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FARROUPILHA

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ANO XIII

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EDIÇÃO 635

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30 DE ABRIL DE 2020

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R$ 3,00

Anderson Machado

Sem motivos para festejar

Cristiano Oliveira

Durante a pandemia, casas noturnas e pubs foram um dos primeiros setores a fechar e serão os últimos a voltar ao funcionamento normal, tendo um grande impacto no faturamento e incertezas quanto ao futuro Matéria Especial, páginas 2, 4 e 5, e Editorial CIDADE

POLÍTICA

Planejamento mapeia covid-19 Prefeito depõe nas Comissões

EDUCAÇÃO

Formandos na linha de frente

Secretaria cria plataforma que permite à Claiton será ouvido nesta quinta, pela manhã Medicina da UCS antecipa formatura de população acompanhar casos na cidade e à tarde, nos dois processos de impeachment acadêmicos para o combate à pandemia Página 12 Página 14 Página 15


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SEM COMEMORAÇÃO

Momento nada oportuno para festa Dentre os setores mais afetados pela pandemia do coronavírus estão as casas noturnas e pubs

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estabelecimentos estão com expectativa para retomar o funcionamento somente depois do inverno. O Decreto Municipal nº 6.676, de 23 de abril, diz respeito às novas normas vigentes de prevenção em relação ao covid-19 para que estabelecimentos com atividade alimentícia possam atender. Este é o caso para alguns pubs, mas como as medidas são rigorosas, alguns estabelecimentos optam por continuar de portas cerradas. Dentre as medidas estão: medir a temperatura corporal do cliente antes de entrar; manter álcool gel à disposição; adotar sistema de escalas e revezamento de turnos entre

funcionários; e permitir a entrada de cliente até 30% da ocupação máxima prevista do local. “O nosso projeto foi fazer algo coerente de acordo com as características da Cidade. A medida que aumentamos as restrições no que diz respeito aos EPIs, a gente pode flexibilizar uma parte do comércio, que recebe menos pessoas do que supermercados, banco e similares, tendo um baixo impacto no convívio de pessoas em um mesmo ambiente. Mas isso não acontece em casas noturnas e bares, onde a característica é o convívio próximo”, avalia Raffaele Dica Camell, Chefe de Gabinete do prefei-

to Claiton Gonçalves. Raffaele ainda lembrou da importância da comissão de saúde do município, composta por especialistas e técnicos de saúde que deliberam a respeito da situação. A Prefeitura somente faz a coordenação a partir dessas discussões. Os proprietários que formam o setor conversaram entre si e chegaram ao acordo de que este não é o momento de voltar e que é preciso deixar passar pelo menos o inverno para uma reavalição do caso. Conversamos com os proprietários de algumas casas de festa e pubs da cidade, que nos contaram como está a situação. Confira abaixo e nas páginas 4 e 5.

Fotos: Divulgação

om um feriado se aproximando o plano de muitas pessoas seria curtir alguma festa, porém, o atual cenário não é nada apropriado para comemorações. Muitos setores estão sendo afetados pela pandemia. Na Matéria Especial da semana passada mostramos os impactos do vírus no setor vitivinícola e nos eventos culturais da cidade, mas, com certeza, as casas noturnas e pubs são um dos que mais estão sofrendo. Foram os primeiros a fechar e certamente serão os últimos a abrir. Por conta das aglomerações, os

Euro Garden

Proprietários: Willyam Costa Campos, Fábio Campos e Filipe Rodrigues Estávamos preparados para diversas situações, como a chegada do inverno que traz instabilidade, mas jamais para uma pandemia. No início, disponibilizamos entregas de nosso cardápio por delivery, mas assim é difícil alcançar um faturamento. Além de aluguel, funcionários e fornecedores, tem toda uma cadeia que envolve a organização de um evento que está impossibilitada de trabalhar. Entendemos a situação e nossa intenção não é voltar agora, porém nós, empresários noturnos, temos as mesmas responsabilidades que as de outro negócio. Somente neste período estimamos cerca de R$ 100 mil em prejuízo. Com o novo Decreto Municipal tivemos como retomar as atividades do restaurante que faz parte do complexo e estamos estudando a reabertura do pub. Para isso, estamos preparando a casa para receber os clientes com os devidos cuidados.

153 Planalto Pub

Proprietários: Matizar Bresolin Tretto e Milton Antônio Tretto Nós inauguramos o Pub no dia 6 de fevereiro e estávamos desde dezembro arrumando todo o local. Investimos muito para abrir algo bacana, que chamasse as pessoas, e conseguimos fazer isso, as pessoas estavam gostando muito. Porém quando chegou essa pandemia acabou com tudo. Era uma casa com nem dois meses de funcionamento e aconteceu isso. Está bem difícil enfrentar essa situação pois as contas estão batendo na porta e não temos nenhuma entrada. Para completar, nesta segunda ocorreu um incêndio no pub e perdemos muitas coisas. Definitivamente vamos ter que fechar o estabelecimento. Trabalhamos muito para a abertura e a pandemia acabou com tudo. Nunca imaginamos ter que lidar com essa situação e não estamos enxergamos outra saída.


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Divulgação

Fábio Campos

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De casa cheia A festa Clássicos Sertanejos aconteceu no dia 1º de fevereiro

Dia de pagode Um dos maiores sucessos do Deck, a festa Me Leva ocorreu no final do ano passado

Boteco do Chá

Deck 256

Proprietárias: Aline e Alais Piccin O projeto do Deck256 era ser um bar, porém fomos nos adaptando aos clientes e acabou virando um ponto de festas, reunindo mais de 200 pessoas por noite. Nossa equipe para um evento é em torno de 23 pessoas, possuíamos uma funcionária fixa, que tivemos que desligar. Com a liberação do Decreto 6.767, poderíamos abrir o bar com capacidade de 30% e seguindo uma série de exigências. Verificamos a viabilidade da abertura, porém atendendo apenas 30% da capacidade não cobre os custos, então optamos por manter o bar fechado desde o dia 14 de março, e estamos arcando com custos fixos mensais. Imaginamos que retornaremos às atividades normais entre outubro e novembro, porém com tudo isso que está acontecendo e com os prejuízos acumulados pretendemos mudar a proposta do bar. Tudo está sendo estudado com cautela, esperamos voltar com as atividades normais o mais breve possível e que o Deck256 e os demais estabelecimentos do ramo sobrevivam a essa pandemia.

Proprietários: Alexandre Moroni Grazziotin (DJ Bulin, na foto ao lado) e Gilmar André Neuman Essa pandemia pegou todo mundo de surpresa. Nós do Boteco tínhamos acabado de fazer uma reforma em todo o bar, onde o investimento foi alto. Ficamos todo o mês de janeiro parado para a reforma e quando voltamos a expectativa era excelente, pois as festas tinham sempre casa lotada. Tinha tudo para ser um grande ano. Nosso setor está sendo o mais afetado pois fomos o primeiro a parar. Nossa última festa foi no dia 14 de março. O prejuízo é incalculável por enquanto. Temos consciência que não é o momento de retornar e não estamos cobrando isso, pois tudo tem que acontecer no seu tempo. E não tem como não trabalharmos com aglomeração de pessoas então sabemos que seremos os últimos a retornar. Nosso negócio envolve muitas pessoas, entre funcionário, garçons, seguranças, DJs, etc. Tenho esperança que possamos retornar a partir de outubro, pois precisamos passar por esse inverno. E sabemos que depois disso precisamos fazer as pessoas a voltarem a sair à noite. Por enquanto estamos buscando fazer lives com os artistas nos dias que teríamos evento.


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Boas risadas Lembanças do show do comediante Nego Di, do dia 8 de fevereiro

Marlon Peres

Divulgação

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Uma das últimas Pista Certa, festa que nesta edição comemorou o Carnaval, celebrada no último dia 21 de fevereiro

Muinho Club

Caverna Comedy Club

Proprietária: Maíra Bitencourt de Azevedo O Caverna mudou de administração em janeiro deste ano, foi quando eu e meu marido assumimos. Estávamos com uma agenda com nomes do Brasil inteiro quando tudo isso começou. Apesar de sermos um bar completo, com cozinha, o foco maior ainda são os shows. É onde o público tem a oportunidade de conhecer o artista, então para nós não foi uma opção manter por exemplo vendas por aplicativos. Estamos fechados oficialmente desde março, mas mantemos contato com os artistas, até para remarcar os shows que foram cancelados. Tínhamos nomes já agendados até junho. É um momento de muita apreensão, não ter como prever o futuro, mas acreditamos que passaremos por isso e em breve teremos só risadas, afinal é para isso que o Caverna Comedy Club está aí: para fazer a vida um pouco mais leve através do humor.

Proprietários: Gustavo Covolan e Natália Malfatti Nesse momento o isolamento social é a solução mais adequada para enfrentarmos a pandemia. Nós, que somos produtores de eventos, sabemos como é o comportamento das pessoas quando se reúnem, o contato é sempre presente, as pessoas se abraçam, dançam, se aproximam e seria muito difícil manter distanciamento. Solicitar o uso de máscara no ambiente também seria impossível, como as pessoas vão beber e comer. A situação financeira é uma questão complicada, mas acima de tudo trabalhamos com vidas. Então, zelar por elas agora é fundamental. Estamos tentando manter uma aproximação com o público através de nossas redes sociais, também com parceria de artistas que fazem lives através de nosso Instagram. Da mesma forma, estamos disponibilizando playlist no Spotify para a galera curtir em casa, entre outras interações. Acreditamos que cada um tem que se reinventar e ver oportunidades em seus negócios sem colocar ninguém em risco. O que pretendemos fazer é retornar com o Café por delivery ou take away com lanches, doces e drinks para levar um pouco do Muinho até nosso público.


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MP 936 institui a Sandra Lopes *

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m função do Estado de Calamidade Pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 06/2020, o Governo Federal publicou em 1º de abril de 2020 a Medida Provisória nº 936, que visa, em especial, preservar o emprego e a renda, garantir a continuidade das atividades laborais e empresariais e reduzir o impacto social decorrente das consequências do estado de calamidade e de emergência de saúde pública. Dentre as medidas adotadas pelo Governo estão o pagamento de Benefício Emergencial de preservação do emprego e da renda, a redução proporcional da jornada de trabalho e, proporcionalmente, de salários, e a suspensão temporária do contrato de trabalho, alternativamente. Tais medidas serão coordenadas e executadas pelo Ministério da Economia, o qual também será o responsável por monitorar e avaliar o Programa, editando normas complementares necessárias à execução das medidas impostas. O Governo disponibilizou recursos para o custeio das medidas que poderão ser adotadas, tal como para financiar a redução proporcional da jornada de trabalho e de salário, ou ainda, para custear a suspensão temporária de trabalho. Para que tais medidas sejam implementadas, caberá ao empregador informar ao Ministério da Economia a redução da jornada e de salário, ou a suspensão do contrato de trabalho, no prazo de 10 (dez) dias, mediante celebração de acor-

do entre as partes (empregador e empregado), sob pena do empregador ficar integralmente responsável pelo pagamento dos salários e dos encargos sociais. Após o cumprimento do prazo estipulado, o Governo deverá efetuar o pagamento da primeira parcela no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data de celebração do acordo, e será disponibilizado enquanto este durar. A forma de transmissão das informações e comunicação dos acordos pelo empregador, bem como a concessão de pagamento do benefício, ainda será regulamentado pelo Ministério da Economia, ou seja, a medida ainda depende de normas complementares para sua completa execução. O Programa terá como base para pagamento o valor do seguro desemprego a que o trabalhador teria direito se tivesse sido demitido, assim, na hipótese de redução de jornada e, respectivamente, de salário, o valor será calculado, aplicando-se o percentual equivalente ao valor proporcional que fora reduzido. Na hipótese de suspensão temporária integral do contrato de trabalho, pelo prazo de 60 dias, o empregado receberá o equivalente a 100% do valor do seguro desemprego a que teria direito, se fosse regularmente dispensado sem justa causa, nos casos em que o empregador tenha auferido, no ano calendário de 2019, receita bruta inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil). No caso dos empregadores que tiverem auferido, no ano calendário de 2019, receita superior ao citado acima, estes deverão garantir o pagamento de 30% do valor do salário


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manutenção de emprego e renda do empregado, durante o período de suspensão, e o restante, 70% deverá ser pago pelo programa de benefícios. O benefício apenas não será concedido ao empregado nas hipóteses listadas abaixo. * ocupando cargo ou emprego público, cargo em comissão de livre nomeação e exoneração ou titular de mandato eletivo; ou em gozo: a) de benefício de prestação continuada do Regime Geral de Previdência Social ou dos Regimes Próprios de Previdência Social, ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 124 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991; b) do seguro-desemprego, em qualquer de suas modalidades; e c) da bolsa de qualificação profissional de que trata o art. 2º-A da Lei n° 7.998, de 1990. No caso de empregado que possuir mais de um vínculo de emprego (CLT), poderá receber o benefício cumulativamente, considerando, para cada um dos contratos, as proporções e regras estabelecidas e citadas anteriormente. Tais medidas deverão ser pactuadas entre empregador e empregado, o qual deverá ser comunicado da intenção do empregador com pelo menos 2 (dois) dias de antecedência da assinatura de eventual acordo ou, no mesmo prazo, informá-lo de qualquer alteração. A suspensão do contrato de trabalho poderá ser pactuada por 60 dias ou fracionado em dois períodos de 30 dias, mediante acordo individual escrito. É importante frisar que, durante o período de suspensão, o empregado não poderá realizar nenhum tipo de atividade (home working, teletrabalho, trabalho remoto ou à distân-

cia) sob pena do empregador pagar imediatamente a remuneração e encargos sociais referente ao período e demais penalidades previstas em lei, por descumprimento das obrigações de ordem trabalhista. O empregador poderá, ainda, independente da concessão do benefício emergencial concedido pelo programa do Governo, contribuir com ajuda compensatória mensal, em decorrência da redução da jornada de trabalho ou da suspensão temporária do contrato de trabalho. Tal valor adicional será considerado, para todos os fins, como verba indenizatória, não podendo integrar base de cálculo do imposto sobre a renda retido na fonte ou da declaração de ajuste anual do imposto sobre a renda da pessoa física do empregado, a base de cálculo da contribuição previdenciária e dos demais tributos incidentes sobre a folha de salários, a base de cálculo do FGTS, podendo ser excluída, ainda, do lucro líquido para fins de determinação do IRPJ e da CSLL, das pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real. Ademais, o valor pago pelo empregador, para fins compensatórios, tal como descrito acima, também não integrará, para todos os fins de direito, o valor do salário devido pelo empregador. Vale frisar ainda, que ao empregado, após a realização do acordo para redução da jornada e salário, ou após a suspensão integral do contrato de trabalho, ficará garantida estabilidade do emprego, pelo mesmo período do acordo celebrado, sob pena do empregador ficar obrigado ao pagamento das verbas rescisórias de praxe, além de multa indenizatória nos

valores dispostos abaixo. * 50% do salário a que o empregado teria direito no período da estabilidade, na hipótese de redução de jornada de trabalho e de salário igual ou superior a 25% e inferior a 50%; * 75% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, na hipótese de redução de jornada de trabalho e de salário igual ou superior a 50% e inferior a 70%; ou * 100% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, nas hipóteses de redução de jornada de trabalho e de salário em percentual superior a 70% ou de suspensão temporária do contrato de trabalho. Os valores somente não serão devidos se a dispensa for a pedido do empregado, ou se este der justa causa à rescisão. A medida, além de possibilitar o acordo individual entre as partes (empregado e empregador), permite também que a negociação seja realizada por meio de acordo coletivo, o qual poderá estabelecer percentuais de redução de jornada e de salário diversos dos previstos nos acordos individuais. Ademais, nos acordos coletivos, o Benefício Emergencial, será devido da seguinte maneira, disposta abaixo. * sem percepção do Benefício Emergencial para a redução de jornada e de salário inferior a 25%; * de 25% sobre a base de cálculo prevista no art. 6º da MP para a redução de jornada e de salário igual ou superior a 25% e inferior a 50%; * de 50% sobre a base de cálculo prevista no art. 6º da MP para a redução de jornada e de salário igual ou superior a 50% e inferior a 70%; e

* de 70% sobre a base de cálculo prevista no art. 6º para a redução de jornada e de salário superior a 70%. No caso dos acordos individuais, estes deverão ser comunicados pelos empregadores aos sindicatos patronais, no prazo de 10 dias corridos, contados de sua celebração. Em ambos os casos (acordo individual ou coletivo), o benefício será concedido para empregados que recebam salário igual ou inferior a R$ 3.135,00 ou, para portadores de diploma de nível superior que percebam salário mensal igual ou superior a duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, ou seja, R$ 12.202,12. Para os demais empregados, não enquadrados nessa situação, as medidas somente poderão ser estabelecidas por convenção ou acordo coletivo, salvo quanto a redução de jornada e de salário de 25%, que poderá ser negociada em acordo individual. É certo que a Medida publicada trará muitos questionamentos pelos empregadores e empregados, e ainda depende de normas complementares para que a maioria das dúvidas sejam solucionadas. Assim, mediante este cenário totalmente novo que estamos vivendo, é importante que empresas e seus funcionários fiquem atentos às regras e aos requisitos das novas modalidades que envolvem as relações de trabalho para que se evitem posteriores discussões judiciais e imposição de penalidades. * Advogada, especialista em Direito Empresarial e sócia da Lopes & Castelo Sociedade de Advogados


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Protocolos adequados à inadequação A cada dia que passa fica mais evidente a inadequada política adotada na pandemia. As notícias de perdas de postos de trabalho e fechamento de empresas, até mesmo de grandes, surgem a todo instante, especialmente nos Estados que adotaram medidas restritivas severas, sem qualquer tipo de análise mais aprofundada dos impactos econômicos da crise do covid-19, como foi o caso do Rio Grande do Sul. Ao longo das semanas temos reiteradamente alertado para a necessidade de retomada gradual mas permanente da economia, algo que, convém destacar, Farroupilha foi pioneira no

Estado no Decreto Municipal adotado pelo prefeito Claiton Gonçalves quando do seu retorno ao Executivo. Mas evidente que havia necessidade de evitar um avanço demasiado, sob pena de responsabilização por parte da esfera estadual, que claramente avaliou a questão de forma leviana e prematura, deixando a economia completamente de lado como se ela pudesse ser dissociada da questão sanitária. O resultado é este que percebemos hoje. Uma explosão de casos, resultado do mesmo confinamento adotado por Itália, Espanha e Estados Unidos, que aplicaram o mesmo protocolo e, assim como o Brasil, tiveram

resultados catastróficos, como o que estamos experimentando no momento. A torcida é para que o pico da doença esteja próximo, numa tentativa de minorar o dano, que é gigantesco. Por falar nele, nesta semana, na Matéria Especial (páginas 2, 4 e 5), conversamos com proprietários de pubs e casas noturnas, o setor mais afetado pela crise, já que foi o primeiro a fechar e será o último a retornar. Os empresários revelam apreensão com a situação, mas também plena consciência da impossibilidade de voltarem, agora, com suas atividades regulares. O que é necessário e urgente no momento é definir um protocolo ade-

quado para o regresso dos diversos segmentos econômicos farroupilhenses que ainda sofrem com a pandemia, no limite de suas possibilidades legais. Os números da cidade, bem como de toda a Serra Gaúcha, são baixos e o risco de um aumento no contágio é praticamente nulo. As novas diretrizes do Ministério da Saúde, uma pasta que felizmente soterrou o terrorismo adotado pelos antecessores, fala justamente sobre o respeito às realidades locais. Com a pandemia sob controle no município, é hora de um protocolo ousado de ações que busque salvaguardar a economia farroupilhense.

“quarentena”, por um prazo mínimo de 14 dias, onde a doença é desenvolvida sem contaminar outras pessoas. Porém, esse método é mais efetivo com os mais jovens, sendo que para o grupo de risco (idosos e portadores de outras doenças) a rapidez no tratamento é fundamental. Para reforçar esse confinamento, a suspensão de aulas e fechamentos de escolas e faculdades faz sentido, pois diminui a aglomeração de muitas crianças, jovens, adultos e até mesmo idosos, que depois, ao retornar para seus lares, poderiam

vir a colocar em risco a saúde de seus familiares. Como cada decisão acaba por interferir na execução de outras situações, cabe definir qual caminho seguir. Por isso, o Ministério da Saúde brasileiro está respeitando as orientações da OMS, o que é extremamente adequado, pois é o órgão direcionador das atitudes a serem tomadas pelos governos.

Escolas fechadas Rogério Machado * A probabilidade dos mais jovens, principalmente crianças, desenvolverem sintomas graves com o novo coronavirus é, realmente, muito remota. Porém, os jovens não estão imunes à contaminação pelo covid-19 (isto foi constatado na China), ou seja, eles podem, sim, carregar o vírus e, infelizmente, contaminar as pessoas mais propensas ao desenvolvimento de sintomas graves da doença, que são mais velhas que elas, como por exemplo, professo-

res, funcionários da escola, seus pais e avós. Todos esses, quando contaminados, também podem contaminar outras pessoas até os sintomas aparecerem e, por isso, os números de contaminados crescem em ordem geométrica. O confinamento inicial busca, dentre várias intenções, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), isolar as pessoas para que não se contaminem e, muito menos passem o vírus adiante. Caso a pessoa esteja doente, ela é direcionada para tratamento ou a verdadeira

Índice Editorial

Matéria Especial .................................... Páginas 2, 4 e 5 Editorial ...................................................Página 8 Opinião ......................................................Páginas 8 e 9 Saúde .........................................................Páginas 10 e 11 Cidade ........................................................Páginas 12 e 13 Política .....................................................Página 14 Educação .................................................. Página 15

Inside

Especial..................................................... Capa Crônicas da Redação ............................. Página 2 Música ....................................................... Páginas 2 e 3 Guilherme Macalossi ............................ Página 3 Social ........................................................ Páginas 4 e 5 Egui Baldasso ......................................... Página 6 Sétima Arte .............................................. Páginas 6 e 7 Lauro Edson Da Cás ............................... Página 7 Horóscopo ............................................... Contracapa Classificados .......................................... 8 páginas

Redação: redacao@jornalinformante.com.br Ramon Cardoso ramon@jornalinformante.com.br Yasmin Signori Andrade yasmin@jornalinformante.com.br

Comercial: comercial@jornalinformante.com.br Fabiano Luiz Gasperin gasperin@jornalinformante.com.br Maria da Graça Potricos Leite maria@jornalinformante.com.br

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* Doutor em Saúde Pública, professor de Gestão Ambiental e Química da Universidade Presbiterana Mackenzie

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Colunistas Crônicas da Redação Dolores Maggioni Egui Baldasso Fabrício Oliboni

Guilherme Macalossi Lauro Edson Da Cás Paulo Roque Gasparetto Rita Rosa Baretta

A manifestação dos colunistas é livre e independente e não necessariamente reflete a opinião do Tabloide sobre os temas abordados nas colunas

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Como o coronavírus vai mudar nossa forma de interagir André Rezende * A crise do coronavírus trouxe muitos desafios para a nossa sociedade. Esse novo vírus global que nos mantém contidos em nossas casas – talvez por meses – já está reorientando nosso relacionamento com o governo, com o mundo exterior e até uns com os outros. Mas os momentos de crise também apresentam oportunidades: uso mais sofisticado e flexível da tecnologia, menos polarização, uma valorização dos espaços ao ar livre e outros prazeres simples da vida. Ninguém sabe exatamente o que virá, mas com certeza nosso estilo de vida – e muito mais – mudará. As pessoas estão sendo instruídas a se isolarem em casa. Em muitos Países, empresas adotaram o home office e escolas estão fechadas. O mesmo vale para teatros, bares e cinemas. Não é aconselhável viajar para lazer e negócios, as fronteiras estão fechando. A lista de eventos cancelados ou suspensos aumentou exponencialmente nos últimos dias. De festivais a museus e

competições esportivas, organizadores e executivos estão fazendo o que podem para limitar as reuniões públicas. Esse isolamento social com certeza faz com que passemos a maior parte do tempo sozinhos, introspectivos e em período de contemplação. A maneira de nos relacionarmos é através de telas e ligações e, se nos encontramos com alguém, os abraços e cumprimentos calorosos, são substituídos pelo toque de cotovelos. Os seres humanos são criaturas sociais – precisamos estar próximos um do outro, e o toque é uma das características mais básicas disso. O fato é que precisamos de toque. Ele reduz o estresse e até acalma funções corporais, como pressão alta. E, instantaneamente, nos dá uma sensação de conexão. De pertencimento e de ser amado. Você pode até pensar que o home office diminui o estresse, afinal você não precisa acordar mais cedo para pegar o transporte público lotado ou encarar o trânsito engarrafado. Mas, trabalhar em uma posição remota significa que interagimos com as pessoas de ma-

neira muito diferente. Somos forçados a nos comunicar por e-mail ou mensagem instantânea. Não podemos resolver problemas com reuniões improvisadas na mesa de alguém. Pode funcionar muito bem para alguns de nós, mas outros ainda precisarão de comunicação cara a cara. E muitas empresas não conseguirão sobreviver sem isso. Nós precisamos nos comunicar. Todos nós. Os seres humanos não prosperam quando trancados e sem contato com o mundo exterior. Nós não trabalhamos bem assim. Alguns de nós são mais sociais do que outros, mas a maioria de nós precisa de um nível básico de interação com os que estão à nossa volta, e o coronavírus nos lembra mais uma vez de quão impactante esse ser social é em nossas vidas. É muito provável que você esteja tendo momentos de estresse, ansiedade e frustração, afinal é um momento assustador e passar por tudo isso sozinho é ainda pior. Estamos no meio de uma pandemia mundial, com cidades e até Países inteiros em isolamento e muitas perguntas sem respostas. Com tantas incertezas,

busque focar no que você pode controlar agora. Entenda o que está sentindo, reflita e encontre maneiras de reduzir os pensamentos negativos e amadurecer seus relacionamentos pessoais. Embora o vírus tenha mudado fundamentalmente a maneira como interagimos com outras pessoas, essas mudanças não serão permanentes. Provavelmente todos emergiremos do outro lado da pandemia, retornando às nossas saudações e maneirismos familiares que são instintivos para todos nós. Mas o que pode mudar é a nossa apreciação do mundo ao nosso redor, da nossa liberdade de escolher como gastamos nosso tempo e o contato que fazemos com os que estão à nossa volta – como abraços, cumprimentos e toques nos ombros. A sociedade pode sair da pandemia, valorizando ainda mais grandes espaços, não apenas como pano de fundo para grandes eventos e usos ativos, mas como uma oportunidade de estarmos juntos visualmente. * Consultor, palestrante e mentor de pessoas e negócios

Começar a se preparar no meio da crise é a decisão mais inteligente para aumentar a velocidade da retomada Guy Peixoto Neto * Especialistas são praticamente unânimes sobre esta questão: em nenhum âmbito, o mundo será o mesmo após a pandemia de coronavírus. É a primeira vez que passamos por uma crise global nesta proporção e, como era de se esperar, ninguém estava preparado para tal. Com o isolamento instaurado para conter a propagação da doença, por todo o mundo empresas quebraram, pessoas perderam seus empregos e, neste momento, empresários de todos os setores – que conseguiram se manter ativos – estão repensando desde seus modelos de negócios à relação com funcionários e com a tecnologia. Lidar com uma situação dessas não é o tipo de coisa passível de ser ensinada em uma faculdade – ou ao menos não era até agora. Em meio a este mar de incertezas, empresários vêm aprendendo com seus acertos e erros enquanto os

acontecimentos se sucedem e torcem para que as coisas voltem à normalidade o mais rápido possível. No entanto, como alertam os especialistas, é preciso ter consciência de que os efeitos negativos da crise na economia ainda podem permanecer por um bom tempo. Por isso, é necessário que nos preparemos para a retomada da melhor maneira possível. Os impactos da pandemia no mercado de trabalho afetam todas as categorias e, nesse cenário, muitas empresas não estão medindo esforços em prol dos trabalhadores. Na minha empresa não vem sendo diferente. Para conseguir manter todos os funcionários e o fluxo de caixa estamos criando e nos adaptando a novos hábitos e comportamentos e também reavaliando as reais necessidades de se manter algumas estruturas e processos. É importante dar atenção especial à área financeira neste momento, porque no final das contas, uma empresa não quebra imediatamente por falta de lucro contanto

que haja dinheiro para priorizar as contas que mais representam e impactam o caixa. Dar atenção e ter cautela às finanças, não apenas impede a falência, mas também assegura que funcionários não sejam dispensados sem nenhum benefício e garante que todos sintam segurança em trabalhar no seu negócio. É importante lembrar que uma empresa não se trata apenas de dinheiro, e sim, de pessoas. Com a ajuda de um consultor financeiro, temos encontrado soluções para realizar os próximos pagamentos, tanto para os colaboradores, quanto para financiamentos e impostos. Para que possamos manter os funcionários também temos estudado as medidas do governo para as empresas, como as linhas de crédito do BNDES, reduções de salário proporcional e da jornada de trabalho e o adiantamento das férias. Outro ponto importante para a retomada é ampliar a tecnologia e inovação o máximo possível, aumentando a velo-

cidade dos processos e a produtividade das pessoas. Tínhamos em mente essa ampliação para o segundo semestre de 2020, mas resolvemos aplicar agora, e vem dando certo. Os processos estão sendo otimizados para melhorar a qualidade da tomada de decisões do negócio. O foco agora deve estar na saúde das pessoas e no controle da doença e as empresas também devem ter consciência de sua responsabilidade social contribuindo para tornar as rotinas de trabalho mais flexíveis e disponibilizando meios e informações. Entendo que sairemos dessa crise mais preparados porque, a partir de agora, os negócios se manterão ativos apenas mediante a implementação de hábitos e metodologias aprendidos durante a pandemia. Portanto, tudo o que temos vivido durante este momento extremo, certamente também irá gerar resultados positivos que permanecerão na pós-crise. * Mentor de empreendedorismo


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Abuso de álcool e v doméstica em temp do coronavírus: um Marcelo Niel *

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mídia ao redor do mundo tem noticiado o aumento de denúncias de violência doméstica em função do confinamento por conta da pandemia do coronavírus. No Brasil, segundo a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, houve um aumento médio de 10% das denúncias na segunda quinzena de março, em relação à primeira quinzena. Considerando a dificuldade que as vítimas possuem em fazer denúncias, muitas vezes motivadas pelo medo e por ameaças do agressor – que não raras vezes é alguém próximo, como marido, namorado, pai, padrasto – é possível supor que esses dados são provavelmente subestimados e que há muito mais casos do que sequer imaginamos. A violência doméstica é uma grave questão de saúde pública no Brasil e no mundo e as mulheres são, de longe, as maiores vítimas. Há uma série de fatores que motiva esse aumento em decorrência do confinamento. A primeira grande causa é o confinamento em si. Veja que fomos quase todos, de relance, obrigados a mudar radicalmente nossos hábitos de vida e, nos vimos, invariavelmente, privados do nosso ir e vir. Isso por si só já eleva os níveis de estresse das pessoas, o que predispõe naturalmente, no caso de pessoas obrigadas a conviverem juntas, ao aumento de conflitos. Somam-se a essa situação peculiar os diversos problemas econômicos e sociais decorrentes dessa grave crise mundial: desemprego, contas atrasadas, o medo do contágio e uma gama de inseguranças que só pioram esse caldeirão borbulhante de problemas e insatisfações. Isso não deve servir como mera justificativa para a violência: uma pessoa que já possuía um padrão de comportamento agressivo, físico ou verbal, tenderá, provavelmen-

te, a se tornar mais agressiva e desse tanto de problemas nós. Porém, devemos estar a ações agressivas que diferem daquela pessoa. Por exempl filhos, que nunca apresento físico ou verbal com seus fam crise atual, desempregado, co do-se acuado e incapaz de su ficar impaciente, com insônia com impaciência, irritabilidad com um ato agressivo. O que homens, mais do que mulhere de em pedir ajuda, sobretudo a um psicólogo ou obter algu mento que poderia lhes fazer saídas mais saudáveis para l Na dificuldade ou imposs pessoa sob estresse fica ma uma relação patológica com estava bastante complicado rará ainda mais. Num primei nha ou aqueles dois dedinho um certo alívio, um relaxam quente, há um risco de esqu álcool torna as pessoas mais dos impulsos. Muitas situaç cadeadas ou pioradas por pe Tenho observado nas rede quarentena no Brasil, inúmera frequente de álcool em suas c dutos alimentícios, quase toda tipo de bebida alcoólica. Por u do na quarentena como se es


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violência pos de pandemia ma dupla explosiva

a em função do confinamento que têm afetados tantos de atentos a situações novas, rem do comportamento habitual lo: um homem, casado, com ou comportamento agressivo miliares e se vê, em função da om contas atrasadas, sentinustentar os seus. Ele passa a a, preocupado e vai evoluindo des crescentes que culminam e se vê, nesses casos, é que es, têm uma grande dificuldao profissional, como recorrer um outro tipo de aconselhar recuperar a razão e a buscar lidar com os problemas. sibilidade de buscar ajuda, a ais vulnerável a estabelecer m o uso de álcool. E o que já o de início, com certeza pioiro momento, aquela cervejios de cachaça podem trazer mento. Mas se a cabeça está uentar ainda mais, porque o s lábeis e diminui o controle ções de violência são desenessoas sob efeito do álcool. es sociais, desde o início da as pessoas fazendo uso mais casas. Nos comércios de proas as compras contêm algum um lado, muita gente tem agistivesse de férias. Há um lado

saudável nisso, se encararmos esse período de quarentena de uma forma mais leve, quando possível. Entretanto, devemos ter cuidado quando o uso de álcool estiver funcionando como um “remédio” para se acalmar, para ajudar a dormir ou para esquecer, ainda que temporariamente, dos problemas. Essa é a fórmula perfeita para transformar o álcool num inimigo, que pode levar a problemas de saúde, piorar o nosso equilíbrio mental, sobretudo o humor, e predispor a atitudes violentas, mediante tanta tensão. Devemos tentar, na medida do possível, manter uma rotina de vida com alguma disciplina. Se estiver trabalhando em casa, procure evitar o álcool durante o horário de trabalho ou durante a semana. Procure reservar esse consumo para um momento especial. Ritualize, não banalize. Fique atento se estiver bebendo mais do que bebia antes, porque isso pode ser um alerta para um problema que está por vir. Pessoas que já possuem problemas com álcool, quer estejam em tratamento ou não, estão, por conta da situação, em maior risco de recaídas. É importante buscar ajuda profissional ou de grupos de apoio, como os Alcoólicos Anônimos. Do outro lado, ou seja, quem está convivendo com uma pessoa adotando comportamento violento, seja piorado ou não pelo uso de álcool, deve evitar o conflito se puder. Discussões, acusações, questionamentos, sobretudo quando a pessoa está sob efeito de álcool, mesmo em pequenas doses, são importantes desencadeantes de reações violentas. Se for conversar, procure fazer isso quando a pessoa estiver sóbria. Busque ajuda, denuncie, não deixe que essa situação se cronifique ou se prorrogue. * Médico psiquiatra e psicoterapeuta junguiano. Doutor em Ciências pelo Departamento de Saúde Coletiva da Unifesp e professor do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras de Eunápolis (BA)


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TecnologiA

Obituário 27 de abril * Adelino Leonel dos Santos, 76 anos. Sepultamento no Cemitério da Comunidade de Nova Milano (4º Distrito); * Edejalme José Mangoni, 88 anos. Sepultamento no Cemitério da Comunidade de Linha Jansen (2º Distrito).

Mapeando o covid-19 Secretaria de Planejamento lança plataforma para registrar casos na cidade Imagem: Reprodução

Alguém quer nos adotar? Divulgação

Acompanhe Os casos de coronavírus na cidade serão todos registrados na plataforma

Estes são Feijão e Caramelo. Eles são castrados, estão com todas as vacinas em dia, mas aguardam adoção há 4 anos. São dóceis e amorosos quando estabelecem confiança. Interessados podem manter contato pelos fones 999.545.544, 991.950.046 ou 999.371.647.

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Prefeitura Municipal, junto à Secretaria de Planejamento, lançou nesta terça uma plataforma de monitoramento dos casos já confirmados de covid-19 em Farroupilha. O material pode ser acessado no site do Executivo ou através do link shorturl.at/luBP2, em computadores desktop e notebooks. A função até pode ser acessada pelo celular, mas pode ficar confusa pois não é compatível para mobile. Na plataforma há informações por bairro, faixa etária, gênero e estado de saúde. É possível verificar também os casos recuperados, suspeitos, des-

cartados e o número de hospitalizados e internados em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI). A ferramenta é alimentada diariamente por meio de dados liberados pela Secretaria Municipal de Saúde e pode ser conferida por toda a população. Nela é possível visualizar a “curva” de casos no município, o que facilita o trabalho dos órgãos públicos para traçar estratégias de combate ao vírus. Os casos confirmados são mostrados no mapa como um ponto vermelho central no bairro em questão, mas vale alertar que isso não significa necessariamente que a pessoa com o vírus resida exatamente naquele ponto do mapa.


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Solidariedade

Os recursos da Corrente do Bem Hospital São Carlos faz prestação de contas da campanha que mobilizou a cidade e arrecadou mais de R$ 1 milhão para a montagem da UTI II Coronavírus, criada para o tratamento dos casos de covid-19. A campanha foi liderada pela empresária Sílvia Rossi e pela médica Eleonora Broilo, e teve importante participação dos cidadãos, entidades, organizações e empresas que se engajaram para ajudar. No total a campanha arrecadou R$ 1.104.173,00. Para construir a estrutura completa, ainda será necessário a captação de mais R$ 275.217,71. Confira abaixo a destinação dos valores arrecadados pela Corrente do Bem.

Investimento por tipo Equipamentos Infraestrutura Material Médico Hospitalar Total do Investimento Recurso captado pela campanha Corrente do Bem (posição até 27/4/2020) Recursos a captar

Divulgação

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entre as diversas ações realizadas pela comunidade em prol do Hospital Beneficente São Carlos (HBSC) está a campanha Corrente do Bem. A ação arrecadou recursos para preparar a instituição caso a situação de pandemia do coronavírus se agrave. Os recursos arrecadados foram utilizados para melhorar a estrutura da Unidade de Tratamento Intensivo I, como fazer o isolamento dos leitos com climatização e pressão negativa, e

Valor R$ 1.078.166,64 R$ 239.834,27 R$ 61.389,80 R$ 1.379.390,71 R$ 1.104.173,00 R$ 275.217,71

União Dra. Julia Bossardi Raymundi, Janete Toigo, Silvia, Vereadora Eleonora, Dr. Leonardo Bruttomesso e Dra. Joana Sanchotene na entrega do relatório às organizadoras da campanha


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À ESPERA DA DEFESA

Claiton tem um dia decisivo nas duas Comissões Processantes

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nvolvido em dois processos de impedimento, um de autoria do empresário Glacir Gomes e outro por parte da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o prefeito Claiton Gonçalves, em relação ao segundo, ingressou nesta semana com mandado de segurança alegando a seu favor a suspensão, por parte do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), dos prazos processuais até 15 de maio.

A questão foi indeferida no Poder Judiciário municipal e foi corroborada pelo Tribunal de Justiça do Estado pelo fato da questão tramitar no âmbito do Poder Legislativo. Em relação ao primeiro processo, a oitiva do prefeito, inicialmente marcada para quarta, foi transferida, a pedido de seus advogados, para esta quinta, solicitando que fosse colhida após as testemunhas de defesa, estas sim, ouvidas ao longo de quarta. Portanto, nesta quinta, haverá a oitiva de Claiton nas

duas Comissões Processantes. A primeira, presidida pela vereadora Eleonora Broilo (MDB) e de autoria da OAB, será às 10h, e a segunda, que tem o vereador Fabiano André Piccoli (PSB) como presidente, acontecerá às 13h. Até o fechamento desta Edição, no final da tarde de quarta, os depoimentos estavam mantidos. Dia D Oitiva do chefe do Executivo é fundamental no trâmite dos dois processos que julgam seu impedimento do cargo

Arquivo Jornal Informante

Prefeito será ouvido nos processos de impeachment nesta quinta


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UNIÃO DE ESFORÇOS

Reforço na linha de frente contra a pandemia do covid Universidade de Caxias do Sul celebra a formatura antecipada de 45 novos médicos que se unem no combate ao coronavírus ocorreu na modalidade de gabinete, feita em pequenos grupos, permitindo o distanciamento social exigido pelas medidas de proteção e segurança recomendadas pelos órgãos de saúde. Aconteceu também a transmissão virtual para que os familiares pudessem acompanhar o evento. De comum acordo com os estudantes, a decisão pela antecipação da solenidade levou em conta, além da conclusão da carga horária obrigatória à formação, a imperiosa necessidade da união de esforços no combate à pandemia, uma medida que tem ganho força em todo o País, especialmente no momento atual, em que o pico da doença se aproxima

e a força-tarefa pela saúde se faz ainda mais necessária. “Norteados pelas evidências científicas e pelo juramento que farão, certamente exercerão a profissão na sua plenitude, orientando, tratando e acolhendo os pacientes e as famílias que necessitarem”, aposta a coordenadora da graduação em Medicina da UCS, professora Ana Paula Agostini, destacando a importância da atuação dos novos médicos no atendimento à população neste momento. A docente acrescenta que a Medicina da UCS tem como objetivo a formação integral dos acadêmicos, aliando conhecimento técnico ao científico, com valorização da ética

Claudia Velho

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om a carga horária completa do curso de Medicina, a cerimônia de colação de grau de 45 estudantes da Universidade de Caxias do Sul (UCS) aconteceu na última sexta, fazendo com que, desta forma, o grupo una esforços no combate à pandemia do covid-19. Com o diploma em mãos, eles vão direto à linha de frente junto aos demais profissionais de saúde que buscam frear o avanço da doença. A colação dos acadêmicos, que já tinham cumprido a demanda horária necessária à formação, estava prevista para o mês de julho. A solenidade

e da responsabilidade social. Além disso, o curso oferece suporte para o desenvolvimento pessoal, fortalecendo as relações humanas e o compromisso com a cidadania, mais necessário do que nunca em tempos de pandemia.

Direto à prática Acadêmicos de Medicina da UCS incrementam força-tarefa no momento excepcional, de enfrentamento ao coronavírus


Divulgação

INSIDE

Live sertaneja

para fazer o bem

Dupla Vitor Henrique & Gabriel realiza transmissão neste sábado, às 20h30min, com intuito de arrecadar doações para famílias carentes e levar um pouco de alegria em meio à pandemia Capa

União das bandas para fazer barulho Imagens: Reprodução

Cinco grupos farroupilhenses, que fazem parte do Coletivo Autoria, lançam singles em conjunto nesta sexta Inside, páginas 2 e 3


Social

As paulatinas mudanças geradas pela pandemia do coronavírus e novidades na coluna de Valéria Vettorazzi Páginas 4 e 5

Inside

Sétima Arte

Um raro filme de ação francês, “A Terra e o Sangue” bebe da mesma fonte de muitos clássicos do gênero oitentistas Páginas 6 e 7

Música

Um pouco de sertanejo para Divulgação

animar e ajudar

Dupla Vitor Henrique & Gabriel fará live beneficente neste sábado, às 20h30min

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nspirados pelos maiores nomes do sertanejo na atualidade como Gusttavo Lima, Jorge & Mateus e Zé Neto & Cristiano, que proporcionaram entretenimento em meio à pandemia e ainda arrecadaram suprimentos e milhares de reais em doações, a dupla farroupilhense Vitor Henrique & Gabriel vai realizar neste sábado uma live. O show online, com caráter beneficente, vai acontecer no canal da dupla no YouTube, às 20h30min. “Nossa intenção é ajudar as famílias que mais necessitam em meio a esse caos”, aponta Gabriel. A dupla já havia realizado uma transmissão no dia 16 de abril, com o intuito de fazer um teste, e acabou reunindo mais de 5 mil espectadores. “Um bom número para nossa região, se tratando de uma live sem muita divulgação e com poucos apoiadores. Ficamos muito

felizes com resultado”. Agora a expectativa é arrecadar o máximo possível de doações para quem necessita. E para animar a noite, o repertório passará pelo modão até o sertanejo mais moderno. A dupla selecionou músicas animadas, apaixonadas e sofridas para agradar todos os espectadores durante esse período de união. Antes da pandemia, os sertanejos estavam em processo de gravação da próxima faixa autoral, intitulada “Recaída do Ano”. A expectativa é finalizar a gravação quando tudo estiver normalizado, para dar continuidade à carreira. “Esperamos que logo volte tudo ao normal para retornarmos aos shows e à gravação da próxima música, que está muito linda”, adianta Gabriel. Confira ao lado os apoiadores do evento deste sábado.

Pensando no próximo Vitor Henrique & Gabriel pretendem arrecadar doações para famílias que mais necessitam neste momento delicado, por conta da pandemia de coronavírus

Apoiadores da live

Eletrofar, Pizzaria Milano, G5 Monitoramento, Motogrupo Lobos da Serra, Degustare, Alephox, R1 Arena Fitness, Café Show, Transmarcos, Rede Spartan Gym Academia, Black Diamond, Padaria Domênico, Eris Bier, Bravos Treinamento e Barbearia Garbo

Programe-se O que: live beneficente Vitor Henrique & Gabriel Quando: neste sábado, às 20h30min Onde: no canal do YouTube da dupla


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Crônicas da Redação Ramon Cardoso

ramon@jornalinformante.com.br

Aconteceu o que era esperado. O período criminoso de reclusão forçada, imposto por prefeitos e governadores inaptos, atingiu o objetivo que vai, felizmente, destroçar as já reduzidas chances desses incompetentes de tentarem uma reeleição, claro, os que não forem depostos até lá, especialmente os governadores já que a eleição municipal se avizinha. A quarentena deflagrou o óbvio: o número de infectados e de mortes com o comunavírus explodiu no Brasil. Não dá para dizer que esse período não serviu para nada porque ele teve uma serventia: a destruição da economia. Convenhamos, não precisava ser nenhum gênio para enxergar isso. Aliás, qualquer um com uma capacidade intelectual reduzida conseguiria perceber sem fazer muito esforço. Ocorreu aqui no País o mesmo roteiro já verificado na Itália, depois na Espanha e, na sequência, nos Estados Unidos. O isolamento não auxiliou em nada no combate à doença, pelo contrário, fez os dados do covid-19 se multiplicarem de maneira assustadora. Parabéns aos envolvidos, dos gestores desqualificados (a esmagadora maioria, os governadores Romeu Zema, de Minas Gerais, e Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, talvez sejam as únicas exceções à regra) aos que fizeram campanha para o “fique em casa”. Quem consegue vislumbrar um pouco além da esquina sabe os dois reais motivos que levaram a esse período de confinamento ilegal. Primeiro: o de fazer uma campanha contra o governo federal, apoiada fundamentalmente em governadores frouxos e em uma extrema imprensa criminosa que não recebe mais verbas publicitárias da União. Segundo: para decretação do estado de calamidade pública, que permitiu a gestores realizarem compras sem licitação, superfaturando o preço de absolutamente tudo, de máscaras a respiradores, de leitos de UTI a hospitais de campanha. Ou seja, a base para as campanhas eleitorais futuras está garantida. Isso é muito mais rentável que o Fundão Eleitoral, convenhamos. Mas agora nós chegamos ao verdadeiro problema, que qualquer um, com capacidade limitadíssima perceberia, menos nossos queridos gestores estaduais: o estrangulamento impiedoso da economia está gerando uma progressiva perda de arrecadação e não há mais dinheiro sequer para pagar o funcionalismo (isso sem falar dos que já pagavam ele com atraso e de maneira parcelada) e se faz necessário a adoção de medidas de abrandamento da quarentena para que o setor produtivo volte a gerar receita. Que argumento esses incompetentes utilizarão para tirar as pessoas de casa agora? Os números, neste momento, não são muito piores dos que os verificados no início da quarentena? São. Então, qual a narrativa cretina que será adotada? Ou falarão a verdade, tipo: “não conseguimos derrubar o presidente, mas conseguimos dinheiro do governo federal e promovemos a maior roubalheira da história com a adoção do estado de calamidade pública”. Certamente não falarão isso, mas essa é a mais pura verdade. Contudo, o estrago econômico já está feito. Sinto uma profunda angústia e dor no coração pelos que perderam o emprego no período ou fecharam seus pequenos negócios. Mas esses estão à margem da sociedade e nunca foram levados em consideração por esses gestores. Espero que a recíproca seja verdadeira na hora do voto, isso se a maioria não estiver deposta e presa até lá, que é o que deveria acontecer.

Música

Um único dia, cinco faixas

Imagens: Reprodução

A bizarra, criminosa e absurda quarentena mostra a sua real face

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Bandas farroupilhenses se unem para apresentar coletivamente novos singles nesta sexta Yasmin Signori Andrade yasmin@jornalinformante.com.br

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rovando que a música existe com o intuito de unir as pessoas, cinco bandas autorais de Farroupilha vão lançar coletivamente músicas inéditas nesta sexta. Baterya Fox, EntreTantos, Mad Sheep, The Red Vinyl Strings e Two Two são os grupos que juntos formam o “Coletivo Autoria”, e buscam fortalecer o cenário musical da cidade, além de se apoiarem mutuamente. As faixas poderão ser ouvidas nos serviços de streaming e canais utilizados por cada uma das bandas, como Spotify, YouTube, e IGTV (Instagram). Além disso, as músicas estarão disponíveis no Instagram do Coletivo (@autoriacoletivo). Os singles foram todos gravados no K’Sound Studio, em Farroupilha, e tiveram a engenharia de som feita por Matheus Girardi. A união junto ao Coletivo Autoria vem sendo consolidada desde fevereiro, quando os grupos promoveram o “I Autoria Festival”, no Muinho Club. Algumas iniciativas como eventos e oficinas pensadas pelo coletivo estão em modo espera devido ao isolamento social, mas enquanto isso, as bandas estão promovendo vídeos para o Instagram com o intuito de colaborar com a arte e o entretenimento. “É uma prova que a união e parceria dá certo e dá força. Que não seja apenas um momento destas bandas específicas, mas de incentivo para que mais e mais bandas possam surgir na cidade e mostrar seu som”, sugere Nícholas Fonseca, da EntreTantos. Confira os singles que serão lançados.

One or Two, da banda The Red Vinyl Strings Este é o primeiro single oficial do grupo que foi formado em setembro de 2019. No repertório, ainda contam com outras faixas que bebem da fonte do rock alternativo e indie, como “Stay by the Door”, “Honey” e “Just Another One About the Same Girl”. A banda é formada por Bruno de Souza (baixo e vocal), Rafael Gasperin (guitarra), Renan Bassotto (guitarra) e Vinícius Rapkiewicz (bateria).

Pressure, da banda Two Two Criada em 2019, traz influências de bandas como Arctic Monkeys, Blink 182 e The Killers. No repertório autoral, além da Pressure, figuram as faixas “The Cops Never Catch You”, “Never Been in Love”, “Come Home” e “Mailman”. A Two Two é formada por Andrew Parisotto (baixo), Luis Henrique (guitarra e vocal), Lennon Chaves (bateria) e Rafael Gasperin (guitarra).


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Guilherme Macalossi

Música

cisperter@hotmail.com

Guy In The Band, da Mad Sheep O som da banda pode ser definido como rock rasteiro, cru, com riffs marcantes e influências de Black Sabbath, Led Zeppelin, Hellacopters, entre outras. Formada em 2014, a banda sempre buscou fazer seu próprio som. Fez shows pela Serra Gaúcha e, no mesmo ano de fundação registrou as músicas que são parte do primeiro álbum, intitulado “You’re Not So Rock ‘N’ Roll”. Em 2015 lançou um EP ao vivo, gravado no Panama Pub, em Porto Alegre. Agora apresenta a música “Guy In The Band” para marcar a nova fase. A banda é integrada por Mateus Brites (guitarra e vocal), Felipe Pasqual (baixo) e Lennon Chaves (bateria).

Matches In Peak, da banda Baterya Fox O single segue uma linha mais agressiva, com riffs e vocais marcantes. A música fala sobre um romance onde ambos não querem esquecer quem são, enfatizando o quanto é possível mudar por alguém ou algo. A Baterya Fox foi formada em 2018 e já possui outros dois lançamentos, a “Tracy’s Blue Cigarettes” e “Devil Might Laugh”. A banda é formada por Erick Franco (vocal e guitarra), Daniel Zanoni (baixo), Rafael Gasperin (guitarra solo) e Vinicius Rapkiewicz (bateria).

Uma Vida Inteira para Sonhar, da banda EntreTantos Com uma sonoridade pop rock, a faixa traz reflexões sobre sonhos, sobre o valor que damos à vida e aos momentos que realmente importam. A banda nasceu em 2017 como um projeto do IFRS Campus Farroupilha e no ano passado lançou seu primeiro álbum, o “Interprete!”, que conta com 10 músicas. A sonoridade da banda é eclética com pop rock, indie, rock’n’roll, reggae, etc. Na formação estão Camila Mugnol (vocal), Artur Battisti (guitarra solo), Cristiano Onzi (bateria), Rodrigo Pereira (baixo) e Nícholas Fonseca (guitarra).

Não fuja da raia, Claiton O prefeito Claiton Gonçalves é alvo de dois processos de impeachment na Câmara Municipal de Vereadores. O primeiro deles foi movido pelo empresário Glacir Gomes, e se refere à suplementação orçamentária na área da saúde e aquisição de terrenos sem passar pelo crivo do Legislativo. Por ter sido impetrado antes, este é o que se encontra mais adiantado. Como estratégia de ação, o prefeito parece copiar o seu ex-colega Daniel Guerra, que não ofereceu defesa ao processo de impeachment de que era alvo enquanto era prefeito de Caxias do Sul. É bom lembrar que isso não o ajudou a manter no cargo. Foi defenestrado, e suas tentativas posteriores de judicialização do resultado se mostraram infrutíferas. Claiton tem reiteradamente buscado adiar os trabalhos da comissão processante do impeachment. De tal modo que, em recente despacho, Fabiano André Piccoli, vereador que preside os trabalhos da comissão, determinou prazo para que o mandatário fosse ouvido, possibilitando a esse a escolha de um horário, seja de forma presencial, seja por ferramenta online. No texto, Fabiano deixa claro que a remarcação do depoimento e ouvida de testemunhas trata-se de “mero ato de liberalidade desta Comissão, que preza pela ampla defesa do denunciado e boa-fé processual, princípios basilares da legislação pátria”. Mesmo diante das opções dadas pela comissão do impeachment, Claiton voltou a tentar suspender os trabalhos, dessa vez apelando ao problema do coronavírus. Novamente teve o pleito contrariado. Em seu despacho, o desembargador João Barcelos de Souza afirma que “o agravante incorre em evidente contrassenso na medida em que publica um decreto regulando o retorno das atividades em geral, mas pretende valer-se da situação hoje vivenciada pelo país para sobrestar processo administrativo instaurado para apurar irregularidades por ele cometidas no uso de suas atribuições de Prefeito Municipal”. Não há uma boa razão para se adiar ou suspender o andamento do impeachment. Claiton deveria enfrentar o processo, oferecendo aos vereadores a sua versão sobre as acusações que lhe são feitas. A tentativa de adiar os trabalhos da comissão ad aeternum não vai funcionar, apesar do prazo decadencial para finalização da análise. Claiton está fugindo da raia. * Redator e radialista


#EmCasa

Fábio Campos

Pandemia: o que mudou?

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stá bem claro que todos precisaram alterar suas rotinas por conta da pandemia do covid-19. Estamos vivendo mudanças diárias e o que nos espera é um “novo normal”, onde estamos precisando redobrar os cuidados para poder sair de casa. O comércio e serviços reabriram na cidade, porém, com as devidas precauções. Essa semana mostro na Coluna um pouco dessa fase e como as pessoas continuam lidando com a quarentena de suas casas. Lembre-se, use máscara e saia somente se for necessário.

Dicas para o distanciamento

A empresária Jéssica Belaver vestindo a nova coleção da loja Provoq Store Feminina, que está com novidade, atuando com vendas somente por seus canais online no WhatsApp e Instagram @provoqfeminina

A orientação das autoridades de saúde é de distanciamento social e isso quer dizer que passaremos mais tempo em casa. Este período pode ser visto como um martírio ou também com olhos positivos, onde podemos iniciar algumas atividades e hobbies. Tenho visto muita gente aproveitando para fazer cursos online sobre novas áreas de conhecimento. Outras pessoas colocando suas receitas em prática. E mais algumas cuidando de suas plantinhas e criando uma horta em casa. Vale repensar como você tem encarado essa jornada. Dias de mais desânimo serão normais, mas que tal tentar algo novo sem cobranças e julgamentos?

Amanda Feltrin celeb casa na terça, rece pais Elenice Feltrin

Show

As lives estão sendo uma alternativa de entretenimento enquanto as casas de festa estão fechadas. E os artistas da cidade também estão participando. Neste sábado a dupla Vitor Henrique & Gabriel promove a Live dos Guri. O show começa às 20h30min e será transmitido pelo canal dos jovens no YouTube.

Religião

A Diocese de Caxias do Sul divulgou nesta semana um comunicado autorizando a retomada das missas na cidade. Cada celebração poderá contar com, no máximo, 30 pessoas e será preciso tomar alguns cuidados. Todas Igrejas devem disponibilizar álcool gel 70% na entrada, separar adequadamente o espaço dos bancos para que os fiéis permaneçam distantes um dos outros e haverá higienização de todo espaço entre cada um dos horários.

Novidades

O Grupo Feltrin anuncia seu novo empreendimento da área gastronômica, o Vulko’s Pizza & Burger. Os sócios do restaurante, Fabiano Feltrin, Giancarlo Feltrin, Giovani Giubel e Felipe Guizzo organizam os preparativos para abertura do espaço, que promete muita qualidade em seus produtos e experiência.

Alice de Cesero, Janaina Lemos Baptista Rosa e Rafael Bezerra Rosa, equipe do Innovare Salon Hair, que retomou suas atividades tomando todos os cuidados indicados pelas autoridades da saúde


Fotos: Arquivo Pessoal

Franciele Baú com a Zara, sua companheira de quarentena

brou seu aniversário em ebendo o carinho dos n e Giancarlo Feltrin

Ananda Servelin tem aproveitado o tempo maior em casa para testar novas receitinhas. No seu perfil do Instagram ela compartilhou o passo a passo para fazer pão francês, confira no @ananda_ts

Bruna Grazziotin e Eduardo Furlin estão em quarentena, fazendo os preparativos para a chegada da bebê Luisa


Inside

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Egui Baldasso e.baldasso@gmail.com

A inventora de leitores Havia duas coisas lá em casa que eu podia pedir sem medo que era sempre atendido. Para aquilo, nunca faltava dinheiro. Camisas do Grêmio e livros. Com isso, o pai garantia o fanatismo gêmeo do filho, e a mãe finalmente encontrava o que sempre procurou: alguns momentos de silêncio e calma para o do meio, ligado numa tomada com voltagem infinita. E eu confesso que me aproveitava disso. Empilhava minhas camisas tricolores no armário, e já começava a criar o que nem imaginava se tornaria minha já encaminhada biblioteca. Mas as coisas nunca seriam fáceis na nossa família. Naquele dia, em algum ano perdido na minha atropelada adolescência/começo da vida adulta, eu fui com minha mãe ao supermercado. Assim que cheguei, me joguei na sessão de livros, enquanto dona Lúcia, de lista à mão, partia para sua sina de comparações de preço e compra do que era extremamente necessário. Perdido entre títulos, eu viajava imaginando as histórias, os personagens. Ali, eu me encontrava. Escolhi “O Guardião de Memórias” para levar comigo. Notei que era um pouco caro, mas fui com a carta na manga de que para livro sempre tinha orçamento. Eu lembro daquele sorriso amarelo até hoje. Quando coloquei meu novo amigo no carrinho, disfarçadamente, minha mãe pegou e foi reto ver o valor. Era algo em torno de R$ 50,00. Uma fortuna para a época. Sem jeito, ela me disse que, infelizmente, dessa vez não daria. Sem insistir, porque sabia que era verdade, saí em disparada pelo mercado. Outra coisa que eu sempre gostei: bater perna em corredores repletos de coisas boas para comer. Reencontrei ela já na fila do caixa, junto com a surpresa. “O Guardião” estava lá, entre as mercadorias escolhidas para caírem nas sacolas. Eu já ia surtando de felicidade quando percebi que várias outras coisas haviam sumido. Para garantir meu livro, produtos de limpeza e outros essenciais foram preteridos. Minha mãe daria um jeito. Eu não sei se foi somente esse episódio, pequeno dentro do todo, que me fez ser um amante da leitura. Mas ele marcou tanto que eu jamais parei de ler. Devo isso a dona Lúcia. Até mesmo ao restante da família. Deus sabe quanto deixaram de ter, de ganhar, para que minha extravagância com livros fosse respeitada. A única coisa que tenho certeza é que esse gesto, e outros tantos, nunca deixaram o Egui adolescente, e mesmo adulto, sozinho. Quando pensamentos pesados vinham me visitar, eu encontrava neles a companhia e calma que tanto precisava. Quando angústias e medos insistem, são eles que me mostram que está tudo bem. Minha mãe apostou alto. Colocou os livros à minha frente. Fez com que eles estivessem presentes no meu dia a dia. Preenchendo um espaço deixado pelas faltas inevitáveis na vida de qualquer um. Ela fez o que está ao alcance de todos os pais: deu livros, e acabou inventando um leitor e alguém que nunca mais se sentiu sozinho. * Jornalista e escritor

FARROUPILHA, 30 DE ABRIL DE 2020

Sétima Arte

Problema nunca é “A Terra e o Sangue” mostra a luta de empresário para proteger filha de uma investida criminosa que ele acabou envolvido por tabela

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vida de Saïd (Sami Bouajila) não é das mais fáceis. Com uma doença terminal, ele, que já tinha muitas dificuldades em manter a serraria que herdou do sogro em um momento de retração do mercado, luta para dar um futuro melhor à filha Sarah (Sofia Lesaffre), que é deficiente auditiva. A alternativa é se desfazer do negócio e, assim, assegurar a formação da jovem, garantindo a ela uma possibilidade de realizar seu sonho no mundo do desenho. A opção é revelada à cunhada Catherine (Carole Weyers). Além do grupo de funcionários regulares, quem mantém um contato mais próximo com Saïd é Yanis (Samy Seghir), um jovem infrator a quem deu uma oportunidade, mas que tem um vínculo familiar de envolvimento com o crime, especialmente por conta do irmão, o perigoso Medhi (Redouanne Harjane), um traficante que está endividado e que, com seus comparsas criminosos, rouba uma carga de cocaína que estava apreendida em uma delegacia. A investida não é das mais tranquilas e é justamente neste instante que Medhi não pensa duas vezes e acaba usando Yanis para proteger o produto e negociar a questão com o chefe do tráfico Adama (Eriq Ebouaney), para quem está devendo. O problema é que o poderoso traficante não quer muita conversa e passa a agir tão logo a ação desastrada na DP toma conta do noticiário francês. Conhecedor da investida, Adama e sua quadrilha irão atrás de Medhi para a quitação da dívida. Porém, aí o problema não é somente dele, mas também de Yanis que, sem alternativa, acaba se envolvendo no negócio. Ele não coloca em risco so-

mente sua vida, mas também a de Saïd e Sarah, a partir do momento em que armazena a droga na serraria. Nesse meio tempo, o proprietário do local encontra um antigo comprador, o empresário Lefèvre (Eric De Staercke), que ainda se mostra interessado na aquisição do negócio, a chance de Saïd garantir o futuro da filha antes que a doença lhe vitime. Não demora muito, Adama e sua gangue chegam até Medhi e, logo na sequência, até a serraria. Aos poucos a situação foge do controle e o empresário fará de tudo para proteger, especialmente sua filha, da incursão criminosa. O fato de conhecer como a palma da mão o local é um trunfo a favor de Saïd, mas lidar com uma quadrilha armada e altamente perigosa, disposta a tudo para


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FARROUPILHA, 30 DE ABRIL DE 2020

Lauro Edson Da Cás

Sétima Arte

ldacas@hotmail.com

demais

Imagem: Reprodução

Divulgação

Título original La Terre et le Sang Título traduzido A Terra e o Sangue

Mais novo percalço Desgraça pouca é bobagem: o empresário Saïd (Sami Bouajila) acaba no meio de conflito entre traficantes justamente no momento em que sua vida já estava pra lá de complicada

reaver a droga, é um desafio e tanto. Dirigido por Julien Leclercq, que também assina o roteiro com Jeremie Guez, “A Terra e o Sangue” lembra os filmes de ação dos anos 80, estilo “Comando Para Matar”, na linha MacGyver, do célebre “Profissão Perigo”. Há alguns momentos de tensão, mas não apresenta algo de novo em relação ao já visto no gênero, embora seja bem direto e, diferente de outros do segmento, não faça muitos rodeios.

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Direção Julien Leclercq Roteiro Julien Leclercq Jeremie Guez Gênero Ação Suspense Duração 81 minutos País França Ano de produção 2019 Estúdio Labyrinthe Films Umedia Ufund Wallimage Distribuição Netflix

História é para quem tem pressa Em dias de pandemia (e não sabemos se estamos no início, no meio ou no fim disso tudo), algumas considerações mexem e extravasam em pensamentos. Talvez, você mesmo, terá que explicar, daqui há alguns anos, aos filhos (se hoje são pequenos) ou mesmo aos seus netos, o que foi que passamos e vivemos em 2020. Como explicar na História esta parada denominada de ‘quarentena’? O que dizer da corrida insana aos supermercados ou estabelecimentos alimentícios de primeira necessidade, no início disso tudo? E a pressa contida no ser humano? De fato, a pandemia rodeou, conviveu e passou pelos continentes. Deixou muitos rastros e sinais (positivos e/ou negativos) na vida familiar, espiritual, social, econômica e política de toda humanidade. Certamente, ninguém irá esquecê-la tão facilmente, começando pela parada obrigatória (sem estar no cronograma), perpassando até mesmo nas dificuldades mais básicas da sobrevivência (inclusive de se conseguir respirar – respiradores). Direta ou indiretamente, passamos por um período que ninguém ficou imune ao covid-19. Uma parada sendo brusca e, de certa maneira, obrigatória, atiça sentimentos dos mais variados na multidão. Cada pessoa reage de diferentes formas diante da mesma situação ou caso. Das mais diferentes formas, sem dúvida. O caso desta pandemia é generalizado, mas as reações das pessoas são infindáveis que não há como se surpreender. Talvez, a cultura, o próprio sistema de como cada um enxerga o mundo e a vida propriamente dita, provocam tamanhas reações. Cada pessoa se torna um mistério a mais diante de situações que fogem do trivial. Dizem os estudiosos que a mente é maravilhosa! E de fato, é! Nas dificuldades e incertezas parece que a mente se comporta de uma maneira tão fabulosa e extraordinária, gerando vínculos, buscando sentidos e despertando ideias e ações intermináveis. E assim, muitos conseguem gerar harmonia, reflexões e conteúdos, gerar gestos comprometidos e responsáveis para consigo mesmo e para com tantos outros. De outra parte, muitos reagem sem muita certeza e sem cuidado. Comportamentos distintos e/ou particulares de aspecto psicológico, diante da mesma situação. Ao rebobinar a fita destes últimos dias, como explicar a corrida (e pressa) da multidão aos supermercados, mesmo sabendo e sendo noticiado que continuariam sendo abastecidos (não fechados!)? E aquele fenômeno de que muitos fizeram, de fazer estoques, de sair ardorosamente para comprar e esvaziar diversos departamentos dos supermercados? Ah, e o que dizer da compra compulsiva de papel higiênico (e nem fazendo referência local, mas no geral, em diversos lugares)? Até por mais irônico que possa ser, se já não bastassem os memes e piadas que se pulverizaram pelas redes sociais e de interações, certamente existem razões que explicam essas situações citadas. Este tipo de comportamento caracteriza o impacto psicológico atuando no estado emocional da própria população. Sabe-se, também, que diante do consumismo, comprar é algo induzido, impulsivo e irracional. Papel higiênico, se concorda, não é artigo de primeira necessidade, mas nos dá certo alento de estarmos seguros. Enfim, a História é para quem tem pressa. Pasmem! * Mestre em Letras, Cultura e Regionalidade


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Horóscopo Áries - 21/03 a 20/04

As responsabilidades financeiras são altas e as tensões o levam a assumir o controle da situação. A família e o futuro estão em foco e você será levado a avaliar as direções. É preciso agir com ética.

Touro - 21/04 a 20/05

As mudanças pelas quais você vem passando exigem muito de você. É preciso renovar as ideias e praticar uma fala verdadeira e consciente entre as pessoas que o cercam. Mudar as ideias e reciclar os pensamentos vão ajudá-lo a seguir firme e de acordo com os seus propósitos.

Gêmeos - 21/05 a 20/06

Não ter o controle das mudanças aflige o seu emocional e afeta os rendimentos materiais. É essencial ter uma postura firme na administração financeira, com foco em contas e em projetos. Documentos podem ser solicitados. Você está em condições de criar novas oportunidades.

Câncer - 21/06 a 20/07

Você é desafiado a olhar para as suas necessidades e a mudar posturas em relação a uma pessoa importante. Pode ser que você se sinta julgado e em conflito para tomar decisões importantes que o afetam e o deixam mais vulnerável a outras pessoas.

Leão - 21/07 a 22/08

A semana exige de você estratégia e aperfeiçoamento emocional para interagir com normas e com posturas firmes no trabalho. Existe a necessidade de silenciar e de avaliar os passos com sabedoria. Busque a força interior e tome as decisões necessárias.

Vírgem - 23/08 a 22/09

Os projetos devem ser encaminhados com sabedoria e consciência do esforço que cada um está empregando. O céu exige de você um despertar do seu potencial para que tome decisões positivas neste novo ciclo.

Libra - 23/09 a 22/10

As suas posturas são essenciais para dar movimento à carreira e aos projetos familiares. É preciso ter consciência sobre as suas necessidades e guiar os planos com discernimento. O imóvel ou as relações familiares são experiências que o afetam.

Escorpião - 23/10 a 21/11

Um novo olhar para a vida o ajudará a tomar decisões com maior consciência das relações que o cercam, tanto para aqueles que estão perto quanto para aqueles que estão distantes. É um ciclo de despertar por meio dos estudos e do campo filosófico.

Sagitário - 22/11 a 21/12

É preciso avaliar a dinâmica administrativa com sócios, parceiros ou com o cônjuge. O céu exige de você sabedoria para lidar com investimentos que tocam os recursos de outras pessoas. Com sabedoria, você conquistará resultados justos.

Capricórnio - 22/12 a 20/01

As mudanças pelas quais você vem passando são profundas e trarão a você sabedoria para se relacionar com pessoas de uma forma diferente e satisfatória para ambas as partes. O céu exige de você ética, sabedoria e comprometimento com a sua verdade.

Aquário - 21/01 a 19/02

A forma de trabalhar exige de você novas ferramentas. Será necessário avaliar o que há à disposição para concretizar tarefas de uma forma eficaz e produtiva. O céu também fala sobre documentos, regras e justiça.

Peixes - 20/02 a 20/03

Tudo o que lhe é familiar exige uma nova dinâmica e uma postura filosófica. Para esta experiência apresentam-se os projetos, as amizades, os filhos e a consciência do seu potencial. É preciso ter verdade e ética em suas decisões.

FARROUPILHA, 30 DE ABRIL DE 2020


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Edição 635  

Jornal Informante (Farroupilha/RS)

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