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FARROUPILHA

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ANO XIII

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24 DE JULHO DE 2020

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R$ 3,00

Imagem: Reprodução

Santo remédio antidepressivo

Prestes a completar 4 anos de vida, página “Farroupilha da Depressão” se consolida ainda mais em tempo de isolamento social e leva, aos cerca de 23 mil seguidores, um humor refinado, que ajuda a amenizar o difícil período de pandemia do covid. Entrevistamos um administrador que falou sobre o sucesso do perfil, relatou fatos pitorescos e antecipou novidades para breve Inside, capa e páginas 2 e 3 MATÉRIA ESPECIAL

ECONOMIA

CIDADE

Governador admite que o modelo será revisto conferindo autonomia a prefeitos Páginas 2 e 3 e Editorial

Empresária Aline Amaral está à frente do negócio, um sonho antigo da jovem Página 14

Alessandra Trubian de Assumpção toma posse como a nova presidente do clube Página 15

Distanciamento perto do fim?

Super Pets abre as portas

Troca no Rotary Nova Vicenza


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ANTES TARDE DO QUE NUNCA

Governador deve repassar a prefeitos

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(PP), prefeito de Cotiporã, destacou que a Serra é favorável a nova proposta e que está aberta a conversas para aprimorar o modelo compartilhado. O sistema de bandeiras, contudo, deve permanecer, mas a questão não será atribuição exclusiva do governo do Estado, mas contará com o envolvimento de regiões e dos municípios. A pressão sobre o gestor estadual aumentou na última sexta, quando saiu a classificação prévia da nova rodada do distanciamento controlado, quando 18 das 20 regiões foram classificadas com bandeira vermelha. Foram 67 recursos apresentados pedindo reconsideração na classificação. Entre eles um da Amesne, feito novamente pelo Observatório Regional da Saúde, da UCS. No entanto, desta vez, assim como havia ocorrido na semana anterior, o pedido foi negado, mantendo a Serra, pela segunda semana seguida, na bandeira vermelha, com restrições às atividades econômicas e fechamento do comércio classificado como não essencial. A principal justificativa para manter a restrição diz respeito à ocupação de leitos de UTI, muito por conta das internações por outras causas, que sofreu expressivo aumento, principalmente durante o fim de semana. Assim como a região, ficam

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m live realizada no final da tarde da última segunda, o governador Eduardo Leite, antes de avaliar os recursos de municípios e regiões, informou que deve manter uma conversa, nos próximos dias, com Associações de Municípios, sobre mudanças no modelo de distanciamento controlado, fazendo com que a decisão não fique restrita ao Palácio Piratini, mas também tenha a participação dos gestores municipais. “Nós iniciamos uma conversa para discutirmos um avanço, um novo passo na cogestão, ou seja, na gestão compartilhada do modelo de distanciamento controlado. Entendemos que é fundamental que os municípios estejam engajados na atenção aos protocolos, na fiscalização e, por isso, nós vamos conversar com prefeitos e representantes das Associações de Municípios para avançarmos no sentido de termos um modelo para que as regiões participem ativamente e possam nos ajudar a cumprir os protocolos necessários”, destacou Leite. No primeiro diálogo, o presidente da Famurs, Maneco Hassen (PT), prefeito de Taquari, rechaçou a proposta, mas sua posição está longe de ser unânime. Presidente da Amesne, José Carlos Breda

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Pressionado pelo setor produtivo por conta de sistema que se estende indefinidamente, Eduardo Leite recua, admite revisar modelo e tendência é que delegue aos gestores municipais a escolha das medidas de abrandamento ou recrudescimento das restrições


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decisão sobre distanciamento social na mesma condição Passo Fundo, Palmeira das Missões e Taquara, além de Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo e Capão da Canoa, que já estavam na vermelha. Cerca de 64% da população gaúcha está concentrada nessas áreas. As regiões beneficiadas com a classificação menos restritiva foram Cachoeira do Sul, Cruz Alta, Erechim, Ijuí, Lajeado, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santa Rosa, Santo Ângelo e Uruguaiana, que tiveram seu recurso deferido. As 10 voltam à bandeira laranja e soma-se às regiões de Bagé e Pelotas, que já estavam na classificação (veja ao lado).

Mês de julho na Serra iniciou laranja e migrou ao vermelho


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Decreto traz mudanças na Previdência Social Rita Riff *

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governo publicou um decreto recentemente que trouxe mudanças nas regras previdenciárias, entre elas, o reconhecimento da qualidade de segurado para trabalhadores que até então contribuíam, mas a situação não estava regulamentada. Entre as profissões estão os motoristas de aplicativos e trabalhadores intermitentes, que cobrem folgas ou são chamados nos finais de semana. Outra alteração foi a extensão de direitos previdenciários ao trabalhador doméstico, que agora terá cobertura de benefícios acidentários, como auxílio por incapacidade temporária e aposentadoria por incapacidade permanente. Estes são os “novos nomes” do auxílio-doença e da aposentadoria por invalidez, respectivamente. Entre as recentes mudanças apresentadas também está a alteração da contagem de tempo que pode facilitar a aposentadoria. Antes da Reforma da Previdência, para determinar o tempo de contribuição do segurado, o INSS contava os dias exatos trabalhados. Por exemplo, um trabalhador que ficou em uma empresa entre 4 de março e 2 de abril, trabalhou 30 dias. Ou seja, ele teria um mês de contribuição. Mas, conforme o decreto, serão computados os meses, independentemente da quantidade de dias que trabalhou: a contagem do tempo de contribuição passa a ser de dois meses, considerando os meses de março e abril. Para a nova contagem de tempo de contribuição é preciso que a remuneração do

trabalhador, que serve como base para a contribuição previdenciária, seja igual ou superior ao salário mínimo (R$ 1.045,00 em 2020). É importante ressaltar que a entrada em vigor é imediata, mas o INSS ainda terá que adaptar o sistema para a nova contagem de tempo e publicar uma instrução normativa para a autarquia.

Adiantamento do 13º de aposentados será em agosto Acabou a romaria à Brasília e o pires na mão todo ano. O governo bateu o martelo e INSS pagará o adiantamento do 13º de aposentados e pensionistas do INSS em agosto. Serão duas parcelas: uma de 50% sem descontos em agosto (que começa a sair nos últimos cinco dias úteis de agosto e vão até os cinco primeiros dias úteis de setembro) e o restante em novembro, junto com os benefícios mensais e os débitos de Imposto de Renda, se for o caso, e da primeira parcela. A mudança entrará em vigor em 1º de janeiro de 2021. Nos últimos anos, o governo já vinha fazendo o pagamento do 13º de forma parcelada, mas sempre precisou editar um decreto específico para isso. Quem recebe auxílio-doença, auxílio-acidente, salário-maternidade, pensão por morte ou auxílio-reclusão também têm direito a receber o 13º salário. Já os inscritos no Benefício por Prestação Continuada (BPC), que é pago a idosos e deficientes de baixa renda, não têm direito ao abono natalino. * Advogada especializada em Direito Previdenciário e diretora do Brazilian Prev Consultoria em Previdência no Brasil e exterior


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Vencendo o abuso: a revisão contratual consumerista em contratos de prestação de serviços educacionais Imagem: Reprodução

João Pedro de Oliveira de Biazi *

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uito já foi discutido sobre o impacto da pandemia nos contratos. Em um grande esforço de síntese, as discussões buscaram inventariar uma série de categorias jurídicas de Direito Privado, cultivando o apropriado discurso de que não existe uma única solução para a variedade de problemas trazida pela covid-19. Mostra-se necessário, entretanto, direcionar ao discurso para que possamos evitar abusos. Falaremos aqui dos contratos de prestação de serviços educacionais, celebrados entre aluno e instituição de ensino. Há, de um lado, certa mobilização predatória para a proposição de ações judiciais descabidas. Também há, entretanto, instituições de ensino que estão simplesmente ignorando as alterações sofridas pelo programa educacional dos alunos, deixando-os sem qualquer perspectiva de diálogo e de readequação de expectativas. As duas formas de abuso descritas acima são fruto de um mesmo mal: a desinformação. Para falar apenas da segunda hipótese, muitos alunos sequer conhecem a possibilidade de se pedir revisão contratual com base no Código de Defesa do Consumidor. Eles são coagidos sistematicamente a não procurar os seus direitos, aceitando a injusta situação de arcarem, sozinhos, com as severas consequências da pandemia de coronavírus. Do outro lado, as instituições de ensino seguem uma cartilha financeira de um tempo anterior ao covid-19, um tempo que, infelizmente para todos nós, não existe mais. Manter este sonho acordado acontecendo custa caro, de tal sorte que as escolas seguem cobrando as mensalidades de outrora, não medindo esforços para afastar seus alunos das informações e possibilidades de acesso a uma readequação mais justa do contrato.

Como foi dito no início, há abusos dos dois lados. Afinal, não são todas as hipóteses que a covid-19 trouxe ao setor educacional que justificam a revisão contratual mencionada acima. É imperioso que se verifique uma alteração, tão substancial à base do negócio, que não permita a obtenção da finalidade objetiva da atividade de ensino. Nessas situações – e somente nessas situações – é que se deve buscar o reequilíbrio do contrato ou, quando sequer isso for possível, a sua extinção. Averiguar se houve ou não a alteração de circunstâncias, habilitadora da revisão judicial do contrato, é trabalho individual do jurista. É preciso ter cautela perante anúncios de soluções prontas e genéricas. O trabalho é necessariamente sofisticado e exige um profissional especializado no assunto, já familiarizado em reconhecer a aplicação de categorias jurídicas de direito dos contratos. O problema é que, como a pandemia atingiu sem distinção toda a cadeia educacional brasileira, a demanda por este trabalho jurídico aumentou significativamente, estimulando certas condutas aventureiras de profissionais não especializados que oferecem, muitas vezes até de forma profé-

tica, soluções jurídicas descabidas e irrazoáveis. Além de antiética, a conduta torna ainda mais difícil o acesso à informação útil. Não bastasse a situação de abuso em si, tanto o aluno como a instituição de ensino precisam também ter certo nível de cautela com essas promessas milagrosas. Este cuidado, entretanto, não pode e nem deve desestimular a parte abusada a procurar os seus direitos e defendê-los nas mais diversas sedes. Estar informado é só o começo. É necessário agir. É importante que todos tomem consciência de que a pandemia não pode servir de pretexto para que aproveitadores alcancem atalhos financeiros. Cabe à sociedade como um todo assumir uma postura combativa frente aos abusos, praticados em momento tão crítico e traumático da nossa história. Impossível não recordar das palavras de Edmund Burke: “O mal triunfa sempre que os bons não fazem nada”. Precisamos fazer algo. * Advogado e professor, mestre em Direito Civil e doutorando em Direito Civil pela USP e mestre em Direito Privado pela Universidade de Roma “Tor Vergata”


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O esperado fim de um modelo que fracassou miseravelmente Ineficaz no combate à contenção da pandemia e eficaz na destruição da economia, o modelo de distanciamento controlado, adotado pelo governo do Estado, se revelou um fracasso completo, em todos os sentidos, do campo sanitário ao econômico. Era visto que, diante do caos instalado, o sistema, mais cedo ou mais tarde, fosse abandonado, como admitiu o próprio governador Eduardo Leite nesta semana sem, contudo, admitir que o modelo fracassou. As regras, rígidas ao extremo, necessitaram ser afrouxadas ao longo das semanas, tendo em vista que a propagação do coronavírus ocorreu tardiamente

no Rio Grande do Sul não porque a política de distanciamento deu certo, mas sim porque o vírus, de fato, não circulou. As medidas de confinamento, contenção e restrição, na verdade, tiveram o poder de protelar o avanço da doença para o auge do inverno, quando sabidamente as UTIs estão superlotadas. O abandono do modelo, repassando a atribuição para a definição de medidas de abrandamento ou recrudescimento da circulação de pessoas e atividades comerciais aos gestores municipais, é prova mais do que suficiente de que o distanciamento controlado falhou miseravelmente em seus propósitos. Eviden-

te que o gestor estadual, que vendeu sua ideia como uma maravilha da pandemia, jamais concordará, mas o recuo na adoção do sistema fala por si só. Embora a culpa maior pela catástrofe sanitária e econômica seja do governador, e isso está fora de questionamento, os prefeitos agiram de forma condescendente e foram raros os casos de defesa dos municípios e de enfrentamento à política estadual, que somente se sustentaria, ou pelo menos se justificaria em parte, caso viesse casada com uma melhora da estrutura hospitalar por parte do Estado (que fez muito pouco, já que os recursos foram majoritariamente

da União) e alta testagem da população para se estabelecer um controle sobre a doença. Nada disso foi feito. Cabe agora as Associações de Municípios, como a Amesne, além das prefeituras, cobrar urgência na passagem de bastão, alijando o quanto antes o Estado do processo decisório sobre o sistema de bandeiras, conferindo aos prefeitos a autonomia para que decidam o que deve ser feito dentro da esfera municipal, que é onde a vida acontece e onde o drama é percebido de maneira mais latente. Que essa mudança necessária aconteça para ontem, pelo bem de todos os gaúchos.

toria de Esporte, página 18). Porém, o veto do Comitê Coronavírus da prefeitura à realização de partidas na cidade acabou por gerar prejuízo para a rede hoteleira farroupilhense. Não bastasse isso, o Brasil ainda receberia, pelo pacote de três jogos nas Castanheiras, o aluguel de R$ 20 mil, valor que seria investido na reposição dos refletores queimados do estádio que, cumpre destacar, é do município e está cedido ao clube em comodato. Isso sem falar na divulgação de Farroupilha, já que o duelo entre Brasil de Pelotas e Juventude, no domingo, teria transmissão pelo Premiere para todo o País. Em resumo, todos sairiam ganhando.

O futebol, embora para a grande maioria não passe de um divertimento, também é um negócio, um trabalho como qualquer outro. E aqui não estamos falando de benefícios e vantagens à rica Dupla Gre-Nal, mas ao Brasil, que é o time que representa Farroupilha no Estado e País, e a outras equipes do interior que nem de perto vivem a realidade de opulência e riqueza dos grandes clubes. Evidente que o momento que vivemos é extremamente delicado e é compreensível que o comércio sinta-se injustiçado. Há razão nesse sentimento, afinal de contas, o setor foi criminalizado pelo gestor estadual nesta pandemia. Contudo, impedir que outros segmentos econômicos voltem às suas atividades regulares não parece ser uma medida adequada, aliás, essa aceitação seria um trunfo que aceleraria a retomada.

A ausência do bom senso

Ninguém tem a menor dúvida de que o comércio, taxado equivocadamente e reiteradamente pelo governador Eduardo Leite como vilão da pandemia é, na verdade, a maior vítima de uma política estadual que se revelou fracassada na crise sanitária. O setor foi, neste mesmo espaço Editorial, defendido por reiteradas vezes, mas nesta semana, a mobilização para evitar a realização de partidas do Gauchão no município foi contraproducente em todos os sentidos. É claro que parece uma insanidade permitir jogos de futebol à medida que o comércio está fechado, mas era necessário enxergar um pouco adiante. A permissão para a volta do esporte

abriria um precedente excelente para cobrar do governador uma mudança na bandeira e esse aspecto certamente seria levado em conta já nesta sexta, quando será divulgada mais uma (esperamos que seja a última) classificação de distanciamento controlado. A direção do Brasil, quando contatada pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF) sobre a possibilidade de utilização do Estádio das Castanheiras, fez uma exigência ao presidente Luciano Hocsman: que os clubes que viessem jogar em Farroupilha se hospedassem em hotéis do município, um outro segmento que também foi muito afetado pela pandemia (confira matéria na Edi-

Índice

Editorial

Matéria Especial .................................... Páginas 2 e 3 Editorial ...................................................Página 8 Opinião ......................................................Página 9 Saúde .........................................................Páginas 10 e 11 Economia ..................................................Páginas 12 a 14

Cidade ........................................................Página 15 Política .....................................................Página 16

Esporte .....................................................Páginas 18 e 19

Inside

Especial..................................................... Capa, 2 e 3 Crônicas da Redação ............................. Página 2 Guilherme Macalossi ............................ Página 3 Social ........................................................ Páginas 4 e 5

Redação: redacao@jornalinformante.com.br Ramon Cardoso ramon@jornalinformante.com.br

Comercial: comercial@jornalinformante.com.br Fabiano Luiz Gasperin gasperin@jornalinformante.com.br Maria da Graça Potricos Leite maria@jornalinformante.com.br

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Colunistas Crônicas da Redação Dolores Maggioni Egui Baldasso Fabrício Oliboni

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Saneamento aqui e acolá :R ep ro du ç ag em Im

As demandas de saneamento básico estão por todas as regiões do território brasileiro, em pequenos e grandes municípios. A falta de abastecimento de água potável para 35 milhões de brasileiros e de esgotamento sanitário para outros 100 milhões parecem ser a face mais visível do problema. Sem sombra de dúvida, essas são duas das mais sérias marcas do nosso atraso, mas não são as únicas. O Brasil conta com mais de 10% da água doce do planeta, mas 80% desses recursos estão concentrados na bacia do Rio Amazonas e distante das regiões metropolitanas do País. Por outro lado, temos um dos mais altos indicadores de perdas de água do mundo, uma média aproximada de 40% da água tratada some pelas fissuras e rachaduras das tubulações, que na maioria das cidades brasileiras tem mais de 30 anos de uso e precisam ser substituídas. As mudanças climáticas têm provocado ainda longos períodos de escassez hídricas ou momentos de muitas chuvas, causando alagamentos históricos. Essas são situações que presenciamos nos últimos anos na Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, e precisam ser encaradas como demandas da área. O novo marco legal do saneamento promete ser um importante instrumento para mudar essa

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Luiz Pladevall *

realidade com metas a serem cumpridas pelas concessionárias. Mas apenas uma nova lei não basta. O saneamento precisa se tornar uma política permanente do Estado, independentemente do governo e da sua cor partidária. Para isso, os diversos entes governamentais devem contar com um planejamento de curto, médio e longo prazos. Este deve ser um instrumento

vivo, com revisões periódicas, perpassando por vários governos, e embasado em informações atualizadas, que tragam uma fotografia clara do objeto e seja capaz de contribuir para um diagnóstico preciso da nossa realidade. O planejamento deve dar conta da complexidade do saneamento no território brasileiro. As diferenças abissais entre as regiões pedem soluções próprias, que atendam as urgentes demandas das populações dessas localidades. No Norte, por exemplo, os indicadores são muito diferentes daqueles do Sudeste. As ações para a implementação do saneamento, a gestão e os recursos financeiros devem estar centralizadas em um único endereço que é a Secretaria Nacional de Saneamento. Por isso, alcançar o abastecimento de água para 99% da população e 90% para a coleta e tratamento de esgoto até 2033, como estabelece o novo marco legal do saneamento, parece ser extremamente difícil de ser cumprido nos próximos 13 anos. Precisamos avançar no saneamento, mas com um planejamento sério, que realmente consiga atender às mais diversas demandas da população. * Presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente) e vice-presidente da ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental)

A covid-19 é um Cisne Negro? Alessandro Azzoni * Analisando o cenário econômico mundial anterior a novembro/2019, tínhamos uma corrente de redução mundial de juros básicos, com a finalidade de minimizar a desaceleração econômica mundial. Todas as nações mundiais já estavam sinalizando para a redução da aceleração econômica, através das influências legais, sociais, ambientais, tecnológicas que refletiam na econômica interna e externa dos Países. O termo “Cisne Negro” foi utilizado em analogia à espécie rara na natureza, e com isso o autor Nassim Taleb, utilizou pela primeira vez este termo em seu livro em 2007. Com isso, para fenômenos que impactem diretamente o mercado financeiro de forma drástica usamos o termo Cine Negro. Muitos analistas atribuíam que os desastres ambientais, mesmo que raros mas frequentes, provocam efeitos devastadores nas economias afetadas. Se fizermos a analogia à pandemia do covid-19 temos um fenômeno imprevisível, raro, mas com efeito devastador à econômia nacional e internacional. O alto grau de contágio do covid-19 colocou as empresas e governos em situação de vulnerabilidade. Os cisnes negros causam dificuldades profundas, neste caso, exemplificado pela falta de leitos hospitalares de UTI. Com o comprometimento das vias áreas dos pacientes e danos aos

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pulmões, o uso da UTI tornou-se vital para a manutenção da vida, com a variável tempo x financeiro, colocando os governos em xeque-mate. Medidas como o isolamento social voluntário e obrigatório, tornaram-se ferramentas para alongar a curva de contágio, e mediante ao uso substancial dos leitos hospitalares, o efeito colateral foi o fechamento das atividades econômicas não essenciais. Lembrando do que falamos acima, as economias já vinham em uma tentativa de evitar a desaceleração da economia, com a redução das taxas de juros, no Brasil. Para além desta crise mundial tentávamos uma recuperação oriunda de um processo recessivo, portanto os efeitos de

um cisne negro costumam ser bem profundos e dolorosos à economia brasileira. A covid-19 foge da similaridade dos cisnes brancos, que por outro lado, costumam ser mais previsíveis, e com isso mais fáceis de serem tratados com certa antecedência - portanto viável evitar a crise. O que acentua a definição da covid-19 como Cisne Negro é a latente dificuldade em antever e prevenir a sua chegada e a imprevisibilidade de seus efeitos. Claro que isso não significa que não seja possível se proteger das consequências trazidas por ele. Mesmo que o termo seja utilizado no mercado financeiro, podemos, por analogia, utilizá-lo nas atividades econômicas, pois as empresas envolvidas afetam por si ou indiretamente os rendimentos dos investimentos em bolsa. O que podemos tirar desta crise e das demais é o legado deixado por ela, aproveitando os períodos difíceis, mapeando os impactos não só ao seu mercado, mas no todo para otimizar as estratégias e organizar as empresas através de alocação de seus recursos financeiros e humanos para estar mais preparados no futuro, lembrando que as crises são cíclicas, sempre retornam e devemos estar munidos de uma análise crítica evidenciada acompanhada de um plano de ação. * Advogado, economista e especialista em Direito Ambiental


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Entenda como as m Equipe Espaço da Beleza *

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odas as peles têm a mesma quantidade de melanócitos, porém as peles mais escuras produzem em maior quantidade a melanina, que funciona como filtro natural, protegendo a pele da radiação solar. Portanto, as mais escuras têm menos facilidade de manchar com a exposição solar, mas têm mais probabilidade de desenvolver melasma. Já as peles claras têm mais facilidade para as sardas. Conheça os principais tipos de manchas, suas características e as diferenças entre elas Manchas senis Além de cor mais amarronzada, elas costumam apresentar formato arredondado. Podem aparecer em vários tamanhos e normalmente surgem a partir dos 40 anos. Os locais mais comuns são nas mãos, braços e pescoço.

Melasmas São aquelas manchas que aparecem depois da gravidez ou após uma tarde inteira de sol. Elas têm uma coloração puxada para o castanho, formato parecido com asas de borboleta e tamanhos variados. Problemas hormonais e predisposição genética são outros fatores que podem ocasionar esse tipo de sinal. Sardas Uma das causas principais é a predisposição genética, principalmente naquelas pessoas que tem a pele clarinha, como ruivos e loiros naturais. Na maioria dos casos, elas escurecem com a exposição solar. Fatores que influenciam no aparecimento das manchas * Genéticos * Hormonais * Exposição à radiação ultravioleta * Exposição a substâncias fotossensibilizantes

* Uso de medicamentos como corticóides, antibióticos, entre outros * Exposição ao sol em horários inadequados Como prevenir as manchas na pele * Escolha um fator de proteção superior a 30, que proteja contra raios ultravioleta do tipo A e B. Opte por protetores com cor * Aplique protetor solar todas as manhãs. Escolha um protetor que contenha antioxidantes e vitaminas * Faça uso de boné, chapéu, viseira ou óculos escuros na praia


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manchas aparecem

Imagem: Reprodução

* Não exponha seu rosto ao sol Como tratar as manchas do rosto Dependendo do tipo mancha, é possível fazer tratamentos preventivos para se expor ao sol ou tratamentos que elas desapareçam ou amenizem. Os procedimentos com ácido, muito procurados nesses casos, são seguros. O ácido e sua concentração dependem da época do ano em que são aplicados. Mas há outros tratamentos, como a Luz Pulsada, que tem o resultado satisfatório, sem riscos, e que pode ser feita em qual-

quer época do ano. A escolha dependerá de uma avalição para definir o tipo de mancha e tratamento adequado para cada caso. Além de uma manutenção em casa para manter os resultados obtidos. * Espaço da Beleza Centro Estético Independência, 555 Centro de Farroupilha Fone (54) 3268-5511 WhatsApp: 981.195.645 Fan Page: Espaço da Beleza Site: www.spabeleza.com.br


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NUM SELETO GRUPO

Soprano com certificação da Petrobras Âncora Produções

Marca farroupilhense apta a fornecer produtos à estatal

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ano, apesar dos percalços e transtornos gerados pela pandemia, tem sido de muitas conquistas para a farroupilhense Soprano. Não bastasse ter sido considerada, na pesquisa da Revista Amanhã, uma das 50 mais inovadoras do Sul do País, a empresa conquistou também a certificação da Petrobras, que a inscreve no Cadastro de Fornecedores de Bens e Serviços da estatal. A inscrição não importa em obrigação de contratar produtos e serviços da Soprano por parte da Petrobras, mas a habilita a participar dos procedimentos licitatórios, algo que é restrito a um seleto grupo de empresas, dado o caderno de exigências da estatal. A conquista é mais um importante

passo na consolidação da Soprano entre as marcas mais conhecidas nacionalmente quando se fala em segurança, tecnologia e inovação. Os produtos certificados estão diretamente ligados à unidade de Materiais Elétricos da empresa farroupilhense. O mix é formado por contadores, minidisjuntores, dispositi-

vos, diferencial residual, disjuntor em caixa moldada, protetor contra surtos elétricos, plugues e tomadas industriais, botoeiras, entre outros. É a primeira vez que a Soprano conquista certificação da Petrobras, que abre nova frente para a marca a partir da participação nos processos de licitação governamentais.

Habilitada Farroupilhense integra rol de empresas que estão capacitadas a participar dos processos licitatórios da Petrobras: nova conquista sedimenta nome da marca no cenário nacional


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PELO TRABALHO

Comércio farroupilhense rechaça o “rótulo de vilão” da pandemia Campanha deflagrada pela Fecomércio RS ganhou força no município diante da nova semana de restrições ao setor produtivo

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epois de mais uma semana de bandeira vermelha, o comércio resolveu se manifestar de maneira mais contundente contra o modelo de distanciamento controlado adotado pelo governo, desde a classificação prévia, que praticamente pintou de vermelho todo o Estado, ocorrida na última sexta. A Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio RS) está mobilizada em uma campanha para a retomada da economia gaúcha. Dezenas de lojas farroupilhenses aderiram ao movimento e cartazes seguem colados na fachada dos estabelecimentos com a hashtag Juntos por Farroupilha. “O comércio quer trabalhar. Este é o tema da nova campanha da Fecomércio RS. O objetivo é ser contundente na defesa dos interesses do se-

Fotos: Ramon Cardoso

Cansados Segmento teve posicionamento mais incisivo a partir de nova semana de bandeira vermelha

tor de bens, de serviços e de turismo e sensibilizar a sociedade e o governo de que o fechamento das atividades comerciais não resolve o problema da pandemia, pelo contrário, expõe em-

presas e famílias, sem renda, a situações que também adoecem. A campanha inclui comerciais de TV, rádio, jornal, busdoor e outdoors, entre outros, nos principais pontos do Estado,

além de uma grande cobertura nas redes sociais”, destaca a manifestação da entidade de classe estadual. “De maneira geral, o comerciante está muito assustado com esta sequência de 14 dias e temeroso que isso se prolongue. Mas por outro lado também está, aos poucos, reinventando seu negócio com novas maneiras de se comunicar com o seu cliente e de atendê-lo. O fato do governador acenar com mais liberdade e autonomia aos municípios, para Farroupilha seria um ganho espetacular, pois investimos muito nos cuidados com essa pandemia. O governo precisa dar mais autonomia aos prefeitos pois eles conhecem melhor o seu município, a sua gente e, também, o sistema de saúde da cidade e da região. Saúde e economia em equilíbrio é sempre nossa grande meta”, comentou Sérgio Rossi, presidente do Sindilojas.


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Fotos: Fabiano Gasperin

SONHO CONCRETIZADO

Uma paixão que

virou negócio Jovem empresária Aline Amaral inaugura a “Super Pets”, que a aproxima ainda mais de seu amor pelos animais de estimação

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sorriso no rosto denuncia. Ter aberto a “Super Pets” é a concretização de um sonho antigo de Aline Amaral. A jovem empresária, que cursa Veterinária, coloca em prática uma meta que começou a ser acalentada há cerca de 10 anos. “Sempre gostei muito de animais. Desde 2011 resgato gatos, mas também sou apaixonada por cães. Hoje estou com 16 gatos”, conta a empreendedora. Quando virou acadêmica de Veterinária, o projeto passou a ficar mais palpável e o percurso, no futuro breve, reserva outras conquistas. “Cursei História pois não tinha condições de sair daqui e ir para outra cidade cursar Veterinária. Agora, com calma, estou realizando esse sonho. Desde que decidi fazer a graduação na área pensava em abrir o Pet, para iniciar o trabalho aos poucos. Hoje vou

abrir apenas com produtos: alimentação, acessórios e higiene. No futuro teremos o banho e tosa, possivelmente no início do ano que vem e, após a conclusão do curso, a clínica”, avisa. A jovem tem consciência que o momento não é dos mais tranquilos por conta da pandemia, mas destacou que a oportunidade surgiu e, por isso, resolveu abrir o negócio. A Super Pets está localizada na Tiradentes, 212, e ingressa em um segmento que cresce a cada dia e parece imune a crises. “Sabemos que o ano não está sendo fácil, mas quem tem um animal de estimação sabe o quanto ele é importante. Os pets, hoje, são como filhos para muitas pessoas, e quem tem um sempre quer o melhor para ele. É essa atenção, carinho e cuidado que vamos oferecer”, finalizou a empresária. O atendimento é de segunda a sexta, das 9h às 12h, e das 13h às 19h, e aos sábados, das 9h às 17h.

No mercado Aline comanda Super Pets e terá auxílio do namorado Vanderson Tassotti no empreendimento


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mudança

Alessandra assume o Rotary Nova Vicenza Vice na gestão de Diogo Soprana, presidente passa a comandar clube de serviço farroupilhense

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Gestão iniciada Presidente toma posse com sua diretoria para mandato de 2020/2021

17 de julho * Domingos Vitório Lazaron, 66 anos. Memorial Crematório São José, em Caxias do Sul; * Ernesto Bernardi, 96 anos. Sepultamento no cemitério da comunidade de Linha Caravaggeto, no 4º Distrito; * Gilmar da Silva, 57 anos. Sepultamento no Cemitério Nova Vicenza (CNV). 18 de julho * Albino Jacob Freisleben, 93 anos. Sepultamento no cemitério da comunidade de Linha Ely, no 3º Distrito. 19 de julho * Jovelina Barcellos Kemmer, 85 anos. Memorial Cre-

matório São José, em Caxias do Sul; * Joaquim Anastácio Nunes, 85 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal (CPM); * Eliza Julia Laura Amado, 88 anos. Sepultamento no CPM. 20 de julho * Amauri Souza e Silva, 94 anos. Sepultamento no CPM. 23 de julho * Dalva Pratti, 98 anos. Sepultamento no CPM; * João Antônio Fin, 76 anos. Sepultamento no CPM; * José Antônio Pandolfo, 63 anos. Sepultamento no CPM.

Alguém quer me adotar? Divulgação

e o “Rotary Abre Oportunidades”, esse é o lema do ano rotário, a nova presidente do Rotary Club Farroupilha Nova Vicenza, Alessandra Trubian de Assumpção, quer aproveitar a sua no comando do clube de serviço que tem uma ligação histórica. Ela tomou posse na última semana e capitaneia a entidade que celebra, em 2020, 21 anos de vida. “Estou muito honrada de estar à frente do Rotary Nova Vicenza neste ano rotário que se inicia. Apesar do momento que vivemos, pretendo continuar com as ações sendo desenvolvidas pelas outras gestões, principalmente a Campanha da Visão, além de complementar com alguma outra ação que ajude a sociedade a passar por esse período tão delicado, sempre buscando o ideal de servir fazendo o bem sem olhar a quem”, comentou a presidente.

Fotos: Éder Tondello

Obituário

Rotary Nova Vicenza (gestão 2020/2021) Presidente: Alessandra Trubian de Assumpção Vice-presidente: Helisson Teles Protocolo: Paulinho Raota Secretária: Tânia Luiza Minella Tesoureiro: Sadi Marin Desenvolvimento do Quadro Associativo: Antônio Carlos Colleoni Fundação Rotária: Fernando José Sebben Imagem Pública: Odinei Fabio Dutra Administração: Rafael Colloda Assuntos Humanitários: Lúcia Chiele Piccoli Juventude: Mirian Zini Chiele

O cãozinho acima é o Salvador, tem em torno de 5 anos, é castrado e mais na dele. Não interage muito bem com outros cães, mas é super parceiro, tanto que foi socorrido há dois anos após levar um tiro de um marginal defendendo seu antigo dono. Ele procura por um lar. Interessados em adotar podem manter contato pelos fones 3261-7914 ou 996.281.878. Este e mais 196 cãezinhos estão aguardando por adoção no Centro de Amparo Animal de Farroupilha. Seja você a diferença na vida deles. Não compre, adote.


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SEM TRÉGUA

Justiça nega pedido para o abrandamento de restrições Ação Civil Pública, solicitada liminarmente pelo Poder Executivo, não é atendida pela 1ª Vara Cível da cidade

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iante da iminente manutenção da bandeira vermelha, por conta da elevação verificada nos indicadores da região, o prefeito Pedro Pedrozo havia comunicado, ainda no início da semana, antes da classificação definitiva do distanciamento controlado, de que iria ingressar na Justiça para o abrandamento das restrições impostas pelo governo do Estado. A Procuradoria do Município entrou com uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido liminar na 1ª Vara Cível, mas a solicitação foi negada pela magistrada Cláudia Bampi. O município buscava garantir uma maior atividade econômica, especialmente na área da gastronomia e do comércio, que seguem sufocados com as medidas aplicadas pelo gestor estadual.

O pedido era para que os restaurantes pudessem atender clientes de forma presencial em até 25% da ocupação do estabelecimento e para que o comércio também pudesse atender presencialmente, limitando um cliente por atendente, respeitando o teto de ocupação e as demais normais de higiene e segurança previstas. Diante da negativa, o chefe do Executivo lamentou a decisão. Pedrozo reforçou que a comunidade farroupilhense tem se empenhado em atender todos os protocolos e que o município busca, junto ao governo do Estado, autonomia para a implementação de ações e gerenciamento da questão do distanciamento dentro da esfera municipal, mais atenta às necessidades da população e do setor produtivo, sem deixar de levar em conta os protocolos sanitários.

Pela quarta semana consecutiva a Serra foi classificada como bandeira vermelha, ou seja, de alto risco para o contágio e propagação do coronavírus. Nas duas primeiras, o Observatório Regional da Saúde, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), parceiro da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne), conseguiu manter a classificação na bandeira laranja após o recurso ser aceito pelo governador Eduardo Leite. Porém, nesta semana, como na anterior, o pedido de reconsideração foi negado. Nesta sexta haverá a divulgação de uma nova rodada do distanciamento controlado, mas a grande expectativa é pela mudança no modelo, que permitirá maior autonomia aos municípios e deve passar a valer nos próximos dias.


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FARROUPILHA, 24 DE JULHO DE 2020

Prefeitura veta Castanheiras: Brasil e rede hoteleira no prejuízo Decisão do Comitê Coronavírus pode fazer clube e hotéis perderem cerca de R$ 40 mil e município deixa de ser divulgado em rede nacional

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Brasil

m uma reunião realizada no final da tarde de terça, na prefeitura, o Comitê Coronavírus decidiu vetar a realização de partidas do Gauchão no município enquanto vigorar a bandeira vermelha. A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) havia sinalizado com a possibilidade de realizar três jogos no Estádio das Castanheiras, que renderia ao Brasil cerca de R$ 20 mil em aluguel do campo, um valor similar seria gasto por delegações que se hospedariam na cidade. No contato feito pelo presidente Luciano Hocsman, a direção do clube farroupilhense havia solicitado, à FGF, que caso ocorresse a opção pelo município, que as delegações se hospedassem em hotéis da cidade, fato que foi aceito, mas o veto do Executivo barrou essa possibilidade, ao menos para o jogo entre Ypiranga e Esporti-

Sem futebol Medida adotada na terça deve impedir realização de jogos do Gauchão em Farroupilha

vo, ocorrido na quarta. Restam ainda dois confrontos que aguardam definição e que poderiam ser sediados nas Castanheiras: Brasil de Pelotas x Juventude, no domingo, e Pelotas x São José, na próxima quarta. “Ninguém é contra o comércio, todos queremos a abertura, mas barrar o futebol não me pareceu uma medida adequada, até porque se as partidas forem realizadas, é um argumento a mais que o comércio tem, junto ao governo do Estado, para pleitear a bandeira laranja. Nem que não recebêssemos R$ 1,00 sequer, apenas o fato da cidade ser divulgada (a partida entre Brasil de Pelotas e Juventude deve ser transmitida pelo Premiere) para todo o País seria importante”, destacou o presidente Elenir Bonetto, que não escondeu a decepção com a decisão. “É preciso olhar o benefício como um todo. A rede hoteleira também

sairia ganhando e ela também passa por dificuldades, assim como o comércio. Infelizmente, o pessoal vê o futebol apenas como diversão, sendo que muita gente depende dele, é um negócio, é um trabalho como qualquer outro. Eu admito que estou desanimado. Temos pouco apoio da cidade, são poucos empresários, sempre os mesmos que estão ao lado do clube, agora quando falta apoio até mesmo do poder público... aí fica mais complicado ainda”, desabafou o mandatário rubro-verde. O Brasil receberia R$ 5 mil pelos jogos diurnos e R$ 10 mil pelo noturno. “Com o valor (R$ 20 mil) iríamos consertar todos os refletores queimados das Castanheiras que, vale lembrar, é estádio do município e está cedido em comodato ao clube. Os hotéis receberiam delegações todas testadas, sem casos de covid, sem risco algum. A rede hoteleira também

está sofrendo e iria ter uma receita. Brasil de Pelotas e Juventude está na grade do PFC, ou seja, o município seria divulgado para todo o País. É uma questão onde ninguém sai perdendo e todos teriam como ganhar”, ponderou Gabriel Marchet, diretor de Administração e Finanças do Brasil. Nesta sexta o governador fará uma nova análise no distanciamento controlado e existe a possibilidade, ainda que pequena, da Serra ser classificada como bandeira laranja. Caso isso ocorra, os duelos restantes podem ser realizados no município, isso se a Federação não tiver definido os locais com antecedência. Conforme destacou Bonetto, o prefeito de Vacaria, Amadeu de Almeida Boeira, tinha entrado em contato com Hocsman para oferecer o município como alternativa para sediar os confrontos. Até o fechamento desta Edição os locais não haviam sido confirmados.

Ramon Cardoso

CHUTE PARA ESCANTEIO


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GURIAS RUBRO-VERDES

Brasileirão Série A2: regresso em outubro e testes do Einstein Confederação Brasileira de Futebol bate o martelo quanto à data de retorno do nacional e contrata renomado hospital israelita Ramon Cardoso

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Brasil Feminino

epois da definição do calendário do futebol masculino no País, restava ainda à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) detalhar o regresso do futebol feminino e foi o que aconteceu. O Brasileirão Série A2, disputado pelas gurias rubro-verdes, retorna no final de outubro, no dia 18, com o complemento da 1ª rodada. O Brasil Feminino, contudo, vai a campo no dia 24 ou 25, na estreia em casa, nas Castanheiras, diante do Napoli, de Caçador (SC). Na abertura do nacional, diante do outro catarinense da Chave F, a equipe farroupilhense venceu a Chapeconese, em Xanxerê, no confronto mais trepidante do começo da competição, por 4 a 3, triunfo conquistado com gols de Tuca, Pati, Bianca e Pâmela, em 15 de março, dia em que o futebol foi suspenso no País por conta da pandemia do coronavírus, ou seja, quando a Série A2 for retomada, serão mais de sete meses de paralisação. A divisão é disputada por 36 times divididos regionalmente em seis hexagonais e os duelos ocorrem dentro das chaves. Os dois melhores de cada grupo mais os quatro melhores terceiros avançam às oitavas de final. O encerramento da competição ficará para 2021, já que a previsão de término está marcada para o dia 31 de janeiro, o que reforça a importância do time farroupilhense contar com um grupo numeroso, já que muitas datas do Brasileirão podem coincidir com o Gauchão. A Federação Gaúcha de Fu-

tebol (FGF) assegurou a realização do estadual, mas ainda não deu uma previsão de começo da disputa. A equipe farroupilhense retomou os treinamentos há três semanas, cumprindo todos os protocolos recomendados, tanto pela CBF, quanto pelas medidas de distanciamento controlado solicitadas pelo governo do Estado. Os trabalhos na bandeira vermelha, no entanto, são mais restritos a atividades individuais e com apenas parte do grupo, o que acaba atrapalhando a retomada de ritmo da equipe. Contudo, como faltam três meses para o retorno, haverá condição de uma melhor preparação assim que as regras de restrição forem relaxadas.

Acelerando A zagueira Lais e a meia Bruninha observam atividade da meia Bruna Galiotto em um dos trabalhos que foram realizados no início do mês, no Estádio das Castanheiras

Parceria com o Albert Einstein

A CBF também anunciou a contratação do hospital israelita Albert Einstein para a realização de testagem do covid-19 para o retorno das competições nacionais: Brasileirão Séries A, B, C e D no masculino e Série A1 e A2 no feminino. O método de diagnósticos para a detecção será o molecular (RT-PCR) e o objetivo é realizar a testagem total nas equipes antes de cada rodada das competições.


Ramon Cardoso

ESPORTE

Sem futebol e sem dinheiro

Comitê Municipal do Coronavírus veta jogos do Gauchão no Estádio das Castanheiras na vigência da bandeira vermelha: Brasil, rede hoteleira e cidade amargam prejuízo Página 18 e Editorial

SÉTIMA ARTE

ECONOMIA

ESPORTE

Ator neozelandês foi imortalizado no papel de “Gladiador”, o clássico de Ridley Scott que aniversaria Páginas 6 e 7 do Inside

Via de regra classificado como o “vilão da pandemia”, setor se manifesta de forma contundente e clama por trabalho Página 13

CBF confirma retorno do Brasileirão Série A2 para o final de outubro e testes de covid realizados pelo Albert Einstein Página 19

Os 20 anos do épico que Comércio farroupilhense consagrou Russell Crowe cansa e se insurge

Gurias rubro-verdes em campo daqui a três meses


Social

Os destaques da semana na Coluna de Valéria Vettorazzi e dicas para seguir firme e forte durante a pandemia Páginas 4 e 5

Inside

Sétima Arte

Ridley Scott e os 20 anos do épico “Gladiador”, o clássico que conferiu a consagração absoluta a Russell Crowe Páginas 6 e 7

FOLCLORE FARROUPILHENSE

Um perfil pra lá de antidepressivo

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oi a partir de uma página de humor de uma cidade vizinha que surgiu a inspiração para fazer uma de Farroupilha. Desta forma, há quase quatro anos, em agosto de 2016, nascia um perfil nas redes sociais que, em pouco tempo se consolidou, ganhou adeptos, seguidores e virou um canal de diversão que explora aspectos folclóricos e pitorescos que caracterizam o município. “Como nossa cidade gera muito conteúdo para ser explorado com humor e eu entendia um pouco de edição, resolvi criar a Farroupilha da Depressão”, revela o administrador do perfil, que toca o projeto ao lado da esposa. A demanda é grande, fruto da visão aguçada da realidade e, claro, da boa aceitação do público, tanto que futuramente até é projetada a colaboração de mais pessoas na criação e moderação da página,

além de uma outra novidade, antecipada em primeira mão. “Às vezes fica difícil responder a todos. E temos um projeto novo de podcast, onde teremos convidados para falar de alguns temas específicos da cidade, sempre com bom humor”, adianta. Neste período de pandemia, com as pessoas com restrições e com mais tempo em casa, o perfil tem ganho relevância e uma repercussão ainda maior graças à ótima aceitação entre os seguidores, que passam dos 23 mil. Mantendo o anonimato, claro, fundamental para a autonomia e livre exercício do humor, conversamos com o administrador do Farroupilha da Depressão, que não trata de memes apenas relacionados à cidade, embora a maior parte tenha mesmo o município como foco de atenção. Confira a entrevista nas páginas 2 e 3 e também alguns notórios memes farroupilhenses.

Imagens: Reprodução

Prestes a completar quatro anos de história, página de humor “Farroupilha da Depressão” sedimenta o sucesso, especialmente entre os nativos, e vê aumentar o número de fãs com a pandemia


Inside

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Crônicas da Redação Ramon Cardoso

ramon@jornalinformante.com.br

A morte do distanciamento controlado: um óbito a ser celebrado por todo Estado Retumbante fracasso, o modelo de distanciamento controlado adotado por Eduardo Leite e, na visão do gestor estadual, o mais perfeito do mundo durante a pandemia, este de colorir bandeirinhas pintando o Estado preferencialmente de vermelho, arruinou a economia gaúcha e não restou outra alternativa ao governador a não ser conferir aos gestores municipais a responsabilidade sobre a adoção de medidas mais brandas ou restritivas, algo que deve ocorrer nos próximos dias. Na live da última segunda, uma nova série de bobagens foi dita pelo guri de apartamento. A mais notável, a bobagem mor, a hors concours, está citada abaixo. “O nosso modelo de distanciamento controlado, desde o início, se propôs a ser um modelo pactuado, com a participação da sociedade. Por isso nós envolvemos entidades, setores econômicos e também os municípios”, destacou Leite. Eu não sei se ainda existe ou se por conta da pandemia o Festival da Mentira de Nova Bréscia não será realizado neste ano, o que eu sei é que se o governador se inscrever com essa asneira, a disputa ficará restrita do 2º lugar para baixo. É muita cara de pau falar uma barbaridade dessa. O modelo nunca foi debatido, nunca foi discutido, foi imposto de maneira arbitrária e compulsória, enfiado goela abaixo da sociedade. Em mais de quatro meses, o governo do Estado impôs aos gaúchos uma infindável série de abusos, cerceamento de liberdades individuais, restrições de toda ordem e fez muito pouco para melhorar a estrutura da rede hospitalar gaúcha, ampliada e reequipada fundamentalmente graças à União. O que o governador fez, e muito, foram lives, além de a cada dois minutos de fala jogar a culpa da pandemia no comércio e na população, um discurso covarde, hipócrita e oportunista, que foi disseminado pela extrema imprensa cooptada com gordas verbas publicitárias como se fosse uma verdade absoluta, quando é, na real, o “tirando o meu da reta”. O rigor na adoção do distanciamento controlado foi algo tão surreal que, se fosse aplicado hoje, com as mesmas regras do início, o Rio Grande do Sul inteiro estaria em lockdown. Não custa lembrar que, no ano passado, nesta época, as UTIs do Estado estavam superlotadas, com 100% de sua capacidade. Onde estava o governador em 2019? Muitos morreram de infarto, de câncer, de múltiplas causas ano passado por falta de leitos na UTI, mas esses, tudo bem, né, o que não pode é morrer de covid, certo? Por isso há dezenas, centenas de leitos vagos enquanto muitos vem à óbito em casa, por não procurarem atendimento. O mais bizarro é que o governador ainda tem a capacidade de dizer que seu sistema, esse que está sendo jogado no lixo e que entrará para a história mundial como uma das coisas mais idiotas já produzidas na esfera política (muito provavelmente a mais idiota), cumpriu o seu propósito e salvou muitas vidas. A autossuficiência de quem se acha infalível impede o gestor estadual de admitir seu equívoco grosseiro, que ainda vai cobrar um preço alto em vidas que fará a pandemia do covid-19 parecer uma brincadeira.

FARROUPILHA, 24 DE JULHO DE 2020

Especial Escolha dos memes

Quando tem algum assunto em alta na cidade, buscamos imagens engraçadas que se encaixam com esse assunto. Em algumas ocasiões, antes de postar nas redes, envio para o nosso grupo de WhatsApp para pedir a opinião dos seguidores. Estamos sempre olhando outras páginas de humor para buscar ideias e adaptar para a nossa realidade farroupilhense.

Conhecimento nativo?

Somos nascidos e criados em Farroupilha, sim. Bairros Industrial e São José. Atualmente moramos no bairro Imigrante. Acredito que isso ajuda com a identificação do público, pois falamos bastante de coisas daqui. Referências de quem só é de Farroupilha e região entenderia.

Anonimato

É bem complicado, alguns familiares e amigos sabem que somos os administradores da página. Mas é algo que não divulgamos muito. Acredito que seja o questionamento que a gente mais recebe no Instagram quando abrimos um canal para envio de perguntas, a gente brinca bastante com as respostas. Achamos engraçado. Num futuro quem sabe revelamos quem somos.

Problema com memes

Sim, tivemos alguns. A página às vezes usa um humor ácido e irônico. Infelizmente nem todo mundo gosta. Alguns xingamentos e ameaças de processo, mas nada que conversando não se resolva. Buscamos fazer humor sem denegrir ninguém.

Os mais inusitados

Já tivemos que tirar um meme sobre a volta às aulas em Farroupilha onde era ironizado que alunos de uma certa escola aqui da cidade fumavam no intervalo (o que era um fato). Mas infelizmente a diretora veio pedir para tirar o meme, senão iria nos processar. Ela disse que eu devia ter tido um ensino muito ruim para fazer esse tipo de piada sobre escolas. Ironicamente a escola que eu estudei era a mesma da piada, da qual ela era diretora.

Levando na boa

Sim, muitos dos que estão diretamente envolvidos no meme inclusive nos pedem para falar do bairro em que eles moram, mandam sugestões de coisas engraçadas que acontecem por lá. Praticamente todos levam numa boa. Marcam os parentes e vizinhos nas imagens. É bem legal esse envolvimento.

Deslanchando o perfil

Acredito que percebemos isso em duas ocasiões. Quando nossos amigos começaram a nos mandar prints de grupos de WhatsApp em que eles estavam, com imagens da página, compartilhadas por pessoas que eu não fazia ideia de quem eram. E também quando empresas começaram a nos procurar para fazermos anúncios para eles, com um toque de humor. Atualmente a página tem um engajamento muito alto, focado totalmente ao público farroupilhense.

Retorno do público

Posso dizer que 99% dos comentários são positivos, de elogios à página ou de sugestões para falar de outros bairros que falamos pouco. Tentamos responder todos e aceitar essas sugestões. Achamos legal esse envolvimento do pessoal. Quando é crítica, avaliamos se tem fundamento ou se a pessoa só está sendo chata.


FARROUPILHA, 24 DE JULHO DE 2020

Especial

Inside

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Guilherme Macalossi cisperter@hotmail.com Imagens: Reprodução

Campeões de popularidade

Aceitação farroupilhense

É gratificante receber esse retorno. É um hobby que quem sabe no futuro se torne um trabalho. Sabemos que nossa cidade tem bastante problemas. Mas temos orgulho de Farroupilha. Acredito que esse seja o pensamento da maioria dos farroupilhenses. E para cada problema enxergamos uma possibilidade de fazer um meme. É melhor ver o lado cômico da situação.

Aumento na pandemia

Sim, com o pessoal mais em casa o uso da internet para lazer aumentou. Isso gerou para nós novos seguidores e mais engajamento. A pandemia também ajudou para a criação de memes específicos sobre esse tema diferente que estamos lidando.

Período eleitoral

Fazemos bastante humor com os políticos da cidade. Sempre usando algo que eles fizeram ou falaram para criar um meme. Às vezes o meme vem até pronto, é só compartilhar. Só que tem uma linha que não podemos ultrapassar que seria a ofensa gratuita a algum deles. Mas cobrar promessas não cumpridas ou brincar com o que eles disserem na rádio, jornal e TV, isso sempre iremos fazer.

Memes que falam de coisas nostálgicas são sempre os que o pessoal mais gosta de compartilhar. Falar de lugares legais que íamos quando criança/adolescente e que hoje não existem mais. E memes que falam dos bairros da cidade. Acredito que as pessoas se sentem representadas. Em algumas ocasiões um meme simples, sem muita pretensão, alcança mais de 100 mil pessoas no Facebook a partir de tantos compartilhamentos. Ainda fico surpreso com o alcance da nossa “brincadeira”.

Redes sociais

Estamos no Facebook com a página Farroupilha da Depressão, no Instagram como @farroupilhadadepressao, no WhatsApp temos um grupo. Quem quiser participar é só solicitar o link em alguma rede nossa. E estaremos em breve no Spotify com o podcast “A Hora da Depressão”. www.facebook.com/farroupilhadadepressao 18 mil seguidores www.instagram.com/farroupilhadadepressao 5,5 mil seguidores

As reformas de Leite e Bolsonaro são ruins e podem ser perda de tempo Nos últimos dias, vimos os governos Eduardo Leite e Jair Bolsonaro apresentando suas respectivas Reformas Tributárias. Havia certo grau de expectativa em relação aos textos. Ao tomar conhecimento deles, o que se teve foi pura frustração. Não há nada de novo nem em caráter estadual e nem em caráter federal. Ambas as propostas sofrem dos mesmos vícios e elevam impostos, o que é impensável na atual condição dos brasileiros. Vamos começar pela Reforma Tributária de Bolsonaro. Paulo Guedes esteve no Congresso Nacional essa semana com Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre. Foi lá entregar o projeto que, basicamente, propõe a unificação de PIS/Cofins e eleva sua alíquota para 12%. É a primeira parte de quatro que deverão ser entregues até o fim do ano, pelo menos é o promete o governo. Ainda que se possa fazer elucubrações sobre o que vem na sequência, o fato é que essa entrada, por assim dizer, é uma mera simplificação muito parecida com o projeto que havia sido elaborado no final do governo Michel Temer. Esperamos um ano e sete meses para isso? Para um refogado do que já se conhecia? E o restante? O problema de dividir a reforma é perder a noção de conjunto. Afinal, qual é a ideia do governo para o problema tributário brasileiro? Não se sabe. E o que foi apresentado não consegue nem mesmo concorrer com aquilo que já estava tramitando no Legislativo: duas PECs com um escopo maior de impostos a serem unificados. Para que dar trabalho em dobro aos parlamentares. Não era mais fácil adotar uma das PECs? A 45, que parece mais razoável e palatável. Quem sabe trabalhar pelo seu refino? Mas que nada. O que importa é apresentar qualquer coisa, mesmo que acabe servindo apenas a narrativa de que este é um governo reformador. Quanto a Eduardo Leite, ao menos o governador do Rio Grande do Sul não escondeu suas cartas. Apresentou tudo de uma vez. Sabemos o que ele pretende com seu projeto de Reforma Tributária estadual: aperfeiçoar os vícios de nossa legislação caquética. E note: não estou a falar em corrigir vícios, mas aperfeiçoá-los. Aqui também teremos aumento de impostos: 16% no já elevado IPVA, 165% no ICMS de transporte intermunicipal e 142% no ICMS da cesta básica. Leite deve achar que nos tornaremos competitivos com isso. Aliás, cabe perguntar: faz sentido uma Reforma Tributária estadual sem sabermos qual será o resultado de uma Reforma Tributária federal? Não é impossível que venhamos a mudar parâmetros de tributos que podem acabar extintos com a discussão no Congresso. Parece que caminhamos para uma dupla perda de tempo. No âmbito da União, agregamos um projeto de lei limitado à discussão que poderia caminhar para a escolha de uma das PECs já conhecidas. No RS, por sua vez, nos debruçamos sobre um emaranhado de ideias que podem ser descartadas dependendo do rumo que as coisas tomarem em Brasília. * Redator e radialista


Marcus Rosa

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Auto-Amor

nspirada por uma conversa com a empresária Natália Silvestrin, nesta semana, percebo o quanto vivemos em uma sociedade tóxica que impõe padrões estéticos, de perfeição de corpos e postura. As mulheres desde criança crescem tendo que se enquadrar em caixinhas para serem consideras isso e aquilo. Com esse texto proponho uma reflexão a todas sobre quais características da sua vida, do seu corpo e personalidade estão deixando de lado para se “encaixar” nesse padrão? Essas opiniões impostas apenas nos aprisionam, sem que possamos perceber. Então, que tal ser mais amorosa consigo mesma? Permitindo-se ser quem você quiser?

Natália Silvestrin lançou nessa semana a loja virtual de sua marca homônima. As coleções vão do PP ao G3 e estão à venda pelo link www.atelierns.com. br. O diferencial da empresa está na disponibilidade de peças para todos gostos, corpos, incentivando as mulheres a se amar como são. Parabéns!

Brechó

Os empresários Vanderson do Amaral inauguraram, ne produtos para animais de e que abriu suas portas na r

Divulgação Vanderlei Borges

O Espaço Holístico Despertar realiza, nos dias 6, 7 e 8 de agosto, seu tradicional Brechó Solidário. O evento acontece todos os anos e visa arrecadar fundos para manutenção da casa, que está com seus atendimentos gratuitos sendo realizados à distância. O local está recebendo doações de peças de roupa em bom estado para contribuir com a venda no evento.

Solidariedade

O professor de música Calebe Coelho e grupo Andorinhas estão à frente de um projeto incrível na cidade. Ele e outros voluntários estão recolhendo caixinhas de leite e de suco, que estão sendo limpas e recortadas para virarem placas de vedação de casas. Essas estão sendo aplicadas em residências de pessoas que estão em situação vulnerável. A doações podem ser entregues no Estúdio de Música Calebe, no Aghora Conveniência, na Objetiva Contabilidade e no Espaço Pastore.

Show

O Boteco do Chá realiza, em seu canal do YouTube, a live Gás Total. Os DJ’s Bulin e Sapo comandam o agito e a transmissão inicia às 19h30min do domingo.

Inauguração

Na próxima terça, a Oral Unic Implantes abre suas portas em Farroupilha. A clínica é especializada em implantodontia e em procedimentos de estética orofacial. A unidade estará localizada na Av. Pedro Grendene, nº 963.

Calebe Coelho recebeu a doação de uma grampeadeira da Afapan, entregue por Fabiane Inês Bertani Zucco, para apoiar o projeto do grupo Andorinhas, de recolhimento de caixinhas de leite

O fotógrafo Cristiano de Oliveira conquistou o diploma no curso de Psicologia pela Universidade de Caxias do Sul no mês passado. Para celebrar reuniu apenas sua família em um jantar intimista no Café de La Musique


Rafaela Gervasoni Arquivo Pessoal

#MinhaÚltimaViagem Verônica Petrykowski Balbinot em sua última viagem, visitando um Parque Nacional em Cartagena, na Colômbia

Tassotti e Aline Ditadi esta quinta, a loja de estimação Super Pets, rua Tirandentes, 212 Oral Unic

A dentista Letícia Cazarotto Pin está à frente como diretora clínica e responsável técnica da Oral Unic, que abre as portas da sua nova unidade na semana que vem, em Farroupilha

Arquivo Pessoal

A farroupilhense Micheli Luvison, atualmente morando em Dublin, aproveitou uma pausa de final de semana para conhecer Edimburgo


Inside

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Egui Baldasso e.baldasso@gmail.com

Sobre a vida, e a saudade É brabo! Ninguém jamais nos explicou como encarar, nos ensinou a contornar. A saudade, feita para que possamos matá-la, é quem nos derruba, quando a distância não se mede em quilômetros ou orgulho, quando o abraço mora num depois que nunca sabemos em que esquina nos atravessará. Até lá, é só saudade. E dói. Quando ela esfola o peito sem perguntar se era uma boa hora para chegar, olhamos para o lado, fingimos familiaridade, até força. Mas existe nada. Somos a nossa angústia e o peso que insiste em voltar. Constroem muitos dias difíceis que completam a vida. Nestes, apenas sobrevivemos. Inventamos vontade, acreditamos na própria mentira de que tudo está bem, quando sabemos que absolutamente nada está como queríamos. Como o coração sonhou acordado. Sobreviver aos dias que nos maltratam e fazem suplicarmos para que sejam breves é apostar que os outros, com cores bem mais alegres, estão a nossa espera. Momentos fantásticos estão pela frente. Há todo o nosso destino por acontecer, lentamente. Sorrisos e palavras que tanto confortam e nos mostram porquê vale a pena estar vivo chegarão de mansinho, sem muito aviso. A felicidade também sabe ser surpreendente, e bem maior do que a saudade que dilacera. Somos um mar de coisas boas, com algumas ondas contrárias. O bem é muito maior que o mal. O carinho infinitamente mais presente que a dor. Os que caminham conosco superam sempre quem puxa pra trás. Cabe a nós separar cada um. Respirar o sofrimento, quando ele aparece. Gritar o entusiasmo, quando ele prevalece. E valorizar a leveza, a simplicidade que traz alegria. Jamais perder o encanto dos segundos que se somam e criam a nossa paz. Não estamos aqui para morrer de saudade. Viemos para cá para viver de momentos, de choros e risos. Viver de verdade. * Jornalista e escritor

FARROUPILHA, 24 DE JULHO DE 2020

Sétima Arte

Sede de vingança Épico de Ridley Scott chega aos 20 anos e sedimenta a imortalização do ator Russell Crowe como o general romano Máximo que, mais tarde, virou “Gladiador”

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o ano 180, o Império Romano dominava cerca de 1/4 do Planeta e a bem exitosa campanha contra o Império Bárbaro da Germânia (o que viria a ser a Alemanha no futuro), no período do imperador Marco Aurélio (Richard Harris), tinha no general Máximo Décimo Meridius (Russell Crowe) um pilar fundamental de sustentação. Sua forma de conduzir a tropa, a bravura, a coragem e, sobretudo, a devoção à Roma, era algo incontestável. Mas o general estava há quase três anos longe de casa e tudo que desejava era voltar para sua esposa e filho e cuidar de seu trigo, suas oliveiras e parreiras. Porém, o imperador tinha outros planos para seu mais fiel escudeiro. Com idade bem avançada e prestes a falecer, ele cogita transformar Máximo numa espécie de protetor da Cidade Eterna com o objetivo de, em pouco tempo, devolver ao povo o controle sobre Roma, tirando o poder que o corrupto Senado exercia sobre a cidade. Em resumo, o Império continuaria e permitiria uma transição de Roma para uma República assim que houvesse as condições necessárias para a implantação do novo sistema. O grande proble-

ma é que, com isso, o trono não seria repassado para Cômodo (Joaquin Phoenix), filho de Marco Aurélio e sucessor natural. Ele era um fraco, sem o mínimo de carisma e seu pai sabia que não teria as menores condições de comandar o Império, limpar Roma da corrupção legislativa e tampouco promover a implementação de uma República. É claro que Cômodo discorda de Marco Aurélio e fará de tudo para antecipar sua chegada ao poder. Quando isso acontece, ele imediatamente mobiliza as forças para retirar Máximo de cena, mas as coisas não saem exatamente como ele planeja, embora tenha promovido uma barbárie covarde contra o preferido de seu pai. Não demora nada para o general ter sua vida destruída e, aos poucos, alimentar um desejo de vingança que poderá se concretizar. Comprado pelo mercador Antônio Próximo (Oliver Reed), Máximo se transforma no “Espanhol”, um gladiador que aniquila seus rivais nas arenas espalhadas nas províncias do Império até sua fama chegar à Roma. Com Cômodo no poder, ele logo percebe que sua presença não era bem-vinda no trono romano. O Senado o via como um incapaz e o povo, da mesma forma, tinha a plena consciência

de que ele estava longe de ser um imperador que estivesse à altura que o cargo exigia. Justamente por conta disso, ele acaba implementando uma política de pão e circo, para que conquistasse, ao menos, a aceitação popular. “O coração pulsante de Roma não é o mármore do Senado, mas a areia do Coliseu”, fala o senador Graco (Derek Jacobi) em determinado momento da trama. Cômodo percebe isso, contudo, ao transformar o Coliseu em um palco para sua veneração, ele também abre caminho para que Máximo regresse e, quando isso ocorrer, será a hora de um necessário acerto de contas com o passado, a oportunidade que o gladiador terá de se vingar e conseguir a paz de espírito que tanto anseia. Baseado na história de David Franzoni, que assina o roteiro ao lado de John Logan e William Nicholson, “Gladiador” é um épico de Ridley Scott que está completando 20 anos de lançamento. Um clássico que conferiu ao ator neozelandês Russell Crowe um estrelato absoluto, tanto que ele invariavelmente é lembrado como o general Máximo, seu personagem mais marcante e reconhecido. O filme foi um dos mais premiados da história do Oscar e do Globo de Ouro.


Inside

FARROUPILHA, 24 DE JULHO DE 2020

Sétima Arte

Lauro Edson Da Cás ldacas@hotmail.com Divulgação

Imortalizado Russell Crowe foi altamente premiado pelo papel que marcou sua carreira

Globo de Ouro 2001

Venceu Filme em Drama Trilha Sonora Original Concorreu Direção (Ridley Scott) Ator em Drama (Russell Crowe) Ator Coadjuvante (Joaquin Phoenix)

Oscar 2001

7

Venceu Filme Ator (Russell Crowe) Efeitos Visuais Figurino Som Concorreu Direção (Ridley Scott) Roteiro Original (David Franzoni, John Logan e William Nicholson) Ator Coadjuvante (Joaquin Phoenix) Fotografia Montagem Direção de Arte Trilha Sonora

Imagem: Reprodução

Título original Gladiator Título traduzido Gladiador Direção Ridley Scott Roteiro David Franzoni John Logan William Nicholson Gênero Drama Épico Duração 155 minutos País Estados Unidos Ano de produção 2000 Estúdio DreamWorks Pictures Distribuição Universal Pictures

Hoje, em 2050: um olhar retrospectivo Por mais impactante que seja tudo isso que estamos vivendo, ainda nos resta sonhar e termos esperança! Para muitos, certamente, a vontade era poder ir dormir num dia onde se confirmou o número exorbitante de mortes (ultimamente, mais de mil mortes diárias no País) e acordar noutro dia, em anos luz, bem adiante deste 2020, quem dera em 2050, por exemplo, depois disso tudo ter passado. E o que se diria, se estivéssemos em 2050, do ano de 2020? Sendo assim, especialistas se reuniram e através do “Fronteiras do Pensamento” (que é um projeto cultural que traz ao Brasil conferencistas internacionais para abordar a temática da contemporaneidade), abordaram esta suposição de já estarmos vivendo em 2050. Para tanto, o artigo/estudo detalhado (e que fica como provocação para você pesquisar/ler), contextualiza os acontecimentos ocorridos no passado, sobre as falhas e condições da humanidade em tempos passados. O artigo em questão foi desenvolvido pelo físico Fritjof Capra (reconhecido mundialmente pela obra O Tao da Física) e pela futurista Hazel Henderson. Inclusive há um debate em andamento sobre o ‘Reinvento Humano’, onde já se está debatendo as transformações, as consequências e as novas realidades que surgem (ou surgirão) diante do impacto da pandemia no mundo. Apontamos, entre tantas, algumas considerações expostas no artigo. Segundo os autores: “Hoje, em 2050, olhando em retrospecto para os últimos 30 anos de turbulência em nosso planeta natal, parece óbvio que a Terra assumiu a tarefa de ensinar uma lição à nossa família humana. O planeta nos mostrou a importância primordial de compreendermos nossa situação a partir de sistemas inteiros, identificados por alguns pensadores visionários já em meados do século XIX. Essa maior consciência humana revelou como o planeta funciona de fato, com sua biosfera viva extraindo poder sistemicamente do fluxo diário de fótons de nossa estrela mãe, o Sol”. Acrescentam, ainda, que: “durante as últimas décadas do século XX, a humanidade havia excedido a capacidade regenerativa da Terra. A família humana crescera até atingir os 7,6 bilhões de indivíduos em 2020 e dava continuidade à mesma obsessão por crescimento econômico, corporativo e tecnológico que havia dado início à crescente crise existencial que ameaçava a mera sobrevivência da humanidade”. Impactante. Ainda, descreveram: “Quando o coronavírus surgiu em 2020, de início as primeiras respostas humanas foram caóticas e insuficientes, mas logo se tornaram mais coesas e mudaram drasticamente. O comércio global encolheu, limitando-se ao transporte de bens raros e migrando para o intercâmbio de informações. Ao invés de enviar bolos, balas e biscoitos de um ponto a outro do planeta, passamos a enviar suas receitas, bem como outras receitas para criar comidas e bebidas de base vegetal. A nível local, implementamos tecnologias ecológicas: fontes de energia solar, eólica e geotérmica, iluminação de LED, veículos, barcos e até mesmo aeronaves elétricos”. O artigo, de fato, continua com mais detalhes, provocações, perspectivas e análises. Futurista demais? Duvidoso? Enfim, o que você teria para contar deste 2020? Pasmem. * Mestre em Letras, Cultura e Regionalidade


Inside

8

Horóscopo Áries - 21/03 a 20/04

É uma excelente semana para inovar no trabalho. Se estiver em busca de novas oportunidades profissionais ou esperando alguma noticia, o céu o abençoa. O céu também favorece tratamentos de saúde e mudanças de hábitos.

Touro - 21/04 a 20/05

Permitir que as mudanças aconteçam é ir naturalmente se encaixando em sua verdadeira natureza e em suas necessidades. O céu abre novas portas para desenvolver os seus talentos e também recicla os sentimentos afetivos.

Gêmeos - 21/05 a 20/06

É uma excelente semana para promover assuntos novos em família, seja para conduzir projetos para o imóvel ou para reciclar laços. Os investimentos ficam em destaque e o céu favorece contratos e negociações.

Câncer - 21/06 a 20/07

O céu traz boas notícias e lhe dá a possibilidade de se comunicar com as pessoas do seu convívio ou com pessoas que estão inseridas em seus projetos. Busque se expressar de uma forma criativa. O céu favorece reuniões e contatos.

Leão - 21/07 a 22/08

O céu traz convites profissionais e favorece os resultados financeiros. É uma excelente semana para mudar e renovar a sua atuação profissional, com o foco em sua vocação. Os caminhos estão abertos e uma pessoa o ajuda a traçar os planos.

Vírgem - 23/08 a 22/09

Você está em destaque. A semana está maravilhosa para criar novas oportunidades e receber notícias que o favoreçam. Novas ideias ou uma nova forma de perceber a vida lhe traz aberturas para conduzir projetos e estudos.

Libra - 23/09 a 22/10

Você está lidando melhor com os seus medos e está disposto a mudar o cenário profissional. Inovar é importante para que você siga os objetivos de uma forma mais criativa e independente. O céu lhe traz boas notícias e convites.

Escorpião - 23/10 a 21/11

É uma semana ótima para promover os projetos e expor ideias e informações com um grupo de pessoas. Você está traçando um caminho novo e isso está sendo ótimo para conhecer pessoas novas e inovar o seu conhecimento.

Sagitário - 22/11 a 21/12

As metas profissionais estão em destaque é oa semana é ótima para receber contatos, convites e parcerias interessantes para o seu progresso. Você está num novo ciclo profissional e é preciso ser criativo e permitir que as mudanças aconteçam.

Capricórnio - 22/12 a 20/01

O céu lhe traz excelentes oportunidades em outras cidades, com estudos e com uma atuação mais dinâmica em relação a assuntos religiosos e filosóficos. Você está mudando a forma de perceber si mesmo e a vida. Convites abrem novas portas.

Aquário - 21/01 a 19/02

O céu favorece os investimentos, principalmente para o imóvel ou para o inovar as relações familiares. A rotina e a forma de trabalhar também passam por novos impactos. Esteja atento às oportunidades que batem à porta.

Peixes - 20/02 a 20/03

É uma semana ótima para renovar os votos no casamento ou zerar tudo para começar um novo ciclo. Se estiver sozinho, esteja atento à entrada de novas pessoas em sua vida, seja no campo afetivo ou em parcerias comerciais.

FARROUPILHA, 24 DE JULHO DE 2020


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Edição 647  

Jornal Informante (Farroupilha/RS)

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