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FARROUPILHA

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ANO XIII

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EDIÇÃO 637

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15 DE MAIO DE 2020

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R$ 3,00

Sessão extraordinária, que inicia às 13h desta sexta, votará pedido de impeachment do prefeito Editoria de Política, página 13, e Editorial

MATÉRIA ESPECIAL

Toneladas de amor aos pets

INSIDE

CIDADE

Mensagem de fé e esperança Álcool gel ao alcance de todos

Campanha Joaninha completa um ano Bombeiros Voluntários e músicos da beneficiando centenas de cães e gatos cidade tornaram o domingo especial Páginas 2 e 3 e Editorial Páginas 2 e 3

Totens serão instalados por startup na Praça da Matriz e no Calçadão da Júlio Página 10

Arquivo Jornal Informante

Dia D para Claiton no Legislativo


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gesto de amor

Campanha Joaninha mudando a

Yasmin Signori Andrade yasmin@jornalinformante.com.br

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m ano atrás essa linda campanha nascia com o propósito de melhorar a vida de alguns pets. A Campanha Joaninha foi criada em homenagem a Joana Rössler Roncatto, que faleceu precocemente no ano passado, aos 19 anos. Joana cursava Medicina Veterinária e sua

dedicação aos animais inspirou amigos e familiares a perpetuarem seu gesto de amor. Após a mãe, Katia Roncatto, solicitar ração ao invés de flores no velório de Joana, como a própria filha havia pedido, as amigas Valetina Piazza e Laura Cunha tiveram a ideia para uma campanha permanente que beneficia centenas de bichanos que ainda não têm um lar. Além delas, atualmente a ação conta com outras 16 pessoas que auxiliam sempre que preciso. “Foi uma forma de suportarmos a dor da perda imensurável que tivemos e ajudarmos os animais que a Jô tanto amava”, lembra a amiga Valentina. A campanha se baseia em recolher rações para gatos e cachorros que posteriormente serão doadas

Fotos: Arquivo Pessoal

Iniciativa completou um ano nesta quinta e até então já doou mais de 4 toneladas de ração para ONGs e protetoras

Pontos fixos de coleta de ração Rössler Diagnósticos (Rui Barbosa, 12) Autoposto Benvenutti (Júlio de Castilhos, 1.500) Brechó Ong dos Peludos (13 de Maio, 626) Looks Store (Júlio de Castilhos, 940, sala 12)

os bichinhos agradecem Uma das muitas entregas de ração feita pela Campanha na ONG dos Peludos, que também é um ponto de coleta


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vida de muitos pets

Time Joaninha Laura e Valentina (acima) e Katia (ao lado): a equipe que faz a Campanha acontecer

às ONGs de proteção aos animais e cuidadoras. A iniciativa foi bem aceita por toda a comunidade e, com a ajuda dos doadores e dedicação dos que estão na linha de frente, mais de 4 toneladas de ração já foram doadas. Geralmente as doações são feitas para a ONG dos Peludos, que muitas vezes repassa as rações para famílias carentes que possuem animais, para o grupo Anjos Sem Asas e outras cuidadoras que, em média, cuidam de 50 animais. “Eventualmente, ajudamos também algumas instituições de Caxias do Sul, que era uma cidade que a Jô tanto estimava, como a Proteção Animal Caxias (PAC), que recolhe animais de lares que os maltratam. Todas as rações recolhidas em Farroupilha são doadas para entidades do município e as arrecadadas em Caxias ficam na cidade vizinha”, explica Valentina. Um pouco sobre o futuro da Campanha Joaninha “Como estamos vivendo uma pandemia tivemos que mudar nossa estratégia. Por

exemplo, nessa última semana, recebemos doações de máscaras artesanais, as quais fizemos a proposta de ‘doe um pacote de ração e ganhe uma máscara’. Está sendo um sucesso”, destaca Valentina. Além das máscaras, a campanha está arrecadando travesseiros usados para esquentar os animais nesse inverno que está chegando. São várias lojas parceiras que dão descontos se a pessoa levar o seu antigo e comprar um novo: Maria Moda Casa, Ponto Econômico, Pecatto Moda Casa, Colchões Ortobom e Lia Colchões. Segundo as organizadoras, a cada mês novos pontos de coletas são apresentados e também existem pontos de coleta fixos espalhados pela cidade (confira na página ao lado). É possível acompanhar a campanha pela conta do Instagram @ campanhajoaninha ou pela página no Facebook: Campanha Joaninha. Dessa forma, você ajuda a perpetuar o gesto de amor da dedicada equipe que muda a vida de muitos pets e mantém vivo o legado de Joana.


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Voo atrasado Os consumidores muitas vezes não recebem nenhuma assistência das companhias aéreas, sendo que o mínimo esperado seria o fornecimento de alimentação, mas nem isso costuma ocorrer Verônica Bettin Scaglioni *

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uitos consumidores, por desconhecerem seus direitos, acabam não exigindo das companhias aéreas, em situações de falhas na prestação de serviços. Os atrasos e cancelamentos de voos tornaram-se frequentes nos aeroportos. Os consumidores com compromissos marcados a trabalho ou até mesmo em sua viagem de lazer não desejam ter problemas de perder um compromisso na hora marcada que muitas vezes pode acarretar um prejuízo financeiro e estressante devido à falha na prestação do serviço. A partir do momento em que o consumidor adquire uma passagem aérea, a companhia aérea tem a responsabilidade pela prestação do serviço, pois assumiu a obrigação e deve responder pelos danos causados. A responsabilidade é objetiva sobre o ocorrido, motivo pelo qual é seu dever indenizar o consumidor pelos danos sofridos. Convém lembrar que a relação entre as partes é de consumo, a qual incide o artigo 6º, VIII, do Código de Defesa do Consumidor, bem como o artigo 373, inciso II do Código de Processo Civil, a comprovação de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Algumas vezes há uma deficiência nas informações prestadas pelas companhias aéreas com a mudança

do local de embarque, há excesso de passageiros, problemas de manutenção ou por falta de tripulação – tais situações poderiam ser evitadas pelas companhias aéreas. Geralmente as companhias aéreas, tentando eximir-se de sua responsabilidade, alegam que o atraso ou o cancelamento ocorreu por necessidade de reestruturação da malha aérea e manutenção da segurança dos passageiros – argumentos frágeis é padrão das companhias. Em vários casos, não há prova da necessidade da malha aérea difícil identificar o motivo de um atraso. No entanto, é necessário prudência, pois os aeroportos lidam com fluxos intermináveis de aeronaves e, qualquer falha, pode resultar em tragédia. Os consumidores muitas vezes não recebem nenhuma assistência das companhias aéreas, sendo que o mínimo esperado seria o fornecimento de alimentação, mas nem isso costuma ocorrer. Conforme determina o art. 27, I, II e III, da resolução 400 da ANAC de 2016, que dispõe sobre as condições gerais que regulam o transporte aéreo de passageiros em voos domésticos e internacionais. O juiz verifica se há não culpa exclusiva do consumidor, ao arbitrar a indenização, é analisado se não há perda de conexão para outro local, compromissos agendados – seja profissional ou a lazer – é feita a ponderação do caso concreto. Existem postos de juizados especiais


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e o direito do consumidor butos de sua personalidade. Danos capazes de causar angústia, além de frustração, podem abalar a tranquilidade psíquica. No entanto, o mero dissabor não caracteriza dano moral (Recurso Cível 71007388770, Quarta Turma Recursal Cível, Turmas Recursais, Relator: Glaucia Dipp Dreher, Julgado em 23/02/2018). Dessa forma, a ANAC fiscaliza as companhias aéreas para que os consumidores não sejam lesados. No entanto, caso haja descumprimento por parte das companhias aéreas, os consumidores podem buscar os seus direitos no Poder Judiciário.

Divulgação

cíveis dentro dos aeroportos, para garantir aos consumidores o acesso à justiça de forma mais rápida. O atendimento é gratuito, não há o pagamento de custas processuais e tem como objetivo solucionar questões que envolvam valores de até 20 salários mínimos, sem a necessidade de um advogado. Caso não haja conciliação entre o passageiro e a companhia aérea, o processo é encaminhado ao Juizado Especial Cível da comarca de residência do passageiro. Em alguns casos, além de danos materiais, os consumidores pedem judicialmente danos morais que devem ser comprovados nos autos e que sejam capazes de lesar os atri-

* Advogada (OAB/RS 82.935)

Pandemia: o caminho é a negociação! Rodrigo Canezin Barbosa * Depois do anúncio de calamidade e pandemia causado pelo covid-19, com a impositiva quarentena para a população e a interrupção de inúmeras atividades, passamos a colher os nefastos efeitos. O comércio e a indústria, por exemplo, fortemente atingidos, não se recuperaram nem mesmo com os estímulos do governo federal que visa neutralizar a crise econômica. As atividades empresariais encerradas ou reduzidas já têm gerado entraves em todos os ângulos do direito em nosso ordenamento jurídico nacional, como a redução e suspensão de recolhimentos de impostos em todas as esferas, redução da jornada de trabalho e/ou sa-

lários, suspensão de contratos e demissões de empregados, impactos no recebimento dos aluguéis, entre tantos outros que poderíamos citar. A eminente quebra de contratos, diante dos múltiplos cenários: impossibilidade material de cumprimento do contrato ou desequilíbrio contratual e excessiva onerosidade de uma das partes contratantes, ou ainda, por força do evento imprevisível e não imputável a nenhuma das partes que é a covid-19, levou a um aumento da judicialização ao já afogado Judiciário. A problemática é tamanha que o Poder Judiciário vem se preparando para enfrentar a situação e analisar a peculiaridade de cada caso em concreto. O Legislativo busca construir saídas para evitar falências de muitas empresas, como é na hipótese o PL

1.397/20, de autoria do deputado Hugo Leal (PSD-RJ), que altera regras da legislação falimentar para acomodar o impacto sobre empresas em dificuldades econômicas, suspendendo ações judiciais de execução, decretação de falência e instituindo a negociação preventiva com os credores. O Governo Federal editou a Medida Provisória (MP) n.º 958/2020, publicada no último dia 27, no Diário Oficial, retirando, em caráter provisório, uma série de exigências às pequenas, médias e micro empresas, no momento de solicitar um empréstimo, estabelecendo assim, facilitação de acesso ao crédito até o dia 30 de setembro deste ano. Por todos os ângulos do Direito que se possa analisar, o objetivo

principal é de preservar as atividades econômicas das empresas, àquelas viáveis e que estão passando por dificuldades financeiras momentâneas, via de consequência, garantir a preservação dos empregos. Em nosso entender, o eixo de equilíbrio do foi alterado, tanto nos contratos em geral como no cumprimento de obrigações vencidas ou não, sendo assim, necessário que as partes contratantes ou devedores e seus credores, busquem soluções de reequilíbrio das obrigações pactuadas. Não haverá vencidos ou vencedores nesta batalha. * Advogado, sócio titular da Barbosa Advogados, especialista em Direito Processual Civil, Tributário, Contratos e LL.M em Direito Societário


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Um dia triste para Farroupilha Arquivo Jornal Informante

A partir do momento que um chefe de Poder, no caso o Executivo, tem analisado e votado por outro Poder, o Legislativo, seu afastamento do cargo, em uma sessão extraordinária, como acontece nesta sexta, na Casa Legislativa Lidovino Antônio Fanton, claro que existirão vencedores e vencidos, mas é Farroupilha, como município, a maior derrotada. Independente do resultado ser favorável ou não à cassação do prefeito, a cidade ocupará o noticiário (veja matéria na Editoria de Política, página 13). Não há benefício algum para Farroupilha no julgamento. Se Claiton Gonçalves for afastado, os vereadores viram indícios suficientes de irregularidades cometidas pelo gestor, o que é péssimo para a imagem da cidade. Se concluírem que a denúncia não tem fundamento e que o prefeito pode permanecer no cargo, ainda assim a imagem do município sai desgastada

de um longo processo. Na verdade, de dois, já que um outro também está a caminho, mas pode se tornar inócuo diante da decisão desta sexta. Essa instabilidade política teve início antes mesmo da pandemia do covid-19, o que deixa o cenário municipal mais turbulento do que o de Brasília. Convenhamos, não é fácil. Evidente que há um componente político envolvido na questão, e sempre haverá em qualquer processo dessa

ordem, mas há fundamentos legais que também serão avaliados e integram as duas denúncias feitas, tanto pela OAB, que será analisada nesta sexta, quanto a formulada pelo empresário Glacir Gomes. Mas ainda que a questão legal e jurídica seja deixada de lado, há algum tempo Claiton tem colecionado problemas em sua relação com o Legislativo, que iniciaram ainda no final do ano passado, quando uma rup-

tura deixou o Parlamento nas mãos da oposição. Parte de sua base, da mesma forma, migrou de sigla e até mesmo de lado, deixando de ser situação. Para ter seu impeachment derrubado, o prefeito necessita tão somente de seis dos 15 votos dos legisladores e a tendência é que não obtenha o número, prova de seu desgaste com os parlamentares. Da mesma forma, se de fato ocorreram as irregularidades, resta ao menos um motivo para considerar como positivo: o de termos uma sociedade vigilante e que deixa um recado claro aos próximos gestores sobre a necessidade de terem uma administração alicerçada nos princípios que regem e norteiam a gestão pública. O momento é delicado ao extremo e possivelmente o mais traumático da história política farroupilhense. Resta saber se vamos tirar aprendizados e lições do ocorrido.

O precoce falecimento da jovem Joana Rössler Roncatto, há um ano, serviu de base para que sua mãe Katia e as amigas Valetina Piazza e Laura Cunha dessem partida à bela Campanha Joaninha. Estudante de Medicina Veterinária e apaixonada por animais, ela havia deixado expresso que não gostaria de flores em sua despedida, mas sim de doações

de ração para pets. A nobre atitude fez com que a iniciativa se consolidasse e o trio acabou criando a campanha que leva alimento para centenas de cães e gatos que estão sendo momentaneamente acolhidos em ONGs ou com cuidadoras, à espera de um lar (veja mais na Matéria Especial, páginas 2 e 3). Foram mais de quatro toneladas de ração

doadas neste primeiro ano. A história de Joana, embora breve, deixou um legado e os frutos estão sendo devidamente colhidos em sua escolha em prol dos animais. Foi um gesto abnegado que comoveu todos e fez com que a família e as amigas sentissem a necessidade de perpetuar essa jornada por meio de uma campanha que refletisse todo esse carinho.

Fica até mesmo difícil de mensurar o alcance e impacto que a iniciativa teve neste ano de estreia, mas certamente deixou todos os envolvidos orgulhosos, como também deve estar a ideóloga, que viu um gesto simples de amor e carinho com os animais se consolidar em uma investida que perpetua sua trajetória e a vincula às melhores lembranças.

Os frutos efetivamente colhidos

Índice

Editorial

Matéria Especial .................................... Páginas 2 e 3 Editoriais .................................................Página 6 Opinião ......................................................Página 7 Saúde .........................................................Páginas 8 e 9 Cidade ........................................................Páginas 10 a 12 Política .....................................................Página 13 Educação ..................................................Página 14 Esporte ..................................................... Página 15

Inside

Especial..................................................... Capa Crônicas da Redação ............................. Página 2 Solidariedade ......................................... Páginas 2 e 3 Guilherme Macalossi ............................ Página 3 Social ........................................................ Páginas 4 e 5 Egui Baldasso ......................................... Página 6 Sétima Arte................................................. Páginas 6 e 7 Lauro Edson Da Cás ............................... Página 7 Horóscopo ............................................... Contracapa Classificados .......................................... 8 páginas

Redação: redacao@jornalinformante.com.br Ramon Cardoso ramon@jornalinformante.com.br Yasmin Signori Andrade yasmin@jornalinformante.com.br

Comercial: comercial@jornalinformante.com.br Fabiano Luiz Gasperin gasperin@jornalinformante.com.br Maria da Graça Potricos Leite maria@jornalinformante.com.br

Anúncios: anuncios@jornalinformante.com.br Marcelo Bortagaray Mello marcelo@jornalinformante.com.br Tiago Rodrigues da Silva tiago@jornalinformante.com.br

Financeiro: financeiro@jornalinformante.com.br Keli de Almeida Maciel keli@jornalinformante.com.br

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Colunistas Crônicas da Redação Dolores Maggioni Egui Baldasso Fabrício Oliboni

Guilherme Macalossi Lauro Edson Da Cás Paulo Roque Gasparetto Rita Rosa Baretta

A manifestação dos colunistas é livre e independente e não necessariamente reflete a opinião do Tabloide sobre os temas abordados nas colunas

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A prioritária atenção à saúde do agricultor na luta pela vida Fábio de Salles Meirelles * As medidas adotadas pelo Governo Federal para atenuar o abalo econômico provocado pela covid-19 são bem-vindas, pois socorrem minimamente empresas e trabalhadores. Parcela expressiva dos setores produtivos e seus recursos humanos será abrangida, podendo, portanto, negociar suspensão dos contratos de trabalho ou redução dos salários e jornadas. São relevantes, ainda, o auxílio mensal de R$ 600,00 aos informais e linha de crédito com juros baixos para empresas pagarem seus funcionários. Espera-se que tudo seja colocado em prática com agilidade e eficácia, de modo que tenhamos condições de manter a economia respirando durante o necessário isolamento. Este cuidado, como afirmam autoridades da saúde e especialistas do Brasil e de todo o mundo, é fundamental para conter a pandemia e evitar picos de pessoas infectadas, cujo atendimento não seria suportado pelos sistemas público e particular. É hora, portanto, de proatividade, resiliência, solidariedade e sinergia dos Três Poderes e toda a sociedade. A vida é prioritária! Exatamente para

garantir esse direito original dos seres humanos, há setores que não têm o direito de parar ou atuar em home office. Refiro-me aos profissionais e empresas da saúde, da coleta do lixo, da infraestrutura, da segurança pública, da indústria de equipamentos médico-hospitalares e artigos essenciais e, em especial, à cadeia produtiva do agronegócio e abastecimento, desde o produtor rural, de todos os portes, passando pelos transportadores, distribuidores, supermercados, feirantes, varejistas de alimentos em geral, entrepostos de hortifrutigranjeiros e os serviços de apoio para que continuem operando. Nunca é demais aplaudir e reverenciar esses heróis brasileiros, contingente anônimo das pessoas físicas e jurídicas que estão lutando de modo corajoso por todos nós na guerra da humanidade contra o novo coronavírus. Cabe, também, uma reflexão sobre o apoio que o Estado está dando a essas atividades. Infelizmente, é pouco ante a gravidade da situação. No caso da cadeia de suprimentos do agronegócio, é verdade que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento instituiu um comitê de crise para monitorar impactos da pandemia e propor estratégias, conforme

decisão publicada na edição de 31 de março do Diário Oficial da União. Entretanto, é preciso ação assertiva. Uma sugestão seria linha de crédito específica, com juros próximos de zero, para que a produção agropecuária e toda a rede de abastecimento tivessem acesso a capital rápido, se necessário. Nosso setor não fará acordos de redução de jornada e suspensão de contratos de trabalho. Afinal, não podemos, não queremos e não vamos parar, pois temos imenso compromisso com os brasileiros. Nossa força de trabalho está mobilizada. Entretanto, em situação grave como a que vivemos, podem faltar recursos para manter as operações. Sabemos que estamos numa economia de guerra e continuaremos travando o bom combate, a qualquer custo, mas um apoio mais efetivo seria importante. Incluo aqui organizações também “sem direito” à paralisação, citadas anteriormente. Questões financeiras à parte, há um aspecto muito relevante que está sendo desconsiderado em todas as análises até agora: assim como os profissionais da saúde, embora em proporção menor, os trabalhadores do campo, de toda a cadeia de abastecimento e os que lhes

dão apoio, como transportadores, por exemplo, são hoje o contingente de brasileiros mais expostos ao contágio. Assim, essa infantaria constitui segmento prioritário na realização de testes rápidos eficazes destinados ao diagnóstico e tratamento precoce. Para quem está na linha de frente, são essenciais exames capazes de identificar se a pessoa está com a doença ou se já teve, apresentando-se imune e/ou curada e, portanto, apta a retornar ao trabalho. Proteger sua família e a sociedade. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) produziu e encaminhou à rede sindical, para que chegue ao campo e à cadeia de suprimentos, um material consistente sobre prevenção e cuidados no trabalho, visando reduzir o risco de contágio. Porém, considerada a assustadora capacidade de contaminação do novo coronavírus, é prioritário garantir a saúde de todas as pessoas que estão trabalhando, nos campos, nas estradas, na rede de abastecimento e nas ruas, para que os brasileiros tenham o direito à vida, cuja essência é o alimento. * Empresário do setor agrícola e presidente do Sistema Faesp/Senar

Crise do covid: como empreender durante o pânico do mercado? Guy Peixoto Neto * A pandemia do coronavírus foi oficialmente declarada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) no último dia 11 de março, mas, antes disso, o mercado já sentia os efeitos da doença, também chamada de covid-19. No Brasil, a alta contínua do dólar fez com que a moeda norte-americana atingisse o pico histórico (e negativo) de R$ 5,00. A Bolsa de Valores opera em quedas sucessivas, chegando perto da perigosa marca de 70 mil pontos. Diante desse cenário, inseguranças e dúvidas em relação a como investir o dinheiro e empreender no País são naturais. O que se nota, porém, é que as pessoas não têm tido paciência para esclarecer as incertezas e lidar com os problemas financeiros decorrentes do coronavírus e mesmo para pensar em como

ter os negócios menos impactados por eles. Isso fica muito claro quando se observa a rápida retirada de investimentos da Bolsa de Valores, porque as pessoas não querem arriscar mais perdas. Quem tem negócio próprio tende a ser menos prejudicado pelo coronavírus do que as empresas aéreas, cujas ações estão derretendo, por exemplo. Esta é a hora de analisar o que está ocorrendo no mercado como um todo e pensar em onde colocar o dinheiro disponível de forma segura. Que tal aplicar capital em serviços que ajudem quem está se adaptando a uma nova realidade de trabalho motivada pelo coronavírus? A adoção do home office por muitas empresas, a fim de minimizar os riscos de contágio pelo covid-19, faz surgir um público acostumado a trabalhar em escritório e que precisa de soluções para o dia a

dia em casa, como refeições, lanches e até garrafas de água mineral. Investir no fornecimento dessas facilidades para o consumidor final é, além de um caminho inteligente para ter lucros, uma forma de levar o conforto e a tranquilidade de que essas pessoas precisam para continuar executando bem suas tarefas profissionais. Belas e saudáveis marmitas, bolos caseiros, salgados para o lanchinho da tarde, entregues em casa e prontos para consumo, são sinônimo de menos preocupações para trabalhadores que, muitas vezes, nem saberiam como preparar tudo isso – e acabariam se alimentando mal. Serviços simples de entregas – de água mineral, café, sucos e até material de escritório – também são possibilidades para novos negócios neste cenário. Realizar uma pesquisa entre uma po-

tencial nova clientela ajuda na definição do melhor foco a ser dado. E o melhor: o modelo de trabalho em home office tende a ficar como legado no pós-crise, o que significa a alta probabilidade de seguir atendendo um público fidelizado quando o turbilhão passar. Estamos falando, portanto, de um investimento pelo bem estar das pessoas e com retorno em curto, médio e longo prazos. No geral, é importante ter em mente que o mercado mundial sente e ainda vai sentir bastante os efeitos do coronavírus. Não é possível saber, neste momento, até que ponto irão as quedas. Mas elas passarão, e quem tiver tido clareza para tirar proveito das necessidades criadas por elas terá boas histórias para contar no futuro. * Mentor de empreendedorismo jovem


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Senti falta de ar, mas não era nada: a Psicologia explica! Leonardo Torres *

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luta da humanidade contra o covid-19 se dá, em parte, nos hospitais; mas na maioria dos casos, ela ocorre no isolamento de casa. Nesse último ambiente, é uma luta que se trava não indo aos campos de batalha, muito menos olhando para frente tentando perceber os movimentos do inimigo. A luta que se trava dentro de casa é olhando para dentro de si, pois o inimigo, desta vez, está dentro de nós. A reclusão social fez com que muitos indivíduos voltassem para o interior de si e isso é muito interessante. Fazia um bom tempo que as horas infinitas de trânsito e de trabalho não davam lugar aos apelos da alma, ou melhor, ao ócio, aos sonhos e aos sintomas leves. No ritmo do cotidiano anterior ao coronavírus, um indivíduo só iria parar e prestar atenção em si após um infarto, se ele sobrevivesse. Hoje, no ritmo do ficar em casa, do home office, do cozinhar para si, etc., muitos colegas e amigos têm se queixado comigo que

passaram por um ou outro episódio de ansiedade, depressão, pânico ou qualquer outro nome que eles queiram dar para seus sintomas. Outros, até achando engraçado, confessaram que após terem conhecimento dos sintomas do covid-19, sentiram os sintomas, mesmo não tendo o vírus. Uma explicação para esses casos pode estar alicerçada nas incertezas do mundo a partir de agora. Entretanto, me pergunto se as sementes das ansiedades, depressões e pânicos já não estavam plantadas e aflorando antes mesmo da pandemia e nenhum desses meus colegas tinha tempo para percebê-las. O tripalium é um instrumento de tortura medieval e a palavra que deu origem ao termo “trabalho”. A principal consequência negativa do trabalho, assim como o instrumento que lhe deu origem, é o martírio do corpo. Quantas vezes não vemos pessoas dormindo no transporte público exaustas por terem trabalhado o dia inteiro? Quantas vezes não engolimos as emoções porque devemos ser máquinas perfeitas em nosso trabalho? Palavras como merito-

cracia, enraizadas no trabalho como conhecemos hoje, defendem que o indivíduo deve se esforçar ao máximo para ganhar a sua posição social e o seu dinheirinho “suado”, independente de sua posição inicial. Essa ideia já construída de trabalho faz com que cada vez mais o indivíduo desconsidere seu corpo, suas emoções e sentimentos em prol do mérito e reconhecimento. É aquele famoso paradoxo, de que é quase impossível para 99% da população possuir saúde, tempo e dinheiro ao mesmo tempo. No momento atual, a preocupação com o vírus foi tamanha (e correta) que nem mesmo tal ideia de trabalho pôde evitar que cada um de nós olhasse para dentro de si e percebesse, no mínimo, um sintoma aqui ou acolá. Isso não deixa de ser saudável e nada mais é do que uma conversa inicial consigo mesmo, uma reconexão com as próprias emoções e sentimentos que nos habitam; é, portanto, um convite e um chamado da alma. * Professor e palestrante, doutorando em Comunicação e pós-graduando em Psicologia Junguiana


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A Urologia em tempo de pandemia Marco Lipay *

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pandemia de covid-19 tornou obrigatória, entre as medidas de enfrentamento, a garantia de informações claras e precisas sobre o atendimento das várias demandas ambulatoriais e hospitalares. A Agência Nacional de Saúde (ANS), em sua Resolução Normativa (RN) nº 259, em reunião extraordinária realizada no dia 25/03/2020, regulou os prazos de atendimento para a realização de consultas, exames, terapias e cirurgias que não sejam urgentes. A Sociedade Brasileira de Anestesiologia, em consonância com o Colégio Brasileiro de Cirurgiões e a Associação Médica Brasileira, recomendou a suspensão de procedimentos cirúrgicos/anestésicos eletivos em todo o Brasil, temporariamente, excetuando-se casos em que possa haver prejuízo aos pacientes pela questão tempo-dependente, tais como: operações oncológicas (câncer), cardíacas, obstétricas, entre outras, com rigorosa avaliação prévia do médico assistente. O Conselho Federal de Medicina (CFM) encaminhou, no último dia 19 de março, um ofício ao minis-

tério da Saúde, informando a decisão de reconhecer a possibilidade e a eticidade de uso da Telemedicina no País, além do que está estabelecido na Resolução CFM nº 1.643/2002, que continua em vigor. A decisão vale em caráter excepcional e enquanto durar o combate à pandemia de covid-19. Desse modo, mesmo com os consultórios fechados, é possível a manutenção de atendimento adequado na fase crítica da pandemia. A Sociedade Brasileira de Urologia já orientou toda a comunidade urológica quanto a importância das informações tratadas com responsabilidade. Algumas vezes, o urologista estará diante de uma urgência ou emergência e precisará internar ou até mesmo submeter o seu paciente a um procedimento cirúrgico, entre eles: infecção do trato urinário com ou sem obstrução urinária por um cálculo renal, abscessos urológicos, torção de testículo, retenção urinária em que não é possível realizar sondagem, hemorragias de origem urinária, gestantes com unidade reno-ureteral obstruída por cálculo renal, fratura de pênis, prótese de pênis infectada, priapismo (ereção dolorosa e prolongada sem relação com ato sexual), câncer (rim, ureter, bexiga,

próstata, testículos, pênis), transplante renal com doador cadáver, entre outras. Já as cirurgias eletivas como correção de varizes no escroto (varicocele), água no escroto (hidrocele), vasectomias, cirurgias de próstata para melhorar o fluxo urinário por hiperplasia prostática benigna, fimose, entre outras, devem ser postergadas. Recomenda-se que durante esse período você esteja próximo de seu urologista, pelo celular, WhatsApp, site ou ainda pelas redes sociais. Neste momento de enfrentamento, pensar no social é fundamental. Lave as mãos com água e sabão com frequência, use álcool gel a 70% quando não encontrar uma pia por perto e tome cuidado com queimaduras. Evite aglomerações e mantenha o isolamento social, conforme as orientações da Organização Mundial da Saúde. Caso você tenha mais de 60 anos, fique em casa e solicite ajuda de algum familiar ou amigo. Nunca faça uso de remédios sem orientação médica. Juntos venceremos a crise. * Doutor em Cirurgia (Urologia) pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e titular em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia


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Proteção

Auxílio no combate ao covid-19 Iniciativa da startup Icehot vai disponibilizar três totens de álcool em gel gratuito para a população farroupilhense Em uma semana, que é o período de autonomia do equipamento sem reabastecimento, serão 10,5 mil acionamentos. Segundo os idealizadores da iniciativa, Alex Oliveira e Samuel Panta, o objetivo é ajudar a atender as recomendações das autoridades sanitárias, prevenindo o contágio do novo coronavírus, disponibilizando proteção às pessoas que estão fora de casa. A iniciativa foi viabilizada em parceria com a Sicredi Serrana, a Unimed Nordeste e a Saif, que é fornecedora do álcool gel. Além de Farroupilha, Bento Gonçalves também receberá a instalação de dois totens nos próximos dias. Outros municípios devem receber, em breve, unidades do novo equipamento Icegel são Osório, Capão da Canoa, Cidreira, Tramandaí e Lagoa Vermelha.

Divulgação

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este mês, a cidade vai receber totens, chamados Icegel, que vão fornecer álcool em gel de forma gratuita à população. Inicialmente dois equipamentos serão instalados na Praça Matriz e um no início do Calçadão da Júlio de Castilhos. A iniciativa é da startup Icehot, que também é criadora do dispositivo que fornece água quente e gelada em 19 cidades do Estado, sem custo algum. O equipamento Icegel permite fazer a higiene das mãos de forma prática e segura. Basta pressionar o pedal, que uma porção de álcool em gel é disponibilizada para o usuário. Cada totem disponibilizará 1 litro do produto diariamente, e oferece, segundo a startup, 1,5 mil aplicações.

Aliado para a proteção Equipamentos que serão instalados na Praça da Matriz e no Calçadão da Júlio disponibilizam álcool em gel de forma segura, sem custo algum


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CARAVAGGIO

Fé pelas telinhas Seguindo as recomendações de não promover aglomerações, 141ª Romaria ao Santuário fará programação online de três dias

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este ano, a 141ª Romaria de Nossa Senhora de Caravaggio, do Santuário de Farroupilha, ocorrerá exclusivamente online, para evitar aglomerações. A programação virtual será expandida para três dias de festa: sábado, dia 23, domingo, dia 24 e terça, dia 26. As transmissões ocorrerão no Instagram, Facebook, YouTube, rádios e televisões e serão feitas de portas fechadas, sem a presença de público. Outra novidade é que iniciará no sábado o Tríduo com programação virtual no sábado, domingo e segunda. Ele será transmitido pela TV Canção Nova para todo Estado em canal aberto. Com o lema “Ó Maria, mãe compassiva, ajudai-nos a cuidar o dom da vida!”, a programação foi

expandida justamente pela aceitação e expectativa do público em poder conferir as celebrações pela internet. A equipe organizadora do evento pede que devotos compartilhem fotos de edições anteriores, ou mostrem como a família está acompanhando o Santuário neste

momento de pandemia usando usar a hashtag #caravaggio2020. Além disso fiéis que haviam feito promessa de rumar até o Santuário farroupilhense neste ano são convidados a cumprir a promessa doando alimentos para entidades que destinam doações às famílias carentes.

Programação

Sábado (dia 23), domingo (dia 24) e terça (dia 26): Missas no sábado e terça às 8h, às 10h30min e 17h. Às 14h haverá récita do terço e, às 15h, Oração Mariana. No domingo, a missa ocorre às 11h. Tríduo: fará parte do Tríduo preparatório à festa: no sábado, às 17h, no domingo, às 11h, e na segunda, às 17h. Estas celebrações serão transmitidas, além das redes sociais, pela TV Canção Nova, com abrangência estadual em sinal pela TV aberta. No dia 26, a Canção Nova irá transmitir para o País e para Portugal.

Transmissão

A transmissão deve ocorrer pela Rádio Miriam, Rádio Mãe de Deus, Facebook, YouTube, WebRádio e Instagram do Santuário de Caravaggio.

Obituário 8 de maio * Carlos Saturnino Conte, 90 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal (CPM). * Paulo Rodrigues, 47 anos. Sepultamento no cemitério da comunidade de Monte Bérico (3º Distrito). 9 de maio * Edy Fetter Georg, 94 anos. Sepultamento no CPM; * Vadislau Zablocki, 60 anos. Sepultamento no CPM. 10 de maio * Ivanor Domingos Petrini, 60 anos. Sepultamento no CPM; * Honorina Roessler, 88 anos. Crematório São José, em Caxias do Sul; * Adair de Souza, 74 anos. Sepultamento no CPM. 11 de maio * Andrei Pereira, 37 anos. Sepultamento no CPM; * Leonir Burati, 73 anos. Sepultamento no CPM. 12 de maio * Ana Maria Maciel Oliveira, 59 anos. Sepultamento no CPM.

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Divulgação


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FARROUPILHA, 15 DE MAIO DE 2020

SanEamEnto

Mais tratamento de esgoto Poder Executivo municipal autoriza cessão de uso de bem público para Corsan instalar elevatória no bairro Bela Vista quadrados, e fica situada no terreno urbano da rua Garibaldi, a 15,71 metros da esquina da rua Colorado. O município ainda não possui um tratamento de esgoto coletivo. A obra da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) tem conclusão estimada para julho deste ano, mas para entrar em operação será necessário realizar a ligação da rede de esgoto. A ETE, instalada no bairro Santa Catarina, teve início de suas obras em agosto de 2017. O intuito da Corsan é agilizar as obras do esgotamento por meio de parcerias público-privadas dividida por regiões.

Corsan/Divulgação

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Prefeitura autorizou ceder o uso da esquina entre as ruas Garibaldi e Colorado, no bairro Bela Vista, para a Companhia Rio Grandense de Saneamento (Corsan). O espaço servirá para a instalação de uma elevatória de esgoto bruto, que tem a função de bombear o esgoto para unidades de tratamento. A obra, que é necessária em razão da geografia da cidade, será ligada ao Sistema de Esgotamento Sanitário do Município. A área pública cedida possui 24 metros

Elevatória no Bela Vista Avanço importante: obra tem o objetivo de bombear esgoto para unidades de tratamento


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IMPEACHMENT EM PAUTA

Sessão legislativa desta sexta analisa impedimento de Claiton Comissão Processante 03/2020 finalizou trabalhos no início da semana e relatório final recomendou cassação do prefeito

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Casa Legislativa Lidovino Antônio Fanton terá um dia atípico e histórico. A sessão extraordinária desta sexta, que inicia às 13h, definirá o futuro político do prefeito Claiton Gonçalves. A longa sessão legislativa apresentará o teor do processo, dará direito à defesa do denunciado e à manifestação dos vereadores antecedendo seus votos. Envolvido em dois processos de impedimento, o primeiro deles será votado a partir do relatório da Comissão Processante 03/2020, que foi entregue pelo relator, o vereador Sedinei Catafesta (PSD), na terça, e recomenda a cassação do chefe do Poder Executivo em três dos quatro itens (veja ao lado) da denúncia feita pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Para que ocorra o afastamento do

Relatório final da Comissão Processante 03/2020 O relator viu indícios suficientes para o impedimento do prefeito Claiton Gonçalves em três itens Na nomeação de fiscal do município para atuar em função privativa de advogado; Na ilegal e sub-reptícia suplementação de crédito orçamentário do município; Na aquisição de imóveis sem autorização legislativa. E não viu motivos para o impedimento em um item levantado na denúncia Na aquisição do software de saúde e no agir incompatível com a dignidade e o decoro do cargo prefeito com a perda de seus direitos políticos por oito anos são necessários 2/3 dos votos do Legislativo, ou seja, 10 vereadores teriam que concordar com o relator. Caso o número de votos não seja suficiente para o impedimento, o prefeito segue no cargo. Se for suficiente, o vice Pedro Pedrozo (PSB)

assume para a conclusão do mandato. Com base esfacelada no Parlamento, Claiton reconduziu o vereador Rudmar Elbio da Silva (PSB) ao Executivo, no cargo de secretário de Desenvolvimento Rural. Há desgaste na relação de Rudmar com o prefeito, que via a chance de ter nele um voto favorável

a seu impeachment, mesmo sendo da base governista. Tiago Ilha (Republicanos), ex-secretário de Meio Ambiente, reassumiu o posto no Legislativo. Em outra denúncia, anterior à da Ordem, feita pelo empresário Glacir Gomes, e que tem como base a aquisição de imóveis sem autorização da Câmara de Vereadores, um dos itens também levantados pela OAB, está prestes a ser concluída. O vereador Jorge Cenci (MDB) recebeu as alegações finais do prefeito na segunda e deve concluir o relatório no início da próxima semana, mas a questão irá a votação somente se o mandato do prefeito não for cassado nesta sexta. Por conta da pandemia do covid-19, há restrições de acesso à Câmara. No site do Poder Legislativo, o www.camarafarroupilha.rs.gov.br, é possível acompanhar a sessão no ícone “Sessão ao Vivo”, na página principal.


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Divulgação

ADAptAção

Novas formas

de ensinar

CNEC está aplicando estratégias de estudo que incluem até personagem para educar sem aulas presenciais

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er aulas a distância em tempos de isolamento social está sendo um desafio para alunos e, principalmente para professores, que estão tendo que adaptar as formas de ensinar. Lidar com as tecnologias e manter os laços com os estudantes são alguns dos desafios. A Rede CNEC está trabalhando virtualmente com seus alunos desde o início de abril, com o projeto Home Learning e pela plataforma CNEC Digital. Com o objetivo de manter a conexão entre aluno e professor, o colégio está realizando aulas, palestras com servidores públicos do município, criaram canais no YouTube, flexibilizaram horários e até personagens surgiram. “Trabalhar a distância está sendo um desafio para todos. Nesse momento não podemos escolher, mas acredito que tudo feito com amor ultrapassa barreiras. Juntos, mais do que nunca, família e escola, estamos conseguindo manter os laços e assim dando continuidade no processo de ensino e aprendizagem”, destaca a professora Sonia Táparo, que é a criadora da personagem Vovó Dolores que

Vovô Dodô ajudando os pequenos Personagem criada pela profe Sônia da CNEC faz parte das estratégias de estudo enquanto as aulas presenciais estão suspensas

está encantando os pequenos da Educação Infantil. A vovó Dodô, como é conhecida pelos pequenos, foi criada pela professora para trabalhar de forma lúdica com as crianças da Educação Infantil. No seu canal do YouTube, a professora passa através da personagem todas as lições que as crian-

ças precisam aprender. “Pelos relatos que tenho, as crianças gostam da personagem e ela já faz parte da nossa turma. Somos uma família. Família da escola e famílias estão sempre juntas, independente da distância forçada pela pandemia”, salienta Sônia.


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GÁS EXTRA

Alê Menezes aprova aumento das substituições no retorno do futebol Arquivo Jornal Informante

Técnico do Brasil acredita que medida evitará lesões tendo em vista o longo tempo de parada devido à pandemia do covid-19

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Brasil

FIFA recomendou, a CBF acatou e a FGF deverá acrescer ao regulamento das competições estaduais, assim que houver o retorno do futebol, o aumento de três para cinco substituições ao longo das partidas, realizadas em três momentos. A medida permitirá aos técnicos rodarem mais os elencos, evitando desgastes que serão gerados pela longa parada por conta da pandemia e pelos confrontos em sequência para finalizar a temporada. “Essa foi uma boa alternativa. A ideia é de voltarmos na primeira quinzena de julho. Serão praticamente quatro meses sem jogos (a última vez que o Brasil esteve em campo foi no clássico diante do Veranópolis, no dia 11 de março), mas é uma data que ainda não é precisa e, embora a intenção seja que todos retornem no mesmo dia, quando ocorrer a liberação os clubes que tiverem melhor condição financeira certamente retornarão antes. É uma situação delicada”, destacou o técnico Alê Menezes. A Federação recomendou a volta da Segundona para agosto, mas ainda depende da evolução do cenário do coronavírus, embora seja improvável que o início sofra adiamento. O comandante rubro-verde destaca que tem mantido conversas com os atletas, mas é evidente que o treinamento em casa é diferente do clube e isso proporcionará, no regresso às atividades, a possibilidade de aumento no número de lesões. Justamente por isso, a medida foi celebrada. “O risco de lesão vai ser muito alto e é difícil que, pelo tempo de pré-temporada, todos os atletas rei-

Mais opções Técnico rubro-verde apoia a mudança no regulamento geral das competições, que deve ser chancelada pela FGF

niciem a competição no mesmo estágio. Estamos recomendando que não parem por completo com a atividade física, que façam pelo menos uma corrida diária, evitem o sobrepeso, mas sabemos que é complicado porque estamos há dois meses sem treinos e temos praticamente mais dois meses pela frente. O aumento das trocas vai permitir ao clube monitorar melhor a condição dos jogadores reduzindo as chances de lesões”, comentou Alê Menezes. Mais atletas à disposição gera outro benefício: um elenco mais motivado O técnico rubro-verde concorda que as partidas certamente ficarão mais dinâmicas, mas não vê vantagem no plano tático/técnico, até porque

todos terão condição de fazer uso da mudança, que deve gerar, claro, uma outra alteração, a possibilidade dos técnicos contarem com todo um time reserva no banco. Até então, eram seis atletas de linha mais um goleiro. Para Alê Menezes, a vantagem fica restrita a questão que envolve o aspecto físico mesmo. “Taticamente não muda muito. Às vezes tu colocas um jogador pensando em uma situação e a troca dá errado, isso é muito relativo, acho que não vai interferir muito. Agora no físico isso tem uma interferência direta. Imagina tu chegares nos 30 do 2º tempo e ter direito ainda a duas trocas? Se estiver ganhando pode fechar o time, se estiver perdendo, colocar mais dois atacantes. Nisso vai haver diferença, além de uma outra questão que é a motivacional. Com seis trocas, mais atletas vão ter chance de entrar e estarão mais motivados”, projetou o técnico. Alê Menezes tem aproveitado o tempo para assistir aos jogos da Segundona Gaúcha, especialmente os de rivais do grupo rubro-verde, mas também da outra chave. Além da conversa com os atletas para evitar um descuido maior na parte física, que será muito cobrada na volta, justamente pelo pouco tempo de recondicionamento até o retorno, o planejamento de alguns cenários também está sendo estudado, ainda que não haja uma data precisa para a retomada dos trabalhos. “Tudo já está programado. Tomara que volte o quanto antes que ficar sem futebol é fogo (risos). É uma situação que ninguém podia imaginar, mas para quem trabalha e gosta do esporte sabe a falta que ele faz, especialmente em tempos tão difíceis”, ressaltou o técnico rubro-verde, que disse ainda acreditar que, pelo menos no início, a tendência é que as partidas retornem com portões fechados. Mesmo assim, não há fã que não torça para a volta, ainda que a torcida tenha que ser feita a distância.


Divulgação

Arquivo Jornal Informante

SÉTIMA ARTE

Missão que lançou os

alicerces da Mossad ESPORTE

Alê Menezes celebra mais opções na volta Neimar De Cesaro

CIDADE

Devoção O agente Peter Malkin (Oscar Isaac) teve papel decisivo na captura, em Buenos Aires, do oficial nazista Adolf Eichmann, há exatamente 60 anos Inside, páginas 6 e 7

virtual

Programação online da Romaria é ampliada para três dias Página 11

Técnico do Brasil vê com bons olhos a mudança no regulamento no retorno do futebol pós pandemia, que prevê aumento de três para até cinco substituições Página 15


Solidariedade

Bombeiros Voluntários e músicos farroupilhenses levam força e esperança a profissionais da saúde Páginas 2 e 3

Inside

Sétima Arte

“Operação Final” é registro histórico da captura de Adolf Eichmann, um dos grandes arquitetos do Holocausto Páginas 6 e 7

Raised Hands Volunteering/Getty Images

Solidariedade

Pensando no próximo CTG Ronda Charrua e Campus Farroupilha do IFRS realizam campanhas para arrecadar alimentos e outras doações

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m meio a uma pandemia a união faz a força. Como o objetivo de minimizar os danos causados pelo covid-19, diversas instituições estão realizando campanhas de doações. Em Farroupilha, o CTG Ronda Charrua e o Campus do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) estão fazendo a frente nas arrecadações. Conciliando a ajuda ao próximo e o aniversário de 67 anos, o CTG criou a Ronda do Bem. A ação comunitária vai acontecer domingo, na sede do grupo (Rodovia dos Romeiros, 1), das 10h às 16h. O grupo estará aceitando todo tipo de doação, como alimentos, roupas e materiais de higiene. Além disso, quem preferir pode fazer doações em dinheiro, que serão revertidas em alimentos. O recebimento é pelo Banrisul, Agência 1096, conta 06.088569.0-6. Caso não possa levar as doações até a entidade, é possível solicitar a busca dos materiais pelo fone 999.088.068, com Dennis. Após a ação, O CTG vai realizar um levantamento das doações

ajudando quem precisa Com o início do frio e tendo que lidar com uma pandemia, doações são sempre bem recebidas por aqueles que precisam

recebidas e encaminhará para entidades e famílias carentes que estão necessitando. Já a campanha de arrecadação do Campus Farroupilha do IFRS teve início na quinta e segue até sábado. O Campus está recebendo doações de alimentos, isolados ou em kits, e cestas básicas. Os produtos devem ser entregues das 9h às 17h no subsolo do Bloco 3 (São Vicente, 785). A ação está recebendo apoio do Núcleo de Es-

tudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) e dos Lanceiros Negros, ambos grupos de estudos do Campus Farroupilhene do IFRS. As doações recebidas serão encaminhadas para a comunidade indígena Kaingang, para Associação de Catadores de Reciclados e para a Secretaria de Assistência Social do município. Vale lembrar que, para fazer a doação dos produtos, o ideial é fazer a higienização antes.


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Crônicas da Redação Ramon Cardoso

ramon@jornalinformante.com.br

Hino só para cantar em estádio de futebol? Uma das características mais marcantes do povo gaúcho é o profundo amor e respeito às tradições, à terra, ao próprio chão. O hino é um dos símbolos mais evidentes deste sentimento que une os nativos daqui. Porém, de uns tempos para cá, mais precisamente desde que teve início a pandemia, não estamos colocando devidamente a letra, em ações e atitudes, em prática. A parte que fala “povo que não tem virtude acaba por ser escravo” é a que mais chama a atenção no momento. Os abusivos e restritivos decretos assinados pelo governador Eduardo Leite têm mostrado que não somos um povo tão virtuoso assim. As decisões, algumas delas estapafúrdias, estão sendo toleradas em nome de um bem maior, em nome da “salvação da coletividade”, como se estivéssemos beirando um extermínio. Como boa parte da imprensa está sendo alimentada com verbas publicitárias, as ações do governo não são questionadas, muito pelo contrário, são todas elogiadas, por mais surreais que sejam. O mesmo se verifica com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL/RS), onde nenhum deputado tem se posicionado de maneira contrária aos desmandos praticados pelo Palácio Piratini, que tolhem liberdades e estão jogando o Estado ainda mais fundo em um buraco econômico. A condescendência da AL/RS mostra que os deputados desconhecem o verdadeiro papel para o qual foram eleitos. Eles não estão lá para passar pano para o governador, mas para fiscalizá-lo. Eles não estão lá para consentir com tudo que Leite determina, mas para atender e trabalhar pelo bem-estar dos gaúchos. E esse bem-estar não pode nem deve estar atrelado somente a questão sanitária. É evidente que cuidados devem ser tomados, tanto de higiene quanto de prevenção, no combate e controle do covid-19, isso ninguém questiona, mas é impossível dissociar a questão sanitária da econômica. São dois galhos da mesma árvore, mas a histeria e o terrorismo praticados pela extrema imprensa, atemorizando a população com profusão de matérias chocantes em troca de audiência, pouco contribui para uma mudança neste cenário. Ao que tudo indica, houve exagero na medida adotada pelo Estado, que tratou um ferimento na mão com a amputação do braço, e fica difícil perceber isso à medida que temos a grande maioria da imprensa calada, sem questionar uma linha do que é dito pelo governador, e um Parlamento que lava as mãos para a questão como se o problema não fosse, também, dos deputados. Uma inércia que vai cobrar um preço alto logo mais à frente. Acredito que o “povo que não tem virtude acaba por ser escravo” está bem aceito por conta da condescendência que os gaúchos têm tratado a questão. São poucos os que se manifestam contrariamente às arbitrárias medidas do governo. Mas um outro trecho do hino, acho que caberia, diante do momento atual, uma alteração. Ao invés de “sirvam nossas façanhas de modelo a toda Terra”, o acréscimo de um não à frente seria o mais apropriado. Infelizmente, não temos nada do que nos orgulhar.

FARROUPILHA, 15 DE MAIO DE 2020

Solidariedade

Muito além do Dia das Mães: Bombeiros Voluntários e dos Grupos uniram forças para homenagear os profissionais de saúde da cidade que estão na linha de frente no combate à pandemia do covid-19

HBSC Em frente à Casa de Saúde, a Independência virou palco para a homenagem realizada na manhã dominical

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om a cidade ainda mais deserta do que o habitual, o Dia das Mães foi uma data mais reflexiva do que propriamente festiva, mas engana-se quem acha que a celebração não foi especial. Foi e muito. Especialmente para os profissionais de saúde do município, que estão na linha de frente no combate ao covid-19. Com o título “Incansáveis Heróis: Farroupilha Musical”, os Bombeiros Voluntários de Farroupilha e músicos da cidade se uniram para render homena-

gem às classes que lutam para controlar e debelar o quanto antes a pandemia. O projeto reuniu músicos que, dentro de um caminhão, se apresentaram para os funcionários e pacientes do Hospital Beneficente São Carlos, UPA Coronavírus e PA da Unimed. A iniciativa comoveu tanto os participantes do nobre ato e, fundamentalmente, os que estavam nos três estabelecimentos. O projeto teve apoio do Grupo Bigfer, da Mauter Artes Gráficas, Taura Artes Visuais e Artcenter e foi capitaneado pelos Bombeiros Voluntários e músicos farroupilhenses.


FARROUPILHA, 15 DE MAIO DE 2020

Inside Guilherme Macalossi

Solidariedade

cisperter@hotmail.com

Fotos: Bombeiros Voluntários de Farroupilha

o especial domingo dos músicos farroupilhenses

UPA Coronavírus Na Unidade de Pronto Atendimento dedicada ao covid-19 o grupo seguiu com a bela ação

Unimed Solidariedade em um momento difícil foi enaltecida pelos profissionais que estão lutando contra a pandemia

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O destino de Claiton e a lição para os futuros prefeitos Na última quarta, no “Confronto”, programa que ancoro na Rádio Sonora FM, fiz uma longa análise do parecer da comissão processante do impeachment sobre o pedido de cassação do mandato de Claiton Gonçalves. Vocês podem acessar o programa pelo link ao fim da coluna. Para os que não o ouviram, antecipo que o voto tornado público é consistente. Nessa sexta, o parlamento municipal deve apreciá-lo em longa sessão que deverá se desdobrar por horas e adentrar a madrugada. Ainda que não se possa dizer com certeza qual será o placar do julgamento, é possível presumir que o resultado será o afastamento do prefeito e a perda de seus direitos políticos. A matemática é simples: os cinco vereadores do MDB votarão a favor do parecer. Os três do PP também. Some-se a esses Fabiano Piccoli e Sedinei Catafesta, este último o relator da referida comissão. Só aí já se têm os 10 votos necessários para que o impeachment ocorra. Aliás, na composição dos votos pelo afastamento, já se tem a ampla imagem de como Claiton construiu o fim melancólico de sua passagem pelo paço municipal. O prefeito aferrou-se na falsa ideia de que era o dono da verdade e que poderia ignorar outros atores políticos enquanto governava. É importante ressaltar: os vereadores Piccoli, Catafesta e Trevisan eram de sua base de apoio. O prefeito afastou aliados, brigou com entidades e mandou críticos à merda. Escolheu o caminho do isolamento e, sim, cometeu ilegalidades no campo administrativo. Alguém poderá perguntar: por que só agora? Porque apenas agora foram constatadas as irregularidades. É preciso aprender que não há hora para se cumprir a lei. Calhou de o impeachment se dar em ano eleitoral. “E daí? Lamento, quer que eu faça o quê?”, diria Jair Bolsonaro para Claiton. E aqui um alerta aos vereadores que se encontram em cima do muro ou exercem o puxa-saquismo deslumbrado: ao votarem contra o impeachment, vocês estarão dando salvo conduto para que qualquer prefeito possa passar por cima do poder do qual vocês são integrantes. Acima de tudo, esses vereadores se colocarão contra as prerrogativas do Legislativo. Não tenho nada de pessoal contra Claiton, e nem acho que seu governo foi de todo mal. Mas tem que perder o mandato mesmo. Há fartura de provas contra ele no relatório da comissão. E que esse episódio fique de lição para quem vier a ocupar seu lugar, seja um vice esnobado, um cover de Elvis ou uma professora da rede de ensino: o poder do Executivo tem limites e o prefeito não pode tudo! Para ouvir minha análise completa do relatório do impeachment, acesse o link: https:// soundcloud.com/radiosonorafm/comissao-do-impeachment-pede-cassacao-do-mandato-de-claiton-confronto-130520. * Redator e radialista


Fotos: Arquivo Pessoal

Divulgação

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Reinventar-se

hegamos em um momento que, para seguirmos em frente, é preciso reinventar-se. Isso vale para as empresas que agora podem se conectar com clientes digitalmente, para pessoas que estão fazendo aulas à distância. Como os empresários podem inovar e se tornar mais digitais e úteis para seu consumidor? Separei umas dicas legais que podem auxiliar nesse momento. Confira abaixo. // Pense além dos seus produtos: o que sua empresa pode oferecer como serviço/experiência para os consumidores nesse momento. Por exemplo, se você é uma empresa que vende cafés, como pode oferecer um kit de café da manhã para um dia especial? // Pessoas engajam com pessoas: seus funcionários estão sendo cuidados e protegidos neste momento de pandemia? Como você pode mostrar essa preocupação para seus consumidores, mostrando que a empresa está agindo de forma diferente. // Esteja online: atualmente o papel da internet e das redes sociais tem mais importância que nunca. Você está divulgando seus produtos e serviços online? Se sim, tem acompanhado o que dá mais resultado e o que abre novas conversas com seus consumidores?

Amanda Cignachi e Carlos Eduardo Finimundi adiaram a festa de casamento por conta da pandemia, mas para registrar a união, os noivos formalizaram o casamento no civil no sábado passado

Ana Clara De Cesero está à frente da revenda de peças da Malharia Caravaggio. A empresa atua desde 1998, localizada na Avenida Caravaggio, próxima ao Santuário, e agora está com trabalho online pelo perfil @revendamcaravaggio

Súsi Signori Andrade

Conteúdo

Os produtores culturais Leandro Daros e Claudio Troian, que lideram o CineSerra: Festival de Audiovisual da Serra Gaúcha, se adaptaram a pandemia e colocaram em prática um novo projeto. Recentemente lançaram o portal www.festivalcineserra.com.br, que reúne gratuitamente produções de audiovisual independente da região e do Estado.

Conhecimento A UCS está disponibilizando, em sua plataforma virtual, por meio do programa UCS na Comunidade, a atividade “Acelere sua Startup em uma Semana”. Os encontros acontecerão de forma online a partir do dia 18 até o dia 23 de maio. As inscrições podem ser realizadas no site www.ucs.br, na aba Extensão. A proposta é voltada para estudantes e profissionais interessados no desenvolvimento de startups na área da tecnologia. Participe!

Moradoras Iolanda Trujillo e Rosane Basso, com o saxofonista Rodrigo da Silva, que fez uma homenagem ao Dia das Mães no último domingo, para os moradores do Residencial do Parque que acompanharam o show pelas sacadas


#EmCasa Renata de Miranda passou seu primeiro Dia das Mães em casa, em família. Ela está com 33 semanas de gravidez da bebê Bella e recebeu o carinho de sua mãe Denise Zinn de Miranda, da irmã Priscila de Miranda e da sobrinha Alice

Saádila Nascimento de Almeida em seu primeiro Dia das Mães, ao lado do marido Mateus Bragagnolo, esperando a pequena Janaína, que está prevista para nascer na primeira semana de julho

A mãe Carla Schena recebeu o carinho das filhas Emily, Maria Clara e Giordana Schena no domingo de Dias das Mães


Inside

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Egui Baldasso e.baldasso@gmail.com

Mulher como mulher referência Há dois tipos de referências que seguimos na vida, que moldam personalidade, sonhos e até o modo como vamos lidar com as pessoas. Como encarar o mundo. Se com mais força, menos medo, mais doçura, ainda mais ímpeto. A primeira é aquela que te apresentam de cara. Quase impondo modelo de sucesso ou espécie de garantia de uma vida de chegadas. A segunda é a que reconhecemos. As dessa categoria vêm sem querer, sem que alguém pudesse controlar. Ninguém nos aponta. Surgem à medida que a alma precisa. Para um garoto, o corriqueiro é que figuras masculinas sejam colocadas aos olhos como opção de escolha. Exemplos de carreira e vida pessoal. Homens nos quais se espelhar quando o confronto com a realidade chegar inevitável. Eu fui mais um a não sair ileso a tantas referências indicadas. E gosto que tenha sido assim. Cada uma das que carregam o mesmo gênero que o meu, e decidi tentar repetir, ajudaram um pouquinho a criar o Egui que hoje escreve, e escolhe, e vive. Tudo a toda hora. Mas uma peculiaridade, que costumo chamar de sorte, mudou ainda mais esse mesmo agora Baldasso. Desde sempre, foram algumas mulheres que vi escancaradas à frente, como chances que julguei por bem não ignorar. Segui-las, muito mais do que amá-las. Veio de casa, óbvio, o primeiro exemplo. Pelo destino, forjado ou não, não teve relevância profissional. Mas fez da criação e educação dos três filhos a obtenção de um diploma que poucas conseguem. Atingiu inteligência emocional e força de defesa dos seus que poucos ostentam por aí. Dentro das mesmas quatro paredes, outra me mostrou que o mundo vai ser sempre lugar pequeno quando o coração dele ter sede. Quando fui à rua, uma chefe me ensinou algo sobre liderança, visão de mercado. O trato com funcionários e superiores. As armadilhas e os desafios de cada universo. Que precisamos nos mexer, mexer com o apático, o confortável, para que o ao redor mexa junto. Logo ali adiante, dividi angústias e pautas com quem olhava para os dias de forma destemida que raras vezes vi parecida. Lembro de quando encarou o machismo no alto da sua segurança, e relegou o idiota que imaginou constrangê-la a um constrangimento que ensina, porque nunca mais presenciei o machismo dele em situações que poderia ter se repetido. Há alguns anos, decidi recorrer a elas nos livros, também. “A Guerra não tem Rosto de Mulher”, da bielorrussa Svetlana Alexievich, uma das melhores que já conheci, me fez ver que a própria história tem pouca voz feminina, e busquei nas palavras delas mais uma chance de ler o meu mundo. Uma atrás da outra, trouxeram oportunidades únicas de pensar e sentir diferente. Ainda com minhas convicções, mas agora com a influência de quem tem infinitos argumentos e feitos para seguirmos buscando a sociedade igual que tanto se fala, e pouco se pratica. Sorte, destino, escolha. O impacto que tantas mulheres causaram no ser humano que sou hoje jamais poderá ser mensurado. Elas são referência. De sucesso, de onde chegar. De como fazer. Enxergá-las apenas como complemento ou à margem dos homens é perder. Tempo e dinheiro. Mas, acima de tudo, a chance de ver o quão longe podemos ir. Coisa que somente essas mulheres me proporcionaram. * Jornalista e escritor

FARROUPILHA, 15 DE MAIO DE 2020

Sétima Arte

Justiça ao arquiteto da

Solução Final

Há 60 anos um dos mentores do Holocausto era capturado por agentes da Mossad em Buenos Aires, encerrando mais um capítulo, talvez o mais cruel do regime nazista

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e o Dia da Vitória na Europa, que marcou formalmente a derrota da Alemanha Nazista, teve as celebrações dos 75 anos na última sexta, uma outra ação fez, de certa forma, uma justiça tardia com um dos mentores do Holocausto. O oficial Adolf Eichmann teve sua captura realizada por agentes da Mossad em 11 de maio de 1960. Ou seja, na última segunda, completaram-se 60 anos da primeira grande ação do Serviço Secreto Israelense. Porém, foi meio por acaso que o arquiteto da Solução Final, como Eichmann (Ben Kingsley) era conhecido, acabou descoberto. O interesse de seu filho Klaus (Joe Alwyn) pela jovem Sylvia Hermann (Haley Lu Richardson), fez com que seu pai, o ex-oficial Lother Hermann (Peter Strauss), informasse às autoridades alemãs sobre a possibilidade real do carrasco nazista estar vivendo em Buenos Aires com uma identidade falsa. Envolvido em diversos conflitos

no sempre turbulento Oriente Médio, Isser Harel (Lior Raz), chefe da Mossad, o Serviço Secreto Israelense, não dá muita bola quando é informado sobre o caso, mas acaba convencido pelo agente Rafi Eitan (Nick Kroll). A partir daí, ele convoca seus melhores homens, como o experiente Zvi Aharoni (Michael Aronov) e tira do ostracismo Peter Malkin (Oscar Isaac), após uma incursão desastrada ocorrida na Áustria, em 1954, justamente em uma tentativa frustrada de captura do oficial da SS. Tem início uma meticulosa preparação, que envolve identidades e passaportes falsos, um time de agentes e espiões altamente preparado e também uma insegurança, já que essa era a primeira grande incursão da Mossad, digamos, fora de seu quintal, o Oriente Médio. E para sua plena operacionalização, não podia sequer contar com o auxílio da Polícia Argentina, mas de judeus que viviam no País, como civis agindo em favor do Serviço Secreto. O peso da investida é informado

pelo próprio premier, David Ben-Gurion (Simon Russell Beale). “Se obtiverem sucesso, negaremos ao mundo a chance de deixar os assassinatos de Eichmann mergulharem na obscuridade. Pela primeira vez na história, julgaremos nosso carrasco. E alertaremos quem quiser seguir seu exemplo. Se falharem, ele escapará da justiça. Talvez para sempre. Para o bem do nosso povo, eu imploro que não falhem. Nossa memória remonta a história registrada. O livro de memórias ainda está aberto. E vocês, aqui, agora, são as mãos que seguram a caneta”, diz o primeiro ministro israelense. Eichmann era o Chefe de Gabinete de Assuntos Judaicos da SS, ou seja, era quem cuidava especialmente do transporte de judeus para os campos de concentração e de extermínio. Entre 1939 e 1945, 10 milhões foram assassinados pelo regime nazista, sendo a maior parte, 6 milhões, de judeus na Europa. Adolf Hitler e outros líderes da barbárie cometeram suicídio e outros oficiais foram


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FARROUPILHA, 15 DE MAIO DE 2020

Lauro Edson Da Cás

Sétima Arte

ldacas@hotmail.com Valeria Florini/Metro

Pelo passado Peter Malkin (Oscar Isaac) e Rafi Eitan (Nick Kroll), os agentes da Mossad: uma missão que alicerçou os pilares de excelência do Serviço Secreto Israelense

julgados em Nuremberg, mas não restava a menor dúvida que Eichmann era o mais influente oficial a estar solto e sua captura, prisão e julgamento serviriam para levar um pouco de paz a Israel e consolidar a Mossad como um braço de inteligência do Estado. Todos os agentes que estiveram envolvidos na operação tiveram familiares vitimados pelo regime nazista, mas da mesma forma todos sabiam que essa fúria, essa raiva, esse sentimento de vingança necessitava ser deixado de lado para o sucesso da investida, especialmente porque havia um núcleo muito bem aparelhado de ex-oficiais nazistas estabelecido em Buenos Aires, com a complacência do governo argentino. O filme americano de Chris Weitz, roteirizado por Matthew Orton, traz uma retrospectiva de todos os passos que levaram ao justiçamento de Eichmann. É um thriller muito bem produzido, que tem aquele clima noir de Guerra Fria, com os atropelos naturais

de uma operação tão minuciosa e, de certa forma, inédita para a Mossad. Tanto que alguns equívocos sequer seriam possíveis de acontecer na atualidade, mas que ajudam a construir não só a excelência do Serviço Secreto, mas sobretudo o clima de tensão e suspense que permeia a obra. Um documento histórico e imprescindível para os que desejam conhecer mais sobre o período.

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Título original Operation Finale Título traduzido Operação Final Direção Chris Weitz Roteiro Matthew Orton Gênero Suspense Duração 123 minutos País Estados Unidos Ano de produção 2018 Estúdio Metro Goldwyn Mayer Automatik Entertainment Distribuição Netflix

Necessidades humanas básicas Que período mais doido para se fazer reflexões! Que bom poder ter, fazer, realizar tantas coisas. Mas, de fato, quais são as suas necessidades? Mesmo sabendo que temos que, diariamente, tomar decisões e ações para se viver, alguma coisa se torna mais importante e necessária para você. Anthony Robbins, por sua vez, nos apresenta tipos de necessidades que são válidas para o nosso viver. Anthony Robbins ou Tony Robbin, é escritor, palestrante motivacional, estrategista, um destacado coach estadunidense. Ele se dedica ao estudo do desenvolvimento individual e pessoal, se debruçando em um mix de estudos, como Programação Linguística Neural, Terapia Cognitiva, a teoria Gestalt, a própria pirâmide de Maslow, entre outros. Na realidade, é fascinante perceber que nem sempre conseguimos ter consciência para tomar decisões que tomamos, ou seja, cada um reage conforme pensa, sente e acredita. Conforme Robbins, existem seis necessidades humanas que influenciam nossas motivações, determinando prioridades em decisões e ações ao longo da vida, justamente para termos êxito em toda a nossa vida. A primeira necessidade apresentada é a certeza. O ser humano necessita de estabilidade no mundo onde vive. Para tanto, a certeza se traduz fazendo o trabalho que é preciso, no pagar as contas, manter e conservar nossa casa. Porém, a certeza se esvai quando o mundo e as vidas que nos rodeiam sofrem constante mudanças (como agora!). A nossa zona de conforto/segurança, por sua vez, se torna nebulosa e, com isso, a resistência à mudança nos judia. O mundo se move e nos dá a certeza que a vida é mudança. A segunda é a variedade. Se há momentos que precisamos ter certeza na vida, há outros momentos preciosos que se tornam incertos e duvidosos. Estes momentos nos direcionam e/ou nos permitem evoluir. Nos faz entender que mudanças são permitidas quando a mudança é necessária (começando por nós mesmos). A certeza e a variedade funcionam como polaridades, mas que juntas fazem um todo. Já a terceira necessidade é o significado. Para tanto, seja na certeza ou na variedade, o que precisamos é que aquilo que fazemos seja visto ou tenha significado. É um reconhecimento interno, que nos faz seguir o caminho. A quarta necessidade é amor e conexão, que em resumo se expressa no pensamento de que é preciso amar e ser amado. Seguindo, Robbins destaca a quinta necessidade que é crescimento. O que não é estranho é que para todos os seres vivos na Terra, para sobreviver e até para prosperar, devem crescer. Entender como algo contínuo, sempre se pondo a caminho e não como destino, evitando que estejamos prontos o suficiente. Por fim, temos a sexta que é a contribuição. Somada às cinco necessidades anteriores, a contribuição provoca um anseio de que nosso viver pode fazer a diferença. Enfim, que diante de todas as incertezas, dúvidas e medos, possamos compreender o que é necessário para se viver. Pasmem. * Mestre em Letras, Cultura e Regionalidade


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Horóscopo Áries - 21/03 a 20/04

A Lua fala sobre as mudanças de ideias e sobre a sua atuação com um grupo de pessoas. Por mais difícil que possa estar sendo transitar esse novo ciclo, garanto que será o melhor para o seu desenvolvimento. Cuide do seu emocional, das dependências e dos medos.

Touro - 21/04 a 20/05

A Lua Minguante fala das mudanças que vêm acontecendo no campo profissional e o quanto isso está exigindo de você um novo olhar e, consequentemente, novos valores em sua vida. Apesar dos desafios, o céu colabora com documentos e estudos.

Gêmeos - 21/05 a 20/06

A Lua Minguante vem pedindo de você encerramentos e ajustes de ideias; o mesmo pode acontecer em relação a viagens, a estudos e ao campo filosófico. Descartar velhas ideias é o primeiro passo para abrir espaços para o novo.

Câncer - 21/06 a 20/07

A Lua Minguante traz encerramentos de projetos, principalmente com foco em investimentos. Os recursos compartilhados são tocados e exigem que você elimine conceitos estagnados com negócios que envolvem o cônjuge ou os sócios.

Leão - 21/07 a 22/08

A Lua Minguante dá destaque ao relacionamento. O cônjuge passa por uma fase de cortes que pode afetar a qualidade da relação. O mesmo setor pode tocar sócios, parceiros ou uma pessoa importante para você. Os projetos a dois precisam ser avaliados.

Vírgem - 23/08 a 22/09

A Lua Minguante afeta o trabalho, a rotina e a saúde. É preciso dar atenção ao cenário, porque mudanças em sua rotina são necessárias. O cenário favorece o autodesenvolvimento e lhe traz novas oportunidades.

Libra - 23/09 a 22/10

A Lua Minguante fala sobre encerramentos que tocam os filhos ou o namoro. O lazer também é afetado nesta Lua. Alguns planos devem ser ajustados ou adiados. Com sabedoria, será possível criar mudanças benéficas para a família.

Escorpião - 23/10 a 21/11

A Lua Minguante traz encerramentos em família, envolvendo, principalmente, os projetos. O imóvel também pode ser tocado. O cenário exige de você habilidades para expressar as suas ideias com pessoas próximas.

Sagitário - 22/11 a 21/12

A Lua Minguante traz encerramentos importantes para lidar com ideias e para expor informações. As suas posturas são positivas e permitem com que você obtenha realização no trabalho ou com tarefas que deseja inserir em sua rotina.

Capricórnio - 22/12 a 20/01

A Lua Minguante traz encerramentos materiais e profissionais. Uma nova postura é importante para interagir com planos que não devem ser mantidos. A experiência também dá destaque aos filhos e ao seu bem-estar.

Aquário - 21/01 a 19/02

A Lua Minguante traz encerramentos importantes que afetam a sua imagem e a família. Semana para analisar e mudar o seu comportamento. Alguns planos podem ser adiados, mas o cenário lhe traz consciência e, com isso, determinação.

Peixes - 20/02 a 20/03

A Lua Minguante traz encerramentos que afetam o seu lado emocional. Busque entender o que vem carregando em silêncio, mas que deve ser transformado. O cenário aponta relações próximas e contatos que exigem novas perspectivas.

FARROUPILHA, 15 DE MAIO DE 2020


FARROUPILHA, 15 DE MAIO DE 2020

Farroupilha: para você homem discreto, que procura uma boa massagem para relaxar, agora você já tem o local certo! “PRAZER PICANTE”, você encontra as mais BELAS GAROTAS! Local central. Venha conhecer! Fone: (54) 991.430.723. Segunda a sábado. Dani, loirinha de olhos claros! Sempre pronta para o prazer! Disponível das 9h às 16h, com atendimento com local próprio. Contatar pelo fone (54) 996.145.503. Pamela: loira bronzeada, siliconada, 25 aninhos, boca carnuda, pronta para satisfazer suas fantasias e desejos. Contato pelo fone (54) 991.430.723, das 9h às 20h. Está a fim de fugir da rotina com uma gata sensacional? Então venha passar esse momento comigo. Sou a Pati, uma moreninha pronta para te enlouquecer. Atendimento em local central e discreto (54) 996.145.503 ou (54) 991.430.723, das 13h30min às 18h. Lu, morena sensual, para você que quer relaxar. Venha me conhecer, prazer garantido. Atendimento central (54) 996.145.503. Venha me conhecer! Mulatinha cor do pecado, dos teus sonhos! Realizo seus desejos e fetiches, sou carinhosa! Eu sou a Manu! Entre em contato e agende seu horário, atendimento em meu local central e bem discreto! (54) 996.145.503 ou (54) 991.430.723. Quer relaxar e sentir prazer com uma mulher cheirosa e que adora dividir momentos intensos com você? Venha me conhecer! Paula (54) 991.430.723 ou (54) 996.145.503.


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Flávia, linda acompanhante para seus desejos mais secretos, com a massagem relaxante para seus momentos de tensões! Agende seu horário através do fone (54) 991.430.723 ou (54) 996.145.503. Bianca para você que quer algo diferente, com aquela massagem para seus momentos de estresse. Agende comigo (54) 996.145.503 ou (54) 991.430.723. Oi! Me chamo Manu, tenho 28 anos, sou morena clara com cabelos cacheados! Carinhosa e atenciosa! Para você que está naqueles momentos precisando de uma massagem relaxante e tântrica. Venha se descontrair! (54) 996.145.503, (54) 991.430.723 ou (48) 991.730.233. Renata loira / Ana Paula morena, juntas ou separadas, com aquele atendimento especial! Agende conosco (54) 996.155.503 ou (54) 991.430.723.

FARROUPILHA, 15 DE MAIO DE 2020


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Edição 637  

Jornal Informante (Farroupilha/RS)

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