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10 DE JUlHo DE 2020

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r$ 3,00

Destinado pelo MP, valor de R$ 1,7 milhão segue parado nos cofres estaduais desde o início de abril política, página 17, e Editorial Matéria EspEcial

para celebrar o Dia da pizza

EconoMia

insiDE

Maio: 306 empregos a menos pomares e uma live do bem

Prato tem data especial nesta sexta e não Demissões no período chegaram a 652, Ação no CFC Farroupilha e show neste faltam opções para comemorar na cidade aponta Observatório do Trabalho da UCS sábado buscam auxiliar quem necessita páginas 2 a 4 página 12 e Editorial páginas 2 e 3

Arquivo Jornal Informante

Estado ‘trava’ 10 leitos de UTI no São Carlos há mais de três meses


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FARROUPILHA, 10 DE JULHO DE 2020

DIA DA PIZZA

Sexta bem apropriada para celebrar

uma paixão farroupilhense

Divulgação

Com boom nos anos 2000, pizzarias foram o ramo de alimentação que mais cresceu na cidade, impulsionada por qualidade e aceitação dos munícipes ao tradicional prato

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arroupilha, há cerca de duas décadas, não contava com muitas opções para uma refeição noturna. Hoje essa realidade mudou bastante, mas no período em questão a situação era mais complicada. Foi justamente nessa época que as pizzarias começaram a se propagar pela cidade e conquistaram o gosto dos farroupilhenses pela nova opção gastronômica e, claro, fundamentalmente pela qualidade. São cerca de uma dezena e meia de pizzarias e uma demanda progressiva. Claro que a cultura local, ligada à descendência italiana, onde o prato é uma especialidade, ajuda no alto consumo, mas mesmo quem não tem traços de sangue ligados à etnia não consegue resistir a uma bela pizza, com tudo que tem direito, especialmente nesta época, no auge do inverno, uma companhia satisfatória para as noites frias. Como a desta sexta, em que se celebra o Dia da Pizza no Brasil. Então, qual vai ser o pedido?

Quem resiste? Pizzarias caíram no paladar dos farroupilhenses e opções não faltam para quem é apaixonado pelo prato


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FARROUPILHA, 10 DE JULHO DE 2020

DESDE OS PRIMÓRDIOS

Um pouco sobre a história da pizza Muitos povos produziram o alimento de forma mais rústica, no que seria a chamada pré-história do prato também costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão. Os turcos muçulmanos adotavam esse costume durante a Idade Média e, por causa das Cruzadas, essa prática chegou à Itália pelo porto de Nápoles. No início, a massa era recheada com ervas regionais e azeite de oliva e o formato não era redondo, mas sim dobrado ao meio, como um sanduíche ou calzone. Os italianos foram os que acrescentaram o indispensável tomate, descoberto nas Américas e levado à Europa pelos conquistadores espanhóis. A mais antiga pizzaria que se conhece está em Nápoles e foi fundada em 1830. A clássica e tradicional pizza Margherita também surgiu no local, em 1889, feita de encomenda para o rei Umberto I e a rainha Margherita. No Brasil, a pizza chegou

Divulgação

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ma massa fermentada de trigo, regada com molho de tomates e coberta com ingredientes variados, que normalmente incluem queijo, carnes e ervas. Assim pode ser definida a pizza servida nos restaurantes dos dias atuais, porém, nem sempre o alimento teve esta receita. Apesar de ser costumeiramente associação à Itália, os babilônios, hebreus e egípcios já misturavam trigo, amido e água para assar em fornos rústicos há mais de 5 mil anos, o que seria a base do prato que foi sendo incrementado ao longo dos séculos até se tornar uma unanimidade global. Há pesquisas que apontam que os fenícios, sete séculos antes de Cristo,

por meio dos imigrantes italianos que aqui se estabeleceram, a partir de 1875. Virou um dia nacional em 10 de julho de 1985 pelo secretário

de turismo de São Paulo, Caio Luís de Carvalho, que promoveu um concurso estadual. Ou seja, neste ano são 35 anos de Dia da Pizza no País.

Desde 1985 Concurso em São Paulo deu origem à data que celebra o tradicional prato


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FARROUPILHA, 10 DE JULHO DE 2020

SÉRIE DE VANTAGENS

Como todo alimento, o problema não está no consumo em si, mas na moderação e na escolha adequada dos ingredientes

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uem não fica com água na boca só de imaginar uma pizza quentinha, com todo aquele queijo derretido e muito recheio por cima? Venerada por quase todos os apaixonados por comida, a pizza geralmente é vista como vilã quando o assunto é saúde, mas, se consumido com moderação, o prato pode até contribuir para uma vida mais saudável. Apesar de trazer benefícios, a pizza também é rica em gordura, por conta do queijo e dos recheios que são acrescentados, por isso seu consumo deve ser moderado. A dica é não exagerar, afinal, tudo o que se come em excesso faz mal. Veja as vantagens à saúde de alguns dos clássicos ingredientes ao lado. No ponto Escolha equilibrada dos ingredientes pode render muitos benefícios aos consumidores

Utilizado no molho de quase todos os tipos de pizza, o tomate é fonte de vitamina C e potássio. Também é um alimento rico em licopeno, uma substância com alto poder antioxidante e que atua na prevenção de cânceres, como o de mama e de próstata, e de doenças cardiovasculares.

Azeite

Gordura monoinsaturada, rica em ácido oleico, o famoso ômega-9. O consumo reduz o risco de doenças cardiovasculares, por diminuir o colesterol e a pressão arterial.

Manjericão

É um ingrediente rico em flavonóides, que conta com propriedades anti-inflamatórias, antimicrobiana e antioxidante. Ajuda no combate ao envelhecimento celular.

Queijo

Outro ingrediente sempre presente nas pizzas. Por ser uma excelente fonte de cálcio, auxilia na formação e manutenção dos dentes, ossos e cartilagens. Além disso, é rico em proteínas, importantes para o desenvolvimento do organismo. Mas também é rico em gordura, por isso deve ser consumido com moderação.

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A tentadora pizza, afinal de contas, faz bem à saúde? Tomate


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Regularização das contribuições abaixo do salário mínimo Alexandre S. Triches *

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ma das novas regras da Previdência Social, pós-reforma da Previdência, aprovada no ano passado, é aquela que não considera o tempo de contribuição para fins previdenciários, caso o mês em que a remuneração recebida pelo segurado tenha sido inferior ao salário mínimo mensal. A regra nova já está vigente desde a promulgação da Emenda Constitucional nº 103, em 12 de novembro de 2019. Na prática, significa que, se o trabalho do mês não alcançou a remuneração mínima de um salário mínimo nacional, será necessária a complementação do recolhimento previdenciária até que atinja a base de cálculo de um salário mínimo. Essa obrigação não é do empregador, mas sim do empregado. Esse procedimento já existia para o caso de trabalhadores autônomos, que trabalhavam por conta própria ou prestavam serviços para pessoa jurídica, mas, a partir da reforma, também terá aplicabilidade para empregados. E o tema merece muita atenção, considerando que já está regulamentado no País o trabalho intermitente, e não são poucas as hipóteses em que um trabalhador perceberá rendimentos inferiores ao salário mínimo. Caso isso aconteça e não seja promovido os devidos ajustes, o período em questão não integrará o tempo de contribuição. Assim, o segurado que, no somatório de remunerações auferidas no período de 1 (um) mês, receber remuneração inferior ao limite mínimo mensal do salário de contribuição, terá três alternativas: poderá complementar a sua contribui-

ção, de forma a alcançar o limite mínimo exigido, mediante o pagamento de uma guia de recolhimento; utilizar o valor da contribuição que exceder o limite mínimo de contribuição de uma competência em outra; ou agrupar contribuições inferiores ao limite mínimo de diferentes competências para aproveitamento em contribuições mínimas mensais. Ou seja, além da opção de complementar o valor da contribuição daquele mês em que a remuneração foi em valor inferior ao salário mínimo, a nova regra permite ajustes no histórico de tempo de contribuição a fim de que a referida competência seja considerada. Para isto, é possível utilizar o valor que exceder ao salário mínimo em outra competência e, até mesmo, agrupar contribuições de dois meses em que o valor não tenha atingido o montante mínimo. No entanto, as mudanças não terminam por aí. A nova regra prevê que o procedimento para ajuste das competências com recolhimento em valor inferior ao salário mínimo deve ser realizado de forma contemporânea. Dessa forma, não será possível promover os ajustes no momento do requerimento do benefício. Essa medida passa a exigir, todos os anos, um cuidado bastante expressivo por parte das pessoas com a regularidade das suas contribuições previdenciárias. Para isso, um passo importante é o cadastramento de senha no Meu INSS, por meio do portal da internet ou aplicativo de celular. Por ele é possível acessar todas as informações previdenciárias, em especial o extrato de contribuições, também denominado de CNIS, e evitar problemas no momento da aposentadoria. * Advogado e professor universitário


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Série de cobranças indevidas e uma nefasta e perigosa condescendência O que mais temos percebido nesta pandemia, infelizmente, são equívocos grosseiros de avaliação da realidade, alguns propositais, que levam à desonestidade e à boa e velha saída pela tangente, uma especialidade política nacional. Essa deformidade dos fatos tem induzido boa parte da população ao erro, por má-fé mesmo, especialmente no que se refere à responsabilização sobre a crise sanitária. Uma das bravatas é colocar, sobre os ombros da população, a responsabilidade sobre o resultado da pandemia. Por tabela, a culpa, que nem chega a ser culpa na visão desses que maquiam a realidade, chega a ser dolo mesmo, se estende também ao comércio. Para muitos políticos, esses são os vilões do covid-19: o setor comercial e a população. Essa é a verdade manipulada. A real é que tanto o comércio como a sociedade são as maiores vítimas de gestões catastróficas e completamente inaptas de prefeitos e governadores. Aqui, no Rio Grande do Sul, é possível contar nos dedos os casos de gestores municipais que confrontaram as absurdas determinações do governador Eduardo Leite, que se julga acima do bem e do mal, age com autossuficiência, como se ele fosse o dono da verdade e como se o seu sistema de bandeirinhas fosse infalível. Para quem acha que não, basta acompanhar as lives do gestor estadual. Ele reiteradamente fala que “tem convicção que seu modelo é correto”. Dentro do Palácio Piratini, com todo o conforto, salário garantido, fica fácil ter essa percepção. Leite acompanha a grande mídia, que foi alimentada com gordas verbas publicitárias, e tem

feito um papel de adulação vexatório. Não bastasse isso, ao olhar pela sacada do Piratini, o governador do Estado contempla o silêncio da Assembleia Legislativa, completamente inerte desde que iniciou a pandemia, subserviente às escolhas do Poder Executivo estadual, de quem deveria ser fiscal. De fato, se Leite dirigir sua atenção a essas duas frentes, certamente achará que seu trabalho é notável. Mas o Rio Grande do Sul não vive nessas duas bolhas de garantia e está completamente exausto, física e mentalmente, após quatro meses de exigências e sacrifícios feitos sem justificativa plausível (a menos que acharmos que Achismo e Futurologia são Ciências) e sem uma mínima contrapartida do Estado. Aliás, os mil leitos a mais em UTI e as centenas de respiradores, um mérito que o governador atribui a si, foram possibilitados em sua grande maioria com recursos da União. Aliás, cumpre destacar que há recursos disponíveis nos cofres estaduais. O Ministério Público (MP) destinou o valor de R$ 1,7 milhão ao Hospital Beneficente São Carlos (HBSC) para compra de equipamentos que aparelhariam 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O anúncio do valor foi feito no início de abril e, passados mais de três meses, cerca de 100 dias, o governo do Estado não licitou um equipamento sequer, alegando falta de interessados no certame. Conforme relatou o presidente do Conselho de Administração, Clarimundo Grundmann, e a superintendente, Janete Toigo, foi feita uma solicitação ao governador e à secretária de Saúde,

Índice

Editorial

Matéria Especial .................................... Páginas 2 a 4 Editorial ...................................................Página 8 Opinião ......................................................Página 9 Saúde .........................................................Páginas 10 e 11 Economia ..................................................Página 12 Cidade ........................................................Páginas 13 a 15 Política .....................................................Páginas 16 e 17 Esporte .....................................................Páginas 18 e 19

Inside

Especial..................................................... Capa Crônicas da Redação ............................. Página 2 Solidariedade ......................................... Página 2 Música ....................................................... Página 3 Guilherme Macalossi ............................ Página 3 Social ........................................................ Páginas 4 e 5 Egui Baldasso ......................................... Página 6 Sétima Arte .............................................. Páginas 6 e 7 Lauro Edson Da Cás ............................... Página 7 Horóscopo ............................................... Contracapa Classificados .......................................... 4 páginas

Arita Bergmann, para que os valores fossem repassados à instituição hospitalar farroupilhense, que faria a aquisição e prestaria contas ao MP. Isso ainda na semana passada. Até o momento, não houve resposta. Esse é o governo que acredita na ciência, na transparência e que está combatendo o covid-19. Porém, o que mais choca é que não há cobranças ao governo estadual, muito pelo contrário. Na live da última segunda pela manhã, o prefeito Pedro Pedrozo disse que havia muita cobrança em cima da gestão municipal e estadual, mas que não havia na federal. Pois bem, Jair Bolsonaro decretou estado de calamidade pública em fevereiro, mas foi ignorado porque o Carnaval se aproximava. Determinou que toda atividade que levasse pão à mesa era essencial e que, portanto, só grupos de risco deviam ser isolados. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que prefeitos e governadores é que sabiam lidar com a pandemia e mandou o presidente ficar calado. Bolsonaro recomendou o uso da hidroxicloroquina, muito eficaz no combate ao coronavírus, mas desgraçadamente muito barata, o que gerou um levante contra o medicamento que poderia, vejam o absurdo, salvar vidas e, com isso, impedir a compra superfaturada de máscaras, respiradores e hospitais de campanha. Vai que todo mundo se salva, né? Por fim, o presidente enviou, a Estados e Municípios, o maior montante de recursos que já foi aportado na história do País para o combate à pandemia. Foram quase R$ 2 bilhões ao Rio Grande do Sul e R$ 9,4 milhões a Farroupilha. Em re-

Redação: redacao@jornalinformante.com.br Ramon Cardoso ramon@jornalinformante.com.br Yasmin Signori Andrade yasmin@jornalinformante.com.br

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sumo, o governo federal foi, disparado, o que mais fez na crise sanitária. Vale ressaltar que Farroupilha e a União, e isso foi falado aqui mesmo, neste espaço, e em diversas oportunidades, foram exemplo nesta pandemia. Acertaram a esmagadora maioria das ações e erraram muito pouco. Situação completamente contrária se percebe na conduta do Estado, que não acertou quase nada (será que acertou alguma coisa?) e errou quase tudo, provocando um caos econômico e social que fará, em breve, o coronavírus parecer uma brincadeira. Na Editoria de Economia desta semana, na página 12, temos outro resultado que é completamente trágico. Farroupilha fechou 306 postos de trabalho em maio. Foram, no mês, impressionantes 652 demissões e, muitas dessas, convém lembrar, estão de fato relacionadas ao lockdown proposto ainda em março pela prefeitura e outras tantas pelas colorações do mapa do Estado feitas pelo governador que, ao que tudo indica, está longe de acabar. Passou da hora do gestor estadual fazer uma necessária mea-culpa, ter um pouco de humildade, admitir que sua conduta não foi a mais adequada e conferir, aos prefeitos, a responsabilidade por adotar as medidas necessárias de relaxamento ou restrição no combate ao covid-19. Mas nada disso será possível se as cobranças continuarem recaindo sobre quem não tem responsabilidade alguma sobre o caos, seja sanitário, econômico ou social, e se essa complacência à conduta de Leite continuar sem qualquer tipo de objeção.

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Colunistas Crônicas da Redação Dolores Maggioni Egui Baldasso Fabrício Oliboni

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FARROUPILHA, 10 DE JULHO DE 2020

Hora de avançar com o saneamento Luiz Pladevall * O novo marco legal do saneamento foi aprovado em boa hora. Após recuos e avanços durante os últimos anos, finalmente temos uma nova legislação, que permitirá o desenvolvimento de uma nova etapa no setor e trará soluções para 35 milhões de brasileiros que ainda não dispõem de abastecimento de água e outros 100 milhões com residências sem coleta e tratamento de esgoto. Cada grupo envolvido na discussão do novo marco pode considerar que o texto não atendeu todas as demandas, mas o importante é que conseguimos apontar um rumo e abrir possibilidade de investimentos nessa área. Um dos aspectos positivos da norma foi uma maior competição e o estabelecimento de metas para empresas prestadoras de serviços. Até o

momento, contamos com o chamado contrato de programa, no qual a companhia estadual responsável pela água e pouco esgoto, ou quase nada, atendia às necessidades municipais de saneamento. Isso deve mudar significativamente nos próximos anos, com contratos que estabeleçam as obrigações e metas das concessionárias. Com certeza, continuaremos a contar com empresas públicas e privadas na prestação desses serviços. A partir de agora, a companhia terá a obrigatoriedade de atender bem seus usuários. Por outro lado, os prazos estabelecidos pelo novo marco legal são extremamente difíceis de serem alcançados. A legislação estabelece o atendimento de abastecimento de água para 99% da população e 90% para coleta e tratamento de esgoto nos próximos 13 anos. Para atingir esses objetivos, serão necessá-

rios investimentos que variam entre R$ 500 a R$ 700 bilhões até 2033. O saneamento é uma área extremamente complexa, com diferentes realidades entre as regiões brasileiras. Por isso, cada Estado brasileiro tem um perfil e essas metas deveriam ter levado em conta a dinâmica dessas localidades no atendimento às demandas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Até mais do que isso, o saneamento precisa se tornar uma política de Estado, com o compromisso dos gestores em transformá-lo em um dos principais pilares do desenvolvimento econômico e social brasileiro, independente de qual partido esteja no poder. Cabe ainda ressaltar a necessidade de ter um planejamento e uma gestão centralizada na Secretaria Nacional de Saneamento. O planejamento será fundamental

para a atender as demandas necessárias para a implantação dos empreendimentos e a prestação de serviços. Ele deve ser um guia de como os governos deverão trabalhar, com informações atualizadas, que tragam um panorama claro da situação do setor em todo o território nacional e o seu acompanhamento anual permitirá a correção de rumos, caso necessário. O novo marco legal avança um passo importante para a universalização do abastecimento de água e esgotamento sanitário. Mas para transformar essas ideias em realidade, precisamos de vontade política.

sistas, onde os mandatos atuais seriam encerrados e, em virtude da sua vacância, os juízes das comarcas assumiriam temporariamente o exercício do cargo máximo municipal (em simetria ao que dispõe a Constituição Federal em relação ao Presidente do Supremo Tribunal Federal assumir a Presidência da República); c) a terceira, em uma evidente tentativa de manutenção do calendário atual, foi a instituição do voto à distância, através de aplicativo desenvolvido e controlado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Mais do que a superação de eventuais falhas técnicas, a aprovação das propostas encontrou um entrave ainda maior: a superação das formalidades para a alteração da Constituição Federal (dois turnos de votação perante os 513 deputados federais, e outros dois turnos perante os 81 senadores, além dos “pitacos” dos principais interessados: os prefeitos e os vereadores) em um momento que os ânimos estão aflorados e qualquer discussão que não seja relacionada ao problema de saúde pública que vivemos será malvista. E quando as circunstâncias rumavam para a indefinição, para o radicalismo e até expunham a risco o sistema democrático, os líderes do Congresso Nacional, capitaneados pelos Presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, exercendo senso de representatividade, chegarem a uma solução intermediária, cuja materialização ocorre através da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) número 18, de 2020. A referida proposta visa alterar o ar-

tigo 115, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, “atrasando” as eleições municipais em 45 dias, fazendo com o primeiro turno aconteça em 15 de novembro de 2020 e, nos municípios com mais de 200 mil eleitores, acaso necessário, o segundo turno ocorra em 29 de novembro de 2020. Sobre a emenda constitucional aprovada, alguns aspectos merecem destaque, especialmente a estratégia de alteração dos atos constitucionais transitórios, e não o texto constitucional, o que evidencia que a regra de 2020 não valerá para as próximas eleições nacionais, estaduais ou municipais, ou seja, nos próximos pleitos o primeiro turno será realizado no primeiro domingo de outubro e o segundo turno no último domingo do mesmo mês. Outro ponto de destaque diz respeito à manutenção de parcela das datas e prazos anteriormente estabelecidos pelo TSE através da Resolução 23.606, uma vez que, alguns prazos já foram superados, enquanto outros ainda estão por vencer. A título de exemplo já venceram os seguintes prazos: a) 5 de março até 3 de abril, para o início da troca de partido pelos candidatos sem que haja risco ao mandato atual (infidelidade partidária); b) 4 de abril (6 meses antes do pleito), é a data final para que os candidatos tenham domicílio eleitoral no município onde pretendam disputar as eleições, também é a data final para que estejam filiados aos partidos onde terão legenda para a disputa; c) 7 de abril é a data a partir da qual os pretensos candidatos devem estar desincompatibilizados

dos cargos onde sejam ordenadores de despesas ou que possam aumentar os subsídios dos servidores; d) 15 de maio é o início do período onde os pré-candidatos podem começar a arrecadação de fundos para a campanha; e) 30 de junho é o último dia onde candidatos podem apresentar programas nos canais de comunicação de massa. Em complementação, a resolução estabelecia outros, que ainda venceriam: a) 4 de julho é a data a partir da qual os candidatos que sejam detentores de mandato eletivo não podem nomear ou exonerar funcionários sem as devidas justificativas, realizar despesas, exceto às pré-existentes, participar de atos de publicidade institucional ou equivalente e também inaugurações públicas; b) 20 de julho até 5 de agosto é o prazo para a realização das convenções para a escolha dos candidatos e formalização das coligações; c) 15 de agosto é o prazo final para o registro das candidaturas; d) 16 de agosto é a data a partir da qual tem início a campanha eleitoral. Ocorre que, conforme dito, o atraso em 45 dias da data do pleito, fez com que algumas datas fossem alteradas pela própria PEC, enquanto outras ainda dependem de nova regulamentação através de Resolução do TSE. E, apesar de algumas arestas e das incertezas do momento, a promulgação da PEC 18/20 nos deixa a sensação que o diálogo e os pilares democráticos sempre prevalecerão.

Eleições 2020: da incerteza à solução intermediária Acácio Miranda da Silva Filho * Muitas, e acaloradas, foram as discussões acerca da mudança do cronograma das eleições municipais deste ano em virtude do problema de saúde pública que nos afeta. Em dezembro de 2019, período onde os nossos passos futuros não estavam sujeitos a um cenário nebuloso e complexo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu todas as datas eleitorais que seriam observadas em 2020, e o fez com base nos preceitos do artigo 14, e seguintes, da Constituição Federal, além das determinações da Lei 9.504/97. Apesar disso, como todos sabemos, 2020 está sendo tudo, menos um ano normal, e, por essa razão, a rotina eleitoral a qual estamos todos acostumados – corpo a corpo eleitoral, concentração de pessoas em passeatas, inaugurações de comitês eleitorais, festas nas convenções partidárias e até filas nas sessões de votações – torna-se inaplicável no momento. Diante disso, inúmeras foram as discussões e as hipóteses trazidas pelos congressistas, pelos estudiosos do Direito Eleitoral e até pelos próprios ministros do TSE. As principais foram: a) unificação dos mandatos municipais, estaduais e federais e a realização de um único pleito em 2022. Esta foi defendida mais contundentemente pelos senadores em início do mandato, razão pela qual aparentemente não ganhou corpo; b) a segunda hipótese aventada foi a mais radical, e só aconteceria no caso de não ser alcançada uma solução por parte dos congres-

* Presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente) e vice-presidente da ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental)

* Advogado e professor de Direito Eleitoral, Penal e Constitucional


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Conheça os gatilhos p Equipe Espaço da Beleza *

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causa da rosácea é desconhecida. No entanto, vários fatores, como alterações vasculares da pele, aumento da proliferação dos vasos da pele, exposições climáticas, produtos químicos e agentes ingeridos, anormalidades das unidades pilossebáceas, micro-organismos, radicais livres, provavelmente desempenham um papel no seu desenvolvimento. Conheça alguns fatores que contribuem para agravar a situação abaixo * Mudanças de temperatura * Poluição * Agressão provocada pela radiação solar * Estresse Além disso, a ingestão de álcool, alimentos apimentados, a própria pimenta e o excesso de exercícios físicos contribuem para a piora da condição. Pessoas com rosácea têm uma fragilidade vascular, que causa uma vasodilatação e deixa a pele avermelhada. Mas é passageiro e não impede a prática de exercícios. A solução é, logo após se exercitar, fazer uma com-

pressa refrescante e tratar a pele adequadamente. A doença é mais comum em mulheres a partir dos 30 anos, mas também pode se desenvolver em homens, segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), sendo que neles o quadro tende a ser mais grave, evoluindo para a dilatação dos folículos e aumento gradual do nariz por espessamento. Cuidados e tratamentos No dia a dia, a atenção deve ser especial para a região afetada pela condição. É fundamental lavar o rosto duas vezes por dia com sabonete neutro específico para peles sensíveis, sem ácidos ou substâncias secativas. As recomendações gerais para uma pele saudável são de manter uma alimentação balanceada e beber bastante líquido – que contribui para a hidratação da pele. Hidratar a pele também é imprescindível. Esse passo da rotina deve ser feito de manhã e à noite. Nesse caso, o produto escolhido deve ser em textura de creme e com propriedades calmantes e antioxidantes, que são anti-inflamatórios e ajudam a controlar a inflamação. Por fim, mas não menos

importante, o uso do filtro solar adequado protege e evita a agressão solar, podendo ser com cor, para disfarçar a vermelhidão e proteger da luz visível. Tratamentos em cabine A Luz Intensa Pulsada (LIP) se diferencia do laser por solucionar diferentes


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para crises de rosácea

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alterações em uma mesma aplicação, uma vez que apresenta diferentes comprimentos de onda e pode atingir problemas distintos. A LIP possibilita o tratamento de várias lesões causadas pelo fotoenvelhecimento: rugas finas, manchas solares, olheiras e a rosácea. No caso da rosácea, a

LIP acelera a cicatrização das pústulas (bolinhas com pus) e age destruindo os vasinhos que deixam a pele avermelhada.

O tratamento varia para cada caso. O ideal é avaliar a pele e definir o tipo de tratamento e cosmético adequado.

* Espaço da Beleza Centro Estético Independência, 555 – Centro de Farroupilha Fone (54) 3268-5511 WhatsApp: 981.195.645 Fan Page: Espaço da Beleza Site: www.spabeleza.com.br


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DEMISSÕES > ADMISSÕES

Farroupilha fecha 306 postos de trabalho em maio e queda no ano chega a 762 Mês não registrou a perda de abril, recorde na análise, com saldo de 856 desligamentos, mas mesmo assim número é expressivo

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Observatório do Trabalho da Universidade de Caxias do Sul (UCS) divulgou os dados referentes ao mercado de trabalho no mês de maio nos municípios de abrangência da instituição de ensino. Farroupilha registrou o fechamento de 652 postos formais no período, que foram amenizados pelas 346 admissões. Mesmo assim, o saldo ficou no vermelho, com 306 encerramentos de vagas de trabalho. É o segundo pior mês da série histórica, criada em 2004, e foi superado apenas por abril, quando foram regis-

tradas 856 baixas na cidade. O saldo negativo do ano é de 762 e o acumulado dos últimos 12 meses no recorte, ou seja, de junho de 2019 a maio de 2020, chega a 1.109. Na região, Farroupilha foi o quarto município que mais registrou demissões (confira ao lado) e, também pela primeira vez, todas cidades analisadas

contabilizaram resultados negativos, ou seja, o número de desligamentos superando o de contratações. Nos 14 municípios que integram o levantamento, foram encerrados 6.164 empregos formais. O estudo da UCS é baseado no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia.

Rio Grande do Sul e Brasil

O Estado registrou saldo negativo de 32.106 postos de trabalho em maio, o acumulado de desligamentos do ano chega a 86.560 e o do último ano (junho de 2019 a maio de 2020) mostra que o número de demissões no período, descontada as admissões, foi de 91.916. No País, o saldo também foi negativo em maio (fechamento de 331.901 postos), no acumulado do ano (1.144.875) e no dos últimos 12 meses (876.411).

Os números de maio do mercado de trabalho no estudo do Observatório do Trabalho da UCS Município Caxias do Sul Vacaria Bento Gonçalves Farroupilha Canela Guaporé Veranópolis Torres Carlos Barbosa Garibaldi Nova Prata São Sebastião do Caí Flores da Cunha Vila Maria Total

Saldo -2.887 -1.250 -643 -306 -239 -199 -128 -121 -96 -92 -72 -63 -44 -24 -6.164


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CaUsa nobre

Dando motivação Associação Reavivar busca reinserir moradores de rua na sociedade

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Jean de Mattos

Unidos para o bem Valmir Massiroli, Klaiton, Thais Comin, Edison D. Castilhos, Dionatan da Silva Steinmentz e Gean César Aves Mello são as pessoas que ajudam a instituição

Argenton, da Barbearia Garbo. A Associação ainda conta com apoio da Empreiteira Massiroli e da Diferencial Frutas. A Reavivar procura dar apoio emocional para estas pessoas, buscando entender suas dificuldades e medos, para, aos poucos, devolver sua qualidade de vida. O lema do projeto resume sua ação: não julgar, mas sim ajudar. Atualmente a Associação atua com sede na Bortolo Grendene,

310, no Imigrante e atende 13 pessoas, além de famílias que necessitam de auxílio. “Precisamos dar uma motivação, uma vida nova, reavivar essas pessoas e trazê-las de volta à sociedade”, ressalta Klaiton. Além disso a intenção é fazer com que o projeto acolha também crianças, pagando curso de informática, academia, futebol, entre outro, sempre buscando a qualidade de vida.

Formas de ajudar a Reavivar

A Associação aceita doações de alimentos, materiais de higiene e limpeza, roupas e cobertores. As entregas podem ser combinadas através dos contatos (54) 999.558.469, com Klaiton; (54) 984.190.049, com Dionatan, ou (54) 996.989.804, na Rotafar.

3 de julho * Leontina Rodrigues Lopes, 88 anos. Sepultamento no cemitério da comunidade de Fazenda São Pedro II, em Eldorado do Sul. * Angela Ionara de Cesero, 58 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal. 4 de julho * Valdemir Paulo Valentini, 61 anos. Sepultamento no cemitério da comunidade de Linha São José (1º Distrito); * Rudnei Matche Sbardelotto, 44 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal. 5 de julho * Eva de Bairros, 81 anos. Sepultamento no cemitério do bairro Nova Vicenza; * Almira Maria Perotti, 83 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal. 6 de julho * Geraldo Crocoli, 70 anos. Sepultamento no cemitério da comunidade de Monte Bérico (2º Distrito); * Arcanjo Augusto Barivieira, 83 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal. 7 de julho * Milton Malinverno, 68 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal. 9 de julho * Onilvaro da Silva, 66 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal; * Dejanira A. Perottoni, 86 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal.

Alguém quer me adotar? Este é o Thor. Ele é de porte médio e tem 3 anos. Está com as vacinas em dia. Thor é dócil e se dá bem com outros cães. Interessados em adotar podem manter contato pelo fone 999.371.647.

Divulgação

oi com vontade de ajudar o próximo que Klaiton Reis Gomes da Silva deu início a Associação Reavivar. O projeto tem o objetivo de reinserir moradores de rua na sociedade além de auxiliar famílias carentes do município. “Passei dificuldades na minha vida, vim de uma família humilde e minha mãe não podia dar as condições adequadas para os filhos. Jurei para mim mesmo que o dia que eu saísse daquela situação precária eu ajudaria quem precisasse”, relembra Klaiton, que hoje é proprietário da Rotafar Viagens com Facilidade. E foi aos poucos que o sonho de ajudar se tornou realidade. Antes da Associação, Klaiton levava refeições para as pessoas que moram nas ruas, mas com o início do inverno, queria mais. E foi conversando com aqueles que tinham dificuldades que surgiu a ideia de alugar um local para abrigar estas pessoas. Hoje, além dele, mais três empresários auxiliam no pagamento do aluguel de um pavilhão: Natálie Zanetti de Paula e Adilson Tiossi, da Coe Clínica Odonto Estética, e Everaldo

Obituário


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REASSUMINDO

Rotary com um novo/velho comando Começo de trabalho A gestão 2020/2021, que tomou posse na última segunda à noite

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segunda à noite foi de troca de comando no Rotary Club Farroupilha. Arcelino Bottin, passou a presidência para Marciano Vitor Lazzari, que já havia presidido a entidade em 2013/2014. A Casa da Amizade terá Ângela Maurer Camargo como presidente. O lema é “O Rotary Abre Oportunidades”. “É com grande alegria que assumo novamente um clube com 65 anos de fundação e de grande prestígio no município. O lema nos direciona para incentivarmos os rotarianos a

criarem oportunidades de fortalecer suas habilidades de liderança, para que coloquem suas ideias, ações e projetos em prática, e melhorem a vida dos mais necessitados”, destacou o presidente.

Rotary Club Farroupilha Fundação Rotária: Cristiano Presidente: Marciano Vitor Lazzari Vice: Cristiano Felipe Lamb Secretária: Marijane Bondan Protocolo: Adriana Bogoni Tesoureiro: Eder Tondello

Felipe Lamb Desenvolvimento do Quadro Associativo: Edson Chiomento Imagem Pública: Nadia Zago Administração: Jadriani Pellizza Projetos Humanitários: Ângela

Maurer Camargo Juventude: Anazilda Theodoro

Casa da Amizade

Presidente: Ângela Maurer Camargo Secretária: Adriana Bogoni Tesoureira: Vera Sebben

Divulgação

Presidente Marciano Vitor Lazzari assume o tradicional clube de serviço farroupilhense pela segunda vez


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FARROUPILHA, 10 DE JULHO DE 2020

Solidariedade

Compras que auxiliam os autistas Divulgação

Amafa vai realizar Brechó no bairro Industrial neste sábado

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Associação de Pais e Amigos do Autista de Farroupilha (Amafa) vai realizar no sábado mais um de seus tradicionais Brechós. Será das 8h às 15h, no salão comunitário do Bairro Industrial. Serão comercializados cobertores e edredons por R$ 15,00, calçados a R$ 1,00, e roupas a R$ 2,00. Tudo foi coletado pelo Grupo DeMolay da cidade, que preza por contribuir com causa filantrópicas. Atualmente a Amafa atende 48 pessoas com Transtorno do Espectro Autista e apenas dois estão em fila de espera. É importante salientar que só será permitida a entrada com máscara, por conta da pandemia. A organização do evento também pede que cada um leve sua própria sacola no dia do evento, pois no local não haverá suficiente para atender a todos. Na última edição do Brechó, que aconteceu em junho, o lucro foi de R$ 8.504,00. Estes eventos contribuem para a manutenção da entidade assistencial e educacional.

Compras do bem O brechó é uma das ações que contribuem para a manutenção e auxílio aos autistas

Programe-se O que: Brechó da Amafa Quando: neste sábado Horário: das 8h às 15h Onde: Salão comunitário do bairro Industrial

Esquina ExpoFarroupilha e Fenakiwi ficam para 2021

Por conta da pandemia do covid-19, a Prefeitura Municipal decidiu adiar para 2021 a 2ª ExpoFarroupilha e a 24ª Fenakiwi. O comunicado foi feito na terça, considerando o impacto que teria o evento junto à comunidade local, expositores, patrocinadores e visitantes.


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MENOS RESTRIÇÕES

Recurso da Amesne é novamente aceito e Serra permanece na bandeira laranja çã du ro ep em :R Im ag

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m live no final da tarde de segunda, o governador Eduardo Leite apresentou o resultado dos pedidos de reconsideração na classificação das bandeiras estipuladas pelo distanciamento controlado. Assim como ocorreu na semana anterior, a Serra teve o pedido aceito e, com isso, não ingressou na bandeira vermelha. O recurso da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne) foi novamente formulado pelo Observatório Regional da Saúde da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Leite destacou que, embora o número de internações em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para covid-19 tenha registrado aumento, de 40 para 59 (estava em 69 na quinta à tarde, no fechamento desta Edição), foi verificado incremento relativamente pequeno nas internações por covid-19 ou suspeitos em leitos clínicos, que ficaram em 7%, diante dos 38%

o

Observatório Regional da Saúde, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), teve êxito em pedido de reconsideração

Alívio Serra ficou semana na bandeira laranja após ser classificada como vermelha: nova avaliação acontece nesta sexta à tarde

na semana anterior. Outro dado que contribuiu para que o gestor estadual reconsiderasse a avaliação inicial e mantivesse a Serra na condição atual foi a diminuição no número de óbitos, que baixou de 16 para 12, e o aumento no número de leitos de UTI disponíveis, com 82 livres (eram 85 na quinta à tarde), outro quesito que também ajudou na análise favorável. Além da Serra, as regiões de Taquara (que havia migrado da amarela diretamente para a vermelha), Passo Fundo e Erechim deixaram a classificação da bandeira vermelha de volta à laranja. Em compensação, Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Capão da Canoa, Palmeira das Missões e Pelotas permanecem na bandeira vermelha. As demais regiões, que já estavam na bandeira laranja, mantiveram esta condição. Nesta sexta haverá uma nova rodada de classificação das bandeiras e a expectativa é de que a Serra permaneça na laranja, já que a maior parte dos números apresentou estabilidade.


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INÉRCIA ESTADUAL

R$ 1,7 milhão parado há mais de três meses nos cofres do Estado Ministério Público destinou verba para Hospital São Carlos e governo não licitou nenhum dos 10 leitos até o momento

A

notícia foi muito bem recebida. No começo de abril. Com a pandemia instalada, o Ministério Público (MP) destinou R$ 1,7 milhão ao Hospital Beneficente São Carlos (HBSC), uma das quatro instituições hospitalares a receberem valores do órgão, oriundos de multas e penas pecuniárias. Passados 100 dias, o governo do Estado não licitou um leito sequer. “São valores suficientes para equipar 10 Unidades de Terapia Intensiva (UTI) completas, com cama, respirador, monitor multiparâmetro e bomba de infusão. Estamos em contato permanente com o governo, mas a alegação é que ninguém demonstrou interesse em participar do processo licitatório”, informou Janete Toigo, superintendente do HBSC. Com o inverno rigoroso, um pedido especial foi feito ao Estado e à secretária de Saúde Arita Bergmann na última sexta pela direção da instituição hospitalar. “Solicitamos que esses valores fossem disponibilizados diretamente ao São Carlos para aquisição dos equipamentos e posterior prestação de contas, tanto ao Estado quanto ao Ministério Público. Estamos no aguardo de uma resposta”, comentou Janete. Desde o anúncio da destinação

Mais dois leitos de UTI

A superintendente também informou que, com a chegada dos cinco respiradores que foram adquiridos pela comunidade e que vieram da Alemanha, o São Carlos conta agora com equipamentos reservas suficientes e, com isso, está em busca de habilitar, junto ao Ministério da Saúde, dois novos leitos de UTI, o que aumentaria a capacidade atual, de 18 para 20. dos valores o Hospital reservou uma ala específica para receber os 10 leitos de UTI. Pedimos informações sobre a questão que envolve Farroupilha à Secretaria Estadual de Saúde, mas até o fechamento desta Edição não havíamos recebido resposta. Em contato com Arita, a deputada estadual Fran Somensi (Republicanos) informou que o recurso está no Fundo Estadual de Saúde e que um novo certame deve ocorrer entre os dias 20 e 22. “O que tem ocorrido é que o prazo de entrega e, especialmente o valor, não tem sido aceito nestas licitações, porque são muito acima do mercado, o que poderia gerar uma suspeita de superfaturamento. O que acontece é que não está tendo

fornecedor, produto. A gente gostaria de ter esses leitos muito antes e habilitados para atender a população”, relatou a deputada farroupilhense, comentando as dificuldades de momento. “O que a secretária pede é que, se conseguirmos contato de fornecedores, ela entra em contato antes, explica a licitação para que no dia a compra aconteça e, o quanto antes, a entrega. Mas não tem milagre. Se o Estado não consegue comprar é difícil alguém conseguir. Não imagino uma empresa que tenha um respirador, por exemplo, e deixe de vender para o Estado para vender para um hospital”, considerou Fran, que admitiu, contudo, a urgência da demanda. “O caminho seria agilizar. Mas o dinheiro é de um Fundo que foi para outro, é uma questão que não é simples. Acho que se nesse dia (da nova licitação) não aparecerem interessados, bom, aí talvez tenha que se construir um decreto, projeto de lei que permita o redirecionamento deste valor. Eu repassei à secretária essa possibilidade do São Carlos comprar direto e prestar contas, com o município agindo de certa forma como um fiador, estando junto à administração do hospital. Enfim, esses trâmites terão que ser vencidos”, finalizou a parlamentar.


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REFORÇOS EXTRACAMPO

Luana Menosso e Fernanda Werberich passam a fazer parte da equipe de suporte ao trabalho das gurias rubro-verdes

Brasil Feminino

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momento é dos mais delicados e justamente por isso exige uma estrutura de suporte necessária ao projeto. A diretoria da Sociedade Esportiva, Recreativa e Cultural (SERC) Brasil, por meio do Departamento de Futebol Feminino, vem buscando profissionalizar ainda mais o trabalho. A partir desta semana, duas novas profissionais passam a integrar o projeto das gurias rubro-verdes: a psicóloga Luana Menosso e a nutricionista Fernanda Werberich.

Luana ressaltou que esta é a sua primeira experiência na área esportiva, mas relatou que realizou um trabalho na Coordenadoria da Mulher, em Caxias do Sul, em que a atividade dava muita ênfase à participação da mulher em políticas públicas e inserção no mercado, com um maior envolvimento da mulher na sociedade e o futebol, claro, está devidamente integrado a esse contexto. “Algo que eu pretendo trabalhar com a equipe são as ansiedades que as atletas têm em comum. Por exemplo, algumas estão fora de casa, deixaram a família para se dedicar ao clube. São ansiedades que serão trabalhadas em grupo. Essa questão influencia não somente na saúde mental, mas também na física. A pandemia é outro agravante. É uma série de angústias, de demandas que precisam ser trabalhadas para reduzir a ansiedade e fazer com que fiquem

Apresentadas Junto à coordenadora do Departamento de Futebol Feminino, Tati Petkovicz Pozza, a psicóloga Luana e a nutricionista Fernanda iniciam trabalho no rubro-verde

mais tranquilas para os treinos e jogos”, comentou Luana, que fez questão de enaltecer a iniciativa do Brasil. “É muito importante ressaltar também a postura do clube, em valorizar, em ter um profissional da Psicologia integrado à equipe. Minha expectativa é muito boa. Acredito que teremos condição de realizar um trabalho muito produtivo e bem proveitoso”, projetou Luana. Sua nova colega de clube

também faz a estreia no esporte. “Nunca trabalhei em nenhum clube esportivo, por isso fiquei muito feliz com essa oportunidade. A Nutrição pode fazer muita diferença na atuação das meninas dentro e fora de campo e esse é meu principal objetivo. Minhas expectativas são as melhores, acho que essa parceria tem tudo para dar super certo e trazer bons resultados para o time”, ressaltou Fernanda.

Fotos: Assessoria de Comunicação SERC Brasil

Brasil Feminino conta agora com psicóloga e nutricionista


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BRASIL FEMININO

Brasileirão Série A2 tem volta projetada Ramon Cardoso

Retorno das gurias rubro-verdes e manutenção da bandeira laranja permite manutenção dos trabalhos preparatórios ao nacional

Brasil Feminino

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último fim de semana foi pra lá de especial para as gurias rubro-verdes. Além da volta aos treinamentos no Estádio das Castanheiras, na sexta à noite e sábado à tarde, após 110 dias de paralisação do futebol no País, no domingo pela manhã a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou a pretensão de retomar o Brasileirão Série A2 no final de setembro. “Facilitou um pouco termos uma data de referência para o retorno do Brasileirão. Assim, a comissão técnica pode estabelecer um cronograma de treino compatível com o período e fazer com que reiniciem o campeonato na melhor forma física, técnica e tática possível. Estamos tentando otimizar ao máximo os treinos, sem descumprir as normas estabelecidas de distanciamento e sem pular etapas”, destacou o preparador físico Rafael Dos Santos, o Brasa. Ele salientou que a preparação é mais difícil que uma pré-temporada regular, porque tudo necessita ser adaptado à nova realidade. O clima

Matando saudades Primeiro trabalho com bola das gurias rubro-verdes desde o início da pandemia ocorreu no sábado à tarde, após pausa de 111 dias: laterais Vick e Adri participaram da atividade nas Castanheiras

tampouco ajuda, já que o período com frio rigoroso e chuva pode precipitar sintomas gripais nas atletas e a liberação dos trabalhos passa pelo aval do médico do clube, Felipe Krindges. Isso sem falar nos cuidados com aparelhos e materiais, que exigem atenção redobrada na higienização. “Nos treinos no campo temos que ter um cuidado todo especial não só pelo covid-19, mas na prevenção de lesão. Faz pouco tempo que academias foram liberadas e as atletas passaram a utilizar. Também não faz muito que voltaram efetivamente a

fazer atividades aeróbicas por conta. E o fato de eu não conhecê-las também dificulta nesse período. Preciso do contato, visualizar no dia a dia e, através de testes, ver o nível físico de cada uma e o momento correto para inserir mais intensidade e bola ao treino”, destacou Brasa. O preparador físico destacou como ponto positivo no trabalho a estrutura do Brasil, os cuidados preventivos adotados pelo clube e o amparo na questão médica, adaptado ao momento atual. Na quarta, Brasa participou de um curso online da CBF que

falou sobre o protocolo visando o retorno às competições, que envolve questões logísticas de pré-jogo e das partidas em si, tanto na atuação como mandante quanto visitante. “As gurias pediram muito para voltar, para quando o futebol for retomado nós estarmos numa condição boa, se não a ideal, pelo menos a que permita estar no nível das demais equipes, afinal de contas, são 110 dias de parada. Antecipamos essa volta para ganhar um tempo. Diferente de outras equipes, não treinamos todos os dias. Temos que compensar isso”, comentou o técnico Luciano Almeida, que torce para a manutenção dos treinamentos até a volta da Série A2. “Não temos controle sobre essa questão sanitária e isso é um problema. Claro que voltar, ter a convivência, fazer um trabalho com bola tem seu valor, até mesmo no ânimo, na autoestima das atletas, mas torcemos para que não haja mais interrupções. Não havendo, acredito que ainda levaremos um mês para reiniciarmos os coletivos”, projetou o técnico rubro-verde. O nacional teve disputada apenas a rodada de abertura e o Brasil venceu a Chapecoense, em Xanxerê, por 4 a 3, com gols de Tuca, Pati, Bianca e Pâmela para as gurias rubro-verdes. A sequência será retomada com a estreia da equipe farroupilhense em casa, no Estádio das Castanheiras, diante do Napoli, de Caçador (SC) que, na estreia da Série A2, goleou o Athletico-PR por 4 a 0 em seus domínios.


Fotos: Ramon Cardoso

EsportE

Celebrado regresso

Divulgação

As goleiras Gil e Bina suaram na volta aos treinos das gurias rubro-verdes: Brasileirão tem previsão de retomada para o final de setembro e equipe se profissionaliza ainda mais extracampo Páginas 18 e 19

O debate de alto nível

“Green Book” aborda a questão racial nos Estados Unidos segregado sem exageros ou apelo ao politicamente correto, mas tratando o tema com a profundidade e serenidade que ele demanda Sétima Arte, páginas 6 e 7 do Inside


Social

E a saudades de viajar? Na Coluna de Valéria Vettorazzi leitores rememoram férias e contam horas para próximas Páginas 4 e 5

Inside

Sétima Arte

Racismo debatido de forma aberta e sem passar pano para o politicamente correto: “Green Book” é obrigatório Páginas 6 e 7

SUCESSO RETOMADO

Matando saudades da telona Sesc Farroupilha e Prefeitura promovem Cine Drive-In nesta sexta, com entrada gratuita mediante doação de alimento lentini, s/nº). A abertura para os carros inicia a partir das 18h30min, e o acesso será por ordem de chegada. A entrada é gratuita, mas a sugestão é que seja feita doação de 1 quilo de alimento não perecível, que serão destinados ao Programa Mesa Brasil do Sesc. Os alimentos serão recebidos na chegada ao evento. No telão será exibido “Minha Vida de Abobrinha”, que promete animar toda a família. No filme, Ícaro, um menino de 9 anos é deixado em um orfanato depois que sua mãe falece. Aos poucos começa a se relacionar com as outras crianças e descobre o significado de amizade e confiança.

Programe-se O que: Cine Drive-In com o filme “Minha Vida de Abobrinha” Quando: nesta sexta, às 19h30min Onde: Largo Carlos Fetter (Nataly Valentini, s/nº) Quanto: doação voluntária de 1 quilo de alimento não perecível

Imagens: Reprodução

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om o desafio do distanciamento social por conta do coronavírus, um sucesso dos anos 60 e 70 voltou a ser realidade: o Cine Drive-In. Os cinemas a céu aberto, onde os espectadores ficam dentro dos carros, são uma forma segura de entretenimento fora de casa durante a pandemia. Farroupilha irá receber o Cine Drive-In nesta sexta, em ação é promovida pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) de Farroupilha com a Prefeitura, e apoio do Senac e Sindilojas. Será a partir das 19h30min no Largo Carlos Fetter (Nataly Va-

Diversão em formato diferente Minha Vida de Abobrinha será o filme que vai animar a noite de Cine Drive-In em Farroupilha

Orientações gerais

* O áudio do filme será transmitido via rádio. Antes do evento iniciar confira na tela qual estação você deverá sintonizar; * Durante o evento é obrigatório a permanência dentro dos veículos, além de respeitar a distância estabelecida entre os carros; * Para utilização dos sanitários, será preciso sinalizar com o pisca-alerta e aguardar uma pessoa da organização. Ao sair, utilizar a máscara; * Não haverá comercialização de lanches e bebidas.


Inside

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Crônicas da Redação Ramon Cardoso

ramon@jornalinformante.com.br

A culpa não é do comércio e muito menos do povo: a culpa é sua, governador

Solidariedade

Florescendo proteção Iniciativa do CFC faz doação de máscaras em árvores em frente ao estabelecimento Yasmin Signori Andrade

A cada nova live, e são muitas (oh, se são), o governador Eduardo Leite bate na mesma tecla na tentativa desesperada de transformar uma mentira em verdade. Como tem gente que comprou a ideia, ele segue insistindo. O gestor estadual não se cansa de culpar o comércio e, especialmente, a população pela pandemia, como se ele não fosse parte (a principal no caso) do problema. Leite estufa o peito para falar da habilitação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que dobraram no período, mas quase todos foram financiados pela União. Falou da chegada de 230 respiradores, mas eles vieram dos cofres federais. Enquanto isso, o governador segue pagando gordas verbas publicitárias na extrema imprensa para não ser criticado. Ou alguém aí viu o maior conglomerado de mídia do Rio Grande do Sul falar um ai sobre a gestão atrapalhada e confusa do governo estadual nessa pandemia? Uma verba do Ministério Público (MP) de R$ 1,7 milhão, destinada à aquisição de 10 leitos de UTI no Hospital Beneficente São Carlos (HBSC), está há 100 dias parada nos cofres do Palácio Piratini porque o Estado não teve a capacidade de realizar uma licitação. Veja matéria na Editoria de Política, página 17. Mas a culpa não foi do Estado, vejam bem, é que não apareceram interessados, essa foi a alegação. Perceberam, né? A responsabilidade nunca é do Estado, que é um ente perfeito, tal qual seu bizarro estudo. A direção do São Carlos encaminhou um pedido, na sexta passada, para que o governo estadual lhe repassasse a verba para a compra do material, com posterior prestação de contas do HBSC ao MP e ao Estado. Até agora nada de resposta. Esse é o governo que está dando exemplo na pandemia: o exemplo de como não se deve agir em uma crise sanitária que, aqui, em solo gaúcho, foi potencializada e se ramificou em outras frentes, com as crises política, social e econômica, que se tornarão muito mais graves. Durante quatro meses foram exigidos sacrifícios de toda ordem dos gaúchos e, neste tempo, não se achatou curva alguma; as medidas de confinamento, antes de frearem o avanço da doença tiveram um poder de propagá-la de maneira mais intensa, empurrando seu pico para o inverno (genial, né?); não se testou ninguém (a começar pela cidade do governador); os municípios que testaram acabaram penalizados; e, a cereja do bolo, os maiores investimentos feitos pelo gestor estadual foram em canetinhas (vermelhas, de preferência) e em publicidade na extrema imprensa. São quatro meses de inércia, omissão e de uma absurda e ridícula transferência de responsabilidade, do gestor para o colo dos gaúchos. Parabéns, governador. Não é nada fácil fazer uma gestão pior do que os governos de esquerda (o seu também é, né, só pra deixar claro) que passaram pelo Palácio Piratini. Conseguiste e, o pior, com sobras. Convenhamos, não é pouca coisa. Passou da hora dos gaúchos reagirem. Ou fizemos isso ou só nos restará orar para que Deus tenha piedade do Rio Grande do Sul.

FARROUPILHA, 10 DE JULHO DE 2020

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Cuidado com o próximo Os pequenos Francisco Rossler Kurmann, Leonardo e Vinícius Scopel Silvestrin e Mariana Maggioni já garantiram suas máscaras que foram produzidas com muito carinho pela empresária Natalina

ensando em cuidar da comunidade e auxiliar no combate à pandemia do covid-19, Natalina Silvestrin, diretora do Centro de Formação de Condutores (CFC) de Farroupilha, confeccionou máscaras para serem doadas à população. Elas estão dispostas em galhos de árvores improvisadas, que ficam na frente do estabelecimento, na Avenida Santa Rita, 95. Quem estiver passando por lá e precisar, basta pegar uma unidade, que está devidamente coloca-

da em saquinhos higienizados com mensagens de amor e carinho, todas produzidas por Natalina e sua equipe do CFC. São mais de 200 modelos adultos e infantis de diversas estampas para escolher. “A ideia é ir repondo as máscaras conforme elas forem sendo doadas, para a campanha se estender até quando for preciso”, salienta Natalina. Um slogan criado pela equipe sintetiza o espírito da campanha: “Pense o bem, queira o bem, faça o bem. A gente se preocupa com você. CFC Farroupilha, nós tratamos do trânsito com a razão e de você com o coração”.


FARROUPILHA, 10 DE JULHO DE 2020

Inside

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Guilherme Macalossi

Música

cisperter@hotmail.com

Em homenagem ao Dia do Rock, “Uma Noite no Museu”

Sem testagem em massa a reabertura econômica está fadada ao fracasso

Live show com Fabiano Feltrin ocorre no sábado e reverte recursos para o Mão Amiga

Muito comemorado no início, o modelo de distanciamento social controlado criado no Rio Grande do Sul já está exaurido. E por uma razão muito simples: não temos o instrumento básico de controle, que é a testagem em massa da população. Sem ela, a tentativa de administração da pandemia e saída planejada das quarentenas estão fadadas ao fracasso. O melhor do que fazer talvez seja o Estado de Nova Iorque, que até algumas semanas atrás era o epicentro de contaminação do coronavírus nos EUA, mas que agora observa a queda significativa e contínua dos indicadores da doença. Na última semana, a média de testes diários naquele Estado estava na casa de 60 mil. No dia 5 de julho, dos mais de 54 mil testes realizados, apenas 518 foram positivos, o que significa 0,95% do total. Dois meses antes, 59% dos testes positivavam. Na medida em que o isolamento efetivo era realizado, os negócios foram voltando à normalidade. Essa política vem se mantendo de forma padronizada, sem a necessidade abrir e fechar continuamente. É diferente do Brasil e do Rio Grande do Sul.. Nossa noção de testagem em massa é diminuta. Tomamos algumas centenas de testes por dia como testagem em massa. É uma piada que resulta na subnotificação de casos. Voamos no escuro, apenas presumindo com base nos registros oficiais, que já são elevados o suficiente. Se não vemos o problema, então não existe. Mas existe. Dos 46 milhões de testes prometidos pelo Governo Federal, apenas 11,3 milhões foram de fato entregues. O Brasil é o segundo país do mundo com maior número de casos e mortes por coronavírus, atrás apenas dos EUA. Entre os países mais afetados, somos o segundo que menos testa, segundo informações do site Worldometers. Até aqui, a média que ostentamos é de 12.603 testes por milhão de habitantes. O coronavírus continua crescendo porque não sabemos como fazer isolamento social efetivo. E daí também os indicadores mais elevados de mortandade. Com isso não conseguimos tirar das ruas as pessoas que estão efetivamente contaminadas e portando o vírus. É bom deixar claro: se não mudarmos de ação ficaremos permanentemente – pelo menos até que se ache uma vacina – nessa terrível situação de abertura e fechamento dos negócios, brincando de colorir com mapas enquanto acumulamos tantos os prejuízos econômicos quanto os prejuízos sociais.

O

Dia Mundial do Rock é celebrado na próxima segunda, mas parte da comemoração é antecipada para o sábado, às 19h, com a apresentação “Uma Noite no Museu”, em que o empresário farroupilhense Fabiano Feltrin encarna, mais uma vez, Elvis Presley, o Rei do Rock. “A ideia surgiu pelo filme mesmo, e como estamos com um acervo que vai para Canela, no Museu da Música, uma parte do material estará na live, ou seja, o visual será incrível. A banda vai estar dentro do Museu da Música”, antecipou o empresário. A parceria é com o Iguatemi Caxias e terá transmissão pelas redes sociais da Bitcom TV. “Toda a renda obtida no show será revertida aos projetos sociais do frei Jaime Bettega, em especial ao Projeto Mão Amiga. Todos queremos um futuro melhor e, para termos um futuro melhor, temos que cuidar das nossas crianças. Estudos comprovam que as crianças formam a personalidade do 0 (zero) aos 6 anos. Se cuidarmos delas agora, teremos pessoas com bons propósitos e instruídas para tocar o mundo”, ressaltou Feltrin. O Mão Amiga encaminha, para escolas particulares, crianças de 0 (zero) a 4 anos que não conseguem vaga no ensino gratuito. O projeto custeia, por meio de doações, parte da mensalidade, além de buscarem para os pais inserção no mercado de trabalho e realizarem a iniciativa “Fortalecendo Famílias”, em que encontros são realizados para fortalecer os vínculos familiares dos que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

Candida Photo Art

Pelas crianças Show deste sábado angaria recursos para projeto social

Programe-se O que: Live do Bem “Uma Noite no Museu”, em homenagem ao Dia Mundial do Rock Quando: neste sábado, às 19h Onde: redes sociais da Bitcom TV

* Redator e radialista


Fotos: Divulgação

O

Aceito e Confio

s tempos difíceis e estranhos nos fazem perder a confiança em dias melhores. Essa dúvida e o excesso de informações têm aumentado a insegurança. Ao mesmo tempo, vemos muitas iniciativas solidárias aparecendo, pessoas oferecendo auxílios umas para outras. Então, apesar toda dificuldade que você possa estar passando ou pensamentos complicados, precisamos ter confiança de que essas adversidades estão tornando todos mais fortes e renovados.

Solidariedade

Está acontecendo na cidade a campanha Farroupilha Contra o Vírus. O projeto visa arrecadar doações de alimentos, produtos de higiene e máscaras. As doações podem ser realizadas na Câmara de Vereadores. Todos itens recebidos são catalogados, higienizados e serão entregues para a Prefeitura para destinar às pessoas em vulnerabilidade social.

Nesta quinta o Guaraipo Bar e Cozinha completou um ano em Farroupilha. O chef Rodrigo Bellora foi o responsável pela abertura do restaurante na cidade, que trouxe a proposta de Cozinha de Natureza, sempre com ingredientes frescos e locais

Os empresários Janete Zagonel G nesta semana 23 anos de

Cinema

Está confirmado para esta sexta o Cine Drive-In promovido pelo Sesc Farroupilha. Este formato de cinema consiste em assistir o filme de dentro de seus carros, com toda segurança com relação ao coronavírus. O evento acontece a partir das 19h30min, no Largo Carlos Fetter. O acesso dos carros será gratuito e por ordem de chegada, a partir das 18h30min, e com vagas limitadas. O filme transmitido será "Mina Vida Abobrinha", sem classificação de idade, indicado para toda família. Veja mais sobre a atração na Capa do Inside.

Yasmin Signori Andra

Show

Para celebrar o Dia Mundial do Rock, celebrado em dia 13 de julho, Fabiano Feltrin participa de uma live. O show cover de Elvis Presley traz a temática "Uma Noite no Museu". A programação será transmitida nas redes sociais da Bitcom TV, às 19h deste sábado. Confira matéria na página 3 do Inside.

Concurso

A Associação Brasileira do Vinho está promovendo um concurso nas redes sociais que foi prorrogado até o dia 20. O prêmio para o ganhador será 12 caixas de vinho, uma por mês, durante um ano inteiro, totalizando 72 garrafas de 26 regiões produtoras. Para participar, os interessados devem publicar um vídeo de 1 minuto no Instagram com a #EuAmoVinhoBrasileiro contando sua relação com a bebida. E também seguir o perfil @associacaobrasileiradeenologia.

A nutricionista Elisa Colombo tem trazido inovação para a área, formando grupos online com sua orientação com o objetivo de reforçar hábitos alimentares saudáveis. Além disso, em seu perfil no instagram @nutrielisacolombo ela publica dicas para o dia a dia de seus seguidores

Natalina Silvestrin, diretora do CFC Farroupilha, em frente ao pomar de máscaras idealizado por ela e que está à disposição da comunidade


Cristian Guzzo

#MinhaÚltimaViagem

Guzzo e Paulo Derli Guzzo comemoram e atuação com a padaria Panifar

Os amigos Anderson Perin, Jefferson Pasini Nazario e Vinícius Treviso em sua última viagem pela Patagônia, em fevereiro deste ano

#EmCasa Daniela De Rocco

Arquivo Pessoal

ade

A pequena Laura dos Santos Fuga recebeu o carinho dos pais Marcos Fuga e Rosemar dos Santos, e do mano Felipe dos Santos Fuga, pelo seu primeiro aniversário comemorado no sábado

A estudante do curso de Arquitetura e Urbanismo da UCS, Claudia Slomp, apresentou seu TCC online nesta semana e foi aprovada com sucesso!


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Egui Baldasso e.baldasso@gmail.com

Como eu fui tolo em te xingar porque o carro sujou. Ou porque não era pra ter gastado aquele dinheiro. Como eu sou pequeno colocando moeda entre nós. Como fui injusto gritando contigo daquele jeito, te fazer calar. Abaixar os olhos, quietinha. Esperando, paciente, que minha grosseria passasse. Como eu pude te deixar triste? Por que, Deus, eu levantei a voz pra ti? Onde eu andei todos esses anos em que tua oração caminhou comigo a cada esquina? Quem me deu o direito de te fazer dormir chorando? Acordar sofrendo? Que merda de livre arbítrio que me deixou escolher a rua enquanto tu precisavas do teu filho. Preferir pessoas de momento ao teu carinho. Se dói em mim ter te diminuído na frente dos outros, como teu coração pôde aguentar aquilo? E como, como, teu amor, depois de tudo isso, só aumenta? Como não explode diante de tamanha ingratidão? O que tem nesse teu peito que te faz esquecer tudo no primeiro abraço? Que tipo de pessoa é, que releva tanto desprezo no meu primeiro aceno? Que finge não ter sofrido a ausência assim que a porta da casa se abre comigo chegando sem avisar. Que beija meu rosto com tanta facilidade. Como se fosse a pedra mais preciosa do planeta. Quem eu penso que sou pra ter te deixado sozinha? Que coração de pedra é esse o meu que não viu essas coisas? Quando vou aprender que tua ligação nunca vai incomodar? Que o incômodo vai ser quando o telefone não mais tocar? Que tuas aflições nunca serão pequenas. Que teus erros são todos tentativas de acerto. Não há nesse mundo criatura mais burra, injusta e ingrata do que um filho. Isso eu já aprendi. Como também já entendi não haver amor mais gratuito do que esse que a senhora carrega consigo. Perdoe minha falta de jeito, mãe. É amor atrapalhado, até proteção disfarçada. Um dia eu aprendo a ser do teu tamanho. E tento dar aos meus o que tu entregas tão facilmente aos teus. Não desista de mim até lá. * Jornalista e escritor

Sétima Arte

Um grito de tolerância Baseado em uma história real, “Green Book” mostra como a construção de uma inusitada amizade pode enaltecer as virtudes humanas Ramon Cardoso ramon@jornalinformante.com.br

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o início dos anos 60, Tony “Lip” Vallelonga (Viggo Mortensen) era um conhecido leão de chácara do Copacabana, o lendário night club nova-iorquino, mas também um vigarista incorrigível. Mas não uma vigarice, digamos, sofisticada. Era rasteira mesmo, até onde ia a inteligência de Tony, um descendente de italiano que residia no Bronx com a esposa Dolores (Linda Cardellini) e os dois filhos. Quando o Copa, como era carinhosamente conhecido, fecha para uma reforma, ele busca um novo emprego. Recebe a dica de que um doutor estaria interessado em um motorista e vai até o endereço anotado. Nada mais, nada menos que o Carnegie Hall, a famosa sala de espetáculos de Nova Iorque. O doutor, no caso, era o pianista Don Shirley (Mahershala Ali), que tinha doutorado em Psicologia, era poliglota (falava oito idiomas) e um músico talentoso. Quando ele se apresenta para a entrevista, começam os problemas. Primeiro que Tony, grosso e tosco, apesar do bom coração, era racista e Don era negro. Se-

gundo que o pianista planeja algo arriscado: fazer uma turnê pelo Meio Oeste e Sul dos Estados Unidos, no final de 1962, no auge da segregação racial, não parecia ser uma atitude das mais sensatas. E é justamente por isso que Tony é chamado, pela sua capacidade de resolver problemas e é certo que eles ocorreriam em profusão nas apresentações pelo Sul. Tony declina a proposta, mas Don vê nele o motorista ideal pela sua jornada e insiste, até mesmo com Dolores, para que ela interceda e permita que seu marido parta, junto com ele e com seus dois músicos auxiliares, o violoncelista Oleg (Dimiter Marinov) e o contrabaixista George (Mike Hatton), em uma incursão pelos Estados mais racistas do território estadunidense para uma série de performances, algumas em locais privados, outras em renomadas casas de espetáculo. Como Tony estava desempregado, a grana era bem-vinda. À primeira vista, era improvável que pudesse surgir uma amizade entre os dois. Tony era um troglodita, semialfabetizado, de gestos rudes, altamente impulsivo, de fala errada, preconceituoso e, sobretudo, racista. Em resumo, era a antítese de Don,

Imagem: Reprodução

Todo filho é um ingrato

FARROUPILHA, 10 DE JULHO DE 2020

um sujeito de classe, altamente sofisticado, um gentleman no real sentido da expressão. Mas é justamente nesse paradoxo que a relação cresce, especialmente à medida que a dupla é apresentada a situações constrangedoras e delicadas durante a turnê. A complacência de Don, que aceita o racismo imposto como regra, não é bem tolerada por Tony, o que mostra que ele tem mais consciência sobre o problema do que o próprio pianista, apesar de ser, na essência, racista. Essa rudeza do motorista, que às vezes servia de segurança, é aos poucos incorporada à personalidade de Don, que percebe que é necessário se impor em determinados momentos e não se curvar diante de uma realidade opressora e que o trata como um ser humano de segunda classe. Por outro lado, o músico refi-


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FARROUPILHA, 10 DE JULHO DE 2020

Lauro Edson Da Cás

Sétima Arte

ldacas@hotmail.com

em meio à segregação Green Book Direção Peter Farrelly Roteiro Peter Farrelly Nick Vallelonga Brian Currie Gênero Drama Duração 130 minutos País Estados Unidos Ano de produção 2018 Estúdio Participant Media DreamWorks Distribuição Universal Pictures na a conduta de Tony, mostrando a ele que isso não afetará sua masculinidade e que ter bons modos e civilidade é um requisito básico nas relações humanas. E o italiano aceita de bom grado, sem reservas, de uma forma até mais fácil do que a insurgência de Don quanto ao racismo impregnado na sociedade e que desaba sobre ele em todos os lugares que frequenta, do explícito ao velado. Essa discriminação, em boa parte da trama, incomoda muito mais Tony do que Don. Em um momento chave da história, quando o motorista questiona a dupla de músicos que acompanham Don, se tudo isso valia a pena, enfim, todos

os insultos, o desprezo, a desfaçatez de que o pianista era tratado como um igual, ele ouve de Oleg que Don poderia receber o triplo do valor se optasse por se apresentar em Nova Iorque e nos arredores, mas também ouve algo muito mais profundo. “É preciso coragem para mudar o coração das pessoas”, declara o violoncelista. E essa é a tradução mais perfeita e sublime do longa. Ainda que não se impusesse e lutasse contra o racismo, Don estava ali, viajando por Estados preconceituosos que o viam como humano apenas no momento em que estava tocando, e essa sutileza já era uma poderosa mensagem. Não à toa “Green Book: O Guia” venceu o Oscar e o Globo de Ouro. Ele é um filme obrigatório não apenas por mostrar a questão racial (tudo certo, os esquerdistas, sempre eles, acharam que a história real foi romantizada, que o racismo era muito mais cru e duro no período), mas por mostrar a essência do ser humano, a pureza das relações e como somos, no fundo, seres inacabados, como nos completamos a partir de nossa interação social. É bem provável que as relações podem ter sido, de fato, mais agressivas, mas a trama conduzida pelo diretor Peter Farrelly não tem o objetivo de ser uma denúncia social ou racial (embora não deixe de fazer isso), mas de mostrar uma história de amizade, um

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pouco lírica e lúdica, mas essa é uma liberdade cinematográfica de Farrelly. Se ele quisesse explorar a relação de outra forma, tinha feito um documentário. Especialmente agora, que a questão racial está mais em voga, é bem provável que Green Book (que era um livro com locais, de bares, restaurantes e hotéis, onde negros podiam frequentar no Sul dos Estados Unidos) seria massacrado e talvez nem fosse agraciado no Oscar, com essa praga do politicamente correto que pisoteia e sufoca até mesmo a Arte, que jamais deveria ser tolhida ou carimbada. Para os que se permitirem descolar dessa triste realidade e não levá-la tão a sério, Green Book é um filme espetacular, um “Conduzindo Miss Daisy” às avessas. Construído a partir de cartas de Nick Vallelonga, filho de Tony, é um road movie em que só há uma reclamação a ser registrada: apesar das mais de duas horas de duração, a viagem passa rápido demais.

Oscar 2019

Venceu: Filme, Roteiro Original e Ator Coadjuvante (Mahershala Ali) Concorreu: Ator Principal (Viggo Mortensen) e Montagem

Globo de Ouro 2019 Venceu: Filme em Comédia ou Musical, Roteiro e Ator Coadjuvante (Mahershala Ali) Concorreu: Direção e Ator em Comédia ou Musical (Viggo)

Começar do zero Nem precisamos aprofundar ou situar ninguém neste mundo sobre o que todos estão vivendo e/ ou passando neste momento histórico. Mas de tudo o que vimos, vemos, ouvimos, lemos e acompanhamos, até então, a expressão “começar do zero” fica em evidência. Mas o questionamento é: começar do zero, que pontuação usar agora (é uma afirmação, é uma exclamação ou é uma pergunta)? Dos programas de entrevistas, dos noticiários e dos diversos momentos de leitura (como curiosidade, quantos livros você leu nesta ‘parada’?), ouve-se muito, seja daquele que perdeu o seu emprego ou daquele empresário renomado, que os próximos meses pós-pandemia serão de recomeço. Sim, ouvimos que até o próprio homem irá re-ver seu ritmo de vida, re-calcular suas metas, sonhos e projetos. Então, começar do zero? Seria uma pergunta esse “começar do zero”? Se sim, como? A nossa força de expressão, mesmo sem entrar em complexo estudo gramatical e/ou lexical-linguístico, nos direciona para algo nem sempre razoável, crítico e definitivo. Se quisermos aprofundar, reflitamos sobre esta expressão que está saindo do nosso pensamento (em alta definição) nas nossas conversas (está certo, em conversas que outros estão tendo!). Começar do zero nem sempre implica em esquecer, mas aprender com as coisas que vivenciamos no passado e que ainda se vive no presente. E mais, é estar disposto a gerar, a construir, a percorrer um novo caminho, um novo tempo, oxalá, uma nova forma de vida. Todo o aprendizado, na realidade, amplia as oportunidades de escolher, de guardar aspectos úteis e necessários para esta nova etapa de vida. Esta expressão que está fazendo eco na sociedade, “começar do zero”, nem sempre significa romper com tudo o que se viveu anteriormente. Pode ser uma mudança de perspectiva e de escolher tantas outras ferramentas para enfrentar aquilo que nem podíamos imaginar e/ou sonhar. Pergunta-se: quem nunca viveu uma mudança de vida, uma mudança de trabalho, uma mudança de casa? Ampliando nossa conversa, poderíamos buscar experiências daquelas pessoas que, por exemplo, sobreviveram a um acidente grave ou mesmo que passaram por momentos delicados afetando a própria condição de saúde. Em geral, quem passou por tais situações, mudou a forma de ver a si mesmo e o mundo no qual estava inserido. Algo despertou nessas pessoas. Alguma coisa, de infinitas formas e maneiras, deu-lhes condições (ferramentas) e, inclusive, força necessária para enfrentar e mudar aquele hábito de vida que mantiveram por tempo. Utilizando estes exemplos de vida (nada absurdo, pois são de pessoas próximas, amigas e, possivelmente, do nosso núcleo familiar), vemos que elas tiveram que re-começar a viver de um modo mais inteligente para consigo mesmas. Mas mudaram o quê? Por certo, começaram a fazer as coisas ou fazer aquelas coisas que antes estavam no âmbito do sonho. Também, compartilharam a própria existência com pessoas que estavam próximas, mas que não haviam tempo de amar, de estar junto, sonhar junto, etc. Enfim, nos diziam sempre que “os melhores começos chegam após os piores finais”. Pasmem. * Mestre em Letras, Cultura e Regionalidade


Inside

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Horóscopo Áries - 21/03 a 20/04

A dificuldade para se relacionar com uma pessoa que você encare a frustração como uma oportunidade de perceber melhor o seu potencial e o modo como pode atuar de uma forma mais leve. Os desafios estão sendo impulsionadores.

Touro - 21/04 a 20/05

O céu fala das frustrações financeiras e pede que você busque o seu valor, criando, em seguida, novas oportunidades O cenário pede que você veja a vida através de novas lentes e faça a diferença nas relações de amizades e em seus projetos.

Gêmeos - 21/05 a 20/06

Você está frustrado e sentindo dificuldades para identificar o seu valor. Os assuntos financeiros e profissionais necessitam ser revisados. O céu, porém, lhe traz novas oportunidades, contudo os medos e os bloqueios emocionais o impedem de ser livre.

Câncer - 21/06 a 20/07

Você está tomando consciência de sentimentos que estavam sendo reprimidos, o que pode deixá-lo mais vulnerável. É importante encarar as suas necessidades mais íntimas. O céu lhe traz oportunidades de ampliar as ideias e os projetos.

Leão - 21/07 a 22/08

Você está frustrado e pode sentir dificuldades para se relacionar com amigos. Os projetos podem estar travados por causa de resultados financeiros. O céu, porém, traz-lhe soluções e novas oportunidades. Busque agir com desapego e desprendimento.

Vírgem - 23/08 a 22/09

O relacionamento afetivo mexe muito com você e pede reformulações entre vocês. A pessoa tocada está confusa e presa a sentimentos do passado. Ambos têm a oportunidade de ampliar o estado de consciência e mudar.

Libra - 23/09 a 22/10

Você se sente confuso e com dificuldades para interagir com informações práticas. Tenha atenção com interferências que podem desafiar a sua rotina e a sua produtividade. O céu lhe convida a renovar a forma de trabalhar e eliminar crenças, como o desvalor.

Escorpião - 23/10 a 21/11

Existem preocupações que desafiam a qualidade da troca de afetos. É preciso examinar a sua atuação no campo afetivo amoroso e também em relação aos filhos. As expectativas são gigantes e exigem de você uma desconstrução.

Sagitário - 22/11 a 21/12

Existem mágoas e ressentimentos que estão sendo nutridos por pessoas muito próximas tanto no campo amoroso quanto no familiar. O céu pede que você examine os sentimentos e busque a verdade dentro de você. É preciso renovar!

Capricórnio - 22/12 a 20/01

É preciso examinar as relações próximas com consciência das necessidades e das expectativas envolvidas. Existem mágoas e sentimentos de culpa entre as pessoas do seu convívio. O céu lhe convida a mudar e a renovar as relações.

Aquário - 21/01 a 19/02

Você está frustrado com os resultados financeiros, o que interfere consideravelmente na autoestima. É preciso avaliar o quanto as expectativas são nocivas. É preciso se encaixar em sua vocação. O céu lhe convida a mudar as suas percepções.

Peixes - 20/02 a 20/03

Você se sente preocupado com as relações próximas e os desafetos ficam cada dia mais evidentes. É preciso mudar as suas posturas e atuar de uma forma diferente. Mudar o ponto de vista é desafiador, mas também libertador.

FARROUPILHA, 10 DE JULHO DE 2020


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Edição 645  

Jornal Informante (Farroupilha/RS)

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