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FARROUPILHA

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ANO XIII

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EDIÇÃO 642

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19 DE JUNHO DE 2020

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R$ 3,00

faz o dever de casa e é penalizada

Desde o registro inicial, na Vila Jansen, Farroupilha adotou protocolos de cuidado pioneiros, tem alto número de recuperados, fez testagem em massa e, como prêmio, levou bandeira vermelha do governo do Estado Matéria Especial, páginas 2 e 3, Editoria de Política, páginas 13 e 14, e Editorial ECONOMIA

CIDADE

ESPORTE

Tenda 453 à beira da estrada O momento é de solidariedade Segundona segue inalterada

Banca que está completando dois anos Sentir Farroupilha, campanha da primeira Estadual mantém acesso e descenso, oferece o melhor direto dos produtores dama, busca arrecadação de cobertores mas ainda não tem data para retorno Página 10 Página 12 Página 15

Arquivo Jornal Informante

Três meses do 1º caso de covid: cidade


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DEBELANDO O COVID

Testes, testes e mais testes: a Controle da pandemia no município passa obrigatoriamente pela alta testagem, que permitiu a implementação de medidas de combate à crise sanitária

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esde o primeiro caso de coronavírus no município, em 19 de março, portanto, há três meses, Farroupilha necessitou se antecipar e adotar medidas de controle da doença de forma praticamente pioneira, já que foi uma das primeiras cidades a confirmar registro. Como havia, à época, e ainda hoje há, muita incerteza quanto às medidas a serem adotadas, a insegurança era grande e claro que as ações poderiam se tornar inócuas, cobrando um preço alto logo mais à frente. O isolamento da Vila Jansen, determinado pelo prefeito em exercício Pedro Pedrozo, possibilitou um freio na capacidade de expansão do vírus. Uma espécie de lockdown no setor produtivo, depois seguido pelo Estado, talvez tenha sido exagerado, tendo em vista que gerou consequências terríveis para a economia, mas os números começaram a frear, tanto que um novo caso somente foi verificado no dia 3 de abril, para registros quase diários de um caso até o dia 8 e uma parada de 10 dias até uma nova confirmação, no dia 18.

Números de Farroupilha Casos confirmados: 363 Casos recuperados: 277 (76,3%) Casos ativos: 82 (22,6%) Em isolamento domiciliar: 78 Hospitalizados: 4 1 em leito normal e 3 em UTI Óbitos: 4 (1,1%) Casos descartados: 855 Casos monitorados: 146

Claiton Gonçalves retornou de sua licença médica e, a partir daí, com a aquisição de testes rápidos, o município começou uma testagem em massa que, nesta quinta, chegou à marca de 1.218 testes, cerca de 1,7% da população. Evidente que os números começaram a se elevar, até o pico de registros no dia 8 de junho, com 29 casos, mas isso possibilitou a adoção de uma estratégia acertada de controle da pandemia, com o isolamento dos contaminados e monitoramento das pessoas com quem o positivado teve contato para aplicação do teste em momento oportuno. Em meio à alta testagem, o município aplicou outras ações visando conter o avanço do coronavírus. A adoção de máscaras foi pioneira no País. No Estado, o pioneirismo foi em estabelecer um decreto que servia de contraponto ao estadual, altamente restritivo ao setor produtivo, e que, se não fosse

aplicado, certamente determinaria a completa ruína da economia farroupilhense. Apesar da turbulência política em meio à pandemia, com a deposição de Claiton e a condução de Pedrozo à condição definitiva de chefe do Executivo, a crise sanitária, felizmente, seguiu alheia à questão. Vale aqui destacar também as dezenas, centenas de ações que foram patrocinadas pelos farroupilhenses, que doaram recursos para a ampliação de leitos de UTI do São Carlos, e as empresas e pessoas físicas que fizeram contribuições, seja de materiais de proteção aos profissionais de saúde a alimentos às famílias necessitadas. A pandemia se encaminha para o fim e, fazendo uma retrospectiva, é possível perceber que a cidade teve muito mais acertos do que erros no período e a solidariedade e união de todos, certamente contribuiu de maneira decisiva para obtenção deste resultado. Na tabela da página ao lado, desenvolvida pela Secretaria de Planejamento da prefeitura, confira a evolução dos casos, em linha vermelha, e de recuperados, em linha verde, além dos óbitos confirmados pela doença no período. A ferramenta de georreferenciamento, além da curva de contaminados e curados, mostra também a incidência do coronavírus por sexo, tipo de teste, faixa etária, estado de saúde e discrimina os dados por bairros farroupilhenses. O material pode ser acessado pelo site www.farroupilha.rs.gov.br. Veja mais sobre o covid-19 na Editoria de Política, páginas 13 e 14.


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acertada estratégia adotada A evolução da pandemia na cidade Confira como foi a progressão dos casos positivos e dos recuperados desde o início da crise sanitária

Óbitos Farroupilha registrou quatro mortes por covid-19, que foram verificadas nos dias 4, 6, 8 e 9 de maio


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A pandemia e a

Poder Público Otavio Romano de Oliveira *

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pandemia do covid-19 levou o Governo Federal ao reconhecimento da ocorrência do estado de calamidade pública pelo Decreto Federal nº 6 de 20/03/2020, e acarretou uma imensurável crise financeira, afetando abruptamente as relações comerciais, em especial, as relações de emprego, em razão das medidas de isolamento social instituídas pelos Estados e Municípios. Em razão disso, desencadeou-se milhares de demissões em todo Brasil e a grande discussão se voltou para a incidência ou não da responsabilidade do Poder Público dos Estados em indenizar ou não os empregados demitidos pelos empregadores que se encontravam impossibilitados de exercerem suas atividades por atos dos governos estaduais. Surgiu então os questionamentos sobre a aplicação ou não do expediente jurídico em caso de força maior, estabelecida nos artigos 486, 501 a 504 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), assim denominado como “fato do príncipe”, fenômeno pelo qual, se estende ao Estado o dever de indenizar encargos trabalhistas, em caso de paralisação das atividades empresarias por força de or-

dem do governo federal, estadual ou municipal. Haveria a responsabilidade estatal direta no pagamento dos encargos e verbas rescisórias trabalhistas no contexto da pandemia? Sob a ótica daqueles que defendem a aplicação do fato príncipe e a consequente obrigação de ser indenizado pelo Estado tais encargos de rescisão, a indenização incide apenas quanto à metade da multa de 40% sobre o saldo do FGTS, nos termos da MP 927/2020, já para alguns, a indenização poderia alcançar todas as verbas rescisórias. O procedimento para se buscar a indenização estatal impõe ao empregado ajuizar ação apenas em face do empregador, não cabendo de início a inclusão do Poder Público na petição inicial da reclamação trabalhista, já que a responsabilidade pelo acervo rescisório é do empregador. A defesa, caso queira, poderá invocar a causa do fato do príncipe e, com isso, requerer também que a indenização seja de responsabilidade da Administração Pública, à luz do artigo § 1º do artigo 486 da CLT. Aliás, caso seja aceito o pedido de inclusão estatal, considerando que a alegação é decorrente de relação de emprego, a competência para analisar e julgar o caso deve ser mantida na Justiça do Trabalho, embora haja discussão e entendi-


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extinção de empregos: cabe ao mento ao contrário. No entanto, comungamos da opinião jurídica de que, para que se configure o fato do príncipe, se faz necessário que o ato administrativo seja discricionário, ou seja, que o Poder Público poderia ter evitado a medida que causou prejuízos ao particular. Porém, a determinação de isolamento social estabelecida em várias cidades e Estados brasileiros, frente ao que já ocorreu em vários Países, como Itália, Espanha e Estados Unidos, onde milhares de pessoas foram contaminadas e chegaram a óbito, foi imprescindível para se conter o alastramento do covid-19, configurando, assim, ato vinculado em favor da saúde e da vida da população, com isso ficaria afastada a responsabilidade do poder público. Em resumo, o ato administrativo não foi específico para determinada empresa ou ramo de atividade, assim como ocorreu com o encerramento das empresas atuantes em marketing de outdoor ou com decreto de expropriação de terreno de empresa inviabilizando a continuação da atividade. Ademais, não se pode deixar de mencionar que a autoridade pública foi tão impactada quanto empregados e empregadores. Todos fomos impactados. O episódio lesivo e inevitável, no caso a pandemia, foi sistêmico e massivo. Não estamos diante da clássica

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indenizar?

hipótese de fato do príncipe, onde a administração pondera interesses e decide tecnicamente, mediante fria e atenta aferição prévia de conveniência e oportunidade. No caso da pandemia do covid-19, a administração precisou tomar decisões seríssimas e urgentes em um lapso temporal mínimo. Importante registrar, desde logo, que a implantação da técnica de confinamento social não preci-

sa da certeza científica quanto à sua real eficácia como pressuposto de ação estatal. Basta a orientação técnica das autoridades competentes, especialmente do campo da saúde, acerca do uso dessa medida como instrumento razoável e urgente de mínimo controle sanitário, segundo o conhecimento científico do momento. Afinal, quanto ao coronavírus, há mais incertezas que certezas científicas.

Por fim, concluímos que deve prevalecer no Judiciário que a responsabilidade integral pelas verbas rescisórias neste momento de pandemia deve recair apenas para o empregador, não havendo qualquer incidência do artigo 486 da Consolidação das Leis do Trabalho. * Mestre em Direito e Processo do Trabalho e sócio do Barbosa Advogados


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Uma gestão atrapalhada e perdida A nova designação das bandeiras, adotada pelo governo do Estado no neologismo intitulado “distanciamento controlado”, passou a considerar como ponto crucial um dado específico: o número de leitos em UTI. Com isso, evidente que a Serra seria penalizada como foi dentro da análise da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com a bênção do Imperial College, o modelo catastrofista que Eduardo Leite segue desde o início da pandemia. Neste período, em que chegam as estações frias, a Serra sempre conta com uma taxa de ocupação alta nos leitos de UTI. O mais cômico, não fosse trágico, é que nunca antes a região apresentou taxa tão baixa de utilização dos leitos como agora. Desconsiderar esse fato compromete qualquer estudo que tenha a pretensão de se julgar “científico”. De ciência, o estudo do governo do Estado não tem nada. Aliás, tem: é a “Ciência do Achismo”. Os números podem subir. Evidente que sim. Mas também podem recuar. O governador fala das projeções com uma certeza matemática para justificar o injustificável. O gestor estadual deveria fazer uso dessa mesma metodologia para apostar em uma loteria. É certo que ganharia toda semana e, quem sabe com isso, conseguiria destinar parte dos recursos para melhorar a infraestrutura de saúde do Rio Grande do Sul. Leite adora esse exercício de futurologia por um motivo muito simples. É mais fácil prever o futuro do que olhar para o passado. Se olharmos para trás, veremos que em três meses de pandemia muito pouco foi feito pelo Estado para incrementar a estrutura hospitalar. O governo sequer conseguiu licitar os 10 leitos de UTI destinados ao Hospital Beneficente São Carlos (HBSC), que foram repassados pelo Ministério Público. Cancele o estudo da UFPel, governador. Se quem o atualiza e informa sobre

os dados mais elementares, de ocupação de leitos à alta testagem (um dado fundamental que é bizarramente ignorado no propalado grande estudo), de vagas em UTI à capacidade de resposta à pandemia, são os secretários de Saúde e prefeitos, não há sentido em pagar estudo algum. Dados que desmontam sua narrativa, governador, e por isso acabam ignorados. Pegue esse dinheiro, governador, e repasse aos gestores municipais no enfrentamento da crise sanitária, já que o Estado quase nada fez até o momento em prol dos municípios, não conseguindo licitar um leito sequer dos 10 do São Carlos. Há dois meses esses valores, que totalizam R$ 1,7 milhão, estão disponíveis nos cofres públicos e parados pela inércia da gestão estadual. Equipar a UTI do hospital farroupilhense seria, portanto, algo fácil. Para isso ocorrer, não seria necessário nem mesmo tirar a bunda da cadeira ou apelar para sua destreza no fluxo de caixa. Uma outra opção, governador, seria pegar esse dinheiro gasto no estudo, erroneamente classificado como científico, e repassar para o seu município, Pelotas, que tem cinco vezes mais população que Farroupilha e absurdamente registra menos de 50% dos casos que foram registrados em território farroupilhense, para que faça os testes, ainda que isso acarrete a mudança indesejada de bandeira. Por favor, governador, pare de penalizar os municípios que estão fazendo o dever de casa, testando em massa, diferente de outros onde a testagem é pequena ou ignorada. Atente para o fato de que, nesta época do ano, a ocupação de leitos de UTI na Serra é quase sempre de 100%. Todos os serranos sabem disso, mesmo os que não atuam na área de saúde. Preste atenção em dados elementares, governador, como a taxa de ocupação da UTI na cidade, que está em 47%, com o acréscimo dos cinco novos leitos no São

Índice Editorial

Matéria Especial .................................... Páginas 2 e 3 Editorial ...................................................Página 6 Opinião ......................................................Página 7 Saúde .........................................................Páginas 8 e 9 Economia ..................................................Páginas 10 e 11 Cidade ........................................................Página 12 Política .....................................................Páginas 13 e 14 Esporte .....................................................Página 15

Inside

Especial..................................................... Capa Crônicas da Redação ............................. Página 2 Pesquisa.................................................... Páginas 2 e 3 Rita Rosa Baretta................................... Página 3 Social ........................................................ Páginas 4 e 5 Fabrício Oliboni ..................................... Página 6 Sétima Arte .............................................. Páginas 6 e 7 Paulo Roque Gasparetto ..................... Página 7 Horóscopo ............................................... Contracapa Classificados .......................................... 8 páginas

Carlos para covid (outro dado apresentado que foi desconsiderado), adquiridos pela comunidade, que arregaçou as mangas, se mobilizou e não ficou esperando pela lerdeza administrativa de um Estado completamente inoperante e que pouco fez na crise sanitária a não ser uma série infindável de lives. Passou da hora de entregar a gestão da pandemia para os municípios, apesar disso ser pesaroso, afinal de contas, o holofote sairá de quem não abre mão de ser o centro das atenções. Saia da bolha, governador, não fique apenas vinculado a imprensa que o adula em troca de verbas publicitárias, nem a uma Assembleia Legislativa complacente, inerte e submissa, que abaixa a cabeça e diz amém para qualquer atitude e medida adotada. Saiba que a grande mídia e o Parlamento estão completamente desconectados do interesse dos gaúchos, que passam por dificuldades e precisam trabalhar. Esses, não custa lembrar, são os que pagam seu salário. Deixe seu gabinete, governador, e olhe a dura e triste realidade de um Estado que passa por muitos apertos financeiros. Não olhe para os seus, com o alto salário garantido no fim do mês, nem para os servidores públicos que estão no topo do estrato social e também estão tranquilos com a situação. Olhe para os gaúchos que levantam cedo e trabalham de manhã para pagar o almoço e à tarde para pagar o jantar. Não penalize o setor produtivo por uma responsabilidade que é sua. Não a transfira. A realidade, governador, da esmagadora maioria do povo gaúcho, é muito diferente da sua, que sempre foi político, nunca teve carteira assinada, nunca gerou um emprego e teve seus proventos assegurados por quem, agora, está sendo deixado de lado, por quem o senhor deveria zelar. Tenha consciência de seus atos, suas responsabilidades, e se coloque no lugar de

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quem está desempregado, fechou seu negócio ou está passando fome. É para essas pessoas que o gestor deve olhar. O problema, infelizmente, não se encerra aqui. Além de termos um gestor que ignora o passado de luta e trabalho que caracteriza esse Estado, contamos, justamente por intermédio e ação direta do governador, com uma imprensa cooptada, que desconhece o que é a crítica e só pensa no interesse econômico, e uma Assembleia que sequer pode ser chamada de Poder, diante do papel insignificante e irrelevante que se prestou nesta pandemia. Só sobrou o povo. Os que foram eleitos por ele para, olhem a paradoxo, lutar por seus interesses, viraram as costas à sociedade gaúcha, bem como aqueles que poderiam, a partir de seus importantes papéis sociais (Imprensa e Judiciário), impedir que estudos de futurologia determinassem o destino do Rio Grande do Sul. Resta à população gaúcha resistir e tirar o triste episódio como lição, para que nunca mais aconteça. É quase certo que Leite irá rever sua decisão nesta sexta, por conta do reforço da estrutura hospitalar da Serra, uma região que tem o trabalho como religião, e por conta da forte pressão das entidades de classe, porém, não há como reparar esses dias perdidos em empregos encerrados e empresas fechadas. O dano sequer pode ser mensurado e certamente não será pelo governador, que só vê a questão da saúde, dissociando-a da economia, o que é uma análise simplista e burra. Que o retorno à bandeira laranja ocorra o quanto antes, e dali para a amarela e para o fim da pandemia, que desgraçadamente é muito mais política do que sanitária. E que, por fim, a Serra tenha a força suficiente para reescrever a sua história diante da mais brutal adversidade enfrentada desde que aqui chegaram os primeiros imigrantes, há exatamente 145 anos.

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Estatuto do Idoso Juliana Hoeckele * Dia 15 de Junho é considerado o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa. Pela passagem deste dia, vamos entender um pouco mais a respeito dos direitos dos idosos, estabelecidos pela Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, o conhecido Estatuto do Idoso. Esta lei foi criada com o intuito de regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Os primeiros parágrafos já fazem entender todo o objetivo desta lei, que traz consigo um novo olhar para a pessoa idosa: “Art. 2º: O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade”. “Art. 3º: É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à con-

vivência familiar e comunitária”. Na sequência, a lei fala, de forma mais abrangente e detalhada, a respeito da violência contra os idosos. “Art. 4º: Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei”. “Art. 6º: Todo cidadão tem o dever de comunicar à autoridade competente qualquer forma de violação a esta Lei que tenha testemunhado ou de que tenha conhecimento”. Através desta lei, muitos outros direitos são assegurados aos idosos, dentre eles, podemos citar: direito à vida, à liberdade, ao respeito, à dignidade, à alimentação o, à saúde, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, ao trabalho, à previdência social, entre tantos outros, descritos no Estatuto do Idoso. Um serviço oferecido pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), chamado “Disque 100” (Disque Direitos Humanos), recebeu 37.454 denúncias de violações contra a pessoa idosa em 2018. Estes números representam um aumento de 13% em relação ao ano anterior. Em se tratando de violações contra idosos no contexto intrafamiliar, pode-se dizer que há uma relação desigual de poder que se expressa contra a in-

tegridade física, psicológica, o direito à renda, às finanças e até mesmo a violação da sexualidade. De acordo com o secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa do MMFDH, Antonio Costa, a violência contra a pessoa idosa vai muito além dos maus-tratos, pois inclui também a violência do abandono, a violência financeira e a não inclusão na sociedade. Dados do “Disque 100” apontam que, em 2018, 52,9% dos casos de violações contra pessoas idosas foram cometidos pelos filhos, seguidos de netos (com 7,8%). As pessoas mais violadas são mulheres com 62,6% dos casos e homens com 32%, sendo eles da faixa etária de 71 a 80 anos com 33% e 61 a 70 anos com 29%. Das vítimas, 41,5% foram declarados brancos, pardos 26,6%, pretos 9,9%, amarelos com 0,7% e indígenas 0,4%. Sendo a casa da vítima o local com maior evidência de violação, 85,6%. As violações mais constatadas são negligências (38%), violência psicológica (humilhação, hostilização, xingamentos, etc.) com 26,5%, seguido de abuso financeiro e econômico/violência patrimonial que envolve, por exemplo, retenção de salário e destruição de bens, com 19,9% das situações. A quarta maior recorrência se refere à violência física, 12,6%. Importante frisar que, em sua maioria, as denúncias são tipificadas com mais de um tipo de violação, ou seja, uma mesma vítima pode sofrer várias dessas violações apresentadas.

Outro dado relevante é que mais de 14 mil vítimas declararam ter algum tipo de deficiência. Dessas, 41,6% tem alguma deficiência física e 37,6% deficiência mental, seguidos de deficiência visual com 11,5% e deficiências intelectual e auditiva, com 4,6% e 4,4%, respectivamente. As denúncias de violência contra idosos podem ser feitas pelo Disque 100, que funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. As ligações podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem gratuita, de qualquer terminal telefônico fixo ou móvel (celular), bastando discar 100. O serviço pode ser considerado como “pronto socorro” dos direitos humanos pois atende também graves situações de violações que acabaram de ocorrer ou que ainda estão em curso, acionando os órgãos competentes, possibilitando o flagrante. É sempre importante salientar que as denúncias são “anônimas”. Para ler o Estatuto completo, acesse http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ leis/2003/l10.741.htm. Saiba mais entrando em contato e obtenha mais informações. Que você e seus familiares possam ter um envelhecimento saudável!

IA, é criar e respeitar mecanismos de controle que impeçam os robôs e algoritmos de carregar preconceitos ou agir de maneira antiética. Além disso, garantir a transparência da base de dados que alimenta esses sistemas automatizados e dos critérios que a IA utiliza sobre eles para tomar decisões também faz parte da missão. Não vai haver mais relação consumidor-empresa sem intermediação da IA, mas é importante destacar que a automação do atendimento ao consumidor não vem para acabar com o atendimento humano. Será substituído tudo aquilo que é trivial e mecânico, mas a compreensão, criatividade e o bom relacionamento são fatores humanos que não podem ser copiados pelos robôs. Legislações Ainda não existem regras ou legislações específicas sobre o assunto, mas alguns esforços estão sendo feitos para

incentivar e definir um estatuto ético do uso de IA por empresas que produzem as tecnologias. A União Europeia (UE) deu o primeiro passo ao lançar, em 2019, um documento de “Orientações Éticas para uma IA de confiança”. Como ponto de partida para uma série de ações, a entidade estipulou sete diretrizes para que uma IA seja confiável. Destaco três delas como principais e onde os esforços do setor estão mais concentrados: agência e supervisão humana; privacidade e governança de dados; e diversidade e não discriminação. O intuito da UE é transformar essa abordagem no início de uma discussão global, não restrita apenas aos Países membros do bloco. A discussão ética sobre o uso de inteligência artificial no Brasil ainda está bastante embrionária, mas já temos um projeto de lei, o 21/2020, de autoria do deputado Eduardo Bismarck, em discussão no Congresso Nacional e as

empresas se adaptam ao cenário. Autonomia A IA deve promover sociedades mais igualitárias, garantindo direitos fundamentais em vez de reduzir a autonomia humana. Para atingir esse objetivo, essas plataformas devem permitir que pessoas possam intervir em seu funcionamento, respeitando a agência e supervisão humana. A tecnologia deve garantir ainda que os cidadãos tenham pleno acesso a seus dados pessoais, ainda mais em situações em que essas informações possam ser usadas para prejudicá-los ou gerar decisões discriminatórias contra eles. Um sistema inteligente deve ser construído ainda considerando que as pessoas têm níveis diferentes de habilidades e necessidade, garantindo que seu uso seja acessível para todos.

* Psicóloga (CRP 07/28763), pós-graduanda em Saúde do Idoso e Gerontologia e Concierge de Idosos WhatsApp: (54) 999.886.642 E-mail: juli_hoeckele@hotmail.com Redes sociais: @psicologajulianahoeckele

O uso ético da Inteligência Artificial por empresas que produzem tecnologias Alexandre Resende * Ainda não existem legislações sobre o uso da inteligência artificial, mas há esforços para definir um estatuto ético do uso da tecnologia – inclusive no Brasil. A Inteligência Artificial (IA) já está presente em tudo. Diversos setores recorrem aos algoritmos para realizar ações antes executadas por seres humanos e até as indicações que encontramos no perfil da Netflix são baseadas nessa tecnologia. Ela aprende com a gente, inclusive nossos gostos e escolhas. É o que chamamos de Machine Learning. Como qualquer ferramenta criada e alimentada pelo humano, a IA não é imune aos erros e com a disseminação vieram questionamentos sobre seu uso ético. Toda tecnologia pode ser utilizada para o bem ou para o mal. A missão da sociedade em geral, e do setor de contact center, para garantir o bom uso da

* Diretor de Tecnologia da Informação da Sercom


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O papel da Fisioterapia R bronquiolite viral aguda Pâmela Fuhr *

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Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é uma doença inflamatória do trato respiratório inferior. É frequente nos dois primeiros anos de vida, apresenta seu pico ao redor dos seis meses de idade e é causada por um agente viral que provoca infecção e obstrução das vias aéreas de pequeno calibre e é responsável por pelo menos 75% dos casos de hospitalização. Outros vírus causadores de BVA são parainfluenza, influenza, adenovírus, rinovírus, coronavírus e, mais recentemente descrito, o metapneumovírus humano. A infecção dos brônquios provoca edema da mucosa adventícia, aumento na produção do muco, infiltração mononuclear e necrose celular do epitélio, causando obstrução da via aérea. A obstrução parcial da luz

bronquiolar leva à hiperinsuflação, enquanto a obstrução total produz atelectasias, característica principal da doença. As epidemias anuais ocorrem em todo o mundo em períodos sazonais, com início no outono e picos no inverno, sendo um dos principais motivos de consulta em unidades de emergências pediátricas e uma das maiores causas de hospitalização nos meses de inverno, consequentemente levando ao tratamento fisioterapêutico. O quadro clínico é caracterizado por tosse, febre, coriza, aumento do esforço respiratório, dispnéia com retrações/tiragens intercostais e subcostais e batimento de asas de nariz. A radiografia de tórax pode mostrar hiperinsuflação pulmonar, atelectasias e na ausculta pulmonar predominam sibilos expiratórios e estertores crepitantes inspiratórios. Alguns tratamentos, são bastante utilizados, como (respectivamente) os antibióticos, os broncodilatadores e a Fisioterapia Respiratória.

Fisioterapia Respiratória no tratamento da BVA As técnicas fisioterapêuticas são recomendadas quando há obstrução das vias aéreas superiores, da traquéia e dos brônquios por secreções espessas, bem como para bebês ventilados e intubados. São utilizadas com o intuito de promover desobstrução (higiene brônquica), desinsuflação pulmonar, reexpansão (nos casos de atelectasias) e posterior remoção das secreções das vias aéreas, podendo ser utilizadas isoladamente ou em combinação, considerando a necessidade de cada paciente. Os procedimentos tradicionais de higiene brônquica incluem o posicionamento do paciente para a drenagem das vias aéreas (auxiliado pela gravidade), técnicas desobstrutivas para eliminação das secreções, como a Terapia Expiratória Manual Passiva (TEMP) associada às vibrações manuais (vibrocompressões) e AFE, e posterior remoção de secreções através

da tosse e/ou pela aspiração traqueal. Um importante mecanismo de expulsão de secreções ou corpos estranhos é a tosse. Através da estimulação do transporte mucociliar, a tosse tem efeito direto sobre a depuração de secreções das vias aéreas centrais, podendo ser estimulada, em especial nas crianças pequenas. A aspiração nasofaríngea torna-se necessária em crianças incapazes de realizar uma tosse eficaz e que tenham acúmulo de secreções nas vias aéreas. Esta técnica é utilizada para manter preservadas as vias aéreas, garantindo adequada oxigenação e ventilação, evitando, assim, a intubação traqueal. O tratamento fisioterapêutico pode ser indicado durante todo o curso da BVA, em nível ambulatorial, de emergências, em enfermarias e nas unidades de terapia intensiva pediátricas. Justamente por ter a Fisiote-


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Respiratória na Pâmela Fuhr

E esse sorriso aí, hein? A pequena Helena Mantovani recebe o atendimento da fisioterapeuta Cristiane Ornaghi, na NeuroCrescer

rapia Respiratória objetivos como higiene e desobstrução brônquica, desinsuflação pulmonar, prevenção de atelectasias e recrutamento alveolar, é que tem sido tão utilizada no tratamento da doença. As técnicas de higiene brônquica e recrutamento alveolar são solicitadas como indicação racional para o tratamento dessa doença em serviços de várias partes do mundo. A Fisioterapia Respiratória tem sido utilizada

para desobstrução, higiene brônquica, prevenção de atelectasias e recrutamento alveolar, pois contribui para diminuição da resistência das vias aéreas, promovendo melhor ventilação e consequentemente, diminuindo o trabalho ventilatório, pela remoção do excesso de muco que se acumula nas vias aéreas das crianças nestas condições. * Fisioterapeuta


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QUALIDADE

Produtos coloniais na beira da estrada Tenda 453 completa dois anos de história sempre oferecendo diversas opções diretamente dos produtores Fotos: Fabiano Gasperin

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rodutos de qualidade, coloniais e direto dos produtores, sempre podem ser encontrados em bancas de beira de estrada. Quem trabalha diretamente nas rodovias ou passa por elas para viajar e se deslocar, sabe bem que esses locais sempre oferecem os produtos mais frescos. A Tenda 453, que fica localizada RSC 453, quilômetro 116, entre Farroupilha e Bento Gonçalves, é uma delas. Sempre com produtos frescos, o local oferece ao cliente o melhor em itens típicos. Com Gabriel Silvestrin à frente do

Comércio à beira da estrada De tudo um pouco: na RSC, Tenda 453 oferece de produtos coloniais a mudas

estabelecimento, o local está completando dois anos de história neste mês. O atendimento é feito de terça a domingo, das 8h30min às 11h45min e

das 13h30min às 18h. “Lá é possível encontrar frutas, verduras, hortaliças, vinhos, produtos coloniais, salames, queijos, artesana-

tos, mudas frutíferas e ornamentais, lenha e muito mais”, enumera Gabriel. O local oferece um amplo estacionamento e espaço vasto, evi-

tando aglomerações, sendo uma ótima oportunidade para quem precisa repor os mantimentos da casa, e se prevenir em relação ao cornavírus.


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FARROUPILHA, 19 DE JUNHO DE 2020

Crédito

Cresol chega para fomentar economia Primeira agência da Serra Gaúcha inaugura nesta sexta na Júlio de Castilhos, 1.240, no Centro de Farroupilha

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Cooperativa de Crédito Cresol escolheu Farroupilha para sediar a sua primeira agência da Serra Gaúcha. Localizada na rua Júlio de Castilhos, 1.240, a agência abre suas portas nesta sexta, a partir das 15h30min. Com cerca de 600 m², a instituição financeira vai atender de segunda a sexta, das 10h às 16h, respeitando todos os cuidados em relação ao coronavírus. A cooperativa pretende atuar buscando o desenvolvimento regional de forma sustentável e solidária. “A Cresol chega para fomentar e valorizar a economia da região. Antes mesmo de abrir, já estamos buscando associados e percebemos uma aceitação muito bacana. Quem vier até a Cresol vai encontrar comodidade e agilidade, pois possuímos um atendimento personalizando, oferecendo todos os serviços que a pessoa ou empresa necessita”, destaca Márcia Fardin, gerente de Pessoa Física e Jurídica. Mesmo antes da inauguração ofi-

Yasmin Signori Andrade

Mais crédito para a cidade Márcia e Flávio são os gerentes à frente da Cresol Farroupilha, que abre as portas nesta sexta

cial, a agência já estava operando. A Cresol Farroupilha já obteve a liberação de crédito para a implantação de um projeto de energia fotovoltaica para operar na cidade e também oficializou a entrega de um maquinário agrícola. Ele foi adquirido através do crédito rural Pronaf Mais Alimento, financiamento destinado a agricultores e produtores familiares para a implantação, ampliação ou modernização da estrutura das atividades de produção, aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos e implementos. “Até agora já são mais de 50 associados da cooperativa na região. E mais do que isso, é importante salientar que sempre fizemos ações de benefício da cidade onde estamos instalados”, aponta Flávio Noal, gerente da carteira Agro. Ainda no mês passado, a cooperativa já se mostrou ativa. Eles repassaram R$ 7,5 mil, provenientes do Fundo de Assistência Social, para auxiliar entidades da linha de frente do combate à pandemia. Além de Farroupilha, a Cresol abrirá unidades em Caxias do Sul, Flores da Cunha e São Marcos.


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FARROUPILHA, 19 DE JUNHO DE 2020

Solidariedade

Obituário

Alguém quer me adotar? Divulgação

Este é o Thor. Ele é de porte médio, tem 4 anos e já está castrado. Thor é dócil, adora crianças e se dá bem com outros cães. Interessados em adotar podem manter contato pelo fone 999.371.647.

Cidade mais empática Gabinete da Primeira-Dama Claudia Pedrozo lança campanha “Sentir Farroupilha” para arrecadação de materiais até dia 9 de julho

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stá acontecendo na cidade a campanha Sentir Farroupilha. Lançada pela prefeitura municipal, por meio do Gabinete da Primeira-Dama, Claudia Pedrozo, a ação visa a arrecadação de cobertores, edredons, travesseiros, lençóis e toalhas de banho, se possível, higienizados e embalados. Os itens arrecadados serão entregues à população carente devidamente higienizados, em função da pandemia do covid-19. Neste momento, as doações poderão ser feitas na Lavare Bene (Independência, 813) e no Centro de Atendimento ao Cidadão, o Ceac (14 de Julho, 713), até o próximo dia 9. A ação conta com parceria da Coordenadoria da Mulher, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação, e da Lavanderia

Imagem: Reprodução

12 de junho * Nelsa Silocchi, 84 anos. Sepultamento no cemitério da comunidade de São José da Linha Palmeiro (1º Distrito); * Anderson R. dos Santos, 18 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal; * Olga Debenetti Paredes, 79 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal de Carlos Barbosa. 13 de junho * Walmor Hilario Pergher, 82 anos. Sepultamento no cemitério da comunidade de Nossa Senhora da Salete (4º Distrito); * Rosane Oliveira da Rosa, 57 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal. 16 de junho * Therezinha Tonet Baratieri, 89 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal.

Lavare Bene, que será responsável pela higienização dos materiais. As organizadoras destacam que o foco maior está voltado para a arrecadação de cobertores neste ano, visto que o Banco Social possui um acervo grande de roupas para distribuir à população.

Esquina Com brechó, Amafa contabiliza R$ 8,5 mil

No último sábado, a comunidade foi às compras para auxiliar a Associação de Pais e Amigos do Autista de Farroupilha (Amafa). O Brechó aconteceu no Salão Comunitário do Bairro São José e teve um total de R$ 8.504,00 de lucro para a Associação. Atualmente a entidade atende 48 pessoas com Transtorno do Espectro Autista, e duas pessoas estão em fila de espera. O valor arrecadado será utilizado para demandas da instituição.


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FARROUPILHA, 19 DE JUNHO DE 2020

PANDEMIA ECONÔMICA

Apelos e números são ignorados e Serra segue com bandeira vermelha Nova classificação feita pelo governador Eduardo Leite revoltou setor empresarial e comunidade farroupilhense Ramon Cardoso

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o final da tarde de sábado a reclassificação da Serra, que passou de bandeira laranja para vermelha, por decisão do governador Eduardo Leite, caiu como uma bomba na cidade. Prefeitura e entidades de classe logo se movimentaram para, no domingo à tarde, no Sindilojas, realizarem uma reunião e, a partir dali, definirem um documento de repúdio à nova designação à região, que impõe sérias restrições ao setor produtivo. Na segunda pela manhã, esses setores representativos da economia farroupilhense formalizaram um documento, político e técnico, embasa-

Inconformismo Farroupilhenses foram para a frente do Sindilojas, no domingo à tarde, protestar contra a decisão de Leite

do em dados, solicitando que o gestor estadual reconsiderasse a decisão. À noite, prefeitos serranos participaram de uma vídeoconferência com o go-

vernador, buscando evitar o aumento das restrições. Na terça à tarde, em live, o gestor estadual desconsiderou os apelos e manteve a decisão.

Das quatro regiões que solicitaram a volta à bandeira laranja, apenas duas tiveram seus pedidos atendidos: a Central, de Santa Maria; e a Missões, de Santo Ângelo. Além da Serra, a Oeste, de Uruguaiana, também permaneceu com a bandeira vermelha. Leite justificou a decisão a sedimentando no alto número de internações em UTIs e frisou que esperava que os prefeitos acatassem o decreto estadual, sob pena de sanções. “A Serra pode buscar mudança de bandeira sem necessidade de esperar as duas semanas, desde que haja uma melhora nos indicadores”, salientou Leite. É o que foi feito ao longo da semana (veja na página 14).


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FARROUPILHA, 19 DE JUNHO DE 2020

POLÊMICA BANDEIRA

Semana de indignação e revolta Lideranças empresariais, políticas e comunidade se posicionaram contra nova determinação do governo do Estado

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rincipal prejudicado pela nova definição de bandeiras no Estado, o comércio não aceitou calado a mudança da Serra, anunciada pelo governador Eduardo Leite. Tanto que, em vários municípios, o setor manteve suas atividades enquanto o poder público das cidades tentava dissuadir o governo estadual de seu novo e restritivo decreto. “Recebemos com muita tristeza o posicionamento do governador. Nos sentimos como se tivéssemos tomado um tapa na cara pelo bom comportamento. Uma completa falta de sensibilidade, falta de confiança no povo gaúcho e nas pessoas que trabalham pela sua cidade, pela sua região, pelo seu Estado. Todos os prefeitos se mobilizaram para mostrar o empenho, a boa vontade e o esforço que foi feito por todos os munícipes em prol da saúde e isso foi completamente desconsiderado”, comentou José Carlos Trujillo, presidente da CICS Farroupilha, que falou sobre a força-tarefa da

cidade no combate ao coronavírus. “Sabemos da importância da nossa responsabilidade, do nosso comportamento, mas Farroupilha tem demonstrado, por várias iniciativas, que tem unido forças na atuação nesta pandemia e que está fazendo a diferença. Faltou sensibilidade e consciência a respeito do trabalho desenvolvido no município, que não foi levado em consideração. Vamos nos manter fortes e dispostos para, o quanto antes, conseguir reverter essa situação”, declarou Trujillo. Presidente do Sindilojas, Sérgio Rossi seguiu a mesma linha. “Ninguém deve ser obrigado a ficar em casa, ninguém pode impedir ninguém de trabalhar. Em outros lugares, em gabinetes, temos gente definindo o futuro de nossas vidas, porque os salários destes estão garantidos. Nosso salário, o salário dos nossos colaboradores, esse nós temos que correr atrás todo dia. Vida com saúde é importante, claro, mas com alimento também é”, comentou o empresário, que participou, com os representantes de outras entidades, de uma reunião com o ges-

tor municipal na quinta pela manhã. “O sentimento é de pânico geral. Os bancos não param, mas as lojas fecham. O aluguel é cobrado, mas as lojas fecham. Os salários têm que ser pagos, mas as lojas fecham. Há um temor muito grande. Vínhamos de três anos com a economia freada. Não estamos em uma situação privilegiada, que permita que façamos um fechamento de nosso comércio e empresas. Esperamos que, com os novos leitos de UTI para covid que estão sendo disponibilizados, o governador reconsidere a bandeira ou que, pelo menos, desmembre a região da Serra”, observou o empresário. Um dos pedidos, que está em análise no Palácio Piratini, é de fragmentar a Serra em microrregiões, o que permitiria a adoção de medidas mais adequadas à realidade local. Uma das propostas é de uma subdivisão que é comumente utilizada, repartindo a região em três: Uva e Vinho, Hortênsias e Campos de Cima da Serra. Rossi acredita que, se a medida de adoção de microrregiões for acatada, a chance

é que Farroupilha e cidades vizinhas sejam contempladas até mesmo com a bandeira amarela. Na última análise do governo do Estado, 18 novos leitos de UTI, específicos para covid-19, não entraram na avaliação: são cinco no São Carlos, além de cinco em Bento Gonçalves e mais oito em Gramado. “A orientação é seguir o decreto estadual, mas estamos fazendo todos os esforços possíveis para reverter a determinação de cor da bandeira na nossa região. Estamos recorrendo desta classificação, juntamente com todos os municípios envolvidos e entidades de classe, através de indicadores e dados, bem como mostrando ações e investimentos no combate ao coronavírus”, salientou o prefeito Pedro Pedrozo. O gestor municipal foi notificado pelo Ministério Público (MP) na quarta e tem prazo até esta sexta para apresentar defesa. Também nesta sexta é esperada uma nova manifestação de Leite e a expectativa é que volte atrás na classificação a partir, fundamentalmente, do incremento de 18 leitos na rede hospitalar serrana.


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FARROUPILHA, 19 DE JUNHO DE 2020

SEM MUDANÇA

Segundona com acesso e descenso Arquivo Jornal Informante

Competição estadual, contudo, ainda não tem previsão de retorno, que pode ser adiado para o mês de setembro

m reunião virtual com o presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Luciano Hocsman, os 16 clubes participantes da Segundona Gaúcha foram unânimes em rechaçar a proposta de uma Copa reunindo as equipes da divisão em questão, junto com as que integram a Terceirona, e se manifestaram pela continuidade do estadual a partir do momento em que ele foi interrompido, ou seja, sendo reiniciado com a 4ª rodada da fase classificatória. A proposta apresentada por Hocsman não teria, obviamente, rebaixamento, mas da mesma forma suprimiria o acesso, ponto que desagradou os participantes, já que todos fecharam questão sobre a necessidade de manutenção das duas vagas na elite estadual em 2021. Por outro lado, a FGF não abiu mão do rebaixamento, mas não houve problemas na aceitação da medida, contanto que fossem mantidas as duas vagas para o Gauchão. “Na verdade segue tudo como estava, sem mudanças. O que ainda não temos é uma data para o retorno. Inicialmente estávamos prevendo em agosto, mas com a mudança de bandeira em algumas regiões do Estado, como a Serra, pode ser que

Tudo igual Regras foram mantidas, o que era esperado por Bonetto: incerteza gira mesmo em torno da data para a volta do estadual

Máscaras rubro-verdes Ramon Cardoso

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Brasil

O Departamento de Marketing do Brasil está comercializando máscaras do clube. Elas estão sendo vendidas a R$ 10,00 em três modelos: em rosa, rubro-verde e preto (foto acima) e podem ser adquiridas na Yeah Capas (Cel. Pena de Moraes, 547, Centro), Imobiliária Conceitto (República, 110, Centro), Malu Modas (Antônio Sachett, 303, bairro 1º de Maio), Mercado De Cesaro (RSC-453, 10, bairro Vicentina) ou ainda pelo fone/WhatsApp 992.400.140, com Tati.

o reinício seja adiado para setembro. É muito difícil precisar uma data. Só teremos condições de defini-la quando a curva de casos começar a baixar e a situação da pandemia estiver mais sob controle”, destacou o presidente da SERC Brasil, Elenir Luiz Bonetto. O clube farroupilhense pretende retomar os treinamentos com pelo menos duas semanas antes da retomada da competição. “É um tempo mínimo de preparação para termos condições de ir a campo. Antes ainda temos que ver com a Federação como vai ser a questão da aplicação de testes de covid, quais serão os protocolos a serem adotados, enfim, uma série de situações. Alguns clubes se manifestaram no sentido de só voltarmos quando a torcida pudesse comparecer, mas nessa condição é muito difícil que ocorra neste ano. A princípio a Segundona volta com portões fechados, pelo menos nas primeiras rodadas”, acredita Bonetto. O mandatário rubro-verde também projetou as possíveis datas a serem utilizadas. “Nós temos ainda 11 jogos para serem disputados na fase classificatória e mais os dois mata-matas (quartas de final e semifinais), além da decisão. Seriam 17 datas. O ideal seriam jogos no meio e nos finais de semana até o final da 1ª fase e as partidas eliminatórias sendo disputadas somente aos finais de semana”, estimou o presidente da equipe farroupilhense. Com isso, seriam 11 as semanas necessárias para a conclusão da disputa estadual: cinco para o término da etapa classificatória, uma livre e mais cinco para os duelos eliminatórios.


Yasmin Signori Andrade

ECONOMIA

Cresol está de portas abertas em Farroupilha

Imagens: Reprodução

Cooperativa de Erechim inaugura primeira filial na Serra nesta sexta, na cidade. Agência busca fomentar e valorizar a economia da região Página 11

INSIDE

Um concerto

pelo celular UCS Orquestra disponibilizou seus dois CDs, gravados em 2014 e 2017, no Spotify, facilitando ainda mais o acesso à música erudita Capa


Pesquisa

Sonhos colecionados, mas também investigados: a pandemia vira alvo de análise do CEPdePA Páginas 2 e 3

Inside

Sétima Arte

A policial Pipa, mais madura, embora impulsiva, reabre caso traumático de sua infância em “Desaparecida” Páginas 6 e 7

MODERNIZANDO

Música clássica no streaming UCS Orquestra agora disponibiliza CDs gravados em 2014 e 2017 no Spotify, facilitando o acesso às canções eruditas

Volume 1

Wolfgang Amadeus Mozart - Abertura da Ópera “Don Giovanni” K. 527 1) Andante – Molto Allegro Edvard Grieg – Concerto para Piano e Orquestra em Lá Menor, OP. 16 2) Allegro Molto Moderato 3) Adagio 4) Allegro Moderato Molto e Marcato Quasi presto – Andante maestoso Solista: Olinda Allessandrini – Piano Ernani Aguiar – Sinfonietta Prima 5) Allegro Con Brio – Un poco meno mosso con brio 6) Lento Assai (arrastado) marcha-rancho Vivace (Tempo de Cabocolinhos) – Tempo I 7) Vivace

Imagens: Reprodução

A

s músicas dos CDs da UCS Orquestra, lançados em 2014 e 2017, agora podem ser ouvidas pelo Spotify. A nova forma de acesso às canções está de acordo com a proposta da Orquestra, que é de levar a música erudita para o máximo de pessoas. O CD Volume 1 é composto por três obras, de diferentes períodos da história da música. A gravação registra o momento artístico que o grupo vivenciava, marcada por uma abertura de repertório sinfônico. “Gravamos a Sinfonietta Prima, do Ernani Aguiar, uma obra belíssima que mistura aspectos tradicionais com um sabor brasileiro. No Spotify, somos os primeiros a divulgá-la. Queremos muito que nosso povo conheça o trabalho dele e da pianista Olinda Allessandrini”, declara o maestro Manfredo Schmiedt. Já o Volume 2 foi lançado em celebração ao cinquentenário da UCS, homenageando sua trajetória marcada pelo compromisso com a difusão da cultura. O disco agrega o olhar do maestro Manfredo à sensibilidade da pianista Olinda, reunindo quatro obras, uma delas de Christoph Küstner, composta especialmente para comemorar os 50 anos. “Essas plataformas virtuais são muito importantes para a propagação da música erudita. Estamos muito felizes por oportunizar esse trabalho para que qualquer pessoa que tenha acesso ao Spotify possa usufruir dessas geniais composições”, salienta.

Volume 2

Christoph Küstner: Abertura Festiva 1) Allegro ma non Troppo Alfred Hülsberg: Rapsódia Nazaretheana para piano e orquestra 2) Solista: Olinda Allessandrini – Piano Heitor Villa-Lobos: Suíte nº 2 para Orquestra de Câmara 3) Lamento – Andante Cantabile 4) Scherzo – Vivace 5) Passeio (Pormenade) Andantino quasi Allegretto 6) Canção Lírica – Poco Moderato 7) Macumba – Poco Moderato Gilberto Salvagni, José Clemente Pozenato, Coros da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) 8) Hino da UCS: In Altum Ducit – Allegro


Inside

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Crônicas da Redação Ramon Cardoso

ramon@jornalinformante.com.br

Um governo perdido em sua própria egolatria

Pesquisa

A pandemia do covid, e estudada, por meio Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre desenvolve projeto pioneiro que pretende avaliar impacto do período na subjetividade e expressão coletiva

F

oi tendo a escuta psicanalítica como inspiração e alguns trabalhos de destaque na área, como “A Interpretação dos Sonhos”, de Sigmund Freud, e “Sonhos do Terceiro Reich”, de Charlotte Beradt, que o Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre (CEPdePA) desenvolveu o projeto “Colecionando Sonhos”. “Os sonhos são expressões de nossa subjetividade que podem ajudar a compreender e dar sentido ao que estamos vivendo nesse momento, em que há necessidade de nos reinventarmos para fazer frente às mudanças impostas pela pandemia”, destaca a presidente do CEPdePA, psicanalista Denise Martinez Souza. O noticiário, geralmente pesado, carregado de pessimismo, acaba provocando nos indivíduos uma sensação de angústia e de incerteza. “Sabemos, desde Freud, que em nossas experiências na vida, tudo aquilo que excede a nossa capacidade psíquica de elaboração é sentido como um trauma e um dos principais recursos que dispomos para dar conta desses excessos é a nossa capacidade de sonhar, pois os sonhos nos ajudam a elaborar nossos medos, angústias e vivências traumáticas”, esclarece a presidente. O objetivo do CEPdePA é de criar um banco de dados de sonhos, que sirva de base para pesquisa e produção de trabalhos e reflexões sobre o impacto da pandemia na subjetividade, assim como investigar algum potencial de expressão coletiva. Todos são convidados a colaborar com o projeto relatando um sonho ocorrido no período de pandemia.

Fotos: Arquivo Pessoal

Não há, entre todas as Unidades da Federação, um governo mais perdido e ególatra do que o de Eduardo Leite. O governador baseou as políticas tiranas de confinamento e lockdown no Estado no estudo do Imperial College, de Londres, a instituição comunista que previu que, no Brasil, o coronavírus iria levar à óbito pelo menos 1 milhão de pessoas até o fim do agosto. Erraram um pouquinho. Leite ficou fascinado com a pesquisa, mas também ficou com inveja. Tanto que resolveu fazer uma própria. Para isso, chamou a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), onde estudou e sediada em sua terra natal. A pesquisa da UFPel usa ferramentas iguais às utilizadas pelo Imperial, ou seja, alicerça seu estudo no achismo, em uma equação bem simples, que pega histeria, soma com pânico e multiplica com terrorismo. Ao final, projeta futurologia catastrofista. Pronto, está feita a análise. Mas um estudo, assim, sem base científica alguma, pode gerar questionamentos, certo? Errado. É só cooptar a extrema imprensa esquerdista com gordas verbas publicitárias e ter uma Assembleia Legislativa completamente inerte que qualquer bizarrice pode ser colocada no papel. Como parte da população é massa de manobra mesmo, deixa os que têm um pingo de consciência sobre o absurdo berrarem nas redes sociais e tentarem, fazendo das tripas coração, segurar empregos e negócios. Embora desonesto, o estudo do Imperial College consegue ser mais honesto do que o desenvolvido pelo governo do Estado, justamente porque ali o terrorismo era uniforme. No estudo de Leite, o terrorismo é seletivo. Por exemplo, Farroupilha fez seu dever, ou seja, testou em massa a população, por isso está com a situação bem controlada, mas acabou penalizada por isso, porque os números são altos, assim como fez boa parte dos municípios serranos. Qual o prêmio? Lockdown no setor produtivo. Vamos fazer uma comparação. Farroupilha tem cerca de 72 mil habitantes, registrou quatro óbitos e 363 casos. Pelotas, a terra do governador, tem 342 mil habitantes, não teve um único óbito e 169 casos. Por favor, né, esse dado não é crível. A região de Pelotas, protegida por ser terra do gestor estadual, ficou com bandeira amarela durante todo o estudo por um motivo muito simples: não está testando ninguém. Ou seja, é fácil manter a economia ativa, basta não fazer nenhum teste. A Serra foi onde Leite teve uma das votações mais baixas na eleição ao Palácio Piratini, logo, encontrou um jeito de retaliar a região. Não levar em consideração o número de testes para a definição de medidas de contenção ou relaxamento é algo surreal, nem o Imperial College conseguiria tal proeza. A economia estadual está sendo destruída por um governo que só pensa em aparecer na mídia e que se perdeu completamente em seu próprio ego. Leite é o Grande Irmão de “1984”, a obra de George Orwell. Assim como outros governadores inaptos, ele desgraçadamente nos mergulhou numa distopia muito mais surreal que a do livro. “Quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente, controla o passado”. A diretriz do Partidão, no Estado totalitário de 1984, está incorporado à gestão do governador. Só falta ele impedir críticas em redes sociais. A Imprensa e o Parlamento, vergonhosamente, já estão curvados a ele.

FARROUPILHA, 19 DE JUNHO DE 2020

Colecionando sonhos Denise, presidente do CEPdePA, destaca que o objetivo é criar um banco de dados para futuros estudos relacionados à Psicanálise e saúde mental

Colecionando sonhos II Psicanalista Mônica idealizou e coordena trabalho que tem recebido um número expressivo de contribuições: momento pode render rico material para análise


Inside

FARROUPILHA, 19 DE JUNHO DE 2020

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Pesquisa

Rita Rosa Baretta ritarosabaretta@gmail.com

compreendida dos sonhos

Vale destacar que não é necessário identificação, sendo apenas solicitado que seja informada a idade, gênero, local onde vive atualmente e se o colaborador teve algum parente ou amigo próximo diagnosticado com o covid-19. O relato pode ser realizado diretamente no site www.cepdepa.com.br/colecionandosonhos onde é possível também comentar as impressões ou associações relacionadas ao sonho. “Ainda que os sonhos se apresentem como uma ficção e, de uma forma enigmática sejam compostos pela matéria-prima do inconsciente, eles são também parte da realidade e, por apontarem ou-

A história da paquistanesa Zohra Imagem: Reprodução

tras realidades, podem nos ajudar a encontrar saídas criativas para nosso futuro, quem sabe mais solidárias. Precisamos sonhar porque precisamos de futuro.”, considera Denise. Ela informa que o projeto, que é coordenado e foi idealizado pela psicanalista Mônica Puglia Leal, conta com um número significativo de participações. O objetivo é usar esse material como banco de dados para pesquisa em Psicanálise e saúde mental com possibilidade de publicação. Então, tem sonhado com frequência nesta pandemia? Que tal colaborar com o projeto?

A história da paquistanesa Zohra Shah, empregada doméstica de 8 anos de idade, que morre ao sofrer violência de seus patrões por libertar da gaiola dois pássaros, causa comoção nas redes sociais em todo o mundo. A humanidade reflete e se questiona com tamanha crueldade. Zohra encontra a morte exatamente quando em seu comportamento infantil de justiça e liberdade nos faz pensar nos valores morais. Em seu gesto altruísta e honroso dá liberdade aos pássaros, dá justamente a liberdade de vida que ela criança não podia ter em sua existência. Nos faz pensar nos valores que temos transmitido às crianças em nossa sociedade cruel e voltada muito mais a valores materiais. E assim, neste momento de nossas vidas, nesta reclusão por conta das restrições do covid-19, esperançosos de que os seres humanos pudessem estar mais conscientes de seus comportamentos e atitudes, pudessem ter se tornado mais solidários diante da vida, nos defrontamos com episódios que nos oprimem, entristecem e até decepcionam. São crimes de racismo, assassinatos cometidos contra crianças e adolescentes, violência contra mulher dentro ou não dos próprios lares, são apropriações indevidas, são políticos desonestos e corruptos a toda hora sendo descobertos em seus comportamentos ilegais, são estelionatários, contrabandistas, traficantes, são profissionais sem ética, são tantos os tipos de sacanagens que nos sentimos ameaçados o tempo todo. Estamos todo dia sendo chamados a um protagonismo pré-histórico. Somos evoluídos tecnologicamente, cientificamente e somos amadores humanos. Não aceitamos nossa diferença de cor, social e intelectual. Na menor oportunidade damos jeito de fazer valer nossa autoridade, nosso poder, desde a esquina de casa até o outro lado do mundo. A patroa da menina empregada doméstica Zohra, não compreendeu sua percepção infantil, seu mundo lúdico. Ela se mostra uma pessoa oportunista, que por conta de sua cultura, assim como cada um de nós, na menor oportunidade nos aproveitamos do que surge à nossa frente. Temos dificuldades de distinguir o correto do que é moral, o justo do ético e assim nos confrontamos em divergências de opiniões. Somos protagonistas de nosso próprio tempo. Devemos justamente ser conscientes de que em algum momento nosso comportamento irá refletir em algo do qual teremos que assumir posição. Nossos filhos, as novas gerações, irão nos cobrar posturas firmes e fortes diante das circunstâncias da vida. Creio que não se tenham fórmulas mágicas, mas se possa ajudar a cada um a descobrir que dentro de si existem recursos imensuráveis que pode auxiliar o outro à sua volta. Não podemos mudar o mundo, mas o mundo do qual fazemos parte pode, de algum modo, se orgulhar da forma como cada um de nós pode contribuir para que ele mude. Não desejo de modo algum perder esta esperança. Necessitamos de mudanças efetivas em nossa relação com a humanidade, em nossa preocupação com o bem-estar social, com nosso lado humano, com o fator solidariedade. É preciso nos sensibilizarmos as inúmeras “Zohras” de nosso dia a dia. Não podemos deixar isso passar despercebido. Essa é a postura mais coerente enquanto cidadãos de um novo tempo. Estamos fazendo nossa própria história. Nós a vivemos, a contamos e a escrevemos. Não temos como delegar essa responsabilidade. Somos os próprios agentes desta mudança. Somos os protagonistas da nossa própria história. Ao certo serão as mudanças efetivas que se manterão e serão determinantes. Precisamos de nossa sensibilidade humanamente ativa hoje, à flor da pele. Seja responsável por sua parte e façamos cada um de nós a diferença em nosso pequeno mundo. * Psicanalista


Divulgação

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Conexão

té um tempinho atrás vivíamos uma rotina diferente, onde ter tempo era algo raro. Todos dias passavam corridos e cheio de coisas para fazer. A quarentena, a qual fomos submetidos, trouxe essa pausa, que antes parecia impossível. E essa pausa pode ser um momento para nos conectarmos com o que é importante para nós. Essa pausa permite rever nossas prioridades, sentimentos, que antes passavam “batidos”. Você tem se dado este tempo, para valorizar a si mesmo(a) como deveria?

Energia à Distância

O Espaço Despertar está promovendo envio de energias à distância. Os interessados podem enviar nome e data de nascimento no perfil do Instagram @espaçodespertarfarroupilha ou pela página do Facebook. Também foi disponibilizada uma caixa para depositar papéis com os dados, na frente da casa localizada na rua 3 de Outubro, número 199, no bairro Planalto.

Jonatan Santos, Djéssica Batisti, Vinicius Zangalli, Lucas Biasibetti de Pellegrini, Cristian da Rosa Nunes, Samuel Fernandes, Daniella Tonello e Mateus Picoli, time que está por trás do lançamento do aplicativo Chegou Delivery, lançado no começo do mês na cidade

Divulgação

Maiqu

Alguém Disse Festa?

Para matar a saudade de uma festa o Muinho Club promove a webparty “Rolezão Edição de São João”. O evento será realizado pelo aplicativo Zoom neste sábado, às 21h, e terá animação do DJ Thon. O bar do espaço estará aberto e os pedidos de drinks e bebidas poderão ser feitos por WhatsApp e iFood, para tele-entrega ou pegar e levar.

Inauguração

Na quarta o Vulko's Pizza & Burger inaugurou no Centro da cidade. A nova opção gastronômica está localizada na rua Coronel Pena de Moraes, 680, e é uma parceria do Grupo Feltrin com os empreendedores Felipe Guizzo e Giovani Giubel. O restaurante abriu para o público seguindo os decretos municipais e estaduais e está recebendo pedidos pelo WhatsApp e Facebook.

App Chegou

A Jocc Tecnologia desenvolveu o aplicativo Chegou Delivery, lançado no dia 1º de junho. A proposta é oferecer uma nova forma de comprar e vender totalmente digital para empresas de Farroupilha e com possibilidade de expandir para outras cidades. Para baixar o Chegou Delivery basta procurar na loja de aplicativos do seu celular.

Gledson de Campos, Fabrício Spinelli e Diego Garcia, time do Farra Pizza Burger, celebra 2 anos de trabalho na cidade neste mês. Para marcar o aniversário, lançaram nesta semana dois novos lanches especiais

A fotógrafa Daiane Cavalini Perin celebrou, nesta semana, um ano da sua empresa, que atua na áre de fotografia de newborn, criança gestantes, famílias e eventos


Arquivo Pessoal

#EmCasa

Arquivo Pessoal

O farroupilhense Matheus Vanzin Verona está em estudos na Hungria e, na foto, em pausa de suas atividades, aproveitou para conhecer a cidade de Budapeste com a amiga Gabriela Araújo Fragoso

uel Barbieri

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Daniela De Rocco

Os pais Vinicius Couto e Janaína Medim Couto com a filha Carolina, que festejou seu aniversário de 8 anos no domingo passado

A fofa Eva Matilde Baretta celebrou seu primeiro aninho no sábado, recebendo o carinho dos pais Aline Rasera e Leandro Baretta na casa da família. Devido ao distanciamento social, o parabéns foi virtual e o pai entregou kit de doces, salgados e lembrancinhas para que a família celebrasse junto de suas casas


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Fabrício Oliboni fabrioliboni@gmail.com

Sobre estátuas e história Há alguns dias, durante um dos protestos do Black Lives Matter, foi derrubada e jogada no rio a estátua de Edward Colston, em Bristol, Inglaterra. Colston trabalhou como comerciante de escravos, no século XVII, e esse foi o motivo do ato. Essa manifestação trouxe à tona um debate acerca de outros monumentos históricos controversos. Afinal, ajuda em algo ações do tipo e dessa forma? Até que ponto o revisionismo histórico deve ser considerado? Enfim, a ideia aqui é apenas levantar alguns pontos relacionados ao tema em discussão. Consequentemente ao que ocorreu em Bristol, autoridades nas cercanias e até mesmo em outros Países movimentaram-se prevendo casos similares nas suas cidades, devido à presença de monumentos similares, e que já seriam alvos até mesmo fáceis: figuras com vínculos ao racismo, nazismo, homofobia, comércio de escravos... até mesmo Cristovão Colombo e Winston Churchill, que são casos bem diferentes, e não entrarei no mérito aqui, pois se estenderia muito. Entendo os protestos e a revolta, principalmente devido aos nervos aflorados com tudo que está ocorrendo. Contudo, falando de forma geral, é muito complicado interpretar o passado com os olhos de hoje. O que encaramos como normal agora, pode ser um crime dentro de 50 anos. Apagar a história é não ter aprendido nada com ela. Como diria o filósofo George Santayana: “Aqueles que não conseguem relembrar o passado estão condenados a repeti-lo”. As pirâmides do Egito foram construídas mediante trabalho escravo. O Coliseu romano sediava batalhas de escravos, onde o público presenciava banhos de sangue que eram tidos como entretenimento na época. Diversos monumentos, estátuas e homenagens diversas foram destruídas ao longo da história, pelos mais diversos motivos, até sendo alguns nessa linha. Repito: não deixam de ser justificados, sob o prisma atual, mas vejo que perdemos muito mais do que ganhamos com isso. Colocando como exemplo o que ocorreu em Bristol, da estátua de Colston. Acredito que seria interessante uma placa junto ao monumento, com a devida contextualização, explicando quem ele foi, o motivo de ser erguida a estatua no período, etc. Me parece educativo, uma contribuição importante. Outra solução seria a retirada da mesma, sendo transferida para um museu. Hoje não teríamos uma estátua dessa, de forma alguma. Se tudo cair em um revisionismo histórico, muito pouco iria se salvar: nomes de cidades, ruas, praças... vejo como interessantíssimo o debate, e eventualmente é boa a iniciativa de renomeações e adaptações. Ninguém acha que se manteria uma rua chamada Adolph Hitler, em Viena, para exemplificar de uma forma até grosseira. Aproveitando o embalo da menção à Alemanha, a sombra do nazismo e o Holocausto ainda é muito recente. Os alemães não tentam apagar ou esconder o que ocorreu, e sim deixam à mostra, pra que isso nunca mais se repita, que a mensagem de um passado sombrio seja repassada e todos possam aprender com isso. Auschwitz, o principal campo de concentração na Polônia, segue lá. É doloroso, sim, mas apagar não irá trazer nenhum conforto para quem viveu ou foi afetado de alguma forma com o Holocausto. Encarar a história com a maturidade e discernimento que a nossa época permite me parece um caminho, ao invés de maquiar ou buscar apagar o que já ocorreu. * Agente de intercâmbio e bacharel em Relações Internacionais

FARROUPILHA, 19 DE JUNHO DE 2020

Sétima Arte

Passado que insiste “Desaparecida” é a sequência de “Presságio” e mostra a policial Pipa mais segura em sua função, embora impulsiva na busca obsessiva pela verdade dos fatos

A

morte de Cornelia Villalba (Mora Magnarelli) foi devastadora na vida de Manuela Pelari, a Pipa (Maite Valero na adolescência e Luisana Lopilato na fase adulta), tanto que decidiu ser policial justamente por conta do desaparecimento da melhor amiga em uma viagem de férias escolares na Patagônia, em 2003. Aos poucos, o incidente deixou de ganhar as páginas dos jornais e do noticiário e se avolumou à lista, sempre pesada, dos casos insolúveis da crônica policial. Solitária e com a cabeça mergulhada no trabalho na Polícia Federal, Pipa recebe uma mensagem de Clara Villalba (María Onetto), a mãe de Cornelia, solicitando que ela fosse à missa em homenagem à filha, quando completou 14 anos de seu desaparecimento.

O contato reabre uma ferida que, aos poucos, Pipa pensava estar em processo final de cicatrização. Ela não tem coragem de confrontar Clara, acaba recebendo sua visita no trabalho e um apelo para que reabra o caso e descubra o que, de fato, ocorreu. Seu comportamento impulsivo, em que resolvia as questões passando por cima do, via de regra, excessivo formalismo policial, fazia com que vivesse às turras com o colega Martin Seretti (Nicolás Furtado) e, especialmente, seu chefe no Departamento Policial e mentor, Ramón Oreyana (Rafael Spregelburd). Ela decide voltar à investigação sobre o episódio, ainda que não conte com o aval do superior, que recomenda que deixe o caso, que ele mesmo capitaneou, de lado. O ano é 2017 e a dificuldade de investigar um caso que aconteceu em 2003, distante de

Buenos Aires, é gigante. Mas a jovem policial sabe que não terá paz com sua própria consciência até não descobrir o paradeiro da amiga. E essa ideia é reforçada quando ela tenta buscar pistas que a aproximem de Cornelia, como a foto que foi exibida na missa em sua homenagem e num enigmático anúncio de jornal, que ninguém tem ideia de quem tenha publicado. Quanto mais Pipa se aprofunda na investigação, mais ela percebe que há interesses em soterrar o episódio, o que apenas reforça sua impressão de que há algo maior por trás do desparecimento da amiga e não sossegará até esclarecer todos os fatos, por mais que isso tenha implicações sérias com o submundo do crime e que colocará, inclusive ela, em perigo. Baseado no romance “Cornelia”, de Florencia Etcheves, “Desaparecida” é a sequência de

“Presságio” (lançado recentemente pela Netflix e resenhado na semana passada), apesar de, cronologicamente, ter ocorrido depois. Trama muito bem costurada pelo diretor argentino Alejandro Montiel, que também assina o roteiro ao lado de Jorge Maestro e Mili Roque Pitt. Desaparecida é um thriller bem construído, como foi Presságio, centrado na figura da bela e talentosa policial, mas que mostra uma maturidade do Cinema Argenti-


Inside

FARROUPILHA, 19 DE JUNHO DE 2020

7

Paulo Roque Gasparetto

Sétima Arte

prgasparetto@terra.com.br

em assombrar Imagem: Reprodução

Divulgação

Título original Perdida Título traduzido Desaparecida

no, uma trama que não deve absolutamente nada a grandes produções de Hollywood. Aliás, o País vizinho vem há muito tempo produzindo longas de qualidade, inclusive muitos na área do suspense, sempre um campo delicado para a Sétima Arte. Evidente que é interessante assistir as duas tramas de Montiel na ordem em que elas ocorrem, ou seja, primeiro o Presságio e depois Desaparecida, mas a ligação entre os

Pela verdade A policial Pipa (Luisana Lopilato) não sossegará até não descobrir o paradeiro da grande amiga de infância

filmes é muito pequena, de forma que não há qualquer tipo de comprometimento na compreensão das histórias se forem vistas fora da cronologia. São suspenses densos, com o clima de filme noir, com peças soltas ao longo da narrativa, que sempre tornam a atração melhor.

Direção Alejandro Montiel Roteiro Alejandro Montiel Jorge Maestro Mili Roque Pitt Gênero Suspense Policial Duração 103 minutos País Argentina Ano de produção 2018 Estúdio Cine Argentino Mys Producción Bowfinger Distribuição Netflix

Dia do Sagrado Coração de Jesus Hoje é o dia do Sagrado Coração de Jesus, comemorado na segunda sexta-feira, após a solenidade de Corpus Christi. Junho, também, é o mês no qual começa o inverno e termina a primeira metade do ano. É neste final de semana que acontece um fenômeno natural interessante: no Hemisfério Sul, o dia é mais curto com a chegada do inverno e a noite mais longa. Já no Hemisfério Norte, ao contrário, o dia é mais longo e a noite mais curta devido à chegada do verão. Gosto do dia e gosto da noite. A vida é feita de claridade e de escuridão. Assim é a vida. Uma vida que não conhece “a noite” permanece pobre. Tudo tem sua beleza. Também, entre o povo brasileiro, é o mês que marca os festejos populares muito tradicionais, motivados pela devoção a um grupo de santos chamados populares. Nessa direção, a igreja celebra, no próximo final de semana, a solenidade dos santos Pedro e Paulo e lembra o nosso Papa Francisco. É uma oportunidade de manifestarmos nossa unidade com aquele que sucede a Pedro na missão de orientar e de conduzir as comunidades em meio às turbulências deste mundo. Somos chamados a viver em unidade com o nosso papa e a rezar por ele e em suas intenções. Não podemos esquecer no mês de junho a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Essa devoção também é cultivada pela Igreja Católica ao longo de todas as primeiras sextas-feiras de cada mês. Um Jesus misericordioso que tem o coração aberto para nos acolher e amar. É o convite a cada um de nós retribua a Jesus este amor, vivendo segundo a Sua vontade. Santo Agostinho dizia: “Vosso Coração, Jesus, foi ferido, para que na ferida visível contemplássemos a ferida invisível de vosso grande amor”. Jesus revelou o desejo da Festa ao seu Sagrado Coração à religiosa Santa Margarida Maria Alacoque, na França, mostrando-lhe o Coração que tanto amou os homens e é por parte de muitos desprezado. Nos unimos ao serviço pastoral do “Apostolado de Oração” e rezamos dizendo: Jesus manso e humilde de coração, fazei o nosso coração, Semelhante ao Vosso. A celebração acontece amanhã, sábado, às 18h, na Igreja Matriz Sagado Coração de Jesus, juntamente com a Paróquia Jesus Ressuscitado, sem a presença de pessoas, devido ao decreto do governo do Estado, sobre a mudança de classificação da região da Serra Gaúcha para a “bandeira vermelha”. Todos estão convidados a acompanhar a Santa Missa, ao vivo, pelos meios de comunicação: TV Serra, Rádio Miriam, Facebook do Sagrado Farroupilha e do ECC. * Pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus e doutor em Comunicação


Inside

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Horóscopo Áries - 21/03 a 20/04

Semana ótima para se valorizar e focar em metas futuras. O céu lhe traz vontade, virtude essencial para dar passos firmes, e sabedoria para eliminar experiências. A tarde tende a ser produtiva e favorece os contatos profissionais.

Touro - 21/04 a 20/05

Os estudos vêm lhe proporcionando uma nova forma de perceber a vida e de impulsionar novas visões filosóficas. À tarde, um ângulo favorável com o planeta Saturno favorece o planejamento financeiro e o setor profissional.

Gêmeos - 21/05 a 20/06

O autoconhecimento é responsável pela sua visão financeira e pelo desenvolvimento do autovalor. Uma nova percepção lhe permite transformar as decisões práticas. A tarde é um período ótimo para firmar estudos e divulgar informações.

Câncer - 21/06 a 20/07

As relações de amizade passam por transformações profundas e necessárias para o seu desenvolvimento. O mesmo pode ocorrer em projetos nos quais você esteja inserido. A tarde é um bom momento para avaliar as decisões profissionais em silêncio.

Leão - 21/07 a 22/08

O céu pede de você criatividade para realizar tarefas funcionais com a intenção de promover a carreira e os planos futuros. A semana é boa para pensar em ideias e projetos que envolvem parceiros, sócios e clientes.

Vírgem - 23/08 a 22/09

É maravilhoso poder descobrir os seus talentos e ser você mesmo. Semana ótima para permitir que as transformações aconteçam em sua vida. À tarde, o céu favorece as responsabilidades e os compromissos profissionais.

Libra - 23/09 a 22/10

Você está passando por um ciclo significativo de desapego e de desconstrução em família. As curas são profundas e geram grandes transformações. Você está maduro para conduzir afetos e para interagir com os seus talentos.

Escorpião - 23/10 a 21/11

Boa semana para promover o relacionamento e para se posicionar de uma forma firme. Ambos precisam transformar a relação. A tarde é um período importante para concretizar ideias e planos em família, com foco em investimentos.

Sagitário - 22/11 a 21/12

O céu favorece as decisões no trabalho. Você está focado e determinado a colocar os planos em ação. A tarde é um excelente período para assumir responsabilidades com a informação, seja por meio de reuniões ou de treinamentos.

Capricórnio - 22/12 a 20/01

As transformações pelas quais você vem passando são ótimas para se redescobrir. Os talentos batem à porta e agora é importante tomar decisões com sabedoria e discernimento. Boa semana para assumir compromissos profissionais.

Aquário - 21/01 a 19/02

Boa semana para entender os aspectos emocionais que estão sendo transformados em família. A maturidade o leva a tomar decisões interessantes para o seu desenvolvimento pessoal e afetivo. Os resultados dependem de você.

Peixes - 20/02 a 20/03

Boa semana para se comunicar e para expor informação com pessoas significativas. Esteja atento a contatos e a convites. À tarde existem experiências que o levam a perceber melhor o quanto é preciso agir com maturidade em família.

FARROUPILHA, 19 DE JUNHO DE 2020


FARROUPILHA, 19 DE JUNHO DE 2020

Farroupilha: para você homem discreto, que procura uma boa massagem para relaxar, agora você já tem o local certo! “PRAZER PICANTE”, você encontra as mais BELAS GAROTAS! Local central. Venha conhecer! Fone: (54) 991.430.723. Segunda a sábado. Dani, loirinha de olhos claros! Sempre pronta para o prazer! Disponível das 9h às 16h, com atendimento com local próprio. Contatar pelo fone (54) 996.145.503. Está a fim de fugir da rotina com uma gata sensacional? Então venha passar esse momento comigo. Sou a Pati, uma moreninha pronta para te enlouquecer. Atendimento em local central e discreto (54) 996.145.503 ou (54) 991.430.723, das 13h30min às 18h. Lu, morena sensual, para você que quer relaxar. Venha me conhecer, prazer garantido. Atendimento central (54) 996.145.503. Flávia, linda acompanhante para seus desejos mais secretos, com a massagem relaxante para seus momentos de tensões! Agende seu horário através do fone (54) 991.430.723 ou (54) 996.145.503. Bianca para você que quer algo diferente, com aquela massagem para seus momentos de estresse. Agende comigo (54) 996.145.503 ou (54) 991.430.723.


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Carinhosa e atenciosa! Para você que está naqueles momentos precisando de uma Oi! Me chamo Manu, tenho 28 anos, sou morena clara com cabelos cacheados! Massagem relaxante e tântrica. Venha se descontrair! (54) 996.145.503, (54) 991.430.723 ou (48) 991.730.233. Renata loira / Ana Paula morena, juntas ou separadas, com aquele atendimento especial! Agende conosco (54) 996.155.503 ou (54) 991.430.723.

FARROUPILHA, 19 DE JUNHO DE 2020


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Edição 642  

Jornal Informante (Farroupilha/RS)

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