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FARROUPILHA

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ANO XIII

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EDIÇÃO 644

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3 DE JULHO DE 2020

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R$ 3,00

Exposição em formato virtual

Curso de Artes Visuais da UCS está à frente da mostra “Só in-ter-venções”, que está acontecendo no Página 3 Instagram

MATÉRIA ESPECIAL

Fundamental de excelência

Rede Municipal de Ensino novamente é reconhecida em avaliação nacional Páginas 2 e 3

INSIDE

CIDADE

Dupla Jaimar e Alexandre faz show na próxima quarta em favor da entidade Página 2

Estacionamento tem área ampliada para 750 vagas e apresenta outras novidades Página 11

Live em benefício da Liga

Rotativo com alterações valendo

Imagens: Reprodução

INSIDE


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RECONHECIMENTO NACIONAL

Ensino Fundamental Farroupilhense Selo foi conferido na avaliação “Educação que Faz a Diferença” e divulgado pelo Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa

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arceria entre o Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (IEDE), o Comitê Técnico de Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE/IRB) e os Tribunais de Contas Estaduais (TCE) com jurisdição na esfera municipal, o estudo “Educação que Faz a Diferença” avalia o Ensino Fundamental nos municípios brasileiros tendo por base a proficiência em Língua Portuguesa e Matemática, conforme o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB). Divulgado na semana passada, ele classificou Farroupilha com o selo “Bom Percurso”, que é assegurado às Redes de Ensino Municipais em que a maioria dos alunos, ao menos 67%, esteja ao menos no nível básico das duas disciplinas. Apenas três municípios gaúchos foram contemplados com a distinção. Além da cidade, Carlos Barbosa e Ijuí também receberam a honraria, conferidas após a realização de visitas de auditores do TCE do Rio Grande do Sul, que entrevistaram corpo docente e discente, coordenadores pedagógicos e profissionais da Secretaria Municipal de Educação, trabalho realizado entre agosto e outubro do ano passado. Para se chegar a esta fase, contudo, a Rede Municipal Farroupilhense foi aprovada em quesitos prévios, como a garantia da aprendizagem para a maioria dos alunos, busca por redução de desigualdades,

contenção da evasão escolar, avanços consistentes na aprendizagem e notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) acima do esperado para o nível socioeconômico dos estudantes. No município, as escolas Ilza Molina Martins, Oscar Bertholdo e Santa Cruz receberam a visita dos auditores. Os três municípios gaúchos estão entre os 104 brasileiros que receberam o selo. Na Região Sul, Santa Catarina teve quatro redes de ensino classificadas com o Bom Percurso e o Paraná liderou com folga, com 22 redes municipais agraciadas com a distinção. Duas cidades conquistaram a outorga máxima, obtendo o Selo Excelência, com notas dos estudantes que superaram os 90%: Jales, em São Paulo, e Sobral, no Ceará. A publicação, além da minuciosa explicação dos critérios de análise adotados, também detalhou a situação de cada município. Sobre Farroupilha, o estudo teceu considerações. Pais ativos: uma das receitas do sucesso da Rede Municipal na análise do IEDE e CTE/IRB “Ao contrário do que ocorre na maior parte das redes, que se queixam da pouca participação dos pais, em Farroupilha e Ijuí o envolvimento das famílias é bastante elogiado. Em Farroupilha, o salário médio mensal dos trabalhadores é de 2,9 mínimos, segundo o IBGE, o que coloca a cidade na


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segue trilhando um “Bom Percurso” Freepik

Para celebrar Novo estudo reforça excelência da Rede Municipal de Ensino

posição 236 dentre os 5.570 municípios do País. Nas escolas visitadas, os pais, inclusive, dão pequenas contribuições em dinheiro para a realização de melhorias. A Secretaria Municipal de Educação, por sua vez, tem um trabalho consistente em relação à formação continuada dos profissionais, que ocorre por série e disciplina. A rede tem 14 escolas urbanas de Ensino Fundamental, com 4.736 alunos, e oito rurais, com 715”, esmiuçou a avaliação. Ainda conforme o estudo, a rede farroupilhense consolidou taxas de aprovação, em 2016 e 2017, muito acima da média nacional e, no que diz respeito ao IDEB, Farroupilha apresenta, nos anos iniciais do Fundamental, avanço de pelo menos 0,1 ponto em todas as edições da pesquisa, além do fato dos alunos apresentaram um nível de conhecimento superior ao projetado dentro da capacidade socioeconômica, que é um dos pilares da avaliação, ou seja, aplicar um aprendizado de qualidade, equânime, diminuindo eventuais disparidades entre os que se encontram em família com maior ou menor poder aquisitivo. “Eu gostaria de ressaltar que esse é um resultado de toda a Rede (Municipal de Ensino). Dos professores, diretores, os secretários de Educação que nos antecederam, todos sempre olharam para a Rede como um time e isso é importante. Isso é o resultado de um time”, salientou o professor Vinicius Grazziotin de Cezaro, secretário municipal de Educação. O estudo completo pode ser conferido no site www.portaliede.com.br clicando no ícone IEDE em Pauta e, a seguir, no Análises e Estudos.


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Você gostaria de se tornar um caçador? Tatiane Pereira *

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açador é a pessoa física registrada no Comando do Exército, vinculada à entidade ligada à caça e que realiza o abate de espécies da fauna, com arma de fogo, em observância às normas de proteção ao meio ambiente. Para o abate de espécies da fauna, obedecida a competência dos órgãos responsáveis pela tutela do meio ambiente, compete ao SisFPC a expedição de guia de tráfego para utilização de arma de fogo, acessórios e munição nessa atividade, conforme o art. 56 do Decreto nº 10.030/2019, tendo validade de 3 anos. Os caçadores, atiradores e colecionadores, conhecidos como CACs, poderão portar uma arma de fogo curta municiada, alimentada e carregada, pertencente ao seu acervo cadastrado no SIGMA, sempre que estiverem em deslocamento, para proteção do seu acervo, sendo obrigatório estar de posse do Certificado de Registro, do CRAF (Certificado de Registro de Arma de Fogo) e da Guia de Tráfego, válidos. O que é necessário para ser um caçador? Para o exercício de atividade de caça, é necessário obter o Certificado de Registro (CR) concedido pelo Exército Brasileiro. A concessão do CR é realizada, de forma descentralizada, pelo Exército Brasileiro, designado pela Região Militar, de acordo com o domicílio do interessado. A validade de Registro para Caçador, contados da sua concessão ou da sua última

revalidação, são de 10 anos. Quantas armas o caçador pode ter em seu acervo? O caçador pode ter em seu acervo 15 armas de uso permitido e 15 armas de uso restrito, sendo que a autorização para aquisição está condicionada ao atendimento do prescrito nos artigos 9º ao 12, da Portaria nº 136-COLOG/2019, e será formalizada pelo despacho da Organização Militar do Exército Brasileiro. Quantas munições o caçador pode adquirir? O caçador poderá adquirir, anualmente, para cada arma registrada, até 5 (cinco) mil cartuchos ou insumos para essa quantidade, de munição de uso permitido, e até mil cartuchos ou insumos para essa quantidade, de munição de uso restrito. A quantidade anual de pólvora é de até 20 (vinte) quilogramas por pessoa registrada no Exército. O que é necessário para adquirir munições e insumos? O caçador deve apresentar ao fornecedor: documento de identificação válido; CRAF (Certificado de Registro de Arma de Fogo); e CR de Atirador Desportivo ou Caçador. Quais são as armas de fogo proibidas para utilização da caça? São proibidas: arma de fogo de uso proibido; arma de fogo automática e arma de fogo não portátil. * Bacharel em Direito e especialista em Direito Notorial e Registral Prestação de Serviço/Procurador CR 364911


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As incongruências e a seletividade de um estudo que carece de credibilidade Há cerca de um mês, o governador Eduardo Leite mudou as bases do estudo de distanciamento controlado (um neologismo sutil para quebra da economia gaúcha) que, vale ressaltar, era tido como perfeito e irretocável, sendo inclusive replicado em outros Estados. O que seria levado em consideração, de forma mais efetiva para colorir o mapinha do Rio Grande do Sul, era o número de leitos disponíveis nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Até aí, tudo bem, já que os pacientes que chegam à tal situação realmente requerem cuidados especiais. Porém, uma avaliação mais criteriosa mostrava que havia outros interesses por trás da reclassificação. A Serra, à época, estava com percentual de ocupação alto (em relação a outras regiões não ao período) e a Zona Sul baixo. Na semana seguinte, com a bandeira vermelha, a região se mobilizou e conseguiu mais 31 leitos e reduziu a taxa ocupacional em mais de 10 pontos percentuais, que provocou a troca da bandeira para a laranja. Na semana seguinte, o quesito que passou a valer foi outro, já que esse não servia mais. Passou a ser o grande número de casos por dois motivos: primeiro porque o Sul passou a ter taxa de ocupação superior a 80% na UTI (estava em 83% na tarde de quinta, no fechamento desta Edição); segundo porque a Serra fez o dever de casa, testou e, com isso, por óbvio, aumentou os contaminados; terceiro

porque a Zona Sul segue sem testar ninguém. Se testasse, com os leitos de UTI à beira da saturação, estaria na bandeira vermelha com folga. As justificativas apresentadas pelo governador não encontram um mínimo de respaldo na realidade, o que desacredita um estudo que é baseado em ciência, a Ciência do Achismo e da Futurologia, que consegue prever número de contaminados e mortes com uma precisão matemática (infectados e óbitos gerados pelo comércio não essencial, claro, já que o vírus não circula em farmácias, casas lotéricas e supermercados), mas que ignora a relação evidente do número de casos confirmados com a alta testagem ou que desconsidera o fato da Serra historicamente ter, no período de outono/inverno, sua capacidade de ocupação nos leitos de UTI raramente baixando de 90%. Que estudo que deseja ser minimamente respeitado ignora essas duas variáveis elementares? O que o governador precisa explicar é como foram aplicados os R$ milhões destinados pelo governo federal. A União certamente não destinou esses recursos para gastos em publicidade na extrema imprensa e muito menos para compra de canetinha, mas para investir no combate ao covid e na melhoria da estrutura hospitalar gaúcha, algo que pouco se fez até agora. Além de quase nada ter sido feito pelo Estado na questão, a culpa ainda recaiu sobre a pobre

Índice

Editorial

Matéria Especial .................................... Páginas 2 e 3 Editorial ...................................................Página 6 Opinião ......................................................Página 7 Saúde .........................................................Páginas 8 e 9 Economia ..................................................Página 10 Cidade ........................................................Páginas 11 e 12 Política .....................................................Página 13 Esporte .....................................................Páginas 14 e 15

Inside

Especial..................................................... Capa Crônicas da Redação ............................. Página 2 Música ....................................................... Página 2 Arte ............................................................ Página 3 Rita Rosa Baretta................................... Página 3 Social ........................................................ Páginas 4 e 5 Fabrício Oliboni ..................................... Página 6 Sétima Arte .............................................. Páginas 6 e 7 Paulo Roque Gasparetto ..................... Página 7 Horóscopo ............................................... Contracapa Classificados .......................................... 8 páginas

população, eleita pelo governador como vilã da história, uma narrativa absurda e que foi comprada por um monte de gente, quando na verdade a sociedade é a grande vítima de um governo completamente perdido. Aqui cumpre um elogio aos prefeitos que integram a Associação de Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne). Na reclassificação da Serra com bandeira vermelha, feita há três semanas, muitos gestores municipais se curvaram diante do absurdo e isso deu força ao governador. Desta vez, a viabilização de um estudo realizado pelo Observatório Regional da Saúde, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), despolitizou o debate. Se uma análise que carece de maiores fundamentos da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) merece maiores considerações, ainda mais merece uma avaliação técnica da UCS que, de certa forma, desarmou o gestor estadual, obrigando-o a fazer uma reconsideração. O que se percebe facilmente é que não há uma grande diferença entre os dados que foram divulgados pelo governador, na última sexta, e os que foram apresentados no recurso, o que apenas reforça o caráter político da classificação. Ou o Estado precisa rever os quesitos de definição de bandeiras ou ele pode finalizar o estudo contratado junto à UFPel, à medida que ele foi desacreditado pelos dados que foram apresentados pela

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UCS. Não é mais possível se definir uma classificação na sexta e, três dias depois, se voltar atrás na opção, como se o vírus, durante o sábado, domingo e segunda, ficasse à espera da manifestação do governador para ver se realmente poderia ingressar em determinada região ou não. A verdade é uma só: passou da hora do gestor estadual delegar aos municípios o controle sobre a situação da pandemia, por mais que seu ego resista em adotar tal medida, já que seria o fim das lives. Uma outra coisa que passou da hora é da população gaúcha, em sua totalidade, começar a cobrar do governador medidas efetivas contra o covid-19 e, em sua minoria, parar de culpar os munícipes pela pandemia, outra atitude bizarra verificada no período. Essa certamente não foi uma semana fácil para os torcedores do coronavírus em Farroupilha e na Serra, mas foi, se não uma ótima, uma boa semana para a avassaladora maioria dos farroupilhenses e serranos que têm o trabalho como religião. É muito provável que o governador venha a colorir todo o mapa estadual de vermelho nesta sexta (exceção feita a região de Pelotas, talvez, e por motivos óbvios). As próximas semanas serão difíceis não pelo rigor do inverno ou ocupação em UTIs, mas pela falta de gestão, que prefere culpar a população ao invés de olhar para sua inércia e omissão durante a crise sanitária.

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Colunistas Crônicas da Redação Dolores Maggioni Egui Baldasso Fabrício Oliboni

Guilherme Macalossi Lauro Edson Da Cás Paulo Roque Gasparetto Rita Rosa Baretta

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O Supremo avançou o sinal. Hora de fazer justiça O inquérito das fake news é a mais nova escalada de arbítrio do STF. Depois de invadir competências do Executivo e do Legislativo e virtualmente anistiar condenados pela justiça ao acabar com a prisão em segunda instância, a Corte Máxima do Judiciário brasileiro decidiu virar acusador e julgador ao mesmo tempo, um despautério em termos de justiça. Parafraseando um coronel dos tempos da ditadura militar, “às favas a justiça” Mateus Bandeira * Seria preciso ser muito ingênuo ou nefelibata para crer que o Judiciário sempre age com imparcialidade e que a política nunca entra nos luxuosos e dispendiosos palácios das cortes. Havia, no entanto, um esforço para preservar as aparências. Aparentemente, este pudor estiolou-se. Como corolário do perigoso e pernicioso ativismo judicial, a Corte Suprema instalou, de ofício, o inquérito 4781 – de alcunha “das fake news”. Com ele, caiu o véu roto e emborralhado que tentava dar aparência de seriedade, imparcialidade e compromisso do STF (Supremo Tribunal Federal) com a justiça. Doravante, difícil será acreditar em juízes imparciais. E não é necessário ser versado em direito para chegar a esta conclusão. Quem julga não acusa, quem acusa não julga Princípios basilares de justiça, que antecedem o Direito, foram maculados com a instalação do inquérito 4781. O mais elementar deles foi estilhaçado: quem julga não acusa, quem acusa não julga. Elementar. Se eu estou acusando alguém, como posso julgar este indivíduo? Ora, se acuso é porque quero a condenação. Sob o pretexto de investigar ameaças a seus integrantes, o presidente da Corte instaurou um inquérito e nomeou o juiz. Que tal, leitor, se, da próxima vez que te sentires ameaçado, instaurares um processo contra o suspeito e decidires a sentença? Só esta barbaridade seria suficiente para detonar o inquérito, considerando-o inconstitucional. Mas há mais. O juiz do inquérito nunca poderia ter sido escolhido a dedo, como

aconteceu, mas sorteado. Caso o sorteado tivesse sido o juiz Marco Aurélio Mello, único a considerar o inquérito inconstitucional, a ação poderia ter sido arquivada. Além disso, os réus não eram notificados e não tinham acesso ao processo. A investigação jamais poderia ser de iniciativa própria Corte. Como disse Marco Aurélio, o Judiciário é um “órgão inerte; há que ser provocado para atuar. Não pode a vítima instaurar inquérito”. Nada mais parecido com a obra de Franz Kafka. (https://noticias. uol.com.br/videos/2020/06/18/inquerito-das-fake-news-natimorto-diz-marco-aurelio-no-stf.htm) Cachimbo e boca torta Como há muito os magistrados da Corte Máxima vêm abusando de seu poder sem reação à altura – com exceção de um grupo de senadores e de parte da população, desiludida com a injustiça e o fausto que graça nas altas cortes do Judiciário –, os ditos ministros ultrapassaram mais um limite. Ignoraram a imunidade parlamentar e violaram os direitos de deputados e senadores. Atenção. Sou contra o foro privilegiado. Todos devem ser iguais perante a lei. Há, porém, uma prerrogativa que deve ser inalienável aos membros do Congresso Nacional: o direito à palavra e à livre expressão. Seus votos e opiniões não podem, numa democracia, ser conspurcados. Aliás, numa democracia, a liberdade de expressão deve ser valor absoluto. Na nossa, promulgada em 1988, este direito está expresso no artigo 5º em mais de um inciso. Tu ainda acreditas no STF? A mensagem autoritária do inquérito 4781 à sociedade é: “nós, ministros do Supremo, não podemos ser criticados”. Por não gostarem das queixas legítimas dos cidadãos, boa parte delas merecidas, acusam, prendem, invadem residências, censuram a imprensa, usam a Polícia Federal como sua segurança particular e não dão ciência ao Ministério Público – este, sim, com a prerrogativa constitucional de acusar. Aqueles que apoiam as medidas

dos integrantes do STF devem se lembrar que, hoje, a ação se volta contra o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. Amanhã, o alvo pode ser outro. Pau que bate em Chico bate em Francisco. Fato é que o STF e seu inquérito que pode tudo contra todos está colocando em risco a liberdade de expressão. O que me faz lembrar dois vídeos que gravei e alcançaram grande repercussão nas redes sociais. Um deles tinha como título “Tu acreditas no STF?”, que pode ser acessado pelo link https://www. facebook.com/NOVOMS/videos/372341423511296. O outro, “Nas teta$ da INjustiça”, pelo link https:// www.facebook.com/CanalConscientize/videos/1942632929083226. Neles, usei meu direito democrático e constitucional de criticar a Corte Máxima. Hoje, penso, aquelas críticas não foram tão severas, pois vieram antes da extinção da prisão em segunda instância (que, obviamente, favorece ricos e poderosos já condenados) e das lagostas e vinhos de grife bancados com dinheiro da Viúva. Se se derem ao trabalho de lerem este artigo e assistirem aos dois vídeos, penso que corro o risco de ser arrolado no inquérito das fake news. Afinal, com a ação surreal, o STF decretou que é proibido criticar as excelências togadas. Assim, caso eu pare de escrever e me manifestar, uma hipótese é a de que fui abduzido por um juiz supremo, que não gosta de ser contrariado. Parece piada, mas, se nada fizermos, o Poder Judiciário, que já é tremendamente poderoso, vai se tornar um Poder acima dos demais. Não poderemos mais dizer que eles julgam quando, se e o que quiserem, sem nenhuma fiscalização. Assim, uma ação de precatório pode ser julgada após a morte da vítima. Se for julgada. Já uma outra ação, de interesse de algum magistrado, pode ter sua tramitação acelerada. Os altíssimos e indecentes salários do Judiciário, que extrapolam em muito o teto constitucional, não poderão ser divulgados. As inúmeras mordomias que se autoconcedem, como o vergonhoso auxílio-moradia, passarão a ser sigilosas. As cada vez mais frequentes invasões de competência nas decisões exclusivas do Executivo, como a no-

meação de ministros e assessores, e do Legislativo, como a legislação do aborto e da definição de medidas de combate à corrupção, se tornarão cotidianas. Parece absurdo? Hora dos sem-toga agirem. A começar pelo Senado Pois pareceria impensável há pouco tempo imaginar o STF acusando, julgando e prendendo ao mesmo tempo, tudo de forma sigilosa. Fica claro por este artigo que não vou me acovardar. Continuarei criticando qualquer autoridade pública, paga com o nosso imposto, que extrapolar suas prerrogativas, desviar recursos públicos, atentar contra a democracia e agir na aparente legalidade, mas de forma imoral. Tem e terá meu repúdio e minha denúncia. Sou cidadão, não um pária. Não me considero menor do que os juízes porque não uso toga. Como apontou com visão de cidadania Rui Barbosa, “a pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário; contra ela, não há a quem recorrer”. É disto que se trata o inquérito 4781. A pandemia fez adormecer as barbaridades perpetradas pelos ministros supremos, como a prescrição de crimes praticados por poderosos e as liminares ultrarrápidas em favor de prediletos. É hora de retomar esta batalha. Além de não nos calarmos, é preciso retomar a campanha pela CPI da Lava-Toga. E, ao mesmo tempo, pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que cumpra seu papel constitucional e dê andamento aos pedidos para processar ministros do STF por crime de responsabilidade. Cabe exclusivamente ao Senado processar e julgar os integrantes da Corte Suprema. Não se está pedindo ao presidente do Senado que prenda os ministros, como estes fizeram contra críticos que consideraram suspeitos. Mas que abra os processos de impeachment e instale a CPI. Dificilmente o Legislativo, cujas Casas são abertas à fiscalização popular, agirão como os supremos togados. Ou juízes do Supremo estão acima da lei? Se a resposta for sim, resta parafrasear um coronel dos tempos da ditadura militar: “às favas a justiça”. * Conselheiro de administração e consultor de empresas, foi CEO da Falconi, presidente do Banrisul e secretário de Planejamento do Rio Grande do Sul


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Quando a queda de a ser sinônimo de p Marina Elisa Rombaldi *

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queda de cabelo afeta pessoas de todas as idades e quem sofre com essa fragilidade com certeza já se perguntou o porquê. Em algumas épocas do ano, como o outono, esse problema costuma se acentuar e pode chegar a uma perda de até 600 fios por dia, enquanto em outras estações gira em torno de 150. Essa ação é resultado da forte radiação ultravioleta que acometeu o couro cabeludo no verão e fragilizou os fios, aumentando a queda. É importante estar atento a perda e, caso ela seja muito

acentuada, os cabelos estiverem desgastados, secos e sem vida, é necessário buscar o auxílio de um profissional especializado na saúde dos fios: um médico tricologista. Existe uma série de tratamentos para resolver ou amenizar esse quadro, tais como: a Intradermoterapia Capilar, para diminuir a perda dos fios e estimular o crescimento por meio de injeções locais; a Cromoterapia Capilar, que aplica feixes de luz coloridos no couro cabeludo, de modo a energizar a área e incentivar o crescimento; a técnica dos Fatores de Crescimento Autólogos, que se baseia na aplicação de plasma no couro cabeludo, já que ele auxilia na regeneração dos tecidos e

Médica Marina Elisa Rombaldi enumera s

A verdade por trás das fak Leonardo Torres * As fake news só tem de novidade o nome. As notícias falsas já percorriam a sociedade nazista antes mesmo da invenção da internet. Os boatos falsos já se propagavam no mundo antes mesmo de Hitler nascer. O grande problema desse fenômeno de espalhar informações falsas é o que elas promovem na mentalida-

de coletiva de uma população, principalmente agora com a pandemia do covid-19. Informações falsas de descobertas de tratamento, vacinas, até aquelas que negam o vírus, além de irem contra a Organização Mundial de Saúde (OMS), corroboram com intenções unicamente econômicas, podendo promover um afrouxamento no combate ao coronavírus, o que significa direta-

mente morte da população. As fake news, notícias falsas ou os boatos, como queira chamar, conseguem ser aceitas pela população com rapidez, pois apesar do fato ser falso, a intenção ideológica que a notícia carrega é muito verdadeira e cria uma identificação mental com parte da população, podendo ela chegar até a um estado de delírio coletivo, ou seja, a crença em outra rea-


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e cabelo passa preocupação Arquivo Pessoal

Alternativas série de tratamentos que podem ser adotados

reparação dos folículos capilares; o MMP Capilar, por sua vez, aplica medicamentos diretamente no local da queda, com o objetivo de aumentar a circulação sanguínea e estimular os folículos capilares, para que o cabelo volte a crescer saudável. Nos casos em que a queda é muito intensa e a calvície extensa, ou se deseja preencher as falhas de forma definitiva e redesenhar a linha frontal do cabelo, o Transplante Capilar é a melhor solução. A técnica FUE é minimamente invasiva e consiste na extração de unidades foliculares, uma a uma, da área doadora do couro cabeludo para posterior implantação. Esse método exige alta precisão, pois, todos os

folículos precisam ser transplantados de forma intacta, considerando aspectos como posicionamento e ângulo, o que garantirá o crescimento total e natural dos fios. Ao contrário de outras técnicas, o Transplante Capilar FUE não deixa nenhuma cicatriz linear, portanto, não interferindo na escolha do corte de cabelo. Outra vantagem é a recuperação rápida, uma vez que o procedimento é realizado com anestesia local. As atividades podem ser retomadas no dia seguinte, desde que, com os devidos cuidados, e a cicatrização total leva, em média, 15 dias. * Médica Tricologista na Stërah Medicina e Estética Capilar, em Caxias do Sul

ke news sobre o covid-19 lidade que não é a atual. Por criar tal identificação, ela também se espalha mais rápido. O Massachusetts Institute of Technology (MIT) apontou que notícias falsas se espalham 70% mais rápido do que qualquer outra notícia. Psicologicamente, isso se dá pois a ideologia que está por detrás das fake news faz os indivíduos que se identificam com ela sentirem-se

corretos, entendidos e parte de um grupo. Como diz Carl Gustav Jung, psicoterapeuta e médico, o indivíduo prefere o “estado de massa”, pois ele é mais confortável e traz uma sensação de pertencimento e segurança. Portanto, quem compartilha fake news esquece a própria consciência. Enquanto o ser humano não entender a real situação do mundo e das possíveis

consequências (e da lição) que o coronavírus já está trazendo, as fake news continuarão, porque elas estão a serviço de ideologias que pouco se importam com os cidadãos e não admitem ter menos lucro trimestral. * Professor e palestrante, doutorando em Comunicação e pós-graduando em Psicologia Junguiana


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Prevenção

Selo auxilia retomada do setor turístico Autenticação será disponibilizada para empresas e guias que seguirem protocolos de higiene a fim de auxiliar o turista

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ensando na retomada do setor em todo o Brasil, o Ministério do Turismo lançou o selo “Turismo Responsável – Limpo e Seguro”. O programa estabelece boas práticas de higienização para cada segmento de atividade econômica. Desta forma os turistas poderão saber quais estabelecimentos e serviços estão cumprindo as normas de prevenção. Esta é a primeira etapa do Plano de Retomada do Turismo Brasileiro, coordenado pelo órgão federal, com o intuito de diminuir os impactos causados pela pandemia. A ideia é que os consumidores se sintam seguros ao frequentar os locais que cumpram as recomendações para a prevenção do covid-19.

Os protocolos de higiene foram pensados com entidades turísticas, e chancelados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), levando em conta medidas adotadas no mundo e pelo Ministério da Saúde. As orientações são direcionadas a 15 segmentos, listados no box abaixo. O selo é gratuito e, para solicitar, as empresas e guias de turismo devem entrar no site www.turismo.gov.br/ seloresponsavel/ e ler as orientações previstas no protocolo destinado ao segmento em que atua. Além disso é preciso estar com a situação regular no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). Após solicitação, o selo deverá ser impresso e colado em local de fácil acesso ao cliente.

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Segmentos que podem solicitar o selo

Meios de Hospedagem; Agências de Turismo; Transportadoras Turísticas; Organizadoras de Eventos; Parques Temáticos; Acampamentos Turísticos; Restaurantes, Cafeterias, Bares e similares; Centros de Convenções; Empreendimentos de Entretenimento; Empreendimentos de Turismo Náutico ou Pesca Desportiva; Casas de Espetáculo; Prestadoras de serviços de infraestrutura para eventos; Locadoras de veículos para turistas; Prestadoras especializadas em segmentos turísticos; e Guias de Turismo.

Segurança Turistas poderão identificar quem está seguindo as normas de prevenção por meio do selo


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ESTACIONAMENTO

República

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Região consolidada Região ampliada

Operação na cidade

Com a expansão o total é de 750 vagas, acrescendo 5% para idosos e 2% para deficientes. Os valores são: R$ 1,00 (30 minutos), R$ 2,00 (60 minutos), R$ 3,00 (90 minutos) e R$ 4,00 (120 minutos). Tarifas de Regularização: R$ 20,00 (prazo de pagamento 24h). Tempo máximo de permanência na mesma vaga: duas horas. Tempo de Tolerância: 8 minutos. Horários de cobrança: de segunda a sexta, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 12h. Independência (5 equipamentos), República (6), Pena de Moraes (5), Júlio de Castilhos (4), Rômulo Noro (3), Pinheiro Machado (1) e Rui Barbosa (1). Os 25 parquímetros possuem tecnologia que aceita cartão de crédito e débito das bandeiras Visa, Mastercard e Elo, além do cartão recarregável ou moedas.

Obituário 26 de junho Dionisio Luiz de Cesaro, 78 anos. Sepultamento no cemitério de Nova Vicenza; Marco A. de Arruda Paim, 50 anos. Sepultamento no cemitério de Nova Vicenza. 27 de junho José Pedro Gardini, 72 anos. Memorial Crematório São José, de Caxias do Sul. 28 de junho Edenor Gobatto, 68 anos. Sepultamento no cemitério de Nossa Senhora da Saúde (Linha 47). 2 de julho Teresinha Debastiani, 65 anos. Sepultamento na capela Santa Cruz, em Nova Milano (4º Distrito).

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Alguém quer me adotar? Divulgação

Sede da REK Parking, Aroma Café, GNV Lanchonete, Festa do Calçado, Papelaria Veneza, Banca da República, Nação Verde, Loja Clip, Peroni Lotérica e Sorte Shop Lotérica.

Nor

Ângelo Antonello

Cel. Pena de Moraes

Pontos de venda

Parquímetros

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til as

poderão comprar o tíquete, renovar o tempo, regularizar notificações e adquirir o cartão recarregável que pode ser abastecido de R$ 1,00 a R$ 300,00. Além disso os monitores que atuam no estacionamento não mais comercializarão tíquetes ou regularizações, eles estarão disponíveis apenas para sanar as dúvidas sobre o sistema, além de realizar a fiscalização.

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D

esde quarta, o sistema de estacionamento rotativo da cidade conta com mais equipamentos e outras funcionalidades. A Rek Parking, empresa que administra o serviço, apresenta inovações na forma de pagamento, um novo aplicativo e postos de venda no comércio. Para o pagamento, as novas possibilidades contam com aceitação de cartão de crédito ou débito nos parquímetros, pontos de venda no comércio local e utilização do aplicativo Rek Pay, que evita a procura de máquinas. Através do aplicativo, também será possível saber que região do Centro da cidade há possibilidade de estacionar, consultar o extrato de uso do estacionamento, saber se foi notificado, receber alertar de término de tempo de uso do tíquete e conhecer os pontos de venda de crédito. O aplicativo pode ser baixado gratuitamente nos sistemas Android e iOS. São cerca de 10 empresas parceiras, onde os usuários

Além de equipamentos mais modernos, o sistema apresenta muitas novidades

Pinheiro Machado

Rui Barbosa

Independência Tiradentes

Rotativo ampliado

Este é o Joaquim. Ele tem 3 meses e será de porte médio. É calmo e ama carinho. Joaquim está com a primeira dose da vacina feita. Interessados em adotar ou auxiliar com as despesas de hotelzinho, podem manter contato pelo fone 999.371.647.


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FARROUPILHA, 3 DE JULHO DE 2020

HONRARIA

Farroupilhense é homenageada como a “Sueca do Ano de 2020” Vilma Lourdes Bohm Tasca é a responsável por manter a Svenska Kulturhuset: a Casa da Cultura Sueca e o Museu do Linho

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Divulgação

reconhecimento é para poucos. A farroupilhense Vilma Lourdes Bohm Tasca foi homenageada como a “Sueca do Ano de 2020” por seu legado em promover a Casa da Cultura Sueca e o Museu do Linho. A Svenska Kulturhuset foi construída em 1944, pela família Bohm, com a finalidade de ser uma fábrica de cordas e barbantes de linho. A atividade foi trazida para o Brasil em 1890, com o imigrante Carl Oscar Bohm, que se estabeleceu inicialmente na Linha Barata Góis, colônia de Antônio Prado. Em 1908 chegou à Linha Jansen onde se estabeleceu e construiu a edificação, no lote 54, que guarda os traços característicos do País escandinavo. Os trabalhos foram mantidos até 1978. O local é preservado pela Família Bohm e funciona como a Casa da Cultura Sueca e Museu do Linho. “É com grande alegria que venho agradecer,

ao Consulado Geral da Suécia em São Paulo, pela honrosa homenagem, com a medalha Svensk 2020. Quero partilhar essa premiação com todos os que colaboraram para que a história e a cultura da imigração sueca, de 1890, fosse resgatada e pudesse ser repassada para as gerações futuras”, escreveu Vilma no Facebook. A distinção foi entregue no Dia Nacional da Suécia, o Sveriges Nationaldag, no último dia 6, de forma online. A Casa da Cultura Sueca integra, desde agosto de 2018, o roteiro Farroupilha Colonial, que deve ser retomado com força tão logo a pandemia do coronavírus seja superada.

Reconhecimento Vilma foi agraciada com a distinção pela preservação do legado de seus antepassados e demonstrou orgulho e gratidão pela lembrança

Arquivo Jornal Informante

Acervo Prefeitura Municipal

Pedaço da Suécia no município Localizada na Linha Jansen, a Svenska Kulturhuset integra, desde agosto de 2018, o roteiro Farroupilha Colonial


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FARROUPILHA, 3 DE JULHO DE 2020

COLORINDO O MAPINHA

Serra contesta dados do Estado e permanece semana na laranja du ro ep :R em

licitando revisão dos dados e retorno à bandeira laranja. Além da Serra, Erechim e Palmeira das Missões tiverem o pedido atendido. Passo Fundo, Santo Ângelo e Canoas, que também recorreu, permaneceram na vermelha a partir do indeferimento. O estudo feito pelo Observatório da UCS questionou basicamente os dados de três indicadores: óbitos, casos confirmados e casos ativos. Como não houve uma variação expressiva nos demais quesitos e como o ingresso na bandeira vermelha havia ocorrido por detalhe, a reavaliação foi suficiente para fazer com que a região ficasse classificada como bandeira laranja, que vigora, pelo me-

ag

da Universidade de Caxias do Sul (UCS), a missão de compilar os dados da Serra e assumir o recurso, contestando os números que foram apresentados pelo Palácio Piratini. Os secretários municipais de Saúde dos 49 municípios da região integraram a força-tarefa, junto com a Universidade, com a meta de buscar a manutenção na bandeira laranja. Na última sexta, além das quatro regiões que estavam na bandeira vermelha: Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo e Capão da Canoa, mais cinco acabaram incluídas: Serra, Erechim, Palmeiras das Missões, Passo Fundo e Santo Ângelo. Até o domingo pela manhã, 67 recursos foram interpostos so-

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nova rodada de classificação do distanciamento controlado trouxe novos e grandes transtornos para a Serra. Duas semanas após a primeira classificação com bandeira vermelha, o governador Eduardo Leite impôs novamente a condição, o que acabou por gerar uma remobilização da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne). Porém, desta vez, a entidade não teve dissidências e todos os prefeitos remaram para o mesmo lado. Decisiva para a reconsideração, por parte do governo do Estado, foi delegar para o Observatório Regional da Saúde,

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Observatório Regional da Saúde da UCS realiza estudo para Amesne e consegue manter região na classificação menos restritiva

Mapa atual Configuração vigora pelo menos até a próxima segunda

nos, até a próxima segunda. Nesta sexta, Leite anuncia a 9ª rodada do distanciamento controlado e há risco da Serra

voltar à restrição anterior por conta do aumento das hospitalizações em UTIs, um dado que pode pesar na avaliação.


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Corrida para o bem comunitário Acorf realiza 12 horas de evento para arrecadação de alimentos a famílias carentes

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Associação dos Corredores de Rua de Farroupilha (Acorf) está promovendo uma corrida solidária. Será no domingo, dia 12, e vai acontecer das 6h às 18h. As inscrições podem ser feitas até a próxima sexta, dia 10, pelo fone 999.850.735, mediante doação de 10 quilos de alimentos não perecíveis. Ao longo do dia 12, os atletas irão se revezar, em corrida solo de 30 minutos, na estação Férrea de Farroupilha, no intuito de evitar aglomerações. A corrida seguirá os critérios de segurança, como o uso de máscara e o distanciamento. O objetivo do evento é arrecadar alimentos para entidades e famílias carentes do município, que estão passando por dificuldades no momento da pandemia. “Todos os participantes terão medalhas de participação e um brinde, a camiseta de corrida. Os cinco que mais trouxerem alimentos ganharão

um troféu”, destaca Jéssica da Rosa Cardoso, presidente do grupo. Segundo ela, a população está contribuindo e a Associação já conseguiu repassar alimentos a quem necessita. Quem não puder participar da corrida mas quer contribuir com a causa pode fazer a doação na Ótica Diniz (Pinheiro Machado, 20), ou no dia e local da corrida.

Unidos para auxiliar Para participar do circuito na Estação Férrea, corredores devem doar 10 quilos de alimentos

Programe-se O que: Corrida Solidária Quando: dia 12 (domingo), com inscrições até o dia 10 (próxima sexta) Onde: Estação Férrea Quanto: inscrição feita a partir da doação de 10 quilos de alimentos

Imagem: Reprodução

SOLIDARIEDADE


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FARROUPILHA, 3 DE JULHO DE 2020

REGRESSO ADIADO

Depois do covid-19, São Pedro Gurias rubro-verdes testam negativo para o coronavírus, mas chuva impede a retomada dos treinos no decorrer da semana Lis Neis/Assessoria de Comunicação SERC Brasil

Brasil Feminino

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ão tem sido fácil a rotina do Brasil Feminino. Nesta sexta chegamos a 110 dias de paralisação do futebol no País e a expectativa era que a equipe já tivesse retomado os treinamentos na última segunda, mas a instabilidade climática, o frio e as fortes chuvas que desabaram em Farroupilha impediram o reinício das atividades. Por isso, dose dupla neste fim de semana: treino nesta sexta, às 20h30min, e no sábado, às 15h. Na semana passada, as gurias rubro-verdes, assim como a comissão técnica e funcionários ligados à categoria, foram submetidas a testes

Negativadas A goleira e capitã Gil faz o teste de covid-19: equipe liberada no primeiro ensaio para o retorno

rápidos de covid-19 e nenhum caso foi registrado, o que já permitia o retorno dos treinamentos. Com a troca de bandeira no sistema de distanciamento controlado do governo do Estado a situação ficou incerta, mas a manutenção na laranja, após recurso da Serra, garantiu a volta, que só não se consolidou pelo mau tempo. Ainda que, na pior das hipóteses a região venha a ser reclassificada como bandeira vermelha nesta sexta, a vigência de regras mais restritivas passa a valer somente na próxima terça, isso se a questão não for revertida, como na última semana, com um recurso que mantenha a atual condição. O certo é que os treinos devem reiniciar ainda que os trabalhos sejam, neste primeiro momento, mais centrados na parte física e individualizados. Expectativa frustrada A zagueira Gilvane Cavasin, uma das atletas que não reside na região e ocupa o alojamento do Estádio das Castanheiras, fez esse belo registro do amanhecer de segunda, dia previsto para o retorno dos trabalhos: volta, mais uma vez, protelada


Arquivo Pessoal

Distanciamento controlado, insegurança descontrolada

Em três dias, de sexta a segunda, Serra e outras regiões do Rio Grande do Sul mudaram de classificação três vezes. Constantes alterações no estudo do governo do Estado geram transtornos aos gaúchos. Tendência é volta à bandeira vermelha nesta sexta Editoria de Política, página 13, e Editorial

INSIDE

Percorrendo a América do Sul Carina Furlanetto e João Paulo Mileski estavam viajando com o Sandero 1.0 pelo Continente, mas tiveram que interromper a viagem por conta da pandemia do covid-19. Pausa para a aventura que vai virar livro antes de ser retomada e finalizada Capa


Social

As dicas e sugestões para seguir firme durante a pandemia na Coluna de Valéria Vettorazzi Páginas 4 e 5

Inside

Sétima Arte

Joel Schumacher encerra a profícua década de 90 com o sombrio “Oito Milímetros”, um suspense de alto nível Páginas 6 e 7

ROTEIRO INTERROMPIDO

Uma breve pausa na aventura Viagem de casal de desbravadores teve que parar por conta do coronavírus, mas as lembranças estão presentes e vão virar livro Yasmin Signori Andrade

Yasmin Signori Andrade

yasmin@jornalinformante.com.br

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pós percorrerem mais de 50,3 mil quilômetros com uma Sandero 1.0, em 421 dias de viagem, Carina Furlanetto e João Paulo Mileski, jornalistas de 32 anos, decidiram interromper a aventura por conta do coronavírus. Mas esse não é o fim da jornada, a intenção é cair na estrada assim que for possível. O casal saiu de sua cidade natal, Bento Gonçalves, no ano passado com o objetivo de percorrer a América do Sul de um extremo a outro. Tudo com o planejamento de gastar R$ 100,00 por dia em 2 anos de estrada. Eles estiverem em Farroupilha na quarta, para conversar um pouco sobre a experiência vivida. No total, Carina e João Paulo visitaram 10 Países do Continente. Em território nacional, foram cinco Estados percorridos antes da pandemia se alastrar. Os Lençóis Maranhenses foram visitados um dia antes do fechamento do parque por conta do covid-19. “A gente está em casa, com todo o conforto, mas na verdade sentimos falta até de dormir no carro. Está tudo muito presente, portanto ainda não caiu a ficha que interrompemos

Fotos: Divulgação

a viagem”, ressalta João Paulo. Nas redes sociais, o casal compartilha textos autorais que descrevem as experiências vividas em cada local e as transformações internas que o casal tem passado. Unido a isso, ainda estão as maravilhosas fotos registradas no trajeto. “A ideia de compartilhar as experiências era mais para um diário, do que para conseguir seguidores”, aponta Karina, mas as vivências agradaram o público, que soma mais de 116 mil seguidores no perfil do Instagram Crônicas na Bagagem. “Acho que o que agradou foi a gente ir com as condições que tínhamos. Assim, muita gente se inspirou”. “No momento estamos escrevendo um livro. Todo dia escrevíamos algo no trajeto. Vamos selecionar cerca de 80 histórias que mais marcaram para compartilhar na obra”, avisa João Paulo. Depois do livro, a ideia é concluir a visitação de todos os Estados brasileiros e o Paraguai.

Mais aventuras

Viagem que vira livro Casal de Bento Gonçalves percorreu a América do Sul em um Sandero, mas teve que parar a aventura por conta da pandemia do covid-19

O casal foi o convidado do programa “Viajando com a TV Cidade”, apresentado por Aline Bariviera. O programa passa às 8h, 12h, 20h e 23h no Canal 14 da NET. Além disso, fica disponível no canal do YouTube da emissora para quem quiser conferir.


Inside

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Crônicas da Redação Ramon Cardoso

ramon@jornalinformante.com.br

É surreal, mas verdade: em Farroupilha temos torcida para o coronavírus

Música

Show de solidariedade Jaimar e Alexandre realizam live na quarta em prol da Liga de Combate ao Câncer

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m símbolo do isolamento social, as lives estão tomando conta da rotina de muitas pessoas, especialmente no meio artístico. Além de ser o contato entre o artista e público, afastados por conta da pandemia, muitas vezes elas acontecem em prol de uma causa. Na próxima quarta, a dupla Jaimar Elias Machado e Alexandre Battisti vai fazer uma transmissão, às 20h, em prol da Liga de Combate ao Câncer de Farroupilha. Quem quiser acompanhar a live, será no canal do YouTube da Ziliband, e para ajudar basta fazer uma doação em dinheiro, de qualquer valor, para a conta descrita abaixo. O valor será convertido para auxiliar pessoas que enfrentam o câncer. As doações são de extrema importância para a Liga, tendo em vista que neste ano não será possível realizar o tradicional Homens na Cozinha, maior fonte de renda da entidade. Na live, o público, além de prestar solidariedade, vai poder curtir música gaudéria e também a Popular Brasileira.

Divulgação

Tenho visto com muita tristeza uma defesa ferrenha do governo estadual por parte de muitos farroupilhenses. Aliás, não é possível chamar esse pessoal de farroupilhense porque, ao defenderem o indefensável, esse perdido gestor que está à frente do Palácio Piratini, desprezam e pisam na história do município, que é o que é graças ao trabalho de sua gente, dos farroupilhenses de nascimento aos de adoção. Não perceber isso já é um absurdo, passar pano para Eduardo Leite então... Esse é um governo que não tem mais defesa. Sua base de apoio está ruindo de uma maneira quase tão intensa quanto à economia gaúcha, que tem no gestor estadual seu maior algoz. Culpar a população pelo aumento de casos chega a ser bizarro e mostra quanto essa turma é facilmente manipulável e não tem um pingo de senso crítico. Viram, sem o menor esforço, perfeita massa de manobra do governador. Em 110 dias de pandemia, o governo do Estado não fez quase nada para melhorar a infraestrutura hospitalar, só ficou colorindo mapinha (de vermelho, de preferência), fazendo lives e pagando gordas verbas publicitárias à extrema imprensa. Vocês acham que um gestor que tem esse tipo de atitude fez um bom trabalho durante a pandemia? Nem é necessário responder. No entanto, para ele e para esses “entendidos”, a culpa é do povo, que está fechando seus pequenos negócios, perdendo seus empregos e morrendo de fome. Porém, o que mais choca é que essa gente que defende o vírus (uma minoria), no fundo mesmo, está se lixando para a questão sanitária. Mas vale destacar que, dentro dessa irrelevante minoria, a maior parte é concursada, não do Estado, claro (esses já viram quem não está tirando a bunda da cadeira e falhando no fluxo de caixa), e dentre esses poucos que torcem para o vírus, boa parte não está trabalhando no momento. Ou seja, não estão em atividade e querem, ardorosamente, uma quarentena prolongada até o Natal, já que o salário está garantido. Coisa boa, hein? A prova de que não estão nem aí para a saúde é que se os gestores reterem R$ 10,00 dos rendimentos dessa galera para a compra de máscaras, por exemplo, podem apostar que se rebelam. Não se enganem, é gente que só pensa em si, olha apenas para o próprio umbigo e usa a pandemia pra vender uma imagem que não possui. Fico profundamente aflito com a situação de muitos farroupilhenses. É algo que, quando não me tira o sono, deixa ele altamente perturbado. Não ter empatia pelos que estão passando dificuldades no momento, sem medo de cometer nenhum exagero, é não ter coração. O mais incrível é que é justamente para esses, para os mais vulneráveis, que o Estado deveria trabalhar. E é justamente sobre esses desvalidos que o Estado lança toda sua fúria hipócrita alicerçada em um estudo baseado na Ciência do Achismo e da Futurologia. Que os dias sombrios estejam próximos do fim.

FARROUPILHA, 3 DE JULHO DE 2020

Empatia Dupla Alexandre e Jaimar vai embalar a noite de quarta com música gaúcha e MPB

Programe-se O que: Live Jaimar e Alexandre realizam em prol da Liga de Combate ao Câncer de Farroupilha Quando: próxima quarta, às 20h Onde: Canal do YouTube da Ziliband

Conta para doações à Liga Associação de Prevenção e Combate ao Câncer Banco: Sicredi 748 Agência: 0167 C/C: 93.857-4 CNPJ: 04.308.477/0001-90


FARROUPILHA, 3 DE JULHO DE 2020

Inside

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Rita Rosa Baretta

Arte

ritarosabaretta@gmail.com

Exposições se adaptando

ao mundo virtual

“Só in-ter-venções”, do curso de Artes Visuais da UCS teve início na segunda

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em a presença física por conta da pandemia, as pessoas estão se adaptando cada vez mais ao uso da internet, e não foi diferente com a Arte. A primeira exposição virtual da turma de Curadoria e Mediação, dos cursos de Artes Visuais da Universidade de Caxias do Sul (UCS), pretende apresentar diferentes olhares sobre o isolamento social, através de uma rede social. A mostra “Só in-ter-venções” teve início na última segunda e pode ser conferida no perfil do Instagram @so_in_ter_venções. Lá, as obras estão expostas com descrição do artista e a técnica utilizada. A proposta é aproximar os artistas do público, tendo como norteador o momento inédito da pandemia. São colagens e desenhos digitais e manuais, pinturas, fotografias e produções audiovisuais que fazem parte da exposição. As escolhas individuais foram pautadas por percepções políticas, sociais, sexuais, cotidianas e fantasiosas. A mostra é o trabalho final da disciplina, porém repensado para se adequar ao formato virtual. A produção dos trabalho foi feita a partir do questionamento: “O que eu fiz na quarentena?”. Assinam a iniciativa os estudantes artistas e curadores Alex Pessôa, Camila Tavares, Glaucia de Dordi, Giovanna Pires, Jéssica Marchett, Joanna Gomes, João Paulo Rates, Patrícia Baretta e Ricardo Chies, com orientação da professora Silvana Boone, coordenadora dos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Artes Visuais.

Imagem: Reprodução

Através do olhar artístico Isolamento é retratado de diferentes formas na exposição: no perfil do Instagram estão obras de diferentes artistas como João Paulo

Vamos viajar? Com o advento tecnológico e com as redes sociais passamos a ter acesso a todo tipo de informação. São notícias instantâneas das mais variadas, desde a queda de um avião, a ida de uma espaçonave à lua, até a nova viagem de nosso amigo às Pirâmides do Egito. Víamos em nossas redes socias em um piscar de olhos inúmeras imagens do lugar mais pitoresco como o Salto Ventoso, interior de Farroupilha, a uma das Maravilhas do Mundo Moderno, como no Taj Mahal, na Índia. Íamos de Caravaggio ao Vaticano em fração de segundos. Parecíamos abrir as janelas do mundo através de nossas próprias casas. Em nossas férias, priorizávamos fazer algumas viagens e conhecer lugares os quais nossos olhos pudessem alcançar. Viajar e conhecer o mundo nos fascinava, abrir as janelas virtuais e olhar as fotografias era tudo muito maravilhoso. A cada nova viagem realizávamos sonhos motivados por desejos internos e percebidos em nossas janelas virtuais. Mas, algo mudou. Neste momento, encontramo-nos impedidos de seguir na realização de tais vontades. O distanciamento social, a necessidade de nos afastarmos por conta de um vírus que nos coloca em risco de vida, de um vírus que compromete nossa saúde física, que compromete a saúde de quem está a nosso lado, faz com que não se possa olhar pela janela de nossas redes socias e desejar. Faz com que não se possa olhar através das janelas e desejar o mundo que ali se apresenta. Precisamos dar conta de um outro olhar. Um olhar interior. Um olhar voltado para dentro de nossos lares, um olhar para as pessoas à nossa volta, um olhar cuja informação nos faz perceber a xícara de café à nossa frente, o olhar melancólico de nossa irmã, a risada gostosa do nosso filho, o latido animado do nosso cão, passamos a cuidar de um cotidiano que por ventura nos passava despercebido, pois no corre-corre do dia impedia uma visão mais calorosa e afetiva, o trabalho nos fazia cumpridores de tarefas e não semeadores do amanhã, para chegar e deixar o filho na escola não percebíamos o caminho, para comprar o pão na padaria não sentíamos o cheirinho que chegava do forno, para não pegar a fila no engarrafamento não víamos o florista da esquina e seguíamos taciturnos cumpridores de desejos de uma sociedade capitalista. Nosso olhar ultrapassava as montanhas, nos levava a distâncias que cada vez mais nos distanciava do familiar, do amoroso, do singelo, daquele momento em que o colo do filho cabe mais do que a mala no aeroporto, daquele momento em que o cuidado do pai idoso vale mais do que uma negociação milionária e as flores da esquina enfeitam o romance muito mais que joia rara dos Emirados Árabes. Viver essencialmente o amor é bem perto do que se possa supor. Podemos encontrar as maiores paisagens bem debaixo de nossos olhos, basta abrir a janela e olhar, do pôr do sol à chuva do telhado. Podemos ter muitas paisagens e várias fotografias. * Psicanalista


Gi Franceschet

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Nostalgia

elembrar acontecimentos da vida, ouvir músicas e ver fotos antigas, são algumas das coisas que as pessoas estão buscando fazer neste período de quarentena. Essas lembranças que nos remetem a tempos diferentes trazem felicidade e pensamentos positivos, de que tudo isso vai passar. Pensando em valorizar esses momentos, a partir da próxima semana estaremos relembrando aqui na Coluna Social fotos de viagens dos leitores. Você tem uma foto linda que gostaria que aparecesse por aqui? Envie para o meu e-mail ou me chama no Instagram @valeria_vett.

Saúde

A nutricionista Fabiana Bernardi iniciou na semana passada o Grupo Comece Agora. A proposta da profissional é oferecer um grupo para as pessoas mudarem ou retomarem hábitos de alimentação saudáveis. A entrega dos conteúdos está acontecendo por um grupo fechado no Telegram. Para saber mais sobre os próximos grupos, as informações estão disponíveis no perfil @nutricionistafabianabernardi.

#EmC

A mãe Lucimar Bertol e o pai Douglas Chiesa felizes da vida com o nascimento da pequena Olívia, que foi registrado pela fotógrafa Gi Franceschet, aos 32 dias de vida Pamela Riva

Solidariedade

Grasiela Maria Savi, gerente de unidade do Sesc Farroupilha, celebrou nesta semana 15 anos de atuação na entidade

A empresa Soprano fez uma doação de produtos e equipamentos para auxiliar na reforma do 36º Batalhão da Polícia Militar. Entre os itens estão ferragens e materiais elétricos. Também nesta semana, o Batalhão recebeu uma doação de 300 máscaras da empresa Sazi. A entrega foi realizada em mãos pelo diretor e empresário Antônio Zini, que também divulgou o novo maquinário da empresa para produção do material.

News

O Muinho Café reabriu no começo do mês com muitas novidades. O espaço está com um cardápio renovado, em formato delivery e também presencial, que agora oferece pizzas, doces, cafés, drinks, entre outros. Os pedidos podem ser feitos pelo WhatsApp e iFood. O espaço está aberto a partir das 14h durante a semana e, aos sábados, a partir das 13h.

Rotary Farroupilha

O clube de serviço realiza, de maneira virtual, a solenidade de troca de comando da tradicional entidade. O presidente Arcelino Bottin passa o comando de Rotary Club Farroupilha para Marciano Vitor Lazzari na próxima segunda, às 20h. Neste ano rotário 2020/2021, o lema é “O Rotary Abre Oportunidades”.

O tenente coronel Lucio Henrique de Castilhos Alencastro recebeu doações da empresa Soprano, representada pelos funcionários Gabriela Müller, da unidade de Materiais Elétricos, e William Oliveira, da unidade de Fechaduras e Ferragens

O pequeno A pais Jonny T seu anivers


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Fotos: Divulgação

Micael Potter, Jessica Martins Cossetim e Pablo Andreola Cossetim, time da academia Life Health, que completou 2 anos de atuação na cidade e marcou a comemoração com um novo grafitte temático do estúdio

Casa Arquivo Pessoal

Tai Neis

Arthur Machado Teixeira recebeu todo amor dos Teixeira e Fernanda Machado pela passagem do sário, que foi celebrado em casa com a família

Irene Petrykowski recebe os parabéns nesta sexta por festejar mais um ano de vida


Inside

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Fabrício Oliboni fabrioliboni@gmail.com

Dark e as nossas escolhas No último final de semana foi lançada a 3ª e última temporada da série Dark. Produção alemã que vem sendo considerada como uma das melhores séries feitas pela Netflix. Eu endosso, afirmando que é a melhor que já vi deles, com folgas. Também arrisco dizer que fica muito bem colocada entre as melhores desde sempre, mas é a minha opinião e também preciso de um pouco mais de tempo para digeri-la bem, pois desde domingo (quando assisti o último episódio) sigo com ela fresca na memória e compreendendo melhor muitas coisas. Cada vez faz mais sentido, assim como fica evidente o primor e zelo dos caras com o material. Falarei aqui não de personagens, sobre o final, teorias e similares, e sim dos temas que, ao meu ver, tornam Dark algo tão especial. Dark é frequentemente conhecida como “aquela série alemã” ou “aquelas das viagens no tempo e complicada de entender”. São duas afirmações corretas, mas além do chamariz dessas idas e vindas temporais e tudo que engaja os fãs, como mistérios e teorias malucas do que está rolando na trama, Dark tem no seu cerne coisas mais “simples”. Dito isso, me refiro ao que move os seus personagens, que é o amor, na maior parte do tempo. Esse é e sempre será algo atemporal, a busca por estar com quem amamos. No entanto, aqui temos um elemento bem importante e que é constante no decorrer da série, que é a forma como lidamos com a perda e uma busca incessante por tentar “consertar” as coisas. Viagens no tempo e ficção científica são assuntos complicados. Talvez nunca foram tão difíceis de compreender em um produto de entretenimento, pois Dark mergulha fundo em conceitos bem complexos da física. Porém, por mais competente que sejam essas questões, até mesmo para dar um tom de veracidade, no final das contas é um belo verniz pra a história sendo contada. Voltando ao ponto da perda, e se houvesse uma forma, através dessas brechas temporais e trânsito entre diferentes épocas, do passado e futuro, de mudar as coisas? Crer que uma ação diferente mudaria tudo, e assim afetando diretamente a sua linha temporal original. E se um mínimo detalhe no passado fizesse com que tudo mudasse, e até mesmo uma vida não tivesse sequer existido? Sim, tô viajando aqui, mas não foge do que a série nos apresenta. As escolhas que tomamos, a todo momento, e o peso que elas têm. Todos nós temos inúmeros momentos marcantes das nossas vidas que gostaríamos de voltar e ter uma atitude diferente em relação a eles, certo? Será que teria um efeito muito relevante? Seríamos as pessoas que somos hoje? Talvez a dor de algo tenha sido essencial para a evolução que nos trouxe até esse presente momento. Se tivéssemos uma borracha e pudéssemos usá-la sempre, em algum momento estaríamos realmente satisfeitos? A culpa e a perda são sentimentos complexos. Nos moldam, mesmo que não da forma como desejaríamos, mas isso em um primeiro momento. O medo, por exemplo, é tido quase sempre como algo ruim, mas ele nos protege. Sem o medo estaríamos muito vulneráveis. Filosofia, livre arbítrio, destino, mitologia, a individualidade de cada vivência, ciência, família, obsessão, a inevitabilidade de certas coisas... teria muito papo ainda para falar de Dark, e não exatamente da série, mas somente com os gatilhos que ela aciona e nos fazem pensar. Falando em certas coisas inevitáveis, chegou ao fim a coluna. Vejam Dark, é isso. * Agente de intercâmbio e bacharel em Relações Internacionais

FARROUPILHA, 3 DE JULHO DE 2020

Sétima Arte

Joel Schumacher e a justiça “Oito Milímetros”, que encerrou profícuo anos 90 do cineasta, mostrou submundo da indústria pornô e sadomasoquista na investigação de brutal assassinato

O

falecimento do competente Joel Schumacher já rendeu uma resenha na semana passada, que abriu a década de 90, os anos mais gloriosos da carreira do diretor, com o clássico cult “Linha Mortal”. Nesta semana, fechamos a homenagem póstuma destacando um longa que foi produzido no encerramento da década: “Oito Milímetros”. O detetive Tom Welles (Nicolas Cage) tem uma fama que o precede. Ele viaja todo o território dos Estados Unidos servindo a figurões, políticos, ricaços que buscam desmascarar rivais, revelar infidelidades e trazer à tona segredos que necessitam ficar ocultos. Quando a senhora Christian (Myra Carter) o chama, ele estará prestes a encarar o caso mais assustador e desafiador de sua carreira. Após o falecimento do esposo, um mega industrial, ela descobre no cofre do marido, que somente ele tinha acesso, dinheiro, ações, títulos e um filme, rodado em oito milímetros. Nele, uma jovem é brutalmen-

te assassinada numa espécie de película de servidão e abuso, muito comum à época. Ela fica profundamente perturbada com a obra e deseja que Tom investigue o fato e descubra se o filme é uma ficção ou real, a fim de saber se a garota não passava de uma atriz e está bem ou se ela foi morta para a produção do conteúdo. Depois de assistir ao filme, o detetive tem a quase absoluta certeza de que a obra é real e que o assassinato ocorreu, mas evita comentar a questão com a senhora Christian, até mesmo porque a investigação lhe renderá uma boa grana. A partir de pequenos detalhes da obra, ele começará um trabalho meticuloso de investigação, que o levará a diversos pontos do território estadunidense, começando por Cleveland, chegando a Los Angeles e, finalmente, a Nova Iorque, as duas metrópoles que monopolizam a produção da pesada indústria pornográfica americana. À medida que Tom se aprofunda na área, ele passará a ser monitorado e entrará em contato com gente que sempre trabalhou à margem da lei, ou

Tateando no escuro Tom Welles (Nicolas Cage) consegue auxílio de Max Califórnia (Joaquin Phoenix) para adentrar no submundo da pornografia: passo decisivo para chegar à verdade dos fatos

Dez filmes de Joel Schumacher O Primeiro Ano de Nossas Vidas (1985) Os Garotos Perdidos (1987) Linha Mortal (1990) Tudo por Amor (1991) Um Dia de Fúria (1993) O Cliente (1994) Batman Eternamente (1995) Tempo de Matar (1996) Por um Fio (2002) O Custo da Coragem (2003)


Inside

FARROUPILHA, 3 DE JULHO DE 2020

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Paulo Roque Gasparetto

Sétima Arte

prgasparetto@terra.com.br

com as próprias mãos seja, com nada a perder. Sua condição é particularmente delicada justamente pelo fato de ter sido pai há pouco tempo e ser pressionado pela esposa Amy (Catherine Keener) a deixar de lado essa vida nômade e arriscada e garantir um pouco de segurança à estrutura familiar, agora incrementada pela chegada da herdeira. A questão é que muitos interesses estão por trás da produção e quando o detetive vai além de suas possibilidades, se aproximando da verdade dos fatos, uma série de indivíduos podem ter suas vidas arruinadas a partir da investigação e, por mais que atuem no submundo e flertem com o crime, o caso em análise é pesado demais. Logo, é necessário frear Tom antes que seja tarde. Denso, impactante e sombrio, Oito Milímetros, que conta com um bom roteiro de Andrew Kevin Walker, já consagrado por “Seven”, é um suspense em que a tensão permeia toda a obra. A torcida é para que o detetive realmente descubra o que de fato aconteceu, mas essa proximidade da verdade aumenta consideravelmente o risco, o que garante à obra um papel de relevância no gênero. Um dos grandes filmes de 1999, um ano muito especial para a indústria cinematográfica.

Imagem: Reprodução

Título original 8MM Título traduzido Oito Milímetros Direção Joel Schumacher Roteiro Andrew Kevin Walker Gênero Suspense Duração 123 minutos País Estados Unidos Ano de produção 1999 Estúdio Hoffland/Polone Distribuição Columbia Pictures

Julho: mês do dízimo Meu viver é partilhar. Esse é um programa de vida. O tempo não é meu. Devo pô-lo à disposição. As qualidades não são minhas. Eu as recebi de graças. Tudo o que sou e tenho é uma graça, um presente e uma gratidão. Eu não me comprei. Não me fiz existir. Devo ser uma graça, um dom para os outros. E assim vai se realizando a partilha da vida, da fé, do amor e do bem. E Deus, que tudo partilhou, nos ensina a partilhar. Estamos iniciando o mês sete deste ano de 2020. Em nossas comunidades, já há alguns anos, foi eleito o mês de julho como o “Mês do Dízimo”. É uma contribuição livre e consciente oferecida com sinceridade, generosidade e gratidão. Ao partilhar o dízimo aumentamos a nossa comunhão com Deus, já que vivemos conscientes de que a nossa segurança está Nele, e não nos bens que possuímos. Dízimo deve ser entendido através de três dimensões: a) Religiosa: para a manutenção do templo; b) Social: auxílio na promoção humana, especialmente em relação aos mais pobres; c) Missionária: auxílio na evangelização. De fato, a Igreja necessita de algumas coisas materiais. Não muitas, mas o suficiente para continuar a obra da evangelização. E toda a evangelização necessita de recursos. Então, o Dízimo ajuda para que Jesus Cristo seja anunciado e conhecido por todos, através das diferentes pastorais. Como somos “obrigados” a pagar muitas taxas e impostos, corremos o risco de confundir o Dízimo como mais uma taxa que nos foi imposta. Porém, o Dízimo está presente desde o início da história do Povo de Deus. Dízimo não é invenção. Dízimo é sinal de fé e de gratidão. E quem tem fé e sabe agradecer, vive com mais alegria. Sabemos das dificuldades que todas as famílias estão enfrentando nesse momento de pandemia, mas o pouco de muitos sempre será o suficiente para continuarmos a nossa caminhada passo a passo. Todo gesto de gratidão permanecerá para sempre gravado no coração de Deus. O que partilhamos é um sinal do nosso amor. Nosso muito obrigado a todos os dizimistas, das nossas comunidades, que acolhem o mandato de Jesus de levar o Evangelho a todas as pessoas. * Pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus e doutor em Comunicação


Inside

8

Horóscopo Áries - 21/03 a 20/04

Algumas posturas são importantes e será necessário se expressar e deixar as coisas mais claras. Para que não haja erro, busque agir com ética e compreensão dos limites existentes entre você e a pessoa tocada.

Touro - 21/04 a 20/05

É preciso se posicionar financeiramente e avaliar as possibilidades. O foco está em investimentos aplicados ou em recursos compartilhados. Preste atenção também em como deve agir com heranças e pagamentos de contas.

Gêmeos - 21/05 a 20/06

Existem escolhas importantes a serem feitas no relacionamento. Para que haja bons resultados é preciso que ambos estejam alinhados a ideias e projetos, caso contrário as decisões podem gerar mudanças e cortes.

Câncer - 21/06 a 20/07

É preciso fazer escolhas congruentes com as suas necessidades no trabalho. A forma de trabalhar, a rotina e a saúde merecem atenção especial. Analise se está no caminho certo. Para fazer isso, é essencial desenvolver o autovalor.

Leão - 21/07 a 22/08

Os assuntos do coração estão em destaque e pedem de você uma nova performance em relação a amizades e desenvolvimento de projetos, mas principalmente em relação à avaliação do setor amoroso. É essencial desenvolver a autoestima.

Vírgem - 23/08 a 22/09

A vida vem pedindo de você novas decisões em família. Os afetos podem estar estremecidos e pedem de você um olhar mais profundo. A solução está na compreensão de comportamentos do passado que precisam ser renovados.

Libra - 23/09 a 22/10

Preste atenção nas relações de convivência e em como você vem percebendo o comportamento de cada pessoa. O cenário pede que você se afaste de algumas pessoas e renove a forma como se relaciona e mantém contato.

Escorpião - 23/10 a 21/11

É preciso analisar os investimentos, levando em consideração o seu momento. Os recursos compartilhados também merecem atenção. Uma nova postura será importante para dar passos diferentes e empreender com qualidade.

Sagitário - 22/11 a 21/12

A vida vem pedindo de você uma análise mais profunda sobre as suas necessidades, principalmente em relação a outra pessoa. Os assuntos do coração estão em destaque e será importante mudar os pensamentos e os comportamentos.

Capricórnio - 22/12 a 20/01

É preciso ter flexibilidade emocional para interagir com as mudanças que são necessárias em sua rotina, em seus hábitos e em sua saúde. Novas percepções são necessárias para o seu desenvolvimento emocional, afetivo e espiritual.

Aquário - 21/01 a 19/02

As amizades e o campo afetivo precisam ser renovados. É importante aprender a fazer escolhas congruentes com as suas necessidades afetivas. O céu lhe traz a oportunidade de ampliar o seu campo de visão e de renovar as trocas.

Peixes - 20/02 a 20/03

É importantíssimo ampliar o seu campo de visão em relação às suas necessidades de afeto em família e também no campo amoroso. O céu pede de você autorresponsabilidade em relação aos sentimentos e às expectativas depositadas.

FARROUPILHA, 3 DE JULHO DE 2020


FARROUPILHA, 3 DE JULHO DE 2020

Farroupilha: para você homem discreto, que procura uma boa massagem para relaxar, agora você já tem o local certo! “PRAZER PICANTE”, você encontra as mais BELAS GAROTAS! Local central. Venha conhecer! Fone: (54) 991.430.723. Segunda a sábado. Dani, loirinha de olhos claros! Sempre pronta para o prazer! Disponível das 9h às 16h, com atendimento com local próprio. Contatar pelo fone (54) 996.145.503. Está a fim de fugir da rotina com uma gata sensacional? Então venha passar esse momento comigo. Sou a Pati, uma moreninha pronta para te enlouquecer. Atendimento em local central e discreto (54) 996.145.503 ou (54) 991.430.723, das 13h30min às 18h. Lu, morena sensual, para você que quer relaxar. Venha me conhecer, prazer garantido. Atendimento central (54) 996.145.503. Flávia, linda acompanhante para seus desejos mais secretos, com a massagem relaxante para seus momentos de tensões! Agende seu horário através do fone (54) 991.430.723 ou (54) 996.145.503. Bianca para você que quer algo diferente, com aquela massagem para seus momentos de estresse. Agende comigo (54) 996.145.503 ou (54) 991.430.723.


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Carinhosa e atenciosa! Para você que está naqueles momentos precisando de uma Oi! Me chamo Manu, tenho 28 anos, sou morena clara com cabelos cacheados! Massagem relaxante e tântrica. Venha se descontrair! (54) 996.145.503, (54) 991.430.723 ou (48) 991.730.233. Renata loira / Ana Paula morena, juntas ou separadas, com aquele atendimento especial! Agende conosco (54) 996.155.503 ou (54) 991.430.723.

FARROUPILHA, 3 DE JULHO DE 2020


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Edição 644  

Jornal Informante (Farroupilha/RS)

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