vezes o comercial – que aliás, é muito bonito – e não o encontrei. Depois de ler a respeito vi que ele aparece rapidamente, naquele clássico “piscou perdeu”. Bom, mesmo não sabendo do caso, já é carta marcada o que vem acontecendo e qual a repercussão disso, certo? Embora muitos estejam de acordo e não vejam qualquer problema em um homem trans estar em uma campanha de Dia dos Pais com o filho dele, a Natura vem sofrendo críticas, pessoas falando em boicote à marca e junto com isso toda uma discussão sobre o tema. Ligado a isso, aproveito para discutir sobre o que parte da sociedade vê como aceitável na figura do pai, como deve ser, os valores e o que seria um bom pai. Antes do tema proposto, já deixo a minha opinião sobre o que vejo com boa parte das críticas feitas ao comportamento dos outros: elas dizem muito mais sobre nós do que sobre a quem estamos nos referindo. Sendo assim, para os que discordam com veemência de um pai trans, creio que tem coisas mal resolvidas com o mesmo, só para começar. Sobre o conceito de “pai”, vale ressaltar que muitas mães fazem o papel de pai, e isso ocorre muito mais do que gostaríamos. Homens que, ao saber de uma gravidez, somem. Quem cuida, cria, educa são as mães, ou avós, ou tias... e, mesmo que seja sem uma figura do homem nessa criação, essa criança cresceu, virou um homem ou uma mulher com bons valores e que buscam ser pais melhores do que os que os abandonaram, usando o exemplo citado, claro. Assim como homens fazem o papel de mães, acontece menos, mas acontece. Se Thammy Miranda é um bom pai, ele deve ser diminuído por isso, ou não merecer ser chamado de pai porque nasceu mulher? Usando um exemplo fácil aqui, digo sem medo de errar: se fosse o Bruno, o goleiro, aquele que sequestrou e matou a namorada, na tal campanha, a revolta seria menor ou igual a essa. Ah, e tem o tal do Dado Dolabella, aquele ator que foi preso por dever mais de R$ 200 mil em pensão. Talvez não tivesse apoio, mas muitos não iriam fazer escândalo a respeito. Mas com um homem trans sim, e estamos vendo isso. No Brasil há mais 5 milhões de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento. Um número maior agora: mais de 50 milhões de lares no País são responsabilidade de mães, sem qualquer figura paterna, hetero ou trans. Pais ausentes são um problema constante no Brasil, e vemos eles diariamente. Ah, não falei de violência doméstica, física ou psicológica. Antes de a preocupação ser com gênero ou um comercial, deveríamos discutir os pais que acham que ajudam muito, mas não dividem a criação dos filhos, pois acreditam que tais coisas são só de mulher. Pais que batem nos filhos por irem mal na escola, mas nunca foram em uma reunião com os professores. Pais que proíbem os filhos homens de certas coisas, pois aquilo não é coisa de macho. Pais que não estão presentes, e isso irá ocasionar em problemas futuros para os filhos, que podem descontar as suas frustrações nos seus filhos, e por aí vai. Sobre a campanha, obviamente ela é comercial, é a razão dela existir, e eles conseguiram toda a publicidade que queriam. A Natura quer vender perfumes. Eles já sabiam que iria ter essa repercussão, não sejamos inocentes. De carona, rola uma discussão que pode ser benéfica, pois se um pai que não nasceu homem te incomoda mais que os exemplos que eu citei antes... olha, eu começo a duvidar seriamente de Darwin. * Agente de intercâmbio e bacharel em Relações Internacionais

FARROUPILHA, 31 DE JULHO DE 2020

Sétima Arte

Tragédia que se reproduz O espanhol “Adú” mostra a incrível luta de criança camaronesa em sua jornada pela sobrevivência, mas também expõe outras mazelas do Continente Africano

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cidade autônoma espanhola de Melilla está incrustada na costa leste do Marrocos, que reivindica até hoje o local como parte de seu território. Como fica no Continente Africano, serve como uma espécie de entreposto entre a África e a Europa e, por conta disso, é constantemente procurada por africanos de todas as nacionalidades, em busca de asilo. Populações que fogem de guerras civis, étnicas, religiosas, mas também da fome, da miséria e da desesperança. É claro que controlar o local é uma das tarefas mais difíceis e é neste cenário que inicia o filme espanhol “Adú”, não propriamente com o jovem personagem que dá nome à trama e mostra como a falta de perspectiva é cruel, especialmente com as crianças, mas com o jovem policial Mateo (Álvaro Cervantes), que tenta conter um avanço de imigrantes que buscam pular a cerca que isola a cidade do resto da África, um episódio que acaba em tragédia. Porém, esse é um drama em capítulo final, porque o inicial é ainda mais perverso. Na costa oeste africana, em

Camarões, o espanhol Gonzalo (Luis Tosar) trabalha para uma Organização Não Governamental vinculada à Organização das Nações Unidas, que luta pela preservação dos elefantes da caça predatória em uma reserva natural e, não bastasse os percalços que enfrenta em sua difícil missão, ainda terá que lidar com a companhia da filha Sandra (Anna Castillo), com quem não mantém um relacionamento saudável, justamente por conta de atritos familiares de longa data, que o fizeram deixar Madri e se aventurar nas missões arriscadas pela África, uma forma de deixar de lado os problemas do passado, que voltam à carga com a presença de sua maluca filha. É neste território inóspito que vivem também os irmãos Ali (Zayidiyya Dissou) e Adú (Moustapha Oumarou). Eles presenciam um ataque de caçadores a um elefante e, a partir disso, terão suas vidas marcadas para sempre. Obrigados a fugirem de casa para sobreviver, a meta da dupla é reencontrar o pai, que está em Paris, e com isso conseguirem ter uma vida digna, sem o convívio diário com a miséria e a violência. Contudo, sem recursos, não será nada fácil alcan-

çar o objetivo de chegar à Europa. A tragédia acaba marcando também esta arriscada viagem de Adú, que acaba encontrando um amparo no jovem Massar (Adam Nourou), quando chega ao Senegal, que se transforma em uma espécie de protetor para ele, o pai que procura. Embora as três histórias acabam se cruzando ao menos de leve, elas sintetizam um drama que faz parte da triste realidade africana, seja na tentativa primária de batalhar pela sobrevivência, seja na exposição da barbárie e violência que permeia nações que foram


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FARROUPILHA, 31 DE JULHO DE 2020

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Paulo Roque Gasparetto

Sétima Arte

prgasparetto@terra.com.br Imagem: Reprodução

indefinidamente

A vida é a arte das escolhas

Divulgação

Drama comum Adú (Moustapha Oumarou) encontra Massar (Adam Nourou) em território senegalês: amizade que dá esperança para a sequência da jornada

Adú evisceradas pela colonização europeia e jogadas à própria sorte após terem sido sugadas em praticamente todas as suas riquezas minerais e naturais. O filme de Salvador Calvo, que tem roteiro de Alejandro Hernández, até poderia, de certa forma, vincular as histórias de maneira mais efetiva, mas a denúncia social que faz, sem necessidade de forçar a barra, apenas relatando o terrível dia a dia no Continente Africano, já vale a pena. Calvo explicou que fez um trabalho voluntário na Comissão Espanhola de Ajuda aos Refugiados e, ali, conheceu dramas que o auxiliaram

a se inspirar para a trama. Adú é um filme triste, especialmente na jornada do personagem central, mas que mostra que a esperança é algo poderoso e que não pode ser tirada de ninguém, por mais abusiva e cruel que seja a realidade e, na trama em questão, ela é. Ao final do longa, ele relata que em 2018 mais de 70 milhões de pessoas tiveram que deixar suas casas em busca de uma vida melhor, sendo a metade de crianças. Um êxodo que expõe a terrível situação que assola o mundo e, principalmente, a África, o Continente esquecido.

Direção Salvador Calvo Roteiro Alejandro Hernández Gênero Drama Duração 120 minutos País Espanha Ano de produção 2019 Estúdio EsCine Español Mediterráneo Distribuição Netflix

Sim! A vida é a arte das escolhas. Nós fazemos as escolhas e as escolhas fazem nossa vida. A possibilidade de escolhas é infinita. É verdade! Somos aquilo que escolhemos. Saber escolher é decisivo na vida. A vida é uma escolha permanente. Quando escolhemos algo, com certeza, precisamos renunciar a outras escolhas que não ajudam a viver as nossas opções feitas. Uma outra coisa que é fundamental em nossas escolhas, e que precisamos estar atentos, é de que cada dia temos que renovar a escolha feita. A escolha maior deixa no caminho outros desejos a que se deve renunciar para a escolha definitiva. Neste sentido, em nossas comunidades, o mês de agosto é dedicado às vocações. A palavra vocação significa chamado. Na primeira semana comemoramos a vocação do padre e na segunda semana somos levados a pensar e rezar por nossas famílias, o “Santuário da Vida” e o lugar onde nasce e primeiro são cultivadas as vocações. Na terceira semana rezamos pelos religiosos e religiosas que dão seu sim ao serviço à vida consagrada e, na quarta semana, todos as lideranças das nossas comunidades que gratuitamente atuam em tantas pastorais, movimentos e serviços. E, neste ano, como temos cinco domingos, o último é dedicado a todos os catequistas. Vocação, entre outras definições, é o chamado de Deus para fazermos o bem. Assim, devemos sempre escolher a vida. Numa sociedade em que a vida se tornou tão descartável. No Brasil morrem, já há alguns meses, mais de mil pessoas por dia vítimas do coronavírus. Precisamos escolher aquilo que ajuda a viver e não é isso que percebemos no em nosso País. Em uma carta assinada por 150 bispos de todo Brasil com o título “Carta ao Povo Brasileiro”, afirma que o País atravessa um dos momentos mais difíceis de sua história, vivendo uma “tempestade perfeita”. Nessa direção, gerando assim uma crise sem precedentes na saúde e um “avassalador colapso na economia”, uma destruição ecológica e dos povos indígenas, resultando numa profunda crise política. Assim, é sobretudo nesse ambiente que deve brilhar a luz do Evangelho que nos faz compreender que este tempo não é para a indiferença, para o egoísmo, para divisões nem para o esquecimento. * Pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus e doutor em Comunicação


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Horóscopo Áries - 21/03 a 20/04

O seu regente, Marte, o ajuda a tomar decisões assertivas. Mas é preciso ter consciência das expectativas, de mágoas e de ressentimentos que ainda podem bloquear as suas ações. A verdade pode o libertar de crenças negativas.

Touro - 21/04 a 20/05

Tenha atenção com as expectativas que você vem nutrindo em relação a investimentos, principalmente com heranças e bens compartilhados. O céu lhe dá condições de refletir em silêncio e, em seguida, tomar decisões justas.

Gêmeos - 21/05 a 20/06

Você está vulnerável a pessoas e precisa avaliar a qualidade dos afetos. Tenha atenção com a imagem que está passando. Se estiver certo daquilo que vibra em seu coração, porém, siga com as decisões, principalmente para desenvolver os projetos.

Câncer - 21/06 a 20/07

Não deixe nenhum mal-entendido no trabalho e elimine as expectativas que criou em relação a colaboradores e a funções que exercia ou ainda exerce. O céu lhe dá a oportunidade de recomeçar e de assumir a sua liderança.

Leão - 21/07 a 22/08

É momento de entender a relação com os filhos e de atuar com limites e uma nova consciência. O mesmo pode ser direcionado aos assuntos do coração. A semana vai ser positiva para tomar decisões assertivas que ajudem a dirigir a sua vida.

Vírgem - 23/08 a 22/09

Algumas situações em família ainda o atingem e você deve se relacionar com o passado de uma forma curativa. A vulnerabilidade emocional o prejudica. É uma excelente semana para assumir uma nova postura e superar os obstáculos.

Libra - 23/09 a 22/10

As relações com algumas pessoas do seu convívio merecem atenção especial. Fique atento a mal-entendidos e a expectativas que vêm do passado. O céu lhe dá condições de se expressar de uma forma assertiva e franca.

Escorpião - 23/10 a 21/11

É importantíssimo avaliar como dar movimento ao setor financeiro. O céu fala sobre expectativas, roubos, fraudes e pede uma nova forma de administrá-lo. Boa semana para tomar decisões no trabalho e em relação às tarefas diárias.

Sagitário - 22/11 a 21/12

Tenha atenção com a forma como vem enxergando algumas pessoas e situações. Você está magoado e ressentido com experiências que vem carregando do passado. O céu lhe dá a oportunidade de tomar decisões que favoreçam o seu desenvolvimento.

Capricórnio - 22/12 a 20/01

Os medos e os ressentimentos podem camuflar a sua visão sobre como pode atuar de uma forma mais satisfatória no trabalho e na sua rotina. Haverá a oportunidade de tomar decisões mais assertivas, principalmente em família.

Aquário - 21/01 a 19/02

Pode ser que você se sinta mais vulnerável a respeito de como deve atuar com amigos ou com um grupo de pessoas. Tenha atenção com as expectativas que vem nutrindo em relação aos seus projetos. Excelente semana para expressar ideias e planos e para fazer contatos.

Peixes - 20/02 a 20/03

Você está muito ressentido e com mágoas. Tenha atenção com os conflitos, principalmente os afetivos. A família pode estar envolvida. É, porém, uma semana ótima para tomar decisões assertivas para dar direção à carreira e às meta futuras.

FARROUPILHA, 31 DE JULHO DE 2020


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Edição 648  

Jornal Informante (Farroupilha/RS)

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