__MAIN_TEXT__
feature-image

Page 1

FARROUPILHA

|

ANO XIII

|

EDIÇÃO 633

|

17 D E A B R I L D E 2 0 2 0

Parte da equipe do Hospital Beneficente São Carlos preparada para eventual internação de pacientes por coronavírus, algo que ainda não aconteceu no município e a torcida é para que assim permaneça Matéria Especial, páginas 2 e 3

SAÚDE

POLÍTICA

EDUCAÇÃO

Cuidados com a alimentação Serra pede autonomia ao Estado IFRS produz protetores faciais Nutricionista Ana Paula Portela presta Prefeitos encaminham um documento a Leite Campus Farroupilha solicita doações aconselhamento gratuito no período que recua e permite a reabertura do comércio para produção que se aproxima de mil Páginas 8 e 9 Página 11, Boca de Urna e Editorial Página 14

Yasmin Signori Andrade

Na linha de frente da precaução


2

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

Infraestrutura aMPLIaDa

Hospital São Carlos equipado Instituição vai receber 15 leitos de UTI, estando preparada para o caso da pandemia registrar números altos na cidade

O

Hospital Beneficente São Carlos (HBSC) está se equipando para enfrentar momentos mais delicados em relação ao coronavírus. No total a instituição irá receber 15 leitos completos na modalidade de Unidade de Tratamento intensivo (UTI), para atender pacientes em estado grave da doença. “Temos área pronta para receber todos estes leitos com qualidade”, aponta a superintendente geral Janete Toigo. Atualmente o Hospital possui 10 leitos prontos para atendimento, sendo que destes sete estão ocupados. Nenhuma das internações ocorreu por conta do vírus. “Até o momento não atendemos nenhum paciente com covid-19, o desejo é que continue assim, mas estamos nos preparando para qualquer situação”, salienta Janete. Todos os leitos que o São Carlos possui são completos, o que inclui respira-

dores, portanto, todos podem ser utilizados por pacientes que porventura contraírem o vírus e precisarem ser internados. Dos 15 leitos que o São Carlos vai receber, cinco foram conquistados por meio da campanha que mobilizou boa parte da população farroupilhense. Foi arrecadado R$ 1.077,353,00. Este valor foi inteiramente utilizado para a montagem dos cinco leitos, além de trazer melhorias para os já existentes no HBSC, como a estrutura de isolamento dos mesmos. Grande parte dos equipamentos necessários para disponibilizar os leitos já estão no hospital, o que falta chegar são os respiradores, que foram comprados de uma empresa alemã. A aquisição foi feita no final do mês passado e tem um prazo de entrega de 120 dias, devido à demanda do período. Estes novos espaços de atendimento estão localizados no 2º andar da edificação, isolados dos demais.


3

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

para enfrentar o coronavírus Fotos: Yasmin Signori Andrade

Tudo se encaminhando A superintendente Janete Toigo destaque que o HBSC terá, em breve, uma das melhores estruturas da Serra

Atendimento de ponta Os 15 novos leitos que o São Carlos receberá terão a estrutura completa da modalidade de UTI, assim como o da foto acima

Os outros 10 leitos que farão parte da instituição serão obtidos por meio de repasse feito pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. O valor de 1,7 milhão está à espera de licitações para a compra dos equipamentos, portanto, ainda não há prazo para esses leitos estarem disponíveis no Hospital. Este recurso foi proveniente de um projeto apresentado pela Secretaria Estadual de Saúde, que teve aprovação unânime pelo conselho, devido à situação emergencial de pandemia. “Queremos não precisar usar nenhum destes leitos, mas com essas aquisições nosso Hospital com certeza estará com uma das melhores estruturas da região”, aponta a superintendente. Janete ainda salienta a importância de todas as doações realizadas para o São Carlos, que estão sendo de extrema importância para todo esse processo de estruturação para enfrentar a pandemia e também da preparação de todos os agentes de saúde que colaboram com a Casa de Saúde, que estão preparados para enfrentar qualquer situação.


4

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

Impactos do novo Debora Ghelman *

I

nfelizmente, o coronavírus está causando um estrago a nível mundial. Foi responsável pela queda da Bolsa de Valores, pelo fechamento das fronteiras de diversos Países, pela obrigatoriedade das pessoas contaminadas cumprirem quarentena, pela suspensão das atividades escolares, pela demissão de vários funcionários, pela proibição de visita aos presidiários, além de muitos outros efeitos. E no Direito de Família, quais serão os impactos? No meu ponto de vista, várias áreas da família serão diretamente impactadas. Primeiro, a determinação do governo com o aval da própria população para as pessoas permanecerem o maior tempo possível em seus lares, no intuito de evitar contaminações, aumentará o convívio entre os casais. Por um lado, o aumento dessa convivência poderá gerar um impacto positivo na vida afetiva e

sexual do casal, essa intimidade será uma oportunidade para o casal dialogar com mais intensidade e permanecer mais tempo junto no seio de seu núcleo familiar. Isso sem contar na possibilidade de muitos filhos serem gerados. Todavia, o aumento dessa convivência poderá também ensejar mais conflitos entre os casais, principalmente em relação aos que já vivenciam alguma crise no relacionamento. Consequentemente, muitos divórcios poderão ocorrer. Foi o que aconteceu na China. Com o aumento significativo nos pedidos de divórcios. Por sua vez, no Brasil, a estatística é de que um em cada três casamentos termina em divórcio. Será que o aumento desse convívio forçado será estopim para futuros pedidos de divórcio? Uma outra questão a ser considerada é que o coronavírus está gerando uma crise econômica imensurável. Isso significa economia estagnada, com menos vendas no comércio, aumento do desemprego e redução da


5

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

coronavírus no Direito de Família renda dos patrões e empregados. E qual consequência disso tudo no Direito de Família? Certamente, as pensões alimentícias serão impactadas. Importante esclarecer que a pensão alimentícia é arbitrada pelo juiz levando em consideração a possibilidade de quem paga e a necessidade de quem pleiteia os alimentos. Trata-se do conhecido binômio necessidade/possibilidade. E o valor da pensão só poderá ser aumentado ou reduzido caso haja alguma alteração na renda do devedor ou credor dos alimentos. Então, comprovada a redução na capacidade econômica do devedor, bastante plausível que haja um pedido judicial de revisão dos alimentos. Obviamente, não basta alegar que o coronavírus gerou uma crise econômica e que poderá haver uma redução na renda do devedor, sendo essencial demonstrar a prova de tal redução através de documentos. Ponto positivo: quem irá comemorar a presença dos pais em

casa serão os filhos. Com algumas empresas determinando que seus funcionários trabalhem em sistema de home office, haverá aumento da convivência familiar entre os filhos e seus pais. Pelo menos, serão mais nove horas de convivência familiar diária. Por conseguinte, os pais participarão mais ativamente da vida de seus filhos, aumentando a intimidade e proximidade entre eles. E haja criatividade para inventar brincadeiras, atividades e auxiliar nos estudos das crianças! Contudo, inevitavelmente, serão os idosos os mais impactados com o Covid-19. Conforme noticiado pela mídia, vários asilos cancelaram a visitação dos parentes dos idosos por estes pertencerem ao grupo de risco. Segundo os médicos, estas são as maiores vítimas, os quais merecem maiores cuidados e proteção e, a melhor alternativa, infelizmente, é evitar o contato com o maior número de pessoas. Dessa forma, muitos idosos que vivem sozinhos deixarão de receber visitas em suas casas,

ficando cada vez mais isolados. Este isolamento pode trazer sentimento de abandono, desamparo e solidão, o que contraria as normas do Estatuto do Idoso. Essa será uma triste realidade para quem está na terceira idade. No entanto, não posso deixar de mencionar que ainda existem pessoas solidárias que utilizam a criatividade para o bem estar do próximo. Como exemplo, posso citar a existência de um projeto criado por duas mulheres a título de trabalho voluntário, o qual pode ser encontrado no site saudeeenvelhecimento.com.br/ anjo, incentivando as pessoas a serem o “anjo da guarda” de um idoso. Essa ideia funcionará da seguinte forma: o WhatsApp será utilizado para se comunicar com um idoso conhecido que mora sozinho, a fim de apoiá-lo, procurando saber como ele está e como passou o dia. Excelente ideia, contudo, a maioria dos idosos ainda sofre com a dificuldade lidar com a tecnologia. Como vemos, a ocorrência de

um evento inesperado como o coronavírus gera o chamado efeito borboleta. O vírus infecta um único indivíduo na China e ele contamina outras pessoas. De repente, o vírus se alastra de forma tão rápida que acaba ultrapassando as barreiras globais. Finalmente, quase todos os Países são infectados. Por conseguinte, a economia mundial é atingida e todas as esferas políticas, econômicas, legais e sociais são afetadas. E o Direito de Família também acaba sofrendo um grande impacto, assim como todas as outras áreas do Direito Brasileiro. Gosto sempre de lembrar que crises são oportunidades e, no Direito de Família, o “efeito coronavírus” certamente será uma oportunidade para que todas as relações familiares sejam revistas, aprimoradas e, quem sabe, reconstruídas. * Advogada especializada em Direito Humanizado nas áreas de Família e Sucessões


6

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

Incongruências de um discurso hipócrita Finalizada a primeira semana de reabertura do comércio de Farroupilha, a péssima notícia aos que fazem coro com a extrema imprensa e com políticos desqualificados (via de regra, as pessoas posicionadas no mais alto estrato social), o município não registrou um caso de nova contaminação pelo coronavírus. Nem um mísero caso. No período de três semanas de quarentena foram cinco. A notícia é excelente, mas desalentadora para os profetas do apocalipse, que torcem pela desgraça porque não se inserem neste contexto e não tem um pingo de empatia e consideração pelos mais necessitados, que integram a maioria da classe trabalhadora da cidade, fato que certamente os catastrofistas desconhecem, até mesmo porque seu conhecimento de mundo não vai muito além da bolha em que vivem. A cada dia que passa esse discurso bizarro e hipócrita, da necessidade absoluta de uma quarentena horizontal, cai por terra com a força dos números que se impõe sobre a realidade de maneira avassaladora. Até mesmo em Países onde a situação verificada fugiu do controle, como Itália e Espanha, os números explodiram, na ver-

dade, a partir da reclusão, como está ocorrendo agora nos Estados Unidos, mas esse é um dado que não interessa a quem professa o terrorismo. Ainda que Farroupilha venha a ter novos registros (e quem sabe até números altos nos próximos dias, o que é bem improvável), estes ainda poderiam estar vinculados ao período de confinamento absurdo a que a população foi arbitrariamente submetida, num primeiro momento por uma bizarrice de decreto municipal, num momento posterior por uma bizarrice endossada pela esfera estadual. Encabeçando o Comitê de Crise do Vírus Chinês havia algum farroupilhense assalariado? De piso de fábrica? Autônomo? Micro ou pequeno empresário? Não. Havia a elite da cidade. Não a intelectual, isso nem de perto, mas a política/financeira, seja a que foi eleita, a comissionada ou a formada por funcionários públicos, com seus salários pomposos, estabilidade no emprego, casas confortáveis, serviços de streaming à disposição e uma preocupação inexistente com as camadas mais desfavorecidas, que é justamente quem vai pagar a conta e que paga as regalias dessa gente. O pesado ônus dessa irresponsabi-

lidade irá recair, como sempre ocorre, nos mais fracos e desassistidos, dos que perderam o trabalho aos que terão que fechar seus pequenos negócios, enquanto os que provocaram o colapso econômico farroupilhense ainda terão a cara de pau de dizer que evitaram uma tragédia. Não só não evitaram como irão gerar uma muito maior que a pandemia, infelizmente, uma que se arrastará por anos. Gente que se lixa se você perder o seu emprego ou fechar sua empresa e que não abre mão de R$ 1,00 do salário, mas exige que você se sacrifique pelo “bem da coletividade”. Hipocrisia pouca é bobagem, convenhamos. Gente que logo mais, ali na frente, vai lembrar de ti. Mas não para oferecer qualquer tipo de auxílio, mas em busca do teu voto. Hipocrisia pouca é bobagem, mesmo. Mas essa é uma tragédia que não será vista de mansões ou de suntuosas coberturas de prédios localizados em bairros nobres, com todo o aparato de segurança que garante o conforto de quem não tem uma preocupação que vai além do próprio umbigo. Essa tragédia será sentida nos bairros periféricos e terá efeitos colaterais em regiões mais próspe-

ras e que, por óbvio, não serão vinculados à decisão política surreal. O prefeito Claiton Gonçalves, médico, foi corajoso ao determinar a reabertura do comércio e do setor produtivo e teve que fazer isso pisando em ovos, para não ter o decreto revogado pelo Estado. Felizmente não o teve, apesar do esforço do Ministério Público Estadual, por meio do procurador-geral de justiça, Fabiano Dallazen, que tentou derrubá-lo, mas teve seu pedido indeferido pelo desembargador Vicente Barroco de Vasconcellos, do Tribunal de Justiça do Estado. Isso permitirá uma sobrevida, um respiro à economia da cidade em diversas frentes e irá minorar o tamanho da pandemia econômica. Que essa reabertura do setor produtivo seja gradual, efetiva e permanente até que se processe a volta da normalidade por completo, o quanto antes, para que os danos causados à economia evitem uma destruição completa de Farroupilha. Mesmo assim, a barbárie e o caos serão vistos nos próximos meses e, quem sabe, até anos. Mas há um ponto positivo nessa triste história: será muito fácil perceber quem deu origem a isso tudo.

Limitações de locomoção, toques de recolher, falta de liberdade, controle de finanças, racionamento de comida, escassez de produtos, desabastecimento, extrema imprensa

criminosa a procura de dinheiro, populismo chulo e barato, incerteza sobre o futuro, fome, pobreza, miséria, desespero, morte... enfim, está sentindo isso na pele?

A situação é agradável? Se é, bem-vindo ao comunismo/socialismo na prática. É o que estamos vivendo. Querem isso para o futuro? Não? Até segunda ordem, há perío-

do eleitoral logo mais à frente. É só observar as siglas que passam pano para o Partido Comunista Chinês, arquiteto de todo esse caos e barbárie. A escolha é com vocês.

Que tal o comunismo/socialismo na prática? Índice Editorial

Matéria Especial .................................... Páginas 2 e 3 Editorial ...................................................Página 6 Opinião ......................................................Página 7 Saúde .........................................................Páginas 8 e 9 Cidade ........................................................Página 10 Política .....................................................Páginas 11 a 13 Educação .................................................. Página 14 Esporte ..................................................... Página 15

Inside

Especial..................................................... Capa, 2 e 3 Crônicas da Redação ............................. Página 2 Guilherme Macalossi ............................ Página 3 Social ........................................................ Páginas 4 e 5 Egui Baldasso ......................................... Página 6 Sétima Arte .............................................. Páginas 6 e 7 Lauro Edson Da Cás ............................... Página 7 Horóscopo ............................................... Contracapa Classificados .......................................... 8 páginas

Redação: redacao@jornalinformante.com.br Juliana Inês Casa Barbieri juliana@jornalinformante.com.br Ramon Cardoso ramon@jornalinformante.com.br Yasmin Signori Andrade yasmin@jornalinformante.com.br

Comercial: comercial@jornalinformante.com.br Fabiano Luiz Gasperin gasperin@jornalinformante.com.br Jean Marco Lançarin de Mattos comercial5@jornalinformante.com.br Maria da Graça Potricos Leite maria@jornalinformante.com.br

Anúncios: anuncios@jornalinformante.com.br Marcelo Bortagaray Mello marcelo@jornalinformante.com.br Tiago Rodrigues da Silva tiago@jornalinformante.com.br

Financeiro: financeiro@jornalinformante.com.br Keli de Almeida Maciel keli@jornalinformante.com.br

Assinaturas: assinaturas@jornalinformante.com.br Assinatura Bienal: R$ 250,00 Assinatura Anual: R$ 150,00

Telefones (54) 3401-3200 / (54) 3401-3201 (54) 3401-3202 / (54) 3401-3203

Endereço Rua Dr. Jaime Romeu Rössler, 348, Bairro Planalto

Colunistas Crônicas da Redação Dolores Maggioni Egui Baldasso Fabrício Oliboni

Guilherme Macalossi Lauro Edson Da Cás Paulo Roque Gasparetto Rita Rosa Baretta

A manifestação dos colunistas é livre e independente e não necessariamente reflete a opinião do Tabloide sobre os temas abordados nas colunas

@PaperInformante www.jornalinformante.com.br

/jornalinformante


7

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

Mais lenha na fogueira A covid-19 criou dois grupos de vítimas, os milhares de mortos e a iminente depressão na economia. Caso o Senado convalide o projeto aprovado pelos deputados federais, um “cheque em branco” para governadores e prefeitos perdulários, estará criando mais um efeito nefasto do coronavírus. O PLP 149 significará a ratificação de que, no Brasil, há dois tipos de cidadãos: os de primeira e segunda categoria Mateus Bandeira * O coronavírus produziu dois tipos de vítimas conhecidos. Os milhares de mortos e a economia. No primeiro caso, tristes números aumentam diariamente. No segundo, uma bomba-relógio vai provocar depressão histórica. O terceiro tipo de vítima está sendo armado no Congresso. A Câmara acendeu o pavio esta semana ao aprovar o PLP 149, apelidado de pauta-bomba. Como resumiu o ministro Paulo Guedes, trata-se de um “cheque em branco” a governadores e prefeitos. Caso o Senado não apague este pavio, os governantes locais continuarão gastando sem se preocupar com a crise econômica iminente. “Poderão manter intacta a estrutura que propiciou o colapso de suas

contas e que, em grande medida, inviabilizou o funcionamento da máquina estatal”, resumiu, em editorial, o Estadão. O terceiro tipo de vítima será a deterioração para além do necessário das contas públicas e a manutenção do fosso social que divide o Brasil em cidadãos de 1ª e 2ª classe. Embora a covid-19 seja ainda pouca conhecida, governantes ao redor do mundo passaram a adotar estratégias de manada. Quase sem debate, decretaram o isolamento social ou o lockdown. Com a convicção dos tolos, governadores decidiram suspender de forma irrefletida o funcionamento da economia. Estão gerando quebradeira e desemprego, bloqueando a arrecadação. Com os cofres vazios, agora buscam o Parlamento, valhacouto de maldades travestidas de bondades. Claro que é preciso cuidar da saúde das pessoas. Igualmente justo bancar a sobrevivência dos desamparados. Também correto socorrer empresas, evitando o aumento do desemprego. Eis o dinheiro bem aplicado. Aumentar o déficit e a dívida com objetivo justo e humanitário. Porém, assim como cada vírus tem sua própria vacina, cada setor da economia merece tratamento único. Não é possível tratar o setor público da

mesma forma que o privado. É o setor privado que sustenta o setor público. Se o Congresso não tiver cuidado, vai aumentar o rombo fiscal de Estados e Municípios. É como colocar mais lenha na fogueira do nosso crônico descalabro fiscal. Por isto é preciso fazer esta distinção. Comprar respiradores, garantir renda aos desfavorecidos e evitar falências é investimento. Contrair dívida e aumentar o déficit para preservar estados perdulários – e proteger privilégios – é gasto sem volta. Além de inútil, é injusto. O economista Bernard Appy fez esta ponderação. “O inevitável apoio financeiro da União deve se restringir aos impactos temporários da crise. Idealmente (este apoio deve estar) vinculado a contrapartidas, como uma redução do vencimento dos servidores afastados do trabalho semelhante à proposta para o setor privado”. Este é o ponto fulcral da necessária ajuda a Estados e Municípios. Um cheque em branco autoriza os mandatários a preservarem privilégios do funcionalismo e adiarem a venda de estatais. Pergunto: por que um operário que recebe salário mínimo pode ter seu salário reduzido e um juiz que ganha acima do teto salarial (R$ 39,2 mil), não? Se resta dúvida ao leitor, sugiro a

leitura do “hexágono” de Roberto Campos. “A Constituição de 1988 criou um hexágono de ferro, que dificulta a modernização administrativa”, escreveu. “Os lados do hexágono são a (1) estabilidade do funcionalismo, (2) a irredutibilidade dos vencimentos, (3) a isonomia de remunerações, (4) a autonomia dos Poderes para fixação dos seus vencimentos, (5) o direito quase irrestrito à greve nos serviços públicos e o (6) regime único de servidores. Ou seja, o Estado garante tudo a uma minoria que desfruta da estabilidade e ótimas remunerações, enquanto milhões de trabalhadores estão desempregados”. Roberto Campos não conheceu o coronavírus. Mas conhecia o vírus da burocracia que aprisiona o Estado e faz do Brasil um dos Países mais injustos do mundo. A crise pandêmica que fustiga o Brasil pode ser uma oportunidade para mostrarmos que aqui não há mais espaço para cidadãos de 1ª e de 2ª categoria. Para isto, é preciso que o Senado desarme a bomba-relógio acesa na Câmara. Ainda há tempo.

refas com meu filho tenho perdido a paciência e, depois, sinto-me culpado, já que sou um professor. Meu filho, nada inocente, há tempos sabe como me tirar do sério e, nisso, já tem pós-doutorado. Sei que a situação não é exclusividade aqui em casa. O envolvimento emocional, às vezes, acaba por soterrar todo o planejamento oriundo da racionalidade pedagógica. Um aspecto que chama a atenção é que no ranking da Varkey Foundation, de 2018, acerca do status do professor, o Brasil é o País que ocupa a última colocação, entre todos os pesquisados, em valorização dos professores. A sociedade brasileira, como um todo, desvaloriza o trabalho realizado nas escolas por professores, coordenação pedagógica, diretoria e os funcionários. Os que podem, no momento, trabalhar em home office, têm tido a experiência de conjugar trabalho, aulas e lições de filhos e afazeres domésticos. Felizmente, no campo educacional podemos usar os recursos disponíveis na internet e em plataformas de ensino

online. Contudo, não nos esqueçamos: são ferramentas e quem as opera, depois de muito planejamento, são os professores. A educação efetiva traz à tona a importância não apenas da transmissão de conteúdo, mas da função socializadora da escola. O ensino não se esgota nas quatro horas, em média, passadas numa sala de aula. A aula depende de planejamento dos objetivos a serem atingidos, os meios necessários para melhor explicar conceitos abstratos em exemplos concretos e conseguir o envolvimento dos alunos nessa jornada. O trabalho do professor não se limita à dimensão quantitativa: horas-aula, número de alunos e de provas para corrigir. A educação tem uma especial dimensão qualitativa, que abarca o universo individual, emocional, social, cultural e ritmos distintos de aprendizado de cada um. Professores estudaram – e muito – para preparar boas aulas e nunca deixam de estudar, pois manter-se atualizado é primordial numa profissão que nós vamos

envelhecendo e nosso “público” sempre terá a mesma idade. Muitos de nós, professores, somos formados num mundo analógico e lidamos com crianças e jovens numa cultura digital, cujo tempo presente e a ansiedade por fazer muitas coisas ao mesmo tempo sem a devida atenção e concentração nos desafia diariamente. Manter uma turma atenta na universidade com jovens na posse de seus celulares é uma verdadeira epopeia pedagógica. Só quem lá está, sabe. Nos primeiros anos da escola não deve ser diferente, ainda que sem o celular. Que possamos, em breve, retomar nossas vidas normalmente. E que a educação, a escola e os professores recebam a atenção que merecem. Que o professor tenha o respeito que lhe é devido, um salário que lhe seja digno da responsabilidade de seu ofício. Tomara.

Pandemia e Educação Rodrigo Augusto Prando *

A pandemia que ora nos coloca em isolamento social trouxe impactos consideráveis em nossas vidas. A educação é uma dessas áreas que merece atenção de toda a sociedade. Provavelmente, o leitor já recebeu no celular áudios e frases de pais e mães desesperados querendo devolver seus filhos à escola, suplicando pelos professores e, até, propondo aumentos robustos de salários. O humor, aqui, tem sua serventia à reflexão sociológica. Como se costuma dizer: só valorizamos algo quando perdemos, ainda que temporariamente. Em casa, somos (minha esposa e eu) dois professores, ambos, contudo, lecionamos em universidades. A formação pedagógica, no meu caso, direciona-se ao ensino de Ciência Sociais para jovens e adultos. O processo de ensino e aprendizagem com crianças não é o mesmo com adolescentes ou universitários. Sistematicamente, ao realizar as ta-

* Foi CEO da Falconi, presidente do Banrisul, secretário de Planejamento do Rio Grande do Sul e candidato ao governo gaúcho

* Professor e pesquisador da Universidade Presbiteriana Mackenzie no Centro de Ciências Sociais e Aplicadas


8

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

Alimentação sem estresse

durante a quarentena Nutricionista Ana Paula Portela presta aconselhamento gratuito a quem está com dificuldades durante este período de reclusão Yasmin Signori Andrade yasmin@jornalinformante.com.br

A

união e a empatia fazem toda a diferença para enfrentar este momento de pandemia. Pensando em como fazer sua parte, a farroupilhense Ana Paula Portela, formada em Nutrição pela Unisinos, criou a ação “Hoje Eu não Abraço, mas Acolho”. Com isso ela está se colocando à disposição para aconselhamentos gratuitos a pessoas que estejam com dificuldades, ou descontando seus sentimentos e anseios na alimentação durante a quarentena. “Vi alguns psicólogos oferecendo acolhimento para pessoas que estavam sofrendo de ansiedade e decidi me inspirar”, lembra Ana Paula, que trabalha com abordagem da nutrição comportamental especializada pelo método Sophie Deram, humanizado, sem a prescrição de dietas, focada no bem-estar geral do paciente. “Coloquei a ideia em prática depois de conversar com uma paciente que me contou como estava sendo para ela e toda família, que estavam bastante ansiosos e acabavam descon-

tando na alimentação. Isso acabava gerando frustração e ainda mais ansiedade”, salienta. E este é um cenário recorrente na vida de muitos que estão cumprindo o isolamento social. Para auxiliar estas pessoas a nutricionista está se colocando à disposição, respeitando as recomendações de distanciamento social. Quem estiver precisando de ajuda pode contatar pelo Facebook (Ana Paula Portela), Instagram (@_anapportela) ou pelo fone (51) 983.338.701. As conversas podem acontecer por mensagens ou até mesmo por chamadas de vídeo, conforme a preferência de cada pessoa. E a gentileza não para por aí, Ana Paula ainda estendeu o convite para outros amigos e criou uma rede de apoio neste período. “Convidei colegas nutricionistas para embarcarem comigo na campanha e, atualmente, mais de 15 nutricionistas de todo Rio Grande do Sul já abraçaram a causa”, revela. Atitudes como esta mostram que a união realmente faz a força e, com o auxílio de todos, esse momento pode ser enfrentado com mais tranquilidade. Ana Paula ainda separou algumas dicas de como cuidar da alimentação nesse período. Veja abaixo.

Dicas para se manter em paz com Rotina: estabeleça uma rotina com as atividades do seu dia e com a alimentação. Se possível prepare suas próprias refeições e separe um tempo para se alimentar, procure não fazer isso em frente ao computador, ou TV. Coma com calma e esteja presente no momento da alimentação. Industrializados: assim como de forma geral, evite alimentos industrializados e ultra processados como salgadinhos, fast foods, biscoitos açucarados e refrigerantes. Se já tiver estoque em casa, mantenha em um lugar que não fique à vista, para não gerar desejo.

Consumo de frutas e verduras: esses alimentos podem ser congelados para não precisar ir ao mercado com frequência. Vale lembrar da importância da higienização correta, que deve ser feita com água sanitária conforme a diluição indicada no rótulo de cada alimento. Ao cozinhar tente usar a criatividade com os ingredientes que você tem em casa. Equilíbrio: não se deixar levar por informações falsas de que algum alimento específico pode aumentar a imunidade. Pelo contrário, é adotando uma alimentação variada que mantemos nossos nutrientes em dia. A imunidade é uma soma de


9

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

Arquivo Pessoal

Empatia durante a pandemia Ana Paula, nutricionista, está pensando no próximo durante a quarentena e prestando auxílio para quem está com dificuldades na alimentação

m a comida durante o isolamento diversos fatores que vão além da alimentação. Sono: a privação do sono está ligada diretamente a alterações de humor, ansiedade e aumento do apetite. Para evitar esses sintomas é necessário que o período de sono seja direto, sendo o ideal de oito horas por dia. Exercícios físicos: as práticas de exercícios físicos colaboram para combater estresse e ansiedade, além de nos deixar mais motivados. Cuide de você: não fique focado em trabalho e informações que não te fazem bem. Separe um tempo para você e utilize como te fizer bem, seja meditando, assistindo um filme, lendo um

livro ou em uma vídeo chamada com alguém. Tenha calma: lembre-se que você precisa respeitar seu corpo e suas vontades, e não se cobre para ser perfeito o tempo todo. Em alguns dias estaremos mais motivados que em outros, por isso é importante tentar manter a rotina e buscar o equilíbrio. Não se restrinja: bateu vontade de comer um doce ou salgadinho, tudo bem, já estamos bastante pressionados, não se culpe por comer algo que te faça feliz. O quanto você come desses alimentos é muito mais importante do que se você consome ele.


10

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

Divulgação

Pré-Romarias ao Santuário canceladas Eventos religiosos não serão realizados e até mesmo a 141ª edição da tradicional celebração está ameaçada

Este é o Caramelo. Ele foi abandonado ainda filhote em 2016, e desde então vive em um hotel para animais. Está em busca de uma adoção responsável, ou auxílio para pagamento da hospedagem e da ração. Interessados podem manter contato pelo fone 999.371.647.

E

ventos que são uma prévia da Romaria de Nossa Senhora de Caravaggio, as pré-romarias estão canceladas em virtude da pandemia do coronavírus, medida tomada a fim de evitar a propagação do covid-19. Realizadas ao longo dos meses de abril e maio, as celebrações religiosas costumam reunir cerca de 70 mil devotos, um fator que foi fundamental para determinar o cancelamento.

“É o momento de cada um de nós reforçar sua fé, interiorizar seus pedidos e agradecimentos e principalmente cuidar da sua família e da saúde de todos. O Santuário segue com portas fechadas, mas com missas ocorrendo diariamente e com transmissão pela internet para todo o público”, explica o reitor do Santuário, padre Gilnei Fronza. Uma das principais celebrações religiosas do País, até mesmo a 141ª Romaria ao Santuário de Caravaggio, prevista para ocorrer nos dias 23,

Esplanada vazia Entre a Pré e a Romaria, cerca de 200 mil devotos se dirigem todos os anos ao Santuário farroupilhense

24 e 26 de maio, não tem confirmada a sua realização de forma aberta ao público e a tendência é que seja realmente virtual. O lema deste ano é apropriado e uma espécie de vaticínio: “Ó Maria, mãe compassiva, ajudai-nos a cuidar o dom da vida”. Em média, 130 mil fiéis costumam se dirigir ao templo religioso.

Arquivo Jornal Informante

Alguém quer me adotar? FÉ a distância


11

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

MORDE E ASSOPRA

Serra Gaúcha pede abrandamento das restrições do decreto estadual e governador acata a solicitação Prefeitos Claiton Gonçalves, Flavio Cassina, de Caxias do Sul, e Guilherme Pasin, de Bento Gonçalves, lideraram movimento e encaminharam documento a Eduardo Leite para a reabertura do comércio na região serrana

A

manutenção e prorrogação do decreto estadual, que impõe restrições significativas ao setor produtivo, especialmente ao comércio, até o dia 30 de abril, em nova decisão do governador Eduardo Leite, tomada na tarde de quarta, foi recebida com desânimo por parte de pequenos empresários serranos. As medidas de contenção no combate à propagação do covid-19 valiam para as Regiões Metropolitanas de Porto Alegre e Serra Gaúcha, e geraram a mobilização dos chefes do Executivo dos três maiores municípios do Nordeste. “Mantive contato com os prefeitos Flavio Cassina, de Caxias do Sul, e Guilherme Pasin, de Bento Gonçalves, e encaminhamos um documento conjunto ao governador para que ele revisse a posição adotada na prorrogação de seu decreto estadual em relação à Serra. Não temos um número expressivo de internações pelo covid-19, nenhum óbito nos três municípios (o ocorrido em Bento foi de um morador de Serafi-

na Corrêa que estava internado no Hospital Tacchini) e uma situação que está controlada”, destacou o prefeito Claiton Gonçalves. Decreto estadual já havia sido rechaçado na cidade pelo TJ/RS Farroupilha foi o primeiro município a determinar, por decreto municipal, a reabertura do comércio, ocorrida no último dia 9, se contrapondo ao decreto estadual. Em relação ao novo proposto pelo governador, nada muda no município, até mesmo porque uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) foi movida pelo Ministério Público Estadual, por parte do procurador-geral de justiça, Fabiano Dallazen, contra o prefeito, no mesmo dia que foi proposta a reabertura, e o pedido liminar, que buscava impedir a validade do decreto municipal sobre o estadual, foi indeferido pelo desembargador Vicente Barroco de Vasconcellos, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ/RS). “Em Farroupilha a situação se-

gue inalterada. Nosso decreto já era muito mais restritivo do que o estadual em questões como higiene e proteção”, reforçou Claiton. Minutos após o prefeito falar com a Redação, no início da tarde de quinta, o governador voltou atrás em sua decisão e permitiu a reabertura do comércio serrano, desde que os prefeitos das cidades adotem um protocolo de medidas que busque preservar a população e evitar a propagação do vírus chinês (veja mais na seção Boca de Urna, página 13). No final da tarde de quinta, após o fechamento desta Edição, estava prevista uma primeira revisão do decreto municipal, que deve ser publicado no sábado. “Nós iremos analisar todas as questões e certamente avançaremos no que se refere à flexibilização das regras, em mais um passo para que o setor produtivo e a economia retomem sua normalidade”, esclareceu Claiton. Dois pontos muito debatidos na Câmara de Vereadores nesta semana foram as questões envolvendo os bares e restaurantes e o projeto de lei encaminhado para normatizar

o estado de calamidade pública. Haverá um avanço na primeira pauta e um retrocesso na segunda, conforme explicou o chefe do Executivo. No decreto? Bares e restaurantes têm dia decisivo para a reabertura “No que se refere aos bares e restaurantes nós temos uma reunião nesta sexta pela manhã com o Sindicato da categoria e eles devem ser incorporados ao futuro decreto, que terá uma nova redação com os eventuais ajustes e será publicado no sábado. É uma cadeia importante da economia farroupilhense e vejo com bons olhos a sua reabertura. Estamos sensíveis a isso. Quanto ao projeto de lei nossa ideia era não só de envolver os vereadores na discussão, mas especificamente para permitir que ampliássemos o número de fiscais, porém acredito que não será mais necessário. Tanto a população quanto os estabelecimentos comerciais estão bem conscientes das medidas do decreto e acredito que o número atual de fiscais seja suficiente”, finalizou Claiton.


12

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

A quem interessa a abusiva quarentena?

Essa é uma resposta que está longe de ser simples, mas sabemos, de maneira clara, a quem ela não interessa. Não interessa à maioria da classe trabalhadora farroupilhense, obrigada, por conta de um decreto absurdo e surreal, a ficar confinada em casa durante três semanas enquanto os autores da barbárie inconstitucional seguiam recebendo seus gordos salários. O resultado está desenhado abaixo. É bobagem ou inocência achar que a decisão teve algo a ver exclusivamente com questão sanitária, está mais para catastrofismo, achismo e adivinhação. O preço a ser pago está aí. Fiquem tranquilos, leitores, que iremos contabilizá-lo, em perdas de empregos e fechamento de empresas gerados pelos ‘especialistas em pandemia’, responsáveis diretos pelo caos. Gestão do prefeito em exercício, Gestão do prefeito eleito, Pedro Pedrozo Claiton Gonçalves Quarentena: horizontal Quarentena: vertical (humanitária) Duração: três semanas Duração: uma semana Setor produtivo: fechado Setor produtivo: aberto Casos do vírus chinês: cinco Casos do vírus chinês: 0 (zero)

Solução do problema na verdade é a causa

A Itália é o primeiro exemplo que surge quando se fala em descontrole da pandemia. Pois bem, olhem a curva de ascendência do vírus chinês em solo italiano. Ela decolou justamente quando a população foi confinada. Aconteceu o mesmo na Espanha e está ocorrendo situação similar nos Estados Unidos. Fica difícil fazer qualquer tipo de análise quando ela é contaminada pela extrema imprensa e por infectologistas alinhados a uma corrente ideológica que deseja o caos e a destruição da economia. A junção destes dois fatores é muito mais letal que o coronavírus. O acesso à informação hoje é irrestrito. É só olhar os Países que apresentam número baixo de infectados e de óbitos. Em todos o isolamento foi centrado em grupos de risco. Aliás, a União Europeia já recomendou o abrandamento das questões que envolvem o isolamento e a Itália e Espanha, epicentros da pandemia, iniciaram movimentações neste sentido.

Projeto de lei engessa o decreto municipal

Muito embora seu objetivo possa ter sido envolver o Legislativo na discussão do covid-19, o prefeito Claiton Gonçalves exagerou ao tentar transformar um decreto, que é de sua competência exclusiva, em projeto de lei. Apesar de haver necessidade e vácuo legal no que se refere à ampliação do número de fiscais, as demais questões atinentes a um projeto de lei de calamidade pública não podem ser endossadas pelos vereadores sob pena de muitas situações ficarem engessadas em um trâmite legislativo quando, na verdade, têm que ser definidas de imediato, com uma resposta célere e efetiva. Não haveria óbice algum ao projeto de calamidade, ele é até justificado, mas não poderia contemplar questões que exigem dinamicidade. Claiton irá retirar o PL e desistiu de encaminhar um novo sobre o tema, até mesmo porque o número de agentes de fiscalização não necessita ser ampliado diante da compreensão do decreto.

Vital: a questão dos bares e restaurantes

A bancada do PSB, com os vereadores Fabiano André Piccoli e Rudmar Elbio da Silva, já havia encaminhado ao Executivo um pedido para a reabertura dos bares e restaurantes, mas essa situação já estava contemplada dentro do projeto de lei de calamidade pública, de sorte que a prefeitura, até o PL não entrar em debate no Legislativo, não tinha como alterar o decreto a menos que retirasse o projeto do Parlamento, que acabou fazendo. O imbróglio foi feio e prejudicou um setor fundamental para a economia da cidade e que está sendo estrangulado, uma semana a mais do que os demais foram. Há que se ter bom senso, não somente com este segmento, mas todos os outros que ainda seguem de portas fechadas. Muitos pequenos empresários têm relatado à Redação incertezas quanto à continuidade de seus negócios, o que teria um impacto devastador em Farroupilha. Seguindo as recomendações sanitárias básicas, não há mais sentido em se restringir a movimentação. A retomada da economia é para ontem. Há dois casos de coronavírus na cidade com pacientes em acelerado processo de recuperação e em isolamento domiciliar, nenhuma internação, e quatro curados. Nem é possível chamar isso de pandemia.


13

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

Uma bizarrice atrás da outra

O governador Eduardo Leite estufou o peito para dizer que seu estudo para definições das restrições previstas em decreto estadual no combate à pandemia do covid-19 contava com um trabalho minucioso da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em parceria com outras 11 universidades, públicas e privadas do Estado. Pois bem, um dia depois de prorrogar o prazo de vigência do absurdo decreto inicial, que encerrou na quarta, até o próximo dia 30, ele recebe a informação de prefeitos da Serra de que o coronavírus está com números baixos na região, tanto no que se refere a contágio, a óbito (nenhum até o momento), e baixa ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), algo em torno de 60%. A pergunta que não quer calar: a UFPel e as demais instituições de ensino não tiveram a capacidade de levantar esses dados? Fizeram o que durante essas duas semanas de vigência do decreto estadual? Um estagiário, dos mais desqualificados, consegue apurar isso em uma tarde de trabalho com meia dúzia de ligações.

Uma bizarrice atrás da outra II

Diante do apelo de chefes do Executivo serranos, preocupados com a real pandemia que está em curso e que é muito mais devastadora que o coronavírus, que é a econômica, o governador voltou atrás na medida a partir das informações prestadas, essas que um estagiário inapto conseguiria obter em seu primeiro dia de trabalho em seu primeiro emprego. Mais, destacou que o número de casos na Serra é proporcional ao da população e, por conta disso, estaria dentro da média das demais regiões do Estado. Um cálculo que você, caro leitor, até mesmo o leitor que odeia e não entende absolutamente nada de Matemática, consegue fazer em 5 minutos de pesquisa. As universidades contratadas não conseguiram fazer esse cálculo? Os prefeitos tiveram que mostrar que a pandemia está sob controle na região serrana. Que raio de estudo é esse, governador? Não é de acreditar as justificativas dadas por Eduardo Leite. Já não eram críveis as de restrição, as de abrandamento são completamente surreais.

Uma bizarrice atrás da outra III

Os 14 municípios que integram a Região Metropolitana da Serra Gaúcha, portanto, passam a ter autonomia para definições de regras em decretos municipais, algo que Farroupilha foi precursora. É difícil entender se foi mais absurda a restrição ou a liberação a partir de informações prestadas, dados pra lá de rudimentares e de fácil obtenção. Leite mostra que está completamente perdido em sua gestão e que esse Gabinete de Crise do Estado tem a mesma capacidade de compreensão da realidade que o trabalho inicial executado pelo Comitê de Crise do Vírus Chinês em Farroupilha, ou seja, nenhuma. Ambos estrangularam a economia da cidade de maneira impiedosa. Seria interessante sugerir a ambos um estudo que demandará mais tempo: o de verificar o número de empregos perdidos e de empresas fechadas no município. Acho que seria necessária a apuração, a ser feita justamente por quem deu causa a tudo isso.

Farroupilhenses todos ‘mascarados’

O uso indispensável e obrigatório de máscara foi uma das primeiras medidas adotadas no decreto municipal e seguido, nos últimos dias, por vários gestores País afora. Como médico, o prefeito Claiton Gonçalves defendeu a utilização do material. “O uso da máscara diminui em até 30 vezes a chance de contágio da doença. Os farroupilhenses entenderam e certamente isso terá um impacto no número de infectados, que já é baixo e esperamos que permaneça assim com a cura dos dois que ainda estão com o coronavírus”. Causou polêmica a questão que envolveu o concurso de máscaras promovido pelo prefeito. Claiton destacou que o objetivo maior é de alertar a comunidade para a utilização. Quem quiser participar pode enviar uma foto, mascarado, claro, para o WhatsApp (54) 996.533.741, por mensagem no Facebook da prefeitura ou com a #todosdemáscara, identificado com nome e contato telefônico. Ao final de cada semana as fotos serão publicadas em álbum no Facebook do Executivo e as cinco mais curtidas serão premiadas com álcool gel e 30 máscaras que podem ser distribuídas a familiares e vizinhos que não dispõe do equipamento de proteção.


14

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

Auxílio NA pANdemiA

IFRS engajado para produzir EPIs Campus Farroupilha já entregou 965 protetores faciais, mas para ação continuar é preciso doação de materiais ou dinheiro

O

Bruno Egami

“Estamos priorizando doações de material para não nos envolvermos com dinheiro, mas existe essa possibilidade”, salienta o coordenador do IdeaLab. O contato para outras doações pode ser feito através do e-mail comite.covid19@farroupilha.ifrs.edu. br ou comite.covid19@ifrs.edu.br. Na luta contra o vírus Para proteger profissionais de saúde e trabalhadores em geral, IFRS acelera a produção de materiais

Doações bem-vindas

xxxxxxxx

IFRS Campus Farroupilha, por meio de seu Laboratório de Fabricação Digital e Prototipagem (IdeaLab), está realizando uma ação para produzir protetores faciais para entidades de saúde que trabalham na linha de frente do combate ao covid-19. Até então 965 unidades já foram entregues em Farroupilha e Caxias do Sul, confira a lista dos beneficiados ao lado. Os protetores são produzidos por alunos, servidores e voluntários da instituição de ensino, com utilização máquina de corte a laser e impressoras 3D do Campus. De acordo com Rafael Correa, coordenador do IdeaLab, são produzidas 200 unidades a cada oito horas de trabalho ininterrupto. “Essa é a capacidade de produção máxima quando tem mais demanda. Essa semana foi um pouco mais tranquila pois até quarta não tínhamos o acrílico para fabricar a estrutura e os pedidos de grandes quantidades reduziram”, aponta Rafael. Para a ação continuar, é necessária a doação de insumos. O objetivo é arrecadar doações em dinheiro de pessoas físicas e jurídicas para a aquisição de materiais necessários ao projeto, mas preferencialmente de matéria-prima, listada ao lado. Para doação em dinheiro o depósito ou transferência pode ser feita para o Banco do Brasil, agência 3798-2, conta corrente 301.457-6, Fundação Empresa Escola de Engenharia da UFRGS (FEEng), CNPJ 02.475.386/0001-13. No momento do depósito ou transferência, no campo “código identificador”, digitar o próprio CPF ou CNPJ.

Chapas de policarbonato, pet ou acrílico de 2 a 4mm de espessura; Bobinas de pet/acetato com ótima transparência de, no mínimo, 0,5mm de espessura; Elástico com pelo menos 1cm de largura. Informações pelo e-mail comite.covid19@farroupilha.ifrs.edu.br

Entidades beneficiadas

100 unidades para a Secretaria de Saúde de Farroupilha 450 entidades para o Hospital Beneficente São Carlos 100 unidades para a UPA Coronavírus de Farroupilha 25 unidades para os Correios de Farroupilha 130 unidades para a fiscalização de rua da Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU) e Centro Especializado de Saúde (CES) de Caxias do Sul 10 unidades para médicos do Hospital Pompéia 150 unidades para comerciários, entidades não governamentais e profissionais liberais de Farroupilha


15

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

MARTELO BATIDO

Segundona Gaúcha retorna em agosto Federação define data para regresso da competição estadual e Brasil busca recursos para o período extra de disputa Assessoria de Imprensa SERC Brasil

E

Brasil

m videoconferência com os 16 clubes da Segundona, ficou definido para agosto a volta da competição estadual. A Federação Gaúcha de Futebol (FGF), no entanto, fez uma ressalva que a data prévia pode sofrer algum tipo de alteração por conta de novas determinações das autoridades sanitárias, mas apenas para um período posterior, sem qualquer chance de antecipação do retorno. Um auxílio financeiro de R$ 62,5 mil, previsto em regulamento, será destinado a cada um dos participantes da competição. R$ 22 mil foram repassados e o restante será pago quando a disputa retornar. As equipes que desistirem do estadual terão que reembolsar a FGF do valor adiantado e serão rebaixadas à Terceirona em 2021, sem, no entanto, o pagamento de multa e a punição de dois anos de afastamento. Envolvido também em uma disputa nacional, com o futebol feminino no Brasileirão Série A2, o rubro-verde recebeu R$ 50 mil da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que ofereceu suporte financeiro aos clubes das Séries C e D do masculino e A1 e A2 do feminino. “É um valor que ajuda, mas nem de perto cobre nossas despesas. O clube em atividade (profissional, feminino, categorias de base, despesas administrativas, de manutenção e pessoal) tem um custo mensal que gira em torno de R$ 95 mil. Com a pandemia e o clube fechado, ainda assim temos um custo fixo de R$ 23 mil por mês. Nossas despesas são altas, mas é um preço que se paga para ter uma boa estrutura”, destacou o diretor de Administração e Finanças, Gabriel Marchet. Os atletas tiveram o mês de março pago integralmente e uma negociação com a direção servirá de parâmetro para ser

seguida por todos via Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul (Siapergs). “Fomos o primeiro clube a fechar um acordo com os atletas, que foram sensíveis à nossa necessidade. É um momento que todos têm que ceder um pouco. A proposta é de que eles acionem o seguro desemprego para o pagamento dos meses de abril e maio e os 20 dias de junho, que é quando se encerram os contratos, esse valor seja diluído durante os meses de agosto, setembro e outubro. Evidente que os que desejarem sair não terão nenhum tipo de obstáculo criado pela direção, mas essa alternativa foi encaminhada ao Sindicato e parece que será aprovada pelos demais clubes participantes”, destacou o presidente Elenir Luiz Bonetto. A videoconferência do Siapergs com os atletas estava prevista para esta quinta à tarde, mas não havia sido encerrada até o fechamento desta Edição. A Segundona será retomada na 4ª rodada da 1ª fase e a ideia é de jogos no meio e finais de semana, para encerrar no mais curto espaço de tempo e não onerar ainda mais os cofres dos clubes. Campeão e vice, além de disputarem o Gauchão em 2021, também ficam com as vagas gaúchas na Copa do Brasil e Série D do Brasileiro, já que a Copi-

Melhorias Já previsto antes da pandemia, gramado das Castanheiras passou por adubação, conserto na irrigação e corte moderno da grama, indicado para competições nacionais: torcida é para que futebol no rubro-verde regresse o quanto antes

nha, que geralmente ofertava os postos e acontecia no segundo semestre, não será realizada. “Esse parece ser o caminho mais adequado se a proposta for aceita. É evidente que teremos que batalhar muito em busca de recursos para manter o clube. Em relação às categorias de base, se jogarmos com alguma será com o Sub-20, mas a Federação não falou nada sobre a competição. As demais não devem retornar nesta temporada”, declarou o presidente. Outra frente que não deve ter alterações em seu planejamento, exceto às datas, claro, é o feminino. “Segue normalmente, apenas ficamos à espera da CBF para definir quando o Brasileirão Série A2 será retomado. Sobre o futebol feminino ainda não foi falado nada, mas o calendário não é tão sufocado quanto o masculino e é possível que a disputa seja arrastada mais para frente, para julho, agosto. O Gauchão da categoria também será jogado no segundo semestre, mas existem datas de sobra para a realização do estadual”, comentou o presidente.


MÚSICA

Que tal curtir a reclusão ao som de

bandas farroupilhenses? Foto

vitts

s: D

enk

la D ami

C

EntreTantos, Baterya Fox, WAR, The Red Vinyl Strings e Mad Sheep indicam músicas autorais. Aproveite o período da quarentena para conhecer trabalho do quinteto Inside, capa e páginas 2 e 3

ivul

gaç

ão


Coluna Social

Dicas da colunista Valéria Vettorazzi para encarar o enfadonho e longo período de pandemia do covid-19 Páginas 4 e 5

Inside

Sétima Arte

Roteirizado e dirigido pelos irmãos espanhóis Alex e David Pastor, “A Casa” é um grande thriller disponível na Netflix Páginas 6 e 7

Música

Hora apropriada para valorizar os sons

da cidade

Camila Denkvitts

Para esta semana a Redação traz dicas de músicas de bandas farroupilhenses Yasmin Signori Andrade yasmin@jornalinformante.com.br

A

té a pandemia estar estagnada, seguimos as recomendações e dicas para quem continua em casa. Separamos, nesta semana, algumas músicas de bandas farroupilhenses para atualizar a sua playlist. Além de colocar em dia todos os filmes e séries, como fizemos nas últimas semanas, outro segmento que têm visto os números subir de maneira vertiginosa são as plataformas de streaming musicais, como Spotify, Deezer e também o YouTube. Em tempos de união e desaceleração, a nossa sugestão é apoiar e valorizar os talentos locais. As faixas sugeridas são de cinco bandas que seguem um estilo indie, pop e rock alternativo. Três delas, a EntreTantos, a Baterya Fox, e a The Red Vinyl Strings fazem parte do Coletivo Autoria, um projeto de união e ações entre bandas independentes. Além delas, a WAR (We Are Revolution), e a Mad Sheep completam o time de indicações. Foram selecionadas de duas a cinco músicas de cada um dos grupos. As dicas podem ser conferidas ao lado, e nas páginas 2 e 3 do Inside. Aproveite esse momento para curtir e conhecer novos sons.

EntreTantos

Formada em 2017, como um projeto do IFRS Campus Farroupilha, a banda lançou em 2019 seu primeiro álbum, o “Interprete!”. A banda é formada por Artur Battisti (guitarra solo), Nícholas Fonseca (guitarra), Cristiano Onzi (bateria), Camila Mugnol (vocal) e Rodrigo Pereira (baixo). Confira abaixo a lista de músicas indicadas pelo grupo. Pare, Pense, Interprete Muros O Medo, o Esquecimento e a Cicatriz O Grito do Coração Tentar Mudar o Mundo * As músicas podem ser encontradas no linktr.ee/entretantosoficial onde você escolhe a plataforma que deseja ouvir


Inside

2

Crônicas da Redação Ramon Cardoso

ramon@jornalinformante.com.br

Estado policial de fazer inveja à Stasi. Quem era o ditador e fascista mesmo?

Já que estamos vivendo período de comunismo/socialismo, com cerceamento bizarro das liberdades individuais mais básicas, quem tiver a oportunidade de assistir “A Vida dos Outros”, uma ótima obra alemã dirigida por Florian Henckel von Donnersmarck, e que venceu o Oscar de Filme Estrangeiro, garanto que vale muito a pena. Um trabalho obrigatório para tempos obscuros e sombrios, como o atual. O longa narra o trabalho de um agente da Stasi, a polícia secreta e política da República Democrática Alemã (RDA) que é considerada, até hoje, o serviço de inteligência e de espionagem mais eficiente da história. Contando com cerca de 90 mil funcionários e 175 mil informantes, ela tinha ficha completa da vida de 250 mil alemães. Como a Alemanha Oriental contava, à época da queda do Muro de Berlim, com 17 milhões de habitantes, a cada 68 cidadãos, um estava fichado. Os números não são precisos, mas acredita-se que um a cada 20 habitantes estava sob severa vigilância do Estado. Isso, claro, num regime comunista/socialista, altamente repressivo e, como podemos classificar, num período de exceção. Aliás, todo período governado pela esquerda, de Mao na China, Pol Pot no Camboja, Castro em Cuba, Chávez/Maduro na Venezuela a Lula/Dilma no Brasil, pode ser consideração de exceção, porque além da corrupção e roubalheira desenfreadas, os cidadãos eram monitorados e perseguidos, não tenham a menor dúvida quanto a isso. Pois bem, se a Stasi estivesse ainda na ativa, ficaria com inveja do governador João Doria, chamado apropriadamente pelos paulistas de Ditadoria. Ele passou, em uma ação inédita e das mais criminosas e vergonhosas da história, a monitorar os telefones celulares dos cidadãos. Menor aprendiz, Eduardo Leite fez a mesma coisa com a operadora Vivo aqui no Rio Grande do Sul. Por acaso, ambos são tucanos, um partido que brada aos quatro ventos que defende a democracia. Imagina se não defendesse. Caros leitores, vamos fazer um exercício de imaginação? Coloquem no lugar da dupla engomadinha acima Jair Messias Bolsonaro. Que tal? Pararam para pensar? Aliás, era justamente o presidente eleito (em 1º turno se não tivesse sido escandalosamente fraudada a eleição) o acusado de ser ditador, fascista e tirano, não é mesmo? É possível classificar a ação de Doria e Leite como não sendo a de uma tirania? Não. Ela consiste exatamente nisso, numa investida ditatorial que, tão logo cesse a pandemia, terá que render a deposição urgente da dupla. O mais irônico é que celulares que são roubados e, o mais grave, celulares utilizados em presídios, não são nem nunca foram monitorados. Os cidadãos de bem são, hoje, por esses gestores desqualificados e inaptos, considerados os verdadeiros bandidos. Mas em um tempo muito breve a história se encarregará de jogar todos eles no lixo. A população de bem é maioria e triunfará.

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

Música The Red Vinyl Strings

Com apenas sete meses de existência, a banda conta com duas músicas autorais que bebem da fonte do rock alternativo e indie. É formada por Renan Bassotto (guitarra), Bruno de Souza (baixo e vocal), Rafael Gasperin (guitarra) e Vinicius Rapkiewicz (bateria). Veja faixas do grupo. Stay by the Door Honey * As músicas estão disponíveis no YouTube e no IGTV (@redvinylstrings)

WAR

Na estrada desde 2014, a WAR (We Are Revolution) tem diversos singles lançados e é composta pelos amigos Mateus Mombelli Kurmann (baterista e compositor) e Gabriel Estevan Parisotto (vocalista e multi-instrumentista). Confira a lista de músicas indicadas ao lado pela dupla.

Abrigo Tempestade Filme de Terror O Que Não é Nosso Ninguém Sabe Quem Somos a Sós * As músicas estão disponíveis no Spotify


Inside

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

Guilherme Macalossi

Música

cisperter@hotmail.com

Baterya Fox

Formada em 2018, a banda segue a linha indie e modern rock e é focada em músicas autorais sobre suas experiências. Conta com Vinicius Rapkiewicz na bateria, Rafael Gasperin na guitarra, Erick Vargas no vocal e guitarra, e Daniel Zanoni no baixo. Músicas indicadas na sequência.

Tracy’s Blue Cigarettes (disponível em as plataformas de streaming e YouTube) Devil Might Laugh (disponível no YouTube) Fotos: Divulgação

Mad Sheep

Formada em 2014, a banda toca um som mais pesado, com letras em inglês. É formada por Mateus Brites (guitarra e vocal), Lennon Chaves (bateria) e Felipe Pasqual (baixo). Eles têm um EP gravado ao vivo em um show no Panama Estúdio Pub, em Porto Alegre. Veja as faixas recomendadas.

Start the Show Lead Your Zeppelin Alabama Mad Sheep I Really Never Want to See You Today * As músicas estão disponíveis no Spotify

3

A crise foi gerada pelo Estado, não pelo livre mercado O contexto social que vivemos em meio à pandemia de coronavírus levou os oportunistas keynesianos a saírem das tocas ideológicas onde haviam se escondido depois de destruir as finanças nacionais durante o governo de Dilma. Agora eles ressurgem bancando os salvadores da pátria ao comemorar o incremento de gastos públicos como solução para os enormes problemas advindos da paralisação da economia. Os falsos profetas da economia anunciam o triunfo do estatismo e o enterro definitivo do liberalismo e do mercado livre, que seriam incapazes de dar resposta ao desafio de se reerguer a atividade produtiva depois das quarentenas. O que se escamoteia, entretanto, é o óbvio. Não foi o mercado que entrou em curto circuito, muito menos seus agentes que deixaram de consumir ou ofertar insumos, produtos e serviços. A economia não deixou de funcionar por decisão da chamada “mão invisível”, para ficar com a expressão consagrada por Adam Smith, e sim pela mão visível dos governantes que assinaram decretos restringindo a indústria, o comércio e o serviço. E aqui é importante destacar: uma coisa é a necessidade ou não de restrições sociais como forma de achatar a curva de contágio de uma doença nova, sem cura e cujo comportamento é pouco conhecido, e outra coisa é atribuir de forma oportunista a responsabilidade dos efeitos de uma paralisação aos agentes que foram forçados a parar. Dito de outra forma: a quarentena (boa ou ruim) foi uma escolha imposta pelo Estado, não pela iniciativa privada. De modo que os múltiplos prejuízos acumulados ao longo do período de paralisação, bem como as demissões e a inadimplência de contas, surgem como consequência das ações intervencionistas dos governantes. Os incentivos financeiros que terão de ser desembolsados pelo Estado para estimular a retomada dos negócios não passam de indenizações insuficientes que serão pagas aos empresários e trabalhadores. O que essa situação prova, ao contrário do que dizem os estatistas, é a necessidade da economia girando como única fonte de geração de riqueza para sociedade. Mais do que nunca, precisamos da economia livre para prosperar. E quando isso tudo passar, as reformas liberais, agora mais do que nunca, é que se farão necessárias para atenuar os efeitos do alto endividamento que Estado contratou para sair da crise que pariu. Voltem para as tocas, keynesianos. * Redator e radialista


E

Saudades?

#EmCasa Arquivo Pessoal

m tempo de isolamento social fica difícil estar longe de familiares e amigos queridos, né? Então as dicas dessa semana são de como podemos estar próximos, sem ser fisicamente. Envie uma mensagem para aquele amigo querido que você não conversa há tempo: “Oi, sumido”. Marque de ver o mesmo filme ou fazer a mesma receita com seus amigos, para trocar ideias depois. Pergunte para seus amigos se estão bem e precisam de alguma ajuda, às vezes precisamos apenas ter com quem conversar.

Geovana Basso recebeu o car filha Valentina pela passagem aniversário na semana passa foi comemorado em casa com

Delícias

Uma maneira de ajudar a economia farroupilhense é fazendo pedidos nos restaurantes da cidade, comprando nos mercados e lojas locais. Muitos restaurantes da cidade se adaptaram e estão trabalhando com formato Delivery. Vamos saber mais? O Guaraipo Bar e Cozinha lançou o Menu Horta - Cozinha de Natureza, que consiste em um projeto para resgatar a gastronomia autoral. Ao comprar este kit o cliente recebe uma caixa com todas as preparações separadas e numeradas em roteiro para fazer seu menu em casa. O Restaurante do Parque adaptou seu cardápio para um formato expresso. Todos os dias são produzidas viandas com menus diferentes. Os pedidos podem ser feitos por WhatsApp e tem tele entrega grátis. A empresa Ingredientes da Vida está entregando kits de alimentos higienizados em casa. São duas opções de kits, com sete tipos diferentes de legumes e verduras. As opções e pedidos podem ser conferidos no perfil @ingredientesdavida.

Rafael Toffolo e Rocheli Verona com a filhinha Milena, curtindo os momentos em família que a quarentena tem proporcionado Divulgação Arquivo Pessoal

Agito

Fechado por conta do período de quarentena, o Boteco do Chá propõe um novo formato de festa, em casa. No sábado, a partir das 18h rola uma live com os músicos Amigos do Boteco. O show será transmitido no perfil das redes Facebook, Instagram e Youtube @ botecodocha. Os convidados que farão parte da live são Cirilo Souza, Vitor Henrique & Gabriel, Rodrigo Lorenzo e Patrick Ferreira.

E-music

O DJ farroupilhense Mau Maioli foi convidado pela Eletronic Groove Miami nesta semana para gravar um set, que será divulgado na plataforma mundial de música eletrônica. E no sábado rola uma live no instagram @maumaioli para os fãs do estilo matarem as saudades do estilo musical e das festas.

A profissional de Educação Física Tamires Bigolin inovou para manter suas aulas de Zumba e Strong Nation nas últimas semanas. Sabendo da importância dos exercícios físicos para o sistema imunológico, as aulas das modalidades estão sendo ministradas todos os dias, às 19h30min, pela plataforma Zoom

Relembrando bons momentos, como a formatura da mais nova jornalista, Mainara Torcheto, realizada no começo do mês passado, no Restaurante Caminho do Trem


Arquivo Pessoal

Arquivo Pessoal

Vamos viajar sem sair de casa? A inspiração da semana é do casal Leandro Andreis e Shaiane Piffer, que esteve em lua-de-mel na Turquia, no mês passado. Na foto visitam um local chamado “Mesquita Azul”, na cidade de Istambul. A construção foi erguida entre os anos de 1606 e 1616, e é conhecida por este nome por causa dos mais de 20 mil azulejos que a cobrem

rinho da m do seu ada, que a família

Divulgação

Nesta semana convidei o professor Gilberto Broilo para comentar um pouco das mudanças que a quarentena tem impactado na sua vida e participar de uma forma diferente da coluna. Confira o depoimento abaixo. “Essa semana li um desabafo no Facebook: o professor foi reduzido a youtuber. Esse é o maior engano de todos! Além de promovermos a experiência por meio de aulas relevantes e construtivas, nós, educadores, temos a obrigação de nos adaptarmos às mudanças socioculturais. Não podemos minimizar o profissional da mídia e, muito menos, afirmar que os educadores mediam o conhecimento apenas presencialmente. Minha rotina, portanto, tem sido: preparação de aulas de manhã, com meu café preto sem açúcar; correção de atividades à tarde, com um chá verde; e as aulas interativas online por vídeo com os estudantes à noite, com uma cerveja. Esse período de adaptações tem se mostrado uma ótima oportunidade para mediar a aprendizagem por meio de ferramentas que antes eram utilizadas apenas pelos youtubers, que já estavam à nossa frente! Criei um projeto chamado Design &, que contempla uma série de episódios de bate-papo sobre Design e múltiplas áreas do conhecimento, com profissionais feras. Tendo 40 minutos de duração, são gravados em vídeo, divulgados nas mídias pessoais e acadêmicas. São objeto de ensino. Estamos, também, fazendo lives no Instagram com essas mesmas temáticas, promovendo discussões de tom filosófico, todavia, aplicáveis na nossa vida cotidiana, que está midiatizada e imaterial”.

Convidado


Inside

6

Egui Baldasso e.baldasso@gmail.com

Bons corações não nos deixam sozinhos É uma puta sacanagem passar o dia da gente sozinho. O ser humano não nasceu para ser um. Mesmo únicos, viemos pra esse mundo para sermos nós. Eu percebi isso desde muito cedo, quando via um ou mais rostos comigo em cada um dos meus melhores momentos. E os 34 recém completos só fizeram confirmar isso. O único pilar que nos sustenta é o outro. Quem chamamos de família, quem reconhecemos como amigo. Quem nos quer bem, e faz de tudo para que assim fiquemos. No dia 11, em algum ano perdido nos vinte e poucos, eu teria reunido gente. Feito um pagode, acendido um fogão a lenha em um clube gelado. A certa altura, alguém colocaria fogo no balcão de madeira, sempre com a prudência praticada pelos que andam comigo. Rolaria vaquinha pra mais cerveja, a perda do controle seria inevitável, a confusão também, mas tudo encontraria o seu lugar. Chegaria gente que eu nem convidei, irmão de não sei quem, que viria falar comigo completamente extasiado com a atmosfera daquilo. “Eu nunca vi nada parecido, cara. Que festa, que clima, que foda”. Eram assim as festas de 11 de abril. Não por minha causa. Eu só organizava. Aqueles encontros eram foda pelas pessoas que eu sempre insisti em reunir. Ver gente boa se juntando. Almas fantásticas em contato. Saindo dali amigos, muito mais que conhecidos. Porque é isso que acontece quando almas fantásticas se esbarram: elas se reconhecem, e tendem a caminhar lado a lado. A minha vida toda eu tento fazer isso. Já são 34 anos. Reúno gente. Em abril ou em qualquer chance que a vida me dê. Porque sei da qualidade de quem anda comigo. Mau caráter não tem a audácia de me chamar de amigo. Corações bons, sempre. E eu me amarro em criar desculpas para atraí-los. Neste dia 11, num 2020 tanto sem graça, eu não pude fazer isso. Corações e almas não puderam se reconhecer para, dali, saírem juntas. Ficou para a próxima, porque elas certamente virão. Eu vou com essa mania de colocar quem vale a pena cara a cara até que os 34 virem 67, se me deixarem correr até lá. Mas como esse Deus sabe que eu preciso do outro, ontem me trouxe os melhores. Me trouxe família. Trouxe tanta mensagem e carinho de muitos. Pessoas que me sustentam, que me dão a honra de chamar de amigo. Me lembraram histórias, me deixaram saber o que represento para elas. E eu chorei, porque sempre fui assim. Mais idade não ia me mudar. O abraço ficou para depois, mas o amor colou comigo. E fizeram um Egui quase se assanhando aos enta o ser humano mais feliz desse planeta. É uma puta sacanagem passar o dia da gente sozinho, que bom que eu nunca estive. * Jornalista e escritor

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

Sétima Arte

A Casa, e também os bens, a Irmãos Alex e David Pastor roteirizam e dirigem thriller espanhol que escancara uma espiral de insanidade e loucura que certamente passará a fazer sentido no período de pós-pandemia

O

trabalho dá valor à vida de Javier Muñoz (Javier Gutiérrez). Publicitário conceituado, ele batalhou muito para dar uma esteira de conforto para a esposa Marga (Ruth Díaz) e o retraído filho Dani (Cristian Muñoz), mas apesar do sucesso de outrora e de uma série de campanhas de sucesso, há um ano ele está desempregado e, a cada nova entrevista, vê suas chances de conseguir uma reinserção no mercado serem diminuídas. Isso o obriga a dar um passo atrás. Ele terá que se adequar à nova realidade e o inicial, estimulado pela esposa, é de deixar o suntuoso apartamento em que vive em uma área nobre de Barcelona para a antiga residência do casal, em um bairro periférico da Capital catalã. Esse seria um caminho, muitos podem imaginar, para restabelecer uma conexão com mulher e filho, já que o contato parecia estar mais alicerçado nos bens materiais do que no afeto, mas é justamente o contrário que acaba acontecendo.

Ainda com a posse do portão da garagem e das chaves de seu antigo apartamento, Javier resolve adentrá-lo quando o novo proprietário, o executivo Tomás Andrade (Mario Casas), sua esposa Lara Blasco (Bruna Cusí) e a filha do casal, a pequena ginasta Mónica (Iris Vallés) não se encontram na residência. Javier começa a se descontrolar com a situação e seu desespero o leva a uma atitude extrema. Ele passa a vasculhar a vida de Tomás e, aos poucos, buscará uma aproximação. Em um primeiro momento, o espectador acredita se tratar de um transtorno obsessivo do publicitário, porém, aos poucos, é possível se dar conta que seu plano é muito mais complexo do que pode parecer inicialmente. Desenvolvendo uma nova personalidade, Javier lutará para reconquistar tudo que perdeu e não medirá esforços para voltar ao seu antigo padrão de vida, como ele fala em certo momento da trama, em tom profético em uma reunião de dependentes alcoólicos. “Cansei de ver outras pessoas curtindo coisas que nem sabem apreciar e nem merecem.

A partir de agora, vou viver minha vida ao máximo sem pedir permissão e sem pedir desculpas”, declara. E é justamente isso que faz. Aos poucos, o publicitário criará uma teia muito bem arquitetada de intrigas que acabarão o beneficiando e fará com que seu objetivo final seja atalhado. O desenvolvimento dessa dicotomia entre a loucura do protagonista e seu frio e absoluto controle de situações minuciosamente planejadas é o que torna “A Casa” um excelente suspense. Javier en-


Inside

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

7

Lauro Edson Da Cás

Sétima Arte

ldacas@hotmail.com

família, o trabalho, a vida... Divulgação

À força Após surto, o psicopata Javier Muñoz (Javier Gutiérrez) fará de tudo para tomar o lugar de Tomás Andrade (Mario Casas) e restabelecer seu alto padrão de vida, custe o que custar

carna com maestria um stalker (perseguidor) e os momentos de tensão permeiam praticamente toda a trama, que traça paralelos interessantes com “O Poço” e “Parasita”, dois longas metragens consagrados no momento, potencializados por conta do período de reclusão. Embora seja um tanto quanto surreal imaginar o cenário em que a obra foi projetada, é fato que situações como a de Javier tendem a ser algo não tão raro diante da ruína econômica global que será causada pela pandemia do vírus chinês. Para muitos não será nada fácil abrir mão de uma vida de conforto e comodidade, conquistada às duras penas, por conta de uma tragédia deliberada e meticulosamente projetada pelo Partido Comunista Chinês. Para os leitores que assistiram e gostaram, vai uma outra dica interessante de filme que tem o mesmo viés, embora o suspense seja cômico até em certos instantes: “O Corte”, uma longa francês de 2005, dirigido pelo lendário cineasta grego Konstantin Costa-Gavras, onde um executivo vê seu padrão de vida despencar após anos desempregado e decide criar um plano para matar os concorrentes ao seu cargo em processos seletivos de empresas. A pandemia fará a obra ser resenhada em breve.

Imagem: Reprodução

Título original Hogar Título traduzido A Casa Direção e roteiro Alex Pastor David Pastor Gênero Suspense Drama Duração 103 minutos País Espanha Ano de produção 2019 Estúdio Nostromo Pictures Distribuição Netflix

Vamos nos contagiar com a Esperança! O ano é 2020 e vivemos uma Quaresma, uma quarentena totalmente excepcional. Talvez, da forma como está, ninguém tinha vivido ou passado por tamanha experiência. Para expressar este período tão único, recorramos à simbologia (elementos expressivos e repletos de significados) que pode nos fazer compreender além daquilo que estamos passando e vivendo. A simbologia, que pode nos acalentar e pode nos ajudar a compreender este tempo, nos colocou em evidência a Quaresma. Se de um lado ela nos faz lembrar, em termos gerais, de silêncio, resguardo, deserto, penitência, fragilidade, angústia, espiritualidade, entre outros significados, por outro lado ela também carrega consigo um buscar o novo, um reacender das brasas, até mesmo, de viver um mundo novo contagiado pela esperança! Consideramos, ainda, a estação Outono. De fato, o Outono é sempre mais cinzento, se comparado com as outras estações do ano. É a estação onde as folhas caem dos galhos, os frutos também. Por sinal, os primeiros frutos amadurecem, enquanto os segundos, desprovidos de nutrientes, se desprendem dos galhos para dar lugar a uma nova fuligem. Outono, sim, é visto como a transição natural, imprescindível para a natureza, ou seja, torna-se necessária para que as árvores e plantas possam prosseguir sua jornada. Faz parte da sobrevivência, pois sem essa troca, a vida não acontece. Buscamos na simbologia, então, a força e entendimento para superar tudo isso que a humanidade está passando! A natureza precisa passar por fase de transição e, por conseguinte, de renovação. O Planeta (a vida) precisava de uma parada ou de um ‘se refazer’. E sobre a rotina, então? Para muitos, ela é considerada monótona e sem graça alguma. Mera reclamação existencial. Pois não é que agora, numa situação desta de interrupção, ela se torna a grande senhora do viver? Contraditório ou não? Um dado inerente que não pode ser desconsiderado em tempos de mudanças (ou da possibilidade de mudança) é de se acuar. Em geral, o ser humano, diante de toda situação de transformação, torna-se acuado, amedrontado, impactando diretamente na sua forma de vida, em seu estilo e na sua rotina existencial. Reflexão. Perturbação. Mudar? É como muito se disse por aí: “enquanto o problema é com o outro, não me importo”. Entretanto, a mudança é impactante, é visível e é exigente. Apesar de reações diversas, é absolutamente necessário acrescentar que quando deixamos de perceber que, se não há espaço para aquilo que é novo, você e a própria humanidade continuarão vivendo da mesma forma, vivendo no sistema antigo. Sem evoluir. Evidente, nem tudo que é antigo é descartável. Portanto, a arte de analisar constantemente de como se está vivendo, de como se está fazendo/ produzindo tal coisa, é de suma importância. Claro, por vezes, se carrega, ainda, tantas tralhas que se tornam pesadas na própria mochila emocional, intelectual, comportamental, espiritual e física. Enfim, o barco precisa seguir seu rumo. Estamos em viagem. Aos poucos, mesmo judiados desta experiência, vamos nos refazer. Se contagie de esperança, mais do que antes. Pasmem. * Mestre em Letras, Cultura e Regionalidade


Inside

8

Horóscopo Áries - 21/03 a 20/04

É importante ampliar o seu campo de visão sobre as coisas que o cercam e confiar no poder da vida que está presente em todas as coisas que o cercam. A justiça e a proteção divina estão presentes para todos os que trilham um caminho reto e justo.

Touro - 21/04 a 20/05

O seu maior inimigo é você mesmo. É preciso vencer uma batalha interna para agir com justiça e discernimento. O céu lhe dá condições de perceber o seu valor e de tomar decisões profissionais congruentes.

Gêmeos - 21/05 a 20/06

Não espere que todas as pessoas compreendam as suas decisões. Mas é preciso entender e respeitar o momento no qual cada um está inserido. O céu lhe dá condições de expor suas ideias, estudar e realizar atividades que evidenciam os seus interesses pessoais.

Câncer - 21/06 a 20/07

É importantíssimo entender quem é você neste momento evolutivo e aceitar as diferenças que existem no relacionamento ou nas sociedades. Você está em condições de explorar os sentimentos mais profundos e expressá-los verdadeiramente.

Leão - 21/07 a 22/08

O ambiente de trabalho ou a sua rotina não está sob o seu controle. É inteligente aceitar as mudanças e ampliar o seu campo de visão sobre as novas possibilidades que chegam para desenvolver atividades que têm mais a ver com você.

Vírgem - 23/08 a 22/09

As mudanças são bem-vindas para descartar experiências e pessoas que não vibram os mesmos interesses. O céu lhe traz um caminho profissional promissor, mas é preciso ter jogo de cintura para aproveitar o novo ciclo.

Libra - 23/09 a 22/10

Algumas pessoas são descartadas da convivência, e pode ter certeza de que isso será o melhor. A sua transformação pessoal depende da saída de algumas pessoas. Um novo cenário abre portas e os resultados dependem do seu estado de consciência.

Escorpião - 23/10 a 21/11

É preciso ter estratégia para lidar com a rotina e o trabalho. O céu lhe traz boas oportunidades para interagir com pessoas e para obter resultados financeiros satisfatórios. Não desista dos planos traçados, mas busque a flexibilidade.

Sagitário - 22/11 a 21/12

As tensões emocionais estão no setor financeiro. É preciso ter entendimento sobre a experiência e soltar tudo aquilo que não está sob o seu controle. O céu favorece as relações de convivência e traz contatos interessantes.

Capricórnio - 22/12 a 20/01

Você pode estar sofrendo por ter uma visão restrita e limitada da situação. O seu posicionamento é fundamental para dar permissão ou para anular experiências que o cercam. As responsabilidades são altíssimas, mas o cenário é de oportunidades.

Aquário - 21/01 a 19/02

Tenha atenção com a raiva e com o julgamento de pessoas e de fatos que o cercam. É preciso discernimento para interagir e se relacionar com as pessoas. O céu lhe dá condições para se comunicar de uma forma assertiva e para promover atividades que geram prazer.

Peixes - 20/02 a 20/03

O setor financeiro merece atenção e exige de você decisões éticas com as pessoas que estão envolvidas no seu cenário profissional. Mas você tem um plano favorável que, com equilíbrio e cooperação, trará excelentes resultados.

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020


FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020

TERRENO DE ESQUINA, com 1.377m², está à Venda! Imediações do Shopping Centro de Compras e rodoviária. Contatar através do telefone: (54) 991.181.642. VENDO TERRENO, por apenas R$125.000,00 no BAIRRO IMIGRANTE. Medindas:12,00 x 33,00 (396m²). Tratar: (54) 999.680.419. Farroupilha: para você homem discreto, que procura uma boa massagem para relaxar, agora você já tem o local certo! “PRAZER PICANTE”, você encontra as mais BELAS GAROTAS! Local central. Venha conhecer! Fone: (54) 991.430.723. Segunda a sábado. Dani, loirinha de olhos claros! Sempre pronta para o prazer! Disponível das 9h às 16h, com atendimento com local próprio. Contatar pelo fone (54) 996.145.503. Pamela: loira bronzeada, siliconada, 25 aninhos, boca carnuda, pronta para satisfazer suas fantasias e desejos. Contato pelo fone (54) 991.430.723, das 9h às 20h. Está a fim de fugir da rotina com uma gata sensacional? Então venha passar esse momento comigo. Sou a Pati, uma moreninha pronta para te enlouquecer. Atendimento em local central e discreto (54) 996.145.503 ou (54) 991.430.723, das 13h30min às 18h. Lu, morena sensual, para você que quer relaxar. Venha me conhecer, prazer garantido. Atendimento central (54) 996.145.503. Venha me conhecer! Mulatinha cor do pecado, dos teus sonhos! Realizo seus desejos e fetiches, sou carinhosa! Eu sou a Manu! Entre em contato e agende seu horário, atendimento em meu local central e bem discreto! (54) 996.145.503 ou (54) 991.430.723.


2

Quer relaxar e sentir prazer com uma mulher cheirosa e que adora dividir momentos intensos com você? Venha me conhecer! Paula (54) 991.430.723 ou (54) 996.145.503. Flávia, linda acompanhante para seus desejos mais secretos, com a massagem relaxante para seus momentos de tensões! Agende seu horário através do fone (54) 991.430.723 ou (54) 996.145.503. Bianca para você que quer algo diferente, com aquela massagem para seus momentos de estresse. Agende comigo (54) 996.145.503 ou (54) 991.430.723. Oi! Me chamo Manu, tenho 28 anos, sou morena clara com cabelos cacheados! Carinhosa e atenciosa! Para você que está naqueles momentos precisando de uma massagem relaxante e tântrica. Venha se descontrair! (54) 996.145.503, (54) 991.430.723 ou (48) 991.730.233. Renata loira / Ana Paula morena, juntas ou separadas, com aquele atendimento especial! Agende conosco (54) 996.155.503 ou (54) 991.430.723.

FARROUPILHA, 17 DE ABRIL DE 2020


Profile for Informantef Informantef

Edição 633  

Jornal Informante (Farroupilha/RS)

Edição 633  

Jornal Informante (Farroupilha/RS)

Advertisement