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FARROUPILHA

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ANO XIII

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EDIÇÃO 643

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26 DE JUNHO DE 2020

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R$ 3,00

MATÉRIA ESPECIAL

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Chegar à bandeira amarela,

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o novo objetivo da Serra Embora difícil, por conta das absurdas, exageradas e rigorosas regras definidas pelo governo estadual, Região já deu mostra de seu poder de mobilização que, se for mantido nos próximos dias e semanas, pode melhorar ainda mais classificação e acelerar o fim da pandemia Páginas 2 e 3 e Editorial

INSIDE

ESPORTE

INSIDE

Poesias durante a pandemia Brasil Feminino regressa aos treinos XX Feijoada em drive-thru

Júlia De Rossi compartilha textos nas Gurias rubro-verdes fizeram testes para covid e Rotary Club Nova Vicenza mantém redes sociais e em breve lança 2º livro time passa a contar com novo preparador físico tradição no sábado: garanta a sua Capa Páginas 14 e 15 Páginas 2 e 3


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SIRVAM NOSSAS FAÇANHAS

Oportuno levante da Serra contra a Inconformismo com a reclassificação das bandeiras não impediu região de debater os dados apresentados e, mais do que isso, habilitar dezenas de leitos de UTI, mostrando a capacidade de resposta do sistema hospitalar serrano e a união dos municípios em prol, não somente da saúde, mas também do trabalho

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e a semana passada foi confusa e turbulenta na Serra, esta foi de alívio e calmaria. Ainda não de plena tranquilidade e volta à normalidade, mas bem mais leve e otimista que a semana pregressa. O sistema de reclassificação de bandeiras do governo do Estado, onde leva mais em consideração a capacidade de resposta da rede hospitalar, especialmente com a ofertas de leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para os pacientes com covid-19, não foi bem recebido pelas regiões que acabaram ficando com a bandeira vermelha. O levante, capitaneado pela Serra,

foi importante por redefinir, por parte do governador Eduardo Leite, seu sistema de divulgação que deixou de ser quinzenal e passou a ser semanal. Mais do que isso, a falta de atualização dos dados na análise do governo do Estado forçou um contraponto das prefeituras e Secretarias Municipais de Saúde que, agora, tem um prazo para recorrerem da decisão. Porém, o que mais se destacou na última semana foi a mobilização intensa de toda a região para aumento na oferta de leitos de UTI, que possibilitou a volta da bandeira laranja em solo serrano. O objetivo agora é, além de se estabilizar na condição, que permite ao setor produtivo um mínimo de

condição de trabalho, especialmente comércio e serviços, é de conseguir avançar na classificação rumo à bandeira amarela, que apresenta, na avaliação do governo, risco baixo de contágio e propagação do vírus. O caminho não é dos mais simples, exige um esforço muito maior do que o feito na migração da bandeira vermelha para a laranja, mas as prefeituras da região estão mobilizadas em busca da melhora progressiva dos indicadores. Na última rodada de classificação, em relação à penúltima, a Serra apresentou evolução em quatro quesitos de propagação e dois em capacidade de atendimento. Na análise, que apontava cinco bandeiras pretas nos

Situação atual da Serra na pandemia do covid-19 * Dados atualizados às 14h de quinta

Rede serrana conta com 27 hospitais e cobre população de cerca de 1,3 milhão em 49 municípios 226 leitos de UTI 149 ocupados (65,9%) 865 leitos covid fora da UTI 115 ocupados (13,3%) 226 respiradores em UTI adulto 89 ocupados (39,4%) 149 pacientes em UTI adulto 40 pacientes covid (26,8%) 21 suspeitos covid/SRAG (14,1%) 88 por outras causas (59,1%)


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arbitrariedade e o autoritarismo 11 indicadores na semana retrasada, baixou para duas nesta. Houve redução no número de internações por covid, de 40 para 13, bem como de internações por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), que despencou de 71 para 51, e de casos ativos de coronavírus em UTIs, que apresentou redução de 44 para 39. Contudo, o número mais expressivo e que sintetiza bem o poder de envolvimento da Serra foi a de oferta no número de leitos, incrementada em 31, sendo cinco no Hospital Beneficente São Carlos (HBSC), dado que, aliado à baixa de internações no setor, tanto por SRAG como por covid, possibilitou a melhora no indicador final. Na semana em que a Serra ficou na bandeira vermelha eram 33 leitos livres em UTI para covid e, na última semana, eles subiram para 82. Mesmo assim, há um demasiado rigor na avaliação estadual. Na se-

mana que a Serra ficou com bandeira vermelha, eram 0,7 leitos vagos para cada ocupado por covid, ou seja, a cada 10 que estavam com internados, haviam sete disponíveis, o que gerou uma bandeira preta no quesito. O índice saltou, na última semana, para o triplo, 2,1 leitos vagos de UTI para cada ocupado por covid. Em resumo, a cada 10 leitos de coronavírus existiam, na Unidade de Terapia Intensiva, 21 disponíveis, um número muito expressivo, mas que ainda assim determinou a classificação no quesito como bandeira vermelha. Prefeitura publica um novo decreto ainda mais restritivo Diante do aumento expressivo no número de casos no município, foram 38 novos registrados de segunda para terça, o dia em que mais se verificou positivados para a doença em Farrou-

pilha desde o início da pandemia, o prefeito Pedro Pedrozo reuniu representantes de entidades de classe no Sindilojas para discutir a possibilidade de publicação de um novo decreto municipal, ainda mais restritivo, e que passou a vigorar na quarta. Ele pode ser conferido no site da prefeitura, o www.farroupilha.rs.gov.br, no ícone Diário Oficial, na página de abertura. A partir desta semana, a atualização das bandeiras por parte do governo do Estado será feita na sexta à tarde, com prazo para as prefeituras recorrerem de classificações ao longo do fim de semana, com avaliação dos pedidos pelo ente estadual na segunda e vigência definitiva do novo sistema a partir de terça. Os que receberem classificação mais branda já podem adotar as regras da nova bandeira de imediato, sem necessidade de esperar até terça. A tendência é que a Serra continue na bandeira laranja.


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Comentários da OIT para o Rebeca Cardenas Bacchini * Victor Cerri **

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revendo um cenário de possível retorno ao trabalho, a OIT (Organização Internacional do Trabalho) publicou um Guia Prático de como empregadores e empregados deverão agir no ambiente de trabalho da era que terá início após a decretação de encerramento da pandemia causada pelo novo coronavírus (covid-19) e que ganhou o apelido de “novo normal”. O Guia contém 10 ações, listadas a seguir: 1) formar uma equipe conjunta para planejar e organizar o retorno ao trabalho; 2) decidir quando reabrir, quem retornará ao trabalho e de que forma; 3) adotar as medidas de engenharia, organizacionais e administrativas; 4) promover a limpeza e desinfecção do ambiente de trabalho; 5) prover meios para higiene pessoal; 6) prover as equipamentos de proteção e higiene pessoal e informar seu uso correto; 7) manter a vigilância da saúde; 8) considerar outros perigos, incluindo psicossocial; 9) revisar os planos de preparação de emergência; e 10) revisar e atualizar as medidas preventivas e de controle que envolvem a situação. Merecem destaque algumas das medidas, como a primeira delas, de formação de um comitê para tratar de saúde e segurança do trabalho com o mesmo número de indivíduos represen-

tando empregador e empregados. A OIT prevê que o principal objetivo do grupo será integrar as ações que serão definidas em conjunto ao plano de continuidade dos negócios, comunicando todas as ações aos demais empregados. Trazendo a estrutura proposta às empresas estabelecidas no Brasil, a CIPA (Comissão Interna de Prevenção a Acidentes) poderia fazer as vezes do tal comitê, quando existente em atendimento ao art. 163 da Consolidação das Leis do Trabalho e à NR 5 do Ministério da Economia, antigo Ministério do Trabalho e Emprego, entretanto, empresas que não necessitam de uma CIPA robusta – aquelas que empregam menos de 50 indivíduos e podem atuar com apenas um representante, poderão solucionar a questão instaurando um comitê de crise, que atuaria com os objetivos propostos. Também podemos destacar a recomendação de se evitar interação física e o distanciamento entre estações de trabalho de pelo menos dois metros com instalação de barreiras físicas ou telas e até mesmo a instituição de um limite de pessoas para cada ambiente de possível aglomeração, como salas de reunião, elevadores, copas, refeitórios e demais espaços compartilhados. Quando analisada sob demanda de escritórios administrativos, a adoção desta medida não será tão simples, poderá demandar investimentos altos por parte das empresas e vem na con-


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sobre as recomendações retorno ao trabalho tramão do que parece ser o objetivo da maioria do seguimento, que tem a tendência de cada vez mais instalarem-se em espaços menores, projetando mobiliário que prioriza a integração das pessoas e ambientes, sem uso de divisórias, isolando apenas os espaços destinados às salas de reuniões. Quando levamos esta recomendação às indústrias, encontramos outras dificuldades, até mais sensíveis. Isso porque a automatização dos meios de produção, com a adoção de maquinário cada vez mais seguro e computadorizado permite que apenas um colaborador opere até 5 máquinas ao mesmo tempo, mas essa independência da operação não elimina a necessidade de comunicação entre colaboradores e gestores, que será um grande desafio quando adotado o distanciamento recomendado de dois metros, vez que a intensidade do ruído exige o uso de protetores auriculares constantemente, o que inviabiliza a audição, tornando as conversas ineficientes. Outra medida que merece destaque, na seção 3, é a de se manter a ventilação natural através da abertura de janelas e de que, quando da necessidade do uso de sistemas de ar condicionado, as empresas garantam a correta instalação, limpeza e manutenção, com o intuito de evitar que os mesmos atuem como agentes de proliferação de doenças respiratórias e, consequentemente, do coronavírus. As empresas situadas em grandes

cidades certamente encontrarão dificuldades de implementar esta medida, não apenas pela elevação da temperatura no ambiente, que geraria desconforto ao ambiente de trabalho por si só, mas também porque em edifícios comerciais, via de regra, as janelas, quando possuem abertura, são insuficientes à circulação de ar. A recomendação de manter vigilância constante da saúde dos empregados, prevista no item 7, também será um grande desafio às empresas brasileiras, já que é notório que em sua grande maioria não instituíram um programa que garanta a privacidade de dados pessoais, em parte por se aproveitarem do imbróglio legislativo no qual a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei Nº 13.709/2-18) está envolvida, que atualmente tem previsão de início de vigência para maio de 2021, e por outro lado, porque ao inserir o tema na agenda de prioridades, também demandarão esforços financeiros com o treinamento dos colaboradores, a instalação de softwares para gestão dos dados pessoais e a contratação de advogados especializados para direcionar a implementação do programa. As empresas que já tiverem se adequado à proteção de dados pessoais enfrentarão menos dificuldade de seguir esta recomendação da OIT porque já terão identificado em quais pilares da Lei poderão apoiar a obtenção e manutenção de dados de saúde dos empregados e poderão fazer o compartilha-

mento dos mesmos de forma segura com as autoridades de saúde, evitando vazamento de informações sensíveis. Ao elaborar o manual de medidas a OIT parece ter priorizado a saúde dos empregados e esquecido da saúde financeira das empresas, que atualmente enfrentam uma das maiores crises econômicas já existentes, com diminuição de demanda em praticamente todos os setores econômicos, empregados desmotivados após enfrentarem meses de interrupção de atividades, suspensão dos contratos de trabalho e diminuição dos salários. Após o término do estado de pandemia as empresas que tiverem sobrevivido terão que encontrar um caminho sustentável para a retomada das atividades e dificilmente terão condições de proporcionar investimentos como os recomendados pela OIT, tornando inviável a convivência saudável e segura contra o coronavírus no ambiente de trabalho e a continuidade das operações. Algumas alternativas ao não investimento seriam a adoção de um sistema de rodízio nos escritórios, em que parte dos empregados atuem alguns dias da semana no ambiente empresarial e outra parte atue em home office, propiciando o mínimo de interação possível ao delimitar a quantidade de pessoas no ambiente de trabalho, adotando também medidas mais rigorosas de limpeza e higiene; outra medida seria estender o atual home office por mais

alguns meses para todos, quando a atividade permitir, o que evitaria a exposição nos meios de transporte, preservando a condição de isolamento. As fábricas que podem atuar com toda sua capacidade poderiam manter os empregados em suas atividades, adotando pausas alternadas para higiene pessoal e refeições, reuniões de equipe em ambientes abertos para propiciar o distanciamento recomendado e, principalmente, proporcionando todas as informações e meios necessários aos colaboradores para mantê-los engajados na nova rotina de proteção contra o coronavírus. Embora pouco sensível ao atual estado econômico mundial, o conjunto de recomendações da OIT é bem intencionado e tem por objetivo principal a manutenção da saúde dos indivíduos, a comunicação das empresas com as autoridades de saúde para uma atualização constante da quantidade de pessoas infectadas com o coronavírus e a identificação, controle e prevenção dos riscos inerentes à disseminação do vírus mencionado, visando melhoria contínua do ambiente de trabalho e, consequentemente, da sociedade como um todo. * Advogada, especialista de Direito e Processo do Trabalho, atua como Senior Legal Counsel ** Advogado, especialista em Direito Processual Civil, sócio de Correa Porto Sociedade de Advogados


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Essa terra é muito especial Imagem: Reprodução

Mesmo com dados desatualizados e com perseguição política declarada, a Serra, mais uma vez, não se curvou às adversidades impostas pela pandemia, muito pelo contrário. Não deixou de marcar posição, de expressar inconformismo e de redobrar forças para conquistar, em tempo recorde, a abertura de 31 novos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), sem qualquer auxílio do governo do Estado, muito mais preocupado em fazer lives e gastar o suado dinheiro do contribuinte em propaganda. Mais uma vez, essa terra provou o valor da sua gente, sejam nativos ou adotados, e não ficou se lamuriando, mas foi à luta para reverter um quadro que apresentava, de forma muito clara, uma injustiça abissal, desconsiderando um cenário que nem de perto leva em consideração a histórica situação da região, especificamente no que se refere à ocupação de leitos de UTI nesta época do ano, que raramente baixa de 90%. Aliás, esse é um dado muito significativo e que sequer foi levado em consideração pelo propalado grande estudo encomendado pelo gestor estadual. Uma avaliação que deixa de lado uma realidade de anos da Serra não pode ser levada a sério. Da mesma forma, não merece um pingo de credibilidade um estudo que desconsidera o número de testes aplicados. Se o gestor público municipal for desonesto, basta não aplicar teste algum e, com isso, garantir uma bandeira mais branda.

O que mais choca no estudo contratado pelo Estado, além da implementação da Ciência do Achismo e da Futurologia, é o rigor e a excessiva prudência com que a classificação é feita. É uma tarefa hercúlea estar com a bandeira amarela. Há necessidade de se ter, por exemplo, o triplo de leitos vagos para cada paciente internado de covid. Surreal. Nem com surto descontrolado seria possível preencher todos os leitos nesta situação. Enquanto isso, o setor produtivo segue sendo penalizado. Também é importante destacar que o governo do Estado teve mais

Índice Editorial

Matéria Especial .................................... Páginas 2 e 3 Editorial ...................................................Página 6 Opinião ......................................................Página 7 Saúde .........................................................Páginas 8 e 9 Cidade ........................................................Página 10

Educação ..................................................Páginas 12 e 13 Esporte .....................................................Páginas 14 e 15

Inside

Especial..................................................... Capa Crônicas da Redação ............................. Página 2 Gastronomia............................................ Páginas 2 e 3 Guilherme Macalossi ............................ Página 3 Social ........................................................ Páginas 4 e 5 Egui Baldasso ......................................... Página 6 Sétima Arte .............................................. Páginas 6 e 7 Lauro Edson Da Cás ............................... Página 7 Horóscopo ............................................... Contracapa Classificados .......................................... 8 páginas

de 100 dias para melhorar a infraestrutura hospitalar gaúcha e, em relação a isso, quase nada fez. Não bastasse a inércia administrativa (a única disposição parece mesmo a de fazer lives e publicidade), o governo ainda coloca a culpa no eventual recrudescimento das medidas de controle na população, como se ela fosse a maior responsável pela crise sanitária quando é a menor, praticamente sumindo se for colocada ao lado da responsabilidade do Estado, essa sim, grande, mas hipocritamente ignorada. Por mais que o gestor estadu-

Redação: redacao@jornalinformante.com.br Ramon Cardoso ramon@jornalinformante.com.br Yasmin Signori Andrade yasmin@jornalinformante.com.br

Comercial: comercial@jornalinformante.com.br Fabiano Luiz Gasperin gasperin@jornalinformante.com.br Maria da Graça Potricos Leite maria@jornalinformante.com.br

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al tenha tentado e, provavelmente, ainda venha a tentar, não vai ser fácil derrubar os serranos. O resultado obtido na última semana (veja mais na Matéria Especial, páginas 2 e 3 e dados atualizados da quinta à tarde na imagem acima), com a troca de bandeira mesmo num cenário de clara e inequívoca injustiça, certamente encheu todos habitantes da região de orgulho. Não à toa, o trabalho aqui é religião. É quase certo que não haverá mais retrocessos. Que a tendência seja de migrarmos à bandeira amarela e, na sequência, para o encerramento da pandemia

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Colunistas Crônicas da Redação Dolores Maggioni Egui Baldasso Fabrício Oliboni

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Fábio de Salles Meirelles * No cenário espinhoso da pandemia da covid-19, o PIB do agronegócio brasileiro teve expansão de 2,4% nos dois primeiros meses de 2020. O resultado foi impulsionado pela produção primária, ou seja, dentro da porteira das propriedades rurais, cujo avanço foi de 3,86%. Esses dados, apresentados em relatório do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), da ESALQ/ USP, com patrocínio da CNA, demonstram que o campo está puxando a economia nacional, como já vinha ocorrendo nas últimas crises enfrentadas pelo País: conforme dados oficiais que compilamos, nos últimos 10 anos, a agropecuária cresceu 220% e os serviços 62%, enquanto a indústria retrocedeu 23%. Obviamente, todas as atividades são importantes e precisam ser fortalecidas, inclusive por meio de políticas públicas eficazes, mas o agronegócio tem demonstrado resiliência ímpar ante as adversidades e conseguido expandir-se, sendo também decisivo para a conquista de superávit na balança comercial brasileira. É o que se observou em abril último, quando suas exportações alcançaram US$ 10,22 bilhões, 25% acima do registrado no mesmo mês de 2019. No acumulado do quadrimestre, suas vendas externas foram de US$ 31,4 bilhões, com aumento de 5,9%

em relação ao ano anterior, revelam os números do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O resultado, que representou quase metade das exportações do País (46,6%), foi o melhor para o período de janeiro a abril em toda a série histórica. E foi conquistado no contexto de uma enfermidade que está abalando o mundo e o comércio internacional. As importações do agro somaram US$ 4,57 bilhões. Assim, o saldo positivo de sua balança comercial foi de US$ 26,83 bilhões nos primeiros quatro meses de 2020. Em 2019, o setor já havia produzido superávit comercial de US$ 83,08 bilhões, ante US$ 48,03 bilhões do total do País. O esforço do meio rural também está se refletindo na produção de grãos, que, segundo o oitavo levantamento da safra 2019/2020 da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), que acaba de ser divulgado, está estimada em 250,9 milhões de toneladas, 3,7% ou 8,8 milhões a mais do que em 2018/19. Para a área plantada, o crescimento previsto é de 3,5% ou 2,2 milhões de hectares, totalizando 65,5 milhões. Quanto ao café, a colheita deverá crescer 25,8%, devendo alcançar 62 milhões de sacas beneficiadas, e a área cultivada, 4%. O agronegócio enfrenta a pandemia com estratégia de guerra e determina-

ção. Além de manter a economia viva, está atuando junto com toda a cadeia produtiva do abastecimento para garantir que os alimentos cheguem à população, como se pode constatar no trabalho que vem sendo realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAPESP). Tudo tem sido feito, desde a orientação aos produtores e trabalhadores, no sentido de adotarem os cuidados necessários para evitar o contágio, até a articulação da logística, do campo à mesa das famílias, passando pelos distribuidores, transportadores, entrepostos, supermercados, feiras, quitandas e sacolões. Um exemplo dessas ações é a plataforma digital Pertinho de Casa, que está ajudando muito os pequenos produtores e varejistas e facilitando a vida dos consumidores, todos interligados num canal eficiente de e-commerce. Ademais, numerosas pessoas desprovidas estão recebendo cestas básicas e alimentos, por meio de iniciativas do setor rural paulista, que também está fornecendo máscaras aos trabalhadores do campo e a santas casas do interior, produzidas por costureiras instrutoras do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SP), com a coordenação da FAPESP e apoio dos sindicatos rurais. O agronegócio, com as medidas de proteção adequadas à saúde dos trabalhadores de toda a cadeia produtiva,

está mantendo milhões de empregos, movimentando a economia e contribuindo para que o Brasil retome de modo mais rápido o crescimento depois que for possível restabelecer as atividades normais. Quando este momento tão esperado chegar, e fazemos fé para que seja o mais breve possível, acredito que a relevância do setor ficará mais evidente para a sociedade, o poder público e todos os segmentos empresariais. Mais do que isso, o mundo terá uma percepção ampliada sobre o significado da produção agropecuária brasileira, que tem conseguido suprir as demandas em meio a um cenário muito difícil. Somente a China, de janeiro a abril desde ano, ou seja, em plena pandemia, importou 558 mil toneladas de carnes e o volume recorde de 24,7 milhões de toneladas de soja do Brasil. Este é um exemplo indicador de que nosso País deverá consolidar sua posição no mercado global como fornecedor de comida, commodities produzidas no campo e biocombustíveis mais limpos e de fontes renováveis. Definitivamente, a partir do que produzimos dentro de nossas porteiras, seremos um dos pilares da sustentabilidade e da segurança alimentar do Planeta. * Empresário do setor agrícola e presidente do Sistema FAPESP/Senar

Canal Rural

Brasil abre a porteira para o mundo


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Por que optar pela Equipe Espaço da Beleza *

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onsiderado padrão ouro na remoção de pelos, o Light Sheer emite um feixe de luz que atravessa a pele e é absorvido pela melanina da haste do pelo. O calor gerado pela absorção da luz se difunde e danifica o folículo piloso. O laser atua diretamente na raiz, enfraquecendo-a e reduzindo o crescimento de novos pelos na região. Pessoas com todos os tipos de pele podem recorrer ao método, inclusive as negras, que sofrem mais de foliculite, e bronzeadas. Esclareça suas dúvidas * Redução permanente de pelos indesejáveis e o tratamento definitivo da foliculite; * Além disso, por ter um aplicador maior, o equipamento trata grandes áreas de uma só vez; * O número de sessões varia de acordo com o tipo de pele, do pelo, sexo, região tratada e fluência utilizada do laser. Em média, são cinco sessões, com exceção dos pelos finos da face, que pedem mais tempo; * As sessões são realizadas a cada quatro a seis semanas. O intervalo varia de acordo com a velocidade de crescimento dos pelos de cada região do corpo; * Não fazer depilação com cera ou pinça durante os intervalos das sessões e 15 dias antes da primeira sessão;

* As áreas a serem depiladas devem estar limpas, sem creme, perfumes ou maquiagem; * Evite exposição solar, bronzeamento artificial e cremes autobronzeadores 15 dias antes e depois da aplicação (durante esse período, use FPS 30 em toda a área tratada); * Se o local a ser depilado estiver constantemente ex-

posto aos raios solares, como a face, é necessário usar, diariamente, o filtro solar; * Regiões tratadas: virilha, axila, barba, perna, face e dorso masculino são áreas de excelentes resultados; * Pelos grossos são os que se consegue um melhor resultado; * Algumas alterações hormonais – causadas pela


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Depilação a Laser? Imagem: Reprodução

gravidez, o início da menstruação e o uso de medicações – podem estimular essas células a originar novos pelos; * Após uma sessão de depilação a laser, ocorrerá uma leve vermelhidão na área do tratamento durante as primeiras horas, ocasionada por um inchaço do folículo. Este fato é positivo, pois indica que o pelo respondeu ao tratamento.

Saiba mais

Se você ainda tiver alguma dúvida, se é indicado ou não para o seu tipo de pele ou pelo, ligue e agende sua avaliação sem custo. * Espaço da Beleza Centro Estético Independência, 555 – Centro de Farroupilha Fone (54) 3268-5511 WhatsApp: 981.195.645 Fan Page: Espaço da Beleza Site: www.spabeleza.com.br


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LUTO

Alguém quer me adotar? Divulgação

Obituário 20 de junho * Miriam de Jesus Flores, 65 anos. Memorial Crematório São José, em Caxias do Sul; * Marcos Andre Kopp, 49 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal (CPM) de Farroupilha; * Iago Dos Santos e Silva, 19 anos. Sepultamento no CPM; * Nelson Criwtanow, 70 anos. Sepultamento no CPM; * Lourdes de Borba, 76 anos. Sepultamento no CPM. 21 de junho * Luiz Attilio Troes, 77 anos. Sepultamento no CPM. 23 de junho * Paulina Palavro, 103 anos. Sepultamento no CPM. 24 de junho * Lucas Estevão Kunzler, 35 anos. Sepultamento no CPM; * Anna Coletto Chitolina, 89 anos. Memorial Crematório São José, em Caxias do Sul. 25 de junho * Roberto Anghinoni, 66 anos. Sepultamento no CPM; * Honorina De Luca, 94 anos. Sepultamento no CPM.

O adeus de Luiz Troes Conhecido por sua história no meio educacional e empresarial, farroupilhense faleceu no último domingo, aos 72 anos

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om uma trajetória marcada, primeiro por seu trabalho no campo educacional e, mais tarde, no empresarial, Luiz Attilio Troes, 72 anos, faleceu no último domingo em decorrência de um câncer contra o qual lutava há dois anos. O farroupilhense teve sua formação em Técnicas Agrícolas e Orientação Vocacional. Na educação, se destacou pelo trabalho na direção da Escola Estadual de Ensino Médio Professora Adelaide Picolotto, em Ibiaçá e, mais tarde, no comando diretivo do Colégio Estadual Farroupilha, nos anos 80. Já no meio empresarial, foi fundador, junto com Zulmiro Marin, da Tremarin Móveis, em 5 de julho de 1979, empresa que está sediada desde 1995 em Nova Sardenha e hoje é dirigida pelos filhos Marcos e Luiz Gustavo. Como empreendedor, teve um papel ativo na Associação das Indústrias de Móveis do Rio Grande do Sul, a Movergs, onde ocupou os cargos de diretor (2001 a 2003), vice-presidente (2003 a 2005) e presidente (2005 a 2007), tendo sido conselheiro da entidade desde que deixou a presidência, em 2007, até 2015.

Arquivo Pessoal

Fêmea de porte pequeno para adoção. Foi devolvida depois de 40 dias. Não será doada para pátio aberto e o adotante deverá fazer as vacinas. Interessados em adotar podem manter contato pelo fone 999.371.647.

Despedida Luiz Attilio Troes tem sua trajetória marcada pela contribuição com educação e indústria farroupilhenses

A Movergs divulgou uma nota lamentando o falecimento do ex-presidente e dirigente, enaltecendo o espírito empreendedor e visionário do empresário. Ressaltou ainda que “suas contribuições para o setor moveleiro gaúcho e nacional jamais serão esquecidas, e a motivação e inspiração ficarão como legado para as próximas gerações”.


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PANDEMIA DEBATIDA

Jovens enfrentando a realidade

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Universidade de Caxias do Sul, por meio do programa de relacionamento UCS Minha Escolha, está trabalhando em um novo projeto. Com o isolamento social e a suspenção de aulas presenciais, a série “Jovens em Tempos de Pandemia” vai divulgar conteúdos importantes que auxiliam os adolescentes do Ensino Médio a lidar com a realidade contemporânea. A série vai compartilhar conteúdos que estão tomando conta da vida dos estudantes como as aulas online, as emoções, o excesso

de informação na internet e na televisão, as incertezas sobre o futuro e alimentação saudável, com a participação dos professores de graduação da UCS. Também serão divulgadas dicas de filmes, séries, podcasts, culinária e música. A sequência também vai proporcionar conhecimento sobre os cursos de graduação oferecidos pela Universidade, para que os jovens tenham conhecimento do que podem estudar no futuro. A estreia dos conteúdos aconteceu na semana passada e eles podem ser conferidos nas redes sociais da Universidade, que estão listadas abaixo.

Redes para acompanhar a série

Site: www.ucsminhaescolha.com.br Facebook: www.facebook.com/ucsminhaescolha Twitter: www.twitter.com/ucsminhaescolha Instagram: www.instagram.com/ucsminhaescolha

Imagem: Reprodução

UCS Minha Escolha lança série para falar com adolescentes sobre assuntos da atualidade


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CONECTADOS

Domínio da vida acadêmica

Projeto Rotas Acadêmicas, da Universidade de Caxias do Sul, propõe mais autonomia e flexibilidade para os estudantes

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ensando em ampliar a autonomia dos estudantes no gerenciamento da vida universitária, a Universidade de Caxias do Sul lançou o projeto Rotas Acadêmicas. A partir de um ambiente digital, os estudantes poderão estabelecer conexões entre seu momento no curso e as atividades oferecidas em Pesquisa e Extensão, podendo acompanhar a trajetória curricular e conferindo oportunidades de qualificar o percurso de formação. O site já pode ser acessado por meio do link sou.ucs.br/rotas, com o mesmo usuário e senha do UCS Virtual, utilizados pelos alunos da Universidade. “O preceito é que os estudantes possam mapear potencialidades, identificando novas possibilidades para traçar suas rotas dentro do contexto formativo com autonomia para escolher seus caminhos”, explica a professora da área do conhecimento de Ciências Sociais, Simone Taffarel Ferreira, que junto com a diretora acadêmica do Campus Universitário da Região dos Vinhedos, Nívia Tumelero, é mentora da iniciativa. A ideia do projeto é facilitar a comunica-

Imagem: Reprodução

Ficilitando a vida do estudante Por meio do projeto Rotas Acadêmicas, os alunos da UCS vão poder traçar caminhos e ter domínio da vida universitária

ção entre acadêmico, coordenador e todas as possibilidade dentro da instituição de ensino. As Rotas Acadêmicas se estruturam em seis grandes momentos: acolhimento e gestão de permanência do aluno; graduação; extensão; especializações e regionalidade; internacionalização; e pesquisa. “O Rotas integra o processo de modernização que acompanha a formação profissional oportunizada pela Universidade de Caxias do Sul. Está ancorado nos princípios da flexibilidade e autonomia, estimulando o engajamento estudantil na composição e acompanhamento dos seus itinerários formativos de modo integrado, com as dimensões articuladas à indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão, na relação com o mundo do trabalho, o cotidiano da formação acadêmica e da atuação profissional”, destaca a pró-reitora acadêmica da UCS, professora Nilda Stecanela. O projeto foi elaborado por uma comissão docente da área do conhecimento de Ciências Sociais em articulação com as demais áreas do conhecimento e graduações, e desenvolvido pela Gerência de Tecnologia e de Informação da UCS.


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FIM DA SAUDADE

Gurias rubro-verdes retomam treinamentos nas Castanheiras Mais de 100 dias após a suspensão do esporte no País, trabalhos regressam com o futebol feminino neste fim de semana Arquivo Jornal Informante

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Brasil Feminino

las pediram e a direção atendeu. O Brasil Feminino havia manifestado à diretoria da equipe farroupilhense, ainda no início do mês, o desejo de regressar às atividades no clube. À época, o presidente Elenir Bonetto comprou o pleito e destacou que a ideia era de que o retorno acontecesse na segunda quinzena do mês. Nem mesmo a bandeira vermelha, aplicada na Serra na semana passada pelo governo do Estado, impediu que o trabalho continuasse em busca de viabilizar o retorno. Evidente, todas as medidas baseadas em rigorosos protocolos de higiene e segurança. Os integrantes da direção rubro-verdes, ligados ao futebol feminino, além da coordenação e funcionários que necessitaram ajustar detalhes para a volta, começaram os testes de covid-19 na terça. Na quinta à noite, no Estádio das Castanheiras, foi a vez das atletas e da comissão técnica que, além da realização dos testes, retiraram kits de treinamento higienizados e receberam uma explanação sobre as diretrizes a serem adotadas a partir de agora. Por fim, neste fim de semana (sábado ou domin-

Longa espera Na próxima segunda faz aniversário da estreia do Brasil Feminino na temporada, ocorrida há quatro meses: volta muito aguardada pelas gurias rubro-verdes

go à tarde, dependendo do tempo) ocorre o primeiro treino, já com o novo preparador físico (veja na página ao lado). A volta acontece uma semana após o projeto completar três anos de vida. A última vez que as gurias rubro-verdes foram a campo foi justamente no dia em que a CBF suspendeu a prática esportiva no País, em 15 de março, na vitória por 4 a 3 (gols de Tuca, Pati, Bianca e Pâmela) diante da Chapecoense, em Xanxerê, na estreia do Brasileirão Série A2. A Confederação ainda não sinalizou uma volta da temporada, até mesmo porque muitas regiões do País estão sem controle sobre a pandemia.

Gauchão confirmado

A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) não abre mão da realização do Gauchão, tendo em vista o crescimento da modalidade nas últimas temporadas, mas a competição, prevista para agosto, deve ter seu início adiado para setembro. Quanto ao estadual, os problemas são menores já que, além da situação da pandemia estar sob controle em território gaúcho, as únicas equipes que estavam em atividade na época da parada eram o Brasil na A2 e a Dupla Gre-Nal disputando a A1 do nacional.


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RETORNO A FARROUPILHA

Manda ‘Brasa’ na preparação física

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afael Dos Santos (Brasa) foi confirmado nesta semana como o novo preparador físico das gurias rubro-verdes, que até então vinham sendo orientadas por Márcio Telles, que conciliava o trabalho com o time profissional. Com 39 anos, graduado em Educação Física pela UCS e com especialização na área pela Universidade de Concórdia (SC), Brasa tem ampla experiência na área e, principalmente, com equipes femininas. “Trabalhei com futsal feminino como técnico por dois anos. No handebol, também no feminino, por 13. Na Seleção Brasileira de Handebol de Surdos Feminina já são quatro anos”, ressaltou o profissional. Sua passagem por Farroupilha não chega a ser uma novidade, já que foi preparador físico da Apahand/ UCS, em 2017. Brasa estava auxiliando as escolinhas da SER Caxias, mas com a pandemia e as atividades suspensas, voltou a ser chamado pela prefeitura do município vizinho para voltar à sala de aula. “Meu contato foi através do Luciano (Almeida, técnico). Ele estava procurando um preparador físico. Saí do Caxias para me dedicar integralmente à docência. No Brasil, além do desafio de estar em um Campeonato Brasileiro, que sempre é animador, a compatibilidade de horários também foi fundamental”, comentou Brasa, que leciona no Cetec/ UCS e na escola Erny De Zorzi.

Arquivo Jornal Informante

Profissional já trabalhou no município no handebol da Apahand/UCS, em 2017 “O Luciano é um grande profissional, com bagagem para a função. Vejo que o clube está empolgado e que a comunidade tem apoiado bastante o projeto. Isso me motiva mais ainda. Mesmo com essa inconsistência de datas e decretos devido ao covid-19, o trabalho vai ser feito e vou ajudar o Brasil a subir à Série A1”, declarou Brasa. Que o anseio se realize. De volta à cidade Preparador físico teve passagem por Farroupilha há três anos e experiência no trabalho com equipes femininas pesou para a escolha

Clubes onde atuou

SER Caxias Profissional e Sub-17 Vasco da Gama (futsal) Apahand/UCS (handebol) UCS (futsal feminino) São José do Rio Preto (handebol) Marília (handebol) Votuporanga (handebol e futebol feminino) Seleção Brasileira de Handebol Feminino Sub-16 e Sub-18 Seleção Brasileira de Handebol de Surdos Masculina (técnico) Seleção Brasileira de Handebol de Surdos Feminina (preparador físico)

Títulos na carreira

2 Brasileiros de Handebol 1 Sul-Americano de Handebol 3 Copas Mercosul de Handebol 1 medalha de bronze no Mundial de Handebol 8 Estaduais Adulto Feminino de Handebol 2 Copas Sul de Handebol Vice-campeão da Copa do Brasil de Handebol Campeão Copa Maravilha de Futebol Campeão Copa Sesc de Futebol Sub-16 Pentacampeão dos Jogos Regionais de São Paulo no Handebol Vice-campeão dos Jogos Regionais de São Paulo no Futebol Feminino


Para os futuros e atuais universitários

Pier Paolo Cito

“Jovens em Tempo de Pandemia” e “Rotas Acadêmicas” são os novos projetos desenvolvidos pela Universidade de Caxias do Sul Páginas 12 e 13

SÉTIMA ARTE

O lado sombrio de

Joel Schumacher Consagrado cineasta faleceu no início desta semana, aos 80 anos, e seção presta homenagem resenhando duas obscuras obras, nesta e na próxima Edição, que marcaram o início e o fim da década de 90, anos mais intensos de produção do diretor americano Páginas 6 e 7 do Inside

Imagens: Reprodução

EDUCAÇÃO


Social

As dicas e sugestões para seguir firme durante a pandemia na Coluna de Valéria Vettorazzi Páginas 4 e 5

Inside

LITERATURA

Clássico cult e sombrio, “Linha Mortal” chega aos 30 anos e serve de homenagem póstuma ao cineasta Joel Schumacher Páginas 6 e 7

Divulgação Imagens: Reprodução

“Ver a vida de forma poética”

Sétima Arte

Júlia De Rossi, de 14 anos, está compartilhando seus textos nas redes sociais e em outubro lança seu segundo livro Yasmin Signori Andrade yasmin@jornalinformante.com.br

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m meio à pandemia, a escritora Júlia De Rossi, de 14 anos, encontrou nas redes sociais uma forma de compartilhar suas impressões. O perfil Metáforas Poéticas (@metaforaspoeticas_), no Instagram, reúne textos, colagens de imagens, e outras formas de expressão artística, todas criadas pela garota. “Estou levando esse perfil como forma de me expressar em meio à pandemia, com textos em que eu geralmente escrevo antes de dormir. Consequentemente, as pessoas que vão ter acesso a eles podem refletir sobre os assuntos abordados neles e, então, se inspirar e ver a vida de for-

ma poética”, ressalta Júlia. Além dos textos e artes no Instagram, em outubro, quando a Biblioteca Pública Municipal Olavo Bilac completa 80 anos, Júlia vai publicar seu segundo livro, o “Fases”, que contempla poesias e crônicas poéticas para o público juvenil e adulto. “O livro aborda sobre as diferentes fases pelas quais passamos, representadas pelas fases da lua”, destaca. Júlia já tem um livro publicado, o “Misturando os Animais”. Ela ainda é integrante do Comitê Jovem Conectando Mentes, da Olavo Bilac, e ocupa a cadeira 3 da Academia de Letras Machado de Assis, de Porto Alegre. Ela também já foi contemplada em diversas premiações nacionais e internacionais, como o XXXII Concurso de Cuento Corto y Poesía Professor Antonio M. Apa Lucas, do Uruguai.

Arte na pandemia Júlia está compartilhando, no Instagram, textos e colagens inspiradas nas suas vivências e em outubro lança seu novo livro, o Fases


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Crônicas da Redação Ramon Cardoso

ramon@jornalinformante.com.br

Prefeitos gaúchos: querem fazer o que bem entendem? Simples, virem tucanos A gestão do governador Eduardo Leite nesta pandemia é uma das coisas mais surreais que eu já vi na política. E é tudo isso não somente pela adoção da “Ciência do Achismo e da Futurologia”, mas é pelo fato dessa insanidade ser declaradamente seletiva. As únicas duas prefeituras que têm autonomia total em relação às regras de controle são Porto Alegre e Pelotas. Na Capital, a ocupação de leitos na UTI estava, no início da última semana, em 74,4%, um percentual um pouco maior que o da Serra, mas adivinhem quem levou bandeira vermelha e quem ficou na laranja? Em Pelotas, terra do governador, a situação era ainda mais inacreditável. A taxa de ocupação em UTI bateu 81%, mas o município ficou na bandeira amarela. A Serra, com 10 pontos percentuais a menos (vale lembrar que nesta época dificilmente a taxa baixa de 90%), ficou na vermelha e precisou baixar 10 pontos para regressar à laranja. Além do estudo de Leite não ter absolutamente nada de ciência, exceto a do Achismo, os números, por si só, desmontam as absurdas e lunáticas teses defendidas por um gestor atrapalhado e ególatra, que acha que é a rainha da Inglaterra, tamanha a importância que se atribui. É evidente que a Serra, pelos dados demonstrados no parágrafo acima, está sendo retaliada pelo governador. Tem que ser cego para não perceber isso. Porto Alegre e Pelotas, olha que coincidência incrível, por acaso geridas (e muito mal, diga-se por passagem) por tucanos, podem fazer o que bem entendem. Nelson Marchezan Júnior está toda hora da mídia dizendo que vai endurecer ou afrouxar as regras. A Capital não faz parte do Rio Grande do Sul? Por que Marchezan pode adotar a medida que bem entender e outros prefeitos não podem? Porto Alegre está na bandeira vermelha, mas os números indicavam isso desde a semana anterior. Em Pelotas, Paula Mascarenhas, sucessora e protegida de Leite (lembram do Poste do Lula?), mesmo com números altos na UTI, seguia na bandeira amarela até sábado passado e agora está na laranja. Um município que não testa ninguém e, mesmo com cinco vezes a população de Farroupilha, registra menos da metade dos casos verificados em solo farroupilhense. Por favor, sejamos minimamente honestos. Pelotas, assim como a Capital, é outra cidade que não faz parte do Estado. Porém, não é possível afirmar que Leite e Marchezan não estão fazendo nada. Estão. Usaram recursos públicos para pagar caros comerciais no intervalo do RBS Notícias, a emissora que adula a dupla como se fossem os maiores gestores da história, quando estão, seguramente, entre os piores. E ainda por cima os tucanos tiveram a cara de pau de colocar a culpa pelo recrudescimento das regras na população. É muita falta de espelho em casa. Nunca o “tirar o seu da reta” foi adotado de maneira tão cretina e criminosa. Os prefeitos que estão realmente preocupados com a pandemia real, a econômica, eu tenho uma solução infalível: filiem-se ao PSDB. Pronto, tudo resolvido. Vocês terão um salvo conduto para adotarem as medidas que bem entenderem e, na boa, não levem em conta números. Eles são irrelevantes. O município pode ter 100% de ocupação de leitos, alto número de óbitos e registros, isso pouco importa se a bandeira tucana for hasteada no Paço Municipal. Além de terem permissão para adotarem medidas esdrúxulas e imbecis, ainda serão adulados pela extrema imprensa como gestores. Quer coisa melhor que isso? Não se enganem, ao final da pandemia o governador irá dizer que salvou a vida de meio milhão de gaúchos com uma certeza matemática que nem a ciência catastrofista é capaz de endossar. Será a cereja do bolo, a canalhice suprema entre as tantas que foram propaladas pelo gestor ao longo da crise sanitária.

FARROUPILHA, 26 DE JUNHO DE 2020

Gastronomia

Feijoada do Rotary Nova

solidariedade via drive-thru Ingressos da 20ª edição do tradicional almoço festivo do clube de serviço estão sendo comercializados pelos rotarianos e viram opção de cardápio para o sábado

O

s clubes de serviço também foram impactados pela pandemia. Os encontros, ações e, especialmente, as festividades solidárias, ficaram comprometidas pelo coronavírus. Mas nem por isso vão deixar de acontecer, até mesmo porque as demandas não diminuíram por conta da crise sanitária, elas estão aí. É o que acontece com o Rotary Club Farroupilha Nova Vicenza, que neste ano celebra a 20ª edição de sua tradicional feijoada, que ocorre sempre no final de junho e reverte recursos para a Campanha da Visão, com testes de acuidade visual que são feitos nas escolas da Rede Municipal de Ensino e beneficiam famílias de baixa renda com consultas e óculos, custeados pelo clube de serviço, com médicos oftalmologistas e óticas parceiras da iniciativa. Nos últimos três anos, a Campanha foi responsável pela doação de 172 óculos e por 215 consultas oftal-

mológicas para alunos das escolas públicas farroupilhenses. Neste ano, diferente do ano passado, quando o evento lotou as dependências do Centro Municipal de Eventos Mário Bianchi, será realizada a XX Feijoada Solidária Drive-Thru (confira informações no box abaixo), com a comercialização de uma vianda de feijoada, que serve de duas a quatro pessoas, no valor de R$ 30,00. Os ingressos podem ser adquiridos com os rotarianos, na Lavare Bene (Independência, 803, Centro) ou pelo fone/WhatsApp (54) 999.771.034. As viandas devem ser retiradas na Garagem Buscaíno (Cel. Pena de Moraes, 212, no bairro São Luiz), das 9h às 13h30min de sábado. “Importante ressaltar que o nome Feijoada Solidária deve-se ao fato de que, a cada cinco unidades vendidas, uma será doada a famílias e pessoas carentes que estão passando por dificuldades. Nossa meta é distribuir em torno de 100 unidades gratuitas, que

devem alimentar aproximadamente 300 pessoas”, informou o presidente do Rotary Nova Vicenza, Diogo Soprana. Participe e colabore com a nobre causa.


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FARROUPILHA, 26 DE JUNHO DE 2020

Guilherme Macalossi

Gastronomia

cisperter@hotmail.com

Vicenza: boa cozinha e Arquivo Jornal Informante

Programe-se

Novo formato Almoço, que no ano passado lotou o Centro de Eventos, quando celebrou os 20 anos do Rotary Nova Vicenza, desta vez terá que ser apreciado em casa: nada que tire o valor e a importância de contribuir com a iniciativa

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O que: XX Feijoada do Rotary Club Farroupilha Nova Vicenza Quando: neste sábado, das 9h às 13h30min Quanto: R$ 30,00 a vianda Onde: retirada na Garagem Buscaíno (Cel. Pena de Moraes, 212, no bairro São Luiz) Ingressos: com rotarianos, na Lavare Bene (Independência, 803, Centro) ou pelo fone/WhatsApp (54) 999.771.034

A esquerda quer condenar os pobres a morrer no esgoto a céu aberto A aprovação do PL 4.162/2019, conhecido como Novo Marco do Saneamento, é uma conquista social do Brasil para os mais pobres. Na última quarta, o Senado votou a proposta que recebeu 65 votos favoráveis e 13 votos contrários. O resultado expressivo denota a disposição do Legislativo em construir uma ponte entre o setor público e o setor privado de modo a possibilitar avanços sociais no país. Desde sempre, foi o Estado o responsável pelo investimento em saneamento básico. Falhou miseravelmente nisso. Cerca de 100 milhões de brasileiros não têm tratamento de esgoto, e 40 milhões não têm água tratada. Trata-se, por óbvio, de infraestrutura básica, inclusive relativa aos direitos humanos. O marco do saneamento possibilitará que empresas possam investir na área. O volume de recursos é estimado em R$ 700 bilhões, um número inalcançável para as contas públicas. A inoperância governamental e a falta de verbas impossibilitam o cumprimento das metas para universalização do tratamento de esgoto até 2033. Como se tratam de obras, a expectativa é que também possam ser gerados milhares de postos de trabalho. 700 mil nos próximos 14 anos, para ser mais exato. Isso ganha ainda mais importância numa época em que há crescente desemprego em virtude da pandemia de coronavírus. Há, entretanto, quem acredite que só o Estado, que só a burocracia do setor público é que quem dará a resposta efetiva a esse gigantesco problema social que gera efeitos abrangentes inclusive na área saúde. Acusam os apoiadores do projeto de comercializarem o saneamento e transformarem a água em produto. A retórica não disfarça o ódio que nutrem pelo capitalismo. Na votação do Senado, apenas os representantes de esquerda se posicionaram contra o PL 4.162/2019. Como fica patente, a defesa da inclusão social se dá apenas no campo da abstração, já que a inclusão social na prática prejudica a capacidade que eles têm de explorarem o discurso da desigualdade. As esquerdas preferem que negros e pobres sofram e morram de leptospirose e disenteria bacteriana a permitir que o setor privado ofereça esgoto e água tratada para a população desassistida. O caso do deputado Marcelo Freixo, do PSOL, é emblemático. O parlamentar chegou a dizer que “em todo o mundo a privatização do saneamento aumentou o preço do serviço e excluiu os pobres”. Ele prefere que as pessoas não tenham serviço nenhum, como é o caso do Brasil, a pagar por algum serviço. O setor privado não é inimigo dos pobres, é parte fundamental no combate às desigualdades geradas pelo estatismo incompetente e corrupto. * Redator e radialista


Cresol Farroupilha

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Aprendizado

em dias que tudo fica mais difícil e parece que nada vai dar certo. Além disso, temos vivido dias instáveis, cheios de ansiedade e mudanças. Que nestes dias possamos buscar dentro de nós e nas pessoas queridas, que acompanham nossa jornada, a luz no fim do túnel. As respostas e a perseverança estão dentro de cada um de nós, por mais longe que pareçam estar. E que a gente possa lembrar que nas adversidades também nos tornamos mais sábios e fortes. Seguimos aprendendo e evoluindo.

Cinema Diferente

Sucesso nos anos 70, sessões a céu aberto voltaram com força durante a pandemia de covid-19. O Serviço Social do Comércio (Sesc), está levando o Cine Drive-In para as cidades do interior e trará uma edição para Farroupilha, no próximo dia 10, seguindo as medidas de distanciamento social, como número limitado de veículos e distância entre eles. O filme será "Minha Vida de Abobrinha" e será no Largo Carlos Fetter. O evento, em parceria com a Prefeitura, será gratuito mediante a doação de 1 quilo de alimento não perecível por pessoa.

Flávio Noal, Larissa Sachet, Márcia Fardin, Josiele Cadona, Jéssica Censi e Marcelo Pasa, o time da Cresol Farroupilha, que abriu as portas na sexta passada

#EmCasa

Fotos: Arquivo Pessoal

Delícias

A Relações Públicas Ananda Servelin, pensando em profissionalizar o hobbie de fazer pães, lançou nesta semana a Fatto In Casa. O negócio visa oferecer uma experiência para o consumidor, com opções de pães 100% artesanais e com fermentação natural. As novidades do cardápio estão disponíveis no perfil @fattoincasapaes.

Cultura

A disciplina de Curadoria e Mediação do Curso de Artes Visuais da UCS, com orientação da professora Silvana Boone, realiza a exposição virtual “Só in-ter-venções”. Os alunos e artistas Alex Pessoa, Camila Tavares, Glaucia de Dordi, Giovanna Pires, Jéssica Marchett, Joanna Gomes, João Paulo Rates, Patrícia Baretta e Ricardo Chies são resposáveis pelos trabalhos expostos, que foram desenvolvidos a partir do quesitonamento "O que eu fiz na Quarentena?". O novo formato de apresentação online acontecerá no perfil @so_in_ter_vencoes no Instagram, com lançamento às 19h da próxima segunda.

Bianca Carteri celebrou seu aniversário em casa, com seus familiares, na última terça

Amanda Santos recebeu o carinho do noivo, Junior Gasperin, pela passagem de seu novo ano. A celebração em casa teve tema de Festa Junina e participação especial dos doguinhos Marge e Homer


Andreia Capra

A designer Eduarda Loch Razzera está à frente da marca Lorazz, que traz um novo conceito em acessórios femininos. As vendas acontecem online, pelo site da marca, e as novidades são divulgadas no perfil @lorazz_acessorios

Augusto Tomasi

Milena Sobierai e Gabriel Martins foram dois dos modelos escolhidos para estrear a nova coleção de Outono/Inverno 2020 da marca farroupilhense Desertor

Divulgação

Daniela Prux, Fábio Sartori e Nilva Perego inauguraram a Italliani Corretora de Seguros, no último dia 11, em Farroupilha. O novo empreendimento traz a experiência da Dprux e P&C Seguros, com a expertise do gerente de projetos Fábio


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Egui Baldasso e.baldasso@gmail.com

O tempo do domingo Eu sei que hoje é sexta, tá? Dia de abrir o Informante e ler o que os colunistas nos reservaram para esta semana. Essa, aliás, me traz aqui para passar alguns bons minutos contigo. Eu falo tudo isso para agradecer, dizer que é um privilégio fazer parte do teu dia, mas também para deixar claro três coisas: o editor não errou em colocar meu texto nesta edição, você não perdeu o fim de semana (tem muita sexta e sábado antes do fim dele) e eu também não estou louco ou perdido no tempo, mesmo com o isolamento fazendo tudo pelo contrário. Mas eu quero falar do domingo, especificamente de um espaço nesse infeliz que tanto nos intriga. O tempo entre o fim do domingo e a realidade que acorda conosco na segunda. É algo diferente de tudo que vivemos. É calmaria, encontro. Encontro com aquilo que andamos fazendo com a nossa vida. Uma chance que temos de tentar entender onde fomos parar. A falta de vontade de que as horas encontrem a manhã é sinal claro de que estamos caminhando passos que não foram feitos para nós. Nos perdemos em algum momento, provavelmente sem saber que o estávamos fazendo. Essa atrapalhação criou uma vida que não é nossa. Não é aquela que estava escrita para sorrirmos. Quando esse intervalo traz paz, é porque a trilha tem as cores que nos agradam. Vêm com as flores que nos tiram o ar. Quando as mãos do domingo querem segurar a segunda, se buscam sem medo do que está por vir, mas ansiedade boa, o coração é quem conduz o encontro. Leve, contente com o que fizemos com ele. Quando elas só querem andar sós, implorando por mais tempo até a inevitabilidade do depois, é a insatisfação quem evita a chegada. Certo de que ela nos seduz, sem chance de largá-la. Respira. Lembra que ainda é sexta. Eu sei que antecipei uma discussão que você terá contigo mesmo só domingo. Vive até lá a leveza do fim de semana. Mas lembra de nós, eu e essas palavras, quando o momento chegar. O caminho pode sempre ser mudado. Coração pode vencer o medo. O hiato antes de amanhã também é tempo de entender isso. O domingo traz paz e solidão. Traz o que fomos capazes de fazer até então. Bom restinho das nossas vidas! * Jornalista e escritor

FARROUPILHA, 26 DE JUNHO DE 2020

Sétima Arte

Os 30 anos de uma Falecido nesta semana, Joel Schumacher abordou de maneira sublime o fascínio do ser humano em saber se há vida após a morte no clássico cult “Linha Mortal”

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semana foi triste para o Cinema, com o falecimento do competente Joel Schumacher, o consagrado diretor americano, que renderá duas resenhas na seção Sétima Arte. Mas não iremos destacar os filmes mais clássicos dele em resenha, embora na semana que vem teremos uma filmografia básica. Destacaremos, digamos, o Lado B do cineasta, não menos expressivo do que seus clássicos, com duas obras obscuras, que abrem e fecham a década de 90, a mais profícua de Schumacher, e que demonstram todo o talento do americano: “Linha Mortal” nesta semana e “Oito Milímetros” na próxima. Nelson Wright (Kiefer Sutherland) é um ambicioso estudante de Medicina que tem uma ideia tão maluca quanto poderosa. Ele quer descobrir um dos segredos da humanidade, que permeia o pensamento dos homens desde que o mundo é mundo. Afinal de contas, existe vida após a morte? Para isso, ele convoca seus quatro colegas, David Labraccio (Kevin Bacon), Randy Steckle (Oliver Platt), Joe Hurley (William Baldwin) e Rachel Mannus (Julia Roberts) para participar de

uma experiência inusitada. Ele pede para que o grupo force nele uma parada cardíaca, mas que mantenha a atividade cerebral. Nelson acha que, com isso, terá uma espécie de experiência de morte em vida, mas solicita que, depois de determinado tempo, seja ressuscitado pelo quarteto. O jovem queria romper uma fronteira até então desconhecida, ou seja, transitar na tênue linha que separa a vida da morte. O fascínio que a questão desperta, seja no campo médico até a Literatura chegando ao Cinema, além dos relatos de experiências pessoais de pós-morte, aguçam ainda mais o desejo de Nelson em desbravar o perigoso território. Não demora para, após sua experiência, os demais colegas também desejarem passar pela mesma situação. Só há um problema nessa história e ele tem um peso decisivo no desenrolar da trama: Nelson omite informações sobre o que de fato aconteceu, já que se empolga com a vontade dos amigos em também viverem a mesma experiência. Ao buscar uma passagem ao além, o estudante acaba trazendo à tona um episódio traumático de sua infância, que mudou completamente sua vida. David,

Joe e Rachel adentram o terreno sombrio e, do mesmo modo, serão revisitados por fantasmas do passado, mas a questão com Nelson é ainda mais séria. Enquanto o trio passa a ser atormentado por alucinações, o precursor da investida é perseguido por Billy Mahoney (Joshua Rudoy) não somente em pesadelos, mas também no plano físico, como se houvesse um acerto de contas de Deus com Nelson, justamente por ele ter rompido uma barreira que não devia. À medida que os experimentos têm continuidade, os traumas pregressos passam a atormentar


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FARROUPILHA, 26 DE JUNHO DE 2020

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Lauro Edson Da Cás

Sétima Arte

ldacas@hotmail.com

fronteira perigosa Divulgação

Imagem: Reprodução

Título original Flatliners Título traduzido Linha Mortal os estudantes e só há uma forma de combatê-los: encarar de frente os demônios do passado e buscar, ainda que de forma dolorosa e mexendo em feridas que ainda não cicatrizaram, expiar os pecados em busca de uma redenção que garanta um ressignificado à vida, com a qual brincaram de maneira imprudente. A partir de uma ideia simples, Joel Schumacher, com roteiro de Peter Filardi, fez um filme muito perturbador e que virou um clássico cult dos anos 90, justamente na abertura da década. Reuniu também um quinteto de promissores atores que viriam a ganhar

Brincando de Deus Os estudantes de Medicina Joe (William Baldwin), Randy (Oliver Platt), Rachel (Julia Roberts), David (Kevin Bacon) e Nelson (Kiefer Sutherland): seria um bom dia para morrer?

fama e notoriedade logo mais à frente. Enfim, misturou elementos necessários para um grandioso suspense, que chega aos 30 anos ainda como uma referência no debate do delicado tema. Linha Mortal ganhou um remake em 2017, o “Além da Morte”, dirigido pelo dinamarquês Niels Arden Oplev, uma catástrofe completa, que apenas tornou o original ainda maior.

Direção Joel Schumacher Roteiro Peter Filardi Gênero Suspense Duração 114 minutos País Estados Unidos Ano de produção 1990 Estúdio Stonebridge Entertainment Distribuição Columbia Pictures

Das memórias... Uma das coisas mais fantásticas do ser humano é o poder de esquecimento. Sim, você ainda se lembra de todos os teus colegas de turma do primeiro ano colegial? E da professora, talvez, você ainda se recorda, não é!? Você se recorda daquela vez ou de que ano ou que cor era aquele...? Fantástico. Mas as “suas lembranças” do Facebook, que por algum motivo está implantado nele, nos facilita a vida. Então, durante estes últimos dois, três anos (ou se quiser mais tempo atrás), o que suas publicações revelam? Impressiona, demais, nosso esquecimento. Por outro lado, é necessário parar e ver, ou melhor, rever as nossas últimas postagens via Facebook. O que mais chama a atenção destas recordações do ano passado, de dois anos atrás, por exemplo? São assuntos variados ou os mesmos assuntos que, diariamente, o tal “Lembranças” te faz recordar? Neste dia, sob o calor do momento, sob o impacto de não sei o quê, somos instigados para publicar, também não sei o quê. Virou rotina. Virou doença para outros. Virou mania, para tantos outros. Como veredito seu, reveja, pense e analise: as suas postagens, são parecidas? Tratam do mesmo assunto? Se referem e sinalizam o mesmo assunto, perspectiva e motivação? Será que existe, no meio das “Lembranças”, alguma postagem totalmente ‘fora’ daquilo que, dia após dia, costumeiramente você posta? Estranho, não!? Por sinal, Facebook, conforme pesquisa, no seu mais simples conceito, é uma rede social criada em 2004, fundado por Mark Zuckerberg, Eduardo Saverin, Andrew McCollum, Dustin Moskovitz e Chris Hughes, estudantes da Universidade Harvard. Além disso, como curiosidade, este termo é composto por ‘face’ (que significa ‘cara’ em português) e ‘book’ (que significa ‘livro’), o que indica que a tradução literal de Facebook pode ser “livro de caras”. Na realidade, este “livro de caras”, (vejam, de caras!) está revelando ao mundo (e ao outro) quem você é. Por isso, estas memórias, mesmo que não sejam tão evidentes no primeiro momento (no instante de nos pronunciar sobre não sei o quê, sobre postar sobre não sei o quê – mas que você sabe!) serve, também, para mostrar ao outro, a nossa cara, ou ainda, quem somos, que ideologia temos e defendemos, que artista preferimos, que time nos identifica, entre tantos outros sinais característicos para todo aquele que vê, curte ou não, compartilha ou não, suas postagens. Das memórias e lembranças, eis o tempo propício para responder: que assunto toma meu tempo? Faça esta análise, sim. É tempo de quarentena, mesmo! É tempo de rever atitudes e nossas ações. Possivelmente, até você mesmo, se surpreenderá! Para complicar, será que a vida, durante estes últimos anos, foi só aquilo que você postou insistentemente (no mesmo assunto)? Será que na cidade, no Estado, no Planeta, não aconteceu, literalmente, nada? Bom pensar, hein! Enfim, eis a prova final, para tirar 10, sobre os últimos anos (Lembranças): será que o mundo não mudou ou foi você que não mudou nada? Pasmem! * Mestre em Letras, Cultura e Regionalidade


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Horóscopo Áries - 21/03 a 20/04

Semana produtiva e positivo para criar movimento no trabalho e para mudar hábitos. O céu colabora com a organização da casa. Mas é importante avaliar os afetos com colaboradores ou pessoas que atuam diretamente em sua rotina.

Touro - 21/04 a 20/05

É uma excelente semana para namorar e se expressar com pessoas queridas ou do seu convívio. O desafio é avaliar os investimentos, principalmente aqueles que devem ser destinados a dependentes financeiros. Analise o seu valor nesta experiência.

Gêmeos - 21/05 a 20/06

Semana para focar em investimentos destinado à casa ou ao imóvel. Os assuntos domésticos e estruturais da família são mexidos. Mas o céu também fala sobre desconforto emocional e afetivo com algumas pessoas.

Câncer - 21/06 a 20/07

É um excelente semana para se comunicar, expor informações e liderar reuniões e treinamentos. É importante, porém, avaliar alguns incômodos que isso tudo pode gerar nas pessoas, porque o céu também aponta desafetos e conflitos emocionais.

Leão - 21/07 a 22/08

Será importante se posicionar para obter soluções financeiras. Você está conseguindo perceber melhor como deve atuar. Mas é importante saber que tais posicionamentos gerarão desconfortos e desafetos com algumas pessoas.

Vírgem - 23/08 a 22/09

É um excelente semana para se expor com amigos, liderar ideias e projetos. Mas é importante entender o quanto as suas posturas podem gerar desconfortos e desafetos com algumas pessoas. É muito importante identificar o seu valor.

Libra - 23/09 a 22/10

Existe a necessidade de ficar em silêncio diante de situações que interferem em decisões futuras e em compromissos. É sábio manter a reserva. É preciso, porém, identificar o seu valor, porque o cenário pode apresentar insatisfações e desafetos.

Escorpião - 23/10 a 21/11

É um excelente semana para se posicionar com amigos, projetos, estudos e para desenvolver novos hábitos que desenvolvam a sua filosofia de vida. Mas o céu também relata possíveis desafetos e desconforto entre algumas pessoas.

Sagitário - 22/11 a 21/12

Semana para obter soluções profissionais e criar mudanças satisfatórias, principalmente envolvendo recursos compartilhados. Você vai encontrar desafios para se relacionar com uma pessoa importante. É preciso agir com harmonia.

Capricórnio - 22/12 a 20/01

O céu lhe dá condições de avaliar a sua filosofia de vida e de entender como deve se relacionar com uma pessoa importante no contexto atual. É preciso, porém, avaliar os desafetos, os hábitos e as relações com pessoas da sua rotina.

Aquário - 21/01 a 19/02

Semana positiva para avaliar os investimentos com foco nos recursos compartilhados e para tomar decisões viáveis para a rotina e para o trabalho. Mas o cenário desafia a autoestima e pede reparos em relações que geram desafetos.

Peixes - 20/02 a 20/03

Semana para promover boas relações, principalmente no campo afetivo. Colocar-se no lugar do outro será necessário para obter soluções. O cenário mostra desafetos com algumas pessoas, principalmente em família.

FARROUPILHA, 26 DE JUNHO DE 2020


FARROUPILHA, 26 DE JUNHO DE 2020

Farroupilha: para você homem discreto, que procura uma boa massagem para relaxar, agora você já tem o local certo! “PRAZER PICANTE”, você encontra as mais BELAS GAROTAS! Local central. Venha conhecer! Fone: (54) 991.430.723. Segunda a sábado. Dani, loirinha de olhos claros! Sempre pronta para o prazer! Disponível das 9h às 16h, com atendimento com local próprio. Contatar pelo fone (54) 996.145.503. Está a fim de fugir da rotina com uma gata sensacional? Então venha passar esse momento comigo. Sou a Pati, uma moreninha pronta para te enlouquecer. Atendimento em local central e discreto (54) 996.145.503 ou (54) 991.430.723, das 13h30min às 18h. Lu, morena sensual, para você que quer relaxar. Venha me conhecer, prazer garantido. Atendimento central (54) 996.145.503. Flávia, linda acompanhante para seus desejos mais secretos, com a massagem relaxante para seus momentos de tensões! Agende seu horário através do fone (54) 991.430.723 ou (54) 996.145.503. Bianca para você que quer algo diferente, com aquela massagem para seus momentos de estresse. Agende comigo (54) 996.145.503 ou (54) 991.430.723.


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Carinhosa e atenciosa! Para você que está naqueles momentos precisando de uma Oi! Me chamo Manu, tenho 28 anos, sou morena clara com cabelos cacheados! Massagem relaxante e tântrica. Venha se descontrair! (54) 996.145.503, (54) 991.430.723 ou (48) 991.730.233. Renata loira / Ana Paula morena, juntas ou separadas, com aquele atendimento especial! Agende conosco (54) 996.155.503 ou (54) 991.430.723.

FARROUPILHA, 26 DE JUNHO DE 2020


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Edição 643  

Jornal Informante (Farroupilha/RS)

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