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FARROUPILHA

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ANO XIII

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EDIÇÃO 636

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8 DE MAIO DE 2020

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R$ 3,00

Um aconchego a distância zi

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Cassia

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ália

Dia das Mães deste domingo será celebrado sem os encontros familiares e os tradicionais abraços para muitas famílias, como para jovens Mariana e Júlia, que estão nos Estados Unidos, centro nervoso da pandemia do covid-19, e longe das mães Caroline e Joelle Capa do Inside e Editorial MATÉRIA ESPECIAL

ECONOMIA

Treinos em casa e como os grupos de corrida estão enfrentando a pandemia Páginas 2, 4 e 5

Vinícola farroupilhense trabalha um local Escola Pública de Música está criando para eventos, festas e confraternizações aulas online no período de quarentena Página 12 Página 13

CIDADE

Exercício durante isolamento Cappelletti projeta novo espaço Quarentema mais musical


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CUIDANDO DO FÍSICO

Por uma prática consciente Para evitar aglomerações o recomendado é realizar treinos em casa, mas sempre com orientação de um profissional não se adaptar ao seu corpo. “Para quem quer começar a se exercitar primeiro é procurar um profissional da área para lhe orientar. Há muitos treinos disponíveis na internet, então cuidado se você nunca fez nada. Talvez esses treinos não sejam ainda para você. Comece de forma gradual”, orienta a profissional, que é formada em Educação Física, e possui cursos de especialização na área de Levantamento Olímpico e de Mobilidade. Para quem já está acostumado com os exercícios e possui uma série de treinos, a dica é manter essa rotina com dias e horários programados, para não acabar caindo no esquecimento ou preguiça e deixando os exercícios de lado. Além dos cuidados com o corpo, Patrícia destaca que cuidar da mente é essencial nesse período que estamos enfrentando. “As pessoas têm se preo-

Leticia Spinelli

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om as medidas para prevenir a disseminação do coronavírus, manter uma boa alimentação e o cuidados com o corpo são atitudes essenciais para ajudar na resistência e na imunidade. Dentre as recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), estão evitar aglomerações e fazer o uso de máscaras quando sair de casa, portanto a prática de exercícios físicos em academias, estúdios e nas ruas têm sido dificultada. Em uma rápida olhada nas redes sociais, já é possível ver as pessoas realizando treinos em casa, mas de acordo com Patrícia Soares, proprietária e responsável técnica pelo método de treinamento PFit, é preciso ter cuidado com dicas que são facilmente encontradas na internet, pois podem

Adapte o treino Patrícia recomenda manter a rotina de exercícios físicos em casa durante a quarentena

cupado muito com a saúde no atual momento, tanto física quanto mental. E o exercício físico é um grande aliado para a gente ter esse equilíbrio. Então, em casa ou no estúdio,

agora ou depois do isolamento, a gente deve sempre se preocupar com nossa saúde. O nosso corpo e mente agradecem”, salienta. Conversamos também com

associações de corrida da cidade, que estão acostumados a praticar o esporte em grandes grupos e estão tendo que se adaptar às novas rotinas. Confira nas páginas 4 e 5.


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PRÁTICA INTERROMPIDA

E como ficam os que treinam nas ruas? Acostumados com ar livre, atletas estão tendo que mudar rotina

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raticar exercícios físicos em grandes grupos toda semana, para superar desafios e manter o condicionamento físico, era a rotina de muitos corredores farroupilhenses. Estes grupos estão tendo que enfrentar um momento de paralisação ou estão tentando se adaptar com novos formatos de treinos. Além de praticarem as corridas por prazer, muitos atletas que são associados aos grupos participam de competições. Dentre elas estão a Night Run da Engenharia do Corpo, a Greentec Summer Run, e as ultramaratonas BR 135 e Caminhos do Rosa, que são conhecidas mundialmente.

Como a recomendação é evitar aglomeramentos até a pandemia passar, as competições não podem acontecer. Os grupos de corrida estão na mesma situação, optaram por paralisar os treinos até a situação se normalizar. Mas para manter a forma, os atletas estão treinando de casa ou estão tentando manter os exercícios em grupo com distanciamento recomendado e fazendo uso de máscaras. Conversamos com três grupos de corrida da cidade, para entender o que está sendo feito pelos atletas. Confira ao lado e na página 5 relatos da Associação Farroupilha Runners, do Grupo de Corrida do Sesc e da Associação dos Corredores de Rua de Farroupilha, a Acorf.

Associação Farroupilha Runners

Grupo foi criado em 2016 por amigos e em 2018 se transformou em Associação. Antes da pandemia, os treinos aconteciam às segundas e quintas, na Ciclovia, às terças, com saída na Hermelu Esportes, e em finais de semana. Atualmente são 70 associados que praticam com o grupo. “O isolamento social necessário em meio a essa pandemia do covid-19 afetou diretamente nossa rotina, pois tínhamos o hábito de nos exercitarmos todos os dias. Com o fechamento dos parques e academias, as nossas alternativas ficaram escassas, o que nos obrigou a procurar novas soluções e uma delas foi se exercitar dentro de casa. Os exercícios vão de fortalecimento muscular até corrida estacionária. Alguns atletas optaram por fazer suas corridas sozinhos ao ar livre, cumprindo uma série de cuidados básicos, com a consciência de que, se houver muita gente, o melhor é voltar para casa. Por enquanto, como orientação da OMS, ainda estamos afastados fisicamente”. Relato de Daiana Maciel Cezar, Diretora Administrativa do Grupo


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Grupo de Corrida Sesc Farroupilha O time do Serviço Social do Comércio (Sesc) farroupilhense existe há quatro anos e antes da pandemia se reuniam duas vezes na semana para treinos específicos. Em média, os treinos reuniam 15 pessoas. “O grupo no momento está parado. Durante esse período encaminhamos a todos alunos da academia, incluindo os que estavam matriculados no grupo de corrida, treinos funcionais para fazer em casa, e o Sesc disponibilizou o circuito para correr em casa gratuitamente. São corridas feitas em diversas cidades através de lives onde os participantes praticam em casa a quilometragem determinada da etapa de corrida”. Relato de Paulo Roberto Dos Santos, gestor da Academia Sesc

Associação dos Corredores de Rua de Farroupilha, a Acorf Iniciou sua história em 1994 como um projeto social com crianças e hoje reúne pessoas de diferentes bairros para correr nas ruas farroupilhenses. “Antes da pandemia, nossos treinos aconteciam às quartas e sábados com um grupo grande de corredores, dentre associados da Acorf e atletas que vinham treinar junto com a gente. Nossos trajetos eram nas ruas do Centro e as vezes nos bairros de cada atleta. Hoje os treinos estão acontecendo individualmente, em casa. Quando treinamos nas ruas vamos em um grupo de no máximo cinco pessoas com distanciamento e usando máscaras, o que está sendo um grande desafio para a gente”. Relato de Jéssica da Rosa Cardoso, presidente do grupo Fotos: Divulgação


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As medidas no combate Antonio Carlos de Almeida Amendola *

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padre Antônio Vieira no “Sermão de Santo Antônio” ensina que o sal tem duas funções: a de conservar o alimento são e a de impedir que este estrague, que se corrompa. Da mesma forma, o tributo deve ser concebido, regulado e aplicado de modo a permitir a boa conservação do contribuinte e o devido cumprimento da obrigação tributária, sem ser pesado a ponto de corrompê-lo. Trata-se, fora de dúvida, de princípio a ser observado por todos aqueles envolvidos em matéria tributária. Em tempos de crise econômico-financeira decorrente da pandemia da covid-19, com um isolamento social impensável nestes tempos, o Legislador e a Administração Tributária devem, mais do que nunca, se atentar a tal princípio, inerente ao princípio da preservação da empresa e do indivíduo. Neste sentido, medidas já vêm sendo estudadas e tomadas a fim de aliviar o contribuinte, com redução de carga tributária, instituição de possibilidade de transação extraordinária, prorrogação de vencimento de tributos, postergação de data máxima de cumprimento de obrigações acessórias, facilitações em outras questões procedimentais, etc. Abordamos abaixo algumas des-

tas medidas, sendo muito provável que, conforme já se noticia, outras virão até que esta crise se encerre. Contribuintes, por outro lado, já sentindo fortemente os efeitos desta crise, vem procurando o Poder Judiciário a fim de obter postergações de tributos, sem penalidades e, em alguns casos, vêm logrando êxito na obtenção de medidas liminares. Indicamos, abaixo, algumas das importantes medidas tributárias adotadas no combate à crise da covid-19 na esfera federal, que, certamente, serão seguidas de outras. Estados também vem tomando medidas similares. No que toca à redução da carga tributária federal, três importantes medidas foram tomadas. A primeira medida objetiva reduzir o custo do crédito, e estimular a economia. Ela é constituída pela redução a zero das alíquotas de IOF-Crédito, para operações de crédito contratadas no período entre 03/04/2020 e 03/07/2020. Tal redução beneficia empréstimos realizados sob qualquer modalidade; operação de desconto, inclusive na alienação para empresas de factoring de direitos creditórios de vendas a prazo; adiantamentos a depositantes; excessos de limite; financiamento para aquisição de imóveis não residenciais; bem como a renovações, prorrogações, novações, consolidação de dívida e assemelhados. A redução em questão vale para operações contratadas no


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tributárias adotadas à crise da covid-19 período acima indicado, independentemente da data do vencimento. A segunda ação é a redução temporária das contribuições de terceiros, do Sistema S, aplicável para o período entre 1º/04/2020 e 30/06/2020. Trata-se de medida que busca aliviar a carga tributária do empresário no segundo trimestre de 2020, por conta das dificuldades econômicas causadas pela covid-19. As alíquotas foram, em geral, reduzidas pela metade, de modo que as contribuições para o Sesi foram reduzidas de 1,5% para 0,75%, do Senai de 1% para 0,5%, do Sescoop de 2,5% para 1,25%, e assim por diante. A terceira medida é a desoneração da carga tributária de itens de uso médico-hospitalar como álcool etílico, desinfetantes, gel antisséptico, vestuário e seus acessórios de proteção, de plástico, aparelhos de eletro diagnóstico, etc. Essa desoneração foi viabilizada pela redução temporária, e com validade até 30/09/2020, da alíquota do imposto de importação para zero, e desoneração do imposto sobre produtos industrializados. Além disso, a Receita Federal do Brasil prorrogou, para agosto e outubro de 2020, o vencimento de contribuições sociais relativas às competências dos meses de março e abril de 2020 respectivamente. Essa postergação abrange as contribuições previdenciárias sobre a folha (cota patronal, RAT e a do segurado contribuinte individual), o Funrural (da

agroindústria, do produtor rural pessoa jurídica e do empregador pessoa física), a contribuição previdenciária do empregador doméstico, as contribuições ao PIS/Pasep e da Cofins, e a chamada “CPRB”, também conhecida como contribuição da desoneração da folha. Para empresas no Simples também foram postergadas as datas máximas de recolhimento, relativas aos meses de março, abril e maio de 2020, para outubro, novembro e dezembro deste ano. Não menos importante é a postergação da data de vencimento de obrigações acessórias, eis que permite ao empreendedor, na medida do possível, focar todas suas forças na atividade geradora de renda de seu negócio, planejar as férias de sua equipe para coincidir com o período da quarentena (quando seu estabelecimento está fisicamente fechado), ou mesmo reunir dados, informações e comprovantes para cumprimento de tais obrigações. Neste sentido, a Receita Federal prorrogou a data de vencimento para apresentação da EFD-Contribuições e da DCTF, de março, abril e maio de 2020, para o décimo e décimo quinto dia útil de julho, respectivamente. Da mesma forma, foi prorrogada para 30 de junho de 2020 a data de apresentação da declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física, da declaração final de espólio e de saída definitiva, incluindo as datas de recolhimento do saldo de IR ou quota única. Sob as novas regras de transa-

ção tributária, e a fim de viabilizar a superação dos efeitos decorrentes da crise da covid-19, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional introduziu novas condições para parcelamento especial de débitos inscritos na dívida ativa, inclusive daqueles já parcelados. O parcelamento pode ser realizado em até 84 meses para contribuintes em geral (7 anos), e em até 100 meses (um pouco mais que oito anos) para pessoas físicas, micro e pequenas empresas, com o pagamento de entrada correspondente a 1% do valor dos débitos, que corresponde às primeiras três prestações. A primeira prestação vencerá no último dia útil de junho de 2020. O prazo de adesão desta transação extraordinária, originalmente até 25 de março, foi prorrogado para até a data final de vigência da Medida Provisória 899/2019. Várias medidas procedimentais, no âmbito da Receita Federal do Brasil e da PGFN, foram adotadas e certamente serão importantes na superação desta crise, tais como, na esfera da RFB, a prorrogação do prazo de validade de certidões negativas, válidas no dia 23 de março de 2020, por 90 dias; suspensão de prazos até o fim de maio envolvendo intimações eletrônicas de cobrança, notificações de malha fina relacionadas ao IRPF, procedimento de exclusão de parcelamento por inadimplemento, dentre outros; suspensão, no âmbito da PGFN, por 90 dias, de

prazos relacionados a protestos de certidões de dívida ativa, ao início de procedimentos para exclusão de contribuintes de parcelamentos administrados pela PGFN por inadimplência, dentre outros. Como se verifica, várias ações estão sendo tomadas com o escopo de acomodar a legislação tributária federal e sua aplicação às dificuldades geradas pela covid-19. Pode-se, é claro, afirmar que são tímidas, que não são suficientes, mas não que o Legislador e a Administração Tributária se quedaram inertes. Pode também haver casos específicos que demandem intervenção do Judiciário, com vistas a proteger um determinado setor ou contribuinte, permitindo a preservação da empresa, enquanto fonte geradora de riqueza, empregos e tributos, o que deve ser examinado caso a caso. A evolução da pandemia, com novas prorrogações da quarentena e os respectivos efeitos na economia será o termômetro para que eventualmente se reconheça a necessidade de mais sal, ou seja, de maximização das medidas já adotadas e de introdução de outras, o que deverá ser implementado de forma imediata. * Advogado, graduado em Direito pela PUC/SP, possui mestrado em Master of Laws pela Universidade Cornell (EUA) e Direito Econômico e Financeiro pela USP. Também é conselheiro da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP)


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Reencontros serão especiais Não há, talvez no mundo, a menos para os que moram isolados da civilização, ninguém que esteja passando incólume por essa pandemia. E essa dificuldade parece ser potencializada em celebrações especiais, como é o caso do Dia das Mães, no domingo. Essa certamente será uma data que não será esquecida tão cedo pelo seu caráter de triste ineditismo. Não teremos reuniões familiares, abraços, almoços festivos, algo que é muito peculiar à celebração.

Para a Capa do Inside desta Edição 636, destacamos essa situação particular com duas farroupilhenses que estão morando nos Estados Unidos. A distância, claro, não permitiria um encontro presencial entre filhas e mães, mas o ingrediente extra nessa relação é o coronavírus e o fato das jovens estarem no País que é o centro nervoso da pandemia no planeta, o que deixa a questão ainda mais dramática e, certamente, faz a saudade aumentar de maneira progressiva.

A coluna do Fabrício Oliboni (página 6 do Inside) fala com muita propriedade justamente sobre isso. Em como buscar, no futuro, a força suficiente para encarar o presente. Ele foi muito feliz na abordagem e recomendamos demais a leitura. Não há como ficarmos impassíveis ou inertes diante da situação, diante das liberdades que nos foram retiradas, pela China num primeiro momento, por prefeitos e governadores inconsequentes em momento posterior.

Porém, certamente mudaremos nossa visão de mundo a partir da pandemia. Passaremos a apreciar coisas banais porque esses mesmos gestos, praticamente automáticos e mecânicos, nos foram retirados à força, sem que pudéssemos fazer nada. Em breve, celebraremos a cultura do reencontro, que terá um gosto especial. Muitos já entraram em contagem regressiva para ela. Que seja rápida e perene e tenha o poder de dar um novo significado à vida.

O mundo pós-pandemia Lasier Martins * Nas últimas semanas, análises acerca da crise advinda da pandemia do novo coronavírus, tecidas por profissionais das mais diversas áreas, acabam quase sempre convergindo ao lugar comum de que o mundo nunca mais será o mesmo depois da humanidade passar por esse terrível teste. Todos eles atestam um impacto inédito sobre a economia e a vida das pessoas. Os pessimistas enxergam no futuro próximo uma longa recessão econômica em escala global, o que ampliará o desemprego, a miséria e as tensões

geopolíticas. Os otimistas, por sua vez, apostam numa auspiciosa revisão geral de consciências, no rumo de responsabilidade social, sustentabilidade ambiental e apreço pelos elevados valores humanos. Estou junto destes. Seja qual for o resultado dessa crise mundial, o fato é que ela não é nem a primeira nem a última. Todas acabam sendo vencidas, restando apenas a diferença no montante de recursos e tempo gastos na superação. Contudo, o mais importante está em quais lições são extraídas do doloroso processo. Quanto ao momento atual, o sofrimento vai nos ajudar a fazer reflexões.

Índice Editorial

Matéria Especial .................................... Páginas 2, 4 e 5 Editorial ...................................................Página 8 Opinião ......................................................Páginas 8 e 9 Saúde .........................................................Páginas 10 e 11 Economia...................................................Página 12 Cidade ........................................................Página 13 Política .....................................................Página 14 Educação .................................................. Página 15

Inside

Especial..................................................... Capa Crônicas da Redação ............................. Página 2 Teatro ........................................................ Páginas 2 e 3 Rita Rosa Baretta................................... Página 3 Social ........................................................ Páginas 4 e 5 Fabrício Oliboni ..................................... Página 6 Sétima Arte .............................................. Páginas 6 e 7 Paulo Roque Gasparetto ..................... Página 7 Horóscopo ............................................... Contracapa Classificados .......................................... 8 páginas

Com bilhões de pessoas isoladas e a marca de centenas de milhares de mortos, o planeta já deu uma freada de arrumação que encolhe a atividade econômica drasticamente e colocou as pessoas diante das mazelas há tanto ignoradas. A saúde pública requer mais investimento, cidadãos de periferia carecem de dignidade e o ritmo da vida urbana deveria ser mais saudável. Sim, voltaremos ao curso “normal” após essa tormenta. Necessitaremos de tempo para curar o trauma, mas chegaremos lá, cedo ou tarde. O mesmo covid-19 que embreta o capitalismo global também é o que está acelerando transforma-

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ções tecnológicas. A comunicação digital e serviços de entregas são prova disso, dentre tantas tendências a transformar setores inteiros. Sempre ocorreram guerras, pandemias e catástrofes na história humana. Mas a marcha da civilização jamais cessou. Prever o futuro é arriscado, sobretudo nessa era de incertezas, mas há algo que já podemos ter como certo: além de aflições, batalhas contra inimigos visíveis ou não despertam também redes de solidariedade. Eis aí uma boa razão para crer no amanhã. * Senador (Podemos/RS)

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A manifestação dos colunistas é livre e independente e não necessariamente reflete a opinião do Tabloide sobre os temas abordados nas colunas

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Perguntar não ofende Imagem: Reprodução

“Perguntar não ofende” era um bordão de um programa da TV brasileira da década de 70. Diante da ciência, a assertiva parece evidente. Porém, em pleno século 21, nada que contrarie outro bordão, “Fique em casa”, é admitido. A depressão econômica vai causar mais mortes? Os governadores estão sendo fiscal e socialmente irresponsáveis? Esqueça, estas perguntas viraram ofensa Mateus Bandeira * Do mesmo modo que há respostas, há perguntas inconvenientes. Por perturbadoras, são aquelas questões que a maioria decide não enfrentar. O coronavírus vai matar muita gente? Vai. E quantas vidas serão ceifadas na depressão econômica que alguns governantes estão deliberadamente gestando? Silêncio. Cientistas confinados em laboratórios ao redor do mundo em busca da vacina que previna a covid-19 não podem fugir às evidências. Se um grupo de cobaias não reagir bem a um experimento, aquele teste deve ser descartado. O pesquisador sabe que, caso não o faça agora, no futuro seu remédio será rejeitado pelos laboratórios. Pior: não salvará vidas. Então, por que nos negamos a responder quantas vítimas advirão da depressão econômica – talvez sem precedentes em tempos de paz – se persistirmos na atual receita do isolamento social? Pode ser o receio imediato de parecer avarento. Ou o temor futuro de descobrir que a depressão pode ser mais letal do que a atual pandemia. Outra motivação ao bloqueio do debate que ora vivenciamos vem de uma teoria cínica, mas com odores da verdade. Ao contrário de outros flagelos que matam milhares de pessoas, como a fome e outros vírus, a covid-19 abate indistintamente ricos e pobres. Cruel, pois enquanto ricos ficam em casa com a geladeira cheia, pobres têm de colocar cada dia mais água no feijão ralo que lhes sobra. Isto enquanto a conta da água não for cortada por falta de pagamento. Pare, olhe, escute Não, leitor, não tenho as respostas cabais, embora tenha minhas convicções. Mas, em nome da razão, me nego a fugir destas perguntas desconcertantes. Ao mesmo tempo em que o coronavírus produz vítimas visíveis, ele está contratando mortes futuras.

No primeiro caso, vemos números macabros aumentarem diariamente. Esta tragédia está sendo enfrentada pela equipe do ministro Paulo Guedes, repassando R$ bilhões à sociedade. São recursos públicos bem aplicados, pois visam salvar vidas e empregos. No segundo, uma bomba-relógio que provocará depressão inédita. O PLP-149 aprovado na Câmara, após alterações introduzidas no Senado, vai despejar R$ 60 bilhões nos erários estaduais e municipais sem que haja contrapartida na mesma proporção. Serão recursos públicos desperdiçados, para preservar contracheques de servidores estáveis e bem remunerados, além de perpetuar máquinas públicas mal geridas. Do tamanho da Europa A pandemia da covid-19 é fato tão recente que ninguém pode afirmar com segurança científica que entende plenamente a nova doença. Portanto, não é possível dizer qual o remédio mais adequado. Na Europa, as receitas contra a pandemia adotadas diferem cada vez mais de País para País. São culturas diferentes, perfis populacionais distintos. Portanto, há mais de uma alternativa de como e quando agir. Ora, o Brasil tem área semelhante à da Europa. Por que, então, uma mesma regra deve ser adotada em todo nosso vasto território? Como uma manada, a

maioria dos governadores e prefeitos corre para o mesmo lado. Quem já fez caminhadas por locais ermos sabe que, às vezes, uma pausa é necessária para perscrutar 360º do horizonte. Socialmente injustos A atitude dos governadores parece sedimentar-se mais na política do que na responsabilidade social devida aos cidadãos. Diante da polarização política instalada no País, priorizam o ataque ao presidente Jair Bolsonaro, mais interessados nas eleições no que na saúde pública. Com suas atitudes aparentemente responsáveis, os governantes locais camuflam suas intenções. Por trás da suposta responsabilidade sanitária esconde-se a irresponsabilidade social. Com o projeto que avança no Parlamento, e deve ser confirmado esta semana pelo Senado, os governantes criam uma vacina para a doença que eles mesmos agravaram. Para resolver a brutal queda na arrecadação, provocada pela interrupção da atividade produtiva, vão onerar ainda mais os cofres da União. Para quê? Para preservar os privilégios de servidores estáveis, o duodécimo dos demais Poderes e as estatais ineficientes e deficitárias. Os mandatários são, portanto, fiscal e socialmente injustos. Posam de bons samaritanos diante dos eleitores e preservam as castas endinheiradas ao custo do erá-

rio, pois, logo ali na frente, a dívida contraída pelos cofres largos do Governo Federal vai se converter em impostos e mais restrições fiscais. Quem é irracional? Bom, mas apesar disto, os mandatários locais vão salvar mais vidas. Será? O Brasil é do tamanho da Europa, com regiões e culturas distintas. Isto significa que a velocidade de propagação do contágio, os casos de infecção confirmados, as internações, o número de óbitos e a respectiva capacidade hospitalar de cada região são distintos. Mesmo assim, uma única receita está sendo aplicada indistintamente. Assim, os governadores não precisam refletir sobre o custo de suas medidas. Em economia, isto remete ao problema conhecido como risco moral. Não há indicação de que vão salvar mais vidas agora. Mas certamente vão provocar, em breve, depressão com consequências nefastas, inclusive mortes. O vírus, que é irracional, vai matar muita gente durante a pandemia. Os políticos, humanos supostamente racionais, vão matar outros tantos pela visão tacanha e casuística. * Conselheiro de administração e consultor de empresas, foi CEO da Falconi, presidente do Banrisul e secretário de Planejamento do Rio Grande do Sul


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O que muda na com a utilização Equipe Espaço da Beleza *

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m tempos de adaptação, diante da pandemia, temos que nos reinventar todo dia. Você estando em casa ou no seu ambiente de trabalho sempre deve manter hábitos saudáveis em relação à sua rotina diária, tanto na sua alimentação como saúde da sua pele também. Parece que com estas novas mudanças estamos despertando para uma nova realidade. Vejamos o lado positivo. Todos vamos sair fortalecidos e com hábitos melhores de higiene. Mas e a rotina de beleza? Devemos também nos preocupar na hora de adicionar algum passo ao nosso cuidado com a pele diário. A rotina em si, não muda muito, principalmente se você já está acostumado a lavar o rosto todos os dias. Lavar a face em excesso acaba estimulando as glândulas sebáceas e isso gera mais sebo e oleosidade na pele. A rotina segue a mesma, mas é importante higienizar as mãos antes do rosto.

As mãos merecem uma atenção especial neste momento. É muito importante hidratar a pele, pois o uso frequente de álcool gel e o aumento das lavagens faz com que as mãos fiquem ressecadas. Então, sempre tenha um hidratante perto para evitar qualquer tipo de dano às mãos.

Máscaras descartáveis x cravos e espinhas O uso de máscaras virou um acessório de uso diário, ao mesmo tempo que ela é de extrema importância para nossa proteção, acaba por fazer algumas alterações na nossa pele. O uso prolongado das máscaras pode desenvol-


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rotina de beleza de máscaras? Imagem: Reprodução

ver algumas dermatoses de pele como acne, vermelhidão, rosácea, poros dilatados oleosidade em excesso. Para evitar essas dermatoses, alguns cuidados são necessários e estão listados abaixo. * Usar a máscara do tamanho adequado para evitar fricção no rosto e

excesso de pressão; * Lavar o rosto com o sabonete adequado para a pele, usar água termal e aplicar hidratante e protetor solar todos os dias para não causar irritação na face. Se a irritação ocorrer, é importante usar compressa de gaze na região de contato;

* As máscaras comuns devem ser trocadas a cada duas horas ou sempre que ficarem úmidas; * Procure um profissional da sua confiança e faça uma limpeza e hidratação da pele com regularidade. Isso vai auxiliar a equilibrar a umidade ou excesso de oleosidade provocado pelo uso prolongado das máscaras. Agende uma avaliação Nós, da Espaço da Beleza Centro Estético, redobramos nossos cuidados de proteção e nossos agendamentos são espaçados para termos tempo de esterilizar e higienizar nosso local e equipamentos de trabalho. Ligue e agende sua avalição, tire suas dúvidas para que possamos orientar o tratamento e produto adequado para seu tipo de pele. * Espaço da Beleza Centro Estético Independência, 555 Centro de Farroupilha Fone (54) 3268-5511 WhatsApp: 981.195.645 Fan Page: Espaço da Beleza Site Espaço da Beleza: www.spabeleza.com.br


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OlHO NO FUTURO

Um novo espaço para celebrar o vinho Vinícola Cappelletti está realizando obra bem ao lado dos parreirais, que servirá para confraternizações e eventos Fotos: Arquivo Pessoal

Nova opção de lazer Espaço para eventos ao lado dos parreirais na Vinícola Cappelletti, em Santos Anjos: obras sofreram atraso por conta da pandemia do covid-19, mas não foram deixadas de lado

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om o intuito de deixar a visitação ao local onde se produz o vinho ainda mais atraente, a Vinícola Cappelletti (Estrada Santos Anjos, 4º Distrito de Farroupilha) está construindo um espaço para eventos. O local, que irá comportar de 60 a 70 pessoas sentadas,

está sendo pensado desde o ano passado e começou a ser construído em janeiro, mas com os imprevistos da pandemia, a obra não teve como seguir seu ritmo normal. “Com os recentes acontecimentos não tivemos pressa de finalizá-la, pois o varejo ficou fechado e não tínhamos visitação. Mesmo assim, não sabemos até quando vai durar

essa pandemia. Esperamos que até que ela fique pronta, a pandemia tenha terminado para podermos fazer a inauguração e usufruir do espaço”, projeta Rosane Cappelletti, sócio proprietária da vinícola. Ele fica localizado ao lado dos parreirais, proporcionando uma vista única e também possui acesso às videiras para realizar o tradicional pi-

quenique, marca da empresa. “A intenção é de dar bem-estar ao visitante, ao turista, deixá-lo à vontade para fazer fotos. A ideia do uso do espaço é para a realização de reuniões, jantares, palestras, encontros entre amigos. Poderá ser utilizado para degustações a eventos de confraternização e celebração”, salienta Rosane.


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Música

Aprendendo de casa Imagem: Reprodução

Escola Pública de Música está publicando aulas online para a comunidade Oportunidade Professores da Escola estão produzindo vídeos com diferentes abordagens para introduzir o mundo da música

YouTube aulas de música elaboradas pelos nossos professores que se estendem a toda comunidade”, destaca o professor Luiz Henrique (New). O canal é intitulado Ensino Online - Esc. Púb. de Música de Farroupilha, e lá já é possível encontrar seis aulas para aprender de casa. São vídeos que abordam diferentes aspectos da Música e todos produzidos pelos professores da Escola: Mau-

rício Farinon (Flauta, Saxofone, Clarinete e Teoria Musical), Marcelo Freitas (Bateria e Percussão), Luiz Henrique “New” (Piano), Rodrigo Ziliotto (Violão, Contrabaixo e Teoria Musical) e Fábio Chagas (Violino, Cello e Canto). “Os vídeos são de temas genéricos, que introduzem a galera nesse mundo da música”, completa New. A ideia é atualizar constantemente o canal com novas dicas e aulas.

1º de maio * Terezinha Rizzo, 74 anos. Sepultamento no Cemitério da Comunidade de Capela de Todos os Santos (1º Distrito) 2 de maio * Leonora de Candido, 67 anos. Sepultamento no Cemitério Público Municipal de Farroupilha (CPM); * Willian Micael Machado Ribas, 23 anos. Sepultamento no CPM. * Ida Bassoto, 90 anos. Sepultamento no CPM. 3 de maio * Paulo Roberto Gomes Dias, 62 anos. Sepultamento no CPM. 4 de maio * Armindo da Silva, 86 anos. Sepultamento no CPM; * Elicler Pereira, 23 anos. Sepultamento no CPM; 6 de maio * Ana Maria Patines Duarte, 76 anos. Sepultamento no CPM; Reni Madalosso, 81 anos. Sepultamento no Cemitério da Comunidade Nova Milano (4º Distrito).

Alguém quer me adotar? Este é o Thor. Ele é de porte médio, tem 4 anos e já está castrado. É super dócil, se dá bem com crianças e outros cães. Interessados podem manter contato pelo fone 999.371.647.

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D

esde março, a Escola Pública de Música está realizando aulas online com seus alunos, por conta da pandemia da covid-19. Mas como o tempo livre se tornou rotina de muitas pessoas durante a quarentena os professores estão disponibilizando aulas online gratuitas para todos. “Estamos postando no

Obituário


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FARROUPILHA, 8 DE MAIO DE 2020

Boca de Urna Novas restrições a caminho

Farroupilha, de acordo com o estudo do governo do Estado, passa a ser classificado como um município com bandeira preta, de alto risco de contaminação do vírus chinês. Isso é verificado se, no período de sete dias acontecem 15 novos casos a cada 100 mil habitantes. A cidade ultrapassou esse número, mas vale lembrar que o incremento nos registros deve-se e muito ao elevado número de testes feitos por Farroupilha. Tem município por aí que estancou os casos de covid-19 de maneira muito simples: não fez teste algum. É como sempre acontece no País, os bons pagam pelos maus.

Estudos pra lá de questionados

Leite baseou inicialmente sua política de isolamento no estudo do Imperial College, de Londres, uma análise catastrofista que errou de forma grosseira todos os cenários que se propôs a avaliar e está sendo amplamente questionada, com seus estudos rechaçados pela comunidade internacional. Da mesma forma os estudos da UFPel e da Secretaria de Planejamento, que só conseguem dizer que, sem a quarentena, haveria um extermínio em massa dos gaúchos, como se isso fosse uma verdade absoluta e indubitável. O extermínio econômico, no entanto, segue a todo vapor.

Reunião nesta sexta revisará decreto

Esses dados, formulados mais no achismo, devem ser levados em consideração na reunião do Comitê que ocorre nesta sexta. É preciso que se leve em conta o número alto de testes da cidade que elevaram os indicadores e também a concentração pontual dos infectados, como os contabilizados na casa de repouso, ou seja, localizados e devidamente isolados. Olhar o dado frio é tudo que desejam os profetas do apocalipse.

ÚLTIMOS PASSOS

As alegações finais Prefeito tem até esta sexta para entregar material no grupo presidido pela vereadora Eleonora Broilo e até segunda no que tem a presidência do vereador Fabiano André Piccoli

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pós ter indeferido novo mandado de segurança, alegando irregularidades na condução das Comissões Processantes da Casa Legislativa Lidovino Antônio Fanton, que avaliam a possibilidade de impedimento de seu mandato, o prefeito Claiton Gonçalves tem até esta sexta e a próxima segunda para entregar as alegações finais para as Comissões antes que o processo seja encaminhado à relatoria para parecer final. Na Comissão que é presidida pela vereadora Eleonora Broilo (MDB), o prazo encerra nesta sexta e, após concluída a manifestação do prefeito, o material será encaminhado ao relator Sedinei Catafesta (PSD), no grupo que

conta ainda com José Mário Bellaver (MDB). Já na Comissão que tem a presidência de Fabiano André Piccoli (PSB), o prazo finaliza na segunda. Recebida as considerações do chefe do Executivo, o destino será o relator Jorge Cenci (MDB), no trio que conta ainda com Josué Paese Filho, o Kiko (Progressistas). Assim que os relatores concluírem a análise farão um parecer que recomendará ou a absolvição ou a cassação do prefeito. Os pareceres serão submetidos ao Plenário para votação em sessão extraordinária do Legislativo. O impedimento de Claiton ocorre com 2/3 dos votos dos vereadores. Caso seja absolvido, não há qualquer tipo de mudança em relação ao cenário atual. Em caso de condenação, o vice-prefeito Pedro Pedrozo (PSB) assume o posto.


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FARROUPILHA, 8 DE MAIO DE 2020

Literatura

O que a Biblioteca significa para você? Para celebrar aniversário de 80 anos, a Olavo Bilac está promovendo concurso com os leitores pelas redes sociais Imagem: Reprodução

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ste ano a Biblioteca Pública Municipal Olavo Bilac celebra oito décadas de existência. E, para comemorar, o Comitê Jovem Conectando Mentes está promovendo um concurso para presentear leitores. Para participar é preciso escrever relato sobre sua experiência com bibliotecas e como você vê a importância destas instituições para as pessoas. A promoção teve início na terça, quando foi comemorado o Dia Municipal da Leitura, e segue até o dia 31 de junho. O texto deve ser publicado no Instagram ou Facebook com a #80anosdaOlavoBilac, e marcando o Comitê na postagem (conectmentes, no Facebook, ou @conect_mentes, no Instagram). Além disso é preciso curtir a postagem oficial do concurso nas redes, marcar dois amigos, e compartilhar a postagem. “Desde o fechamento da Biblioteca por conta da covid-19, no início de março, nós começamos a repensar as atividades junto ao Comitê Jovem Conectando Mentes e percebemos que poderíamos continuar a interação com nossos leitores através das redes sociais”, salienta a bibliotecária Cristina Arruda.

O resultado do concurso será anunciado também pelas redes no dia 20 de julho. Membros do Comitê e da Biblioteca irão escolher os três melhores textos, considerando criatividade, inovação e qualidade. “Além disso, nas redes sociais estamos publicando sugestões de leituras, curiosidades sobre livros e datas comemorativas, vídeos de

contações de história, músicas entre outras coisas, vale a pena seguir”, salienta Cristina. Neste período que a Olavo Bilac está fechada e sem previsão para reabertura, todos os livros que estão retirados foram renovados automaticamente. Qualquer dúvida é possível contatar pelo WhatsApp 996.329.829 ou pelo e-mail biblioteca@farroupilha.rs.gov.br.

Comemorando juntos Ilustração oficial do concurso que deve ser compartilhada pelos participantes do concurso, e foi desenhada por Júlia de Rossi, integrante do Comitê

Premiação

1º lugar: um kit de livros, uma caneca personalizada dos 80 anos da Biblioteca e uma sacola ecológica; 2º lugar: um livro, um kit de marcadores e chocolates; 3º lugar: um livro e um kit de marcadores.


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SÉTIMA ARTE

Gaztelu-Urrutia e a

profecia do caos Filme de estreia do cineasta espanhol vaticina pandemia e mostra que a barbárie perpetrada na atualidade, por prefeitos e governadores, consegue ser mais brutal do que à da Administração de “O Poço” Inside, páginas 6 e 7

INSIDE

POLÍTICA

EDUCAÇÃO

Caverna em projeto nacional Esperando considerações finais Biblioteca completa 80 anos

Comedy Club farroupilhense faz parte Comissões Processantes do impeachment A Olavo Bilac vai celebrar presenteando de ação solidária durante a pandemia aguardam manifestações do prefeito Claiton leitores em concurso pelas redes sociais Páginas 2 e 3 Página 14 Página 15


Social

Ações sociais que ajudam a amenizar a quarentena em destaque na Coluna de Valéria Vettorazzi Páginas 4 e 5

Inside

Sétima Arte

“O Poço”, um vaticínio surreal dos tempos de autoritarismo que estamos vivendo na obra de estreia de Gaztelo-Urrutia Páginas 6 e 7

Amor A distânciA

Abraços virtuais neste Dia das Mães Data comemorativa dominical será bem diferente para algumas famílias Yasmin Signori Andrade yasmin@jornalinformante.com.br

O

Dia das Mães, celebrado domingo, será atípico para muitas famílias que costumam celebrar a data bem de perto. É provável que não vamos ver restaurantes cheios, como não vemos lojas lotadas com famílias em busca de presentes durante a semana. Com o isolamento social, os filhos muitas vezes estão até mesmo evitando visitar os pais que estão em grupos de risco. Porém, para algumas pessoas, estar sem o abraço materno já é realidade há um tempo. As farroupilhenses Mariana Aldrighi Caramez Cardoso e Júlia Marchet de Moraes, estão nos Estados Unidos em um programa de aupair. Cada uma cuida de duas crianças e elas estão passando a quarentena no País que é o mais afetado mundialmente pela pandemia. Neste momento de saudade, as telas dos celulares acabam sendo as melhores companhias para poder ver e falar com quem amamos. Mas além disso, Júlia, que está em Nova Iorque, e Mariana, em Denver, no Colorado, nos mandaram um relato de como está sendo esse período, e uma mensagem para suas mães, que vão comemorar a data em Farroupilha, bem longe das filhas.

Fotos: Arquivo Pessoal

Júlia com a mãe Joelle Marchet

Passando por essa fase difícil longe de casa, vivendo com outra família bem aqui no “olho do furacão” em Nova Iorque, onde os números de covid-19 e previsões são mais alarmantes, encontro na minha mãe o apoio que preciso e a certeza de um aconchego quando tudo isso acabar. Dia das Mães é muita emoção. Minha mãe sempre fez de tudo, me ajudando a caminhar com minhas próprias pernas e me dando subsídios para aprender e evoluir sempre. Essa é a lição que mais guardo, de que nela encontro um ninho seguro e cheio de amor, mas encontro também quem me deu asas e impulsos para que todos os voos que alcei até aqui fossem possíveis. Sem ela, nada teria acontecido. Te amo, mãe, logo estaremos juntas. Feliz Dia das Mães!

Mariana com o irmão Arthur e a mãe Caroline Aldrighi Caramez

Estar longe de casa há tanto tempo é um pouco difícil, mas perto das datas comemorativas e em meio à pandemia é pior ainda. Esse domingo não vai ser tão especial e nem vai ter gosto de comemoração sem ela do meu lado. Minha mãe nunca mediu esforços para ver eu e meu irmão felizes. Sempre foi o tipo de mãe que faz minha comida preferida só para deixar meu dia mais feliz, recebe meus amigos como se fossem amigos dela mesma, e escuta pacienciosamente minhas angústias. Talvez seja clichê dizer que a dona Carol é a melhor mãe do mundo, mas eu tenho certeza que ela é a melhor versão dela mesma todos os dias. Mãe, nesses 9 meses longe de casa, a saudade cresce na mesma intensidade do meu amor por ti. Feliz teu dia!


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Crônicas da Redação Ramon Cardoso

ramon@jornalinformante.com.br

Parem de demonizar o comércio e de enaltecer isolamento e o governador

Teatro

Da apreensão rumo às boas clubes de comédia unidos Farroupilhense Caverna Comedy Club integra o projeto “Salve um Comedy”, capitaneado pelos comediantes Bruno Romano e Nil Agra e pela produtora Taitana Agra

Fotos: Divulgação

O aumento do número de casos de comunavírus, o vírus chinês, em Farroupilha, era uma consequência natural e, embora não seja comprovado, possivelmente tenha uma ligação com a política criminosa e ilegal de confinamento que foi adotada tão logo surgiu, no município, o primeiro caso. Esse é um dos poucos dados que está visível, mas que ninguém quer ver, seja por ignorância (o que minimizaria o caso) ou de forma deliberada (o que reforçaria o caráter político da pandemia). Todos os Países que adotaram uma quarentena horizontal: Itália, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos, tiveram uma explosão do número de casos a partir do confinamento. O comunista Andrew Cuomo, governador de Nova Iorque, se mostrou chocado ao ver os dados de que 84% dos hospitalizados estavam em isolamento domiciliar há semanas. É só olhar a curva ascendente, tanto de infecções quanto de óbitos, para perceber que a quarentena é uma farsa. Aqui no Brasil, a política de isolamento e lockdown tem um outro propósito: permitir a adoção do estado de calamidade pública que fará com que prefeitos e governadores tenham condição de comprar sem licitação e superfaturar absolutamente tudo, fazendo com que o Fundão Eleitoral seja troco. Em Farroupilha, o aumento dos casos foi concentrado, basicamente verificados em uma casa de repouso, em famílias que tinham um infectado que trabalhava em um frigorífico que teve um surto do vírus e em profissionais da saúde, mais suscetíveis a contrair o covid-19. Mas todos esses fatos, já devidamente comprovados, são desconsiderados. A culpa pelo incremento é do comércio, que abriu com sérias medidas restritivas (caso contrário não teria nem como abrir) e está às moscas. A maior concentração de pessoas acontece nos bancos, casas lotéricas e mercados, mas nesses locais, o vírus chinês não circula. Ele só circula no comércio. Na quarta à noite, no Atualidades Pampa, a jornalista Roberta Coltro enquadrou Eduardo Leite. Já tivemos governadores ruins. E como tivemos. A maioria recentemente. De Collares a Britto, de Rigotto à dupla petista Tarso e Rossetto... opa, quer dizer, Olívio. Bem, vocês entenderam, certo? Leite supera com folga o quinteto somado somente com sua condução patética da pandemia, soterrando ainda mais um Estado que já estava afundado numa crise econômica sem precedentes, penalizando sobretudo os trabalhadores mais desassistidos, pequenas e micro empresas. Disse a jornalista. “Os gaúchos estão preocupados com a falta de liberdade individual que tiranamente nos foi retirada. Diante de tantas dificuldades e desigualdade social, o que o senhor vem a dizer aos gaúchos que agora não têm mais seu emprego, não têm mais seus negócios, não têm mais suas empresas? Sabe-se que os gaúchos vão viver de bico, mas como irão competir em uma situação de informalidade gravíssima? Como o senhor vai nos devolver esses empregos, essa dignidade que nos retirou de maneira tirana?”, perguntou a jornalista. O futuro governador Mateus Bandeira (que assina artigo na Editoria de Opinião, página 9) foi quem me informou porque não estou mais assistindo TV. A partir de agora, certamente assistirei a Pampa. A resposta foi bizarra. “Não tenho aspiração de agradar a todos e lamento profundamente a sua ignorância”, destacou Leite. Se fosse o Bolsonaro falando isso para uma jornalista, hein? O resto da resposta é mais do mesmo, procurem o programa no YouTube da emissora. Enrolação, estudos que indicavam que o Estado seria uma nova Itália, Espanha ou Inglaterra... enfim, a baboseira que estamos acostumados. Mas o que mais choca é o silêncio da esmagadora maioria da imprensa e o silêncio e a inércia absurda da totalidade da Assembleia Legislativa diante da catastrófica gestão. Acho que todos sabem o real motivo disso, certo? Só me resta lamentar.

FARROUPILHA, 8 DE MAIO DE 2020

A

situação da pandemia do covid-19 afetou em cheio os Clubes de Comédia. No Rio Grande do Sul há três casas especializadas no gênero, entre elas o farroupilhense Caverna Comedy Club. Foi pensando nelas que os comediantes Bruno Romano e Nil Agra, juntamente com a produtora Tatiana Agra, criaram o projeto “Salve um Comedy”, que une comediantes consagrados de todo o território nacional. A lista completa de estabelecimentos e comediantes que fazem parte do projeto e mais detalhes sobre ele estão à disposição no site http://www. salveumcomedy.com. Os comediantes decidiram “doar” os seus shows para os comedys, não cobrando cachê: toda a renda desse projeto será revertida para os clubes de comédia e famílias que trabalham nos mesmos e estão sem renda.

Força-tarefa Maíra destaca mobilização dos comediantes para superar o período de pandemia

Os ingressos já podem ser adquiridos através do referido site e têm preços promocionais. Diversos comedys estão oferecendo também brindes para quem ajudar comprando ingresso. É importante ressaltar que as políticas estaduais do isolamento não são uniformes e, por isso, as datas dos shows serão anunciadas futuramente, de

acordo com a política de abrandamento das restrições. “Não existe ainda uma previsão exata da volta de atividades dos clubes, por isso mesmo a campanha é tão importante: nós temos gastos fixos como aluguel, contas e ainda um gasto com um estoque que não será liquidado, além do que será necessário adquirir para adequação às regras


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FARROUPILHA, 8 DE MAIO DE 2020

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Rita Rosa Baretta

Teatro

ritarosabaretta@gmail.com

risadas: comediantes e em projeto nacional

de reabertura. Conseguindo pelo menos a manutenção dos custos, passaremos por essa crise e teremos condições de voltar a trazer de volta o humor para a região”, destacou a empresária Maíra Bitencourt de Azevedo, proprietária do Caverna. O projeto já está sendo amplamente divulgado pelos comediantes, através de suas redes sociais, e lives estão sendo planejadas para incentivar o

público a ajudar. Os ingressos seguem uma média de preço de R$ 20,00 para apresentações de shows solo, e ainda tem à disposição entradas para outras noites de comédia específicas de cada estabelecimento. O Salve um Comedy vai até o dia 30 de maio, mas a promoção pode ser estendida. Vale destacar que os ingressos comprados agora poderão ser resgatados até o final do ano.

Saudade A expectativa e a torcida é para que situação se normalize o quanto antes e que o Caverna, único estabelecimento da Serra Gaúcha dedicado ao humor e um dos três do Rio Grande do Sul, possa voltar a receber o público

Como nos dirigimos ao outro? Depende de nós ou do outro? Há algum tempo falávamos da importância da comunicação em nossa vida pessoal, profissional e acadêmica. Estudávamos e era foco de debates os novos canais de comunicação, as novas plataformas de informática, as novas redes sociais. Eram tão crescentes cada uma delas que, aos poucos, inclusive críticas a seu respeito nos pegamos descrevendo, pois parecia que nos tempos modernos estávamos nos distanciando uns dos outros a fim de nos vincularmos pelo Facebook, pelo Instagram, pelo WhatsApp. Dizia-se que no passado as pessoas se visitavam mais, tomavam muito mais chimarrão na casa dos parentes e vizinhos, entre outros. Mas em 2020 bate a nossa porta um tal de corona vírus que parece nos trazer uma espécie de desasossego, e nos faz sair do conforto habitual de nosso cotidiano para frente e para trás do trabalho, da faculdade, de nosso dia a dia. Faz com que seja necessário nos isolarmos em nossas casas, sem que se possa manter contato social, sem que se possa manter o mínimo de agrupamento humano. Diante desta nova realidade se passa ter como nossa principal aliada a ferramenta tecnológica. É ela que, de alguma forma, nos mantêm conectados ao outro, nos permite algum meio de ligação aos pais idosos, à escola, ao mundo exterior. Curioso, o que tanto criticamos, agora torna-se aliado de bate papo, de aprendizado, de reuniões, de palestras, enfim, mantém um elo de ligação ao trabalho, ao social, aos familiares. Porém, um aliado em muitas circunstâncias também passa a ser o nosso protetor, o nosso escudo, a nossa defesa. Quantas vezes em nosso dia a dia nos ocultamos atrás do WhatsApp, nos ocultamos nas palavras escritas de um e-mail, para não falarmos diretamente por telefone, ou irmos na mesa do colega da escola, do colega de empresa, do vizinho de quarteirão, do conhecido da sala comercial para não falarmos pessoalmente frente à frente? O que nos faz fugir de fato da franqueza dos olhos nos olhos? O que nos faz ter dificuldades de encarar as circunstâncias da vida conversando com as pessoas de maneira presencial? Muitas vezes as pessoas estão na mesma sala e, ao invés de falar, escrevem por meio do instrumento tecnológico, ao invés de dirigir o olhar, ao invés de fazer uma ligação e dialogar, escrevem um e-mail! Essas e outras tantas questões a esse respeito nos fazem pensar nestes tempos de distanciamento social e nesses tempos tecnológicos nos motivos que fazem as pessoas buscarem tantos artifícios como formas de comunicação. Artifícios estes, onde humanos fogem de si mesmos ao fugirem dos outros. Fogem de si mesmos acreditando que a fuga se trata de algo do outro. Somos nós que partimos de um distanciamento interno, somos nós que não nos conhecemos o suficiente para lidarmos com nossa própria angústia e medo do enfrentamento. Somos nós que precisamos enfrentar nosso fantasma e lidar com a incerteza da nossa dor e do nosso vazio. Frente a essa demanda social e profissional, se torna cada dia mais importante que se possa compreender nossos motivos internos que nos distanciam do outro. A cada dia profissionais autônomos, públicos e privados precisam estar mais e mais abertos às novas exigências da contemporaneidade. Transformações mundiais que demandam abertura, transparência, franqueza, fluência de ideias e pensamentos, exigem profissionais capacitados a essa nova demanda, a fim de que todos, em suas atividades, possam promover vivências, serviços, produtos, experiências ao bem de todos e da coletividade. Faz-se necessário autoconhecimento ao profissional preparado às novas tendências mundiais, que demandam abertura e comunicação entre as línguas e os povos, que se iniciam em nosso mundo interno. * Psicanalista


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A

Live Solidária

primeira dama Fran Somensi promove uma live solidária no domingo, em homenagem ao Dia das Mães. A ação conta com a presença de convidados especiais e durante a transmissão serão arrecadados alimentos para ajudar as Comunidades Terapêuticas do Rio Grande do Sul. Confira a partir das 16h nos canais Facebook e Instagram @fransomensi10.

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Solidariedade

A 133 Barber Club está promovendo a arrecadação de alimentos não perecíveis no espaço da barbearia. Os empresários iniciaram a campanha nas suas redes sociais incentivando os clientes a doarem um quilo de alimento e desafiar outras pessoas a fazerem o mesmo. A iniciativa está dando super certo e eles já arrecadaram mais de 450 quilos de mantimentos para serem doados a famílias necessitadas. Que participar? Leve sua doação até o final deste mês para o endereço: Mal. Deodoro da Fonseca, 333 – Centro.

Solidariedade II

Temos visto que a rede de apoio da cidade tem feito toda diferença neste período difícil. Nesta semana a Malharia Anselmi fez uma doação para o grupo das Voluntárias da Saúde. Foram entregues 230 básicas de malhas, para serem repassadas aos colaboradores do Hospital Beneficente São Carlos.

Roger Rosa, Doda Corti, Gian Casagrande, Cleiton Barbosa e Pedro Depelegrin da 133 Barber Club, que estão arrecadando alimentos em sua campanha solidária. Veja na nota ao lado sobre como participar

Lucas Dal Pizzol

Inscrições Abertas

O Serviço Social do Comércio (Sesc) está com inscrições abertas para seu programa de estudo de Ensino Médio, na Escola Superior do Ensino Médio (ESEM), no Rio de Janeiro. Para concorrer às vagas é preciso estar cursando ou ter concluído o 9º ano do Ensino Fundamental e ter nascido entre 1º de janeiro de 2005 e 31 de dezembro de 2007. As bolsas são 100% integrais e incluem todas despesas para os três anos de estudo. Os interessados podem se inscrever no site da Escola Sesc.

Faça sua Pizza

A Alameda Pizzaria lançou na semana passada uma nova proposta de entrega de pizza. Com o objetivo de proporcionar uma experiência entre as famílias que estão se mantendo em casa, lançaram o Kit Monte a sua Alameda. Ao pedir sua pizza nesse formato você recebe a massa, com os ingredientes e as dicas de preparo do tradicional prato.

Juliana Dal Pizzol e a filha Izadora Dal Pizzoll participaram das fotos da campanha da marca Dominator Couros para o Dia das Mães

As profes Eliene Cavalli e Vivian Trubian da La Bella Età Academia retomaram suas atividades com grupos pequenos e toda proteção orientada pelas instituições de saúde

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#EmCasa Fotos: Arquivo Pessoal

massoterapeuta via Colombo cebeu, pelo IGB squisas, prêmio erente à pesquisa satisfação m atendimento ualidade. A ofissional obteve % dos votos entre 619 pessoas trevistadas lo Instituto

Mais uma da série de momentos em família que inspiram: Fernando Pintos Borges, Nuno Parreira Borges, Tatiane Parreira e Enzo Parreira Borges com a companhia do gatinho Luke Skywalker e do dog Krypto, durante os dias de quarentena em casa

O escritor Egui Baldasso está promovendo lives todas as segundas, às 19h, em seu perfil do Facebook @eguibaldasso. Toda semana é abordada uma pauta diferente, com o objetivo de trazer mais leveza e promover a troca de ideias

O empresário Fabiano Feltrin comemorou mais um ano de vida no domingo, em casa, com a família


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Fabrício Oliboni fabrioliboni@gmail.com

São dias difíceis. Para todos, nenhuma novidade até aqui, infelizmente. Apenas uma frase repleta de obviedades. Cansa ficar em casa, é complicada a distância da família, dos amigos e de quem amamos. Muitos perdendo os seus empregos, problemas financeiros, sem poder trabalhar, viagens canceladas, sonhos adiados, problemas de saúde e as inevitáveis fatalidades decorrentes de uma guerra. Sim, guerra, só que essa é contra um vírus, o inimigo é invisível, e todos estamos tentando combatê-lo e nos protegendo como podemos. Lamentavelmente, mais obviedades. No entanto, temos que resistir. Isso vai passar, como qualquer tempestade. Aliás, essa seria o que chamamos de tempestade perfeita, pois somou uma pandemia com caos político e econômico no País. Poderia até ser um tipo de conforto, pensar de que não tem como piorar, mas estamos no Brasil, e é melhor nem pensar muito alto, pois sabemos da (in)capacidade da maioria dos que estão no poder e tomam as decisões mais importantes e que afetam a todos nós. Na Europa e na Oceania, muitos Países já estão passando para uma fase 2 do isolamento, onde vão começar retomar as suas atividades de forma gradual, mas sem descuidar de tudo que já sabemos, evitando o contato com outras pessoas, higiene e saindo o menos possível. Com a volta – mesmo que parcial – da “vida normal”, já há uma mudança de ânimo das pessoas, comércio começa a funcionar mais, volta ao trabalho e por aí vai. Isso ajuda muito, desde que o pessoal não facilite, achando que isso já passou. Esse é um dos meus maiores medos. E não, ainda não estamos nessa fase, temos de nos adaptar até que o vírus perca força, medicamentos eficientes sejam desenvolvidos ou saia a vacina. No Brasil, me parece um cenário bem incerto. Alguns Estados tiveram maior sucesso no isolamento, mas não podemos descuidar, principalmente agora. É por nós e por todos os outros. Tomando todas as medidas de proteção, protegemos a nós mesmos e a todos os outros. Seguindo isso, mais rapidamente estaremos “livres”. Estamos todos no mesmo time. Confesso que estou muito no modo que dá nome à coluna “sobrevivendo no presente, vivendo no futuro”. Digo isso porque parece que estamos somente nos mantendo agora, pois a gigantesca maioria de nós está longe de quem gostamos, de casa, sente a falta do contato social, de fazer coisas triviais na rua, parque, praia, etc. Em outras palavras, não estamos vivendo. Pode não ser o correto, mas eu estou vivendo mais no futuro do que no presente. Quando isso acabar, eu farei isso, quero ver tal pessoa, mudarei aquilo ali, viajarei para tal lugar, darei muito mais valor a... a lista é enorme. E isso me dá forças, me ajuda a seguir nos dias de completo isolamento, de notícias ruins, de tristeza por nós e pelos outros, de medo, de cansaço... ter a certeza de que em breve estarei deitado na grama de um parque, tomando uma cerveja no bar com os amigos, com a família e dando aquele beijo e abraço apertado tão aguardados... cara, com isso eu sigo adiante. Porque isso tudo vai passar. Fazendo tudo o que pudermos para vencer esse presente difícil, que ali, logo ali, estaremos vivos outra vez. E será melhor do que nunca, cara. Será! * Agente de intercâmbio e bacharel em Relações Internacionais

Sétima Arte

O Poço nosso de cada dia Grande terror de estreia do espanhol Galder Gaztelu-Urrutia ganha contornos proféticos a partir da pandemia do vírus chinês, disseca comportamento humano e, sobretudo, escancara barbárie e caos perpetrados por Estados totalitários

Imagem: Reprodução

Sobrevivendo no presente, vivendo no futuro

FARROUPILHA, 8 DE MAIO DE 2020

Ramon Cardoso ramon@jornalinformante.com.br

H

á uma cena brilhante no ótimo “Blade Runner 2049”, do canadense Denis Villeneuve. É quando a tenente Joshi (Robin Wright) conversa com o policial K (Ryan Gosling): “O mundo é construído sobre um muro que separa as espécies. Diga a qualquer dos lados que não há muro e você terá uma guerra. Ou um massacre”, resume a chefe do Departamento de Polícia de Los Angeles. A evolução da humanidade só não gerou uma aniquilação completa dos mais fracos por justamente criar mecanismos de balanço e controle, ou seja, muros. Não efetivamente de concreto, mas a partir da concepção do Estado, como um ser onipresente e que teria a função precípua de diminuir essas diferenças e gerar uma condição mínima de bem estar aos seus habitantes mais desassistidos. Evidente que muitos governos não fizeram isso e usaram a força que o poder lhes conferia para perseguir e dizimar minorias, mas essa deturpação não é do Estado, mas dos gestores. É esse totalitarismo uma das vertentes de “O Poço”, o inovador, ousado e visceral filme do espanhol Galder Gaztelu-Urrutia em sua estreia como diretor. É claro que a obra permite muitas abordagens e a mais banal e superficial é aquela cretina de sempre, que tentou politizar o longa como sendo uma crítica ao capitalismo. O próprio diretor, em diversas entrevistas, fez questão de rechaçar essa ideia, destacando que seu objetivo foi o de mostrar

o comportamento humano em situações extremas e isso é o mais desconcertante mesmo: o poder do filme em provocar o espectador, colocando-o no papel do personagem e levando-o a refletir sobre a forma que agiria em determinado caso. Na trama, O Poço é uma prisão vertical que reúne todos os tipos de criminosos até os que desejaram ir para o local, claro, sem conhecê-lo por inteiro e sem ter praticado qualquer tipo de crime, mas com um propósito maior, como é o caso do protagonista Goreng (Ivan Massagué), que se candidata a uma vaga na prisão com o nobre objetivo de largar seu vício em nicotina. Ele é aceito e pode levar consigo um objeto. Escolhe o livro “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, o nobre que decide se tornar cavaleiro para servir à sociedade, uma das muitas alegorias da obra. Goreng acorda em uma cela que divide com o velho Trimagasi (Zorion Eguileor), que explica, com certa má vontade, o funcionamento do sistema. Eles estão no nível 48 e, uma vez por dia, uma plataforma com comida desce até o andar em que


FARROUPILHA, 8 DE MAIO DE 2020

Inside Paulo Roque Gasparetto

Sétima Arte

prgasparetto@terra.com.br

e a liberdade vigiada Título original El Hoyo Título traduzido O Poço Direção Galder Gaztelu-Urrutia Roteiro Davi Desola Pedro Rivero Gênero Terror Suspense Duração 95 minutos País Espanha Ano de produção 2019 Estúdio Basque Films Mr. Miyagi Distribuição Latido Netflix se encontram. São dois prisioneiros por piso, ou seja, até chegar no local, 94 pessoas já se alimentaram. Ninguém sabe quantos níveis há na prisão. O que se sabe é que, quanto mais alto, maior é a chance de sobrevivência. Certo é que não há comida para todos e a cada mês os prisioneiros são trocados de andar, aparentemente, sem qualquer tipo de lógica. Gaztelu-Urrutia eviscera o comportamento humano, o desnuda de maneira sublime e mostra que podemos ser muito diferentes em nossa condição. Podemos ser avarentos e egoístas, como também ser altruístas e solidários, mas isso partindo de um plano geral, como podemos perceber, por exemplo, na atual pandemia. Porém, o diretor também

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mostra que, à medida que somos levados a condições extremas e igualados em nossa miséria, nosso papel tende a ser voltado à própria sobrevivência, deixando conceitos mais nobres de lado, o que acaba por igualar os seres humanos em sua essência mais animalesca, instintiva e primitiva. O Poço fala, sobretudo, do caos perpetrado pelo Estado, que garante um banquete farto a determinadas castas enquanto expõe outras à barbárie absoluta. O mais assustador nem é o funcionamento da prisão retratada, é estarmos submetidos ao poço nosso de cada dia, hoje, na atualidade, em pleno 2020, com governadores e prefeitos incompetentes tolhendo a liberdade da população com instrumentos de controle completamente inadmissíveis, próprios de regimes totalitários, exigindo dos mais necessitados sacrifícios que eles jamais fizeram e que jamais fariam se estivessem nessa condição ou se, pelo menos, tivessem um mínimo de decência e empatia, virtudes que, desgraçadamente, no Brasil, são para uma minoria de homens públicos. São estes gestores que, no filme, estão no nível 0 (zero). São estes que fornecem a chamada “ração” a seus habitantes. O inconcebível é aceitarmos esse tipo de violência de forma silenciosa como a grande maioria está fazendo. Mais, dando razão a essa política criminosa. Se o genocídio em O Poço é brutal e chocante, abra os olhos, antes que seja tarde demais, pois ele está acontecendo na realidade. A menos que você esteja nos níveis superiores (e assim permanecerá) e se lixe para quem está nos inferiores. Aí o coro com essa odiosa classe política se justifica, bem como sua falta de amor ao próximo. Estamos diante de um filme indispensável, um vaticínio que se tornou assustadoramente real e como dito no início dessa resenha, há uma necessidade imperiosa de, não somente declarar guerra, mas está na hora de exterminarmos uma das espécies, a mais letal delas. O hospedeiro, a população de bem, que produz e gera riqueza, não aguenta mais o parasita Estado, consumindo toda sua energia.

A crise da água Em muitas cidades do Estado do Rio Grande do Sul, inclusive Farroupilha, vive-se uma crise de água. A água é um recurso natural limitado e pode acabar. Tem valor econômico e competitivo no mercado. Não pode ser desperdiçada. O sistema de vida no Planeta Terra está ameaçado e a água se torna o bem mais precioso. Existem diversos motivos para esta crise. Uma delas, com certeza, é a falta de chuva que assola o nosso estado por vários meses. Outras é que entre uma estiagem e outra não são realizadas nenhuma ação para prevenir a próxima seca. Já que o Planeta Terra tem 75% de sua superfície ocupada por oceanos, mas a água doce representa apenas 2,5% deste total. No último século, a população mundial aumentou muito e na maioria dos Países a urbanização se fez de modo descontrolado. É ao redor das 217 bacias fluviais internacionais que se concentra 40% da população da humanidade. Por causa do crescimento demográfico e da poluição, nos últimos 30 anos, os recursos hídricos foram reduzidos em 40%. Da água disponível que tínhamos, a humanidade acabou com 5000 quilômetros quadrados. E muitos ainda se comportam como se a água fosse um bem inesgotável. Usam os recursos hídricos de modo irresponsável e injusto. Devemos ter a consciência de que neste mundo tudo é emprestado. Ninguém é dono de nada. As coisas que usamos, desde nossa roupa até a água que bebemos, tudo é emprestado. Mesmo que a gente diga que a natureza está aí para ser explorada e comprada, sabemos que são dadas de graça. Estão aí para o uso de todas os seres vivos. O grande mal da humanidade é consequência de pessoas que se apoderam das coisas como se fossem eternamente delas. Acumulam. Escondem. Quem não reconhece a Deus como único dono, é que se torna teimosamente dono. Gostaria de terminar a reflexão com um poema da Cecília Meireles que diz: “No mistério do Sem-Fim, equilibra-se um planeta. E, no planeta, um jardim, e, no jardim, um canteiro: no canteiro, uma violeta, e, sobre ela, o dia inteiro, entre o planeta e o Sem-Fim, a asa de uma borboleta”. Muito obrigado a todas as nossas mães, na passagem deste final de semana, pelo seu sim à vida e pela presença junto às nossas comunidades e famílias. * Pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus e doutor em Comunicação


Inside

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Horóscopo Áries - 21/03 a 20/04

A Lua Cheia traz novos caminhos para lidar com os investimentos. É preciso desapegar de situações e de uma postura de controle. Use a sua intuição e a sua percepção para criar novas oportunidades. O céu aponta negociações.

Touro - 21/04 a 20/05

A Lua Cheia exige de você habilidades para se comunicar, com a intenção de resolver projetos e de colocar as ideias em movimento. O céu aponta soluções, caso você se coloque à disposição de outras pessoas.

Gêmeos - 21/05 a 20/06

A Lua Cheia traz soluções para o trabalho. Uma conversa abre novas possibilidades. Você prefere manter reservada algumas decisões, então os caminhos estão abertos. O esforço terá recompensas.

Câncer - 21/06 a 20/07

A Lua Cheia o ajuda a tomar decisões importantes para promover os seus projetos. Semana para expressar o que acredita com pessoas em quem confia. Se tiver filhos, é uma boa semana para ajudá-los. O cenário propicia curas e ressignificação.

Leão - 21/07 a 22/08

A Lua Cheia o ajuda a tomar decisões importantes para a família. É um período no qual é preciso dar foco à estrutura da casa, aos imóveis e aos planos familiares. O céu colabora com documentos, contratos e ideias que devem ser colocadas em movimento.

Vírgem - 23/08 a 22/09

A Lua Cheia dá destaque a notícias, convites, treinamentos e reuniões. É um período para explorar novas ideias e compartilhar informações pertinentes para o momento. O céu também ativa viagens e deslocamentos.

Libra - 23/09 a 22/10

A Lua Cheia dá destaque para o setor financeiro e traz possibilidades interessantes de negociações. Esteja aberto e flexível às oportunidades que vêm para lhe trazer novas estruturas materiais e profissionais.

Escorpião - 23/10 a 21/11

A Lua Cheia traz destaque aos seus interesses pessoais e colabora com relações comerciais e negociações. É uma boa semana para esclarecer as ideias com outra pessoa e para assinar contratos.

Sagitário - 22/11 a 21/12

A Lua Cheia deixa em destaque contatos ou negociações importantes para obter novas estruturas de trabalho e de rotina. O céu aponta a necessidade de manter a reserva, seja na troca com algumas pessoas, seja para colocar em prática novas ideias.

Capricórnio - 22/12 a 20/01

A Lua Cheia dá destaque aos projetos e a atividades que envolvem um grupo de pessoas. Semana importante para avaliar negociações e ideias compartilhadas entre pessoas que estão presentes no novo cenário.

Aquário - 21/01 a 19/02

A Lua Cheia dá destaque à carreira e aos planos futuros. Semana importante para compartilhar informações e para avaliar o cenário profissional e financeiro. O céu colabora com negociações e contratos. Ter flexibilidade o ajudará.

Peixes - 20/02 a 20/03

A Lua Cheia traz clareza para desenvolver as suas ideias e, com isso, a possibilidade de receber e transmitir boas notícias. Ficam em destaque os planos, as reuniões e contatos interessantes para o seu desenvolvimento. Viagens podem ser cogitadas para o futuro.

FARROUPILHA, 8 DE MAIO DE 2020


FARROUPILHA, 8 DE MAIO DE 2020

Farroupilha: para você homem discreto, que procura uma boa massagem para relaxar, agora você já tem o local certo! “PRAZER PICANTE”, você encontra as mais BELAS GAROTAS! Local central. Venha conhecer! Fone: (54) 991.430.723. Segunda a sábado. Dani, loirinha de olhos claros! Sempre pronta para o prazer! Disponível das 9h às 16h, com atendimento com local próprio. Contatar pelo fone (54) 996.145.503. Pamela: loira bronzeada, siliconada, 25 aninhos, boca carnuda, pronta para satisfazer suas fantasias e desejos. Contato pelo fone (54) 991.430.723, das 9h às 20h. Está a fim de fugir da rotina com uma gata sensacional? Então venha passar esse momento comigo. Sou a Pati, uma moreninha pronta para te enlouquecer. Atendimento em local central e discreto (54) 996.145.503 ou (54) 991.430.723, das 13h30min às 18h. Lu, morena sensual, para você que quer relaxar. Venha me conhecer, prazer garantido. Atendimento central (54) 996.145.503. Venha me conhecer! Mulatinha cor do pecado, dos teus sonhos! Realizo seus desejos e fetiches, sou carinhosa! Eu sou a Manu! Entre em contato e agende seu horário, atendimento em meu local central e bem discreto! (54) 996.145.503 ou (54) 991.430.723. Quer relaxar e sentir prazer com uma mulher cheirosa e que adora dividir momentos intensos com você? Venha me conhecer! Paula (54) 991.430.723 ou (54) 996.145.503.


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Flávia, linda acompanhante para seus desejos mais secretos, com a massagem relaxante para seus momentos de tensões! Agende seu horário através do fone (54) 991.430.723 ou (54) 996.145.503. Bianca para você que quer algo diferente, com aquela massagem para seus momentos de estresse. Agende comigo (54) 996.145.503 ou (54) 991.430.723. Oi! Me chamo Manu, tenho 28 anos, sou morena clara com cabelos cacheados! Carinhosa e atenciosa! Para você que está naqueles momentos precisando de uma massagem relaxante e tântrica. Venha se descontrair! (54) 996.145.503, (54) 991.430.723 ou (48) 991.730.233. Renata loira / Ana Paula morena, juntas ou separadas, com aquele atendimento especial! Agende conosco (54) 996.155.503 ou (54) 991.430.723.

FARROUPILHA, 8 DE MAIO DE 2020


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Edição 636  

Jornal Informante (Farroupilha/RS)

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